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São Carlos, março de 2009 Informativo no 10

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Editorial

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Comunicados

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Pequi

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Plantio Agroflorestal

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Carnaval

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Saúde Bucal

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Mobilização e Rede

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Dia Internacional das Mulheres

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Rede Social SENAC

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INCOOP

12 e 13 Seção Escola 14

Software Livre

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Divirta-se

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Fala-Povo

Ações de Mobilização movem o Projeto Água Quente Com foco na gestão integrada da Bacia do Água Quente, o Projeto dá continuidade Participantes do I Fórum da Bacia. a formação de espaços de articulação e ampliação dos canais de participação dos grupos e da população local. Saiba o que aconteceu no I Fórum da Bacia e o que esta para vir nos próximos meses! (Página 8)

Comunidade de Aprendizagem

Comunidade e Escola juntos.

A Escola Janete Lia conta como se transformou em uma Comunidade de Aprendizagem e como a ajuda de voluntários tem aproximado a comunidade e a escola com atividades para crianças e adultos. Saiba mais sobre o projeto e como participar como voluntário. Todos temos algo a ensinar. (Página 12)

Plantios Agroflorestais – revitalizando o ambiente! Nos últimos plantios realizados em conjunto com a comunidade próxima a Área de Intervenção Direta, na antiga pista do motocross, o Projeto Água Quente contou com a contribuição de moradores, grupos, estudantes, agentes comunitários, entre outros, que estiveram juntos na luta pela revitalização da área que fará parte do futuro Parque Florestal Urbano, assim como, contribuíram para a requalificação do ambiente. (Página 5)

Comunidade envolvida na requalificação da Bacia.


Boletim Água Quente no 10

Editorial

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Décimo Boletim do Projeto Água Quente soma novos parceiros para escrever matérias e novos grupos para compor a Rede que vem se constituindo a fim de discutir e fomentar ações socioambientais para a região do Água Quente. Um dos novos parceiros é a INCOOP, Incubadora Regional de

Cooperativas Populares, da Universidade Federal de São Carlos, que escreve um artigo contando um pouco sobre o Projeto de Políticas Públicas que vem sendo desenvolvido na região do Gonzaga e Monte Carlo. Outra instituição é o Senac pela Rede Social que também escreve uma matéria sobre o Projeto de Desenvolvimento Local que vem sendo desenvolvido no Bairro Antenor Garcia. Além desses dois grupos, continuam re-

PROJETO ÁGUA QUENTE Equipe Executora Coordenadores Renata Bovo Peres Thais Troncon Rosa Estagiários Gabriela B. Boarini Nelson Sakakibara Parceiros Projeto Brotar Projeto CESCAR

Educadores Ana Laura Herrera Audrey Fernandes Cristiano Cunha Magaly Marques Sara Monise de Oliveira

COMDEMA São Carlos Prefeitura Municipal de São Carlos

Patrocínio Petrobras Contatos Site do Projeto: http://aguaquente.teia.org.br e-mail do Projeto: aguaquente@teia.org.br

TEIA - Casa de Criação www.teia.org.br Fone/fax: (16) 3376-3110 Rua Rui Barbosa, 1950, Cep 13560-330 Vila Elizabete - São Carlos/SP

Organizações Participantes Grupo de Mães Aprendiz D. Rosa, Catequese Madre Cabrini, Coopercook, Cooperlimp, Coral Rosa Mística, CEMEI Octávio de Moura, Grupo de Coroinhas da Igreja São Francisco de Assis, Grupo de Oração da Capela Santa Luzia, Pastoral da Criança, Projeto Social Dona Marízia.

Boletim Água Quente Elaboração/textos: Ana Laura Herrera, Audrey Fernandes, Gabriel De Santis Feltran, Magaly Marques, Marina Poema, Renata Bovo Peres e Sara Monise Oliveira. Edição: Audrey Fernandes e Renata Bovo Peres. Imagens: Audrey Fernandes e Marina Poema Produção gráfica e diagramação: Diagrama Design Editorial diagramadesign@gmail.com Tiragem: 8.000 exemplares

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latando suas experiências as escolas Natalino Deriggi e Janete Lia, contando como elas vêm atuando em benefício das comunidades onde estão inseridas. Além das matérias dos grupos parceiros, o Boletim também relata as ações que o Projeto Água Quente desenvolveu neste trimestre. Nesse sentido, o Projeto encerrou mais uma etapa de plantios na Área de Intervenção Direta envolvendo os moradores próximos da região, Agentes Comunitários e o grupo da Rede. Outra ação descrita foi o I Fórum da Bacia e seus desdobramentos no sentido da mobi-

lização comunitária. A sessão Fala Povo desta edição fala justamente da importância da articulação e do trabalho em Rede que vem sendo desenvolvido localmente. Em tempos de Carnaval, o Boletim fala um pouco sobre este evento tão marcante em nossa cultura, além de falar também sobre cultura e inclusão digital. Esperamos que todos aproveitem os conteúdos das matérias deste 10º Boletim e ressaltamos mais uma vez que este é um espaço aberto para quem quiser enviar dúvidas, sugestões, matérias, opiniões etc.

Reality show

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enho 28 anos, já fui usuária de droga, tem uns quatro mês que eu não ponho droga na boca, porque eu estraguei a minha vida por causa de droga. Eu fui presa, fiquei 1 ano e 8 meses presa e é muito ruim dentro de uma cadeia. Eu achava que cadeia de homem era pior, mas cadeia de mulher é pior... muito ruim. A GOE [Grupo de Operações Especiais da Polícia Militar] entrava qualquer hora; debaixo de chuva ou não, tinha que sentar no pátio. Tinha dia, de madrugada, duas, três horas da manhã a GOE entrava pra dar blitz, a gente tinha que sentar no pátio molhado só de calcinha e sutiã. (...) Eu estava na colônia no Butantã. Depois de dois meses eu tive minha primeira ‘saidinha’. Cheguei aqui em casa, minha mãe estava em cima da cama, sem comer, sem tomar banho, tudo fechado, casa suja. Aí eu comecei a cuidar dela. [Não retornou à cadeia, como deveria pela lei]. Depois de um mês e pouco eu... tem uma menina aqui na rua que é usuária de droga e eu saí da casa da minha mãe porque aqui é perigoso, eles [a Busca e Apreensão] têm o endereço e eles vêm atrás, eles têm o

endereço daqui. Eu mudei pra um quarto aqui, perto de casa. Foi um dia de sábado, essa menina foi pra minha casa e me ofereceu para usar droga, e eu usei. Passei roupa do meu filho na droga, roupa minha, sapato meu na droga. No outro dia eu sentei com o meu irmão e comecei a chorar e falei para ele o que aconteceu, ele me ajudou a pegar as coisas que eu tinha vendido. Depois desse dia eu falei que nunca mais ia usar e por droga na minha boca. E não uso mais. Hoje tem quatro meses que eu não uso, mas eu não sinto nenhuma vontade de usar, eu já senti cheiro, já me ofereceram, eu não peguei, não sinto mais vontade de usar a pedra, o crack. Eu não uso mais e hoje eu estou aqui, correndo o risco da polícia me pegar de novo. [Marcela, em 2005 – atualmente vive entre Sapopemba e a crackolândia do centro de São Paulo, depois de ter passado mais duas temporadas na prisão] Esta coluna traz, a cada número do Boletim Água Quente, um trecho de narrativas contemporâneas das periferias das cidades obtidas por Gabriel de Santis Feltran, pesquisador em ciências sociais. Contato: gabrielfeltran@gmail.com


Março de 2009

Comunicados Cultivando hortas em pequenos espaços

Dia das Mulheres No dia 08 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. A comemoração é para a celebração dos feitos econômicos, políticos e sociais alcançados por elas.

Parabéns a todas!

Ação desenvolvida com os alunos da Cemei Octávio de Moura e as agentes do Projeto Água Quente Elza dos Santos, Leonilda M. Skuarzini e Sônia M. de Paula, em 2008. Alunos colhendo os alimentos.

Ramudá abre cursos para estudantes e comunidade A ONG Ramudá – ramos que brotam em tempos de mudanças, esta com inscrições abertas para os cursos de Audiovisual, Yoga e Teatro. O curso de Audiovisual começa agora no mês de março, os demais em abril. Entre em contato para obter maiores informações sobre horários e valores. Telefone 16 3371-9791. E-mail: ramuda@ramuda.org Site: www.ramuda.org

Projeto Água Quente Convida: No dia 14 de março, sábado, à partir das 8h da manhã, Grupos da Região do Córrego Água Quente, estarão realizando uma atividade de revitalização e limpeza no Campinho da Rua 13. Todos estão convidados a participar. O campinho fica na Rua 13, esquina com a Rua João Paulo, em frente a Igreja dos Mormons, no bairro Cidade Aracy I.

“Pense grande, pense junto, mude o jeito de viver no mundo!” À partir de março todos poderão conferir, no canal da EPTV e da TVE, o vídeo institucional do Projeto Água Quente. Esperamos que todos se sintam parte da construção.

SENAC abre vagas para cursos GRATUITOS!

Mande um e-mail para o Projeto Água Quente!

O SENAC está investindo em duas capacitações para a área Social, com carga horária de 160 horas e TOTALMENTE GRATUITO. São 30 vagas para o curso Empreendedor em Pequenos Negócios e para o Gestor de Projetos. As aulas começam em março. Para maiores informações e inscrições, os interessados devem comparecer no SENAC, que fica na Rua Episcopal, ou através do 16 21071055 ou 2107-1080.

Mande sua opinião, dúvida ou sugestão.

E-mail: aguaquente@teia.org.br Acesse nosso site, sempre atualizado esperando por sua visita.

Site: http://aguaquente.teia.org.br 3


Boletim Água Quente no 10

Pequi

o segredo está no jeito de comer!

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pequi é uma fruta nativa do cerrado brasileiro muito conhecido nas cozinhas nordestinas, do centro-oeste e do norte de Minas Gerais, onde é comum encontrá-lo. O fruto pode ser degustado das mais variadas formas, como cozido, no arroz, no frango, com macarrão, carnes, peixe, no leite e puro. É um fruto com sabor e aroma marcante e peculiar. Na antiga Vila Boa e na Vila Meia Ponte, hoje conhecida como Pirenópolis, ainda no início do século XVIII, começaram a utilizar o pequi na culinária de Goiás. E em algumas regiões, o pequi era utilizado tão somente para a fabricação do sabão de pequi, com propriedades terapêuticas. Sua polpa macia e saborosa deve ser comida com cuidado, uma vez que a mesma recobre uma camada de terríveis espinhos, que, se mordidos fincam-se na língua e no céu da boca, provocando dores. Risco este que deixa de existir, uma vez assimilada a técnica de degustação que é de fácil aprendizado: deve ser comido apenas com as mãos, jamais com talheres. Deve ser levado a boca para então ser “raspado” cuidadosamente - com os dentes,

até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada e parar antes que os espinhos possam ser vistos. Árvore da família das cariocáceas pode também ser encontrada em toda a região Centro-Oeste e nos estados de Rondônia, Minas Gerais, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará. Em Goiás podem ser encontradas todas as espécies, cuja frutificação ocorre entre os meses de setembro e fevereiro. Geralmente, chega a 10 metros de altura com tronco de casca áspera e rugosa com grandes flores amarelas e vistosas. Madeira de alta resistência e durabilidade. Do pequi aproveita-se tudo, até o caroço. A amêndoa é utilizada na indústria de cosméticos para a produção de sabonetes e cremes. A castanha existente dentro do caroço é muito saborosa; para comê-la, basta deixar os caroços secarem por uns dois dias e depois torrá-los. Alguns pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), levantaram uma pesquisa em que mostra que o fruto possui propriedades que amenizam a ação degenerativa de drogas no tratamento contra o câncer e, ainda, para o retardamento da velhice.

O Pequizeiro.

A flor do pequi.

Curiosidades do Pequi • O pequi é símbolo da cultura do estado de Goiás; • Altamente calórico e perfumado; • Sua polpa contém uma boa quantidade de óleo comestível, rica em vitamina A e proteínas; • O pequi é matéria-prima para um dos mais apreciados licores deGoiás, que além do sabor, tem como atrativo cristais que se formam na garrafa que, dizem, são afrodisíacos; • Jamais atire os caroços ao chão: eles secam rápido e os espinhos podem se soltar. O fruto do pequi.

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Março de 2009

Plantios Agroflorestais

qualidade de vida e revitalização ambiental

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esde 2005, o Projeto Água Quente, coordenado pela Teia – casa de criação e patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental, vem desenvolvendo ações de requalificação socioambiental na Bacia do Córrego Água Quente. Dentre as diversas ações, o Projeto vem realizando plantios agroflorestais com o objetivo de contribuir com a melhoria da qualidade de vida da região revitalizando parte da área do futuro Parque Florestal Urbano. Em fevereiro, o Projeto Água Quente realizou mais dois mutirões

de plantio na área do antigo motocross, localizada no bairro Cidade Aracy II na Bacia do Água Quente. A mobilização da comunidade para a ação se deu com o apoio de educadores e agentes comunitários do projeto que percorreram as casas dos moradores vizinhos à área do plantio convidando todos a participarem. Os eventos contaram com grande participação da comunidade, grupos e instituições locais, além de universitários e outros participantes interessados que se dedicaram intensamente para contribuir com a melhoria do ambiente local.

O que é um plantio agroflorestal? Plantio agroflorestal é uma forma de associar a recuperação de uma mata nativa, com o aproveitamento de recursos naturais para o ser humano. Geralmente uma agrofloresta mistura árvores nativas com cultivos de ciclo curto, como mandioca, milho e feijão, visando atender tanto a necessidade de produção de agricultores como a melhoria da qualidade ambiental. Dessa forma, aproveita-se o terreno para produção agrícola e ao mesmo tempo essas culturas ajudam a enriquecer o solo dando proteção para as mudas. No caso dos plantios agroflorestais do Projeto Água Quente, a produção agrícola não é visada, pois o solo da área em que atuamos ainda está muito empobrecido, já que foi uma pista de motocross no passado. Como essa área deve se tornar um Parque Florestal Urbano, buscamos plantar mudas nativas da região, dando prioridade aquelas que são frutíferas ou que tenham um potencial paisagístico. Dessa forma, para proteger as mudas e melhorar a terra, utilizamos os adubos verdes como feijão de porco e feijão guandú e algumas plantas que ajudam a controlar as formigas cortadeiras, como o gergelim. Um agrofloresta depois de plantada necessita de muita manutenção e cuidado, por isso convidamos toda a comunidade a continuar participando das ações na área do Plantio.

O que é a proposta do Parque Florestal Urbano? No Plano Diretor do Município de São Carlos é indicado que uma parte da área verde às margens do Córrego Água Quente e nas encostas do Vale seja destinada para a conservação da biodiversidade, para educação ambiental e lazer da comunidade, contribuindo para a qualidade de vida tanto da população, quanto dos animais e plantas dessa região. O Projeto Água Quente apóia a proposta do Parque Florestal Urbano e a luta das comunidades por Espaços Públicos Verdes e de Lazer nos bairros. Maiores informações com Cristiano ou Sara no 16 3376-3110, aguaquente@teia.org.br

Agente Comunitária do Projeto participa no plantio de mudas.

Participantes contribuem com a revitalização da área.

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Boletim Água Quente no 10

Carnaval música e folia!

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m fevereiro deste ano festejamos o Carnaval, o feriado mais longo do nosso calendário. O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média, quando o período era marcado pela idéia de afastamento dos prazeres da carne, o “adeus à carne” ou “carne vale”, que deu origem a palavra “Carnaval”. Em outras palavras, a festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma (tempo de penitência e privação). Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. Durante este período havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brin-

cava a seu modo, de acordo com seus costumes. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo, o que inspirou outras cidades, como o Rio de Janeiro. Ainda, no período do Renascimento, as festas de Carnaval eram os então bailes de máscaras. Já os desfiles e fantasias do Carnaval moderno, são produtos da sociedade vitoriana do século XIX. Com duração de três dias, o Carnaval é comemorado nos dias em que antecedem a Quartafeira de Cinzas, são os dias “gordos”, especialmente a Terça-feira “Gorda”, que é o último dia antes da Quaresma.

Como saber quando será o carnaval? Com exceção do Natal, os feriados eclesiásticos são calculados

Plumas e Paetês: elementos essenciais nas fantasias.

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a partir da data da Páscoa. O Domingo de Páscoa é sempre o primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a Sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a Terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. O domingo de carnaval cairá sempre no 7º domingo que antecede ao Domingo de Páscoa.

E as marchinhas? As marchinhas tiveram origem no carnaval carioca em 1920 criadas à partir da mistura dos ritmos da polca ao one-step e ao rag-time norte-americanos. Caracteriza-se por ser uma modalidade de fundo de brejeiro, fácil de reter e dançar, e por prestar-se à crítica, à sáti-

ra, à galhofa. Diferente do samba que é romântico e sentimental. Muitas marchas carnavalescas produzidas por cariocas, são consideradas como clássicos da música popular brasileira, ela é sim, carnavalesca, pois em outros períodos do ano são tocadas raramente.

Você sabia? • Na França mardi gras significa gordo, nos Estados Unidos é sinônimo de Carnaval; • A maior festa de rua do mundo é o Carnaval de Salvador; • Portugal carrega grande tradição carnavalesca, nomeada Carnavais da Ilha da Madeira; • Da Ilha da Madeira saíram os imigrantes que haveriam de trazer a tradição do Carnaval para o Brasil.

Crianças no carnaval em São Carlos. Foto: Manoel Virginio


Março de 2009

Saúde Bucal

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ada pedacinho do nosso corpo é único e essencial, e por isso precisam do maior cuidado possível. Quando falamos em Saúde Bucal pensamos logo nos nossos dentes.

ERRADO! Saúde Bucal não se trata somente dos dentes, e sim da gengiva e das bochechas também. Os grandes problemas bucais são: cáries, gengivite, entre outros. A placa bacteriana é a grande razão para que os dentes fiquem cariados, é uma película invisível que fica sobre os dentes e, quando em contato com alimentos, causa problemas como a cárie e a gengivite. Normalmente, a cárie começa com uma mancha branca e, se não cuidar pode furar o dente, se detectado logo terá solução, mas em alguns casos podemos

até mesmo perder o dente. Já a gengivite é quando a gengiva fica inflamada, e um dos cuidados principais para prevenção é escovar bem os dentes. A higiene bucal além de prevenir doenças na boca e nos dentes ajuda a prevenir o mau hálito. Dentes saudáveis são limpos e com pouco ou nenhum depósito de placa bacteriana. Gengivas saudáveis são rosas e firmes. Você pode prevenir essas e outras doenças tomando alguns cuidados básicos com seus dentes como: escová-los após as refeições (prevenindo placas e tártaros) e, se possível usar pasta dental com flúor, no mínimo duas vezes por dia, de preferência sempre depois das refeições e antes de dormir; usar fio dental ou fita dental pelo menos uma vez por dia; comer doces e beber refrigerante moderadamente e, se possível, escovar os dentes logo em seguida; beber

bastante água durante o dia, pois é importante para a manutenção do fluxo salivar, que tem função de limpeza fisiológica da boca e, através de sua capacidade tampão, do equilíbrio do ph bucal; não deixe de ir a um dentista, ele pode estar orientando sobre as técnicas de escovação e uso do fio dental e realizando uma limpeza regular dos dentes. O interessante é que procure por um de seis

em seis meses no mínimo. É dever do governo promover a saúde da população, portanto, procure informações nos Postos de Saúde ou nas Unidades de Saúde mais perto da sua casa. Lá estarão indicando quais os procedimentos. Lembre-se, boca saudável é sem doenças, sem mau hálito, com boa mastigação, deglutição e comunicação, pois ela é nosso cartão de visitas.

Posicionar as cerdas na horizontal ao longo da linha da gengiva. Execute movimentos suaves de “pentear”, no sentido gengiva-dente em ambas as faces. Faça a escovação da arcada superior do lado direito para o esquerdo e da arcada inferior do esquerdo para o direito.

Nas faces oclusais dos dentes posteriores posicionar as cerdas contra a superfície de mastigação fazendo movimentos para frente e para trás.

Segure o fio dental entre o polegar e o indicador deixando de 3 a 5 cm do fio entre eles. Use o polegar e indicador para guiá-lo. Mantenha o fio esticado e dirija suavemente pelo ponto de contato entre os dentes. Contorne com o fio ao redor da face do dente e faça movimentos para cima e para baixo contra a superfície do dente e sob a linha da gengiva. Use uma seção nova de fio dental para cada dente. Não se esqueça de limpar a face atrás dos últimos dentes de cada hemi-arcada. Escove os dentes no mínimo 3 vezes ao dia.

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Boletim Água Quente no 10

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I Fórum Água Quente e Ações de Mobilização

m novembro de 2008, o Projeto Água Quente realizou o I Fórum da Bacia do Córrego Água Quente, que direcionou para a construção de um espaço de ampliação do debate sobre as questões socioambientais locais. O evento reuniu diversos grupos e parceiros, locais e municipais, constituindose efetivamente como um espaço de articulação e ampliação dos canais de participação dos grupos e da população local, visando à gestão integrada da Bacia. Os palestrantes convidados abordaram diferentes aspectos sobre “Áreas Verdes Públicas”, tema escolhido para o evento, como: A importância dos espaços verdes na cidade; Lazer, Educação Ambiental e Usos Sociais das Áreas Verdes Urbanas da Cidade de São Carlos; Gestão e planejamento das áreas verdes urbanas: o papel do poder público. Após as apresentações, promoveu-se um debate coletivo a partir dos questionamentos despertados pelas mesmas, abordando questões como a situação dos espaços verdes da Bacia, as semelhanças e diferenças entre estes espaços e os localizados em outros bairros da cidade, as dificuldades de manutenção e fiscalização dos espaços verdes públicos pela prefeitura municipal, os problemas de planejamento relativos a estas áreas e à arborização urbana da cidade, entre outras questões.

4a Oficina de Grupos.

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Desta maneira, a perspectiva de trabalho desenvolvida com a realização do I Fórum, esteve mais voltada à discussão e reflexão sobre a problemática dos espaços verdes públicos. Em maio de 2009, o Projeto Água Quente irá realizar o II Fórum da Bacia, com a pretensão de aprofundar a elaboração de diretrizes, prioridades e possíveis ações de transformação socioambiental na Bacia, criação de um novo espaço de participação social e articulação política, inclusive, para além dos limites da Bacia.

Continuando as Atividades Dando seguimento a este processo de mobilização e articulação para a formação de uma rede de trabalho, que permita potencializar discussões e ações direcionadas à melhoria da qualidade de vida e das condições socioambientais da região, em janeiro foi realizada a 4ª. Oficina de Grupos da Bacia do Córrego Água Quente que teve por objetivo retomar as ações do projeto junto aos grupos atuantes da Bacia, avaliar o I Fórum da Bacia, planejar a próxima atividade “mão-na-massa” e estabelecer um calendário de ações para o primeiro semestre de 2009. As oficinas contam com a participação de grupos atuantes na bacia, pessoas e grupos que participaram do I Fórum e vizinhos interessados em de-

senvolver alguma ação na região. Esta Oficina fez parte do tripé, Oficinas – Encontros – Fóruns, estruturado pelo Eixo de Mobilização do Projeto Água Quente para a articulação política e a mobilização de organizações locais, sendo as Oficinas de Grupos atividades preparatórias para encontros e fóruns, espaços de produção conjunta de grupos parceiros, momentos de discussão em grupo, encaminhar decisões e planejar ações conjuntas.

Atividade Mão Na Massa No dia 14 de março, os grupos que compõem a rede de trabalho até o momento, Agentes Comunitários da ECO (Jd. Gonzaga e Monte Carlo), Igreja Nossa Senhora de Guadalupe (Aracy I), Núcleo de Incen-

tivo à Cultura e ao Conhecimento (Aracy II), Escola Afonso Fioca Vitalli (CAIC) e o Projeto Água Quente, realizarão uma atividade de caráter prático de intervenção em uma área verde pública da região. O objetivo da atividade é a reflexão, do grupo participante e da comunidade local, sobre a importância dos cuidados desses espaços verdes, sensibilizando desde uma questão simbólica, como um plantio, um mutirão de limpeza, entre outras atividades para o uso e cuidado das mesmas.

*Maiores informações com Ana Laura ou Magaly no 16 33763110.

Participantes observam Exposição Fotográfica durante o evento.

Roda de Conversa durante o I Fórum da Bacia.


Março de 2009

Dia Internacional da Mulher

celebração dos feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher

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o mês de março lembramos sempre das lutas femininas, das conquistas, participação política e o papel da mulher na sociedade. Em 08 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque, nos Estados Unidos, ocuparam a fábrica realizando uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho como a redução na carga diária de trabalho, a equiparação de salários com os homens e o tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Porém, a manifestação foi reprimida com total violência, as mulheres trancadas dentro da fabrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram

Mulheres que fizeram diferença.

carbonizadas num ato totalmente desumano.

A homenagem No ano de 1910, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica, ficou decidido que o dia 8 de março seria o “Dia Internacional da Mulher”. Mas, somente em 1975, através de um decreto, a ONU (Organização das Nações Unidas), oficializou a data. A data, não é apenas para comemorações, é uma data em que o mundo inteiro realiza conferências, debates e outros encontros com o objetivo de discutir o papel da mulher na sociedade atual. Mesmo com a maioria da população mundial sendo de mulheres,

ainda sofrem com o preconceito e a desvalorização. Salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Hoje, podemos verificar que muito já se foi conquistado, mas ainda se tem muito o que modificar.

No Brasil No Brasil, uma das maiores conquistas das mulheres brasileiras aconteceu em 24 de fevereiro de 1932, quando foi instituído o voto feminino, ou seja, o direito ao voto, assim como, se candidatarem para cargos no executivo e legislativo. Em defesa da mulher, em agosto de 2006, foi decretado pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Lula, a lei número 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha. A Lei promove o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A farmacêutica Maria da Penha, que dá nome à lei, foi agredida

pelo marido durante 6 anos, que tentou assassiná-la duas vezes. Da primeira, com ajuda de uma arma de fogo, deixou-a paraplégica, e na segunda por eletrocução e afogamento. Somente 19 anos após o julgamento foi punido, e preso em regime fechado, por apenas dois anos. Maria da Penha, juntamente com o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê latino Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), diante deste fato, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, orgão internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação de acordos internacionais. A lei alterou o Código Penal Brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, e não poderão mais ser punidos com penas alternativas.

Painel homenageando Maria da Penha.

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Boletim Água Quente no 10

Rede Social realiza processo de Desenvolvimento Local no bairro Antenor Garcia

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Rede Social São Carlos foi criada em janeiro de 2006, com o fomento do SENAC São Paulo e com o objetivo de ser um espaço comum para debater, planejar e executar projetos que possam contribuir para o desenvolvimento social de São Carlos. Em 2009, a Rede Social, iniciou o processo de Desenvolvimento Local no bairro Antenor Garcia. O programa de Desenvolvimento Local, visa, através dos ativos da própria comunidade, criar um futuro para o bairro envolvendo aspectos ambientais, sociais, econômicos (geração de renda), de segurança, saúde e educação. Dentro do processo algumas etapas são realizadas, entre elas, foi construída a Governança Local da seguinte forma: as lideranças do bairro, Marta Aquino e Maria Rosa Fernandes (Agente Comunitária do Projeto Água Quente), após participarem do Programa Empreender para Desenvolver no SENAC, desenvolveram um Plano de Negócios para a formação de uma cooperativa de costura e, após capacitação realizada em 2008 – Oficina de Corte e Costura, mobilizaramse naturalmente e começaram a convidar outras pessoas para iniciar o processo de Desenvolvimento Local. Após a primeira reunião, no bairro se juntaram à elas, na Governança Local, Josana Freitas, Mercedes dos Santos e as diretoras da creche Estrela da Manhã, Leda Carmassi e Mirian Picon. O grupo também já desenvolveu a Visão de Futuro para 10

os próximos 10 anos no bairro e sintetizaram em uma única frase: “O Bairro Antenor Garcia será reconhecido como um bairro valorizado, que cresce e se moderniza constantemente com a força da comunidade, através de formação de parcerias para projetos sociais e de geração de renda, fortalecendo o cooperativismo. Terá uma infra-estrutura adequada aos moradores, preservando o meio ambiente local até o ano de 2019”. O próximo passo do processo será a realização do Diagnóstico Participativo, uma forma como as pessoas da comunidade reconhecem e apreendem mais sobre os seus recursos, talentos e equipamentos, ativos de forma geral. O que tem a oferecer em termos de saúde, educação, economia, cultura, lazer e meio ambiente para a população. Após isso, estarão aptas a desenvolverem projetos no bairro, exercendo a cidadania e protagonismo local. Um dos principais projetos será o da Cooperativa de Costura Estrela da Manhã, que mobilizará 25 mulheres no bairro. O processo está aberto para toda comunidade e parceiros do bairro Antenor Garcia. Para mais informações, entrar em contato com Eduardo Cunha, pelo telefone (16) 2107-1055 ou por e-mail: rede.saocarlos@sp.senac.br. *Texto encaminhado por Eduardo Cunha moderador da Rede Social SENAC SC

1a reunião no bairro.

Capacitação: Oficina de Corte e Costura.

Integrando todos.

Bairro Antenor Garcia.


Março de 2009

INCOOP

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inclusão e inserção de novos parceiros

tuando desde 1999, a Incubadora Regional de Cooperativas Populares (INCOOP) é um Programa de Extensão e está vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (ProEx) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atua com comunidades rurais e urbanas, promovendo a incubação de empreendimentos econômicos autogestionários, aliando produção de conhecimento, intervenção e formação de profissionais. Atualmente, desenvolve essas atividades com a perspectiva de desenvolvimento territorial, ampliando, consolidando e formando redes de empreendimentos e iniciativas de Economia Solidária. Constitui objetivo prioritário dessas Redes o atendimento às necessidades da população local, de forma sustentada e sustentável, visando à geração de renda por meio de trabalho coletivo. Duas áreas no estado de São Paulo são territórios-alvo dos projetos em desenvolvimento pela INCOOP:

Assembléia Cooperlimp.

uma urbana, envolvendo os bairros Jardim Gonzaga e Jardim Monte Carlo, em São Carlos, e uma rural, no Assentamento Fazenda Pirituba, em Itapeva. A estratégia de desenvolvimento desses projetos é partir dos empreendimentos solidários já existentes nessas áreas, tornando-os protagonistas do processo, identificando necessidades, recursos e potencialidades para a criação de novos empreendimentos e iniciativas, bem como para ações de melhoria da qualidade de vida no território. Identificação e articulação de outros atores sociais com interesse e possibilidade de serem parceiros nesses projetos, bem como obtenção e sistematização de informações sobre o território foram as principais atividades realizadas até o momento. A incubação e o apoio para a organização de novas iniciativas, já identificadas como possíveis e desejáveis nessa etapa inicial, serão as atividades primordiais no próximo período de im-

plementação do projeto, incluindo a continuidade de inserção de novos parceiros. Que cada família moradora nos territórios-alvo dos projetos tenha, pelo menos, um de

seus membros participando, com renda, de uma iniciativa do Economia Solidária é a meta proposta para os próximos dois anos.

Texto produzido pela Equipe da INCOOP. Mais informações: 16 3351-8701 incoop@power.ufscar.br - www.incoop.ufscar.br

Seminário FAPESP.

Feira de Troca ACIEPE.

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Boletim Água Quente no 10

Seção Escola É hora de planejar! Olá! Salve 2009!

M

ais um ano se inicia e nós, da EMEB Artur Natalino Deriggi, estamos prontos para uma nova etapa de boas realizações em nossa escola. Em 2008 tivemos muitos motivos para comemorar: projetos interessantes foram desenvolvidos, parcerias realizadas, tratamos bem o nosso meio ambiente, falamos sobre diversidade cultural, sobre saúde, cuidamos da nossa horta escolar, conversamos sobre os recursos naturais, realizamos a Conferência do Meio Ambiente, escrevemos matérias para este Boletim... ufa! Quanta coisa! Vamos relembrar alguns fatos marcantes do nosso ano letivo relativos às questões socioambientais? Nas aulas de Ciências, por exemplo, os alunos tiveram a oportuni-

dade de aprender brincando como o jogo “Água e Qualidade de Vida”. Junto com a professora Pietra Mori os estudantes se reuniram em grupos e tiveram que responder perguntas de múltipla escolha referentes à relação da água com a qualidade de vida das pessoas, levantando placas indicando as alternativas que julgavam corretas. A cada acerto o grupo movia uma peça num tabuleiro, sendo vencedores os que realizaram primeiro o trajeto completo sobre este mesmo tabuleiro. E tudo isso feito após uma criteriosa reflexão sobre a temática. Legal, não é? A professora Pietra e o professor Alexandre Monte, de Língua Portuguesa, também orientaram um debate sobre queimadas, efeito estufa e outros problemas socioambientais numa interes-

sante roda de conversa que resultou na produção de um texto publicado aqui, neste Boletim! Mais no final do ano, em outubro, realizamos um dos mais bem sucedidos projetos de nossa escola: a Feira de Ciência & Tecnologia. Num grande evento envolvendo toda a equipe escolar foi elaborado pelos alunos uma série de trabalhos de diferentes temas, sendo que, mais uma vez, lá estava nossa preocupação com natureza e qualidade de vida exposta num stand sobre as plantas e os chás que trazem benefícios à nossa saúde, trabalho este orientado pela professora Juciara Nodare Éler, também de Língua Portuguesa. Com essa retrospectiva de algumas das atividades realizadas em nossa escola esperamos que vocês estejam ansiosos em saber o

que vem por aí, neste ano de 2009. Toda a equipe escolar tem se reunido e discutido os caminhos a serem trilhados no intuito de fazer da unidade escolar um espaço de aprendizado, reflexão e ações que visem melhorar a qualidade de vida e as condições socioambientais aqui na nossa região. Agora, portanto, é hora de planejar! Para “aquecer nossos motores”, sugiro a leitura do poema a seguir, de Gleidson Mel. Encontramo-nos na próxima “Seção Escola” com as novidades que estamos planejando.

Até breve! Texto produzido pela Profa. Sabrina Amorim, Coordenadora Pedagógica da Escola.

Cuide bem da natureza Hoje acordei cedo, contemplei mais uma vez a natureza. A chuva fina chegava de mansinho. O encanto e aroma matinal traziam um ar de reflexão. Enquanto isso, o meio ambiente pedia socorro. Era o homem construindo e destruindo a sua casa. Poluição, fome e desperdício deixam o mundo frágil e degradado. Dias mais quentes aquecem o “planeta água”. Tenha um instante com a paz e a harmonia. Reflita e preserve para uma consciência coletiva. Ainda há tempo, cuide bem da natureza. (Gleidson Mel, texto disponível em http://www.pensador.info)

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Março de 2009

Seção Escola Comunidades de Aprendizagem A

escola é bairro e bairro é escola

proposta de transformar a EMEB Janete Maria Martinelli Lia em uma Comunidade de Aprendizagem surgiu em 2005, com o objetivo de aproximar a comunidade e a escola e desenvolver aprendizagem de máxima qualidade para todas as pessoas que estudam nela e para as pessoas do bairro. Desde então, temos desenvolvido atividades para favorecer a aprendizagem e a convivência respeitosa entre todas as pessoas da escola e do bairro, contando com a ajuda de voluntários/as e tomando como base os princípios da aprendizagem dialógica: DIÁLOGO IGUALITÁRIO: Entendemos que todas as pessoas têm coisas importantes a dizer, por isso merecem ser ouvidas e respeitadas. INTELIGÊNCIA CULTURAL: Cada pessoa já sabe e conhece muitas coisas e é capaz de aprender tudo o que quiser. DIMENSÃO INSTRUMENTAL: Saber ler e escrever muito bem, conhecer a matemática, a informática e tantas outras coisas, é fundamen-

Grupo Interativo.

tal para se viver no mundo hoje e a escola não pode se esquecer disso. SOLIDARIEDADE: Para construir a escola que queremos, vamos ter que trabalhar juntos. TRANSFORMAÇÃO: Quando nos propomos a fazer todas essas modificações, não transformamos somente a escola ou o bairro mas também nossa vida.

Atividades desenvolvidas na escola: GRUPOS INTERATIVOS: São uma forma de organização da aula, que implica a divisão da turma em pequenos grupos, os quais serão acompanhados por colaboradores voluntários. O professor da sala prepara as atividades e orienta os voluntários. A atividade ocorre uma vez por semana e dura uma hora e meia. Funciona com um grupo de 4 ou 5 pessoas voluntárias que auxiliam o professor nas atividades por ele elaboradas. Divide-se

a sala em 4 ou 5 grupos de crianças e cada grupo recebe o apoio de uma pessoa voluntária. Essa pessoa estimula os alunos a resolverem as atividades por um determinado tempo. Finalizado o período, o aluno troca de grupo e de atividade. Aqui na escola muitas salas já desenvolvem os grupos interativos e muitas outras esperam por voluntários para dar início a esse trabalho. INTELIGÊNCIA CULTURAL: BIBLIOTECA TUTORADA: Todas as segundas-feiras, das 17h 30min às 19h, a biblioteca fica aberta para atender crianças, familiares, alunos da EJA, adolescentes e pessoas do bairro que precisam estudar, fazer pesquisas e realizar tarefas escolares. Há também a hora da leitura ou do conto que tem como objetivo estimular a aprendizagem de todas as pessoas. Para isso, contamos com a ajuda de pessoas voluntárias para o atendimento. Atualmente, a Biblioteca Tutorada da Escola Janete Lia conta com a ajuda de duas colaboradoras, mas está aberta a receber novos voluntários. Todas as pessoas são diferentes e têm o direito de serem respeitadas em suas diferenças. CRIAÇÃO DE SENTIDO: As transformações dão um novo sentido às pessoas que trabalham na escola, às crianças e às pessoas adultas que compartilham do mesmo ambiente. IGUALDADE NAS DIFERENÇAS: Todas as pessoas são diferentes e têm o direito de serem respeitadas em suas diferenças.

Venha ser um (a) voluntário (a) você também!! Ligue para 33752626 e fale com Juliana ou Danielle.

Em comunidades de aprendizagem, muitas outras atividades podem ser realizadas na escola, não só para as criancas mas também para as pessoas adultas do bairro. Só precisamos sonhar e juntar forças para realizar nossos sonhos!

O que faz o (a) voluntário (a)? Quem se propõe a ser voluntário em Comunidades de Aprendizagem pode se oferecer para trabalhar em atividades que já acontecem na escola, como os Grupos Interativos e a Biblioteca Tutorada, ou para uma outra atividade de que tenha conhecimento e queira ensinar a outras pessoas, como inglês, informática, artesanato, culinária, artes (dança, canto etc.), esportes etc. Quem quer ser voluntário não precisa participar em todas ou diversas atividades, mas somente naquelas em que se propuser a realizar e se tiver disponibilidade! Se, no decorrer do ano, não puder, por qualquer motivo, continuar o trabalho, basta avisar a escola para que ela se organize na busca de outras pessoas. Enquanto estiver trabalhando conosco, é importante lembrar: • de avisar a professora ou alguém da escola com antecedência se precisar faltar algum dia da atividade, pois isso nos ajuda a buscar substitutos, evitando, assim, o cancelamento do trabalho; • de chegar no horário das atividades para não atrapalhar a rotina da escola e das pessoas que esperam pela atividade; • de cuidar das relações com todas as crianças e pessoas da escola, garantindo uma convivência respeitosa entre todos e todas.

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Boletim Água Quente no 10

Software Livre: o que e para que? S

oftware livre é qualquer programa de computador que possa ser modificado sem nenhuma restrição, pois sua licença permite esse uso devido ao seu modelo de desenvolvimento, onde qualquer pessoa tem acesso ao seu códigofonte (linguagem de programação de que são constituídos). Os softwares livres são analisados por milhares de pessoas ao redor do mundo, de modo que erros e brechas de segurança são detectados muito mais rapidamente, e corrigidos num espaço de tempo muito menor, uma vez que qualquer pessoa pode corrigir o problema e publicar na internet a solução. Além disso, esses códigos podem ser alterados para quaisquer outros usos, como adaptá-los para um trabalho específico. O conceito de software livre se opõe ao do software proprietário, que tem cópia, distribuição e modificação proibidas pelo seu autor e/ou distribuidor, como o Windows, o Microsoft Office, entre outros. Não seguir quaisquer uma

destas proibições implica em infringir à Lei de Direitos Autorais e ser devidamente penalizado por isso. As licenças dos softwares livres se baseiam no direito que cada criador tem de disponibilizar sua obra, neste caso, um programa de computador, para que outras pessoas tenham acesso a ela (o acesso é seu código fonte) sem ter que pagar nada por isso, contribuindo assim para a produção e a democratização do acesso a bens culturais. Software livre não implica necessariamente em ser gratuito, pois pessoas gastam tempo e energia em sua elaboração, e nada mais justo que, se desejarem, sejam remuneradas por este trabalho. Isso significa que se você tem um software de licença livre pode instalá-lo em quantos computadores quiser e se você modifica esse software, adaptando-o para outras necessidades, por exemplo, pode distribuí-lo, ou ainda vendêlo sem infringir qualquer lei. A informática tem assumido

Richard Matthew Stallman, introdutor dos conceitos de software livre.

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um papel cada vez mais importante em nossas vidas, e pensar em inclusão digital e na democratização do acesso fica inviável quando pensamos em softwares proprietários. O uso de softwares

livres além de baratear custos, já que softwares proprietários tem onerosas licenças, contribui para a diminuição da pirataria e incentiva o desenvolvimento tecnológico local.

Pontão de Cultura Digital: Nós Digitais A Teia - casa de criação, a partir da sua própria experiência de migração de softwares proprietários para softwares livres, elaborou um projeto para concorrer ao edital do Ministério da Cultura destinado à criação de Pontões de Cultura Digital. Este projeto foi classificado entre os mais bem pontuados e foi contemplado na segunda chamada para conveniamentos. O Pontão de Cultura Digital Nós Digitais tem como objetivo central capacitar até 50 Pontos de Cultura do estado de São Paulo, para que administrem e gerenciem sua próprias redes de software livre. O Pontão também realizará um mapeamento da utilização de software livre nos pontos capacitados, além de um Encontro Estadual de Conhecimentos Livres na cidade de São Carlos.

O pingüim Tux, mascote do software livre Linux.


E S ! A T DIVIR P A L AV RA S

C R U Z A DA S

1. Eixo do Projeto Água Quente que mobiliza pessoas para atuação. 2. Indispensável à vida. 3. Grupo de indivíduos que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc. 4. Parte da laranja usada para fazer chá. 5. Lixo no (?). 6. Ciência que estuda o meio ambiente. 7. Local onde vivemos no universo. 8. Árvore que aparece nessa edição do boletim. 9. Empresa brasileira que patrocina projetos em diversas áreas. 10. Preparar a terra para o Plantio. 11. (?) Global.

*respostas na próxima edição

Crepe de banana

Visite: http://borgescartoon.blogspot.com/

m o d o d e p r e pa r o

Você sabia? A banana é a fruta mais popular do Brasil. Tem alto valor nutritivo, rica em açúcar e sais minerais e vitaminas. Fácil de digerir, pode ser consumida por crianças à partir de 6 meses de idade. Fica gostosa em: salada de frutas, bolos, tortas, vitaminas, mingaus, farofas, etc.

ingredientes 3 bananas nanica ✓ 1 ovo ✓ meia xícara (chá) de leite ✓ 6 colheres (sopa) de açúcar ✓

9 colheres (sopa) de farinha de trigo ✓ 1 colher (chá) de fermento em pó ✓ 1 colher (sopa) de óleo ✓ 1 colher (sopa) de açúcar para polvilhar ✓

Amasse as bananas e misture todos os ingredientes, fazendo uma massa consistente. Unte a frigideira com o óleo e, com o auxilio de uma colher, divida a massa em porções, em formato arredondado, dourando dos dois lados. Sirva com açúcar polvilhado. Dica: se desejar, acrescente canela em pó. Rendimento: 8 porções Tempo de Preparo: 30 minutos *Receita retirada do Programa Alimente-se Bem do SESI 15


Boletim Água Quente no 10

Ana Laura Hererra Projeto Água Quente “Trabalhar em rede é reunir-se com pessoas ou grupos, trocar e socializar informação, conhecimento e interesses em comum. É importante, pois permite conhecer outras experiências de trabalho, aprender com outros e juntar forças e energias numa ação conjunta para transformar uma realidade e/ou mudar uma determinada situação.”

Elton Nascimento NICC – Núcleo de Incentivo a Cultura e ao Conhecimento “Em todas as áreas é fundamental o trabalho em rede, facilita que o trabalho siga no mesmo caminho e objetivo. Somar forças e valores, entre os que estão na rede e os que estão fora dela mas que representam a comunidade, é fundamental para que o produto final do trabalho seja mais coerente e tenha uma eficácia maior. Sozinho você pode achar que não consegue tomar a frente, mas quando se soma forças se trabalha com potencialidades. O trabalho em rede uni pessoas, bairro, escola, ONGs e instituições.”

Jeyse Macedo Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe “Eu acredito que este trabalho em conjunto possibilita bastante conhecimento, troca de informações e valores. Gera uma integração legal. Se ficamos no bairro, fechados, sem nenhuma mobilização de grupos, ficamos sem possibilidades de mostrar o que fazemos e o que queremos. O elo que se desenvolve e se cria com as entidades também é muito importante para apresentar os resultados de cada uma.”

Patrocínio:

F ala povo Porque trabalhar em Rede?

Já existem muitas pesquisas de empresas afirmando que quanto mais pessoas um indivíduo mantiver contato, mais chances de sucesso ele terá em sua carreira ou em seus negócios. Esses contatos de uma pessoa formam sua rede. Uma grande mudança na visão sobre a sociedade vem ocorrendo nos últimos anos com o crescimento do trabalho em rede, principalmente o que constrói redes sociais. As redes sociais são surpreendentes. Surpreendem e até chocam quando dizemos que a rede social não é nada mais do que a sociedade: você, eu, o comerciante, o empresário, o professor, as escolas, os gestores públicos e todos os outros agentes, como instituições do terceiro setor, pais, filhos, todos que desejam participar e participam. Trabalhar em rede significa sempre ter algo a melhorar, é ação o tempo todo, realizadas a partir das demandas que surgem, com gentileza e dedicação. Em geral, as pessoas “entram na onda” das redes porque acham que descobriram um novo modo de chamar a atenção para si próprias, para suas idéias ou para seus produtos e se frustram. Toda essa curiosidade é legítima, mas a questão está na atitude de cada um. Cada membro da rede é um participante único, insubstituível, totalmente personalizado, que deve ser tratado sempre pelo nome, valorizado pelo que tem de peculiar, incluído pelo reconhecimento de suas potencialidades distintivas. Então, as pessoas devem estabelecer comunicações pessoais entre si, uma a uma. As redes sociais convertem competição em cooperação, são possibilidades de exercício da democracia. O Projeto Água Quente fomenta o fortalecimento e o crescimento da rede social dos moradores da Bacia do Água Quente. Vêm desenvolvendo diversas experiências buscando criar amplos espaços educativos, estruturados por uma rede que una toda a comunidade, amplie as possibilidades de aprendizagem e melhore a qualidade de vida urbana. “Ter sempre presente que, fazer rede é fazer amigos. Tão simples assim.” Augusto de Franco

Pedro C. Teixeira de Souza ONG Espaço Cidadão “Com relação ao trabalho em rede é muito importante, é como uma colméia onde cada um faz a sua parte objetivando um todo. É importante as entidades estarem se entrelaçando umas com as outras, na interação, na troca de informações, no intercâmbio com relação a problemas específicos principalmente.”

Magaly Marques Projeto Água Quente “A principal questão do trabalho em rede é a possibilidade que temos de estabelecer parcerias para ampliar nossas ações. Trocando experiências podemos aprender com outros grupos e também somar esforços para atingir nossos objetivos.”

Israel R. Almeida NICC – Núcleo de Incentivo a Cultura e ao Conhecimento “A importância do trabalho em rede é a procura por idéias e a formação de uma opinião geral. É difundir melhor a idéia do ecológico, da necessidade de intervir em grupo, conscientizar a população em volta. Em um trabalho em rede não se pode deixar acontecer a manipulação de idéias, ninguém fica esperando ninguém fazer. A idéia em si é melhor trabalhada, se você esta em grupo você tem como intervir melhor... é como uma teia... um vai puxando o outro. Voce procura soluções, para e pensa no que todos pensam, deixando a idéia coesa.”

*Todos os entrevistados representam a Rede que esta sendo formada na Bacia do Água Quente.

Boletim Água Quente - Número 10  

Boletim Água Quente - Número 10

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