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DIÁRIO DA COSTA DO SOL

DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA, 2 E 3 DE NOVEMBRO DE 2014

CADERNO D

DIVULGAÇÃO

EDIÇÃO ESPECIAL

CADERNO

Macaenses e a Lagoa de Imboassica: lembraças do passado começam a virar realidade no presente

Comerciantes comemoram a volta dos frequentadores a Lagoa de Imboassica. Eventos esportivos e musicais têm lotado a região nos finais de semana.

Conheça as histórias e encantos das águas da Lagoa de Imboassica Por Laís Vargas

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Lagoa de Imboassica é a coroa da cidade de Macaé, a Princesinha do Atlântico. E com seus 58 km² de extensão é a primeira visão que muitos turistas têm quando chegam à cidade. Ao longo dos anos a Lagoa foi perdendo o apelo que possuía a cerca de 30 anos atrás, antes do ponto alto da expansão do município. O local ficou sendo usado há alguns anos como um dos principais lugares de despejo do esgoto de bairros como: Morada das Graças, Guanabara e São Marcos, por esse motivo a Lagoa de Imboassica perdeu o título de santuário ecológico. Mas isso está mudando. A prefeitura de Macaé iniciou o governo tendo a despoluição da Lagoa de Imboassica como uma das suas principais metas. Atualmente, em prol da despoluição do local, a Prefeitura da cidade vem promovendo diversas ações de conscientização da população, além da importante Parceria Público Privada (PPP) entre a prefeitura, a Empresa Pública Municipal de Saneamento (Esane) e a empre-

sa Foz do Brasil. Essa parceria vem implantando redes coletoras de esgoto nas localidades situadas no entorno da lagoa, e junto com a estação de tratamento do Mutum, inaugurada em abril, o trabalho em conjunto está proporcionando a redução de emissão de esgoto doméstico na lagoa. Ações que incentivem a preservação da Lagoa de Imboassica são de primeira importância, comenta o biólogo e ambientalista Guilherme Sardenberg, que em sua tese de mestrado realizou um estudo na bacia do rio Imboassica. Ele explica que a lagoa é um dos principais patrimônios naturais do interior do estado, já que além estar perto da área urbana da cidade, propiciando um melhor aproveitamento por parte da população, tem uma vasta biodiversidade e abriga diversos ecossistemas em apenas um lugar. “A diversidade de espécies que vivem ali, mesmo com toda a degradação, é grande porque perto do mar a água é mais salgada, já na metade da lagoa é uma mistura mais salobra, e perto do rio Imboassica é bem doce e isso permite que vários tipos de animais vivam

ali. Ver um ambiente que abrigue tantas espécies diferentes é raro”, explica o biólogo. Reaproximar os macaenses da Lagoa de Imboassica é o desejo do pescador Jorge Barcelos, conhecido na cidade como Tio Jorge, que pesca na lagoa há 40 anos e dá apoio a pesquisadores há cerca de 12 anos, através do seu trabalho ativo como ambientalista. Segundo Tio Jorge, há 30 anos atrás a lagoa era um paraíso e muito diferente do que é atualmente. Não tinha essas plantas chamadas taboas que sugam o oxigênio da água, as pessoas pescavam e aproveitavam o lugar. “Antigamente as pessoas frequentavam mais a Imboassica, elas conheciam o local. Acho que é essa proximidade e amor que falta a muitos macaenses hoje, porque quando você ama um lugar você luta para preservá-lo e se importa com o seu futuro”, assegura o pescador. “A lagoa atualmente é bem diferente do que era há anos atrás, ainda existem peixes e outros animais, mas não como antes”, relata o pescador. Continua na Pág. 02

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