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o nosso Amanhã

Diana Gonçalves Finalista do Curso Técnico Auxiliar de Saúde 2015/2018


Como aluna do ensino profissional, estou a realizar a minha prova de aptidão profissional que tem como tema “Solidão: uma forma triste de envelhecer.”. No âmbito do meu projeto decidi realizar este livro. A população portuguesa encontra-se cada vez mais envelhecida, trazendo algumas consequências, tais como: o aumento das despesas na saúde e segurança social, pagamento de reformas, redução do número da população ativa e a existência de novos gastos, tais como: alojamentos adaptados, atividades adequadas, ajudas aos familiares e assistentes sociais. Durante o meu projeto pretendo explicar as diferentes fases do envelhecimento e as mudanças que o nosso corpo sofre durante este processo, tanto a nível físico como mental. Porém, o tema principal do projeto é a solidão. Este sentimento nos idosos é um dos problemas que mais afeta a população envelhecida em Portugal. A solidão está diretamente ligada à saúde afetando o bem-estar f ísico, mental e social, estando também associada a determinadas doenças, como por exemplo, a hipertensão arterial, as infeções repetidas, ansiedade e depressão. Este livro contêm textos e frases escritas por alunos da Escola Profissional de Braga, excertos de entrevistas realizadas aos mesmos e a idosos e, no final, uma reflexão escrita por mim. As fotografias usadas no livro foram todas tiradas aos idosos do Centro de Dia da Nossa Senhora da Misericórdia de Braga durante a realização de uma atividade. A realização deste livro tem como principal objetivo sensibilizar as pessoas que o leiam, tocar-lhes, fazê-las perceber que não é correto abandonar, maltratar, nem deixar os idosos sós.


Olá Meus Filhos,

Venho neste dia escrever- vos com grande pesar no meu coração!

Faz dias que estou deitado nesta cama de hospital, faz dias que o

médico entra e saí deste quarto. Cada vez que oiço a porta a abrir o meu coração pula, não sabendo ainda se de alegria ou tristeza. Faz dias que vos espero. Tenho saudades de cada um de vós. Hoje penso como é que de seis filhos, nenhum me vem visitar ou, pelo menos, fazer uma chamada, perguntome onde andam vocês. Com o tempo que me sobra deitado aqui nesta cama, tenho inúmeros pensamentos, trago à memória todos os momentos de esperança e alegria de quando a vitalidade reinava no meu corpo.

Hoje em particular, lembrei-me do meu último aniversário passado em

família. Não sabia que vocês estavam a preparar tudo aquilo, mas quando entrei naquela sala de restaurante e vi toda a minha família reunida, o meu coração encheu-se de alegria e uma lágrima correu- me no olhar. Lembro-me como se fosse hoje, vi cada um de vós com as suas respetivas esposas e maridos, com as vossas vidas encaminhadas e com as famílias constituídas. No final da mesa estavam lá os meus nove netos, todos às gargalhadas com as piadas que contavam entre si. Cada sorriso daqueles valia a pena ser guardado no meu coração. Aquela noite estará sempre guardada no meu coração. Valeu a pena!

Mas, e hoje? Hoje estou aqui numa cama de hospital. Sozinho e indefeso,

sem qualquer apoio emocional. E vocês? Onde estão? Hoje venho falar de maneira fria, não me julguem, mas vocês fizeram por merecer. Setenta e sete primaveras já vão na conta. O meu apoio sempre foi incondicional e diário, mas hoje estou aqui, sozinho e abandonado numa cama de hospital! Se a vossa mãe fosse viva de certeza estaria envergonhada como eu, com amor criamos seis filhos para hoje nenhum de vós me estar a ajudar. Juro que é mesmo difícil descobrir o porquê deste abandono! É a herança? Fiquem sabendo que tudo que vos deixo é o suor de um contínuo trabalho e esforço para vos criar, então, deem-lhe bom uso para criar os meus netos. Criem-nos com amor, carinho, educação e ensinamentos para que daqui a uns anos não sejam vocês nesta cama apenas a sonhar e a lembrar de tudo o que viveram e não vivem mais.

Já sinto a presença da vossa avó ao meu lado, não chorem agora que

vou partir! Sim! Eu decido que vou partir, na esperança de que parta daqui para um lugar melhor. Hoje não vos guardo mágoa, irei sempre cuidar de vós e, principalmente, cuidar de cada um dos meus preciosos netos. Não acabou

chorem foi

o

agora, fardo

que

o

amor vocês

não

acabou!

consideravam

O

carregar!

que Eu!

Com amor, O vosso pai. João Mesquita, Comércio, 1ªano


o que é a solidão? “É quando deixam a pessoa que não está apta para viver sozinha, sozinha.” Bruna Almendra, Design Gráfico, 1ºano “É uma pessoa triste, sozinha. Uma pessoa quando está triste e sozinha está na maior solidão do mundo.” Maria das Angústias, 86 anos “Ninguém é feliz sozinho, a solidão é a maior tristeza do ser humano, a verdadeira felicidade só é verdadeira se for partilhada.” Turma Construção Civil, 1ºano “É uma pessoa se sentir triste, sozinha e abandonada.” Marta Quintas, Contabilidade, 1ºano “É quando os idosos estão sozinhos ou se sentem vazios.” Débora, Contabilidade, 1ºano “Solidão é quando alguém está sozinho, mas sozinho mesmo! Sem ver pessoas durante muito tempo seguido.” Pedro Pereira, Contabilidade, 1ºano “Eu não sinto solidão. A solidão é a pessoa se sentir sozinha.” Nair, 84 anos

“Não é bem uma pessoa viver sozinha! É mais uma pessoa se sentir sozinha! Por vezes o idoso pode viver acompanhado, mas não sentir carinho e afeto dessa pessoa daí se sentir sozinho, como por exemplo nos lares.” Cristiana Lopes, Auxiliar de Saúde, 2ºano


“Solidão é viveres num mundo cheio de pessoas mas mesmo assim faltar aquela parte do carinho que qualquer ser humano precisa.” João Mesquita, Comércio 1ºano

“A solidão é a falta de afeto, falta de empatia e a incapacidade de perceber que o “hoje” deles, será o nosso “amanhã”.” Eletrónica, 1ºano

“Solidão é um sentimento no qual

uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa, não porque simplesmente se isola, mas porque os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado. Muitas pessoas passam por momentos em que se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo.


“Querida Família e Filhos

Sabem que dia é hoje? Hoje é o meu aniversário. Todos os anos espero na mesma porta, que alguém entre e, pelo menos, me ofereça um singelo abraço. Mas não!! Todos estes anos apenas sinto uma grande melancolia, tristeza e solidão. À espera de libertar tudo isto, espero partir para longe e arranjar de certa forma alguma paz e algum amor. Com Saudade O vosso Pai.

Comércio, 1ºano


Conheces algum caso de um idoso que se sinta assim? “Uma senhora da minha terra tinha os filhos com ela. Com o tempo foi ficando adoentada. Os filhos viram que tinham de tomar conta dela e gastar dinheiro com ela, acabaram por a abandonar e acabou por ser a minha mãe a ter que tomar conta dela, pois quando a mãe mais precisava, eles abandonaram-na.”

Pedro Pereira, Contabilidade, 1ºano

“Fiz voluntariado num lar. Existia lá uma senhora com Alzheimer. O filho quando a colocou lá disse que a ia visitar, então ela todos os dias (mais do que uma vez por dia) perguntava se o filho já a tinha chegado. Todos os dias estava à espera na porta que o filho aparecesse, era capaz de ficar horas e horas à espera dele. Mas ele nunca apareceu.! João Mesquita, Comércio, 1ºano


Entrevista ana pereira, 78 anos DG: Tem filhos? E netos? AP: Tenho dois filhos e quatro netos DG: Pertence ao Centro de Dia ou ao Lar? AP: Centro de dia. DG: Há quanto tempo frequenta o Centro do Dia? AP: Há dois anos. DG: A decisão de vir para aqui foi sua? AP: Foi a minha filha porque achou que era melhor. Para mais, eu antes de vir para aqui estive internada na Casa de Saúde do Bom Jesus e gostei muito de estar lá, então quando regressei a casa a filha decidiu pôr-me aqui que assim não estava sozinha. Ela disse que era melhor vir para aqui que assim também passeio e como temos atividades, estou distraída e as horas passam melhor. Assim também fui para a praia e tudo! (risos) A princípio não queria muito vir, mas com o tempo habituei-me e agora estou aqui, sempre é melhor que estar sozinha! DG: Vive com quem? AP: Vivo sozinha! A casa da minha filha fica a 5 minutos da minha, ela passa sempre lá todos os dias para me perguntar se está tudo bem ou se preciso de alguma coisa. DG: Gosta de estar aqui? Porquê? AP: Gosto. Tenho atividades, faço ginástica duas vezes por semana e uma vez por semana vou para os computadores. Agora também temos a atividade do boccia! DG: Conte-me o que é que a senhora faz desde que acorda até que se deita! AP: De manhã, a primeira coisa que faço, aqueço o leite, faço a minha higiene, o leite está a aquecer, faço a cama, visto-me e tomo o pequeno-almoço. Todos os dias levanto-me às 7h30, antes de sair de casa ainda rezo e, entretanto, a carrinha vem-me buscar. Venho para aqui. Quando chego a casa, vou buscar a sopa à casa da minha filha, depois venho para casa, oiço o terço às 6h30, tomo banho, janto e lá para as 8h30 deito-me! DG: Sabe o que é a solidão? AP: Sei! Eu senti a solidão! Solidão é a

gente deixar de sentir vontade de viver! Vivi muito tempo sozinha, eu pensava “O que estou aqui a fazer?!”. Era comer e deitar. Depois comecei a ter problemas de coluna e fui operada. De tanto me sentir sozinha tentei o suicídio. Toda a vida trabalhei muito e depois sentir que estava a “chatear” a minha filha levou-me a querer pôr-me por baixo de um carro. E assim fiz! Tive sorte de não ter acontecido nada! Após a tentativa de suicídio, fui para o hospital, claro. Chamaram a minha filha. Fui muito bem tratada por quem me recebeu no hospital. Aconselharam-me a ser internada, pois estava a precisar de cuidados, para além de físicos também psicológicos. Eu sabia que precisava! Concordei e fui internada na Casa de Saúde do Bom Jesus. Quis suicidar-me porque sentia que não andava aqui a fazer nada! Agora não sinto! Estou aqui, com as atividades e tudo me divirto, tenho as minhas amigas e agora estou bem! DG: O que sente quando ouve notícias ou histórias de abandono ou maus tratos aos idosos? AP: Tenho muita pena! Isso nunca aconteceu comigo! Eu tentei suicidar-me, mas a minha filha sofreu muito com isso, ela não merecia! Mas era da forma como me sentia, pensava que era aquilo que era necessário fazer! Agradeço por ter corrido tudo bem! DG: O que acha que os jovens devem fazer para “acabar” com esta solidão? AP: Têm que estar mais atentos, tentem aproximar- se mais das pessoas que estão realmente sós, infelizmente há muitos filhos que não são amigos dos pais e as pessoas sentem-se mesmo sós quando estão sozinhos e precisam desta assistência que vocês, como jovens, podem dar. Dar um bocadinho de carinho, dar um objetivo à vida deles. Por não ter nenhum objetivo “para viver”, foi por isso que tentei me matar, agora não, desde que estou aqui estou feliz, canto, danço, divirto-me. Sinto-me bem aqui. Estou longe de sentir que estou só.


o que sentes a ouvir notícias/histórias de idosos que são abandonados ou sofreram de maus tratos? “Raiva, porque acho que é horrível saber que estas pessoas são capazes de abandonar as pessoas que estiveram lá para elas quando mais precisaram e agora, que são elas a precisar, não querem saber.” Pedro Pereira, Contabilidade, 1ºano “Sinto mágoa, porque gostava que fossem bem tratados, como eu.” Nair, 84 anos “Raiva, angústia, porque se essas pessoas cuidaram de nós, porque é que nós deveríamos de as abandonar?” Bruna Almendra, Design Gráfico, 1ºano “Apetecia-me esganá-los! “ Maria das Angústias, 86 anos “Sinto-me triste e acho que nós adolescentes devemos importar-nos para evitar que isto aconteça.” Maria Rosa, Auxiliar de Saúde, 1ºano “Tenho muita pena deles! Como são eles poderia ser eu e eles passam bastante mal!” Maria Bernardina, 78 anos “Os idosos também foram jovens! Eles cuidaram dos filhos! Ao ouvir estas notícias fico triste, porque os filhos deviam cuidar dos pais como eles também já cuidaram deles.” Cristiana Lopes, Auxiliar de Saúde, 2ºano “Não faz sentido. É um bocado amargo. Não consigo perceber: se o ser humano gosta e precisa de ser amado, por que não dá amor ao outro? Sendo que estas pessoas já cuidaram delas e tudo o que temos foi graças a um passado com elas.” João Mesquita, Comércio, 1ºano


“Uma mensagem para todos os filhos que abandonam os seus pais: Lembrem-se que foram eles que vos ensinaram a andar, contar e a escrever. Agora chegou a vossa vez de os ajudar, pois tal como vocês no passado precisaram, agora são eles que precisam da vossa ajuda para andar, contar e escrever. E vocês o que fazem? Quando pensarem em partir, lembrem-se que foram eles que sempre lá estiveram quando vocês mais precisavam independentemente da situação.” Contabilidade, 1ºano


o que é que os jovens podem fazer para "acabar" com a solidão na terceira idade? “Visitá-los e dar-lhes carinho.”

Nair, 84 anos

“Cada um deve pensar que, como os nossos pais cuidaram de nós quando mais precisamos, um dia que eles precisem temos que estar aqui para cuidarmos deles.” Pedro Pereira, Contabilidade, 1ºano

“Podíamos fazer apelos, porque nós mais novos temos um bocado a mania de que são “cotas” e “que não prestam para nada”, e no entanto não é verdade, de certa forma devemos sensibilizar e mostrar que isto não é verdade, e alertar que um dia seremos nós e não gostaríamos de ser assim tratados.” Bruna Almendra, Design Gráfico, 1ºano

“Se virmos que um familiar ou um vizinho está sozinho, devemos ajudar a arranjar uma solução para a pessoa não estar sozinha. Arranjar um lar ou fazer visitas, não sei. Podemos fazer muita coisa, agora é preciso alguém que faça!” Cristiana Lopes, Auxiliar de Saúde, 2ºano

“Visitá-los, fazer alguma coisinha por eles.” Maria das Angústias, 86 anos

“Ser solidários com eles, fazer visitas.” Margarida Martins, Contabilidade, 1ºano

“Neste momento, devemos cada um cuidar dos nossos pais, para que no futuro a sociedade mude e os idosos voltem a ser bem tratados e acolhidos.” João Mesquita, Comércio, 1ºano


10 formas de combater a solidão 1. Frequentar ações de formação e/ou universidade para a terceira idade 2. Acolher em sua casa jovens universitários vindos de outras cidades 3. Adotar um animal de estimação 4. Fazer voluntariado 5. Criar amizades e conviver 6. Inscrever o idoso num centro de dia 7. Frequentar atividades lúdicas em centros de acolhimento de idosos ou juntas de f reguesia 8. Procurar a atenção da família, se o idoso for autónomo pode organizar almoços ou jantares, caso contrário, a família pode levá-lo e valorizar a sua sabedoria. 9. O idoso sem apoio da família, vizinhos e amigos deve procurar um lar de idosos 10. Sair da solidão fazendo psicoterapia Eletrónica, 2ºano


o nosso amanhã

Vamos

fazer

um

pequeno

jogo!

Imaginem-se no futuro. Adultos, com a profissão que sempre

sonharam e uma vida estável. Na vida acontecem imensos acasos, o facto de terem encontrado uma pessoa pela qual se apaixonaram foi um deles. Casam, constroem uma vida juntos e depois disto, os filhos. Educam-nos juntos, da melhor forma que os pais podem educar os seus filhos. Tiveram uma vida recheada de amor e carinho. Nunca falharam um jogo de futebol ou um espetáculo de dança, nunca falharam com prendas no Natal, nem com bolo nos aniversários. Todas as manhãs não faltavam os bons dias e ao fim do dia a preocupação se a escola tinha corrido bem ou mal.

Os anos vão passando e com isto a idade também. Os filhos

cresceram e, como é natural, saíram de casa e construíram as suas próprias vidas e famílias, mas sempre com os pais como apoio. Porém estes já se sentem cansados. A idade não perdoa, não é verdade? Decidem-se reformar para poderem estar mais presentes na vida dos filhos e dos netos. Ai não vos disse? Sim, agora já são avós. Os netinhos são como uns segundos filhos para vocês, ajudam em tudo o que podem. Nos aniversários de casamento dos vossos filhos, vocês, com todo o agrado, cuidam dos netos, para eles poderem ir jantar fora. Os Natais agora são mais cheios. Os filhos precisam de qualquer coisa, vocês estão sempre lá para os ajudar.

Porém nada é eterno na vida. O vosso parceiro, o vosso melhor

amigo acaba por falecer. Vocês moram sozinhos, mas mesmo assim existe alguma preocupação da vossa família em vos procurar.

Com este processo que é o envelhecimento, vocês tor-

nam-se

frágeis,

começam

a

não

um

pouco

fazer

“chatos”

sentido.

Neste

e

as

vossas

momento

é

frases quan-

do nós precisamos de mais apoio. Onde está esse apoio?


“Mãe hoje não posso ir aí, trabalho até tarde! Aman-

vou!”,

era

Como se sentiriam? Qual será a sensação de passarem os

“Pai, tarde

apanhei vim

trânsito

para

pelo

casa!

caminho

Amanhã

e

como

apareço

aí!”

dias a olhar para o vazio, lembrarem-se de todos os momentos felizes que viveram e já não vivem mais. Qual será a sensação de não saberem distinguir o Natal ou os aniversários de outro dia qualquer, pois todos são iguais? Qual será a sensação de acordar todos os dias de manhã e só desejar que o dia acabe, pois será mais um dia que passou? Qual será a sensação de esperar todos os dias pelo vosso fim, pois pensam que são insignificantes? Pois, parece que estou a exagerar, mas não! Neste momento, enquanto lês isto, existe um idoso que se está a sentir assim. Porque não mudar isto?

Eu cresci rodeada de idosos. Para mim são a coisa mais pre-

ciosa na minha vida. “Mas nem todos os idosos são simpáticos ou boas pessoas!”, sim é verdade! Mas mesmo esses merecem acabar a vida sozinhos? Abandonados?

Nesta idade é quando o ser humano atinge o “pico” da sabe-

doria, porque não, nós jovens aproveitarmos isso? Durante o meu estágio profissional não havia um único dia que não aprendesse alguma coisa ou uma história nova por muito mínima que fosse. Porquê não nos sentarmos um pouco com eles e falarmos, partilhar experiências uns com os outros e pensarmos que com isto faríamos o dia deles mais feliz?


Quando envelhecemos e não contamos com a presença dos que mais gostamos, sentimo-nos rejeitados e perdemos a vontade de viver.

Contabilidade, 1ºano


o nosso AmanhĂŁ

Com o apoio:

O Nosso Amanhã  

Como aluna do ensino profissional, estou a realizar a minha prova de aptidão profissional que tem como tema “Solidão: uma forma triste de en...

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Como aluna do ensino profissional, estou a realizar a minha prova de aptidão profissional que tem como tema “Solidão: uma forma triste de en...

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