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ACENIRA COSTA SOUSA ALVES CIRENE GOMES DE LIMA E LIMA

Acopyright @ by Acenira Alves e Cirene Lima Todos os direitos das autoras 2011 Editora P&P

São Luís

UMA CIDADE MUITAS HISTÓRIAS

Capa e Projeto Gráfico: Paulo Alves Orientadora: Mestranda em Educação Suziane Regina Gunha de Moura e-mails: ac.epp@hotmail.com cirenelimaelima@hotmail.com ALVES, Acenira Costa Sousa LIMA, Cirene Gomes de Lima e São Luís - Uma cidade, muitas histórias / Acenira Alves e Cirene Lima - São Luís: P&P, 2011 50 p. 1.Literatura Brasileira - Ensaio 2. Cultural 3. São Luís I. Título. CCD 869.94 CDU 821.134.3(81 - 4)


Sumário

AGRADECIMENTO Em primeiro lugar agradecemos à Deus por nos dar a capacidade de desenvolver a tarefa que nos foi dada. A elaboração deste trabalho não teria sido possível sem a colaboração, estímulo e empenho de diversas pessoas. Gostaria, por este fato, de expressar toda a nossa gratidão e apreço a todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram para que esta tarefa se tornasse uma realidade. Agradecemos a professora Suziane Regina Cunha de Moura por nos orientar e dar a oportunidade de conhecer um pouco mais da história Maranhense, Paulo Alves que diagramou este livro e Jociel Ferreira Melônio estudante de história na UFMA. Foi, e é de fundamental importância a transmissão de experiências, para a criação e solidificação de saberes, o que estimula ainda mais nossos conhecimentos.

História de São Luís ...............................................................7 Artesanato .............................................................................. 9 Lendas Ludovicense .............................................................12 O milagre de Guaxenduba ....................................................13 Carruagem de Ana Jansen ...................................................13 Lenda da Serpente de São Luís ...........................................15 Lenda da Manguda ................................................................16 Lenda do Palácio das Lagrimas ...........................................17 Lenda da Praia do Olho D`água ...........................................18 Igrejas .....................................................................................19 Igreja do Desterro ..................................................................19 Igreja da Sé ou Catedral metropolitana ...............................20 Igreja Nossa Senhora do Carmo...........................................21 Igreja do Rosário dos Pretos ................................................22 Igreja Nossa Senhora dos Remédios ..................................22 Igreja de Santana ou Santa Ana ...........................................23 Igreja de Santo Antonio ........................................................24 Igreja de São João Batista....................................................24 Igreja de São Pantaleão ........................................................25 Conventos ..............................................................................26 Convento Nossa Senhora do Carmo ...................................26 Convento e Igreja das Mercês ..............................................27 Culinária .................................................................................29 Arroz-de-cuxá ........................................................................30 Farinha de Puba ou D àgua...................................................31 Autores e poetas ..................................................................32 Folclore ..................................................................................45 Bumba-meu-boi .....................................................................46 Tambor-de-criuola .................................................................47 Reggae ...................................................................................48 Conclusão ..............................................................................49 Referencias ............................................................................50


INTRODUÇÃO Com objetivo de fazer um estudo sobre diversidade cultural do Maranhão, podemos então perceber a importância em obter um conhecimento mais amplo e até mesmo fatos que antes eram desconhecidos aos nossos olhos, sendo assim valorizando o orgulho de ser maranhense. Enfocaremos seu surgimento, história, cultura, culinária, folclore, artesanatos, autores e poetas, riquezas naturais, pontos turísticos e seus poemas que encantam a todos. A festa do Bumba-meu-boi, é uma tradição que se mantém desde o século XVIII, arrasta maranhenses e visitantes por todos os cantos da cisdade, nos meses de junho e julho. São Luis do Maranhão traz em sua breve História a característica singular de ter sido uma das três capitais brasileiras construídas em ilhas, além de ser a única cidade do país a sofrer forte influência de três povos, fundada pelos Franceses, depois invadida pelos Holandeses e finalmente colonizada por Portugueses. O resultado foi um belo mosaico cultural. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, esta cidade é um museu ao ar livre, uma viagem de volta ao passado e a certeza de um passeio memorável.

APRESENTAÇÃO Este livro tem a pequena pretensão de falar um pouco de uma cidade, que com seus quase quatrocentos anos, construiu sua rica história cultural. É notório que houve muitas e sangrentas guerras, lutas e batalhas, mas também é certo que surgiram muitas das festas tradicionais. E que festas! Destas que o povo sai para as ruas cantando, pulando e dançando, expressando toda sua sofrida alegria, sofrida sim, pois é um povo que trabalha muito, em suas pescas, roças e etc... destas guerras, das festas e sofrimentos, surgiram as saborosas comidas e os belos artesanatos, que para muitos é meio de sobrevivência.


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7 HISTÓRIA DE SÃO LUÍS

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ão Luís foi fundada em 08 de setembro de 1612, quando os franceses chegaram nestas terras, foi em homenagem ao Rei Luís XII que a cidade recebeu este nome, Daniel de la Touche posteriormente foi invadida pelos holandeses e colonizadas pelos portugueses, em 1621 o Brasil foi dividido em duas unidades administrativas: Estado do Maranhão e Estado do Brasil – a primeira capital da unidade administrativa foi esta. Situada no litoral maranhense essas terras era chamada de UPAON_AÇU, que significa grande ilha, a cidade de São Luís possui influência dos nativos Pintura de Luís XII portugueses, franceses e

africanos. Traz consigo, uma diversidade em seus costumes, ritmos e sabores, a cidade possui reflexos da mistura cultural dos povos formadores de sua identidade, antes dos portugueses a cidade de São Luís era habitada pelos índios índios que se alimentavam da caça, pesca, e plantações como mandioca e batata doce. São Luís possui o maior conjunto arquitetônico de casarões com fachadas de azulejos construídos Jerônimo de Albuquerque no século XIX, é conhecida por algumas pessoas como a Ilha do Amor, cidade do reggae e possui grandes poetas e escritores. Em 1997 recebeu da UNESCO o titulo de Patrimônio da Humanidade e recentemente o Bumbameu - boi passou a ser em 30 de agosto de 2011 Patrimônio Cultural do Brasil.

Expulsão dos franceses em 1615 (Quadro de Armando Viana)


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ão Luis uma capital criativa e diversificada. É assim o artesanato maranhense com vasos, bolsas, chinelos, toalhas, chapéus, miniaturas inspiradas em símbolos da cultura regional, são apenas alguns exemplos dessa grande produção que, nas mãos dos artistas locais, ganham sempre novos tons, cores e formas. Para fazer o artesanato utiliza-se como matéria prima o algodão, couro, madeira, argila, fibra de guarimâ (planta pouco conhecida), mas o principal é a palha do buriti, a palmeira,

própria de regiões alagadas, é comum nos municípios dos Lençóis Maranhense, é da palha do buriti que se extrai uma fibra versátil e resistente que dá origem a dezenas de peças comercializadas nas lojas, mercados e centros de artesanato. As peças de cerâmica são produzidas na cidade de Rosário. E na colônia de pescadores da Raposa sobressai-se a produção de renda. Em São Luís vale à pena adquirir algumas das miniaturas retratando personagens de São Luís como os sorveteiros, verdureiros, carvoeiros, que ainda hoje oferecem seus produtos fazendo pregões pelas ruas. Finalmente os boizinhos, pequenas e delicadas réplicas dos bumba-meu-boi, grandes atrações durante as festas de São João que acontece no mês de junho.

ARTESANATO

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11 Essa diversidade atrai turistas e curiosos de várias partes do país e do mundo, que visitam as casa de artesanato com a intenção de levar uma pequena lembrança da cultura maranhense para suas cidades de origem. O artesanato é fonte de renda para muitas p e s s o a s , é responsável por boa parte do nosso turismo.

LENDAS LUDOVICENSE

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icções fabulosas e maravilhosas transmitidas oralmente através dos tempos, que combinam fatos reais históricos com fatos irreais e são produtos meramente da imaginação humana, é o que Fonte do Ribeirão caracteriza as Lendas. Com exemplos bem definidas em cada país do mundo, as lendas explicam o inexplicável cientificamente, como os acontecimentos misteriosos e sobrenaturais. Na medida em que são recontadas, sofrem alterações, reforçando o dito popular “Quem conta um conto, aumenta um ponto” e como não poderia de ser, em São Luís, um lugar de rica miscigenação cultural, apresenta muitas lendas, contadas por gerações.


13 O Milagre de Guaxenduba Defronte ao Forte de Santa Maria de Guaxenduba era travado um combate entre os portugueses e os franceses. Os portugueses estavam prestes a perder o combate, porque estavam em menor número e pouca munição, no entanto, baixa estima. Repentinamente entre eles apareceu uma formosa virgem com uma resplandecente auréola, com suas mãos milagrosas transformou a areia em pólvora e os seixos, aqueles fragmentos de rocha dura, as pedras soltas, em projéteis. Os portugueses revigoraram-se e expulsaram os invasores de São Luís. Por esse fato, a virgem passou a ser aclamada padroeira da cidade, sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória. Duvida.

Carruagem de Ana Jansen Ana Jansen foi uma mulher muito rica e com muito poder social e político de São Luís. Extremamente má, aplicava maus tratos aos seus escravos. Vendia produtos de

14 qualidade duvidosa com alto preço despertando uma revolta popular. Por ser muito má, ela foi condenada, depois de sua morte, a vagar para sempre nas ruas da cidade em sua carruagem assombrada parte do cemitério do Gavião. Dizem que o coche é puxado por cavalos brancos, decapitados e guiados por uma caveira de torturado escravo e decapitado com corpo ensangüentado. Esta carruagem com sua amaldiçoada proprietária, é vista nas noites de sextafeira, principalmente nas mais escuras. Todos os transeuntes fogem quando ouvem o barulho das ferragens gastas e o coro das lamentações dos escravos, caso o incauto seja pego pela maléfica em sua carruagem amaldiçoada, será obrigado a rezar uma oração para salvar a alma da maligna. Caso esse retardatário recusar-se a r e z a r, a o d e i t a r - s e receberá, da velha fantasma, uma pequena vela de cera e quando o dia amanhecer essa peça de cera estará transformada em um osso humano desencarnado.


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15 Lenda da Serpente de São Luís

Lenda da Manguda

Conta a história que a Ilha de São Luís irá desaparecer quando a cabeça da serpente que está localizada na Igreja da Sé e parte de sua calda que está localizada na Fonte do Ribeirão (quanto a localização de parte do corpo da serpente existem várias versões, por isso, não é possível afirmar a correta), quando se encontrarem ela reunirá todas suas forças e em um abraço destruirá toda a cidade pois segundo contam, ela cresce pouco a pouco. Segundo a cresça a serpente habita nas g a l e r i a s subterrâneas que percorrem o Centro Histórico desta cidade, para populares as galerias foram construídas para que permitisse que os padres se locomovessem em segredo, era usada para promover o contrabando de mercadorias e de escravos.

Conta-se em boca-pequena que esta lenda foi uma farsa encomendada pelos comerciantes do final do século XIX que contrabandeavam mercadorias, desembarcando-as em vários portos alternativos, mesmo assim eram constantemente descobertos e flagrados pelas fiscalizações, frustrando, assim, a descarga das mercadorias. E para afastar os indesejados, surge Manguda, um ser fantasmagórico, trajando um chambre branco de mangas muito largas e compridas, dissimulava o rosto com uma máscara e da cabeça saía uma nuvem de fumaça que encheu de pavor as crianças e uma boa parte da população adulta da época, em uma pacata e mal-iluminada cidade provinciana.


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19 IGREJAS

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s igrejas são sinônimos de

devoção, oração, busca de fé para que possam vencer as dificuldades que aparecem, com isso, foram fundadas várias igrejas cada uma com suas histórias ou congregações religiosas.

Igreja do Desterro Ela é considerada a primeira igreja de São Luís, foi construída com a frente para o mar e não como é hoje virada para a rua da palma, sua construção aconteceu no inicio do século XVII, possui uma única torre. Esta igreja foi saqueada, onde levaram peças sacras de ouro e prata, foi reformada várias vezes por causa das invasões que danificaram sua estrutura, uma dessas

reformas aconteceu com doações dos moradores por saberem da sua importância. Ela está localizada no bairro que leva seu nome, possui um pequeno museu de artes sacras, é a única igreja com arquitetura de traço bizantino encontrada no Brasil e sua ultima reforma aconteceu em 2008.

Igreja da Sé ou Catedral Metropolitana Esta é a segunda igreja e um dos monumentos históricos mais antigos de São Luís foi construída por Diogo Machado da Costa em 1629, hoje com 382 anos. É a única catedral brasileira que possui um altar maçônico, foi construído na época para homenagear os mações e representar D. Pedro II. Ela foi reconstruída várias vezes até o ano de 1922, e sua construção


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mulher de seu irmão e seus filhos. Mas quando um de seus sobrinho ao descobrir que era ele o assassino do próprio irmão, matou-o após arremessá-lo de uma das janelas.

Tinha um casarão de três pisos situado à rua 13 de maio, em frente a Igreja de São João e fazendo canto com a rua da Paz, onde foram inventadas várias lendas sobre este imóvel, das quais se destaca a dos irmãos portugueses que resolverem vir buscar riqueza nesta terra, mas apenas um deles conseguiu realizar o seu sonho, enquanto que o outro jamais saiu da pobreza, cheio de inveja, o irmão pobre matou o outro irmão a fim de herdar sua fortuna, pois o irmão rico vivia com uma escrava e seus filho, por isso não possuía herdeiros legítimos.

Descoberto o crime, e por ser escravo, seu autor foi condenado à morte na forca posta em frente ao sobrado. Neste momento o condenado amaldiçoou o sobrado em suas últimas palavras: Palácio que viste as lágrimas derramadas por minha mãe e meus irmãos. Daqui por diante serás conhecido como Palácio das Lágrimas.

Com a morte do irmão e de posse dos bens herdados, passou a maltratar com o máximo de crueldade os escravos, a ex-

Lenda da Praia do Olho D'água Conta-se que inicialmente ali havia uma aldeia indígena, onde tinha como chefe Itaporama, ele tinha uma filha que se apaixonou por um jovem da tribo, por ser muito bonito, provocou paixão na Mãe D'água, que através de seus poderes conquistou e levou-o para seu palácio encantado nas profundezas do mar. A filha de Itaporama ao perder seu grande amor caiu em desolação, deixou de se alimentar e foi para a beira do mar e pôs-se a chorar até a morte. De suas lágrimas segundo a lenda formou-se duas nascentes que até hoje correm para o mar e que deu origem a esta praia.


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aconteceu por causa da peste que assolou a população desta cidade, dessa forma o capitão da época queria reforçar a fé dos afetados pela doença da época que era a varíola. Em 1687 foi dado pela câmara licença para que fosse construída uma nova igreja e findada a construção, foi inaugurada p e l o b i s p o d i o c e s a n o D . Ti m ó t e o Sacramento, em 30 de julho de 1699. Devido à fragilidade da construção, a igreja desmoronou em 1761. A Sé antiga teve determinada a sua demolição, através de uma carta-régia, ela possui um altar-mor ricamente trabalhado em ouro.

está ligada à expulsão dos holandeses em 1643. A igreja do Carmo apresenta muito pouco de sua construção original, é um ponto turístico muito visitado até hoje. Esta localizada no centro de São Luis, sofreu algumas reformas mas mantém seu aspecto original.

Nossa Senhora do Rosário dos Pretos Localizada no centro da cidade na rua do Egito, foi construída pela iniciativa da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos com ajuda vinda dos devotos de todas as partes. Esta igreja foi restaurada em 1772, e só mais tarde recebeu a imagem de sua santa padroeira em seu altar-mor, as paredes laterais são revestidas por azulejos que formam painéis belíssimos.

Igreja Nossa Senhora do Carmo Nesta igreja foi celebrada a primeira missa pelos capuchinhos no dia 12/08/1612, pelos Fr. Ivo de Evreux, Fr. Arsênio de Paris, Fr. Ambrosio de Amiens e F. Cláudio de Abbeville, possui uma grande importância para a história do Maranhão, pois

Igreja Nossa Senhora dos Remédios Possui construção em estilo gótico de 1719, começou com uma pequena capela que ao passar dos anos aconteceu as destruições pelo tempo,


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mas sua reedificação aconteceu por volta de 1798. Sempre protegida pelos comerciantes da época esta igreja se mantém até hoje como uma das mais belas e conservada de São Luís. Sua atual construção data de 1860. Esta localizada em frente à Praça Gonçalves Dias, a igreja deu nome de sua padroeira ao bairro, o terreno para construção foi doado pelos religiosos do Convento de Santo Antonio, onde na época era visitada apenas por fiéis que iam fazer ou pagar promessa, para que os fieis tivessem oportunidade de freqüentar a igreja o governador mandou abrir uma estrada no sentido Norte/Sul, que ia da Ponta do Romeu até a Estrada-Real (Rua Grande).

maravilhosos em azulejos portugueses e possui em seu acervo um painel de beleza admirável em bom estado de conservação.

Igreja de Santo Antônio Esta igreja foi inaugurada em 20 de janeiro de 1867, esta localizada no Largo de santo Antonio, com a prosperidade do Seminário Episcopal de Santo Antonio, em sua inauguração solene o Padre Antonio Vieira fez o “Sermão dos Peixes”, no qual fazia uma critica à sociedade Ludovicense. Nesta igreja aconteceram as reuniões que antecederam as batalhas da Revolta de Beckman, Manuel Beckman era um agricultor alemão que expulsou os jesuítas e exigiu melhorias para a cidade, mas foi morto pelos portugueses.

Igreja de São João Batista Igreja de Santana ou Santa Ana Construída no inicio do século XIX, está localizada na rua que leva seu nome, com característica predominantemente neoclássica e com motivos barroco, ela possui atrativos

Está localizada no cruzamento da Rua da Paz com a Rua São João, foi construída em 1665 pelo governador Ruy Siqueira da época. Sua construção


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25 aconteceu por que o governador era apaixonado por uma mulher casada e temendo um escândalo fez a promessa ao santo: se o romance nunca fosse descoberto ele mandaria construir uma igreja. Deduz-se então, que o romance permaneceu em segredo, com isso a cidade acabou ganhando um exemplo de arquitetura neoclássica, foi reconstruída em 1934 e traz em sua fachada as indicações: 1665 – SANCTI JOANNIS BAPTISTA ECCLESIA, como na construção original.

Igreja de São Pantaleão A igreja deveria ser consagrada em nome de São José, mas como a obra foi abandonada pela metade e só foi finalizada depois por Pantaleão Rodrigues de Castro em homenagem ao seu responsável pela conclusão recebeu este nome. Nesta igreja funcionava a Roda dos Enjeitados (local onde recémnascidos eram abandonados pelas mães que não podiam ou não queriam criar seu filhos). Em 1833 o vigário de Alcântara providenciou um sino para a igreja. Em 1852 foram trazidos de Portugal pelo Frei Dronero alguns objetos valiosos de Santa Severa.

CONVENTOS

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ua utilização hoje é de sentido religioso, para melhor servir e amar à Deus, lugar onde os homens ou mulheres se retiram do mundo. Algumas pessoas confundem com mosteiros, mas os conventos são delimitados por muros e estão localizados dentro das cidades.

Convento Nossa Senhora do Carmo Tanto a igreja quanto o convento estão ligados a alguns fatos da historia, como a expulsão dos Holandeses, este convento se tornou a fortaleza de onde partiram bombardeios contra o Forte de São Filipe, neste mesmo local os


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combatentes portugueses e os nativos encontraram abrigo, armas e munições. Ferido em combate, faleceu neste local o bravo Antônio Muniz Barreiros Filho, que era ex-capitão-mor do Maranhão. O convento sofreu algumas modificações desde a sua construção original, como o corte das sapatas e do calçadão saliente que davam para a Rua da Paz.

adaptações e reformas, inclusive a que inverteu as frentes do convento e da Igreja anexa (que davam para o mar) e lhes conferiu a unidade de fachada única, com a finalidade de servirem de quartel para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militares do Estado. Posteriormente esse imóvel sofreu nova restauração com a finalidade de sediar a Fundação da Memória Republicana, que ali mantém um acervo importante de livros, documentos, condecorações, obras de arte e numerosos outros objetos doados pelo Senador e ex-Presidente José Sarney.z

Convento e Igreja das Mercês Foi iniciado em 1654 com uma construção simples de taipa e coberta de palha. Já no ano seguinte, requeriam terreno para a c a p e l a - m o r e providenciaram a edificação de convento e Igreja. Os mercedários desenvolveram atividades evangélicas e educacionais com redobrado empenho. O Convento das Mercês foi destinado por D. Luís da Conceição Saraiva (1862-78) a sede do Seminário Menor. Os prédios do Convento e da Igreja das Mercês, foram vendidos ao Governo do Estado por quatro contos de réis. De posse do imóvel o governo realizou


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29 CULINÁRIAS

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c u l i n á r i a maranhense sofreu influência de várias culturas como a francesa, holandesa, indígena, africana e portuguesa, sendo as mais importantes as indígenas e portuguesas, os ingredientes básicos são o arroz, a farinha de puba e d` água, mas em alguns pratos são de grande importância. Temos uma culinária saudável com um baixo consumo de gordura e um tempero moderado, o maranhense não abusa da pimenta deixa o consumo a gosto de cada um. Há as tortas de camarão fresco ou seco, arroz-de-cuxá, torta ou casquinha de caranguejo, os cozidos de sarrabulho, mocotó e outros pratos.

O arroz-de-cuxá O arroz começou a ser cultivado no Maranhão em 1745 quando os portugueses o trouxeram, foi um grande exportador para a Europa com isso serviu de incentivo para que o maranhense criasse vários pratos feitos com arroz, mas o grande orgulho do povo maranhense é o arroz-de-cuxa que deve ser servido acompanhado por torta de camarão ou carangueiro, camarões e peixes cozidos ou fritos, a sua forma de preparar é acompanhado de vinagreira onde em alguns lugares é conhecida como quiabo-róseo, quiaboroxo, caruru azedo, bastente usado na culinária francesa apesar de originário da Africa. É preciso muito cuidado no preparo para que não fique sem gosto ou muito azedo pois dessa forma fica dificil a degustação. Modo de preparo: Ingredientes: 500 gramas de arroz; 3 maços de vinagreira ou cuxá; 1 garrafa de leite de coco 250g de camarão seco sem casca; cebola, tomate, pimentinha de cheiro (picotar todos), pimentão,


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31 azeite de dendê, óleo e sal à gosto. Modo de fazer: Cozinhe os maços de vinagreira durante 10 minutos, depois escorra o líquido e picote com uma faca o tomate, cebola, pimentão, pimentinha de cheiro. Deixe o camarão seco sem casca de molho 5 minutos para tirar o sal, coloque numa panela por 5 minutos para refugar com 2 colheres de azeite de dendê e 2 de óleo. Coloque meia garrafinha de leite de coco no refugo. Misture o camarão, a vinagreira e o arroz. Deixe cozinhar até secar. E bom apetite!

Farinha de Puba ou D´água É feita de madioca, onde o maranhão foi um dos maiores produtores e hoje está importanto de outros estados como: Pará, Paraná e Minas Gerais, é muito usada para fazer farofas, paçocas, pirões, mingaus e etc. Da mandioca se produz artesanalmente no Maranhão a tiquira, mais conhecida como aguardente, era consumida antigamente pelos escravos e pela população mais pobre, por isso acabou gerando um preconceito pela bebida. Doces De grande apreciação os beijus, o cuscuz de arroz, os bolos de macacheiras, doces de bacuri, buriti, banana, jaca, banana, caju etc.

AUTORES CULINÁRIAS E POETAS

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culinária maranhense sofreu influência de várias Academia Maranhense de Letras, inaugurada dia 10 culturas como a francesa, holandesa, indígena, de agosto de 1908, escolheu o poeta Gonçalves africana e portuguesa, sendo as mais importantesDias as como seu patrono geral. Fundada no salão de leitura indígenas e portuguesas, os ingredientes básicos são o da Biblioteca Pública do Estado, a partir de 1950 tornou-se sua sede, contou com vinte cadeiras e, inicialmente, doze participantes: Antônio Lobo, Alfredo de Assis, Astolfo Marques, Barbosa de Godói, Corrêa de Araújo, Clodoaldo de Freitas, Domingos Barbosa, Fran Paxeco, Godofredo Mendes Viana, Inácio Xavier de Carvalho, Ribeiro do Amaral e Vieira da Silva. Além disso, os estatutos acadêmicos determinavam que mais oito membros fossem acrescentados mediante eleição e também como fundadores. No dia 7 de Setembro desse ano, no mesmo prédio, houve a solenidade da sessão inaugural da academia. Assim, dava-se início às suas atividades. Seu primeiro presidente foi o professor e historiógrafo Ribeiro do Amaral, por serem, entre seus confrades, o mais velho, a academia contou com a presença marcante de Antonio Lobo, um verdadeiro líder e "agitador de idéias". Graças à sua dedicação intensa, a AML é lembrada hoje pelo cognome Casa de Antônio Lobo. Sem dispor de sede própria durante muitos anos, os membros da academia reuniam-se amiúde nas residências de seus confrades. Nesse período


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de dificuldades, houve abandonos e descasos, principalmente por parte da classe política, muito embora alguns dos confrades mais notáveis fossem deputados, senadores, governadores e prefeitos. Na presidência de Clodoaldo Cardoso, entretanto, deu-se o processo de revigoramento da academia. Entre os acadêmicos então eleitos, o professor e historiador Mário Meirelles que também comandou a AML muito ajudou a casa a participar decisivamente no desenvolvimento e consolidação do Ensino Superior no Maranhão. Retornar ao passado e poder mergulhar na história de uma ilha amada por muitos, é de fato estar se debruçando na mais pura literatura de uma das capitais mais belas do nosso país, com sua diversidade cultural, São Luis Patrimônio Histórico da Humanidade é conhecida também por ser berço de grandes autores e poetas que contam suas histórias e descobertas.

riquezas culturais, tradições, poesia... Berço poético! Assim é São Luis do Maranhão, grandes poetas e escritores vem surgindo a cada ano, não perdendo a tradicional história de nossa cidade, mas trazendo inovações atuais da poesia maranhense, fazendo com que a leitura seja agradável aos olhos de quem ver e incentivando ainda mais os amantes da leitura. Cidade onde aqui morou e moram grandes nomes, berço que inspira poesia! Assim é São Luis! de poetas e escritores como:

“São Luiz do Maranhão” “Ilha do Amor” “Atenas Brasileira” “Cidade dos Azulejos” “Capital Brasileira da Cultura”, assim é chamada a Capital Maranhense. Escritores e Poetas Maranhenses dão a cidade sua identidade, eles que fazem parte de sua História e revelam aos que nela passeiam um povo que tem orgulho de ser maranhense, felizes com sua política de vida, seus ideais ,

Ferreira Gullar, nome literário de José Ribamar Ferreira, nasceu em São Luís, a 10 de setembro de 1930. Ele foi poeta, jornalista, teatrólogo, ensaísta e crítico de arte. Um dos maiores poetas brasileiros da atualidade. Sua obra poética, reunida em toda poesia (1980), compreende os livros A luta corporal (1954), O vil metal (1954-60), Poemas concretos/Neoconcretos (1957-8), Romances de cordel (1962-5), Dentro da noite veloz (1962-75), Poema sujo (1975), Na vertigem do dia (1975-80) e Barulhos (1980-7). Desse conjunto o autor excluiu Um pouco acima do chão (1949), livro de estréia, publicado quando ainda residia em São Luís. Um Poema! Um instante Aqui me tenho Como não me conheço nem me quis


35 sem começo nem fim aqui me tenho sem mim nada lembro nem sei à luz presente sou apenas um bicho transparente Ferreira Gullar José de Sousa Montello, nasceu nesta cidade em 1917. Foi romancista, poeta, teatrólogo, ensaísta, polígrafo enfim, de invejáveis recursos e larga instrução, dentre os de sua geração na família intelectual maranhense, foi o que alcançou maior renome. Ocupou vários cargos como o de Inspetor do Ensino Comercial, Técnico de Educação, Diretor dos Cursos da Biblioteca Nacional, Secretário Geral do Estado do Maranhão, Diretor Geral da Biblioteca Nacional e subchefe da Casa Civil do Presidente da República, regeu na Universidade de San Marcos (Lima, Peru) de que foi feito professor "honor is causa", membro do Instituto de Estudo Brasileiro de Lisboa e do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, sócio efetivo das Academias Brasileiras de Letras (cadeira nº 29, de Martins Pena ) e Maranhense de Letras (cadeira nº 31 de Raimundo Lopes ). As numerosas bibliografias de J.M incluem ensaios literários, peças teatrais, literatura infantil, obras de pedagogia e

36 biblioteconomia, estudos históricos, coletâneas de contos, novelas e romances. Nestes, demonstra ele seu apego aos esquemas tradicionais da arte de narrar não apenas pela linguagem direta, fluente, mas sobretudo pela preeminência dada à tessitura do enredo, à caracterização psicológica das personagens (repetidos em termos de análise psicanalítica) e à descrição dos costumes sociais de São Luís do MA, onde se ambienta a ação de tais romances. Paulo Melo de Souza, nasceu em São Luís dia 6 de maio de 1960. Graduado em Desenho Industrial e Comunicação Social (habilitação em Jornalismo) pela Universidade Federal do Maranhão, de cujo Curso de Comunicação Social é. Um dos criadores do grupo Poeme-se, de marcante atuação como promotor de recitais, leituras de poesia, debates literários, além de haver montado na Praia Grande, sebo e locadora de livros que tem prestado os serviços à difusão cultural, publicou diversos poemas em revistas de São Luís e Brasília. Enfeixou parte de sua produção poética no livro Oráculo de Lúcifer. José Francisco das Chagas, nasceu em Piancó-PB, a 29 de outubro de 1924, achando-se radicado no Maranhão desde 1948. Jornalista, cronista e poeta, pertence à Academia Maranhense de Letras. Além de livros de prosa, publicou também os de poesia: Canção da expectativa (1955), O discurso da ponte (1958), O caso da ponte São Francisco (1964), Os telhados (1965), Maré / memória (1973), Lavoura azul (1974), Colégio do vento (1974), Maré de moça (1977), Pão e água (1978), Os canhões do silêncio (1979), todos


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37 reeditados em Poesia reunida (1980),e ainda: De lavrae de palavra ou campoemas (1980), Maré de aço (onda de alumínio), ou o naufrágio da Ilha (1983), A cor do puro (1983), Cem anos de infância ou o poeta e o rio (1985), Águas de silêncio (1987), A arcada do tempo (1988), Antropoema ou o signo da humana dor (1988), Alcântara; negociação do azul ou a castração dos anjos (1994) e Tabuada de memória (1994). Bandeira Tribuzi (1927 – 1977), nome literário de José Tribuzi Pinheiro Gomes, nasceu e faleceu em São Luís. Foi professor, economista. jornalista, ensaísta, poeta. Após estudos superiores na Universidade de Coimbra, retornou para São Luís, em 1945. Seus livros publicados foram: Alguma existência (1948), Rosa da esperança (1950), Safra (1961), Sonetos (1962), Pele e osso (1970) e Breve memorial do longo tempo (1977) foram, acrescido de poemas inéditos, reunidas no Livro Poesias completas (1979), do qual apareceu uma reedição em 1986, sob o título Poesia reunida, é autor do Hino de São Luís que é mais conhecido como Louvação a São Luís. Ó minha cidade Deixa-me viver que eu quero aprender tua poesia sol e maresia lendas e mistérios luar das serestas

e o azul de teus dias Quero ouvir à noite tambores do Congo gemendo e cantando dores e saudades A evocar martírios lágrimas, açoites que floriram claros sóis da liberdade Quero ler nas ruas fontes, cantarias torres e mirantes igrejas, sobrados nas lentas ladeiras que sobem angústias sonhos do futuro glórias do passado . Joaquim de Sousa Andrade (1832 – 1902), que por iniciativa própria, aglutinou seu nome literário para Sousândrade, nasceu na fazenda Nossa Senhora da Vitória, então município de Guimarães - MA, e faleceu nesta cidade. De família abastada, cedo perdeu os pais. Após os estudos preparatórios em São Luís, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos de Medicina, logo abandonado. Viajou em seguida para a França, matriculando-se na Sorbonne, para estudar Letras e


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Engenharia de Minas. Esteve em outros países europeus, voltou ao Maranhão, por mais de dez anos nos Estados Unidos, acompanhando a educação de sua filha Maria Bárbara. Depois de muito viajar, regressou definitivamente a São Luís, em 1885, de onde raramente saiu em curtas temporadas. Republicano histórico e abolicionista, Sousândrade foi o primeiro prefeito de São Luís, após a Proclamação da República. Foi idealizador da Bandeira do Maranhão. Poeta de grande força, foi considerado um precursor da moderna poesia brasileira. Autor de um poema épico pan-americano, O Guesa, em que trabalhou durante toda a vida, Harpas selvagens (1857), Novo éden (1893) e diversos volumes com poesias diversas e cantos de O Guesa, sua obra maior. Os livros Harpa de ouro e Liras deixados inédito foram publicados em 1970

de Frei Antão ( 1848 ) e Últimos cantos (1851). Ficou incompleto o poema americano Os Timbíras, que seria composto de 16 cantos, dos quais foram publicados os quatro primeiros, em 1857.

Antônio Gonçalves Dias (1823 – 1864), nasceu no interior de Caxias - MA, foi Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, ele retornou de Portugal em 1845, vindo para São Luís e daqui para Caxias. Viajou no ano seguinte para o Rio de Janeiro, onde deu início à carreira literária que logo o elevaria ao reconhecimento de maior poeta brasileiro de seu tempo. Além da obra de ciência que o consagrou como importante etnógrafo, ao lado do Dicionário da língua tupi, da memória Brasil e Oceania, dos dramas, Beatriz Cenci, Leonor de Mendonça e Boabdil, Gonçalves Dias produziu uma das mais importantes obras da poesia brasileira, enfeixada no volume Cantos (1857), que reúne os livros Primeiros cantos (1846), Segundos cantos e Sextilhas

José Américo Olímpio Augusto Cavalcante dos Albuquerques Maranhão Sobrinho (1879–1915) nasceu em Barra do Corda – MA e faleceu em Manaus. Membro fundador da Academia Maranhense de Letras tornou-se, depois patrono da Cadeira nº 21.Um dos mais importantes simbolistas brasileiros, deixou vasta produção em jornais de São Luís, Belém e Manaus. Publicou os livros Papéis velhos (1908), Estatuetas (1909) e Vitórias régias (1911). Francisco de Assis Garrido (1899 – 1969), nasceu e faleceu em São Luís. Pertencia à Academia Maranhense de Letras, onde ocupava a Cadeira de nº 4. Publicou entre outros, os livros Sol glorioso (1922), O meu livro de mágoa e de ternura (1923), O livro da minha loucura (1923), A divina mentira (1944) e Crepúsculo (1969). Odylo Costa Filho ( 1914 – 1979) nasceu em São Luís e faleceu no Rio de Janeiro. Foi ensaísta, novelista, jornalista e poeta. Uma das mais expressivas figuras da imprensa brasileira. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras. Autor da consagradas novelas, publicou os livros de poema: Tempo de Lisboa e outros poemas (1967), Cantiga incompleta (1971), Notícias de amor (1974) e Boca da noite (1979).


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Manoel Caetano Bandeira de Mello, maranhense de Caxias nasceu em 1916, reside no Rio de Janeiro. Jornalista, professor, tradutor e poeta, pertence à Academia Maranhense de Letras. Autor de diversos livros em prosa, tem publicados estes, de poesia: A viagem humana (1960), O mergulhador (1963), Canções da morte e do amor (1968), Da humana promessa (1976), Uma canção à beira-mar (1977), Durante o canto (1978), A estrada das estrelas (1981), Da constante canção (1983), e Outono estação do amor.

Manuel de Jesus Lopes nasceu em Dom Pedro – MA em 1929. Bacharel em Letras Clássicas pela Universidade Federal do Maranhão, professor, jornalista, técnico em desenvolvimento, função que exerceu na SUDENE, até aposentar-se. Membro da Academia Maranhense de Letras. Além de trabalhos técnicos, Manuel Lopes é autor dos livros de poesia, com alguns dos quais conquistou prêmios literários: Voz no silêncio (1953), Poemas de agosto (1955), Um homem à beira do rio (1961), Campo-ilha-urbs ou canto puro, com muito amor, para São Luís do Maranhão (1977) e Canção itinerária (1989).

Roberto Kenard Fernandes Rios nasceu nesta cidade em 1958. Jornalista, autor de penetrantes textos ensaísticos publicados na imprensa. Distinguido com diversos prêmios conferidos por concurso literários promovidos em São Luís e em outras capitais brasileiras. Além de figura em antologias poéticas, publicou os livros de poemas No meio da vida, Do lado esquerdo do corpo e O camaleão no espelho. Bernardo Coelho de Almeida (1927–1996), nasceu em São Bernardo - MA e faleceu em São Paulo. Foi sepultado em sua cidade natal. Pertenceu à Academia Maranhense de Letras, foi jornalista, orador, romancista e poeta. Autor dos romances: A última promessa (1968) e O Bequimão (1973), reuniu parte de suas numerosas crônicas no livro Galeria (1961). Publicou, ainda, Éramos felizes e não sabíamos (1989) e os livros de poemas Luz! Mais luz!...(1954) e A gênese do azul (1955).

Nauro Diniz Machado nasceu em São Luís (1935). Ensaísta, articulista e, sobretudo, poeta. Dono de uma bibliografia já próxima dos 30 títulos, estreou em 1958, com o livro Campo sem base, com um grande acontecimento para a poesia brasileira, e que abriria caminho à consagração do autor, sempre confirmada e alargada pela sucessiva publicação de seus livros, a seguir mencionados: O exercício do caos b (1961), Do frustrado órfico (1963), Segunda comunhão (1964), Ouro noturno (1965), Zoologia da alma (1966), Necessidade do divino (1967), Noite ambulatória (1969), Do eterno indeferido (1971), Décimo divisor comum (1972), Testamento provincial (1973), A vigésima aula (1974), Os parreirais de Deus (1975), Os órgãos apocalípticos (1976), A antibiótica nomenclatura do inferno (1977), As órbitas da água (1978), Masmorra didática (1979), O calcanhar do humano (1981), O cavalo de Tróia (1982), O signo das tetas (1984), Apicerum da clausura


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43 (1985), Opus da agonia (1986), O anafilático desespero da esperança (1987), A rosa blindada (1989), Mar abstêmio (1991), Lamparina da aurora (1992) e Funil do ser (1995). Laura Amélia Damous Duailibe nasceu em TuriaçuMA, a 10 de abril de 1945. Tem extensa folha de serviços prestados em atividades ligadas à vida cultural de São Luís. De assessora cultural da Secretaria de Estado da Cultura, continuou seu trabalho junto à Biblioteca Pública Benedito Leite, cujo anexo, para estudantes, ajudou a criar, e na qualidade de diretora do centro de Criatividade Odylo Costa, filho, do Teatro Artur Azevedo. Atualmente é subsecretária da Secretaria de Estado da Cultura, pasta da qual já foi titular.Publicou os livros Bravíssima canção do amor constante(1985), Arco de tempo (1987) e Traje de luzes (1993). Luís Augusto Cassas de Araújo maranhense de São Luís, onde nasceu a 2 de março de 1953, é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão. Tem vasta colaboração em prosa publicada na imprensa de São Luís. E é um dos poetas fundamentais de sua geração. Embora escreva intensamente, e desde muito jovem, impõe grande rigor seletivo a seus poemas. Por isso, ao contrário do que geralmente acontece com os jovens poetas, não teve pressa na publicação do primeiro livro, fato que lhe permitiu estrear com uma obra que permanece à altura de sua produção posterior. Publicou os livros República dos becos (1981), A paixão segundo Alcântara (1985), Rosebud (1990) e O

retorno da aura (1994). Jomar Moraes, autor de 15 livros, desempenhou várias funções como: diretor da Biblioteca Pública Benedito Leite, do Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado, do Departamento de Cultura do Estado, do Departamento de Assuntos Culturais da Universidade Federal do Maranhão e secretário de Estado da Cultura. Membro da Academia Maranhense de Letras é seu atual presidente. Alguns de seus livros como: Guia de São Luís do Maranhão de 1995 está à venda em todas as livrarias da capital maranhense.


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45 FOLCLORE

O

s ludovicenses são povos festeiros, que ao comemorar o carnaval e a festa junina toda a cidade é contagiada pela alegria, no carnaval usam fofões de chita colorida com máscaras estranhas, fantasias, o carnaval de rua é muito conhecido e animado, para os que não se divertem nas ruas existem os bailes de carnaval no clubes da cidade. Quando termina o carnaval, começam os ensaios dos bumba-meu-boi e das quadrilhas que se apresentarão durante as festas juninas. No mês de junho São Luís transforma-se em um imenso arraial. Em todos os bairros e nas vilas dos arredores onde o povo canta, dança, bebe, comem iguarias de milhos, mingaus, cocadas, pratos típicos da culinária maranhense.

Bumba-meu-boi O bumba meu boi é uma festa para todos, onde os bois se espalham das periferias até os arraiais no centro e nos shoppings. É uma festa de magia, colorido e muita riqueza nas roupas enfeitadas com paetês, fitilhos, chapéus dos brincantes, dos caboclos de fita, nas r o u p a s t r a z e m imagens de santos. São Luís possui quase 100 grupos de Bumba-meu boi. Estes grupos possuem a responsabilidade em guardar e reproduzir as peculiaridades desta festa popular. O Bumba-meu-boi veio de Portugal e aqui no Brasil sofreu a influência das culturas africanas e indígenas. Em de 2011 passou a fazer parte do Patrimônio Cultural do Brasil.


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47 Tambor-de-crioula

Reggae

Surgiu com a chegada dos negros no final do século XVII, é uma mistura de sensualidade e brincadeira, é reconhecida como patrimônio. As musicas podem ser improvisadas ou de domínio popular, a dança acontece entre mulheres vestidas com saias longas, rodas e bastante colorida, os instrumentos utilizados pelos homens são tambores, as mulheres cantam e dançam.

Das cidades brasileiras São Luís tem o maior consumo de reggae de raízes. No final da década de 70 o reggae se popularizou através das rádios e radiolas, com isso não parou de crescer e hoje faz parte da cultura maranhense. É sem explicação a forma do vestir, dançar e como eles elegem um reggae e o transforma em “pedra” ou “pedrada” como é bastante conhecida no meio. Pela persistência dos donos de radiola, clubes e Djs acreditase que o maranhão possui o grande acervo de reggae.


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49 REFERÊNCIAS

Ÿ BARROS, Antonio Evaldo Almeida. 2007. O Pantheon Encantado: Culturas Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ

CONCLUSÃO

C

omo vimos, este trabalho é resultado de um estudo minucioso que exigiu, no decorrer do mesmo, muita análise, síntese e reflexão. A cidade dos Azulejos, um dos nomes que é chamada, ainda requer um pouco mais de atenção, quanto à preservação de seus monumentos históricos. Faz parte do seu patrimônio cultural a riqueza de poemas e romances dos seus grandes escritores, conhecida também como a Atenas Maranhense, além da literatura, seus ritmos cadenciados transbordam alegria e sensualidade, através do tambor-de-crioula, do reggae e do bumba-meu-boi. Definimos como desafio e encontramos no caminho algumas dificuldades, mas conhecer nossa cultura e um pouco de nossa história, nos mostra o quanto é importante e prazeroso fazer parte de um povo tão rico por sua diversidade cultural, um cantinho do Brasil, um verdadeiro Museu a céu aberto, chamado de São Luis do Maranhão.

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e Heranças Étnicas na Formação de Identidade Maranhense (1937-65). Biblioteca Benedito Leite - Localiza-se na praça Deodoro Ecosdotelecoteco.blogspot.com http://animabrasilis.com.br/blog/?tag=viagem-para-lencois-maranhenses http://colunas.imirante.com/platb/leopoldovaz/2010/11/26/temos-umapolitica-de-turismo-no-maranhao/daniel-de-la-touche-rendicao/ http://maranhaomaravilha.blogspot.com/2010/05/pesquisa-do-cdt-diz-quecuxa-e-alimento.html http://patrimoniojovem.wordpress.com/2011/07/04/bumba-meu-boi-domaranhao-iphan-pede-registro-como-patrimonio-cultural/ http://portal.matoesfm.com.br/?pg=noticia&id=4051 http://robinwood-dago.blogspot.com/2010/01/las-guerras-italianas.html http://valberlucio.wordpress.com/2011/07/29/comeca-hoje-ii-festivalsabores-do-caranguejo/ http://vimarense.zip.net/arch2010-10-01_2010-10-31.html http://www.francebrazil.com/2005/07/bumba_meu_boi.html http://www.citybrazil.com.br http://www.souparaense.com/2010/07/o-para-e-linha-do-tempo-1612.html http://www.tvviveuniao.com/aspecto-historico-003532.html Jornal Pequeno visitado em 21 de Setembro de 2011. MEIRELES, Mário Martins. História do Maranhão. 2. Ed. São Luis: Fundação Cultural do Maranhão, 1980. Surforeggae.com.br Publicador Maranhense (Jornal). 26 de Setembro de 1842. pt.wikipedia.org/wiki/São_Luís_(Maranhão) - Em cacheSimilares reggaebrasilhistoria.blogsport.com Terra Notícia (26 de Outubro de 2008). Página visitada em 20 de Setembro de 2011. Wikipédia, a enciclopédia livre. www.brasilescola.com WWW.flickr.com WWW.panoramio.com.br www.releituras.com/fgullar_bio.asp www.saoluis.ma.gov.br WWW.turismopelobrasil.net


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