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Relatório de estágio 2009 ________________________________________________________________

RELATÓRIO DE ESTÁGIO JornalismoPortoNet

Daniela Espírito Santo Universidade do Porto 2009 ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 1/199


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Índice I.

Introdução ................................................................ 3

II. A Empresa ................................................................ 6 III. Organização Interna e funcionamento .............................. 8 IV. Trabalho Efectuado .................................................... 10 a) Análise Quantitativa ................................................ 10 b) Análise Qualitativa .................................................. 12 V. Reflexão ................................................................. 17 VI. Conclusão ............................................................... 19 VII. Anexos ................................................................... 21

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I.

Introdução Para finalizar o curso de Ciências da Comunicação, foi realizado um estágio

com a duração de três meses no JornalismoPortoNet. A opção por um estágio interno deveu-se à importância que entendo ter este tipo de formação mais prática, sendo que, escolhendo iniciar estágio no ciberjornal do curso, assegurei a hipótese de ter dois estágios distintos e formação prática antes de ingressar no Jornal de Notícias. Considero essencial a formação que obtive no JornalismoPortoNet e entendo que será fundamental na minha adaptação à rotina e ritmo de uma redacção como a do JN. O estágio no ciberjornal JornalismoPortoNet realizou-se de 3 de Março a 30 de Maio de 2009. Após essa data, alguns trabalhos foram realizados e a colaboração com o ciberjornal não cessou, embora se estabeleça com menor regularidade e sem horário definido. Estabeleceram-se dois grupos de trabalho, dividindo-se os mesmos em dois turnos: um de manhã (das oito horas da manhã às 16 horas da tarde) e outro de tarde (que se iniciava às 12 horas e terminava às 20 horas). A inserção dos estagiários em grupos de trabalho com este horário não impedia, no entanto, a cobertura, por membros de ambos os turnos, de eventos nocturnos ou durante o fimde-semana, se os mesmos fossem considerados com interesse jornalístico. Após o primeiro mês, em que estive inserida no grupo da manhã, os horários foram trocados, sendo que o grupo a que pertencia passou a entrar, então, a partir das 12 horas. No mês de Maio, ambos os turnos alternaram os horários a meio do mês, para garantir a equidade entre grupos. Nas primeiras duas semanas, o grupo ao qual pertencia trabalhou no turno da manhã, trocando para a tarde nas últimas semanas de Maio. Este estágio compreendia, para além das funções de jornalista inerentes a cada um dos estagiários, os cargos de secretariado e chefia de redacção. A primeira função era desempenhada durante uma semana e ia sendo atribuída por ordem alfabética, dentro dos dois turnos. Já os chefes de redacção eram escolhidos por votação do grupo e exerciam funções durante um mês. Durante este estágio, para além das funções normais de jornalista, desempenhei as funções de secretária e chefe de redacção. O cargo de secretário/a implica que a pessoa escolhida reúna todas as notícias que incidam sobre as principais áreas de interesse e foco do JPN e as apresente ao chefe de redacção e ao restante grupo, para que se proceda à selecção das notícias ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 3/199


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que serão abordadas nesse dia. Fui secretária uma primeira vez, por impossibilidade de comparecimento de uma colega e, depois, durante uma semana, quando a ordem alfabética assim determinou, voltando a exercer as funções de secretariado em casos pontuais, quando assim era necessário. Como já havia desempenhado a função durante um dia, já estava ciente das minhas obrigações e funções e consultei o email regularmente, apontando os eventos e notícias mais importantes na agenda, conferenciando regularmente com o chefe de redacção, para que nada importante fosse descurado. Também fazia parte das minhas funções recolher notícias horas antes da reunião de redacção, para poder fornecer assuntos e abordagens aos meus colegas. Devido à natureza da função, durante os dias em que se exercia o cargo de secretária/o, não era aconselhável que a pessoa saísse em reportagem, conselho também dado aos chefes de redacção, por serem necessários na redacção. Durante o mês de Maio, acumulei a função de chefia de redacção, por votação do grupo. Nesse sentido, recolhi notícias diariamente, escolhendo e oferecendo à redacção as definidas como prioridade, tendo em conta o público-alvo do ciberjornal. A agenda do JPN foi analisada diariamente, sendo escolhidos os eventos importantes que seria necessário cobrir e sendo requisitadas as credenciais necessárias para eventos de interesse. Após a recolha e hierarquização dos assuntos, procedia-se à reunião de redacção, onde se distribuíam os trabalhos por todos, se sugeriam temas de reportagem e abordagens diferentes para cada tema, bem como as plataformas multimédia que seriam utilizadas para produzir o trabalho jornalístico final. Cabia ao chefe de redacção assinalar as faltas, distribuir os temas e sugerir abordagens para os mesmos, bem como oferecer temas de reportagem interessantes a abordar mas, durante o estágio, a participação de todos foi incentivada e fomentada e acabou por ser estimulante e muito usual. Caso a recolha de informações ou declarações de fontes encontrasse algum impedimento, cabia, também, ao chefe de redacção tentar ajudar o jornalista a encontrar outra forma de tratar o tema, sendo que, para isso, poderia recorrer à ajuda e aconselhamento dos editores. Neste estágio, foram fomentados hábitos de independência dos editores (Tiago Reis e Amanda Ribeiro), para que os estagiários aprendessem a definir prioridades de acordo com o meio em que trabalhavam, compreendessem como funciona o trabalho em equipa e o dia-a-dia de uma redacção normal. No entanto, os editores estavam sempre lá para garantir que tudo corria bem e acabamos por recorrer a eles diversas vezes por dia. Mas, com o tempo, todos os estagiários foram aprendendo a tornar-se menos dependentes dos editores e a descobrir, por seu próprio meio, formas de contornar situações mais complicadas. No início da chefia de redacção, recorri

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especialmente aos editores, para ter garantias de que estava a escolher as notícias certas e as abordagens correctas, pois senti que a responsabilidade do cargo assim o exigia. A cooperação e interacção com o chefe de redacção do outro turno, o Miguel Carvalho, foram, também, fundamentais. Outra das funções do chefe de redacção do turno da manhã é fazer a recolha dos editoriais ou artigos de opinião dos jornais “Diário de Notícias”, “Correio da Manhã”, “Diário Económico”, jornal “i”, “O Jogo” e “Jornal de Notícias”, para o “Opinião Impressa”, função essa que assumi durante as primeiras duas semanas de Maio. Tanto o cargo de secretariado, como o de chefia de redacção revelaram-se importantes para desenvolvimento de hábitos de leitura matinais de jornais e agências. Nos dias em que fui ou secretária ou chefe de redacção, tive de consultar diversos sites noticiosos e o Twitter antes de adormecer e ao acordar, bem como a agenda do JPN antes das reuniões. Com isso, aprendi a utilizar o Twitter como uma ferramenta importante para a prática jornalística e aprendi a consumir notícias de uma perspectiva diferente e muito mais vezes por dia do que habitualmente. Este estágio consistia na produção de peças jornalísticas, tendo em conta o meio em que se iria reproduzir esse conteúdo: o meio online. Como tal, uma forte aposta foi feita em conteúdos multimédia, tais como vídeo, áudio, fotografia e conteúdos animados (infografia). Apesar do incentivo à utilização de meios diversificados, da existência do noticiário radiofónico diário, do noticiário televisivo semanal e da elaboração do JPNa4 (já para não falar nas colaborações com o JornalismoPortoRádio), e tendo em conta a própria natureza do projecto JPN, as competências

mais

desenvolvidas

nestes

três

meses

foram

na

área

do

ciberjornalismo. Durante o estágio, realizei diversas peças radiofónicas, colaborei com o JPR, fotografei, filmei e editei peças de vídeo, colaborando com o noticiário de rádio do JPN em algumas ocasiões. Ao contrário das expectativas iniciais, não foi possível, no entanto, uma colaboração com o noticiário de televisão. Durante o estágio interno, tentei fazer artigos em todas as secções, para avançar com mais confiança e experiência para o segundo estágio. Nesse sentido, foram elaboradas diversas peças de assuntos com os quais não estava tão “à vontade”, de forma a aprender mais um pouco sobre esses mesmos assuntos e adquirir competências diversificadas. Mesmo assim, é de sublinhar a liberdade que um projecto como o JornalismoPortoNet dá aos estagiários, permitindo que diversos temas sejam analisados de formas diferentes e criativas e, até mesmo, dando espaço a assuntos normalmente “esquecidos” pelos meios de comunicação social ditos

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convencionais. Esse tipo de liberdade foi bastante gratificante e enriquecedora para todos os estagiários e dar-lhes-á uma “bagagem” diferente para os próximos projectos. O desafio começou com a mudança de horário para a tarde, tendo em conta que as notícias mais importantes hierarquicamente ficavam atribuídas logo de manhã, cabendo ao grupo da tarde cobrir os eventos de agenda e os assuntos que sobravam. Mesmo assim, a criação de dois turnos diferentes foi positiva para a dinâmica da redacção, oferecendo espaço para desenvolvimento de projectos e dando a todos a oportunidade de ver como funcionam redacções a duas horas diferentes. A adaptação à redacção não foi, no entanto, complicada, ajudando o facto de que estagiei com colegas de curso e tivemos como um dos editores uma figura que já conhecíamos do JPR. O ritmo foi, de início, um problema, pois tínhamos apenas algumas horas para elaborar as peças, coisa que antes não acontecia, mas revelou-se, rapidamente, uma mais-valia, pois ajudou a entrar no espírito de redacção e aprender a “dar a volta” a situações mais complicadas. A importância de saber escrever bem e rápido fez-se sentir, especialmente, em assuntos exclusivos e notícias de última hora, com um deadline muito apertado. No entanto, são essas as notícias que mais preparam os estagiários para o mercado do trabalho e que, ao mesmo tempo, mais ajudam a fazer-se sentir o verdadeiro significado do jornalismo do dia-a-dia. Após a feitura dos artigos, estes são revistos pelos editores. Sempre que possível, revia o trabalho com os mesmos, para tentar entender onde errei, o que se revelou extremamente importante na determinação de erros e no desenvolvimento de melhores textos.

II.

A Empresa O ciberjornal JornalismoPortoNet foi criado no mês de Março de 2004 no âmbito

da licenciatura de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, agora rebaptizada de Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia. Resultado do esforço de diversos membros do curso, o ciberjornal tinha como objectivo inicial proporcionar um local de estágio para os finalistas de Jornalismo, que simulasse as condições de uma redacção normal, para completar a sua formação antes de enfrentarem o mercado de trabalho. Desta forma, os futuros profissionais terminavam a licenciatura com um conhecimento prático aprofundado de jornalismo televisivo, radiofónico, de imprensa, mas, sobretudo, online.

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A funcionar todo o ano, exceptuando no mês de Agosto, é durante Março e Maio que o JornalismoPortoNet é mais vezes actualizado, devido ao trabalho diário dos estagiários que, todos os anos, utilizam o JPN como um local de aprendizagem prática. Aos alunos, são incumbidas as tarefas de chefia de redacção e secretariado durante o estágio, sendo, nesse sentido, auxiliados e guiados por docentes e editores. Apesar da saída dos estagiários no final do mês de Maio, o editor continua a exercer funções durante o ano, permitindo, assim, uma participação voluntária de qualquer aluno do curso que queira aprofundar os seus conhecimentos práticos da profissão. O JornalismoPortoNet tem feito um esforço por acompanhar os tempos, à imagem do meio em que se afirma, tendo sido, durante o nosso estágio, incentivada, por exemplo, a utilização do Twitter como ferramenta de trabalho. Ao longo dos anos, algumas mudanças importantes se verificaram no ciberjornal. Originalmente com as categorias: UP, Cidade, Região, País, Europa, Mundo, Sociedade, Política, Economia, Cultura, Educação, Ciência e Tecnologia, Desporto e Média, as subsecções Cidade, Região, Europa e Sociedade foram eliminadas ou trocadas (cidade por Porto, por exemplo) de acordo com a própria evolução do projecto, terminando, também, o JPN Áudio e JPN Vídeo (agora integrados nos próprios artigos através de balões, tornando as peças multimédia). Mesmo assim, é de salientar a oportunidade dada pelo JPN aos estagiários de experienciarem um noticiário de rádio e televisão, os quais têm o seu espaço na página principal do ciberjornal. Outra mudança significativa ocorreu a Março de 2007, com a mudança no grafismo e a introdução de novas funcionalidades, como a votação nos artigos ou a adição de tags, que permitem ao utilizador interagir mais com o website e deixar a sua opinião, tendo a opção de partilhar os artigos em diversas plataformas como, por exemplo, o Delicious. Desta forma, o ciberjornal adaptava-se à realidade da Web 2.0. Um ano depois, surge o blog do ciberjornal, acompanhado, a Abril de 2008, do JPN a4, uma compilação dos principais assuntos da semana em formato pdf, que pode ser lido no computador, em dispositivos móveis ou imprimido. O reconhecimento do projecto surgiria, em 2008, com o prémio de Jornalismo Académico dos Prémios de Ciberjornalismo atribuídos pelo Observatório de Ciberjornalismo da Universidade do Porto, durante o 1º Congresso Internacional de

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Ciberjornalismo, a uma reportagem sobre prostituição elaborada por alunas a trabalhar no JPN. No primeiro mês de 2009, Pedro Rios, que assumira a chefia do projecto desde 2005, é substituído por Tiago Reis, coordenador do projecto JornalismoPortoRádio, contando com o auxílio de Amanda Ribeiro, antiga aluna do curso e, também ela, antiga estagiária do JPN, como chefe de redacção adjunta/editora. Hoje em dia, o projecto tem mais visitantes do que nunca, tendo conseguido o maior número de visitas a 22 de Abril do corrente ano, com 5762 visualizações. A juntar a este maior conhecimento por parte dos cibernautas, e conforme comprovei ao produzir a reportagem sobre os 5 anos do JornalismoPortoNet, agora é, não só reconhecida a sua importância na preparação dos futuros jornalistas, como o seu valor jornalístico.

III. Organização Interna e funcionamento Tal como foi mencionado anteriormente, os estagiários do JornalismoPortoNet foram divididos em dois turnos, funcionando o primeiro das 8h às 16h, e o segundo das 12h às 20h, de segunda a sexta-feira, exceptuando a cobertura de eventos durante a noite ou fim-de-semana. O horário era, no entanto, variável de acordo com os assuntos que se tratavam, acontecendo, muitas vezes, que os jornalistas do turno da manhã continuavam as suas actividades após as 16 horas. Este modelo de divisão de estagiários foi implementado no ano lectivo anterior, devido ao elevado número de jornalistas (cerca de quarenta, no início do estágio) e permite, tal como mencionado, que todos tenham oportunidade de desenvolver os seus trabalhos. O estágio tem normalmente a duração de três meses, começando no início do mês de Março e terminando no final de Maio. O estágio realizou-se no chamado “portal” (antiga sala de convívio do curso), munida de computadores, algumas máquinas fotográficas, gravadores e câmaras de filmar. Para além deste espaço, os estagiários poderiam servir-se dos estúdios de rádio e televisão para realizar os seus trabalhos, tendo o auxílio dos técnicos Liliana Rocha e Ricardo Fortunato, que editavam o som dos vídeos e os comprimiam até ao tamanho e formato compatível com o servidor do JPN (MovableType). Este estágio destinou-se a todos os que decidiram realizar um estágio interno no primeiro turno e a todos aqueles que, tendo escolhido um estágio externo no primeiro turno, ainda não tinham sido chamados pelas respectivas empresas. Para além das funções de jornalista, outras duas funções estiveram a cargo dos estagiários: chefia de redacção e secretariado, sendo que o processo de escolha dos ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 8/199


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mesmos já foi explicitado anteriormente. Pela função de secretário/a, todos os estagiários passaram, sendo que houve apenas 6 chefes de redacção, um por turno e por mês. A distribuição da agenda do dia era feita nas reuniões de redacção, que eram organizadas pelo/a secretário/a e pelo/a chefe de redacção e aconteciam pouco depois da hora de início do turno correspondente e, sempre que possível e necessário, contavam com a presença dos editores. A distribuição dos temas era feita de forma voluntária na maioria das vezes, salvo nos casos em que ninguém se oferecia para cobrir um evento ou tema importante e em que, aí, intervinham os chefes de redacção e/ou editores. O prazo de entrega da peça de agenda terminava, no máximo, uma hora antes do término do turno. As peças ou reportagens eram desenvolvidas através do tema inicial, sendo sempre procurada uma abordagem diferente e que fosse de encontro ao público-alvo do ciberjornal. Para peças em que não era possível ou necessário falar pessoalmente com as fontes, o telefone do estúdio de rádio era utilizado, sendo sempre que possível gravadas as chamadas para utilizar excertos no texto final. O facto de haver apenas um local no estúdio de rádio onde era possível gravar os telefonemas dificultou o trabalho dos estagiários, que, muitas vezes, não procederam à gravação das chamadas porque o estúdio estava ocupado. Prioridade era dada, nessas circunstâncias, aos estagiários a efectuar peças para o noticiário de rádio. No que diz respeito a trabalhos no exterior, a produção de conteúdos multimédia sempre foi encorajada, tendo em conta o meio a que pertence o JPN. A mesma sempre esteve, no entanto, dependente do material disponível, que, por vezes, não era suficiente. Na cobertura de eventos ou na produção de reportagens, os jornalistas levavam sempre consigo máquina fotográfica e gravador, sendo que nos casos em que era possível e pertinente, dois estagiários procediam à captação e posterior edição de vídeo. Os vídeos tinham a duração de cerca de dois minutos e não possuíam comentários em off, um pouco à semelhança do “No comments” da Euronews. Para além da produção de conteúdo jornalístico multimédia para as peças, o JPN possui, também, um noticiário de rádio diário e outro televisivo, semanal. Tal como explicitado anteriormente, estes dois noticiários servem para dar mais pluralidade de conteúdos ao ciberjornal, mas também para fornecer aos estagiários competências mais específicas de rádio e televisão. Apesar de serem mais vocacionados para quem vai fazer um segundo estágio numa rádio ou numa empresa televisiva, todos podiam participar na produção de conteúdos para ambos os noticiários. Na prática, foi dada aos estagiários a oportunidade para participar no

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noticiário de áudio, mas, já no caso do noticiário de vídeo, a participação de todos foi impossibilitada pelo próprio formato semanal do noticiário. Todas as semanas era escolhido um dos estagiários do grupo para ser o coordenador. A essa pessoa cabia escolher os temas que iriam fazer parte do noticiário e fazer, posteriormente, a edição e publicação do mesmo, independente dos chefes de redacção (mas sob supervisão dos docentes orientadores: Professora Isabel Reis, no caso do grupo de rádio e as professoras Helena Lima e Sandra Sá Couto, para o grupo de televisão). O coordenador da semana é também quem faz, no caso televisivo, o pivot e, no noticiário de rádio, quem introduz as peças. Embora haja um grupo específico constituído por estagiários mais vocacionados para televisão ou rádio, estes integravam a equipa de forma normal e participavam dos trabalhos normais do grupo, sendo que a única diferença acontecia no caso do grupo de rádio que, devido à periodicidade do noticiário, permaneceram no turno da manhã durante a totalidade do estágio. Quando a produção do conteúdo jornalístico estava terminada, a peça final era colocada no MovableType do ciberjornal. A revisão e posterior publicação, como já foi dito, ficava ao cargo dos chefes de redacção que, sempre que possível, faziam a edição com a presença do jornalista, para que este percebesse onde errou e melhorasse os seus conhecimentos. Para além da produção jornalística para o ciberjornal, cabia também a um estagiário produzir o JPN a4, uma versão em pdf dos principais assuntos da semana, passível de ser impressa. O JPN a4 era produzido uma vez por semana, ficando a cargo de um estagiário escolhido por ordem alfabética invertida, que escolhia os temas sob a supervisão dos chefes de redacção. O JPN tem, ainda, o blog onde são anunciadas as principais novidades relacionadas com o ciberjornal. Outra prova da constante tentativa de actualização do JPN está na conta que o ciberjornal possui no Twitter, conta essa que é utilizada, não só para difundir as notícias dadas no site, mas também para fazer a cobertura em directo de diversos assuntos (alguns dos exemplos onde o Twitter foi utilizado durante o estágio: divulgação do cartaz definitivo da Queima das Fitas do Porto ou cobertura da Mostra da UP).

IV. Trabalho Efectuado a) Análise Quantitativa

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Online Durante o período de produção jornalística no JPN, foram elaboradas 58 peças, correspondendo a 41 notícias e 11 reportagens (não sendo incluído na contagem o número de páginas que compõe cada uma das reportagens), duas das quais ainda não foram publicadas. Foram feitas, ainda, 6 entrevistas, sem contabilizar as 4 entrevistas inseridas na reportagem “Bandas 2.0: Quando a Internet invade a Indústria Musical”. Houve um esforço de diversidade nas peças realizadas, sendo que, do total de peças realizadas, apenas a editoria de Desporto foi descurada, em detrimento de colegas que irão estagiar em jornais desportivos. As peças produzidas para o ciberjornal foram distribuídas da seguinte forma: 12 peças relacionadas com Cultura; 6 relacionadas com Media; 14 com a cidade do Porto; 4 com Ciência e Tecnologia; Mundo foi tema de 6 notícias e/ou reportagens; 10 tiveram por tema a editoria País; 12 relacionadas com a UP; 2 com Economia e 1 com Educação. Os números não coincidem com as 58 peças acima descritas porque 9 delas possuíam mais do que uma editoria. Eis a representação gráfica da distribuição percentual de editorias das peças elaboradas:

JPR/Noticiário Rádio Foram produzidas 4 entrevistas para o JPR (duas relacionadas com Cultura e UP e outras duas apenas com a UP), bem como igual número de notícias (também relacionadas com a UP). Quanto ao noticiário radiofónico do JPN, foram feitas 2 reportagens (uma da editoria País e outra Porto), 1 entrevista (directamente ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 11/199


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relacionada com as editorias UP e Cultura) e uma participação com registos sonoros (Mundo). Vídeos/Foto galerias Durante o estágio, foram produzidos 5 vídeos e uma foto galeria. Outros Foram feitas duas coberturas de eventos via Twitter, uma do Fórum Inner City e outra, em colaboração com Mariana d’Orey, durante a apresentação da candidatura de Rui Rio à Câmara Municipal do Porto, bem como duas entrevistas nesta plataforma.

b) Análise Qualitativa Tal como descrito na análise quantitativa, houve uma tentativa de produção de artigos referentes à maioria das editorias do ciberjornal, embora algumas áreas tenham sido mais exploradas ao longo do estágio. Apesar de entender todas as peças produzidas como fundamentais para a aprendizagem prática, e compreender que todas elas foram importantes na minha experiência de estágio, há algumas que marcaram mais do que outras, por diversos motivos. É o caso da segunda peça produzida (“Jornalistas querem estar representados na CPLP”), acerca de uma reunião de jornalistas da CPLP para criar um órgão de representação no organismo, onde foram efectuados telefonemas para Brasil e Cabo Verde e não só para o Sindicato de Jornalistas em Portugal (SJ). Tendo em conta que Portugal não estaria presente e que o encontro se realizava em Cabo Verde, não me pareceu suficiente falar apenas com Alfredo Maia, do SJ, mas tentar entender como estava a decorrer o encontro. Essa peça trouxe, para além disso, o primeiro contacto com o público que lê o JPN, com o primeiro email sobre uma peça elaborada durante o estágio, vindo da África do Sul. Com esse contacto, apercebi-me do potencial de um ciberjornal, capaz de informar diferentes públicos, em diferentes locais devido à ausência de barreiras geográficas na Internet. Outro momento importante neste estágio aconteceu no terceiro dia, com um incêndio na rua da Boavista (ver: “Incêndio do centro do Porto atinge três prédios” e “Vídeo: Incêndio no Porto sem feridos graves”). Esta foi a primeira saída em reportagem e aconteceu minutos depois de ter chegado à redacção, para mais um dia de trabalho. Como o incêndio estava a decorrer, o tempo era fulcral e, juntamente

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com a Andreia Magalhães, tive de adoptar um ritmo de trabalho muito acelerado. Tivemos de chegar o mais rapidamente possível ao local e recolher as informações com muita brevidade, sentindo verdadeiramente, pela primeira vez, a pressão do deadline. Foi, ao mesmo tempo, a primeira vez que utilizei câmara de vídeo e máquina fotográfica para cobrir um acontecimento. Se, de início, parecia complicado articular tudo, com a urgência do acontecimento, tudo se tornou mais rápido, sendo que, uma hora depois de termos abandonado a redacção rumo à Rua da Boavista, já estávamos a redigir a reportagem, editando os sons, imagens e vídeo ao mesmo tempo. A peça seguinte (“Twitter: Humor invade o mais recente fenómeno da Internet”) marcou o início da utilização diária do Twitter como ferramenta de trabalho. A propósito do primeiro espectáculo de “Sit-Down Comedy” organizado a nível

mundial,

fiz

as

primeiras

entrevistas

via

Twitter

(ver:

http://twitpic.com/1w1f5) a dois conhecidos comediantes portugueses que utilizam a plataforma: Nuno Markl e José de Pina. Esta foi, como descrito, a primeira experiência jornalística no Twitter, experiência essa que viria a ser desenvolvida ao longo do estágio, com coberturas de eventos via Twitter (exemplo: cobertura do Fórum “Inner City”) e que se revelaria importante ao decorrer dos meses, tanto no acesso a fontes, como na recolha de assuntos para abordar diariamente. Sem o Twitter, teria sido muito mais difícil ter contactado fontes como Nuno Markl, José de Pina ou o director do semanário “Grande Porto” (“Semanário “Grande Porto” quer relançar debate sobre Regionalização”), contactos que consegui e desenvolvi através da plataforma. Também de destacar são as entrevistas realizadas, pois ajudaram a desenvolver a capacidade de investigação e de adaptação a diferentes personalidades. No decorrer do estágio, fui confrontada com algumas entrevistas difíceis, que me ensinaram a adaptar o discurso a cada entrevistado, a investigar profundamente o background de cada assunto a tratar antes de questionar e a não ter medo de fazer perguntas difíceis. Uma das entrevistas mais complicadas aconteceu no âmbito da reportagem que desenvolvi com Verónica Pereira sobre bandas que tiveram um grande impacto na música portuguesa, mas acabaram por desaparecer (ainda não publicada, mas com o título “Made in the 90’s: as bandas portuguesas que ficaram na memória”), ao ex-vocalista dos Censurados, João Ribas. Com uma personalidade difícil e com mudanças de discurso complicadas de gerir, foi muito interessante, no entanto, coordenar uma entrevista com uma pessoa tão volátil, que exigiu uma grande adaptação e gestão, para obter conteúdo passível de ser utilizado. No

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entanto, a entrevista acabaria por não ser utilizada na reportagem, devido à mudança de rumo da mesma, que era, de início, muito mais abrangente mas que acabou por ser encurtada por razões de logística. Outra entrevista igualmente difícil aconteceu já depois do final oficial do estágio, ao Professor Rosental Alves (“Rosental Alves: «As redes sociais às quais o cidadão pertence são mais importantes que a CNN» ”), pois, perante um jornalista experiente, a pressão de cometer algum erro ou fazer alguma pergunta menos coerente é ainda maior. Outra experiência a salientar surgiu com a entrevista a Jeff Beaulieu, da banda canadiana Your Favorite Enemies, integrada numa das reportagens desenvolvidas (ver “Bandas 2.0: Quando a Internet invade a indústria musical” e “Your Favorite Enemies: do Canadá para a Internet”), por todas as dificuldades técnicas que quase a impediram de acontecer e porque foi conduzida em inglês. Apesar de destacar estas entrevistas, entendo que todas as entrevistas feitas durante este estágio foram, de alguma forma, muito importantes na minha formação. Uma das reportagens mais relevantes do estágio no JPN tem exactamente o ciberjornal como tema. O 5º aniversário do JornalismoPortoNet ocorreu durante o estágio e o desafio de produzir uma reportagem sobre o mesmo foi lançado. A reportagem, desenvolvida em conjunto com Mafalda Ferreira, foi, provavelmente, dos trabalhos mais complicados, mas mais enriquecedores deste estágio. Para a elaborar, falamos com antigos estagiários, com pessoas ligadas ao curso e à Universidade do Porto e com figuras do ciberjornalismo português e do jornalismo que se faz no Porto. Investigamos os cinco anos de vida do ciberjornal, encontramos fotos antigas, tiramos novas e construímos uma reportagem dividida em 5 partes, onde o passado, presente e futuro do ciberjornal foram analisados. Desta forma, conseguimos, não só, ter uma noção da importância dada pelos profissionais de comunicação ao ciberjonal, como o papel que o mesmo teve na formação de antigos estagiários. Assim, e apesar da dificuldade inicial em encontrar uma estrutura para o trabalho, foi possível, com esta reportagem, uma melhor compreensão de como fazer uma reportagem (graças à revisão do texto com a Amanda Ribeiro, das mais importante revisões de texto ao longo do estágio), mas, também, uma nova visão do que é o JornalismoPortoNet. A falha do servidor do JPN, falha essa que aconteceu entre 23 e 27 de Março, deu origem a mais um importante desafio à formação dos estagiários. Durante esse período, os estagiários continuaram a produzir conteúdo jornalístico, mas este não era publicado. O facto causou desconforto entre os mesmo, que, ao não puderem ver o produto do seu trabalho online, se sentiram desmotivados, causando alguma

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frustração a toda a equipa. Este episódio é de realçar devido, exactamente, à forma como os limites dos estagiários e editores foram testados perante uma situação tão complicada e como, com calma, experiência e compreensão por parte dos intervenientes, a situação acabou por voltar ao normal. Outro dos momentos que se revelaram mais importantes ao longo deste estágio aconteceu a 30 de Abril, com a confirmação, em primeira mão, da presença de Pete Doherty na Queima das Fitas (“Pete Doherty na Queima das Fitas do Porto”). O indício de que Eagle Eye Cherry iria ser substituído do cartaz da Queima das Fitas de 2009 chegou com um rumor ouvido na FAP por Mário Cunha. Como não havia informação oficial e foi pedido a alguém para confirmar o rumor, ofereci-me para tentar averiguar a veracidade da informação. Ao contactar representantes da FAP, foi confirmado o cancelamento de Eagle Eye Cherry e, como tal, questionei quem o iria substituir, obtendo Pete Doherty como resposta. Pela primeira vez a confirmar algo em primeira mão, demonstrei alguma insegurança, confirmando diversas vezes junto da fonte a informação obtida até a dar como oficial. A notícia acabaria por causar a primeira de algumas citações por parte da revista de música Blitz (ver http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&m=5&fokey=bz.stories/44863). Outra reportagem que se tornou um desafio foi proposta por Verónica Pereira. O tema do trabalho era a comunidade cigana do Bairro do Olival, mais especificamente a forma como esta lida com a implementação de uma escola para as crianças do sexo feminino, dentro do próprio bairro. Projecto aliciante, a reportagem acabou por se revelar complicada, devido à difícil interacção com os intervenientes. Falar com as alunas foi uma tarefa que teve de ser trabalhada com calma, para ganhar a confiança das mesmas, pouco habituadas a falar com pessoas estranhas à própria comunidade. No entanto, com paciência e muita adaptação ao seu ambiente, no final até consegui fotografar as alunas, já muito mais à vontade, mas ainda com reservas. Por tudo isso, foi uma experiência bastante enriquecedora a nível profissional e pessoal. No que diz respeito às peças elaboradas, de uma forma mais generalizada, é de salientar o tamanho dos artigos. Demasiado extensos, de início, com o tempo a forma de

escrever

para

o

meio

online,

descrita

no

livro

de

estilo

(ver:

http://jpn.icicom.up.pt/documentos/livro_de_estilo_jpn.html), foi sendo adoptada de forma mais correcta e adaptada de acordo ao assunto a tratar. Um maior cuidado com as ligações via hipertexto, especialmente no que diz respeito a reportagens com diversos artigos, foi tido ao longo do tempo. Um problema que, também, foi tratado com a criação de rotinas surgia quando era necessário elaborar, ao mesmo tempo,

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um artigo para o ciberjornal e para o noticiário de rádio ou para o JPR. Apesar da falta de rapidez inicial, tal como explicitado, foi um problema resolvido com o tempo e que se revelou um exercício muito completo. Ser secretaria foi, também, uma lição de bastante interesse para todos os estagiários, porque permitiu criar hábitos de leitura de agências e produtos jornalísticos com mais regularidade e ensinou a proceder à selecção dos assuntos mais importantes, de acordo com os objectivos principais do meio em que se inserem, bem como a construir e gerir uma agenda de eventos. No entanto, afectou a produção de artigos, porque, ao exercer a função, o estagiário dispunha de menos tempo para realizar trabalhos, acontecendo o mesmo aos chefes de redacção. Finalmente, o maior desafio deste estágio foi o mês de Maio como um todo. Mês em que decorria um dos eventos mais importantes para o público-alvo do JPN e que, como tal, exigia uma cobertura exaustiva por parte do ciberjonal, o mês de Maio ficou marcado pela Queima das Fitas e pela experiência de chefia de redacção. Com a cobertura da Queima das Fitas a coincidir com o início da chefia de redacção, o desafio de exercer esse cargo foi ainda maior. Muitos estagiários acumularam folgas para utilizar durante essa semana, o que levou a um reduzido número de jornalistas disponíveis todos os dias e a uma melhor selecção dos temas que eram, realmente, prioritários. Para além disso, todos os dias eram produzidos conteúdos multimédia e o deadline para todas as peças relacionadas com a Queima das Fitas era muito apertado. Para cada noite de Queima, eram destacados três estagiários para fazer a cobertura para o JornalismoPortoNet, sendo que um ficaria encarregue de tirar fotografias e recolher imagens em vídeo, outro teria a seu cargo as entrevistas e um terceiro faria a reportagem geral. Os estagiários destacados para trabalhar na Queima das Fitas do Porto tinham tolerância de atraso no dia seguinte, exceptuando o chefe de redacção e a secretária, que era, nessa semana, a Verónica Pereira. Durante a Queima das Fitas do Porto, apenas efectuei cobertura fotográfica e de vídeo da noite de quinta-feira (“Vídeo: a sexta noite da Queima do Porto 2009” e “Metro do Porto bate recorde durante a semana académica”), o que se revelou uma tarefa complicada no dia seguinte, tendo em conta as poucas horas de sono dormidas, dificultando a concentração, mas dando alguma experiência. As semanas seguintes foram, igualmente, complicadas, mas enriquecedoras, pois testaram a capacidade de gestão, tanto de informação, como de personalidades. Obrigaram a um grande exercício de organização, para recolher todas as notícias, distribuí-las por todos, organizar a agenda do JPN, consultá-la e anotar todas as faltas e atrasos, tentando ser firme, mas compreensiva para com os colegas, sem

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nunca ser demasiado exigente ou demasiado “branda”. Ser chefe de redacção é um desafio muito importante, tanto a nível profissional como pessoal e, acima de tudo, um grande exercício de humildade e respeito por todos os elementos da equipa, com quem se aprende e se cresce, a todos os níveis.

V.

Reflexão Ao fazer uma reflexão sobre os passados meses, uma das conclusões tiradas

incide sobre a importância do estágio como complemento do curso mas, por outro lado, também sobre a importância do que se aprendeu durante o curso, aplicado, agora, na prática. Durante o dia-a-dia da redacção, é possível entender a utilidade de cadeiras como Formação do Mundo Contemporâneo ou Cultura Portuguesa Contemporânea, que, dando conhecimentos históricos, permitem efectuar o enquadramento dos acontecimentos. Sem essa “bagagem”, seria, por vezes, impossível compreender a importância de certas notícias. A estas duas cadeiras, poderá ser adicionada a disciplina de Jornalismo Comparado, onde foram aprendidos métodos de investigação que complementaram esses mesmos conhecimentos. A cadeira de Técnicas de Expressão de Português foi particularmente importante no que diz respeito ao desenvolvimento da capacidade de resumo, fundamental durante este estágio na produção de notícias para um meio de comunicação digital. A juntar a esses conhecimentos desenvolvidos, surgem as cadeiras de Teorias da Comunicação Social e Teoria do Jornalismo, pois ofereceram aos estudantes conhecimentos teóricos que, agora, tiveram oportunidade de comprovar. Com o que foi aprendido nestas duas cadeiras, foi possível exercer jornalismo com uma consciência real dos problemas que a profissão enfrenta todos os dias, mas, também, com a consciência da sua influência e importância na vida das pessoas, o que afectou positivamente a forma como se produziram notícias durante o estágio. Já numa vertente mais prática, a cadeira de Tecnologia dos Media foi onde aprendemos a utilizar diversas ferramentas que se revelaram imprescindíveis ao longo do estágio, entre elas conhecimentos básicos de HTML ou como utilizar o Photoshop. A esta disciplina adiciono Ateliês Multimédia e Laboratórios de Som e Imagem, onde foram desenvolvidas competências digitais e na produção de conteúdo audiovisual.

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Incontornáveis na aprendizagem que trouxeram da prática noticiosa, as Técnicas de Expressão Jornalística, tanto no primeiro, como no segundo ano, a que adiciono a cadeira de Ateliê de Jornalismo, foram as disciplinas onde se adquiriram e desenvolveram competências específicas de expressão, tanto para o jornalismo online, como para rádio, televisão ou imprensa. No que concerne a ferramentas de compreensão da World Wide Web, meio de difusão do conteúdo jornalístico produzido durante este estágio e ferramenta de trabalho, a cadeira de Comunicações Digitais e Internet foi marcante. Com igual papel esteve a cadeira de Gestão da Informação para a Comunicação, que nos ofereceu forma de entender que fontes de informação digital podem ser utilizadas com segurança, por exemplo. Mas, apesar da importância de todas as cadeiras do curso na formação dos futuros profissionais da comunicação, uma das mais indispensáveis cadeiras para este estágio foi, sem dúvida, Ética e Deontologia Profissional, onde apreendemos os critérios morais e princípios éticos da profissão, fazendo-nos reflectir sobre a grande responsabilidade desta profissão, que tínhamos de ter em conta na execução de qualquer trabalho. Para além das cadeiras que tivemos durante o curso, outro factor útil durante o estágio foi a familiaridade com os editores, que ajudou a nossa produção. A importância das chefias, com quem estávamos já familiarizados devido ao facto do JPN pertencer ao curso, foi muito útil no melhoramento da nossa forma de escrever notícias. Isso deve-se ao facto de ter sido cultivada a liberdade para errar e aprender com os erros, bem como a possibilidade de dar ideias para reportagens e sugestões. Foram-nos

dadas

inúmeras

oportunidades

para

tentar

coisas

diferentes

e

desenvolvermos, ao mesmo tempo, a independência necessária para crescermos como profissionais. Aprendemos imenso com os editores Tiago Reis e Amanda Ribeiro, tanto na correcção das peças, como ao debater abordagens originais, prioridades ou novas reportagens. O trabalho diário, regular, com um horário específico, foi responsável por um certo sentimento do que é realmente uma redacção e como esta funciona no dia-adia. Considero esse estabelecimento de rotinas como fulcral para transformar tudo o que o curso ensinou e passá-lo à prática. Este trabalho diário e “rotineiro” também é fundamental para se aprender a lidar com as dificuldades normais de um dia de trabalho jornalístico e, sobretudo, aprender a lidar com os erros que sempre acontecem e dos quais importa tirar lições.

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Também se aprende, com o trabalho diário, que não há temas sobre os quais não se possa escrever, simplesmente porque não são os temas normais que cada um aborda. Foram elaborados, durante o estágio, temas dos mais diversos quadrantes, oferecendo a segurança para saber que, de certa forma, é mais complicado escrever sobre algo que se conhece bem, pois exige muito mais esforço para se ser imparcial e objectivo. Penso, sobretudo, que o estágio no JPN é uma mais-valia a todos os níveis, porque nos permite trabalhar online, multimédia, pensar e produzir no meio de comunicação mais rápido do momento, que é o online, mas também ter experiências de filmagem, gravação e edição. Tudo isso torna-o um estágio muito completo a todos os níveis.

VI. Conclusão O estágio revela-se, à medida que o tempo passa, uma importante forma de aprendizagem e, por isso, faz todo o sentido que seja integrado na licenciatura. Através desta experiência, o estagiário tem um contacto mais concreto com a futura profissão e consegue, como já descrito, colocar em prática tudo aquilo que aprendeu durante o curso. Apesar da forte vertente prática do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, o estágio não deixa de ser uma experiência totalmente diferente de tudo aquilo que um estudante realiza durante os três anos de curso, servindo de complemento do mesmo. Após um estágio, o aluno é uma pessoa com conhecimentos mais consolidados de ética e produção jornalística, estando mais bem preparado para o mundo do trabalho. Para além disso, desenvolve, paralelamente, um grande sentido de “tribo”, que o une aos restantes jornalistas e à própria profissão. Esse fenómeno desenvolveu-se ainda mais com a função de chefia de redacção, em que, todos os dias, se seleccionam temas e se encontram novas abordagens, novos ângulos. Tudo isso “abriu horizontes” e tornou-me mais ciente do mundo que me rodeia, fazendo com que visse notícias e potenciais temas de reportagem em diversos acontecimentos do dia-a-dia. Para além disso, com os conhecimentos práticos adquiridos durante estes meses, foi-me possível criar um programa semanal de rádio totalmente novo com a colega Irene Leite, programa esse que pertence a uma rádio online independente do curso ou do estágio e em que, todas as semanas, desenvolvemos o que aprendemos em 3 anos e curso e em 3 meses de estágio. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 19/199


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Com o trabalho elaborado durante os três meses, foram desenvolvidas capacidades de escrita de títulos e leads, por exemplo, apesar de ainda faltar a experiência necessária para fazer um trabalho correcto e bem delineado. Desenvolvidas foram, também, a capacidade de escrita rápida de notícias, uma certa independência, uma melhor compreensão da hierarquização da informação, indo de encontro ao meio de comunicação social em que se encontra o estagiário. Mais do que nunca, num estágio, desenvolvem-se as capacidades de produção de conteúdos multimédia apreendidas durante o curso, e que muitos jornalistas ainda não possuem. Essas capacidades poderão, no futuro, revelar-se fulcrais na obtenção de um emprego. Posto isto, é importante voltar a frisar a importância que um estágio tem, de facto, na formação de um profissional, como forma de colocar em prática, de forma experimental, tudo o que fora apreendido ao longo da licenciatura. Um estágio revela, acima de tudo, o que é ser jornalista e tudo o que isso implica, pois, tal como se diz muitas vezes, o jornalismo não é uma profissão, mas um estilo de vida.

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VII.

Anexos

ANEXOS 1. Original Teatro do Bolhão homenageia coreógrafa Joana Providência A ACE/Teatro do Bolhão apresenta, entre 6 e 8 de Março, o programa "20 Anos Mostra Retrospectiva Joana Providência". A mostra contará com a reposição de obras importantes da artista, entre elas "Mecanismos" (primeira obra de Joana Providência e vencedora do prémio "Sete de Ouro - revelação"), "In-Tensões", "Mão na Boca" (obra inspirada nas pinturas de Paula Rêgo) e a mais recente criação da coreógrafa, "Ladrões de Almas". As actuações terão lugar às 21h30, no Auditório ACE/Teatro do Bolhão, e serão acompanhadas do vídeo "Textos Secretos", de 2005, explica Alice Prata, da produção. A mostra, após a passagem pelo Porto, irá para Braga em finais de Março, onde se vai realizar um workshop de dança com a presença da própria Joana Providência. Já em Abril, é a vez de Cabo Verde receber a mostra que assinala os 20 anos da coreógrafa e encenadora. A iniciativa resulta de uma co-produção da ACE/Teatro do Bolhão com o Theatro Circo de Braga, o Teatro Constantino Nery e o programa Arte Total, e conta ainda com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Instituto Camões. Carreira de Joana Providência Joana Providência, nascida em Braga em 1965, é uma das coreógrafas e encenadoras mais significativas de Portugal. Segundo a biografia da Escola Superior de Dança, do Instituto Politécnico de Lisboa, onde estudou, Joana Providência "tem desenvolvido uma

linguagem

pessoal

de

composição,

onde

privilegia

a

relação

intérprete/coreógrafo". Para além da carreira como coreógrafa e encenadora, é também fundadora e membro da direcção artística da companhia ACE/Teatro do Bolhão.

1. Publicado Teatro do Bolhão homenageia carreira da coreógrafa Joana Providência

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Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 03.03.2009 | 19:41 (GMT) Marcadores: Cultura, Porto, Teatro Os vinte anos de carreira da coreógrafa e encenadora servem de mote a uma mostra retrospectiva das suas obras. A ACE/Teatro do Bolhão apresenta, entre 6 e 8 de Março, o programa "20 Anos Mostra Retrospectiva Joana Providência". A mostra contará com a reposição de obras importantes da artista, entre elas "Mecanismos" (primeira obra de Joana Providência e vencedora do prémio "Sete de Ouro - revelação"), "In-Tensões", "Mão na Boca" (obra inspirada nas pinturas de Paula Rêgo) e a mais recente criação da coreógrafa, "Ladrões de Almas". As actuações terão lugar às 21h30, no Auditório ACE/Teatro do Bolhão, e serão acompanhadas do vídeo "Textos Secretos", de 2005, explica

Alice Prata, da

produção. Após a passagem pelo Porto, a mostra irá para Braga em finais de Março, onde se vai realizar um workshop de dança com a presença da própria Joana Providência. Já em Abril, é a vez de Cabo Verde receber a mostra que assinala os 20 anos da coreógrafa e encenadora A iniciativa resulta de uma co-produção da ACE/Teatro do Bolhão com o Theatro Circo de Braga, o Teatro Constantino Nery e o programa Arte Total, e conta ainda com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Instituto Camões.

Caixa: Carreira de Joana Providência Joana Providência, nascida em Braga em 1965, é uma das coreógrafas e encenadoras mais significativas de Portugal. Segundo a biografia da Escola Superior de Dança, do Instituto Politécnico de Lisboa, onde estudou, Joana Providência "tem desenvolvido uma

linguagem

pessoal

de

composição,

onde

privilegia

a

relação

intérprete/coreógrafo". Para além da carreira como coreógrafa e encenadora, é também fundadora e membro da direcção artística da companhia ACE/Teatro do Bolhão. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/03/teatro_do_bolhao_homenageia_carreira_da_co reografa_joana_providencia.html

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2. Original CPLP: Encontro de Jornalistas em Cabo Verde para definir futuro Jornalistas dos países membros da CPLP reúnem-se em Cabo Verde para tentar criar uma entidade que os represente. Brasil ainda sem posição assumida. É na Cidade da Praia, em Cabo Verde, que se reúnem jornalistas de seis dos oito países da CPLP para tentar analisar a possibilidade de criação de um órgão que represente os jornalistas que escrevem em português. Este terceiro encontro, que se inicia hoje e termina na próxima sexta-feira, terá como objectivo a continuidade do trabalho das duas outras reuniões já realizadas no ano passado em Angola e no Brasil. Portugal e Timor-Leste são os países ausentes deste encontro. No entanto, e como refere Alfredo Maia, do Sindicato de Jornalistas portugueses, "Estamos a contribuir com reflexões para os estatutos", manifestando "concordância total" com a criação da entidade. Aliás, Alfredo Maia refere que esta ideia "já tem alguns anos" e reforçou o "apelo a todas as organizações", apelo (LINK) esse já feito em 2003. Apelo esse que ainda não obteve eco no Brasil. Em declarações à JPN, o director da Federação Nacional dos Jornalistas, José Carlos Torves, revelou que a Federação participa no encontro, mas ainda não assumiu qualquer posição acerca do assunto, pois ainda estão "a estudar a situação". A posição brasileira não foi confirmada pela Presidente da Associação de Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), promotora do encontro. Hulda Moreira achou estranha a declaração do director da FNJ, porque "pela primeira vez, os sindicatos estão todos juntos neste processo" e acha que a ideia será finalmente aprovada porque "faz todo o sentido".

2. Publicado Jornalistas querem estar representados na CPLP Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 05.03.2009 | 14:24 (GMT) Marcadores: CPLP, Jornalismo ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 23/199


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Objectivo passa por reforçar ligação entre os órgãos de comunicação dos oito países da CPLP. Brasil ainda sem posição assumida. Jornalistas de cinco dos oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão reunidos na Cidade da Praia, em Cabo Verde, para tentar analisar a possibilidade de criação de um órgão que represente todos os profissionais que escrevem em português. Este terceiro encontro, que termina esta sexta-feira, tem como objectivo a continuidade do trabalho das duas outras reuniões já realizadas no ano passado em Angola e no Brasil. Portugal ausente. Brasil hesita Portugal, Guiné e Timor-Leste são os países ausentes. No entanto, e como refere Alfredo Maia, do Sindicato de Jornalistas (SJ) portugueses, "estamos a contribuir com reflexões para os estatutos", manifestando "concordância total" com a criação da entidade. Aliás, Alfredo Maia refere que esta ideia "já tem alguns anos" e reforçou o "apelo a todas as organizações", apelo esse já feito em 2003. Mas o apelo do SJ não encontrou eco no Brasil. Em declarações ao JPN, o director da Federação Nacional dos Jornalistas (FNJ), José Carlos Torves, revelou que a Federação ainda não assumiu qualquer posição acerca do assunto. Representada no encontro por Bete Costa, a Federação diz não ter posição assumida porque ainda está a "estudar a situação". A posição brasileira não foi confirmada pela Presidente da Associação de Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), promotora do encontro. Hulda Moreira achou estranha a declaração do director da FNJ, pois diz que "pela primeira vez, os sindicatos estão todos juntos neste processo" e acha que a ideia será finalmente aprovada porque "faz todo o sentido". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/05/jornalistas_querem_estar_representados_na_c plp.html

3. Original

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Esta reportagem foi escrita directamente no servidor do JornalismoPortoNet, pois exigia alguma urgência. Nenhuma cópia do original foi gravada, pois a reportagem foi imediatamente editada e publicada.

3. Publicado Incêndio no centro do Porto atinge três prédios Por Andreia Magalhães e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 06.03.2009 | 13:00 (GMT) Marcadores: Boavista, Porto Fogo num prédio da Rua da Boavista alastrou a dois edifícios vizinhos, mas não causou feridos graves. As causas ainda estão por apurar. Um incêndio deflagrou esta sexta-feira na Rua da Boavista, por volta das 5h00, num prédio em remodelação. As chamas alastraram a dois prédios contíguos. Ainda não se conseguiram apurar as causas que estiveram na origem do incidente, que apenas causou um ferido ligeiro. O trânsito encontra-se cortado na Rua da Boavista até final do dia. O desvio é feito pela Rua Oliveira Monteiro. O alarme foi recebido no quartel dos Bombeiros Sapadores do Porto (BSP) por volta das 5h10. Os homens chegaram pouco depois ao local. Segundo o comandante dos Bombeiros Sapadores do Porto, Alves Costa, registou-se apenas uma vítima ligeira, sendo que todos os habitantes dos prédios vizinhos foram evacuados. O incêndio encontra-se em fase de rescaldo desde as 9h30, diz sublinha

que

os

bombeiros

estão,

agora,

apenas

a

o comandante, que controlar

"pequenos

reacendimentos". As causas do incidente ainda estão por apurar. Adalberto Abreu, que vive duas casas ao lado do prédio onde deflagrou o incêndio, contou

ao JPN como se apercebeu da situação. Foi acordado por "um estrondo

enorme" e, "sem tempo quase nenhum para se vestir", foi evacuado de sua casa pelos bombeiros. O incêndio acabou por atingir a Associação dos Utentes do Hospital Maria Pia e uma secção do Tribunal do Trabalho, que funcionam nos dois edifícios contíguos ao local do incidente.

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De acordo com a agência Lusa, o Ministério da Justiça irá, agora, avaliar as condições em que se encontra a secção atingida pelo fogo, para averiguar se esta poderá continuar aberta ou se terão de recorrer a outras instalações disponíveis na mesma zona. No edifício onde deflagrou o incêndio estavam a decorrer obras que o iriam transformar num hotel de charme. Segundo um dos subempreiteiros da obra, Carlos Gomes, que se encontrava no local, as obras estavam "em fase de finalização".

Caixa Balanço do incêndio: - Deflagra por volta das 5h00 - Atinge um prédio de três andares - Alastra a dois edifícios vizinhos - 40 bombeiros e 15 viaturas no local - Apenas um ferido ligeiro - Trânsito desviado pela Rua Oliveira Monteiro - Incêndio em fase de rescaldo

Peça com vídeo: Vídeo: Incêndio no Porto sem feridos graves Por Andreia Magalhães e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 06.03.2009 | 17:39 (GMT) Marcadores: Boavista, Porto O fogo, que deflagrou na madrugada de sexta-feira, não registou feridos graves. Cerca de 40 homens foram mobilizados para a Rua da Boavista, que se manteve encerrada até ao final do dia. Vídeo: http://jpn.icicom.up.pt/video/video/incendio_boavista_JPN.flv Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/06/incendio_no_centro_do_porto_atinge_tres_pre dios.html

4. Original Twitter: Humor invade o mais recente fenómeno da Internet Para os comediantes portugueses, fazer humor no Twitter é um desafio e uma forma de entrar em contacto com o seu público.

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Não só os jornalistas utilizam o Twitter como uma ferramenta de trabalho (LINK). Também os comediantes vêm vantagens em utilizar o Twitter para espalhar boa disposição. O mais recente fenómeno da Internet foi tomado de assalto por humoristas de todo o Mundo e Portugal não ficou de fora. Nuno Markl e José de Pina, dois dos mais conhecidos humoristas portugueses, são adeptos do serviço de <em> microblogging </em>. Em entrevista via Twitter, os dois comediantes revelam o segredo de fazer humor em 140 caracteres. <a href="http://twitter.com/josedepina">José de Pina </a>diz que o Twitter é "um exercício de concisão" e que a "piada" do serviço é o feedback dado pelos "followers" e a possibilidade de resposta por parte do humorista. <a href="http://twitter.com/havidaemmarkl">Nuno Markl</a>, que já "colecciona" mais de 5000 "followers", apesar de entusiasta do meio, refere que não tenta dizer piadas forçadas no Twitter "porque para isso já basta o trabalho diário. Preocupar-me em escrever aqui piadas é como levar trabalho para férias". O famoso comediante considera quem o segue parte de uma "roda de amigos" e diz que uma das vantagens do Twitter é que é "um meio limpo. Caso apareça uma besta é rapidamente bloqueada.Além de que, para quem nos odeia, é demasiado humilhante o conceito de se tornar nosso follower só para nos poder insultar." Primeiro Espetáculo de "Sit-down Comedy" no Twitter organizado por portugueses Prova da crescente "invasão" do Twitter por humoristas é a organização de um espetáculo de "Sit-down Comedy", que juntará comediantes de todo o país, naquele que é o primeiro espectáculo do género no serviço de <em>microblogging</em>. O evento poderá

ser

seguido

na

hashtag

<a

href="http://search.twitter.com/search?q=%23sit">#sit</a> no dia 10 de Março e contará com a presença de humoristas "consagrados", de acordo com um dos organizadores, João Sá. O <em>blogger</em> revela que a iniciativa tem como único objectivo proporcionar "uma noite bem passada", mas o certo é que o espetáculo está a gerar muita expectativa. <a href="http://twitter.com/arcebispo">João Sá</a> revela que

a

ideia

original

surgiu

do

<em>blogger</em>

<a

href="http://twitter.com/nunogervasio">Nuno Gervásio</a>, que o convenceu a colaborar na organização deste evento, que vê como forma de "tentar encontrar novos e construtivos usos para uma ferramenta em crescimento vertiginoso como o twitter e como tal, com enormes potencialidades por explorar". ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 27/199


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Questionado sobre o Encontro de "Sit-down Comedy", José de Pina diz não ter opinião formada sobre o assunto, ao contrário de Nuno Markl, que considera que o "o espectáculo de Sit Down Comedy já é histórico só pelo mero conceito da coisa, nunca tentado em nenhuma parte do mundo".

4. Publicado Twitter: Humor invade o mais recente fenómeno da Internet Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 09.03.2009 | 17:31 (GMT) Marcadores: Comédia , Comunicação , Internet , Twitter Comediantes portugueses vêem no Twitter uma nova forma de entrar em contacto com o público. Primeiro espectáculo de "Sit-down Comedy" nacional decorre esta terçafeira. Depois dos jornalistas, académicos, instituições ou apenas curiosos, é a vez de os comediantes "chegarem" ao Twitter para espalhar boa disposição. O mais recente fenómeno da Internet foi tomado de assalto por humoristas de todo o mundo e Portugal não ficou de fora. Nuno Markl e José de Pina, dois dos mais conhecidos humoristas portugueses, são adeptos do serviço de microblogging. Em entrevista via Twitter, os dois comediantes revelam como é possível fazer humor em 140 caracteres. José de Pina diz que o Twitter é "um exercício de concisão", acrescentando que a "piada" do serviço é o feedback dado pelos followers (seguidores) e a possibilidade de resposta por parte do humorista". Nuno Markl, que já "colecciona" mais de 5000 followers, confesso entusiasta do meio, refere que não tenta dizer piadas forçadas no Twitter "porque para isso já basta o trabalho diário". "Preocupar-me em escrever aqui piadas é como levar trabalho para férias", acrescenta. O comediante encara os seus seguidores como uma "roda de amigos", até porque o Twitter "é um meio limpo. Caso apareça uma besta é rapidamente bloqueada. Além de que, para quem nos odeia, é demasiado humilhante o conceito de se tornar nosso follower só para nos poder insultar", graceja.

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Primeiro espectáculo de "Sit-down Comedy" no Twitter Prova da crescente "invasão" do Twitter por humoristas é a organização de um espectáculo de "Sit-down Comedy", que juntará, já esta terça-feira, comediantes de todo o país, naquele que é o primeiro espectáculo do género em todo o mundo. O evento poderá ser seguido através da hashtag #sit (uma espécie de chave que agrega todos os "twits" com essa palavra) a partir das 22h30, e contará com a presença de humoristas "consagrados", de acordo com João Sá, um dos organizadores. O também humorista revela que a iniciativa tem como único objectivo proporcionar "uma noite bem passada", mas o certo é que o espectáculo está a gerar muita expectativa. João Sá salienta que a ideia original partiu de Nuno Gervásio, que o convenceu a colaborar na organização do evento. Ao mesmo tempo pretende-se "tentar encontrar novos usos para uma ferramenta em crescimento vertiginoso como o Twitter". Nuno Markl também não vai faltar ao Encontro de "Sit-down Comedy", um espectáculo "histórico só pelo mero conceito da coisa". Afinal, "nunca foi tentado em nenhuma parte do mundo", atira o humorista. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/09/twitter_humor_invade_o_mais_recente_fenom eno_da_internet.html

5. Original Tibete: 50 anos de repressão Em 1959 iniciou-se um confronto armado que resultaria na morte de milhares de tibetanos e na perda da independência do Tibete. 50 anos depois, o JPN tenta perceber o que mudou. Há exactamente 5 décadas iniciaram-se os confrontos armados entre a China e o Tibete, que resultaram no exílio do Dalai-Lama em Dharamsala, na Índia. Com a partida do líder político e espiritual dos Tibetanos, o povo perdeu toda a autonomia e viu a sua cultura ser dizimada sob o jugo chinês. A situação actual é ainda mais preocupante. À medida que o tempo passa e a idade do 13º Dalai-Lama, Tenzin Gyatso, avança, o futuro do Tibete torna-se ainda mais incerto. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 29/199


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Apesar do estatuto de região autónoma, a República Popular da China viola constantemente os direitos dos tibetanos e provoca um autêntico genocídio cultural, proibindo os tibetanos de possuírem fotografias do Dalai-Lama e invadindo mosteiros. Teresa Nogueira, coordenadora do grupo da China da Amnistia Internacional portuguesa, revela que há uma autêntica colonização do Tibete, feita através de soldados e do estabelecimento de chineses na zona, impulsionado pelas regalias que possuem ao se estabelecerem no Tibete. A coordenadora do grupo da China da Amnistia Internacional portuguesa reflecte sobre a repressão a que os tibetanos, "presos" no seu próprio território, são votados. As "actividades económicas estão praticamente todas nas mãos dos chineses", garante. (rm amnistia5) Segundo Teresa Nogueira, ainda nada se fez, a nível internacional, para alterar a situação do Tibete. "Perante os direitos humanos há que ser firme", salienta. (rm amnistia4) O futuro da região passa não por uma independência, mas por "uma autonomia com respeito pelos direitos mínimos dos tibetanos", vaticina. (rm amnistia3) Quem também está preocupada com a incerteza do futuro do Tibete é Alexandra Correia, do Grupo de Apoio ao Tibete e da União Budista Portuguesa. "O genocídio cultural do povo tibetano é a única certeza que poderemos ter", afirma. (rm tibete2). Alexandra Correia encara como última hipótese do povo tibetano uma tomada de posição dos governos internacionais. A união de todos os países contra a atitude chinesa em relação ao Tibete é "a única réstia de esperança", declara. (rm tibete3) Na passada quinta-feira, duas mulheres tibetanas foram detidas em Kardze, enquanto distribuíam panfletos e pediam o regresso do Dalai Lama e o respeito dos direitos humanos. O destino destas duas mulheres é desconhecido. Caixa: Retrato de 50 anos de repressão: - Dezenas de milhares de mortos. - Centenas de milhares presos. - Mais de 6 mil templos e mosteiros destruídos e pilhados. 5. Publicado ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 30/199


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Tibete: Há cinquenta anos à procura de uma "réstia de esperança" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 10.03.2009 | 18:32 (GMT) Marcadores: China , Direitos Humanos , Tibete Em 1959, iniciava-se o confronto armado, que resultou na morte de milhares de tibetanos e na perda da independência do Tibete. Cinquenta anos depois, o JPN tenta perceber o que mudou. Há exactamente cinco décadas iniciaram-se os confrontos armados entre a China e o Tibete, que resultaram no exílio do Dalai-Lama em Dharamsala, na Índia. Com a partida do líder político e espiritual dos tibetanos, o povo perdeu toda a autonomia e viu a sua cultura subjugada ao jugo chinês. A situação actual é ainda mais preocupante. À medida que o tempo passa e a avança a idade do 13.º Dalai-Lama, Tenzin Gyatso, o futuro do Tibete torna-se ainda mais incerto. Apesar do estatuto de região autónoma, a República Popular da China viola constantemente os direitos dos tibetanos e provoca um autêntico genocídio cultural, proibindo os tibetanos de possuírem fotografias do Dalai-Lama e invadindo mosteiros. O Tibete tem vindo a sofrer uma progressiva colonização, salienta a coordenadora do grupo da China da Amnistia Internacional portuguesa, Teresa Nogueira. Cada vez mais chineses se tentam estabelecer na zona e tornam-se, a par dos soldados, os principais agentes colonizadores. As "actividades económicas estão praticamente todas nas mãos dos chineses", garante

a coordenadora, sublinhando a repressão a que os tibetanos, "presos" no seu

próprio território, estão expostos. Segundo Teresa Nogueira, ainda nada se fez, a nível internacional, para alterar a situação do Tibete . "Perante os direitos humanos há que ser firme", salienta

. O

futuro da região passa, não por uma independência, mas por "uma autonomia com respeito pelos direitos mínimos dos tibetanos", vaticina

.

Alexandra Correia, do Grupo de Apoio ao Tibete e da União Budista Portuguesa, partilha das mesmas preocupações. "O genocídio cultural do povo tibetano é a única certeza que poderemos ter", afirma

.

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A união de todos os países contra a atitude chinesa em relação ao Tibete é "a única réstia de esperança", declara Alexandra Correia, apelando a uma tomada de posição dos governos internacionais em relação à China. Alexandra Correia encara como última hipótese do povo tibetano uma tomada de posição dos governos internacionais. A união de todos os países contra a atitude chinesa em relação ao Tibete é "a única réstia de esperança", declara

.

Na quinta-feira duas mulheres tibetanas foram detidas em Kardze, enquanto distribuíam panfletos e apelavam ao regresso do Dalai Lama e ao respeito pelos direitos humanos. O destino destas duas mulheres é desconhecido. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/10/tibete_ha_cinquenta_anos_a_procura_de_uma _restia_de_esperanca.html 6. Original

Franz Ferdinand confirmados para Paredes de Coura Banda de Glasgow será presença assegurada no dia 30 de Julho. Restante cartaz ainda por confirmar. Os escoceses Franz Ferdinand são a primeira banda confirmada para o Paredes de Coura 2009. A banda, que recentemente editou o álbum "Tonight", subirá ao palco na Praia do Tabuão no dia 30 de Julho. Os bilhetes estão à venda a partir de hoje, custando 40 euros os bilhetes diários. Os bilhetes para os 4 dias do festival custam 60 euros até 12 de Abril e 70 euros a partir dessa data. Os Franz Ferdinand voltam pela 4ª vez a Portugal, após a sua actuação no Festival Sudoeste no verão passado. Mais nenhuma banda foi adiantada pela Ritmos, organizadora do Festival Paredes de Coura. (http://www.paredesdecoura.com/) Novidades também a Sudoeste A partir das 21h00, será conhecido parte do cartaz da edição deste ano do Festival Sudoeste TMN 2009. A apresentação dos nomes já confirmados será feita na Estufa-

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fria, em Lisboa. Para além das revelações Amy Macdonald, apontada como um dos nomes que serão apresentados) num mini-concerto. O Sudoeste TMN 2009 realizar-se-á, como habitual, na Zambujeira do Mar entre os dias 6 e 9 de Agosto. 6. Publicado

Franz Ferdinand confirmados para Paredes de Coura Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 11.03.2009 | 11:13 (GMT) Marcadores: Festivais , Festival Paredes de Coura , Festival Sudoeste , Música Banda de Glasgow é presença assegurada no dia 30 de Julho. Restante cartaz ainda por confirmar. Os escoceses Franz Ferdinand são a primeira banda confirmada no cartaz do festival Paredes de Coura 2009. A banda, que recentemente editou o álbum "Tonight", subirá ao palco na Praia do Tabuão no dia 30 de Julho. Os bilhetes estão à venda a partir desta quarta-feira, custando 40 euros os bilhetes diários. Os bilhetes para os quatro dias do festival custam 60 euros até 12 de Abril, e 70 euros a partir dessa data. Os Franz Ferdinand voltam pela quarta vez a Portugal, após a actuação no Festival Sudoeste de 2008. Mais nenhuma banda foi adiantada pela Ritmos, organizadora do festival. Novidades também a Sudoeste A partir das 21h00 de hoje, será também conhecida parte do cartaz da edição deste ano do Festival Sudoeste TMN 2009. A apresentação dos nomes será feita na Estufa-fria, em Lisboa. Confirmada esta já a presença de Amy Macdonald, que dará um miniconcerto. O Sudoeste TMN 2009 realizar-se-á, como habitual, na Zambujeira do Mar entre os dias 6 e 9 de Agosto. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/11/franz_ferdinand_confirmados_para_paredes_de _coura.html ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 33/199


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7. Original

José Sócrates: Balanço de quatro anos de um Governo polémico No dia em que se assinalam quatro anos de governação socialista, o JPN faz o balanço do trabalho do executivo de José Sócrates pela boca de quem mais o criticou. Entre greves e manifestações, leis polémicas e o Magalhães, desde 2005 que José Sócrates está a frente do país, tomando medidas que, se para uns, "não poderiam ter sido melhores", para outros foram "lamentáveis". O JPN tentou perceber se se mantém a opinião dos que mais contestaram. Administração Pública Se as manifestações marcadas pelos sindicatos da Administração Pública em Junho de 2005 fossem indicativo, seria de esperar que a popularidade de José Sócrates junto dos funcionários públicos fosse baixa. No entanto, José Abraão, Vice-secretário geral do Sindicato da Administração Pública mostra-se bastante satisfeito com as medidas tomadas pelo executivo socialista. José Abraão refere que José Sócrates "arrumou a casa" e que os direitos mais importantes dos trabalhadores da função pública foram salvaguardados. Saúde Um dos temas mais debatidos recentemente é a avaliação dos médicos. Ginecologista no Hospital São João, Ana Rosa Costa considera que este processo "premeia a assiduidade em detrimento da produtividade" e faz um balanço negativo do estado da Saúde em Portugal. A médica declara que o "sistema de saúde era socialmente justo" e que, com este governo, muitos profissionais abandonaram o sistema de saúde público. Ana Rosa Costa responsabiliza o executivo pela "falta de progressão na carreira e pelos contratos precários". Finanças Perante o cenário de crise actual, as famílias portuguesas encaram com dificuldades um futuro incerto. As medidas do executivo de José Sócrates foram várias vezes questionadas ao longo do mandato. Apesar disso, o professor de Economia, Nuno Moutinho, parece optimista. O analista divide a época de governação em duas fases e ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 34/199


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diz que "era impossível alguém fazer melhor do que aquilo que foi feito". Nuno Moutinho, apesar das várias críticas às decisões financeiras de José Sócrates, faz um balanço positivo das medidas tomadas e apela à estabilidade política "com Sócrates ou sem Sócrates". Educação Provavelmente um dos sectores que mais lutou contra as mudanças efectuadas por José Sócrates, a Educação sofreu diversas alterações ao longo destes quatro anos de mandato. A avaliação dos docentes e o estatuto do professor levaram milhares de professores à rua. Carlos Pereira, professor do 2º ciclo, fala de um "ataque bastante directo" à classe a que pertence e de "medidas fictícias" para combater a indisciplina na sala de aula. Quando questionado sobre a possibilidade de mais quatro anos de governação socialista, o professor não se mostrou receptivo. Caixa: Destaques do Governo de Sócrates: - Mudanças no Código de Trabalho - Lei do Aborto aprovada - Tratado de Lisboa - "Simplex" - Cartão do Cidadão - Mudanças na Lei do Divórcio - Aeroporto: da OTA para Alcochete - Programa Novas Oportunidades - Choque/Plano Tecnológico - O primeiro computador português: "Magalhães" - Caso Freeport - Caso da Universidade Independente - Maior despesa estatal de sempre - Manifestações de rua sucessivas 7. Publicado

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José Sócrates: Balanço de quatro anos de um Governo polémico Por Cláudia Cruz e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 12.03.2009 | 19:35 (GMT) Marcadores: Administração Pública , Economia , Educação , Governo , José Sócrates , Saúde No dia em que se assinalam quatro anos de governação socialista, o JPN faz o balanço do trabalho do executivo de José Sócrates pela boca de quem mais o criticou. Entre greves e manifestações, leis polémicas e o "Magalhães", desde 2005 que o primeiro-ministro, José Sócrates, está a frente do país, tomando medidas que, se para uns, "não poderiam ter sido melhores", para outros foram "lamentáveis". O JPN tentou perceber se a opinião dos que mais o contestaram se mantém inalterável. Administração Pública Se as manifestações convocadas pelos sindicatos da Administração Pública em Junho de 2005 fossem encaradas como um indicativo, seria de esperar que a popularidade de José Sócrates junto dos funcionários públicos fosse baixa. No entanto, o vice-secretário geral do Sindicato da Administração Pública, José Abraão, mostra-se bastante satisfeito com as medidas tomadas pelo executivo socialista. Abraão refere

que José Sócrates

"arrumou a casa" e que os direitos mais importantes dos trabalhadores da função pública foram salvaguardados. Saúde Um dos temas mais em voga nos dias de hoje é a avaliação dos médicos. Ginecologista no Hospital São João, Ana Rosa Costa considera

que este processo "premeia a

assiduidade em detrimento da produtividade" e faz um balanço negativo do estado da Saúde em Portugal. A médica declara que o "sistema de saúde era socialmente justo" e que, com este Governo, muitos profissionais abandonaram o sistema de saúde público. Ana Rosa Costa responsabiliza o executivo pela "falta de progressão na carreira e pelos contratos precários". Finanças Perante o cenário actual de crise, as famílias portuguesas encaram o futuro com incertezas. As medidas do executivo de José Sócrates foram várias vezes questionadas ao longo do mandato. Apesar disso, o professor de Economia, Nuno Moutinho, parece optimista. O analista divide a época de governação em duas fases e diz que "era ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 36/199


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impossível alguém fazer melhor do que aquilo que foi feito". Apesar das várias críticas às decisões financeiras do executivo, Moutinho faz um balanço positivo das medidas tomadas e apela à estabilidade política "com Sócrates ou sem Sócrates". Educação Provavelmente um dos sectores com mais contestação e que mais mudanças sofreu ao longo destes quatro anos de mandato. A avaliação dos docentes e o estatuto do professor levaram milhares de professores à rua. Carlos Pereira, professor do 2.º ciclo, fala

de um "ataque bastante directo" à classe a que pertence e de "medidas fictícias"

para combater a indisciplina na sala de aula. Quando questionado sobre a possibilidade de mais quatro anos de governação socialista, o professor mostra-se pouco receptivo. Caixa: Destaques do Governo de Sócrates - Mudanças no Código de Trabalho - Lei do Aborto aprovada - Tratado de Lisboa - "Simplex" - Cartão do Cidadão - Mudanças na Lei do Divórcio - Aeroporto: da OTA para Alcochete - Programa Novas Oportunidades - Choque/Plano Tecnológico - O primeiro computador português: "Magalhães" - Caso Freeport - Caso da Universidade Independente - Maior despesa estatal de sempre - Manifestações de rua sucessivas Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/12/jose_socrates_balanco_de_quatro_anos_de_um _governo_polemico.html ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 37/199


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8. Original (A entrevista original, realizada no âmbito da disciplina de Imprensa, inserida na cadeira de Ateliê de Jornalismo, foi adaptada para publicação online por Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira) 8. Publicado

Manel Cruz: "A partir do momento em que não sabemos para onde vamos, tudo muda" Por Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 16.03.2009 | 10:05 (GMT) Marcadores: Cultura , Música "Foge, Foge, Bandido", de Manel Cruz, já vai na segunda edição, depois de a primeira ter esgotado em dois meses. Em entrevista ao JPN, o músico fala de morte, poesia, dos Ornatos Violeta e de... trivialidades. Ponto prévio. O homem que em tempos liderou os Ornatos Violeta desapareceu. Ou melhor, confessa-se "outro". Envelheceu (ainda que só tenha 34 anos), assumiu os erros e ganhou respeito à morte que gosta de ilustrar nas caveiras que povoam o universo onde se procura. Como testamento, não vá o diabo tecê-las, decidiu reunir a família, amigos e músicos em torno do seu mais recente projecto, "Foge, Foge, Bandido". Mas nem tudo mudou. Manel Cruz continua a querer ser apenas e só... "fixe". Recentemente regressaste ao panorama musical português, desta feita a solo. Como surgiu este projecto ("Foge, Foge, Bandido")? A cena foi acontecendo, ou seja, não foi um daqueles projectos de banda; não partiu de uma ideia de fazer um disco. Surgiu de comprar o meu primeiro computador, da primeira placa de som, começar a usar o computador como gravador de pistas! Ou seja, poder importar para lá as minhas ideias e não estar dependente de outras pessoas. Então foi um bocado começar com essas experiências, começar a gravar coisas e depois de ter um volume de coisas já a crescer, comecei a aperceber-me que tinha ali uma espécie de um universo, que era o universo caseiro de estar a gravar coisas. E aí comecei a pensar nisso, de compilar isto tudo. Neste projecto contas com várias colaborações, incluindo Adão Cruz. Como é que é trabalhar com o teu pai?

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Foi fixe. Eu tinha a ideia de pôr um texto dele em cima de uma música só que não sabia onde é que era e o Bandido também não tinha muitas preocupações de coerência, ou seja, dentro de uma música às vezes há textos que dizem respeito a ideias diferentes, e não há essa preocupação de sair uma narrativa até ao fim da música, então foi um bocado proporcionar o acaso. Ele disse quinze poemas, eu estava a gravar enquanto ele estava a dizer, escolhi um deles, um que até achava que tinha alguma coisa, ou seja, "entrava" bem na música e como aquilo é um discurso livre, o ritmo acaba por encaixar muito facilmente. Depois ele tem aquela já voz meio "abagaçada"! É fixe. Por

outro

lado,

trabalhaste

com

músicos

que

têm

sonoridades

completamente diferentes... Acho que isso é uma das coisas mais ricas disto. Para mim também, lidar com o processo mental das pessoas a gravar, pois as pessoas são muito diferentes. Não é um trabalho que se vem a elaborar, não. São coisas muito espontâneas, é uma linguagem muito mais imediata e muito mais pessoal. E é muito engraçado ver esse processo mental das pessoas, de desinibição! Por outro lado, as pessoas não desenvolviam uma ideia, gravavam dez, vinte coisas diferentes, para eu tirar um bocadinho desta e um bocadinho daquela. Ou seja, no fundo era um processo muito livre e acho que essa diversidade musical das pessoas todas tornou isto muito rico porque são misturas de estados de espírito muito diferentes, gravados em momentos diferentes, mas que depois

ficam

num

momento

só.

Sobre o teu projecto, alguém dizia "Os temas das músicas e das imagens são os do costume: o amor e o sexo, a vida e a morte, a família e os amigos, e o tema transversal é o «erro»". Porquê estes temas e não outros? O tema transversal é o "erro"? Isso é engraçado, eu identifico-me. E porque é que são estes temas e não outros temas quaisquer? Pois! Eu acho que esses temas estão sempre na origem de tudo para mim, quer a morte, o sexo, o amor. Claro que na vida e a morte já encerra montes de coisas. Mas acho que a ideia da morte está antes de tudo. Ou seja, a partir do momento em que nos apercebemos que vamos sair daqui e não sabemos para onde, tudo muda na vida. É nesse sentido que eu acho que, seja qual for o pensamento que eu tenha, vai estar condicionado por isso. Já que não há nada a fazer, ao menos brinca-se um bocado com

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isso. Se calhar é um instinto de adaptação, sei lá. Ou aquela expectativa de que chegues a velho e estejas mais em paz contigo, de modo a aceitares melhor isso. São temas muito fortes. Achas que só faz sentido falar sobre isto? Não, acho que é muito salutar a trivialidade, até porque está tudo ligado. Por exemplo, os receios mais pequeninos, os prazeres mais pequeninos também são espelho de coisas muito maiores. E até por uma questão de saúde mental também convém a gente suavizar as coisas, não é? Às vezes ao fazer isso, enfrentámos os medos e as coisas e não quer dizer que nos rendamos a eles. Segunda parte:

Manel Cruz: "Os Ornatos são o passado" Por Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 16.03.2009 | 10:06 (GMT) Marcadores: Cultura , Música Depois dos Ornatos Violeta, dos Pluto e dos Supernada, Manel Cruz não gosta de olhar par atrás. Até porque continua a questionar a música que faz, sempre em busca do "som único". Com os Ornatos Violeta, há uns anos atrás, acusavam-te de "ajudar a reavivar o espírito da música portuguesa, especialmente a cantada em português". Concordas? É um bocado redutora a ideia da música portuguesa. No sentido de cantar em português, se calhar sou mais um, digamos, a semear essa experimentação com o português. Mais um, porque eu também sempre cresci com o Reininho, com o Jorge Palma, Sétima Legião, etc, portanto, para mim, sempre houve música portuguesa. Fazia mais sentido cantar em português? Sim. Exactamente, porque eu tinha essas referências. Foi mesmo natural. Eu tentei cantar em inglês, fazer umas coisas em inglês, mas pronto, não me soava bem, não acreditava naquilo. Se calhar também porque não dominava assim muito bem [o inglês]. Incomoda-te quando te chamam o "poeta vivo da música"? Os rótulos incomodam-te?

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Não, não. Acho que são maneiras de as pessoas se situarem, embora seja tudo muito vago. Mas também encaro, se calhar, o "poeta", no sentido de alguma introspecção e filosofia, contemplação. Em termos de estrutura, não encaro as músicas muito como poemas. Encaro como parte de canções, funcionam como o som. Embora eu não me avalie por eles, é fixe quando ouves uma coisa que percebes que é elogio. Por mais profundo que tentes ser, também vives na trivialidade e precisas dessa trivialidade e precisas de te alimentar dessas coisas. É humano. E acho que também tenho os meus momentos de comprar o "Blitz" e ver cromos, como eu (risos). O que é que achas que é mais importante no mundo da música hoje em dia? Um som único que atraia um grande grupo de seguidores à volta do projecto, ou simplesmente chamar a atenção dos mais jovens? Um som único é uma ideia que me agrada. Um som único, não, se calhar, no sentido de um grupo de músicas, mas a ideia do som. Um registo que é único e que sentes que acrescenta alguma coisa ao mundo, no sentido de que é teu. Qual é a melhor fórmula? O entusiasmo de um novato ou a experiência de um músico veterano? Adoro o novato que ainda está a aprender, embora tenha conhecido excelentes músicos que nunca tenham deixado de estar nesse estado [de entusiasmo], ou seja, que já têm a experiência mas que continuam a gostar de não dominar. Acho que é mesmo uma questão de atitude. E também já vi novatos que estão hiper obcecados com conseguir determinado objectivo técnico. Mas à partida, o entusiasmo é meio caminho andado, como a sopa. Alguma vez questionaste a tua música? (risos) Tantas vezes! Acontece que agora não me acontece com a mesma intensidade, o que não quer dizer que não me aconteça de haver alturas em que entro nesse conflito. Só que agora eu faço uma coisa: quando não estou a gostar, passo uns dias a fazer outras coisas mais práticas. Toda

a

gente

quer

saber

quando

os

Ornatos

Violeta

voltam...

Pois, não se pode dizer que uma coisa é impossível. Mas eu sou outro e eles são outros já. Os Ornatos são o passado.

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Já não faz sentido? Neste momento acho que não. Mesmo que um dia voltem! Podemos voltar com o mesmo nome, mas as pessoas vão ter mais anos em cima, outras experiências, etc. Já não vão ser as mesmas pessoas, são outras. Links: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/16/manel_cruz_a_partir_do_momento_em_que_n ao_sabemos_para_onde_vamos_tudo_muda.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/16/manel_cruz_os_ornatos_sao_o_passado.html 9. Original

Deolinda na Queima das Fitas do Porto: “É simbólico tocar na Queima” Deolinda subirá ao palco principal da Queima das Fitas do Porto a 4 de Maio. Zé Pedro Leitão, em entrevista ao JornalismoPortoNet, fala da estreia em palcos de Queima, do inesperado sucesso entre os mais jovens e de novo álbum. A Deolinda, banda lisboeta que surgiu em 2006, já conquistou o país. Com influências de jazz, música clássica e sons tradicionais, passando pela incontornável influência do fado, o projecto reuniu à sua volta até os fãs mais improváveis. A próxima visita ao Porto passará pelo Queimódromo do Porto, onde marcam presença a 4 de Maio. Para Zé Pedro Leitão, que toca contrabaixo e empresta a voz ao grupo, “é simbólico tocar na Queima das Fitas do Porto”. “É como se fosse um festival de verão antecipado”, admite (RM “deolindaansiososporqueima”) o contrabaixista, falando acerca da dimensão do evento. As expectativas da banda quanto ao concerto de 4 de Maio são altas, tendo em conta a excelente recepção que tiveram no Porto, aquando dos concertos na Casa da Música. “Estamos muito ansiosos por este concerto”, confessa Zé Pedro Leitão. Aos estudantes que rumarem ao Parque da Cidade, o contrabaixista promete um concerto “cheio de movimento e de animação”. O projecto de música popular portuguesa actua pela primeira vez na Queima das Fitas do Porto por mérito próprio, depois de alcançado um sucesso inesperado entre os mais jovens. Zé Pedro Leitão confessa que esperavam uma adesão por parte de várias faixas ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 42/199


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etárias, mas que é surpreendente saber que os mais pequenos adoram as suas canções. “Só estávamos à espera que as pessoas da nossa idade, à volta dos trinta anos, achassem piada à Deolinda (...) Que os adolescentes e até mesmo crianças aparecessem nos concertos e gostassem tanto das músicas ao ponto de as saberem de cor e cantar, isso, sinceramente, não estávamos à espera”, revela Zé Pedro Leitão. (RM “deolindasurpresajovens”). A banda atribui esse fenómeno de popularidade entre os mais novos à sua presença em redes sociais, como o Myspace, o Hi5 ou o Twitter. “Notamos que as pessoas gostam do contacto mais directo com a banda (...) e de certeza que parte do acolhimento que temos

junto

dos

mais

jovens

virá

daí”,

atira

o

contrabaixista.

(RM

“deolindaeomyspace”) Essa popularidade entre os mais novos não é, no entanto, “aproveitada” intencionalmente para atrair mais pessoas para o fado. Segundo refere Zé Pedro Leitão, “Poderemos levar as pessoas a ter mais curiosidade tanto para o fado, como para a música popular portuguesa” mas essa curiosidade que se desperta não é intencional por parte da banda. Quanto a novos projectos, Zé Pedro Leitão adianta que, “muito provavelmente” será lançado álbum novo para o próximo ano, inspirado “nos passeios que ela (Deolinda) vai fazer pelo estrangeiro”, que darão ao novo trabalho novas influências e “novas visões do mundo”. Para além da Deolinda, já outros nomes foram confirmados para a edição de 2009 da Queima das Fitas. Blind Zero, Skeezos e Pedro Abrunhosa são alguns dos nomes que farão parte do cartaz que animará os estudantes do Porto no mês de Maio. 9. Publicado

Deolinda na Queima das Fitas do Porto 2009: "É simbólico tocar na Queima" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 18.03.2009 | 18:23 (GMT) Marcadores: Concertos , Música , Queima do Porto 2009 Deolinda subirá ao palco principal da Queima das Fitas do Porto a 4 de Maio. Zé Pedro Leitão, em entrevista ao JPN, fala da estreia em palcos de Queima e do novo álbum. A Deolinda, banda lisboeta que surgiu em 2006, já conquistou o país. Com influências de jazz, música clássica e sons tradicionais, passando pela incontornável influência do ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 43/199


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fado, o projecto reuniu à sua volta até os fãs mais improváveis. A próxima visita ao Porto passará pelo Queimódromo do Porto, onde marcam presença a 4 de Maio. Para Zé Pedro Leitão, que toca contrabaixo e empresta a voz ao grupo, "é simbólico tocar na Queima das Fitas do Porto"•. "É como se fosse um festival de verão antecipado"•, admite o contrabaixista, falando acerca da dimensão do evento. As expectativas da banda quanto ao concerto de 4 de Maio são altas, tendo em conta a excelente recepção que tiveram no Porto, aquando dos concertos na Casa da Música. "Estamos muito ansiosos por este concerto"•, confessa Zé Pedro Leitão. Aos estudantes que rumarem ao Parque da Cidade, o contrabaixista promete um concerto "cheio de movimento e de animação". O projecto de música popular portuguesa actua pela primeira vez na Queima das Fitas do Porto por mérito próprio, depois de alcançado um sucesso inesperado entre os mais jovens. Zé Pedro Leitão confessa que esperavam uma adesão por parte de várias faixas etárias, mas que é surpreendente saber que os mais pequenos adoram as suas canções. "Só estávamos à espera que as pessoas da nossa idade, à volta dos trinta anos, achassem piada à Deolinda (...) Que os adolescentes e até mesmo crianças aparecessem nos concertos e gostassem tanto das músicas ao ponto de as saberem de cor e cantar, isso, sinceramente, não estávamos à espera", revela Zé Pedro Leitão. A banda atribui esse fenómeno de popularidade entre os mais novos à sua presença em redes sociais, como o Myspace, o Hi5 ou o Twitter. "Notamos que as pessoas gostam do contacto mais directo com a banda (...) e de certeza que parte do acolhimento que temos junto dos mais jovens virá daí", atira o contrabaixista. A

popularidade entre os

mais

novos

não

é, no

entanto, "aproveitada"•

intencionalmente para atrair mais pessoas para o fado. Segundo refere Zé Pedro Leitão, "Poderemos levar as pessoas a ter mais curiosidade tanto para o fado, como para a música popular portuguesa"• mas essa curiosidade que se desperta "não é intencional" por parte da banda. Quanto a novos projectos, Zé Pedro Leitão adianta que, "muito provavelmente"• será lançado álbum novo para o próximo ano, inspirado "nos passeios que ela (Deolinda) vai fazer pelo estrangeiro", que darão ao novo trabalho novas influências e "novas visões do mundo".

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Outros nomes confirmados Para além da Deolinda, várias outras bandas já confirmaram presença na edição 2009 da Queima das Fitas do Porto. Entre novidades e "velhos conhecidos", destacam-se as estreias de Skeezos, Klepht, e Per7ume. Com regresso marcado estão os Blind Zero, Pedro Abrunhosa e os inevitáveis Xutos & Pontapés. A Queima das Fitas do Porto decorre entre 2 e 9 de Maio. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/18/deolinda_na_queima_das_fitas_do_porto_200 9_e_simbolico_tocar_na_queima.html 10. Original (para a JPR) O cartaz ainda não está completo, mas já se conhecem algumas bandas confirmadas para a Queima das Fitas do Porto deste ano. A estrearem-se no palco do Queimódromo, marcam presença os Deolinda, a 4 de Maio, os Klepht, no dia 7 e os Perfume na ultima noite. Os Skeezos, banda vencedora do concurso de bandas de garagem da FAP, actuam pela primeira vez a 2 de Maio. O regresso de algumas bandas ao palco do Queimódromo também já está assegurada. Blind Zero actuam na segunda noite e Pedro Abrunhosa, que divide o palco com os assíduos Xutos e Pontapés, na noite de 6 de Maio. Para os fãs de hip-hop, os Expensive Soul confirmam também presença no dia 8. Em entrevista a JPR, Zé Pedro Leitão, dos Deolinda, mostra o entusiasmo de poder actuar na queima das fitas do porto e promete não desiludir os estudantes. A banda de musica popular portuguesa, que funde o fado com vários géneros musicais, já conquistou o país. Zé Pedro Leitão, que toca contrabaixo e empresta a voz ao grupo, mostra-se surpreendido com o sucesso da banda junto dos mais jovens. O músico justifica este sucesso com a presença da banda em redes sociais, como o myspace ou o twitter. Os Deolinda editaram o primeiro álbum em 2008. Com concertos agendados no estrangeiro, Zé Pedro Leitão admite a influência dessas viagens num trabalho futuro.

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Para já, os Deolinda prometem animar a noite de 4 de Maio da Queima das Fitas do Porto. 10. Publicado

Deolinda na Queima do Porto 2009: “É como se fosse um festival de Verão antecipado” 19 de Março de 2009 Os Deolinda subirão ao palco principal da Queima das Fitas do Porto a 4 de Maio. Zé Pedro Leitão, em entrevista à JPR, fala da estreia em palcos de Queima, do inesperado sucesso entre os mais jovens e de novo álbum. Blind Zero, Skeezos, Klepht, Pedro Abrunhosa, Xutos e Pontapés, Expensive Soul e Perfume são outros nomes já confirmados para a festa académica. Por: Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira http://jpr.icicom.up.pt/2009/03/deolinda_na_queima_e_como_se_fosse_um_festiv al_de_verao_antecipado.html Texto: É ao som da Deolinda que o Queimódromo do Porto promete embalar na noite de 4 de Maio. A banda lisboeta já está confirmada no cartaz da queima das fitas do Porto 2009. Mas não é a única.. A 2 de Maio, as noites da queima vai abrir ao som dos Skeezos, banda vencedora do concurso de bandas de garagem da FAP. Assinalam-se ainda as estreias dos Klepht, no dia 7 e dos Perfume, que vão actuar na última noite, a 9 de Maio. Confirmados na maior festa académica do país estão também alguns nomes habituados a pisar o palco do Queimódromo. Os Blind Zero actuam na segunda noite. Pedro Abrunhosa, divide o palco com os assíduos Xutos e Pontapés, na noite de 6 de Maio. Para os fãs de hip-hop, os Expensive Soul têm concerto marcado para dia 8. Mas voltemos à Deolinda, banda que promete ser um dos principais atractivos da queima deste ano. Em entrevista à JPR, Zé Pedro Leitão, Deolinda, mostra entusiasmo por actuar na queima das fitas do porto. O contrabaixista promete não desiludir os estudantes. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 46/199


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RS A banda de musica popular portuguesa, que funde o fado com vários géneros musicais, já conquistou o país. Zé Pedro Leitão, que também empresta a voz ao grupo, mostra-se surpreendido com o sucesso junto dos mais jovens. RS O músico justifica o sucesso com a presença da banda em redes sociais, como o myspace ou o twitter. RS A Deolinda editou o primeiro álbum em 2008. Com concertos agendados no estrangeiro, Zé Pedro Leitão admite a influência dessas viagens num trabalho futuro. RS Para já, os Deolinda prometem animar a noite de 4 de Maio da Queima das Fitas do Porto. A grande festa da academia portuense decorre de 2 a 9 de Maio. 11. Publicado

Dia do Pai: Ser pai no singular Por Cláudia Cruz e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 19.03.2009 | 11:06 (GMT) Marcadores: Família Número de pais solteiros está a aumentar em Portugal. No Dia do Pai, o JPN revela como é a vida dos pais que criam os filhos sozinhos. Desde tempos imemoriais que se comemora o Dia do Pai. No entanto, o dia oficial foi instaurado apenas no século XX, por iniciativa de uma norte-americana que decidiu homenagear o pai, que, após a morte da sua mulher ao dar à luz, criou seis filhos sozinho. Do passado para a actualidade, Miguel Cunha, piloto, pai de um adolescente de 14 anos, lutou pela custódia do filho durante doze anos. A litigância foi "cerrada"•, mas acabou por se resolver fora do campo jurídico, com o passar do tempo e com a escolha do filho em ir viver com o pai. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 47/199


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Para Miguel, ser pai solteiro "é basicamente a mesma coisa que ser mãe solteira. Temos as mesmas obrigações, as mesmas complicações, só que no masculino". Miguel Cunha é da opinião que os homens são "perfeitamente capazes de criar uma criança" e afirma que não sentiu grandes dificuldades ao criar o seu filho. Para o piloto, o Dia do Pai sempre teve um grande significado, mas assumiu "um revestimento diferente a partir do momento em que o meu filho veio viver comigo". Casos de pais solteiros raramente conhecidos

O caso de Miguel não é único em Portugal. O número de famílias monoparentais no masculino tem aumentado, sendo que, num total de cerca de 310 mil famílias monoparentais, 47 mil são constituídas por um pai e, pelo menos, um filho. Cláudia Sousa, que em tempos tentou formar uma Associação de Famílias Monoparentais em Portugal, explica que são poucos os pais que lutam pela custódia dos filhos e que, nos casos em que lutam, a tendência judicial é de dar a custódia às mães. "Ainda se pensa como antigamente, (...) que o pai não consegue.", refere

.

Cláudia Sousa entende que o que falha em Portugal é uma análise particular, caso a caso, pois o tribunal tende a tomar sempre as mesmas decisões, com as mesmas consequências. Apesar do crescimento do número de pais "solteiros", os casos conhecidos são raros."Os homens não gostam de tornar público"o seu caso e a sua situação, admite Cláudia Sousa. "Acham que conseguem resolver os problemas todos, que não precisam de ajuda", afirma

.

Conhecidos ou não, o importante nestes casos é a salvaguarda da criança, pois "estamos a falar de crianças, não de pais"•, como afirma Cláudia Sousa."Os pais têm de resolver a sua situação matrimonial, para depois resolverem a sua situação parental, e distinguir uma coisa da outra"•, para que a criança não sofra com a separação. A opinião é partilhada por Miguel Cunha que salienta

que "não há uma separação

real entre adultos com filhos". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/19/dia_do_pai_ser_pai_no_singular.html 12. Original

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5º Aniversário: do JPN para a redacção O JPN domina o ciberjornalismo universitário há cinco anos. Experiência do mundo real para os alunos, é visto como uma referência da UP e do jornalismo que se faz no Porto. Várias gerações de alunos passaram pelo JPN, projecto que arrancou em 2004 com apenas 15 alunos finalistas. Uma possibilidade para os estudantes do curso de Ciências da Comunicação experimentarem todas as fases do processo de construção das notícias, num ambiente de redacção. Inicialmente um jornal online de informação geral, o JPN tem vindo a concentrar-se cada vez mais na Universidade do Porto, na cidade e na cultura, áreas muitas vezes esquecidas pelos restantes órgãos de comunicação. “O JPN é um excelente exemplo do que deve ser um jornal de laboratório” defende Pedro Leal, director-adjunto de informação da Rádio Renascença e que esteve envolvido no projecto desde o início. O JornalismoPortoNet marca pela inovação tecnológica. “Tudo o que tem surgido ao nível de funcionalidades na internet, o JPN tem incorporado e experimentado,” refere. Para além das inovações introduzidas, e mesmo com todas as limitações de um jornal universitário, Pedro Leal refere que “de vez em quando, o JPN marcou presença à frente dos órgãos de comunicação tradicionais, o que mostra alguma vitalidade”. A chegada ao mercado de trabalho A importância da passagem pelo JPN não passa despercebida aos restantes órgãos de comunicação.“As pessoas que passaram por esse projecto pareciam-me melhor preparadas e muito mais expeditas a fazer o seu trabalho e com uma noção mais completa daquilo que é o jornalismo na redacção”, afirma Sérgio Gomes, editor do Público.pt. O editor da edição online do Público reconhece o mérito do JPN, a firmando que “o JornalismoPortoNet é o projecto que levou mais longe essa prática da profissão (...) e conseguiu conquistar um lugar no jornalismo que se faz no Porto.” Opinião semelhante tem a jornalista do Portugal Diário, Cláudia Rosenbusch que, na redacção do Porto, contacta com ex-alunos que passaram pelo JPN. Para a jornalista, os

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estagiários que chegam à redacção “devem saber trabalhar num jornal, procurar a notícia, saber como lidar com as fontes e só a prática dá isso. A faculdade não dá isso.” Nesse sentido, entende que “todos os cursos de jornalismo deveriam ter uma iniciativa destas. Não sei se têm, mas se não têm, deveriam ter.” Manuel Molinos, editor do JNonline, também acredita na importância deste tipo de iniciativa académica, pois “Permite que jovens profissionais entrem no mercado de trabalho com competências muito importantes e, por vezes, inovadoras.” Caixa: JPN vence prémio de Ciberjornalismo Académico O dossiê "Prostituição no Porto", da autoria de Bárbara Oliveira e Marisa Pinho, publicado no JPN, venceu o prémio de Ciberjornalismo Académico, no 1º Congresso Internacional de Ciberjornalismo.

Segunda Parte 5ºaniversário: a primeira geração JPN No quinto aniversário, o JPN investiga que destino tiveram os primeiros estagiários. Ao longo dos cinco anos de história do JornalismoPortoNet, vários foram os alunos que passaram pelo ciberjornal. Da experiência de estagiar no JPN, recordam a importância que teve no primeiro emprego. Manuel Bento, actual editor da Rádio Clube Português no Porto, integrou a primeira redacção do JPN. Recorda a “bagagem” que o estágio lhe ofereceu e admite que “foi essencial na construção” da sua vida profissional. “O nosso curso, sem dúvida que nos prepara porque (...) te permite colocar em prática os conhecimentos que adquirimos nos outros anos. Ao mesmo tempo, consegues passar da teoria à prática”, sublinha. Manuel Bento considera “engraçado” assistir à evolução do ciberjornal que ajudou a construir enquanto aluno. “Nota-se uma grande evolução. Ao nível de tudo o que envolve a estrutura do JPN, nota-se perfeitamente a evolução que se conseguiu fazer”, explica. Engraçado é, também, ver o reconhecimento que o JornalismoPortoNet já atrai, afirma Manuel Bento. “Na minha altura tinhas de explicar o que raio era o JPN. Actualmente, nos principais locais, já não precisas de explicar o que é.”, graceja. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 50/199


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Ana Guedes Rodrigues, que estagiou no JPN dois meses depois do arranque do ciberjornal, sublinha a importância do estágio como “primeiro contacto com uma redacção” e confessa que ainda visita o site hoje em dia. “Às vezes não é porque me lembre de ir ao JPN. Às vezes é porque faço uma pesquisa no google, e curiosamente sou encaminhada para o JPN, o que aumenta a minha curiosidade.” Ana Guedes Rodrigues é da opinião que o JornalismoPortoNet lança um olhar jovem à cidade do Porto. “Pode encontrar uma outra forma de fazer jornalismo, um jornalismo mais dinâmico, mais livre de preconceitos e mais independente. Acho que essas poderão ser as mais-valias que uma equipa tão jovem como a do JPN pode trazer ao jornalismo do Porto.” Ana Isabel Pereira, uma das primeiras alunas a estagiar no JPN e actual colaboradora do semanário “Sol”, confessa que, ainda hoje, consulta o site. Fá-lo porque encontra no ciberjornal “assuntos menos focados” por outros meios de comunicação e realça “a evolução visível” do JPN. “Embora seja um produto recente, de 2004, acompanha a reviravolta que se está a dar nos conteúdos informativos na Internet”, afirma. Ana Isabel Pereira acrescenta que o JPN começa a diferenciar-se no jornalismo feito no Porto. “As secções regionais dos diferentes jornais existem, mas não correspondem ao peso da cidade. O JPN, a par da secção local do JN, é o sítio onde hoje podemos consultar toda a informação sobre a cidade do Porto”, salienta. De aluno a editor Pedro Rios era aluno do curso quando o projecto começou e juntamente com os colegas formou a primeira redacção do JPN. Relembra as dificuldades por detrás do projecto numa época em que não existia grande interesse em jornais online. “Na altura era mais complicado do que com o passar do tempo, porque estávamos a fazer um jornal a partir do zero e não era conhecido(...). Foi um projecto pioneiro com as dificuldades próprias que um projecto inovador tem”, conta. O JPN provou ser um marco importante na carreira de Pedro Rios. Em primeiro lugar concedeu-lhe uma data de rotinas e rapidez antes de ir estagiar para o Público. “Já estava rotinado e isso era uma vantagem face

a outros meus colegas, de outras

universidades, que aterravam lá sem nenhuma experiência jornalística prévia.” Revela. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 51/199


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Tornou-se editor do JPN e acompanhou o seu desenvolvimento ao longo dos anos quando o JornalismoPortoNet aprofundou as potencialidades dos conteúdos multimédia. Recentemente afastou-se do projecto mas reconhece o mérito da sua estadia como editor. “Deu-me várias competências para além das jornalísticas básicas, que agora espero vir a aplicar em projectos futuros,” explica Pedro Rios. Pedro Rios diz que o papel do JPN evoluiu com o aumento da popularidade. Se na altura começou por ser uma ferramenta de estágio, agora tem um papel ainda mais relevante como ciberjornal. Pedro Rios considera que com o passar dos anos, o JPN “evoluiu para um jornal que se mantém actualizado quase todo o ano e tornou-se mais importante para as próprias cadeiras. Tornou-se uma parte do curso e não apenas um local onde as pessoas estagiam. Tornou-se importante para o próprio curso.” Terceira Parte:

5º aniversário: JPN com implementação forte na UP JornalismoPortoNet aposta em notícias culturais, da Universidade e do Porto para marcar a diferença. Fomos ver qual a importância atribuída ao ciberjornal na Universidade do Porto. O JornalismoPortoNet tem como público primordial a massa estudantil da Universidade do Porto. Ao longo dos últimos cinco anos, o seu “papel” na vida académica aumentou, como explica a vice-reitora e provedora do Estudante da UP, Maria de Lurdes Correia Fernandes. “Acho que tem e pode ter um papel muito importante com o debate sobre temas importantes para a comunidade académica”, adianta. Para Maria de Lurdes, o JPN “pode ser um estímulo a debates sobre temas importantes, sobre o presente e futuro da Universidade”. O director do curso de Ciências da Comunicação partilha da opinião da vice-reitora, afirmando que “dentro da UP, o JPN já tem uma implementação bastante razoável”, mas reitera que poderia ter um papel ainda mais preponderante na Universidade, sendo que isso exigiria “algumas alterações e, eventualmente, a recrutar mais meios para o funcionamento, o que nos criaria algumas dificuldades”. Mesmo assim, Centeno refere que, apesar da falta de meios, “temos chegado a novos públicos”. O director recorda as dificuldades que o projecto enfrentou, apesar de ter chegado ao curso após a sua implementação. “Foi uma tarefa complicada, que exigiu muito de ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 52/199


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todos”, declara. Rui Centeno acredita que este projecto “é uma iniciativa muito importante” e considera o JPN “um laboratório que temos no curso, um local de experiência, de investigação, mas sobretudo “um local que os alunos utilizam para trabalhar num ambiente similar” ao que encontram quando avançam para uma redacção. Por isso mesmo, o director do curso afirma que, apesar de ser “um projecto complicado de manter, a sua manutenção é essencial.” Prova disso, aliás, foi o reforço da equipa na redacção, que ocorreu este ano. 12. Publicado

5.º Aniversário: Do JPN para o exterior Por Daniela Espírito Santo e Mafalda Ferreira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 20.03.2009 | 18:34 (GMT) Marcadores: JPN Um "excelente exemplo" de um jornal universitário, um projecto que "levou mais longe" a prática da profissão de jornalista. A comemorar o aniversário, o JPN auscultou a avaliação dos órgãos de comunicação social. Em cinco anos de funcionamento, já várias gerações de alunos passaram pelo JPN, um projecto que arrancou a 22 de Março de 2004, com apenas 15 alunos finalistas. O objectivo é, ainda hoje, proporcionar aos estudantes do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação (agora Ciências da Comunicação) a possibilidade de experimentarem todas as fases do processo de construção das notícias, num ambiente de redacção. Se inicialmente o JPN dedicava-se à informação geral, hoje o jornal online tem vindo a concentrar-se cada vez mais na Universidade do Porto, na cidade e na cultura. "O JPN é um excelente exemplo do que deve ser um jornal de laboratório" defende

o

director-adjunto de informação da Rádio Renascença, Pedro Leal, um dos coordenadores do projecto. O JornalismoPortoNet marca pela inovação tecnológica. "Tudo o que tem surgido ao nível de funcionalidades na Internet, o JPN tem incorporado e experimentado," diz. Para além das inovações introduzidas, e mesmo com todas as limitações de um jornal universitário, Pedro Leal salienta

que "de vez em quando, o JPN marcou presença à

frente dos órgãos de comunicação tradicionais, o que mostra alguma vitalidade".

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A chegada ao mercado de trabalho A importância da passagem pelo JPN não passa despercebida aos restantes órgãos de comunicação. "As pessoas que passaram por esse projecto pareciam-me melhor preparadas e muito mais expeditas a fazer o seu trabalho e com uma noção mais completa daquilo que é o jornalismo na redacção", afirma o editor do Público.pt, Sérgio Gomes. "O JornalismoPortoNet é o projecto que levou mais longe essa prática da profissão (...) e conseguiu conquistar um lugar no jornalismo que se faz no Porto", salienta. Opinião semelhante tem a jornalista do Portugal Diário, Cláudia Rosenbusch que, na redacção do Porto, contacta com ex-alunos que passaram pelo JPN. Para a jornalista, os estagiários que chegam à redacção "devem saber trabalhar num jornal, procurar a notícia, saber como lidar com as fontes e só a prática dá isso." Nesse sentido, entende que "todos os cursos de jornalismo deveriam ter uma iniciativa destas", considera. O editor do JN online, Manuel Molinos, também acredita na importância deste tipo de iniciativa académica, pois "permite que jovens profissionais entrem no mercado de trabalho com competências muito importantes e, por vezes, inovadoras." Segunda Parte:

5.º aniversário: A primeira geração do JPN Por Daniela Espírito Santo e Mafalda Ferreira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 20.03.2009 | 18:54 (GMT) Marcadores: JPN Ao longo de cinco anos de história do JornalismoPortoNet, vários foram os alunos que passaram pelo ciberjornal. Da experiência de estagiar no JPN, recordam a importância que teve no primeiro emprego. Uma "bagagem" que "foi essencial na construção" da vida profissional. É com estas palavras que o actual editor da Rádio Clube Português no Porto, Manuel Bento, recorda a experiência de ter integrado a primeira redacção do JornalismoPortoNet (JPN). "O nosso curso sem dúvida que nos prepara porque (...) te permite colocar em prática os conhecimentos que adquirimos nos outros anos. Ao mesmo tempo, consegues passar da teoria à prática", sublinha

.

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Manuel Bento considera "engraçado" assistir à evolução do ciberjornal que ajudou a construir enquanto aluno. "Nota-se uma grande evolução ao nível de tudo o que envolve a estrutura do JPN", salienta. Engraçado é, também, ver o reconhecimento que o JornalismoPortoNet já atrai, afirma Manuel Bento. "Na minha altura tinhas de explicar o que raio era o JPN. Actualmente, nos principais locais, já não precisas de explicar o que é.", graceja. Pivot do Diário da Manhã, Ana Guedes Rodrigues, estagiou no JPN dois meses depois do arranque do ciberjornal. A jornalista sublinha a importância do estágio como "primeiro contacto com uma redacção" e confessa que ainda visita o site hoje em dia. "Às vezes não é porque me lembre de ir ao JPN", mas sim, salienta, porque faz "uma pesquisa no Google" e, "curiosamente", vê-se "encaminhada" para a página. Ana Guedes Rodrigues é da opinião que o JornalismoPortoNet lança um olhar jovem à cidade do Porto. "Pode encontrar uma outra forma de fazer jornalismo, um jornalismo talvez mais dinâmico, mais livre de preconceitos e mais independente",diz

,

sublinhando que "essas" podem ser as "mais-valias" de uma "equipa tão jovem" como a do JPN. Ana Isabel Pereira, uma das primeiras alunas a estagiar no JPN e actual colaboradora do semanário "Sol", confessa que, ainda hoje, consulta o site. Fá-lo porque encontra no ciberjornal "assuntos menos focados" por outros meios de comunicação e realça "a evolução visível" do JPN. "Embora seja um produto recente, de 2004, acompanha a reviravolta que se está a dar nos conteúdos informativos na Internet", afirma

.

Ana Isabel Pereira acrescenta que o JPN começa a diferenciar-se no jornalismo feito no Porto. "As secções regionais dos diferentes jornais existem, mas não correspondem ao peso da cidade. O JPN, a par da secção local do JN, é o sítio onde hoje podemos consultar toda a informação sobre o Porto", salienta. De aluno a editor Pedro Rios era aluno do curso quando o projecto começou e, juntamente com os colegas, formou a primeira redacção do JPN. Relembra as dificuldades por detrás do projecto numa época em que "não existia grande interesse" em jornais online. "Na altura era mais complicado , porque estávamos a fazer um jornal a partir do zero e não era conhecido", confessa, acrescentando que por ser um projecto "pioneiro e inovador", teve várias "dificuldades próprias".

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O JPN provou ser um marco importante na carreira de Pedro Rios. Em primeiro lugar concedeu-lhe uma data de rotinas e rapidez antes de ir estagiar para o Público. "Já estava rotinado e isso era uma vantagem face a outros meus colegas, de outras universidades, que aterravam lá sem nenhuma experiência jornalística prévia", revela. Tornou-se editor do JPN e acompanhou o seu desenvolvimento ao longo dos anos quando o JornalismoPortoNet aprofundou as potencialidades dos conteúdos multimédia. Recentemente afastou-se do projecto, mas agradece os benefícios da sua estadia no JPN. "Deu-me uma série de competências que noutros jornais não teria para além das jornalísticas básicas, que agora espero vir a aplicar em projectos futuros", explica

.

Pedro Rios diz que o papel do JPN evoluiu com o aumento da popularidade. Se na altura começou por ser uma ferramenta de estágio, agora tem um papel ainda mais relevante como ciberjornal. O jornalista considera

que, com o passar dos anos, o JPN

"evoluiu para um jornal que se mantém actualizado durante quase todo o ano" e tornou-se

"mais

importante"

para

as

disciplinas

do

plano

de

estudos..

"Tornou-se uma parte do curso e não apenas um local onde as pessoas estagiavam, tornou-se importante para o próprio curso", conclui. Terceira Parte:

5.º aniversário: JPN com representação forte na UP Por Daniela Espírito Santo e Mafalda Ferreira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 20.03.2009 | 19:09 (GMT) Marcadores: JPN Cultura, Universidade do Porto e Porto são as apostas editoriais do JornalismoPortoNet. Apesar de ter uma "implementação razoável", o JPN poderia ser mais "preponderante" na UP. O JornalismoPortoNet tem como público primordial a massa estudantil da Universidade do Porto (UP). Ao longo dos últimos cinco anos, o seu "papel" na vida académica aumentou, como explica a vice-reitora e provedora do Estudante da UP, Maria de Lurdes Correia Fernandes. "Acho que tem e pode ter um papel muito importante com o debate sobre temas importantes para a comunidade académica", adianta. Para Maria de Lurdes, o JPN

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"pode ser um estímulo a debates sobre temas importantes, sobre o presente e futuro da Universidade". O director do curso de Ciências da Comunicação, Rui Centeno, partilha da opinião da vice-reitora, afirmando que "dentro da UP, o JPN já tem uma implementação bastante razoável", mas reitera que poderia ter um papel ainda mais preponderante na Universidade". Isso exigiria "algumas alterações" e o "recrutamento de mais meios para o funcionamento", algo que poderia "criar algumas dificuldades". Mesmo assim, Centeno refere que, apesar da falta de ferramentas, se tem "chegado a novos públicos". O director sublinha as dificuldades que o projecto enfrentou, apesar de ter chegado ao curso após a sua implementação. "Foi uma tarefa complicada, que exigiu muito de todos", declara. Rui Centeno acredita que o projecto "é uma iniciativa muito importante" e considera que o JPN é "um laboratório", um "local de experiência e de investigação", mas, sobretudo, um "local que os alunos utilizam para trabalhar num ambiente similar" ao que encontram quando avançam para uma redacção no exterior. O director do curso afirma que, apesar de ser "um projecto complicado de manter, a sua manutenção é essencial." Prova disso, aliás, foi o "reforço" da equipa na redacção, que ocorreu este ano. Quarta Parte:

Foto galeria: Cinco anos de JPN em imagens Por Daniela Espírito Santo e Mafalda Ferreira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 20.03.2009 | 19:40 (GMT) Marcadores: JPN Desde 22 de Março de 2004, o JPN mudou de redacção, de colaboradores e ganhou novas funcionalidades. São cinco anos de história, contados em imagens. http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/20/fotogaleria_cinco_anos_de_jpn_em _imagens.html Quinta Parte:

Vídeo: Recuperamos o primeiro vídeo do JPN ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 57/199


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Publicado: 20.03.2009 | 18:29 (GMT) Marcadores: JPN Em época de aniversário, o JPN foi até ao arquivo, descobrir o primeiro vídeo lançado pelo ciberjornal. Vale a pena recordar a reportagem de Daniel Vaz sobre o JornalismoPortoNet. Links: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/20/5_aniversario_do_jpn_para_o_exterior.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/20/5_aniversario_a_primeira_geracao_do_jpn_.ht ml http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/20/5_aniversario_jpn_com_representacao_forte_n a_up.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/20/fotogaleria_cinco_anos_de_jpn_em_imagens.h tml http://jpn.icicom.up.pt/video/video/DanielVaz_jpn.flv 13. Original ( não publicada: produzida durante cessação do servidor)

Qimonda pára produção durante duas semanas Fábrica de Vila do Conde vai parar entre 28 de Março e 13 de Abril. Empresa garante que os trabalhadores serão remunerados. A Qimonda Portugal anunciou, esta segunda-feira, que vai suspender a produção durante duas semanas. A decisão, que entra em vigor na próxima sexta-feira e se prolonga até ao dia 13 de Abril, resulta da paragem de produção da homónima de Dresden que, desta forma, já não fornece matéria-prima à fábrica portuguesa. Em comunicado dirigido à imprensa, a administração da Qimonda Portugal garantiu que a medida "não terá efeitos na remuneração dos trabalhadores". Recorde-se que, apesar dos diversos investidores que se mostraram disponíveis para adquirir parte da Qimonda, a situação da empresa alemã ainda não está resolvida. A empresa terá de encontrar uma solução até finais de Março, sob risco de ter de fechar as portas definitivamente, deixando no desemprego cerca de 12 mil trabalhadores em todo mundo, 1300 dos quais da empresa de Vila do Conde. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 58/199


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14. Original (não publicada: produzida durante cessação do servidor e

serviria como actualização da peça nº 13) Qimonda: Ministro da economia não dá mais garantias Ministro da Economia, Manuel Pinho, diz que não pode dar mais garantias no que se refere à Qimonda. Fábrica de Vila do Conde vai parar entre 28 de Março e 13 de Abril e continua com o futuro incerto. À saída da apresentação de um pacote de medidas de apoio às indústrias da moda, o Ministro da Economia, Manuel Pinho, confessou que a situação da Qimonda é "muito grave" e não dá garantias quanto ao futuro da empresa. "Não se pode dar garantias. A única garantia que posso dar é que nós estamos totalmente empenhados em encontrar uma solução desde o primeiro dia", garante. Manuel Pinho sublinha que o governo português está em "constante contacto" com os restantes intervenientes, no sentido de encontrar uma solução para o impasse que se vive na Qimonda. O certo é que, para já, o futuro da empresa alemã é incerto. A Qimonda Portugal anunciou, esta segunda-feira, que vai suspender a produção durante duas semanas. A decisão, que entra em vigor na próxima sexta-feira e se prolonga até ao dia 13 de Abril, resulta da paragem de produção da homónima de Dresden que, desta forma, já não fornece matéria-prima à fábrica portuguesa. Em comunicado dirigido à imprensa, a administração da Qimonda Portugal garantiu que a medida "não terá efeitos na remuneração dos trabalhadores". Recorde-se que, apesar dos diversos investidores que se mostraram disponíveis para adquirir parte da Qimonda, a situação da empresa alemã ainda não está resolvida. A empresa terá de encontrar uma solução até finais de Março, sob risco de ter de fechar as portas definitivamente, deixando no desemprego cerca de 12 mil trabalhadores em todo mundo, 1300 dos quais da empresa de Vila do Conde. 15. Original

Economia: 850 milhões de euros para as indústrias da moda

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O Ministro da Economia, Manuel Pinho, apresentou hoje um pacote de medidas para apoiar as indústrias do têxtil, vestuário e calçado. Reformas servirão para fazer face à crise no sector. O governo apresentou hoje no Porto o Plano de Apoio ao Desenvolvimento das Indústrias da Moda (PADIM), um pacote de medidas que injectará mais de 850 milhões de euros nos sectores do calçado, têxtil e vestuário. O plano surgiu de uma parceria entre o governo e as associações do ramo, que estiveram presentes para assinar o acordo. "Frisaria que não é um programa do governo. É uma parceria entre o governo, as associações empresariais e as empresas", declara Manuel Pinho. Medidas similares têm vindo a ser anunciadas pelo governo nos últimos meses, no âmbito geral da Economia. No entanto, Manuel Pinho frisa que estas medidas são diferentes das anteriores, pois foram feitas de acordo com as "necessidades específicas" destes sectores. "Cada sector tem as suas necessidades específica. Nós não nos podemos refugiar em políticas teóricas. Temos de levá-las à prática", afirma o Ministro da Economia, quando questionado pelos jornalistas à saída da apresentação. À saída do encontro, Manuel Pinho sublinhou que, com esta parceria, os sectores têxtil, do vestuário e do calçado poderão "ir muito longe, no sentido de lutarem contra a crise e, ao mesmo tempo, se modernizarem". Caixa: O plano de apoio será subdividido em quatro eixos: -apoio ao financiamento das empresas, assegurando o acesso ao crédito e reduzindo os custos fiscais das empresas; - apoio às exportações, assegurando o acesso a seguros de crédito à exportação e promovendo os produtos nacionais nos mercados exteriores; - apoio ao processo de consolidação do sector, disponibilizando apoios ao investimento empresarial e financiando um Pólo de Competitividade das Indústrias da Moda; - estímulo à manutenção do emprego, complementado com apoios aos jovens no acesso ao emprego e apostando na especialização da mão-de-obra. 15. Publicado

Economia: Governo investe 850 milhões de euros nas indústrias da moda ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 60/199


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Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 24.03.2009 | 18:17 (GMT) Marcadores: Economia , Economia portuguesa , Indústria , Moda Pacote de medidas para apoiar as indústrias do têxtil, vestuário e calçado foi lançado esta terça-feira. Reformas visam fazer face à crise no sector. O governo apresentou esta terça-feira, no Porto, um pacote de medidas que prevê a injecção de mais de 850 milhões de euros nos sectores do calçado, têxtil e vestuário. O Plano de Apoio ao Desenvolvimento das Indústrias da Moda (PADIM) surge de uma parceria entre o governo e as associações do ramo. "Frisaria que não é um programa do governo. É uma parceria entre o governo, as associações empresariais e as empresas", declarou o ministro da Economia, Manuel Pinho, durante a apresentação

do plano.

Medidas similares têm vindo a ser anunciadas pelo governo nos últimos meses, no âmbito geral da Economia. No entanto, Manuel Pinho realça que estas medidas são "diferentes" das anteriores, pois foram feitas de acordo com as "necessidades específicas" destes sectores. "Cada sector tem as suas necessidades específicas. Nós não nos podemos refugiar em políticas teóricas. Temos de levá-las à prática", afirmou o ministro da Economia. À saída do encontro, Manuel Pinho sublinhou ainda que, com esta parceria, os sectores têxtil, do vestuário e do calçado poderão "ir muito longe, no sentido de lutarem contra a crise e, ao mesmo tempo, se modernizarem". Caixa:

4 áreas de intervenção O plano de apoio proposto pelo governo está subdividido em quatro grandes eixos. São eles: o apoio ao financiamento das empresas (através da redução dos custos fiscais); o apoio às exportações (a partir, por exemplo, da promoção dos produtos nacionais nos mercados exteriores); o apoio à consolidação do sector (está previsto o financiamento de um Pólo de Competitividade das Indústrias da Moda) e o estímulo à manutenção do emprego, patente no apoio aos jovens no acesso ao emprego e na aposta na especialização da mão-de-obra.

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Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/24/economia_governo_investe_850_milhoes_de_e uros_nas_industrias_da_moda.html 16. Original

Sopa da Noite: Uma refeição contra a crise A "Casa da Rua" aquece as noites dos sem abrigo portuenses. A iniciativa "Sopa da Noite" começou esta quarta-feira e pretende servir 150 pessoas todas as noites. Quarta-feira. São nove e meia da noite. Na Casa da Rua, serve-se agora a sopa, acompanhada de pão e fruta. O rádio da cozinha onde se servem as refeições pontua a ocasião com a melancolia do fado. Alberto Fernandes é um dos frequentadores habituais da Casa da Rua. Vive sozinho e faz as refeições todos os dias na instituição. Sem medo, contou a quem quis ouvir o que o conduziu à situação precária em que vive neste momento. A culpa, essa coloca-a num casamento falhado e nas cervejas. "Cheguei ao ponto em que não controlava o álcool", refere. A história de Alberto não será, provavelmente, muito diferente das de quem hoje passou pela Casa da Rua. Após a refeição, poucos foram os que ficaram pelas mesas da associação, talvez porque rumaram à Trindade para recolher mais alimentos, ou talvez devido à presença da comunicação social. Três dezenas de pessoas carenciadas aderiram à iniciativa, muito longe das 150 que a Santa Casa da Misericórdia espera acolher futuramente. "O projecto Sopa da Noite surge, primeiro, como resposta ao apelo do Bispo do Porto e, por outro lado, por causa da situação de crise que vivemos hoje em Portugal", refere o Mesário da Santa Casa da Misericórdia do Porto, Álvaro Rodrigues. A instituição pretende, com esta iniciativa, colmatar a ausência de um local fixo onde se ofereçam refeições à noite e está consciente da importância do projecto. "Nós estamos convictos que, infelizmente, o programa vai ser um sucesso, mas o sucesso deveria medir-se pela ausência das pessoas", declara Álvaro Rodrigues.

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A Casa da Rua nasceu em 1998 pela mão da Santa Casa da Misericórdia do Porto e tem prestado auxílio aos sem abrigo portuenses desde então. A ajuda é feita a vários níveis, através de apoio psicológico, de serviço gratuito de lavandaria e residência temporária. A iniciativa irá decorrer todas as noites entre as 21h e as 22h30, na Rua Duque de Loulé, perto da Praça da Batalha. 16. Publicado

Sopa da Noite: Uma refeição contra a crise Por Daniela Espírito Santo e Renata Silva - jpn@icicom.up.pt Publicado: 26.03.2009 | 17:28 (GMT) Marcadores: pobreza , Porto , Solidariedade A "Casa da Rua" aquece as noites dos sem abrigo portuenses. A iniciativa "Sopa da Noite" começou esta quarta-feira e pretende servir 150 pessoas todas as noites. Quarta-feira. São nove e meia da noite. Na Casa da Rua, serve-se agora a sopa, acompanhada de pão e fruta. O rádio da cozinha onde se servem as refeições pontua a ocasião com a melancolia do fado. Alberto Fernandes é um dos frequentadores habituais da Casa da Rua. Vive sozinho e faz as refeições todos os dias na instituição. Sem medo, contou a quem quis ouvir o que o conduziu à situação precária em que vive neste momento. A culpa, essa coloca-a num casamento falhado e nas cervejas. "Cheguei ao ponto em que não controlava o álcool", refere. A história de Alberto não será, provavelmente, muito diferente das de quem passou, na noite desta quarta-feira, pela Casa da Rua. Após a refeição, poucos foram os que ficaram pelas mesas da associação, talvez porque rumaram à Trindade para recolher mais alimentos, ou talvez devido à forte presença da comunicação social. Três dezenas de pessoas carenciadas aderiram ao arranque da iniciativa, muito longe das 150 que a Santa Casa da Misericórdia espera acolher futuramente. "O projecto Sopa da Noite surge, primeiro, como resposta ao apelo do Bispo do Porto e, por outro lado, por causa da situação de crise que vivemos hoje em Portugal", refere o Mesário da Santa Casa da Misericórdia do Porto, Álvaro Rodrigues.

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A instituição pretende ainda colmatar a ausência de um local fixo onde se ofereçam refeições à noite e está consciente da importância do projecto. "Nós estamos convictos que, infelizmente, o programa vai ser um sucesso, mas o sucesso deveria medir-se pela ausência das pessoas", declara Álvaro Rodrigues. A iniciativa irá decorrer todas as noites entre as 21h e as 22h30, na Rua Duque de Loulé, perto da Praça da Batalha. Caixa:

Apoio a quem mais precisa A Casa da Rua nasceu em 1998 pela mão da Santa Casa da Misericórdia do Porto e tem prestado auxílio aos sem abrigo portuenses desde então. A ajuda é feita a vários níveis, através de apoio psicológico, de serviço gratuito de lavandaria e residência temporária. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/26/sopa_da_noite_uma_refeicao_contra_a_crise.h tml 17. Original

Festival Alternativo promete canção capaz de "conquistar a Europa" O Festival Alternativo da Canção, que surgiu como uma homenagem ao festival original, terá 10 canções a concurso, apesar de ter recebido 54 candidaturas. A primeira edição do Festival Alternativo da Canção surge como uma alternativa às músicas que vão a concurso no festival original e tem por objectivo "fazer melhor" do que o que normalmente representa Portugal no evento europeu. No entanto, não pretende ser uma sátira ao festival."É uma homenagem", refere Fernando Alvim, o conhecido comediante português, que organiza o evento."Em Portugal, gosta-se muito de dizer e não fazer nada. Este festival não quer dizer mal, quer é fazer melhor.", refere Fernando Alvim, que não tem dúvidas de que, da edição deste ano, sairá vencedora uma música que poderia "conquistar a Europa".

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É o retorno aos refrães facilmente memorizáveis e às "calças largas", garante a organização. Talvez por isso não tenha sido difícil, afirma Alvim, garantir a presença de nomes como Eládio Clímaco e Serenella Andrade, os apresentadores do espectáculo. O Festival da Canção Alternativo tem chamado a atenção da comunicação social. A cobertura mediática verificada à volta do projecto já era, no entanto, esperada. "Achamos que é uma boa ideia e, naturalmente, pensamos que outras pessoas também pensassem do mesmo modo. Ao que parece, foi isso que aconteceu", acrescenta Fernando Alvim. Esta será a primeira de muitas edições, sendo que as inscrições para a próxima edição acontecem "antes do final deste ano", garante a produção. O espectáculo terá lugar pelas 22 horas no Auditório do Espaço Monsanto, em Lisboa. A entrada é gratuita, apenas sendo necessária uma inscrição prévia no site oficial. A final será, ainda, transmitida na Internet através do site www.speaky.tv 17. Publicado

Festival Alternativo promete canção capaz de "conquistar a Europa" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 27.03.2009 | 15:50 (GMT) Marcadores: Festivais , Música O Festival Alternativo da Canção, que surgiu como uma homenagem ao festival original, conta com dez canções a concurso, apesar de ter recebido 54 candidaturas. A primeira edição do Festival Alternativo da Canção surge como uma alternativa às músicas que vão a concurso no Festival da Canção oficial. Tem por objectivo "fazer melhor" do que o que normalmente representa Portugal no evento europeu. No entanto, não pretende ser uma sátira ao festival. É, antes, "uma homenagem", refere ao JPN Fernando Alvim, mentor do projecto. "Em Portugal, gosta-se muito de dizer e não fazer nada. Este festival não quer dizer mal, quer é fazer melhor", salienta Alvim, que não tem dúvidas de que, da edição deste ano, sairá vencedora uma música que poderia "conquistar a Europa". É o retorno aos refrães facilmente memorizáveis e às "calças largas", criando uma "canção que vá molhar o pão aos velhos tempos", graceja a organização. Talvez por isso ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 65/199


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não tenha sido difícil garantir a presença de nomes como Eládio Clímaco e Serenella Andrade, os apresentadores do espectáculo. A organização já esperava que o projecto suscitasse a atenção dos órgãos de comunicação social. "Achamos que é uma boa ideia e, naturalmente, pensamos que outras pessoas também pensassem do mesmo modo. Ao que parece, foi isso que aconteceu", acrescenta Fernando Alvim. Esta será a primeira de muitas edições, sendo que as inscrições para a próxima acontecem "antes do final deste ano", garante a produção. O espectáculo terá lugar pelas 22h00 no Auditório do Espaço Monsanto, em Lisboa. A entrada é gratuita, apenas sendo necessária uma inscrição prévia no site oficial. A final será, ainda, transmitida na Internet através do site da Speaky.tv. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/27/festival_alternativo_promete_cancao_capaz_de _conquistar_a_europa_.html 18. Original

Greenpeace cria grupo de voluntários no Porto A organização não governamental com sede em Amesterdão formou um grupo de voluntários no Porto. A equipa de voluntariado da Greenpeace já conta com 110 membros em Portugal. O

grupo

de

intervenção

ambiental

Greenpeace,

ainda

<a

href="http://jpn.icicom.up.pt/2008/02/22/ambiente_greenpeace_chega_a_portugal. html">sem escritório físico no país</a>, tem vindo a "recrutar" voluntários para uma campanha contra a venda pelos supermercados de peixe resultante de pesca ilegal. Como refere Beatriz carvalho, a responsável pela "campanha dos Oceanos" no país, "desde que a campanha foi lançada em Portugal o ano passado, as pessoas têm mostrado bastante interesse em participar." O grupo de voluntários portuense conta com 60 membros, mais de metade do total dos voluntários a nível nacional. Para já, o grupo de voluntários do Porto ainda está "a desenhar os próximos passos", mas garante que o Porto beneficiará com as iniciativas que estão a desenvolver. As actividades que serão programadas pelo grupo portuense incidirão mais na zona norte ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 66/199


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do país, mas não deixarão de estar em contacto directo com o grupo de voluntários de Lisboa, pois "todos participam da mesma campanha" e a "sustentabilidade do peixe" é o objectivo de ambos os grupos. No futuro, a Greenpeace Portugal espera desenvolver actividades noutras áreas mas, para já, a sua acção incidirá apenas na protecção das reservas de peixe nos oceanos. A campanha pela preservação da reserva de peixe decorre a nível mundial e dela já resultaram diversas iniciativas de protesto, inclusive no nosso país. A 28 de Outubro de 2008, mergulhadores da Greenpeace acorrentaram as hélices de navios que apelidaram de

"<a

href="http://www.greenpeace.org/portugal/noticias/navios-piratas-

aveiro">navios pirata"</a>. 18. Publicado

Greenpeace cria grupo de voluntários no Porto Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 30.03.2009 | 21:32 (GMT) Marcadores: Ambiente , Mar , Pesca , Porto , Voluntariado Organização ambiental conta já conta com 110 membros em Portugal. Proteger as reservas de peixe nos oceanos é o desafio imediato. Tudo começou com a "recruta", em 2008, de voluntários portugueses para uma campanha contra a venda pelos supermercados de peixe resultante de pesca ilegal. A resposta foi positiva e resultou na recente criação do primeiro grupo de voluntários da Greenpeace na cidade do Porto. A "base" portuense daquela associação ambiental conta já com 60 membros, mais de metade do total dos voluntários a nível nacional. "Desde que a campanha foi lançada em Portugal o ano passado, as pessoas têm mostrado bastante interesse em participar", explica ao JPN Beatriz Carvalho, a responsável pela "campanha dos Oceanos" no nosso país. Para já, o grupo de voluntários do Porto ainda está "a desenhar os próximos passos", mas garante que a cidade beneficiará com as iniciativas que estão a desenvolver. As actividades que serão programadas pelo grupo portuense incidirão mais na zona norte do país, mas não deixarão de estar em contacto directo com o grupo de voluntários de Lisboa, pois "todos participam da mesma campanha" e a "sustentabilidade do peixe" é o objectivo de ambos os grupos. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 67/199


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No futuro, a Greenpeace Portugal - que não tem escritório físico no país - espera desenvolver actividades noutras áreas mas, para já, a sua acção incidirá exclusivamente na protecção das reservas de peixe nos oceanos. Recorde-se que este movimento tem motivado os mais variados protestos a nível mundial. A 28 de Outubro de 2008, mergulhadores da Greenpeace acorrentaram as hélices de navios que apelidaram de "navios pirata". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/30/greenpeace_cria_grupo_de_voluntarios_no_po rto.html 19. Original

Aeroporto Sá Carneiro volta a ser 3º melhor da Europa Numa altura em que o futuro do Sá Carneiro ainda não está decidido, o aeroporto portuense recebe o galardão de 3º "Melhor Aeroporto Europeu" em Abril. Entrega dos prémios realiza-se pela primeira vez na Europa. O Aeroporto Francisco Sá Carneiro é o único em Portugal a receber um prémio ASQ (Airport Service Quality), naquela que será a primeira vez que a entrega é efectuada na Europa, desde que o Airport Council International (ACI) organiza o evento. A cerimónia da entrega será a 21 de Abril, no Palácio da Bolsa, no Porto. O evento insere-se na conferência "18º ACI Europe Trading Conference and Exhibition", que decorrerá no Centro de Congressos da Alfândega do Porto entre 20 e 22 de Abril. Estarão presentes no "Galla Dinner" de entrega dos prémios o Presidente do ACI, Oliver Jankovec e cerca de 450 delegados de diversos aeroportos, representando cerca de 40 países. Recorde-se que esta já não é a primeira vez que o aeroporto portuense sai premiado do inquérito realizado por mais de 120 aeroportos. O Aeroporto Sá Carneiro já foi considerado o terceiro melhor aeroporto europeu em 2006 e arrecadou o 3º lugar entre os aeroportos mundiais com menos de 5 milhões de passageiros, no mesmo ano. Em 2007, o aeroporto ganhou o prémio de melhor da Europa. Transdev interessada no Sá Carneiro

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A Transdev é a mais recente empresa a demonstrar interesse em participar numa parceria

para

assumir

o

controlo

do

aeroporto

portuense.

Em

<a

href="http://jornal.publico.clix.pt/magoo/noticias.asp?a=2009&m=03&d=30&uid=&i d=300986&sid=58005">declarações ao jornal Público</a>, o administrador executivo do grupo Joalto Transdev, Dominique Gauthier, mostrou vontade em "entrar num consórcio" se o Governo optar por autonomizar, num futuro próximo, a gestão do aeroporto. Recorde-se que o futuro do Aeroporto Sá Carneiro poderá passar pela autonomização da gestão em relação aos restantes aeroportos nacionais, medida defendida por diversas personalidades da região norte, incluindo Rui Rio, na qualidade de presidente da Junta Metropolitana do Porto. Esta reivindicação, a que já se juntaram várias instituições importantes da região norte, tem por base estudos técnicos que comprovam a importância do aeroporto para o Norte, que tem vindo a perder competitividade em relação ao resto do país. A

Federação

Académica

do

Porto

fez

mesmo

uma

<a

href="http://www.peticao.com.pt/aeroporto-do-porto">petição</a> "Por uma gestão Autónoma do Aeroporto do Porto", na Internet, que já conta com 4259 assinaturas. 19. Publicado

Aeroporto Sá Carneiro volta a estar entre os melhores da Europa Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 31.03.2009 | 20:07 (GMT) Marcadores: Aeroporto Francisco Sá Carneiro , Porto , Prémio A viver um período de indefinição, o aeroporto portuense foi eleito o terceiro "Melhor Aeroporto Europeu" de 2008 pelo Airport Council International (ACI). Depois de já ter sido considerado o melhor aeroporto da Europa de 2007, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro foi novamente reconhecido a nível internacional, ao ser eleito o terceiro "Melhor Aeroporto Europeu" de 2008, pelo Airport Council International (ACI). Único aeroporto português a receber um prémio ASQ (Airport Service Quality), o Sá Carneiro repete assim a classificação obtida em 2006, ano em que arrecadou também o terceiro lugar entre os aeroportos mundiais com menos de 5 milhões de passageiros. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 69/199


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Os prémios ASQ baseiam-se em inquéritos realizados em mais de 120 aeroportos europeus. A cerimónia da entrega terá lugar a 21 de Abril, no Palácio da Bolsa, no Porto. O evento insere-se na conferência "18º ACI Europe Trading Conference and Exhibition", que decorrerá no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, entre 20 e 22 de Abril. Transdev interessada no Sá Carneiro A distinção ocorre numa altura em que muito se discute sobre o melhor modelo de gestão a aplicar no aeroporto portuense. A Transdev é a mais recente empresa a demonstrar interesse em participar numa parceria para assumir o controlo da estrutura. Em declarações ao jornal Público, o administrador executivo do grupo Joalto Transdev, Dominique Gauthier, mostrou vontade em "entrar num consórcio" se o Governo optar por autonomizar, num futuro próximo, a gestão do aeroporto. O futuro do Aeroporto Sá Carneiro poderá passar pela autonomização da gestão em relação aos restantes aeroportos nacionais, medida defendida por diversas personalidades da região norte, incluindo Rui Rio, na qualidade de presidente da Junta Metropolitana do Porto. Esta reivindicação, a que já se juntaram várias instituições importantes da região norte, tem por base estudos técnicos que comprovam a importância do aeroporto para o Norte, que tem vindo a perder competitividade em relação ao resto do país. A Federação Académica do Porto (FAP) lançou mesmo uma petição online "Por uma gestão Autónoma do Aeroporto do Porto", que conta já com 4259 assinaturas. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/31/aeroporto_sa_carneiro_volta_a_estar_entre_os _melhores_da_europa.html 20. Original

Amnistia Internacional denuncia polícia francesa A organização não-governamental acusa as forças policiais francesas de impunidade face a graves violações dos direitos humanos.

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A Amnistia Internacional denunciou, em relatório, violações dos direitos humanos por parte das forças policiais francesas. Segundo a organização não-governamental, os incidentes em que se regista violência policial não são investigados convenientemente e os responsáveis são raramente alvo de punição judicial. Para resolver a situação, a Amnistia Internacional propõe a criação de um órgão independente para realizar inquéritos às queixas de violação dos direitos do Homem por parte da Polícia em França. O relatório “França – polícias acima da lei?”, denuncia vários casos mediáticos em que a força policial violou os direitos do cidadão, entre homicídios e racismo por parte de agentes da polícia. O director-adjunto do programa Europa da Amnistia, Philippe Diaz, acusou a França de desrespeito pelas “obrigações internacionais” no que diz respeito ao direito à vida e pelo combate aos maus tratos e tortura. As acusações da Amnistia Internacional foram rejeitadas pelos ministérios franceses do Interior e da Justiça, contactadas pela agência noticiosa AFP. No entanto, o antigo presidente da Amnistia Internacional (AI) em Portugal, Vítor Nogueira, refere que a situação não é nova. Para o membro da organização nãogovernamental, o problema é que as situações de violência por parte da polícia “não são adequadamente investigadas e não são levadas à justiça”, sendo que, quando há, de facto, uma punição, as penas contra os agressores são “muito pequenas ou completamente desproporcionadas, na sua ligeireza, em relação ao peso que estas situações têm”, refere Vítor Nogueira. (rm1) O antigo presidente da AI em Portugal declara que o caso francês não é único na Europa. Em Portugal, “algumas dessas situações existiam”, mas “houve progressos porque se reconheceu a situação”. Para Vítor Nogueira é fundamental “reconhecer o que acontece no terreno e procurar medidas”, diz. (rm2) 20. Publicado

Amnistia Internacional denuncia polícia francesa Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 03.04.2009 | 19:21 (GMT) Marcadores: Amnistia Internacional , Direitos Humanos , França , Violência Organização não-governamental acusa as forças policiais francesas de impunidade face a graves violações dos direitos humanos. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 71/199


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A Amnistia Internacional (AI) denunciou, em relatório [PDF], violações dos direitos humanos por parte das forças policiais francesas. Segundo a organização nãogovernamental, os incidentes em que se regista violência policial não são investigados convenientemente e os responsáveis são raramente alvo de punição judicial. Para resolver a situação, a Amnistia Internacional propõe a criação de um órgão independente para realizar inquéritos às queixas de violação dos Direitos do Homem por parte das polícia em França. O relatório "França - polícias acima da lei?" denuncia vários casos mediáticos em que a força policial violou os direitos do cidadão, entre homicídios e racismo por parte de agentes da polícia. O director-adjunto do programa Europa da Amnistia, Philippe Diaz, acusou a França de desrespeito pelas "obrigações internacionais" no que diz respeito ao direito à vida e ao combate aos maus tratos e tortura. As acusações da AI foram rejeitadas pelos ministérios franceses do Interior e da Justiça, contactadas pela agência noticiosa

AFP.

O antigo presidente da Amnistia Internacional em Portugal, Vítor Nogueira, refere, no entanto, que a situação não é nova. Para o membro da organização não-governamental, o problema é que as situações de violência por parte da polícia "não são adequadamente investigadas e não são levadas à justiça", sendo que, quando há, de facto, uma punição, as penas contra os agressores são "muito pequenas ou completamente desproporcionadas, na sua ligeireza, em relação ao peso que estas situações têm", refere

Vítor Nogueira.

O antigo dirigente declara que o caso francês não é único na Europa. Em Portugal, "algumas dessas situações existiam", admite, mas "houve progressos porque se reconheceu a situação". Para Vítor Nogueira é fundamental "reconhecer o que acontece no terreno e procurar medidas", diz

.

Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/03/amnistia_internacional_denuncia_policia_franc esa.html 21. Publicado (Vídeo)

Vídeo: Gal Costa em entrevista ao JPN Por Manaíra Aires e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 11.04.2009 | 10:51 (GMT) ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 72/199


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Marcadores: Brasil , Jazz , Música Presente na segunda edição do Jazz'n Gaia, a cantora brasileira falou ao JPN da sua carreira e das novas gerações da música brasileira. Pelo meio, anuncia um novo trabalho e partilha a alegria de ser mãe pela primeira vez. Gal Costa num registo mais pessoal e intimista. Vídeo: http://jpn.icicom.up.pt/video/video/gal_costa_entrevista.flv 22. Publicado

Festivais de Verão: Música alternativa invade cartazes de norte a sul Por Rita Oliveira e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 13.04.2009 | 17:09 (GMT) Marcadores: Cultura , Festivais , Música Prodigy, no OptimusAlive, Primal Scream e Lamb, ambos no Festival Marés Vivas, são alguns dos nomes já confirmados na agenda de concertos para este Verão. A variedade dos festivais de Verão começa a revelar-se à medida que as confirmações vão surgindo. Da electrónica e do trip hop surgem agora alguns nomes consagrados que prometem atrair as atenções nos vários festivais que vão ter lugar em todo o país. A norte, os Lamb e Primal Scream foram anunciados para o primeiro dia (16 de Julho) do Festival Marés Vivas, que decorre de 16 a 17 de Julho, em Vila Nova de Gaia. A confirmação foi dada pela rádio oficial do evento. Depois de, em 2008, ter trazido a Portugal nomes como Peter Murphy, Sisters of Mercy e Riders on the Storm, o festival gaiense confirma a aposta "revivalista" em bandas consagradas, mas algo desaparecidas do mapa musical. Para a edição deste ano estavam já confirmados os Guano Apes (17 de Julho) e Colbie Caillat (18 de Julho). Mais a sul, os Prodigy marcam presença, a 10 de Julho, no Alive. Os veteranos britânicos prometem encher o palco com as melodias rasgadas a que já habituaram os amantes da música electrónica. Nuno Vieira, da Everything is New, a promotora do festival, promete, "para breve", mais detalhes do Festival que se vai realizar no Passeio Marítimo de Algés. "É uma questão de aguardar, em breve vamos anunciar mais novidades", disse ao JPN.

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Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/13/festivais_de_verao_musica_alternativa_invade_ cartazes_de_norte_a_sul.html 23. Original

Xutos & Pontapés celebram na Queima das Fitas Os repetentes na Queima das Fitas sobem ao palco dia 7 de Maio. Ao público portuense, prometem

“dedicação total”

e um

“espetáculo

totalmente novo”. Os Xutos & Pontapés, veteranos do Queimódromo do Porto, já confirmaram presença na edição 2009 da Queima das Fitas. Zé Pedro, guitarrista e fundador da banda, garante que a actuação no Porto vai ser memorável, com melhorias “a nível cénico” em relação a actuações anteriores. No espetáculo, que promete ser “totalmente novo”, a banda irá tocar “se não a totalidade”, pelo menos 10 novas canções, retiradas do mais recente álbum da banda, que será lançado a 6 de Abril. Em ano de celebração de 30 anos de carreira, a banda promete muitas novidades ao público portuense. Zé Pedro, em entrevista ao JPN, mostrou-se entusiasmado com a presença em mais uma edição de Queima das Fitas do Porto, referindo que “A Queima das Fitas do Porto é um dos eventos mais importantes do género, em Portugal”. Cartaz com novidades Para além dos nomes já confirmados pelo JPN (link), juntam-se agora ao cartaz da Queima das Fitas portuense algumas novidades: Rui Veloso e David Fonseca, ambos repetentes nas lides do Queimódromo, voltam a actuar para os estudantes. Rui Veloso actua no mesmo dia de Per7ume, adivinhando-se um dueto para o single “Intervalo” e David Fonseca partilhará palco com a estreante a solo Rita Redshoes, que o acompanhou no concerto do ano passado. Recorde-se a lista de nomes já confirmados para mais uma edição da Queima das Fitas: Skeezos, Per7ume, Klepht, Blind Zero, Pedro Abrunhosa, Xutos & Pontapés, Expensive Soul, Deolinda, Rui Veloso, David Fonseca e Rita Redshoes. 23. Publicado

Xutos & Pontapés celebram 30 anos na Queima das Fitas do Porto ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 74/199


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Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 13.04.2009 | 20:41 (GMT) Marcadores: Concerto , Cultura , Música , Queima do Porto 2009 Presença incontornável na Queima das Fitas, a banda promete "dedicação total" e um "espetáculo totalmente novo". Os veteranos Xutos & Pontapés já têm lugar assegurado na Queima das Fitas do Porto 2009. A banda lisboeta sobe ao palco do Queimódromo a 7 de Maio, confirmando a tendência verificada ao longo dos últimos anos. Num ano em que celebra trinta anos de carreira, os Xutos prometem muitas novidades ao público portuense. Em entrevista ao JPN, Zé Pedro, guitarrista e fundador da banda, mostra-se "entusiasmado" com a presença em mais uma edição de Queima das Fitas do Porto, referindo-se a esta como "um dos eventos mais importantes do género, em Portugal". No espetáculo, que promete ser "totalmente novo", a banda irá tocar, "se não a totalidade", pelo menos 10 novas canções, todas elas retiradas de "Xutos & Pontapés", o álbum homónimo que assinala o trigésimo aniversário do grupo. Por tudo isto, Zé Pedro perspectiva que a actuação no Porto "vai ser memorável". Nesse sentido, estão asseguradas melhorias "a nível cénico", em relação a actuações anteriores. Cartaz com mais novidades

Para além dos nomes já confirmados pelo JPN, juntam-se agora ao cartaz da Queima das Fitas portuense algumas novidades. A David Fonseca e Rui Veloso, ambos repetentes nas lides do Queimódromo, caberá abrir e fechar, respectivamente, a festa dos estudantes portuenses. Logo na abertura da Queima, na madrugada de 3 de Maio, David Fonseca partilhará o palco com Rita Redshoes - que se estreia a solo três dias depois a 6 de Maio -, que o acompanhou no concerto do ano passado. Já a 9 de Maio, Rui Veloso terá a responsabilidade de fechar o Queimódromo deste ano juntamente com os Per7ume, adivinhando-se um dueto para o single "Intervalo".

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Recorde-se a lista de nomes já confirmados para mais uma edição da Queima das Fitas do Porto: Skeezos, Blind Zero e David Fonseca (madrugada de 3 de Maio); Deolinda (4 de Maio); Rita Redshoes e Pedro Abrunhosa (6 de Maio); Klepht e Xutos & Pontapés (7 de Maio); Per7ume e Rui Veloso (9 de Maio). Buraka Som Sistema, Expensive Soul e Da Weasel são outros dos nomes falados para o cartaz deste ano. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/13/xutos_pontapes_celebram_30_anos_na_queim a_das_fitas_do_porto.html 24. Original

Alunos de Ciências aprendem a arranjar emprego Os “Encontros de Empregabilidade 09”, da Faculdade de Ciências da UP, pretendem ajudar estudantes e licenciados a entrar no mundo do trabalho. Realizou-se hoje a primeira sessão dos “Encontros de Empregabilidade 09”, evento organizado pela Bolsa de Emprego da FCUP. Na segunda edição, a iniciativa, que todos os meses terá um tema diferente, relacionado com a empregabilidade, pretende ajudar os alunos e licenciados da faculdade a encontrar emprego mais rapidamente. A responsável da Bolsa de Emprego da FCUP, Elisabete Rodrigues, justifica a segunda edição da iniciativa que se estreou o ano passado com o “sucesso” que teve entre os estudantes e licenciados da faculdade. “Estão sempre a perguntar quando começam as sessões”, referiu Elisabete Rodrigues, que pretende, com estas sessões “tentar alargar os horizontes dos estudantes” e “tentar inseri-los no mercado de trabalho”. A primeira sessão teve como tema “Provas de Selecção e Entrevista de Emprego” e foi dada por Carolina Ferreira e Ana Bento, da Cidade das Profissões. As conselheiras garantem que foi com “entusiasmo” que a Cidade das Profissões se aliou a este projecto, para “dar a conhecer algumas estratégias e ajudar os alunos de Ciências a se prepararem para as provas de selecção que podem vir a ser implementadas no processo de recrutamento e selecção para emprego”. Pedro, finalista do curso de Biologia, foi um dos alunos presentes. Considera esta iniciativa importante para “pelo menos, abrir os horizontes…para saber como procurar emprego”. O aluno mostrou-se desapontado pela falta da prometida simulação de ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 76/199


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entrevista de emprego, que constava no programa da sessão, mas refere que, apesar disso, gostou e achou “bastante esclarecedor”. A participação é aberta a todos os alunos e licenciados da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e a inscrição é gratuita. A próxima sessão terá lugar no dia 22 de Abril e versará assuntos relacionados com estágios profissionais. 24. Publicado

UP: Alunos de Ciências aprendem a arranjar emprego Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 15.04.2009 | 19:05 (GMT) Marcadores: Emprego , FCUP , UP Os "Encontros de Empregabilidade 09" promovidos pela Faculdade de Ciências da UP pretendem ajudar estudantes e licenciados a entrar no mundo do trabalho. Realizou-se esta quarta-feira, a primeira sessão dos "Encontros de Empregabilidade 09", evento organizado pela Bolsa de Emprego da FCUP. A iniciativa, que todos os meses terá um tema diferente relacionado com a empregabilidade, pretende ajudar os alunos da faculdade a encontrar emprego mais rapidamente. A responsável da Bolsa de Emprego da FCUP, Elisabete Rodrigues, justifica a segunda edição da iniciativa com o "sucesso" que teve, no ano passado, entre os estudantes da faculdade. "Estão sempre a perguntar quando começam as sessões", refere a responsável, que pretende, com estas sessões, "tentar alargar os horizontes dos estudantes" e "tentar inseri-los no mercado de trabalho". Na primeira sessão da iniciativa, os participantes puderam "testar-se" em "Provas de Selecção e Entrevista de Emprego" seguindo as dicas de Carolina Ferreira e Ana Bento, da Cidade das Profissões. Ao JPN, as duas conselheiras mostraram "entusiasmo" por "dar a conhecer algumas estratégias e ajudar os alunos de Ciências a se prepararem para as provas de selecção que podem vir a ser implementadas no processo de recrutamento e selecção para emprego". Pedro, finalista do curso de Biologia, foi um dos participantes na sessão. Agradado com uma iniciativa "importante para pelo menos, abrir os horizontes" e "para saber como procurar emprego", o aluno apenas se mostrou "desapontado" com a falta da prometida simulação de entrevista de emprego, que constava no programa da sessão. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 77/199


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A participação na segunda edição dos Encontros de Empregabilidade da FCUP é aberta a todos os alunos e licenciados daquela faculdade e a inscrição é gratuita. A próxima sessão terá lugar no dia 22 de Abril e versará assuntos relacionados com estágios profissionais. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/15/up_alunos_de_ciencias_aprendem_a_arranjar_ emprego.html 25. Original (JPR)

FCUP ajuda alunos a ingressar no mundo do trabalho Os Encontros de Empregabilidade da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto já vão na segunda edição. A iniciativa da Bolsa de Emprego da FCUP, tem como objectivo ajudar os estudantes e licenciados da faculdade a enfrentar da melhor forma a entrada no mundo do trabalho. Elisabete Rodrigues, responsável da Bolsa de Emprego, diz que a iniciativa, que se iniciou o ano passado, é um sucesso junto dos estudantes. (RM) A primeira sessão deste esteve a cargo de duas conselheiras da Cidade das Profissões. Carolina Ferreira e Ana Bento ensinaram os alunos a enfrentar com confiança as provas de selecção e uma entrevista de emprego. (RM) Carolina Ferreira, conselheira da Cidade das Profissões, que se aliou a este projecto da Faculdade de Ciências da UP. Pedro, finalista do curso de Biologia, foi um dos alunos presentes. O aluno ficou desapontado pela falta da prometida simulação de entrevista de emprego, que constava no programa da sessão, mas considera a iniciativa importante e gostou bastante de participar. (RM) Esta foi a primeira de muitas sessões que decorrem na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto ao longo do ano. A próxima sessão acontece a 22 de Abril e é aberta a todos os alunos e licenciados da faculdade. 25. Publicado (JPR)

FCUP ajuda alunos a ingressar no mundo do trabalho ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 78/199


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17 de Abril de 2009 A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto iniciou, esta quarta-feira, a segunda edição dos “Encontros de Empregabilidade”. A iniciativa pretende ajudar os alunos e licenciados da faculdade a encontrar emprego mais rapidamente. http://jpr.icicom.up.pt/2009/04/fcup_ajuda_alunos_a_ingressar_no_mundo_do_tr abalho.html Por: Daniela Espírito Santo

FCUP ajuda alunos a ingressar no mundo do trabalho Os Encontros de Empregabilidade da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto já vão na segunda edição. A iniciativa da Bolsa de Emprego da FCUP, tem como objectivo ajudar os estudantes e licenciados da faculdade a enfrentar da melhor forma a entrada no mundo do trabalho. Elisabete Rodrigues, responsável da Bolsa de Emprego, diz que a iniciativa, que se iniciou o ano passado, é um sucesso junto dos estudantes. (RM) A primeira sessão deste ano esteve a cargo de duas conselheiras da Cidade das Profissões. Carolina Ferreira e Ana Bento ensinaram os alunos a enfrentar com confiança as provas de selecção e uma entrevista de emprego. (RM) Carolina Ferreira, conselheira da Cidade das Profissões, que se aliou a este projecto da Faculdade de Ciências da UP. Já entre os participantes, Pedro, finalista do curso de Biologia, realça a importância da iniciativa. Ainda assim, o aluno ficou desapontado pela falta da prometida simulação de entrevista de emprego, que constava no programa da sessão. (RM) Esta foi a primeira de muitas sessões que vão decorrer na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto ao longo do ano. A próxima sessão dos Encontros de Empregabilidade 2009 acontece a 22 de Abril e é aberta a todos os alunos e licenciados da faculdade. 26. Original

Arte, Ciência e Religião em conversa "triangular" ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 79/199


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As ligações entre a ciência, a arte em religião estiveram em debate em mais uma conferência do projecto “Porto Cidade da Ciência”. O triângulo que se estabelece entre a ciência, a arte e a religião foi o tema da conferência “Novos Triângulos”, promovida pelo projecto “Porto, Cidade da Ciência”. À conversa na Biblioteca Municipal Almeida Garrett estiveram Carlos Fiolhais, Jorge Cunha e Eduardo Souto Moura, sob a moderação de Luís Portela, presidente da Fundação Bial. Para Jorge Cunha, a posição religiosa não tem de ser necessariamente contrária à científica, pois “explica o milagre de uma maneira que não colide com a ciência”. O teólogo afirma, ainda, que, através do auxílio da religião, a ciência “pode ser livrada da sua tentação totalitária" e que o conhecimento teológico pode ajudar a resolver questões bioéticas. Igual pensamento foi partilhado por Carlos Fiolhais, docente de Física em Coimbra, que entende que é possível fazer uma “leitura científica e uma leitura teológica” e que “as duas podem co-existir”. Para o também director da Biblioteca da Universidade de Coimbra, a ligação entre os “vértices” do triângulo arte-ciência-religião pode ser feita de diversas formas e considera que, em comum, todas têm o facto de estarem associadas a conceitos de difícil explicação. Já Eduardo Souto Moura considera que cada uma das três áreas em debate “se sente mais instável, já que deixou de haver a dicotomia arrogante” da verdade absoluta. O arquitecto acredita que os problemas que enfrentam são “sempre os mesmos” e cada vez “mais parecidos”. Citando Italo Calvino na obra “Seis Propostas para o Próximo Milénio”, Souto Moura ressalvou que hoje em dia é preciso “correr o risco do erro” para haver evolução. “Acredito que Deus fez o mundo mal feito e o Homem intervém para o corrigir”, diz. O arquitecto portuense criticou, ainda, a dificuldade que “os clientes” têm em decidir o que querem. “Hoje em dia toda a gente quer edifícios multi-usos, um conceito que devia ser proibido”, explica.

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Caixa: Souto Moura e a Casa das Artes Souto Moura abordou o "problema da exactidão", cada vez mais exagerada hoje em dia, dando como exemplo as regras relativas aos acessos para deficientes. "Se formos adoptar o regulamento dos deficientes, todos os edifícios antigos teriam de ser demolidos", refere o arquitecto. Recorde-se que Eduardo Souto Moura está a reformular o projecto da Casa das Artes no Porto, para acrescentar elevadores e acessos para pessoas com deficiência. 26. Publicado

Porto: Arte, Ciência e Religião em conversa "triangular" Por Ana Maria Henriques e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 17.04.2009 | 17:01 (GMT) Marcadores: Arte , Ciência , Cultura , Porto , Religião As ligações entre a Ciência, a Arte e a Religião estiveram em debate em mais uma conferência do projecto "Porto, Cidade da Ciência". O triângulo que se estabelece entre a Ciência, a Arte e a Religião foi o tema da conferência "Novos Triângulos", promovida pelo projecto "Porto, Cidade da Ciência". À conversa na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, esta quinta-feira, estiveram o físico Carlos Fiolhais, o padre Jorge Cunha e o arquitecto Eduardo Souto Moura, sob a moderação de Luís Portela, presidente da Fundação Bial. Para Jorge Cunha, a posição religiosa não tem de ser necessariamente contrária à científica, pois "explica o milagre de uma maneira que não colide com a ciência". O teólogo afirma ainda que, através do auxílio da Religião, a Ciência "pode ser livrada da sua tentação totalitária" e que o conhecimento teológico pode ajudar a resolver questões bioéticas. Igual pensamento é partilhado por Carlos Fiolhais, docente de Física em Coimbra, que entende que é possível fazer uma "leitura científica e uma leitura teológica" e que "as duas podem co-existir". Para o também director da Biblioteca da Universidade de Coimbra, a ligação entre os "vértices" do triângulo Arte-Ciência-Religião pode ser feita de diversas formas e considera que, em comum, todas têm o facto de estarem associadas a conceitos de difícil explicação. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 81/199


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Já Eduardo Souto Moura considera que cada uma das três áreas em debate "se sente mais instável, já que deixou de haver a dicotomia arrogante" da verdade absoluta. O arquitecto acredita que os problemas que enfrentam são "sempre os mesmos" e cada vez "mais parecidos". Citando Ítalo Calvino na obra "Seis Propostas para o Próximo Milénio", Souto Moura ressalvou que hoje em dia é preciso "correr o risco do erro" para haver evolução. "Acredito que Deus fez o mundo mal feito e o Homem intervém para o corrigir", diz. O arquitecto portuense criticou, ainda, a dificuldade que "os clientes" têm em decidir o que querem. "Hoje em dia toda a gente quer edifícios multi-usos, um conceito que devia ser proibido", explica. Caixa: Souto Moura e a Casa das Artes Souto Moura abordou o "problema da exactidão", cada vez mais exagerada hoje em dia, dando como exemplo as regras relativas aos acessos para deficientes. "Se formos adoptar o regulamento dos deficientes, todos os edifícios antigos teriam de ser demolidos", refere o arquitecto. Recorde-se que Eduardo Souto Moura está a reformular o projecto da Casa das Artes no Porto, para acrescentar elevadores e acessos para pessoas com deficiência.

Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/17/porto_arte_ciencia_e_religiao_em_conversa_tri angular.html 27. Original

Porto: “Fórum Inner City” arranca com críticas ao “estado da cidade” “Fórum Inner City” começou hoje com o mote “Pensar o Porto”. Elisa Ferreira e Teixeira Lopes criticam falta de políticas culturais da cidade. A segunda fase do “Inner City”, projecto de estudantes da Universidade do Porto (UP), arrancou hoje na Faculdade de Arquitectura (FAUP). O fórum de discussão,

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subordinado ao tema “Pensar o Porto”, contou com nomes como Elisa Ferreira, João Teixeira Lopes e Teresa Lago. A abertura do debate coube a Joana Nascimento, da Faculdade de Belas Artes da UP. A artista plástica garantiu que os artistas “são capazes de fazer mais do que embelezar praças” e que, por isso, devem ser chamados a “reformular e participar” na cidade. Joana Nascimento realçou, ainda, a necessidade de “reinventar o quotidiano do Porto” e a importância de grupos como o “Lugares Efémeros”, interessado no desenvolvimento urbano, explica. A candidata socialista à Câmara Municipal do Porto (CMP) continuou a discussão, desta feita versando “Políticas Urbanas” e mostrando-se descontente com o estado da cidade. A professora de Economia defende que a cidade voltou a ser “um elemento fundamental na nossa vida” e que a dinamização do Porto é “uma afirmação do próprio país”. Elisa Ferreira considera que existem “vectores que podem juntar aspectos tradicionais e modernizados” de modo a criar “valor acrescentado” para o Porto, uma “imagem que resolva a esquizofrenia de que a cidade padece”. O Presidente do Conselho Directivo da FAUP, Fernando Barata, defendeu a importância da arquitectura no combate à exclusão das áreas periféricas para que se pense em “área metropolitana no dia-a-dia” e se criem “relações com as cidades adjacentes”, especialmente com Vila Nova de Gaia. O arquitecto explicou, ainda, que a problematização do Porto não deve ser feita através de comparações com cidades com milhões de habitantes. “Isso, para mim, é desconversar”, garante, já que a Invicta tem cerca de 240 mil habitantes. João Teixeira Lopes, candidato pelo Bloco de Esquerda à CMP, assumiu uma posição crítica relativamente à desarticulação dos vários espaços da cidade, como as “várias faculdades da UP”. Para o docente na FLUP, “o planeamento estratégico não é um masterplan”. “É preciso criar comunidades de sentido” e a cultura “pode e deve” ser uma forma de “construir a cidade”, defende Teixeira Lopes. “É preciso criar oportunidades” A fundadora do Centro de Astrofísica da UP e membro da direcção da “Porto: 2001”, Teresa Lago, frisou a questão dos orçamentos para as políticas culturais, usando como exemplo o caso da capital europeia da cultura. A astrofísica defende que o importante é ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 83/199


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“criar oportunidades” de mudança, como a “Porto: 2001”, e com isso “pôr os arquitectos a pensar a cidade”, com infra-estruturas que valorizem a “perspectiva dos utilizadores”. Teresa Lago lembrou a importância da reabilitação de estruturas como o “Teatro Carlos Alberto, o Centro Português de Fotografia, o Mosteiro de São Bento da Vitória e a Casa da Animação” e a criação da Casa da Música durante a “Porto: 2001”, que “funcionou como um pretexto” para intervenções ambiciosas. Porto é uma cidade “stressada” Os dois candidatos à CMP aproveitaram o debate para tecer duras críticas à actuação do actual executivo. Elisa Ferreira não está "contente com o estado stressado da cidade” e crê que “estamos fora do tempo porque o mundo se tornou mais exigente”. A economista admite que o Porto está “pouco simpático e pouco acolhedor" para os jovens, pelo que se devem encontrar “formas para nos relançarmos”. “A cidade é, neste momento, um somatório de ghetos elitistas e de exclusão”, acusa a socialista. Já o candidato bloquista critica as políticas culturais da cidade, com a “não existência de um Teatro Municipal”, entregue hoje a “um empresário”. “A autarquia destruiu a ligação da cidade com o teatro”, afirma o sociólogo. João Teixeira Lopes não esquece a polémica da Cinemateca Portuguesa e critica o Ministro da Cultura quando este considera que o Porto “apenas merece um pólo de projecção”, sem acervo. “A cultura é secundarizada na cidade do Porto”, acusa. Caixa: O “Fórum Inner City” continua com a reflexão sobre a cidade do Porto amanhã, 18 de Abril, na Faculdade de Arquitectura da UP. Guilherme Pinto, Celso Ferreira e António Cardoso são alguns dos oradores participantes da discussão sobre Políticas Urbanas. O encerramento contará com a presença de Pedro Bragança, o dinamizador da iniciativa do grupo “Lugares Efémeros”. O projecto continua entre 24 e 27 de Abril com a realização de workshops.

27. Publicado

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Porto: "Inner City" arranca com críticas ao "estado da cidade" Por Ana Maria Henriques e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 18.04.2009 | 02:04 (GMT) Marcadores: Baixa do Porto , Cultura , Ensino superior , FAUP , Porto , UP "Fórum Inner City" começou esta sexta-feira sob o mote "Pensar o Porto". Elisa Ferreira e João Teixeira Lopes criticam falta de políticas culturais na cidade. Foi a "Pensar o Porto" que arrancou a segunda fase do "Inner City". O auditório da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) foi o palco das intervenções de diversas personalidades, tais como as dos candidatos autárquicos Elisa Ferreira e João Teixeira Lopes, que não pouparam nas críticas ao "estado da cidade". A socialista Elisa Ferreira versou sobre "Políticas Urbanas" e não escondeu o seu descontentamento com o estado do Porto. A professora de Economia defende que a cidade voltou a ser "um elemento fundamental na nossa vida" e que, por isso, a dinamização do Porto é "uma afirmação do próprio país". Elisa Ferreira

considera que existem "vectores que podem juntar aspectos

tradicionais e modernizados" de modo a trazer "valor acrescentado" para o Porto, criando uma "imagem que resolva a esquizofrenia de que a cidade padece". "É preciso criar comunidades de sentido", apelou o candidato bloquista à presidência da Câmara Municipal do Porto (CMP), João Teixeira Lopes

, ao salientar que a cultura

"pode e deve" ser uma forma de "construir a cidade". O sociólogo assumiu uma posição crítica relativamente à desarticulação dos vários espaços da cidade, como as "várias faculdades da UP". "O planeamento estratégico não é um masterplan", apontou. Porto é uma cidade "stressada" Elisa Ferreira não está "contente com o estado stressado da cidade". A socialista acredita que o Porto se encontra "fora do tempo porque o mundo se tornou mais exigente". Torna-se, por isso, um espaço "pouco simpático e pouco acolhedor" para os jovens, devendo-se encontrar formas para relançar a cidade, que é, "neste momento", um "somatório de guetos elitistas e de exclusão".

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Já o candidato bloquista critica a ausência de políticas culturais da cidade, com a "não existência de um Teatro Municipal", entregue hoje a "um empresário". "A autarquia destruiu a ligação da cidade com o Teatro", afirma o sociólogo. João Teixeira Lopes não esquece a polémica da Cinemateca Portuguesa e critica a posição do Ministro da Cultura, para quem o Porto "apenas merece um pólo de projecção" sem acervo. para quem o Porto. "A cultura é secundarizada na cidade do Porto", acusa. Artistas não são só capazes de "embelezar praças" A abertura do debate coube a Joana Nascimento, da Faculdade de Belas Artes da UP. A artista plástica garante que os artistas "são capazes de fazer mais do que embelezar praças" e que, por isso, devem ser chamados a "reformular e participar" na cidade. Joana Nascimento apela, ainda, à necessidade de "reinventar o quotidiano do Porto", realçando a importância de grupos como o "Lugares Efémeros", compostos por pessoas interessadas no desenvolvimento urbano. Também o presidente do Conselho Directivo da FAUP, Fernando Barata, distinguiu a importância das artes, nomeadamente da Arquitectura, no combate à exclusão das áreas periféricas. Para o professor, deve-se pensar em "área metropolitana no dia-adia" e fomentar as "relações com as cidades adjacentes", especialmente com Vila Nova de Gaia. O arquitecto explicou, ainda, que a problematização do Porto não deve ser feita através de comparações com cidades com milhões de habitantes. "Isso, para mim, é desconversar", garante, já que a Invicta tem cerca de 240 mil habitantes. É preciso "criar oportunidades" A fundadora do Centro de Astrofísica da UP e membro da direcção da "Porto: 2001", Teresa Lago

, frisou a questão dos orçamentos para as políticas culturais, usando

como exemplo o caso da Capital Europeia da Cultura. A astrofísica defende que o importante é "criar oportunidades" de mudança, como a "Porto: 2001", e, com isso, "pôr os arquitectos a pensar a cidade", com infra-estruturas que valorizem a "perspectiva dos utilizadores".

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Teresa Lago lembrou a importância da reabilitação de estruturas como o "Teatro Carlos Alberto, o Centro Português de Fotografia, o Mosteiro de São Bento da Vitória e a Casa da Animação" e, ainda, a criação da Casa da Música durante a "Porto: 2001", que "funcionou como um pretexto" para intervenções ambiciosas. Caixa: Programa O programa do "Fórum Inner City" continua com a reflexão sobre a cidade do Porto no sábado, 18 de Abril, na Faculdade de Arquitectura da UP. Os autarcas Guilherme Pinto e Celso Ferreira e o deputado Renato Sampaio são alguns dos oradores participantes da discussão sobre Políticas Urbanas. O encerramento está a cargo de Pedro Bragança, o dinamizador da iniciativa do grupo "Lugares Efémeros". O projecto continua entre 24 e 27 de Abril com a realização de workshops. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/18/porto_inner_city_arranca_com_criticas_ao_est ado_da_cidade.html 28. Original

Bandas 2.0: Quando a Internet invade a indústria musical Enquanto as editoras apontam o dedo aos <i>downloads</i> ilegais, as bandas adaptam-se aos novos tempos e marcam pontos na World Wide Web. O JPN esteve à conversa com bandas que marcam a diferença pela forte presença na Internet. Os Your Favorite Enemies conquistaram novos públicos através da Internet e criaram a sua própria editora, como alternativa às empresas discográficas mainstream. Em entrevista por telefone ao JPN, o guitarrista Jeff Beaulieu mostra-se entusiasmado com o futuro da música, na era digital. Já Brad Turcotte, fundador da banda Brad Sucks, explica por que razão “culpa” o MP3 pela revolução na forma de distribuição de música. Pioneiro na partilha de música sem reserva de direitos de autor via Internet, Brad afirma que o processo tradicional de vender música está a mudar rapidamente.

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Opinião semelhante tem a banda portuguesa Uxu Kalhus, que utiliza o Twitter como um dos métodos de promoção dos seus trabalhos. Em entrevista ao JPN, o flautista Paulo Pereira explica por que razão não pensa que os downloads ilegais na Web são a causa da crise na indústria musical. Finalmente, o JPN fala com os Peixe:Avião, a banda de Braga que se iniciou “a solo” e que encontrou editora depois de ter promovido o seu trabalho, utilizando, também, a Internet. O grupo, apesar do reconhecimento granjeado nos últimos tempos, não esquece a aposta na Internet, que considera fundamental para promover qualquer projecto. Segunda Parte:

Your Favorite Enemies: do Canadá para a Internet Os Your Favorite Enemies destacam-se por terem criado a sua própria editora discográfica. Uma alternativa à maneira normal de ver a indústria e partilhar música. Os Your Favorite Enemies são uma banda canadiana que conquistou novos públicos através da Internet. O grupo de Montreal tenta ser mais que um projecto musical, utilizando a Web para se promover e, ao mesmo tempo, promover iniciativas de ajuda internacional, como a Amnistia Internacional ou Artists Against Racism. “Sempre foi muito mais do que rock and roll, para nós”, refere, em entrevista telefónica ao JPN, o guitarrista Jeff Beaulieu. À sua volta, criaram uma autêntica comunidade, que partilha experiências entre si, via Web. “É uma comunidade gigantesca a nível mundial, baseada em relacionamentos onde a música cria pontes entre as pessoas”. Para o guitarrista, “é esse o poder que a música tem. É uma forma de conseguir comunicar com a nossa geração e ser parte de algo maior que todos nós”. O Myspace é a principal “arma” do grupo canadiano. O guitarrista explica a escolha por ser “o local onde a nossa geração está e onde toda a gente está”. No conhecido portal, a banda tornou-se famosa por responder a todas as mensagens pessoalmente, fenómeno raro entre artistas mainstream. A aposta na personalização das respostas advém da consciência, por parte do grupo, de que “assim que criamos a página da banda, teríamos de lá estar. Não podemos simplesmente dizer “hey, vamos para o Myspace e ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 88/199


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tudo correrá bem e a banda vai ser um sucesso!” Não é assim que a coisas acontecem, de todo”, explica o guitarrista. Mas, para os Your Favorite Enemies, não basta estar na Internet. “Even if you have a car on your driveway, it doesn‟t mean you know how to drive”, graceja Jeff Beaulieu. O guitarrista acredita que “trabalhar no duro” é a verdadeira chave para o sucesso. Remando contra a maré, os Your Favorite Enemies criaram a sua própria editora, como alternativa a “bater a todas as portas, tentando agradar à indústria”. “Ao fazermos as coisas à nossa maneira, podemos decidir o preço do nosso álbum ou até mesmo oferecer músicas gratuitamente”, afirma Jeff Beaulieu. Através da editora que criaram, pensam, no futuro, dar a mesma oportunidade a outras bandas. “Temos as pessoas e temos as condições para comportar tal investimento, por isso, adoraríamos fazê-lo”, afirma Jeff. Em pouco tempo, o grupo canadiano alargou a sua influência, tornando-se um sucesso em diversos países, muito rapidamente, e vendendo mais de 100.000 cópias dos seus trabalhos. “As pessoas apareceram, umas atrás das outras. Começamos a escrever blogues sobre problemas sociais, a fazer vídeos e a trazer as pessoas até nós e as coisas simplesmente foram de boca em boca, à escala mundial”, assegura. “A indústria musical nunca esteve tão emocionante” Enquanto as empresas discográficas fazem as contas à vida e dizem que o mundo da música está em crise, Jeff diz que “a indústria musical nunca esteve tão emocionante” porque “tudo é possível”. Para a banda de Montreal, a Internet é muito positiva para a indústria, se esta souber aproveitar as suas potencialidades. “Podes falar com pessoas de todo o mundo, directamente do teu quarto. Podes levar as tuas músicas até lugares onde nem as editoras chegaram.” Esta é uma nova era para as bandas, refere Jeff, porque “antes, as bandas dependiam demasiado das editoras, mas agora tens de ser mais do que um músico. Tens de estar em ambos os lados da barricada e, assim, és mais forte e consegues criar a tua própria carreira, sem esperar que outras pessoas o façam por ti”. Mesmo assim, as bandas independentes enfrentam diversos problemas. Um deles surge quando chega a altura de marcar concertos. Jeff Beaulieu que isso se deve, mais uma vez, à indústria musical que “tem feito as coisas da mesma maneira nos últimos 50 anos. Por isso, quando chegamos, eles não sabem exactamente o que fazer”. No ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 89/199


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entanto, o guitarrista entende que as empresas discográficas têm feito um esforço por acompanhar os tempos. “Elas [editoras] estão entusiasmadas com o futuro e querem fazer parte dele”, admite. Mais do que terem medo de artistas que operam sozinhos, as empresas discográficas, segundo o guitarrista, tentam absorvê-los e aceitá-los, mas, ao mesmo tempo “estão a tentar entender como o podem fazer”. “Eles têm lutado contra a internet, tentado lutar contra o progresso em vez de ser parte dele”, explica Jeff Beaulieu. Mas, agora, as editoras finalmente se aperceberam disso e estão a tentar mudar, declara o guitarrista. Terceira Parte:

Brad Sucks: Remar contra a maré dos Direitos de Autor Brad Turcotte foi um dos primeiros músicos a partilhar gratuitamente a sua música, sem reservar os direitos de autor. Brad Sucks é o nome do seu projecto, que recorre aos “donativos” que os ouvintes fazem para ter lucro com as músicas que partilha sem restrições. Brad Turcotte lançou o seu website de “open source music” em 2002 e tornou-se, assim, músico pioneiro do movimento social que promove a liberdade de distribuição e modificação e se mostra contra as leis de copyright demasiado restritivas. Brad Turcotte em entrevista via email ao JPN. Brad admite que o seu projecto foi um dos primeiros a aproveitar, da melhor forma possível, a Internet e diz que isso se deve ao facto de ser “um grande nerd”. Brad refere que, antes da implementação do MP3, ser músico era algo complicado e atribui ao MP3 a “culpa” pelo surgimento de uma forma diferente de fazer música e promovê-la. Antes, “Tinhas de encontrar uma editor, estar constantemente em digressão, esperar ser “descoberto”. Com o MP3 foi simples para mim: fazer estes pequenos ficheiros, fazê-los chegar até às pessoas e esperar que elas gostem da tua música”, explica Brad Turcotte. Brad considera que o processo tradicional de fazer música, que passa por investir “imenso dinheiro logo de uma vez, colocar-te em dívida para com a editora e pagar essa dívida com o que ganhares durante uma eternidade” está a “mudar rapidamente”. O músico acha que o que mais assusta a indústria musical, hoje em dia, é o facto de “não há um modelo que funcione com toda a gente. Terás de estar a inventar constantemente. Acho que a adaptabilidade irá ser o denominador comum entre artistas bem sucedidos”.

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Como fã de música, pensa que o advento dos artistas na internet, onde estão cada vez mais presentes, é fantástico, porque os torna mais acessíveis. “Penso que o facto de os fãs terem acesso mais directo aos artistas como seres humanos em vez de marcas só ajudará a eliminar intermediaries”, refere. Brad considera que o recente “boom” de projectos alternativos que conseguem milhares de fãs em tempo recorde não vai parar tão cedo, mas “o que interessa aos artistas e aos investidores irá mudar. É o mesmo fenómeno que faz certos websites mais populares a cada semana que passa.” Quarta Parte:

Uxu Kalhus: A Internet como "escolha natural" Outro exemplo de uma banda independente que recorre à Internet como meio de promoção é Uxu Kalhus, uma banda de “trad-folk-rock” que marca presença no Twitter. O JPN falou com o flautista, Paulo Pereira, acerca da importância da utilização da Internet pelas bandas portuguesas. Os Uxu Kalhus surgiram em 2000, integrados no festival Andanças. A motivação para iniciarem a banda de “trad-folk-rock”, revela o flautista da banda, Paulo Pereira, foi “um convite de um festival em França, para irmos mostrar danças portuguesas”. Desde aí, o projecto foi promovido “boca a boca” e hoje já dá mais de 50 concertos por ano, tanto em Portugal como no estrangeiro. O grupo tem uma conta no Twitter, parte da aposta feita na Internet “em todas as plataformas possíveis”, como refere Paulo Pereira. A escolha deste meio não foi consciente, mas sim “uma escolha natural”, porque a Internet não é “completamente democrática”, admite o flautista, mas “abre portas que, de outra forma, não se abririam”. Paulo Pereira admite que a utilização da World Wide Web pelos grupos musicais ainda não é “tão normal como isso, mas deveria ser” porque, segundo o músico, “poupa-se muito dinheiro” utilizando a Internet na promoção de qualquer iniciativa. Ao contrário de diversas figuras da música, tanto a nível nacional, como internacional, os Uxu Kalhus não vêm os downloads ilegais como um problema, porque “as pessoas que gostam de comprar CDS, vão comprar na mesma”, refere. Paulo Pereira culpa a crise, e não os downloads pela diminuição nas vendas de álbuns. O flautista acredita

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numa adaptação da indústria musical aos novos desafios colocados pela World Wide Web, especialmente na “maneira como se leva a música às pessoas”, que terá de ser diferente e que encontrará na Internet “uma ferramenta poderosíssima”. Quinta Parte:

Peixe:Avião: Oportunidade surgiu após Internet Um projecto que começou o seu percurso a solo e, através, também, da Internet, encontrou editora. Os Peixe:Avião já marcam presença pelos palcos portugueses, mas não esquecem a World Wide Web. O grupo produziu a primeira maquete sem apoio de nenhuma editora. “Foi um projecto muito cerebral”, afirma Luís Fernandes. Para a banda, “o Myspace é uma ferramenta fundamental nos dias de hoje.”. Aliás, foi através do Myspace que conseguiram “chegar às pessoas e, a partir daí, foi rápido até encontrarmos uma editora”, refere Luís Fernandes. Agora que já encontraram uma editora, a Internet não esquecida “de forma nenhuma”, revela Luís Fernandes. Aliás, o segundo vídeo da banda acabou de ser lançado em primeira mão na Internet. “ Permite-nos chegar a um público muito grande, muito rapidamente”. Além disso, a banda vê a sua promoção na Internet como “um processo de rotina”. “Nunca poderemos deixar de apostar na Internet”, afirma. Pelo contrário, a banda até está a “alargar a presença na Internet”. Luís Fernandes considera que o “formato físico nunca vai desaparecer” mas que a “internet está cada vez mais a ganhar preponderância” e é já mesmo o “principal meio para a maior parte das bandas mundiais” em termos de promoção e de “sobrevivência”.

28. Publicado

Bandas 2.0: Quando a Internet invade a indústria musical Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.04.2009 | 09:02 (GMT) Marcadores: Cultura , Internet , Música Enquanto as editoras apontam o dedo aos downloads ilegais, as bandas adaptam-se aos novos tempos e marcam pontos na World Wide Web. O JPN revela quatro exemplos. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 92/199


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Os canadianos Your Favorite Enemies eram ilustres desconhecidos quando "descobriram" a Internet. Através do Myspace, começaram a atrair a atenção de novos públicos, primeiro passo num caminho que os levaria à sua própria editora, como alternativa às empresas discográficas mainstream. Em entrevista por telefone ao JPN, o guitarrista Jeff Beaulieu mostra-se entusiasmado com o futuro da música, na era digital. Este é apenas um dos muitos casos que, actualmente, marcam a diferença pela forte presença na Internet. Do tradicional Myspace ao incontornável Twitter, são várias as ferramentas que servem de promoção às bandas. Já Brad Turcotte, fundador da banda Brad Sucks, explica por que razão "culpa" o MP3 pela revolução na forma de distribuição de música. Pioneiro na partilha de música sem reserva de direitos de autor via Internet, Brad Turcotte afirma que o processo tradicional de vender música está a "mudar rapidamente". Opinião semelhante tem a banda portuguesa Uxu Kalhus, que utiliza o Twitter como um dos métodos de promoção dos seus trabalhos. Em entrevista ao JPN, o flautista Paulo Pereira explica por que razão não pensa que os downloads ilegais na Web "são a causa da crise na indústria musical". Finalmente, o JPN falou com os Peixe:Avião, a banda de Braga que se iniciou "a solo" e que encontrou editora depois de ter promovido o seu trabalho, utilizando, também, a Internet. O grupo, apesar do reconhecimento granjeado nos últimos tempos, não esquece a aposta na Internet, que considera "fundamental" para promover qualquer projecto. Quatro bandas. Quatro exemplos que o JPN dá a conhecer numa viagem pela música que se "faz" na Internet. Segunda Parte:

Your Favorite Enemies: do Canadá para a Internet Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.04.2009 | 09:12 (GMT) Marcadores: Cultura , Internet , Música Os Your Favorite Enemies destacam-se por terem criado a sua própria editora discográfica. Uma alternativa à maneira normal de ver a indústria e partilhar música.

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Os Your Favorite Enemies são uma banda canadiana que conquistou novos públicos através da Internet. As actividades do grupo de Montreal não passam só pela música. Para além da promoção, a banda utiliza a Web para divulgar iniciativas de ajuda internacional de entidades como a Amnistia Internacional ou a Artists Against Racism. À sua volta, os Your Favorite Enemies criaram uma espécie de comunidade, que utiliza a Internet para partilhar experiências e até para viajar. "É uma comunidade gigantesca a nível mundial, baseada em relacionamentos onde a música cria pontes entre as pessoas", explica

Beaulieu, em entrevista telefónica ao JPN.

O Myspace é a principal "arma" do grupo canadiano. Por se tratar do local "onde toda a gente está", explica o guitarrista. No conhecido portal, a banda tornou-se conhecida por dar respostas personalizadas, coisa que normalmente os artistas mainstream não fazem. "Assim que criámos a página da banda, [percebemos que] teríamos de lá estar. Não podemos simplesmente dizer 'Hey, vamos para o Myspace!' e [esperar que] tudo corra bem", declara

o guitarrista.

Mas a banda não se ficaria por aí. Como alternativa a "bater a todas as portas, tentando agradar à indústria", a banda resolveu criar a sua própria editora. "Ao fazermos as coisas à nossa maneira, podemos decidir o preço do nosso álbum ou até mesmo oferecer músicas gratuitamente", afirma

Beaulieu. No futuro, pensam dar a mesma

oportunidade a outras bandas. Em pouco tempo, o grupo canadiano alargou a sua influência, alcançando públicos em diversos países, vendendo mais de 100 mil cópias dos seus álbuns. "Começámos a escrever blogues sobre problemas sociais, a fazer vídeos e a trazer as pessoas até nós. As coisas simplesmente foram de boca em boca, à escala mundial", assegura

.

"A indústria musical nunca esteve tão emocionante" Enquanto as empresas discográficas fazem contas à vida e dizem que o mundo da música está em crise, Jeff declara que "a indústria musical nunca esteve tão emocionante". A explicação é simples: "Tudo é possível". Para a banda de Montreal, a Internet é muito positiva para a indústria, se esta souber aproveitar as suas potencialidades.

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"Podes falar com pessoas de todo o mundo, directamente do teu quarto. Podes levar as tuas músicas até lugares onde nem as editoras chegaram." Uma nova era para as bandas, que já não dependem "demasiado" das editoras, exclama

Jeff Beaulieu.

"Agora tens de ser mais do que um músico. Tens de estar em ambos os lados da barricada e, assim, és mais forte e consegues criar a tua própria carreira, sem esperar que outras pessoas o façam por ti", acrescenta. Mesmo

assim,

as

bandas

independentes

enfrentam

diversos

obstáculos,

nomeadamente no que toca à programação de concertos. Jeff Beaulieu culpa a indústria musical por fazer "as coisas da mesma maneira nos últimos 50 anos". Ainda assim, o guitarrista entende que as empresas discográficas têm feito um esforço por acompanhar os tempos. "[As editoras] estão entusiasmadas com o futuro e querem fazer parte dele." Terceira Parte:

Brad Sucks: Remar contra a maré dos Direitos de Autor Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.04.2009 | 09:22 (GMT) Marcadores: Cultura , Internet , Música Brad Turcotte foi um dos primeiros músicos a partilhar gratuitamente a sua música, sem reservar os direitos de autor. Brad Sucks é o nome do projecto, que, para além de vender CDS, recorre aos "donativos" dos ouvintes para ter lucro. Brad Turcotte lançou o seu website de "open source music" em 2002 e tornou-se, assim, músico pioneiro do movimento social que promove a liberdade de distribuição e modificação e se mostra contra as leis de copyright que considera demasiado restritivas. Em entrevista por email ao JPN, Brad Turcotte refere que, antes da implementação do MP3, ser músico era algo complicado e atribui ao novo formato a "culpa" pelo surgimento de uma forma diferente de fazer música e promovê-la. Antes, "tinhas de encontrar uma editora, estar constantemente em digressão, esperar ser descoberto. Com o MP3 foi simples para mim: fazer estes pequenos ficheiros, fazê-los chegar até às pessoas e esperar que elas gostem da tua música", explica Brad Turcotte.

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O certo é que nada foi igual após o "advento" do MP3. O processo tradicional de fazer música, que passa por investir "imenso dinheiro logo de uma vez, colocar-te em dívida para com a editora e pagar essa dívida com o que ganhares durante uma eternidade" está a "mudar rapidamente", realça Brad. Por isso mesmo, "não há um modelo que funcione com toda a gente. Terás de estar a inventar constantemente. Acho que a adaptabilidade irá ser o denominador comum entre artistas bem sucedidos", revela o músico. Ainda assim, a última palavra cabe sempre, e cada vez mais, ao público. "Penso que o facto de os fãs terem acesso mais directo aos artistas como seres humanos em vez de marcas só ajudará a eliminar intermediários", refere. Brad prevê também que o recente "boom" de projectos alternativos que conseguem milhares de fãs em tempo recorde não vai parar tão cedo. Mas "o que interessa aos artistas e aos investidores irá mudar. É o mesmo fenómeno que faz certos websites mais populares a cada semana que passa." Quarta Parte:

Uxu Kalhus: A Internet como "escolha natural" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.04.2009 | 09:32 (GMT) Marcadores: Cultura , Internet , Música Outro exemplo de uma banda independente que recorre à Internet como meio de promoção é Uxu Kalhus, uma banda de "trad-folk-rock" portuguesa que marca presença no Twitter. Os Uxu Kalhus surgiram em 2000, integrados no festival Andanças. A motivação para iniciarem a banda de "trad-folk-rock", revela o flautista da banda, Paulo Pereira, foi "um convite de um festival em França, para irmos mostrar danças portuguesas". Desde aí, o projecto foi promovido "boca a boca" e hoje já dá mais de 50 concertos por ano, tanto em Portugal como no estrangeiro. O grupo tem uma conta no Twitter, apenas um dos eixos da aposta do grupo "em todas as plataformas possíveis" da Internet, como refere

Paulo Pereira. A escolha deste

meio não foi consciente, mas sim "uma escolha natural", porque a Internet não é "completamente democrática", admite o flautista, mas "abre portas que, de outra forma, não se abririam".

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Paulo Pereira admite que a utilização da World Wide Web pelos grupos musicais ainda não é "tão normal como isso, mas deveria ser" porque, segundo o músico, "poupa-se muito dinheiro" utilizando a Internet na promoção de qualquer iniciativa. Ao contrário de diversas figuras da música, tanto a nível nacional, como internacional, os Uxu Kalhus não vêm os downloads ilegais como um problema, porque "as pessoas que gostam de comprar CDS, vão comprar na mesma", diz

, Paulo Pereira, que culpa

a crise, e não os downloads pela diminuição nas vendas de álbuns. O flautista acredita

numa adaptação da indústria musical aos novos desafios

colocados pela Internet, especialmente na "maneira como se leva a música às pessoas", que terá de ser diferente e que encontrará na Internet "uma ferramenta poderosíssima". Quinta Parte:

Peixe:Avião: Oportunidade surgiu após Internet Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.04.2009 | 09:42 (GMT) Marcadores: Cultura , Internet , Música Um projecto que começou o seu percurso a solo e, através, também, da Internet, encontrou editora. Os Peixe:Avião já marcam presença pelos palcos portugueses, mas não esquecem a World Wide Web. Os Peixe:Avião são uma banda de Braga, que chamou a atenção com a primeira maquete "Finjo a fazer de conta, feito a peixe:avião" . O grupo produziu a primeira maquete sem apoio de nenhuma editora. "Foi um projecto muito cerebral", declara Luís Fernandes. O Myspace ajudou a conduzir a banda até ao reconhecimento. "O Myspace é uma ferramenta fundamental nos dias de hoje", refere

Luís Fernandes, que admite que foi

através do conhecido website que conseguiram "chegar às pessoas" e, a partir daí, "foi rápido até encontrarmos uma editora". Agora que já têm editora discográfica, a Internet não foi, no entanto, esquecida "de forma nenhuma", revela Luís Fernandes. Aliás, o segundo vídeo da banda acabou de ser lançado em primeira mão na Internet. A grande vantagem da World Wide Web é, para os Peixe:Avião, a capacidade de os fazer "chegar a um público muito grande, muito

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rapidamente". Além disso, a banda vê a sua promoção na Internet como "um processo de rotina". "Nunca poderemos deixar de apostar na Internet", afirma

Luís Fernandes.

No que diz respeito à perda de preponderância do CD em detrimento do MP3, Luís Fernandes considera que o "formato físico nunca vai desaparecer". O músico não é, contudo, indiferente à cada vez "maior preponderância" da Internet, o "principal meio para a maior parte das bandas mundiais" em termos de promoção e de "sobrevivência". Links: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/21/bandas_20_quando_a_internet_invade_a_indu stria_musical.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/21/your_favorite_enemies_do_canada_para_a_int ernet.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/21/brad_sucks_remar_contra_a_mare_dos_direito s_de_autor.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/21/uxu_kalhus_a_internet_como_escolha_natural. html http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/21/peixeaviao_oportunidade_surgiu_apos_internet. html 29. Original

Festivais: Kaiser Chiefs e Scorpions no Marés Vivas Marés Vivas com cartaz alemão. Depois dos Guano Apes, a actuação dos Scorpions está confirmada para o dia 17 de Julho. No dia anterior, actuam os britânicos Kaiser Chiefs. O cartaz do Festival Marés Vivas já tem mais dois nomes confirmados. Para além dos Scorpions, que actuam em Gaia no dia 17 de Julho, os Kaiser Chiefs também já anunciaram, no seu website, a presença no festival gaiense. A banda de rock alemã vem a Portugal apresentar mais de 30 anos de carreira. Já os britânicos Kaiser Chiefs voltam a Portugal, depois de dois concertos em Fevereiro.

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No mesmo dia em que os Scorpions sobem ao palco da Afurada, outra banda alemã marca presença no festival, os Guano Apes. A Portoeventos ainda não confirmou a presença de Kaiser Chiefs, apesar da confirmação feita pela própria banda. Confirmados estão, no entanto, os Scorpions, e o preço dos bilhetes. Ao JPN, a PortoEventos confirmou que o passe para os três dias do festival custa 38 euros. No entanto, a promotora vai colocar à venda um "passe especial" para os três dias a 30 euros, passe esse limitado às 3 mil unidades. O Festival Marés Vivas decorre em Gaia de 16 a 18 de Julho e já tem confirmadas, além de Scorpions e Kaiser Chiefs, Guano Apes, Lamb, Primal Scream e Colbie Caillat. 29. Publicado

Festivais: Kaiser Chiefs e Scorpions confirmados no cartaz do "Marés Vivas" Por Daniela Espírito Santo e Rita Oliveira- jpn@icicom.up.pt Publicado: 22.04.2009 | 14:11 (GMT) Marcadores: Cultura , Festivais , Música Depois dos Guano Apes, a actuação dos Scorpions está confirmada para o dia 17 de Julho. No dia anterior, actuam os britânicos Kaiser Chiefs. O cartaz do Festival Marés Vivas já tem mais dois nomes confirmados. Para além dos Scorpions, que actuam em Gaia no dia 17 de Julho, os Kaiser Chiefs também já anunciaram, no seu website, a presença no festival gaiense. Enquanto a banda de rock alemã vem a Vila Nova de Gaia apresentar mais de 30 anos de carreira, os britânicos voltam a Portugal, depois de dois concertos no início do ano. A Portoeventos confirma a vinda dos Scorpions mas não a dos Kaiser Chiefs, apesar do concerto ter sido anunciado pela própria banda. Confirmados estão, entretanto, os preços dos bilhetes. Ao JPN, a PortoEventos confirmou que o passe para os três dias do festival custa 38 euros. No entanto, a promotora vai colocar à venda um "passe especial" para os três dias a 30 euros, passe esse limitado às 3 mil unidades.

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O Festival Marés Vivas decorre em Gaia de 16 a 18 de Julho e já tem confirmadas, além de Scorpions e Kaiser Chiefs, as presenças de Guano Apes, Lamb, Primal Scream e Colbie Caillat. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/22/festivais_kaiser_chiefs_e_scorpions_confirmad os_no_cartaz_do_mares_vivas.html 30. Original

Incêndio da reitoria encontra “dimensão simbólica” em exposição Exposição “Rescaldo e Ressonância!” aberta ao público até final de Agosto. Instalação pretende reavivar memória de destruição de uma forma “simbólica”. Há cerca de um ano um incêndio inutilizou parte do edifício da Reitoria da Universidade do Porto. Agora, os locais afectados transformam-se num espaço “nãoconvencional” que acolhe até ao final de Agosto a exposição “Rescaldo e Ressonância!”. Inês Moreira, comissária da exposição, explica que o projecto surgiu numa altura em que o espaço “já não é um incêndio, mas ainda não tem outro uso” e que isso deu à instalação uma “dimensão de rescaldo” que os artistas exploraram. Como tal, Inês refere que o projecto “não é de fácil compreensão, não é imediato”. “Há um primeiro momento muito físico, outro que implica cultura visual e reflexão...É para um público bastante específico”, declara. O projecto que reaproveitou materiais do próprio incêndio é dividido em três momentos. O primeiro, que ficou a cargo do músico Jonathan Saldanha, é um corredor escuro, que simula um momento de tensão nos visitantes, através de sons provocados pela vibração das paredes. A intenção, afirma Jonathan Saldanha, é de “provocar um desajuste físico para com o espaço.” “As colunas e o som que existem estão a tentar libertar as memórias nas paredes”, reflecte o músico. O segundo espaço é da autoria do artista plástico Paulo Mendes. A sala escura contém a projecção de vídeos do edifício, juntamente com imagens cinematográficas de incêndios, representando “o imaginário colectivo das chamas” numa “perspectiva muito subjectiva e ficcional”, de acordo com Inês Moreira. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 100/199


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O último local da exposição situa-se no antigo laboratório, “principal foco do incêndio”. Nesse espaço, foi introduzida uma “instalação tridimensional”, com projecção de vídeo das fotografias de André Cepeda. Exposição de “esperança” Presente na inauguração, o Reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, fez questão de salientar a “visão diferente, não catastrófica, mas de esperança” da exposição agora aberta ao público. Marques dos Santos refere que a instalação “interessa muito” à Reitoria, pois “dá vida a este edifício e à cidade”. O reitor considera esta iniciativa “uma exposição criativa”, que retrata a “maneira diferente de pensar arte” nos dias que correm e que é “uma oportunidade aos docentes e estudantes de praticar o seu trabalho”. A curadora do projecto, Inês Moreira, concorda que o espaço é importante e encara todos os locais cedidos pela UP como uma oportunidade “para se fazerem instalações que não encontram espaço de acolhimento nas outras instituições”. 30. Publicado

UP: Incêndio da reitoria encontra uma "dimensão simbólica" em exposição Por Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 25.04.2009 | 00:38 (GMT) Marcadores: Artes , Cultura , Fogos , Porto , UP Exposição "Rescaldo e Ressonância!" aberta ao público até final de Agosto na Reitoria. Instalação pretende reavivar memória de destruição de uma forma "simbólica". Há cerca de um ano um incêndio inutilizou parte do edifício da Reitoria da Universidade do Porto (UP). Agora, os locais afectados transformam-se num espaço "não-convencional" que acolhe, até ao final de Agosto, a exposição "Rescaldo e Ressonância!". Inês Moreira, comissária da exposição, explica que o projecto surgiu numa altura em que o espaço "já não é um incêndio, mas ainda não tem outro uso", o que deu origem à ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 101/199


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instalação de uma "dimensão de rescaldo" que os artistas quiseram explorar de uma forma "simbólica". Como tal, Inês refere que o projecto "não é de fácil compreensão, não é imediato". "Há um primeiro momento muito físico, outro que implica cultura visual e reflexão... É para um público bastante específico." O projecto, que reaproveitou materiais do próprio incêndio, é dividido em três momentos. O primeiro, que ficou a cargo do músico Jonathan Saldanha, trata-se de um corredor escuro que simula uma situação de tensão, através de sons

provocados pela

vibração das paredes. A intenção, afirma Jonathan Saldanha, é de "provocar um desajuste físico para com o espaço." "As colunas e o som que existem estão a tentar libertar as memórias nas paredes.", reflecte o músico. O segundo espaço é da autoria do artista plástico Paulo Mendes. Na sala escura podemse ouvir vários sons

e assistir à projecção de vídeos do edifício e de imagens

cinematográficas de incêndios. A ideia é conseguir representar "o imaginário colectivo das chamas" numa "perspectiva muito subjectiva e ficcional", diz Inês Moreira. O último local da exposição situa-se no antigo laboratório, o "principal foco do incêndio". Nesse espaço foi introduzida uma "instalação tridimensional", com projecção de vídeo das fotografias de André Cepeda. Exposição de "esperança" Na inauguração da exposição, esta quinta-feira, o reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, fez questão de salientar a "visão diferente, não catastrófica, mas de esperança" da exposição agora aberta ao público. Marques dos Santos refere que a instalação "interessa muito" à Reitoria, pois "dá vida ao edifício e à cidade". O reitor considera esta iniciativa "uma exposição criativa", com uma "maneira diferente de pensar arte" e que, por isso, é "uma oportunidade para os docentes e estudantes de praticar o seu trabalho". A própria curadora do projecto, Inês Moreira, encara todos os locais cedidos pela UP como uma oportunidade "para se fazerem instalações que não encontram espaço de acolhimento nas outras instituições". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/25/up_incendio_da_reitoria_encontra_uma_dime nsao_simbolica_em_exposicao.html ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 102/199


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31. Original (JPR)

“Rescaldo e Ressonância!” recupera memórias do incêndio da reitoria Passado cerca de um ano do incêndio que danificou o edifício da reitoria da UP, é inaugurada a exposição “Rescaldo e Ressonância!”. Um projecto que pretende explorar, através de materiais recuperados do local, a dimensão simbólica do espaço. A exposição pode ser visitada até final de Agosto. (som) Um corredor escuro, com colunas a simular um momento de tensão,... É este o primeiro momento da exposição “Rescaldo e Ressonância!”, que explora o espaço danificado pelo incêndio que invadiu a reitoria da UP há cerca de um ano. O projecto foi inaugurado a 23 de Abril e pretende explorar, de forma simbólica, o acontecimento que moldou a definição do espaço. A curadora, Inês Moreira, explica como nasceu a ideia. (rm – ines moreira e ideia) À medida que percorremos a exposição, o som é outro....(som) Outra sala escura junta imagens cinematográficas com vídeos do edifício, projectando o imaginário colectivo das chamas, como conta Inês Moreira à JPR. (rm ines moreira e o segundo momento) A viagem termina com a passagem pelo antigo laboratório, agora transformado em instalação tridimensional. (rm) A saída em frente ao local por onde se iniciou a viagem convida a uma segunda visita. E até porque este projecto não é de fácil compreensão, “Rescaldo e Ressonância!” poderá ser explorado até ao final de Agosto no edifício da reitoria. 31. Publicado (JPR)

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“Rescaldo e Ressonância!” recupera memórias do incêndio da reitoria 30 de Abril de 2009 Passado cerca de um ano do incêndio que danificou o edifício da reitoria da UP, é inaugurada a exposição “Rescaldo e Ressonância!”. Um projecto que pretende explorar, através de materiais recuperados do local, a dimensão simbólica do espaço. A exposição pode ser visitada até final de Agosto. http://jpr.icicom.up.pt/2009/04/rescaldo_e_ressonancia_recupera_memorias_do_i ncendio_da_reitoria.html (som) Um corredor escuro, com colunas a simular um momento de tensão,... É este o primeiro momento da exposição “Rescaldo e Ressonância!”, que explora o espaço danificado pelo incêndio que invadiu a reitoria da UP há cerca de um ano. O projecto foi inaugurado a 23 de Abril e pretende explorar, de forma simbólica, o acontecimento que moldou a definição do espaço. A curadora, Inês Moreira, explica como nasceu a ideia. (rm – ines moreira e ideia) À medida que percorremos a exposição, o som é outro....(som) Outra sala escura junta imagens cinematográficas com vídeos do edifício, projectando o imaginário colectivo das chamas, como conta Inês Moreira à JPR. (rm ines moreira e o segundo momento) A viagem termina com a passagem pelo antigo laboratório, agora transformado em instalação tridimensional. (rm)

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A saída em frente ao local por onde se iniciou a viagem convida a uma segunda visita. E até porque este projecto não é de fácil compreensão, “Rescaldo e Ressonância!” poderá ser explorado até ao final de Agosto no edifício da reitoria. Por: Verónica Pereira e Daniela Espírito Santo 32. Original

Embaixador dos EUA diz que cooperação internacional é solução para a crise Thomas Stephenson, embaixador em Portugal deste 2007, acredita que a administração Obama “herdou um desastre económico” mas que, com a cooperação internacional, será ultrapassado. Na conferência “As Prioridades da Embaixada em Lisboa sob a nova Administração Norte-Americana” inserido no ciclo „„Conferências do Palácio da Bolsa 2009”, o embaixador dos EUA, Thomas Stephenson, alertou para o facto da crise ainda estar por resolver e que a cooperação entre países é fundamental para a ultrapassar. Thomas Stephenson entende que, apesar de se “apontar o dedo” a Wall Street como “culpado” da actual crise, “não foi Wall Street que empurrou as pessoas a comprar casas que não conseguiam pagar”. O embaixador acredita que a administração Bush se apercebeu da gravidade da situação quando “já era tarde demais”. O embaixador americano em Portugal elogia a administração Obama por ter tomado “automaticamente”, “medidas de estímulo económico” mal chegou ao poder. “Ainda é muito cedo para tirar conclusões acerca da economia, mas as coisas estão melhores”, refere. Quando questionado, pela audiência, sobre o peso da China na actual economia europeia e americana, o embaixador admite que os “EUA perderam muitos postos de trabalho para o sudeste asiático”, mas que é importante utilizar esse facto para dar ênfase à “reeducação dos empregados e estudantes”. O embaixador entende que a educação “é a solução para os problemas económicos a longo prazo”. 32. Publicado

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Embaixador dos EUA diz que cooperação internacional é solução para a crise Por Andreia Magalhães e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 28.04.2009 | 17:49 (GMT) Marcadores: Crise , Economia , Economia mundial , Estados Unidos da América Thomas Stephenson, embaixador americano em Portugal, acredita que a administração Obama "herdou um desastre económico". Cooperação internacional pode ser a solução. O embaixador dos Estados Unidos da América (EUA), Thomas Stephenson, encara a cooperação internacional como solução para a crise económica mundial. "Nós estamos nesta crise económica juntos", refere o diplomata, que vê como sinal positivo a cooperação entre países na cimeira do G20."Houve um claro reconhecimento" de que a crise "é um problema global". Stephenson marcou presença, esta segunda-feira, na conferência "As Prioridades da Embaixada em Lisboa sob a nova Administração Norte-Americana", inserida no ciclo "Conferências do Palácio da Bolsa 2009", onde reflectiu sobre a economia actual. O embaixador acredita que a administração Bush se apercebeu da gravidade da situação económica quando "já era tarde demais" e, por isso, louva a administração Obama, que, apesar de ter herdado "um desastre económico", tomou "automaticamente medidas de estímulo". "Ainda é muito cedo para tirar conclusões acerca da economia, mas as coisas estão melhores", refere. Thomas Stephenson desculpabiliza a bolsa de Wall Street como a grande responsável pela actual crise, já que "não foi aquela que empurrou as pessoas a comprar casas que não conseguiam pagar". Questionado pela audiência sobre o peso da China na actual economia europeia e americana, o embaixador admitiu que os "EUA perderam muitos postos de trabalho para o sudeste asiático", mas que é importante utilizar esse facto para dar ênfase à "reeducação dos empregados e estudantes". Stephenson entende ainda que a educação "é a solução para os problemas económicos a longo prazo". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/28/embaixador_dos_eua_diz_que_cooperacao_int ernacional_e_solucao_para_a_crise.html

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33. Original

Paulo Rangel apoia reforço do poder judicial em Portugal O líder parlamentar social-democrata, Paulo Rangel lançou o livro “O estado do Estado”, uma reflexão sobre o poder que reivindica um papel mais regulador dos tribunais. Paulo Rangel, candidato às eleições europeias, defende que é necessário um papel mais regulador dos tribunais. O salão árabe do Palácio da bolsa foi ontem o palco do lançamento do livro “ O estado do Estado” do líder parlamentar. Numa altura em que se aproxima a candidatura oficial do deputado social-democrata às europeias, a obra do político pretende ser uma “reflexão sobre o poder”, numa altura em que o Estado já não tem “o monopólio da acção política”. Outro dos temas relevantes do livro é o papel “da justiça e dos tribunais neste novo palco”, explicou à comunicação social. No livro, Paulo Rangel fala, ainda, dos “novos poderes” que podem fazer frente ao Estado, como por exemplo, “organizações não-governamentais”, ou até mesmo as “redes de crime internacional”. O autor defende que os “políticos deviam parar para pensar naquilo que fazem”, pois considera que há pouco espaço para reflexão entre os deputados da assembleia.“A política não deve ser apenas um espaço de acção, mas de redacção”, salienta o autor que, apesar de “ter recebido sugestões em contrário”, fez questão que o livro fosse lançado no Porto, onde reside, como “homenagem simbólica” à cidade. 33. Publicado

Paulo Rangel apoia reforço do poder judicial em Portugal Por Andreia Magalhães e Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 28.04.2009 | 19:21 (GMT) Marcadores: Cultura , Eleições , Europa , Literatura , Política , PSD Líder parlamentar social-democrata lançou, no Porto, o livro "O estado do Estado", uma "reflexão sobre o poder" e sobre o papel dos tribunais em "novos palcos".

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O líder parlamentar social-democrata e candidato às eleições europeias, Paulo Rangel, defendeu, esta segunda-feira, na apresentação do seu livro "O estado do Estado", no Palácio da Bolsa, a necessidade de um reforço do poder judicial. Em época de eleições europeias, o candidato social-democrata pretende que o seu livro seja uma "reflexão sobre o poder", numa altura em que o Estado já não tem "o monopólio da acção política". Facto que reforça a importância do papel "da justiça e dos tribunais neste novo palco", explicou à comunicação social. No livro, Paulo Rangel fala dos "novos poderes" que podem fazer frente ao Estado, como as "organizações não-governamentais" ou até mesmo as "redes de crime internacional". O autor defende que os "políticos deviam parar para pensar naquilo que fazem", pois considera que há pouco espaço para reflexão entre os deputados da Assembleia da República. "A política não deve ser apenas um espaço de acção, mas de redacção", salienta o autor que, apesar de "ter recebido sugestões em contrário", fez questão que o livro fosse lançado no Porto, onde reside, como "homenagem simbólica" à cidade. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/28/paulo_rangel_apoia_reforco_do_poder_judicial _em_portugal.html 34. Original

UFP: Consciencializar para “Salvar o mundo” A Universidade Fernando Pessoa promoveu, esta quarta-feira, um workshop para ensinar as pessoas a agir sobre o planeta. O Geonúcleo, o Núcleo de Ambiente da Universidade Fernando Pessoa (UFP), em conjunto com a Quercus, organizou um workshop para dar a conhecer diferentes formas de ajudar o ambiente. A iniciativa, como explica a Presidente do Geonúcleo, Patrícia Neto, tem como principal objectivo incentivar as pessoas a “intervir activamente” na defesa do ecossistema. “Ter consciência não chega”, refere a também voluntária da Quercus, que entende que, para além da boa vontade, é preciso iniciativa.

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A ambientalista propõe a associação a organizações regionais de defesa do ambiente e a participação em acções locais, até porque “quando se faz parte de uma organização, temos a noção mais real do que pode ser feito”, defende. No workshop, que decorreu no Salão Nobre da UFP, Patrícia Neto deixa o conselho: “Basta juntarem-se a pessoas que tenham os mesmos interesses, por exemplo, na limpeza de uma praia”. A capacidade de implementação de formas sustentáveis de mobilidade nas zonas urbanas também foi discutida no workshop. Nélson Barros, docente da UFP, apresentou o projecto Civitas – Elan, que desenvolve experiências para tornar os transportes urbanos sustentáveis. O projecto, no qual a UFP participa, envolve cidades europeias, sendo uma delas o Porto, e pretende implementar, por exemplo, um sistema de aluguer de bicicletas ou “car-pooling”. No entanto, para Nélson Barros, é necessária “uma revolução de mentalidades” no país, para que os projectos sejam viáveis. Gaia e o Condomínio da Terra O Presidente do Núcleo Regional do Porto da Quercus, Ricardo Marques, aproveitou a ocasião para divulgar o projecto “Condomínio da Terra”, que pretende “organizar a vizinhança global”, pois encara o planeta como um espaço partilhado, como um condomínio. Ricardo Marques explica que o projecto ambiciona resolver, sobretudo, dois problemas globais, os da “disfuncionalidade económica”, que se deve ao facto de não contabilizarmos a importância dos recursos naturais, e os de “disfuncionalidade jurídica”, que implica o entendimento, por parte dos governos, de que, em matéria ambiental, não há fronteiras. Para que tal seja possível, o primeiro passo é a assinatura da Declaração de Gaia, o documento que explica os objectivos do projecto de acção global, que será debatida em Vila Nova de Gaia nos dias 4 e 5 de Julho e onde estarão presentes, segundo a Quercus, figuras internacionais, ligadas à economia e ao ambiente. 34. Publicado

Ambiente: Consciencializar para "Salvar o mundo" Por Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 29.04.2009 | 19:04 (GMT) Marcadores: Alterações climáticas , Ambiente , Mundo , Poluição , Quercus ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 109/199


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Universidade Fernando Pessoa promoveu, esta quarta-feira, um workshop para ensinar as pessoas a agir sobre o planeta. O Geonúcleo, o Núcleo de Ambiente da Universidade Fernando Pessoa (UFP), em conjunto com a Quercus, organizou, esta quarta-feira, um workshop para dar a conhecer diferentes formas de ajudar o ambiente. A iniciativa, como explica

a presidente do Geonúcleo, Patrícia Neto, teve como

principal objectivo incentivar as pessoas a "intervir activamente" na defesa do ecossistema. "Ter consciência não chega", refere a também voluntária da Quercus, que entende que, para além da boa vontade, é preciso iniciativa. A ambientalista propõe a associação a organizações regionais de defesa do ambiente e a participação em acções locais, até porque "quando se faz parte de uma organização, temos a noção mais real do que pode ser feito", defende. No workshop, que decorreu no Salão Nobre da UFP, Patrícia Neto deixou ainda o conselho:"Basta juntarem-se a pessoas que tenham os mesmos interesses, por exemplo, na limpeza de uma praia". A capacidade de implementação de formas sustentáveis de mobilidade nas zonas urbanas também foi discutida durante a sessão. Nélson Barros, docente da UFP, apresentou

o projecto Civitas - Elan, que desenvolve experiências para tornar os

transportes urbanos sustentáveis. O projecto, no qual a UFP participa, envolve várias cidades europeias - inclusive o Porto - e propõe por exemplo, a implementação de sistema de aluguer de bicicletas ou "car-pooling". Nélson Barros apela. porém, a "uma revolução de mentalidades" no país, para que os projectos sejam viáveis. Gaia e o Condomínio da Terra O presidente do Núcleo Regional do Porto da Quercus, Ricardo Marques, aproveitou a ocasião para divulgar

o projecto "Condomínio da Terra", que pretende "organizar a

vizinhança global", a partir da ideia do planeta enquanto espaço partilhado, como um "condomínio". O

projecto

ambiciona

resolver, sobretudo, dois

problemas

globais,

os

da

"disfuncionalidade económica", que se deve ao facto de não contabilizarmos a importância dos recursos naturais, e os de "disfuncionalidade jurídica", que implica o entendimento, por parte dos governos, de que, em matéria ambiental, não há fronteiras.

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Para que tal seja possível, o primeiro passou já pela assinatura da Declaração de Gaia, um documento que explica os objectivos do projecto de acção global. Essa intervenção será debatida em Vila Nova de Gaia nos dias 4 e 5 de Julho e onde estarão presentes, segundo a Quercus, figuras internacionais, ligadas à economia e ao ambiente. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/29/ambiente_consciencializar_para_salvar_o_mun do.html 35. Publicado (Publicado directamente no MT e editado de imediato, para

publicação) Pete Doherty na Queima das Fitas do Porto Por Daniela Espírito Santo e Mário Cunha - jpn@icicom.up.pt Publicado: 30.04.2009 | 13:56 (GMT) Marcadores: Concertos , Cultura , Música , Queima do Porto 2009 O cantor britânico vai substituir Eagle Eye Cherry, na sexta-feira, dia 8 de Maio. Está confirmada oficialmente pela Federação Académica do Porto (FAP) a presença de Pete Doherty na edição 2009 da Queima das Fitas do Porto. Contactado pelo JPN, Ricardo Rocha, do Departamento de Comunicação da FAP, confirmou o cancelamento de Eagle Eye Cherry, que já não subirá ao palco do Queimódromo no dia 8 de Maio, sexta-feira, "por motivos alheios à organização". Em seu lugar, actua Pete Doherty, o polémico vocalista dos Babyshambles, que regressa a Portugal depois de vários concertos no país. Por esclarecer fica, para já, se o músico virá a solo ou com a banda Babyshambles. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/04/30/pete_doherty_na_queima_das_fitas_do_porto. html 36. Original

David Fonseca abre a edição 2009 da Queima das Fitas

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Os estudantes já estão em contagem decrescente para mais uma edição da Queima das Fitas do Porto. Depois dos Skeezos, sobe ao palco David Fonseca, que, no entanto, diz não sentir a responsabilidade de “inaugurar” a Queima das Fitas. Mais um ano, mais uma actuação. Depois do concerto na Queima das Fitas 2008 a 4 de Maio, David Fonseca volta a subir ao palco do Queimódromo, desta feita na primeira noite da edição deste ano. O músico diz, contudo, que “dificilmente” sente a “responsabilidade” de ser cabeça de cartaz da primeira noite de actuações no Queimódromo portuense, pois entende que “quem abre a Queima são sempre os estudantes”. “Eles [os estudantes] é que fazem muita da festa que se passa por lá. Os espectáculos acabam por ser uma forma de iniciar a festa, mas não são necessariamente os responsáveis por fazerem essa festa”, refere o artista. Da edição de 2008, David Fonseca recorda que o espetáculo que apresentava, de promoção ao álbum “Dreams in Colours”, “era muito jovem”. “A Queima das Fitas do Porto foi um dos primeiros sítios onde começamos a fazer espectáculos ao ar livre”, explica o músico. “Havia muitos nervos no ar, para saber como as coisas funcionariam ao ar livre, para um público muito vasto”, admite David Fonseca. No entanto, o músico guarda “muito boas recordações” da Queima das Fitas do Porto, porque “é um sítio onde as pessoas geralmente estão com vontade de ver este tipo de espetáculo”. Quanto a novidades para o concerto deste ano, David Fonseca prefere não “levantar o véu”. Em relação ao espetáculo de 2008, explica que “há pequenas diferenças” porque “as coisas vão sempre modificando ao longo da digressão”, mas não adianta muito mais no que diz respeito a surpresas. O mesmo acontece em relação a um novo álbum, que sirva de sucessor a “Dreams in Colours”. David Fonseca diz que não sabe quando irá lançar novo trabalho pois “as coisas são muito difíceis de prever”. “As coisas não obedecem propriamente a prazos. Obedecem muito mais a linhas específicas de composição, mas vamos ver o que acontece ainda este ano”, afirma o músico. 36. Publicado

David Fonseca dá "voz aos estudantes" na abertura da Queima das Fitas do Porto

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Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 01.05.2009 | 14:17 (GMT) Marcadores: Concertos , Cultura , Música , Queima do Porto 2009 Músico de Leiria é o primeiro "peso pesado" a subir ao palco da Queima do Porto, já na madrugada de domingo, 3 de Maio. Mais um ano, mais uma actuação. Depois dos concertos nas Queimas de 2007 e 2008, David Fonseca volta a subir, este domingo de madrugada, ao palco do Queimódromo do Porto para abrir a edição deste ano. O músico diz, contudo, que "dificilmente" sente a "responsabilidade" de ser cabeça de cartaz da primeira noite de actuações no Queimódromo portuense, pois entende que "quem abre a Queima são sempre os estudantes"."Os espectáculos acabam por ser uma forma de iniciar a festa, mas não são necessariamente os responsáveis por fazerem essa festa", refere o artista ao JPN. Da edição de 2008, David Fonseca recorda que o espectáculo que apresentava, de promoção ao álbum "Dreams in Colours", "era muito jovem". "A Queima das Fitas do Porto foi um dos primeiros sítios onde começámos a fazer concertos ao ar livre", explica o músico. "Havia muitos nervos no ar, para saber como as coisas funcionariam ao ar livre, para um público muito vasto", admite David Fonseca. No entanto, o músico guarda "muito boas recordações" da Queima das Fitas do Porto, porque "é um sítio onde as pessoas geralmente estão com vontade de ver este tipo de espetáculo". Quanto a novidades para o concerto deste ano, David Fonseca prefere não "levantar o véu". Em relação ao espetáculo de 2008, explica que "há pequenas diferenças" porque "as coisas vão sempre modificando ao longo da digressão", mas não adianta muito mais. O mesmo acontece em relação a um novo álbum, sucessor de "Dreams in Colours". David Fonseca diz que não sabe quando irá lançar novo trabalho pois "as coisas são muito difíceis de prever". As coisas não obedecem propriamente a prazos. Obedecem muito mais a linhas específicas de composição, mas vamos ver o que acontece ainda este ano", afirma o músico. Caixa:

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Queima do Porto no JPN Até domingo, dia 10 de Maio, o JPN vai acompanhar os momentos mais emblemáticos da Queima das Fitas do Porto 2009. Das noites no Queimódromo às vibrações do Cortejo, passando pela música do FITA, não percas tudo o que interessa saber sobre a semana mais longa da academia do Porto. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/01/david_fonseca_da_voz_aos_estudantes_na_abe rtura_da_queima_das_fitas_do_porto.html 37. Original

A instantaneidade do online como escape à “censura” Para alguns, a Internet é vista como uma forma de contornar as pressões exercidas sobre os meios ditos convencionais. Para outros, a maioria do jornalismo online português ainda peca pela falta de diversidade. Numa altura em que o jornalismo online começa a ganhar cada vez mais destaque no panorama jornalístico português, o subdirector do Público, Amílcar Correia, defende que “a blogosfera e a Internet permitiu a um maior número de pessoas poder usufruir de um direito de expressão”. “A liberdade de expressão tem vindo a aumentar à medida que aumentam os suportes de expressão”, refere Amílcar Correia. Nesse sentido, o jornalista admite que “desse ponto de vista, a liberdade de expressão é maior do que nunca”, especialmente se comparada com a “realidade histórica” que Portugal viveu antes do 25 de Abril de 1974, realidade essa em que “o direito de expressão era totalmente negado ao conjunto dos seus cidadãos”. Já o Presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia, mostra as suas reservas quando ao jornalismo online que se faz em Portugal. Alfredo Maia diz que não vê maior liberdade de imprensa no meio online, pois este, por vezes, se limita a “reproduzir o que foi feito nos outros meios”. Para o jornalista, liberdade é também sinónimo de “diversidade e pluralismo”. Sendo assim, Alfredo Maia diz que não encontra “espaço para diversidade no online em Portugal” neste momento, o que “limita a liberdade” dos jornalistas da World Wide Web. No entanto, para o sindicalista Alfredo Maia, a liberdade de imprensa, “do ponto de vista formal, está assegurada”. Mas, na prática, “enfrenta problemas graves”. A “ameaça ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 114/199


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de desemprego” que paira sobre alguns conjuntos de profissionais e a “precariedade de novos e antigos profissionais” são os principais desafios à “autonomia” da imprensa hoje em dia. Para o subdirector do jornal Público, Amílcar Correia, no Ocidente, a falta de liberdade de expressão passa, muito mais, por um “tipo de controlo de opinião, que é feito de uma forma muito mais subliminar”. Esse controlo acontece sob a forma de “condicionamento económico dos órgãos de informação”, pela “pressão de fontes” e anunciantes, que “num cenário de alguma crise nos media”, podem conseguir ter “alguma influência no editorial das respectivas publicações”. Assinalar esta data é “fundamental” para Amílcar Correia, “quando em muitos países a liberdade de expressão não é algo adquirido”. “Justifica-se a comemoração de um dia deste género, recordando que em muitos países essa liberdade de expressão não existe”, afirma o subdirector do Público.

Caixa: Todos os anos, o dia 3 de Maio recorda a importância da liberdade de expressão, nem sempre um dado adquirido em vários países. Desde 1993, após a proclamação da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que se promovem iniciativas para relembrar o quão importante é preservar o direito de expressão e como se encontra este direito aplicado em todo o mundo. Esta data relembra que a censura ainda faz parte do dia-a-dia de muitos países e que os jornalistas continuam a ver a sua profissão - e a vida, em alguns casos - , ameaçada. Em 2007, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa teve como tema a segurança dos jornalistas, recordando a violência a que os profissionais dos mass media são sujeitos, por exemplo, em zonas de conflito. Segundo a UNESCO “nunca foi tão perigoso ser jornalista”, algo comprovado através das 170 mortes de jornalistas registadas desde 2003, ano em que começou o início conflito no Iraque. Em 2009, a UNESCO convida “todos os participantes a explorar o enorme potencial dos mass media para servirem de plataforma para o diálogo e de veículo para o entendimento”.

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Segunda Parte: Imprensa desportiva com regras diferentes O jornalismo desportivo enfrenta outro tipo de “ameaça”. Em entrevista ao JPN, dois jovens jornalistas desportivos revelam que a “auto-censura” em relação aos clubes é um dos maiores perigos à liberdade de imprensa desportiva. Jovem jornalista do Record, André Monteiro acredita que “não se pode dizer que não há liberdade de imprensa em Portugal”, mas refere que esta é “muitas vezes condicionada pelo interesse de alguns jornalistas em defenderem as suas posições e as suas carreiras dentro de uma redacção”. Isso acontece, afirma André Monteiro, devido a diversos factores, que influenciam os jornalistas, que se “auto-censuram” “seja por causa do grupo ao qual o seu órgão pertence, seja por afinidade profissional ou pessoal com alguém”. Quanto ao jornalismo desportivo que se faz em Portugal, e no qual se insere o jovem jornalista, André Monteiro admite que “as relações de muitos anos” entre jornalistas e clubes e organismos que tutelam actividades desportivas podem levar a alguma promiscuidade. “Não me parece que seja 100% límpido o processo de liberdade de imprensa e parece-me que, em última instância, é dentro do próprio meio que este corte de liberdade se faz”, admite André Monteiro. Mesmo assim, o jovem jornalista refere que, desde que começou a trabalhar, nunca sentiu “qualquer limitação ao nível da liberdade de imprensa, no sentido em que alguém te proíbe de escrever alguma coisa”. Já Duarte Monteiro, um dos fundadores do, também, jovem ogolo.net, entende que a liberdade de imprensa é “relativa”, pois, para o jovem jornalista, é “exagerado falar em liberdade de imprensa”. “Não quero dizer que os jornalistas não têm liberdade para escrever aquilo que querem, mas a verdade é que têm de pensar muito bem naquilo que escrevem”, para evitar problemas. Duarte Monteiro entende que “no jornalismo desportivo” esse fenómeno é “muito mais vincado”. Nesse sentido, Duarte Monteiro admite que “não se pode dizer que há uma censura clara e óbvia, descarada”, mas entende que “há censura subtil”, pois o jornalismo é “um pouco um terreno onde se dá hoje para receber amanhã”. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 116/199


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Para combater esse facto, Duarte Monteiro diz que “é preciso alguma coragem” e que os jornalistas têm de ter a “noção da responsabilidade” bem presente, “mesmo nos momentos mais difíceis”. “Com a liberdade de imprensa tem de haver um enorme sentido de responsabilidade”, afirma o jovem jornalista. 37. Publicado

Liberdade de Imprensa: Ainda há limites... apesar da Internet Por Daniela Espírito Santo e Melanie Antunes - jpn@icicom.up.pt Publicado: 03.05.2009 | 12:33 (GMT) Marcadores: Imprensa , Internet , Jornalismo , Media Em plena época de afirmação do "jornalismo do cidadão", são vários os problemas que atingem a integridade do jornalismo feito em Portugal. Um cenário traçado pelo JPN no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Numa altura em que o jornalismo online começa a ganhar um destaque crescente no panorama da comunicação social portuguesa, o subdirector do Público, Amílcar Correia, defende que "a blogosfera e a Internet permitiram que um maior número de pessoas pudesse usufruir de um direito de expressão". "A liberdade de expressão tem vindo a aumentar à medida que aumentam os suportes de expressão", refere o jornalista. Nesse sentido, Amílcar Correia admite que "desse ponto de vista, a liberdade de expressão é maior do que nunca", especialmente se comparada com a "realidade histórica" que Portugal viveu antes do 25 de Abril de 1974, realidade essa em que "o direito de expressão era totalmente negado ao conjunto dos seus cidadãos". Mas se a internet abriu novas portas à participação mediática do cidadão, subsistem dúvidas sobre o seu impacto ao nível das redacções. Questionado sobre o jornalismo online que se faz em Portugal, Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas diz que não vê maior liberdade de imprensa" no meio online. Até porque este, por vezes, se limita a "reproduzir o que foi feito nos outros meios", ilustra, Para o jornalista, liberdade é também sinónimo de "diversidade e pluralismo". Sendo assim, Alfredo Maia diz que não encontra "espaço para diversidade no online em Portugal" facto que "limita a liberdade" dos jornalistas na World Wide Web.

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Ainda que a liberdade de imprensa esteja, "do ponto de vista formal, assegurada", o sindicalista detecta "problemas graves" no jornalismo português. A "ameaça de desemprego" que paira sobre alguns conjuntos de profissionais e a "precariedade", que atinge "novos e antigos profissionais" são os principais desafios à "autonomia" da imprensa hoje em dia. "Controlo subliminar" no lugar da censura Para o subdirector do jornal Público, a falta de liberdade de expressão passa, no Ocidente, muito mais, por um "tipo de controlo de opinião, que é feito de uma forma muito mais subliminar". Segundo Amílcar Correia, esse controlo acontece sob a forma de "condicionamento económico dos órgãos de informação", pela "pressão de fontes" e anunciantes, que "num cenário de alguma crise nos media", podem conseguir ter "alguma influência no editorial das respectivas publicações". Sobre os eventuais excessos derivados da "falta de sensatez e de bom senso" dos jornalistas, Amílcar Correia entende que "a ausência da liberdade de expressão é sempre pior", portanto, "é preferível o excesso de liberdade de imprensa à total ausência de liberdade de expressão". Assinalar o Dia Mundial da Imprensa é, por isso, "fundamental" para o subdirector do Público, "quando em muitos países a liberdade de expressão não é algo adquirido". "Justifica-se a comemoração de um dia deste género, recordando que em muitos países essa liberdade de expressão não existe", afirma Amílcar Correia. "Só com jornalistas usando plenamente os seus direitos e garantias existe jornalismo verdadeiramente livre e responsável", destaca Alfredo Maia, afirmação que o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pretende não deixar o Mundo esquecer. Caixa:

Um dia para recordar Instituído em 1993, pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa visa realçar a importância da liberdade de expressão. Assinalada a 3 de Maio, a efeméride recorda que a censura ainda faz parte do dia-a-dia de muitos países e que os jornalistas continuam a ver a sua profissão - e a vida, em alguns casos - ameaçada. Segundo a UNESCO, "nunca foi tão perigoso ser jornalista", como comprovam as 170 mortes de jornalistas registadas desde 2003. Em 2009, a ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 118/199


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UNESCO convida "todos os participantes a explorar o enorme potencial dos mass media para servirem de plataforma para o diálogo e de veículo para o entendimento". Segunda parte:

Imprensa desportiva: O perigo da "auto-censura" Por Daniela Espírito Santo e Melanie Antunes - jpn@icicom.up.pt Publicado: 03.05.2009 | 14:43 (GMT) Marcadores: Imprensa , Jornalismo O jornalismo desportivo enfrenta outro tipo de "ameaça" à liberdade de imprensa. Em entrevista ao JPN, dois jovens jornalistas denunciam a "auto-censura" em relação aos clubes. Jornalista do "Record", André Monteiro acredita que "não se pode dizer que não há liberdade de imprensa em Portugal". Contudo, esta é "muitas vezes condicionada pelo interesse de alguns jornalistas em defenderem as suas posições e as suas carreiras dentro de uma redacção". Isso acontece, afirma o jovem, devido a diversos factores que influenciam os jornalistas, que se "auto-censuram", "seja por causa do grupo ao qual o seu órgão pertence, seja por afinidade profissional ou pessoal com alguém". Quanto ao jornalismo desportivo que se faz em Portugal, André Monteiro admite que "as relações de muitos anos" entre jornalistas e clubes e organismos que tutelam actividades desportivas podem levar a alguma promiscuidade. "Não me parece que seja 100% límpido o processo de liberdade de imprensa e parece-me que, em última instância, é dentro do próprio meio que este corte de liberdade se faz", admite André Monteiro. Mesmo assim, o jovem jornalista refere que, desde que começou a trabalhar, nunca sentiu "qualquer limitação ao nível da liberdade de imprensa, no sentido em que alguém te proíbe de escrever alguma coisa". Já Duarte Monteiro, um dos fundadores do, também, jovem ogolo.net, entende que a liberdade de imprensa é "relativa", pois é "exagerado falar em liberdade de imprensa". "Não quero dizer que os jornalistas não têm liberdade para escrever aquilo que querem, mas a verdade é que têm de pensar muito bem naquilo que escrevem", diz.

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"No jornalismo desportivo, esse fenómeno é "muito mais vincado", reforça Duarte Monteiro Nesse sentido, o jovem diz que "não se pode dizer que há uma censura clara e óbvia, descarada", mas entende que "há censura subtil", pois o jornalismo é "um pouco um terreno onde se dá hoje para receber amanhã". Para combater esse facto, Duarte Monteiro diz que "é preciso alguma coragem" e que os jornalistas têm de ter a "noção da responsabilidade" bem presente, "mesmo nos momentos mais difíceis". "Com a liberdade de imprensa tem de haver um enorme sentido de responsabilidade", conclui. Links: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/03/liberdade_de_imprensa_ainda_ha_limites_ape sar_da_internet.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/03/imprensa_desportiva_o_perigo_da_autocensur a.html 38. Original (JPR) A Queima das Fitas do Porto 2009 vai ter outro Per7ume. Quem o garante é A. J. Simões, vocalista da banda portuense Per7ume, que, em quase 2 anos, alcançaram um lugar de destaque no panorama musical português. O músico acredita que a experiência dos membros da banda, todos com passado em outras bandas portuguesas, como Blunder ou Ornatos Violeta, ajudou a explicar o sucesso repentino. (rm 1) Na queima das fitas do Porto, os per7ume vão tentar mostrar o que valem, até porque entendem que as pessoas confundem, muitas vezes, a banda com o single “Intervalo”. A.J. Simões promete que a verdadeira essência dos Per7ume será apresentada no dia 9 de Maio. (rm2)

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A banda considera o Queimódromo um palco aliciante e destaca o facto de partilhar, pela primeira vez, o palco com Rui Veloso. No entanto, ainda não é certa a participação do cantor no single “Intervalo”, ao vivo. (Rm 3) Certo é que os estudantes vão ter direito a ouvir música nova, garante o vocalista A. J. Simões, que promete novo álbum ainda este ano. Pela primeira vez a pisar o palco da queima das fitas do porto, os Per7ume prometem dar um novo aroma à festa dos estudantes.

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Per7ume dão novo aroma à Queima das Fitas 4 de Maio de 2009 A banda portuense Per7ume sobe ao palco no dia 9 de Maio. Pela primeira vez no Queimódromo, o grupo promete dar a conhecer aos estudantes a sua verdadeira fragrância. http://jpr.icicom.up.pt/2009/05/per7ume_dao_novo_aroma_a_queima_ das_fitas.html Por: Daniela Espírito Santo A Queima das Fitas do Porto 2009 vai ter uma fragrância diferente. Quem o garante é A. J. Simões, vocalista da banda portuense Per7ume, que, em menos de 2 anos, alcançou um lugar de destaque no panorama musical português. O músico acredita que a experiência dos membros da banda, que passaram por outras bandas portuguesas, casos dos Blunder ou de Ornatos Violeta, ajudou a explicar o sucesso repentino. (rm 1) Na queima das fitas do Porto, os per7ume vão tentar mostrar o que valem, até porque entendem que as pessoas confundem, muitas vezes, a banda com o single “Intervalo”. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 121/199


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A.J. Simões promete que a verdadeira essência dos Per7ume será apresentada no dia 9 de Maio. (rm2) A banda considera o Queimódromo um palco aliciante e destaca o facto de partilhar, pela primeira vez, o palco com Rui Veloso. No entanto, ainda não é certa a participação do cantor no single “Intervalo”, ao vivo. (Rm 3) Certo é que os estudantes vão ter direito a ouvir música nova, garante o vocalista A. J. Simões, que promete novo álbum ainda este ano. Pela primeira vez a pisar o palco da queima das fitas do porto, os Per7ume prometem dar um novo aroma à festa dos estudantes. 39. Publicado

Vídeo: A sexta noite da Queima do Porto 2009 Por Daniela Espírito Santo e Irene Leite- jpn@icicom.up.pt Publicado: 08.05.2009 | 17:29 (GMT) Marcadores: Academia do Porto , Queima do Porto 2009 Esta quinta-feira, o Queimodrómo recebeu mais uma noite de euforia, animada pelas raízes do rock. A apresentar o novo álbum, os Xutos & Pontapés não conseguiram fazer "orelhas moucas" às reivindicações do público. Hinos intemporais como a "Casinha", os "Contentores" ou "Chuva Dissolvente" não faltaram. Coube aos lisboetas Klepht a abertura das hostes. Vídeo: http://jpn.icicom.up.pt/video/video/queima_xutos_fim_JPN_003.flv 40. Original

Portal da UP alerta os jovens para os perigos da Internet A Universidade do Porto lança o portal "Tu e a Internet", que tem por objectivo auxiliar os jovens na sua utilização das novas tecnologias. Portal

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fará "ponte" entre informática e psicologia, para educar os jovens para a Internet. O Departamento de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) apresenta, dia 8 de Maio, o portal “Tu e a Internet”. Este portal surge de um estudo desenvolvido pelo departamento, em parceria com o Center for Research in Advanced Computing Systems. Segundo revela a responsável do projecto, Filipa Falcão Reis, o site pretende ser um “ponto de encontro” onde os jovens possam “partilhar medos” e “falar sobre experiências” que tiveram na Internet. “O portal quer dar voz aos jovens para que eles falem dos perigos da Internet”, declara Filipa Falcão Reis. O portal, que estará disponível a partir das 18 horas de dia 8 de Maio, aposta na “ponte” entre informática e psicologia, para ajudar os jovens a adaptarem-se às novas tecnologias. Outros sites com objectivos semelhantes já existem, é certo, mas a responsável do projecto afirma que os portais criados pelo Governo “não apelam aos jovens”. “Eles não se identificam com esse género de portais”, diz Filipa Falcão Reis, que entende que um portal com este tipo de cariz, para agradar aos jovens, habituados às redes sociais, tem de ser “dinâmico, interactivo”. A importância do projecto é ainda maior, considera Filipa Falcão Reis, tendo em conta medidas governamentais recentes, como o programa e-Escolas ou a entrega de computadores Magalhães aos mais pequenos. “Com a distribuição tão grande de nova tecnologia, torna-se alarmante o facto de não haver apoio aos jovens na sua adaptação”, entende Filipa Falcão Reis. A apresentação do portal “Tu e a Internet” a 200 alunos de diversas escolas do Porto realiza-se no dia 8 de Maio, no Anfiteatro do Departamento de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). 40. Publicado

Portal da UP alerta os jovens para os perigos da Internet Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 08.05.2009 | 17:50 (GMT) Marcadores: Internet , Segurança , UP

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Portal "Tu e a Internet" tem como objectivo auxiliar os jovens na utilização das novas tecnologias. Iniciativa faz a "ponte" entre a Informática e a Psicologia e quer educar os jovens para a Internet. "Dar voz aos jovens para que eles falem dos perigos da Internet" é o objectivo que motivou a criação do "Tu e a Internet", nome do portal que será apresentado, esta sexta-feira, pelo Departamento de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). O projecto surge de um estudo desenvolvido pelo departamento, em parceria com o Center for Research in Advanced Computing Systems. Segundo revela a responsável do projecto, Filipa Falcão Reis, o site pretende ser um "ponto de encontro" onde os jovens possam "partilhar medos" e "falar sobre experiências" que tiveram na Internet. O portal, que estará disponível a partir das 18 horas, aposta na "ponte" entre a Informática e a Psicologia, para ajudar os jovens a adaptarem-se às novas tecnologias. Apesar de já existirem sites com objectivos semelhantes, Filipa Falcão Reis entende que os portais criados pelo Governo "não apelam aos jovens". "Eles não se identificam com esse género de portais", reforça a responsável do projecto, que entende que um portal deste cariz tem de ser "dinâmico e interactivo" para "agradar aos jovens, habituados às redes sociais". A importância do projecto é ainda maior, considera Filipa Falcão Reis, tendo em conta medidas governamentais recentes, como o programa e-Escolas ou a entrega de computadores Magalhães aos mais pequenos. "Com a distribuição tão grande de nova tecnologia, torna-se alarmante o facto de não haver apoio aos jovens na sua adaptação", entende Filipa Falcão Reis. A apresentação do portal "Tu e a Internet" a 200 alunos de diversas escolas do Porto realiza-se esta sexta-feira, no anfiteatro do Departamento de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/08/portal_da_up_alerta_os_jovens_para_os_perig os_da_internet.html 41. Original (JPR)

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UP cria portal para ajudar jovens a lidar com a Internet O departamento de computadores da Faculdade de Ciências da UP lança no dia 8 de Maio “Tu e a Internet” um portal para ajudar os jovens a utilizar as novas tecnologias de forma segura. O website pretende ser um ponto de encontro interactivo, onde os jovens podem colocar as suas dúvidas e interagir com os responsáveis e outros utilizadores. No portal “Tu e a Internet” informática e psicologia andam de mãos dadas para ajudar os adolescentes a lidar com as novas tecnologias. Filipa Falcão Reis, responsável pelo projecto, explica como surgiu o projecto. (RM) O portal Tu e a Internet diverge dos restantes portais do género em Portugal por apostar na interactividade e ser criado por jovens e para jovens, como refere Filipa Falcão Reis. (RM) Tendo em conta os mais recentes projectos governamentais para fomentar o uso de novas tecnologias pelos mais jovens, é ainda mais importante fomentar a adaptação dos adolescentes à world wide Web. Para Filipa Falcão Reis, a falta de projectos para ajudar os jovens a lidar com a Internet é alarmante. (RM) A apresentação do portal “Tu e a Internet” a 200 alunos de diversas escolas do Porto realiza-se no dia 8 de Maio, no Anfiteatro do Departamento de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). A esta primeira apresentação seguir-se-ão diversas palestras, que darão a conhecer, no próximo ano lectivo, o projecto às escolas portuguesas.

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UP cria portal para ajudar jovens a lidar com a Internet 8 de Maio de 2009

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O departamento de computadores da Faculdade de Ciências da UP lança um site que pretende ser um "ponto de encontro" dos jovens na World Wide Web. Apostando na interactividade, o objectivo deste portal é ensinar os jovens a ter cuidado com os perigos da Internet. http://jpr.icicom.up.pt/2009/05/up_cria_portal_para_ajudar_jovens_a_l idar_com_a_internet.html

UP cria portal para ajudar jovens a lidar com a Internet Ajudar a utilizar as novas tecnologias de forma segura. Este é o ponto de partida para o portal “Tu e a Internet”, um espaço elaborado pelo departamento de computadores da Faculdade de Ciências da UP. Lançado a 8 de Maio, o website pretende ser um ponto de encontro interactivo, onde os jovens podem colocar as suas dúvidas e interagir com os responsáveis e outros utilizadores. No portal “Tu e a Internet” informática e psicologia andam de mãos dadas para ajudar os adolescentes a lidar com as novas tecnologias. Filipa Falcão Reis, responsável pelo projecto, explica como surgiu o projecto. (RM) O portal Tu e a Internet diverge dos restantes portais do género em Portugal por apostar na interactividade e ser criado por e para jovens, como refere Filipa Falcão Reis. (RM) Tendo em conta os mais recentes projectos governamentais para fomentar o uso de novas tecnologias pelos mais jovens, torna-se ainda mais importante fomentar a adaptação dos adolescentes à world wide Web. Para Filipa Falcão Reis, a falta de projectos para ajudar os mais novos a lidar com a Internet é alarmante. (RM) A apresentação do portal “Tu e a Internet” a 200 alunos de diversas escolas do Porto realiza-se no dia 8 de Maio, no Anfiteatro do Departamento de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). A esta primeira apresentação seguir-se-ão diversas palestras, que darão a conhecer, no próximo ano lectivo, o projecto às escolas portuguesas. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 126/199


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Metro do Porto bate recorde durante a semana académica O JPN foi de metro até ao Queimódromo, para comprovar a elevada adesão dos estudantes em direcção ao recinto. A operação especial Queima das Fitas 2009 já bateu recordes de validações. Por volta das 21h30, no metro que parava na Trindade, em direcção ao Senhor de Matosinhos, já era possível ver estudantes rumo ao Queimódromo. No entanto, a animação e a sobrelotação que se regista nas composições do metropolitano portuense em alturas de Queima só se verifica horas mais tarde. Os jovens estudantes escolheram o metro do porto como principal meio de transporte na Queima deste ano. Prova disso é o novo recorde de validações, batido a 5 de Maio altura do Cortejo Académico. Neste dia, afirma a empresa do Metro do Porto, mais de 265 mil validações foram feitas, comprovando a adesão dos jovens à operação especial Queima das Fitas 2009, em que o metro circula toda a noite. Na noite de 5 de Maio, o metro chegou a transportar até Matosinhos mais de 10 mil pessoas por hora. No total, já foram transportadas mais de 400 mil pessoas na operação Queima das Fitas 2009 do Metro do Porto, operação essa que só termina na madrugada de domingo, dia 10. Metro a todo gás, também na Internet O Metro do Porto aderiu às vantagens da Web 2.0. Depois de lançado o website, a empresa marca, agora, presença, no Twitter e no Facebook. Segundo a companhia, a aposta justifica-se pela composição da maioria dos clientes do Metro do Porto, que, segundo a empresa, têm menos de 35 anos. Os estudantes também se encontram entre os principais utilizadores da rede metropolitana, representando 30% do total. O Metro do Porto disponibilizará, nas diversas plataformas, informações de circulação nas linhas e eventos relacionados com a empresa. Mas o que mais agradará aos frequentadores dos serviços do Metro será a possibilidade de partilhar fotografias e comentários acerca da sua experiência nas linhas do metro portuense.

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O website do Metro do Porto, que já conta com mais de duas mil visitas diárias, deixa de ser o único meio de comunicação entre o Metro e os seus clientes. 42. Publicado

Metro do Porto bate recorde durante a semana académica Por Daniela Espírito Santo e Irene Leite - jpn@icicom.up.pt Publicado: 08.05.2009 | 18:07 (GMT) Marcadores: Metro do Porto , Queima do Porto 2009 O JPN foi de metro até ao Queimódromo, para comprovar a elevada adesão dos estudantes em direcção ao recinto. A operação especial Queima das Fitas 2009 já bateu recordes de validações. Por volta das 21h30, no metro que parava na Trindade, em direcção ao Senhor de Matosinhos, já era possível ver estudantes rumo ao Queimódromo. No entanto, a animação e a sobrelotação que se regista nas composições do metropolitano portuense em alturas de Queima só se verifica horas mais tarde. Os jovens estudantes escolheram o metro do porto como principal meio de transporte na Queima deste ano. Prova disso é o novo recorde de validações foram feitas, batido a 5 de Maio, dia do Cortejo Académico. Segundo a empresa do Metro do Porto, foram feitas mais de 265 mil validações, comprovando a adesão dos jovens à operação especial Queima das Fitas 2009, na qual está previsto que o metro circula toda a noite. Na noite de 5 de Maio, o metro chegou a transportar até Matosinhos mais de 10 mil pessoas por hora. No total, já foram transportadas mais de 400 mil pessoas na operação Queima das Fitas 2009 do Metro do Porto, operação essa que só termina na madrugada de domingo, dia 10. Metro a todo gás, também na Internet Entretanto, o Metro do Porto aderiu às vantagens da Web 2.0. Depois de lançado o website, a empresa marca agora presença, no Twitter e no Facebook. Segundo a companhia, a aposta nas redes sociais justifica-se pela composição da maioria dos clientes do Metro do Porto, que, segundo a empresa, têm menos de 35 anos. Os estudantes também se encontram entre os principais utilizadores da rede metropolitana, representando 30% do total.

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O Metro do Porto disponibilizará, nas diversas plataformas, informações de circulação nas linhas e eventos relacionados com a empresa. Os utilizadores terão ainda a possibilidade de partilhar fotografias e comentários acerca da sua experiência nas linhas do metro portuense. Caixa: Queima do Porto no JPN Até domingo, dia 10 de Maio, o JPN vai acompanhar os momentos mais emblemáticos da Queima das Fitas do Porto 2009. Das noites no Queimódromo às vibrações do Cortejo, passando pela música do FITA, não percas tudo o que interessa saber sobre a semana mais longa da academia do Porto. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/08/metro_do_porto_bate_recorde_durante_a_sem ana_academica.html 43. Publicado (redigida directamente no servidor e editada)

À descoberta do Porto judeu em "Passeio da Primavera" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 10.05.2009 | 19:31 (GMT) Marcadores: Cultura , História , Judaísmo , Porto Iniciativa pretendeu dar a conhecer os segredos dos judeus e cristãos novos portuenses dos séculos XV, XVI e XVII. Sinagoga convertida em lar de idosos foi um dos pontos de passagem. Às dez horas em ponto deste domingo, em frente ao Cubo, na Praça da Ribeira, cerca de 50 pessoas juntaram-se para ouvir Elvira Mea, guia de mais um "Passeio da Primavera". "Na senda dos judeus e cristãos novos portuenses", este passeio teve por objectivo fazer um retrato da vida dos judeus e cristãos novos sediados no Porto desde a Idade Média e, ao mesmo tempo, desvendar alguns segredos sobre a sua passagem pela cidade. Da Ribeira, zona de residência de muitos cristãos-novos no séc. XVI, os participantes foram guiados até ao Mercado Ferreira Borges, onde foi feita nova paragem para

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explicar a importância das ruas adjacentes, habitadas pelos cristãos-novos quando estes haviam sido recentemente convertidos ao cristianismo. Elvira Mea, professora de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), explicou que, apesar do que se passara um pouco por todo o lado, a população portuense"aceitava bem a presença dos cristãos-novos" e "foi quem mais fez frente à Santa Inquisição, preferindo sofrer tortura a denunciar os cristãos-novos". A visita deu ainda destaque às escadas da Esnoga, agora intituladas de Escadas da Vitória, que dariam passagem aos cristãos novos que, em segredo, visitariam a sinagoga do séc. XVI situada perto de São Bento da Vitória. Sinagoga (ver caixa). Os "Passeios da Primavera" são uma iniciativa anual do Pelouro da Cultura, Turismo e Lazer da Câmara Municipal do Porto e têm edição similar, também, no Outono, explorando os pormenores mais interessantes de um Porto cheio de histórias para contar. O próximo passeio pelos segredos do Porto vai ter lugar no dia 17 de Maio, pelas 10 horas, e passará pelos sítios que marcaram a breve presença do Rei Carlos Alberto da Sardenha na cidade. Caixa: Sinagoga secreta transformada em lar de idosos A visita deste domingo teve como destaque a passagem por uma sinagoga secreta do séc. XVI, agora transformada num lar de idosos da paróquia de Nossa Senhora da Vitória. A descoberta aconteceu aquando da remodelação do edifício em 2005, autorizada pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR). Apesar do achado na Rua de S. Miguel, as obras avançaram mesmo e, hoje, pouco resta hoje da sinagoga original. Elvira Mea afirma que tal aconteceu "por falta de interesse da Câmara Municipal e do IPPAR", que "levaram à destruição da maior parte do que ficara da sinagoga 'secreta' do séc. XVI", apesar dos esforços do padre da paróquia e da historiadora para demonstrar a importância do achado. Mesmo assim, declara Elvira Mea, o que sobra da sinagoga original é alvo de "romaria" de estudiosos e judeus de diversos países, "especialmente dos Estados Unidos da América". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/10/a_descoberta_do_porto_judeu_em_passeio_da _primavera_.html

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Comunidade cigana: Quando a escola chega ao bairro No bairro do Olival, nasceu uma escola diferente. As jovens de etnia cigana, impedidas de estudar pela tradição, aprendem agora dentro do seu próprio espaço. O JPN foi conhecer este caso de sucesso único em Portugal. Algumas já estão casadas, quase todas estão “prometidas”. Têm entre 11 e 17 anos e nenhuma frequenta a escola pública, porque a cultura assim o exige. Mas no bairro do Olival, em Vila Nova de Gaia, estas meninas com responsabilidades de adultos, encontram uma nova oportunidade para aprender. Este é o primeiro ano da “Escola no Bairro”, uma iniciativa conjunta de várias entidades gaienses que tem como objectivo combater o analfabetismo e absentismo escolar. A ideia foi possível graças à relação de confiança já existente com as famílias. O ambiente de cumplicidade entre as onze alunas e a equipa denuncia os quatro anos de trabalho junto da comunidade de etnia cigana residente no bairro. Sandra Nogueira, educadora social, explica que o segredo está em “ganhar a confiança dos mais velhos” para conseguir “a dos mais novos”, o que, de resto, possibilitou a autorização, por parte dos pais, maridos e sogros, para desenvolver a ideia.“Foi-se divulgando a intenção de criar o projecto. Fomos pedindo a opinião deles...”, declara a psicóloga Joana Lopes, acrescentando que é “fundamental” respeitar a cultura e os valores da comunidade, tentando “nunca invadir ou impor alguma ideia”. “A partir do momento em que respeitamos a cultura deles é mais fácil”, acrescenta a psicóloga da equipa. Um projecto com futuro “Escola no Bairro” é um projecto bem sucedido, contando com a participação de todas as raparigas da comunidade que já não iam à escola. Nestas aulas, que decorrem entre as 14h e as 17:30 de segunda à sexta, as jovens aprendem não só a ler e a escrever, como também as tarefas domésticas que fazem parte do seu quotidiano.

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E os resultados têm sido positivos. “Até agora tem superado as nossas expectativas, as alunas têm sido bastante assíduas e não têm criado problemas”, salienta Andrea Machado, assistente social. A duração do projecto é de dois anos, não esperando as responsáveis que o período seja alargado pois, como refere a psicóloga Joana Lopes, “o objectivo não é continuar infinitamente com o projecto” mas antes “cortar um ciclo de mentalidades, para que se perceba que a escola é algo normal, que não põe em questão a cultura deles”. A iniciativa, que partiu da Gaianima, Gaia Social, Agrupamento Vertical das escolas do Olival e Associação de Socorros Mútuos da Associação Nossa Senhora da Esperança de Sandim, é pioneira a nível nacional. No entanto, a equipa considera que esta não é uma solução aplicável em todas as comunidades de etnia cigana, uma vez que é necessário perceber as características de cada comunidade. “Resolvemos combater as necessidades desta população com este projecto, não significa que da mesma forma combata as necessidades de outra população, ou que funcione”, refere Joana Lopes. Segunda Parte:

“Escola no Bairro”: Uma aprendizagem para a vida Na sala de aula, num apartamento do bairro do Olival, as onze alunas adquirem competências que aplicam no dia-a-dia. Ao seu ritmo, as jovens aprendem a importância de estudar e mudam consciências. Nas aulas da “Escola no Bairro”, aprende-se não só o abecedário, mas, também, coisas tão simples como cozinhar, bordar e gestão doméstica. Para a professora Anabela Oliveira, estas disciplinas “informais” são “introduzidas aos poucos”, surgindo da própria vontade demonstrada pelas alunas. O empenho das jovens estudantes é notório, especialmente nas disciplinas ligadas à expressão plástica e ao bordado, áreas que preferem. “Obviamente que se tem de respeitar o ritmo delas, mas trabalham muito bem”, refere a professora. Embora com a impaciência própria da idade, as jovens não descuram as regras da sala de aula, que respeitam escrupulosamente. Todos os dias, uma das alunas arruma os objectos utilizados na aula, antes de regressar a casa.

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Os conhecimentos adquiridos todos os dias já começam a ser aplicados no quotidiano. E, quando questionadas acerca do que mais têm vontade de saber, as alunas não têm dúvidas: aprender a ler as horas. Segundo explica a professora Anabela Oliveira, isso acontece porque as jovens “têm a percepção do que sabiam até entrarem e do que sabem agora”, tanto a “nível da leitura, da matemática” e até “das coisas básicas, como ir às compras”. Diariamente, as jovens do bairro do Olival não só enriquecem os seus conhecimentos, como quebram barreiras, sem nunca deixar de lado a sua cultura. “Já se começa a ver o incentivo das mães para elas frequentarem a escola”, refere Anabela Oliveira, que encara essa mudança como um sinal positivo para a comunidade. 44. Publicado

Comunidade cigana: Quando a escola chega ao bairro Por Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 12.05.2009 | 12:55 (GMT) Marcadores: Comunidade cigana , Educação , Escolas , Gaia , igualdade No bairro do Olival nasceu uma escola diferente. As jovens de etnia cigana, impedidas de estudar pela tradição, aprendem agora dentro do seu próprio espaço. Algumas já estão casadas, quase todas estão "prometidas". Têm entre 11 e 17 anos e tinham deixado de frequentar a escola, porque a cultura assim o exige. Mas no bairro do Olival, em Vila Nova de Gaia, estas meninas com responsabilidades de adultos, encontram uma nova oportunidade para aprender. Este é o primeiro ano da "Escola no Bairro", uma iniciativa conjunta de várias entidades gaienses que tem como objectivo combater o analfabetismo e absentismo escolar. A ideia foi possível graças à relação de confiança

já existente com as

famílias. O ambiente de cumplicidade entre as onze alunas e a equipa denuncia os quatro anos de trabalho junto da comunidade de etnia cigana residente no bairro. Sandra Nogueira, educadora social, explica ao JPN que o segredo está em "ganhar a confiança dos mais velhos" para conseguir "a dos mais novos", o que, de resto, possibilitou a autorização, por parte dos pais, maridos e sogros, para desenvolver a ideia. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 133/199


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"Foi-se divulgando a intenção de criar o projecto. Fomos pedindo a opinião deles...", declara a psicóloga Joana Lopes, acrescentando que é "fundamental" respeitar a cultura e os valores da comunidade, tentando "nunca invadir ou impor alguma ideia". "A partir do momento em que respeitamos a cultura deles é mais fácil", acrescenta a psicóloga da equipa

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Um projecto com futuro "Escola no Bairro" é um projecto bem sucedido, contando com a participação de todas as raparigas da comunidade que já não iam à escola. Nestas aulas, que decorrem entre as 14 horas e as 17h30 de segunda à sexta, as jovens aprendem não só a ler e a escrever, como também as tarefas domésticas que fazem parte do quotidiano. Até agora tem superado as nossas expectativas, as alunas têm sido bastante assíduas e não têm criado problemas", salienta Andrea Machado, assistente social. A duração do projecto é de dois anos, não esperando as responsáveis que o período seja alargado pois, como refere Joana Lopes, "o objectivo não é continuar infinitamente com o projecto", mas antes "cortar um ciclo de mentalidades, para que se perceba que a escola é algo normal, que não põe em questão a cultura deles". A iniciativa, que partiu da Gaianima, Gaia Social, Agrupamento Vertical das escolas do Olival e Associação de Socorros Mútuos da Associação Nossa Senhora da Esperança de Sandim, é pioneira a nível nacional. No entanto, a equipa considera que esta não é uma solução aplicável em todas as comunidades de etnia cigana, uma vez que é necessário perceber as características de cada comunidade. "Resolvemos combater as necessidades desta população com este projecto. Não significa que da mesma forma combata as necessidades de outra população, ou que funcione", refere Joana Lopes. Segunda Parte:

"Escola no Bairro": uma aprendizagem para a vida Por Daniela Espírito Santo e Verónica Pereira - jpn@icicom.up.pt Publicado: 12.05.2009 | 13:10 (GMT) Marcadores: Comunidade cigana , Educação , Escolas Na sala de aula, num apartamento do bairro do Olival, as onze alunas adquirem competências que aplicam no dia-a-dia. Ao seu ritmo, as jovens aprendem a importância de estudar e "mudam consciências". ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 134/199


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Nas aulas da "Escola no Bairro", aprende-se não só o abecedário, mas, também, coisas tão simples como cozinhar, bordar e gestão doméstica. Para a professora Anabela Oliveira, estas disciplinas "informais" são "introduzidas aos poucos", surgindo da própria vontade demonstrada pelas alunas. O empenho das jovens estudantes é notório, especialmente nas disciplinas ligadas à expressão plástica e ao bordado, áreas que preferem. "Obviamente que se tem de respeitar o ritmo delas, mas trabalham muito bem", refere a professora. Embora com a impaciência própria da idade, as jovens não descuram as regras da sala de aula, que respeitam escrupulosamente. Todos os dias, uma das alunas arruma os objectos utilizados na aula

, antes de regressar a casa.

Os conhecimentos adquiridos todos os dias já começam a ser aplicados no quotidiano. E, quando questionadas acerca do que mais têm vontade de saber, as alunas não têm dúvidas: "aprender a ler as horas". Segundo explica a professora Anabela Oliveira, isso acontece porque as jovens "têm a percepção do que sabiam até entrarem e do que sabem agora", tanto a "nível da leitura, da matemática" e até "das coisas básicas, como ir às compras". Além disso, há sessões informativas sobre, por exemplo, vacinação, sempre ministradas por mulheres. Diariamente, as jovens do bairro do Olival não só enriquecem os seus conhecimentos, como quebram barreiras, sem nunca deixar de lado a sua cultura. "Já se começa a ver o incentivo das mães para elas frequentarem a escola", refere Anabela Oliveira, que encara a mudança como um sinal positivo para a comunidade. Links: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/12/comunidade_cigana_quando_a_escola_chega_a o_bairro.html http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/12/escola_no_bairro_uma_aprendizagem_para_a_ vida.html 45. Original

Portugal propõe à ONU duplicar extensão continental

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O projecto de extensão continental português, ontem entregue à Organização das Nações Unidas (ONU), poderá trazer a Portugal “valor acrescentado”. A proposta de extensão continental apresentada, ontem, em Nova Iorque, à ONU propõe que a área sobre jurisdição portuguesa duplique, o que significa, segundo o director do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), João Coimbra, que o país poderá “encontrar um valor acrescentado” na área adicional. No entanto, João Coimbra salienta que a área de jurisdição para além das 200 milhas possui regras diferentes no que diz respeito à sua exploração. “O país não tem a possibilidade de dispor dos recursos que estão na coluna de água, mas apenas daqueles que estão no solo e no subsolo”, explica. Na prática, esta extensão resultaria no facto de que, sobre “todos os recursos minerais que estão nessa área, mesmo os animais que se deslocam no fundo”, Portugal teria “uma palavra a dizer”. Marta Chantal, docente da Faculdade de Direito, a desenvolver uma tese relacionada com o assunto, é da opinião que esta extensão “tem um imenso significado” para o país, como “afirmação da nossa identidade e vocação marítima”. Outro ponto importante a reter desta extensão seria a ligação que se estabeleceria com as ilhas. “Ficamos ligados, pelo solo e subsolo marinhos, directamente à Madeira e daí aos Açores”. Portugal passa a ter, com esta extensão, explica Marta Chantal, “acesso a recursos vivos e não vivos de valor económico muito significativo”, sendo que estaria, também, a cargo do Estado português, a salvaguarda de “áreas marinhas onde se situam ecossistemas vulneráveis e raros para os quais é internacionalmente reclamada protecção”. 45. Publicado

Portugal quer mais território... debaixo de água Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 14.05.2009 | 21:36 (GMT) Marcadores: Ambiente , Mar , Oceano Atlântico , Portugal Especialistas acreditam que o projecto de extensão da plataforma continental entregue na ONU, poderá trazer "valor acrescentado" ao país. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 136/199


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Num futuro próximo, pode vir a ser possível viajar por terra - ainda que debaixo de água - entre o Porto e o Funchal, sem nunca abandonar o território português. Essa é pelo menos a intenção da proposta de extensão da plataforma continental apresentada por Portugal, na passada terça-feira, à Organização das Nações Unidas (ONU), na qual é sugerido que a área sob jurisdição portuguesa duplique, passando a ser de cerca de 3 milhões de quilómetros quadrados. Para isso, pretende-se provar, através de estudos realizados desde 2005, que a plataforma continental onde se fundeia o país é mais extensa do que o que se pensava, devendo essa extensão ser tomada em linha de conta na contabilização do local onde se inicia a Zona Económica Exclusiva (ZEE). O reconhecimento desta extensão permitiria "unir" as ZEE de Portugal Continental, Açores e a Madeira, aumentando a área sob jurisdição portuguesa. Facto que, segundo o director do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), João Coimbra, representaria "um valor acrescentado" para o país. João Coimbra salienta, porém, que a área de jurisdição para além das 200 milhas possui regras diferentes no que diz respeito à sua exploração. "O país não tem a possibilidade de dispor dos recursos que estão na coluna de água, mas apenas daqueles que estão no solo e no subsolo", explica. Na prática, de acordo com o líder do CIIMAR, esta extensão resultaria no facto de Portugal passar a ter "uma palavra a dizer" sobre "todos os recursos minerais que estão nessa área, mesmo os animais que se deslocam no fundo". Marta Chantal, docente da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, a desenvolver uma tese relacionada com o assunto, é da opinião que esta extensão "tem um imenso significado" para o país, como "afirmação da nossa identidade e vocação marítima". Outro ponto importante a reter desta extensão seria a ligação que se estabeleceria com as ilhas. "Ficamos ligados, pelo solo e subsolo marinhos, directamente à Madeira e daí aos Açores". Portugal passa a ter, com esta extensão, explica Marta Chantal, "soberania sobre recursos vivos e não vivos de valor económico muito significativo", sendo que estaria, também, a cargo do Estado português, a salvaguarda de "áreas marinhas onde se situam ecossistemas vulneráveis e raros para os quais é internacionalmente reclamada protecção".

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Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/14/portugal_quer_mais_territorio_debaixo_de_agu a.html 46. Original

Porto: Oposição critica "impasse" no processo de cedência dos terrenos do Parque da Cidade Situação dos terrenos do Parque da Cidade continua num impasse, afirmam os vereadores Palmira Macedo e Rui Sá, que apontam o dedo a Rui Rio pelo estado do processo. Apesar da satisfação demonstrada pelos utilizadores do Parque da Cidade, os vereadores do PS e CDU apontam o dedo a Rui Rio quanto à gestão do Parque, dando particular ênfase à situação de impasse em que se encontra o processo judicial instaurado contra a CMP. Rui Rio, actual Presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP) não permite a construção no Parque da Cidade, situação aprovada por Nuno Cardoso, que lhe antecedeu na presidência. As empresas proprietárias dos terrenos do Parque, “prometidos” por Nuno Cardoso pedem, então, indemnizações à Câmara, que Rui Rio pretende evitar a todo o custo. Em troca, o actual Presidente da Câmara tenta um acordo extrajudicial que, segundo Palmira Macedo, “está no ponto zero”, pois os empresários pretendem receber a indemnização que pedem (cerca de 168 milhões de euros) e não vêm vantagem em ser recompensados com outros terrenos. “A proposta que iria solucionar o problema não surtiu qualquer efeito”, afirma Palmira Macedo, acrescentando que Rui Rio “está a pagar as consequências” de ter decidido “numa campanha eleitoral” dizer que não aceitaria decisão de Nuno Cardoso. “Não consegue adquirir os terrenos que faltam a não ser através de somas avultadíssimas que nós teremos de pagar”, adverte a vereadora socialista. Segundo a vereadora, os “efeitos perniciosos, sob o ponto de vista ambiental que foram aduzidos [acerca dos terrenos] não fazem nenhum sentido” porque, explica, “o solo, nesse local, está todo impermeabilizado”. “Se ali se tivesse construído com regras, com

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qualidade, não estávamos perante este problema”, declara, acusando Rui Rio de ser pouco “coerente”, pois “não permite a construção de um lado, mas permite do outro”. Crescimento de projectos adjacentes ao Parque é “avulso” O vereador da CDU, Rui Sá, partilha da mesma opinião, mas aponta, também, o dedo ao socialista Nuno Cardoso que assumiu compromissos com as empresas antes de abandonar o cargo. O vereador aponta “responsabilidades muito grandes” a Nuno Cardoso e ao Partido Socialista, por decidirem aprovar o acordo com as empresas “em vésperas da tomada de posse da Câmara, a 8 de Janeiro de 2002”. Quanto à situação de impasse em que se encontra, agora, o processo de resolução do problema, Rui Sá diz que o actual Presidente “apresentou uma solução como milagrosa e que ia resolver o problema definitivamente” e que “ao fim destes 4 meses”, “temos uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”. O vereador salienta, ainda, a situação “lastimável” que ocorre no Parque da Cidade, “com todo o Núcleo Rural do Parque da Cidade, com o restaurante, com a Casa de Chá e com o picadeiro fechados”. Rui Sá acredita que estas infra-estruturas, onde houve um “desinvestimento”, são cruciais “para conseguir criar um pólo de atracção” no Parque da Cidade. Rui Sá deixa, ainda, a advertência de que Rui Rio vai “colocando na periferia do Parque” projectos “que são nitidamente avulsos”. “Parece-me que não há um plano para a área envolvente do Parque e, à medida que algumas coisas vão aparecendo, “chutam-se” para o Parque e vão sendo lá construídas”, declara o vereador. Queimódromo continuará a ser no Parque da Cidade Ricardo Rocha, da Federação Académica do Porto (FAP), garantiu ao JPN que “o Queimódromo permanece exactamente no mesmo sítio”. Apesar do contrato efectuado com a Câmara Municipal do Porto estar a terminar, “não há nada que faça prever” que a Queima das Fitas 2010 terá lugar noutro sítio que não seja o habitualmente denominado “Queimódromo”. “O que acontece é que há quatro anos, quando foi feito o protocolo com a Câmara Municipal, o Dr. Rui Rio achou por bem que não deveria efectuar um protocolo que se ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 139/199


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estendesse para além do tempo do seu mandato”, explica Ricardo Rocha, garantindo que “será negociado um novo protocolo” com quem estiver a chefiar a Câmara Municipal portuense, após as eleições. 46. Publicado

Porto: Oposição critica "impasse" no processo de cedência dos terrenos do Parque da Cidade Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 14.05.2009 | 22:41 (GMT) Marcadores: Ambiente , Câmara do Porto , CDU , Parque da Cidade , Porto , PS Vereadores do PS e da CDU denunciam falha da "solução milagrosa" proposta pela Câmara do Porto. Rui Sá também não poupa críticas à gestão que está a ser feita dos espaços do Parque. O Partido Socialista (PS) e a CDU unem-se nas críticas a Rui Rio. Em causa está o "impasse" a que chegou o processo judicial que envolve a Câmara Municipal do Porto e os proprietários dos terrenos que a autarquia pretende adquirir no Parque da Cidade. "A proposta que iria solucionar o problema não surtiu qualquer efeito", adverte ao JPN a vereadora do PS, Palmira Macedo, acrescentando que a autarquia "não consegue adquirir os terrenos que faltam a não ser através de somas avultadíssimas que todos nós teremos de pagar". Recorde-se que a Câmara Municipal do Porto (CMP) não permite a construção no Parque da Cidade, ao contrário do que havia sido "prometido" durante o mandato do socialista Nuno Cardoso, que antecedeu a Rui Rio na presidência da autarquia. Em resposta, os três actuais proprietários dos terrenos privados do parque (que representam um total de cerca de 170 mil metros quadrados) processaram a Câmara, exigindo indemnizações compensatórias. Para evitar o pagamento, Rui Rio avançou, no início do ano, com um acordo extrajudicial que permitiria à autarquia tornar-se única proprietária dos terrenos no Parque da Cidade. Em troca, a Câmara cederia ao consórcio de empresários vários terrenos e edifícios - avaliados em 43,6 milhões de euros - situados no Campo Alegre, Avenida Nun'Álvares, Aldoar e Rua da Restauração, entre outras zonas da cidade.

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O certo é que o prazo para a concretização do acordo, apontado para 20 de Fevereiro, acabou por se extinguir sem que se chegasse a uma solução. Segundo Palmira Macedo, o processo "está no ponto zero", pois "os empresários pretendem receber a indemnização que pedem e não vêem vantagem em ser recompensados com outros terrenos". Segundo a vereadora, Rui Rio "está a pagar as consequências" de ter decidido "numa campanha eleitoral" dizer que não aceitaria decisão de Nuno Cardoso. "Se ali se tivesse construído com regras, com qualidade, não estávamos perante este problema", declara, acusando Rui Rio de ser pouco "coerente", pois "não permite a construção de um lado do Parque, mas permite do outro". Crescimento de projectos adjacentes ao Parque é “avulso” O vereador da CDU, Rui Sá, partilha da opinião de Palmira Macedo, mas aponta também, o dedo a Nuno Cardoso, que "assumiu compromissos com as empresas antes de abandonar o cargo". O vereador atribui "responsabilidades muito grandes" ao exautarca e ao Partido Socialista, por decidirem aprovar o acordo com as empresas "em vésperas da tomada de posse da Câmara, a 8 de Janeiro de 2002". Quanto ao "impasse" em que se encontra o processo, Rui Sá diz ao JPN que o actual presidente da CMP "apresentou uma solução como milagrosa e que ia resolver o problema definitivamente" e que "ao fim destes 4 meses", "temos uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma". Apesar dos elogios dos utilizadores do Parque da Cidade à gestão levada a cabo pela autarquia, o vereador salienta a situação "lastimável" que ocorre no Parque da Cidade, "com todo o Núcleo Rural do Parque da Cidade, com o restaurante, com a Casa de Chá e com o picadeiro fechados". Rui Sá acredita que estas infra-estruturas, onde houve um "desinvestimento", são cruciais "para se conseguir criar um pólo de atracção" no Parque da Cidade. Rui Sá deixa, ainda, a advertência de que Rui Rio vai "colocando na periferia do Parque" projectos "que são nitidamente avulsos". "Parece-me que não há um plano para a área envolvente do Parque e, à medida que algumas coisas vão aparecendo, "chutam-se" para o Parque e vão sendo lá construídas", declara o vereador. Caixa: Queima das Fitas continuará no Parque da Cidade ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 141/199


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Ricardo Rocha, da Federação Académica do Porto (FAP), garantiu ao JPN que "o Queimódromo permanece exactamente no mesmo sítio". Apesar do contrato efectuado com a Câmara Municipal do Porto estar a terminar, "não há nada que faça prever que a Queima das Fitas 2010 terá lugar noutro sítio que não o Parque da Cidade", informa a FAP. "O que acontece é que há quatro anos, quando foi feito o protocolo com a Câmara Municipal, o Dr. Rui Rio achou por bem que não deveria efectuar um protocolo que se estendesse para além do tempo do seu mandato", explica Ricardo Rocha, garantindo que “será negociado um novo protocolo” com quem estiver a chefiar a Câmara Municipal portuense, após as eleições. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/14/porto_oposicao_critica_impasse_no_processo_ de_cedencia_dos_terrenos_do_parque_da_cidade.html 47. Original

Diabetes: "Morte" das células do pénis causa disfunção eréctil Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto explica por que razão a maioria dos homens diabéticos tem disfunção eréctil durante a sua vida. Um estudo realizado por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), prova que certas células penianas de homens com diabetes “auto-destroemse” quatro vezes mais rapidamente que as de homens saudáveis. Tal como explica, Carla Costa, líder do grupo de investigação, o conjunto de amostras de tecido peniano utilizado abrangia amostras de tecido humano recolhido de homens diabéticos com disfunção eréctil “muito severa” e que “já tinham tentado todo o tipo de tratamentos” e tecido de homens saudáveis, amostras essas recolhidas durante intervenções cirúrgicas. Para a investigação, foram utilizadas amostras de tecido recolhido por Ronald Virag, director do “Centre d‟Explorations et Traitements de l‟Impuissance”, de Paris. Os investigadores utilizaram estes fragmentos de tecidos e estudaram as diferenças na estrutura do tecido peniano entre “diabéticos e „homens-controlo‟”, com o intuito de perceber “se havia alguma explicação para a ocorrência de disfunção eréctil”. Como ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 142/199


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resultado, o estudo revela que as células endoteliais, que formam os vasos e artérias penianas, entram em morte celular quatro vezes mais do que ocorre em homens “nãodiabéticos”. O grande objectivo desta investigação é testar, no futuro, uma nova terapia para reabilitar os vasos do pénis, tratando este problema que afecta os diabéticos. No entanto, segundo Carla Costa, não se pode “falar tanto numa cura, mas numa estratégia preventiva para tratar este tipo de disfunção eréctil nos diabéticos”, sendo que a chave para prevenir este tipo de patologia passa por ter “as glicemias bastante controladas” e fazer “uma boa alimentação”, “para que o metabolismo tenha alguma normalização”. 47. Publicado

Diabetes: "Morte" das células do pénis causa disfunção eréctil Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 20.05.2009 | 15:03 (GMT) Marcadores: Diabetes , FMUP , Medicina Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto explica por que razão a maioria dos homens diabéticos tem disfunção eréctil durante a sua vida. Um estudo realizado por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), conclui que certas células penianas de homens com diabetes "auto-destroemse" quatro vezes mais rapidamente que as de homens saudáveis. Segundo Carla Costa, líder do grupo de investigação, o conjunto de amostras de tecido peniano utilizado abrangia amostras de tecido humano recolhido de homens diabéticos com disfunção eréctil "muito severa" e que "já tinham tentado todo o tipo de tratamentos" e tecido de homens saudáveis, amostras

essas recolhidas durante

intervenções cirúrgicas. Os investigadores utilizaram estes fragmentos de tecidos e estudaram as diferenças na estrutura do tecido peniano entre "diabéticos e 'homens-controlo'", com o intuito de perceber "se havia alguma explicação para a ocorrência de disfunção eréctil". Como resultado

, o estudo revela que as células endoteliais, que formam os vasos e artérias

penianas, entram em morte celular quatro vezes mais do que ocorre em homens "nãodiabéticos".

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O grande objectivo desta investigação é testar, no futuro, uma nova terapia para reabilitar os vasos do pénis, tratando este problema que afecta os diabéticos. No entanto, segundo Carla Costa, não se pode "falar tanto numa cura, mas numa estratégia preventiva para tratar este tipo de disfunção eréctil nos diabéticos". Ao JPN, a investigadora revelou ainda que a "chave para prevenir este tipo de patologia passa por ter "as glicemias bastante controladas" e fazer "uma boa alimentação", "para que o metabolismo tenha alguma normalização". Caixa: Células "importadas" Para a investigação desenvolvida pelos cientistas da FMUP, foram utilizadas amostras de tecido recolhido por Ronald Virag, director do "Centre d'Explorations et Traitements de l'Impuissance", de Paris. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/20/diabetes_morte_das_celulas_do_penis_causa_ disfuncao_erectil.html 48. Original (JPR)

Diabetes: FMUP descobre causa de disfunção eréctil entre diabéticos UM estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto conclui que

as células dos

vasos sanguíneos

penianos morrem

quatro

vezes

mais do que em homens saudáveis, o que explica a razão por detrás da disfunção eréctil que afecta entre 50 a 75% dos homens diabéticos. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto prova por que razão os homens diabéticos têm disfunção eréctil. A investigação conclui que as células do pénis de homens diabéticos entram em morte celular quatro vezes mais do que em homens normais, o que explica o elevado índice de disfunção eréctil entre os homens com diabetes. A líder do grupo de investigação, Carla Costa, explica como foi conduzida a investigação que deu origem a este estudo. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 144/199


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Rm O grupo de investigação da FMUP recebeu um importante contributo do cirurgião francês Ronald Virag, que forneceu as amostras. A especialista em disfunção eréctil, Carla Costa, identifica os tipos de amostras utilizadas na análise. rm Concluída a origem da disfunção eréctil nos diabéticos, Carla Costa defende que, mais do que uma cura para os diabéticos com caso severo de disfunção eréctil, a solução passa pela prevenção. rm O objectivo desta investigação realizada na FMUP é testar, no futuro, uma nova terapia para reabilitar os vasos do pénis, para resolver o problema que afecta entre 50 a 75 por cento dos diabéticos. 48. Publicado

FMUP descobre causa de disfunção eréctil entre diabéticos 20 de Maio de 2009 Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto conclui que as células dos vasos sanguíneos penianos morrem quatro vezes mais do que em homens saudáveis, o que explica a razão por detrás da disfunção eréctil que afecta entre 50 a 75% dos homens diabéticos. http://jpr.icicom.up.pt/2009/05/fmup_descobre_causa_de_disfuncao_er ectil_entre_diabeticos.html Por: Daniela Espírito Santo A disfunção eréctil dos homens diabéticos deve-se à morte das células do pénis. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que prova que a morte da massa celular do pénis dos homens diabéticos é quatro vezes superior do que em homens saudáveis.

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A conclusão explica a forte incidência da disfunção eréctil entre os homens que sofrem de diabetes. À JPR, Carla Costa, a líder do grupo de investigação, explica como foi conduzida a investigação que deu origem a este estudo. Rm O grupo de investigação da FMUP recebeu o contributo do cirurgião francês Ronald Virag, que forneceu as amostras. Especialista em disfunção eréctil, Carla Costa identifica à JPR os tipos de amostras utilizadas na análise. rm Concluída a origem da disfunção eréctil nos diabéticos, Carla Costa defende que, mais do que uma cura para os diabéticos com caso severo de disfunção eréctil, a solução passa pela prevenção. rm O objectivo desta investigação realizada na FMUP é testar, no futuro, uma nova terapia para reabilitar os vasos do pénis, para resolver o problema que afecta entre 50 a 75 por cento dos diabéticos. 49. Original

Marcha da CDU em Lisboa “não é o início da campanha eleitoral” Quem o garante é Ilda Figueiredo, que afirma que a marcha da CDU “é uma marcha de luta, protesto e confiança, anterior à própria campanha eleitoral”. No próximo sábado, dia 23 de Maio, a marcha Protesto, Confiança e Luta! Nova Política -- Uma Vida Melhor", da CDU, tomará de assalto o Saldanha às 15 horas. Ilda Figueiredo não encara a marcha como “início da campanha eleitoral” da CDU, mas antes como “uma marcha de luta, de protesto e de confiança anterior à própria campanha eleitoral”, mas que terá “naturalmente, reflexos na campanha”. Segundo a eurodeputada, em entrevista ao JPN, a marcha reunirá “pessoas que vêm de todo o país para se manifestarem”. O objectivo principal desta marcha é, refere Ilda ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 146/199


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Figueiredo, demonstrar que há “confiança na alternativa, que é possível e urgente” e servirá para “dar resposta aos problemas das populações, para criar emprego com direitos, para acabar com as desigualdades sociais”. 49. Publicado

Marcha da CDU em Lisboa dá o mote mas "não é o início da campanha eleitoral" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.05.2009 | 09:50 (GMT) Marcadores: CDU , Eleições , Política Quem o garante é Ilda Figueiredo, que afirma que a marcha da CDU "é uma marcha de luta, protesto e confiança, anterior à própria campanha eleitoral". No próximo sábado, a marcha "Protesto, Confiança e Luta! Nova Política -- Uma Vida Melhor", da CDU, promete "tomar de assalto" a zona do Saldanha, em Lisboa. Ilda Figueiredo não encara a marcha como "início da campanha eleitoral" da CDU, mas antes como "uma marcha de luta, de protesto e de confiança anterior à própria campanha eleitoral", mas que terá "naturalmente, reflexos na campanha". Segundo a eurodeputada, entrevista pelo JPN, a marcha reunirá "pessoas que vêm de todo o país para se manifestarem". O objectivo principal é demonstrar que há "confiança na alternativa, que é possível e urgente". A pouco mais de duas semanas das eleições Parlamento Europeu, llda Figueiredo acredita ainda que o protesto servirá para "dar resposta aos problemas das populações", no sentido de se "criar emprego com direitos" e "acabar com as desigualdades sociais". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/21/marcha_da_cdu_em_lisboa_da_o_mote_mas_ nao_e_o_inicio_da_campanha_eleitoral.html 50. Original

Nuno Sousa Pereira sucede a Daniel Bessa na liderança da EGP ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 147/199


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A Escola de Gestão do Porto tem novo Dean. Nuno Sousa Pereira assume a liderança, após a saída de Daniel Bessa, antigo Ministro de Economia. Mestre em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), Nuno Sousa Pereira é o novo Presidente da Direcção da EGP. No “palmarés” do mestre em Economia pela FEP, inclui-se um doutoramento pela Universidade da Pensilvânia e uma pós-graduação pela Weatherhead School. Nuno Sousa Pereira é, ainda, director da divisão portuguesa do Banco Europeu de Investimento e ocupa um lugar de relevo junto do Ministério das Finanças. Nuno Sousa Pereira sucede, assim, a Daniel Bessa, que anunciou a sua intenção de deixar a presidência da Escola de Negócios da UP em Novembro do ano passado. (link)

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Nuno Sousa Pereira sucede a Daniel Bessa na liderança da EGPUPBS Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.05.2009 | 14:40 (GMT) Marcadores: Economia , EGP A Escola de Gestão do Porto tem novo Dean. Nuno Sousa Pereira assume a liderança, após a saída de Daniel Bessa, antigo Ministro de Economia. O economista Nuno Sousa Pereira é o novo Presidente da Direcção da EGP - University of Porto Business School (EGP-UPBS). Mestre em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), Nuno Sousa Pereira conta no currículo com um doutoramento pela Universidade da Pensilvânia e uma pós-graduação pela Weatherhead School. É ainda director da divisão portuguesa do Banco Europeu de Investimento e ocupa um lugar de relevo junto do Ministério das Finanças. Nuno Sousa Pereira sucede, assim, a Daniel Bessa, que anunciou a sua intenção de deixar a presidência da Escola de Negócios da UP, em Novembro do ano passado.

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Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/21/nuno_sousa_pereira_sucede_a_daniel_bessa_n a_lideranca_da_egpupbs.html 51. Original

Musical “Gota D’Água”: Chico Buarque à flor da pele no Porto O Coliseu do Porto estava cheio para receber o musical de Chico Buarque, “Gota D’Água”, que estreou em Portugal a 1 de Maio, em Guimarães. A obra, adaptação da tragédia de Eurípides, “Medeia”, esteve em digressão pelo país, passando pelo Porto a 20 de Maio. Para a receber, um Coliseu do Porto repleto, que riu, chorou e vibrou com a história de Joana, mãe pobre de dois filhos, abandonada pelo marido Jasão, que a troca por Alma, a filha de um rico proprietário. A actriz carioca Izabella Bicalho, que actua como a protagonista Joana, recebeu fortes aplausos no fim da apresentação. “O mais difícil é fazer as cenas de briga, em que eu falo e berro, e logo em seguida tenho que cantar. Precisei elaborar a minha técnica para poder realizar bem esse papel”, explica a actriz. O espectáculo, que retrata a realidade brasileira dos anos 70, altura em que Chico Buarque e Paulo Pontes iniciaram a adaptação, já ganhou vários prémios no Brasil, onde estreou em 2007. A apresentação mais “calorosa” da temporada em Portugal Depois de quase três horas de espectáculo, eram muitos os comentários nos bastidores de que a apresentação no Porto “foi um dos espectáculos mais bonitos durante essa digressão em Portugal”, como afirma a actriz Maíra Kestenberg, que interpreta a Alma, noiva de Jasão e filha do rico proprietário. Para o actor Luca de Castro, que também é cineasta e director de telenovelas no Brasil, “no Rio de Janeiro, a gente tinha uma diversidade de público, mas o público não era tão caloroso quanto o daqui. Hoje foi emocionante, antes de acabar a primeira música, já estavam aplaudindo”, comenta. “O público do Porto é muito emotivo, é mais coração”, ressalva Castro. O actor Cláudio Lins, cujos pais são os reconhecidos artistas brasileiros Lucinha Lins e Ivan Lins, ressalva que “todos nós [actores] ficamos muito emocionados, a reacção do

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público aqui foi ainda mais incrível do que a que já estávamos vendo nos outros lugares em que passamos”, afirma. A espectadora Alexandra Calafiori acompanha o espectáculo desde o seu início e ressalva que “o Porto teve uma das apresentações mais orgánicas realizadas até hoje, muito à flor da pele”, comenta. “O público foi rápido para entender toda uma literatura que é feita sobre os costumes do Rio de Janeiro. Às vezes, piadas que não funcionam lá [no Brasil] funcionam aqui, acho que porque aqui existe um nível cultural muito bacana”, afirma o actor Lorenzo Martin, que interpreta o “gigolô” na história. Maíra Kestenberg ainda completa: “é muito bom mostrar que o nosso país, que os nossos actores têm competência, têm talento. Eu tenho muito orgulho de comover pessoas de culturas diferentes e provar a nossa capacidade na arte”. 51. Publicado

“Gota D’Água”: Chico Buarque "à flor da pele" no Porto Por Daniela Espírito Santo e Manaíra Aires - jpn@icicom.up.pt Publicado: 22.05.2009 | 18:26 (GMT) Marcadores: Brasil , Coliseu , Música , Porto , Teatro O Coliseu do Porto recebeu a mais "calorosa" apresentação em Portugal do espectáculo "Gota d'Água", de Chico Buarque. Foi um Coliseu do Porto totalmente cheio aquele que, na passada quarta-feira, riu, chorou e vibrou ao som de “Gota D‟Água”. o musical de Chico Buarque em digressão por Portugal, desde o passado dia 1 de Maio. A obra, adaptada da tragédia de Eurípides, “Medeia”, conta a história de Joana, mãe pobre de dois filhos, abandonada pelo marido Jasão, que a troca por Alma, a filha de um rico proprietário. A actriz Izabella Bicalho, que assume o papel da protagonista , recebeu fortes aplausos no fim da apresentação. “O mais difícil é fazer as cenas de briga, em que eu falo e berro, e logo em seguida tenho que cantar. Precisei de elaborar a minha técnica para poder realizar bem esse papel”, explica "Joana" ao JPN. O espectáculo retrata a realidade brasileira dos anos 70, altura em que Chico Buarque e Paulo Pontes escreveram a peça com várias referências à ditadura. A nova versão, dirigida por João Fonseca, já ganhou vários prémios no Brasil, onde estreou em 2007. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 150/199


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A apresentação mais “calorosa” em Portugal Depois de quase três horas de espectáculo, eram muitos os comentários nos bastidores de que a apresentação no Porto “foi um dos espectáculos mais bonitos durante a digressão em Portugal”, como afirma a actriz Maíra Kestenberg, que interpreta a Alma, noiva de Jasão e filha do rico proprietário. “No Rio de Janeiro, a gente tinha uma diversidade de público, mas o público não era tão caloroso quanto o daqui. Hoje foi emocionante, antes de acabar a primeira música, já estavam aplaudindo”, comenta por sua vez o actor Luca de Castro. “O público do Porto é muito emotivo, é mais coração”, ressalva o também cineasta e director de telenovelas. Já actor Cláudio Lins, cujos pais são os reconhecidos artistas brasileiros Lucinha Lins e Ivan Lins, destaca que todos os actores estavam "muito emocionados. A reacção do público aqui foi ainda mais incrível do que a que já estávamos vendo nos outros lugares em que passamos”, afirma. Entre o público, Alexandra Calafiori acompanha o espectáculo desde o seu início e ressalva que “o Porto teve uma das apresentações mais orgánicas realizadas até hoje, muito à flor da pele”, comenta. “O público foi rápido a entender toda uma literatura que é feita sobre os costumes do Rio de Janeiro. Às vezes, piadas que não funcionam lá [no Brasil] funcionam aqui, acho que porque aqui existe um nível cultural muito bom”, remata o actor Lorenzo Martin, que interpreta o “gigolô” na história. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/22/gota_dagua_chico_buarque_a_flor_da_pele_no _porto.html 52. Original

ONU: Portugal integra Comissão que reflecte sobre a "Sociedade da Informação" Portugal eleito para a comissão da ONU sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD). Luís Magalhães, que representará

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Portugal na comissão, vê participação como uma “oportunidade excelente” para o país. Portugal fará parte da Comissão sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, da ONU. Esta comissão servirá para “aconselhamento de alto nível” do Conselho Económico e Social (ECOSOC) e da própria Assembleia Geral da ONU sobre Ciência e Tecnologia. Portugal integra o grupo de países que representa o Ocidente, do qual fazem parte mais 6 países europeus (Alemanha, Áustria, Bélgica, Finlândia, Suíça e Turquia) e os Estados Unidos da América, Israel e Turquia. O representante português será Luís Magalhães, Presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), que estará presente na 12ª sessão, que decorrerá entre 25 e 29 de Maio e que tem por tema a sociedade da Informação. Luís Magalhães, representante português na Comissão, explica a “concentração particular” na temática da sociedade da informação pela “particular importância que tem hoje em dia” e pelo “momento que atravessa”. Para Luís Magalhães, que representará Portugal nesta Comissão, as políticas relacionadas com a ciência e a tecnologia são “extremamente importantes” hoje em dia, referindo que a importância da temática analisada na sessão onde estará presente “é enorme”, tendo em conta que “grande parte das oportunidades” para o “progresso”, tanto de países desenvolvidos como de países em desenvolvimento “têm a ver com a tecnologia”. Nesse sentido, o presidente da UMIC entende que a importância da presença de Portugal nesta comissão é igualmente “enorme”, pois é “uma oportunidade excelente” para “Portugal participar e contribuir para o aconselhamento nesta área”. A participação dos países é feita em representação de regiões do mundo, integrando Portugal o Ocidente, sendo que cada mandato tem a duração de quatro anos. 52. Publicado

ONU: Portugal integra Comissão que reflecte sobre a "Sociedade da Informação"

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Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 22.05.2009 | 19:20 (GMT) Marcadores: Informação , Mundo , ONU , País , Portugal , Tecnologia Portugal eleito para a Comissão da ONU sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento. Luís Magalhães, que representa o país no órgão, vê participação como uma "oportunidade excelente". Portugal fará parte da Comissão sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD) da ONU (Organização das Nações Unidas). Um órgão que se encarrega do "aconselhamento de alto nível" do Conselho Económico e Social (ECOSOC) e da própria Assembleia Geral da ONU sobre Ciência e Tecnologia. Portugal integra o grupo de países que representa o Ocidente, ao lado de mais seis países europeus - a Alemanha, a Áustria, a Bélgica, a Finlândia, a França e a Suíça -, dos Estados Unidos da América, de Israel e da Turquia. O presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), Luís Magalhães, será o representante português e, por isso, vai marcar presença na 12.ª sessão da CSTD, que decorre entre 25 e 29 de Maio, atendendo ao tema a "Sociedade da Informação". Em declarações ao JPN, Luís Magalhães, justifica a "concentração particular" na temática da sociedade da informação pela "importância que tem hoje em dia" e pelo "momento que [esta] atravessa". Para o responsável, as políticas relacionadas com a Ciência e a Tecnologia são "extremamente importantes" hoje em dia, o que faz com que a temática da sessão tenha uma importância "enorme", já que "grande parte das oportunidades" para o "progresso" dos países "têm a ver com a tecnologia". Nesse sentido, o presidente da UMIC sublinha a importância da presença de Portugal nesta comissão, pois trata-se de "uma oportunidade excelente" para o país "participar e contribuir para o aconselhamento nesta área". Cada país participante enquadra-se numa região. Portugal integra-se no Ocidente, ao lado de mais nove países. Cada mandato tem a duração de quatro anos. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/22/onu_portugal_integra_comissao_que_reflecte_s obre_a_sociedade_da_informacao_.html ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 153/199


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53. Original

Maria Rita faz o público sambar no Coliseu do Porto Pela segunda vez em Portugal com o álbum "Samba Meu", a cantora brasileira faz o público abandonar os seus lugares sentados para "cair no samba". Apesar do atraso de mais de meia hora e de ter um Coliseu “a meio gás”, Maria Rita viu os espaços vazios serem ocupados pelo samba, com o público a abandonar os seus lugares sentados para dançar nos corredores próximos ao palco. Pela segunda vez em Portugal com o álbum “Samba Meu”, a cantora disse que se sente “em casa” quando está em Portugal e que o público português sempre consegue emocioná-la. “A primeira vez que vim ao Coliseu, eu senti o palco tremer. Achei que era um terramoto, mas não, eram as pessoas que batiam os pés no chão e pediam bis”, comenta a cantora. “Toda vez que a gente vem ao Porto fica com uma boa recordação. É o melhor público de Portugal, aqui é a nossa casa”, comenta o percussionista André Sequeira. O que não faltou na apresentação foi o ritmo do samba de raiz, daqueles bem cariocas. As canções “Cara Valente” (que voltou a ser tocada no encore), “Brasileira”, “Não Deixe o Samba Morrer” e “Encontros e Despedidas” marcaram alguns dos momentos altos do concerto de sexta-feira, 22. “Eu adorei, sou brasileira e o show matou um pouco das saudades de minha terra. O samba me remete imediatamente ao Brasil. Achei o público muito animado”, comenta a estudante de mestrado Michele Borges. Recém-chegada de uma digressão pela ilha de Tenerife, na Espanha, e por Amesterdão, na Holanda, Maria Rita apresentou um figurino com roupas curtas, coloridas e brilhantes. A atmosfera era de descontracção e o que não faltou foram brincadeiras com os estereótipos: “Porque nem toda feiticeira é corcunda e nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem”, dizia a letra da música “Brasileira”.

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Em 2004, Maria Rita recebeu seis indicações para o Grammy Latino, vencendo como revelação do ano, melhor disco de MPB e melhor canção brasileira com a música “A Festa”, de Milton Nascimento. 53. Publicado

Música: Maria Rita fez sambar o Coliseu do Porto Por Daniela Espírito Santo e Manaíra Aires - jpn@icicom.up.pt Publicado: 25.05.2009 | 14:11 (GMT) Marcadores: Brasil , Coliseu , Concertos , música Pela segunda vez em Portugal com o álbum "Samba Meu", a cantora brasileira faz o público abandonar os seus lugares sentados para "cair no samba". Apesar do atraso de mais de meia hora e de ter um Coliseu “a meio gás”, Maria Rita viu o público abandonar os seus lugares sentados para dançar nos corredores próximos ao palco. Pela segunda vez em Portugal com o álbum “Samba Meu”, a cantora confessou sentir-se “em casa”, mostrando-se "emocionada" com a recepção do público português. “A primeira vez que vim ao Coliseu, eu senti o palco tremer. Achei que era um terramoto, mas não, eram as pessoas que batiam os pés no chão e pediam bis”, comentou a cantora ao JPN. “Toda a vez que a gente vem ao Porto fica com uma boa recordação. É o melhor público de Portugal, aqui também é a nossa casa”, comenta o percussionista André Sequeira. O que não faltou na apresentação foi o ritmo do samba de raiz bem carioca. As canções “Cara Valente” (que voltou a ser tocada no encore), “Brasileira”, “Não Deixe o Samba Morrer” e “Encontros e Despedidas” marcaram alguns dos momentos altos do concerto da passada sexta-feira. “Eu adorei, sou brasileira e o show matou um pouco das saudades de minha terra. O samba remete-me, imediatamente, ao Brasil. Achei o público muito animado”, comenta a estudante de mestrado Michele Borges. Recém-chegada de uma digressão pela ilha de Tenerife, na Espanha, e por

Amesterdão, na Holanda, Maria Rita apresentou um figurino com roupas curtas, ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 155/199


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coloridas e brilhantes. A atmosfera era de descontracção e o que não faltou foram brincadeiras com os estereótipos: “Porque nem toda feiticeira é corcunda e nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem”, dizia a letra da música “Brasileira”. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/25/musica_maria_rita_fez_sambar_o_coliseu_do_ porto.html 54. Original Universidade do Povo sem apoio da ONU A Universidade do Povo não pertence à ONU. Quem o garante é o representante de Portugal na Comissão da ONU sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, Luís Magalhães.

Apesar das notícias, que apontavam a Organização das Nações Unidas como apoiante do projecto Universidade do Povo, o representante de Portugal na Comissão da ONU que debaterá a Sociedade da Informação garante que tal apoio não existe.

Luís Magalhães, que representa Portugal na Comissão sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD) da ONU, salienta que a Universidade “ainda não se encontra certificada” e “não atribui diplomas”, pelo menos para já.

A confusão poderá ter sido causada pelo facto do fundador “integrar o Conselho Executivo da Aliança Global da ONU sobre Tecnologia de Comunicação e Desenvolvimento”. Luís Magalhães garante, no entanto, que a medida não pertence à Aliança e que a ONU “não tem ligação” com a Universidade do Povo. “Não há ligação, até porque a ONU já tem uma universidade”, acrescenta Luís Magalhães, referindo-se à Universidade das Nações Unidas. http://www.unu.edu/

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“É uma iniciativa do israelita Shai Reshef que resolveu iniciar uma universidade com acesso gratuito através do e-learning, e em que a maioria dos professores são voluntários”, especifica Luís Magalhães, também presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC).

A Universidade do Povo www.uopeople.org assume-se como a primeira universidade global online e de matrícula gratuita. Pretende colmatar brechas internacionais em matéria de educação, com o recurso às novas tecnologias. 54. Publicado

Universidade do Povo não conta com o apoio da ONU Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 25.05.2009 | 17:01 (GMT) Marcadores: Educação , Internet , ONU , Universidade Universidade do Povo não pertence à ONU. Quem o garante é o representante de Portugal na Comissão da ONU sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, Luís Magalhães. Apesar das recentes notícias, que apontam a Organização das Nações Unidas (ONU) como apoiante do projecto Universidade do Povo, o representante de Portugal na Comissão da ONU que vai reflectir sobre a Sociedade da Informação garante que tal apoio não existe. Luís Magalhães, que representa Portugal na Comissão sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD) da ONU, salienta que a Universidade do Povo "ainda não se encontra certificada" e que "não atribui diplomas", pelo menos para já. A confusão poderá ter sido causada pelo facto de o fundador da Universidade, que se assume como a primeira gratuita, global e online, "integrar o Conselho Executivo da Aliança Global da ONU sobre Tecnologia de Comunicação e Desenvolvimento". Luís Magalhães garante, no entanto, que a iniciativa não pertence à Aliança e que a ONU "não tem ligação" com a Universidade do Povo. "Não há ligação, até porque a ONU já tem uma universidade", acrescenta Luís Magalhães, referindo-se à Universidade das Nações Unidas. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 157/199


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"É uma iniciativa do israelita Shai Reshef que resolveu iniciar uma universidade com acesso gratuito através do e-learning e em que a maioria dos professores são voluntários", especifica Luís Magalhães, também presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC). A Universidade do Povo assume-se como a primeira universidade internacional, com presença online e de matrícula gratuita. Pretende colmatar lacunas internacionais em matéria de educação, com o recurso às novas tecnologias. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/25/universidade_do_povo_nao_conta_com_o_apoi o_da_onu.html 55. Original

Dias Loureiro renuncia ao cargo de conselheiro de Estado Semanário “Sol” avança com renúncia de Dias Loureiro ao cargo de Conselheiro de Estado, em audiência com Presidente da República. Edição online do semanário “Sol” avança com a informação de que o ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios, Manuel Dias Loureiro, apresentou, ao início da tarde de hoje, a renúncia ao cargo que ocupava de conselheiro de Estado, em audiência com Cavaco Silva, Presidente da República. Dias Loureiro irá, também, pedir ao Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, para ser ouvido em relação ao processo do Banco Português de Negócios (BPN). Esta decisão ocorre após as declarações do antigo presidente do Banco, Oliveira e Costa, ontem, na Assembleia da República, durante a comissão de inquérito à nacionalização do BPN. 55. Publicado

Dias Loureiro renuncia ao cargo de conselheiro de Estado Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 27.05.2009 | 17:06 (GMT) Marcadores: Bancos , Economia , País ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 158/199


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SIC Notícias avança com renúncia de Dias Loureiro ao cargo de conselheiro de Estado. Pedido terá sido feito hoje, em audiência com Presidente da República. O ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios, Manuel Dias Loureiro, renunciou, esta quarta-feira, ao cargo que ocupa de conselheiro de Estado. A informação foi avançada pela SIC Notícias. O pedido terá sido feito ao início da tarde, em audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva. Dias Loureiro irá também pedir ao Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, para ser ouvido em relação ao processo do Banco Português de Negócios (BPN). Esta decisão surge depois das declarações do antigo presidente do BPN, Oliveira e Costa, que esta terça-feira, na Assembleia da República, acusou Dias Loureiro de ter mentido sobre negócios da instituição. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/27/dias_loureiro_renuncia_ao_cargo_de_conselhei ro_de_estado.html 56. Original

Senhor de Matosinhos: Divertimento sobrepõe-se a insegurança O JPN foi conhecer os principais cartões-de-visita da romaria. Mesmo depois do acidente no “Gelo”, o carrossel continua a ser atracção no Senhor de Matosinhos. Há praticamente duas semanas a funcionar, a romaria do Senhor de Matosinhos tem atraído vários visitantes. Barraquinha do Padre Grilo, Feira de Artesanato, doces e divertimentos são as principais atracções para miúdos e graúdos. Já nos divertimentos, após o incidente no carrossel o “Gelo”, a insegurança não se faz sentir. Os jovens continuam motivados e voltam a andar num dos carrosséis mais requisitados nas noites da festa. “Nós até ficamos admirados por chegarmos aqui e vermos as pessoas a andarem como se nada se tivesse passado”, revela Cátia Fonseca, jovem que costuma frequentar o

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parque de diversões do Senhor de Matosinhos. Já Filipe Ferreira, tem “algum receio, mesmo até se não tivesse acontecido”, mas revela que pretende continuar a andar. “Não há-de acontecer todos os dias”, diz Célia Oliveira, outra visitante da festa matosinhense, que revela não deixar de frequentar o “Gelo”. “Padre Grilo”: a tradição do Senhor de Matosinhos “Esta é a tômbola mais antiga e já é tradição no Senhor de Matosinhos”, refere Jacinta Silva, membro da Direcção da instituição de solidariedade social “Padre Grilo”. Todas as noites, atraídas pela promessa de prémio, as famílias que passam pela Tômbola, compram as senhas. O que também já começa a ser tradição no Senhor de Matosinhos é a feira de artesanato. Artesãos de todo o país juntam-se nas barracas, chamando a atenção de quem passa. Quem o confirma é o artesão M. Macedo, que entende que está “é a cidade do país com mais admiradores”. “As pessoas gostam de ver trabalhar ao vivo”, acrescenta. As Festas do Senhor de Matosinhos prolongam-se até dia 7 de Junho. 56. Publicado

Vídeo: Divertimento faz esquecer insegurança no Senhor de Matosinhos Por Daniela Espírito Santo e Renata Silva- jpn@icicom.up.pt Publicado: 29.05.2009 | 22:23 (GMT) Marcadores: Artesanato , Matosinhos , Segurança O JPN foi conhecer os principais cartões-de-visita da romaria. Mesmo depois do acidente no "Gelo", o carrossel continua a ser atracção no Senhor de Matosinhos. Há praticamente duas semanas a funcionar, a romaria do Senhor de Matosinhos tem atraído vários visitantes. Barraquinha do Padre Grilo, Feira de Artesanato, doces e divertimentos são as principais atracções para miúdos e graúdos. Já nos divertimentos, após o incidente no carrossel o "Gelo", a insegurança não se faz sentir. Os jovens continuam motivados e voltam a andar num dos carrosséis mais requisitados nas noites da festa. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 160/199


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"Nós até ficamos admirados por chegarmos aqui e vermos as pessoas a andarem como se nada se tivesse passado", revela Cátia Fonseca, jovem que costuma frequentar o parque de diversões do Senhor de Matosinhos. Já Filipe Ferreira, tem "algum receio, mesmo até se não tivesse acontecido", mas revela que pretende continuar a andar. "Não há-de acontecer todos os dias", diz Célia Oliveira, outra visitante da festa matosinhense, que revela não deixar de frequentar o "Gelo". "Padre Grilo": a tradição do Senhor de Matosinhos "Esta é a tômbola mais antiga e já é tradição no Senhor de Matosinhos", refere Jacinta Silva, membro da Direcção da instituição de solidariedade social "Padre Grilo". Todas as noites, atraídas pela promessa de prémio, as famílias que passam pela Tômbola, compram as senhas. O que também já começa a ser tradição no Senhor de Matosinhos é a feira de artesanato. Artesãos de todo o país juntam-se nas barracas, chamando a atenção de quem

passa.

Quem o confirma é o artesão M. Macedo, que entende que está "é a cidade do país com mais admiradores". "As pessoas gostam de ver trabalhar ao vivo", acrescenta. As Festas do Senhor de Matosinhos prolongam-se até dia 7 de Junho. Vídeo: http://jpn.icicom.up.pt/video/video/senhordematosinhos_JPN.flv Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/29/video_divertimento_faz_esquecer_inseguranca _no_senhor_de_matosinhos.html

Trabalhos publicados depois do final do estágio: 57. Original

Gripe A: Confirmado primeiro caso no Porto Segundo caso do vírus H1N1 em Portugal confirmado. O doente encontrase internado no Hospital de S. João.

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A ministra da Saúde, Ana Jorge, confirma o segundo caso de Gripe A em território português. O doente de 33 anos voltou ao Porto este fim-de-semana, vindo dos Estados Unidos da América via Frankfurt, refere a Agência Lusa. Segundo a ministra, o paciente está "clinicamente bem". O indivíduo, do sexo masculino, encontra-se internado no Hospital de S. João, como forma de prevenir o contágio. Recorde-se que o hospital portuense é o único da Região Norte habilitado a tratar casos de gripe A e é para ele que todos os casos suspeitos são encaminhados. (link) O primeiro caso de Gripe A foi confirmado a 4 de Maio, em Lisboa. A mulher, de 31 anos, tinha visitado o México pouco antes de manifestar os sintomas da doença. (link) O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 29 de Maio, declara que a Gripe A já infectou 15.510 pessoas, em 53 países, vitimando 99 pessoas. A OMS mantém o actual nível de alerta pandémico no nível 5. 57. Publicado

Gripe A: Confirmado primeiro caso no Porto Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 01.06.2009 | 19:47 (GMT) Marcadores: Hospital S. João , País , Porto , Portugal , Saúde Segundo caso do vírus H1N1 em Portugal confirmado. Doente encontra-se internado no Hospital de S. João. A ministra da Saúde, Ana Jorge, confirmou, esta segunda-feira, a existência dos segundo caso de Gripe A em território português. O doente de 33 anos voltou ao Porto este fim-de-semana, vindo dos Estados Unidos da América via Frankfurt, refere a agência Lusa. Segundo a ministra, o paciente está "clinicamente bem". O indivíduo, do sexo masculino, encontra-se internado no Hospital de S. João, como forma de prevenir o contágio. Recorde-se que o hospital portuense é o único da região

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Norte habilitado a tratar casos de Gripe A. É para lá que todos os casos suspeitos são encaminhados. O primeiro caso de Gripe A foi confirmado a 4 de Maio, em Lisboa. A mulher, de 31 anos, tinha visitado o México pouco antes de manifestar os sintomas da doença. O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 29 de Maio, declara que a Gripe A já infectou mais de 15 mil pessoas, em 53 países, vitimando 99 pessoas. Actualmente, a OMS mantém o actual nível de alerta pandémico no nível 5. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/06/01/gripe_a_confirmado_primeiro_caso_no_porto. html 58. Original

Ilda Figueiredo: "O processo de Bolonha foi uma má aposta" Em entrevista ao JPN, a “cabeça de lista” da CDU para as Eleições Europeias desde 1999, Ilda Figueiredo, explica por que se candidata, mais uma vez, a um lugar no Parlamento Europeu e critica a forma como o Processo de Bolonha foi implementado em Portugal. O que ainda lhe falta alcançar como deputada europeia? A luta pela defesa dos interesses portugueses e pelos direitos de quem trabalha, pela produção nacional e pelos direitos das mulheres é uma luta constante. Não pára com umas eleições. Eu sou novamente candidata porque o meu partido e a CDU me convidaram para voltar a assumir as funções de deputada no Parlamento Europeu, e aceitei porque esta luta está longe de ter terminado. E se a população portuguesa confiar na CDU, nas lutas que fazemos contra as injustiças sociais e a defesa do emprego com direitos e de uma Europa de paz, de cooperação, de progresso social, naturalmente que é essa a actividade que continuarei a defender com a mesma firmeza, determinação e coragem que me conhecem. Tendo em conta a corrente situação económica europeia, que medidas pretende ver aplicadas na Economia a nível europeu?

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Defendo uma ruptura com a actual política neoliberal da União Europeia, porque só com uma política diferente é possível evitar as crises que estamos a viver. E, por isso, nós dizemos que é fundamental acabar com as liberalizações. É fundamental defender a produção. É fundamental acabar com o pacto de estabilidade e a estratégia de Lisboa e aprovar o verdadeiro pacto, o programa de desenvolvimento económico e social que permita dar prioridade a três áreas básicas: a defesa da produção, a criação de emprego com direitos e o combate às desigualdades sociais através do funcionamento adequado dos serviços públicos, de melhores salários, de melhor redistribuição de riqueza, incluindo a melhoria das pensões e reformas, e valorizando os salários de quem trabalha. De que forma é que Portugal pode reforçar o seu papel junto das esferas da União Europeia? Também isso implicava uma profunda alteração nas regras que existem na União Europeia, mas mesmo no actual quadro, com mais deputados da CDU é possível levar ao Parlamento Europeu as propostas que aqui se fazem, levando ao Parlamento Europeu os problemas, as aspirações e as propostas na defesa da nossa indústria, da nossa agricultura e das nossas pescas, mas igualmente dando particular atenção à educação, ao Ensino Superior, à investigação e à inovação, que são áreas fundamentais para o desenvolvimento do país. Um ano depois da implementação do Tratado de Bolonha, que balanço é que faz desta nova etapa do Ensino Superior em Portugal? Lamentavelmente, em Portugal, o que se está a passar com o ensino e, em particular, com o Ensino Superior, é muito triste. Tenho reunido com dirigentes de algumas universidades, responsáveis do ensino em Portugal e em diferentes zonas do país, e chego à conclusão que o Governo não só está a desinvestir no Ensino Superior e na investigação em Portugal, como não está a apoiar as propostas que têm sido feitas para melhorar equipamentos e programas, rejeitando, inclusivamente, candidaturas de universidades aos programas comunitários e conduzindo ao encerramento de pólos universitários do Ensino Público. O projecto de Bolonha foi uma má aposta, como é óbvio, pelo menos na forma como o concretizaram, porque o que visam com a aplicação do projecto em Portugal é só obrigar os alunos e as suas famílias a pagar a formação superior para completar os

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estudos que deviam ser acessíveis a todos e que se tornam impossíveis para uma boa parte dos nossos jovens em Portugal. Na prática, com este processo de Bolonha, está novamente a proceder-se à etilização do Ensino Superior. O que é ser europeu? Qualquer pessoa que nasça em Portugal é europeia, porque Portugal está na Europa e sempre esteve. Desde que existe Portugal, que quem é português também é europeu, por isso eu considero-me uma cidadã portuguesa, uma cidadã europeia, uma cidadã do Mundo. O que nos define como europeus é ter nascido na Europa. São mais de 30 países que constituem esta área geográfica e não apenas os países da União Europeia. O que diferencia a candidatura da CDU da dos restantes candidatos? Nós somos a única candidatura que aposta na defesa dos interesses nacionais, porque isso é essencial para defender a nossa produção e o emprego com direitos para a nossa população, porque a questão da soberania nacional é uma questão central na nossa capacidade de negociação na Europa, dos direitos que temos a produzir de acordo com os nossos interesses. Por isso nós defendemos que se respeite o princípio de estados soberanos e iguais em direitos e defendemos o aprofundamento da democracia contra o federalismo e contra o directório das grandes potências, que querem impor as regras dos grupos económicos e financeiros a toda a gente, para facilitar a concentração da riqueza à custa da exploração de quem trabalha e cuja participação na vida económica do país é fundamental para o nosso desenvolvimento e progresso social. Mas, igualmente, nós apostamos na defesa de uma outra Europa, Europa de paz, de cooperação, de diversidade de culturas, pelo respeito, naturalmente, pela identidade de cada povo, pugnando nós sempre pela promoção da língua e da cultura portuguesas. 58. Publicado

Ilda Figueiredo: "O processo de Bolonha foi uma má aposta" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 03.06.2009 | 18:49 (GMT) Marcadores: CDU , Eleições , Europa , PCP , Política Em entrevista ao JPN, Ilda Figueiredo explica por que se candidata, mais uma vez, pela CDU a um lugar no Parlamento Europeu. A comunista critica ainda a implementação do Processo de Bolonha em Portugal. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 165/199


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Deputada em Bruxelas desde 1999, Ilda Figueiredo prepara-se para mais um mandato no Parlamento Europeu. Aos 60 anos, a cabeça de lista da CDU às eleições de 7 de Junho exerce, ainda, o cargo de vereadora na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. É

também

vice-presidente

do

Grupo

Confederal

da

Esquerda

Unitária

Europeia/Esquerda Verde Nórdica e da Comissão de Emprego e Assuntos Sociais. O que ainda lhe falta alcançar como deputada europeia? A luta pela defesa dos interesses portugueses e pelos direitos de quem trabalha, pela produção nacional e pelos direitos das mulheres é uma luta constante. Não pára com umas eleições. Eu sou novamente candidata porque o meu partido e a CDU me convidaram para voltar a assumir as funções de deputada no Parlamento Europeu. Aceitei porque esta luta está longe de ter terminado. E, se a população portuguesa confiar na CDU, nas lutas que fazemos contra as injustiças sociais e pela defesa do emprego com direitos e de uma Europa de paz, de cooperação, de progresso social, naturalmente que é essa a actividade que continuarei a defender com a mesma firmeza, determinação e coragem que me conhecem. Tendo em conta a corrente situação económica europeia, que medidas pretende

ver

aplicadas

na

economia

a

nível

europeu?

Defendo uma ruptura com a actual política neoliberal da União Europeia porque só com uma política diferente é possível evitar as crises que estamos a viver. E, por isso, nós dizemos que é fundamental acabar com as liberalizações. É fundamental defender a produção. É fundamental acabar com o Pacto de Estabilidade e a estratégia de Lisboa e aprovar o verdadeiro pacto, o programa de desenvolvimento económico e social que permita dar prioridade a três áreas básicas: a defesa da produção, a criação de emprego com direitos e o combate às desigualdades sociais através do funcionamento adequado dos serviços públicos, de melhores salários, de melhor redistribuição de riqueza, incluindo a melhoria das pensões e reformas e valorizando os salários de quem trabalha. "Defendo uma ruptura com a actual política neoliberal da União Europeia" De que forma é que Portugal pode reforçar o seu papel junto das esferas da União

Europeia?

Também isso implicava uma profunda alteração nas regras que existem na União Europeia, mas mesmo no actual quadro, com mais deputados da CDU é possível levar

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ao Parlamento Europeu as propostas que aqui se fazem, levando os problemas, as aspirações e as propostas na defesa da nossa indústria, da nossa agricultura e das nossas pescas, mas igualmente dando particular atenção à educação, ao Ensino Superior, à investigação e à inovação, que são áreas fundamentais para o desenvolvimento do país. Um ano depois da implementação do Tratado de Bolonha, que balanço é que

faz

desta

nova

etapa

do

Ensino

Superior

em

Portugal?

Lamentavelmente, em Portugal, o que se está a passar com o ensino e, em particular, com o Ensino Superior, é muito triste. Tenho reunido com dirigentes de algumas universidades, responsáveis do ensino em Portugal e em diferentes zonas do país e chego à conclusão que o Governo, não só está a desinvestir no Ensino Superior e na investigação em Portugal, como não está a apoiar as propostas que têm sido feitas para melhorar equipamentos e programas, rejeitando, inclusivamente, candidaturas de universidades aos programas comunitários e conduzindo ao encerramento de pólos universitários do ensino público. O projecto de Bolonha foi uma má aposta, como é óbvio, pelo menos na forma como o concretizaram porque o que visam com a aplicação do projecto em Portugal é só obrigar os alunos e as suas famílias a pagar a formação superior para completar os estudos que deviam ser acessíveis a todos e que se tornam impossíveis para uma boa parte dos nossos jovens em Portugal. Na prática, com este processo de Bolonha, está novamente a proceder-se à elitização do Ensino Superior. O que é ser europeu? Qualquer pessoa que nasça em Portugal é europeia porque Portugal está na Europa e sempre esteve. Por isso, eu considero-me uma cidadã portuguesa, uma cidadã europeia, uma cidadã do Mundo. O que nos define como europeus é ter nascido na Europa. São mais de 30 países que constituem esta área geográfica e não apenas os países da União Europeia. O que diferencia a candidatura da CDU da dos restantes candidatos? Nós somos a única candidatura que aposta na defesa dos interesses nacionais porque isso é essencial para defender a nossa produção e o emprego com direitos para a nossa população, porque a questão da soberania nacional é uma questão central na nossa capacidade de negociação na Europa, dos direitos que temos a produzir de acordo com os nossos interesses. Por isso, nós defendemos que se respeite o princípio de estados soberanos e iguais em direitos e defendemos o aprofundamento da democracia contra o

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federalismo e contra o directório das grandes potências. Estas querem impor as regras dos grupos económicos e financeiros a toda a gente para facilitar a concentração da riqueza à custa da exploração de quem trabalha e cuja participação na vida económica do país é fundamental para o nosso desenvolvimento e progresso social. Mas, igualmente, nós apostamos na defesa de uma outra Europa, Europa de paz, de cooperação, de diversidade de culturas, pelo respeito, naturalmente, pela identidade de cada povo, pugnando nós sempre pela promoção da língua e da cultura portuguesas. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/06/03/_ilda_figueiredo_o_processo_de_bolonha_foi_ uma_ma_aposta.html 59. Original

Rosental Alves: "Internet é a ponta do iceberg da Revolução Digital" Presente na cerimónia de encerramento do mestrado de Ciências da Comunicação, Rosental Alves salienta que o jornalismo está perante um "mediacídio" e que terá de se reinventar. O professor da Universidade de Austin, no Texas, Rosental Alves, esteve presente na conferência que marcou o final do 1º Ano lectivo do Mestrado em Ciências da Comunicação. Nas instalações do curso, onde deu um workshop de ciberjornalismo durante a semana, integrado

no

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href="http://colab.ic2.utexas.edu/dm/courses/2009-summer-

institute/">2009 Summer Institute</a>, do Programa UT Austin – Portugal,

o

jornalista voltou a chamar a atenção dos presentes para a "Revolução Digital", uma "revolução sem precedentes" que pauta a actualidade. Na conferência denominada "A Inserção do Jornalismo no ecossistema de média que emerge da Revolução Digital", Rosental Alves aposta na transformação dos jornais em empresas capazes de distribuir o seu conteúdo em múltiplas plataformas como forma de evitar o "mediacídio" e garantir a sobrevivência das empresas jornalísticas. O professor em Austin insistiu na definição de ecossistema, "palavra muito usada, até no Congresso Americano, no dia histórico em que os jornais vão ao Senado como espécie em extinção". ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 168/199


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Rosental Alves aponta, ainda, que a periodicidade dos jornais "tende a ficar obsoleta", devido à "rapidez da difusão digital de informações", que é "instantânea, indexável e sempre disponível". Segundo o Director do Knight Center for Journalism in the Americas, "pela primeira vez na história da comunicação social, o dispositivo receptor é, também, emissor". Nesta "Revolução Digital", os media perdem, segundo o professor "o controlo sobre a informação", contrariamente aos "indivíduos em rede", que "ganham poder". "Para além dos meios de massa que tínhamos, agora temos, também, uma massa de meios. Uns não matam os outros, mas desenvolvem uma complexa relação simbiótica". A chave para "salvar" o jornalismo pode passar pela consciência, por parte dos jornais, de que "na sociedade em rede, as pessoas ainda querem ler, ver, escutar os meios de comunicação", mas também "querem ser lidas, vistas, escutadas" e "ler, ver, escutar gente como elas", querendo, ao mesmo tempo, "saber o que as outras pessoas estão lendo, vendo, escutando". 59. Publicado

Rosental Alves: "Internet é a ponta do iceberg da Revolução Digital" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 06.06.2009 | 13:16 (GMT) Marcadores: Ciberjornalismo , Ciências da Comunicação , Internet , Investigação , Media , Tecnologia , UP Presente na cerimónia de encerramento do mestrado de Ciências da Comunicação, o investigador brasileiro salienta que o jornalismo está perante um "mediacídio" e que terá de se reinventar. Professor da Universidade de Austin, no Texas, Rosental Alves esteve presente na conferência que marcou o final do 1.º Ano lectivo do Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Nas instalações do curso, onde deu um workshop de ciberjornalismo durante a semana, integrado no 2009 Summer Institute do Programa UT Austin - Portugal, o jornalista voltou a chamar a atenção dos presentes para a "Revolução Digital", uma "revolução sem precedentes", em que a Internet é apenas "a ponte do iceberg".

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Na conferência denominada "A Inserção do Jornalismo no ecossistema de média que emerge da Revolução Digital", Rosental Alves aposta na transformação dos jornais em empresas capazes de distribuir o seu conteúdo em múltiplas plataformas como forma de evitar o "mediacídio" e garantir a sobrevivência das empresas jornalísticas. O investigador brasileiro insistiu na definição de ecossistema, "palavra muito usada, até no Congresso Americano, no dia histórico em que os jornais vão ao Senado como espécie em extinção". Rosental Alves aponta, ainda, que a periodicidade dos jornais "tende a ficar obsoleta", devido à "rapidez da difusão digital de informações", que é "instantânea, indexável e sempre disponível". Segundo o Director do Knight Center for Journalism in the Americas, "pela primeira vez na história da comunicação social, o dispositivo receptor é, também, emissor". Nesta "Revolução Digital", os media perdem, segundo o professor "o controlo sobre a informação", contrariamente aos "indivíduos em rede", que "ganham poder". "Para além dos meios de massa que tínhamos, agora temos, também, uma massa de meios. Uns não matam os outros, mas desenvolvem uma complexa relação simbiótica." A chave para "salvar" o jornalismo pode passar pela consciência, por parte dos jornais, de que, "na sociedade em rede, as pessoas ainda querem ler, ver, escutar os meios de comunicação", mas também "querem ser lidas, vistas, escutadas", "ler, ver, escutar gente como elas" e "saber o que outras pessoas estão lendo, vendo, escutando". Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/06/06/rosental_alves_internet_e_a_ponta_do_iceberg _da_revolucao_digital.html 60. Publicado (redigido e editado directamente no servidor)

Eleições no Irão: Embaixador português desmente auxílio de feridos Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 21.06.2009 | 15:13 (GMT) Marcadores: Eleições , Internacional , Internet , Irão , Tecnologia , Violência Embaixada portuguesa não "foi solicitada" para receber feridos. Nove dias após as eleições no Irão, os confrontos continuam nas ruas e na Internet.

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O embaixador português no Irão, José Moreira da Costa, desmente as informações, veiculadas este sábado no Twitter, que denunciavam que algumas embaixadas europeias (ver mapa), entre as quais a portuguesa, teriam autorização para receber e oferecer ajuda médica a feridos, devido à insegurança dos hospitais locais. Em declarações ao JPN via e-mail, José Moreira da Cunha, nega este anúncio. "Embora corram imensos boatos no Irão, não foi solicitado a esta Embaixada para receber quaisquer feridos." As eleições presidenciais de 12 de Junho no Irão têm levado milhares de pessoas para as ruas da capital iraniana, Teerão. Em causa estão os resultados da votação que dão a vitória a Mahmoud Ahmadinejad, números contestados nas ruas pelos apoiantes do candidato derrotado, Mir-Hossein Mousavi, que acusam o governo de manipulação dos votos. Num país em que o Twitter e o YouTube afirmam-se como fontes privilegiadas dada a dificuldade de acesso à informação pelos meios noticiosos convencionais, diversos rumores, como o deste sábado, são espalhados e tomados por verdadeiros pelas agências noticiosas, meios de comunicação e autoridades. A Revolução que revoluciona... a Internet Nas ruas da capital, ecoam gritos de revolta contra o regime. Na Internet, milhares de utilizadores pintam de verde os seus "avatares" em serviços como o "Twitter", demonstrando o seu apoio a Mousavi e aos protestantes iranianos. Em diversas cidades espalhadas pelo mundo, manifestações populares contra a violência usada por Ahmadinejad espelham o autêntico fenómeno internacional que se criou na última semana. O "mundo está a observar" o que acontece no Irão, assume Barack Obama. Na ausência de cobertura dos acontecimentos por parte dos meios de comunicação convencionais e sem outra forma de contactar com o exterior, os iranianos (terceira nação com mais bloggers do planeta) usam o Twitter para relatar os acontecimentos minuto a minuto e o YouTube, partilhando os vídeos que captam os confrontos com a polícia. A "hashtag" #iranelection corre o planeta e recebe diversos "twits" por segundo. Mas, no meio de tanta informação, o problema da confirmação atinge novas proporções. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 171/199


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Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/06/21/eleicoes_no_irao_embaixador_portugues_desm ente_auxilio_de_feridos.html 61. Original

PortoCartoon: Castelo do Queijo recebe monumento ao humor Escultura que reproduz cartoon vencedor inaugurada na Rotunda do Castelo do Queijo. Monumento será ponto de passagem de um futuro “roteiro turístico do humor”, que afirme o Porto como Capital Mundial do Cartoon. O cartoon vencedor do “XI PortoCartoon-World Festival” virou escultura. O monumento foi inaugurado ontem pela mão do Director do Museu Nacional da Imprensa e organizador do PortoCartoon, Luís Humberto Marcos, que considera a colocação da escultura na cidade como um “acto singelo”, mas que tem repercussões para “a arte, os cartoonistas, o Porto”. A escultura marca um dos locais por onde passará um “roteiro do humor” que a organização do festival quer implementar. A primeira “marca” desse roteiro turístico situa-se na Avenida dos Aliados, onde o ano passado foi colocada uma escultura de Álvaro Siza Vieira. Para o director do Museu Nacional da Imprensa, esta iniciativa pretende “implantar o humor nos marcos da cidade”, para permitir “uma associação clara entre o humor e a riqueza da própria cidade”, salientando, também, a rapidez com que o PortoCarton se tornou um dos “principais festivais de cartoon do Mundo”. Presente em representação do Vereador da Cultura, que não pôde estar presente, o Vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto, Lino Ferreira afirma que “a cidade do Porto está muito sólida como capital mundial do cartoon” e destaca a localização privilegiada do monumento, instalado numa “zona a viver um momento de grande transformação”, garantindo o apoio da Câmara Municipal para “prosseguir o projecto”. O cartunista romeno Mihai Ignat, autor do cartoon vencedor do XI PortoCartoonWorld Festival, interagiu com a escultura do seu cartoon e mostrou-se feliz por

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“inspirar outro artista através da sua obra”, salientando a sinergia possível entre diversas formas de arte. Quem também esteve presente na inauguração foi o escultor da obra, Acácio de Carvalho, que destaca a sinergia entre o cartunismo e a escultura como “um bom exemplo” das “barreiras entre o tridimensional e o bidimensional”, que são “cada vez menores”. O escultor entende que faz “muito mais sentido” que a escultura esteja na cidade, pois permite à população “interagir” com a obra. “Podem tirar fotografias com a escultura, aproveitar a escultura”, explica Acácio de Carvalho. 61. Publicado

Porto Cartoon: Castelo do Queijo recebe monumento ao humor Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 23.06.2009 | 17:43 (GMT) Marcadores: Arte , Cultura , Escultura , Porto , Porto Cartoon Escultura

que

reproduz

cartune

vencedor

do

Porto

Cartoon

foi

inaugurada, esta segunda-feira, na Rotunda do Castelo do Queijo. Monumento quer afirmar a cidade como "roteiro turístico do humor". O cartune vencedor do XI PortoCartoon-World Festival transformou-se numa escultura. O monumento foi inaugurado, esta segunda-feira, pela director do Museu Nacional da Imprensa e organizador do Porto Cartoon, Luís Humberto Marcos, que considera a colocação da escultura na cidade como um "acto singelo", mas que tem repercussões para "a arte, os cartoonistas, o Porto". A escultura marca um dos locais por onde passará um "roteiro do humor" que a organização do festival quer implementar. A primeira "marca" desse roteiro turístico situa-se na Avenida dos Aliados, onde o ano passado foi colocada uma escultura de Álvaro Siza Vieira. Para o director do Museu Nacional da Imprensa, esta iniciativa pretende "implantar o humor nos marcos da cidade", para permitir "uma associação clara entre o humor e a riqueza da própria cidade", salientando, também, a rapidez com que o Porto Carton se tornou

um

dos

"principais

festivais

de

cartune

do

mundo".

Em representação do vereador da Cultura da, que não pôde estar presente, o vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto, Lino Ferreira, afirma que "a cidade do ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 173/199


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Porto está muito sólida como capital mundial do cartune" e destaca a localização privilegiada do monumento, instalado numa "zona a viver um momento de grande transformação". O vereador garantiu, ainda, o apoio da Câmara Municipal para "prosseguir o projecto" do festival. O cartunista romeno Mihai Ignat, autor do cartune vencedor do XI PortoCartoonWorld Festival que tinha como tema as "Crises", mostrou-se feliz por "inspirar outro artista através da sua obra", salientando a sinergia possível entre diversas formas de arte. Quem também esteve presente na inauguração foi o escultor da obra, Acácio de Carvalho, que destaca a sinergia entre o cartunismo e a escultura como "um bom exemplo" das "barreiras cada vez menores entre o tridimensional e o bidimensional". O escultor entende que faz "muito mais sentido" que a escultura esteja na cidade, pois permite à população "interagir" com a obra. "Podem tirar fotografias com a escultura, aproveitar a escultura", explica Acácio de Carvalho. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/06/23/porto_cartoon_castelo_do_queijo_recebe_mon umento_ao_humor.html 62. Original

UP: Tripla eleição decide rumo da Universidade Amanhã, é dado mais um passo na passagem da Universidade do Porto a fundação. O JPN falou com as quatro listas de docentes e investigadores candidatas à primeira eleição para o Conselho Geral, Senado e Assembleias Estatutárias. É já amanhã que os professores, funcionários e alunos da Universidade do Porto vão a votos para eleger os seus representantes. Com a entrada em vigor dos novos estatutos da UP, caberá, pela primeira vez, aos 17 membros do futuro Conselho Geral a função de regular as actividades da Universidade e escolher o reitor, quando o mandato de José Marques dos Santos terminar em 2010. Este Conselho Geral, que surge com a transformação da Universidade em fundação pública de direito privado, é composto por 12 representantes dos docentes e ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 174/199


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investigadores, 4 representantes dos estudantes e um dos funcionários. Caberá, igualmente, a este Conselho, a responsabilidade pela introdução no órgão de seis personalidades não ligadas à Universidade. A votos, vão duas listas em representação dos funcionários, outras tantas a representar os alunos e quatro pelos docentes e investigadores. O JPN falou com as quatro últimas, para saber quem irá representar os docentes e investigadores da UP no futuro Conselho Geral. Manuel Monte, cabeça de lista do grupo D, defende que "as universidades são locais de criação e de inovação" e que, como tal, a lista que encabeça entende que "a gestão pode ser encarada como um instrumento, mas não como um objectivo, não pode ter o mesmo tipo de gestão do sector empresarial, que busca o lucro e portanto gere-se por critérios diferentes". Em entrevista à JPR, Manuel Monte mostra-se preocupado com o "perigo de asfixiar" as unidades orgânicas com uma "racionalização" das mesmas, "em nome da eficácia de gestão". Já a Lista B, da qual faz parte Alexandre Quintanilha, tem como principal objectivo "auscultar" as unidades orgânicas para perceber o que estas encaram como "os riscos, as oportunidades, os desafios" da passagem a fundação. Alexandre Quintanilha admite que "há muitas dúvidas em relação ao significado" desta transformação, mas entende que "a ideia que está por detrás" desta mudança passa por permitir "uma maior flexibilidade em termos de reorganização interna". Manuel Fontes de Carvalho, delegado da Lista A, refere que é fundamental "criar uma voz permanente no Conselho Geral" das faculdades e, por isso, refere que a lista a que pertence "tem um compromisso" de manter "um fórum de discussão e de opinião relativamente àquilo que são as ideias e os sentires das unidades orgânicas". Para a Lista A, a "reorganização da Universidade" é "uma ideia concreta", para "aproveitar os recursos", mas, quanto a uma eventual fusão de faculdades, entende que "poderá eventualmente acontecer, mas só se as unidades orgânicas assim o entenderem e desejarem". Manuel Fontes de Carvalho realça, ainda, a "eleição de personalidades externas à Universidade" que farão parte do Conselho Geral, e encara-as como "ponte para a Sociedade Civil". ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 175/199


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Finalmente, a Lista C, de que faz parte Maria Luísa Malato, pretende "assegurar uma participação maior de elementos que não têm uma representatividade directa". A professora da Faculdade de Letras da UP assinala a "grande preocupação" da lista a que pertence com "uma descentralização dos elementos de decisão" e com o incentivo "dentro da UP, de uma forma de participação democrática". "Todos queremos colaborar e todos podemos colaborar", afirma Maria Luísa Malato, que pretende "incentivar o envolvimento de todas as partes em jogo, de uma forma a que as decisões não sejam só de cima para baixo". A escolha do reitor não parece ser, para já, um assunto que esteja na mesa de qualquer uma das listas. Esta é a primeira fase da eleição para o Senado, que será, fundamentalmente, um órgão de consulta acerca de assuntos relacionados com as unidades orgânicas da Universidade e que integrará, também, 17 membros. Quanto às Assembleias Estatutárias, também esta é uma eleição preliminar, que culminará com a constituição de 11 membros. Estas Assembleias serão presididas pelo Presidente do Conselho Directivo e terão como função aprovar os novos estatutos das unidades orgânicas autogovernadas. A tripla eleição decorrerá amanhã na Universidade do Porto. 62. Publicado

UP: Tripla eleição decide rumo da Universidade em direcção à fundação Por Daniela Espírito Santo em colaboração com Ana Maria Henriques e Cristina VillasBoas Publicado: 29.06.2009 | 19:01 (GMT) Marcadores: Eleições , Ensino superior , RJIES , Universidade , UP Esta terça-feira é dado mais um passo na passagem da UP a fundação. O JPN falou com as quatro listas de docentes e investigadores candidatas à eleição para o Conselho Geral, Senado e Assembleias Estatutárias. É já esta terça-feira que os professores, funcionários e alunos da Universidade do Porto (UP) vão a votos para eleger os seus representantes. Com a entrada em vigor dos novos estatutos da UP no âmbito do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 176/199


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(RJIES), caberá, pela primeira vez, aos 17 membros do futuro Conselho Geral a função de regular as actividades da Universidade e escolher o reitor, quando o mandato de José Marques dos Santos terminar em 2010. Este Conselho Geral, que surge com a transformação da Universidade em fundação pública de direito privado, é composto por 12 representantes dos docentes e investigadores, quatro representantes dos estudantes e um dos funcionários. Caberá, igualmente, a este Conselho, a responsabilidade pela introdução no órgão de seis personalidades não ligadas à Universidade. A votos vão duas listas em representação dos funcionários, outras duas em representação dos alunos e quatro pelos docentes e investigadores. O JPN falou com as quatro últimas, para saber quem irá representar os docentes e investigadores da UP no futuro Conselho Geral. Manuel Monte, cabeça de lista do grupo D, defende que "as universidades são locais de criação e de inovação" e que, como tal, a lista que encabeça entende que "a gestão pode ser encarada como um instrumento, mas não como um objectivo. "Não pode ter o mesmo tipo de gestão do sector empresarial, que busca o lucro e portanto gere-se por critérios diferentes", conclui. Em entrevista ao JPN, Manuel Monte mostra-se preocupado com o "perigo de asfixiar" as unidades orgânicas com uma "racionalização" das mesmas "em nome da eficácia de gestão". "Auscultar", "discussão" e "descentralização” Já a Lista B, da qual faz parte o cientista Alexandre Quintanilha, tem como principal objectivo "auscultar" as unidades orgânicas para perceber o que estas encaram como "os riscos, as oportunidades, os desafios" da passagem a fundação. Quintanilha admite que "há muitas dúvidas em relação ao significado" desta transformação, mas entende que "a ideia que está por detrás" desta mudança passa por permitir "uma maior flexibilidade em termos de reorganização interna". Manuel Fontes de Carvalho, delegado da Lista A, refere que é fundamental "criar uma voz permanente no Conselho Geral" das faculdades e, por isso, refere que a lista a que pertence "tem um compromisso" de manter "um fórum de discussão e de opinião relativamente àquilo que são as ideias e os sentires das unidades orgânicas".

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Para a Lista A, a "reorganização da Universidade" é "uma ideia concreta", para "aproveitar os recursos", mas, quanto a uma eventual fusão de faculdades, entende que "poderá eventualmente acontecer, mas só se as unidades orgânicas assim o entenderem e desejarem". Manuel Fontes de Carvalho realça, ainda, a importância da "eleição de personalidades externas à Universidade" que farão parte do Conselho Geral, encarando-as como "ponte para a Sociedade Civil". Finalmente, a Lista C, de que faz parte Maria Luísa Malato, pretende "assegurar uma participação maior de elementos que não têm uma representatividade directa". A professora da Faculdade de Letras da UP assinala a "grande preocupação" da lista a que pertence com a "descentralização dos elementos de decisão" e com o incentivo "dentro da UP, de uma forma de participação democrática". "Todos queremos colaborar e todos podemos colaborar", afirma Maria Luísa Malato, que pretende "incentivar o envolvimento de todas as partes em jogo, de uma forma a que as decisões não sejam só de cima para baixo". A escolha do reitor não parece ser, para já, um assunto que esteja na mesa de qualquer uma das listas. Caixa: Tripla eleição: Esta é a primeira fase da eleição para o Senado, que será, fundamentalmente, um órgão de consulta acerca de assuntos relacionados com as unidades orgânicas da Universidade e que integrará, também, 17 membros. Quanto às Assembleias Estatutárias, também esta é uma eleição preliminar, que culminará com a constituição de 11 membros. Estas Assembleias serão presididas pelo Presidente do Conselho Directivo e terão como função aprovar os novos estatutos das unidades orgânicas autogovernadas. A tripla eleição decorre esta terça-feira na Universidade do Porto. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/06/29/up_tripla_eleicao_decide_rumo_da_universida de_em_direccao_a_fundacao.html 63. Publicado (entrevista publicada na íntegra)

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Maria Luísa Malato (Lista B): "Todos queremos e podemos colaborar" 29 de Junho de 2009 Apreensiva relativamente à fundação, a docente da Faculdade de Letras, candidata ao Conselho Geral pela lista B, afiança que quer uma faculdade com um governo descentralizado e participativo. http://jpr.icicom.up.pt/2009/06/maria_luisa_malato_lista_b_todos_que remos_e_podemos_colaborar Por: Daniela Espírito Santo com Cristina Villas-Boas (voz) 64. Publicado (entrevista publicada na íntegra)

Alexandre Quintanilha (Lista C): "Ainda há muito trabalho a fazer" 29 de Junho de 2009 O investigador e antigo director do IBMC deixa no ar a ideia de que ainda está quase tudo por fazer. A lista onde concorre, a lista C, não sabe como vai ser a fundação, mas garante que irá aprender enquanto a UP funcionar como tal. http://jpr.icicom.up.pt/2009/06/alexandre_quintanilha_lista_c_ainda_h a_muito_trabalho_a_fazer Por: Daniela Espírito Santo com Cristina Villas-Boas (voz) 65. Publicado ( redigida directamente no servidor)

Semanário

"Grande

Porto"

quer

relançar

debate

sobre

Regionalização Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 03.07.2009 | 17:01 (GMT) Marcadores: Comunicação , Jornalismo , Norte , Porto , Regionalização Esta sexta-feira saiu, pela primeira vez, o "Grande Porto", jornal que apoia abertamente a regionalização e o primeiro semanário da cidade. O director

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Manuel

Queiroz

encara

o

projecto

como

um

“desafio”

e

uma

"oportunidade". O "Grande Porto" já está nas bancas. O jornal, dirigido por Manuel Queiroz, antigo jornalista do Público e do Correio da Manhã, é o primeiro semanário da cidade e apoia, assumidamente, a regionalização. Com uma equipa de doze jornalistas, que partilham a redacção com o corpo redactorial do jornal "i", o "Grande Porto" encontra-se sediado também na Praça Coronel Pacheco. Em entrevista ao JPN por e-mail, Manuel Queiroz diz ter "as melhores" expectativas quanto à aceitação do semanário por parte do público. Segundo o jornalista, "o espaço estava vazio" no que diz respeito a um semanário portuense, pelo que encara este projecto como "uma oportunidade, por um lado, e um desafio" porque não existe nenhum "termo de comparação". A ausência de um jornal semanal que representasse o grande Porto deveu-se, segundo Manuel Queiroz, à "dificuldade de ter um conceito que interessasse às pessoas e ao mercado". O jornalista acredita, no entanto, que o "Grande Porto" conseguirá reunir interesse, pois "aposta na defesa da Regionalização" e num "mix de notícias locais e nacionais". Tendo a regionalização como bandeira, Manuel Queiroz diz que o semanário tem por objectivo "sistematizar a informação sobre a regionalização", porque, salienta, "ninguém o faz". "Queremos debater, perceber bem o caminho que a Regionalização pode ter e também as diversas formas institucionais", afirma. Num momento particularmente delicado para os jornais impressos, há quem se interrogue se esta é a melhor altura para lançar novos produtos. Manuel Queiroz responde que "os jornais continuam a ser veículos indispensáveis" e que "a informação de proximidade continua a ter um mercado forte", pois "muitas vezes é mais fácil saber o que se passa no Irão do que o que se passa em Ermesinde, Guimarães ou até mesmo no Porto". "O excesso de informação disponível já é um problema para muitas pessoas e por isso é necessário quem medeie entre essa nebulosa e aquilo que é realmente importante", entende.

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Pertença da Sojormedia, na qual também se integra o jornal "i", o semanário promete dar voz à região Norte. A tiragem inicial será de 15 a 30 mil exemplares, distribuídos essencialmente pela zona Norte do país mas, também, por alguns pontos em Lisboa. A médio prazo, o grupo pretende vender cerca de 10 mil exemplares todas as semanas. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/07/03/semanario_grande_porto_quer_relancar_debat e_sobre_regionalizacao.html 66. Original

Rosental Alves: "As redes às quais o cidadão pertence são mais importantes que a CNN" Considerado por muitos um dos maiores especialistas em ciberjornalismo, Rosental Alves esteve, mais uma vez, no Porto. Em entrevista ao JPN, o professor fala do ciberjornalismo que se faz em Portugal e do momento de mudança que a sociedade e o jornalismo enfrentam. Director do Knight Center para o Jornalismo nas Américas, investigador e professor de jornalismo online na Universidade de Austin, no Texas, Rosental Alves é uma figura incontornável do ciberjornalismo. Jornalista desde os 16 anos, o professor esteve envolvido na criação do primeiro jornal online brasileiro, em 1995. Após mais uma passagem por Portugal no mês de Junho, Rosental Alves reflecte sobre o ciberjornalismo português, destacando o "esforço de multimédia" desenvolvido pelos jornais do país e mostrou-se impressionado com o que viu. Em entrevista ao JPN, o professor reflecte, também, sobre a dimensão "das mudanças em curso hoje no mundo", que transformam a sociedade e a prática jornalística. Como avalia o jornalismo online português? Eu não avalio, porque eu acompanho muito pouco o jornalismo online português. Eu acho que eu não tenho condições de uma avaliação séria e dedicada. Mas, do que eu vejo, eu acho que é um jornalismo dinâmico, é um jornalismo com bastante conteúdo original, que tem feito um esforço de multimédia muito grande e o pouco que eu vi me impressiona positivamente. De que forma é que podemos prevenir o "mediacídio" de que fala?

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Eu acho que começa por entender as dimensões das mudanças em curso hoje no mundo. Eu acho que a primeira coisa é entender a gravidade, a profundidade, a seriedade das mudanças paradigmáticas que as comunicações estão sofrendo em consequência da Revolução Digital. Depois, tomar uma atitude ousada e criativa para tentar adaptar a media a esse ecossistema novo que se está formando e que se está formando independentemente do desejo da media de que se torne ou não. As pessoas estão mudando a maneira de comunicar graças aos avanços tecnológicos que só vão se acelerar nos próximos anos. E a media que não entender isso e não se adaptar a isso está fadada a morrer. O jornal híbrido de que se falava na palestra, que surge do pensamento da "Web first", não vai, de certa forma, destruir a especialização? Se uma cadeira de televisão pensar na Web em primeiro lugar, não se torna um jornal online? É, mas essa é uma visão vertical quando tudo o que estamos a falar aqui é a desverticalização e a horizontalização... por isso é que nós falamos do ecossistema. O facto de colocar na Web primeiro não significa que a mensagem perca valor quando vai para a televisão. É uma outra dinâmica. Uma não diminui a outra. Essa leveza, a criação de uma imagem que, ainda que tivesse menos qualidade..uma coisa convive com a outra e isso tudo vai, inclusive, reforçando uma a outra. O que não pode é você negar a outra. Falávamos do Voice of San Diego, um ciberjornal sem fins de lucro que funciona à base de donativos. É um exemplo que funcionou. É um exemplo que se pode alastrar ou é um fenómeno local? O jornalismo sem fins lucrativos é uma fórmula mágica? Não é uma fórmula mágica, mas é uma fórmula que eu acho mais facilmente aplicável nos Estados Unidos, porque já existe uma tradição de um broadcast público que é sustentado por doações pequenas das pessoas que ouvem, voluntariamente. Portanto, já há uma tradição de fazer isso. Eu assino os cheques da National Public Radio com muito prazer todo o ano, porque eu ouço e me sirvo disso e me sinto na obrigação de fazer isso. Lá [nos Estados Unidos da América] há uma tradição que ajuda isso, mas eu acho que é uma tradição se pode formar em outros lugares. O mais importante é que a tentativa de criar um segundo jornal em Dan Diego para contratar aqueles mesmos jornalistas e ter um esquema de distribuição em papel implicaria um capital fixo

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enorme e eles fizeram há quatro ou cinco anos atrás o jornal com capital fixo mínimo e conseguiram sensibilizar a população. Da mesma maneira que o Voice of Dan Diego existe, de Dezembro para cá, vários outros surgiram em vários outros lugares, inclusive nos lugares onde os jornais estão fechando, estão desaparecendo. Como alternativa, como sucessão... como sucessor do jornal. Com tanta coisa a proliferar, o jornalismo, para além de ser gatekeeper das notícias, também se poderá tornar uma espécie de gatekeeper das redes sociais e de tudo aquilo que há na Internet? Já é. Quer dizer, está tentando ser. Quando o jornalismo percebe a importância dos blogues, o jornalismo reage dizendo "nós não podemos estar fora dessa conversa monumental, enorme, fenomenal, inédita no mundo". Da mesma forma, o jornalismo descobriu as redes sociais e não pode estar fora disso e tenta criar a sua própria rede lá dentro. Nos últimos meses, até houve uma competição entre jornalistas americanos e nomes famosos para ver qual o primeiro teria mais de um milhão de seguidores no Twitter. Competição, essa, ganha pelo Ashton Kutcher à CNN. Considera, então, que um cidadão tem, agora, mais poder informativo que a CNN? Não é que um cidadão tenha mais poder. Nós não estamos a falar de um cidadão, estamos falando de um cidadão como parte de um organismo vivo. As redes às quais o cidadão pertence são mais importantes que a CNN. E o crescimento exponencial das redes desata uma força desconhecida da sabedoria colectiva, mas também da burrice colectiva. Mas são forças novas, diferentes. Não é uma competição porque ainda há lugar para o broadcast. O jornal do futuro vai ter 140 caracteres ou vai ter mais? Claro que vai ter mais. Não é uma coisa ou outra, é uma coisa e outra. O jornal do futuro vai conviver com os 140 caracteres e com outros tipos de mensagens que nós não podemos nem imaginar. Há dois anos quando nasceu o Twitter, nós não podíamos imaginar que os 140 caracteres iriam adquirir tanta força e amanhã vão aparecer outras coisas que vão fazer parte dessa ecologia, desse ecossistema. 66. Publicado

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Rosental Alves: "As redes sociais às quais o cidadão pertence são mais importantes que a CNN" Por Daniela Espírito Santo - jpn@icicom.up.pt Publicado: 07.07.2009 | 15:11 (GMT) Marcadores: Ciberjornalismo , Ciências da Comunicação , Internet , Investigação , Media , Tecnologia , UP Considerado por muitos um dos maiores especialistas em ciberjornalismo, Rosental Alves esteve no Porto para falar da situação portuguesa e do momento de mudança que os media atravessam. Director do Knight Center para o Jornalismo nas Américas, investigador e professor de jornalismo online na Universidade de Austin, no Texas, Rosental Alves é uma figura incontornável do ciberjornalismo. Jornalista desde os 16 anos, o professor esteve envolvido na criação do primeiro jornal online brasileiro, em 1995. Após uma passagem por Portugal no mês de Junho, em que deu uma palestra no curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, Rosental Alves reflecte sobre o ciberjornalismo português, destacando o "esforço de multimédia" desenvolvido pelos jornais do país. Em entrevista ao JPN, o professor analisa, também, a dimensão "das mudanças em curso hoje no mundo", que transformam a sociedade e a prática jornalística. Como avalia o jornalismo online português? Eu não avalio, porque eu acompanho muito pouco o jornalismo online português. Acho que não tenho condições de uma avaliação séria e dedicada. Mas, do que eu vejo, eu acho que é um jornalismo dinâmico, é um jornalismo com bastante conteúdo original, que tem feito um esforço de multimédia muito grande e o pouco que eu vi impressiona positivamente. De que forma é que podemos prevenir o "mediacídio" de que fala? Eu acho que começa por entender as dimensões das mudanças em curso hoje no mundo. Eu acho que a primeira coisa é entender a gravidade, a profundidade, a seriedade das mudanças paradigmáticas que as comunicações estão sofrendo em consequência

da

Revolução

Digital.

Depois, tomar uma atitude ousada e criativa para tentar adaptar a media a esse ecossistema novo que se está formando e que se está formando independentemente do desejo da media de que se torne ou não. As pessoas estão mudando a maneira de comunicar graças aos avanços tecnológicos que só vão se acelerar nos próximos anos. E a media que não entender isso e não se adaptar a isso está fadada a morrer. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 184/199


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O jornal híbrido de que se falava na palestra, que surge do pensamento da "Web first", não vai, de certa forma, destruir a especialização? Se uma cadeia de televisão pensar na Web em primeiro lugar, não se torna um jornal online? É, mas essa é uma visão vertical quando tudo o que estamos a falar aqui é a desverticalização e a horizontalização... por isso é que nós falamos do ecossistema. O facto de colocar na Web primeiro não significa que a mensagem perca valor quando vai para a televisão. É uma outra dinâmica. Uma não diminui a outra. Uma coisa convive com a outra e isso tudo vai, inclusive, reforçando uma a outra. O que não pode é negar a outra. Falávamos do Voice of San Diego, um ciberjornal sem fins de lucro que funciona à base de donativos. É um exemplo que funcionou. É um exemplo que se pode alastrar ou é um fenómeno local? O jornalismo sem fins lucrativos é uma fórmula mágica? Não é uma fórmula mágica, mas é uma fórmula que eu acho mais facilmente aplicável nos Estados Unidos, porque já existe uma tradição de um broadcast público que é sustentado por doações pequenas das pessoas que ouvem. Portanto, já há uma tradição de fazer isso. Eu assino os cheques da National Public Radio com muito prazer todo o ano, porque eu ouço e me sirvo disso e me sinto na obrigação de fazer isso. Lá [nos Estados Unidos da América] há uma tradição que ajuda isso, mas eu acho que é uma tradição que se pode formar noutros lugares. O mais importante é que a tentativa de criar um segundo jornal em Dan Diego para contratar aqueles mesmos jornalistas e ter um esquema de distribuição em papel implicaria um capital fixo enorme e eles fizeram há quatro ou cinco anos o jornal com capital fixo mínimo e conseguiram sensibilizar a população. Da mesma maneira que o Voice of Dan Diego existe, de Dezembro para cá, vários outros surgiram em vários outros lugares, inclusive nos lugares onde os jornais estão fechando e desaparecendo. Com tanta coisa a proliferar, o jornalista, para além de ser gatekeeper das notícias, também se poderá tornar uma espécie de gatekeeper das redes sociais e de tudo aquilo que há na Internet? Já é. Quer dizer, está tentando ser. Quando o jornalista percebe a importância dos blogues, o jornalismo reage dizendo "nós não podemos estar fora dessa conversa monumental, enorme, fenomenal, inédita no mundo". Da mesma forma, o jornalismo

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descobriu as redes sociais e não pode estar fora disso e tenta criar a sua própria rede lá dentro. Nos últimos meses, até houve uma competição entre jornalistas americanos e nomes famosos para ver qual o primeiro teria mais de um milhão de seguidores no Twitter. Competição, essa, ganha pelo Ashton Kutcher à CNN. Considera, então, que um cidadão tem, agora, mais poder informativo do que a CNN? Não é que um cidadão tenha mais poder. Nós não estamos a falar de um cidadão, estamos falando de um cidadão como parte de um organismo vivo. As redes às quais o cidadão pertence são mais importantes que a CNN. E o crescimento exponencial das redes desata uma força desconhecida da sabedoria colectiva, mas também da burrice colectiva. Mas são forças novas, diferentes. Não é uma competição porque ainda há lugar para o broadcast. O jornal do futuro vai ter 140 caracteres? Claro que vai ter mais caracteres. Não é uma coisa ou outra, é uma coisa e outra. O jornal do futuro vai conviver com os 140 caracteres e com outros tipos de mensagens que nós não podemos nem imaginar. Há dois anos, quando nasceu o Twitter, nós não podíamos imaginar que os 140 caracteres iriam adquirir tanta força e amanhã vão aparecer outras coisas que vão fazer parte dessa ecologia, desse ecossistema. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/07/07/rosental_alves_as_redes_sociais_as_quais_o_ci dadao_pertence_sao_mais_importantes_que_a_cnn.html Participações no Noticiário Radiofónico do JornalismoPortoNet 67. Entrevista relativa aos 50 anos da revolução do Tibete contra a China

Noticiário: 10 de Março de 2009 Por José Pedro Pinto - ljcc06050@icicom.up.pt Publicado: 10.03.2009 | 17:37 (GMT)

Em destaque nesta edição, a visita de José Eduardo dos Santos a Portugal, a efeméride dos 50 anos da revolta do Tibete face à China e a candidatura de João Teixeira Lopes, do Bloco de Esquerda (BE), à presidência da Câmara Municipal do Porto. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/10/noticiario_10_de_marco_de_2009.html

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68. Entrevista à banda portuguesa Deolinda

Noticiário: 18 de Março de 2009 Por Irene Leite jpn@icicom.up.pt Publicado: 18.03.2009 | 19:16 (GMT) Em destaque nesta edição, as medidas sociais apresentadas no debate quinzenal da Assembleia da República pelo Primeiro-ministro José Sócrates, o estudo "O Racismo e a Xenofobia em Portugal após o 11 de Setembro" apresentado hoje em Lisboa , e um estudo sobre enxaqueca , elaborado pelos investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), em conjunto com clínicos do Hospital de Santo António . Texto: A Queima das Fitas do Porto só começa em Maio, mas os primeiros nomes já começam a ser confirmados. Presença assegurada a 4 de Maio é Deolinda, o projecto de música popular portuguesa que trouxe o fado até aos mais jovens. Os Deolinda surgiram em 2006 e já conquistaram o país, com um som que funde o fado com vários géneros musicais. Zé Pedro Leitão, que toca contrabaixo e empresta a voz ao grupo de Lisboa, considera simbólica a participação na queima das fitas do porto. (RM: rmdeolindaqueima) A banda de Lisboa promete não desiludir os estudantes quando subir ao palco principal, nesta que será uma das primeiras actuações dos Deolinda numa Queima das Fitas. (RM: rmdeolindaprevisao) Zé Pedro Leitão, contrabaixo dos Deolinda, promete animar a noite de 4 de Maio da Queima das Fitas. Quanto a novo álbum, o contrabaixista refere a influência que as viagens da banda pelo estrangeiro servirão de inspiração ao novo trabalho. (RM: rmdeolindanovoalbum) Zé Pedro Leitão, dos Deolinda, em entrevista ao JornalismoPortoNet, confirma a presença do grupo na Queima das Fitas do Porto. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/18/noticiario_18_de_marco_de_2009.html 69. Reportagem sobre o Dia do Pai: ser pai no singular ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 187/199


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Noticiário: 19 de Março de 2009 Por Irene Leite Publicado: 19.03.2009 | 18:32 (GMT) Em destaque nesta edição, a sentença de Fritzl, o arranque das obras do metro que vai unir o Porto a Gondomar, a participação do ISEP na maior plataforma mundial de Engenharia e a reportagem sobre o Dia do Pai, comemorado hoje.

Texto: Miguel Cunha, piloto, é pai de um adolescente de 14 anos. Até aqui, nada de estranho. Mas o caso muda de figura se dissermos que Miguel é pai solteiro. Lutou pela custódia do filho durante anos num tribunal, mas a situação acabou por ser resolvida fora do campo jurídico, com o passar dos anos, e a vontade do filho em viver com o pai levou á actual situação de Miguel Cunha. Para Miguel, ser pai solteiro não é um bicho-de-sete-cabeças: (RM pai solteiro não sente dificuldades) O caso de Miguel Cunha não é único em Portugal. Apesar disso, poucos são os pais que falam sobre o assunto. Cláudia Sousa, que tentou criar uma Associação de apoio às famílias monoparentais, justifica a falta de casos conhecidos com a dificuldade dos homens em pedir ajuda: (rm homens não admitem) Apesar do aumento de famílias monoparentais, Miguel Cunha e Cláudia Sousa, ambos pais solteiros, destacam que o mais importante é salvaguardar a criança no meio de uma separação. Para Miguel Cunha, não existe uma verdadeira separação entre dois adultos pais de uma criança: (rm crianças vítimas da precipitação dos pais) Se para muitos, o dia do pai é importante, para os pais solteiros a data tem um sabor ainda mais especial. Pelo menos é o que acontece com Miguel Cunha e Cláudia Sousa. Link: http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/19/noticiario_19_de_marco_de_2009_.html 70. Original (Para o Noticiário do JPN) ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 188/199


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Reportagem: Sopa da Noite É ao som do fado que se inaugura a Sopa da Noite, na Casa da Rua. É quarta-feira e dezenas de sem abrigo rumaram ao Duque de Loulé para comer uma sopa quente, uma peça de fruta e beber um café. Perto das nove e meia da noite, poucos eram os que estavam nas mesas, talvez devido à presença da comunicação social, talvez porque foram até à Trindade recolher mais alimentos. Alberto Fernandes vive sozinho e faz as refeições todos os dias na Casa da Rua. Sem medo, contou a quem quis ouvir a história da sua vida. ( RM fernandes_e_a_sua_historia) (16 segundos) A Sopa da Noite vem dar algum conforto e auto-estima a quem mais precisa na cidade do Porto. A grande maioria são sem abrigo. A pobreza envergonhada procura ajuda, mas esconde-se. Álvaro Rodrigues, mesário da Santa Casa da Misericórdia, falou do perfil de quem os visita e da situação em que muitos se encontram. (RM alvaro_rodrigues_organizacao) (26 segundos) Nas refeições solidárias, só os almoços eram contemplados, o que reforça ainda mais a necessidade deste tipo de iniciativas à hora do jantar. A Casa da Rua promete preencher o vazio de quem mais precisa e trazer algum conforto a quem não o tem.

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Noticiário: 26 de Março de 2009 Por Sónia Silva Sá - jpn@icicom.up.pt Publicado: 26.03.2009 | 17:15 (GMT) Em destaque nesta edição, o início da Mostra da Universidade do Porto, os arrendamentos de casas a estudantes, a protecção de crianças e menores, e ainda uma reportagem sobre a iniciativa Sopa da Noite. http://jpn.icicom.up.pt/2009/03/26/noticiario_26_de_marco_de_2009.html

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Começou esta quarta-feira a iniciativa Sopa da Noite. É um projecto da Santa Casa da Misericórdia que pretende ajudar os mais carenciados. A iniciativa vai funcionar todas as noites, na Casa da Rua, perto da Praça da Batalha. A organização está a contar servir cerca de 150 refeições diárias. No entanto, na primeira noite apenas três dezenas de refeições foram servidas. Daniela Espírito Santo e Renata Silva acompanharam a primeira noite. Reportagem: Sopa da Noite É ao som do fado que se inaugura a Sopa da Noite, na Casa da Rua. É quarta-feira e dezenas de sem abrigo rumaram ao Duque de Loulé para comer uma sopa quente, uma peça de fruta e beber um café. Perto das nove e meia da noite, poucos eram os que estavam nas mesas, talvez devido à presença da comunicação social, talvez porque foram até à Trindade recolher mais alimentos. Alberto Fernandes vive sozinho e faz as refeições todos os dias na Casa da Rua. Sem medo, contou a quem quis ouvir a história da sua vida. (RM fernandes_e_a_sua_historia) (16 segundos) A Sopa da Noite vem dar algum conforto e auto-estima a quem mais precisa na cidade do Porto. A grande maioria é sem abrigo. A pobreza envergonhada procura ajuda, mas esconde-se. Álvaro Rodrigues, mesário da Santa Casa da Misericórdia, falou do perfil de quem os visita e da situação em que muitos se encontram. (RM alvaro_rodrigues_organizacao) (26 segundos) Nas refeições solidárias, só os almoços eram contemplados, o que reforça ainda mais a necessidade deste tipo de iniciativas à hora do jantar. A Casa da Rua promete preencher o vazio de quem mais precisa e trazer algum conforto a quem não o tem. As jornalistas, Daniela Espírito Santo e Renata Silva. A iniciativa Sopa da Noite vai funcionar todas as noites na Casa da Rua, numa zona mais esquecida da cidade do Porto. O horário de funcionamento é entre as 21h e as 22h30.

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Reportagens ainda não publicadas 71. Original (ainda não publicado) Reportagem desenvolvida com Daniel Reifferscheid

Cosplay: Baile de máscaras à japonesa Para a maioria das pessoas, disfarçar-se é algo reservado ao Carnaval. Mas dentro da cultura de fãs de anime, o cosplay permite assumir a pele da personagem favorita, quando se quiser. O JPN foi conhecer os cosplayers portugueses. O culto pela animação japonesa tem sido uma das tendências mais crescentes dos últimos anos. Agora, também em Portugal começam-se a ver praticantes de uma das sub-vertentes mais peculiares dessa cultura – o cosplay. Cosplay, uma abreviação para costume play, consiste em envergar a roupa e os adereços de uma personagem, normalmente originária de um desenho animado japonês (anime), de um jogo ou de uma banda desenhada (manga), do mesmo país. As convenções de fãs e os meets são as ocasiões escolhidas pelos cosplayers para conviver e partilhar experiências, trocando conselhos e explicando como criaram os seus próprios fatos. Entre os fãs de anime em Portugal, o passatempo do cosplay já reúne alguns seguidores. Como sempre, a Internet ajuda a espalhar a tendência. Pedro Ricardo, um jovem cosplayer, explica que descobriu o cosplay "por acaso, enquanto procurava imagens de anime". Para o cosplayer de Sintra, foi o site Animeportugal.net (um dos sites mais frequentados por cosplayers portugueses) que o levou a apresentar-se "oficialmente ao cosplay em si". "Não sabia que havia eventos em Portugal", conta Álvaro Veios, que iniciou a sua actividade de cosplayer no Anime Weekend Aveiro 2006, uma convenção para entusiastas da animação japonesa. "Foi uma surpresa quando soube que iria haver um tão próximo de mim", diz o estudante da Universidade de Aveiro ao JPN. Mas o que leva uma pessoa a escolher um passatempo tão pouco usual? Segundo Marisa Alexandre, da Póvoa de Santa Iria, "é uma maneira de pôr em prática a minha criatividade na realização do fato e dos outros elementos que o compõem". Para a ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 191/199


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jovem de 22 anos, esta é "também, uma forma de exprimir o meu gosto por um certo anime/manga/jogo e entrar em contacto com pessoas que partilham o mesmo gosto pela cultura do anime", para além de permitir "encarnar a personagem, aquilo a que os cosplayers designam de in character". Cosplay no Porto No Porto, o maior local para eventos de cosplay parece ser a loja de B.D. Central Comics. "O nosso objectivo é incentivar o cosplay" explica Hugo Jesus, propósito esse que passa por fazer "descontos especiais" para quem aparece vestido de uma certa personagem em certas ocasiões, como o Halloween e o Free Comic Book Day (uma tradição exportada dos E.U.A. em que as lojas entregam edições especiais de algumas bandas desenhadas aos clientes gratuitamente). Para além disso, também é na Central Comics que os entusiastas de cosplay com menos aptidões para a costura podem encomendar fatos das suas personagens favoritas. "Há cada vez mais gente a pedir", garante a costureira Andreia Lopes. Também Hugo Jesus vê um crescimento no fenómeno, pois há "cada vez mais gente a fazer cosplay, e cada vez com fatos mais trabalhados" entre um público que, afirma, "anda entre os catorze e os vinte e poucos anos". O Futuro do Cosplay Todos os adeptos entrevistados pelo JPN parecem concordar que o cosplay em Portugal está em crescimento, mas Álvaro Veios nota que para alguns "é só uma moda". "Alguns praticam cosplay pelo prazer de o fazer, de participar, da diversão, etc... outros fazem-no porque os amigos o fazem", refere o cosplayer de Ovar. Já Marisa Alexandre discorda: "Claro que tenho visto o grupo de cosplayers portugueses a crescer a cada ano que passa, mas quem entra nesta actividade só o faz porque gosta". "Acho que ainda não vamos ver no dia-a-dia personagens de anime a passearem nas ruas portuguesas, mas até seria engraçado", remata Marisa. Caixa: As origens do Cosplay

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É fácil encontrar antecedentes para o cosplay, desde as feiras medievais até aos múltiplos exemplos de pessoas mascaradas nas grandes convenções de banda desenhada, ficção científica e assuntos semelhantes, que ocorrem nos Estados Unidos. De facto, o próprio inventor do termo, Nov Takahashi, inspirou-se numa convenção de sci-fi em Los Angeles. Mas apesar de existir uma tendência crescente entre os cosplayers para abrir mais o leque de disfarces, incluindo personagens de filmes, séries e bandas desenhadas ocidentais, a cultura cosplay japonesa continua a possuir características bastante distintas. O exemplo mais estranho destas será provavelmente a proliferação de cafés cosplay, geralmente chamados maid cafés, nos quais cosplayers vestidos de empregadas e mordomos do século XIX servem refeições aos clientes. Vídeo: Vídeo: A Arte do Cosplay Numa altura em que o culto pelo anime está cada vez mais forte, o JPN investiga uma das facetas mais invulgares desta subcultura: o cosplay, a actividade de se vestir como uma personagem de uma série preferida em eventos e reuniões de fãs de anime. Falamos com Álvaro Veiros, que nos mostrou o seu fato de Kyouraku Shunsui, da série "Bleach". Vídeo: http://jpn.icicom.up.pt/video/video/cosplay_final2_JPN.flv 72. Original Reportagem desenvolvida com Verónica Pereira

Made in the 90´s: as bandas portuguesas que ficaram na memória Os anos 90 foram marcados pelo surgimento de diversas bandas portuguesas que atingiram um enorme sucesso e que, apesar da sua curta duração, ainda hoje influenciam a música portuguesa. O JPN foi investigar o "paradeiro" de algumas dessas bandas. Na década de 90, o mundo assistia ao crescimento do rock alternativo e ao declínio do rock clássico, que dominou os anos 80. Os jovens vibravam com o grunge dos Nirvana e dos Pearl Jam, enquanto o hip hop emergia e tornava-se mainstream, com Tupac a liderar o movimento. O Pop ganhava terreno, com o aparecimento de diversas girl e boysbands. ________________________________________________________________ Daniela Espírito Santo 193/199


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Já em Portugal, os acordes eléctricos do rock vendiam milhares de álbuns e a língua inglesa tornava-se o dialecto oficial de alguns grupos de sucesso. De entre os casos de maior projecção no país, alguns houve que desapareceram quase tão rápido como surgiram, mas que deixaram marcas na música portuguesa. Henrique Amaro, locutor da Antena 3, viu nascer algumas dessas bandas. Ornatos Violeta, Silence 4 e Black Company foram três dos projectos que o jornalista mais destaca, como representação de três estilos bem distintos. Diferentes estilos, diferentes percursos Na opinião de Henrique Amaro, os anos 90 foram fundamentais para o aparecimento da Black Music. "Foi a década onde se começou a sentir os sinais da descendência africana nascida em Portugal". Nesse sentido, o locutor destaca o "aparecimento do hip-hop, de uma música ritmada, do groove", dando como exemplo bandas como Da Weasel, General D ou Black Company. "Foram eles que, em parte, deram uma nova direcção à música portuguesa", refere. Mas não foram os únicos. O locutor de rádio revê os Ornatos Violeta como um grupo que, "numa perspectiva de música eléctrica, rock, pop rock", "revitalizou a música portuguesa". Para (RM) Henrique Amaro, de todas as bandas que apareceram e desapareceram nesta altura, esta é a única que ainda "está realmente viva no consciente e no dia-a-dia das pessoas", sendo que "até há bem pouco tempo, qualquer banda que aparecesse a fazer rock em português era logo conotada com os Ornatos Violeta". A sonoridade eléctrica da banda portuense, partilhada por outros grupos como Três Tristes Tigres ou Zen, é, aliás, espelho de um fenómeno regional, segundo Henrique Amaro. "Se Lisboa funcionou como o motor da música negra portuguesa, o Porto é o berço da música eléctrica", sublinha. Já no que diz respeito ao rock cantado em inglês, surgido nesta década, o autor do programa "Portugália" destaca os Silence 4. A banda de Leiria que vendeu mais de 240 mil exemplares do seu primeiro álbum atingiu uma popularidade até então inédita em Portugal. "Na altura, difícil, hoje uma tarefa impossível".

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As bandas inspiradas no "grunge" são outra das referências que Henrique Amaro destaca (RM) para caracterizar a década de 90 musical. Blind Zero e os já extintos Cosmic City Blues são, para o locutor, bons exemplos de bandas que marcaram os anos 90. Segunda Parte:

Ornatos Violeta: O "monstro" que ninguém esquece Dezoito anos depois do início da banda, os já extintos Ornatos Violeta permanecem vivos na memória colectiva dos portugueses. O JPN esteve à conversa com os cinco membros da banda portuense. Os Ornatos Violeta nasceram em 1991, no Porto, marcando a diferença no panorama musical português da altura. Sem atingir um sucesso imediato e, sobretudo, sem vender muitos discos, os Ornatos Violeta conseguiram agregar seguidores até aos dias de hoje. Composta por Manel Cruz, Nuno Prata, Peixe, Kinorm e Elísio Donas, a banda portuense tem estatuto de culto em Portugal. Elísio Donas, teclista, reconhece a importância da banda no contexto em que se inseriu. "Acho que fomos uma banda criativa e importante na fase prolífera dos anos 90, das novas bandas de rock em Portugal". "Nós fizemos parte de uma fase muito boa da música portuguesa", acrescenta. Já Manel Cruz, que agora se apresenta a solo com Foge Foge Bandido" (LINK), afirma que não tem noção do impacto que a banda teve numa geração. "Vejo as coisas de uma forma menos absoluta", revela, pensando ser "talvez, um instinto de sobrevivência artística". Por onde andam os Ornatos? Os Ornatos Violeta terminaram, mas não a sua ligação à música. Todos os ex integrantes da banda portuense ainda "emprestam" a sua criatividade à música portuguesa, em projectos diferentes, muitas vezes em conjunto. É o caso dos Pluto (LINK), em que participaram Manel Cruz e Peixe, ou de Homem Moscovo, que representou a colaboração entre Elísio Donas e Kinorm. Outro exemplo da colaboração entre antigos elementos da banda surge com o primeiro álbum do

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baixista Nuno Prata, em que participam como convidados os restantes elementos dos Ornatos Violeta. Já individualmente, Manel Cruz formou a banda Supernada, após o término dos Pluto e apresenta-se, agora, a solo com "Foge Foge Bandido". Elísio Donas esteve envolvido em projecto com diversos nomes da música portuguesa, desde Sérgio Godinho a Viviane e, mais recentemente, nos Per7ume (LINK). Agora, participa, também, no projecto "Canta um Autor", ligado à celebração do 25 de Abril. O antigo guitarrista dos Ornatos, Peixe, faz parte de um quinteto de música instrumental denominado Zelig (LINK), que terá disco à venda em Setembro. Para além da banda, dá ainda aulas de guitarra a adolescentes, com os quais desenvolve projectos. Quem também trabalha de perto com os jovens é Kinorm, que está a desenvolver trabalhos num centro comunitário do Porto, com jovens e crianças de bairros desfavorecidos da zona ocidental da cidade. Musicalmente, o baterista pertence a um trio de rock chamado Plus Ultra (LINK). Finalmente, Nuno Prata continua com o seu projecto em nome próprio, estando neste momento a trabalhar no próximo disco. Durante algum tempo, conciliou esse projecto com um trabalho numa cadeia de lojas de música. Terceira Parte:

Ornatos Violeta - A "amizade com banda sonora" Hoje, apesar de já não partilharem o palco, a amizade permanece. Os exmembros dos Ornatos Violeta falam ao JPN do passado e de um eventual regresso. Sete anos depois do fim anunciado dos Ornatos Violeta, os elementos da banda portuense recordam com saudade as vivências em conjunto. Olhando para trás, Elísio Donas acredita que, "musicalmente e pessoalmente", foram "provavelmente os melhores anos" da sua vida. Ideia, aliás, partilhada por todos os membros do quinteto da Invicta. "Foi um período bem passado com os meus amigos, sobretudo nos primeiros anos em que começamos a tocar", recorda (RM) Nuno Prata.

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Por terem iniciado a banda quando ainda eram muito jovens, Kinorm relembra a magia dessa época, considerando que "os Ornatos fizeram parte de uma adolescência muito precoce, portanto, naturalmente, foram anos muito especiais". Já Peixe graceja que o período só pode ser classificado como "sangue, suor e lágrimas". O ex-vocalista dos Ornatos Violeta, Manel Cruz, finaliza resumindo a experiência a "uma bela amizade com banda sonora". O regresso inesperado No entanto, a amizade não chega para os voltar a reunir em palco. "Existe uma tentação ligada ao facto de isso ser, para algumas pessoas, algo realmente importante. Isso poderia ser suficiente, mas não é, embora me faça reflectir", refere Manel Cruz quanto a um possível regresso. Apesar da saudade, a certeza permanece: "Não me restam dúvidas que quero é fazer coisas do presente", revela o cantor. Já Elísio Donas pondera a hipótese de um último concerto."Tenho saudades dos tempos engraçados e das vivências que partilhamos. Por mim daria o máximo para poder voltar a partilhar o palco com aqueles quatro malucos". Nuno Prata acrescenta que "era capaz de ser interessante", mas que "tentar passar a ideia a realidade... acho que não fazia sentido, dadas as nossas vidas". O baixista insiste que "faria mais sentido se as pessoas tivessem vontade de celebrar os Ornatos com os projectos em que agora estão envolvidos, porque é isso que os Ornatos são agora". Opinião semelhante tem Kinorm, que entende (RM) que a banda não terminou com a separação dos membros. "Acho que os Ornatos estão aí. Todos eles estão envolvidos em projectos interessantes, o que é sinal que os Ornatos estão aí para as curvas". Apesar dos pedidos frequentes para uma eventual reunião, Peixe acredita que teria que ser um desejo da banda. "Teríamos que ser nós a querer isso, a achar que fazia sentido". E acrescenta (RM) que o resultado podia desiludir. "Acho sinceramente que as pessoas que nos pedem isso seriam as primeiras a dizer, depois do concerto: «eles não deviam ter feito isto, são uns vendidos»", finaliza. Quarta Parte:

Silence 4: O fenómeno cantado em inglês

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A banda de Leiria foi pioneira no rock em língua inglesa mainstream que surgiu em Portugal na década de 90. Uma história de sucesso que durou apenas cinco anos e que o JPN recorda. Os Silence 4 nasceram em 1996, em Leiria. David Fonseca, Sofia Lisboa, Rui Costa e Tozé Pedrosa formaram o grupo que viria a alcançar um enorme sucesso, destacandose por cantar em inglês. "Silence Becomes It" tornou-se o álbum de estreia que mais vendeu na história da música portuguesa. Com mais de 240 mil exemplares vendidos, rapidamente conseguiu a proeza de garantir seis discos de platina. Também o segundo álbum "Only Pain is Real" angariou admiradores, conseguindo vender 100 mil cópias. David Fonseca, agora com uma consolidada carreira a solo, assume a "forte presença" que a banda teve na música portuguesa, justificando-a pela diferença que o grupo estabeleceu. "Não tínhamos uma imagem fabricada, não éramos propriamente pessoas de habitar revistas cor-de-rosa." O músico acrescenta que "os Silence 4 eram literalmente o oposto da visão do artista como uma pessoa longe daquilo que normalmente os artistas eram associados, uma espécie de imagem muito glamorizada, distante do público", predominante na altura em que a banda surgiu. Por sua vez, Rui Costa, antigo baixista, prefere não pensar sobre o eventual impacto da banda em Portugal. "Não é um assunto que passe pela minha cabeça, sequer", admite. No entanto, salienta a experiência adquirida com o grupo, referindo que "foi importante sobretudo a aprendizagem, o contacto com outros músicos". O músico caracteriza os anos passados ao lado dos Silence 4 como anos de "magia, pureza... Vejo muito pelo lado inocente da indústria". O ex-vocalista do quarteto não deixa de apontar que, com os Silence 4, entrou "pela porta grande da música" e que a sua participação no projecto foi "uma escola gigantesca". "Ajudou-me imenso na minha carreira a solo", admite (RM) o músico. As desvantagens do sucesso O cantor de Leiria faz uma retrospectiva dos cinco anos de existência da banda que o viu nascer como músico, explicando (RM) que "uma das coisas boas foi o facto de terem tido um grande sucesso, mas também foi uma coisa muito má", acrescentando que

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Relatório de estágio 2009 ________________________________________________________________

"quando uma pessoa atinge um sucesso tão alto, depois, obviamente, o caminho é só a descer". Opinião partilhada por Rui Costa, que acredita que o projecto terminou por causa do sucesso rápido que alcançou e sublinha (RM) a pressão desse mesmo sucesso. "De repente transformou-se num monstro que se virou contra nós próprios", finaliza. Quanto à possibilidade de voltar a reunir num palco os antigos integrantes da banda, a ideia parece descartada."É uma hipótese completamente fechada. Não faria qualquer sentido", refere Rui Costa, agora na pele de produtor de álbuns e com projecto próprio, os Amanalupa (LINK).

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Relatório de Estágio JNP  

Este é o meu relatório relativamente ao estágio que desenvolvi no ciberjornal JornalismoPortoNet

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