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Outubro de 2012

Outubro de 2012 | Ano II | nº 14

O dia a dia do produtor rural

www.diariodafazenda.com.br | Imperatriz/MA

Maranhão fica sem o reconhecimento de área livre de febre aftosa até 2014

Ministério da Agricultura sinaliza que o reconhecimento nacional deva ocorrer em 2013 e o internacional, somente em 2014

TIAGO SAMPAIO


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Outubro de 2012

E ditorial

Expediente

Eventos rurais em alta! N

Jornal Diário da Fazenda Ano II, Edição 14, Outubro de 2012 Mensal. Distribuição Dirigida. Tiragem: 2 mil exemplares Imperatriz, Maranhão. Uma publicação mensal da

os últimos anos, Imperatriz tem apresentado um crescimento que chama a atenção de investidores de várias regiões do País. Seja no comércio, indústria ou agropecuária, a cidade desponta como uma locomotiva dessa região maranhense que se diversifica economicamente. Puxados por esse

cenário, grandes eventos estão em alta no Maranhão e em todo o Nordeste. Imperatriz é um exemplo disso. Além das tradicionais Expoimp e Fecoimp, grandes feiras que acontecem anualmente na cidade, agora, o X Enel - Encontro Nordestino de Leite - que acontecerá nesse mês aqui em Imperatriz, vem despertar

essa nova vocação da cidade como polo concentrador de negócios e discussões dos temas do campo. A agropecuária da região deve fomentar a vinda, cada vez mais frequente, de eventos ligados ao que se produz no campo, com predomínio, claro, da pecuária, pela força que o segmento tem.

pois dele depende e com ele lida em tempo integral. O Brasil, antes importador, é hoje um dos maiores exportadores de alimentos. Isso, claro, mexe com os competidores. Daí a estratégia de difamar, injuriar e caluniar o produtor rural. Fala-se muito na existência de uma bancada ruralista no Congresso. Deixa-se, no entanto, de mencionar a existência de uma bancada antirruralista, com conexões entre os formadores de opinião. Basta ver que, finda a sessão de votação da medida provisória, o senador

Jorge Viana, do PT, manifestou a esperança de que a presidente venha a vetar o que o Senado aprovou. É um integrante de um Poder torcendo para que seu próprio Poder seja negado. A tanto se chegou. E isso numa votação em que apenas três senadores votaram contra o resultado vitorioso. O principal ponto de discordância no texto foi a redução da largura da faixa mínima de mata exigida nas margens dos rios para médios produtores, de 20 para 15 metros; para os grandes produtores, de 30 para 20 metros.

Artigo

Os beneficiários por Kátia Abreu*

A Contatos:

diariodafazenda@gmail.com (99) 8111.1818/9113.6191 www.diariodafazenda.com.br Jornalista responsável Diego Leonardo Boaventura - DRT Textos e Fotos Equipe Diário da Fazenda Antonio Wagner Diego Leonardo Boaventura James Pimentel Conselho Editorial Marco A. Gehlen - Jornalista - MTB 132-MS Identidade Visual Luciana Souza Reino Editoração gráfica, edição e revisão Equipe Diário da Fazenda Distribuído e apoiado por Maná Expresso e Sindicato Rural de Imperatriz Participe do Diário da Fazenda Participe do Diário da Fazenda Envie sua sugestões de pauta, Envie sua sugestões de pauta, de entrevistas e artigos para: de entrevistas e artigos para:

diariodafazenda@gmail.com diariodafazenda@gmail.com

adoção de um novo Código Florestal, processo concluído com a votação de medida provisória com regras complementares, é um marco político e cultural para o Brasil. Pela primeira vez, tema de tão grande relevância, sobretudo num país de exuberante natureza e inapelável vocação agrícola, é posto à deliberação do Congresso Nacional. Até então, o país vivia sob a égide de um Código Florestal do tempo do regime militar, editado em 1965, sem qualquer participação da sociedade brasileira. Ao longo das quase cinco décadas posteriores, o Código Florestal foi diversas vezes emendado pela ação solitária da burocracia estatal, sem qualquer audiência ao Congresso ou à opinião pública. O debate em torno desse tema chegou à sociedade pelo avesso. Grupos de pressão, por meio de organizações não governamentais (ONGs), elegiam os seus vilões - em regra, os produtores rurais e, em nome do meio ambiente, ditavam as regras. O meio ambiente, no entanto, era mero pretexto para ocultar o que de fato os movia: a guerra comercial pelo mercado mundial de alimentos. Não é casual que as principais ONGs envolvidas sejam estrangeiras - e que não possam sustentar o mesmo discurso em seus países de origem. Napoleão dizia que a um soldado pode-se pedir tudo, menos que se sente sobre sua baioneta. Parodiando-o, podemos dizer que ao produtor rural pode-se pedir tudo, menos que degrade sua própria terra. Portanto, ninguém mais que o agricultor conhece o meio ambiente,

O Diário da Fazenda é parceiro do Programa Solo Rural, voltado para a agropecuária da região e transmitido aos domingos, das 9 às 10 da manhã, na RedeTV! Canal 5 de Imperatriz-MA. Assista! E-mail: solo.rural@hotmail.com http://www.facebook.com/tvsolorural http://www.facebook.com/soloruralTV


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Outubro de 2012 reprodução

Entrevista

Madeira: foco na agricultura familiar “Nós vamos continuar apoiando a agricultura familiar”

Sebastião Madeira nasceu no dia 29 de dezembro de 1949 no Centro dos Piaus, hoje município de Graça Aranha. Médico, formado pela Universidade Federal do Ceará, tornou-se político filiado ao PSDB do Estado do Maranhão, sendo 4 vezes deputado federal pelo Estado. Em 1º de janeiro 2009, elegeu-se prefeito de Imperatriz com 50,89% dos votos. PrePor Diário da Fazenda

Como o senhor avalia o agronegócio da região? O agronegócio é importante, agora, eu não acho que o agronegócio tenha uma importância grande na economia de Imperatriz. Tem na de Balsas, na economia do sul do Maranhão, tem até na de Açailândia, pela pecuária, não pela agricultura, mas começa na agricultura, principalmente, do milho. Mas, especificamente, em Imperatriz, a área do município é pequena, têm algumas fazendas, no entanto a agricultura aqui é somente a agricultura familiar. Quais as políticas de incentivo à agricultura realizadas pelo seu governo? Nós apoiamos integralmente a agricultura familiar, ajudamos os pequenos produtores, preparamos

sidiu, também, o Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política do PSDB, no biênio 2006/2007. Nas eleições deste ano, Madeira conseguiu a reeleição com 57,61% dos votos e terá como vice o Pastor Porto, vice-governador na gestão de Jackson Lago. Maderia falou ao Diário da Fazenda sobre o setor rural. Acompanhe!

anualmente mil hectares no município por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, doamos o adubo, a semente, preparamos a terra, e depois compramos a produção. Como o senhor avalia o impacto do atual Código Florestal no agronegócio regional? Eu acho que é importante o tratamento ambiental, mas não pode também ter uma rigidez que impeça que o país possa crescer. E o novo código florestal me parece que contempla a proteção ambiental, mas não engessa a produção do país. O senhor já pode nos dizer o nome do responsável pela pasta de Agricultura nessa nova administração, Zé Fernandes Dantas continua? Ele tem feito um extraordinário trabalho e nós

vamos avaliar, um novo governo é sempre um novo momento, mas ele tem feito um grande trabalho e tem tudo para continuar. Na sua opinião, quais as maiores gargalos do agronegócio hoje na região? Bom, os gargalos são a falta de equipamentos, por isso, é que o município é quem prepara a terra. A falta de financiamento, a falta até de organização e capacitação técnica dos pequenos produtores. Acho que são problemas que devem ser aliviados, retirados, para que essa produção seja maior.

Quais os novos programas o seu governo irá implantar para contribuir com o desenvolvimento da produção de nossa cidade? Nós vamos procurar cada vez mais ampliar os programas, se hoje nós preparamos mil hectares,

iremos tentar aumentar essas áreas de plantio para que os agricultores produzam mais, vamos também ampliar o programa de compra local, intensificar o uso da merenda escolar com a agricultura familiar e fazer as parcerias com o governo federal e estadual para, assim, conseguir mais apoio e fazer o que a gente já vem realizando. Digo até que o Zé Fernandes, secretário de Agricultura, é o prefeito do interior do município.

Por fim, o que o senhor gostaria de destacar sobre este setor e a relevãncia deste para a cidade? Gostaria

de

destacar

o

apoio, a proteção a essas pessoas, que estão tanto ajudando a produzir como dando vazão à produção, fazendo com que as pessoas tenham onde colocar sua produção. O município tem feito isso e vamos ampliar, para que eles tenham a garantia que tudo que produzirem seja colocado no mercado. O próprio município participa disso com seus programas que recebe a produção para abastecer a Casa do Idoso, o restaurante popular, os hospitais, as escolas, os programas sociais, o PET e o Pro-jovem. Eles tem a garantia de venda dos seus produtos.


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Cursos Itinerantes

Circuito Nacional da Pecuária Sustentável realizou dois dias de cursos em Imperatriz O Circuito está percorrendo o Brasil levando informação aos produtores sobre o manejo sustentável na pecuária diego boaventura

trole de invasoras, todas as técnicas apresentadas durante o

Os cursos são ministrados pelo engenheiro agrônomo Wagner Pires e têm como público empreendedores rurais e universitários Diego Leonardo Boaventura

A

cidade de Imperatriz recebeu, nos dias 1º e 2 de outubro, o Circuito Nacional da Pecuária de Sustentável - evento que está percorrendo o país de Norte a Sul e, até o final de outubro, irá promover vinte cursos nas principais cidades de pecuária tropical. Cada curso tem duração de dois dias e aborda uma sequência de temas envolvendo assuntos ligados à produção de pastagem para bovinos, equinos, caprinos e ovinos. A programação aconteceu no auditório do Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), nas dependências do Parque

de Exposições, e contou com bom público nos dois dias de curso. O público alvo do Circuito são pessoas que já são ou desejam ser um empreendedor rural e universitários. Entre os assuntos abordados estiveram: a importância da intensificação; o preparo do solo para uma boa formação de pastagem; o manejo de pastagem; e os planos de ações a curto, médio e longo prazo. “O projeto está no seu primeiro ano e tem o intuito de levar informação para os pecuaristas e universitários sobre manejo, adubação, manejo de pastagem, sistema rotacionado, controle de plantas daninhas,

recuperaração e reforma pastagem, então, aborda praticamente todos os assuntos relacionados à pecuária, explica o engenheiro agrônomo e representante da Dow AgroSciences em Imperatriz, Henrique Fancio Contin. Coordenado pelo engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens, pela Universidade do Boi e da Carne, localizada em São Paulo, e empresas parceiras como a Dow AgroSciences, o curso tem o objetivo de intensificar a produção pecuária, mas, de maneira sustentável. Segundo o consultor Wagner Pires, para fazer isso é preciso divisão nas fazendas, adubação, con-

Circuito. “Nós não fizemos o curso com muita carga teórica, mas, sim, com informações práticas, num linguajar bastante simples para o produtor poder assimilar. Tivemos aqui gerentes de fazendas, pessoas mais simples sem muito estudo, porém estão conseguindo pegar. Essa é a filosofia do Circuito Nacional da Pecuária Sustentável”, diz. O Circuito seguiu de Imperatriz para Marabá (PA). As inscrições podem ser feitas pelo próprio site do evento (http://www.circuitodapecuaria.com.br/) e as vagas são limitadas de acordo com a capacidade dos auditórios.

Confira as cidades contempladas pelo Circuito Nacional da Pecuária Sustentável: * 16 e 17 de julho – Barreiras (GO) * 19 e 20 de julho – São Paulo (SP) * 30 e 31 de julho – Rolim de Moura (RO) *2 e 3 de agosto – Cuiabá (MT) *9 e 10 de agosto – Vitória (ES) *27 e 28 de agosto – Teresina (PI) *30 e 31 de agosto – Paragominas (PA) *10 e 11 de setembro – Fortaleza (CE) *13 e 14 de setembro – Campo Grande (MS)

*17 e 18 de setembro – Maringá (PR) *1º e 2 de outubro – Imperatriz (MA) *4 e 5 de outubro – Marabá (PA) *15 e 16 de outubro – Maceió (AL) *18 e 19 de outubro – Feira de Santana (BA) *25 e 26 de outubro – Uberlândia (MG) *30 e 31 de outubro – Belo Horizonte (MG)


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Adiado

MA fica sem reconhecimento de área livre de aftosa Tão desejada liberação para exportação de produtos pecuários aos mercados internacionais deve demorar pelo menos mais dois anos AGED/MA

O

Ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro, enviou comunicado oficial aos governos dos estados participantes do Bloco Pecuário do Nordeste - Maranhão, Piauí, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, e o leste do Pará - que pleiteavam reconhecimento nacional este ano e internacional de zona livre de febre aftosa para o ano que vem, informando que o processo será adiado para 2013 (nacional) e 2014 (internacional). Segundo o documento assinado pelo Ministro Mendes Ribeiro, a decisão baseou-se em um novo calendário de avaliação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que valida o reconhecimento internacional, e também para beneficiar os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba, que haviam sido retirados do Bloco Pecuário por não conseguirem cumprir as metas estabelecidas para o reconhecimento nacional. Para o Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Cláudio Azevedo, a decisão do Ministério prejudica consideravelmente o Maranhão, visto que o governo do estado, desde

Ministério informou que reconhecimento nacional deve ocorrer no próximo ano e o status internacional ser liberado somente em 2014

o ano passado, vem se empenhando em cumprir todas as determinações sanitárias, destacando-se em 1º lugar em todas as auditorias e registrando índices recordes de vacinação contra a febre aftosa. “O Governo do Estado, através da Sagrima, sempre tratou o reconhecimento como zona livre uma questão prioritária, investindo

recursos, empenhando suas equipes técnicas e garantindo resultados exemplares para os outros estados. Cumprimos o compromisso que assumimos ao assinarmos o pacto com o Ministério e os demais estados nordestinos. Não podemos aceitar sem protestar que sejamos agora prejudicados porque os Estados do Rio Grande do Norte

e Paraíba não fizeram seu dever de casa. Vamos lutar para garantir o reconhecimento nacional ainda em 2012 e trabalhar para que realmente consigamos o reconhecimento internacional pela OIE, em 2013”, afirmou o Secretário da Sagrima. Azevedo avalia que o Maranhão é o estado mais prejudicado por ter o maior

rebanho entre os estados do Bloco - estimado em aproximadamente 7,3 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos -, com vocação principalmente para a pecuária de corte. “O Maranhão é o único estado brasileiro com rebanho comercial que ainda não tem reconhecimento como zona livre. Os rebanhos dos outros estados, além de serem muito menores que o nosso tem vocação de pecuária leiteira, sem foco na exportação, como é o nosso caso. O reconhecimento de zona livre de febre aftosa, para esses estados, não impactará na economia como acontecerá no Maranhão, onde os criadores já esperavam ansiosamente pelo reconhecimento nacional ainda este ano, e internacional, em 2013”, lamenta o secretário. De acordo com o Mapa, pelo novo calendário, o reconhecimento nacional de zona livre de febre aftosa para os estados do Bloco Pecuário do Nordeste deve acontecer no início de 2013. Em agosto do próximo ano, o pleito do reconhecimento internacional será encaminhado à OIE. A Assembleia Geral do órgão internacional que deliberará sobre o pleito brasileiro está agendada para maio de 2014. (Informações da Sagrima)

Comemoração

Em 18 de outubro é comemorado o dia do distribuidor de insumos agrícolas e do médico veterinário A lei Nº 12.500, de 2011, homenageia o profissional que fornece produtos, serviços e presta assistência técnica ao agronegócio Diário da Fazenda

N

o dia 18 de outubro o distribuidor de Insumos agrícolas e os veterinários comeram o seu dia. Criada pela lei Nº 12.500, de 2011, a data homenageia o profissional que tem como principal função fornecer produtos e serviços, prestar assistência técnica e extensão rural ao agronegócio, cuidando da melhoria da produtividade das lavouras e rebanhos, além de dedicar esforços para cuidar dos interesses e da satisfação dos produtores. Segundo estimativas, há mais de 8 mil distribuidores no Brasil. Destes, mais de 1.000 estão ligados à Andav, movi-

mentando cerca de R$ 8 bilhões na última safra agrícola/pecuária. Esse resultado representa crescimento médio de 10% em relação ao ano anterior e deve continuar crescendo. Porém, os desafios para as empresas do setor também são crescentes e é preciso buscar caminhos de investimentos em soluções tecnológicas que atendam as demandas do campo de maneira cada vez mais customizada. De acordo com Marco Antonio Nasser de Carvalho, presidente da Andav, é fundamental para o distribuidor escolher entre continuar comprando e vendendo insumos, como o setor vem fazendo até agora, ou evoluir para apresentar so-

luções aos produtores rurais, agregando valor ao negócio. “O distribuidor de insumos é uma categoria profissional em franca

“O distribuidor de insumos é uma categoria em evolução”

evolução. E isso é uma necessidade, objetivando acompanhar a dinâmica do campo. Os agricultores e pecuaristas desejam ser surpreendidos, receber novi-

dades e ter acesso às modernas tecnologias”, complementa Carvalho. A mudança na forma como os distribuidores de insumos estão se organizando para atender e prestar melhores serviços aos produtores rurais contribui para impulsionar o setor de distribuição como um todo, que movimenta por ano mais de R$ 40 bilhões e atua em 60% das transações envolvendo negociação de insumos agropecuários em todo o País. Pesquisa com produtores rurais identificou que cerca de 20% das vendas de insumos ainda são concretizadas baseadas apenas no critério preço. Outra parcela de 15% compra é orien-

tada pela marca e 10% pela prestação de serviços. Porém, um em cada dois produtores quer tudo isso junto. Para Marco Antonio Nasser de Carvalho, está claro que o distribuidor precisa crescer como grupo, oferecendo mais, com força e agilidade para se ajustar aos novos tempos do agronegócio. “O distribuidor participa de maneira muito efetiva do dia a dia do campo porque é, talvez, o único profissional com capacitação técnica e experiência para sugerir ao produtor o insumo mais adequado para atender à necessidade específica”. Isso faz dele um personagem fundamental para o crescimento e a continuidade da vida do campo, ressalta o dirigente.


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Setor Lácteo

Confira a programação completa do X Enel O X Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados acontece nos dias 24, 25 e 26 de outubro em Imperatriz (MA) O X ENEL – Encontro Nordestino do Setor Leite e Derivados, que acontecerá no Centro de Convenções de Imperatriz, no período de 24 a 26 de outubro de 2012, é um dos maiores eventos voltados para a pecuária leiteira na região Nordeste do Brasil. Desde que foi definida a cidade de Imperatriz como local da realização do evento, estão sendo disseminados informações e preparativos sobre a logística no sentido de contar com a participação de todos e a

cidade apresente uma organização perfeita aos visitantes. As atividades previstas de acontecer formam um circuito de aproximadamente 100 – entre palestras, oficinas, encontros de negócios, concurso lácteo, dentre outros, que acontecerá simultaneamente em salas/auditórios do Centro de Convenções, Palácio do Comércio e Parque de Exposições. Segundo os organizadores, a expectativa é que o Encontro atraia mais de 2 mil pessoas para Imperatriz.

24 de Outubro

PALÁCIO DO COMÉRCIO

ENEL 2012 Auditório Master

24/10

18 :00 19:30

Solenidade de abertura Cenários e oportunidades para produção de leite no Brasil - Rodrigo Alvim - CNA

26/10

17 :30

Solenidade de encerramento e pré-lançamento do XI ENEL

PALÁCIO DO COMÉRCIO Sala de Treinamento 1

09:00 às 10:00 10:45 às 12:15 14:30 às 16:00 16:15 às 17:45

Automação em laticínios - SENAI Controles Financeiros na propriedade rural - Junior Rosseto Custos de Produção na propriedade rural - Junior Rosseto Logística de distribuição e produção - As soluções certas para suas necessidades - SENAI Sala de Treinamento 2

CURSOS: Carga horária 24h: 24 a 26/10 08:00 às 12:00 14:00 às 18:00

Derivados do leite - Ana Joaquina Neta - SENAR Centro de Convenções (Cozinha 4)

08:00 às 12:00 14:00 às 18:00

Bovinocultura do leite - João Carlos de Moura Serra - SENAR Sala 1 Parque de Exposições de Imperatriz

08:00 às 12:00 14:00 às 18:00

Bovinocultura do leite - José Ramos de Souza - SENAR Sala 2 Parque de Exposições de Imperatriz

08:00 às 12:00 14:00 às 18:00

Silagem - Método de conservação de forragem para alimentação de animais Bezaliel Furtado - SENAR - Sala 3 Parque de Exposições de Imperatriz

08:00 às 12:00 14:00 às 18:00

Formação e atualização de laticinista - destinado para queijarias, indústria de lácteos e potenciais empreendedores - SENAI Carreta SENAI - Centro de Convenções

09:00 às 10:00 Riscos na aquisição e consumo de leite e derivados não inspecionados - Alessandra Lima - AGED 10:45 às 12:15 Painel: Promotoria do consumidor e parceiros no combate à clandestinidade de lácteos na região tocantina - Sandro Bíscaro / UFMA / Vigilância Sanitária 14:30 às 16:00 Qualidade microbiológica e físico química de leite e derivados registrados no serviço de inspeção estadual - Aline Brito - AGED 16:15 às 17:45 Ações desenvolvidas pelo programa de controle e erradicação de brucelose no MA Sonizete Santana - AGED Sala de Treinamento 3

09:00 às 10:00 10:45 às 12:15 14:30 às 16:00 16:15 às 17:45

Controle parasitário estratégico do gado leiteiro - Marcos Malacco - Merial Saúde Animal A seca e seus impactos na produção leiteira - Wilson Araújo da Silva - UEMA Qualidade da água - Da ordenha à indústria láctea - Tatiana Lemos - UFMA Aproveitamento do soro na indústria láctea - Maria Fontenele - UFMA

08:00 às 12:00 14:00 às 18:00 08:30 às 12:30 14:00 às 18:00 08:30 às 12:30 14:00 às 18:00

Leite e Derivados na produção de doces e salgados - (Cozinha 1) Bia Sales - Rosa Branca Programa de controle de qualidade - PAS LEITE (Cozinha1) SENAI Fabricação de queijo coalho (Cozinha 2) - SENAR Fabricação de iogurte (Cozinha 2) - SENAR Fabricação de queijo minas frescal (Cozinha 3) - SENAR Fabricação de ambrosia (Cozinha 3) - SENAR

Cozinhas

Auditório 1

EVENTOS PARALELOS 25/10

08:00 às 12:00 14:00 às 18:00

Apresentação de trabalhos técnico-científicos - Uema/Facimp Sala de treinamento 3 - Centro de Convenções

24/10

12:00

Leilão Comercial - SINRURAL Parque de Exposições de Imperatriz

25/10

13:30

Concurso de lácteos - Instituto Cândido Tostes/SENAI/SEBRAE Centro de ConvençõesCNA

26/10

14:00 19:30

Rodada de Negócios - SEBRAE Auditório 2 -Centro de ConvençõesCNA

09:00 às 10:30 Glândula mamária: Morfofisiologia e particularidades da lactação Diogo Antônio Silva Santos - UEMA 10:45 às 12:15 Mesa redonda: A potencialidade leiteira bovina, caprina e bubalina no Maranhão e no Nordeste - Zinaldo Firmino da Silva - UFMA / Abisai Sousa - UEMA / E. Vasconcelos Holanda Jr - EMBRAPA CE 14:30 às 16:00 Produção e produtividade de rebanhos leiteiros caprinos no Maranhão, Nordeste e Brasil E. Vasconcelos Holanda Jr – EMBRAPA CE 16:15 às 17:45 Produção de leite à pasto pelo sistema agro silvo pastoril -Anísio Ferreira e Marcos Teixeira – EMBRAPA MEIO NORTE Centro de Convenções

09:00 às 12:00 14:30

Oficina de Crédito - SEBRAE Painel de Mercado - SEBRAE

09:00 às 10:00 10:45 às 12:15

Produção de leite a pasto em um sistema intensivo de produção - Anísio Ferreira – EMBRAPA Como aumentar lucro na produção leiteira com a utilização de tecnologias ambientais Instituto Aequitas Panorama da questão ambiental no Maranhão - Cesar Viana - FAEMA Irrigação de pastagem - Fernando Campos - ESALQ

14:30 às 16:00 16:15 às 17:45 07:00 às 09:00

Palácio do Comércio Sala A

Parque de Exposições de Imperatriz

Projeto e educação sanitária para tratadores - Fernanda Rolim - AGED


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Outubro de 2012

ANTONIO WAGNER

O maior evento do leite do Nordeste vai acontecer em Imperatriz Profissionalização do setor e discussão de novas tecnologias de produção são uns dos focos do evento

26 de Outubro

25 de Outubro

CENTRO DE CONVENÇÕES

CENTRO DE CONVENÇÕES

Sala de Treinamento 1

Sala de Treinamento 1

09:00 às 10:00 Trajetória tecnológica da pecuária leiteira na região tocantina Enéas N. Rocha - Sec. Mun. Meio Ambiente de Imperatriz 10:45 às 12:15 A importância das inovações tecnológicas no setor lácteo - Daniel Noal Moro - FACIMP 14:30 às 16:00 Normas de produção e qualidade do leite - IN 62/2012 Superintendência Federal de Agricultura 16:15 às 17:45 A importância da pesquisa e extensão no setor leiteiro do Nordeste - Murilo Barros Alves FACIMP

Sala de Treinamento 2

Sala de Treinamento 2

09:00 às 10:30 Requisitos p/ registro de estabelecimentos de leite no órgão de inspeção oficial Maria de Lourdes Borges - AGED 10:45 às 12:15 Mastite bovina: Suas causas e complicações no rebanho - Manoel Dantas - FAPEMA 14:30 às 16:00 Produção de leite de búfalas EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL 15 às 17:45 Ações ambientais responsáveis - SENAI

Cozinhas

08:30 às 12:30 14:00 às 18:00 08:30 às 12:30 14:00 às 18:00 08:30 às 12:30 14:00 às 18:00

09:00 às 10:00 Alternativas para aumentar a produtividade na atividade leiteira Rafael Heringer - MSD Saúde Animal 10:45 às 12:15 A importância do marketing no agronegócio do leite - Josiano César - FACIMP 14:30 às 16:00 A importância do cooperativismo - Antônio Morais 16:15 às 17:45 Gestão em negócios familiares rurais - Larlô Nascimento e Ronei Chagas - FACIMP

Leite e Derivados na produção de doces e salgados - (Cozinha 1) Bia Sales - Rosa Branca Leite e Derivados na produção de doces e salgados - (Cozinha 1) Bia Sales - Rosa Branca Fabricação de requeijão (Cozinha 2) - SENAR Fabricação de queijo minas frescal (Cozinha 2) - SENAR Fabricação de queijo coalho (Cozinha 3) - SENAR Fabricação de iogurte (Cozinha 3) - SENAR Auditório 1

09:00 às 10:30 Mesa Redonda: Melhoramento genético de rebanhos leiteiros, uso da biotecnologia disponível, sua eficiência e enfoque econômico - Marília A. Martins - UEMA / Leônidas Chow - UEMA 10:45 às 12:15 Produtividade dos rebanhos bubalinos leiteiros e derivados do leite bubalino Gustavo Angelo Crudelli - UNNE ARG 14:30 às 16:00 Planejamento nutricional para grandes e pequenos ruminantes leiteiros nos períodos seco e chuvoso- Alex Teixeira - EMBRAPA MG 16:15 às 17:45 Tendências do mercado laticinista: cuidados higiênico-sanitários na cadeia produtiva do leite, anormalidades e propriedades do leite - Shielbert Santos - Vyza Maranhão Sala de Treinamento 3

14:30 às 16:00 Utilização de biodigestor: Viabilidade técnica e econômica - Instituto AEQUITAS 16:15 às 17:45 Caso de sucesso de adequação tecnológica e formalização das queijarias artesanais SEBRAE CE

Palácio do Comércio Sala A

09:00 às 10:00 A competitividade da bacia leiteira no município de Imperatriz - Antônio Jorge - FACIMP 10:45 às 12:15 Nova experiência em assistência técnica - Marcelo Martins - Superint. SENAR GO 14:30 às 16:00 Gestão da pecuária leiteira - Zinaldo F. da Silva - UFMA 16:15 às 17:45 Experiências de sucesso: Oportunidades e alternativas na produção leiteira - Palate e novilhas leiteiras- José Paulino Siqueira - PALATE

09:00 às 10:30 10:45 às 12:15 14:30 às 16:00 15 às 17:45

Energias renováveis e eficiência energética na indústria láctea - SENAI Oportunidades com os projetos de investimentos da região tocantina Rose Mary - FAMA Pastejo rotacionado - Wanderlan Parreão de Moura Uso e análise tacógrafo no transporte de leite e derivados - Adcilde Ferreira - SEST SENAT

09:00 às 10:30 10:45 às 12:15 14:30 às 16:00 15 às 17:45

O programa Amazônia eco-láctea - Almir Vieira Silva - UFRA Novos enfoques na inseminação artificial - Edgar Rodrigues - ABS Custos e benefícios da inseminação artificial na pecuária leiteira - Edgar Rodrigues - ABS Ações da AGERP na cadeia produtiva do leite Mauro Ricardo de Moraes - AGERP MA

Sala de Treinamento 3

Cozinhas

08:00 às 12:00 14:00 às 18:00 08:30 às 12:30 14:00 às 18:00 14:30 às 17:30

Leite e Derivados na produção de doces e salgados - (Cozinha 1) Bia Sales - Rosa Branca Leite e Derivados na produção de doces e salgados - (Cozinha 1) Bia Sales - Rosa Branca Fabricação de ricota (Cozinha 2) - SENAR Fabricação de bebida láctea(Cozinha 2) - SENAR Programa de alimentos seguros para indústria Auditório 1

09:00 às 10:30 Mesa Redonda: Bubalinos e caprinos no negócio do leite e derivados Nonato Corrêa - Assoc. dos Criadores do Maranhão 10:45 às 12:15 Mesa Redonda: Melhorando a eficiência produtiva - A experiência Balde Cheio e experiência com bubalinos leiteiros - Zinaldo Firmino - UFMA 14:30 às 16:00 Manejo de ordenha - Marcelo Simão da Rosa - IFS MG 15 às 17:45 Mesa Redonda: Indústrias lácteas e o mercado de leite e derivados -Lêonidas Chow UEMA Auditório 2

09:00 às 12:15 Painel: A experiência de Pernambuco na regulamentação dos produtos lácteos. Regulamentação de produtos lácteos em âmbito municipal - experiência na mesoregião de São João Del Rei - Moche Fernandes (SEBRAE); Adauto Lemos - EPAMIG

Palácio do Comércio Sala A

18:00 Painel: Clima tropical - Diferencial do Brasil para uma produção leiteira competitiva - Artur Chinelato EMBRAPA Recuperação de pastagens degradadas a partir da adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta Marcos Teixeira - EMBRAPA MEIO NORTE

09:00 às 10:30 A importância do leite de cabra: Propriedade e usos EMBRAPA CAPRINO 10:45 às 12:15 Diagnóstico da cadeia produtiva da pecuária de leite do Estado do Maranhão Alexandre Ataíde – SINDLEITE 14:30 às 16:00 Variabilidade e mudanças climáticas no Nordeste do Brasil: Impactos na agricultura Francinete Lacerda - IPA 16:15 às 17:45 Programa Balde Cheio e oportunidades de negócios na bacia leiteira do MA e AL Junior Rosseto e Sidnei Bezerra

07:00 às 09:00 Projeto e educação sanitária para tratadores abordando: Brucelose- Sonizete Santana AGED

07:00 às 09:00 Projeto e educação sanitária para tratadores abordando: Ordenha higiênica do leite -AGED

Auditório Master

Parque de Exposições de Imperatriz

Parque de Exposições de Imperatriz


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Outubro de 2012

O Berrante é um informativo mensal do:

Sinrural e Sebrae discutem o Enel 2012 Reunião entre representantes do Sebrae e presidente do Sinrural, Sabino Siqueira Costa, ocorreu em setembro nas dependências do Sinrural FOTO: DIÁRIO DA FAZENDA

R

eunidos em meados de setembro, os representantes do Sindicato Rural de Imperatriz, Sabino Siqueira Costa, Karlo Marques e Renato Pereira, juntamente com dirigentes do Sebrae, dis-

cutiram estratégias para a realização do X Enel - Encontro Nordestino do Leite - em Imperatriz (MA). O evento acontece em outubro no Centro de Convenções. Na ocasião, Sabino desca-

tou a importância de o evento atrair as indústrias de outras regiões tradicionais na atividade láctea como forma de disponibilizar aos produtores e visitantes uma mostra do que há de tecnologia de ponta

no segmento, engrandecendo o evento. Para os dirigentes do Sebrae, o encontro foi positivo para elencar quais empresas e segmentos de outras regiões do país podem ser acionados

para participarem do Enel. Outros pontos discutidos trataram da infraestrutura da cidade, como rede hoteleira para receber os visitantes, uma vez que o evento promete reunir muitos produtores.


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Outubro de 2012

Mudança

Senado aprova alteração no Código Florestal O texto foi acordado em comissão mista e tem pontos que já foram vetados pela presidente Dilma DIVUJGAÇÃO

Diário da Fazenda

O

Senado aprovou, no dia 25 de setembro, o projeto de conversão da medida provisória do Código florestal mantendo as regras vetadas no texto pela presidente Dilma Rousseff. A expectativa do relator, senador Jorge Vianna (PT-AC), é de que esses pontos, ressuscitados pela comissão mista que examinou a matéria, sejam novamente vetados. O senador disse estar “seguro” em afirmar que a presidente pode, sim, aperfeiçoar o texto com algumas modificações que favoreçam mais ao meio ambiente. “Ela pode sancionar a lei e ao mesmo tempo fazer alguns reparos, alguns pequenos mas significativos ajustes”, prevê. Em votação simbólica, a proposta foi rejeitada apenas pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Roberto Requião (PMDB-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ). A principal discordância

A redução da faixa mínima de mata nas margens dos rios é principal discordância no texto

no texto - de acordo com o líder do governo, Eduardo Braga - é a redução da largura da faixa mínima de mata exigida nas margens dos rios, para médios produtores, de 20 para 15 metros. Para os grandes produtores, a exigência mínima de recomposição de mata ciliar caiu de 30 para 20 metros. O líder também reforça a expectativa de que a presidente deve recorrer novamente aos

vetos, ao afirmar que não existe nenhum acordo com os senadores para manter na íntegra o texto do projeto que eles aprovaram. “Não há acordo aqui para que a presidente não vete, se ela chegar à conclusão de que vetar é necessário, não há nenhum compromisso do pontos de vista da Presidência da República”, informou. Braga alega que a supressão de cinco metros de preservação

pode comprometer o equilíbrio ambiental com prejuízo para o setor agrícola, além de causa um impacto “não recomendável” no meio-ambiente. Mesmo se quisessem, os senadores não teriam como derrubar os itens recuperados pela comissão mista. Eles estão engessado pela falta de tempo, uma vez que a MP perderá a validade no próximo dia 8, se não for aprovada. Outro ponto recuperado no projeto da MP, e rejeitado pelo governo, trata-se da recomposição de áreas de preservação permanentes (APPs) menos para imóveis maiores onde houver atividade consolidada anterior a 22 de julho de 2008, em relação ao previsto na MP original. O replantio também poderá ser feito com árvores frutíferas, tanto nas APPs, quanto na reserva legal. “O novo código não é o dos meus sonhos, mas é um código realista”, constatou o senador Jorge Viana. Como exemplo citou os dispositi-

vos voltados para solucionar os problemas provocados por 40% da agropecuária brasileira, “trabalhadas em áreas que estão em desacordo com a legislação vigente”. Disse, ainda, que o novo código não abra espaço para nenhum tipo de desmatamento, “e a discussão e eventuais divergências se refere a recomposição daquilo que foi desmatado ilegalmente”. “A lei votada agora ela é tão rigida quanto antes, segue sendo uma referência para o mundo”, defende. Confirmando-se o veto, a presidente Dilma pode recorrer a três mecanismos para suprir as brechas deixadas pela supressão do texto: o uso novamente de uma MP, o que teria de aguardar o início da próxima legislatura, em fevereiro: o envio de um projeto de lei ao Congresso, o que estenderia o buraco negro por mais tempo, até ser aprovado nas duas Casas, e um decreto, retomando os pontos vetados na forma desejada pelo governo.


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Outubro de 2012

Visita e Palestra

Especialista analisa as pastagens da região A cigarrinha e plantas invasoras são os principais problemas de pastagem na região de Imperatriz, segundo o mapeamento Diego Leonardo Boaventura

C

onvidado pelo Sindicato Rural de Imperatriz, o professor e consultor Adilson Aguiar, especialista em pastagens – da FAZU/ Uberaba, Minas Gerais – realizou, nos dias 19, 20 e 21 de setembro, visitas técnicas a algumas propriedades rurais da região e, com os dados que obteve em campo, ministrou a palestra “diagnóstico da pecuária de corte baseada em pastagens na região de Imperatriz/MA”, mostrando aos produtores a realidade de suas pastagens. “O objetivo foi fazer um diagnóstico das condições das pastagens dessa região e análise foi motivada pelos próprios pecuaristas que têm enfrentado muitos problemas em relação às pastagens, principalmente com a cigarrinha”, afirmou o professor. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), Sabino Costa, levar este tipo de informação aos produtores rurais da região é fundamental no processo de produção pecuária. “Cada produtor vai fazer a sua avaliação e ver de que forma irá investir para alterar o seu processo de plantio e, assim, minimizar os efeitos das pragas e aumentar a sua produtividade. Este é o grande desafio não somente da pecuária da região Tocantina, mas da pecuária nacional”, destacou.

Resultados Nos três dias de visita, o pesquisador teve a opor-

dIEGO BOAVENTURA

tunidade de observar sete propriedades da região de Imperatriz e comprovar que as reivindicações dos produtores são pertinentes com relação aos problemas com pragas de pastagens, sobretudo, com a cigarrinha. Outra preocupação dos pecuaristas é a grande incidência de plantas invasoras no pasto. Diante disso, o professor apresentou a sua visão como cientista e propôs algumas soluções baseadas em experiências praticadas em outras propriedades que enfrentavam esses mesmos problemas.

Perfil O pesquisador visitou sete propriedades da região e apresentou um diagnótico da pastagens locais

Adilson Aguiar graduou-se em Zootecnia pela Faculdade de Zootecnia de Uberaba, em 1991 e é atualmente professor de Pastagens e Plantas Forrageiras I dos cursos de Agronomia e Zootecnia, e de Zootecnia I e III (Bovinocultura de corte e leite), do curso de Agronomia, das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU). Já realizou estágio nas áreas de bovinocultura (corte e leite) e manejo de pastagens na Nova Zelândia, visitando centros de pesquisas, universidades, cooperativas, fazendas, e implantou projetos nas áreas de manejo de pastagens para bovinos de corte e leite nos Estados de Minas, São Paulo,

Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins e Bahia. O professor é, ainda, colunista da revista ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) e vem mostrando a cada edição a forma correta de implantar e manejar a pastagem. Na edição de junho da revista, ele mostra como plantas forrageiras e animais respondem às pastagens manejadas pelo método de pastoreio e de lotação contínua. O artigo pode ser lido na íntegra na edição online da revista (www.abcz. org.br). De acordo com Sabino Costa, o Sindicato Rural vai continuar buscando especia-

listas, como o professor, com o objetivo de trazer novas tecnologias para o agronegó-

cio da região, setor decisivo para o desenvolvimento do Maranhão.

Roteiro das visitas 19/09 • Fazenda Santa Fátima 20/09 Manhã • Fazenda Serra Quebrada • Fazenda 4 Lagoas

20/09 Tarde • Fazenda Rancho Alegre • Fazenda Bruno Liberato 21/09 Manhã • Fazenda Verão Vermelho • Fazenda Chaparral


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Outubro de 2012

Sustentabilidade

Mapa espera recorde de empréstimos para práticas e produção sustentável Na safra 2012/2013 , o Governo Federal prevê a liberação de R$ 2 milhões para o finaciamento de práticas de produção sustentáveis REPRODUÇÃO

Diário da Fazenda

O

objetivo do segundo ano do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) foi cumprido com folga: com meta de atingir R$ 850 milhões entre julho de 2011 e junho de 2012, os empréstimos chegaram a R$ 1,5 bilhão. Para a nova safra, o Governo Federal espera liberar R$ 2 bilhões para financiar as práticas sustentáveis previstas O plantio direto e a fixação biológica de nitrogênio são algumas das práticas financiadas pela iniciativa. Os dois primeiros meses da Na safra 2011/12, foram Empresa Brasileira de Pesquisa nova safra já apresentam resul- firmados mais de cinco mil Agropecuária (Embrapa) aguartados expressivos. Do crédito contratos em todo o País. São dam as informações sobre esrural destinado ao programa, Paulo, que recebeu R$ 314,2 mi- sas propriedades que obtiveram foram liberados R$ 398,8 mi- lhões, foi o estado com o maior empréstimos para divulgar os lhões em julho e agosto – ou valor liberado, seguido por Mi- primeiros dados – exceto quan11,7% dos R$ 3,4 bilhões dispo- nas Gerais (R$ 256 milhões), Pa- to à emissão de CO2 equivalennibilizados pelo Plano Agrícola raná (R$ 188,9 milhões), Goiás te, pois o sistema de monitoe Pecuário 2012/2013. O volume (R$ 172,9 milhões) e Rio Grande ramento está sendo finalizado é 357% superior ao contratado do Sul (R$ 168,2 milhões). O Mi- pela Embrapa e deve ser implenos mesmos meses de 201129/7/2011 (R$ nistério da Agricultura, Pecuá- mentado em 2013. Anuncio_ExpoIMP.pdf 14:26:56 87,3 milhões). “Quanto mais conhecido ria e Abastecimento (Mapa) e a

se torna o programa, maiores serão nossas intenções futuras. Queremos que toda a verba disponível seja utilizada, mas é necessário que o produtor seja orientado sobre como apresentar os projetos para as instituições financeiras”, afirmou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. Ele se refere ao maior problema para a aprovação de empréstimos pelos bancos, que é a falta de conhecimento técnico para a elaboração das propostas. Uma das estratégias do Mapa é incentivar as unidades da Federação a criarem grupos gestores. Além da elaboração dos planos estaduais de agricultura de baixa emissão de carbono, esses grupos orientam, por meio de seminários e cursos, o acesso ao crédito a partir da elaboração dos projetos. O trabalho é feito em parceira com estados e municípios na capaci-

tação dos técnicos para levar as informações ao produtor. Diminuir a emissão de gases de efeito estufa foi um compromisso voluntário do Governo brasileiro firmado durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15), realizada em 2009, em Copenhagen, na Dinamarca. A proposta envolve diversos ministérios, como o do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Desde julho de 2011, as práticas financiadas são voltadas para a recuperação de pastagens degradadas, integração Lavoura-Pecuária-Floresta, sistema de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, plantio de florestas e tratamento de dejetos animais. Todas são reconhecidas pela comunidade científica internacional como eficazes para a mitigação de gases de efeito estufa.

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Outubro de 2012


DIÁRIO DA FAZENDA Ed 14  

Jornal Diário da Fazenda - Edição 14

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