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Carreira & Mercado

EXEMPLAR GRATUITO Edição:

414 Jornal da UNIBAN Brasil

FOLHA

O jornalista Gilberto Dimenstein: “Quando se fala de jornalismo comunitário é preparar as pessoas a saberem acompanhar o que acontece em seu entorno. Na sua vizinhança, no seu bairro, na sua rua. A democracia começa justamente no seu entorno. Na escola ou creche do bairro, na sua rua, na praça, no parque. É importante que as pessoas tenham uma visão micro”. (págs. 8 e 9)

O mercado de trabalho da Moda abre espaço para o Personal Stylist, profissional responsável por repaginar o visual de clientes que querem se vestir melhor, mas não sabem como. (pág. 4)

UNIVERSITÁRIA Ano 12 . 13 de outubro de 2009

Foto: Alex Almeida/Folha Imagem

Pós Graduação Os professores da Pós-Graduação da UNIBAN, Sergio de Mendonça e Paulo Artur Malvasi, participaram de eventos internacionais em terras lusitanas. (pág. 6)

EM MEIO AO CAOS URBANO, O MEDO A região do Parque D. Pedro II, no centro paulistano, é cheia de contrastes. Em frente ao revitalizado Mercado Municipal, se tem a visão do decadente Edifício São Vito. Junto ao remodelado Espaço Catavento, que funciona no antigo e belo Palácio das Indústrias, se tem um abandonado parque que leva o nome do bairro. Em meio a um cenário caótico, a nossa reportagem presenciou o clima de intimidação que comerciantes e moradores da região sofrem da Guarda Civil Metropolitana. (págs. 10 e 11)


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Editorial

Índice Como a queda no valor do dólar pode mudar nossas vidas

Personal Stylist, profissão que ajuda a valorizar estilo com bom gosto e sem exageros

Editorial

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Pesquisadores da UNIBAN apresentam, em eventos internacionais, projetos inovadores

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O jornalista e propagador de atividades sociais, Gilberto Dimenstein

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Medo: Sentimento de viva inquietação ante a noção de perigo real ou imaginário, de ameaça; pavor, temor. Essa definição retirada do “Aurélio” resume categoricamente a observação e o sentimento que tivemos ao fazer a matéria de capa desta semana. Primeiramente, o propósito da matéria era, em duas visitas, fazer algumas entrevistas e tirar fotos, retratar o andamento e as modificações estruturais da “revitalização do centro”, pontualmente a região do Parque Dom Pedro II. Sabemos que o local guarda relíquias arquitetônicas de importantes momentos da história paulistana. O Palácio das Indústrias, que hoje abriga um museu de ciências, chamado de Catavento; o representativo e suntuoso Mercado Municipal e suas iguarias; o contrastante e abandonado São Vito (treme-treme) e, ao seu lado, o edifício Mercúrio, símbolos de um período de intensa riqueza e organização social e agora renegados à sujeira visual urbanística do local. Sem deixar de mencionar o parque, a estação, o rio Tamanduateí, que cruza o local, e o nada útil viaduto Diário Popular. Assuntos aos montes, não é mesmo? Mas surge um imprevisto. Na visita à região, nosso repórter e a fotógrafa sentiram-se incomodados por perceberem

que na abordagem aos comerciantes, trabalhadores e transeuntes nada conseguiam de opinião, ou melhor, todos se negaram a falar. Foi aí que viram a ação da Guarda Civil Metropolitana. Aqueles que devem proteger o patrimônio, organizar e estabelecer a ordem, na prática, usam e abusam de direitos que não foram estabelecidos aos seus serviços e tornam a região um antro de insegurança, pavor, arbitrariedade e opressão! Leia a radiografia do Parque do Medo! Ele é um exemplo! Encontra tempo pra tudo que se compromete. Rádio, jornal, internet, eventos, leitura, reuniões, entrevistas e por aí vai... E para nossa alegria, abriu um breve espaço na sua agenda para a entrevista desta edição. Gilberto Dimenstein. Nossa admiração não se estabelece apenas pelo tempo que ele sabe bem administrar, mas pelo seu posicionamento frente ao tema central do seu trabalho: divulgar e levar educação, trabalho, esporte, arte e cultura como alicerces de transformação social. Esse jornalista, referência nas causas sociais, fez neste bate-papo com o editor Renato Góes um panorama do acesso e do descaso que o Brasil vive quando se fala em igualdade e destacou seus projetos ligados à cultura e à integração. Boa leitura!

Parque Dom Pedro II, local onde revitalização e medo se unem

UNIBAN e OAB juntos em palestras sobre o Código de Defesa do Consumidor

Distrito 9: filme narra a insurgência humana perante alienígenas

Cleber Eufrasio Editor

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OR T I E

R O M

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C E L FA

Opine, critique e dê sugestões sobre as matérias publicadas na Folha Universitária. Mande suas cartas para folha_universitaria@uniban.br

EXPEDIENTE: Reitor: Prof. dr. Heitor Pinto Filho (reitoria@uniban.br). Vice-Presidente da Fundação UNIBAN: Américo Calandriello Júnior. Assessora-chefe de Comunicação: Mariana de Alencar. Editor e Jornalista responsável: Cleber Eufrasio (Mtb 46.219). Direção de Arte: Ronaldo Paes. Designers: Marcio Fontes e Ricardo Neves. Editor: Renato Góes. Repórteres: Francielli Abreu, Isabelle de Siqueira, Karen Rodrigues e Manuel Marques. Fotos: Amana Salles. Diário Oficial UNIBAN - Edição e Coordenação: Francielli Abreu. Colaboradores: Analú Sinopoli e Wilson Lanera. Estagiária: Luciana Almeida. Impressão: Folha Gráfica. Cartas para a redação: Rua Cancioneiro Popular, 28 - 5º andar, Morumbi, São Paulo, CEP 04710-000. Tel. (11) 5180-9881. E-mail: folha_universitaria@uniban.br - Home page: www.uniban.br/folha - Tiragem: 30.000.


09/12/08 - R$ 2,49

08/10/08 - R$ 2,38

Preço das “verdinhas” em queda 19/01/09 - R$ 2,32

26/03/09 - R$ 2,23 11/11/08 - R$ 2,19 07/05/09 - R$ 2,10

Depois de atingir altos níveis no auge da crise, o preço do dólar sofre considerável queda. Saiba quais setores se beneficiam, quais são prejudicados e como isso influi na vida do cidadão 01/07/09 - R$ 1,92

Quinta-feira, dia 08 de outubro. Já era pouco mais de 17h quando os principais sites de notícia apontavam a cotação do dólar do dia: R$ 1,73. De acordo com especialistas, essa era o menor valor dos últimos 13 meses. Para se ter uma idéia, em outubro de 2008, quando a crise atingiu níveis alarmantes, a cotação do dólar era em torno de R$ 2,38. Seria um sinal de que a economia brasileira já se recuperou da crise mundial? Os indicadores econômicos apontam que sim, mas o motivo de tal queda no valor do câmbio vem também da credibilidade do Brasil como país em que vale a pena investir. Essa classificação ajuda a atrair mais investimentos externos e, por consequência, mais dólares. Essa é a opinião de José Carlos Munhoz, professor das disciplinas de Administração Financeira e Comércio e Relações Internacionais da UNIBAN. De acordo com ele, “o Brasil passa por um momento interessante. A economia está retomando o crescimento depois da crise mundial, o País atingiu níveis seguros de investimento externo, tem projetos como o PAC, Copa do Mundo, Olimpíadas... Tudo isso chama investimentos, que culmina na chegada de mais dólares ao Brasil”. Mas fora os investidores internacionais e especuladores econômicos, como o cidadão comum sente mais a queda do dólar? Segundo o docente, o consumidor irá perceber uma queda nos preços de produtos importados, principalmente eletroeletrônicos. “A importação de produtos fica barateada, o que propicia uma maior competitividade com a produção

nacional. Vivemos um momento de expansão e de recuperação depois da crise. A queda da taxa de câmbio irá abrir espaço para produtos importados”, afirma. Neste caso, a indústria nacional vai ter que se virar para competir de igual para igual no mercado brasileiro. Outro setor que sofre diretamente com a queda do dólar é o turismo. Para o bem e para o mal. Enquanto se torna mais barato viajar para o exterior, os destinos nacionais sofrerão uma sensível queda de público. “Com a queda da taxa de câmbio, o brasileiro precisa de menos reais para comprar o dólar para viajar para o exterior. Isso é um grande incentivo para as viagens internacionais. Por outro lado, o turista estrangeiro que vem ao Brasil sofre o processo inverso. Antes, ele convertia um dólar em R$ 2,20. Hoje, ele consegue uma taxa de R$ 1,80. Provavelmente, eles terão um poder menor de consumo”, comenta. Dentro desse panorama, existe a expectativa de que o preço do dólar caia mais. Mas será que existe a possibilidade dos valores se aproximaram da cotação 1 por 1, como aconteceu na época em que o Plano Real foi criado, em 1994? Munhoz entende que não e suas previsões são mais modestas. Para ele, se chegar num patamar semelhante à taxa de câmbio cobrada antes da crise, já seria uma evolução e tanto. “Ano passado tivemos picos de R$ 2,50. A previsão para 2009 era de que se estabilizasse em R$ 2,20. Mas a retomada na economia foi boa e a previsão é de que fique, até o final do ano, em R$ 1,80. É uma estimativa. Mas acho difícil que chegue aos patamares pré-crise, por volta dos R$ 1,50”, afirma.

08/10/09 R$ 1,73

Arte: Marcio Fontes

Por Renato Góes


Carreira & Mercado

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físico do cliente. “Quem procura o personal não é porque veste mal. É porque quer otimizar suas roupas, quer passar uma leitura correta do que realmente é. Porque as vezes as pessoas passam uma imagem de algo que ela não é”, explica Renata. Além de lidar com pessoas, a personal stylist também é contratada para dar consultorias em empresas. “Às vezes o pessoal abusa muito de decote, de rasteirinhas, vão trabalhar como se estivessem de férias. Então vou direcionando de acordo com a necessidade da empresa”, comenta. Mas construir a imagem pessoal de um indivíduo não é uma tarefa simples. Requer do personal o conhecimento de moda, a noção de produção, modelagem, tendências do mercado e ter bom gosto. Além disso, segundo a docente do curso de Design de Moda da UNIBAN, Rita de Cassia Bustamante, o personal tem que ser um pouco psicólogo, porque além de mexer com a imagem das pessoas, mexe também com o ego delas. Para Rita, o personal deve estar antenado aos sete estilos que existem na consultoria de imagem, ou seja, no estilo esportivo, tradicional, elegante, que são os mais clássicos, e os não clássicos que são o moderno, criativo, sexy e romântico. “Se você não define se a pessoa é tradicional e você quer fazer com que ela seja uma mulher sexy, não adianta porque não vai conseguir resultado. Você pode até montá-la sexy, mas ela não vai segurar. Por isso é importante saber quais os itens básicos dentro de cada estilo”, afirma a professora. Atualmente o público que recorre a estes profissionais é das classes B e C.

Divulgação

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“Quem procura o personal não é porque veste mal. É porque quer otimizar suas roupas, quer passar uma leitura correta do que realmente é”, comenta Renata Vieira

São os ricos emergentes, pessoas que mudam de patamar de uma hora para outra e que precisam de assessoria para não errar. E para quem gostou da idéia de ter um consultor de imagem, é bom ter uma noção n i p r de quanto isso pode custar, segundo a professora Rita, a hora de um personal stylist é na média de R$300,00.

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Que atire o primeiro scarpim quem nunca teve dúvidas na hora de escolher o que vestir. Ou que nunca se confundiu quando teve que combinar cores, tecidos, acessórios, bolsas e sapatos. Difícil, não é? Mas também não é pra menos. Em todo momento surgem novas tendências da moda e, com tantas informações, a chance de cometer gafes durante a produção de um look é bem grande. Para não errar feio no momento de escolher o modelito, muitas pessoas têm recorrido à ajuda do Personal Stylist,para dar uma repaginada no visual. A procura por este profissional tem aumentado consideravelmente, em virtude das pessoas estarem frequentemente buscando a imagem perfeita. De acordo com a personal Renata Vieira, todo mundo tem momentos na vida em que quer dar uma virada, ou porque virou mãe, emagreceu, separou, casou, ou foi promovida e precisa ter outra apresentação. “A roupa fala tudo de você. Até a cor que você escolhe tem a ver com seu estado de espírito. Se você está bem, você quer pôr coisas mais alegres. Ou se vai conversar com aquele cliente chato, você já põe uma roupa mais sóbria, tudo reflete”, revela a profissional. A personal stylist defende a tese de que ninguém precisa ser escravo da moda, até porque ela é muito ampla e a pessoa fica sem personalidade e se torna uma vítima da moda. “Defendo a questão que tem que se conhecer, conhecer teu corpo e o estilo de vida que tem”, afirma. O trabalho dela é

justamente esse, o de ajudar as pessoas a encontrarem qual o estilo que mais tem a ver com a sua personalidade. Para tanto ela realiza um estudo sobre o gosto pessoal do nç cliente. Analisa o armário desa ta pessoa e separa três pilhas: a do tchau, do vou pensar, e do vamos manter. Das peças que sobraram são montadas algumas produções e assim é possível ver o que está faltando. Com base no resultado do estudo, ela dá indicações do que fica mais legal, quais as cores e o que fica melhor para o biotipo

Aju da

Por Karen Rodrigues

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Em busca da combinação perfeita

“Quando se ouve que a profissão está crescendo, todo mundo acha que é capaz de exercer a profissão. Mas só permanecem aqueles que se dedicam”, diz Rita de Cassia Bustamante

Dicas importantes Na opinião da personal stylist Renata, o ideal é ter paciência e perseverança. “É uma profissão nova, as pessoas não conhecem muito e tem esse preconceito de: ‘ah, você acha que eu não me visto bem’. Tem que gostar muito de lidar com pessoas. Tem que investir. Se você trabalhar direito com amor e corretamente o retorno vem, às vezes demora um pouquinho, mas ele vem”, disse. Para a professora Rita, a profissão é uma carreira que tem futuro, mas a pessoa tem que criar um diferencial para se destacar no mercado. “Quando se ouve que a profissão está crescendo, todo mundo acha que é capaz de exercer a profissão. Mas só permanecem aqueles que se dedicam”, finaliza.


05 TRAINEE

O CIEE dispõe de 6.130 vagas, que podem ser conferidas no site Cursos Adm. Recursos Humanos Adm. de Empresas Adm. em Comércio Exterior Arquitetura e Urbanismo Ciências da Computação Ciências Contábeis Comercial/Marketing Publiciade e Propaganda Rádio e TV Contabilidade Gastronomia Desenho de Moda Design Gráfico Direito Educação Física Engenharia Civil Engenharia de Materiais Engenharia de Produção Engenharia Mecânica Engenharia Química Eventos/Turismo Física História Marketing Medicina Veterinária Pedagogia Psicologia Sistemas de Informação Tecnologia em Logística Tec Gestão de Seg. e Previdência Web-Design (Seq.)

Vagas 1 34 4 3 2 6 1 9 4 1 2 2 1 17 2 13 1 1 2 1 1 1 1 6 1 2 1 3 2 1 4

Menor Valor R$ 800,00 R$ 500,00 R$ 600,00 R$ 900,00 R$ 500,00 R$ 500,00 R$ 800,00 R$ 550,00 R$ 600,00 R$ 500,00 R$ 500,00 R$ 450,00 R$ 500,00 R$ 570,00 R$ 400,00 R$ 720,00 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 720,00 R$ 720,00 R$ 400,00 R$ 600,00 R$ 375,00 R$ 430,00 R$ 118,00 R$ 200,00 R$ 350,00 R$ 675,00 R$ 500,00 R$ 700,00 R$ 400,00

Maior Valor R$ 900,00 R$ 1.500,00 R$ 1.200,00 R$ 1.200,00 R$ 700,00 R$ 800,00 R$ 1.000,00 R$ 800,00 R$ 900,00 R$ 700,00 R$ 700,00 R$ 1.000,00 R$ 800,00 R$ 900,00 R$ 500,00 R$ 1.100,00 R$ 900,00 R$ 1.152,00 R$ 900,00 R$ 900,00 R$ 700,00 R$ 800,00 R$ 500,00 R$ 900,00 R$ 400,00 R$ 400,00 R$ 430,00 R$ 800,00 R$ 1.100,00 R$ 990,00 R$ 800,00

Site: www.ciee.org.br ou telefone: (11) 3046-8211.

2.848 oportunidades de estágio para jovens talentos Curso Semestre Adm. de Empresas 3º ao 4º sem. Adm. de Empresas 1º ao 7º sem. Adm. Mercadológica 1º ao 6º sem. Análise de Sistemas Concl. do 2º sem. de 2010 Ciências da Comp. Concl. do 2º sem. de 2010 Ciências Contábeis 3º ao 6º sem. Comunicação Mercadológica 2º ao 6º sem. Design Gráfico 2º ao 6º sem. Direito 7º ao 8º sem. Direito 7º ao 8º sem. Engenharia Elétrica Concl. do 1º sem. de 2011 Engenharia Mecânica 3º ao 7º sem. Engenharia Mecânica 5º ao 8º sem. Eng. de Produção Concl. do 1º sem. de 2011 Eventos 1º ao 3º sem. Letras / Tradutor 1º ao 7º sem. Marketing 1º ao 4º sem. Nutrição Concl. do 2º sem. de 2010 Pedagogia Concl. do 1º sem. de 2010 Propaganda e Marketing 5º ao 7º sem. Psicologia 6º ao 7º sem. Publicidade e Propaganda 2º ao 6º sem. Publicidade e Propaganda 1º ao 7º sem. Química Concl. do 1º sem. de 2010 Técnico em Gestão Concl. do 2º sem. de 2009 Técnico em Marketing 1º ao 5º sem. Téc. em Turismo e Hotelaria 1º ao 3º sem. Tec. em Design de Interiores 2º ao 4º sem. Tec. em Informática Concl. do 1º sem. de 2010 Tecnologia em Logística 1º ao 2º sem. Tecnologia em Marketing 1º ao 5º sem.

Bolsa-auxílio R$ 700,00 R$ 600,00 R$ 2.000,00 R$ 825,00 R$ 825,00 R$ 800,00 R$ 1.000,00 R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 700,00 R$ 850,00 R$ 850,00 R$ 8,00 / hora R$ 1.192,00 R$ 700,00 R$ 600,00 R$ 500,00 R$ 1.300,00 R$ 400,00 R$ 1.000,00 R$ 800,00 R$ 600,00 R$ 500,00 R$ 600,00 R$ 400,00 R$ 478,00 R$ 600,00 R$ 500,00 R$ 550,00 R$ 600,00 R$ 478,00

Site: www.nube.com.br ou telefone: (11) 4082-9360.

OE 67351 67354 59222 35002 67316 67352 67294 67346 65462 64355 67345 64079 67350 52315 65683 67343 65394 59647 39436 67348 67347 56918 63732 63974 66779 67301 66552 66353 66386 67355 67312

A Bayer, empresa multinacional com atuação nos setores de saúde e agronegócios está com inscrições para o Programa de Trainee para o ano de 2010. O salário é de R$ 3.924,00 com alguns benefícios como assistência médica e odontológica, seguro de vida, alimentação, participação nos lucros e resultados, previdência privada e subsídio para a compra de medicamentos. O Programa tem como objetivo formar jovens talentos para desafios e futuras posições na empresa, oportunidade de aprendizado teórico e prático direcionados aos valores da Bayer. Podem participar universitários que tenham se formado em 2007 e 2008 ou com previsão de conclusão do curso em 2009. Os candidatos devem ser formados ou estar cursando administração de empresas, administração com ênfase em marketing, ciências da computação, economia, engenharia da computação, engenharia de produção, marketing, publicidade e propaganda ou sistemas de informação. Pré-requisitos: inglês avançado e bons conhecimentos em informática. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.dreves.com.br/bayer, até o dia 15 de outubro.

ESTÁGIO Na segunda-feira (5) foram abertas as inscrições para 241 vagas de estágio para nível superior e técnico profissionalizante na Prefeitura de Santo André (SP). As vagas são para a administração direta e indireta (autarquias), nas as áreas de administração de empresas ou pública, administração hospitalar, arquitetura e urbanismo, biblioteconomia, ciências biológicas e biologia, ciências da computação, sistemas de informação, ciências sociais, sociologia, comunicação social (jornalismo), ciências contábeis, direito, economia, educação artística, educação física, enfermagem, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia florestal, engenharia mecânica, engenharia mecatrônica, engenharia química, engenharia sanitária, geografia, geologia, história, letras, nutrição, pedagogia, psicologia, química, serviço social, tecnologia em construção de obras hidráulicas e turismo. O salário é de R$ 5 por hora trabalhada para os estagiários de nível superior, com limite máximo de 120 horas mensais, totalizando R$ 600 por mês. As inscrições devem ser feitas no site: www.zambini.org.br, até o dia 16 de outubro.

TRAINEE

A empresa de materiais esportivos, Penalty, abre inscrições para o Programa Trainees 2009. Os interessados devem ser formandos ou recém-formados no período de julho de 2008 a dezembro de 2009 com formação superior, preferencialmente, nos cursos de administração, ciências contábeis, ciências da computação, economia, engenharia e marketing. Dez vagas serão oferecidas podendo aumentar. Pré-requisitos: fluência nos idiomas inglês e/ou espanhol (leitura, escrita e conversação); afinidade com sistemas automatizados (TI); e disponibilidade para atuação em todas as regiões do Brasil, Argentina, Chile e Paraguai. O processo seletivo conta com teste de interpretação de texto em outro idioma (inglês ou espanhol, e português para os estrangeiros); avaliação básica de TI; entrevista em outro idioma (inglês ou espanhol, e português para os estrangeiros); entrevista com o RH; dinâmica de grupo; teste de TI presencial e avaliação comportamental. As inscrições podem ser feitas através do site: www.penalty.com, até 20 de outubro.


06

Pós-Graduação

Pesquisadores da instituição cruzam continentes Professores da UNIBAN participam de eventos internacionais na Europa com representantes mundiais sobre pesquisas avançadas

“O encontro abriu a possibilidade de futuras colaborações científicas entre a UNIBAN e as diversas universidades, e atualizou os mais recentes conhecimentos relacionados aos aspectos de inflamação e patogenicidade da Helicobacter”, comenta o prof. Sergio de Mendonça

Inovar o conhecimento por meio do trabalho realizado por pesquisadores de todo o mundo e ainda ter a chance de partilhar os estudos desenvolvidos na UNIBAN é o que leva os docentes da universidade a cruzarem o oceano para participarem de congressos internacionais. No mês anterior, dois docentes tiveram a oportunidade de ir a Europa, mas precisamente em Portugal, para apresentarem seus trabalhos a renomados profissionais. Um dos poucos representantes brasileiros no “XXIInd Internacional Workshop on Helicobacter and related bacteria in chronic digestive inflammation and Gastric cancer” foi o prof. dr. Sergio de Mendonça, do Programa de Mestrado Profissional em Farmácia da UNIBAN. O evento, patrocinado pelo European Helicobacter Study Group (EHSG), aconteceu de 17 a 19 de setembro, na cidade do Porto, em Portugal. De acordo com o docente, este tradicional encontro anual ocorre desde o descobrimento desta bactéria, sendo a maior união de pesquisadores do mundo, relacionado com os estudos de inflamação, tratamento e câncer associados com Helicobacter pylori. Neste ano, o workshop reuniu aproximadamente 700 pesquisadores das principais universidades européias, norte-americanas e japonesas, entre outras. Além deles, o evento também contou com a presença do ganhador do Prêmio Nobel em 2005, Barry Marshal. Pela primeira vez, a UNIBAN apresentou um trabalho ao grupo de experts internacionais. Tratase de um estudo envolvendo nova molécula com atividade antiinflamatória e antibacteriana para Helicobacter. Na opinião do prof. Sergio, o encontro abriu a possibilidade de futuras colaborações científicas entre a UNIBAN e as diversas universidades, e atualizou os mais recentes conhecimentos relacionados aos aspectos de inflamação e patogenicidade da Helicobacter, com ênfase especial à associação de tumores gástricos.

Fotos: Arquivo pessoal

Por Karen Rodrigues

O prof. Paulo Artur Malvasi apresentou o trabalho intitulado, “Suspeitos e fugitivos: linguagem, gesto e movimento entre adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto”

Representando o Programa de Mestrado Profissional Adolescente em Conflito com a Lei, o prof. Paulo Artur Malvasi esteve no “IV Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia: Classificar o mundo”, ocorrido em Lisboa, de 8 a 11 de setembro. O evento que teve também o intuito de celebrar os 20 anos da Associação, contou com a participação de renomados antropólogos de vários países. Os trabalhos dos diversos pesquisadores foram divididos em grupos e apresentados em painéis temáticos. Dentro do painel “Vivenciar o sofrimento social: suas ambiguidades e Articulações”, coordenado pela Investigadora Contracto Ciência CRIA/ ISCTE, Chiara Pussetti, e pela investigadora pósdoutoramento CRIA/ISCTE, Micol Brazzabeni, o prof. Malvasi apresentou o trabalho intitulado, “Suspeitos e fugitivos: linguagem, gesto e movimento entre adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto”. De acordo com ele, o conceito de sofrimento social se caracteriza pela compreensão das situações de aflição e dor como experiências sociais, e não como problemas individuais. “O estudo do sofrimento social permite a investigação das experiências individuais de sofrimento em diferentes contextos, observando as ambiguidades das práticas institucionais voltadas para abrandar a agonia dos sujeitos tidos como ‘excluídos’ e ‘vulneráveis’”, explica o professor. A pesquisa que embasa seu trabalho foi realizada junto a adolescentes que estão em cumprimento de medidas em meio aberto (liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade) em dois locais do Estado de São Paulo. Para o docente, participar de um evento como este é muito importante para UNIBAN, pois a Instituição começa a ser reconhecida internacionalmente como o único programa do Brasil e do mundo voltado para adolescentes, além das oportunidades que surgem para novas parcerias.


07 “Milton Santos em sua obra intitulada, Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal,

As Cidades, as Culturas e seus Desafios – O CCFC na Amazônia Autor: Fabrizio Meroni

O Centro de Cultura e Formação Cristã (CCFC) foi inaugurado no dia 6 de maio de 2000, em Ananindeua, região metropolitana de Belém do Pará, como presença viva e atuante da Arquidiocese de Belém no mundo da cultura e da transformação cristã. Nesta obra são demonstradas as inúmeras atividades culturais, religiosas e sociais desta instituição. O livro está disponível para apreciação na unidade MC da UNIBAN.

O mestre indica...

Foto: Amana Salles

Biblioteca

brilhantemente analisa o processo global centrando suas atenções (entre outros assuntos) nos espaços horizontais e verticais, ou seja, na realidade dos oprimidos. O autor enxerga as transformações que o processo global causa nas pessoas menos favorecidas e como os manipuladores da informação e do dinheiro transformam o espaço mundial, incluindo os dirigentes dos diversos países em meros fantoches do sistema. A obra chama atenção de maneira especial por sua visão crítica frente a globalização, onde prevalece uma análise ampla da realidade mundial”.

Foto: Cleber Eufrasio

Eliston A. Mendes. Especialista no Ensino de Geografia (PUCSP). Mestrando em Geografia (PUC-SP) e professor de Geografia Geral e Geologia na UNIBAN


08

Entrevista

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a t s i l a jorn das

pautas

sociais Por Renato Góes

Gilberto Dimenstein fala sobre jornalismo, educação, sociedade e acesso à cultura

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jornalista Gilberto Dimenstein sempre teve sua carreira intimamente ligada a temas sociais e à educação no Brasil. Não é de hoje que esses dois assuntos fazem parte de sua pauta, retransmitida ao público por meio de suas colunas na Folha de S. Paulo e na Rádio CBN. Mas a participação dele não se resume a retratar problemas que acontecem nas comunidades carentes e no ensino público e privado de todo País, seja no formato de reportagens ou em livros. Ele também toma a frente em dois projetos interessantes. O primeiro deles, que é referência aqui e lá fora, se chama Cidade Escola Aprendiz, que pretende transformar bairros carentes num espaço unificado com as escolas, centros culturais e parques da região. O segundo projeto tem um enfoque cultural e atende pelo nome de Catraca Livre, uma agenda cultural virtual que prioriza eventos de qualidade com preços populares ou mesmo de graça. “O que nós estamos mostrando é que o acesso à cultura aqui em São Paulo tem mais a ver com informação do que com dinheiro”, afirma Dimenstein. Essa e outras afirmações você confere na entrevista a seguir.

Fotos: Aman a

Salles

Folha Universitária – O termo “jornalismo comunitário” é sempre muito presente na sua carreira. Qual a importância dele na formação de uma sociedade mais igualitária? Gilberto Dimenstein – Na verdade, as pessoas vivem nas suas comunidades. Não vivem num país, não vivem num estado, não vivem dentro de uma cidade. Elas vivem na sua comunidade, que são seus grupos de afinidades e ao mesmo tempo o seu bairro. Quando se fala de jornalismo comunitário é preparar as pesso-

as a saberem acompanhar o que acontece em seu entorno. Na sua vizinhança, no seu bairro, na sua rua. A democracia começa justamente no seu entorno. Na escola ou creche do bairro, na sua rua, na praça, no parque. É importante que as pessoas tenham uma visão micro também. É grande a importância de ter uma visão micro.

F.U. – Você tem uma fala interessante de que “o jornalismo é uma forma de educar pela comunicação”... G.D. – No meu caso em específico, eu tanto trabalhei cobrindo temas sociais nos meios que trabalho como televisão, rádio, internet, jornal e produção de livros, como desenvolvo programas que usam a comunicação para o aprendizado. Um exemplo são livros para trabalhar a questão da cidadania e direitos humanos e experiências como o Catraca Livre, que ensina os jovens a usar melhor os aparelhos culturais de São Paulo.

F.U. – Existem, além desses exemplos que você citou, propostas que incentivem a comunicação como forma de educação? G.D. – Tem a TV Cultura, que trabalha muito essa questão. Tem o canal Futura, muitos novos museus tem trabalhado a comunicação como forma de educar o jovem. Existem jornais universitários, revistas voltadas para educação. No meu caso, eu trabalho a partir de duas linguagens. Uma é cobrindo assuntos ligados à educação e questão social. A outra é usar elementos da comunicação para ensinar, educar. Um caso típico é o Cidade Escola Aprendiz. Tem também os livros, ou seja, eu trabalho com esses dois ambientes.


09 F.U. – Me fala então sobre o Cidade Escola Aprendiz. G.D. – É uma experiência que foi disseminada em várias partes do Brasil de bairros educativos. Ou seja, transformar os bairros em espaços integrados às escolas. Temos juntado centros profissionalizantes e culturais, teatros, praças, clubes de forma que os cidadãos possam transitar em todos esses espaços e ao mesmo tempo mostrar que todas essas possibilidades podem ser integradas. F.U. – O terceiro setor continua sendo o diferencial nas questões sociais aqui no Brasil?

“Quando se fala de jornalismo comunitário é preparar as pessoas a saberem acompanhar o que acontece em seu entorno. Na sua vizinhança, no seu bairro, na sua rua. A democracia começa justamente no seu entorno”.

G.D. – Com certeza. Tem muita gente com experimentação, que consegue muita coisa com pouco dinheiro, o que é um bom exemplo.

F.U. – Voltando a falar de jornalismo comunitário, quem participa junto com você? O que é uma pauta de jornalismo comunitário? G.D. – A pauta é, por exemplo, o que aconteceu numa quarta-feira. Um jovem imigrante que veio pra cá, se tornou fotógrafo profissional e começou a fotografar bicicleta. Ele começou a encher a Av. Paulista de fotos de bicicleta. Essa foi uma pauta. Outra pauta são escolas que se renovam com a participação dos pais. A cobertura de toda Virada Esportiva é pauta. O movimento gerado pela SOS Mata Atlântica, que no final de semana ocupou o rio Tietê como se fosse uma praia, é outra pauta. Na verdade é cobrir algo próximo, que acontece na sua comunidade, é cobrir as pessoas reais, ficar de olho naquilo que faz parte do micro da sociedade, tendo uma visão macro, é claro.

F.U. – Me fala do Catraca Livre? G.D. – O Catraca Livre é jornalismo comunitário. A gente informa as pessoas para o que acontece na sua comunidade, se é de graça ou se tem ingresso popular. A UNIBAN, inclusive, participa disso. O que nós estamos mostrando através do Catraca Livre é que o acesso a cultura aqui em São Paulo tem mais a ver com informação do que com dinheiro. Basta entrar no site e ver o número de ofertas que têm. Música, dança, teatro, oficinas culturais. É realmente gigantesco o número de eventos. O que nós estamos querendo fazer é mostrar para as pessoas que elas não estão usando todas essas possibilidades. Se a pessoa quiser fazer um teste, é só entrar ali. Que espetáculo que a pessoa pode ver de música erudita? E música brasileira? E teatro? Pode fazer os três gastando nada, ou quase nada. O que é mais interessante não é só fato de não pagar nada, mas de conferir ofertas de grandíssima qualidade.

F.U. – E a cultura na periferia. Existe mesmo essa centralização da cultura em São Paulo, mas o panorama tem mudado? É importante que ocorra uma descentralização? G.D. – É claro. É super importante a cultura na periferia. É uma má percepção de que a cultura tem que ser centralizada. Como bons exemplos nós temos a rede de CEUs, novas escolas e centros culturais que vêm surgindo. Uma das enormes deficiências que nós temos é a questão da cultura periférica, que não damos o valor necessário.

“Preferiria que existisse um grande programa de estímulo na educação cultural nas escolas para que as pessoas pudessem sair da escola e frequentar teatro e cinema. De dentro da escola viria essa orientação”.

“O que nós estamos mostrando através do Catraca Livre é que o acesso a cultura aqui em São Paulo tem mais a ver com informação do que com dinheiro. Basta entrar no site e ver o número de ofertas que têm”.

F.U. – O que você tem a comentar então sobre o Vale-Cultura, que as empresas terão que oferecer para seus funcionários com saldo de R$ 50 por mês para serem gastos em eventos culturais como cinema, teatro, shows e exposições? G.D. – Eu, particularmente, não gosto. Preferiria que existisse um grande programa de estímulo na educação cultural nas escolas para que as pessoas pudessem sair da escola e frequentar teatro e cinema. De dentro da escola viria essa orientação. Do jeito que está vai ser um dinheiro que não dá para saber como vai ser usado, ninguém vai ficar controlando, mas eu prefiro que esse dinheiro fosse gasto para a formação de platéias, desde a época em que a criança está na escola. Seria melhor usado dessa forma.

F.U. – Qual a sua opinião sobre a não obrigatoriedade do diploma de jornalista? G.D. – Eu sou a favor da faculdade, mas não sou a favor da obrigatoriedade do diploma. Eu acho que o diploma limita a entrada de pessoas para trabalhar nos meios de comunicação. Se um médico quer se tornar jornalista, ele tem que fazer uma nova faculdade, que não precisa ser de quatro anos, em que ele aprende a técnica de comunicação. Não acho que seja uma profissão que demande diploma, mas também não é na faculdade que se ensina ética. Você aprende isso com a vida. A faculdade é muito importante para você aprimorar as técnicas. Daí até precisar de diploma, eu acho que não é tão necessário. Embora que tenha muito jornalista que não tem só diploma, seja ele qual for. E acho também muito difícil você ser um bom jornalista sem nenhum tipo de formação e ajuda antes de entrar na escola.

F.U. – Educação no Brasil é sempre um tema espinhoso. Sabemos que existem problemas que vão do ensino fundamental até o superior. Mas se fosse para você apontar os principais, quais seriam? G.D. – O mais importante, que eu acho, é que as pessoas não aprendem a ler e nem a escrever.

F.U. – Você fala do analfabetismo funcional? G.D. – Sim, daí vai para todo o resto. A segunda coisa mais importante, que é na fase do zero aos três anos, que é muito importante, é quando as crianças pobres não têm apoio. Esse é outro problema. Outra coisa que vejo é a ausência do professor. Tem aquele que sempre se atrasa, ou que não prepara aula. Esses são os problemas da educação, a meu ver. Primeiro, a pessoa não sabe ler e nem escrever. Outra coisa é trabalhar a educação desde cedo com a criança. A jornada escolar é muito curta. As bibliotecas não são muito usadas. Muitos laboratórios de informática das redes públicas estão fechados. Não dá para apontar uma coisa só. Mas eu diria que esses pontos são os que mais me incomodam.

F.U. – Você é escritor, trabalha com o terceiro setor, é jornalista em impresso, rádio, internet... Como você arruma tempo para tantos projetos? G.D. – É um prazer. Meu processo de investigação acaba sendo traduzido em várias linguagens. Eu trabalho em rádio, trabalho em projetos de televisão, vídeo... Mas muita gente trabalha comigo.


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Reportagem da Semana

O Parque do Medo A região do Parque Dom Pedro II, no centro da cidade, guarda riqueza arquitetônica, restauração, desigualdade, lixo e a forte presença opressiva da Guarda Civil Metropolitana Por Manuel Marques Alguns edifícios históricos do Centro estão passando por restauração. Quem é frequentador especificamente do Parque Dom Pedro II notará que muita coisa foi feita na região. Uma parte do local foi mesmo recuperada. Entre as benfeitorias pode-se destacar facilmente a recuperação de alguns prédios importantes, além da construção da rampa de acesso ligando o Terminal de Ônibus, o Expresso Tiradentes, o camelódromo e finalmente a Rua 15 de Novembro e Praça da Sé. De fato há muita coisa bonita. Nossa reportagem percorreu a região por dois dias para fazer uma radiografia urbana e humana deste que é um dos pontos mais frequentados da cidade de São Paulo. E um dos pontos que mais chama a atenção é o prédio da antiga prefeitura, que foi totalmente restaurado. Nós o visitamos e se o leitor fizer o mesmo, por certo vai se encantar. Cada detalhe arquitetônico do belo edifício é inspirador, cada tijolo, torre por torre, foi totalmente restaurado. Do lado externo, quando o olhamos, temos a impressão que estamos diante de um luxuoso castelo medieval. Esse prédio, leitor, tem uma estrutura metálica importada no seu prédio principal, que é bem visível no sótão. Utiliza tijolos aparentes como principal acabamento e inúmeros elementos decorativos, uns ligados à produção paulista no início do século passado, como touros, cachorros e muitos outros. Tem um excepcional porão, que encanta os que o visitam pela delicadeza do acabamento e os detalhes em mármore. A área

um determinado preço chega a custar quatro vezes mais nas dependências do Mercado Municipal. É claro que o paulistano menos abastado vai atravessar o farol, ir até a serialista e adquirir a mercadoria que o seu dinheiro pode pagar. Entre o Catavento e o Mercadão, à direita do Rio Tamanduateí, está o edifício São Vito, famoso pelo apelido de balança, mas não cai. Ele já não abriga mais moradores, e é um retrato fiel da decadência de parte da região central da cidade. Quase todas as janelas do edifício estão destruídas e alguns dos antigos apartamentos, queimados. Como se não bastasse, quem se aproximar vai ver uma imensa quantidade de carvão, pichação, fezes e muita sujeira ao redor do velho prédio. total, incluindo varandas cobertas, é de cerca de 8 mil metros quadrados. Nos arredores do prédio, cercado por uma grade pintada de verde, podese ver gramas muito bem aparadas, árvores centenárias com densas folhagens, e nem um único papel de bala jogado no chão. Para além dos portões, há uma pequena mata que cerca a região do Parque Dom Pedro II. A própria história de São Paulo pode ser lida em diversas plaquetas e conferida através de cada detalhe talhado na pedra ou nas inúmeras inscrições do antigo Palácio das Indústrias. Próximo dali há um outro edifício restaurado: O Mercado Municipal. Esse prédio sofreu duas restaurações nos últimos doze anos. Na última delas, quando não tinha praticamente nada para ser restaurado, foram gastos R$ 20 milhões. O Mercadão não foi tão bem restaurado quanto a antiga sede da Prefeitura, mas pelo menos do lado externo continua muito digno de ser visto. No entanto, para que o leitor tenha uma idéia da precariedade dessa restauração, o esgoto produzido por ele é lançado diretamente no Rio Tamanduateí, que fica ao lado do Mercadão.

Na última restauração a prefeitura previa a construção de uma passarela de 160 metros ligando o pátio do Palácio das Indústrias (atual Catavento – museu de Ciências) ao Mercadão, para um melhor acesso, e a consequente valorização da região do Parque Dom Pedro II. Mesmo com tantos recursos gastos, essa tal passarela nunca saiu do papel. Quem estiver no Catavento e quiser chegar ali, vai ter que atravessar a movimentada Avenida do Estado e ainda por cima desfrutar do fétido odor emitido pelo Tamanduateí até o Mercadão. Mas um dado mais triste é que hoje o Mercadão parece ter se tornado um lugar excludente. Ali encontra-se praticamente de tudo, desde frutas exóticas a Lasanhas de Bacalhau. Mas a exclusão está nos preços. Um produto comercializado na região serialista (que fica na outra margem do Rio Tamanduateí) por

Guardas civis invadem a calçada com seus veículos: Intimidação de pedestres e caça aos camelôs

Quando houve a desapropriação do São Vito, a promessa dos órgãos responsáveis era a de que ele seria demolido e a região onde o abriga seria transformada num imenso parque, com áreas pra estacionamento, rampa de acesso ao Mercado Municipal e outras benfeitorias. No entanto, se o leitor visitar o local verá que isso foi apenas teoria, pois está abandonado e sem qualquer previsão para novos trabalhos. Quanto à Prefeitura de São Paulo, não se manifesta sobre o tema.


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As autoridades municipais encaram o tema como uma espécie de tabu. Motivo? Para muitos paulistanos que trabalham na revitalização do Centro, as autoridades municipais apenas fogem de um tema que se tornou polêmico nos últimos anos, como o impacto da implosão de um prédio como o São Vito, a viabilização de mais uma praça, gastos exagerados e mais uma infinidade de questionamentos. “Infelizmente não existe um desenho urbanístico desta região. Todo ano de eleição a gente faz uma carta aos candidatos apresentando propostas sobre o centro. E neste ano incluímos uma proposta para que o parque seja totalmente recuperado do ponto de vista urbanístico”, explica a arquiteta Tatiane Schilaro, do Departamento Técnico da Associação Viva o Centro. E a região tem mesmo que ser recuperada. Enquanto caminhávamos nos arredores do Parque Dom Pedro II nos deparamos com uma imensa quantidade lixo, coco espalhado pelas ruas e calçadas e até garrafas plásticas cobrindo as chamadas bocas de lobo. Para chegar às obras restauradas, o cidadão sofre e ainda precisa pisar em muito lixo. Mas quando se fala em restauração estão inclusas pessoas? “Se não levar em conta o aspecto social ela não é completa. Você não pode pensar num projeto estratosférico sem levar em conta o que está em volta”, responde a Schilaro. Se for assim, pode-se dizer que o Parque Dom Pedro II e região foram porcamente restaurados. Quando nossa reportagem visitou o local tínhamos como objetivo central verificar como a região foi recuperada, como estava o serviço de limpeza e como ocorreu a restauração dos prédios tão importantes para a arquitetura da cidade. Mas nos deparamos com situações que arrepiam. Verificamos que falar de restauração de construções históricas é importante, mas as autoridades parecem ter se esquecido da restauração humana. Nos arredores do Parque Dom Pedro II ainda há inúmeras pessoas que se encontram abandonadas à própria sorte. Moradores de rua, camelôs e até comerciantes locais estão muito assus-

Visão panorâmica do camelódromo do Parque Dom Pedro II, ao lado pedra de tropeço no mesmo camelódromo e abaixo esgoto do Mercadão jogado no Tamanduateí

tados. Ali na região, onde ficam inúmeros camelôs legalizados, que atuam em pequenas construções realizadas pelo próprio poder público municipal, tivemos dificuldades pra colher entrevistas. Quase todos se recusavam a dar algum depoimento. A razão? Medo da ação dos guardas civis metropolitanos e até dos fiscais da prefeitura. “Meu filho, nenhum de nós aqui pode falar com você, pois somos perseguidos. Se um de nós aparecer no seu jornal, no dia seguinte a Prefeitura manda alguém aqui, desce o cacete em todo mundo e acaba com quem disse alguma coisa de ruim. Trabalho aqui próximo ao Parque Dom Pedro há mais de 20 anos e nunca vi uma situação dessas. A Guarda vem aqui e encontra qualquer motivo pra apreender nossa mercadoria. E se a gente recorre, ainda tem que responder processo e é mais perseguido”, desabafa uma comerciante que pede pra não ser identificada. Ela acrescenta: “Aqui tem dezenas de comerciantes, mas nenhum vai falar com você por medo. Já levaram minha mercadoria, mas consegui recuperar, mas a maioria dos colegas já perderam tudo e quando foram buscar não acharam nada. E se reclamam ainda são marcados”,

finaliza. Enquanto relatava esses eventos, a comerciante nos mostrou inúmeros lugares onde existiam barracas como a sua e que foram desativadas. O agravante é que esses pisos não foram retirados e ela comentou que inúmeras pessoas, incluindo idosos e grávidas, tropeçam e se machucam ali diariamente. Curiosamente uma pessoa tomou um grande tropeção enquanto conversávamos. Mas o pior estava vir. Nossa reportagem flagrou momentos que justificam o medo dessas pessoas. Da rampa de acesso para o terminal flagramos carros da Guarda Civil Metropolitana invadindo calçadas e intimidando quem passava pelo local. Além dos camelôs que fugiam à presença das autoridades que são pagas para zelarem pelo patrimônio da cidade, quem parecia mesmo assustados eram os transeuntes. Os carros eram acelerados e todos eram obrigados a correr para os lados, com o sério risco de serem atropelados. Um cinegrafista amador tentou registrar a ação dos tais guardas e foi intimidado pelo fardado, que colocou o dedo no rosto do rapaz, ameaçando quebrar-lhe o nariz e a câmera. Enquanto eu flagrava esta trist e

cena, a fotógrafa da Folha Universitária viu outra ainda mais deprimente. Uma guarda se aproximou de uma mulher de meia idade e lhe atirou espraie (provavelmente de pimenta) no rosto. Aos prantos a mulher gritava de dor. Leitor, esta narrativa não parece retirada de um filme de ação, de quinta categoria? Mas é real e flagramos isso quando colhíamos informação para a reportagem sobre o reavivamento do centro. Mas o pior momento foi quando nos encontrávamos em outra parte da cidade, às 15:07 da última quarta-feira, e avistamos um bando de guardas civis. Esse grupo ameaçava um rapaz que não dizia nada, apenas ouvia as agressões e as palavras de baixo nível que lhe eram dirigidas. De repente se aproximou um outro guarda, um pouco gordo e forte. Esse sujeito pôs um objeto na mão direita e desferiu um golpe no rosto do moço. Foi um tapa descomunal. O rapaz não esboçou reação, a voz não sai. Apenas chorou enquanto o sangue lhe jorrava pelo rosto. Nesse momento um outro moço na calçada se aproximou dos guardas e perguntou porque tanta agressão, já que o rapaz não havia feito nada. A resposta veio com um tapa no rosto, só que desta vez o golpe foi desferido por outro guarda menos encorpado. Quando a fotógrafa da Folha Universitária tentou registrar a cena de abuso, os tais guardas foram para os seus carros e deixaram o local. O rapaz foi socorrido pelos funcionários de um hotel que presenciaram tudo e aconselhado a não fazer nada, pois “duas pessoas foram assassinadas pela guarda civil nos últimos dois meses e não aconteceu nada”, lembrou a mulher que o socorria e o levava para lavar o rosto. Bem, caro leitor, tire suas conclusões. Esta é a radiografia geográfica e humana do centro da capital paulista.


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UNIBAN Brasil

UNIBAN e OAB promovem ciclo de palestras Presença de especialistas confirmada. Agora é só aguardar para participar dos debates sobre o Código de Defesa do Consumidor

“Esse será um momento em que os alunos conhecerão profissionais que, além de serem membros da Ordem, falam em nome da OAB”, diz Laurady.

Por Isabelle de Siqueira

“É claro que isso não seria possível sem a colaboração e a disposição direta da UNIBAN, que demonstra estar cada dia mais no caminho certo, no caminho do crescimento, no caminho do sucesso”, comenta Tavolieri.

Saiba mais: Fotos: Amana Salles

A UNIBAN, sempre focada no aprimoramento intelectual do seu corpo discente, desenvolveu em parceria com a Comissão de Defesa do Consumidor da Seccional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, um ciclo de palestras voltado ao estudo da Lei 8.078/90, conhecida como Código de Defesa do Consumidor. Destinado, especialmente aos alunos do quinto ano de Direito, o ciclo contará com onze encontros, marcados para serem realizados entre os próximos dias 15 e 28, nas salas de aula. A previsão é que a partir de 2010 as palestras também sejam oferecidas aos alunos do primeiro ao quarto ano. Entre os palestrantes convidados estão Fábio Lopes Soares, Jaciel da Silva Melo, Anis Kfouri e Vitor Moraes – todos especialistas em Defesa do Consumidor, Relações de Consumo, bem como membros da OAB/SP. Eles abordarão os Conceitos de Consumidor e Fornecedor, Natureza Jurídica das Normas do Código de Defesa do Consumidor, Direitos Básicos do Consumidor, Responsabilidades nos Serviços Públicos, Objeto das Relações de Consumo, entre outros assuntos. Para a Coordenadora do Instituto de Ciências Jurídicas e Sociais da UNIBAN, Laurady Figueiredo, o Código de Defesa do Consumidor é uma das legislações mais modernas e avançadas do mundo, motivo pelo qual os alunos merecem a oportunidade de receber informações abalizadas e atualizadas. “Conhecimento nunca é demais, principalmente numa sociedade como a nossa. Certamente os alunos estarão mais preparados para enfrentar futuras etapas profissionais, a exemplo do exame para o ingresso nos quadros da OAB. Estaremos preparando-os para a inserção no mercado de trabalho, proporcionando, certamente, um futuro promissor”, afirma. Ela ainda ressalta a importância da universidade promover o contato e o conhecimento entre alunos

e especialistas da OAB. “A UNIBAN está se posicionando de maneira inovadora e vanguardista. Esse será um momento em que os alunos conhecerão profissionais que, além de serem membros da Ordem, falam em nome da OAB. É o conhecimento técnico aliado à experiência prática dos melhores advogados”, destaca. De acordo com o Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP e presença confirmada nas palestras, José Eduardo Tavolieri de Oliveira, a idéia é levar aos alunos um tema de interesse social em âmbito nacional, como é o caso específico da lei consumerista brasileira. “Analisaremos casos concretos com base na legislação vigente, como também na jurisprudência nacional dominante, permitindo uma compreensão melhor sobre esse não tão novo ramo do Direito”, conta. A parceria entre a OAB/SP e UNIBAN, segundo ele, significa muito, pois um dos objetivos da Ordem é se aproximar cada vez mais dos estudantes de Direito, fazendo com que conheçam os trabalhos realizados, permitindo a colaboração na realização de eventos, inserindo-os nas comissões específicas de trabalho e preparando-os para o futuro da Advocacia. “Estou convencido que esta parceria proporcionará aos acadêmicos uma oportunidade única de aprendizagem, uma vez que contaremos com a participação dos melhores profissionais que integram a Comissão Permanente de Defesa do Consumidor da OAB/SP, todos especializados em suas respectivas áreas de atuação. É claro que isso não seria possível sem a colaboração e a disposição direta da UNIBAN, que demonstra estar cada dia mais no caminho certo, no caminho do crescimento, no caminho do sucesso”, conclui.

Confira a programação completa do ciclo de palestras sobre o Código de Defesa do Consumidor no Diário Oficial desta edição ou no site: www. uniban.br/folha/calendario_eventos.asp


Foto: Arquivo Pessoal

Educação interatividade Peregrino das 7 Missões

Por Luciana Almeida

Na correria do dia a dia, muitos alunos sentem dificuldades em prestar atenção nas aulas e copiar ao mesmo tempo, o conteúdo dado pelo professor. Observando isso, João Fernando Brikmann, docente de Fisiologia e do curso de Educação Física da UNIBAN criou um site onde posta o material educativo que irá trabalhar em sala de aula e, depois, alimenta o conteúdo com explicações detalhadas do que ensinou aos alunos. Com essa novidade os alunos podem fazer o download do material, imprimir em casa, no trabalho ou mesmo dar uma olhada pela internet na própria faculdade. Essa idéia, segundo o professor fez ganhar em qualidade, pois os alunos passaram a prestar mais atenção e com isso menos tempo perdido durante a aula. “Antes de ter o site, eles vinham com pen drive, só que era difícil porque eu não tinha como colocar em todos os pen drives, e até um passar para o outro demorava, tinha aluno que não conseguia”, comenta o professor. O site é direcionado aos alunos do curso de Educação Física de João Brikmann, mas alunos de outros professores, que ministram as mesmas disciplinas que ele, também utilizam o conteúdo disponível

Professor da UNIBAN cria site para facilitar aos alunos o acesso dos conteúdos discutidos em sala de aula

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para download, dicas de cursos, simulados, exercícios, entre outros. O material encontrado no site também é usado para as Atividades Complementares, exigidas pela Universidade. Com interatividade o site dispõe de um mural para contato, tanto com o professor, como outros colegas ou mesmo um formulário que é enviado diretamente ao docente. “É bom porque existe aluno que tem vergonha de falar em sala, e em casa pelo computador fica mais descontraído, ou então, ele lembra a dúvida que tinha e se comunica comigo às vezes por e-mail ou pelo próprio site”, acrescenta João. A idéia tem sido bem aceita entre os alunos, para Leandro Benigno, aluno do 3º ano de Educação Física do campus Rudge, “o site me ajudou muito no efeito visual. Tem ilustrações bem microscópicas da mitocôndria, por exemplo. No livro você tem uma noção vaga e no site o efeito é real de como acontece o evento dentro de uma célula. Clareava mais na hora de fazer as provas”, comenta o aluno. Para o próximo ano, Brikmann está organizando um livro: Biodinâmica da Atividade Física, com os 15 dos principais professores de Educação Física do Brasil. Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do professor, acesse o site: www. brinkmann.com.br


Classificados

mail: rodrigoreolon2004@yahoo.com.br Vende-se Titan, vermelha, 2005. Valor: R$ 3.800,00 + R$ 600,00 doc. Anderson. Tel.: 7330-7051. E-mail: val.garcia7@terra. com.br

Vende-se Fusca 1300, 1977, documentos ok. Valor: R$4.200,00. Amaro. Tel.: 96076451. E-mail: amaro_santos@hotmail. com Vende-se academia em São Bernardo do Campo. Valor: R$ 60mil. Marcio. Tel.: 8514-0243/3423-2243. E-mail: fk1953hot@hotmail.com Vende-se Peugeot, 1995, 205 XSI, com rodas, TE, VE, LT, des. tras., preto, docs ok. Valor: R$ 8 mil. Wagner. Tels.: 45183501/6375-9989. E-mail: wbataghini@ ig.com.br Vende-se Renault 19RT Sedan, ano 98/98, doc. em dia. Valor: R$ 6.500,00. Daniel. Tel.: 3685-4850. E-mail: dans_eloy@hotmail.com Vende-se Parati 1.6 GIII, ano 00, cinza, 4 p, gasolina, D.H, alarme, trava elétrica, rodas de liga leve e insulfilm. Valor: R$ 17 mil. Camila. Tels.: 8612-027/3024-9517. E-mail: camila@guiaqual.com.br Vende-se Corsa Wind 1997, cinza, 2p, Insulfilm, alarme, rodas 13”. Valor: R$ 10.500,00. Felipe. Tel.: 7371-2503. E-mail: felipe.g.procopio@hotmail.com Vende-se Escort 1997, 4 portas, vinho, gasolina e gás natural, ar condicionado. Valor: R$ 7 mil + 2.500,00 (dívida). Francisco ou Zelândia. Tel.: 3461-8015. Email: zelandia.cerqueira@hotmail.com

Vende-se Escort 99 GL 1.8 GAS/GNV 4P, verde, original, ótimo estado, c/ manual, R$ 12 mil. José. Tel.: 9546-5287. E-mail: jota.pires33@ig.com.br Vende-se Pick-Up Corsa, 96/96, branca, 1.6, alarme, trava elétrica, documentos ok. Valor: R$ 12 mil. Priscila. Tel.: 9717-2963. E-mail: pripeixoto@globo.com Vende-se Uno, 1995, trava e vidro elétrico, desembaçador traseiro, com cd. Valor: R$ 8.500,00. Rodrigo. Tels.: 8815-2957/41216469. E-mail: rodrigoreolon2004@yahoo. com.br Vende-se Celta 2005, 04 portas, prata, gasolina, com ar condicionado, vidro elétrico, travas, alarme, 43 x 570,10 ou preço a vista R$ 19.000,00. Patrícia. Tels.: 7690-9903/6642-3088. E-mail: patriciamarques50@gmail.com Vende-se corsa wind 94, com rodas, trava mult-lock, cd player e insul-film. Valor R$10.000,00. Luis Fernando. Tel: 80509562. E-mail:luisvianaf@hotmail.com

Vende-se Fusca 74, vermelho, 3 auto falantes. Valor: R$ 4mil. Danilo. Tel.: 75205323. E-mail: danilow.sax@gmail.com

Vende-se Chevette 89 SL, Gasolina, trava mult-lock, alarme, documentação ok. Valor: R$ 5.500,00. Iara ou Alan. Tel.: 22284206. E-mail: iarinha.farmacia@gmail. com

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Procuro carona solidária do Campus ABC/São Bernardo para a Zona Leste – noturno. Divido as despesas. Mariana. Tels.: 6631-8346/2101-3713/2735-3626. E-mail: mariana.santana@prosegur.com

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Vende-se XT 225, 97, mod.98, doc e multa para pagar. Valor: R$ 3.000,00. José Sebastião. Tel.: 5621-8674. E-mail: jbsebastiao@bol.com.br

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Vende-se aparelho da sony ericsson, modelo F305, preto, com carregador, cartão de memória e cordão para pulso. Valor: R$ 400,00. Jaqueline. Tels.: 8051-3108/73217371


Cultura Por Isabelle de Siqueira Distrito 9 é uma revelação. Um filme de ficção científica de baixo orçamento - em torno de 30 milhões de dólares – para os padrões hollywoodianos. Mais do que isso, a obra do jovem diretor sul-africano Neill Blomkamp e do produtor Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) ganhou atenção e elogios da crítica pelo conteúdo político, especialmente por ter sido filmado em território incomum, a África do Sul. Neill Blomkamp cresceu na África do Sul em meio a era do Apartheid, regime político que impôs o poder aos brancos e obrigou os negros a viverem separados. Qualquer semelhança não é mera coincidência. A história começa há vinte anos, quando uma nave extraterrestre apareceu na Terra, mais precisamente sob a cidade de Johanesburgo. Os humanos esperavam um ataque hostil. Ao invés disso, encontraram um grupo de não humanos rejeitados, possivelmente os últimos sobreviventes de sua espécie. O curioso é que o título do filme foi inspirado justamente no “Distrito 6”, uma área residencial na Cidade do Cabo que ficou conhecida por causa dos 60 mil de seus moradores que foram expulsos na década de 1970, durante o regime opressor. E o tratamento dado aos aliens nada mais é do que

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uma adaptação do que aconteceu naquele período. A divisão extrema entre brancos e negros é aplicada, com os extraterrestres sendo discriminados e excluídos num gueto. Eles vivem com pouquíssimas condições de saúde, higiene e alimentação. O foco apenas é transportado para a relação entre humanos e aliens, o que não elimina a questão. O fato dos envolvidos não pertencerem, originalmente à Terra, é motivo suficiente para sua exploração? O tema gera polêmica no próprio filme. E faz com que o expectador pense no que aconteceria se uma situação do tipo fosse real. Além da mensagem passada, Distrito 9 chama a atenção pelo seu formato. O início é todo como um falso documentário, apresentando o histórico da situação e o contexto envolvidos. Entrevistas, cenas de bastidores, o famoso “edita isso” para gafes, exibições ao vivo… tudo está lá. O que dá um tom jornalístico muito interessante, retomado já em seus minutos finais, que passa também veracidade ao que está sendo exibido. Além disso, o filme conta com boas cenas de ação. Claro que, como todo longa metragem de ficção científica, Distrito 9 tem seus excessos. As cenas são intensas e não há nenhum pudor em ex-

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plorar a violência explícita, com direito a corpos explodindo e muito sangue jorrando por todos os lados. Até aí tudo bem. Mas o momento em que o “herói” do filme, que até pouco tempo tinha um jeito de “nerd”, passa a esboçar reações inusitadas, após uma metamorfose, é um verdadeiro exagero. Algumas partes do seu corpo se transformam, a começar por um dos braços, que vira uma “coisa” melada, ensanguentada e com quatro dedos deformados. Mais parece um dos personagens das “Noites de Terror do Playcenter”. É uma pena, o maior desafio é fazer com que o expectador acredite que o mocinho do filme poderá se transformar num alienígena malvado e revoltado. Há também um gancho escancarado para uma sequência, que parece ser inevitável devido ao sucesso de bilheteria já obtido. Está aí o risco: continuações que privilegiem a ação e esqueçam do que há de melhor no filme, a crítica à política.

a n e d a i lie íg e n h t r a p

Distrito 9, do diretor Neill

Blomkamp e do produtor Peter Jackson, narra as desventuras de 2 milhões de alienígenas que aportam nos céus de Johanesburgo


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Entretenimento TV UNIBAN

A Profª. Laurady Figueiredo (Presidente do Instituto Jurídico e de Ciências Sociais da Uniban) explica o que é o Exame da Ordem, como surgiu, quais seus objetivos e como os alunos devem se preparar para obter sucesso. CNU/SP: 2ª – 21h / 5ª – 1h e 19h / Sáb. – 12h

São Paulo - canal 11 (NET); São Paulo - canal 71 (TVA); Osasco - canal 20 (NET Osasco); ABC - canal 18 (Net ABC).

Herdeiro Cidade natal de Luiz Gonzaga (PE) Plano inclinado de exibições de skate

A pergunta da semana passada foi a seguinte: Os ataques do PCC em São Paulo começaram em qual destas datas? Acertou quem assinalou alternativa b) 12 de maio de 2006. Confira os nomes dos ganhadores de pares de ingressos para o filme Salve Geral: Thais Batista, do curso de Ciências Contábeis do campus ABC Gleice Medezani da Silva, do curso de Psicologia do campus Osasco (OS) Francisco Gonçalves da Silva, fiscal de disciplina do campus Rudge (RG)

Material do interior da ampulheta

"(?) Ching", oráculo chinês

Janeiro, em espanhol

Certo cantor romântico brasileiro Região da literatura de cordel (abrev.)

Otto (?), físico alemão Vitamina eficaz contra o estresse (?) Morengueira: Moreira da Silva

Sílaba de "censo" Romeu Tuma, senador brasileiro

Poeta americano de "O Corvo"

BANCO

3/kid. 4/noir. 5/enero — sioux — stern. 10/tricúspide.

Resultado da Promoção

Rosa-Cruz e SantoDaime

1.002, em romanos

Olhar; avistar

ção”. Depois preencha os dados corretamente junto com o título do filme. Os nomes dos ganhadores saem na próxima edição.

(?) Lun, inventor do papel

Senhores (abrev.) Emissora dos EUA

PROMOÇÃO Concorra a 3 pares de ingressos para o filme Terror na Antártida. Acesse o hotsite da Folha Universitária (www.uniban.br/folha) e clique no link “Promo-

Número (abrev.) Hiato de "real"

Solução

A B R E

UNIBAN DISCUTE

Gênero de filme policial

E A

Ela foi eleita uma das mulheres mais influentes do Brasil, Christina Carvalho Pinto conta sua trajetória, fala de seu papel na publicidade brasileira e de como criou o Grupo Full Jazz de Comunicação. CNU/SP: 5ª – 22h / Sáb. – 21h / Dom. – 16h.

Murilo Benício, ator Órgão de informação extinto por Collor

S O B R E S S A L E N T E

REFERÊNCIAS

Comediante brasileira

Comer a Peça de Sufixo de refeição reserva "joguete" do início que subsda tarde titui outra

E T U A E L L M S S O N Ç I T A S R C A N I E N N C E D R N P O

A cantora Simone Pelissari, representa uma nova voz no circuito musical alternativo. Numa época onde há uma explosão de novas e belas vozes da nossa rica MPB, ela vem ganhando seu espaço. CNU/SP: 2ª – 19h / 4ª – 21h / 5ª – 2h30 e às 10h / 6ª – 4h / Sáb. 6h30 / Dom. 12h.

Povo Válvula (?): entre ameríndio a aurícula e o vennômade trículo dos EUA direitos Descerra

A R E I A

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Traje masculino muito usado por jovens "Vênus de Milo" e "Davi"

© Revistas COQUETEL 2009

S T I R O I U C X U S M P I I D T E R K L L

REVISTA UNIBAN Jornada de Turismo / Professor internacional ministra curso na Uniban / Jornada de Comunicação Institucional / Quadro “Economia e Finanças Pessoais com o Professor Alex Agostini / “Saúde Bucal” com Professor Borelli. CNU/SP: 2ª – 12h / 3ª – 6h / 4ª – 19h / 5ª – 4h e 16h / 6ª – 12h / Sáb. 9h.

www.coquetel.com.br

J E N A N S E C R A M I S V E T A

Destaques da Semana de 12 a 18/10

CRUZADAS



UNIBAN: Folha Universitária