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IS ÁT R G al n r jo e zzl

a t r e pu f / omapa

12 reflexões 40 olhares

Faro Lagos Loulé Quarteira 28 criações 1 colóquio 1 atelier 4 exposições 3 workshops 3 vídeos/filmes

ciclo Pina Bausch tribute to Pina Bausch

uma exposição de fotografia de Luís da Cruz na Serra que nos obriga a percorrer o Caldeirão. Entre fotografias justificadas pelo fotógrafo e paisagens explicadas por técnicos que trabalham no terreno - um almoço com comidas serrenhas. a photo exhibition by Luís da Cruz that leads us to cross the Serra do Caldeirão. In between photos justified by the photographer and landscapes explained by technicians that work on the field - a Serra’s traditional lunch. pág. 48

resgate / procura

exposição de fotografia de grande formato que

reflete a constante mudança de uma das áreas mais sensíveis do nosso território - a Ilha da Culatra - e que revela 5 projectos de investigação de cientistas que lhe dedicam o seu saber. is a large-format photography exhibition that reflects the constant change of one of the most sensitive areas of our territory – Culatra Island – and also reveals 5 research projects by local scientists pág. 44

Nelken Line

workshop workshop

trata-se de um workshop lançado pela Fundação Pina Bausch, um tributo à obra e à criadora que tem vindo a ser realizado em todo o mundo, cujos resultados serão registados e incorporados na website da referida Fundação. Nelken Line workshop is an initiative of Pina Bausch Foundation, held worldwide as a tribute to the coreographer. The outcome presented by the community will be recorded and incorporated on the Foundation’s website. pág. 42

dança dança dança

dança

escrita

dança

João Tordo Portugal Mantraste Portugal África do Sul Gregory Maqoma

ilustração

Serra do CALDEIRÃO

3 /4 abr

18 abr Brasil Eduardo Fukushima Portugal Francisco Camacho 2 mai Israel Emanuel Gat França Suíça Tabea Martin 9 mai

dança dança

mapping and rescue

Bassam Abou Diab Líbano

dança dança

mapeamento e resgate

Jacinto Lucas Pires Portugal Portugal Marc Parchow 27 mar Vera Mantero Portugal escrita

23 de maio, um dia completo dedicado à realização de um Atelier e de um Colóquio que culminará com a presentação do Plano Estratégico para as Alterações Climáticas da CM Loulé. Interessa-nos reflectir sobre possibilidades e inspirações para sair da distopia, mostrando soluções e caminhos de transformação e inovação. on May 23, the day will be dedicated to a Workshop and a Conference that will culminate with the presentation of the Strategic Plan for Climate Change of Loulé City Council. We are interested in reflecting on possibilities and inspirations in order to get out of dystopia, showing solutions and paths of transformation and innovation. pág. 50

ilustração

the Anthropocene era, paths of transformation to rescue the Planet

dança

caminhos de transformação para o resgate do Planeta

dança

a ERA do ANTROPOCENO

13 mar França Xavier Le Roy Espanha Roger Bernat 14 mar França Raphaëlle Delaunay 21 mar França Jérôme Bel

dança

é uma pequena homenagem a uma das maiores coreógrafas e bailarinas do sec. XX, que compreende 3 workshops/ espectáculos, uma performance com a comunidade, um encontro com uma ex-bailarina da sua companhia, a apresentação de vídeos e de obras marcantes de outros criadores que nela se inspiraram. is a small homage to one of the greatest choreographers and dancers of the 20th century, which includes 3 workshops/ performances that will be presented as a video and a show, a talk with one of her former dancers, the presentation of films and remarkable dance pieces, inspired by her. pág. 40

Francesca Foscarini Itália


editorial este festival temático tem o propósito de pensar o nosso território,

aliando o social ao cultural, o ecológico, o científico e político ao artístico, recorrendo ao trabalho de investigadores e cientistas e a encomendas de criação a escritores, a artistas das Artes Visuais e a criadores das Artes do Espectáculo. RESGATE foi a palavra a partir da qual construímos para 2020 uma programação diversificada que recupera / resgata obras e criadores que são marcos da história da dança contemporânea nacional e internacional (Vera Mantero, Francisco Camacho, Jérôme Bel, Xavier Le Roy, Emanuel Gat, entre outros). Apresentaremos algumas coreografias/versões da Sagração da Primavera (Stravinsky) e uma pequena homenagem a Pina Bausch, que compreende um encontro com uma sua ex-bailarina, exibição de vídeos da sua obra e até intervenções publicas envolvendo a comunidade. Paralelamente à apresentação dos espectáculos desenvolveremos um conjunto de acções de formação, encontros/conversas com criadores, colóquios, ateliers, exposições, percursos/visitas acompanhadas na Serra do Caldeirão e na Ilha da Culatra, e outros eventos onde se analisará, sob diversos pontos de vista, o tema do Festival, cruzando o pensamento, a arte, a sociedade e a economia. Reflectiremos sobre “a era do Antropoceno, caminhos de transformação para o resgate do Planeta”, particularmente no nosso território, envolvendo o público, investigadores, cientistas e fotógrafos. Partindo do exemplo do coreógrafo Jérôme Bel, que com “Retrospective” assume responsável e estrategicamente uma nova forma de apresentar o seu trabalho, com uma reduzidíssima pegada ecológica, divulgaremos projectos (good seeds) que pretendem contribuir para o resgate do nosso planeta e apresentaremos algumas obras marcantes da dança contemporânea das últimas três décadas. JL

editorial

The purpose of this thematic festival is to think about our territory, combining the social with the cultural; ecology, science and politics with arts; revealing the work of scientists, researchers and commissioning art works to writers, visual artists and Performing Arts professionals. RESCUE is the word from which we built for 2020 a diversified program that recovers / rescues works and artists that are considered as milestones in the history of national and international contemporary dance (Vera Mantero, Francisco Camacho, Jérôme Bel, Xavier Le Roy, Emanuel Gat, among others). We will present some choreographies / versions of the Rite of Spring (Stravinsky) and give a small tribute to Pina Bausch, which includes a talk with one of her former ballerinas, exhibiting videos of her work and doing public performances involving the community). Parallel to the presentation of dance performances, we will develop a serie of activities such as meetings / talks with choreographers, a conference, workshops, exhibitions, walking tours/ visits accompanied by the photographers in Serra do Caldeirão and Ilha da Culatra, and other events where the main theme of the festival will be explored , under different points of view, mixing thought, art, economy and society. We will reflect on “the Anthropocene era, paths of transformation to rescue the Planet”, particularly in our territory, involving the audience, researchers, scientists and photographers. Using as a starting point the example of choreographer Jérôme Bel - who with his film “Retrospective” assumes a new and responsible way of presenting his work, with a very small ecological footprint, we will disclose projects (good seeds) that intend to contribute to the rescue of our planet and we will present some outstanding works of contemporary dance of the last three decades. JL


págs.

editorial índice edições anteriores programação

02 03 04 05 08

13 mar olhares em Faro

Xavier Le Roy Roger Bernat

10 10

dança dança

14 mar olhares em Loulé

Roger Bernat Raphaëlle Delaunay dança

12 14

dança

21 mar olhares em Faro

Jérôme Bel

filme /dança

Jacinto Lucas Pires Marc Parchow João de Brito

16

escrita

ilustração

leitura

18 22

27 mar olhares em Faro

Vera Mantero Bassam Abou Diab dança

20 22

03 abr 04 abr

dança

olhares em Loulé e Lagos

Gregory Maqoma João Tordo Mantraste

dança

escrita

24

ilustração

Miguel Ponte 26

18 abr

28 30

34

leitura

olhares em Loulé

Eduardo Fukushima Francisco Camacho

dança

dança

02 mai 09 mai

olhar em Faro

Emanuel Gat

dança

olhares em Loulé

Tabea Martin Francesca Foscarini dança

36 mapa mundo puzzle

38

ciclo Pina Bausch

40

nelken line

42

encontros com coreógrafos

43

exposição Culatra

44

exposição Serra MÚ

46

mapeamento resgate

48 49

colóquio a ERA do ANTROPOCENO

50

programa 365 Algarve

52

ficha técnica

54

DeVir/Capa

55

dança


5 7 2 1 1 1 20 20 20 desertificação humana da Serra do Caldeirão

de onde VIMOS? para onde VAMOS?

from where we came from? where are we going?

descaracterização do litoral algarvio

decharacterization of the Algarve coast

human desertification Serra do Caldeirão

8 1 20 segregação

segregation

de(a)nunciar de(a)nnounce

9 1 20


festival

programação program

26 março 15h30 CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

encontro com Bassam Abou Diab Líbano 60 minutos m/12 entrada livre info 289 828 784

espectáculos performances 13 março 21h30 CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

le sacre du printemps 2018

Xavier Le Roy França

la consagración de la primavera Roger Bernat Espanha

80 minutos m/12 preço 5€ info e reservas 289 828 784 918 703 415 ticketline.pt

14 março 21h30 Convento de Sto. António Loulé

la consagración de la primavera Roger Bernat Espanha

45 minutos m/12 preço 3€ info e reservas 289 414 604

22h30 Cineteatro Louletano Loulé Raphaëlle Delaunay França

debout !

30 minutos m/12 preço 3€ info e reservas 289 414 604 cineteatrolouletano.bol.pt

21 março 21h30 CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro Jérôme Bel França texto inédito de Jacinto Lucas Pires Portugal com ilustração em tempo real de Marc Parchow Portugal e leitura ao vivo por João de Brito Portugal

retrospective

nelken line performance pelos participantes dos workshops

homenagem mundial a Pina Bausch

90 minutos m/16 preço 3€ info e reservas 289 828 784 918 703 415 ticketline.pt

27 março 21h30 Teatro Municipal Faro

talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois Vera Mantero Portugal under the flesh Bassam Abou Diab Líbano 60 minutos m/12 preço 5€ info e reservas 289 888 110 teatrodasfiguras.bol.pt

3 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé 4 abril 21h30 Centro Cultural de Lagos Lagos Gregory Maqoma África do Sul texto inédito de João Tordo Portugal com ilustração em tempo real de Mantraste Portugal e leitura ao vivo por Miguel Ponte Portugal

beautiful me

70 minutos m/12 preço 5€ info e reservas Loulé 289 414 604 cineteatrolouletano.bol.pt Lagos 282 770 450 ticketline.pt

18 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé

entre contenções Eduardo Fukushima Brasil o rei no exílio remake Francisco Camacho Portugal

70 minutos m/12 preço 5€ info e reservas 289 414 604 cineteatrolouletano.bol.pt

2 maio 21h30 Teatro Municipal Faro Emanuel Gat Israel/ França

sacre / 3 duos

17 abril 15h30 CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

encontro com Eduardo Fukushima Brasil 60 minutos m/12 entrada livre info 289 828 784

8 maio 15h30 CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

encontro com Francesca Foscarini Itália 60 minutos m/12 entrada livre info 289 828 784

exposições exhibitions 27 março a 15 maio Teatro Municipal Faro | Vasco Célio exposição de fotografia

resgate procura entrada livre info 289 888 110

18 abril a 30 maio galeria Praça do Mar Quarteira

serra MÚ

Luís da Cruz exposição de fotografia entrada livre info 289 313 275

16 e 24 maio

mapeamento & resgate

exposição de fotografia Luís da Cruz percurso na Serra do Caldeirão com almoço na Cortelha 10h saída de Loulé preço 20€ com almoço info e reservas 289 828 784 918 703 415 ticketline.pt

30 maio

mapeamento & resgate exposição de fotografia Vasco Célio percurso com almoço no núcleo da Culatra 11h saída de Olhão preço 15€ com almoço info e reservas 289 828 784 918 703 415 ticketline.pt

workshops workshops

Nelken Line info e inscrições 289 828 784 m/12 gratuito

29 e 30 janeiro 18h45-20h workshop auditório Centro Autárquico Quarteira 1 fevereiro 15h30 apresentação do resultado do workshop Calçadão / avenida Marginal em frente ao hotel Dom José Quarteira

5 e 6 fevereiro 18h45-20h workshop auditório do Solar da Música Nova Loulé 8 fevereiro 11h30 apresentação do resultado do workshop Mercado Municipal Loulé

12 e 13 fevereiro 18h45-20h workshop CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

16 fevereiro 11h apresentação do resultado do workshop

70 minutos m/12 preço 5€ info e reservas 289 888 110 teatrodasfiguras.bol.pt

Largo do Carmo Faro

9 maio 21h30 Cineteatro Louletano Loulé Francesca Foscarini Itália Tabea Martin Suiça

vídeos videos

animale duet for two dancers

70 minutos m/12 preço 5€ info e reservas 289 414 604 cineteatrolouletano.bol.pt

14 março 15h30 Palácio Gama Lobo Loulé Pina Bausch

Sagração da Primavera

32 minutos m/12 entrada livre info 289 888 110

Pina Wim Wenders

12 março 10h CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

atelier e colóquio atelier & conference

encontros meetings encontro com Xavier Le Roy França

103 minutos m/12 entrada livre info 289 888 110

23 maio galeria Praça do Mar Quarteira

60 minutos m/12 entrada livre info 289 828 784

a ERA do ANTROPOCENO caminhos

14 março 15h30 Palácio Gama Lobo Loulé

atelier 10h30 150 minutos m/8 colóquio 15h30 180 minutos m/12

encontro com Raphaëlle Delaunay França ciclo Pina Bausch

45 minutos m/12 entrada livre info 289 828 784

de transformação para o resgate do Planeta entrada livre info 289 828 784


© courtesy of La Biennale di Venezia - foto di A. Avezzù

8 olhar Xavier Le Roy frança

Xavier Le Roy le sacre du printemps 2018 dança dance depois do êxito na última edição do Festival de Outono/Centro George Pompidou (Paris), uma experiência única, tudo menos expectável. esta nova versão da obra de Stravinsky do destacado coreógrafo francês Xavier Le Roy, figura cimeira da dança contemporânea europeia, estreou na Bienal de Veneza (2018) e, desde esse ano, tem-se apresentado com enorme êxito em alguns dos maiores festivais de dança europeus, nomeadamente na última edição do Festival de Outono, com apresentação no Centro George Pompidou (Paris). A primeira versão da Sagração da Primavera (2007) de Xavier Le Roy, música composta em 1913 por Igor Stravinsky, foi sem dúvida uma das mais surpreendentes realizadas aquando das comemorações do centésimo aniversário da criação daquela obra musical. Em 2018, passados 12 anos, este destacado coreógrafo resgata esta obra que era um solo e cria uma nova versão deste trabalho em formato de trio. Sem qualquer treino musical, Le Roy aventurou-se uma vez mais no laborioso processo de estudar ao detalhe a interpretação desta obra partindo da gestualidade e dos movimentos do maestro transformando-os numa coreografia. No palco, 3 bailarinos vestem o papel do maestro e assumem a condução de uma plateia de espectadores como se estes fossem os elementos de uma orquestra. “Uma inversão de causa-efeito acontece: os gestos e movimentos que se destinam a dirigir a interpretação dos músicos parecem ser, ao mesmo tempo, consequência da música que supostamente produzem.” Festival d’Automne, Paris, 2019

13 março 21h30 CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

estreia nacional

after its success in the last edition of Festival d’Automne / Centre George Pompidou (Paris), this performance is a unique experience, anything but expected. this work is a new version of the choreography and concept developed by Xavier le Roy in 2007 for Le sacre du printemps. Having no musical training, Le Roy had ventured into a laborious process of studying a conductor’s interpretation as if it were a choreography of its own. An inversion of cause-effect unfolds: the gestures and the movements that are meant to prompt musicians to play appear at the same time to be produced by the music they are supposed to produce. When is one playing and when is one being played by this highly motile music? What is the moment before and after the sound, the movement, the intention to move, the motorics of the play? How much is our pleasure in listening to music rise in live performance conducted by a desire for, and a trouble about, the synchronicity of a well-functioning machine? There are as many bodies as there are different roles and perspectives in listening: what hears the musician, the conductor or the spectator when hearing as a result becomes part of an embodied, inevitably visceral experience of movement and sound? “In this updated version of a major piece in his repertory, dedicated to the musical gesture, Xavier Le Roy turns the movements of the orchestra conductor into a dance all of its own. Divided into three scores for the same number of performers, it offers a unique opportunity to expose the body as musician.” Festival d’Automne, Paris, 2019

encontro com meeting with Xavier Le Roy

pág.43

12 março 10h CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

conceito Xavier Le Roy choreography performance e interpretação Salka Ardal Rosengren, Alexandre Achour, Scarlet Yu performers música Igor Stravinsky music engenheiro de som Peter Boehm sound engineer gravado pela Berliner Philharmoniker recorded by conduzida por Sir Simon Rattle conducted by administração Vincent Cavaroc, Fanny Herserant administration produção Le Kwatt (F) and illusion & macadam (F) production coprodução La Biennale di Venezia co-production agradecimentos thanks to Centre National de la Danse - France Le Kwatt é apoiada pelo Ministére de la Culture et de la Communication – France, como uma « Compagnie à Rayonnement National et International» is supported by


© BLENDA

10 olhar Roger Bernat espanha

Roger Bernat la consagración de la primavera extraordinário.

dança dance estreia nacional

extraordinary.

Carmen del Val, EL PAIS - Espanha

Carmen del Val, EL PAIS - Spain

uma obra de arte absorvente e sensível.

a captivating and sensitive work of art.

Maria Säkö, Helsingin Sanomat - Finlandia

Maria Säkö, Helsingin Sanomat - Finland

uma energia furiosamente contagiante. (…) um acto quase político.

A furiously contagious energy.. (…) it’s almost apolitical act.

Élise Ternat, Les Trois Coups.com - França

Élise Ternat, Les Trois Coups.com - France

a melhor forma de entender e sentir uma obra é interpretá-la.

depois da sua estreia no México e de se ter apresentado em Espanha, França, Alemanha, Itália, Brasil, entre outros países, faz a sua estreia nacional neste festival. Esta versão da Sagração da Primavera do premiado criador espanhol Roger Bernat (Premi Sebastià Gasch d’Arts Parateatrals e Premis de la Crítica 2017) é acima de tudo uma forma inteligente de resgatar uma obra. É mais do que uma surpresa, constitui um desafio, uma experiência única para os espectadores que são guiados por uma gravação áudio, em 3 canais, seguindo indicações que se entrecruzam e que lhes são transmitidas através de auscultadores individuais. Entram dentro da obra, vivem-na ao assumirem o papel de intérpretes. Nesta versão não há público, os espectadores são os protagonistas do espetáculo que é um jogo e uma coreografia.

the best way to understand and feel a performance is to interpret it. members of the audience are given three-channel headphones and welcomed into the performance space to the sound of Stravinsky’s The Rite of Spring, one of the leading ballets from the last century, of which Pina Bausch made a historic version in 1975. Several voices can be heard – different ones on each channel. Voices in parallel that diverge and overlap. Spectators play the leading role in a show that is both a game and choreography. “The theatre of Roger Bernat is a collective laboratory in which the utopic aspirations and the authorian fantasies of a community are registered. The spectator ceases being a privileged witness and becomes a perplexed actor of a drama in which he renounces being merely a victim and accepts the risk of turning himself into an executioner”.

“o teatro de Roger Bernat é um laboratório colectivo no qual as aspirações utópicas e as fantasias autorais de uma comunidade são registadas. O espectador deixa de ser uma testemunha privilegiada e torna-se o actor perplexo de um drama em que renuncia a ser apenas uma vítima e aceita o risco de se transformar num executante.” 13 março 21h30 CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro música Igor Stravinsky music criação cénica Roger Bernat artistic direction a partir da coreografia de Pina Bausch from the choreography of em colaboração com Txalo Toloza, María, Villalonga, Ray Garduño, José-Manuel López Velarde, Tomás Alzogaray, Brenda Vargas, Diana Cardona, Annel Estrada y Viani Salinas in colaboration with direcção técnica Txalo Toloza technical direction engenheiro de som Rodrigo Espinosa sound engineer edição Juan Cristóbal Saavedra Vial edition desenho de imagem Marie-Klara González graphic design coordenação Helena Febrés coordination produção executiva México Alicia Laguna executive production Mexico assistentes de produção México Antígona González, Mariana Toledo production assistants Mexico La Consagración de la Primavera é uma coprodução do Teatre LLiure e Elèctrica Produccions (Barcelona), Festival Instal.laccions/ Ajuntament Cambrilsne Festival Transversales (México) co-production com o apoio do programa do Fondo da União Europeia no México with the support of


© Laurent Philippe

12 olhar Raphaëlle Delaunay frança

Raphaëlle Delaunay debout ! dança dance estreia nacional

uma forma elegante, frágil mas inabalável de resgatar memórias. o trabalho de Raphaëlle Delaunay, ex-bailarina do Tanztheater Wuppertal, surge nesta edição dos encontros do DeVIR, integrado numa pequena homenagem a um dos vultos maiores da dança contemporânea europeia do sec. XX, Pina Bausch. Nesta criação existem claras referências ao de trabalho de Pina com Delaunay enquanto sua intérprete, de onde surgem questões como: qual o papel do bailarino/intérprete no trabalho desenvolvido com os coreógrafos? “o que Raphaëlle dança é talvez, e muito simplesmente, a margem de liberdade que ela conquistou para si mesma, ante e contra todos. Com generosidade, pudor e sinceridade, não parecendo sequer tocá-la, Raphaëlle Delaunay mistura a sua experiência íntima com a grande história da dança e surpreende-nos pela sua presença frágil e inabalável.”

14 março 22h30 Cineteatro Louletano Loulé

an elegant way to retrieve memories. the work of Raphaëlle Delaunay, a former Tanztheater Wuppertal ballerina, is featured in this edition of DeVIR’s meetings as part of a small tribute to one of the greatest names of 20th century dance and choreography, Pina Bausch. In this piece there are clear references to her work with the choreographer as her performer. Delaunay blends her intimate experience with the great history of dance and surprises us by her fragile yet unshakable presence. “What Raphaëlle dances is perhaps, and quite simply, the margin of freedom that she has won by herself, against all odds. With generosity, modesty and sincerity, Raphaëlle Delaunay mixes her intimate experience with the great history of dance and surprises us with her fragile but strong presence.”

encontro com meeting with Raphaëlle Delaunay

pág. 40

14 março 15h30 Palácio Gama Lobo Loulé

concepção e interpretação Raphaëlle Delaunay creation and performance arranjos e composição sonora Pierre Boscheron original music by desenho de luz Maël Guiblin light design direção técnica Guillaume Février technical direction aconselhamento artístico Herman Diephuis artistic adviser agradecimentos Foued Kadid alias AIS, Babson Baba Sy thanks to produção Compagnie Traces – Raphaëlle Delaunay production com o apoio de Théâtre Louis-Aragon, Scène conventionnée danse de Tremblay en France et du Conseil Général de Seine Saint Denis, Théâtre Jean Vilar de Suresnes, Centre National de la Danse with the support of


© Herman Sorgeloos

14 olhar Jérôme Bel frança

Jérôme Bel

retrospective dança dance estreia nacional foi apresentada no Festival de Outono 2019 (Paris) é uma criação manifesto contra as alterações climáticas, talvez o evento que melhor se encaixa na edição deste ano deste festival que tem como tema, o resgate. Jérôme Bel faz parte da história da dança contemporânea europeia como um dos seus mais desarmantes coreógrafos. Retrospective, é a sua 20ª criação. Surge não só como um resgate/um olhar retrospectivo sobre toda a sua obra, mas também como um “manifesto político” contra as alterações climáticas. Anuncia-se como uma alternativa ecológica ao modo de se apresentarem espetáculos, evitando a deslocação dos intérpretes, e o uso do avião como meio de transporte altamente poluidor nas digressões internacionais. “Jérôme Bel lança um olhar subjetivo sobre os seus trabalhos anteriores, através de um duplo gesto de compilação e ligação de imagens filmadas. Dos seus arquivos de vídeo escolhe 20 excertos dos seus espetáculos mais significativos e organiza-os entre si, a fim de reconstruir o desenvolvimento de seu pensamento sobre a dança.” (Retrospective contém cenas de nudez)

21 março 21h30 CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

for his twentieth piece, rather than trying to produce something new, Jérôme Bel casts a subjective eye over his previous works through a twofold gesture of compilation and liaison of filmed images. going back through his video archives, he takes out twenty dances from his most significant shows and organizes them among themselves in order to re-construct the development of his thinking about dance. The result is a 82-minutes video projected on a screen, without any living presence. Retrospective thus makes a cross section within his corpus, the better to bring out his central preoccupations (body, language, culture, power, vulnerability…), by focusing on the issue of linkage between dance and politics. The desire for emancipation, the group’s active strength, and the deconstruction of social identities are here assumed like so many guidelines for his work. The chronological arrangement of these extracts makes it possible to implicitly draw up a portrait of the choreographer which is as sensitive as it is conceptual. For ecological reasons, R.B/ Jérôme Bel company doesn’t travel by plane anymore. The video medium of “Retrospective” allows nevertheless its international tour. (Retrospective contains nudity)

vídeo projecção para os alunos do curso de artes da escola secundaria Tomás Cabreira 20 março 16h CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

conceito Jérôme Bel concept assistentes Maxime Kurvers, Chiara Gallerani assistants imagens Céline Bozon, Pierre Dupouey, Aldo Lee, Olivier Lemaire, Marie-Hélène Rebois pictures edição Yaël Bitton, Oliver Vulliamy edition intérpretes Taous Abbas, Fanny Alton, Cédric Andrieux, Sheila Atala, Sonja Augart, Michèle Bargues, Jérôme Bel, Ryo Bel, Malik Benazzouz, Remo Beuggert, Nicole Beutler, Gianni Blumer, Céline Bozon, Damian Bright, Matthias Brücker, Carine Charaire, Vassia Chavaroche, Germana Civera, Houda Daoudi, Diola Djiba, Shadé Djiba, Olga De Soto, Véronique Doisneau, Juan Dominguez, Moussa Doukoure, Dina Ed Dik, Chiara Gallerani, Nicolas Garsault, Ito Glissant, Matthias Grandjean, Stéphanie Gomes, Claire Haenni, Julia Häusermann, Sara Hess, Olivier Horeau, Miranda Hossle, Benoît Izard, Cuqui Jerez, Marie-Yolette Jura, Peter Keller, Maxime Kurvers, La Bourette, Akira Lee, Aldo Lee, Françoise Legardinier, Lorraine Meier, Eva Meyer Keller, Ion Munduate, Henrique Neves, Tiziana Pagliaro, Gisèle Pelozuelo, Carlos Pez, Magali Saby, Oliviane Sarazin, Frédéric Seguette, Esther Snelder, Johannes Sundrup, Simone Truong, Pierre Tu, Amaia Urra, Peter Vandenbempt, Hester Van Hasselt, Simone Verde performers com excertos das performances Jérôme Bel (1995), Shirtology (1997), The show must go on (2001), Véronique Doisneau (2004), Disabled Theater (2012), Gala (2015) Company Company (2016) produção Jérôme Bel production co-produção Théâtre Vidy-Lausanne, HAU Hebbel am Ufer (Berlin), La Commune Centre dramatique national d’Aubervilliers, Théâtre de la Ville (Paris), Festival d’Automne à Paris co-production agradecimentos CND Centre national de la danse (Pantin), Opéra national de Paris, Telmondis (Paris), Theater Hora (Zürich), La Bâtie (Genève), Jean-Gabriel Periot, Didier Bastide thanks apoios Ménagerie de Verre (Paris) no âmbito do Studiolab R.B Jérôme Bel recebe o apoio da Direction régionale des affaires culturelles d’Ile-de-France, Ministério da Cultura e da Communication francês, do Institut Français, Ministério de relações estrangeiras francês, para as suas apresentações internacionais e por ONDA - Office National de Diffusion Artistique – para as digressões em França supported by


© Marc Parchow

16 olhar Jacinto Lucas Pires portugal

Jacinto Lucas Pires

escrita literature

Marc Parchow ilustração illustration João de Brito leitura reading encomenda da criação

art comission

o Festival encontros do DeVIR desde a sua primeira edição que resultou de um conjunto de encomendas de criação, tem vindo a apresentar sistematicamente textos inéditos ilustrados e lidos em tempo real. Para esta sua 6ª edição, que tem como tema o resgate, lançámos um triplo convite, ao escritor Jacinto Lucas Pires ao ilustrador Marc Parchow e ao actor João de Brito. Jacinto Lucas Pires publicou vários romances (Do sol, Perfeitos milagres, O verdadeiro ator – galardoado com o Grande Prémio de Literatura DST 2013), livros de contos (Assobiar em público, Grosso modo), de não ficção, entre os quais Livro usado, e uma coleção infantil, em coautoria com a ilustradora Sara Amado. Em 2008, foi-lhe atribuído, pela Universidade de Bari/ IC, o Prémio Europa – David Mourão-Ferreira. Escreve peças de teatro para diferentes grupos e encenadores e realizou três curtas e uma longa-metragem, Triplo A (2017). Colabora como comentador na Rádio Renascença e escreve uma crónica benfiquista no jornal O Jogo. Faz parte, com Tomás Cunha Ferreira, da banda Os Quais.

since its first edition, the encontros do DeVIR Festival, born from a recollection of artistic commissions, maintained the tradition presenting systematically unpublished texts with live illustrations and readings. For this 6th edition, which has as main theme “rescue”, we made a triple invitation to: writer Jacinto Lucas Pires, illustrator Marc Parchow and actor João de Brito.

Marc Parchow formou-se em Arquitectura de Design pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa, pós-graduando-se em Edição – Livros e Novos Suportes Digitais, na Universidade Católica Portuguesa. Em 2007, co-fundou a editora Qual Albatroz, com José Carlos Dias, na qual, além de editor, é responsável por trabalhos de design gráfico, paginação e ilustração. Entendendo que, enquanto editor, não se pode demitir do seu papel de educador, promove a mediação da leitura junto da comunidade. Em paralelo, é formador de desenho e divulgador activo de diversos métodos e técnicas artesanais, incluindo a serigrafia, a gravura, a encadernação e o trabalho em madeira, orientando nestas áreas oficinas para diferentes públicos. Os seus trabalhos, que envolvem amiúde madeira, papel e tinta, são a expressão da sua mente curiosa e versátil, e o seu imaginário, fortemente ligado ao universo da ilustração, expressa-se através de um minimalismo formal bem-humorado e muito inspirado nos temas da natureza.

21 março 21h30 CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro texto inédito Jacinto Lucas Pires unpublished text leitura ao vivo João de Brito reading ilustração em tempo real Marc Parchow live illustration

João de Brito licenciado em Teatro – Formação de Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Mestrado em Práticas Culturais para Municípios pela FCSH (Univ. Nova de Lisboa). Cocriador dos espetáculos Fit (IN) Carripana, NOVO_Título Provisório, Ainda Assim, A história que não queria ser livro, Habitamus, T.3, JBWB -900, És passos e Brilharetes. tendo colaborado com as companhias: Artistas Unidos, Colectivo 84, Casa Branca, Formiga Atómica, Primeiros Sintomas, Rumo do Fumo, Teatro oBando, Teatro dos Alóes, Teatro da Sibila, Teatro Experimental de Cascais e Teatro Experimental do Porto. Encenou os espetáculos À Babuja, Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler, Insuflável, Elastic, Seattle, Cataplay, Leôncio, Lena, Manuel In, Actrizes, Barafunda e Comida.  Em Cinema trabalhou com António Pedro Vasconcelos, Diogo Simão, Pedro Filipe Marques, Francisco Carvalho, Frederico Ferreira, Maria Pinto, Philip Rylatt, Telmo Vicente e Margarida Gil.


© José Fabião

18 olhar Vera Mantero portugal

Vera Mantero talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois dança dance

faz parte da história da dança contemporânea portuguesa e é sem dúvida um marco no percurso coreográfico da criadora. apesar desta criação ter estreado em 1991 e ter sido apresentada pela DeVIR em 1994, continua viva e a justificar que a resgatemos, sobretudo a pensar em quem nunca teve oportunidade de ver uma obra tão realista, tão cheia de dúvidas mas também de muita luz e humor. Foi com este solo que a autora encontrou parte da sua identidade em termos de movimento, em termos de forma de estar em cena, em termos de instrumentos e elementos que utiliza para criar e actuar: um corpo que não descura os gestos, as mãos, o rosto, as expressões, que as inclui porque sabe que estes elementos fazem absolutamente parte do corpo-gente; que tenta constantemente agarrar aquilo que o atravessa, que tenta expor isso mesmo através das respostas de um corpo vibrátil; um corpo que embate contra o tempo-cadência e brinca com ele(s) como uma criança brinca com berlindes; um corpo que produz por vezes uma quase-fala, em sons que parecem querer ganhar contornos de palavras, em lábios que articulam palavras inaudíveis. Escrevia Vera Mantero em 1991: “A minha relação com a dança gira à volta das seguintes questões: o que é que a dança diz? O que é que eu posso dizer com a dança? O que é que eu estou a dizer quando estou a dançar?”. A capacidade e a incapacidade de a dança DIZER estavam no centro das preocupações criativas da autora na época (... não estarão ainda?). A estratégia de inclusão (nas acções, nos movimentos, nos impulsos) de outros materiais que não os habitualmente utilizados pela dança foi o recurso e a pesquisa que a autora empreendeu para forçar-empurrar-pressionar a dança a DIZER.

“Perhaps she could dance first and think afterwards” is a solo premiered in 1991, created for the Europalia Festival in Belgium. This solo has a prime place on Vera Mantero’s choreographic course. It is a work that spans almost two decades and is, singularly, still alive and be presented. Why? It was with this solo that the author found part of her identity in terms of movement, in terms of how to be on stage, in terms of tools and elements that she uses to create and perform: a body that doesn’t neglect the gestures, the hands, the face, the expressions, that includes them because she knows that these elements are absolutely part of the body-person; which constantly tries to grasp what is going through her, trying to expose exactly this through the responses of a vibratil body; a body that dashes against time-cadence and plays with it/them like a child plays with marbles; a body which sometimes produces an almost-talking, in sounds that seem wanting to take the shape of words, on lips that articulate inaudible words. Mantero wrote on the evening program by that time: “My relationship with dance revolves around the following questions: what does dance say? What can I say with dance? What am I saying when I’m dancing?” The ability and inability of dance to SAY, were in the center of the author’s creative preoccupations at the time (... aren’t they still?). The strategy of inclusion (in the actions, movements, impulses) of other materials, which are not the commonly used ones for dance, were the means and the research that the author undertook to force-push-pressure the dance to SAY.

27 março 21h30 Teatro Municipal Faro concepção e interpretação Vera Mantero creation and performance cenografia André Lepecki set música Thelonius Monk “RUBY, MY DEAR” music figurino Vera Mantero costume design desenho original de luz João Paulo Xavier original light design adaptação e operação de luz Hugo Coelho / Aldeia da Luz adaptation and light operation produção Pós D’Arte, 1991 production apoio financeiro Instituto da Juventude financial support outros apoios Companhia de Dança de Lisboa other support uma encomenda commission of do Festival Klapstuk 91 no âmbito da Europália Portugal 91 O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada por Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes supported by


© D.Matvejev

20 olhar Bassam Abou Diab líbano

Bassam Abou Diab under the flesh dança dance

estreia nacional

é um espectáculo actual, necessário e intenso, verdadeiramente desconcertante, ancorado num contexto político de guerra, onde não falta o humor e a surpresa. tem como suporte um texto com um humor surpreendente, quase hilariante, que coloca o público no centro de uma situação de ameaça de morte. As bombas e a guerra são elementos de um jogo, de uma dança que extravasa o palco e invade a plateia, envolve os espectadores num monólogo que se transforma num diálogo emotivo sem ser piegas, cheio de surpresas, verdadeiramente desconcertante. A música ao vivo, o contexto histórico e a dança tradicional libanesa acompanham um discurso coreográfico que narra as vivências de um povo em guerra desde 93, e levanta a questão do corpo em situações limite de guerras que alimentam movimentos migratórios políticos que têm como destino a Europa.

27 março 21h30 Teatro Municipal Faro

is a contemporary dance performance that raises the question of the role of the body in situations of war. How can the body reaction to a death threat, originating from our survival instinct, transform into a dance? A dance based on imaginary rules and techniques that have been meticulously conceived like a fairytale that helps overcoming the war machine. A personal story is told, the story of a body that outlived four consecutive wars. The work is anchored in a very specific political context, 4 wars that happened in the South Lebanon in 1993, 1996, 2000 and 2006. Wars are never-ending in the Middle East and in the context of recent wars and the political migrations happening in Europe, I believe it is important to talk about the human aspect and the personal flesh experience when has when his life is under threat. I aim at sharing this with the European audience, an aspect not spoken of on the news. The story of a true and painful experience of war situations outside the politics of it. For 35 minutes I want to place the audience at the core of a death threat situation, throughout the choreography and the music and a storytelling narrated with a specific humor.

encontro com meeting with Bassam Abou Diab

26 março 15h30 CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

concepção Bassam Abou Diab creation intérpretes Bassam Abou Diab, Ayman Sharaf El Dine e um tradutor performers composição musical Samah Tarabay music composition

pág. 43


© Val Adamson

22 olhar Gregory Maqoma áfrica do sul

Gregory Maqoma beautiful me dança dance

a história de um cidadão, de um homem, de um povo, de um país, de um continente. África! África! África! nos sons, nas cores, nas palavras. o testemunho de alguém que viveu o antes e o depois, a transição, o caminho do apartheid para a liberdade. São muitas as datas, os acontecimentos, numa dança política, generosa e vibrante. é uma fusão hipnótica de movimento, música (ao vivo) e texto; é dança, é ritmo, é festa, é África. Desde a sua estreia tem sido aplaudido em todo mundo e foi considerado pela crítica nacional um dos dez melhores espectáculos de 2008. Foi apresentado pela primeira vez no nosso país em Faro e em Lisboa (Culturgest), integrado na programação da última edição de “a sul” Festival internacional de Dança Contemporânea, uma organização da DeVIR. Doze anos depois resgatamos este solo do coreógrafo Gregory Maqoma, nome de referência da dança contemporânea africana com reconhecimento internacional (Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres - Governo Francês 2017). Neste projeto, Maqoma transforma o seu corpo num retrato em movimento que continua reinterpretando emoções e histórias. Encontra um ponto de transição na tradição e na linguagem que evolui ao encontrar traduções criativas para elementos desconhecidos. Este contagiante trabalho teve o contributo de três distintos coreógrafos, Akram Khan, Linyekula e Mantsoe (estes dois últimos criadores integraram os encontros do DeVIR, em 2016 e 2017). Nunca antes no seu percurso artístico tinha feito um estudo e aceite um desafio tão rigoroso como o de aprender e dominar a linguagem e o conhecimento coreográficos de outros criadores.

is an hypnotic fusion of movement, music and text. It explores social, spiritiual and physical environment and its influences. In Beautiful Me Maqoma challenges the notion of dance by working with three choreographers Akram Khan, Faustin Linyekula and Vincent Sekwati Mantsoe. What inspired Maqoma to work with them is curiosity about their choreographic language, their connection to tradition and their styles, which are different from each other yet all, have something very profound and human in them. Never before in Maqoma’s history of creation has he taken such a rigorous study and challenge of learning and mastering other’s choreographic language and knowledge. Maqoma has been challenged to create an extension of the material provided to reflect his ingenious choreographic landscape but also to create a true reflection of his chosen artists embodied in his body. In this project, Maqoma treats his body as a moving portrait that continues to reinterpret emotions, histories and find a transitional point in tradition and language that evolves in finding creative translations for unfamiliar elements.

Em cena quatro músicos africanos interpretam ao vivo uma música vibrante que sai do palco e invade as plateias, terminando o espectáculo em clima de festa africana. 3 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé 4 abril 21h30 Centro Cultural de Lagos Lagos coreografia e interpretação Gregory Maqoma choreography and performer música Poorvi Bahana, Bongani Kunene, Thapelo “Mustapha” Kutoane e Isaac MoleleKoa music com colaboração de Akram Khan, Faustin Linyekula e Vincent Mantose in collaboration with produção Gerard Bester production texto Wole Soyinka text técnico David Hlatshwayo technician figurinos Sun Goddess costumes co-produção Centre National de la Danse – Pantin, The Akram Khan Charity Trust (AKCT), Vuyani Dance Theatre, FNB Dance Umbrella co-production


© Mantraste

24 olhar João Tordo portugal

João Tordo

escrita literature

Mantraste ilustração illustration Miguel Ponte leitura reading encomenda da criação

art comission

o Festival encontros do DeVIR desde a sua primeira edição que resultou de um conjunto de encomendas de criação, tem vindo a apresentar sistematicamente texto inéditos ilustrados e lidos em tempo real. Para esta sua 6ª edição, que tem como tema o resgate, lançámos um triplo convite, ao escritor João Tordo ao ilustrador Mantraste e ao actor Miguel Ponte. João Tordo venceu o Prémio Literário José Saramago 2009 com As Três Vidas, tendo sido finalista, com o mesmo livro, do Prémio Portugal Telecom, em 2011. Publicou doze romances, entre eles O Livro dos Homens sem Luz (2004), Hotel Memória (2007), Anatomia dos Mártires (2011), O Ano Sabático (2013), Biografia Involuntária dos Amantes (2014), O Luto de Elias Gro (2015), O Paraíso Segundo Lars D. (2015), O Deslumbre de Cecilia Fluss (2017) e Ensina-me a Voar Sobre os Telhados (2018). Foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011 e 2015), do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), e do Prémio Literário Europeu em 2012. Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Hungria, Espanha, México, Argentina, Brasil, Uruguai, entre outros.

since its first edition, the encontros do DeVIR Festival, born from a recollection of art commissions, maintained the tradition presenting systematically unpublished texts with live illustrations and readings. For this 6th edition, which has as main theme “rescue”, we made a triple invitation to: writer João Tordo, illustrator Mantraste and actor Miguel Ponte.

Bruno Reis Santos, Mantraste, nasceu em 1988, é um autor,

Miguel Ponte natural de Faro. Licenciou-se no ramo de

ilustrador e designer gráfico português formado na ESAD. Cresceu na Natureza e é um amante do misticismo popular, conta com mais de uma centena de capas desenhadas para autores como J.G. Ballard, Ali Smith e Michel Rio entre outros e varias publicações editadas como a “Sebenta do Diabo” e “The spiritual ascencion of all the animals”, etc. Para além do trabalho regular como ilustrador, já deu aulas de ilustração e risografia no Brasil, Espanha e Portugal e conta com varias exposições individuais e colectivas. Ve o seu trabalho como uma forma de reflexão sobre si próprio e os outros.

Atores da ESTC e, paralelamente, formou-se com Patrícia Portela, Miguel Loureiro, Gonçalo M. Tavares e João Fiadeiro. Estreou-se profissionalmente no Teatro Rápido. Trabalhou com Ricardo NevesNeves, Teatro da Garagem, Jean Paul Bucchieri e Pedro Saavedra. Coescreveu o espetáculo Mundo Novo d’Os Possessos (Culturgest). Integrou A Paixão, de Romeo Castellucci (CCB), As Tentações de Santo Antão (Citemor), de Silvia Costa e John Romão e ainda o Temporary Zone (Culturgest). Integrou a École des Maïtres ‘19, dirigida por Angélica Liddell. É cofundador do Bestiário, estrutura com a qual encenou Umbra (Escola de Mulheres, 2019) e na qual é actor e cocriador em Atmavictu (Teatro da Garagem, 2018), Parlamento Shakespeare (fábrica das artes, 2019) e Parlamento 2.0 (Culturgest, 2020).

3 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé 4 abril 21h30 Centro Cultural de Lagos Lagos texto inédito João Tordo unpublished leitura ao vivo Miguel Ponte reading ilustração em tempo real Mantraste live illustration


© Ines Correa

26 olhar Eduardo Fukushima brasil

Eduardo Fukushima entre contenções dança dance estreia nacional um coreógrafo intenso numa dança pura. este solo, tornou-se num trabalho icónico de um dos nomes mais destacados/premiados coreógrafos da dança contemporânea brasileira. Desde a sua criação tem vindo a ser apresentado ininterruptamente o que se justifica pela qualidade, pela simplicidade e pela verdade que nos transmite. Resultou de uma pesquisa de linguagem muito pessoal, um vocabulário simples e cru que joga com a desarmonia e o confronto. o solo Entre contenções representa um dos momentos da pesquisa de linguagem em dança contemporânea que Eduardo Fukushima vem realizando desde 2007, com base em questões e sensações autobiográficas. A dança é a própria pergunta, como vontade de potência e geradora de movimento. Este trabalho faz uso do mínimo possível de recursos cénicos, gerando uma dança que acontece na crueza do espaço.

18 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé

this solo by Eduardo Fukushima has become an iconic work of one of the most prominent / awarded choreographers of Brazilian contemporary dance. Since its creation, it has been uninterruptedly presented, thanks to the quality, simplicity and truth it conveys. It resulted from a very personal language, a simple and raw vocabulary that plays with disharmony and confrontation. Entre Contenções is a short dance piece based on three simple gestures that unfold in space. This solo is a non-verbal statement, raw and harsh. Among the moments of confrontation there are possibilities for communication. This piece was developed as part of the Key Zetta & Company project “10 solos e Reverberações”, Funarte Klauss Vianna Prize in Sao Paulo, Brazil.

encontro com meeting with Eduardo Fukushima

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17 abril 15h30 CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

direção, criação e apresentação Eduardo Fukushima direction, creation and performer orientação no processo de criação Key Sawao, Ricardo Iazzetta e Daniel Fagundes artistic collaboration assistência artística geral Hideki Matsuka, Beatriz Sano e Julia Rocha general artistic assistance diretor técnico de montagem Igor Sane technical director iluminação Igor Sane, Eduardo Fukushima lighting fotos Inês Correa photography pesquisa desenvolvida pelo projeto 10 solos e reverberações 2008, nucleo Key Zetta e Cia prêmio Funarte Klauss Vianna


© Nacho Correa

28 olhar Francisco Camacho portugal

Francisco Camacho o rei no exílio remake dança dance é um Portugal adiado que somos todos nós, que vive na promessa do retorno. Muito poucas vezes a dança portuguesa espelhou tão bem a nossa identidade histórica. é a recriação, o resgate de um solo marcante da dança contemporânea portuguesa, que se centra na figura de D. Manuel II, o último Rei de Portugal, exilado em Inglaterra em 1910. É um retrato dum certo Portugal, por vezes irónico, por vezes controverso, onde a solidão é permanente. É um universo grotesco, obscuro, sensual que justapõe a intimidade, os vícios do coreógrafo/intérprete e a figura iconográfica do Rei. Passado e presente confundem-se numa personagem, que vive distintas histórias centradas em gestos e acções simbólicas do quotidiano masculino. Nos últimos 27 anos e depois de apresentações na Europa, África e América o remake deste solo continua a expor uma personagem dividida entre a passividade e a ação, que hesita em envolver-se na luta pelo poder e rodeia-se de prazeres triviais. Uma figura histórica, expõe-se aqui um corpo presente, preso na dialética entre razão privada e razão de Estado, entre poder e potência, envolto num manto de ironia que mais amplifica na atualidade o apelo particular desta obra marcante da história da dança portuguesa.

is a postponed Portugal that we all represent, that lives in the promise of the “return”. Very rarely Portuguese dance has mirrored so well our historical identity. It’s the recreation, the rescue of a remarkable Portuguese contemporary dance solo, which focuses on the figure of D. Manuel II, the last King of Portugal, exiled in England in 1910. It is a portrait of a particular Portugal, sometimes ironic, sometimes controversial, where loneliness is permanent. It is a grotesque, obscure, sensual universe that juxtaposes intimacy, choreographer/interpreter vices and the iconographic figure of the King. Past and present are confused in a character who lives different stories centered on symbolic gestures and actions of male everyday life.

18 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé coreografia e interpretação Francisco Camacho choreography and performer consultadoria de voz e interpretação Fernanda Lapa voice teacher figurinista e assistente de ensaios Carlota Lagido costume designer cenário Philip Cabau set desenho de luz e direcção técnica Frank Laubenheimer technical director and lighting design banda sonora Carlos Zingaro, Ruy Coelho, Natália de Andrade, Nick Cave soundtrack textos D. Manuel II, António Cabral, Francisco Camacho texts produção Eira production


© Emanuel Gat

30 olhar Emanuel Gat israel/frança

Emanuel Gat sacre dança dance

estreia nacional

recebeu um Bessy Award no Lincoln Center Festival, em Nova Iorque. numa mesma criação o fogo da salsa cubana e a emoção da música de Stravinsky.

SACRE received a Bessy Award for its performances at the Lincoln Center Festival in New York.

“a ascensão do sexo explode num pico fatalista, ponto central da espiral do amor.” Rosita Boisseau, Le Monde

“As for the ascent of sex, it explodes with a fatalist peak which is at heart of the spiral of love..” Rosita Boisseau, Le Monde

sabia que é possível dançar salsa com a música de Igor Stravinsky?

foi uma surpresa e continua a ser um enorme êxito em todos os palcos onde se apresenta. É um resgate perfeito, uma versão atípica da Sagração da Primavera do coreógrafo israelita Emanuel Gat. Uma desconstrução da salsa cubana transposta para o universo da dança contemporânea. É uma peça de dança intensa, compacta onde inteligentemente o coreógrafo mistura a velocidade, o ritmo da salsa com o prazer da dança. SACRE tem uma partitura coreográfica complexa que vive de uma infindável troca de pares dando origem a inúmeras possibilidades de parcerias inconstantes entre três mulheres e dois homens.

did you know that you could dance salsa on Stravinsky?

Proof of this is the scintillating performance of the choreographer Emanuel Gat. His interpre­tation of the “Rite of Spring” is as iconoclastic as it is exciting. The Israeli artist has captured the lustful liveliness of salsa, which slips effortlessly into the percussive flow of the music. Rosita Boisseau, Le Monde

It’s a revised version of the piece originally created by Emanuel Gat to Stravinsky’s eponymous score back in 2004. A work for three women and two men, SACRE takes apart the mechanics of Cuban salsa dancing, and reassembles them to create a complex and dramaturgically charged choreographic score. A free spirited and challenging reading of Stravinsky’s masterpiece, SACRE offers no notions of sacrifice, but rather a multitude of options for action.

Sacre é uma leitura livre e desafiadora da obra-prima de Stravinsky, não oferece noções de sacrifício, mas sim uma infinidade de opções de ação. Tem tanto de iconoclasta como de emocionante. O artista israelita capturou a vivacidade lasciva da salsa, adaptando-a sem esforço para o fluxo percussivo da música. (...) Neste moderno jogo de caça, tudo é belo e perigoso. O suspense é intenso: os homens selecionam parceiras à vez, criando um crescendo de ansiedade até que que a escolha final seja feita.” Rosita Boisseau, Le Monde.

2 maio 21h30 Teatro Municipal Faro música I. Stravinsky, The Rite of Spring music coreografia, luz e figurinos Emanuel Gat choreography, light and costumes produção Emanuel Gat Dance production co-produção The Suzanne Dellal Centre (Israel), Festival Uzès Danse, Monaco Dance Forum (2015) residências em residences at Montpellier Danse, Agora - Cité Internationale pour la Danse e na Maison de la danse intercommunale, Istres co-production com o apoio de Theatre de l’Olivier - Istres, Ballet Monte-Carlo (2015), Fondation BNP Paribas, Município de Aix-Marseille Provence, Ministério da Cultura Francês e da DRAC Provence Alpes Côte d’Azur with the support of


32 olhar Emanuel Gat israel/frança

Emanuel Gat 3 duos dança dance

estreia nacional

Milena & Michael

partilham desde há anos uma colaboração artística conjunta, bem como um conhecimento íntimo do processo criativo de Gat. Reduzido aos seus elementos mais fundamentais, Milena & Michael é uma reflexão sobre o acto de dançar, e ao mesmo tempo uma história simples de duas pessoas que se querem conectar. O trabalho é uma espécie de zoom-in sobre os vazios entre os movimentos, fragmentos coreográficos, sons e os dois intérpretes.

Sara & Thomas

são colaboradores de longa data de Emanuel Gat. Neste dueto tecem uma conversa meticulosa, um diálogo fino, mas expressivo, entre corpos, formas de usá-los, abordagens teatrais e interpretações musicais.

Geneviève & Karolina

o contraponto como campo de pesquisa, um fenómeno natural presente em qualquer sistema em movimento, é cuidadosamente examinado e interpretado por dois bailarinos. Um olhar ligeiro, ainda que em profundidade, para a natureza do contraponto, das suas lógicas internas e as informações sobre as relações e interações humanas.

Milena & Michael long term collaborators of Emanuel Gat, Milena and Michael share years of a joint artistic collaboration, as well as an intimate knowledge of Gat’s creative process. A dance reduced to its most fundamental elements, Milena & Michael is a reflection on the act of dancing, and at the same time a simple story of two people looking to connect. The work is a sort of zoom-in on the voids between movements, choreographic fragments, sounds and the two dancers.

Sara & Thomas long-term collaborators of Emanuel Gat, Sara and Thomas weave a meticulous conversation, a fine tuned yet expressive dialog between bodies, ways of using them, theatrical approaches and musical interpretations.

Geneviève & Karolina counterpoint as a field of research, as a natural phenomena present within any moving system, is being carefully examined and joyfully played with by two dancers. A light yet in-depth look into the nature of counterpoint, its inner logics and the information it might hold regarding human relations and interactions.

2 maio 21h30 Teatro Municipal Faro intérpretes Milena & Michael - Michael Löehr, Milena Twiehaus Sara & Thomas - Thomas Bradley, Sara Wilhelmsson Genevieve & Karolina - Genevieve Osborne, Karolina Szymura performers música Milena & Michael Emanuel Gat music figurinos Sara & Thomas - Thomas Bradley costume design produção Emanuel Gat Dance production co-produção Festival Montpellier Danse, Scène Nationale d’Albi. «Milena & Michael»: Maison de la Danse de Lyon co-production apoio Conseil Départemental des Bouches-du-Rhône e da Région Sud - Provence-Alpes-Côte d’Azur, Município de Istres, do Ministério da Cultura Francês, DRAC Provence-Alpes-Côte d’Azur, BNP Paribas Foundation support


© Leo Van Velzen_Badalamenti, Guerematchi

34 olhar Tabea Martin suíça

Tabea Martin

duet for two dancers dança dance estreia nacional dueto para dois bailarinos resulta de perguntas e respostas suadas, cheias de emoção, de tensão e de muito humor. - É tudo isto e muito mais.

duet for two dancers is the result of sweaty questions and answers, full of emotion, tension and a lot of humor.

nesta criação dois homens resgatam-se, procuram encontrar-se nas muitas perguntas que assaltam os intérpretes de dança contemporânea.

- It is all this and a lot more.

“Dueto para dois bailarinos, é um olhar sobre a ansiedade de não viver segundo as suas próprias expectativas, ou aquelas que a profissão ou sociedade em geral impõem. Um olhar para o medo de se perder a si mesmo. E no que resta quando todas as competências desaparecem.” É um trabalho muito actual que aborda a questão da “liberdade para escolher” no que se refere às profissões ou às identidades. Essa liberdade constitui muitas vezes uma razão para a insegurança e a dúvida. A sobrecarga de escolhas cria uma espécie de estagnação. A incapacidade de escolher força o corpo a descansar.

duet for Two Dancers” takes a look at the anxiety of not living up to your own expectations, or those which your profession or society in general impose on you. A look at the fear of losing yourself. And at what remains when all skills disappear. The freedom to choose different professions and identities is often a reason for insecurity and doubt. The overload of choices creates a kind of stagnation. The inability to choose forces the body to rest. In that way “Duet for Two Dancers” poses questions about ‘being a dancer’ as well as ‘not being a dancer’.

Este dueto é “um repertório de movimentos para todos os estados emocionais e de dança: inesperados, famosos, impressionantes, espetaculares, exaustivos, eróticos, belos.” Lilo Weber, NZZ newspaper

The dancers show a repertoire of movements for all emotional as well as all dancing states: unexpected, famous, impressing, spectacular, exhausting, erotic, beautiful ones. Lilo Weber, NZZ newspaper

9 maio 21h30 Cineteatro Louletano Loulé coreografia Tabea Martin choreography intérpretes Ryan Djojokarso, Gaetano Badalamenti performers tour manager Franziska Ruoss tour manager co-produção Dansateliers & Conny Jansen Danst co-production agradecimentos Amy Gale, Conny Jansen, Matthias Mooij, Pol Bierhoff thanks to


© Albert Vidal

36 olhar Francesca Foscarini itália

Francesca Foscarini animale dança dance

estreia nacional

“Uma pequena obra-prima de Francesca Foscarini” ANIMALE, a dança no absoluto.

“... Francesca Foscarini has created, with Animale, a small masterpiece in the choreography.” Giuseppe Distefano - Artribune

estreou na Bienal de Dança de Veneza e obteve em 2018 o Danza&Danza Prize – coreógrafa emergente.

Première at Premiere La Biennale Danza Venezia 2018, won the Danza&Danza Prize as emergent choreographer.

Animale é o resgate da natureza, do humano no que tem de sublime e animalesco. É uma criação absolutamente imperdível que vive de uma interpretação com uma qualidade rara, verdadeiramente arrebatadora. nesta peça de Francesca Foscarini, Romain Guion é co-criador e um intérprete de excepção. Nele o pequeno agiganta-se, o pormenor e a subtileza têm um valor, tomam uma dimensão que desconcerta o espectador. Raras vezes se encontra num mesmo trabalho um equilíbrio tão perfeito entre força, intensidade e poesia.

9 maio 21h30 CAPa Cineteatro Louletano Loulé

Inspired by the painter Antonio Ligabue and his extraordinary visions of the natural world, Animale brings to the stage, in the words of John Berger, a frightfully indifferent nature, made of energy and combat, that exists without promising anything, where life’s first need is for shelter, its first prayer an appeal for protection, its first sign of life pain. It is in this desolate context that we find beauty, and the discovery is sudden, unpredictable.

encontro com meeting with Francesca Foscarini

pág. 43

8 maio 15h30 CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro

conceito e criação Francesca Foscarini, Cosimo Lopalco concept and creation coreografia Francesca Foscarini choreography interpretação e co-criação Romain Guion interpretation and co-creation dramaturgia Cosimo Lopalco dramaturgy música original Andrea Cera original music desenho de luz e responsável técnico Luca Serafini lighting design and technical manager vozes Miki Seltzer in Genesi 2 (19-20), Bela Lugosi em Bride of the Monster de Ed Wood voices sons Seals by Martin Clarke, Summer Sunset de Eckhard Kuchenbecker, Tikal Dawn by Andreas Bick sounds vídeo Licorne de Maider Fortune video programação de vídeo-projecção Andrea Santini consulting and programming video projection figurinos Giuseppe Parisotto costume design administração Federica Giuliano administration distribuição Cristina Perez Sosa distribution agradecimentos Chiara Bortoli, Alfonso Cariolato, Rocco Giansante, Perrine Villemur, Fiorenzo Zancan thanks to produção VAN apoiada pelo supported by Ministero dei Beni Culturali italiano Coprodução La Biennale Danza Venezia production com o apoio de CSC Centro per la Scena Contemporanea Bassano del Grappa, Tanzhaus Zurich, Istituto Italiano di Cultura de París , Teatro Stabile del Veneto supported by


38 olhar boas sementes good seeds

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juntando todas as imagens do mapa (peças do puzzle) pela ordem sugerida, obterá um ilustração - mapa mundo

by assembling all the map images (puzzle pieces) on the suggested order, you will get a world map illustration

plantar boas sementes para o Futuro

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quase todos os dias, somos bombardeados com visões distópicas sobre a calamidade do Futuro. O ritmo sem precedentes da mudança antropogénica, levanta preocupações válidas e vitais sobre o futuro do nosso Planeta. (...) Precisamos de histórias sobre o futuro que ilustrem uma visão realista e optimista sobre o que o mundo pode ser. (…) Pretendemos ajudar a comunidade global, a desenvolver histórias e visões inspiradoras, com o potencial de serem elementos chave na transformação para a sustentabilidade, ajudando a moldar a própria realidade. Cada vez há mais pessoas envolvidas em criar um mundo mais justo, próspero e ecologicamente diverso - aquilo a que chamamos “ Bom Antropoceno”. (…) 1. recolher Sementes de Bons Antropocenos Até à data, fizemos uma recolha de mais de 500 destas sementes. Armazenamos informação sobre cada uma numa base de dados que inclui dados que precisamos para entender como as boas sementes se estabelecem, crescem, se espalham e inspiram mudanças noutros lugares. 2. usar Sementes de Bons Antropocenos para desenvolver novos cenários radicais e realistas para o futuro. 3. usar Sementes de Bons Antropocenos para aprender como a transformação acontece de diferentes maneiras por todo o mundo. com uma base de dados diversificada, temos uma posição única para estudar a transformação de uma forma que vai além do estudo de casos, para perceber os padrões por trás de projectos e ideias transformadores.

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planting good seeds for the future most days we are bombarded with dystopian visions of future calamity through the media and general conversation. The unprecedented pace of anthropogenic change certainly does raise valid and vital concerns about the future of our planet. (…) We need stories about the future that paint a realistic and optimistic vision of what the world can be. (…) We aim to help the global community develop inspirational visions and stories, with the potential to be key components of transformations to sustainability, helping to shape the very reality that they forecast. We do this by looking to the emergence of new thinking, innovative ways of living, and different means to connect people and nature that already exist. As threats to society and nature are highlighted, many people are increasingly engaging in strategies to create a more just, prosperous, and ecologically diverse world – what we call a “good Anthropocene”. (…) 1. collecting seeds of Good Anthropocenes To date, we’ve collected over 500 such seeds. We house information about them in a database that includes information we need to understand how seeds are established, grow, spread, or inspire change elsewhere. 2. using seeds of Good Anthropocenes to develop novel, radical, and realistic positive scenarios for the future. We imagine how a handful of Seeds might together face critical challenges of the Anthropocene and thrive. (…) 3. using Seeds of Good Anthropocenes to learn about how transformation happens in different ways around the planet. With a diverse database of information on over 500 seeds, we are uniquely placed to study transformation in a way that goes beyond case studies to understand the patterns behind transformative projects and ideas.

www.goodanthropocenes.net p35

p37


© Imago Images/Xinhua

40 olhares ciclo Pina Bausch

ciclo Pina Bausch tribute to Pina Bausch 14 março 15h30

Palácio Gama Lobo | Loulé

m/12 180 minutos entrada livre

é uma pequena homenagem a uma das maiores coreógrafas e bailarinas do sec. XX, que compreende, Nelken Line, um workshop que resultará num vídeo e numa performance; um encontro com Raphaëlle Delaunay, uma das suas antigas bailarinas; e a apresentação dos vídeos “Sagração da Primavera” e “Pina” (Wim Wenders, 2008), obras marcantes sobre o trabalho desta coreógrafa. Fazem ainda parte deste ciclo a apresentação de “La Sagración de La Primavera” do coreógrafo Roger Bernat e “debout!” da coreógrafa Raphaëlle Delaunay.

is a small homage to one of the greatest choreographers and dancers of the 20th century, which includes Nelken Line, a workshop that will be presented as a video and a performance, a talk with Raphaëlle Delaunay, one of her former dancers, and the presentation of the videos “The Rite of Spring” and “Pina” (Wim Wenders, 2011 ), remarkable pieces on the work of this choreographer. Also part of this cycle are the presentation of “La Sagración de La Primavera” by choreographer Roger Bernat and “Debout!” a solo by Raphaëlle Delaunay.

encontro com meeting with

Raphaëlle Delaunay

França France

ex-bailarina do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch

former dancer of Tanztheater Wuppertal Pina Bausch formada na Royal School de Londres, Raphaëlle Delaunay junta-se depois ao Corpo de Baile da Ópera de Paris. A convite de Pina Bausch, ingressou no Tanztheater Wuppertal, onde participou nas reposições do Café Müller, Sagração da Primavera, Kontaakthof e na criação de Mazurka, O Dido, Wiesenland, and Barbe-Bleue. Dançou com o Nederlands Dans Theatre, dirigido por Jiri Kylian, o colectivo Peeping Tom em Le Jardin, ou ainda com Alain Platel no projecto Wolf. Foi também intérprete de Alain Buffard, Richard Siegal, Pascal Rambert, Anne Théron, Bernardo Montet, Laurent Chétouane, Jérôme Bel assim como de Boris Charmatz com quem trabalhou em vários projectos como coreógrafa, fundou a sua própria companhia Traces, onde desenvolve uma linguagem com influências da dança afro-americana e urbana.

graduate from the Royal School of Dance in London, Raphaëlle Delaunay became part of the Paris Opera’s “Corps de Ballet”. On the invitation of Pina Bausch, she joined the Tanztheater Wuppertal where in particular she took part in revivals of Café Muller, The Rite of Spring, Kontakthof and the creation of: Mazurka Fogo, O Dido, Wiesenland, and Barbe-Bleue . She has danced with the Nederlands Dans Theater, under the direction of Jirí Kylián, with the Peeping Tom collective in Le Jardin, or with Alain Platel in Wolf. She has also performed for Alain Buffard, Pascal Rambert, Anne Théron, Richard Siegal, Bernardo Montet, Laurent Chétouane, Jérôme Bel as well as Boris Charmatz, with whom she has worked on numerous projects. As a choreographer, she founded her own company Traces, developing a language influenced by Afro-American and urban dance.


Pina

filme Wim Wenders a film by Wim Wenders

103 minutos

Pina é um filme para Pina Bausch, de Wim Wenders, com o Tanztheater Wuppertal, sobre a obra da extraordinária coreógrafa alemã que morreu em 2009. É uma viagem sensual e deslumbrante através das coreografias dançadas no palco e em locais da cidade de Wuppertal – cidade que durante 35 anos foi a casa e o centro de criação de Pina Bausch.

The work of the German modern-dance pioneer Pina Bausch leap off the screen in this exuberant tribute by Wim Wenders. This documentary film is a remarkable visual experience and a vivid representation of Bausch’s art, enacted by a group of staggeringly talented dancers from her company, the Tanztheater Wuppertal Pina Bausch. Pina is an adventurous work of cinema that highlights the bold legacy of one of the world’s true creative visionaries.

escrito, realizado e produzido por Wim Wenders produção Neue Road Movies co-produção Eurowide Film Production, ZDF, ZDF Theaterkanal e Arte em associação com Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, L’Arche Editeur, Pina Bausch Foudation e Pictorion Das Werk com o apoio de Filmstiftung Nrw Dfff Ffa Medienboard Berlin – Brandenburg Bkm e CNC coreografias Pina Bausch director de fotografia Hélène Louvart e Jörg Widmer montagem Toni Froschhammer consultores artísticos Dominique Mercy e Robert Sturm director artístico Peter Pabst música original Thom Hanreich produtor associado Heiner Bastian, Stefan Rüll, Stephan Mallmann, Dr.Mohammad Zahoor co-produtores Claudie Ossard e Chris Bolzli produtor executivo Jeremy Thomas 2010, Alemanha/França, 100, Digital 3D

Sagração da Primavera Pina Bausch vídeo projecção video screening

Há mitos na história da dança e, a criação da Sagração da Primavera por Stravinsky, para os Ballets Russes de Diaghilev, é um deles. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, a obra apresentada em 1913, no Théâtre des ChampsÉlysées, tornou-se um escândalo retumbante que marca o início da dança moderna, pelo menos a do século XX. Devido à dimensão do escândalo, a coreografia de Nijinski caiu quase no esquecimento e tornou-se, erroneamente, secundária. A música de Stravinsky, pelo contrário, impôs-se e foi interpretada por outros coreógrafos famosos, incluindo Martha Graham e Maurice Béjart. Em 1975, Pina Bausch propô-se também a esse desafio. A distinção entre Pina Bausch e os coreógrafos anteriores é a de que os seus dançarinos bailarinos dançavam até à beira da exaustão. Vestidos com quase nada, e a terra negra a colar-se à pele, Pina levava-os ao limiar da dor. Um registo único sobre os primeiros tempos de Pina Bausch, uma gravação autêntica de uma das coreografias mais significativas do século XX.

32 minutos

there are myths in the history of dance and the creation of Stravinsky’s Rite of Spring by Diaghilev’s Russian Ballets is one of them. Just before the First World War, the creation performed in 1913 at the Théâtre des Champs-Élysées in Paris was a resounding scandal that marked the beginning of 20th century modern dance. Because the scandal was so rousing, Nijinsky’s choreography almost fell into oblivion and became, wrongly, secondary. Stravinsky’s music, on the other hand, became famous and was performed by other famous choreographers, among them Martha Graham and Maurice Béjart. In 1975, in Wuppertal, Pina Bausch also took this challenge. The difference between Pina Bausch and the previous choreographers was that she took her dancers to the edge of exhaustion. She dressed them with almost nothing, with black soil sticking to their skin, she brought them to the point where it starts to hurt. A unique document about the beginnings of Pina Bausch, an authentic recording of one of the most significant choreographies of the 20th century.

música Igor Stravinsky music direção e coreografia Pina Bausch direction and choreography cenário e figurinos Rolf Borzik set and costume design colaboração Hans Pop collaboration


42 olhar Nelken Line

Nelken Line workshop e performance

dança dance

trata-se de um workshop lançado pela Fundação Pina Bausch que tem vindo a ser realizado em todo o mundo, cujos resultados serão registados e incorporados na website da referida Fundação, até Maio de 2020. Com a realização desta acção em 3 cidades do Algarve (Faro, Loulé e Quarteira), este festival junta-se a outros que prestam tributo a nível mundial à obra e à criadora. Nestes workshops, todos independentemente das idades, com ou sem experiência, profissionais e amadores, especialistas e curiosos, podem experimentar dançar Pina Bausch. É uma oportunidade única de a compreender através dos seus próprios movimentos. Trata-se de uma iniciativa dirigida à comunidade realizada em espaço público aproveitando paisagens urbanas, transformando-as em cenários para uma criação icónica, que faz parte da história da dança contemporânea do sec. XX. Primavera, Verão, Outono, Inverno é uma sequência de movimento com passos repetitivos e gestos sincronizados que os intérpretes realizam formando uma longa linha que se desloca quase infinitamente tendo por suporte musical “West End Blues” de Louis Armstrong & His Hot Five. A dança acontece num acto de partilha, são já inúmeras as versões desta curta coreografia, onde impera a diferença que une; sem preconceitos, sem raças, cheia de cor e de gozo.

Nelken Line workshop is an initiative of Pina Bausch Foundation, held worldwide as a tribute to the coreoghrapher. The outcome presented by our community, involving 3 cities in the Algarve (Faro,Loulé e Quarteira) will be recorded and incorporated on the Foundation’s website. In these workshops, everyone, regardless of age, with or without experience, professionals and amateurs, can try to dance Pina Baush. It´s a unique opportunity to understand the choreographer through her own movements. It is an initiative aimed for the community presented in a public space, taking advantage of urban landscapes, transforming them into scenarios for an iconic piece, which is part of the history of contemporary dance of the sec. XX. Spring, Summer, Autumn, Winter is a sequence of movement with repetitive steps and synchronized gestures performed while forming a long line that moves almost infinitely with the musical support of “West End Blues” by Louis Armstrong & His Hot Five. The dance takes place in an act of sharing, there are already countless versions of this short choreography, where the difference that unites rules, without prejudice, without races, full of color and enjoyment.

29 e 30 janeiro 18h30 - 20h 1 fevereiro 15h30

WORKSHOP auditório Centro Autárquico Quarteira PERFORMANCE apresentação pública do resultado do workshop avenida Marginal / em frente de Hotel Dom José Quarteira

12 e 13 fevereiro 18h30 - 20h 16 fevereiro 11h

WORKSHOP CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro PERFORMANCE apresentação pública do resultado do workshop Largo do Carmo Faro

5 e 6 fevereiro 18h30 - 20h 8 fevereiro 11h30

WORKSHOP auditório do Solar da Música Nova Loulé PERFORMANCE apresentação pública do resultado do workshop mercado Municipal Loulé

21 março 21h30

PERFORMANCE apresentação pública do resultado do workshop CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro


encontros com coreógrafos CAPa Centro de Artes Performativas do Algarve Faro entrada livre

Xavier Le Roy

França France 12 março 10h

é doutorado em Biologia Molecular pela Universidade de Montpellier, França.Trabalha como artista desde 1991. Desde 2018 trabalha como professor no Instituto de Estudos de Teatro Aplicados em Giessen (Alemanha). Já se apresentou como perfomer com diversas companhias e coreógrafos. Através dos seus trabalhos a solo como “Self Unfinished (1998)” e “Product of Circumstances (1999)”, ele abriu novas perspectivas no campo da coreografia. Em 2018, a convite da Bienal de Veneza, ele cria uma nova versão do “Le Sacre du Printemps” para três performers. As suas obras produzem situações que questionam as relações entre espectadores/ visitantes e intérpretes e tentam transformar ou reconfigurar dicotomias como: objeto/sujeito, animal/humano, máquina/humano, natureza/cultura, público/ privado, forma/não-forma. holds a doctorate in molecular biology from the University of Montpellier, France, and has worked as artist since 1991. Since 2018 works as Professor at the Institute for Applied Theater Studies in Giessen (Germany). He has performed with diverse companies and choreographers. In 2018 at the invitation of the Biennale di Venezia he creates a new version of the “Le Sacre du Printemps” for 3 performers. His works produce situations that question the relationships between spectators/visitors and performers and attempt to transform or reconfigure dichotomies such as: object/ subject, animal/human, machine/human, nature/culture, public/private, form/unform.

Eduardo Fukushima Brasil Brazil

17 abril 15h30

é coreógrafo, bailarino e professor. Trabalhou também com outros coreógrafos como Ângelo Madureira, Ana Catarina Vieira, Célia Gouvêa, Luiz Fernando Bongiovanni e Miyako Kato. Tal como em “Entre Contenções”, é criador e intérprete de “Como superar o grande cansaço” e “Homem Torto”; 3 solos premiados no Brasil. Foi também premiado com a Bolsa Suíça Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative 2012/13 para estudar em Taiwan com o coreógrafo Lin Hwai-min. Colaborou com diferentes diretores de Teatro e Cinema. Em 2019, co-dirigiu a peça “Imagine” com as artistas Beatriz Sano, Júlia Rocha e Isabel Monteiro. is a choreographer, dancer and teacher. He also worked with other choreographers such as Ângelo Madureira, Ana Catarina Vieira, Célia Gouvêa, Luiz Fernando Bongiovanni and Miyako Kato. Like in “Entre Contenções”, he is the author and performer of “Como superar o grande cansaço” and “Homem Torto”, 3 solos awarded in Brazil. He was also awarded by the Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative bursary 2012/13 to study in Taiwan with choreographer Lin Hwai-min. He colaborated with different directors from Theater and Cinema. In 2019, co-directed the piece “Imagine” with the artists Beatriz Sano, Júlia Rocha and Isabel Monteiro.

Francesca Foscarini Itália Italy

8 maio 15h30

Bassam Abou Diab Líbano Lebanon

26 março 15h30

é performer e bailarino de dança contemporânea e folclore. Graduou-se em teatro em 2010 e está a terminar o mestrado em “Formação de Actores” na Universidade Libanesa. Integrou a companhia de dança Maqamat por vários anos e realizou 4 criações: “Mushrooms and Fig Leaves”, “Hibr”, “That Part of Heaven” e “Watadour”. Ao longo dos últimos anos tem participado no “Takween”; programa de dança intensiva, onde trabalhou com vários coreógrafos internacionais. Bassam trabalhou igualmente com vários diretores de teatro no Líbano. Criou e interpretou as performances “not connected”, “under the flesh” e “Of What I remember” (estas últimas, actualmente em digressão). Recentemente co-criou “Who Cares” apresentado em Matera, Zaragoza, e “Incontro” em Marselha, Beirute e Paris. Além disso, dirigiu e coreografou “The Siege/L’Assedio” apresentado em Pescara, e “phalastinian karma”, uma performance para a Academia Nacional de Roma - Festival Ravello. is a Performer and dance artist with a focus on contemporary dance and folklore. He graduated with a BA in theater studies from the Lebanese University in 2010 and he’s working on his master degree in “Actor Formation“. He has been dancing with Maqamat Dance company for several years. Bassam has also performed in many theater plays in Lebanon. Among others pieces, he created and danced “not connected”, “under the flesh” and “Of What I remember”.

é coreógrafa e professora de dança. A sua carreira tem sido marcada pelo encontro com importantes nomes da cena da dança internacional (Yasmeen Godder, Sara Wiktorowicz, Iris Erez, Emio Greco, Roberto Castello) com quem teve a oportunidade de pesquisar diferentes linguagens da dança contemporânea e improvisação. A sua pesquisa enfoca-se na relação entre fisicalidade e estados de espírito, interessando-se particularmente em explorar a presença do artista no palco, e sua relação com o público. Os trabalhos incluem Kalsh (2009), Cantando sulle ossa (Melhor solo Masdanza 2012, apresentado no festival Avignon Off 2014), Avó (Equilibrio Award Roma 2013 Performer), Gut Gift (por Yasmeen Godder, 2014). Foi premiada com o Prémio Positano para Bailarina do Ano em 2015. As suas criações mais recentes incluem Vocazione all’Asimmetria (Aerowaves 2017) e Good Lack (2016). Trabalha como artista para Alessandro Sciarroni em Folk-s desde 2012 e colabora actualmente como intérprete com Yasmeen Godder em “Two Playful Pink”. is an Italian dancer choreographer and teacher. Her career has been marked by the encounter with important masters of the international dance scene, (Yasmeen Godder, Sara Wiktorowicz, Iris Erez, Emio Greco, Roberto Castello) with whom she had the opportunity to collaborate. Her research and poetic focus on the relation between physicality and states of mind and she is particularly interested in exploring the presence of the performer on stage in relation with the audience. She was awarded with the Positano Prize as Dancer of the Year on the Contemporary Scene in 2015. She has been working as a performer for Alessandro Sciarroni in Folk-s since 2012 and she is currently collaborating as a dancer with Yasmeen Godder in the remaking of Two Playful Pink.


44 olhar exposições

resgate / procura

exposição de fotografia photo exhibition

Vasco Célio

27 março a 15 maio

foyer do teatro Municipal, Faro ter a sáb | 13h às 19h30 entrada livre

são um conjunto de fotografias que refletem a constante mudança de uma das áreas mais sensíveis do nosso território - a Ria Formosa - e que revelam 5 projectos de investigação que lhe dedicam o seu saber. Esta exposição de fotografia de grande formato, apresentada no foyer do Teatro Municipal de Faro, é um complemento e constitui uma outra forma de apresentar o projeto desenvolvido e apresentado, in loco, na Ilha da Culatra, o qual cruza património (material/ imaterial) e investigação de ponta, mundialmente reconhecida, realizada por equipas de investigadores da Universidade do Algarve que se debruçam sobre questões urgentes relativas à salvaguarda daquela ilha. Acreditamos que deste modo facilitamos o acesso desta informação a um maior número de interessados, contribuindo para consciencializar e sensibilizar a comunidade para a necessidade de todos intervirmos no presente de modo a resgatar o planeta e a condicionar positivamente o Futuro. a set of photos that reflect a constant change in one of the most sensitive areas of our territory - Ria Formosa - and reveal 5 research projects that dedicate their knowledge to it. this large-format photography exhibition, presented at the foyer of the Municipal Theater of Faro, is a complement, another way of showing the project developed and also presented, in loco, at Ilha da Culatra. The work combines patrimony (material/immaterial) and worldrenowned research, carried out by teams of researchers from the University of Algarve that address urgent issues regarding the safeguarding of the barrier islands. We believe, that way, we are facilitating the access to this information to a greater number of public, contributing to raise awareness and sensitize the community to the need for all us to intervene in the present moment in order to rescue the planet. Vasco Célio, Angola 1975, é um fotógrafo português que reside no Algarve. Desenvolve uma permanente reflexão centrada num olhar documental sobre Portugal a partir da qual tem exposto e publicado trabalhos a título pessoal ou em conjunto com instituições, curadores, investigadores e outros. Vasco Célio, Angola 1975, is a Portuguese photographer who lives in the Algarve. He develops a permanent reflection upon Portugal through a documentary vision.He has been exhibiting and publishing personal and collective works with institutions, curators, researchers, among others.

fotografia Vasco Célio photography


46 olhares exposição

Serra MÚ

exposição de fotografia photo exhibition

Luís da Cruz 18 abril a 30 maio

galeria Praça do Mar Quarteira ter a sáb | 9h30 às 18h entrada livre

esta exposição mistura o que foi e o que é, permite o confronto de um passado que foi ontem, e de um presente que permite adivinhar o que está por vir. É um exercício, um resgate de fotografias realizadas em 2002 acompanhadas por imagens de hoje, que mostram que na Serra o tempo é mortífero, tem uma velocidade lenta e enganadora. Tudo acontece sem se ver num silêncio desarmante. Há uma energia virulenta, tudo está prestes a ser, a explodir e a morrer sem piedade (de forma natural). É visível o efeito aceleradamente devastador do tempo na Serra. Passaram 15 anos e a Serra é o que não era. As casas ainda existem com ou sem habitantes, porque alguns o tempo os levou, mas parecem outras. O que ontem era vivo e vivido, hoje é abandono. Como complemento aos percursos, às visitas acompanhadas pelo fotógrafo Luís da Cruz e também por técnicos e investigadores aquele território, apresentamos esta exposição de fotografia de grande formato, um resgate num contexto deslocado da Serra que permite confrontar passado recente e presente. Ao colocarmos lado a lado imagens das mesmas casas e dos serrenhos, separadas por 15 anos, testemunhamos como o tempo é mais devastador e a realidade pode ser mais mutante nuns territórios do que noutros. Na Serra o tempo estende-se e é mais mortífero. O silêncio que fica não apaga a força da Natureza. this exhibition mingles the past with the present, confronts with what still existed yesterday and allows the guessing of the future. It is an exercise, the rescue of photos taken in 2002 together with the images of today, showing that in the Serra, the time is deadly, and has a slow and deceptive speed. Everything happens without being seen, in disarming silence. There is a virulent energy, everything is about to be, to explode and to die without mercy (naturally) The increasingly devastating effect of time in the Serra is obvious. 15 years have passed and the Serra is what it wasn’t. Some houses still stand, with or without inhabitants – because time took some of this people – but they don’t look the same. What yesterday was alive and liveable, today is abandoned. As a complement to the tours as well as the visits accompanied by photographer Luís da Cruz and technicians/researchers in the field, we present this large format photography exhibition, a revival in the context displaced from the Serra, that allows both the recent past and present to be confronted. By placing them side-by-side, images of the same houses and its people, separated by 15 years, we witness how time has become increasingly devastating and reality can be more mutable in some regions than others. The silence that lingers does not disguise the force of Nature.

Luís da Cruz, nasceu em Loulé em 1968. Fotógrafo profissional desde 1990. Formou-se em Fotografia na Universidade Koninklijke Academie Van Beeldende Kunsten (Haia, Holanda) e é Mestre em Belas Artes pela Universidade AKV St. Joost (Breda, Holanda). Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em 2002-03. Luís da Cruz, was born in Loulé in 1968. Professional photographer since 1990. He graduated in Photography at Koninklijke Academie Van Beeldende Kunsten University (The Hague, Netherlands) and holds a Master of Fine Arts from AKV St. Joost University (Breda, Netherlands). He received a bursary from the Calouste Gulbenkian Foundation in 2002-03.

fotografia Luís da Cruz photography agradecimentos Maria Teresa Rodrigues; José Rodrigues Cavaco; Maria José Gonçalves Cavaco; Teresa Maria Gonçalves Cavaco; Carlos Gonçalves Cavaco; Luísa Vida Errada; Paulo Machado; José Viegas; Maria Alierte Graça; José Manuel Silva Graça; Sónia Graça; Jorge Graça; José António Graça; Inácia Salvador; Joaquim Salvador; António Francisco; Maria Odete Carmo; Cristiana Carmo Francisco; Joaquim Tomás; António Tomás; Gracinda Cavaco; José Manuel; Isidório Cavaco; Maria Palma; José Carlos Cavaco; Idalina Tomás; Gabriel Tomás; Catarina Tomás; Cláudio Tomás thanks to


48 olhares mapeamento & resgate

mapeamento & resgate mapping & rescue Serra do Caldeirão 16 e 24 maio 10h00 às 17h00 saída de Loulé

preço 20 euros

é uma exposição de fotografia na Serra que nos obriga a percorrer o Caldeirão. Entre fotografias justificadas e paisagens explicadas um almoço com comidas serrenhas. este evento resulta de um convite ao fotógrafo Luís da Cruz para resgatar parte de um trabalho que realizou há cerca de 15 anos na Serra do Caldeirão (tema da 1ª edição deste festival). A nossa proposta, que inclui um almoço, passa por voltar à Serra em visitas acompanhadas por técnicos que trabalham no terreno, repetindo percursos traçados por um fotógrafo que a mapeou com fotografias em 2002. Visitaremos casas junto das quais apresentaremos reproduções de fotografias em telas vinílicas de grande formato, registos de há 15 anos que permitirão ao visitante testemunhar como a passagem do tempo na Serra tem um efeito aceleradamente devastador. Um território onde o tempo tem outra duração, outro efeito, traz consigo o inevitável apagar de memórias, o que naqueles lugares significa desertificação e perda de identidade. Os participante poderão escolher fazer a visita pelos seus próprios meios ou juntar-se a um grupo que se deslocará num autocarro que sairá de Loulé, pela manhã, às 10h30 tendo como ponto de partida o terminal Rodoviário de Loulé e como ponto de encontro.

a photo exhibition by Luís da Cruz that leads us to cross the Serra do Caldeirão. In between photos justified by the photographer and landscapes explained by technicians that work on the field – we´ll stop for a Serra’s traditional lunch. The increasingly devastating effect of time in the Serra is obvious. 15 years have passed and the Serra is what it wasn’t. Some houses still stand, with or without inhabitants – because time took some people – but they don’t look the same. What yesterday was alive and liveable, today is abandoned. As a complement to the tours as well as the visits accompanied by photographer Luís da Cruz and technicians/researchers in the field, we present this large format photography exhibition, a revival in the context displaced from the Serra, that allows both the recent past and present to be confronted. By placing them side-by-side, images of the same houses and its people, separated by 15 years, we witness how time has become increasingly devastating and reality can be more mutable in some regions than others. The silence that lingers does not disguise the force of Nature. Participants to visit Serra do CALDEIRÃO on 16 and 34 May can go by their own means or meet us in Loulé at the Bus Terminal, 10h00 to go by bus.

Culatra

30 maio 10h00 às 17h00 saída de Olhão preço 15 euros esta é uma exposição de fotografia na Culatra, um percurso pedestre com fotografias justificadas pelo fotógrafo e contextualizadas por investigadores, com uma pausa para o almoço.

cada ocupante deste planeta é um poluidor, mais ou menos descontrolado, que poderá desempenhar um papel decisivo no seu resgate. Este potencial tende a ser exercido de diferentes maneiras e intensidades, o que, em muitos casos, depende das profissões que exercemos, mas também do modo como as nossas vidas são afetadas pela poluição e pelas alterações climáticas. Pensando no mar e, especificamente, na Ria Formosa, um território sensível e muito pouco protegido, o nosso desafio passou por propor ao fotógrafo Vasco Célio, o resgate de algumas imagens do seu projeto “Ilhas 2000” e, a partir daquele material, produzir fotografias complementares que testemunhem o trabalho de investigadores que se debruçam sobre questões urgentes relativas à salvaguarda da ilha. Através da realização de uma exposição de fotografia de grande formato, e de um percurso na ilha, disponibilizamos tanto aos habitantes como aos visitantes, imagens e informações que nos podem tornar mais ativos, mais conscientes, mas também mais cúmplices no combate às alterações a que está sujeito aquele habitat. Os participantes poderão escolher fazer a visita pelos seus próprios meios ou juntar-se a um grupo que se deslocará de barco com saída de Olhão às 10h30.

through a large-format photography exhibition, tour and visit to the island, we provide both residents and visitors, images and information that can make us more pro-active, more aware but also more complicit in fighting the changes to which that habitat is exposed. Each and every occupant on this planet is to some extent an uncontrolled polluter who can play a decisive role in saving it. This potential tends to be exercised in different ways and intensities, which in many cases depend on the jobs we have but also on how our lives are affected by pollution and climate change. With the sea in mind, more particularly the Ria Formosa, a sensitive and poorly protected territory, our challenge is to contribute towards the visibility of the work of teams of researchers from the University of Algarve that address urgent issues regarding the safeguarding of the barrier islands. Participants can go to the Island by their own means or gather in Olhão to take the boat at 10h30.


projetos de investigação inseridos na exposição de fotografia “resgate | procura” do fotógrafo Vasco Célio André Pacheco

Katerina Kombiadou

o foco deste projeto são as energias renováveis marinhas, particularmente o potencial de extração de energia de maré e a avaliação do impacto da exploração. Pretende-se compreender a melhor forma de extração da potência local com recurso a uma estrutura flutuante com turbinas, ancorada no canal da Culatra (zona piloto), medindo também o seu impacto no ambiente físico e biológico. Os métodos passam, entre outros, pela colocação de protótipos de escala reduzida, medição das correntes no canal, análise dos sedimentos na zona a fundear, desenvolvimento de modelos numéricos para análise das correntes e modelos para estimar a dimensão da turbina.

o projeto tem como objetivo o estudo e compreensão da evolução das ilhas barreira durante as últimas décadas, não só como uma forma de saber o como e porquê dessa evolução, mas também para perspetivar como é que o sistema pode evoluir no futuro. O método de investigação passa pela análise de fotografias aéreas desde a década de 1940, mapas topográficos e batimétricos, registos da agitação marítima e nível médio do mar. Para além do estudo da morfologia das ilhas, está-se também desenvolver métodos para estimar a sua resiliência.

engenheiro do Ambiente, doutorado em Oceanografia Física, interessado em energia marinha, energias renováveis, dinâmica de barras de maré e processos costeiros.

Priscila Goela Sónia Cristina o objetivo deste projeto é compreender os fenómenos que ocorrem na superfície do oceano a partir da cor que apresenta, através do desenvolvimento de métodos de análise de imagens de satélite e verificação com instrumentos no local. A cor do oceano representada nas imagens de satélite oceano é influenciada por exemplo, pelo tipo e abundância dos microrganismos existentes, o significa que pode ser usada como indicador da qualidade da água. Neste projeto são desenvolvidos e testados complexos algoritmos que permitem estas análises. oceanógrafa, doutorada em Gestão Marinha e Costeira e Priscila Goela, formada em Quimica, doutorada em Gestão Marinha e Costeira ambas com interesse em deteção remota da cor do oceano, gestão marinha e costeira e qualidade da água.

engenheira Civil, doutorada em Oceanografia Costeira, interessada em dinâmica costeira, previsão de evolução e do transporte de água e sedimentos na zona costeira.

Rita Carrasco

Rita Domingues

o projeto pretende conhecer a evolução dos sapais de maré nas zonas interiores da Ria Formosa, através da análise dos sedimentos não só à superfície, mas também em profundidade. As análises do passado, em complemento com as medições das condições hidrodinâmicas do presente, servem de base a estimativas da evolução do futuro destes ambientes, face à subida do nível médio do mar. Para este estudo, recolhem-se testemunhos verticais que são analisados e datados, medem-se as correntes nos canais interiores e barras de maré e desenvolvem-se modelos numéricos de previsão de evolução.

o projeto tem como objetivo o estudo dos microrganismos presentes na água do mar, como indicadores ecológicos e da qualidade da água. O fitoplâncton (microrganismos que efetuam a fotossíntese) são a base da cadeia alimentar dos seres vivos marinhos e neste projeto medimos a sua diversidade e abundância, em conjunto com outros parâmetros físicos, como a temperatura e salinidade da água. Em complemento, o projeto passa pelo desenvolvimento de experiências no laboratório para verificar de que forma estes seres vivos se comportam face a alterações do meio.

engenheira do Ambiente, doutorada em Geociências, interessada na evolução e previsão da evolução das zonas de sapal/laguna, gestão costeira e serviços dos ecossistemas.

bióloga Marinha, doutorada em Ciências Marinhas, interessada em microalgas marinhas, ecologia, eutrofização e alterações climáticas.


50 olhares colóquio e atelier

a ERA do ANTROPOCENO caminhos de transformação para o resgate do Planeta

the Antropocene era, paths of transformation to rescue the Planet a 6ª edição dos encontros do DeVIR - resgate alia-se à Câmara Municipal de Loulé, seu parceiro co-financiador, para fazer de 23 de maio, um dia completo dedicado à realização de um atelier e de um colóquio que culminará com a presentação do Plano Estratégico para as Alterações Climáticas da Câmara Municipal de Loulé.

the 6th encontros do DeVIR- RESCUE associates with Loulé City Council, its financial partner, on May 23, to organize a Workshop and a Conference that will culminate with the presentation of the Strategic Plan for Climate Change of the city.

23 maio Galeria Praça do Mar Quarteira

atelier 10h30 às 12h30 entrada livre

Interessa-nos reflectir sobre as possibilidades e as inspirações para sair da distopia, mostrando soluções e caminhos de transformação e inovação que já estão em curso, e outros que precisam ser iniciados rapidamente. Este atelier começa com um exercício prático que desafia o participante a conhecer qual a sua pegada ecológica. Será esta informação o ponto de partida para uma reflexão que contempla num mesmo dia, a realização de um Colóquio e ainda a apresentação do Plano Estratégico para as Alterações Climáticas da Câmara Municipal de Loulé.

we are interested in reflecting on the possibilities and inspirations to get out of dystopia, showing solutions and paths of transformation and innovation that are already underway, and others that need to be started quickly. This workshop is a practical exercise that challenges the participant to know what his/her ecological footprint is. This information will serve as a starting point for a reflection that contemplates, within the same day, a conference and also the presentation of the Strategic Plan for Climate Change of Loulé City Council.


23 maio Galeria Praça do Mar Quarteira

coloquio 15h30 às 18h30 entrada livre

a novidade está na impossibilidade de continuar a ignorar. resgatar o Planeta é uma urgência de hoje. do cidadão comum ao político, do cientista ao artista, todos somos responsáveis, todos temos um papel a cumprir. - Quem pode resgatar o Planeta?  - Qual o nosso papel no resgate o Planeta?  - Que meios e atitudes para resgatar o Planeta?  - Que dimensão pode ter o resgate o Planeta? estas e outras questões serão abordadas e discutidas num evento informal, com moderação de Clara Lopes (engenheira do ambiente), que pretende ser informativo, prático e acima de tudo útil. Recusamos o alarmismo estéril.  Procurámos encontrar 5 pontos de partida para conversas, que deverão ser abordagens simples e positivas que possam fazer a ponte entre a ciência e a comunidade. Uma partilha de conhecimento, de soluções, de visões e de valores, cruzando política, economia, tecnologia, ciência, mas também saúde, sociedade, cultura e ética.  Faremos o ponto da situação, sumarizando o desenvolvimento da Era do Antropoceno, para de seguida se analisar caminhos de transformação para o desenvolvimento sustentável numa perspectiva social, cultural e comunitária. Importa-nos dar a conhecer soluções inspiradoras, “boas sementes”, que proliferam a nível planetário mas também local, de modo a contribuirmos para a consciencialização/sensibilização e responsabilidade de todos, incentivando e estimulando a vontade de agir.

André Pacheco

The news is that we can not continue to ignore. Rescuing the Planet is an urgency today. From ordinary citizens to politicians, from scientists to artists, we are all responsible, we all have a role to play. Starting from the example of choreographer Jérôme Bel, who seeks to find a way to continue presenting his work, with a very small ecological footprint, we want to contribute to answer questions such as: Who can rescue? What is our role in the rescue? What means and attitudes to rescue? How big can the rescue be? These and other issues will be discussed in an informal event that aims to be informative, practical and above all useful. We are interested in reflecting on the possibilities and inspirations that help us getting out of dystopia, showing solutions and paths of transformation and innovation that are already underway and others that need to be started quickly. There is a decade left for us to reverse a disastrous path that will lead us to catastrophe, a reality that has long been anticipated, but which has been silenced by economic interests but also by each one of us in our own conduct.

Francisco Ferreira

JÉRÔME BEL

CIMA/Univ. do Algarve/Culatra 2030

ZERO e QUERCUS

coreógrafo

investigador do CIMA- Universidade do Algarve e Coordenador da Iniciativa Culatra 2030 André Pacheco é Engenheiro do Ambiente e doutorado em Oceanografia. É investigador auxiliar convidado do CIMA/UALG na área das energias marinhas. Foi o responsável por testar o primeiro dispositivo de energia das marés em águas portuguesas, precisamente na Ria Formosa, de forma a estudar o fornecimento de energia marinha à Ilha da Culatra. Do seu contacto com a AMIC nasceu a iniciativa “Culatra 2030 - Comunidade de Energia Sustentável”, a qual coordena.

é professor no Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-NOVA) e investigador do CENSE (Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade). É licenciado em Engenharia do Ambiente pela FCT-NOVA, mestre por Virginia Tech nos EUA e doutorado pela Universidade Nova de Lisboa. Tem um vasto conjunto de publicações nas áreas da qualidade do ar, alterações climáticas e desenvolvimento sustentável. Foi Presidente da Quercus de 1996 a 2001 e Vice-Presidente entre 2007 e 2011. Foi membro do Conselho Nacional da Água e do Conselho Nacional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Atualmente é o Presidente da “ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável”, uma organização não-governamental de ambiente com atividade nacional.

estudou no Centro Nacional de Dança Contemporânea de Angers (França) em 1984-1985. De 1985 a 1991, dançou para muitos coreógrafos em França e em Itália. Em 1992, era assistente do diretor e coreógrafo Philippe Découflé para as cerimónias dos XVI Jogos Olímpicos de Inverno de Albertville e Savoie (França). Jérôme Bel recebe um Prémio Bessie pelas performances do “The show must go on” em Nova Iorque em 2005. Em 2008, Jérôme Bel e Pichet Klunchun receberam o Prémio Routes Princess Margriet pela Diversidade Cultural (Fundação Cultural Europeia). Em 2013, “Disabled Theater” (2012) foi selecionado para Theatertreffen em Berlim e ganhou os Prémios de Dança Suíços – Trabalhos Atuais de Dança. Retrospective um trabalho concebido para ser apresentado em vídeo, reflete as suas preocupações com as questões ambientais relativamente à mobilidade.

Vera Mantero

coreógrafa

estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. O seu trabalho artístico tem sido amplamente reconhecido, com prémios institucionais como o Prémio Almada do Ministério da Cultura (2002) ou o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete (2009), ou através de iniciativas como a apresentação de uma retrospectiva do seu trabalho, organizada pela Culturgest em 1999, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera” ou a representação portuguesa na 26ª Bienal de São Paulo, em 2004, com “Comer o coração”, uma obra criada em parceria com o escultor Rui Chafes. O influente jornal brasileiro O Globo elegeu “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional” como uma das 10 melhores peças de dança apresentadas em 2014. Os seus últimos trabalhos refletem as suas preocupações com as questões ambientais.

Vera Ferreira

ANTRPO - Universidade de Coimbra é atualmente investigadora junior no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde integra o Núcleo de Estudos sobre Ciência, Economia e Sociedade. É membro da equipa de investigação do Projeto TROPO - Ontologias do Antropoceno em Portugal: movimentos sociais, políticas públicas e tecnologias emergentes. Frequenta, desde 2018, o Programa de Doutoramento em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa. É mestre em Relações Internacionais (2017), na especialidade de Estudos da Paz e da Segurança, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e é licenciada em Relações Internacionais (2015) pela mesma faculdade.


bilhetes tickets

ficha técnica credits

tel. 289 82 87 84 devir-capa@devir-capa.com www.encontrosdodevir.com

direcção artística artistic direction José Laginha

espectáculos performances

13 março 21h30 CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro 80 min m/12 preço 5€ price info e reservas 289 828 784 ticketline.pt info | booking 14 março 21h30 Convento de Sto. António Loulé 45 min m/12 preço 3€ price info e reservas 289 414 604 info | booking 22h30 Cineteatro Louletano Loulé 30 min m/12 preço 3€ price info e reservas 289 414 604 info | booking 21 março 21h30 CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve Faro 90 min m/16 preço 3€ price info e reservas 289 828 784 info | booking

gestão e direcção de produção administration production direction Ana Rodrigues produção executiva e comunicação production and communication Sandrine Crisostomo e Marlene Vilhena

assistente de produção production assistant Sara Martins, Inês Faustino e Marco Martins design gráfico graphic design José Laginha assistente de design gráfico graphic design assistant Anna Khomenko e Joana Martins Jacó traduções e legendagem Sandrine Crisostomo, Marlene Vilhena, Carolina Santos e Patrícia Pimentel

direcção técnica technical direction Aldeia da Luz equipas técnicas technical support Teatro Municipal de Faro, Cineteatro Louletano, Centro Cultural de Lagos, Luís Guerreiro manutenção e limpeza cleaning and maintenance Rodica Fornea organização organization DeVIR/CAPa estrutura financiada structure financed Républica Portuguesa – Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes iniciativa co-financiada por initiative co-financed by 365 Algarve/Turismo de Portugal, Câmara Municipal de Loulé, Câmara Municipal de Faro, Câmara Municipal de Lagos

27 março 21h30 Teatro Municipal Faro 60 min m/12 preço 5€ price info e reservas 289 888 110 info | booking

agradecimentos thanks

3 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé 4 abril 21h30 Centro Cultural de Lagos Lagos

Fundação Pina Bausch; Instituto Goet; Bruno Filipe Pires; Fúlvia Almeida; Julieta Caetano; Luísa Piedade; Dália Paulo; João Serrão; Paulo Pires; Cláudio Felisberto; Gil Silva; Ana Teresa Vieira, Liliana Ferreira; Amaury Cacciacarro; Abriana Grechi; Junta de Freguesia de Quarteira; Silvia Bonixe; Cláudio Alegre; Cláudia Fontão,  Larissa Mundi; Annett Drake; Escola Tomás Cabreira; Sara Martins; Pedro Curado; Ana Filipa Antunes, Clara Lopes

70 min m/12 preço 5€ price info e reservas 289 414 604 e 282 770 450 info | booking 18 abril 21h30 Cineteatro Louletano Loulé 70 min m/12 preço 5€ price info e reservas 289 414 604 info | booking 2 maio 21h30 Teatro Municipal Faro 70 min m/12 preço 5€ price info e reservas 289 888 110 info | booking 9 maio 21h30 Cineteatro Louletano Loulé 70 min m/12 preço 5€ price info e reservas 289 414 604 info | booking

ficha técnica do jornal credits concepção conception José Laginha design gráfico graphic design José Laginha tradução translation Sandrine Crisostomo, Marlene Vilhena e Carolina Santos tipografia printing Funchalense empresa gráfica, S.A.


DeVIR ass. de actividades culturais (1994) ao longo dos últimos 18 anos, os diferentes subprojectos que temos vindo a desenvolver têm seguido uma mesma lógica, assente em 2 vectores principais: apoiar a criação e informar/criar públicos. a sul festival int. de dança contemporânea Perhaps she could dance first and think afterwards Vera Mantero Socorro! Gloria! Piezas distinguidas Maria José Ribot (Es) Pesogallo Mónica Valenciano (Es) Sin Título Inês Bosa e Carles Mallol (Es) Auto.Retrato Margarida Bettencourt Nossa Senhora das Flores Francisco Camacho Rambo Ribeiro Paulo Ribeiro Extracto do Cio Azul Clara Andermatt Doença D’Infinito José Laginha Every Day’s Blood Olga Mesa Savon de toilette Amélia Bentes Auto-Retrato Madalena VitorinoA dança do existir Vera Mantero Enciclopédia Roberto Castello (it) E.I.B.T.W. Leone Barilli (It) Lo spazio nel cuore Enrica Palmieri (It) Anteros o amante visual Paula Massano Vozin Sofia Neuparth Passo un lungo momento Grupo Allena, Anouscka Brodacz (It) Dom/São Sebastião Francisco Camacho Para enfastiadas e profundas tristezas Vera Mantero Recidive/ Controverse Hela Fattoumi e Eric Lamoureux (Fr/Tn) Branco Sujo João Fiadeiro L’authentique silhouette de Brigitte Muller Said Sï Mohamed (Dz) Primeiro Nome: Le Francisco Camacho Périr pour de bom Nacera Belaza (Dz) Diz-me como comes, dir-te-ei quem és” José Laginha Viva o momento Peter Michael Dietz (Dk/Pt) Um homem seguiu em frente Rui Nunes uma misteriosa Coisa disse o e.e. Cummings Vera Mantero Cuerpo colibri sediento Georgina Martinez (Mx) Fou-Nána António Tavares O berimbao de Caxixi / Altar Mayor Awilda Sterling (Pr) Landscape Maria Inês Villasmil (Ve) Lilith” Carlota Lagido Miss Puerto Rico o la isla que se repite Viveca Vásquéz (Pr) O corpo Fausto Matias More Francisco Camacho Violating Space Francisco Rider da Silva (Br) Carpe Diem Manuel Pérez Torres (Ve) A queda de um ego Vera Mantero Every Fragment of Dance is Awakene / Walking Tall Astad Deboo (In) Love Series not talking about perfection Aldara Bizarro Wandering Songs / La Terre Blessée Ranjabati Sircar (In) ausência, a inebriante perspectiva do repouso José Laginha (In) Balancing the spot , Moving with the chair/ Exploration on the ground level Vishwakant Singha (In) V for… Mallika Sarabhai (In) Le Foins Vera Mantero Enciclopédia Roberto Castello (It) City Maps Imlata Dance Cia (In) És tu Zé? + Valsa Lenta José Laginha Shirtologia (Miguel) Jerôme Bel / Miguel Pereira (Be/ Pt) Cancion de Diente David Zambrano (Ve) Hermosura El Descueve (Ar) Les Porteuses de Mauvaises Nouvelles” Companhia Instável / Wim Vandekeybus Mendiolaza Krapp (Ar) Cuadrado negro sobre fondo negro Rodrigo Pardo (Ar) Vistas Florencia Olivieri (Ar) Parasita acumulador #03 Carlos “Zíngaro” / Ludger Lamers Pixel Rui Horta 6 Set. no CAPa, 7 Set. no CAPa Miguel Pereira Inner Lawas duWa Dance (Sk) Handy # 23 Produções Real Pelágio Nurofen Peter Jasko (Sk) Peças Soltas Rui Horta What Sort of Tenderness Márta Ladjánszki / Reka Szabo (Hu)Solitary Virgin Leonor Keil Almost 3 Cia Tamater (Hu) In Bella Cópia Cia. Déja Donné (Cz) Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois Vera Mantero You come to see the show and you’ll get an extra burger! Mihai Mihalcea (Ro) Swan Lake City Dancetheatre of National Theatre of Northern Greece (Gr) LIVE | EVIL/ EVIL | LIVE Francisco Camacho Anthem Mayday(Cy))Hermaphrodite Quasi Stellar Dancetheatre (Grécia) Delirium Candaş Baş (Tr) Roj Çaglar Yilmaz (Tr)Tired Ilyas Odman (Tr) Crazy happiness Oktana Dancetheatre Company Gr) Home sweet home Emre Koyuncuoğlu (Tr))TABULA RASA Cross-Section (Jp) Komachi Masami Yurabe (Jp) 7p.m./Rumour (loose in the air) Maria Ramos (Portugal) Carlo X Carlo j.a.m. Dance Theater (Jp) Mizunoie Water house Shykakusai Monochrome Circus (Jp) não temos Pátria temos barabatanas 06 José Laginha Refined colors Monochrome Circus (Jp) Fuwafuwa Ladybug Miho Konai (Jp) Against Newton II LUDENS(Jp) Detour Miho Konai (Jp) Kaminari Kamu Suna Ballet Company Pollen Revolution 120 Akira Kasai (Jp) CAPa, Centro de Artes Performativas do Algarve é um edifício de três andares que comporta além da sala de apresentação de espectáculos, 2 estúdios de trabalho, zona de residência (15 camas) ,escritório/cozinha/ lavandaria, instalações sanitárias, balneários, arrecadação e sala de trabalho. O CAPa é um lugar de criação, onde acolhemos criadores profissionais nacionais e internacionais, numa programação alternativa, que cruza linguagens e que se enquadra no território do contemporâneo, da urgência e do risco. Uma casa onde se investiga, onde se pratica a experimentação e, consequentemente, onde nos aproximamos do “novo”. O reconhecimento do trabalho que desenvolvemos nos últimos onze anos, faz com que o CAPa seja um Centro de referência e o único representante nacional numa rede europeia de casas da dança, EDN – European Dancehouse Network que compreende 23 cidades europeias que integram o Modul-dance project actividades 21 temporadas de programação; 11 programas anuais de residências; projecto In-OUT; projecto Sub12/Sub18; DRAMAT – Escrita por Medida (acolhimento); “a sul” Festival Internacional de Dança Contemporânea; Curso de Gestão e Produção das Artes do Espectáculo / Fórum Dança; projecto Jovens Artistas Jovens; Plataforma de Dança de Criadores Portugueses Emergentes (encontro de programadores da rede IDEE), modul-dance; Ciclo farejar…; Ciclo Balanço; Festival Europeu Temps d’images (extensão); projecto 5’55’’; projecto VALADOS (2010-12) parcerias REDE, associação de estruturas para a dança contemporânea (27 estruturas nacionais); IDEE – Iniciatives in Dance through European Exchange; IRIS, Associazione Sud Europea per la Creazione Contemporanea; EDN – European Dancehouse Network (23 casas europeias da dança); RIP – Rede Informal de Programadores; programa estratégico Algarve Central - uma parceria territorial (autarquias de Faro, Loulé, Olhão, São Brás de Alportel e Tavira) espectáculos Profundo delay Cláudia Jardim, Pedro Penim “Syrinx” António Calpi Ideia Carapinha Miguel Hurst, Zézé Hurst Live Amélia Bentes, Carlos Barreto Pão e Laranjas: leito de mesa, jogo de cadeiras João Pedro Vaz Projecto Karingana Luís Carlos Patraquim concerto Nuno Rebelo, Ulrich Mitzlaff, Gregg Moore concerto José Peixoto, Mário Franco concerto Alexa ndre Soares, João Pedro Coimbra Azul asa de corvo Mario Trigo, Ligia Soares, Rute Lizardo Canções de BREL Francis Seleck, Michel en Voz Baja Félix Santana (Es) we don’t have vídeo yet Natália Medina, Dominik Borucki (Es) Dança do Existir Vera Mantero Crash Landing Luciana Fina Of skin and metal Olga Shubart desenhos Seegründ Lubke True North Bruno Listopad Metamorfose Sin-Cera André Indiana André Indiana Maria Bakker Gonçalo Ferreira de Almeida Interferências ciclo Palcos Mutantes Diz ciclo Palcos Mutantes Nomad ciclo Palcos Mutantes Contador de histórias ciclo Palcos Mutantes Madame de Sade Teatro Praga António Miguel Miguel Pereira concertos Pousada da Música encontros, histórias dos ciganos entre nós Luciana Fina, Olga Ramos What´s Up Dominik Boruki e Cláudia Cardona (De/Bo/Es) Os Gigantes da Montanha Sin-Cera Mini@tures Mulleras Dance Company (Fr) Chão Útero, Carlos Bica & Sandra Rosado/Mariana Amaral A Memória; Os Lugares; As Coisas; E o Mundo aconteceu Teatro do Vestido No Fundo, No Fundo DRAMAT – Escrita por Medida, Lilástico 6 Set. no CAPa e 7 Set. no CAPa Miguel Pereira Inner Lawas duWa Dance (Sk) Os Donos dos Cães DRAMAT – Escrita por Medida, Teatro da Garagem Semblanza Flamenca Choni, Raul Cantizano, Vicente Gelo és tu Zé? & valsa lenta 03 José Laginha as Moscas Sin-Cera Kip teatromosca Trilogia Stringberg Mala voadora Noite Amélia Bentes amarduele Cia Lapsus (Es) Vera Mantero e Pedro Pinto interpretam Caetano Veloso Vera Mantero & Pedro Pinto Hitch Francisco Camacho City Dance Leslie F. Grunberg Paradis Montalvo Avec Sónia Wieder-Atherton Chantal Akerman Uzès Quintet Catherine Maximoff Annonciation Angelin Prelocaj Les Temps du Repli Cathie Levy Solo Thierry Knauff Les Guerriers de la Beauté Pierre Coulibeuf Bill Viola Mark Kidel Fase Thierry De Mey (projecções) T2 Quarto Andar José Nascimento/ João Galante Private Lives teatro Praga MAPA João Pedro Vaz ENDGAME Revisitado Teatro Meridional/Primeiros Sintomas Que o meu nome não te assuste marionetas de Maria Parrato Mark Lewis and The Standards Mark Lewis,Nuno Rebelo, Alexandre Cortez, Vítor Rua, Samuel I-KI Ten Pen Chii Wake Up Hate Paulo Castro Comer o Coração de Rui Chafes e Vera Mantero Inês Oliveira French Swinging Songs Francis Seleck/Miche Adélia Z Teatro da Garagem Vassilissa ou a boneca no bolso Teatro O bando Vera Mantero canta os Americanos… com Nuno Vieira de Almeida Vera Mantero, Nuno Vieira de Almeida Is that all there is? Then let’s keep dancing! Vera Mantero, Nuno Vieira de Almeida MUTIS Matxalen (Es) Txatxorra’s Cube Txatxorras (Es) Perdoar Helena .lilástico Cinema Scope A Fábrica A Vida Continua Teatro da Garagem Agatha Christie Teatro Praga EVIL | LIVE LIVE | EVIL Francisco Camacho Contos do Mediterrâneo Jorge Serafim, Pepe Maestro (Es) Mostapha Bahja (Ma) Bene Cordero (Es) ARCA Hermaphrodite Quasi Stellar (Gr) ANTHEM Mayday (Cy) Crazy Happiness Oktana Dancetheatre (Gr) Fábrica de Nada Artistas Unidos Canções e Fugas Mário Laginha Stand-up Tragedy Mundo Perfeito Homens Cristina Moura (Br) Ácido Teatro da Garagem Quando a alma não é pequena Dead Combo Olelés Jordi Cortés e Damián Muñoz (Es) POPlastik 1985-2005 Pop Dell’Arte Una media de dos o pocas veces más Companhia Pendiente (Es) Masquerade The Legendary Tiger Man Abertura Fácil Francisco Campos/ArQuente Hard 1 e 2 Mala Voadora Tabula rasa Cross-Section (Jp) Komachi Masami Yurabe (Jp) 7p.m./Rumour (loose in the air) Maria Ramos (ext) Festival Temps d’images/ Map Me Charlotte Vanden Eynde (Be)Improviso Encenado João Canijo/Rita Blanco Ciclo arte - Cartes Postales Richard Copans e Raimund Hoghe Bill T. Jones, solos Don Kent e Bill T. Jones One flat thing reproduced Thierry De Mey e William Forsythe 2 Iris Philippe Decoufle Divagations dans une chambre d’hotel Bruno Beltrão, Philippe Barcinski e Dainara Toffoli - documentários (Fr/Gr) - Cine-Concerto de tributo a Carlos Paredes Edgar Pêra e Nuno Rebelo, Tó Trips e Pedro Gonçalves (Dead Combo) Azul a Cores Mundo Perfeito Debaixo da Cidade APA – actores prod. ass. /Manuel Wiborg Testimonio de lobos Mal Pelo (Es) Shall we dance III Teatro Praga Hamlet Light Vvoitek Ziemilski – ensaio aberto Glória Caduca Compañia Lucier (Es) – ensaio aberto Lá e Cá Catarina Vieira e Solange Freitas Não sou daqui Amélia Muge Como un grand vendaval de vidrio Compañia Pendiente/Ana Eulate (Es) ensaio aberto Son Sonoros Colectivo Pan, Luz y Mantequilla (Es) ensaio aberto JP Simões1970 Finka-Pé ass cult Moinho da Juventude Comédia em 3 actos Teatro da Garagem O Labirinto A Morte e o Público João Samões – ensaio aberto Jazz ta Parta Jazz ta Parta Moradas Inúteis de José Carlos Barros e projecto Palavra Ibérica Sulscrito - literatura nova criação Barba Azul, (ensaio aberto) O vôo nocturno Jorge Palma Odete, Odile Sara Vaz Drumming drumming Stabat Mater Artistas Unidos Tritone Real Pelágio Trio Sérgio Pelágio Real Pelágio Shall we dance IV Teatro Praga uma bailarina na escola Aldara Bizarro Malgrés Nous… Companhia Paulo Ribeiro Grândolas Mário Laginha Bernardo Sasseti A Gente Sã do Campo Te-Atrito /A GavetaTeatroClip Teatro da Garagem C’oas Tamanquinhas do Zeca Couplle Coffee & Band Páscoa Peste, associação de pesquisa teatral Window Bomba Suicida Yesterday’s man Mundo Perfeito Zeca Afonso por Filipa Pais & João Paulo Silva Ciclo Zeca Afonso Filipa Pais João Paulo Silva Nasciturno Ludo Matéria Prima Quinteto Carlos Bica jus ou a solidão da justiça Te-Atrito Shreefpunk Matthias Shriefl Beautiful me Gregory Maqoma O Avarento ou a última festa Teatro Praga Nova Criação 2008 Companhia Instável O Babete Real José Carlos Garcia ensaio aberto Filhas da Mãe, fantasias eróticas das mulheres portuguesas Célia Ramos ensaio aberto - a Couple dance Guilherme Garrido e Mia Haugland Habib (Pt/No) 5’55’’ – 1ª edição equipas dos 12 projectos selecionados Solidões Helena Albuquerque Barnwave Kevin Blechdom, Christopher Fleeger (Us) ensaio para programadores Metamorfose António Latella (It) ensaio aberto Filhas da Mãe, fantasias eróticas das mulheres portuguesas Célia Ramos Our early balloons Rose Blanket Skeletons on Rock Andres Lõo (Ee) ensaio aberto Purgatório Martim Pedroso ensaio aberto Sobre a Natureza das Cousas Iván Marcos e Jesús Barranco (Es) White Works Carlos Bica e João Paulo Esteves da Silva filme documentário Eu não tu Ana Borralho João Galante Túmulo de Cães Alunos finalistas do Curso de Artes Performativas ensaio aberto Geopolítica do Caos José Nunes e Cátia Pinheiro ensaio aberto Mappugghje (Ti amo pazzescamente) Stefano Mazzotta, Emanuele Sciannamea (It) Transit_360 Iris Gutler (At) ensaio aberto Antoine Ludger Lamers, Jorge Gonçalves (De/Pt) ensaio aberto Untitled, Still Life Ana Borralho, João Galante e Rui Catalão Chocolate Maria João, Mário Laginha Das coisas nascem coisas e Visita Guiada Cláudia Dias ensaio aberto Veralipsi Sofia Silva António e Maria e A Bela e o Men ino Jesus Projecto Odisseia Cabisbaixa Carlos J. Pessoa A Casa de Bernarda Alba Maria João Luís Imago Hélder Seabra Contos em Viagem – Brasil Teatro Meridional Boato novo albúm JP Simões Os quais Jacinto Lucas Pires, Tomás Cunha Ferreira Ciclo Balanço Filipa Pais Zoetrope Micro Áudio Waves + Rui Horta Migna Mala Projecto seleccionado na 1ª edição do projecto 5’55’’ Migna Mala Ciclo Balanço Vera Mantero Cal José Luís Peixoto/ Maria João Luís e Gonçalo Amorim Mazgani Mazgani Mapa-Corpo Amélia Bentes Vulcão Abel Neves/ João Grosso dia F Ciclo Balanço Francisco Camacho ensaio aberto Mejor no saber su nombre Bárbara Sánchez y Roberto Martínez (Es) ensaio aberto Haute Couture Rafael Alvarez, Paulo Guerreiro ensaios aberto Nova Criação Mal Pelo (Es) ensaio aberto My name is Luísa Gabriella Máthé (Hu) ensaio aberto In a Rear Room Andresa Soares e Ricardo Jacinto ensaio aberto Principios Opuestos Mario García Sáez, Víctor Zambrana (Es) ensaio aberto My Own Private Don Carlos Jose Manuel Mora ensaio aberto Accumulation Processes Pavlos Kountouriotis (Gr) ensaio aberto Luzes ligadas não quer dizer que estejamos em casa Monica Gillette & António Pedro Lopes (Us/Pt) TUCO Cia Instável Karine Ponties (Ff) ensaio aberto Trilogy &Vocal Cords Albert Quesada & Vera Tussing (Es/Uk) Kore-A-Moves – Tournée Europeia de Dança da Coreia:no comment Shin Chang Ho Modern Feeling Lee In Soo Promise Jeon Mi Sook Mong Whan (Bitter Dream) Kim Eunjeong Transforming view Park Young-Cool, In Jung-Ju Performing Dream Sun-A LEE Several QuestionsJang Eun Jung ensaio aberto TV Heroe & Hotel Europa André Amálio, Margarida Barata ,Tereza Havlickova, Daniel Somerville (Pt/Cz/Uk) Óscar e a Senhora Cor-de-rosa Eric-Emmanuel Schmitt,Ivone De Moura,


7ªedição

Faro Lagos Loulé Quarteira 2021 será o que ainda não sabemos, e isso não é mau, porque nos deixa espaço para explorar novos caminhos, mantendo a urgência, o desejo e a responsabilidade de olhar e de pensar empenhadamente este território. Há um lastro que vai crescendo em cada uma das edições deste festival - good seeds/boas sementes - o que justifica manter o propósito de aliar Ciência e Arte, a Serra e o Litoral, o legado e a contemporaneidade, cruzando nessa tarefa, investigadores e cientistas, artistas das Artes Visuais e criadores das Artes do Espectáculo, mas sobretudo o cidadão anónimo, o espectador que nos escolhe. 2021 will be what is still unknown, this is not a bad

thing though, because it leaves us room to explore new paths, keeping the emergency, desire and responsibility to look and think diligently about this territory. There is a thread that crosses each edition of this festival - good seeds - which justifies maintaining the purpose of combining Science with Art, the Serra with the Coast, legacy with contemporaneity, creating links in this task, between researchers and scientists, Visual artists and Performing Arts professionals, but above all with the anonymous citizen, the public who chooses us.

fevereiro a maio

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Jornal programa 6º encontros do DeVIR  

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Jornal programa 6º encontros do DeVIR  

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