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diariocatolico.com.br twitter.com/diariocatolico Edição nº 043/2010

Rua Piauí, 191, sala 50, Edif. Centro Comercial, Cep 86010-906 - Londrina - PR. E-mail: comercial@diariocatolico.com.br. Direção: Abenvip

CM lidera a Família Vicentina

Entre os dias 13 e 23 de outubro de 1642, a Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo, realizava sua primeira Assembleia Geral, no Edifício de São Lázaro, em Paris (França), com a presença de apenas 14 padres vicentinos, entre eles o fundador da CM, Vicente de Paulo. Liderando hoje a Família Vicentina Internacional (Famvin), e ao celebrar o Jubileu dos 350 anos das mortes de São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, a CM reuniu em Paris, para a 41ª Assembléia Geral, 117 representantes de todas as partes do mundo. Do Brasil, participaram sacerdotes de Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro. O evento, que aconteceu do dia 28 de junho a 16 de julho e teve como tema “Fidelidade Criativa na Missão”, foi conduzido pelo padre George Gregory, dos Estados Unidos, superior-geral da Congregação da Missão e 23º sucessor de São Vicente de Paulo que

na oportunidade foi reeleito por mais seis anos. A programação constou de Santas Missas, reflexões, leitura de mensagens do Vaticano, grupos de debate, eleição do superior-geral, palestras e reforma dos Estatutos. O padre Gregory indagou numa de suas homilias: “Que Congregação nós somos? Onde nós estamos? Aliviamos o sofrimento dos mais pobres? Temos sido sal e fermento?”. Foram também apresentadas as conclusões das Assembléias Provinciais da CM realizadas nos principais países dos cinco continentes. Dentre elas destacam-se a necessidade de um tratamento mais abrangente e global das atividades pastorais e de desenvolvimento social; formação da consciência crítica do povo e que a prioridade deve ser dada aos projetos que promovam mudanças estruturais na sociedade, também chamada de mudança sistêmica, uma estratégia que consegue

também, nas páginas 3 e 7 o artigo “As diferentes formas Mais informações no de pobreza”, do padre Mizaél site www.cmglobal.org. Leia Donizetti Poggioli, presidentirar os pobres da miséria.

te do Conselho Nacional da Família Vicentina, que destaca a pobreza política como a pior de todas.

Pe. George Gregory, 23º sucessor de São Vicente de Paulo, 57 anos, é responsável por 4 mil padres vicentinos e 23 mil Filhas da Caridade, em 84 países. No Jubileu dos 350 anos da morte de Santa Luísa e São Vicente, os Correios lançam selo comemorativo. Veja no site www.diariocatolico.com.br

Novos estatutos da AMM O Vaticano aprovou recentemente os novos Estatutos da Associação da Medalha Milagrosa (AMM), um dos ramos da Família Vicentina Internacional mais antigos. A AMM é formada por fiéis leigos e pessoas consagradas, cuja fundação foi sancionada pela Igreja em 8

de julho de 1909, pelo Papa Pio X, por meio do Breve “Dilectus filius”, vinculando a nova entidade à direção do superior-geral da Congregação da Missão. Em 2009, a AMM, reunida em Encontro Internacional, durante seu Centenário, elaborou novos Estatutos, que agora foram

aprovados pela Igreja. Assim se pronunciou a “Congregação dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica”: “Esta Congregação, depois de atento exame da matéria, aprova o novo texto dos Estatutos Gerais da Associação da Medalha Milagrosa”. famvin.org

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FORMAÇÃO: “Todas as famílias da terra serão benditas em ti”. (Gênesis 12, 3b)

A família no livro do Gênesis

A Semana da Família é uma oportunidade para nossa reflexão, oração e apoio a todas as famílias. A família é um querer divino e tem suas raízes na família divina a Sua Santíssima Trindade. Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, ou seja, Deus vive em comunidade e aliança de pessoas. Assim deve ser a família. Ao concluir a criação Deus abençoou o homem e a mulher e exultando de alegria exclamou ''está muito bom'' (Gn 1, 31). O próprio Deus se comove e tomado de assombro, admiração e exultação, manifesta seu contentamento pela família. Desde o princípio, a família é projeto de Deus (Mt 19,4). Deus declara que ''não é bom o homem estar só'' (Gn 2,18). O individualismo, o isolamento, a solidão não fazem bem. A vocação humana é a reciprocidade, a complementaridade, o relacionamento, a comunicação. É na família que todos estes valores acontecem desde a fecundação da vida. O berço da comunicação e do crescimento humano é a família. Ela é a primeira sociedade,

a primeira instituição, a primeira a sociedade: ''O homem deixará comunidade. Como sofrem as seu pai e sua mãe, se unirá à sua pessoas sem pai, sem mãe, sem mulher e ela será uma só carne'' filhos, sem irmãos. A desagrega- (Gn 2,24). O que caracteriza a fação familiar desorienta as pesso- mília é a unidade, a comunhão, a convivência. Ser uma só carne é as e desordena a sociedade. A mulher é criada como aceitar o outro como ele é, unir ajuda, auxiliar, companheira do corpos, almas, corações, ideais, homem (Gn 2,18.22). A mulher esperanças, formar comunidade tirada da costela é um símbolo de vida e de amor, superando as profundo, ou seja, homem e mu- deficiências e criando empatia, lher devem ser amigos, compa- formando o ''nós'' e em doação nheiros, parceiros. Eles se com- mútua, em perdão constante, em pletam, se ajudam, mutuamente. oração conjugal e familiar, é ser Seu destino depende do diálogo, uma só carne. É preciso, porém, deixar pai da comunicação, da ajuda mútua, da convivência harmoniosa, e mãe, ou seja, cortar as dependa reciprocidade. Homem e mu- dências, apegos e assumir a liberlher são chamados a viver lado a dade e a responsabilidade da formação de uma lado não acima, nem abaixo, “O que caracteriza a nova família. nem contra o Não podia faltar outro. Sua vida família é a unidade, o mandamento do Criador em e felicidade defavor da transpendem da cona comunhão, a missão da vida: vivência diária. convivência.” ''Sede fecundos'' Quando (Gn 1,28). o homem viu A família é sacrário da vida, a mulher exclamou estupefato e impactado, ''osso de meus os- berço do amor onde a vida é sos, carne de minha carne'' (Gn transmitida, respeitada, cuidada 2,23). Esta declaração cheia de e promovida. Os pais são colaboassombro é também a confissão, radores do Criador e o amor cono reconhecimento da igualdade jugal é fecundo. de dignidade entre o homem e a Quando um bebê nasce ele mulher. Todo machismo, exclu- é responsável pelo nascimento de são, feminismo, discriminação uma família. Com o bebê nasce não cabem no projeto de Deus. um pai e uma mãe, ele transforDesde o princípio o Criador quis ma o casal em família. Quem ema igualdade de dignidade dos bala um bebê, está embalando o sexos, igualdade e dignidade da futuro do mundo. Os filhos têm pessoa humana, ou seja, do ho- direito de ter um pai e uma mãe e mem e da mulher. direito à presença deles em casa. O Criador deixou uma or- Que a família acredite naquilo dem, uma condição, um impe- que ela é. rativo para que a família seja um DOM ORLANDO BRANDES, bem para os esposos, os filhos e arcebispo de Londrina

ANTES DE LIGAR A TV SINTONIZE DEUS

A Palavra de Deus em 1º lugar LEITURA DIÁRIA

SEGUNDA-FEIRA (9/08/2010): Dia dos santos Domiciano, Marcelino e Romão. Dia do lançamento da Bomba Atômica sobre Nagasaki (1945). Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo (Onu). Primeira Leitura: Ezequiel 1, 2-5.24-28c; Salmo Responsorial 148; Evangelho: Mateus 17, 22-27. TERÇA-FEIRA (10/08/2010): Dia de São Lourenço, Protetor dos Pobres, Padroeiro dos Diáconos, Seminaristas, Bibliotecários, Arquivistas, Bombeiros, Açougueiros e Vidraceiros. Dia da Enfermeira e do Diácono Permanente. Primeira Leitura: 2º Cor 9, 6-10; Salmo 111 (112); Evangelho: João 12, 24-26. QUARTA-FEIRA (11/08/2010): Dia de Santa Clara de Assis, Padroeira da Televisão. Dia dos santos: Alexandre e Suzana. Dia do Advogado e do Jurista. Dia da Consciência Nacional, dia Nacional do Estudante, dia da Pendura e dia do Garçom. Primeira Leitura: Ezequiel 9, 1-7; 10, 18-22; Salmo 112; Evangelho: Mateus 18, 15-20. QUINTA-FEIRA (12/08/2010): Dia dos santos Graciliano, Juliana e Macário. Dia Nacional das Artes, dia do Presbiterianismo Nacional (comemoração da chegada ao Rio de Janeiro, em 1859, do reverendo Ashbel Green Simontron, 1º missionário enviado ao Brasil). Primeira Leitura: Ezequiel 12, 1-12: Salmo 77; Evangelho: Mateus 18, 21; 19, 1. SEXTA-FEIRA (13/08/2010): Dia de Santa Helena e dos santos mártires Ponciano, papa e Hipólito de Roma, presbítero, Padroeiro dos Carcereiros. Dia de São Benildo, Padroeiro dos Acordeonistas. Dia do Economista, dia Nacional do Bandeirantismo e dia Internacional dos Canhotos. Primeira Leitura: Ezequiel 16, 1-15.60.63; Salmo Responsorial: Isaías 12, 2-6.; Evangelho: Mateus 19, 3-12.. SÁBADO (14/08/2010): Dia de São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir, Padroeiro dos Jornalistas e Repórteres, Patrono da Evangelização pelos Meios de Comunicação, Patrono dos Movimentos Pró-Vida, Protetor das Famílias em Crise de União e Protetor dos Prisioneiros Políticos. Dia dos santos Calisto e Eusébio. Dia da Unidade Humana. Primeira Leitura: Ezequiel 18, 1-10.13b.30-32; Salmo 50; Evangelho: Mateus 19, 13-15. DOMINGO (15/08/2010): Solene Vigília da Assunção de Nossa Senhora. Dia de Nossa Senhora do Ar, Padroeira dos Aviadores. Dia dos santos: Alípio, Jacinto e Tarcísio, Padroeiro dos Coroinhas. Dia da Boa Semente, dia Mundial do Fotógrafo, dia da Informática, dia Nacional das Santas Casas de Misericórdia e dia dos Solteiros. Primeira Leitura: Apocalipse 11, 19a; 12, 1-6a.10ab; Salmo 44 (45); Segunda Leitura: 1Coríntios 15, 2026.28; Evangelho: Lucas 1, 39-56. REGRAS PARA OBTER PROSPERIDADE 1 – Dar o primeiro lugar à Palavra de Deus; 2 – Meditar a Palavra de Deus; 3 – Praticar a Palavra de Deus e 4 – Obedecer a VOZ DO ESPÍRITO. Porque “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor...” (Provérbios 20, 27) “Não cesses de falar deste livro da lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido”. (Josué 1,8)

Órgão Oficial da Associação dos Benfeitores de São Vicente de Paulo - ABENVIP. Diretor de marketing: Saulo Martins Marlier. Presidente do Conselho Editorial: Rogério Martins Marlier. Editor Responsável: Wanderley J. Marlière. Comercial: Renato Martinelli Casagrande (43) 9101-1821 e Helena Domingues (43) 9918-0477.


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POBREZA NO MUNDO

As diferentes formas de pobreza Além da pobreza material há uma forma de pobreza mais aguda que é a pobreza política

Mizaél Donizetti Poggioli, CM 1. Dois mundos desiguais Falar de pobreza no mundo é falar de exclusão social. O mundo, no aspecto material (welfare state), está dividido em duas grandes partes. A primeira é composta por países que possuem os menores Índices de Exclusão Social – IES. Está concentrado na Europa, centro histórico da expansão do capitalismo, e incluem o Japão, Estados Unidos e Canadá, países de industrialização retardatária, mas que em tempo fizeram a reforma agrária e desenvolveram políticas seletivas de defesa da produção nacional. São assim, 28 países com menor índice de exclusão social. Quatro deles fazem parte do Leste Europeu, também conhecido como Europa Oriental e são os novos integrantes da União Européia (Lituânia, Eslovênia, Hungria e República Tcheca), o que revela a contribuição de alguns regimes socialistas para a melhoria dos índices de qualidade de vida e de inclusão social. Estes 28 países representam 14,4% da população mundial e participam com 52,1% de toda renda gerada anualmente. A renda per capita média destes países situa-se em torno de US$ 26,9 mil tendo em vista o critério de Paridade de Poder de Compras. Em segundo lugar, encontram-se os países com exclusão social acentuada. São 60 países. Fazem parte deles 35,5% da população mundial e se apropriam de 11,1% da renda produzida no mundo. Possuem uma renda per capita média de US$ 2,3 mil

tendo em vista, também, o critério de Paridade de Poder de Compras. Destes 60 países, 44 encontram-se na África e na Oceania, dividida territorialmente desde o século 19 pelos europeus, de acordo com seus interesses. São 10 países na Ásia que foram submetidos a várias modalidades de ocupação informal ou formal, 6 países na América Latina, onde a dependência política, ao longo do século 19, nem sempre significou uma real autonomia econômica, financeira e política. É preciso enfatizar também que 80% da população africana vivem em países situados na marca extrema da exclusão social, contra 37% na Ásia, 19% na Oceania e 7% na América Latina. 2. Quem são os excluídos? A POBREZA MATERIAL Os países que apresentam os piores Índices de Exclusão Social, em sua grande maioria, são vítimas da pobreza, da desigualdade, da baixa escolaridade, do analfabetismo, da falta de universalidade no acesso à saúde e da precariedade no mercado de trabalho. São os países que sofrem ainda as conseqüências da velha exclusão social - baixa renda e alto analfabetismo – como também pelas manifestações da nova exclusão social que é o desemprego, a desigualdade de renda, a baixa escolarização superior e a violência. A POBREZA POLÍTICA Além da pobreza material há, no entanto, uma forma de pobreza mais aguda que é a pobreza política. O conceito de pobreza

Padre Mizael Donizete Poggioli, CM, presidente do Conselho Nacional da Família Vicentina

política surgiu no contexto da política social, em particular do combate à pobreza, e hoje é também vastamente usado nos Relatórios do Desenvolvimento Humano da ONU/PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), sobretudo após 1997. Pretende assinalar que pobreza não pode ser reduzida à carência material, por mais importante que esta sempre seja, porque significa fundamentalmente fenômeno de exclusão política. Ser pobre é menos não ter, do que não ser. Passar fome é grande miséria, mas a miséria ainda maior é não saber que, primeiro, a fome é inventada e imposta, e, segundo que, para superar a fome não basta receber comida, mas é preciso ter condições de prover o próprio sustento. Com isto, passou-se a considerar a ignorância como sendo o centro da pobreza: Pobre é,

sobretudo, quem não sabe ou é coibido de saber que é Pobre. Irremediavelmente Pobre é quem sequer consegue saber que é Pobre. Falta-lhe consciência crítica para, primeiro, “ler” sua realidade e, depois, para enfrentá-la dentro de projeto político alternativo. Faltando-lhe esta consciência crítica, não consegue fazer-se sujeito capaz de história própria, esperando, pois, a solução dos outros. O sistema se aproveita desta circunstância para mantê-lo como “massa de manobra”, incluindo-o como “beneficiário”, não como cidadão. Não se permite que se constitua sujeito capaz de história própria. Assim, pobreza não implica apenas estar privado de bens materiais, mas, sobretudo estar privado de construir suas próprias oportunidades, tomar o destino em suas mãos. Quando se fala de ignorância, entretanto, não estamos indicando aquela que todo educador sabe que não existe, já que todo ser humano está hermenêutica e culturalmente plantado, desenvolve cultura própria, saberes compartidos, mantém patrimônios históricos, identidades múltiplas, mas aquela historicamente produzida, cultivada e reproduzida. 3. Os Pobres como Sujeitos Muitas políticas adotadas pelo Banco Mundial não satisfazem as expectativas de crescimento que se deveriam buscar. Quando mede o crescimento de uma dada população leva-se em consideração o crescimento econômico em grande escala. Quan-

do observa que o produto interno bruto (PIB) está crescendo em um dado país ou região pensam que está alcançando a meta da erradicação da pobreza. Isso leva-nos a fazer as seguintes observações: primeira, o crescimento do PIB é dolorosamente lento e pode estar ocorrendo sem benefício algum aos Pobres e, segunda observação é que, quando isso ocorre pode ser que esse crescimento acontece até mesmo à custa dos Pobres. Assim, nessa concepção de crescimento os Pobres são vistos como objetos; deixam de reconhecer o enorme potencial deles, principalmente das mulheres e de seus filhos. Em muitas situações, as autoridades não conseguem vê-los como atores independentes e protagonistas de seu próprio desenvolvimento. Sabemos que o ser humano, sempre no contexto de estruturas dadas, é capaz de interferir nelas e em si mesmo, abrindo espaços próprios de atuação; até certo ponto, pode fazer história própria, individual e coletiva. O ser humano é capaz de conquistas inauditas que afrontam seus limites em todos os sentidos; parece deter da maior potencialidade de construção da autonomia. Como na época atual, no tempo de Vicente de Paulo muitas das pobrezas eram causadas pelas políticas ambiciosas dos governos. Na França de sua época, Vicente de Paulo fez um trabalho efetivo para a erradicação da pobreza. Agiu em muitas frentes de serviços para a mudança das condições de miserabilidade dos Pobres. (Continua na página 7)


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Os 50 anos de uma ousadia

A partir desta edição o Diário Católico coloca em destaque os 50 anos do Centro Comercial. Existem dois grandes motivos para isso: a sede da Digilaser Computação Gráfica, na sala 50, que oferece espaço para a redação do jornal e a forte comunidade de benfeitores que é exemplo de ecumenismo e possui

vários grupos bíblicos de reflexão.

Jacob, alfaiate da sala 21

Além da habilidade nas agulhas, tesoura e máquina de costura, o descendente de ucraniano Jacob Lubatchewsky (v. foto), tem o dom de transformar cada freguês em amigo. Dentre seus clientes estão algumas autoridades de Londrina e região. Começou no ofício de alfaiate ainda adolescente em Itapeva-SP, onde nasceu. “Foi uma paixão que aprendi na família e com 15 anos já fazia paletós” – revela. Para dar conta de todas as encomendas, Jacob conta com o apoio de um funcionário que trabalha em casa. Sua experiência marcou presença junto aos alfaiates mais famosos de Londrina. Também trabalhou na Center Aluguel e há 12 anos atende na sala 21 do Centro Comercial.

Formado por três blocos de 20 andares com 225 apartamentos e 105 salas comerciais em duas galerias, o Centro Comercial é o primeiro empreendimento deste vulto construído no interior do Paraná. A pedra fundamental foi lançada em 21 de novembro de 1959 pelo prefeito Antônio Fernandes Sobrinho e a solenidade contou com as Ovídio, o mestre da sala 7 bênçãos de Dom Geraldo FerEspecializado na confecção de ternos, camisas, calnandes. ças e consertos, Ovídio Silvério tem uma experiência de A entrega do primeiro âmbito internacional. Começou a trabalhar aos 12 anos bloco aconteceu em 1962 pela na alfaiataria da família no Paraguai. Depois se estabeConstrutora Veronezi que se leceu em Foz do Iguaçu onde formou uma clientela com encarregou de tornar realida- a característica das três fronteiras. Casado com uma londe o ousado projeto. Sendo a drinense, foi convencido em 2009 a mudar para Lonprestação de serviços a prin- drina. “Aqui temos mais tranqüilidade para criarmos o cipal característica do Centro nosso filho Renato, que já está com 12 anos” – explica. A Comercial, conheça os profis- esposa Suely Patuzzo (v. foto), que o auxilia no atendisionais que mantêm a tradi- mento e costuras, já trabalhou no Centro Comercial, na ção das alfaiatarias. época em que funcionava a empresa de cursos CEDM.

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Ordenação Presbiteral em BH O diácono Vinícius Augusto Ribeiro Teixeira (à direita na foto, junto com Mirian Godoy e Paulo Turci, de Londrina), será ordenado Presbítero no dia 15 de agosto, às 9 horas, na Paróquia São José do Calafate, em Belo Horizonte-MG. Dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia-GO, fará a imposição das mãos. Vinícius aceitou ser sacerdote vicentino pela Congregação da Missão, Província do Rio de Janeiro. É autor do opúsculo “Seguir Jesus no caminho de São Vicente e de Santa Luísa”, um dos volumes da coleção Círculos Bíblicos Vicentinos, muito requisitado nas conferências da SSVP.

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina possui atualmente uma ampla estrutura que vem prestando relevantes serviços aos comerciários e seus dependentes. O Sindicato tem oferecido os seguintes benefícios: Assistência Trabalhista, Cível e Criminal, Assistência Médica, Dentária, conta inclusive com dentista para crianças. Possui Auditório com capacidade para 200 pessoas devidamente sentadas. Barbearia, Emissão de Carteira Profissional. Convênio com especialistas nas diversas áreas médicas, ampla Sede Campestre, com piscina semiolímpica, piscina para crianças, Campo de Futebol Suíço, quadra de esportes, salão de jogos, salão para festas, playground infantil, estacionamento. Para os comerciários interessados em adquirir a carteirinha é necessário Carteira de Trabalho, foto 3x4, certidão de nascimento dos filhos. A sede social localizada à Rua Fernando de Noronha, 207, foi totalmente reformada, garantindo assim um melhor conforto para todos os comerciários.

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Edição 43/2010 ALIMENTAÇÃO & SAÚDE Caroline M. Calliari

As funções básicas dos alimentos

Deus disponibilizou todo o necessário na natureza para a nossa perfeita nutrição e saúde. No reino vegetal e no animal estão disponíveis os nutrientes de que precisamos para a manutenção da saúde física e mental. Constitui prova de amor para consigo e para com a própria família a atitude de buscar uma alimentação natural, consciente e equilibrada. Os alimentos estão divididos em três grupos, de acordo com suas funções básicas: CONSTRUTORES – São aqueles que apresentam alto teor de proteínas. Estes conservam os tecidos do organismo, regulam o crescimento e contribuem para o desenvolvimento dos músculos, do cérebro, do fígado, etc. Entre as fontes destes compostos reguladores estão alimentos de origem animal e vegetal. O leite e derivados, os ovos, a carne devem ser consumidos em proporção inferior em relação aos vegetais, pois apresentam o inconveniente do colesterol e carregam em si certas toxinas. Os vegetais como as leguminosas (feijões, grão-de-bico, ervilha, soja, lentilha) e frutas oleaginosas (amendoim, nozes, castanhas, amêndoas, avelãs) apresentam teores de proteína mais elevados do que os alimentos de origem animal e no caso dos vegetais, a absorção das proteínas contidas é muito maior (por ser menos complexa) pelo organismo.

ENERGÉTICOS – Mantêm o calor interno do corpo e fornecem energia para o trabalho muscular, o esforço físico, a respiração, os batimentos cardíacos, a circulação sangüínea, etc. Se utilizados em excesso, prejudicam mais do que ajudam. São alimentos ricos em carboidratos (açúcares) e gorduras. Alguns alimentos energéticos: melado, rapadura, mel, arroz, milho, trigo, batata, mandioca, farinhas em geral, frutas muito doces, etc. REGULADORES – Contribuem com as funções anteriores, regulam e ajustam o bom funcionamento do organismo, principalmente os aparelhos digestivo e nervoso, sendo base protetora contra infecções. Desse grupo fazem parte as frutas, legumes, raízes e tubérculos fibrosos. Quanto às necessidades específicas sabe-se que crianças e adolescentes exigem mais alimentos construtores e energéticos. Atletas necessitam mais de alimentos construtores e energéticos; idosos exigem mais alimentos reguladores. Conscientes das funções básicas de cada grupo de alimentos, é preciso cultivar o respeito em relação ao alimento – cuidar muito bem da higiene da cozinha e dos utensílios: lavar exaustivamente os alimentos e as mãos antes de preparar ou ingerir algum alimento; tornar o local e o momento da refeição agradáveis, são atitudes que certamente contribuem para a saúde e harmonia de toda a família. É preciso lembrar que todos esses cuidados são de responsabilidade dos que habitam um lar, a fim de proporcionar uma qualidade de vida cada vez melhor. (Caroline Maria Calliari, Doutora em Ciência de Alimentos pela Universidade Estadual de Londrina – UEL)

LEITURA ORANTE

Aprenda a olhar o tecido do texto

Um texto da Bíblia é como um tecido, feito com os fios das frases e com as cores das palavras. Olhando o texto de longe, você vê o conjunto. Observando-o de perto, você percebe as divisões e as

costuras. Como exemplo veja de perto o tecido do texto do livro de Rute que nos descreve o primeiro passo da reconstrução do povo de Deus (Rute, capítulo 1, versículos 6 a 22).

# 1, 6-7 Começa a volta para a terra de Judá em busca de pão. • 1, 8-14 Lamento e diálogo de Noemi com as duas noras. * 1, 15-18 Rute decide ficar com Noemi e voltar com ela. * 1, 19-21 Lamento e diálogo de Noemi com as mulheres de Belém. # 1,22 Termina a volta para a terra de Judá na colheita. Este gráfico revela as costuras do tecido, escondidas no emaranhado das palavras. Revela o jeito que o povo da Bíblia tinha de tecer os seus textos. É um quiasmo. (Quiasmo é um recurso muito frequente da poesia hebraica que serve para arrumar as palavras e as frases dentro de um conjunto mais amplo. Por meio dele, o assunto tratado no início de um discurso ou de uma história é retomado no fim). No primeiro passo, o início da caminhada (1, 6-7), predomina determinada cor, determinada palavra. É a palavra voltar. Ela ocorre doze vezes! Sinal de que se trata de uma palavra-chave. Nem sempre ela tem o mesmo sentido. Três mulheres iniciam a caminhada: Noemi, Orfa e Rute. Uma delas é do povo de Deus, as outras duas são de outra religião. Eram pessoas sem voz nem vez na sociedade daquele tempo, pois eram pobres, viúvas, estrangeiras e mulheres! O que as une é a pobreza, o desejo de ter pão, os laços de amizade e de parentesco e o desejo de estar lá onde Deus faz visita ao povo. LIÇÃO DOS POBRES Noemi não esconde a dureza da caminhada e avisa as duas noras: continuando com ela, nunca terão marido (1, 11-13); terão ao contrário a amargura do peso da mão de Deus (1, 13). Desistindo de caminhar com ela,

terão casa, descanso e marido, e não perderão a misericórdia de Deus (1, 8-9). Elas é que se decidam e façam a sua escolha! Diante disso, Orfa se define, dás as costas e se afasta da caminhada (1, 14). (Orfa significa Costas). O Deus de Noemi é maior do que seus problemas. Ela sabe disso. Por isso, não desiste da luta e tem esperança, apesar de tudo. Noemi tem a sabedoria dos pobres. Não quer Deus só para si e para a sua raça. Ela pede que Javé seja bom e misericordioso também para com as duas noras que são de outra raça e de outra religião. Pede que Ele arrume para cada uma delas casa, descanso e marido (1, 8-9). Aqui está a lição dos pobres: não reduzem Deus ao tamanho dos seus próprios interesses. Não nacionalizam a fé, não põem Deus a serviço da raça, nem da instituição. Reconhecem Javé como Senhor e Deus de todos. Por isso, são capazes de serem irmãos e parentes de todos! COMPROMISSO RADICAL Estudando as costuras e as cores do texto vimos que o centro do primeiro passo é quando Rute decide ficar com Noemi e voltar com ela (1, 15-18). Rute não segue o exemplo de Orfa. (Rute significa Amiga). Em vez de dar as costas, ela é amiga, agarra-se a Noemi e diz: “Não adianta insistir comigo, para que eu te deixe. Pois para onde fores, eu também vou; onde for tua morada, será também a minha! Onde parar, eu paro! Teu povo será o meu povo. Teu Deus será o meu Deus! Onde morreres, quero eu

também morrer e ser sepultada. Juro! Deus é testemunha e me castigue se outra coisa, a não ser a morte, me separar de ti! (Rt 1, 16-17) Estas palavras tão simples e tão profundas descrevem as condições para alguém poder pertencer ao povo de Deus e participar da caminhada. São as condições da opção pelos pobres! Descrevem a nova porta de entrada para o povo de Deus. Não é a porta da pureza da raça nem da mera observância, como queria Esdras. É a porta do compromisso concreto com as pessoas da comunidade. MENSAGEIROS DE DEUS Muita gente entra na caminhada. Nem todos vão até o fim. Nem tudo é claro! É a própria caminhada que ajuda as pessoas a se definir. “A luz se faz é na travessia”, diz Guimarães Rosa. Quando viu que a nora estava mesmo resolvida a ir com ela, Noemi parou de insistir (1, 18). Aqui também, a luz só se fez na travessia. No início, Noemi não queria que Orfa e Rute fossem com ela (1, 11). Mas mudou de opinião. Ela se rendeu diante do que via acontecer na vida de Rute. A luz veio dos fatos, aceitos e interpretados como mensageiros de Deus. Por isso, em vez de expulsá-la, Noemi acolheu Rute e permitiu que ela entrasse na terra e fizesse parte do povo de Deus. Ela não se considera dona da porta de entrada do povo de Deus. O Dono da porta é o próprio Deus. (Este subsídio foi extraído do livro de Carlos Mesters, Rute, uma história da Bíblia, Ed. Paulinas, São Paulo, 1985, pp. 36-42).


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POBREZA NO MUNDO

A atitude de Vicente de Paulo Pode-se dizer que Vicente de Paulo realizou o projeto “fome zero” nas regiões da Lorena, Champagne e Picardia, na época devastadas pela guerra

Mizaél Donizetti Poggioli, CM (Continuação da página 3-ítem 4) Organizou os padres da Congregação da Missão que tinham por objetivo a Evangelização e Serviço aos Pobres; com Luisa de Marillac reuniu as Filhas da Caridade para o trabalho direto com os abandonados; fundou as Voluntárias da Caridade para visitar os Pobres e doentes em suas próprias casas; investiu na conscientização e na formação do clero para que estivessem do lado dos Pobres fundando Seminários, promovendo as Conferências das Terças-Feiras, e os sensibilizando pelos Retiros; organizou hospitais, casas de acolhida para crianças, idosos e doentes; empreendeu obras que cuidassem das crianças de rua, dos menores abandonados, das crianças que não tinham casa, nem família, nem comida, nem qualquer tipo de proteção. Sua luta na vida sempre foi dar alimento aos famintos e promover a dignidade dos Pobres. Nenhuma pessoa que passava fome lhe era indiferente; ao contrário, sempre ficava indignado com a multidão de famintos que viviam pelas ruas. Trabalhou com os escravos das galés, onde prisioneiros eram condenados aos trabalhos forçados como remadores. Ajudou aos atingidos pela guerra, peste e pela fome. Pode-se dizer que Vicente de Paulo realizou o projeto “fome zero” nas regiões da Lorena, Champagne e Picardia, na época devastadas pela guerra e pela fome. De Saint Quintín, em 1652, escreve um padre da Missão a Vicente de Paulo: “A fome é tão intensa que aconteceu já vermos homens comendo terra, ou capim, ou casca de árvores; ou ainda rasgar dos próprios farrapos com os quais se protegem para poder comê-los. Porém, uma coisa que

não ousaríamos dizer se não tivéssemos visto com nossos próprios olhos e que é algo que nos causa verdadeira indignação, é ver que comem seus próprios braços e mãos e depois morrem de desespero (SV – Coste, IV, 300)”. Das conseqüências da devastação da Guerra da Fronda (que aconteceu no ano de 1648 ao final da Guerra dos Trinta Anos), por exemplo, pode-se encontrar relatos que eram feitos através de cartas a Vicente de Paulo, enviadas pelos missionários da Congregação da Missão – padres Vicentinos. Escreviam eles: “Acabamos de visitar 35 aldeias do decanato de Guisa onde encontramos cerca de 600 pessoas, cuja miséria é tamanha, que eles se atiraram sobre cachorros e cavalos mortos, depois ainda que os lobos já tivessem saciado sua fome. Só em Guisa há mais de 500 enfermos abrigados em buracos ou em cavernas, lugares mais apropriados para abrigarem animais do que pessoas humanas (SV, V, 136)”. 5. Uma atitude vicentina A Família Vicentina, pessoas e grupos de pessoas estritamente ligadas ao carisma e à espiritualidade legadas por Vicente de Paulo começa a redimensionar seu trabalho para com os Pobres. Procura voltar às fontes. O tema sobre “Promoção de Mudanças Sistêmicas – Estratégias para ajudar os Pobres a saírem da pobreza” é um sintoma com diagnóstico preciso. Estamos, depois de 350 anos da morte de Vicente de Paulo, redescobrindo, o que para ele era o óbvio. Começamos a re-descobrir o sábio axioma educativo que Vicente de Paulo utilizou durante sua trajetória de trabalho com os Pobres: a dedicação e o serviço a eles, assistindo-os de maneira material e espiritual. Ajudar os Pobres a saírem da pobreza material implica como

expomos acima, ajudá-los a saírem da pobreza política. Quem é politicamente pobre não é cidadão porque não tem a capacidade de organização e, conseqüentemente não tem o poder de impor mudanças nem para si mesmo nem para a coletividade da qual faz parte. Inserção e compromisso Para Vicente de Paulo, é preciso conhecer a realidade do Pobre, ver suas condições materiais e entender como está sua situação como ser humano. Vicente de Paulo sempre alertava a respeito da essência do trabalho para com o Pobre. O trabalho vicentino é promover mudanças sistêmicas na vida dos excluídos proporcionando-lhes dignidade e vida em abundância em todas as dimensões humanas: “Se houver alguém entre nós que pense estar na Missão para evangelizar os Pobres e não para socorrê-los, para remediar suas necessidades espirituais e não as temporais, respondo que devemos assisti-los e fazê-los assistir de todas as maneiras, por nós e por outrem, se quisermos ouvir estas consoladoras palavras do soberano Juiz dos vivos e dos mortos: ‘Vinde, benditos de meu Pai; possuí o Reino que foi preparado para vós, porque tive fome e me destes de comer; estava nu e me vestistes; doente, e me socorrestes’. Agir assim é evangelizar por palavras e obras, é fazer o mais perfeito, o que fez também Jesus Cristo e é o que devem fazer quantos o representam na terra” (SVP - Coste XII, 87, 88; XI, 393). O que queremos sugerir é que o trabalho vicentino na atual realidade não pode ser fundamentado tão somente nas conseqüências desastrosas que comprometem a vida dos Pobres, mas também e, principalmente, nas suas causas. Mais do que nunca, no tra-

balho Vicentino, se faz necessário articular estratégias de mudanças que se fazem a partir da politização que leva o Pobre a: 1. Sair do processo histórico de ignorância. De uma parte, dar-lhe ferramentas necessárias para que ele reconheça que está vivendo na pobreza e, por outra parte, que ele está sendo, até mesmo, coibido de saber que é Pobre; 2. Deixar de ser massa de manobra e objeto de manipulação para ser sujeito de sua própria dignidade; 3. Ser cidadão que se organiza politicamente para poder impor mudanças significativas para a sua vida e para a vida da comunidade;

4. Ter consciência de seus direitos e construir a noção essencial para a sua própria libertação. Depois de 350 anos da morte de Vicente de Paulo somos convidados a dar um salto qualitativo no trabalho Vicentino. Para reflexão: 1 Quem são os excluídos para você em nossa sociedade? 2. Como tornar eficaz nosso trabalho com os Pobres? 3. Que incidência deveria ter na Família Vicentina Internacional (Famvin) o conteúdo desta reflexão na oração, formação e projetos concretos de serviço com o Pobre?

Evangelizar por Palavras e Obras “Evangelizar os Pobres não consiste unicamente em ensinar os mistérios necessários à salvação, mas em fazer as coisas preditas e prefiguradas pelos profetas, tornando eficaz o Evangelho. Que os padres se dediquem ao cuidado dos Pobres. Não foi isto o que fez Jesus Cristo e fizeram muitos santos que não apenas rezavam pelos Pobres, mas também os consolavam, socorriam e curavam? Não são nossos irmãos? E se os padres os abandonam quem imaginais que os assista? De maneira que, se houver alguém entre nós que pense estar na Missão para evangelizar os Pobres e não para socorrê-los, para remediar suas necessidades espirituais e não as temporais, respondo que devemos assisti-los e fazê-los assistir de todas as maneiras, por nós e por outrem, se quisermos ouvir estas consoladoras palavras do soberano Juiz dos vivos e dos mortos: “Vinde, benditos do meu pai; possuí o Reino que foi preparado para vós, porque tive fome e me destes de comer; estava nu e me vestistes; doente, e me socorrestes. Fazer isto é evangelizar por palavras e por obras e é o mais perfeito e foi também o que nosso Senhor praticou e o que devem fazer aqueles que o representam na terra, como os padres. Eis por que devemos preferir esta função a todas as funções e empregos do mundo e nos considerar, sinceramente, os mais felizes dos homens ” São Vicente de Paulo.


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Edição 43/2010

INFORMATIVO JURÍDICO

Benefício especial para professores que desempenham cargos de direção Atualmente, os professores que atuam, ou já atuaram, como diretor de escola, coordenador ou assessor pedagógico podem contabilizar esse tempo para garantir a aposentadoria especial. Até então só possuíam essa faculdade aqueles professores que trabalharam apenas e tão somente dentro da sala de aula. O novo entendimento, que deve prevalecer no Judiciário, foi manifestado pelo Supremo Tribunal Federal e altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Fica definido que a atividade docente não se limita à sala de aula, e que a carreira de magistério compreende a ascensão aos cargos de direção da escola – desde que exercidos por professores. Assim, é recomendável que o segurado-professor em vias de se aposentar e que se encaixe no caso acima procure por orientação de um advogado especialista em Direito Previdenciário, para que a concessão de sua aposentadoria obedeça aos critérios que lhe sejam mais vantajosos. De outro lado, aqueles professores aposentados

que desempenharam atividades de direção e coordenação escolar igualmente têm o direito de requerer a conversão de tais períodos em atividade especial mediante Ação Revisional, buscando também a orientação de um advogado especialista. Ressalte-se que, no caso de revisão do benefício, além do aumento na renda mensal percebida são devidos os atrasados dos últimos cinco anos, com juros e correção monetária. Marly Aparecida Pereira Fagundes - Advogada

Ato de confiança e súplica ao Imaculado Coração de Maria, pela solução do Caso Amanda Rossi Mãe Imaculada, Mãe de Jesus e Mãe de todos nós, nós, vossos filhos e filhas, certos e seguros do vosso amor maternal, dirigimo-nos a Vós com confiança e simplicidade filiais, pedindo-vos suplicantes que atendais aos nossos rogos. A Vós, Mãe, ao vosso Coração materno, confiamos o CASO AMANDA ROSSI. Pedimo-vos, suplicamo-vos, imploramo-vos a plena e definitiva solução para este angustiante caso, para este mistério que ainda atormenta os nossos corações. Ó Maria, Vós sois a Mãe do Sol da Justiça, o Cristo, nosso Rei, que virá para julgar os vivos e os mortos. Fazei que venha à luz toda a verdade a respeito da trágica morte da vossa querida filha, Amanda Rossi. Que a justiça seja feita! Mãe das Graças, lembrai-vos que, o vosso título mais caro à Amanda era o de

Amanda Rossi, 22, foi assassinada no dia 27/10/2007, no campus da Unopar, em Londrina

“Nossa Senhora das Graças”. Concedei-nos a graça de ver, o quanto antes, a total elucidação do Caso Amanda Rossi, valei-nos com a vossa celeste intercessão para que tudo aquilo que esteja dificultando esta solução seja derrubado para a Glória de Deus. Mãe do Perpétuo Socorro, socorrei-nos! Ide à frente dos que buscam solucionar o mistério da morte de nossa querida Amandinha. Fazei que consigam chegar a conclusões certas, e, definitivas, sobre tudo o que aconteceu

com ela, e, sobre a motivação que levou à esta barbárie. Mãe Desatadora dos nós, desatai os intrincados nós do Caso Amanda Rossi. Não permitais que este caso permaneça sem solução. Subjugai e detei as forças do mal. Que a todos resplandeça a Luz da Verdade que ilumina e dissipa as trevas. Mãe da Divina Providência, “sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio” (Romanos 8, 28). Pedimo-vos de podermos ver e experimentar todo o bem que Deus, no Seu Amor Providencial, tira e tirará da tragédia da morte de Amanda Rossi. Pedimo-vos a conversão dos responsáveis por este crime. Pedimo-vos que sustenteis a nossa Fé, a nossa Esperança, e, o nosso Amor, até o fim. Ó Maria, acolhei em vosso Coração Imaculado esta humilde e ardente súplica que vos fazemos. Apresentai-a a Jesus. Alcançai-nos o que vos pedimos. Que o vosso Coração triunfe neste mundo, e, possamos ver a estupenda Vitória do vosso Filho Jesus, de um extremo ao outro desta terra! Amém! Amém!

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Diário Católico  

Edição 43 do Jornal Diário Católico