Page 1

Fundação Municipal de Cultura e Coletivo Diálogos Anônimos apresentam:


COM QUAIS MULHERES VOCÊ CONVERSA? Maria. Joana. Raimunda. Raquel. Mulheres como você? Mulheres como eu? Somos muitas. E somos várias. De vários tipos, de várias formas, com vários gostos e vários rostos, de vários mundos. A diferença, muitas vezes, parece distância, mas não precisa ser. As rodas de mulheres @Vem com as outras nos mostram isso. Foram 12 encontros, em três grandes territórios de Belo Horizonte: Aglomerado da Serra, Morro do Papagaio e Pedreira Prado Lopes. Construímos ali espaços de trocas, de muita conversa, entre mulheres de luta. Mulheres que lutam diariamente para não se deixar calar. Que são barraqueiras, porque assim são chamadas as que ousam reivindicar seu espaço. Que são maria homem, se assim são chamadas quando ousam incorporar a aparência do poder. Que são negras, que são lésbicas, que são mães, que podem não ser. Que são idosas, que querem mais, que jogam bola, que apitam a partida, que fazem amor, que querem gozar. Somos várias. E vamos juntas.


é é é

mãe filha mulher


Aquela que mora no barraco. Aquela que trabalha em barracas. Aquela que constrói barracos. Aquela que quebra o barraco! Que grita, que xinga, esperneia, que arrasta e arrasa, apita e semeia. Que chega chegando, nunca em segundo plano, planeja, almeja, com eira e beira. Ora justa, ora diva, ora confusa, ora bandida, mas sempre destemida. Dona das palavras, de argumentos e de opinião, defende seu espaço, sua prole e razão. Não mexe com ela não. Acadêmica e cozinheira,


ela bate a bunda no chão. Ela escuta a Tati, questiona Platão e lê Conceição. É bi, é cis, é trans, é sapatão. É pura afirmação. É gostosa, bonita e faceira, que quebra o barraco e passa rasteira em macho-patrão. Bem articulada e de bom molejo, é brava, é firme, é mãe, é filha, é mulher, é suporte, é íntegra. Que chora, que sente dor, que briga por si e pelos seus e chuta o pau da barraca. Que muda de comportamento, que provoca mudança de comportamento. Que entre tpm’s e festas, é silêncio, é o falar, é o pensar, é o cuidar, é o dançar e o cantar. É o imperativo sem submissão! A barraqueira não é histérica, não é louca, não é “mal comida”, não faz “cu doce”. A mulher barraqueira é luz, é resiliência, força, insistência e persistência. É mulher de favela, não bate panela. O corpo é dela, Não mexe com ela!


NĂłs

Plural

Mulheres

s a d a l e Fav

... r a g a p a s o n m e t n NĂŁo te

s o m e r i t s i x (R)e

Catharina


r e h l u m a m u que é...


sa

Podero

Livre Independente

Feliz Respeitada

Tantas coisas


Construímos esse projeto: Adad Maria Amanda Gonçalves Amanda Junia Ana Beatriz Andresa Romão Bárbara Costa Beatriz Alvarenga Beatriz Anselmo Bianca de Sá Catharina Rocha Cleusa Silva Dalviva Helena Edir Machado Edna Doralice Edna de Oliveira Elza Maria Elzeni Érica Lucas Flávia Perét Francielly Jordana Geralda Maria Graziela Pimenta Hérlen Romão Ingrid de Souza Isadora Liliane Jeisiane Joyce Luísa

Julia Bardi Julya Larissa Metzker Laurinda Laurita de Jesus Letícia Maria Luana Trindade Luzia das Dores Márcia Araujo Maria Marta Maria Pedro Maria Ramos Maria Rodrigues Mariana Zande Natalia Najyme Neura Aparecida Patricia Corrêa Raflésia Guimarães Regina Ferreira Renata Coutinho Sandra Moreira Sandra da Silva Sheyla Bacelar Silvane Simone da Silva


REALIZAÇÃO:

PATROCÍNIO:

projeto 1372/2014

Acesse: www.facebook.com/vemcomasoutras

Zine | Vem com as Outras | por Coletivo Diálogos Anônimos  

Publicação, 4x4 cores, 24p, 2017. Coletânea de textos, fotografias e imagens produzidas a partir das rodas de mulheres do projeto "Vem com a...

Zine | Vem com as Outras | por Coletivo Diálogos Anônimos  

Publicação, 4x4 cores, 24p, 2017. Coletânea de textos, fotografias e imagens produzidas a partir das rodas de mulheres do projeto "Vem com a...

Advertisement