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*arquitecturas


Diana Alves dos Santos Leão Costa Licenciada pela Faculdade de Arquitectura do Porto com a média de 14 valores Conhecimentos linguísticos em Inglês (Diploma da Universidade de Cambridge) e Francês Conhecimentos informáticos em: Windows, MacOx, Microsoft Office, AutoCAD, REVIT Architecture, ArchiCAD, Adobe Photoshop, In Design e Illustrator, Freehand. CONTACTOS: Rua Dr. Garcia de Carvalho, 78 2ºESQ 4490 - 615 Póvoa de Varzim 252 615010 96 2365609 91 0435868 E-mails: archiworkdiana@gmail.com

EXPERIÊNCIAS:

2000 - 2004 - Curso de Arquitectura na Faculdade de Arquitectura na Universidade do Porto

2004 - 2005 - ERASMUS - Paris École d’Architecture Paris Val de Seine Participação em Workshop em Viena

2005-2006 - 6 meses de Seminário de Urbanismo e Gestão do Território com Arq. Fernandes de Sá,

MAIO-DEZ 2006 - Prova Final orientada pelo Arq. Fernando Lisboa com a nota de 17 valores

NOV 2006 - Participação num escritório de Eng. Civil e Arquitectura.

JAN 2007 - Participação numa publicação da Panmixia

MAR - DEZ

2007 - Colaboração no Gabinete do Arq. Carrilho da Graça

MAIO 2008 - JAN 2009 - Colaboração no Gabinete do Arq. José Fernando Gonçalves ABRIL 2009 - ABRIL 2010 - Colaboração em Iperforma, Arquitectura e Engenharia, S.A.

OUTUBRO 2010 - JULHO 201 - Colaboração no Gabinete do Arq. Orlando Gaspar


ÍNDICE 07

2000 - 2001

I ano arquitectura

* Imaginário da CIDADE * 3 x 3 x 3 cubo * Habitar 2001 - 2002

17

II ano arquitectura

* 2 Projectos no Carregal 2002 - 2003

21

III ano arquitectura

* Habitar no colectivo

25

2003 - 2004

IV ano arquitectura

* Acupunctura urbana urgente

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École d’Architecture Paris Val de Seine

2004 - 2005

V ano arquitectura ERASMUS

* Cidade Aérea 2005 - 2006

37

VI ano arquitectura

* Cidade Difusa * O Delírio das Cidades de Papel 2007

46

arquitecturas

* Convite à Utopia

2007

48

arquitecturas

* estágio profissional Arq. Carrilho da Graça

50

2008

arquitecturas

* colaboração Arq. José Fernando Gonçalves


52

2009 - 2010

arquitecturas

* colaboração IPERFORMA

54

2010 - 2011

arquitecturas

* colaboração Orlando Garpar arquitectos LDA

56

2011

arquitecturas

* free-lancer - 3D’s


07 Imaginário da CIDADE

Maquete geral do projecto Espaço público proposto objecto , parte integrante do percurso

2000 - 2001 - I ano arquitectura


IMAGINÁRIO DA CIDADE – OS BLOCOS QUE SE JUNTAM PARA FORMAR UM TODO 2000 - 2001 José Cabral Faria Fria Dias

De peças soltas se forma um + ponto no território – a cidade. Mas, a cidade é feita de cheios e vazios. Vidas e silêncios. São peças infindáveis e pequenas, contudo, no fundo criamos a massa, o cheio e, ao mesmo tempo, o vazio, os espaços da cidade. É necessário compreender a dinâmica do espaço urbano, isto é, compreender a sua imposição no construído e a reacção do habitante. O verdadeiro significado do espaço não é dado pelo criador, antes pelo utilizador do espaço em questão; não podemos falar de local, já que isso lhe confere identidade, a que lhe foi conferido pelo habitante. Tanto o papel do habitante como o do urbanizador são alvo de abordagens interdisciplinares, tentando assim mostrar que o acto de construir não cria cidade, mas sim o conjunto acção-reacção, ao qual se deve responder com uma proposta que lance a construção de uma secção de cidade e, consequente, faça tratamento de espaços públicos.

A cidade não é apenas marcada pelo objecto e a sua sombra. É também um mapa do percurso do habitante, do seu deambular pela cidade, por esses cheios e vazios, orientado por uma curiosidade, orientado também pelos elementos que surgem no seu horizonte. Tal posicionamento pode ser intencional a fim de criar um verdadeiro percurso citadino. As noções de espaço são ainda básicas e a questão não reside nos elementos dados (pré-eistentes), antes na capacidade de aproveitar um elemento natural (rio), como ponto de partida d e organização da proposta e destacá-lo da uniformidade imposta por uma malha de certa forma regular. Embora se colocassem estas questões, ainda se apelava ao imaginário utópico do aluno que acabava de ingressar numa preparação superior. Será, tal como a aprendizagem em Arquitectura, uma marcha através da dimensão e da escala.

08


3 x 3 x 3 cubo

2000 - 2001- I ano arquitectura

09

Maquete da proposta Plantas dos 3 pisos propostos


IMAGINÁRIO DA CIDADE – OS BLOCOS QUE SE JUNTAM PARA FORMAR UM TODO 2000 - 2001 José Cabral Faria Fria Dias

A intervenção situava-se nas margens do Douro num cenário de um Porto esquecido e disforme, numa zona de antigos ancoradouros,vazio de significado para a estrutura urbana actual. Partindo de uma forma unitária para o espaço real, recriava-se um ancoradouro que serviria de ponto de apoio à navegação no Douro; pequenas ligações entre o rio e as cidades. Em vez de partir um volume puro e impenetrável, criavam-se várias camadas sobrepostas de lâminas, as quais demitarim o espaço de observação e de acesso ao rio. Dividir o acesso à agua, em momentos pausados, seria o objectivo desta abordagem, permitindo quie o cais não se comportasse apenas como um acesso exclusivo dos passageiros. O cubo é o ponto de partida para a concepção; podemos chamar-lhe a unidade. Esta unidade ajuda a definir, mais do que a restringir; é apenas uma linha orientadora da qual nos apropriamos para criar o espaço – interior e exterior. A primeira intervenção na urbe precisava dessa linha orientadora e, tal como no projecto anterior, o bloco vai formar o todo.

O negativo do volume não é um todo; é feito de espaços únicos e de momentos de movimento e de pausa, de luz e de sombra, de abertos e de fechados, de descidas e de subidas; o negativo, gestos de percurso desde a margem até à água.

3 x 3 x 3 cubo – é o cubo à medida do projecto, ou o projecto à medida do cubo flutuador nas margens do Douro

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Habitar

2000 - 2001 - I ano arquitectura

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Maquete da proposta Perpectiva da entrada da habitação Vista dos quartos e do espaço privado


HABITAR – O ESPAÇO HABITACIONAL DE 3 ESTUDANTES O COMUM E O PRIVADO 2000 - 2001 José Cabral Faria Fria Dias

A habitação é invisível da estrada, assemelha-se a uma pequeno linha que rasga o terreno. Esta é a espinha dorsal do projecto inteiro

Habitar – o que podemos dizer desse acto único de uma espécie? Habitar significa construir abrigo e, ao mesmo tempo, ter consciência de que este não se resume na palavra. Os animas constroem por instinto; o homem constrói abrigo mas questiona-se sobre este .

Estas questões são colocadas interdisciplinarmente ao aluno, para que este compreenda a complexidade do verdadeiro acto de conceber espaço habitacional. Não estamos apenas a responder a uma necessidade de abrigo (se é que podemos falar de abrigo sem aprofundarmos verdadeiramente o significado do termo); ao fazê-lo, estamos também a criar um mundo para alguém - nele, outros vão espelhar as suas concepções de espaço. O terreno, de geografia peculiar, está situado nas proximidades do acesso ao Campo Alegre, tendo pouca privacidade não só pelo seu fácil acesso, como pelo tráfego contínuo ao longo do dia que acaba por quase invalidar a sua utilização. A sua orientação, assim como a sua localização - num dos morros acentuados característicos das margens do Douro - comporta-se como uma forte condicionante das propostas. O objectivo mais importante, nesta intervenção, seria a criação de privacidade e a utilização do terreno sem que houvesse clausura total face à envolvente. A intenção da proposta: aproveitar a geografia do terreno para esse efeito, “furando” a fisionomia existente, permitindo a divisão entre o comum e o privado, de certa forma, uma divisão natural. A habitação é invisível da via de acesso à cidade, assemelhando-se a uma pequena linha que rasga o terreno. Esta é a espinha dorsal do projecto inteiro porque orienta toda a concepção dos espaços – interior e exterior – e transforma-se interiormente numa linha de luz que liga uma zona a outra.

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13 Habitar

2000 - 2001 - I ano arquitectura

Planta do piso de entrada e do piso dos quartos Planta geral da proposta Planta dos quartos Maquete geral da proposta


HABITAR O COMUM E O PRIVADO

A abordagem pretendia criar um bloco no qual se inseririam os espaços comuns, tais como a sala, a cozinha e o espaço de trabalho e, ao mesmo tempo, uma célula individual de habitação composta por quarto, wc, e espaço interior e exterior privados. A divisão da proposta em dois blocos tentou jogar com o termo “comum” sem implicar propriamente uma interdependência do programa dado O terreno constitui um elemento bastante peculiar nesta encosta; o objectivo foi tentar preservá-lo e, ao mesmo tempo, tirar proveito das suas características, “enterrando-se” e inspirando, a quem percorresse o terreno, uma falsa neutralidade do elemento que se traduz no habitante em privacidade.

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Desenhar o Porto

2000 - 2001 - I ano arquitectura

Desenhar o Porto não é mais do que reparar nos pequenos pormenores e aproveitar a convivência de uma envolvente única – o tempo


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+ 2 projectos no Carregal

2001 - 2002 - II ano arquitectura

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Vista dos pĂĄtios interiores da residĂŞncia Esquisso das fachadas Maquete geral da proposta Vista do exterior


2 PROJECTOS NO CARREGAL - RESIDÊNCIA DE ESTUDANTES + JARDIM ROMÂNTICO 2001 - 2002 Mário J. Mesquita

Dois volumes encaixam sobre um eixo e assentam sobre um terreno de declive acentuado. A sua volumetria é oposta, giram e completam-se Numa massa urbana complexa e fragmentada, como a existente nesta zona de intervenção, a contenção do espaço e a marcação de uma intenção tornam-se fulcrais para a inserção do projecto. A volumetria adquire assim uma importância evidente numa envolvente dominada pela fachada cerrada do Hospital das Carmelitas e pelo jardim romântico do Carregal. Ao criar dois volumes que interagem dentro de um terreno com vários desníveis, não só se domina o espaço exterior em todas as suas variantes, ou seja, os espaços comuns e os espaços privados, como o programa previsto para a residência de estudantes - módulos habitacionais e espaços comuns. O eixo de rotação dos dois volumes marca o acesso vertical aos diferentes níveis de módulos habitacionais existentes. Os diferentes módulos propostos, constituídos por quartos duplos ou individuais, área comum e respectivos WC e cozinha, funcionam como unidades independentes de habitação, que apenas partilham o acesso e as áreas comuns do edifício, como seja, a lavandaria, as salas comuns, a biblioteca e os espaços exteriores. As áreas comuns funcionam como remate do volume horizontal. Paradoxalmente, pretende-se um prolongamento dessas áreas para o envolvente, o jardim. Ambos se projectam suspensos sobre o vazio do terreno, como forma de afirmação perante a evidente falta de linha de rua. A intenção é marcar direcções e nunca meras distâncias do peão ao residente. A intervenção projecta-se no espaço envolvente a fim de criar um percurso que ligue ao jardim, ilha perdida neste pedaço de urbe.

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19 + 2 projectos no Carregal

2001 - 2002 - II ano arquitectura


2 PROJECTOS NO CARREGAL - RESIDÊNCIA DE ESTUDANTES + JARDIM ROMÂNTICO

A intervenção é feita numa zona esquecida do Porto, perto do centro mas longe dos hábitos da população. O jardim do Carregal, exemplo do Romantismo, é um jardim de características sombrias e árvores únicas, algo que não inspira o deambular pela zona e que esconde toda a envolvente na sua sombra. No entanto, o carácter do jardim não pode impedir a tentativa de criar um espaço visitável. Dentro desta intervenção, o jardim é uma peça importante na medida que vai orientar o percurso da concepção. A residência de estudantes procura manter uma certa relação visual com o jardim e o café / galeria procura enquadrar-se nesse eixo. Partindo de uma ponta, virando as costas ao Hospital de Santo António e ao túnel proposto para o local, o elemento divide-se em dois e abraça a envolvente. O seu enquadramento não está presente apenas nos alinhamentos mas, também, nas aberturas colocadas lateralmente nos dois elementos, tentando a permeabilização do existente jardim.

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21 Habitar no colectivo

2002 - 2003 - III ano arquitectura

2ÂŞ fase da proposta - esquema esquerdo/direito e galeria

Maquete geral do projecto evidenciando o elemento abordado na Ăşltima fase


HABITAR NO COLECTIVO -

criar espaço habitacional na medida do quarteirão

2002 - 2003 Maria José Casanova

O espaço urbano não é o resultante do construído, mas sim também ele uma concepção - é o palco da cidade - os actores somos nós. Criar um conjunto de habitação implica um controlo de espaço público, espaço semi-público e privado – o interior e o exterior do quarteirão. O ritmo e a permeabilidade são também caracterizadores de um espaço urbano, presentes nesta abordagem no terreno e da envolvente existente do quartel do Carmo, onde as abordagens da cidade se confundem e se fundem em ao longo da rua. Ao contrário do efeito de barreira permanente pretende-se criar permeabilidade. O espaço interior torna-se o aspecto mais difícil de realçar nesta proposta pois encaixa-se numa paisagem urbana pouco permeável e pobre em espaços públicos, mas, por outro lado, rica em ritmo e em altimetrias. A proposta visava a criação de momentos de pausa e de percursos de atravessamento ao longo do quarteirão, bem como espaço para os condomínios. Os espaços urbanos são tratados como espaços residuais e não como espaço activo na sociedade urbana. Para cada acção existe uma reacção e a abordagem é exactamente essa: por um lado, criam-se barras que se repetem ao longo da rua da Constituição; no lado posto uma fachada longitudinal recria o efeito de muro sendo permeável ao nível térreo. O interior é do habitante/actor e palco acessível a este, que alicia a ser vivido e percorrido.

corte longitudinal do terreno mostrando a volumetria proposta

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Habitar no colectivo

2002 - 2003 - III ano arquitectura

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Planta geral da 2陋 fase do Projecto -esquema esquerdo/direito e galeria Corte transversal pelos m贸dulos de esquerdo/direito


HABITAR NO COLECTIVO -

criar espaço habitacional na medida do quarteirão

A proposta não abordava apenas os problemas do quarteirão, dos espaços e das características deste; exploravase também o interior dos edifícios e as sua repercussão na pele exterior que reveste o esqueleto existente. A interdisciplinaridade do projecto permitiu a abordagem de vários temas dentro da problemática da habitação / habitar / habitante. A flexibilidade do espaço interior é uma delas que mais coloca questões na significação dos espaços domésticos. Mas as questões que se colocam nas várias situações também têm apoio construtivo e teórico que permitem ao aluno justificar as suas escolhas ao longo do projecto. No plano habitacional todos estes itens estão presentes e manifestam-se de acordo com a tipologia explorada (esq/dir ; galeria; acesso directo). O que se desejava criar, neste exemplo, é a flexibilidade interior conceptual; não somente a física, que permitisse a livre circulação e a adaptação dos espaços às necessidades dos habitantes, fruto das comodidades do presente e fruto da instabilidade dos espaços. Estes tornam-se livres e sem forma, é um contínuo fluir do espaço. As peças tornam-se uma só, onde cada coisa adquire a significação de acordo com que a usufrui. No exterior o edifício não revela a sua identidade, esconde atrás de uma pele parda e que apenas revela o movimento de certos espaços.

corte longitudinal do terreno mostrando a volumetria proposta

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Acupunctura urbana urgente

2003 - 2004 - IV ano arquitectura

Maquete geral da proposta Perspectiva da maquete da proposta do lado dos clĂŠrigos


ACUNPUNCTURA URBANA URGENTE

- o triângulo da discórdia no centro da urbe

2003 - 2004 Carlos Prata

Este é mesmo o centro de observação de todos os cenários envolventes, e cada um deles exerce uma força única no local.

A acupunctura urbana é «pôr o dedo na ferida», mudar os hábitos e preconceitos - fazer uma intervenção para equilibrar um ponto da cidade. Tal como uma agulha, a intervenção não inspira paz e sim desconfiança . Dois volumes surgem neste cenário. Cada um deles vira-se para pontos diferentes da cidade, procurando abordagens diferentes. Acima de tudo – transparência e leveza. Contrariando o que o rodeia, não se pretende que os volumes apaguem também o espaço envolvente posicionando-se de forma a provocar espaços entre eles que permitem a observação dos monumentos. O hotel alinha numa zona estável controlando a força da faculdade Ciências e o centro de congressos projecta-se para a rua dos Clérigos. Aqui procura-se dominar o espaço público instável e não o privado. Praça de Lisboa – o triângulo da discórdia. Qualquer intervenção aqui é polémica. A envolvente domina o local. Este é mesmo o centro de observação de todos os cenários envolventes, e cada um exerce uma força única no local. O vazio criado neste ponto permite que se confrontem num cenário único que combina a Torre dos Clérigos, as Carmelitas e a Faculdade de Ciências. No entanto, o vazio não se afirma como espaço; aparenta apenas ser um espaço residual, no qual não se afirmou a vontade de o fazer sobressair numa volumetria opressiva.. Não podemos justificar este medo de intervir apenas porque a envolvente é património ou porque se trata de um espaço que obriga a volumetrias particulares. A intervenção deve afirmar-se perante estes monumentos e realçá-los ao mesmo tempo.

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Planta geral da proposta (piso 0 Hotel, piso 1 Centro de Congressos)

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Acupunctura urbana urgente

2003 - 2004 - IV ano arquitectura

Perspectiva (maquete) da entrada do Centro de Congressos


Qualquer intervenção neste ponto assume-se como uma atitude radical, pois quebra a força que marca a relação entre os limites envolventes. A intervenção valorizou e separou a envolvente, criando unidades de tempo e de espaço. Os gestos criados são parte de uma acção/reacção intencional entre o passado e o acto presente. Os elementos não cortam o espaço; pelo contrário, dão-lhe significado. O hotel controla a fachada da antiga Faculdade de Ciências, em duas fases; no limite inferior, com a entrada e restaurante e, no limite superior, criando um ponto de fuga na Cordoaria. No interior da praça, o volume do hotel cria espaço coberto avançando o seu braço sobre o centro de congressos e sucessivo espaço comum opondo-se às fachadas laterais Carmelitas e Clérigos, criando no espaço inferior a mesma linha de orientação do ponto de fuga, correspondente ao espaço existente na fachada das Carmelitas. O centro de congresso assume-se como um volume só, que se projecta procurando dirigir-se tal como a Igreja dos Clérigos para o público que sobe, como se fosse um olho observador. O volume é um só bloco que flecte para criar também movimento no espaço estático existente. Neste movimento, são criados dois tempos, duas parcelas da mesma unidade pública que permite diferentes ligações com o hotel e o centro de congressos. O hotel divide-se, funcionalmente, em duas unidades; a unidade, correspondente aos quartos, e uma unidade correspondente aos espaços comuns e serviços. O volume dos quartos é rasgado ao meio para criar uma linha de luz que marca o espaço comum no elemento inferior assim como permite a iluminação dos espaços correspondentes ao acesso. Cada um dos quartos possui um WC privado e uma área de descanso, tendo sido pensado segundo uma privacidade permanente mesmo quando se liga ao exterior. A ideia de criar um espaço livre para a circulação faz com que o WC tenha duas entradas e elementos para a privacidade total de quem o utiliza.

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Cidade Aérea

2004 - 2005 - V ano arquitectura - École d’Architecture - Paris Val de Seine

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Este gesto toca na água e junta-se aos outros apoios à navegação do Sena, fruto de um programa de revitalização da zona.


CIDADE AÉREA -

lançar amarras à margem, a urbe e a indústria sufocante

2004 - 2005 François Daune

A industria deixou marcas fundas no território despovoado; hoje absorvido pela urbe. A paisagem industrial é sempre ocultável, mas integrá-la na paisagem urbana é tabu?

A cidade apoia-se no território possível, construindo as suas camadas, crescendo em altura o que precisa. É apenas um apoio, uma ligação às margens, o seu objecto de intervenção é o rio. A proposta visa ligar estes pontos nas margens, criando um projecto comum e de acordo com cada projecto municipal existente. A área tem uma vasta extensão. Propôs-se a criação de zonas habitacionais e de serviços, assim como um espaço universitário. O centro universitário estende-se como um plano sobre o Sena, ligando as duas áreas propostas, das duas margens barreiras, surgindo, deste gesto, uma organização volátil e moldável à envolvente híbrida de Vitry. Um ponto basta para criar ramificações. O centro universitário tenta também criar bifurcações num território marcado pela indecisão e pela irregularidade,, lançando-se para o rio, tentando resumir toda uma urbe. É um solo que se estende à espera da ocupação. Criam-se linhas de força que tentam ligar duas zonas de antepassados industriais que, embora sejam próximas de Paris, permanecem esquecidas. Esta expansão enquadra-se em todos os programas de revitalização desta zona assim como nos programas municipais. Estes passam a ter uma ligação entre si, enquanto anteriormente opunham-se em dois projectos municipais independentes.

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Imagens da zona de intervenção de Vitry-sur-Seine e mapa de Paris com a localização de Vitry-sur-Seine

Cidade Aérea

2004 - 2005 - V ano arquitectura - École d’Architecture - Paris Val de Seine

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A indústria deixou marcas profundas no território despovoado; actualmente absorvido pela urbe. A paisagem industrial é sempre ocultável mas integrá-la paisagem urbana é tabu? Duas margens foram completamente transformadas pela indústria que alimentava Paris, mas ambas permaneceram assim, estéreis. Vitry e Alfortville são duas margens de costas voltadas para o Sena sem contacto entre elas . O que anteriormente funcionava como ligação entre os vários pontos industriais do Sena foi ao longo da evolução da conurbação que chamamos a região parisiense, foi esquecida, a navegação. Neste momento poucos são os pontos de navegabilidade e poucos os recursos existentes. Não só deixou de haver um motivo para levar as mercadorias tão longe assim como as povoações já não dependem da água para a suas sobrevivência. Este zona é terreno de leito de cheia, desabitado, sujeito à rápida a elevação do nível das águas, ocupado por sucessivas barreiras de protecção da margem.


lançar amarras à margem, a urbe e a indústria sufocante

Existence d’une limite qui marque tout cette zone transversalement, c’est une structure lourde et au même temps élevé, ça donne la possibilité de transparence. C’est possible crée outres structures aussi élevé de traversement, différent niveaux de communication. La intention c’est définir des niveaux de circulation indépendant, la création de parcours déphasés, comme le début du projet. Le chemin de fer et tout cet espaces de travaille seraient rabaissés pour libérer tout l’aire qui il occupe.

Faseamento de Construcção da Cidade Universitária.

Pour une meilleur occupation et utilisation de les berges, c’est aussi important de rabaissé la rue Jules Guesde. Dans cette aire de la zone industrielle existe différents types d’industrie et friches. Si dans une côté c’est une petit échelle industrielle, il y a aussi des exemples que seront difficiles de changer. Ces industries sont très importantes et les possibilités de les changer sont minimes.

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33 Cidade Aérea

2004 - 2005 - V ano arquitectura - École d’Architecture - Paris Val de Seine

Imagens da proposta da Cidade Universitária de Vitry


Zaha HADID, Abu Dhabi Bridge, Cidade Asiatica, Jean NOUVEL, Imagem da margem direita do rio Sena (Alforville), Planta geral de Vitry com a proposta

CIDADE AÉREA -

lançar amarras à margem, a urbe e a indústria sufocante

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Cidade Aérea

2004 - 2005 - V ano arquitectura - École d’Architecture - Paris Val de Seine

Planta geral da proposta da Cidade Universitária, Equipamentos da Universidade e residências universitárias (ponte de ligação)

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CIDADE AÉREA

DENCITY Dans cette aire de la zone industrielle existe différents types d’industrie et friches. Si dans une côté c’est une petit échelle industrielle, il y a aussi des exemples que seront difficiles de changer. Ces industries sont très importantes et les possibilités de les changer sont minimes. Ce n’est pas seulement une question de basse densité « versus » la ville ou une construction de forte densité « versus » construction de basse densité, mais c’est la question du modelage des zones fonctionnelles et toutes les variations ses components. Ni est un conflit entre la voiture et le transport public, mais une question de proportionner plus options dans notre au jour le jour. Ni l’ouverture des options versus contrôle social, mais seulement la reconnaissance de la nouvelle réalité démographique et économique de la cité. Si on veut atteindre densités plus compétitives et maintenir les règles d’urbanisme, ON DOIT MÉLANGER habitation avec des autres programmes : des bureaux des espaces de magasinage, du retail, du parking, des services. La mélange est maintenant une obligation !

Création d’un nouveau centre – point de référence. • • • •

Centre culturel Habitations Bureaux liés à l’industrie Jardins suspendus

espace public vert et plateforme d’interconexion et d’accélération

OBJECTIFS: Création d’un nouveau espace urbain en différents couches et aussi l’affirmation du espace intérieur du quartier

This is the contemporary city; it is chaotic and dangerous, but it is also beautiful and exciting.

MEGA ARCHITECTURE, structures et centres de économie VERSUS micro-urbanism, free zones et initiatives local.

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Centralidades Emergentes

2005 - 2006 - VI ano arquitectura

Centralidade emergente. A cidade difusa é o ponto de partida desta análise crítica, análise essa que vai contribuir para a elaboração de planos posteriores na tentativa de melhoramento da funcionalidade do território. A definição objectiva dos elementos que definem e que criam esta centralidade, permite a percepção do seu valor e do seu grau actuação quer à macro escala quer à micro-escala.

Mapa da AMP (área metropolitana do Porto) Foto Aérea do centro da Sra. da Hora Fotos da área central da Sra. da Hora


CENTRALIDADES EMERGENTES -

as peças do puzzle metropolitano portuense

2005 - 2006 Manuel fernandes de Sá

O seu mundo no centro de tudo O argumento das novas centralidades periféricas.

Vista geral da zona identificada como Sra. da Hora Evolução ao longo do tempo da Sra. da Hora quer em termos habitacionais quer em termos habitacionais

A «urbanização difusa» tem sido estudada, por vários autores entre os quais italianos e espanhóis (que possuem modelos similares de desenvolvimento urbano) e enumeram características que se aplicam à cidade em questão. — um território pontual e intensamente urbanizado por uma densa rede de centros urbanos de pequena e media dimensão; (como é o caso da concentração do nó da Senhora da Hora) — um suporte viário denso, estruturado pelo traçado dos principais eixos viários e complementado por uma rede capilar de estradas de importância menor; (a sobreposição de duas escalas viárias) — um padrão difuso de localização industrial predominantemente constituído por empresas de pequena dimensão; (a influência de um desenvolvimento industrial tardio do Porto)

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39 Imagem aérea onde se assinalam as duas propostas de intercepção do tráfego viário do Porto

Centralidades Emergentes

2005 - 2006 - VI ano arquitectura


A evolução do sistema viário e a libertação do solo por parte das antigas zonas industriais constituem factores para o futuro assentamento de ainda mais elementos multifuncionais. A Senhora da Hora encontra-se num ponto de favorável evolução da ocupação terciária e da transformação dos assentamentos existentes para uma nova morfologia de espaços de ofertas múltiplas A vantagem de conceber a estrutura urbana e territorial a partir da infra-estrutura do transporte público (metro ou comboio) frente à lógica tradicional da mobilidade individual e a rede viária, na busca de um modelo integrado da mobilidade, é um elemento indispensável para a requalificação das cidades e a potenciação do transporte público. A emergência de uma centralidade na periferia da cidade difusa transporta não só consequências a nível da transformação do território mas também ao nível da sua função perante a cidade mãe. O conceito de um centro, pólo de atracção e orientação, foi substituído por o de uma rede de pólos influentes que concentram, na periferia, as actividades que, anteriormente, ocupavam o centro. Além da morte do antigo núcleo activo, este processo provoca a sobrelotação de pontos periféricos à cidade afectando claramente o acesso a esta; funcionam como um filtro! Podemos afirmar que a Senhora da Hora é uma centralidade emergente que se debate com a escala das intervenções. Entre a mudança das actividades presentes e o aumento do valor do terreno imobiliário, existem redes de sistemas em evolução e antigas centralidades periféricas inseridas no núcleo influente da cidade. Sendo o sistema de mobilidade o grande impulsionador da ocupação do território e da mudança da morfologia e uso, devemos colocá-lo no topo da hierarquia de factores de desenvolvimento. Actualmente, este sistema apresenta-se bastante complexo e extenso, carecendo, no entanto, de um reforço de interligação entre as suas diversas artérias. O objectivo é criar uma rede de “alimentação” de toda a AMP focando os grandes pontos de actividade, como seja, o eixo AeroportoGaia. Apesar disso, o sistema que alimenta a cidade do Porto não consiste apenas nas grandes vias Norte-Sul; é complementado pelas vias que proporcionam o atravessamento e a interligação das primeiras que foram referidas. Estas vias vão permitir o funcionamento desta rede como uma só, satisfazendo assim as necessidades existentes desde a criação das estradas nacionais. Estes eixos já estavam projectados em planos como o PDM de Matosinhos de 1991, a fim de aliviar as grandes estruturas de mobilidade e fomentar um equilíbrio entre a escala regional e a local. A emergência de uma centralidade na periferia da cidade difusa transporta não só consequências a nível da transformação do território mas também ao nível da sua função perante a cidade mãe. O conceito de um centro pólo de atracção e orientação foi substituído por uma rede de pólos influentes que concentram, na periferia, as actividades que anteriormente ocupavam o centro. Além da morte do antigo núcleo activo, este processo provoca a sobrelotação de pontos periféricos à cidade afectando claramente o acesso a esta, funcionam como um filtro! O efeito de filtro! Este principio assenta, sobretudo, nos efeitos de «escala» que determinam que, quando maior é a dimensão demográfica e funcional dum aglomerado urbano, maior é a sua propensão a fixar funções de natureza hierarquizada mais importantes, mais dimensionadas e/ou mais especializadas e que possuam um maior raio de influência extra-urbana e extra concelhio (município). Porém, aqui, na Srª da Hora, isto pode ser potenciado, pelo facto de se constutuir como o resultado da concentração de acessibilidades, tanto rodoviárias, como de outro tipo, num nível «macroterritorial» e não possuir uma componente urbanística. A lógica de algumas inversões públicas em redes de equipamentos de saída e de entrada, seguem claramente um princípio hierárquico, que resolveram, de alguma forma, as acessibilidades rodoviárias, mas que descuraram a vertente pedonal, pela sua orientação vocacionada à lógica do automóvel. Estas condicionantes contribuem para eleger a Senhora da Hora como um local de intercepção da penetração do transporte individual no Porto! Esta acção não só contribui para enfatizar o seu valor em termos de centralidade como, ao mesmo tempo, permite controlar a entrada no núcleo urbano no Porto. Uma ideia de filtro tem subjacente uma forte ligação com artérias que alimentam a cidade do Porto e uma oferta de elementos que reforcem a ideia de uso de transportes públicos. Não é só fazer desta zona uma centralidade dotada de caos urbano mas, sim, dar utilidade às suas características funcionais.

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U-TOPOS

2005 - 2006 - VI ano arquitectura

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U-TOPOS – O Delírio das Cidades de Papel. Antes de mais proponho uma breve explicação do título escolhido que pode subentender nas suas palavras várias orientações, sendo, no entanto, uma só a escolhida. A ambiguidade da construção da palavra Utopia marca a contínua separação entre U e Topos. É através desta deambulação entre significados que construo a minha própria visão do mundo utópico. É um delírio, é um sonho, tal como Delirious New York, de Rem Koolhaas a Cidade é um manifesto.


U-TOPOS -

o delírio das cidades de papel - a utopia no desenho da cidade

K. Kikutake, Marine City, 1958-1963 Yona Friedman e Guy Rotier, Nice Futur, 1966-1969 Le Corbusier, Projet A. L’Empereur, Algiers, 1931

2006 Fernando Pessoa

O imaginário é mais do que um sonho, evasão ou uma mera projecção de desejo; o imaginário pode ser também previsão de futuro, mecanismo de defesa, motor de evolução de sociedades. É impensável o Homem sem esta dimensão de se projectar no presente para o inexistente. Na imaginação arquitectural, criam-se, por vezes, mundos invisíveis que não se adequam à realidade, nem mesmo à de papel. O primeiro esboço vincula o inegável contacto com a realidade, determinando, por vezes, o precoce desvanecer de uma ideia utópica. Se o acto de projectar o futuro é inerente ao Homem, a Utopia é a face mais apelativa da concepção projectual. Significa colocar no papel uma interpretação pessoal do mundo e a expressão de uma visão crítica do envolvente. Dir-se-ia que ela é inerente ao Arquitecto; não obstante, a Utopia é, também, o sonho. A Cidade é um eterno manifesto do desejo, é espelho dos valores da cada época. Manifesto expresso, também, em ideias de papel imortalizadas por visionários da Cidade. Neste universo dos desejos de configuração dos espaços urbanos há várias escalas de intervenções. Seria errado generalizar a classificação de Utopia a todas elas; mas, entre o projecto realizável e as metáforas do radical interventivo, a Utopia possui o poder de influenciar a evolução do espaço urbano. Neste universo dos desejos de configuração dos espaços urbanos houve e há várias escalas de intervenção. Seria errado generalizar a classificação de Utopia a todas elas; mas, entre o projecto realizável e os mais radicais, a Utopia possui, desde sempre, o poder de influenciar a evolução do espaço urbano.

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Archigram , Instant City, 1969; K. Kurokawa, Ville en hélice U-TOPOS

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A deambulação por experiências marcantes permite cartografar a geografia desse desejo de Cidade. Relança também a discussão sobre as Utopias urbanas, perdida desde os anos 60 e fundamentar uma investigação sobre a existência ou não da Utopia nas intervenções actuais. Face a toda esta envolvente utópica colocam-se questões sobre a importância da Utopia hoje em dia, logo há uma abertura à investigação da cidade existente, a fim de colocar o imaginário urbano dentro do complexo sistema urbano actual. Face ao léxico no debate de novas visões da Arquitectura procura-se identificar a verdadeira essência do pensamento utópico presente na atitude dos arquitectos perante o híbrido, o tecido urbano. Como se afirma o imaginário urbano, portador de interpretações e críticas ao espaço existente numa época de interrogações, de novas realidades virtuais; de um neo-nomadismo; de confrontos de escalas urbanas; de uma globalização tecnológica e de mutações de significados do espaço e do tempo? Ou seja, procuramos ainda projectar a Cidade Ideal e a sociedade Ideal ou assistimos a uma aceitação da realidade urbana existente?


o delírio das cidades de papel - a utopia no desenho da cidade

A Cidade já não se desenha, acrescenta-se. O Arquitecto não procura mais o modelo universal. Abandonou-se a ideia da criação de uma Cidade Perfeita para pensar a Cidade individual à imagem dos seus habitantes – esta é a referência dos novos urbanistas, que apelam não à harmonia com a Natureza, mas sim à intensificação dessa imagem Cidade/fluxo. A sua projectação é, então, um fenómeno observável, irrepetível, gerador de espaços mortos, de novos espaços simbólicos, de espaços virtuais, irreais, que juntos constroem uma realidade urbana. Mas há Utopia na Cidade? Claramente, há Utopia, impulsionada pela necessidade de uma nova abordagem – a Cidade do Desejo – a Cidade mutável, adaptável, multifuncional, feita à vontade das exigências de uma sociedade cada vez mais global e cada vez mais móvel, cada vez mais heterogénea. Assim, a Cidade parece toda uma Utopia do momento, experimentação de uma época, realidade que acaba por ser o suporte de sonhos novos e de ensaios anteriores. Hoje em dia, os arquitectos procuram a omnipresença do Projecto, uma aproximação às múltiplas escalas da Cidade e ao habitante global. A estratégia face aos desequilíbrios urbanos diverge de Arquitecto para Arquitecto e, embora muitas propostas recebam uma denominação mais ou menos imaginária, isso não pressupõe que contenham uma perspectiva utópica. De igual modo, também não quer dizer que não contenham visões de uma Cidade Ideal. Contribuem activamente para novos imaginários, para novos manifestos.

Will Alsop; MVRDV, Metacity 1999

U-TOPOS -

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45 Convite Ă  Utopia

2007 - arquitecturas


U-TOPOS -

o delírio das cidades de papel - a utopia no desenho da cidade

Face a uma incursão momentânea no mundo de paraísos e de mitos faz-se o Convite à Utopia.

Este texto surge como uma proposta de participação, por parte da Associação Cultural PANMIXIA e do meu orientador de prova final, Fernando Lisboa, numa publicação de textos de vários autores a propósito dos temas incorporados na peça “A um Dia do Paraíso”, em cena no Teatro Carlos Alberto de 18 a 28 de Janeiro de 2007. Texto e encenação de José Carretas.

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47 Estรกgio Profissional

2007 - arquitecturas


estágio profissional Gabinete Arq.to Carrilho da Graça

Os nove meses de estágio profissional foram passados no Gabinete do Arquitecto Carrilho da Graça, em Lisboa. A oportunidade de trabalhar num gabinete desta envergadura e com abrangência nacional e internacional foi, sem dúvida, única. Ao longo dos meses de estágio passei por Projectos de Execução, Concursos, Remodelações, Exposições e algumas Publicações. Todo este trabalho, um pouco desconhecido para mim, quer pela forte componente de labor em equipa, quer pelo rigor exigido pelo próprio Arquitecto Carillho da Graça, serviu para me elucidar do verdadeiro empreendimento de um gabinete de arquitectura e para perceber a “química” de um trabalho cooperativo. As obras abordadas foram também variadas, quer na sua tipologia, quer na sua linguagem, quer na sua fase de construção. O apoio dado a cada uma das obras em desenvolvimento era sempre feito com assistência de arquitectos juniores e séniores e, superiormente, com a constante atenção do Arquitecto. Ao longo dos nove meses passei por vários projectos entre os quais o REMADE IN PORTUGAL, no qual integrei a equipa de apoio à concepção e de contacto com as empresas responsáveis pelo protótipo apresentado na exposição; por alguns projectos de execução tais como, a Remodelação do Pavilhão do Conhecimento dos Mares; Edifício de Habitação - Rua Presidente Arriaga; Remodelação de um apartamento em Lisboa; Espaço Cultural e de Convenções do Convento de S. Francisco em Coimbra e Exposição no Museu da Electricidade, nos quais aprofundei conhecimentos técnicos, conhecimento de pormenores construtivos e conhecimentos sobre o próprio processo inerente ao projecto de execução. Além destes projectos de execução, participei em mais dois grandes projectos do gabinete que se encontravam em fase construção e que possuem permanentemente equipas de apoio: O Complexo de Teatro e Auditório de Poitiers e o Museu da Fundação Oriente. Embora todo o processo fosse anterior a mim, a possibilidade de participação em projectos desta envergadura permitiram o acompanhamento da obra e a transformação da mera construção em verdadeira Arquitectura.

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49 Colaboração

2008- 2009 - arquitecturas


9 meses de colaboração Gabinete Arq.to José Fernando Gonçalves

A colaboração com o Arquitecto José Fernando Gonçalves surgiu sob a forma de um convite para a participação num concurso ligado à renovação dos Centros Escolares Nacionais. Após a obtenção de um 3º lugar no concurso, seguiu-se a participação num novo concurso e, ao mesmo tempo, o apoio a um projecto de execução de uma obra de grande dimensão na área habitacional. Durante os vários meses de colaboração, conheci um pouco mais da obra realizada por este gabinete e pelo Arquitecto José Fernando Gonçalves, assim como as suas diversas influências arquitectónicas, académicas e pessoais. Simultaneamente, tive oportunidade de adquirir mais conhecimentos relativos à composição de um projecto de execução e ao acompanhamento de obra. O ponto de partida desta colaboração foi o Concurso para a Elaboração do Centro Escolar de Fonte de Angeão, no qual cooperei na elaboração do projecto de ideias. O resultado positivo obtido no concurso, 3º lugar em 40 participantes, deu lugar a uma nova proposta de participação. Embora partilhando com o seu antecessor o programa, o Concurso para a Elaboração do Centro Escolar de Gafanha da Boa Hora deu origem a uma abordagem arquitectónica diferente, tendo em consideração a experiência adquirida e as condicionantes do lugar. Posteriormente colocou-se a proposta de integração de uma das equipas existentes e a colaboração num dos vários projectos de execução em curso no gabinete. A composição do projecto de execução Edifício Domus Aqua constituiu grande parte do trabalho desenvolvido nos últimos meses. O desenho de boa qualidade e a tentativa de sistematização na elaboração do dossier de obra são os aspectos mais positivos que saliento ao fim do período em questão. Ao longo do curto período de tempo de trabalho, as noções universitárias do acto de conceber e do acto de conceber em si aproximaramse a fim de criar uma linha de evolução para um futuro no campo da Arquitectura.

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51 Colaboração

2009- 2010 - arquitecturas


12 meses de colaboração IPERFORMA, Arquitectura e Engenharia, S.A.

A oportunidade de pertencer à equipa da Iperforma destacou-se, no meu percurso, de todas as colaborações anteriores, no âmbito da Arquitectura, não só porque se trata de uma empresa com forte representação no sector, quer nacional quer internacional, como, também, porque é uma empresa multidisciplinar com um leque de serviços que abrange Arquitectura e Engenharia, inserida num grupo de empresas dedicadas ao ramo da Edificação. Neste sentido, a nível pessoal, o primordial objectivo – totalmente concretizado – foi o conhecimento do modo de funcionamento de uma empresa que aposta na interacção entre as diversas disciplinas envolvidas no acto de concepção e realização (em Arquitectura), desde o Urbanismo, na criação de planos de desenvolvimento de um território até ao acompanhamento, em tempo real, por parte de todos os técnicos de Engenharia. Daqui, resultou a oportunidade de participação numa diversidade de projectos, desde a Habitação até à concepção de edifícios de usos diversos e específicos, o que implicou uma investigação mais profunda ao nível do programa exigido. Ao longo dos 12 meses de colaboração com a Iperforma, houve também uma aposta na formação de todos os colaboradores, o que permitiu um melhor conhecimento do mercado no qual a Arquitectura do séc. XXI está irremediavelmente inserida. Este intervalo de tempo foi entendido como um estágio dentro da empresa, Iperforma, Arquitectura e Engenharia, S.A..

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53 Colaboração

2010- 2011 - arquitecturas


9 meses de colaboração Orlando Gaspar Arquitectos, LDA

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55 FREE - LANCER

2010- 2011 - arquitecturas


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*portfolio de Diana Le達o Costa


Portfolio - Diana Leao Costa