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editorial

2 Rui Martins Director de Comunicação

Uma nova arquitectura de colaboração? Compreenda e vença com as Redes Sociais

Pretende conectar-se a uma audiência a um nível pessoal e específico, permitindo à sua Marca ou Causa interagir directamente com uma comunidade específica e não sabe bem como? Uma dica: a comunicação a nível mundial está a mover-se dramaticamente para uma direcção digital e aqueles que compreendam e apreendam esta transformação irão comunicar muito mais eficazmente. Redes sociais como o Facebook, Twitter ou Linkedin, Blogs e outras tecnologias estão a mudar a forma como as Organizações comunicam com stakeholders estratégicos.

As redes sociais constituem, mais do que tecnologia, ciência social, um ecossistema de interacção humana que molda atitudes e comportamentos individuais e associações de amizades e alianças em torno de serviços, produtos, ideias e causas. Esta nova arquitectura colaborativa é impulsionada por pessoas em comunidades nas quais se congregam e comunicam; através das quais se criam culturas vibrantes e se usam ferramentas com que nos mantemos conectados. A palavra de ordem é PARTICIPAÇÃO: criar, descobrir e partilhar novos conteúdos, conhecimento e gerar valor acrescentado.

Em 2009, só o Twitter cresceu 1,382% relativamente ao ano anterior, o Facebook ultrapassou o MySpace registando mais de 200 milhões de utilizadores e em 2010 as redes tornar-se-ão ainda mais populares, móveis e exclusivas. David Armano, Senior Vice President da Edelman Digital aponta algumas das tendências nos Media Sociais para este ano: os media sociais começam a parecer menos sociais; as Organizações procuram dar escala às iniciativas de media sociais para além do marketing e comunicação; o negócio via media sociais tornar-se-á cada vez mais sério; as Organizações terão que implementar uma política de media sociais (caso ainda não a tenham); o crescimento dos smartphones levará à exponenciação da mobilidade e a partilha vai deixar de significar e-mails.

Este é um processo que parte de uma abordagem humana (em que a tecnologia nos serve e não o contrário): começa por Respeito; como Pessoa e não como marketer, vendedor ou fábrica de mensagens; ser prestativo e acrescentar valor à conversação; contribuir com personalidade e percepção da marca que representa (para ganhar respeito e lealdade); incorporar feedback inspira iniciativas reais, mais inteligentes e com base em experiência nos múltiplos canais de Comunicação e Promoção; e, não menos importante, precauções como não ser naive ou imergir demasiado para não perder perspectiva e valor acrescentado.

Soumitra Dutta, professor do INSEAD, no seu recente livro “Throwing Sheep in the Boardroom”, refere três grandes drivers que devemos compreender acerca desta nova realidade: geração Net. A Internet é global, aberta, transparente, interactiva, instantânea e está a impulsionar a mudança, novos valores, comportamentos e expectativas. velocidade da mudança: enquanto que o telefone levou 89 anos a ver massificada a sua utilização, a TV 38 anos e os telemóveis 14 anos, redes sociais como o Facebook levaram apenas 4 anos. é um fenómeno global à escala planetária. Enquanto que na era pré-redes sociais as Organizações e mesmo os Governos tinham uma atitude Top-down, baseada em hierarquias verticais, compartimentada, na qual se evidenciava o Homem corporativo (assente numa identidade corporativa, inibição), actualmente assistimos a uma nova arquitectura de colaboração social: horizontal, aberta, colaborativa, participativa, bottom-up, caracterizada por uma Identidade pessoal e desinibição.

Lembre-se ainda que a utilização das redes sociais carece de auto-regulação, sendo “o objectivo criar um clima de confiança propício à existência de interacções que derivem ou não em transacções”, como refere Filipe Carrera in Marketing Digital na versão 2.0; e por outro lado de avaliação, porque não pode gerir aquilo que não é mensurável. Esta mensuração deve estar ligada não apenas aos objectivos online, mas sobretudo aos objectivos organizacionais. Como pode, portanto, a sua Organizações abraçar este futuro de stakeholders capacitados? Eis algumas dicas: Conte uma história que possa ser (re)difundida espontaneamente Seja transparente, revelando aquilo que sabe Esteja disposto a perder o controlo da mensagem vs enriquecimento do diálogo Reconheça a importância da repetição da história em múltiplos canais de comunicação e distribuição Incorpore novas tecnologias (podcasting, CGM ²…) porque as audiências estão cada vez mais segmentadas Em suma, aprenda a Confiar nas Pessoas, seja Aberto no Diálogo e a Ouvir melhor… e aprenda a largar o controlo sem perder o controlo!

Revista EXIT 2010 Media Sociais na Estratégia das Organizações  

Objecto de restyling completo, a revista EXIT apresenta o tema "Media Sociais na Estratégia das Organizações" sobre como desenvolver estraté...

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