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Doenças Comuns

Endocardiose Resumo

• Tosse (principalmente à noite ou quando estão deitados)

• A endocardiose é uma doença cardíaca que resulta da degeneração progressiva das válvulas do coração. Quando as válvulas não estão a funcionar correctamente, o coração tem que trabalhar mais arduamente para compensar esta falha, o que a longo termo vai provocar o enfraquecimento e danificação do miocárdio. • A insuficiência cardíaca congestiva desenvolve-se quando o coração já não tem capacidade de compensar a falha valvular. A sintomatologia mais comum inclui tosse, intolerância ao exercício e dificuldades respiratórias. • A medicação oral e as reavaliações periódicas são essenciais para aumentar a esperança de vida do seu animal e ajudar a mantê-lo confortável e feliz.

Válvula aórtica

Válvula pulmonar

Válvula mitral

Válvula tricúspide

A endocardiose é uma das causas mais comuns de insuficiência cardíaca em cães; a insuficiência cardíaca congestiva pode ser fatal, principalmente quando não é tratada.

Quais são os sinais clínicos? Se a endocardiose for ligeira, o seu animal de estimação pode parecer completamente normal, no entanto, casos mais avançados podem manifestar a seguinte sintomatologia:

• Intolerância ao exercício (cansam-se mais facilmente) • Dificuldade a respirar • Letargia • Distensão abdominal (acumulação de fluidos no abdómen) • Desmaios

Como se diagnostica? O diagnóstico de endocardiose pode requerer uma combinação de vários testes: • Auscultação: recorrendo ao uso do estetoscópio é possível ouvir os sons cardíacos e pulmonares. Neste exame, podem ser detectados sopros cardíacos, um ritmo cardíaco irregular e sons pulmonares anormais, que podem surgir quando já está presente insuficiência cardíaca congestiva. • Análises de sangue: a realização do hemograma e bioquímica sanguínea permitem avaliar o estado geral do animal, assim como obter informação sobre outros órgãos importantes (p.ex. rins e fígado). Pode ser também necessário realizar uma análise para despiste de dirofilaria (parasita cardíaco). • Radiografia: Permite avaliar o tamanho, forma e posição do coração. Na endocardiose o coração pode estar aumentado de tamanho devido ao aumento de esforço a que o músculo cardíaco é sujeito. As radiografias possibilitam também a visualização dos pulmões, o que é fundamental quando está presente insuficiência cardíaca congestiva (acumulação de líquido nos pulmões). • Electrocardiografia: Também conhecida como ECG, é um teste que regista as alterações


eléctricas cardíacas, cuja interpretação fornece informações importantes acerca do ritmo cardíaco, saúde e tamanho do miocárdio. • Pressão arterial: doenças cardíacas podem causar alterações na pressão arterial e interferir desta forma no tipo de medicação a administrar. • Ecocardiografia: é, provavelmente, o exame que fornece mais informação sobre o funcionamento e estrutura cardíaca. Através da tecnologia de ultra-sons, este teste permite que o coração seja visualizado num ecrã digital, fornecendo dados extremamente importantes sobre as válvulas cardíacas.

Como se trata? Na maior parte dos casos a endocardiose é tratada com medicação oral. Estes medicamentos ajudam o coração a funcionar mais eficientemente e a remover o excesso de fluído que se pode acumular nos pulmões. Por vezes, uma dieta especial (baixa em sódio) pode ser recomendada.

consequente mau funcionamento de uma ou mais válvulas, prejudicando desta forma o correcto fluxo sanguíneo através do coração. As válvulas danificadas podem ficar espessadas, libertar-se das estruturas que as fixam ou perder a flexibilidade necessária para se moverem livremente. Quando as válvulas não funcionam correctamente, o fluxo de sangue pelo coração pode tornar-se turbulento ou irregular, forçando o coração a trabalhar mais, o que causa lesões adicionais ao músculo cardíaco com o passar do tempo. Estes factores podem levar a uma condição chamada insuficiência cardíaca congestiva, quando o coração não funciona apropriadamente.

Data da reavaliação

Objectivos

É muito importante que os pacientes com cardiopatias sejam reavaliados periodicamente, não só para detectar alterações anormais antecipadamente, mas também para modificar a terapia de acordo com a evolução da doença. Também pode ser necessário repetir alguns testes de diagnóstico, como as análises de sangue para controlar efeitos secundários associados à terapêutica, ou as radiografias torácicas para avaliar o grau de edema pulmonar (líquido acumulado).

Saiba mais sobre a endocardiose! Nos cães e gatos, o coração contém quatro válvulas. A abertura das válvulas cardíacas permite que o sangue flua livremente, e sempre na mesma direcção, de uma câmara cardíaca para a seguinte câmara ou para um vaso sanguíneo. O fecho das válvulas, por sua vez, impede o refluxo do sangue para a câmara anterior. A endocardiose, ou doença valvular degenerativa, resulta da danificação e

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Doenças Comuns

Insuficiência Renal Crónica Resumo • Insuficiência Renal Crónica (IRC) é uma doença progressiva que não tem cura, no entanto é possível atrasar a sua evolução e atenuar a sua sintomatologia. • Os sinais clínicos associados a esta doença incluem aumento da sede e produção de urina, perda de peso e de apetite. • Muitos animais conseguem ter uma boa qualidade de vida durante alguns anos antes de serem diagnosticados com IRC.

Quais são os sinais clínicos de Insuficiência Renal Crónica? Inicialmente, os sinais clínicos de IRC são imperceptíveis ou muito ligeiros, no entanto intensificam-se à medida que a doença progride: • Aumento da sede e da produção de urina • Perda de peso • Vómitos • Perda de apetite • Desidratação • Letargia/Apatia • Pêlo em más condições • Salivação (devido a náusea e úlceras na boca)

Qual é a função dos rins? Os rins são responsáveis por várias funções importantes no corpo, incluindo as seguintes: • Eliminação de produtos tóxicos, através da sua concentração na urina

• Produção de eritropoietina, uma hormona que estimula a produção de glóbulos vermelhos • Ajudar a manter o equilíbrio de água no corpo/hidratação • Metabolização e excreção de vários tipos de fármacos • Regular a concentração de importantes electrólitos sanguíneos, como o sódio e o potássio As doenças renais vão diminuir a capacidade dos rins para realizarem estas funções, contribuindo desta forma para o aparecimento de sinais clínicos e progressão da doença.

Apesar de o dar a entender, o termo Insuficiência Renal não significa que os rins estão a parar de produzir urina. De facto, acontece exactamente o oposto, já que os rins deixam de ter capacidade para a concentrar. A Insuficiência Renal Crónica é irreversível, podendo ter como causas nefrolitíase (“pedras renais”) e doença renal poliquística. Na maior parte dos animais, a IRC não tem uma causa evidente, surgindo apenas como um declínio da função renal associado à idade. Embora a IRC não seja reversível, geralmente é possível atrasar a sua progressão e atenuar as suas manifestações clínicas, para que o animal se sinta mais confortável.

Como se diagnostica a Insuficiência Renal Crónica? O diagnóstico de IRC pode requerer uma combinação de vários testes: • Análises sanguíneas: frequentemente são realizadas como parte de um check-up geral a um animal saudável ou como método de testagem inicial para animais doentes. Estes testes fornecem informação importante sobre


os diferentes órgãos e sistemas corporais, como por exemplo o doseamento da concentração sanguínea de ureia e creatinina, substâncias que podem estar alteradas em caso de doença renal.

Data da reavaliação

Objectivos

• Urianálise: A avaliação da urina é fundamental para determinar a função renal. Urina muito diluída ou que contém material que não deve estar presente pode indicar alterações renais. • Radiografia: Podem evidenciar pedras renais ou rins com tamanho ou forma anormal. • Ecografia abdominal: A visualização do abdómen por ecografia é um teste muito útil para examinar os rins, na medida em que permite “olhar” para o interior dos órgãos e assim detectar massas, quistos, ou outro problema que possa contribuir para a IRC.

Como se trata a Insuficiência Renal Crónica? A IRC é uma condição progressiva e irreversível. Tecnicamente não é “tratável” nem “curável”, embora em muitos casos os seus efeitos possam ser atenuados/retardados. Os objectivos da terapêutica instituída incluem a melhoria da qualidade de vida do animal e o atraso da progressão da doença. Os animais que estão severamente doentes podem necessitar de hospitalização e cuidados intensivos para que estabilizem. A continuação da recuperação em casa costuma ser eficaz através da administração suplementar de fluidos e outra medicação. É também fundamental a alimentação com dietas especiais e até alguns suplementos dietéticos. Por vezes, os animais podem viver com muito boa qualidade de vida anos depois de serem diagnosticados com IRC.

Análises sanguíneas e urinárias periódicas são indispensáveis para avaliar a resposta do animal ao tratamento e determinar a velocidade de progressão da doença.

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Doenças Comuns

Síndrome Urológico Felino Resumo

Cistite idiopática

O termo Síndrome Urológico Felino engloba várias condições que afectam o sistema urinário, podendo surgir isoladamente ou combinadas. Entre as mais comuns encontramse a obstrução urinária, a cistite idiopática, a urolitíase (“pedras na bexiga”) e a infecção do tracto urinário.

Define-se como uma inflamação da bexiga em que não é possível encontrar uma causa subjacente. A sua origem é provavelmente psicológica, uma vez que regride muitas vezes graças ao tratamento para a ansiedade.

Quais são os sinais clínicos?

Os gatos podem desenvolver cristais ou até mesmo pedras em qualquer parte do tracto urinário. Estes podem ser responsáveis por dor e inflamação de todas as estruturas do sistema urinário e, em casos extremos, por obstrução urinária.

Os principais sinais clínicos associados a estas doenças incluem: • Incapacidade ou dificuldade em urinar (urina apenas algumas gotas, ou mesmo nada)

Urolitíase

• Idas mais frequentes ao caixote

Infecção do tracto urinário

• Vocalização durante o acto (dor)

As infecções urinárias em gatos podem surgir através da ascensão de bactérias pela uretra, ou através da disseminação de bactérias pela corrente sanguínea até aos rins. Em semelhança às doenças anteriores, pode causar dor ao urinar, urina com sangue, urinar com mais frequência, etc.

• Urinar em locais inapropriados (banheira, tapetes, sofás, etc.) • Presença de sangue na urina • Vómitos e falta de apetite • Letargia

Obstrução urinária A obstrução urinária ocorre quando existe um bloqueio físico da uretra, impedindo a passagem da urina. Existem várias causas que a podem provocar, como pedras urinárias, muco, “rolhas” de sedimento urinário e coágulos de sangue. Apesar de todos os animais serem susceptíveis, os gatos machos são os mais frequentemente afectados, visto que possuem uma uretra longa e estreita. Caso não seja resolvida rapidamente, a obstrução urinária pode ser fatal, devido à acumulação de produtos tóxicos e lesões renais provocadas pela pressão da urina no tracto urinário.

Como se diagnostica? O diagnóstico pode requerer uma combinação de vários testes: • Análises de sangue: a realização do hemograma e bioquímica sanguínea são fundamentais para avaliar o estado geral do animal, detectar anomalias na função renal e até a presença de uma infecção urinária. • Radiografia abdominal: é importante para visualizar pedras urinárias ou outras alterações relacionadas com o sistema urinário. • Electrocardiografia: pode ser necessária para quantificar os efeitos tóxicos cardíacos resultantes da acumulação de potássio no


sangue, quando está presente obstrução urinária. • Urianálise: a medição da densidade urinária, tira reactiva, avaliação do sedimento e cultura urinária fazem parte desta análise e são fundamentais para detectar a presença de elementos anormais na urina (cristais, bactérias, células, etc.). A urianálise é, também, uma óptima ferramenta para verificar a eficácia do tratamento instituído. • Ecografia abdominal: é mais sensível que a radiografia abdominal e, além disso, permite a visualização do interior dos órgãos e a detecção de anomalias anatómicas do tracto urinário.

Como se trata? O tratamento de Síndrome Urológico Felino depende da causa subjacente e da condição geral do paciente. Quando existe uma obstrução urinária, é essencial desobstruir o animal rapidamente e reverter as alterações sanguíneas (p. ex. acumulação de toxinas) resultantes desta situação. Neste caso em particular, o internamento durante alguns dias é extremamente importante, pelo menos até que o animal esteja estabilizado e fora de perigo. Quando a causa da obstrução são urólitos, ou pedras urinárias, pode ser necessário realizar uma cirurgia para as remover da bexiga. Por sua vez, a presença de infecção do tracto urinário exige a administração de antibióticos, e a cistite idiopática a correcção de factores causadores de stress. É importante ter em consideração que muitas vezes os gatos são afectados por mais do que uma destas condições, sendo necessário uma abordagem terapêutica multimodal (analgésicos, antiespasmódicos, antibióticos, ansiolíticos, antiinflamatórios, etc.).

e acidificação da urina, factores que impedem a formação e sedimentação de cristais e, consequentemente, a inflamação das vias urinárias. Quando não é detectada uma causa subjacente, a eliminação do stress assume-se como um dos meios preventivos mais eficazes, visto que a ansiedade está associada a espasmos uretrais e agravamento da doença urinária: • Manter a higiene dos caixotes e mudar a areia frequentemente • Ter, pelo menos, um caixote WC para cada gato • Diminuir os conflitos entre gatos (p.ex. todos castrados) • Aumento do número e diversidade dos brinquedos, assim como do tempo de socialização entre o gato e os donos • Enriquecimento do ambiente – arranhadores, plataformas, esconderijos, etc. • Diluir a urina através do aumento de ingestão de água – utilizar fontes de água, manter o nível de água das tigelas sempre alto, alterar a alimentação para ração urinária húmida • Administração de ansiolíticos • Realizar terapia hormonal (Feliway® spray ou difusor) Finalmente, devem ser efectuadas reavaliações periódicas para verificar a eficácia do tratamento e/ou detectar anomalias precocemente.

Data da reavaliação

Objectivos

Como prevenir? Frequentemente é aconselhada uma ração veterinária específica para doenças do tracto urinário inferior, sendo que em muitos casos é a única forma de manter o animal livre de recidivas. Esta ração tem como base a diluição

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Endocrinologia

Diabetes Mellitus canina Tratamento e Controlo Data da reavaliação

Objectivos

Resumo • A diabetes mellitus é uma doença crónica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glucose) no sangue. À quantidade de glucose no sangue chama-se glicemia e ao aumento da glicemia, chama-se hiperglicemia. • A diabetes pode apresentar vários sinais clínicos, entre os quais: - Aumento da sede - Aumento da produção de urina - Perda de peso - Aumento do apetite - Vómito, apatia, desidratação - Cataratas, cegueira • A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas e é responsável pela regulação da glucose. Quando a

insulina é insuficiente, não ocorre movimentação de glucose para as células, portanto o organismo começa a utilizar as reservas de gordura e proteína como fontes alternativas de energia. Como resultado o cão come mais, mas vai emagrecendo. Para além disto, os níveis de glucose sanguínea vão-se elevar, sendo esta eliminada pela urina. Desta forma ocorre diurese osmótica, responsável pelo aumento de produção de urina e consequente ingestão de água.

• A maior parte dos cães diabéticos tem diabetes mellitus insulino-dependente, ou seja, o organismo não é capaz de produzir insulina suficiente para satisfazer as suas necessidades. No entanto, uma pequena percentagem dos animais pode ter algum grau de resistência à acção da insulina, a chamada diabetes mellitus insulino-resistente. A insulinoresistência é mais provável de acontecer em cães obesos, em diestro (período pós-cio em fêmeas), ou com doenças concomitantes, por exemplo hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing) e infecção urinária. • Após o início do tratamento para a diabetes, podem ser recomendadas análises sanguíneas e urinárias periódicas para assegurar que a dose de insulina está bem ajustada.

O prognóstico para cães diabéticos é bom, desde que a insulinoterapia e os sinais clínicos do animal sejam devidamente controlados em casa pelos donos e periodicamente pelo veterinário.


Como se diagnostica? O diagnóstico de diabetes é feito com base no exame físico, sintomatologia clínica e uma combinação de vários testes: • Análises de sangue: a realização do hemograma e bioquímica sanguínea permitem avaliar o estado geral do animal, assim como obter informação sobre outros órgãos importantes (p.ex. rins e fígado). Estas são de extrema importância não só pelo diagnóstico de diabetes, mas também para descartar a presença de outras doenças. Na diabetes a glucose do sangue está tipicamente elevada. • Urianálise: É essencial para confirmar diabetes através da presença de glucose na urina. Outras alterações associadas incluem infecção urinária e presença de corpos cetónicos (pode acontecer quando a diabetes está mal controlada).

Tratamento O tratamento baseia-se essencialmente na administração de injecções subcutâneas de insulina para toda a vida do animal. A alteração da dieta, correcção de factores predisponentes (p.ex. obesidade) e tratamento de doenças concomitantes devem também ser consideradas no tratamento para evitar a insulino-resistência. • Insulinoterapia – A dose de insulina adequada para controlar a glicemia pode variar consideravelmente de animal para animal. Deste modo torna-se necessário avaliar a resposta glicémica do cão periodicamente, de forma a adaptar a dose de insulina que consiga controlar eficazmente os sinais clínicos, minimizando os riscos de hipoglicemia e hiperglicemia. Assim, o internamento periódico do animal durante 12 horas para medição da glucose sanguínea a cada 2 horas (curva de glicemia) é inevitável, visto que é o único método que nos permite avaliar rigorosamente a progressão da glicemia após a administração da insulina. Uma vez ajustada a dose, estas análises vão-se tornando mais raras e espaçadas no tempo.

As injecções de insulina devem ser administradas por via subcutânea e em sítios alternados, para evitar reacções locais (p.ex. de manhã no lado esquerdo e à noite no lado direito). Antes de cada injecção é também recomendado rodar o frasco para evitar a sedimentação do líquido. • Dieta – O controlo dietético é muito importante para atingir o controlo da glicemia. Deve-se: - Corrigir gradualmente a obesidade; - Manter consistência na quantidade calórica, número e hora das refeições; - Fornecer ração com conteúdo alto em fibra e baixo em gorduras e açúcares simples; - Não exagerar nas “guloseimas” e, caso seja impossível evitá-las, devem ser baixas em açúcar e ser dadas a horas constantes; • Exercício – Deve ser regular, rotineiro (à mesma hora) e não exaustivo.

Efeitos adversos do tratamento Os efeitos adversos associados à insulinoterapia são raros, no entanto o risco de hipoglicemia (baixo nível de açúcar sanguíneo) é grave e deve ser tratado com máxima urgência. Os principais sinais de hipoglicemia são: - Fraqueza muscular extrema - Apatia, Letargia - Sinais neurológicos (convulsões, irresponsividade a estímulos, coma, etc.) • Como evitar? 1) Se houver previsão de exercício muito elevado deve-se reduzir a dose de insulina precedente em cerca de 25 a 50% 2) Caso o animal não coma uma das refeições, a dose de insulina deve ser reduzida em 50% 3) Respeitar as datas das curvas de glicemia • E se acontecer, como tratar? 1) Esfregar soluções fortemente açucaradas ou mel nas gengivas e debaixo


da língua do animal (rápida absorção de açúcares simples por via oral) 2) Levar imediatamente o cão ao veterinário para administração intravenosa de glucose

Monitorização em casa O papel dos donos é muito importante, porque é através da informação recolhida em casa que o veterinário vai basear a necessidade ou não de reavaliação, assim como a eficácia do tratamento. Deste modo, os donos devem estar atentos à presença de sinais clínicos (consumo de água, continência urinária, apetite, peso corporal, nível de actividade) e à sua intensidade. Em casos mais complicados, poderá também ser recomendado a compra de tiras de urianálise, para os donos poderem verificar em casa o nível de glucose ou de corpos cetónicos na urina.

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Oncologia

Mastocitoma Resumo • Os mastocitomas são tumores malignos que podem ocorrer em qualquer local do organismo, no entanto surgem mais frequentemente como massas associadas à pele. • Estes tumores não podem ser diagnosticados apenas através do seu aspecto externo, na medida em que assemelham a várias outras massas, benignas e malignas.

Apesar dos mastocitomas se poderem desenvolver em qualquer parte do organismo, geralmente são encontrados em continuidade com a pele ou logo abaixo desta, representando cerca de 20% dos tumores cutâneos caninos. Estes tumores surgem mais frequentemente em cães adultos a idosos, e nas raças Boxer, Boston Terrier, Bulldog, Basset Hound, Golden Retriever e Labrador Retriever.

• O seu diagnóstico pode requerer uma punção aspirativa por agulha fina (citologia), biopsia, ou análise histopatológica após remoção cirúrgica.

Quais são os mastocitoma?

• Outros testes de diagnóstico podem ser recomendados para determinar se ocorreu metastização do tumor (disseminação para os outros órgãos ou sangue), como análises ao sangue (hemograma e painel bioquímico geral), urianálise, radiografias e técnicas de imagiologia avançada: ecografia, tomografia computorizada e ressonância magnética.

Alguns mastocitomas podem ser mais agressivos do que outros. Tendo em conta as características morfológicas e estruturais destes tumores, os mastocitomas são classificados como de grau I, II, III ou IV em ordem crescente de agressividade (probabilidade de metastização). Esta classificação só é possível através de uma análise histopatológica, podendo a colheita da amostra ser feita por biopsia ou remoção cirúrgica completa da massa.

• A excisão cirúrgica da massa é considerada o tratamento mais eficaz, no entanto muitas vezes podem ser também recomendadas a radioterapia e a quimioterapia.

É importante pesquisar regularmente a pele do seu animal para o aparecimento ou alteração do aspecto de massas ou nódulos cutâneos, pois o diagnóstico e tratamento precoce melhoraram muito

o prognóstico.

O que são mastocitomas? Os mastócitos são células que se podem encontrar normalmente em todo o organismo, desempenhando um papel activo nas reacções inflamatórias e alérgicas. Os mastocitomas são massas constituídas por estas células que colectivamente se tornam malignas.

graus

do

O que é o estadiamento do mastocitoma? O estadiamento é um processo de pesquisa de metástases (disseminação tumoral) pelo corpo do animal, podendo requerer a realização de vários testes: • Punção aspirativa por agulha fina (citologia) ou biopsias • Radiografias • Imagiologia avançada: ecografia, tomografia computorizada, ressonância magnética

Tratamento e prognóstico Dependendo da localização da massa(s), o tratamento pode incluir:


• Cirurgia: A remoção cirúrgica do mastocitoma e das margens envolventes é considerada o tratamento mais eficaz. Muitas vezes, devido a uma localização anatómica difícil, as margens podem não ser totalmente excisadas, requerendo uma terapia adicional. • Radioterapia: Pode eliminar as células remanescentes na área do tumor. Infelizmente não se encontra disponível para animais de companhia em Portugal. • Quimioterapia: Geralmente é usada para tumores de grau II ou III. O curso de quimioterapia mais indicado para os mastocitomas raramente produz efeitos adversos graves, sendo bem tolerado na maior parte dos casos. O prognóstico depende de vários factores. Se o tumor está limitado à pele, não demonstra sinais de metastização e foi completamente removido durante a cirurgia, o prognóstico é muito bom. Caso seja um tumor de grau III, com evidência de metástases noutros órgãos e esteja localizado em áreas sensíveis (boca, focinho, ânus, etc.) o prognóstico já não será tão favorável.

Quimioterapia O protocolo de quimioterapia utilizado na Clínica Veterinária d’Arrábida baseia-se na literatura mais recente a nível mundial. O curso quimioterápico geralmente tem uma duração de 12 semanas, sendo constituído pela administração de medicação oral em casa e medicação intravenosa na clínica. Durante o tratamento é necessário fazer várias reavaliações hematológicas para controlar e prevenir possíveis efeitos adversos.

Efeitos Adversos Alterações hematológicas A medula óssea é susceptível a lesões provocadas por agentes quimioterápicos, devido à sua elevada taxa de crescimento.

Nos pacientes com quimioterapia de longa duração o animal pode apresentar anemia, mas regra geral é ligeira e sem significado clínico. Durante a quimioterapia é comum encontrar neutropenia (diminuição de neutrófilos) e trombocitopenia (diminuição das plaquetas), sendo o valor mais baixo detectado entre os 5 e os 7 dias após a administração dos agentes quimioterápicos. Assim, torna-se fundamental avaliar o hemograma antes do paciente iniciar cada tratamento.

Vómitos Este é o efeito lateral mais comum na quimioterapia e pode resultar do efeito directo da droga no centro do vómito ou na zona dos quimiorreceptores. O vómito pode ocorrer de forma aguda (em 8 horas) ou nos 2 a 5 dias após o tratamento. Os vómitos são geralmente controlados com antieméticos e convém tê-los em casa para qualquer eventualidade.

Diarreia Tal como o vómito, a diarreia é relativamente comum, mas na maioria dos casos é autolimitante. Geralmente uma dieta apropriada resolve a situação e só poucos casos necessitam de medicação e fluidoterapia.

Alopécia A extensão da alopécia, ou queda de pêlo, está dependente da raça e é mais severa em cães com crescimento contínuo de pelo, tal como os caniches. No entanto, este é um dos efeitos adversos que mais raramente se manifestam em pacientes caninos.

Reações alérgicas Os sinais clínicos mais comuns associados às reacções alérgicas são os tremores, urticaria, eritema, prostração, vómitos e edema. Reações severas podem causar hipotensão e colapso.

Extravasamento Algumas drogas quimioterápicas causam lesões locais significativas, isto acontece particularmente em animais muito activos que conseguem remover o cateter do local.

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Plano de Quimioterapia Importante! Dia

Vinblastina 2

(2 mg/m )

Lepicortinolo®

0

2 mg/kg SID

7

1 mg/kg SID

21

1 mg/kg SID

28

1 mg/kg q48h

35

1 mg/kg q48h

42

1 mg/kg q48h

49

1 mg/kg q48h

56

1 mg/kg q48h

63

1 mg/kg q48h

70

1 mg/kg q48h

77

1 mg/kg q48h

84

1 mg/kg q48h SID – 1 vez/dia; q48h – a cada 48 horas

Bioquímica

Hemograma

É importante que os fármacos sejam administrados no tempo de intervalo óptimo. Se forem administrados com intervalos demasiado curtos podem levar a uma toxicidade significativa e, se por outro lado, forem administradas muito afastados as células tumorais podem ter tempo para desenvolverem resistência e para se repopularem. Qualquer sinal de prostração, anorexia, vómitos e diarreia deve ser transmitido ao veterinário. O plano quimioterápico pode ser alterado, dependendo única e exclusivamente da evolução do paciente. Qualquer massa que apareça deve ser analisada, puncionada e/ ou removida. Após o período de quimioterapia, o paciente deve ser reavaliada ao fim de 1,3,6, 9,12,15 e 18 meses. Posteriormente cada 6 meses. O exame deve consistir numa consulta, avaliação ganglionar e ecografia.


Oncologia

Tumores da tiroide Resumo

O que é o estadiamento?

• Os tumores da tiroide representam aproximadamente 1-4% de todos os tumores caninos e estão tipicamente presentes em cães adultos a velhos. As raças mais predispostas incluem o Boxer, Beagle e Golden Retriever.

O estadiamento é um processo de pesquisa de metástases (disseminação tumoral) pelo corpo do animal e é muito importante, na medida em que

• Os carcinomas (tumores malignos  com capacidade de disseminação) representam 50 a 70% dos tumores da tiroide, e os adenomas (tumores benignos) os 30 a 50% restantes. • Infelizmente os carcinomas têm elevada taxa de metastização, disseminando-se maioritariamente para os pulmões. No entanto existe uma pequena percentagem (cerca de 20 a 40%) que nunca chega a metastizar-se, caso seja instituído tratamento precoce. • Os testes de diagnóstico para esta neoplasia podem incluir análises ao sangue (hemograma e painel bioquímico geral), urianálise, radiografias, ecografia, citologia aspirativa e biópsia. • O estadiamento (verificação da existência ou não de metástases) é muito importante, visto que pode alterar significativamente o tratamento a ser instituído. • Os tratamentos para este tipo de tumor podem ser vários, dependendo do tamanho, grau de invasão e sinais clínicos na altura do diagnóstico. Quando possível, a cirurgia combinada com outros métodos de citorredução, como radioterapia, medicina nuclear e quimioterapia, representam geralmente a forma mais eficaz de remoção parcial a completa das células neoplásicas. Infelizmente, a medicina nuclear e radioterapia não se encontram disponíveis em Portugal para veterinária.

Devido à enorme variedade de tumores da tiroide, o tratamento deve ser adaptado a cada paciente individualmente, dependendo da sua condição física e grau de invasão do tumor.

pode alterar significativamente o tratamento a ser instituído. O estadiamento pode requerer a

realização de vários testes: • Punção aspirativa por agulha fina (citologia) ou biopsias de gânglios linfáticos ou outros orgãos • Radiografias pulmonares • Ecografia local ou abdominal

Tratamento Dependendo da localização da massa(s), o tratamento pode incluir: • Cirurgia: A remoção cirúrgica do tumor é considerada o tratamento mais eficaz. Muitas vezes, se houver indícios de invasão vascular ou dos tecidos adjacentes, pode ser necessário uma terapia adicional. • Radioterapia e Medicina Nuclear: Podem eliminar as células remanescentes na área do tumor. Infelizmente não se encontram disponível para animais de companhia em Portugal. • Quimioterapia: O curso de quimioterapia mais indicado para os carcinomas da tiroide raramente produzem efeitos adversos graves, sendo bem tolerado na maior parte dos casos.

Quimioterapia O protocolo de quimioterapia utilizado na Clínica Veterinária d’Arrábida baseia-se na literatura mais recente. O curso quimioterápico geralmente tem uma duração de 12 a 18 semanas, sendo constituído pela administração de medicação oral em casa e medicação


intravenosa na clínica. Durante o tratamento é necessário fazer várias reavaliações hematológicas e cardíacas para controlar e prevenir possíveis efeitos adversos.

Efeitos Adversos Alterações hematológicas A medula óssea é susceptível a lesões provocadas por agentes quimioterápicos, devido à sua elevada taxa de crescimento. Nos pacientes com quimioterapia de longa duração o animal pode apresentar anemia, mas regra geral é ligeira e sem significado clínico.

eritema, prostração, vómitos e edema. Reações severas podem causar hipotensão e colapso.

Extravasamento Algumas drogas quimioterápicas causam lesões locais significativas, isto acontece particularmente em animais muito activos que conseguem remover o cateter do local.

Toxicidade Sistema Urinário Mais comum quando é usada cisplatina (toxicidade renal), ou ciclofosfamida (toxicidade bexiga urinária).

Toxicidade Cardíaca

Durante a quimioterapia é comum encontrar neutropenia (diminuição de neutrófilos) e trombocitopenia (diminuição das plaquetas), sendo o valor mais baixo detectado entre os 5 e os 7 dias após a administração dos agentes quimioterápicos. Assim, torna-se fundamental avaliar o hemograma antes do paciente iniciar cada tratamento.

Mais comum quando é usada doxorrubicina. Neste caso em particular, a toxicidade é cumulativa, ou seja, só após algumas doses é que o fármaco costuma produzir efeitos deletérios a nível cardíaco (cardiomiopatia dilatada).

Vómitos

Importante!

Este é o efeito lateral mais comum na quimioterapia e pode resultar do efeito directo da droga no centro do vómito ou na zona dos quimiorreceptores. O vómito pode ocorrer de forma aguda (em 8 horas) ou nos 2 a 5 dias após o tratamento. Os vómitos são geralmente controlados com antieméticos e convém tê-los em casa para qualquer eventualidade.

Diarreia

É importante que os fármacos sejam administrados no tempo de intervalo óptimo. Se forem administrados com intervalos demasiado curtos podem levar a uma toxicidade significativa e, se por outro lado, forem administradas muito afastados as células tumorais podem ter tempo para desenvolverem resistência e para se repopularem.

Tal como o vómito, a diarreia é relativamente comum, mas na maioria dos casos é autolimitante. Geralmente uma dieta apropriada resolve a situação e só poucos casos necessitam de medicação e fluidoterapia.

Alopécia A extensão da alopécia, ou queda de pêlo, está dependente da raça e é mais severa em cães com crescimento contínuo de pelo, tal como os caniches. No entanto, este é um dos efeitos adversos que mais raramente se manifestam em pacientes caninos.

Reações alérgicas Os sinais clínicos mais comuns associados às reacções alérgicas são os tremores, urticaria,

Connosco, o seu animal de estimação está em boas mãos.


Plano de Quimioterapia Doxorrubicina

Dia

Doxorrubicina 2

(30 mg/m )

Cerenia® (1 mg/kg)

Acalma®

Hemograma Bioquímica

ECG

Radiografias (3 projecções tórax)

0 21 42 63 84 105 A realizar

Pode ser ou não efectuado, dependendo dos resultados anteriores/evolução


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