Issuu on Google+

Cultura

EXEMPLAR GRATUITO Edição:

415 Jornal da UNIBAN Brasil Foto: Amana Salles

FOLHA

O crítico de cinema Rubens Ewald Filho: “Eu sempre me preocupo com quem está do outro lado, seja em rádio, jornal ou televisão. E se me queixo de alguma coisa é que as pessoas ficaram mais burras hoje em dia. E me queixo de outra coisa: os colegas críticos ficaram mais burros também”. (págs. 8 e 9)

Em meio às comemorações da descoberta do continente americano, a enigmática vida do descobridor Cristóvão Colombo é revisitada em séries televisivas, filmes e livros. Saiba mais sobre o navegador genovês. (pág. 17)

UNIVERSITÁRIA Ano 12 . 19 de outubro de 2009

Esperança olímpica Com a confirmação da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a reportagem da Folha Universitária foi ao Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), na cidade de São Paulo. Lá, conheceu o diferenciado trabalho de base que acontece em 10 modalidades distintas, além de conversar com técnicos e jovens atletas. Alguns deles, principalmente aqueles entre 13 e 15 anos de idade, deverão atingir o ápice da técnica e da forma física daqui a sete anos, exatamente quando a Olimpíada no Brasil será realizada. (págs. 10 e 11)

Carreira & Mercado

A polêmica quanto ao fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo tem mais um capítulo. Uma Proposta de Emenda Constitucional promete reverter a decisão do STF. (pág. 4)

Pós-Graduação O renomado prof. dr. Guy Brousseau apresenta palestras para os estudantes do curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Matemática. (pág. 6)


02

Editorial

Índice Vigorexia afeta jovens que apresentam problemas de personalidade

Diploma de Jornalismo entra na pauta da Câmara dos Deputados

O consagrado Prof. Dr. Guy Brousseau, durante o mês de outubro, dá aula na Instituição

Rubens Ewald Filho fala com exclusividade sobre sua vida e, claro, cinema

A nova geração de atletas que representará o Brasil, nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro

Alunos do curso de Letras utilizam a linguagem teatral para aperfeiçoar ensino

Um perfil de Cristóvão Colombo, o homem que descobriu o Novo Mundo

Editorial

3 4 6

Ver a emoção de nossos representantes em Copenhague ao receber a confirmação de que o Rio de Janeiro fora escolhido sede dos Jogos Olímpicos em 2016 foi espetacular. Derrotar Japão, Espanha e Estados Unidos de uma única vez foi o máximo. Nunca tinha visto e nem sentido nada parecido. Levou-nos às lágrimas. Foi um dia vitorioso. A forte presença de algumas autoridades no evento parece ter surtido efeito. Muitos não apostavam e com seus devidos motivos. Depois do anúncio tão sonhado, o que mais se fala é a respeito da estrutura, verba e seus desvios, promessas, legado e por aí vai... Pouco ou quase nada vemos ou ouvimos sobre o que de fato será feito para tornar o Brasil uma potência olímpica. A China deu o exemplo na Olimpíada de Pequim. Não apenas sediou os jogos, como foi recordista em número de medalhas de ouro. Ou seja, organização dos pés à cabeça. Agora a pergunta: Em sete anos conseguiremos dar um salto de qualidade e incentivo ao esporte olímpico? A reportagem de capa desta edição levanta este tema. Como o país irá trabalhar com seus

futuros atletas? Para entender as nuances que recaem sobre a preparação de um atleta olímpico visitamos, em São Paulo, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa. Um espaço referência, que integra vários esportes e pede atenção e um olhar mais criterioso dos governantes. Já aproveito o gancho para destacar um assunto de saúde preocupante e que está afetando a cabeça e o físico de muitos jovens. Hoje em dia, vemos com frequência jovens com o físico fora do padrão natural. O uso indiscriminado de anabolizantes e o culto ao corpo têm levado alguns a um transtorno psicológico ainda pouco conhecido, chamado Vigorexia. Este transtorno pode, em muitos casos, estar relacionado a problemas de personalidade. Leia na página ao lado o depoimento de um ex-fisiculturista que esteve no auge e agora enfrenta seu verdadeiro maior desafio: viver normalmente. Boa leitura! Cleber Eufrasio Editor

8 R O T EI

10 12 17

R O M

FAL

O C E

Opine, critique e dê sugestões sobre as matérias publicadas na Folha Universitária. Mande suas cartas para folha_universitaria@uniban.br

EXPEDIENTE: Reitor: Prof. dr. Heitor Pinto Filho (reitoria@uniban.br). Vice-Presidente da Fundação UNIBAN: Américo Calandriello Júnior. Assessora-chefe de Comunicação: Mariana de Alencar. Editor e Jornalista responsável: Cleber Eufrasio (Mtb 46.219). Direção de Arte: Ronaldo Paes. Designers: Marcio Fontes e Ricardo Neves. Editor: Renato Góes. Repórteres: Francielli Abreu, Isabelle de Siqueira, Karen Rodrigues e Manuel Marques. Fotos: Amana Salles. Diário Oficial UNIBAN - Edição e Coordenação: Francielli Abreu. Colaboradores: Analú Sinopoli e Wilson Lanera. Estagiária: Luciana Almeida. Impressão: Folha Gráfica. Cartas para a redação: Rua Cancioneiro Popular, 28 - 5º andar, Morumbi, São Paulo, CEP 04710-000. Tel. (11) 5180-9881. E-mail: folha_universitaria@uniban.br - Home page: www.uniban.br/folha - Tiragem: 30.000.


Saúde

Preocupação exagerada com a forma física

Jovens são as principais vítimas de um transtorno psicológico conhecido como Vigorexia. É um transtorno vinculado a problemas de personalidade

Por Karen Rodrigues

Fotos: www.sxc.hu

Conquistar o corpo perfeito com o objetivo de se enquadrar nos padrões de beleza impostos pela sociedade moderna tem levado muitos jovens a práticas excessivas de atividades físicas. Para muitos deles, qualquer sacrifício é pouco para conseguir a melhor forma. O problema é que por mais que malhem, eles nunca se sentem satisfeitos com sua imagem. Isto pode ser um sinal de um transtorno que tem acometido principalmente homens de 15 a 25 anos, a Vigorexia. Segundo o psicólogo Niraldo de Oliveira Santos, da Divisão de Psicologia do Hospital das Clínicas, trata-se de uma preocupação acentuada com a forma física. “Eles apresentam idéias persistentes de que precisam melhorar a aparência corporal e se preocupam de não estarem parecendo fortes o suficiente”, explica. Conquistar massa muscular por meio de exercícios, alimentação saudável, ou até mesmo com suplementos alimentares, requer dos atletas disciplina e paciência para esperar que a musculatura seja moldada. “O fato é que ultimamente as pessoas estão com cada vez menos tempo, menos paciência e menos disciplina para esperar este resultado a médio e longo prazo. Quanto maior a insatisfação com a imagem corporal e com outras áreas na vida, mais eles vão querer compensar tudo isso com anabolizantes”, diz o psicólogo.

De acordo com o psicólogo, as vítimas deste transtorno dificilmente procuram ajuda, porque enquanto estão aumentando a musculatura elas se sentem bem e sempre querem mais. “Como que uma pessoa que se sente magra e que está vendo que está aumentando a massa muscular vai parar, se ele está chegando cada vez mais perto daquilo que é o ideal? Só que o ideal não pode parar nunca. Eles só recorrem quando surge um problema físico”. Geralmente são os familiares que percebem que o “atleta” precisa de ajuda. Cabe a eles orientá-los a procurar apoio profissional e não deixar que percam de vista suas metas e as abandonem para cuidar do corpo.

Amana Salles

Sentimento de baixa estima pode desencadear a Vigorexia

A vigorexia acarreta problemas tantos físicos, quanto psicológicos. “A prática compulsiva pode fazer com que a pessoa fique fechada nela mesma e na própria imagem, perdendo o contato com as relações sociais. Pode comprometer a vida escolar ou profissional e atrapalhar também as relações amorosas, porque ela pode entrar numa condição narcísica”. Já no ponto de vista físico, os esteróides anabolizantes sobrecarregam o fígado e os rins, que vão ter que filtrar uma carga de hormônio muito grande, podendo levar ao surgimento de neoplasias como câncer de testículo, de fígado e rim.

03

Imagina ser alvo de piadinhas durante 22 anos por conta da magreza e não ter sequer o prazer de ir à praia e tirar a camiseta. Não é nada fácil, concorda? Estes foram alguns dos motivos que levaram o músico clássico Maurício Abdala a buscar melhor condicionamento físico por meio da musculação. Cansado de chacotas, o músico começou a malhar sério. O que ele não esperava é que iria gostar tanto. No primeiro ano conseguiu aumentar três quilos. Para ele, não era suficiente e passou a desejar cada vez mais e partiu para o uso de esteróides anabolizantes. “Comecei a crescer e conquistar a credibilidade das pessoas. Elas já não zuavam mais, pelo contrário, tinham medo de apanhar. Não que eu seja agressivo, mas as pessoas menosprezam os seres mais fracos por não terem um poder de destruição”, relata Abdala.

Com o uso frequente de anabolizantes, o jovem conseguiu o físico ideal para se tornar um fisiculturista. “Me tornei um atleta de ponta e patrocinado. Saí em folders pelo País inteiro. E eu que pesava 57kg, cheguei a 95kg, 48 de braço, 74 de coxa. Quem ia imaginar que aquele magricelo fosse se tornar um fisiculturista”, lembra. Maurício, um autodidata sobre os efeito e riscos do anabolizante, revela que embora soubesse que poderia ir a óbito, não tinha medo. Apenas pensava em se superar. “Quando se torna competidor, é um querendo ser melhor que o outro, querendo ficar maior. Nessa fase você está possuído, sua cabeça está dominada pela droga. A gente vangloria aquela massa muscular. Deixei meu violão de lado e quando percebi, já estava totalmente consumido por isso”. Abdala conta que usou todos os esteróides, inclusive substâncias indicadas para uso animal. E como consequência do uso excessivo das drogas, ele teve ginecomastia (aumento das mamas), hepatomegalia (aumento do fígado) e os glóbulos vermelhos foram destruídos. Depois de cinco anos como fisiculturista, o atleta deixou a competição. Ele comenta que decidiu parar porque não tinha mais dinheiro pra investir. “O fisiculturista toma uma substância cara. E precisa tomar outra substância mais cara ainda para combater os efeitos colaterais. Se ele quiser se jogar na droga e não converter o efeito colateral, ele vai pro caixão”, explica. O jovem revela que nunca procurou ajuda médica para auxiliá-lo nesta pior fase que é a abstinência. Ele conta que pelo fato de ter perdido massa e o físico ter mudado, aboliu o uso de camisetas regatas durante o treino, e agora faz a série de exercícios de blusa. Ele é enfático em afirmar que não se sente feliz sem os anabolizantes. Por ele continuaria usando, porém encontrou uma compensação. “Procuro na música descarregar tudo. Me sinto impotente, é como se tivesse conhecido o tatame, a derrota. Mas ao mesmo tempo a música me faz pensar que sou vencedor”, finaliza. Divulgação


04

Carreira & Mercado

Defesa do diploma de Jornalismo ganha força na Câmara dos Deputados Proposta de Emenda Constitucional pelo restabelecimento do diploma de Jornalismo será avaliada nesta semana pela Casa

Por Isabelle de Siqueira

deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ela defende que o exercício da profissão é exclusivo de portador do diploma de C o mu n i c a ç ã o Social em Jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). E abre duas exceções: uma permite a presença nas redações da figura do colaborador, não diplomado em jornalismo, “assim entendido aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado com sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor”. A outra exceção é para jornalistas provisionados, que obtiveram esse tipo de registro especial perante o Ministério do Trabalho. De acordo com Rebecca, há expectativa de que essa proposta seja aceita ainda nesta semana na Comissão de Constituição, Justiça e Cida-

Amana Salles

A polêmica em torno do fim da exigência do diploma universitário de jornalismo para o exercício da profissão ainda está dando o que falar entre jornalistas, estudantes, entidades da classe e representações políticas. A causa ganhou ainda mais força após a Câmara dos Deputados instaurar uma Frente Parlamentar específica em defesa da certificação. Coordenada pela deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM), a iniciativa busca o fortalecimento, a promoção e a defesa de norma legal pela exigência do diploma para obtenção do registro profissional de jornalismo. Em entrevista à Folha Universitária, a deputada explica que não há intenção de confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF) e sim estabelecer regras para uma profissão tão importante como do jornalista. “A decisão pelo fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão foi equivocada. Nós sabemos da importância que valores como a ética têm. Assim como a imparcialidade, isso também se aprende durante a graduação. Onde está a qualificação do profissional que não passou pela universidade?”, questiona. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, compartilha da mesma opinião. Para ele, não existe contradição entre a exigência do diploma e a liberdade de expressão, um dos principais argumentos utilizados na audiência que tornou inconstitucional a graduação para exercício do Jornalismo. “A alegação do STF mistura o trabalho técnico exercido pelo jornalista e a livre expressão de opiniões, que são conceitos absolutamente diferentes”, defende.

A Frente Parlamentar também é um importante mecanismo de adesão de uma Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 386/09. Criada pelo

Divulgação

PEC em tramitação na Câmara dos Deputados

“Sinto um clima muito favorável. Estamos trabalhando para que a PEC seja votada nos próximos dias, porque é a proposta que está mais adiantada”, diz a deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM)

dania (CCJC) da Câmara dos Deputados. “Sinto um clima muito favorável. Estamos trabalhando para que a PEC seja votada nos próximos dias, porque é a proposta que está mais adiantada. Já encaminhamos à CCJC. Se aprovada, o presidente da Câmara Michel Temer (PMDB-SP) instalará uma comissão especial para debatê-la, aí sim vai à Plenária”, diz. Sérgio Murillo ressaltou que “o momento é propício para que os apoiadores do diploma saiam em defesa e intensifiquem contatos para sensibilização dos membros da CCJC da Câmara pela aprovação da PEC”. Para tanto, o site da Fenaj criou um espaço exclusivo, o “Eu apoio a Regulamentação”, em www.fenaj.org.br/apoiar_ campanha. Lá, os interessados pela causa se identificam e escrevem uma mensagem de apoio à obrigatoriedade do diploma de Jornalismo.


05 ESTÁGIO

Começa em outubro o processo seletivo para o Programa de Estágio 2010, da empresa de telefonia celular Oi. São 420 vagas nas áreas dos cursos de Direito, Economia, Administração, Comunicação (Relações Públicas, Jornalismo e Publicidade e Propaganda), Ciências Contábeis e da Computação, Engenharia de Produção, Análises de Sistemas e Informática, entre outros. Para ser Estagiário Oi, você precisa ter previsão de formatura entre Janeiro/2011 e Janeiro/2012; Conhecimentos em informática; Inglês intermediário. As fases do processo seletivo são composta de provas online, dinâmicas de grupo, prova de inglês oral, painel executivo e entrevistas. A duração do estágio é de 12 meses, prorrogáveis por mais um ano. Os selecionados recebem uma bolsa-auxílio mensal e benefícios extras como: auxílio transporte, vale refeição, plano celular específico para este grupo e seguro de vida. Para concorrer a uma vaga, os interessados devem se inscrever até o dia 25 de outubro no site: www.oi.com.br

Estão abertas as inscrições para o Programa de Trainee 2010 na empresa Única Indústria de Móveis, com salário de R$ 3 mil após o período de treinamento, além de benefícios como auxílio educação, participação nos resultados, ajuda de custo para moradia e hospedagem, alimentação, plano de saúde e transporte. O candidato deve ter disponibilidade para viajar e morar em outras cidades do Brasil. Previsto para iniciar em janeiro de 2011, o programa, em seu processo seletivo, consiste em avaliação online, dinâmica de grupo e entrevistas individuais. Para se candidatar é necessário ter entre 24 e 28 anos e ensino superior completo ou em fase de conclusão nas áreas de administração, arquitetura, comércio exterior, ciências contábeis, engenharia de produção, direito e design. Os interessados devem se cadastrar no site: www.unicamoveis.com.br/projeteseufuturo - até o dia 30 de outubro.

2.839 oportunidades de estágio para jovens talentos Curso Administração de Empresas Administração de Empresas Análise de Sistemas Bacharelado em Logística Ciências da Computação Ciências da Computação Comunicação Social Direito Direito Economia Engenharia Elétrica Engenharia de Produção Engenharia de Produção Engenharia Telemática Estatística Jornalismo Letras / Tradutor Marketing Marketing Psicologia Publicidade e Propaganda Publicidade e Propaganda Secretariado Executivo Técnico em Eletrônica Técnico em Eletrônica Técnico em Gestão Técnico em Gestão Técnico em Turismo e Hotelaria Tecnologia em Design Gráfico Tecnologia Gestão da Qualidade Turismo

Semestre Concl. do 2º sem. de 2010 3º ao 6º sem. 3º ao 5º sem. Concl. do 2º sem. de 2010 4º ao 6º sem. Concl. do 2º sem. de 2010 1º ao 6º sem. Concl. do 2º sem. de 2011 7º ao 9º sem. 1º ao 4º sem. Concl. do 1º sem. de 2011 Concl. do 1º sem. de 2010 5º ao 8º sem. 5º ao 9º sem. 2º ao 7º sem. 5º ao 7º sem. Concl. do 1º sem. de 2010 1º ao 4º sem. 1º ao 4º sem. 5º ao 7º sem. 1º ao 6º sem. 1º ao 7º sem. 1º ao 2º sem. Concl. do 1º sem. de 2008 1º ao 5º sem. 1º ao 5º sem. 1º ao 5º sem. 1º ao 3º sem. 2º ao 4º sem. Concl. do 1º sem. de 2010 1º ao 6º sem.

EVENTO

TRAINEE

Bolsa-auxílio R$ 4,72 / hora R$ 700,00 R$ 750,00 R$ 650,00 R$ 813,00 R$ 825,00 R$ 2000,00 R$ 1192,00 R$ 750,00 R$ 465,00 R$ 850,00 R$ 1000,00 R$ 1000,00 R$ 700,00 R$ 888,00 R$ 600,00 R$ 750,00 R$ 500,00 R$ 500,00 R$ 470,00 R$ 465,00 R$ 500,00 R$ 500,00 R$ 450,00 R$ 500,00 R$ 400,00 R$ 400,00 R$ 600,00 R$ 500,00 R$ 818,71 R$ 465,00

Site: www.nube.com.br ou telefone: (11) 4082-9360.

A 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece em diversas salas e cineclubes da cidade de 23 de outubro a 05 de novembro. A Mostra contará com uma seleção de mais de 400 filmes sendo 143 brasileiros, reunindo filmes de todas as partes do mundo que permitam uma visão aberta e pluralista da realidade e novas experiências estéticas. Lançamento de livro, debates e uma grande lista de convidados internacionais em São Paulo completam o programa. Para saber mais sobre valores, pacotes promocionais e ingressos individuais, acesse o site: www.mostra.org. O desconto a estudantes não se estende às permanentes e aos pacotes promocionais.

O CIEE dispõe de 6.510 vagas, que podem ser conferidas no site OE 43839 67465 60080 58864 67387 67316 59222 51009 67235 66312 67345 63958 66313 67225 65427 67469 67466 65394 65390 67438 66466 63732 67453 57816 33091 67463 67462 66552 66353 55989 65750

Cursos Adm. de Empresas Administrativa/Marketing Arquitetura e Urbanismo Biomedicina Ciências da Computação Ciências Econômicas Comercial/Marketing Publicidade e Propaganda Curso Sup. De Gastronomia Des. Industrial - Progr. Visual Design Digital Direito Educação Física Educação Infantil/Educação Engenharia Civil Engenharia Elétrica - Eletrônica Farmacêutica / Farmácia Fisioterapia História Letras Marketing/Marketing Matemática Moda Nutrição Odontologia Pedagogia Programação/Informática Tecnol.Gestão em Logística Tecnologia em Logística Web Design (SEQ.) Web Design/Design

Vagas 38 1 12 2 3 1 1 5 2 1 1 35 2 1 9 3 2 1 1 2 1 2 1 1 1 7 3 1 1 1 2

Menor Valor R$ 400,00 R$ 620,00 R$ 484,21 R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 700,00 R$ 648,00 R$ 450,00 R$ 600,00 R$ 600,00 R$ 650,00 R$ 500,00 R$ 300,00 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 400,00 R$ 465,00 R$ 750,00 R$ 600,00 R$ 700,00 R$ 311,67 R$ 500,00 R$ 692,59 R$ 500,00 R$ 565,00 R$ 800,00 R$ 698,00 R$ 500,00 R$ 600,00 R$ 750,00

Site: www.ciee.org.br ou telefone: (11) 3046-8211.

Maior Valor R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 900,00 R$ 800,00 R$ 862,50 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 600,00 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 1.320,00 R$ 800,00 R$ 450,00 R$ 1.000,00 R$ 1.100,00 R$ 500,00 R$ 500,00 R$ 900,00 R$ 700,00 R$ 1.706,00 R$ 700,00 R$ 800,00 R$ 900,00 R$ 800,00 R$ 900,00 R$ 900,00 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 900,00 R$ 900,00


06

Pós-Graduação “Gostaria muito que as questões que apresento ainda sejam estudadas por jovens pesquisadores na área de educação matemática, e que encontrem mais respostas para estas questões”, diz o prof. Guy Brousseau

Por Karen Rodrigues Desde o último dia 7, o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Matemática conta com a ilustre presença do renomado prof. dr. Guy Brousseau, que durante o mês de outubro ministrará o curso monográfico “Estudos Experimentais e Teóricos de Situações Didáticas em Matemática”. O curso destinado a pesquisadores, professores e alunos da pós-graduação em Educação Matemática, tem por objetivo apresentar e discutir o impacto e evolução da Teoria das Situações Didáticas em pesquisas na área da Educação Matemática de modo a contribuir e fomentar a produção acadêmica e a formação de recursos humanos pós-graduados. Permitindo assim, desenvolver capacidades, consolidar e ampliar o pensamento crítico do professor e pesquisador visando à melhoria da qualidade do ensino. Professor Brousseau é autor da Teoria das Situações Didáticas, um dos principais quadros teóricos da Didática da Matemática Francesa e um dos principais pilares de fundamentação teórica das pesquisas na área de Educação Matemática em nível internacional. De acordo com o docente da UNIBAN Ubiratan D’Ambrósio, outro importante nome na Educação Matemática, Brousseau percebeu como se organiza o ensino de forma científica e com isso se tornou um dos líderes da didática matemática. “Isso foi no início dos anos 70. Toda a contribuição dele foi reconhecida pela Comunidade Internacional de Educadores de Matemática, chamada ICMI (International Commission on Mathematic Instruction), que

UNIBAN recebe o líder mundial da Teoria das Situações Didáticas em Matemática Mestre francês Brousseau ministra curso sobre o conjunto de suas obras, trabalhos e pesquisas

concedeu a ele a medalha Félix Klein Award, que é um reconhecimento para os colegas que contribuíram de forma muito significante para o avanço da área”, explica D’ Ambrósio. Brousseau revela que estava um pouco cansado e recusando vários outros convites para apresentações. Mas o convite feito pela professora Tânia Campos o fez decidir por vir, porque seria uma boa ocasião para fazer uma síntese e falar mais uma vez das contribuições e das idéias que desenvolveu ao longo de toda sua carreira. O pesquisador francês já veio ao Brasil várias vezes, em conferências e apresentações pontuais. No entanto, esta é a primeira vez que vem ao País para ministrar um curso sobre o conjunto de suas obras, trabalhos e pesquisas. Com muito bom humor, Brousseau revela que na sua idade não tem muitas expectativas. “Mas gostaria muito que as questões que apresento ainda sejam estudadas por jovens pesquisadores na área de educação matemática, e que encontrem mais respostas para estas questões”, concluiu. Na opinião do prof. D’Ambrósio, a UNIBAN se destaca internacionalmente ao receber este renomado pesquisador. “Qualquer universidade que tem um curso de determinada área, neste caso de Educação Matemática, e recebe um professor visitante por um mês, uma das pessoas mais renomadas do mundo, a importância eu não preciso elaborar muito. A UNIBAN se torna uma estrela na área por ter aqui uma estrela como ele. A UNIBAN se projeta internacionalmente e isso é muito importante”. No próximo dia 21, o prof. Guy Brousseau irá abordar o tema “Fenômenos macrodidáticos”, no qual irá tratar sobre as avaliações de massa, práticas de professores e resultados escolares e a deontologia do ensino e da pesquisa em Educação Matemática. Esta será a última etapa do curso, que será ministrada em duas sessões: das 13h30 às 15h e das 15h30 às 17h, no auditório do Campus Marte (MR). Fotos: Karen Rodrigues


Biblioteca

Foto: Amana Salles

Firewoks CS3 – Projetando Sites Autores: Fernando Lobo Blumer, Wellington da Silva Rehder

O Fireworks CS3 é um editor de layouts de sites. Suas funcionalidades focam a publicação gráfica na Internet, por isso reúne todas as ferramentas necessárias para escrever, desenhar e animar um site. O Fireworks CS3 oferece flexibilidade para editar vetores e imagens de mapa de bits, uma biblioteca geral de recursos pré-desenvolvidos e a integração que economiza tempo com os softwares: Photoshop CS3, Illustrator CS3, Dreamweaver CS3 e o Flash CS3; favorecendo a projeção, edição e preparação de layouts visuais de sites. Com o livro Firewoks CS3 – Projetando Sites, o leitor aprenderá a criar e otimizar imagens para web, manipular imagens, criar barras de navegação, menus, hollovers, hotspots, animações de objetos, utilizar e aplicar filtrose efeitos, configurar e exportar arquivos, editar objetos, utilizar camadas e muito mais. O livro aborda todos os tópicos necessários para o desenvolvimento de trabalhos e projetos para sites, utilizando vários exemplos práticos e objetivos. Disponível para empréstimo.

O mestre indica...

07 “O livro: ‘A História e suas Epidemias – A Convivência do Homem com os Microorganismos’ relata de forma bastante didática as batalhas que vem sendo travadas entre o ser humano e os microorganismos: bactérias, fungos e vírus durantes os séculos. O texto mostra como nossos antepassados entendiam as epidemias e como de forma precária a combatiam e também qual a visão que hoje temos destes microorganismos em nossa vida diária, como microorganismos bons, que nos ajudam na conservação de alimentos e dos microorganismos letais, que dizimam populações. É uma leitura atual sobre o desenvolvimento de vacinas e de como estes microorganismos nos ajudaram nas descobertas científicas”.

Prof. Dr. Paulo Celso Pardi - Leciona a disciplina de Laboratório Clínico no curso de Biomedicina – Campus ABC. Trabalha no Laboratório de Patologia Experimental e Aplicada. Mestrado Profissional em Farmácia – UNIBAN. Foto: Cleber Eufrasio


08

Entrevista

Memória viva do cinema O crítico de cinema Rubens Ewald Filho recebe a reportagem da Folha Universitária em sua casa para um bate-papo sobre cinema Por Manuel Marques Se o leitor tiver a curiosidade de comparar as resenhas das estréias desta semana nos cinemas verá que a maioria delas é muito parecida. É como se os críticos bebessem da mesma fonte: cópia da cópia da cópia... Existem algumas exceções e Rubens Ewald Filho é a mais fulgurante delas. Já completam quatro décadas que ele é o crítico de cinema mais importante do País. Autor de obras como o Dicionário de Cineastas e os belos ensaios Os 100 Maiores Filmes de Todos os Tempos e Cultmovies do Século 20, seu nome acabou se tornando indispensável para qualquer pesquisador da sétima arte. Mais que isso: Ewald contou com a sorte de ser o mais conhecido crítico brasileiro graças ao trabalho que desenvolveu nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja, Folha de S. Paulo, UOL, além de HBO, Telecine e TNT, onde atualmente faz o programa TNT+Filme e comenta as entregas do Oscar e do Globo de Ouro. Nascido em Santos, em 7 de março de 1945, Rubens Ewald descobriu o cinema ainda criança, quando produziu as primeiras resenhas. Como se não bastasse, conseguiu tempo e competência para atuar em alguns filmes brasileiros como ator, além de escrever diversos roteiros para minisséries, novela (Éramos Seis) e dirigir peças teatrais. Há dois meses, ele lançou mais um guia, desta vez comemorando os 30 mil filmes assistidos e devidamente criticados (ainda criança, começou a escrever em um caderno – guardado até hoje - os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações). Ele recebeu a reportagem da Folha Universitária em seu apartamento, na região central de São Paulo. Em meio a milhares de DVDs, documentos, quadros e livros sobre cinema, tivemos

uma longa e agradável conversa. Nessa entrevista ele fala um pouco de si, da sociedade moderna, do seu ofício e claro, sobre a sétima arte de todas as épocas.

Folha Universitária – Ewald, queria dar início ao nosso bate-papo pelo começo, desde seus primeiros anos e a atenção desperta para o cinema. Rubens Ewald Filho – (...) Só lembro dos filmes que eu assisti, mais nada. É engraçado isso. Eu sempre brinco que essa época era A Rosa Púrpura do Cairo (filme de Wood Allen, que aborda a temática da ilusão do cinema) porque o cinema era a minha droga.

F.U. – No lançamento do seu último livro você me mostrou um caderninho com as primeiras anotações. Com que idade você começou a criticar os filmes? R.E. - Comecei a escrever de dez pra 11 anos. Eu nunca contei, mas quem começou a fazer eu anotar os filmes foi um primo meu, que chama-se Luis Carlos Ewald (o economista do programa Fantástico, da Rede Globo). Foi a partir desses cadernos que comecei a anotar o que

mais tarde se transformou no Dicionário de Cineastas e onde me preparo para a transmissão do Oscar.

F.U. – Parece que você fez de tudo um pouco. R.E. – Eu fiz quatro faculdades ao mesmo tempo: Direito de manhã, História e Geografia à tarde e Jornalismo à noite. Ainda fiz inglês, fiz francês, fiz italiano. Eu tinha 21 pra 22 anos.

F.U. – Que obsessão pelo saber. R.E. – E sou obsessivo até hoje. Eu faço muitas coisas ao mesmo tempo, mas todas de forma obsessiva. Não dá pra ter uma vida particular, mas é assim que eu gosto. Tudo que fiz, fiz por prazer porque me sentia bem fazendo.

R.E. – E a oportunidade pra fazer as primeiras críticas, como surgiu? R.E. – (...) Os meus colegas de faculdade me pediram um curso de cinema. E fui dando esses cursos. Isso saiu em jornal, meu professor ficou sabendo e me convidou para ir pro jornal, já como crítico. Uma coisa leva a outra. Se eu não tivesse feito de graça os cursos eu não estaria aqui hoje.

F.U. – Então foram várias decisões acertadas. R.E. – A vida é feita disso, de escolhas. E são escolhas mais sérias também. (...) Eu nunca fiz uma concessão, nunca me corrompi de nada. (...) Só para citar um exemplo, o filme Salve Geral só existe porque eu levei pra Paulínia. (...) Não interferi artisticamente, mas me dou o direito de ver o filme e dizer: ‘não gostei’. Essa minha isenção chega a esse ponto. As pessoas podem me acusar de qualquer coisa, menos de desonesto. A única coisa que eu tenho é credibilidade e é fundamental que a gente tenha credibilidade.

F.U. – Com mais ou menos credibilidade, o certo é que a crítica do Brasil é muito ruim, você não acha? R.E. – É uma catástrofe.

F.U. – Isso é um reflexo do nosso cinema, ou o cinema brasileiro é bom e a crítica, não?


09 R.E. – Nós temos um cinema sofrível e uma crítica péssima. O que eu fico chocado é que em 40 anos de carreira, a crítica não melhorou (...)

F.U. – Mesmo tendo uma formação intelectual sólida, você se comunica muito bem com o público, digamos, pop. Como consegue isso? R.E. – Aí é que tá. Eu me resguardei com essa formação intelectual que você mencionou. Eu fiz tudo que você puder imaginar, mas fiz isso pra ter e saber, e usar da maneira mais conveniente. Eu sempre pleiteei e lutei por uma comunicação com o leitor. Ou seja, não adianta você ser um intelectual brilhante se ninguém consegue ler o seu texto.

F.U. – E wald, se ninguém consegue ler o que você escreve é porque você não é um intelectual, e muito menos brilhante. R.E. – (rindo) É verdade, eu sempre pensei assim. Eu sempre me preocupo com quem está do outro lado, seja em rádio, jornal ou televisão. (rindo, quase gargalhando) E se me queixo de alguma coisA é que as pessoas ficaram mais burras hoje em dia. E me queixo de outra coisa: os colegas críticos ficaram mais burros também. (...) Você pega, por exemplo, uma crítica do BlowUp, que eu escrevi quando tinha 24 anos e ela é mais profunda do que as críticas que a gente escreve hoje.

F.U. – Por que houve esse processo de emburrecimento generalizado? R.E. – Porque o veículo não pede uma crítica inteligente, porque os outros também são burrinhos. (...) E não somos só nós não. O mundo está mais burro. Antigamente, a arte era o culto do belo, hoje é o culto da baixaria, da violência, da grosseria. (...) Não tem cabimento. Os bárbaros ganharam a guerra e essa é a tristeza.

F.U. – Mas Ewald, falando especificamente do cinema, já que tivemos tantas obras-primas cinematográficas no passado, esse espectador moderno não deveria estar moldado? R.E. – Eu acho que as gerações subsequentes não se moldam no passado. (...) E o cinema reflete um pouco isso (...).

F.U. – Você consegue destacar algum cineasta hoje em dia que ainda nos faz pensar?

R.E. – Olha, eu fiquei surpreendido com o Lars von Trier. Ele já fez tanta coisa ruim, tanta vigarice e golpe publicitário. Mas o último filme (Anticristo) dele me parece muito denso, muito sério, dolorido. Foi o filme que mais me impressionou este ano. Eu adoro Almodóvar. Pra

mim é o maior cineasta vivo, mas o último filme dele, que ainda não chegou ao Brasil, é uma bobagem. Mas esse filme do Lars von Trier foi o que mais me marcou neste ano. (...) Eu tento não ser o velho que fala de filme antigo, mas até o cinema italiano, que é o meu preferido, está decadente.

F.U. – Para um homem que viu mais de 30 mil filmes, essa declaração de amor ao cinema italiano vale tanto quanto um Oscar. O que mais te chamou a atenção no cinema daquele país? R.E. – Eu acho que, de todos os povos, eles são os que mais parecem os brasileiros. Eles conseguem tirar sarro de si próprios. (...) Como se não bastasse, eles tinham os melhores diretores, os melhores fotógrafos, figurinistas, melhores diretores de arte, o melhor estúdio. Eles tinham tudo. Como te falei, o que me espanta é que hoje acabou tudo. A foto, por exemplo, é uma merda hoje em dia. Até em filmes bons ficam devendo tecnicamente. Pior do que o Brasil, que já não era mesmo, é a Itália, que era e perdeu.

F.U. – Falando em perda, Salve Geral, que você não gostou, vai perder o Oscar? R.E. – Esse filme se perde desde o começo. Quando ele insiste em contar a história da mulher, e faz essa mulher dar pro chefão, que é um cara gostosão, e em nenhum momento ela fala do filho, está tudo perdido. Aliás, o filho também é um bosta. No momento que esse filho deu um tiro e matou, perdeu. O público não gosta dele.

Aliás, o ator que faz o filho é muito ruim. A Andréa Beltrão é boa atriz, mas o público não gosta de mocinha que dá pro bandido, a não ser pra salvar o filho. O roteiro é uma bosta e consegue contar uma história de São Paulo sem São Paulo. Mas quanto ao Oscar, eu acho que na comissão tinha que indicar quem sabe: Walter Salles, Fernando Meireles, Bruno Barreto. Enfim, os brasileiros que são sócios da Academia e não professora do cassete a quatro, que não tem noção. Aliás, não é culpa dela, a culpa é do secretário do audiovisual, que não soube escolher a comissão. Acho que ele até não fez por mal, fez por incompetência. Azar dele, mais uma vez nos ferramos. O pior de tudo é que a expectativa acabou com esse filme. A imprensa e o público vão ver, dois minutos depois põem no Twitter e o Brasil inteiro sabe que o filme é uma merda. O boca-boca é imediato.

F.U. – Conte um pouco como começou sua história com a transmissão do Oscar. R.E. – (apontando para um canto da sala) Olha, é nesse lugar que você está sentado. Aqui a gente fazia a festinha do Oscar. Reunia uns amigos e a gente assistia. Até que um dia a Globo ligou perguntando se eu podia cobrir. Aí, me entrevistaram antes e depois. E eu acertei. E foi assim durante três anos e

eu acertando todo ano. No quarto ano eles queriam um debate lá, e me chamaram. Era eu, o (Arnaldo) Jabor e o (Luís Carlos) Barreto. Os dois só falavam mal do Oscar e bem do cinema brasileiro. É a cara deles. (...) Hoje eu faço o Oscar na TNT e tenho contrato já assinado por mais dois anos. Eu faço com prazer.

F.U. – Só os melhores ganham o Oscar? R.E. – Não digo que ele é um prêmio justo, mas digo que ele é honesto. Ninguém rouba, como acontece nos Cannes da vida. Aliás, Cannes e os outros festivais funcionam como o nosso Congresso Nacional: ‘você vota em tal pessoa que eu voto naquele, se você fizer isso eu produzo seu filme seguinte’. Todo festival tem isso, é da essência do júri. Onde pessoas se reúnem há essa patota, troca-troca. Em Oscar as pessoas não se encontram. Cada um vota de sua casa, não tem negociação.

F.U. – Além do olhar crítico, a grande qualidade de suas críticas é a beleza do texto. Quando começou seu trabalho, lá em Santos, ele já era assim. R.E. – Esse bem escrever que você está falando é um valor que eu só vou adquirir quando entro no Jornal da Tarde, em que você não era avaliado se era ou não bom caráter, mas se escrevia bem ou não. “Hum, esse aí tem bom texto”. Se você tinha, era um deus.

F.U. – Você ajudou a formar várias gerações de cinéfilos. Destaque 10 filmes para a nova geração. R.E. – Eu começaria por Amarcord, que é o filme do coração do Fellini. Noites de Cabíria, por exemplo, eu acho esplêndido, um filme humano. A Estrada da Vida é um poema. Mas Fellini 8 1/2 é um filme que me pegou desde a primeira vez que vi. Trata da crise do artista, quando seca a fonte. O Fellini é um pouco a gente. Ele é um cineasta que criou um universo. Mas o meu cineasta preferido é (Ingmar) Bergman, que quanto mais revejo mais gosto. Pra citar apenas um dele, Gritos e Sussurros. Tem ainda os filmes do (Vittorio) De Sica, 2001 – Uma Odisséia no Espaço, West Side Story, Quanto Mais Quente Melhor, que revejo sempre, A Malvada, que é uma obra-prima, Crepúsculo dos Deuses e Era uma Vez na América (...).

Saiba mais: Confira a íntegra da entrevista, além

de uma seção de fotos no nosso site www.unban.br/folha


10

Reportagem da Semana

www .sxc .h u

Jovens promessas olímpicas

Por Renato Góes Podemos afirmar que o dia 2 de outubro de 2009 vale ouro para o esporte nacional. Nesta data, o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou a cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Além de ser a primeira competição deste porte no continente sul-americano, o evento irá trazer mudanças significativas na estrutura da capital fluminense, além de mexer positivamente com a auto-estima do povo carioca e brasileiro. Mas apesar do anúncio ter sido comemorado nos quatro cantos do País, muitas questões permanecem no ar. Os mais céticos acreditam que essa vai ser mais uma oportunidade para que haja superfaturamento de obras, a exemplo do que aconteceu nos Jogos Pan-americanos de 2007. Os mais otimistas enxergam a chance da cidade maravilhosa melhorar questões como transporte público e segurança, além de um forte incentivo ao turismo e ao esporte em geral. Todos esses aspectos são importantes, mas e o material humano que atende pelo nome de atletas?

A Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, levanta a esperança de futuros atletas participarem do evento. A dúvida é quanto ao apoio, pois até o momento o assunto é apenas estrutura

Todo brasileiro sabe que vivemos no País do Futebol e que os outros esportes são deixados de lado. Somente em época de Olimpíadas é que as atenções se voltam para outras modalidades, sejam elas coletivas como o voleibol e o basquete, ou individuais como o atletismo e a natação. Mas nesse intervalo de quatro em quatro anos, a maioria desses atletas sofre para conseguir patrocínio e continuar treinando em alto nível para competir de igual para igual com atletas de países considerados potências olímpicas. Dentro deste contexto pouco animador, pode-se afirmar que o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) da cidade de São Paulo é uma bela exceção. O local reúne uma infra-estrutura de primeira, além de técnicos e coordenadores gabaritados e que já foram atletas de destaque no Brasil. O local é composto por três quadras poliesportivas cobertas, uma piscina olímpica aquecida e coberta, campo de futebol e espaços dedicados à prática da ginástica olímpica, judô, luta olímpica e boxe. A pista de atletismo atualmente passa por reforma. Neste amplo espaço, centenas de crianças e jovens aprimoram

seus respectivos talentos para, quem sabe em 2016, representarem o País. Se a tradição do COTP continuar, é quase certo que alguns desses jovens estarão nos Jogos Olímpicos do Rio. Vários atletas de destaque no esporte mundial passaram pelo centro ao longo destes 33 anos de história. No vôlei se destacam o atacante Montanaro (prata nas Olimpíadas de Los Angeles – 1984) e a levantadora Fofão (ouro em Pequim – 2008). O nadador Ricardo Prado (também prata em Los Angeles), a rainha do basquete Hortência (prata em Atlanta – 1996), o judoca Henrique Guimarães (bronze em Atlanta) e o impagável João do Pulo (bronze em Montreal – 1976 e Moscou – 1980) são outros bons exemplos a serem seguidos pelos jovens atletas. Para Ismar Barbosa, coordenador do COTP, a confirmação do Rio como sede olímpica é um estímulo a mais, principalmente para os atletas que terão idade para competir em 2016. “É claro que depende da modalidade esportiva. Mas na última semana, numa competição de natação, rolou um comentá-

O jovem nadador Gabriel Yoshimoto Miranda, que tem se destacado no COTP

Fotos: Amana Salles


11

À esq., a judoca Maria Portela, esperança do judô brasileiro para Londres 2012. À dir., o boxeador Joedison Jesus Teixeira, o “Chocolate”, atleta com idade para disputar os Jogos Olímpicos Rio - 2016

rio de que o César Cielo tinha participado daquele mesmo evento sete anos atrás. Hoje ele é campeão mundial e olímpico. Talvez, daqui a sete anos, alguns deles estejam competindo na Olimpíada e trazendo alguma medalha”, comenta. Um ponto destacado por Barbosa é sobre o legado deixado quanto à cultura esportiva no País. O que deve ser levado em conta é: que papel o Brasil vai ter nos Jogos? “Nos Jogos de Pequim, o trabalho que a China fez ao passar os EUA no quadro de medalhas de ouro foi incrível. Qual vai ser o objetivo do Brasil? Se quer melhorar a colocação no quadro de medalhas, tem que ser feito um trabalho junto às confederações esportivas para que isso aconteça. O que mais ouço na mídia é que vão construir, se vai ter superfaturamento, rede hoteleira, mas não ouço falar nada sobre os atletas. Que planejamento vai ser feito para os atletas até 2016? Nós vamos fazer uma festa bonita para os outros ou vamos participar desta festa?”, contesta.

Em busca dos novos talentos Basta circular uma tarde pelas dependências do COTP para que se tenha uma pequena noção da importância do trabalho de base realizado. No dojô, espaço dedicado para o judô, conversamos com o técnico Sidnei Franco da Silva, que quer muito que algum atleta treinado por ele participe dos Jogos em 2016. “Só que mais do que eu, eles é quem devem querer participar de uma Olimpíada. Como aqui é um local de formação de atleta, temos um suporte para treiná-los até a fase adulta, por volta dos 21 anos. Dali pra frente é que ele tem que ver se é isso que ele quer mesmo: ser um lutador de judô profissional”. Ele comenta que os alunos são conscientes da tradição do judô brasileiro em competições, afinal de contas eles são treinados também pelo medalhista olímpico Henrique Guimarães. Sobre sua aposta para 2016 ele procura se esquivar. Mas sobre 2012 (Olimpíadas em Londres), ele

aponta uma candidata qualificada. É a judoca Maria Portela, 21 anos, que já faz parte da seleção brasileira na categoria até 70kg. Natural de Santa Maria, Rio Grande do Sul, ela conta que “estou com a preparação focada para 2012, mas a possibilidade de disputar 2016 no Rio de Janeiro, no Brasil, é um grande estímulo pra mim. Na época estarei com 28 anos, mas se eu continuar treinando, manter um bom nível e fazer um trabalho ainda melhor, quem sabe?”. De acordo com Portela, o maior desafio será disputar uma vaga com a nova geração de judocas que irá surgir, afinal de contas esses novos atletas estarão com uma vontade enorme de disputarem uma Olimpíada em seu próprio país. Mais ao lado se localiza a piscina olímpica, aquecida e coberta, onde vários jovens treinam sob as orientações do técnico Luiz Fernandes Barbosa. Ele acredita que “alguns desses jovens que treinam hoje com a gente, daqui a sete anos terão idade para competir uma Olimpíada. A gente conversa com eles e diz que depende da perseverança de cada um”. Quando perguntado sobre quem ele aposta as fichas, ele aponta o jovem Gabriel Yoshimoto Miranda, 14 anos de idade e oito de COTP. “Em 2016 ele estará com 21 anos. Se continuar treinando forte estará no ápice da forma física”, comenta o professor. Ele tem tido destaque nos campeonatos de natação e tem como ídolos Michael Phelps e César Cielo. “Com os Jogos acontecendo no Rio, vai haver mais incentivo aos atletas, para novas gerações. Vamos poder mostrar pra todo mundo que temos atletas bons, o que falta mesmo é apoio”, comenta. Mas para chegar lá, ele sabe que precisa treinar muito. Sua rotina de treinos é pesada, de segunda a sábado ele chega a nadar de nove a dez mil metros. “Domingo é o único dia que eu não treino. Aí eu passo longe da piscina”, brinca. O boxe pode ser considerado uma modalidade esportiva marginalizada que quase não tem apoio. No COTP a história é diferente, já que conta com uma academia só para os boxeadores com toda estrutura

necessária para os atletas. Quem afirma isso é Messias Gomes, técnico da equipe de boxe. Durante o papo, ele lembra que a última medalha brasileira foi a do boxeador “prata da casa” Servílio de Oliveira, nos Jogos Olímpicos do México, em 1968. “É muito tempo sem medalha”, comenta. Mesmo assim, ele enxerga a confirmação dos Jogos do Rio como uma maneira de dar visibilidade ao boxe. Gomes também comenta sobre vários destaques da equipe, tanto no feminino quanto no masculino. Mas a aposta dele para 2016 é Joedison Jesus Teixeira, o “Chocolate”, jovem de 15 anos que tem se destacado nos campeonatos de boxe na categoria 54kg. Com o boxe em seu DNA, afinal de contas é filho do boxeador Jocival Lima, os colegas de academia reforçam a opinião do treinador e tecem elogios ao garoto. “Não tem jeito, a Olimpíada no Rio cria uma grande expectativa. Eu sei que o caminho é longo, mas consigo me imaginar disputando uma medalha. É um grande sonho. Vou continuar treinando forte e manter a esperança”, disse o jovem. No setor das quadras poliesportivas, conversamos rapidamente com a técnica da equipe de basquete feminino, Vânia Paulette, que também dirige categorias de base da seleção sub-15 e sub-16. Aliás, três jovens de 15 e três jovens de 16 que treinam no COTP já foram convocadas. Em 2016, elas estarão com 22, 23 anos. Vânia faz suas previsões. “Algumas jovens jogadoras dessa boa geração vão estar no auge da carreira, nos seus 27 anos. Essa mescla com novatas de 23 anos é muito benéfica. Vai ser uma mudança grande, mas acho que dessa vez o Brasil virá com tudo no basquete feminino. Mas para chegar lá tem que ter muito trabalho”. Saiba mais: www.centroolimpico.prefeitura.sp.gov.br www.adcentroolimpico.com.br


12

UNIBAN Brasil

Alunos de Letras apresentam peça teatral A ideia surgiu para mostrar que o teatro pode ser um importante recurso didático nas salas de aula

Por Isabelle de Siqueira

No próximo dia 31/10, o grupo Letras em-cena fará uma apresentação especial na UNIBAN do campus Campo Limpo (CL), durante a “Tarde Lituânia”. Confira a programação completa do evento no Diário Oficial desta edição ou no site: www.uniban.br/folha/calendario_eventos.asp

Fotos: Divulgação

Desde a Antiguidade o teatro é um dos mais poderosos recursos pedagógicos. De um lado, possibilita o contato vivo e reflexivo com a obra artística de autores consagrados, bem como a recriação de contextos históricos e o estudo de costumes. De outro, leva à auto-descoberta, ao auto-conhecimento, ao controle emocional, ao estudo psicológico, à expressão de sentimentos e ao domínio dos recursos corporais e vocais. Nesta perspectiva, acadêmicos do primeiro ao terceiro ano curso de Letras da UNIBAN campus Osasco (OS) se reuniram – sob orientação da aluna e atriz Kathrine Butieri e supervisão da professora Regina Umaras - com a finalidade de discutir e apresentar o teatro como uma eficiente estratégia de ensino nas salas de aula, principalmente para abordar a Literatura. Diversos encontros depois, esse mesmo grupo de alunos já tinha um nome, o Letras em-cena, e uma peça pronta para ser apresentada, com direito a muita preparação. Os estudantes participaram ativamente de todo o processo até a data de estréia da peça, no início de outubro. Eles aprenderam técnicas de interpretação, linguagem corporal, produção cenográfica e de figurinos. Para o grande dia, foi produzido o texto “Contos Lituanos – um momento de magia”, baseado em dois contos do livro “Lendas e Contos Lituanos”, de autoria das professoras Regina e Maria Cristina Bessa, devidamente adaptados por Kathrine. “Nós quisemos falar sobre a Lituânia pelo fato da cultura desse país ser pouco conhecida pelos brasileiros, por estar comemorando mil anos de seu nome e pela sua capital Vilnius, que foi nomeada a Capital da Cultura Européia de 2009”, explica Regina. Com uma platéia participativa e numerosa, formada por familiares, docentes e discentes da universidade, a primeira apresentação mostrou que o ensino de literatura pode ser atraente e divertido. “Os alunos ficaram muito entusiasmados. A nossa idéia agora é propor o projeto do teatro, como uma importante ferramenta de conhecimento, a outros cursos da UNIBAN”, revela a entusiasmada professora.


13

esvendando a História Professor da UNIBAN cria livro que aborda metodologias e práticas de ensino voltadas ao ensino da História nas salas de aula

Por Isabelle de Siqueira Os alunos do ensino fundamental vivem dizendo: “Por que devo estudar o que já passou?”, “Pra quê guardar todas estas datas?” ou “O que esses fatos têm a ver com a minha vida?”. Ensinar História está longe de ser uma tarefa fácil, ou melhor, estava longe. É que o professor de História Antiga e Medieval, e Metodologia do Ensino de História da UNIBAN, André Wagner Rodrigues, criou uma ferramenta de apoio aos educadores de História. Após um bom tempo de pesquisa e troca de idéias com os próprios alunos, ele desenvolveu o livro “A História através de Conceitos – Metodologias e práticas de ensino voltadas a uma Educação para o Pensar”. A obra propõe alternativas de trabalho com o conhecimento histórico e o desenvolvimento de metodologias de ensino que possibilitem o educador ensinar e desvendar a História por meio de conceitos, como Renascimento, Imperialismo, Reforma Protestante, entre outros.

Segundo Rodrigues, são inúmeras as dificuldades do professor de História em sala de aula. “Há uma tendência em representar os conceitos históricos superficialmente e, muitas vezes, de maneira imprecisa”, comenta. Quando questionado sobre as consequências da incompreensão do aluno pela disciplina, ele explica: “o contato com essa infinidade de termos históricos, nem sempre bem compreendidos, se torna frustrante para o aluno, porque provavelmente ele não aprendeu da maneira mais correta os significados históricos que estão envolvidos no estudo desses conceitos. E o livro veio para evitar que isso aconteça”, defende. Título: A História através de Conceitos – Metodologias e práticas de ensino voltadas a uma Educação para o Pensar Autor: André Wagner Rodrigues Editora: Andreoli


Classificados

mail: rodrigoreolon2004@yahoo.com.br Vende-se Titan, vermelha, 2005. Valor: R$ 3.800,00 + R$ 600,00 doc. Anderson. Tel.: 7330-7051. E-mail: val.garcia7@terra. com.br

Vende-se Fusca 1300, 1977, documentos ok. Valor: R$4.200,00. Amaro. Tel.: 96076451. E-mail: amaro_santos@hotmail. com Vende-se academia em São Bernardo do Campo. Valor: R$ 60mil. Marcio. Tel.: 8514-0243/3423-2243. E-mail: fk1953hot@hotmail.com Vende-se Peugeot, 1995, 205 XSI, com rodas, TE, VE, LT, des. tras., preto, docs ok. Valor: R$ 8 mil. Wagner. Tels.: 45183501/6375-9989. E-mail: wbataghini@ ig.com.br Vende-se Renault 19RT Sedan, ano 98/98, doc. em dia. Valor: R$ 6.500,00. Daniel. Tel.: 3685-4850. E-mail: dans_eloy@hotmail.com Vende-se Parati 1.6 GIII, ano 00, cinza, 4 p, gasolina, D.H, alarme, trava elétrica, rodas de liga leve e insulfilm. Valor: R$ 17 mil. Camila. Tels.: 8612-027/3024-9517. E-mail: camila@guiaqual.com.br Vende-se Corsa Wind 1997, cinza, 2p, Insulfilm, alarme, rodas 13”. Valor: R$ 10.500,00. Felipe. Tel.: 7371-2503. E-mail: felipe.g.procopio@hotmail.com Vende-se Escort 1997, 4 portas, vinho, gasolina e gás natural, ar condicionado. Valor: R$ 7 mil + 2.500,00 (dívida). Francisco ou Zelândia. Tel.: 3461-8015. Email: zelandia.cerqueira@hotmail.com

Vende-se Escort 99 GL 1.8 GAS/GNV 4P, verde, original, ótimo estado, c/ manual, R$ 12 mil. José. Tel.: 9546-5287. E-mail: jota.pires33@ig.com.br Vende-se Pick-Up Corsa, 96/96, branca, 1.6, alarme, trava elétrica, documentos ok. Valor: R$ 12 mil. Priscila. Tel.: 9717-2963. E-mail: pripeixoto@globo.com Vende-se Uno, 1995, trava e vidro elétrico, desembaçador traseiro, com cd. Valor: R$ 8.500,00. Rodrigo. Tels.: 8815-2957/41216469. E-mail: rodrigoreolon2004@yahoo. com.br Vende-se Celta 2005, 04 portas, prata, gasolina, com ar condicionado, vidro elétrico, travas, alarme, 43 x 570,10 ou preço a vista R$ 19.000,00. Patrícia. Tels.: 7690-9903/6642-3088. E-mail: patriciamarques50@gmail.com Vende-se corsa wind 94, com rodas, trava mult-lock, cd player e insul-film. Valor R$10.000,00. Luis Fernando. Tel: 80509562. E-mail:luisvianaf@hotmail.com

Vende-se Fusca 74, vermelho, 3 auto falantes. Valor: R$ 4mil. Danilo. Tel.: 75205323. E-mail: danilow.sax@gmail.com

Vende-se Chevette 89 SL, Gasolina, trava mult-lock, alarme, documentação ok. Valor: R$ 5.500,00. Iara ou Alan. Tel.: 22284206. E-mail: iarinha.farmacia@gmail. com

Vende-se Palio EX FIRE 2002/2002, 4p. Valor: R$15.500,00 + 08 parcelas de R$250,00 ou R$17.500,00. Marcio. Tel.: 6739-0335

Vende-se Fiesta 1.0, 98/98, 2P, motor Endura. Valor:R$ 10.500,00. Bruno/ Carol. Tels.: 9752-6070/9689-9833. Email: kkpaulina@hotmail.com

15

Procuro carona solidária do Campus ABC/São Bernardo para a Zona Leste – noturno. Divido as despesas. Mariana. Tels.: 6631-8346/2101-3713/2735-3626. E-mail: mariana.santana@prosegur.com

Vende-se CG-150, 06/07, prata ou troca-se por maior cilindrada. Valor: R$ 5.500,00. Hugo. Tels.: 8030-8438/76263125. Email: hugohfa@hotmail.com

Vende-se carrinho de churrasco inox. Pamela. Tel.: 9899-2175. E-mail: pamelalima@hotmail.com

Vende-se Honda-Strada, 200cc, 2000. Valor: R$ 3 mil. Cleber. Tel.: 6492-2848. Email: gislainecbeatrici@hotmail.com

Ofereço carona solidária para região da Vila Formosa / Vila Guarani. Período Noturno/Campus MC. Thiago. Tel.: 8225-9707. E-mail: agolima@bol.com.br

Vende-se Burgman 125, 07/08, preta, 8 mil km. Valor: R$ 4.200,00. Hugo. Tel.: 9553-6315. E-mail: asl_silver@hotmail. com

Vende-se cilindro de GVN, grande. Valor: R$ 400,00. Fábio. Tel.: 6745-4224. Vende-se bicicleta ergométrica. Valor: R$ 400,00. José Carlos. Tel.: 2922-0014. Email: dokender@hotmail.com. Troco escova giratória elétrica (Polishop) por um secador de cabelo profissional ou por um DVD ou uma esteira elétrica. Érika. Tels.: 3735-7419/9255-6183. E-mail: erika_oliveira2005@hotmail.com Faço tradução de qualquer texto de português para inglês. Inclusive TCC. E dou aulas particulares de Inglês básico, intermediário e avançado. Kátia. Tel.: 6655-3328. E-mail: Katiarosacon@hotmail.com Vende-se aparelho de musculação. Mesa de supino, barra para anilhas/prisilhas, barras para bicepis/prisilhas. Valor: R$ 600,00. Josué. Tels.: 5925-4908/9169-7284. Vende-se Bicicleta ergométrica, Esteira mecânica e Pedalinho. Valor: R$ 500,00. Douglas. Tels.: 2971-3186/9630-5047 Vende-se um remo. Valor: R$ 400,00. José Carlos. Tel.: 2922-0014. E-mail: dokender@hotmail.com. Vende-se uma esteira. Valor: R$ 350,00. José Carlos. Tel.: 2922-0014. E-mail: dokender@hotmail.com

Vende-se apartamento em Mongaguá, dormitório, sala americana, sacada, cozinha, lavanderia, móveis embutidos, 1 vaga na garagem. Valor: R$70.000,00. Douglas. Tels.: 29713186/96305047.

Vende-se Suzuki EN125 YES, 07/08, prata, 8000 Km, 2 capacetes, bauleto, alarme. Valor: R$ 4.200,00. Alex. Tel:. 9279-0069. E-mail: semprealex@gmail.com Vende-se Tornado, 2008. Valor: R$ 8.900,00. Rodrigo. Tel.: 4121-6469. E-

Vende-se XT 225, 97, mod.98, doc e multa para pagar. Valor: R$ 3.000,00. José Sebastião. Tel.: 5621-8674. E-mail: jbsebastiao@bol.com.br

Vende-se tela de LCD Sansung, 17”. Valor: R$ 250,00. Tainan. Tel.: 8884-7745. Email: tata-fisio-silva@hotmail.com Vende-se Roteador D-Link, DI-524, banda de 54Mbps. Valor:R$ 150,00. Lidyane. Tel.: 9956-7404. E-mail: lidyanerosa@ yahoo.com.br Vende-se uma placa mãe MSI K8N DIAMOND. Valor: R$ 180,00. Elson. Tel.: 8070-7282. E-mail: chorao.punk@bol. com.br Vende-se computador hd 40, memória ram 512 mb, placa gigabyte, gravador de cd. Somente a CPU. Valor: R$ 300,00. Renato. Tel.: 9821-9764. E-mail: renatofilma@ hotmail.com Vende-se computador novo, 1 giga de memória, 80 giga de HD, gravador de DVD, processador d1.6 + 1.6 mhz, monitor LCD 15”. Valor: R$ 1.200,00. Erick. Tel.: 4342-5899. Email: santos.erick201@ gmail.com Vende-se tela de LCD Sansung, 17 polegadas. Valor: R$ 250,00. Tainan. Tel.: 8884-7745. E-mail: tata-fisio-silva@ hotmail.com Vende-se Roteador D-Link, DI-524, banda de 54Mbps. Valor:R$ 150,00. Lidyane. Tel.: 9956-7404. E-mail: lidyanerosa@ yahoo.com.br

Vende-se aparelho da sony ericsson, modelo F305, preto, com carregador, cartão de memória e cordão para pulso. Valor: R$ 400,00. Jaqueline. Tels.: 8051-3108/73217371


Cultura

O descobrimento do Novo Mundo Por Manuel Marques

Ilustração: Ricardo Neves

O desenho do mundo que temos hoje devemos a esse sujeito, que sempre atribuiu suas viagens ao desejo de converter novos povos ao Cristianismo. Usando vestes de franciscano, ele descrevia suas explorações ao paraíso como parte do plano divino, que culminaria com o último julgamento e consequentemente o fim do mundo. Curiosamente, à medida em que ia envelhecendo, essa crença se intensificava com mais força. Tanto que ele garantiu ouvir vozes divinas e propôs a alguns monarcas europeus que organizassem uma nova cruzada para capturar Jerusalém. Não leitor, não estou falando desses pregadores que marcam presença semanalmente na TV brasileira. Falo de Cristóvão Colombo, o navegador celebrado em todo o mundo no mês de outubro, data que remonta à descoberta da América. As poucas fontes biográficas não dão tanta informação a respeito desse personagem tão importante no redesenho

17

Em outubro de 1492 após cruzar o Atlântico atrás de novas rotas comerciais, o navegador Cristóvão Colombo chega a América com as caravelas Santa Maria, Pinta e Nina

do nosso mundo. A vida de Colombo sempre foi cercada de mitos, e pouco se sabe sobre seus primeiros anos. Já houve até historiador que o acusou de matador de índio. Sabe-se também que, a partir do ano 1477, o navegador genovês empreendeu uma série de viagens a lugares como Irlanda, Groenlândia e tantos outros. Nessas aventuras ele aprendeu tudo o que pôde sobre os sistemas de ventos do Atlântico. Acumulou conhecimento para empreender a viagem dos seus sonhos: descobrir a rota marítima ocidental para Ásia. E foi com esse desejo em mente que Colombo buscou apoio ao longo de seis anos. Finalmente recebeu-o da realeza espanhola. Partiu para o oceano Atlântico em 3 de agosto de 1492, numa singela embarcação (denominada de Santa Maria) de 100 toneladas e uma tripulação de 52 homens. E era seguida por duas outras caravelas menores, respectivamente de 50 e 40 toneladas cada. E assim, dez semanas depois, imaginando que seguia para as Índias, aportou num belo litoral que hoje conhecemos como Bahamas, em

12 de outubro de 1492. Não conseguiu um atalho para a Ásia, mas descobriu a América, um Novo Mundo. Retornou à Espanha triunfante, e nos próximos seis anos completou mais três viagens ao paraíso descoberto. Embora saibamos alguns detalhes dessa aventura, já que tudo foi registrados em diários de bordo, não podemos afirmar o mesmo no que tange ao homem Cristóvão Colombo. No entanto, alguns pontos de sua vida são unânimes na visão de historiadores, como sua religiosidade, e o nascimento em Gênova, em 1451. Mas um ponto de sua vida também é muito claro: de bobo o velho Colombo não tinha nada. A começar pela negociação que estabeleceu com a coroa, exigindo dos espanhóis dez por cento de todos os lucros nas terras novas de que viesse a tomar posse. Nem é preciso dizer ao leitor que essa parte do trato não foi honrada pelos velhos castelhanos. Aliás, os descendentes de Colombo processaram a Coroa espanhola para obter parte dos lucros do comércio com a América, mas perderam a causa cinquenta anos mais tarde. Razoavelmente rico devido ao ouro que os seus homens tinham acumulado, Colombo faleceu 14 anos após a descoberta mais famosa da humanidade. As histórias de que morreu pobre sãos fictícias, mas é verdade que não desfrutou quase nada do paraíso que descobriu.

Divulgação

Veja Colombo A distribuidora Versátil apresenta uma ótima minissérie da TV Italiana RAI: Cristóvão Colombo. Trata-se de uma superprodução histórica filmada em vários países, com figurinos e direção de arte impecáveis. Com quase cinco horas de duração, a série é uma espetacular aula de história. O material está disponível para venda ou mesmo aluguel nas locadoras mais qualificadas em filmes que transcendem o padrão Blockbuster. Mas para quem prefere ver em película os preparativos, a viagem, o contato com os índios, os anos iniciais de colonização do novo continente, até a morte do genial explorador genovês pode

conferir também em DVD um filme de Ridley Scott: 1492 - A Conquista do Paraíso, distribuido pela Vídeo Arte. Nessa narrativa, o diretor de Alien preferiu focar no cotidiano desgastante, dos motins da tripulação e de toda a incerteza que cercava uma expedição naquela época. O filme focaliza também o espírito vanguardista de Colombo, suas negociações com a coroa espanhola e a tentativa de estabelecer colônias na América. Se o leitor quiser saber mais sobre o tema, dentre tantas fontes, recomendo a coleção Grandes Personagens da História Universal, editado pela Editora Abril nos anos 70.


Entretenimento TV UNIBAN Destaques da Semana de 19 a 25/10 Salada Mista

(2ª parte) O editor da Folha Universitária, Renato Góes, nos mostra mais um pouco do continente sul americano. Nesta viagem, os destaques são: Lago Titicaca no Peru e o Salar de Uyuni na Bolivia. CNU/SP: 3ª – 4h e 12h / 5ª – 8h / 6ª – 19h / Sab. – 4h

Revista Uniban

Apresentação de peça teatral do CRU (Centro de Reabilitação Uniban) / Jornada de Fisioterapia / Professor de Nutrição da Uniban cria blog sobre o tema / Alunos de Rádio e Tv criam programa de rádio na internet. CNU/SP: 2ª – 12h / 3ª – 6h / 4ª – 19h / 5ª – 4h e 16h / 6ª – 12h

P2

O Grupo GATTU interpreta obra do autor Nelson Rodrigues. “Dorotéia” é considerada uma das peças míticas do autor. Neste programa, os atores tentam desvendar os mistérios de seus personagens. CNU/SP: 2ª – 4h / 4ª – 12h / Sáb. 18h.

UNIBAN Discute

Neste programa, convidamos o Prof. Arilson Pereira para discutir um tema que é muito comentado por todos: inserção profissional. O professor conceitua o tema e dá explicações valiosas aos telespectadores. CNU/SP: 2ª – 21h / 5ª – 1h e 19h / Sab. – 12h

São Paulo - canal 11 (NET); São Paulo - canal 71 (TVA); Osasco - canal 20 (NET Osasco); ABC - canal 18 (Net ABC).

PROMOÇÃO Concorra a 3 pares de ingressos para o filme Terror na Antártida. Acesse o hotsite da Folha Universitária (www. uniban.br/folha) e clique no link “Promoção”. Depois preencha os dados corretamente junto com o título do filme. Os nomes dos ganhadores saem na próxima edição.

CRUZADAS

19



Folha Universitária: 19 de Outubro de 2009