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Cibele Bender Raio Gustavo Amarall

A A Menina Menina que que queria queria ser ser Bióloga Bióloga Ilustrado por Alice Lucente Fregolente


A Menina que queria ser Bióloga


Cibele Bender Raio Gustavo Amarall

A Menina que queria ser Bióloga

Ilustrado por Alice Lucente Fregolente


A menina que queria ser Bióloga Autores

Cibele Bender Raio Gustavo Amarall Ilustrações

Alice Lucente Fregolente Projeto gráfico e capa

Diagramado. | Amanda Beatriz Bail Revisão e diagramação

Diagramado. | Thomas Falconi

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ficha Catalográfica elaborada por Cibele Bender Raio R159m Raio, Cibele Bender; Silva, Gustavo Amaral Vasconcelos da A menina que queria ser Bióloga / Cibele Bender Raio, Gustavo Amaral Vasconcelos da Silva. Paraguaçu Paulista: A´s editora, 2020. 100 f. : il. color.

ISBN 978-65-00-11387-7 

1. Literatura infantojuvenil. I. Título. CDD: 028.5 CDU: 82-93


Este livro foi publicado por financiamento coletivo. Somos gratos a cada financiador.


Para os nossos filhos: Brás e Vitória. E para todos os biólogos e biólogas que inspiraram este livro.


Sumário Capítulo 1

Nascimento ................................................................ 17 Capítulo 1i

Tragédia ..................................................................... 25 Capítulo 1ii

Decisão ........................................................................ 31 Capítulo 1v

Renascimento ........................................................... 39 Capítulo v

Lago dos Sapos ........................................................... 43 Capítulo vi

Sociedade dos Insetos ............................................. 49 Capítulo vii

Melhor Presente ..................................................... 55 Capítulo viii

Parque Nacional do Itagarapé ............................... 61 Capítulo ix

Ressonância ............................................................... 69 Capítulo x

Tatuagem de Baleia .................................................. 73 Capítulo xi

O que você quer ser quando crescer? .................... 79 Glossário ................................................................... 85


Parte i


Capítulo 1

Nascimento

E

m uma bela noite úmida de lua crescente, bem no meio da floresta, escorreu uma gota de orvalho. A gotinha deslizou desde o topo da árvore mais alta. Passeou de galho em galho. Por fim, encheu-se novamente na bordinha de uma folha, pesou, até que caiu. A queda foi tão suave que a gota se manteve íntegra ao tocar o chão. A gotinha ficou ali parada. Só ficava trêmula quando a brisa da noite batia. Ela não saiu do lugar e nem entrou no solo. Foi então que os primeiros raios de luz atravessaram as camadas de galhos de árvores e a iluminaram. De repente, ela foi sugada terra adentro e imediatamente brotou! 17


Não se sabe até hoje se foi uma semente que germinou, um fungo que soltou o seu corpo de frutificação ou sabe-se lá o quê. Só se sabe que, enfim, brotou! Inacreditavelmente, brotou um serzinho nunca visto pelos habitantes daquele lugar. Era uma criatura branquinha, bem rechonchudinha. Tinha o tamanho de uma menininha de uns três anos de idade. Ninguém sabia o que era. Tampouco alguém poderia saber o nome dela. Aqui, vamos chamá-la de Lis. O que mais impressionava naquele novo ser eram os seus cabelos. As madeixas tinham a cor de um fruto de leiteiro maduro. Um tipo que pode ser avistado na beira das matas e nos campos abertos. Era a coisa mais linda, com um tom alaranjado que ficava mais vermelho nas pontas. Todo encaracolado, brilhava muito quando a luz do sol o atingia. Aquilo não foi uma coisa normal: um sujeito nascer assim da gota do orvalho. Mal nasceu, já começou a correr e gritar no meio da floresta. Gritava e corria e corria e gritava. Uma coisa doida! A criatura correu sem parar entre os cipós, as árvores, as raízes e os espinhos, entre formigueiros, vespeiros e buracos de tatus. Parecia que conhecia cada centímetro daquela floresta. Não relava em 18


nada e corria muito rápido. E os gritos não foram quaisquer gritos. Disparou daqui até lá imitando uma maria-faceira: – Pipipipi! E voltou, imitando uma curicaca: – Curikakacurikaka! – num som agudo que se ouvia a quilômetros! Enquanto isso, bem lá no dossel da floresta, beirando as copas mais altas, um bando de macacos-prego cutucava os ocos de árvore a fim de encontrar larvas de insetos. Era uma fuçada tremenda. E não tinha buraco que a macacaria não conseguia vasculhar. Se o dedo não entrava, tentavam com a língua; se com a língua não dava, mordiam com o propósito de tentar quebrar o galho; se o galho não quebrava, adaptavam algum graveto em forma de vareta para chegar ao fundo, até pegar o bendito coró.

19


Só que, mesmo lá, no alto do maior angico da floresta, se escutou aquela gritaria sem fim no meio da mata! Dois macaquinhos desceram com a intenção de ver o que estava acontecendo. Os dois eram inseparáveis. O menor era chamado de Grude e o outro era o Tufe. O Grude assim era conhecido porque os macaquinhos, quando são bem novinhos, andam pendurados em suas mães e em outros membros do bando. Até aí, tudo normal. Mas o Grude era demais! A mãe dele não conseguia nem sequer fazer xixi, porque lá estava o Grude, grudado! Já o outro era Tufe porque tinha a cara de seu pai, o Tufão, o macaco líder do bando. Os macacos-prego líderes têm uma bela cabeleira em volta do rosto, cheio de “tufos” de pelos – daí o nome de Tufão e do pequeno Tufe. Porém, para contar as origens dos próprios nomes, essa macacada já era feita de macacos velhos. O que eles queriam saber, mesmo, era o que gerava aquela barulheira no chão da mata. Foram descendo, pulando e escorregando entre os galhos das árvores. Quando foram chegando perto, começaram a descer bem de mansinho, nem dava mais para perceber que havia dois primatinhas enroscados nos troncos. Foi quando a gritaria cessou. Aquele serzinho de cabelos alaranjados, sem 20


explicação, parou e viu que estava sendo observado. Logo, começou a olhar para os dois macaquinhos. Tufe, o mais velho e mais corajoso, nem esperou e já foi perguntando: – Quem é você? O que está fazendo aqui na nossa floresta? Acontece que essa conversa não deu nada certo. Observe que sou eu quem está traduzindo para você o que o pequeno prego disse. Na verdade, o que saiu da boca do primata foi: – Quiquiqui, fiufiufiu, quiquiquiqui – que é o som que macacos-prego emitem. E a talzinha de cabelos brilhantes só se pegou a repetir o barulho, sem nem saber o que se passava e o que significava. E não é que ela fazia igualzinho! Parecia até um gravador: – Quiquiqui, fiufiufiu, quiquiquiqui. O macaquinho de tufinho, nesse momento, virou para o Grude e falou: – Ô, Grude! Este bicho doido está me remedando. – Nada, Tufe! Ela não deve ter entendido. Fale de novo. E o Tufe: – Quiquiqui, fiufiufiu, quiquiquiqui. E veio a ruivinha barulhenta: – Quiquiqui, fiufiufiu, quiquiquiqui. 21


Projeto gráfico e capa: Amanda Beatriz Bail Revisão e diagramação: Thomas Falconi Neste livro, foram utilizadas as famílias de fonte Candara e FELL Double Pica. Produzido em 2020. www.diagramado.com.br


A A Menina Menina que que queria queria ser ser Bióloga Bióloga Em uma floresta, uma forma de vida misteriosa nasce de uma gota de orvalho. O serzinho passa a ser o regente dos sons noturnos do lugar. Contudo, um dia, todos os animais desaparecem e o riacho onde eles se encontram para as serestas está fedido, contaminado. A regente da orquestra sai à procura de uma solução para aquela poluição. No entanto, descobre que os humanos na cidade não escutam os seus apelos. Assim, a peraltinha tem uma incrível ideia para salvar o ambiente onde vivia. Esta é uma leitura para toda a família, especialmente direcionada ao público infantojuvenil e aos leitores que gostam de histórias da natureza. É, também, uma homenagem a todos os biólogos.

Apoiadores: Centro de danças

Luana Campos

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[Prévia] A Menina que queria ser bióloga  

Livro de Cibele Bender Raio e Gustavo Amarall com ilustrações de Alice Lucente Fregolente. O livro infantojuvenil conta a história de um ser...

[Prévia] A Menina que queria ser bióloga  

Livro de Cibele Bender Raio e Gustavo Amarall com ilustrações de Alice Lucente Fregolente. O livro infantojuvenil conta a história de um ser...

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