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QNovembro de 2016 QMensal QNº 846 QAno XXXI QPreço 5€QDirector José Luís Elias

| A informação para os profissionais do Turismo |

42º Congresso APAVT “Turismo: Liberdade de Escolha e Factores de competitividade”

Eleições na Associação na ordem do dia World Travel Market 2016 Nem o Brexit ofuscou o brilho da Feira Investimento de 5M€ Elvas vai “ganhar” um hotel Vila Galé em 2018 Grupo Investaçor Lança nova marca Azoris Hotels & Leisure

Ana Mendes Godinho Secretária de Estado do Turismo

Crescimento implica mais responsabilidade


nortravel.pt

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NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER


ILHAS PORTUGUESAS desde € 340 MADEIRA AÇORES

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6

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TURISVER | NOVEMBRO DE 2016

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>editorial >editorial

Quando nĂŁo conseguir mudar nada na sua vida, mude a sua atitude

> O turismo, o crescimento e as cidades

O JosĂŠ LuĂ­s Elias, Director joseluiselias@turisver.pt

turismo Ê uma, se não mesmo a primeira actividade económica de Portugal, Ê um sector que tem vindo a conhecer um crescimento cadenciado, aqui e ali interrompido por pequenos períodos de estagnação ou mesmo decrÊscimo, mas a tendência, dÊcada após dÊcada, tem sido a de cativar novos mercados internacionais e fazer crescer os mais tradicionais.

AtÊ aqui tudo bem, mas nada cai do cÊu ou Ê de graça, são precisas ideias e investimentos, a atractividade que as zonas históricas e as åreas ribeirinhas, do Douro a Norte e do Tejo a Sul, exercem sobre os turistas estå a criar, em tempos de Êpoca alta, uma pressão humana algo exagerada a que os habitantes não estavam habituados. Se atÊ hå poucos anos as críticas eram para a desertificação dessas åreas, hoje jå são feitas porque existe gente a mais.

Desde o inĂ­cio do seu desenvolvimento e atĂŠ praticamente ao final do sĂŠculo passado, quando se falava de turismo falĂĄvamos inevitavelmente do Algarve e da Madeira, sĂł depois vinha Lisboa e o Porto, e o resto do paĂ­s acabava apenas por ser falado quando se mencionava algo sobre o turismo interno.

Os extremos e os conceitos fundamentalistas são sempre perniciosos e perigosos e quando ganham força levam mesmo a mudanças de políticas quase sempre desastrosas. Temos vindo a observar que as críticas ao crescimento turístico em Lisboa e no Porto têm crescido de tom, raramente com ideias e soluçþes. São apenas criticas‌

A Expo98 e o Euro 2004, a par de outros eventos de dimensão, vieram no entanto colocar Portugal no mapa e na rota dos turistas europeus. O surgimento das low cost, as políticas de apoio a novas rotas e uma promoção mais clara e acertada, a par, nos últimos anos, do desvio de fluxos turísticos de destinos problemåticos e inseguros para o nosso país, fizeram com que o número de turistas que anualmente nos visita tivesse aumentos significativos, e que todo o país beneficiasse desse crescimento.

Recentemente aconteceu um debate promovido pela comissĂŁo portuguesa de ICOMOS - Conselho Internacional dos Monumentos e SĂ­tios, com a temĂĄtica “O Processo de Turistificação de uma Cidade PatrimĂłnio Mundialâ€?. O que se ouviu neste fĂłrum que decorreu no Ateneu Comercial do Porto, por parte da nossa intelectualidade, foram denĂşncias dos efeitos nefastos que o turismo de massas exerce no Porto e em Lisboa. Um dos oradores apresentou uma intervenção enunciando “treze tristes teses sobre o turismoâ€?, afirmando em uma das ditas, que o turismo, na sua voracidade, destrĂłi aquilo de que se alimenta, seja a autenticidade social, arquitectĂłnica ou outra.

É por ventura nas cidades de Lisboa e Porto que o impacto desse crescimento mais se faz sentir. As duas metrĂłpoles estĂŁo na moda e sĂŁo as novas “coqueluchesâ€? dos turistas europeus. A tipicidade dos seus bairros mais antigos e histĂłricos, a sua monumentalidade e a gastronomia, a par dos preços baixos – face aos praticados em outros paĂ­ses europeus -, sĂŁo alguns dos grandes atractivos, a que se junta, claro, a qualidade do alojamento. Com a vinda crescente de turistas ,novos negĂłcios tĂŞm surgido, edifĂ­cios tĂŞm sido reabilitados e colocados ao serviço do turismo, mais gente ganha emprego em hotĂŠis e alojamentos locais, em restaurantes e bares, em lojas, como guia ou conduzindo tuk tuks e por aĂ­ fora.

Nem tudo estå bem e as Câmaras das duas cidades terão de arranjar a curto prazo novos pólos e centralidades que atraiam os turistas, têm de criar alguma regulamentação para vårios negócios emergentes, mas não podem fazer como alguns dos críticos que não têm em conta, nas suas teses, os impactos positivos que o turismo traz às cidades, preferindo muitas vezes que nada mude para que tudo fique na mesma, pior ainda, com mais degradação, mais desertificação humana, menos empregos e menos renda para os cidadãos. <

Medalha de Prata de MĂŠrito TurĂ­stico do Governo PortuguĂŞs

Turisver

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Medalha de Prata da APAVT de MĂŠrito TurĂ­stico

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>opinião www.turisver.com

i TURI por: Atilio Forte

Tópicos do mês: Valor do trabalho gera valor no emprego: Fala-se muito da geração do milénio na óptica do consumidor esquecendo-se, em grande parte das vezes, que quem dela faz parte também trabalha. Por isso, vale a pena lembrar que o primeiro passo para comunicar eficazmente com os “trabalhadores do milénio” é perceber que eles tendem a trabalhar naquilo em que acreditam, razão porque se deve definir com total clareza o valor e a importância da função que se pretende que desempenhem. Prolongar as estadas: Um cada vez maior número de destinos, hotéis e outros agentes turísticos vem apostando no prolongamento das estadas através de uma maior proximidade junto dos consumidores, nomeadamente pelo uso criterioso das redes sociais. A utilização da conectividade digital e dos dados que ela permite recolher, alimentam a relação com os turistas, tanto antes como após a visita, possibilitando ainda uma melhor personalização das experiências oferecidas. China continua imparável: O segmento do alojamento de luxo na República Popular da China persiste em apresentar excelentes perspectivas de crescimento estando, em grande parte, a ser impulsionado pelo mercado doméstico. Presentemente, só na categoria das 5 estrelas, encontram-se em fase de conclusão 516 novos hotéis. Uma das razões deste sucesso prende-se com o facto da hotelaria “topo de gama” estar a ir ao encontro da procura interna, através da introdução de novos “designs” ao nível dos quartos, permitindo que estes acomodem famílias. <

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NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

Comentário Turisver – Até agora, e com êxito assinalável, o Governo Regional dos Açores, liderado por Vasco Cordeiro, tinha o Turismo e os Transportes sob a mesma Secretaria Regional. Agora o alinhamento vai mudar, a Secretaria Regional que tem o Turismo tem também a Energia e o Ambiente (Energia, Ambiente e Turismo) enquanto os Transportes se juntam às Obras Públicas noutra Secretaria. Que leitura faz desta alteração? Atilio Forte – Antes de entrarmos na resposta propriamente dita à questão colocada, gostaríamos aqui de registar duas notas. A primeira para sublinhar que o desenho da composição de qualquer Governo – neste caso do Governo da Região Autónoma dos Açores – é da exclusiva responsabilidade de quem o lidera, seja quanto ao seu formato, seja no que respeita à escolha dos elementos que o integram. A segunda para recordar que nestes comentários opinamos sempre sobre decisões, estratégias ou políticas pois são elas e os seus reflexos que interferem com a nossa vida ou actividade, e nunca sobre pessoas, já que estas são efémeras no exercício das responsabilidades que episodicamente possam estar sob a sua alçada. Salvaguardando estes aspectos e no que à actividade turística respeita, convirá referir que não foi sem surpresa que constatámos existir uma alteração profunda da filosofia que tão bons resultados vinha produzindo a nível regional, a qual tinha por expoente mais visível a reunião dentro da mesma tutela das pastas do turismo e dos transportes. É uma verdade que atentas as especificidades dos Açores e até da tipologia da sua oferta turística poderá, à primeira vista, fazer sentido juntar o turismo ao ambiente e, ainda, adicionar-lhe a área da energia, pois esta última nos tempos que correm, pelos impactos positivos ou negativos que pode gerar fruto das opções tomadas, é determinante para a sustentabilidade ecológica e preservação ambiental nas quais, por seu turno, está ancorada a estratégia turística do Arquipélago. Mas não menos verdade é que a primeira condição para que o turismo exista e se desenvolva é ter “como chegar?”, o que se traduz no facto do turismo e dos transportes, sobretudo a aviação – até porque estamos a falar de uma região ultraperiférica –, integrarem não apenas a mesma moeda, como fazerem parte indissociável de uma das suas duas faces. Foi aliás por haver este entendimento que num passado mais distante enaltecemos o Governo Regional da Madeira como, mais recentemente, o fizemos relativamente ao dos Açores, pois esta provou ser sempre a melhor fórmula e a única que permitiu que se atingissem tão bons resultados turísticos e tão acentuado desenvolvimento económico, que se reflectiram no aumento de riqueza, emprego e coesão social como facilmente se constata. Se podemos afirmar que foi a liberalização dos voos para os Açores a grande responsável pelos bons resultados turísticos obtidos, é bom termos presente que caso não existissem fluxos turísticos receptivos às demais valências da oferta açoriana não haveria quem ocupasse os lugares de avião disponibilizados. Portanto, a estratégia só teve êxito porque foi simbiótica; porque a aviação faz parte integrante e é peça fundamental do turismo. Ora, pretender ignorar este aspecto pode, a prazo, ser altamente comprometedor para o escorreito desenvolvimento e crescimento da actividade turística. A actividade económica do turismo é uma realidade altamente complexa, não apenas por liderar a economia mundial, nem pela sua transversalidade mas, também, porque já faz parte intrínseca do nosso quotidiano. E este último aspecto, o de fazer com que qualquer um se sinta tão perto dela, por ser algo com que convive (quase) diariamente, em grande parte das vezes leva a que se caia na tentação de julgar que a “sua ciência” ou os “seus segredos” são facilmente perceptíveis e compreensíveis e, por isso, estão ao alcance de todos ou são do domínio comum. Se tivermos em conta o patamar de desenvolvimento do turismo açoriano, esta é uma decisão que não terá efeitos imediatos, pois há muitos projectos em andamento. Podemos até vir a nunca con-


ISMO Nota: Recordamos que esta ĂŠ uma rubrica em que privilegiamos o envolvimento com os leitores que podem colocar questĂľes a Atilio Forte atravĂŠs do e-mail iturismo@turisver.pt

seguir aferir o que se perdeu (ou perderĂĄ) pela adopção desta solução, uma vez que ĂŠ impossĂ­vel comparar realidades totalmente distintas. Mas, estamos certos, a dada altura serĂĄ notĂłria uma menor existĂŞncia de sinergias, um abrandamento da rapidez na tomada de decisĂľes e uma diminuição da eficĂĄcia das polĂ­ticas ou estratĂŠgias. Turisver â&#x20AC;&#x201C; Começa a falar-se cada vez mais das eleiçþes na APAVT, talvez porque se aproxima a realização de mais um congresso da Associação. A seu ver, o prazo de um ano que ainda falta atĂŠ ao acto eleitoral para se falar mais abertamente de candidaturas, ou movimentos que a elas levem, pode ser cedo demais e perturbar a vida associativa? Atilio Forte - Em nossa opiniĂŁo as estruturas associativas sĂŁo, talvez, o expoente mais representativo da chamada â&#x20AC;&#x153;sociedade civilâ&#x20AC;? e, por essa razĂŁo, tudo o que possa contribuir para as dinamizar, para um melhor debate de ideias, para que estejam cada vez mais prĂłximas das suas representadas, ĂŠ extremamente Ăştil, desejĂĄvel e, claro estĂĄ, bem-vindo. No fundo, ĂŠ uma prova da vitalidade das prĂłprias associaçþes e dos sectores que representam. NĂŁo obstante esta nossa posição de princĂ­pio, convirĂĄ que se tenha presente o trabalho que vem sendo desenvolvido, avaliando-o correcta e isentamente, tendo consciĂŞncia que aqueles que a ele se dedicam em nome do colectivo o fazem retirando tempo Ă s suas empresas, Ă s suas famĂ­lias e, em muitos casos (ou na maior parte), sem que lhes sejam reconhecidos os devidos crĂŠditos ou mĂŠritos. Temos para nĂłs que ĂŠ sempre mais fĂĄcil criticar do que fazer. AtĂŠ porque, apesar de serem em nĂşmero pouco significativo, nestas alturas tĂŞm tendĂŞncia para aparecer aqueles que decidem â&#x20AC;&#x153;abraçarâ&#x20AC;? o associativismo nĂŁo para servirem, mas para â&#x20AC;&#x153;se serviremâ&#x20AC;?, o que faz com que na esmagadora maioria das vezes o justo pague pelo pecador. Como em tudo na vida os â&#x20AC;&#x153;oportunistasâ&#x20AC;? acabam, fatalmente, por apresentar maus resultados, sĂł que, entretanto, o mal ficou feitoâ&#x20AC;Ś Considerando, entre outras, as razĂľes que acabamos de expor, no caso da APAVT (Associação Portuguesa das AgĂŞncias de Viagens e Turismo) e independentemente da legitimidade que assiste a todos os associados em candidatarem-se, sĂł se justificarĂŁo alteraçþes profundas na eventualidade dos actuais Ă&#x201C;rgĂŁos Sociais entenderem nĂŁo prosseguir com o trabalho que tĂŞm vindo a realizar pois, em nossa opiniĂŁo, o mesmo tem sido globalmente positivo. Que ninguĂŠm julgue esta nossa posição como uma total concordância com tudo o que vem sendo feito. Aqui ou ali certamente que se tomaram decisĂľes ou posiçþes questionĂĄveis. Mas sĂł nĂŁo erra quem nĂŁo faz! Apesar disto, o que mais pode perturbar a APAVT, como qualquer outra estrutura associativa, ĂŠ o marasmo, a falta de ideias e de dinâmica futura em defesa do sector que representa. Ora se mesmo assim existirem outros projectos â&#x20AC;&#x201C; candidatem-se ou nĂŁo os actuais corpos dirigentes â&#x20AC;&#x201C; ĂŠ bom que eles sejam discutidos, que se troquem pontos de vista e se analisem possĂ­veis alternativas para problemas concretos. Desse debate os maiores vencedores serĂŁo sempre os associados e, obviamente, a prĂłpria instituição que ficarĂĄ mais rica e mais forte. Para concluir deixamos um alerta. Se for esse o caso, discutam-se projectos, estratĂŠgias, ideias â&#x20AC;Ś mas nunca pessoas. Debata-se o que ĂŠ verdadeiramente importante e nĂŁo vaidades fugazes que o tempo se encarregarĂĄ rapidamente por fazer esquecer. <

A rubrica opiniĂŁo tem o apoio da (59Ă&#x201D;&RPSDÂłLD(XURSHDGH6HJXURV6$ TURISVER | NOVEMBRO DE 2016




Linha de CrÊdito de Apoio à Qualificação da Oferta Turística

Milhþes de euros para apoiar projetos de investimento turístico. O NOVO BANCO faz mais pelo TURISMO, um setor em ascensão na economia nacional. De ano para ano, o Turismo cresce em Portugal e o NOVO BANCO Ê parte ativa na sua expansão. AtravÊs da Linha de CrÊdito de Apoio à Qualificação da Oferta Turística, disponibilizamos 60 milhþes de euros para projetos de investimento nesta årea. Por isso, se tem uma ideia, se precisa de financiamento, visite-nos, e perceba porque Ê que o NOVO BANCO Ê um dos destinos mais atrativos para as empresas do setor.

Para mais informaçþes contacte o NOVO BANCO atravÊs do seu gestor ou consulte o site: novobanco.pt/empresas



NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER


>entrevista Ana Mendes Godinho – secretária de Estado do Turismo

Em um ano o turismo cresceu em valor e organização 7(;72-26‹/86(/,$6_)(51$1'$5$026

Na altura em que passa um ano sobre a sua tomada de posse como secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho fez um balanço do que foi feito neste espaço de tempo pela sua Secretaria de Estado. Na entrevista que publicamos, traça o diagnóstico do sector, fala de preocupações, de desafios para o futuro e da satisfação que provocam os resultados da actividade turística, mas também da responsabilidade que implicam. E, em vésperas de mais um congresso da APAVT, a transposição da Directiva Comunitária das Viagens Organizadas não ficou de fora.

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urisver – Há um ano, quando tomou posse como secretária de Estado do Turismo, esta actividade não lhe era desconhecida, o que lhe terá permitido fazer um diagnóstico do momento turístico. Que avaliação fez e que constrangimentos identificou? Ana Mendes Godinho – Quando iniciei funções havia um quadro positivo em termos de crescimento, estávamos a subir cerca de 8,6% no número de hóspedes, 6,7% nas dormidas, 13% nos proveitos e 9,3% nas receitas, mas não era um crescimento homogéneo, havia claras diferenças entre as várias regiões. Tínhamos um RevPar médio de cerca de 38€ com 90,3% das dormidas concentradas no litoral e uma taxa de ocupação-cama de 48,6%. Existia também alguma filosofia, na qual eu não me revejo, de que o Estado não devia ser um parceiro activo no desenvolvimento turístico, que não devia ter um papel, nem na construção dos produtos

nem no desenvolvimento regional de turismo, mas ser apenas uma “umbrela” de promoção, tendo havido um foco claro na promoção digital nos anos que me antecederam. Havia um claro abandono da área da formação porque se assumia que este não era um papel do Estado, e se não tivéssemos feito nada teríamos problemas no futuro, aliás já este ano sentimos a falta de mão-de-obra qualificada no sector. Olhando para o cenário que tinha quando iniciei funções, era inevitável que o turismo ia crescer, mas senti que havia muito a fazer em termos de desenvolvimento e estruturação de produto, qualificação de recursos humanos, captação de novas rotas aéreas e instrumentos financeiros específicos capazes de responder à solicitação das empresas. Em 2015, a autonomia financeira das empresas turísticas atingiu o pior resultado de sempre, 0,22%, ou seja, apesar de estarmos com crescimentos significativos na procura, a autonomia financeira das empresas, principalmente peque-

nas e médias, era débil, e não tinham capacidade de aceder ao crédito. Havia excesso de endividamento, problemas a nível dos capitais próprios e tínhamos que, rapidamente, encontrar soluções para ajudar as empresas a encontrarem formas de investir, sob pena de cristalizarmos e, daqui a uns, anos estarmos obsoletos. Quais foram as suas primeiras grandes preocupações? Desde logo, a necessidade de criar instrumentos para que as empresas rapidamente se renovassem, reinventassem e encontrassem novas formas de modernizar os produtos que têm, ou de avançarem para novos produtos e crescerem, não só no litoral mas também com uma grande aposta na valorização do interior. Assumimos como bandeira a necessidade de uma política pública de incentivo à dinamização do turismo e lançámos o programa “Valorizar” com o objectivo de qualificar a oferta em todo o país, desde a qualificação digi-

tal - a primeira linha do “Valorizar” foi a do wi-fi para termos Internet gratuita nos grandes centros das cidades - mas também o “All for All” para capacitar a nossa oferta para receber pessoas com qualquer tipo de mobilidade condicionada e como forma de captar novos públicos e estarmos preparados para uma população cada vez mais envelhecida que viaja. Também no âmbito do “Valorizar” estamos a lançar uma linha especial de 10 milhões de euros, para apoiar o investimento em produtos turísticos no interior, que tenham a ver com o território, com o património natural, com a cultura. Dou-lhe um exemplo: queremos apostar em Portugal como um país de caminhos, a pé ou de bicicleta, ajudando à estruturação do produto e servindo de “gás” para que estes projectos-âncora se desenvolvam no interior. Um indicador muito interessante é o do número de empresas de animação turística que estão a surgir: em 2015 foram mais 660 mas este ano, até Setembro, foram criadas 1.253, reflectin-

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TURISVER | NOVEMBRO DE 2016




>entrevista

do o surgimento de novos negócios em torno do turismo. Temos feito a apologia deste tipo de dinamização de novas empresas, lançámos uma “cal” de capital de risco para projectos inovadores na área do património natural e do património cultural que teve uma procura significativa, apareceram 95 empresas com projectos novos relacionados com o património, o que revela a vontade de aproveitar os nossos recursos e os transformar em activos turísticos. Duas das grandes preocupações foram: primeiro, trabalhar ao nível das acessibilidades aéreas e neste contexto lançámos o programa para a captação de rotas aéreas, alargando-o às operações turísticas não só com o objectivo de captar novas rotas mas também garantir a sua sustentabilidade trabalhando com a operação; segundo, lançar instrumentos financeiros vocacionados para o turismo. Foi o que fizemos com a linha de qualificação da oferta com 60 milhões de euros, em que alargámos os prazos que passaram para 15 anos, diminuímos a taxa de juro porque aumentámos para 60% a comparticipação do Turismo de Portugal que ficou à taxa zero; redinamizámos os instrumentos de inovação financeira, quer de Capital de Risco quer de inves-

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NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

timento imobiliário. Um dos dossiers que tinha em cima da mesa quando iniciei funções era a privatização ou encerramento da Turismo Fundos, a Sociedade Gestora de Fundos Imobiliários, maioritariamente participada pelo Turismo de Portugal e assumi claramente que não era para privatizar nem para fechar porque pode ter um papel essencial na criação e disponibilização de instrumentos específicos para o turismo, como se vai sentir em 2017 quando relançarmos instrumentos de investimento imobiliário através da Turismo Fundos. Pusemos a funcionar o PT 2020: tínhamos um projecto pago quando iniciámos funções e neste momento temos 145, e voltámos a dar capacidade ao Turismo de Portugal para ser a entidade pagadora, o que ajudou a desbloquear uma série de situações. Disse no congresso da AHP que 50% da linha para a qualificação já está executada. Até agora o incentivo aprovado é de 30 milhões de euros relativamente a 63 projectos, mas o meu objectivo é, quando a execução chegar aos 100%, reforçar a linha porque demonstrou ser

um instrumento com capacidade de responder a necessidades específicas das PMEs turísticas. Quando compara 2015 com 2016, o que é que nota de diferente? O que noto como positivo é que mantemos sensivelmente o mesmo nível de crescimento de 2015 em termos do número de hóspedes mas estamos a passar para 9% o aumento das dormidas e os proveitos estão a acelerar, com crescimento de 16,1%, o que se traduz num aumento considerável do revPar para 46€. Temos uma grande subida na taxa de ocupação-cama, para 54% em média, enquanto a ocupação-quarto passou para 66%. Só o Algarve este ano já cresceu este ano 1,1 milhões de dormidas. Mais significativo ainda é o aumento de 12,2% no saldo da balança turística, o que também reflecte a dinamização do turismo interno. Por outro lado, estamos a crescer percentualmente mais nos meses fora da época alta, o que resulta, claramente, do alargamento das operações aéreas. Outro aspecto muito positivo é que crescemos em todo o país. Nos Açores as dormidas aumentaram 20.9% e os proveitos 36,4%, o que

é fantástico. O Alentejo sobe 23,8% e o Centro 13,8% em proveitos, o Norte cresce 12,5% em dormidas e 18,4% em proveitos, números que nos indicam a capacidade de aumentar o preço médio da oferta. Outro indicador bom é a diversificação de mercados que temos conseguido atingir. Nos EUA o crescimento acumulado é de 20%, a Polónia está a crescer 19,6%, França sobe 17%, a Holanda 13% e Espanha 10%. Temos crescimentos significativos nos mercados tradicionais mas temos alguma capacidade para diversificar. O desafio agora é consolidar este crescimento, e temos que fazer um esforço para o conseguir, nomeadamente nos EUA, mercado que está a reagir muitíssimo bem. Estamos também a preparar uma campanha especial para o Reino Unido e a redinamizar a promoção offline – já este ano fizemos várias campanhas com operadores.

GOVERNO ATENTO À QUESTÃO AEROPORTUÁRIA Estes crescimentos estão a colocar o país sob uma pressão que não era habitual e começamos a questionar se as infra-estruturas suportam um


aumento tão significativo de turistas. Pelo peso económico que tem vindo a ganhar, o turismo já consegue influenciar as decisões de outros Ministérios? Há duas características que diferenciam este Governo: por um lado, a proximidade das pessoas e dos empresários - tem havido uma grande preocupação em responder às necessidades, em estar no terreno para percebermos as dificuldades concretas e isso tem sido transversal às várias áreas governamentais – por outro, o trabalho permanente de interacção entre as várias áreas governamentais. Exemplo disso é o trabalho que temos feito com a Cultura, o Ordenamento, o Ambiente, nomeadamente a nível do turismo de natureza, com os Transportes, a Saúde, as Finanças e até com a Administração Interna a nível dos vistos. Tem havido, por parte de todos nós, uma grande preocupação para que tudo o que façamos ganhe escala. Estamos em articulação permanente com o Ministério das Infra-estruturas, pela questão do PT 2020 mas também das infra-estruturas aeroportuárias, rodoviárias e ferroviárias. Há uma grande preocupação do Governo em aproveitar claramente o turismo que está a correr tão bem e por isso há a preocupação, em termos das restantes áreas, de o turismo ser tido em conta nas suas decisões. O Aeroporto de Lisboa é uma infra-estrutura essencial e passado um ano não se conhece a decisão do Governo. Não tem que haver preocupação porque o Governo está muito atento. A única coisa que queremos garantir é que são tomadas as melhores opções tendo em conta quer os custos quer as previsões de crescimento. As decisões têm que ser sustentadas, ponderadas, avaliadas porque se trata do erário público e temos que estar confortáveis com o que venha a ser decidido. Mas um aeroporto não se faz de um dia para o outro … Como disse, não têm que se preocupar. O Governo está completamente em cima do acontecimento e garantirá que há condições para Portugal continuar a crescer em termos de procura. Podemos esperar a decisão para breve? Veremos. Isto é articulado entre todos os membros do Governo, mas certamente que haverá uma decisão.

SUSTENTAR O CRESCIMENTO O actual ciclo de crescimento do turismo deve-se ao trabalho executado, ao mérito da promoção turística e à melhoria da imagem de Portugal mas também à deslocalização de fluxos turísticos. Vamos ter que trabalhar muito para consolidar os números deste ciclo?

Claramente vamos ter que trabalhar muito. A brincar costumo dizer que os turistas não caem do céu, mas é mais do que a brincar. Temos que garantir a competitividade das nossas acessibilidades aéreas, que são cruciais porque a esmagadora maioria dos turistas que nos chegam vem por via aérea e temos que ser cada vez mais agressivos na forma como nos posicionamos e também mais focados. Temos que ter uma estratégia de promoção dirigida, focada e adequada para mercados específicos, porque já passou o tempo de termos campanhas iguais para todos os países e todos os segmentos. O mercado dos EUA está a responder muito bem e isso resulta desta estratégia de promoção muito direccionada e até feita em conjunto com a TAP, que tem resultado muito bem num mercado com um potencial enorme mas onde Portugal tem que se dar a conhecer. Dito isto, não podemos descansar. Portugal é o país do Mediterrâneo que mais cresce, sem dúvida que beneficiamos do desvio dos fluxos, mas dentro desse desvio estamos a crescer mais que os outros e associo isto ao aumento da atractividade aérea. Tivemos 64 novas rotas para Portugal este ano, vamos ter mais 750 mil lugares que em 2015 no Inverno IATA, os voos para os EUA duplicaram e a partir de Junho vamos ter um voo directo para a China. É muito importante este foco nas ligações aéreas, nomeadamente a mercados em que ainda não estamos tão fortes. A previsão de crescimento de tráfego aéreo para este ano é de cerca de 12% e a grande preocupação é que continuemos a crescer em 2017 para atingir novos mercados, para consolidar as rotas existentes e garantir que são sustentáveis. Sinto que podemos crescer ainda muito no mercado alemão onde temos uma quota muito baixa, mas temos que fazer uma promoção dirigida a segmentos, como o turismo de natureza ou o golfe. Importante para a divulgação do destino Portugal são os prémios que recebemos. Em 2016 Portugal recebeu 491 prémios internacionais, em 2015 foram 158. É um crescimento importante mas há ainda muito a fazer. Nos “focus groups” que fizemos no âmbito da ET 2027, em que reunimos com operadores, companhias aéreas, jornalistas, bloggers, no Reino Unido, Espanha, França, Alemanha e Brasil, senti que ainda falta notoriedade ao destino Portugal e que falta conhecimento sobre os nossos produtos, além do sol e praia. Há um imenso trabalho a fazer em termos da estruturação dos produtos e da nossa capacidade de comunicação. O Turismo de Portugal está a fazer um grande esforço, nomeadamente em termos de estruturação do produto de cycling e walking no Algarve e vai tentar, já em 2017, alargar isto a todo o país e passar a ter no visitportugal uma área dedicada aos Portuguese Trails

“Há uma grande preocupação do Governo em aproveitar claramente o turismo que está a correr tão bem e por isso há a preocupação, em termos das restantes áreas, de o turismo ser tido em conta nas suas decisões”

porque temos que saber comunicar estes produtos. Quem vem a Portugal fica deslumbrado mas o grande desafio é trazer as pessoas cá a primeira vez. Tivemos essa experiência com o Web Summit, com o feedback que nos foi dado sobre imensas pessoas que vieram e procuraram casa para comprar e só temos a ganhar se mostrarmos Portugal como um país bom não só para visitar mas também para viver, investir e para trabalhar. Que opinião tem sobre o acompanhamento que as ERT e as ARPT fazem de tudo o que nos tem estado a dizer? Penso que estes organismos se sentiram um pouco abandonados no passado mas desde o início dedicámos muita atenção ao seu trabalho, nomeadamente em termos de estruturação de produto, que é crucial, embora falte alguma lógica de trabalho em rede e de “chapéu”. O Turismo de Portugal tem que se assumir cada vez mais como entidade ordenadora, estruturar produto não é a sua vocação, para isso tem que utilizar as ERT. Falta ainda alguma articulação mas começa a haver boas experiências de trabalho entre regiões, nomeadamente de cross-selling. Uma das queixas apontadas no roadshow internacional teve a ver com o número de interlocutores e a dificuldade de garantir coerência de interlocução com o destino Portugal. Exactamente para isso, para que todos possam falar e saber o que está a ser feito, reactivámos o Conselho Estratégico da Promoção Turística, que já reuniu. Um trabalho muito interessante que está a ser feito são os Caminhos de Fátima que percorrem o país inteiro. Neste caso o importante é pôr todos a falar, com o Turismo de Portugal a assumir o seu papel de “chapéu” alimentado pelos “braços” essenciais que são as ERTs. Esta tem que ser a lógica de criação de produtos em Portugal: o TP cria a “umbella” e as Entidades Regionais alimentam com

os seus produtos a nível regional para garantirmos que temos um produto com visibilidade internacional macro. Não defende que estes organismos, ou as suas competências, se integrem nas CCDR? Não, aliás têm funções muito diferentes. Penso muito nas ERT como gestoras de destino. Além disso têm que estruturar a oferta, estruturar redes, assegurar formas de comercialização, estar em contacto permanente com operadores. As CCDR não têm vocação para isso. Há um ano estava instalada uma “guerra” entre a hotelaria e o alojamento local, com as alterações aos respectivos Regimes Jurídicos no centro da discussão. A proposta de revisão do RJET estará concluída até final do ano, mas a portaria sobre a classificação ficará para mais tarde. É assim? A classificação por estrelas fica decidida já na revisão do RJET, ficando expresso que os hotéis são classificados de uma a cinco estrelas. O que fica para mais tarde, porque eu quero que seja muito participada pelas associações, é a portaria que vai definir os requisitos para atribuição das categorias. Com a obrigatoriedade das estrelas respondemos ao sentimento generalizado porque não há ninguém que compreenda um hotel sem estrelas. Foi algo que não pegou, não houve qualquer procura e só serve para confundir o consumidor. Em que vai incidir a simplificação do RJET? A grande preocupação é a diminuição do número de entidades envolvidas. Sabemos os calvários que muitos empreendimentos turísticos vivem com a quantidade de entidades que têm que se pronunciar e emitir parecer. Há também a preocupação de diminuir os documentos – tivemos essa experiência com a Utilidade Turística em que passámos penso que de 11 documentos para um apenas. No alojamento local está tudo pacífico? Este ano foi bom para alguma pacificação entre a dita indústria tradicional e o alojamento local, desde logo porque todos sentiram crescimentos, a hotelaria tradicional percebeu que houve espaço para todos e que há procura para todos, de tipo diferente. Foi um bom ano para se perceberem pontos de vista, para se entender que o crescimento se faz com o crescimento de todos, o que não quer dizer que não deva haver afinações de ambos os lados.

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Mas os hoteleiros continuam a queixar-se de falta de fiscalização por parte da ASAE… Não é a informação que tenho. A ASAE fez várias acções inspectivas, aliás foTURISVER | NOVEMBRO DE 2016

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>entrevista que se passa. Por outro lado, como disse, estamos atentos ao modo como os outros países estão a transpor a directiva. Não queremos ser precipitados na transposição até porque não queremos gerar condições desfavoráveis para as nossas agências de viagens. Não temos que ser bons alunos? Temos que ser bons alunos para fazer as coisas da melhor forma, mas não temos que ser precipitados, até porque o facto de termos um quadro que já responde às maiores preocupações da directiva, dá-nos tranquilidade para não termos que decidir sob pressão. Não nos podemos esquecer que a mudança dolorosa feita há alguns anos, quando criámos o Fundo, está agora a dar-nos tranquilidade. Quanto maior for a proximidade entre a APAVT e a DECO, mais fácil se irá tornar este processo?

ram reforçadas em relação ao ano passado, e tem outras no calendário. Relativamente ao alojamento local a grande preocupação é trazer para dentro da economia formal o que está fora porque se as regras são fáceis as pessoas têm que estar dentro e têm que pagar impostos como os outros. Trabalhámos com a ASAE no cruzamento da oferta que está nas plataformas de comercialização com o registo do alojamento local. Num primeiro momento, as unidades que não estavam registadas foram notificadas, numa lógica pedagógica e preventiva, se não se registassem haveria sanções. Com as plataformas de comercialização escrevemos um email explicando que as unidades não podiam estar na plataforma se não estivessem no registo de alojamento local e, em resultado, até Setembro tivemos 13 mil novos registos. Fizemos também um manual com a ASAE para divulgar as regras que o alojamento local tem que cumprir.

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DIRECTIVA COMUNITÁRIA DAS VIAGENS ORGANIZADAS No quadro legislativo tem uma tarefa complicada que é a transposição para a lei portuguesa da directiva comunitária das viagens organizadas que tem que estar implementada até 1 de Julho de 2018. Em que pé está a situação e como têm corrido as conversações com a APAVT? Tenho tido um diálogo franco e aberto com a APAVT que tem sido muito positivo, aliás a APAVT também tem reu12

NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

nido com a DECO para que as soluções que se encontrem sejam articuladas com o consumidor, que é uma das grandes preocupações a nível do Direito Comunitário. O prazo para a transposição da directiva termina a 1 de Janeiro de 2018, neste momento estamos em fase de avaliação técnica das necessidades, sendo que com a revisão que fizemos da Lei das Agências de Viagens e ao criarmos o Fundo de Garantia fomos percursores em garantir que havia uma solução de protecção dos consumidores. A implementação do Fundo não foi fácil mas hoje podemos estar orgulhosos porque conseguimos criar um sector capacitado e credibilizado.

“Esta tem que ser a lógica de criação de produtos em Portugal: o TP cria a “umbella” e as Entidades Regionais alimentam com os seus produtos a nível regional para garantirmos que temos um produto com visibilidade internacional macro”

Uma das grandes preocupações quando se criou o Fundo, e eu estive na sua criação, foi, por um lado, encontrar formas de garantir o consumidor mas também que ele servisse para credibilizar o sector das agências de viagens e hoje qualquer pessoa que compre numa agência de viagens sabe que está garantido, o que é uma mais-valia muito grande. O Fundo marcou a diferença, protegeu-nos contra insolvências, foi um trabalho pró-activo que nos preparou para uma transição que agora poderia ser mais difícil para a transposição para a directiva. Neste momento estamos atentos ao que se passa nos outros Estados-membros, estamos a trabalhar com as associações das agências de viagens e dos consumidores porque queremos que se trate de uma solução articulada e assegurar a melhor transposição possível. O Fundo tem crescido mas isso pressupõe que, mesmo com as garantias que a próxima legislação vai dar ao consumidor, não haverá alterações? Não vou poder responder por enquanto, até porque ainda não recebi a proposta da APAVT. O que posso dizer é que temos que avaliar se o Fundo responde a todas as exigências que a directiva nos impõe. Recentemente houve uma sentença contra Espanha, que ainda funciona no mesmo sistema de cauções que nós tínhamos antes de entrar em vigor o Fundo de Garantia e este caso acaba por ser uma forma de nos ajudar a perceber o

Claro, aqui há também uma grande preocupação de garantir alguma pacificação e soluções que respondam às necessidades dos consumidores e das empresas. Para mim é importantíssimo que exista acordo entre os representantes dos consumidores e das agências de viagens e quanto mais largo for esse acordo mais fácil será a transposição da directiva. Penso que se trata de interesses conciliáveis, a história demonstra que o Fundo foi uma forma de proteger os consumidores mas também de garantir que as agências conseguiam diferenciar-se de outras empresas que não dão garantias, uma vez que com as agências os consumidores sentem que estão protegidos. Mas já terá uma base de negociação. Identificou os pontos mais complexos ou não vê muitos dramas? Não vejo dramas. Penso que hoje as agências já têm noção de que o facto de terem garantias as distingue em termos do consumidor e por via disso penso que o esforço que fazem em termos de contribuições para o Fundo já deixou de ser um problema porque é isso que traduz a sua diferenciação positiva face aos restantes. Por isso não antevejo dramas na transposição da directiva, embora ache que ela tem que ser feita com serenidade, olhando para as experiências dos outros países. Da nossa parte identificámos as questões chave que temos que garantir e agora vamos trabalhar nelas.

MODELO DE FINANCIAMENTO DO TP TEM RESULTADO

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O jogo tem sido uma fonte de receita para o turismo. O jogo online pode potenciar essa receita ou teme que, ao crescer a receita, ela possa vir a ser reivindicada pelo Ministério das Finanças, o que já foi tentado no passado?


A TAP RECEBE-O DE BRAร‡OS ABERTOS NO 42ยบ CONGRESSO NACIONAL APAVT.

TURISMO: LIBERDADE DE ESCOLHA E FATORES DE COMPETITIVIDADE. A DECORRER EM AVEIRO, DE 08 A 11 DE DEZEMBRO DE 2016.

TURISVER | NOVEMBRO DE 2016

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>entrevista As receitas do jogo online já são repartidas por vários Ministérios: uma parte é para o Turismo de Portugal mas há uma fatia grande que é distribuída pelos Ministérios da Educação, Presidência do Conselho de Ministros e até por instituições de Desporto. O modelo de financiamento do Turismo de Portugal tem dado resultado, tem permitido que haja investimento permanente no turismo. A qualificação da nossa oferta resultou deste modelo de financiamento e os números que hoje temos, em termos de receita turística, resultam claramente desta nossa capacitação da oferta turística. Uma das coisas que quem visita Portugal avalia de forma muito positiva é o espaço público, as infra-estruturas e a oferta turística que temos, muita dela desenvolvida graças ao modelo de financiamento que temos, pelo que não está em cima da mesa a sua alteração.

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Há um montante significativo de verbas não utilizadas pelo Turismo de Portugal. Justifica-se que estejam paradas? O Fundo de Inovação para o Turismo foi feito com 50 milhões de euros do saldo de gerência do Turismo de Portugal, e agora vamos criar os instrumentos financeiros onde vamos aplicar a verba. Soubemos que esse saldo existia e pusemos a uso, às vezes só precisamos de utilizar o que temos. Utilizar o que temos é um pouco a lógica do programa REVIVE. Os empresários podem ter a certeza de que o programa é para continuar? Tem que continuar, por exigências das pessoas. O programa REVIVE tem suscitado uma consciência e mobilização enorme por parte de entidades públicas e privadas e relembra-nos que o património não pode estar a cair nem abandonado e não pode estar sem ser usado e tem suscitado grande interesse por parte de investidores em investir nestes espaços que são únicos. Tenho visitado os imóveis que estão no programa e às vezes é assustador, devido ao estado de degradação e à insegurança das instalações. Tudo tem sido feito em colaboração com as Direcções-gerais do Património Cultural e do Tesouro e Finanças, e em alguns casos também com a Defesa. A preocupação foi identificar, em todo o país, imóveis que necessitassem de intervenção, para que a sua transformação em activos económicos dinamize os sítios onde se encontram. Tem sido um projecto difícil, muito desafiante, mas muito compensador e muito interessante, também pela capacidade de trabalho em rede de vários Ministérios. Claro que tem suscitado algumas reacções mais difíceis e em resultado disso retirou-se da lista o Forte de Peniche, porque não queremos que seja um programa polémico, queremos é que as pessoas sintam que faz sentido. 

NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

Aliás, nenhum dos imóveis foi colocado no programa sem vontade das Câmaras e essa é, aliás, condição essencial.

do a implementar para responder àquilo que nos tem sido identificado pelos operadores, pela oferta e pela procura.

2017 vai ser o ano da entrada em vigor da ET 2027.

Quando é que o documento final será apresentado?

Vai ser o início de uma estratégia para a década, mas muito do que temos feito vai respondendo aos desafios que sentimos. Todo o trabalho de auscultação que fizemos, nos mercados internacionais e no país com os LET, foi extraordinário para identificar de problemas e constrangimentos nas várias regiões e isso tem alimentado o nosso trabalho. Não estamos à espera da Estratégia para fazer coisas, pelo contrário, elas estão muito alinhadas com o diagnóstico que fizemos desde o início. A Estratégia quando foi lançada já tinha um diagnóstico, olhámos friamente para o que aconteceu nos últimos 10 anos, para os nossos pontos fortes e os fracos, e isso ajudou-nos na adopção de uma série de medidas que temos esta-

Conto que seja aprovado até ao final do ano para ser apresentado no início de 2017. A grande preocupação com a ET 2027 foi estabilizar um quadro que nos permitisse ter compromissos para o futuro, sem prejuízo de termos que estar permanentemente a avaliar o que fazemos e a reorientar as nossas acções porque cristalizar é envelhecer e morrer e o desafio é mantermo-nos permanentemente oxigenados. Tento essa preocupação no meu dia-a-dia, de oxigenação minha e da minha equipa, que é extraordinária e só graças a ela temos conseguido fazer o que temos feito nestes meses intensos de trabalho. A equipa do Turismo de Portugal, a quem lanço inúmeros desafios, também tem sido extraordinária. Não nos podemos deixar paralisar pela rotina, pelo número de papéis do dia-a-dia. Temos que nos perguntar que valor acrescentámos, o que é que mudámos no país em termos de competitividade ao carimbar um papel. Se não mudámos nada, não vale a pena carimbá-lo.

“Não podemos ficar satisfeitos só porque crescemos nas receitas, tem que haver uma grande preocupação para que isso se sinta em quem trabalha no turismo, para que se sinta nas várias regiões do país e para que sirva para a dinamização de outras actividades”

Quando, como recentemente aconteceu, saem dados do INE que mostram que determinados números atingidos se devem ao Turismo, sente mais responsabilidade? Sinto uma grande satisfação por haver este reconhecimento que é determinante para a adopção de medidas que são precisas, mas também uma grande responsabilidade para que este crescimento seja sustentado e tenha reflexos na vida das pessoas. Não podemos ficar satisfeitos só porque crescemos nas receitas, tem que haver uma grande preocupação para que isso se sinta em quem trabalha no turismo, para que se sinta nas várias regiões do país e para

que sirva para a dinamização de outras actividades. O turismo tem que servir para mostrar a quem nos visita que Portugal é um bom país para se investir, para captar estudantes, para captar pessoas para virem viver em Portugal. O turismo tem que ser um motor de dinamização da cultura porque o turismo não crescia o que cresceu se não tivéssemos a nossa cultura, a nossa gastronomia. Temos que ter a humildade de entender que os números do turismo resultam do crescimento e da importância de tantas outras actividades que são essenciais para o turismo. É aí que se integra o desafio que lançou aos empresários para constituição de um Centro de Inovação do Turismo? Isso mesmo. O turismo pode neste momento fazer um “clique” de diferença e pôr Portugal a liderar o futuro no turismo. Essencial para isto é liderar também na inovação, para isso é importante criar um espaço de diálogo entre a industria dita tradicional, as startups, as tecnologias, as companhias aéreas, as agências de viagens, trabalhando todos em conjunto e a partilhar conhecimento, juntando até outras indústrias a trabalhar connosco para responder a desafios. Acho que este trabalho conjunto poderia fazer a diferença, pelo que este pode ser um projecto que posicione Portugal como um hub da inovação do turismo na Europa, se quisermos ser pouco ambiciosos, no mundo, se quisermos ser mais. A mensagem que as pessoas mais passam sobre Portugal é que continuamos a ser um país muito autêntico mas ao mesmo tempo muito inovador. Então porque não aproveitamos esta combinação entre tradição e inovação e não trabalhamos em conjunto para que todos beneficiem desta interacção? O Turismo de Portugal pode ser a ignição deste Centro de Inovação mas é fundamental ter os empresários. Por isso espero que ele possa ver a luz do dia em 2017. <


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>agenda

>notícias

Data: 18 a 22 de Janeiro Local: Madrid

3ª Conferência sobre Turismo de Compras A OMT e a secção de turismo de compras da FITUR, que se realiza de 18 a 22 de Janeiro em Madrid, vão tratar temas que preocupam e interessam os agentes envolvidos no desenvolvimento e promoção do turismo de compras. No evento serão analisadas as barreiras que se colocam ao desenvolvimento do turismo de compras e que devem ser eliminadas, como os vistos, a devolução do IVA e a conectividade. Em foco estará também o segmento de compras de luxo e as relações entre o turismo de compras e outros segmentos do turismo e actividades complementares como a gastronomia. Peritos em comunicação vão explicar como devem ser utilizados os canais digitais e meios tradicionais tendo em vista o aumento da capacidade de influência sobre os viajantes. <

Data: 14 a 16 de Março Local: Moscovo

24ª Feira Internacional de Viagens e Turismo Realizada anualmente, a MITT é uma das cinco feiras de viagens mais importantes do mundo e é altamente valorizada pela comunidade internacional de turismo. Fundada em 1994, a MITT ganhou reputação como lugar para realizar negócios. Com mais de 1.600 empresas participantes de todo o mundo, a MITT é o principal ponto de encontro da indústria, permitindo aos participantes apresentar os seus novos produtos e sentir o pulso ao mercado de viagens russo. Portugal volta a participar no evento que acolheu na sua última edição cerca de 2.056 expositores de 97 países e mais de 35 mil visitantes. <

Data: 24 a 27 de Abril Local: Dubai

Arabian Travel Market Destinos turísticos de todo o mundo mostram uma gama diversificada de opções de alojamento, novas atracções turísticas, tecnologia de viagens e rotas aéreas chave. As viagens de experiências que abrangem os segmentos de aventura, cultura, património, bem-estar e Spa e de turismo de cruzeiros, que estão actualmente em tendência a nível mundial, foram adoptados como temas de exibição e discussão da próxima Arabian Travel Market (ATM). Os viajantes estão cada vez mais a olhar para além de programas convencionais de lazer e itinerários, e a procurar experiências atípicas que proporcionam um verdadeiro sabor da cultura local. São estas inovações que a Feira do Dubai quer mostrar, bem como discutir nas mais diversas sessões de trabalho, mesas-redondas e workshops agendados. < 16

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Portugal é o melhor destino de golfe do mundo Portugal é, pelo terceiro ano consecutivo, o “Melhor Destino de Golfe do Mundo”, de acordo com os World Golf Awards 2016, que deu também ao nosso país o título de “Melhor Destino de Golfe da Europa”. O presidente do Turismo de Portugal, confirma o potencial turístico do produto e a aposta do Instituto no golfe, realçando que “do ponto de vista turístico, a procura de golfe, maioritariamente gerada pelo mercado internacional, contribui de forma significativa para o aumento do número de turistas em épocas de menor procura (Outono e Primavera), tendo em conta as condições climatéricas dos principais mercados emissores”, neste caso o Reino Unido, Alemanha, Escandinávia e Irlanda. Em Portugal existem actualmente 91 campos de golfe, dos quais 66 têm 18 ou 27 buracos. O Algarve é a região que concentra o maior número de campos em Portugal. O Reino Unido continua a ser o mercado emissor mais representativo, com cerca de 51% da procura. <

Turistas dão boa nota ao Algarve Os turistas que visitam o Algarve são os principais embaixadores da oferta turística da região, com 95% a recomendar o destino nos seus círculos mais próximos. Satisfeitos com a experiência vivida no Sul do país, a maioria pretende continuar a visitar a região, prometendo voltar logo que possível. Estas são algumas das conclusões do estudo “O perfil do turista que visita o Algarve”. Embora em termos de representatividade na procura turística do Verão, os turistas tradicionais e residenciais tenham passado férias em igual proporção na região, estes últimos, com uma estada média de 13 dias, geram 3,7 vezes mais dormidas do que o turista tradicional. A maioria dos turistas residenciais viaja em viatura própria (68%), com o avião a revelar um peso menor (apenas 30%). Já os turistas tradicionais alojam-se sobretudo em hotéis (50%) ou resorts (37%), por 9,5 dias em média. Chegam maioritariamente ao

destino por avião (58%) ou viatura própria (36%) com uma reserva que concretizaram online (71%). Também eles são habituais na região (85%) ainda que com uma cadência de visita menor (29% uma vez por ano). Satisfeitos pretendem regressar (69%), fazendo das plataformas digitais a forma de partilha por excelência dos seus dias de férias (59%). O Barlavento algarvio é a zona do Algarve preferida por quase três quartos dos turistas tradicionais (73%). Em termos de características sociodemográficas, 54% dos turistas residenciais pertencem ao género masculino, 69% são trabalhadores dependentes e 10% são reformados, tendo 55% residência permanente em Portugal, 16% no Reino Unido e 6% em Espanha. Quanto aos turistas tradicionais, 56% são do género masculino e o número de trabalhadores dependentes sobe para 73%, enquanto o de reformados desce para 7%. <


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>notĂ­cias

PuralĂŁ-Wool Valley Hotel em Dezembro na CovilhĂŁ Fruto de um investimento de 1,5 milhĂľes de euros do Grupo Natura IMB HotĂŠis, o antigo Hotel Turismo da CovilhĂŁ vai reabrir portas a 18 de Dezembro, totalmente renovado e subordinado a um novo conceito. O nome PuralĂŁ-Wool Valley Hotel espelha o novo conceito sob o qual vai desenvolver-se a unidade, que numa clara alusĂŁo Ă  CovilhĂŁ, cuja histĂłria estĂĄ muito ligada Ă  indĂşstria dos lanifĂ­cios, vai seguir o conceito do ciclo da lĂŁ. O hotel, que estĂĄ neste momento

TAP moderniza cabinas de 48 aviĂľes com 7Mâ&#x201A;Ź A TAP jĂĄ começou a modernizar as cabinas de 48 aviĂľes da sua frota, operação que vai custar 7 milhĂľes de euros e decorrer ao longo dos prĂłximos meses. Com dois tipos de novas cadeiras, do mais avançado que existe hoje no mercado, os novos interiores estĂŁo aliados a uma imagem que apela Ă  portugalidade, utilizando o vermelho e o verde, que sĂŁo tambĂŠm as cores da companhia

de bandeira portuguesa. O design Ê integralmente português, da responsabilidade da Almadesign. Recorreu-se tambÊm, pela primeira vez, à produção nacional para os revestimentos das novas cadeiras, da responsabilidade da Karmann Ghia de Portugal. Os couros utilizados, provenientes da tambÊm portuguesa Couro Azul, foram produzidos de forma ecológica, isentos de crómio e de metais pesados. <

ainda encerrado e a passar por obras de ampla renovação, tanto no interior como exterior, vai manter os 100 quartos que jå detinha mas agora irå reproduzir a história dos lanifícios. A unidade vai oferecer ainda restaurante com buffet diårio, bar e salas polivalentes, bem como o Natura Clube & Spa, com piscina interior aquecida, exterior, jacuzzi, sauna e banho turco/hamman, ginåsio, squash, massagens e estÊtica. <

Taxas aeroportuĂĄrias: Novo aumento em 2017 As taxas aeroportuĂĄrias voltam a aumentar em 2017. No aeroporto de Lisboa serĂŁo mais 22 cĂŞntimos por passageiro e no de Faro, mais 15 cĂŞntimos. Estas sĂŁo as subidas mais significativas na rede de aeroportos nacionais geridos pela ANA. De acordo com o tarifĂĄrio para 2017, o aumento da receita regulada por passageiro terminal ĂŠ de 16 cĂŞntimos na rede ANA, sendo de 22 cĂŞntimos em Lisboa, 15 cĂŞntimos em Faro, 11 cĂŞntimos no Porto e 10 cĂŞntimos nos Açores, ficando inalteradas as taxas nos aeroportos da Madeira e no Terminal Civil de Beja. As reacçþes a este sucessivo aumento nĂŁo se fizeram esperar. Paulo Geisler, presidente da Associação das Companhias AĂŠreas em Portugal (RENA), referiu que ĂŠ preciso alterar a clĂĄusula do contrato com a Vincci, que prevĂŞ um aumento das taxas conforme o crescimento do nĂşmero de passageiros. A Associação vai pedir uma reuniĂŁo ao MinistĂŠrio do Planeamento e InfraEstruturas. â&#x20AC;&#x153;SĂŁo aumentos injustificados e injustosâ&#x20AC;?, refere Paulo Geisler. <

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Turismo em Portugal cresce em todos os indicadores Dados divulgados pelo INE e pelo Banco de Portugal confirmam a importância do sector na economia portuguesa. De acordo com o Ăşltimo boletim estatĂ­stico do INE, atĂŠ Setembro de 2016, as dormidas de estrangeiros, em Portugal, situaram-se nos 30,7 milhĂľes, lideradas pelo Reino Unido (com 7,4 milhĂľes), logo seguido pela Alemanha (com 4,1 milhĂľes). As dormidas dos portugueses ascenderam neste perĂ­odo a 12,4 milhĂľes (+4.5 % que em 2015). JĂĄ os dados do Banco de Portugal reflectem a boa performance do turismo em Portugal, com as receitas turĂ­sticas a consolidarem-se nos 9,7mil milhĂľes de euros, representando um crescimento de 9,5%, face ao perĂ­odo homĂłlogo de 2015. Entre Janeiro e Setembro, a procura foi impulsionada pelos mercados europeus consolidados â&#x20AC;&#x201C; Reino Unido, Alemanha, Espanha e França. AtĂŠ Setembro de 2016 os cinco principais mercados para Portugal concentraram 60% do total de dormidas de estrangeiros. De destacar ainda o forte crescimento dos Estados Unidos, +154 mil dormidas, (+20,6% relativamente a 2015). O crescimento a dois dĂ­gitos no valor do RevPar (+12,7%) de forma superior ao crescimento do nĂşmero de hĂłspedes (+ 9,2%) evidencia o excelente desempenho das empresas nacionais. < 

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>reportagem

28º Congresso da AHP 7(;72)(51$1'$5$026

“Portugal, Vocação Atlântica” foi o tema que a Associação da Hotelaria de Portugal escolheu para o seu 28º Congresso Nacional, realizado de 16 a 18 de Novembro. Palco melhor para debater o tema não poderia haver, os Açores, concretamente a cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. O mercado dos EUA, o posicionamento dos hotéis e as novas tendências, foram apenas alguns dos grandes temas abordados nas sessões de trabalho.

Sob o signo da vocação atlântica de Portugal

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um congresso que tinha a vocação atlântica como tema, e que decorreu a meio caminho entre o continente europeu e americano, muito se falou da situação geoestratégica de Portugal, do mercado turístico dos EUA e de acessibilidades. Mas também se falou de uma actualidade marcada por novos desafios resultantes do Brexit e das eleições norte-americanas. Foi de vocação atlântica e destes desafios que, na sessão de abertura, em videoconferência a partir da cidade da Horta, falou o presidente do Governo Regional dos Açores. Vasco

Cordeiro sublinhou a importância do turismo e das ligações aéreas para o aprofundamento das relações entre a União Europeia, os Estados Unidos e o Canadá, com os Açores a servirem como ponte privilegiada entre os dois continentes. No turismo, destacou a dinâmica dos Açores, onde de Janeiro a Setembro as dormidas aumentaram mais de 20% e os proveitos subiram 30%, sublinhando o peso dos EUA, segundo mercado estrangeiro na região, com um aumento de 57% este ano e com o mercado étnico a ter uma importância cada vez mais diminuta, segundo afirmou.

Mas o governante deixaria um alerta: “Para os que defendem que há uma indiscutível vocação atlântica do nosso país e que essa vocação deve ser mais notória e mais efectiva, julgo que os tempos presentes, com todos os desafios que encerram, desde logo, quanto à peculiaridade da Administração norte-americana que tomará posse no início do próximo ano, obriga a que utilizemos ou, pelo menos, procuremos novas abordagens e novos instrumentos de fomentar esse relacionamento, mesmo que a um nível diferente do existente entre países ou estados soberanos, que deve também ter uma significativa expressão política e institucional”.

TURISMO COMO MOTOR DA ECONOMIA Na abertura do congresso, o presidente da AHP reafirmou que “o turismo pode ser considerado motor da economia nacional”, já que o crescimento de 1,6% do PIB no terceiro trimestre deste ano “foi especialmente impulsionado pelo crescimento do turismo na época alta da nossa actividade”, com o presidente da AHP a sublinhar que “tal ocorreu não só graças ao aumento da ocupação, mas ainda mais pelo crescimento do preço”. Referindo-se à hotelaria sublinhou que representa 16 mil milhões de 20

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euros de investimento e proveitos na ordem dos 2,5 mil milhões, emprega 60 mil pessoas de forma directa e 160 mil indirectamente, contribuiu para a criação de mais 23% de emprego e representa 21% do total de postos de trabalho no sector turístico. Tão ou mais importante, segundo o WTTC, o turismo em Portugal pode criar, até 2026, mais um milhão de empregos. Raul Martins, que afirmou que “podemos voltar a bater recordes em 2017”, alertou no entanto que há que “aproveitar os tempos bons para preparar o futuro”, posicionando o produto turístico de forma correcta, tendo em conta “os novos desafios que as mudanças no mundo e na economia digital impõem” e atentando nas “alterações profundas e imprevisíveis na União Europeia, que o Brexit precipitou��� e “nas interrogações que os resultados das eleições americanas levantam”. Isto “porque as ligações que sempre tivemos através do Atlântico fazem parte da nossa identidade, o momento actual coloca questões importantes para o país e necessa-

riamente para o Turismo”, actividade que “assenta fundamentalmente em dois grandes princípios: na livre circulação de pessoas, por um lado, e na segurança, por outro”, justificou.

MERCADO DOS ESTADOS UNIDOS É o segundo mercado internacional para os Açores, para o Continente está longe disso mas, até por via do reforço das rotas da TAP, é um mercado em que Portugal está a apostar. Esta foi, pelo menos, a ideia deixada por Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, no painel “Portugal e os Estados Unidos. O mercado, o turista e a acessibilidade”. Luís Araújo afirmou que Portugal reúne “condições para captar e satisfazer o mercado norte-americano”. Mas há dificuldades. Os norte-americanos não conhecem Portugal e o facto de “só 13% dos norte-americanos comprar pacotes de férias” enquanto “todos os outros compram disseminado”, é algo que “torna a promoção mais di-

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Presidente da República alerta para desafios do turismo “2016 é um ano histórico para o turismo português”. Foi assim que o Presidente da República, em mensagem enviada ao Congresso da AHP, se referiu aos resultados do sector, alertando para a necessidade de assegurar que os números “francamente positivos” não sejam “um epifenómeno”. Para isso, disse, há que fortalecer “as bases para um crescimento a ritmo forte e sustentado em todo o território nacional e em todas as épocas do ano”. Na mensagem, o Presidente deixou pistas para se conseguir tal desiderato: “aposta na diferenciação, na qualidade, na formação, na inovação, na promoção do património natural e cultural” . Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou ainda que “o desafio da subida na cadeia de valor e da reinvenção deste sector passa por funcionarmos melhor em rede, em sinergia com outros sectores da economia e sociedade e com uma visão estratégica para o turismo e para a cultura”. < TURISVER | NOVEMBRO DE 2016

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>reportagem

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fĂ­cilâ&#x20AC;?. DaĂ­ que a promoção deva ser feita em bloco, com a colaboração de todos, juntando desde o Turismo de Portugal Ă  TAP, passando pelas empresas privadas, com destaque para os hotĂŠis. Acima de tudo, considerou, hĂĄ um grande desafio: encontrar a forma de â&#x20AC;&#x153;fazer com que as pessoas saiam do aviĂŁoâ&#x20AC;?, dado ser conhecido que dos passageiros que a TAP transporta, 70% nĂŁo fica em Portugal. A disponibilidade aĂŠrea fica por conta da TAP, e aĂ­ David Neeleman deu garantias: mais voos, novas rotas e atĂŠ a possibilidade de criação de um hub nos Açores para os voos que ligam o Continente aos Estados Unidos e a implementação de um programa de â&#x20AC;&#x153;stopoverâ&#x20AC;? na regiĂŁo. O accionista da TAP deixou claro que quer, nos prĂłximos trĂŞs anos, aumentar dos actuais 25 para 70 os voos semanais entre Portugal e a AmĂŠrica do Norte, talvez mesmo para 84, abrindo destinos como Washington, Toronto, Montreal ou Chicago. Mas tambĂŠm aqui hĂĄ um senĂŁo: o Aeroporto de Lisboa que â&#x20AC;&#x153;estĂĄ fechadoâ&#x20AC;? e nĂŁo permite o crescimento da TAP. E porque se nĂŁo houver capacidade aeroportuĂĄria os turistas nĂŁo vĂŁo chegar e os hoteleiros vĂŁo ficar com quartos vagos, deixou um repto aos hoteleiros,

pressionar o Governo: â&#x20AC;&#x153;VocĂŞs deviam gritar mais do que nĂłs porque vĂŁo ficar fritosâ&#x20AC;?, lançou.

SUSTENTAR, CRESCER E POSICIONAR O turismo de luxo foi um dos temas discutidos num painel que abordou o tema da sustentabilidade econĂłmica para o crescimento, com AlĂ­nio Azevedo, vice-presidente de Desenvolvimento e Aquisiçþes da Loews Hotels, a afirmar que â&#x20AC;&#x153;Portugal nĂŁo estĂĄ dentro desse segmento maior, mas ĂŠ uma oportunidade que temâ&#x20AC;? porque dispĂľe hoje de acessibilidades aĂŠreas atractivas, infra-estruturas e serviço, sendo neste Ăşltimo que agora deve apostar mais porque o turista deste segmento â&#x20AC;&#x153;paga muito, mas tem expectativas muito elevadasâ&#x20AC;?. JĂĄ JosĂŠ TheotĂłnio, CEO do Grupo Pestana, considerou que â&#x20AC;&#x153;se hĂĄ algo que Portugal nĂŁo tem ĂŠ uma questĂŁo de serviçoâ&#x20AC;? e que se o turista de luxo nĂŁo vem ĂŠ porque Portugal nĂŁo estava posicionado nesse segmento, mas o responsĂĄvel acredita que o aumento da procura em Lisboa, com o aumento da visibilidade do destino, permita agora Ă  hotelaria valorizar o seu produto e atrair este segmento. Neste caso, a segurança ĂŠ uma mais-valia mas hĂĄ que estar atento aos novos

Vasco Cordeiro Presidente do Governo Regional dos Açores

EUA são o segundo mercado estrangeiro nos Açores, com um aumento de 57% este ano e o mercado Êtnico a ter uma importância cada vez mais diminuta.

modelos de negócio e à concorrência que tem aumentado muito. JosÊ Theotónio chamou a atenção para os novos modelos de promoção, distribuição e comercialização e para a necessidade de investimento em sistemas tecnológicos e centros de competências, porque um empresårio de

hotelaria tem que ser muito mais que um mero fornecedor de camas. JĂĄ no painel sobre â&#x20AC;&#x153;A arte do posicionamentoâ&#x20AC;?, Rodrigo Machaz, director-geral da Memmo Hotels afirmou que â&#x20AC;&#x153;posicionamento ĂŠ o mais importante quando se pensa fazer um hotelâ&#x20AC;? e que â&#x20AC;&#x153;ĂŠ fundamental qual ĂŠ o targetâ&#x20AC;? a que ele se vai dirigir. Para o moderador do painel, os hotĂŠis em Portugal sĂŁo hoje â&#x20AC;&#x153;espaços socialmente desinteressantesâ&#x20AC;? e um dos caminhos para inverter esta situação ĂŠ â&#x20AC;&#x153;trazer a comunidade local para dentro dos hotĂŠisâ&#x20AC;?. Exemplo disso ĂŠ o que a Memmo fez na sua unidade de Alfama mas pode ir-se ainda mais alĂŠm, com os hotĂŠis a darem vida aos destinos, e hĂĄ exemplos como o Memmo Baleeira em Sagres ou o H2hotel do grupo Natura IMB, em Unhais da Serra, unidades que, pelos seus conceitos, conseguiram uma diferenciação positiva. O congresso, que se virou tambĂŠm muito para as novas tendĂŞncias do futuro, foi encerrado pela secretĂĄria de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho fez uma sumula do que foi o seu primeiro ano de mandato, falou da importância dos recursos humanos para a actividade turĂ­stica sugerindo mesmo que eles contassem para a atribuição da classificação hoteleira, deu como certa a conclusĂŁo da EstratĂŠgia Turismo 2027 e da proposta de revisĂŁo do RJET atĂŠ ao final do ano e lançou a ideia da criação de um Centro de Inovação do Turismo. <

As preocupaçþes da CTP Porque â&#x20AC;&#x153;2016 foi um bom ano mas, nĂŁo fez esquecer os maus anosâ&#x20AC;? que tiveram â&#x20AC;&#x153;efeitos devastadoresâ&#x20AC;? e â&#x20AC;&#x153;nĂŁo podemos baixar os braços e pensar que aquilo que fizemos, e bem, ĂŠ suficiente de per si para nos manter nesta linha de crescimento para o futuroâ&#x20AC;?, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, foi ao congresso da AHP falar de desafios e preocupaçþes. Um deles, desde logo, ĂŠ relativo Ă  legislação laboral. â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; com enorme preocupação que vemos que o programa do Governo prevĂŞ uma regressĂŁo ao nĂ­vel dos regimes de contratação a termo e do banco de horas individual bem como criar penalizaçþes ao nĂ­vel da TSU para empresas que utilizem contratos a termoâ&#x20AC;?, afirmou. Preocupaçþes tambĂŠm ao nĂ­vel do OE 2017 que â&#x20AC;&#x153;empolaâ&#x20AC;? a previsĂŁo de receitas, aumenta impostos indirectos e nĂŁo aumenta as verbas para a promoção. A estas acrescem preocupaçþes externas, como o Brexit, a crise institucional europeia e a futuro posicionamento dos Estados Unidos. <

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PUBLIREPORTAGEM

Macau Eventos para todos os gostos “Acção” nunca falta em Macau, especialmente em Dezembro, um mês é que é favorável em termos de clima, geralmente seco e fresco, convidando para actividades ao ar livre. Assim, o dia 4 de Dezembro traz dois eventos já emblemáticos, a Galaxy Entertainment Maratona Internacional de Macau, este ano na sua 35ª edição. Mais de 1000 atletas de cerca de 40 países competem numa das modalidades de mini-, meia- ou maratona completa, levando-os num percurso de grande beleza paisagística, ao longo de braços de rio, de parques e atravessando duas das três pontes de Macau. À tarde do mesmo dia decorre a parada Desfile por Macau, Cidade Latina, pela 6ª vez, tendo sido criada para comemorar a fundação da Região Administrativa Especial de Macau em finais de 1999. Com

égide do Turismo de Macau, especialistas internacionais da matéria, os quais assistirão Macau a dar os primeiros passos nesta especialidade. O final de Dezembro, e apesar de a grande maioria da população de Macau não ser cristã, está sempre associado com o Natal, sendo uma época particularmente acolhedora em Macau. As diversas tradições natalícias ocidentais convergem num grande sentimento único, onde o menino Jesus, o Pai Natal e a rena Rudolfo parecem ter igual direito de existência. Só na missa do galo, que também é celebrada em português, se percebe quem é o verdadeiro protagonista da festa. Esta quadra é uma excelente ocasião para saborear todo o tipo de iguarias de Natal dos quatro cantos do mundo, que são pre-

as suas cores vibrantes e sons captivantes, a parada é uma montra da enorme diversidade de culturas e associações artísticas, sociais e desportivas de Macau. Todos os anos há convidados, de Portugal, Espanha, França, Itália, da China e de outros países que enriquecem o desfile com as suas diversificadas actuações. Na noite do dia 4 de Dezembro terá lugar o regresso do Festival da Luz, durante o qual projecções e instalações de luz vão iluminar determinadas áreas e praças públicas de Macau, até ao final do ano, para além das tradicionais iluminações natalícias da época. Um dia antes do Festival da Luz será lançada a 6ª edição do Macau Shopping Festival, onde os clientes podem ganhar prémios atractivos até 31 de Dezembro, numa grande selecção de estabelecimentos comerciais, confirmando a fama de Macau como “destino de compras”. Entre 8 e 13 de Dezembro, vai estrear-se o 1º Festival Internacional de Cinema e Galardões . Macau, abreviado IFFAM (Internaional Film Festival & Awards · Macau). As várias vertentes do cinéma – entretenimento, indústria, arte e meio para o diálogo – serão debatidas e analisadas através de filmes oriundos da China, Ásia Oriental e de outros países de todo o mundo. O IFFAM reune, sob a

parados nos grandes hotéis e restaurantes de Macau. Também vale a pena experimentar a gastronomia local macaense, onde as empadas de peixe e muitos doces com nomes alusivos ao Natal, têm um lugar central. Já o 31 de Dezembro assemelha-se em todo o mundo, à espera do “countdown” para a meia-noite, ao qual se seguirá um magnífico fogo-de-artifício com a Torre de Macau no fundo, em cima dos lagos Nam Van. Um mês mais tarde, a 28 de Janeiro, haverá outro grande fogo-de-artifício, a inaugurar o Ano Novo Chinês, a festa mais importante do calendário chinês.

Para mais informações ou sugestões contacte: Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Portugal Av. 5 de Outubro, 115 r/c LISBOA Tel: (+351) 217 936 542 Fax: (+351) 217 960 956 E-mail: geral@turismodemacau.com.pt www.turismodemacau.com.pt TURISVER | NOVEMBRO DE 2016

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>reportagem

World Travel Market 2016

Nem o Brexit ofuscou o brilho da Feira A opinião generalizada é que, sendo o Reino Unido um dos principais mercados para Portugal, de relevância inclusive para destinos como o Algarve, Madeira e Lisboa, e embora ninguém tenha ainda a noção concreta do que vai acontecer em relação àquele mercado, é preciso estar atentos e não perder o contacto com os vários canais de distribuição britânicos. Esta foi uma constante da principal feira mundial do turismo. 7(;72&$52/,1$025*$'2



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WTM respirou optimismo, mas ao mesmo tempo alguma inquietação, o que de todas as formas não lhe tirou brilho. Se por um lado dois em cada três empresas mundiais prevêem que as suas vendas vão crescer no próximo ano, e 21% perspectiva um crescimento significativo, segundo o “Industry Report” apresentado durante a Feira, por outro, 75% confirma que o terrorismo prejudicou de algum modo o seu negócio durante o último ano. Efectivamente, o terrorismo tornou-se a preocupação número um do sector do turismo, à frente das consequências que o sim ao Brexit poderá ter nos destinos que têm o britânico como seu mercado tradicional e privilegiado, e da desvalorização da libra, que pode vir a alterar o comportamento de férias dos turistas ingleses no estrangeiro. Portugal está atento a todas estas alterações. Foi neste ambiente que a WTM entrevistou mais dois mil executivos da indústria do turismo (compradores e expositores) para o seu relatório anual e que confirmaram uma tendência: Os destinos concorrentes de Portugal, que foram severamente afectados por incerteza política e ataques terroristas, o que levou a que as empresas retirassem ou limitassem a sua presença nos mesmos, começam

a recuperar, tais como a Grécia, a Turquia, o Egipto e a Tunísia. Preocupações acrescidas para Portugal. Entretanto, os números anunciados pela ABTA (Associação Britânica das Agências de Viagens) durante o seu congresso anual, tranquilizam os destinos que trabalham com o mercado britânico, incluindo Portugal. A associação, que reúne de 9 a 11 de Outubro de 2017, Ponta Delgada (Açores) o seu próximo congresso, que junta mais de meio milhar de profissionais de turismo e que conta com as maiores empresas da distribuição

Filipe Silva Vogal do Turismo de Portugal

“O trabalho que estamos a fazer em conjunto com os operadores turísticos e companhias aéreas do Reino Unido visam exactamente essa função de apresentar as opções mais competitivas junto dos diversos canais de distribuição mais procurados pelo consumidor britânico”.

turística do Reino Unido, demonstrou que os britânicos não temem o Brexit, dando a conhecer dados da sua Holiday Habits Report 2016, que revelam que mais 10% dos cidadãos do Reino Unido viajaram nos últimos 12 meses, até Agosto de 2016, e que a previsão é de aumento do gasto turístico em 2017.

PORTUGAL OPTIMISTA, MAS ATENTO Tanto as agências regionais de promoção turística como os privados portugueses presentes em Londres afirmaram à Turisver que o mercado inglês vai continuar a crescer para Portugal. Se os efeitos do Brexit ainda não se fazem sentir,, e até nem se venham a sentir de forma acentuada, a desvalorização da libra pode ser de alguma preocupação. E Portugal não “dorme”. O comportamento do mercado britânico “está no topo das prioridades” do Turismo de Portugal “em termos de monotorização e de estarmos preparados para esta acentuada desvalorização da moeda”, afirmou à Turisver o vogal do organismo, Filipe Silva. Com o Brexit e a desvalorização da libra, Portugal está atento não só “às opções dos britânicos, como ao tipo de alojamento, à duração da estadia, aos destinos que vão escolher, antecedên-


cia com que vão fazer a sua escolha e o montante que vão gastar nas férias, referiu Filipe Silva, acrescentando que “os ingleses não vão deixar de fazer férias, mas a duração, o local e o gasto médio do turista vai sofrer alterações e nós temos que estar preparados para este tipo de situações, e apresentar as opções mais competitivas”. O vogal do Turismo de Portugal considerou que “o trabalho que estamos a fazer em conjunto com os operadores turísticos e companhias aéreas do Reino Unido visa exactamente essa função de apresentar as opções mais competitivas junto dos diversos canais de distribuição mais procurados pelo consumidor britânico”. Mesmo assim, Filipe Silva está optimista e disse que as “perspectivas para 2017 são bastante animadoras” tendo em conta o feedback dos vários operadores turísticos e companhias aéreas com quem contactou durante a WTM. Sobre o anúncio da realização do próximo congresso dos agentes de viagens do Reino Unido, em Ponta Delgada, em 2017, o responsável realçou que “vai ser excelente, porque independentemente da forma como o mercado britânico hoje em dia está organizado em termos de canais de distribuição, os agentes de viagens ainda desempenham um papel bastante importante”. Em 2015, o Reino Unido foi o principal mercado da procura externa para Portugal, aferido pelos principais indicadores turísticos: dormidas (8,3 milhões), hóspedes (1,7 milhões) e receitas (2.004 milhões de euros), representando quotas de 24%, 17% e 17,6%, respectivamente. Já este ano, até Agosto, de acordo com dados do INE, as dormidas dos britânicos em Portugal aumentaram 11,3% (6,3 milhões), os hóspedes 13,5% (1,3 milhões de hóspedes) e as receitas 13,9% (1.467 milhões de euros), face ao período homólogo de 2015.

MARCAS REGIONAIS EM ACÇÃO O mercado britânico sempre foi importante para a Madeira e, embora este ano tenha sido ligeiramente ultrapassado pelo alemão, voltou a cres-

porque, apesar de ter vindo a crescer o valor do alojamento e dos serviços prestados, continua a ser um destino bastante apetecido pelo mercado inglês”, disse Eduardo Jesus. Em termos de acções concretas a desenvolver no mercado britânico, o governante regional referiu que vão continuar a ser em colaboração com os operadores e dirigidas a objectivos específicos, quer seja para famílias, zonas de Inglaterra ou na captação de públicos com mensagens específicas. Querendo manter o tradicional turista inglês que sempre procurou a Madeira, com capacidade de consumo e habituado à qualidade do destino, o secretário Regional adiantou que “pretendemos também posicionar a Madeira como um destino de pró-actividade, quer seja na montanha ou na serra, tentando captar pessoas mais jovens e famílias que possam desfrutar da natureza e da oferta de lazer”, ou seja “um destino de natureza com forte componente cultural”. O destino Madeira apresentou-se, este ano, na WTM, “com uma dinâmica reforçada, inovadora, interactiva e estrategicamente concertada, entre os agentes públicos e privados do sector”, explicou Eduardo Jesus. cer, e “para o próximo ano não temos qualquer indicação em sentido contrário”, afiançou o secretário Regional da Economia, Cultura e Turismo, indicando que durante a feira manteve um conjunto de reuniões com operadores que garantiram que vão manter ou até aumentar as suas frequências para a região, ao mesmo tempo que nos deu conta de ter firmado a primeira operação de Edimburgo para o Funchal no próximo ano. “As perspectivas são óptimas. Houve um inicial receio relativamente ao Brexit e procurei saber junto dos operadores o que é que isso pode representar junto da procura, mas verifiquei uma certa tranquilidade instalada de que o mercado inglês vai continuar a viajar de férias e vai preferir os destinos mais baratos onde esta quebra provocada pela desvalorização da moeda não tenha tanto impacto. Portugal aí está bem posicionado e a Madeira também

UM ALGARVE DE ANO INTEIRO

Eduardo Jesus

Secretário Regional do Turismo

“Pretendemos também posicionar a Madeira como um destino de próactividade, quer seja na montanha ou na serra, tentando captar pessoas mais jovens e famílias que possam desfrutar da natureza e da oferta de lazer”.

O Algarve levou a maior representação a nível nacional na WTM. A Associação Turismo do Algarve (ATA) esteve presente nesta importante feira, com um balcão próprio e levou consigo 18 empresas representativas da oferta turística algarvia, para divulgar a região no seu principal mercado emissor de turistas. Além desta presença focada exclusivamente no Algarve, a região foi divulgada no stand de Portugal, e a Câmara de Lagoa também esteve no evento com um stand próprio, acompanhada por empresários do concelho. Tendo em conta que o Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para o Algarve, a ATA aproveitou a oportunidade para potenciar o desenvolvimento de negócios, dar a conhecer, junto dos principais players internacionais do sector, a diversidade,

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>reportagem a complementaridade e a excelĂŞncia que caracterizam a oferta do Algarve e que lhe permitem ser um destino de eleição ao longo de todo o anoâ&#x20AC;?. Mostrar que o Algarve ĂŠ destino de ano inteiro foi de facto a mensagem que a regiĂŁo deixou em Londres. De acordo com o presidente da ATA, Carlos Gonçalves LuĂ­s â&#x20AC;&#x153;sazonalidade o Algarve sempre vai ter, mas o nosso objectivo ĂŠ alargar a ĂŠpoca alta, e isto começa a verificar-se com vĂĄrias companhias aĂŠreas a anteciparem a e a prolongarem as suas operaçþes para Faroâ&#x20AC;?. Para o Alentejo e o Centro de Portugal, o mercado britânico nĂŁo serĂĄ dos prioritĂĄrios, mas ainda assim as duas agĂŞncias regionais de promoção turĂ­stica, tĂŞm feito todo o esforço no sentido da captação de alguns nichos. VĂ­tor Silva, presidente do Turismo do Alentejo considerou que â&#x20AC;&#x153;temos tido algumas dificuldades em implementar a nossa estratĂŠgia neste mercado, pois falta-nos aqui um parceiro como temos noutros mercadosâ&#x20AC;?, indicando que â&#x20AC;&#x153;o nosso trabalho de promoção assenta em trĂŞs pilares: um que ĂŠ a prĂłpria agĂŞncia, outros que ĂŠ o Turismo de Portugal e outro que ĂŠ, normalmente, um parceiro privado no destino que nos analisa oportunidades e auxilia na organização de eventos. No mercado inglĂŞs esse pilar nĂŁo tem existido, alĂŠm do que temos concentrado toda a nossa acção em Londres, havendo necessidade de atingir outras cidadesâ&#x20AC;?. No entanto, a perspectiva ĂŠ de que este mercado volte a crescer. O responsĂĄvel refere que o Alentejo nunca serĂĄ uma regiĂŁo, pelas suas caracterĂ­sticas, â&#x20AC;&#x153;muito conhecidaâ&#x20AC;?, pois â&#x20AC;&#x153;nĂŁo prosseguimos a estratĂŠgia de colocação da marca de forma generalista. Trabalhamos de outra maneira. Sabemos os produtos de nicho que oferecemos, dos quais o mais importante ĂŠ

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Startup combina turismo com voluntariado Quatro startups portuguesas na ĂĄrea do turismo participaram no certame ao abrigo da nova linha de apoio Ă  internacionalização de startups na ĂĄrea do turismo, permitindo assim o contacto e a imersĂŁo destas empresas com o ambiente internacional da actividade deste sector. A Turisver falou com uma delas, a Impactrip, e com os seus responsĂĄveis, Rita Marques e Diogo Areosa, sobre este projecto, em que se combina turismo com voluntariado nas mais de 200 organizaçþes sociais e ambientais parceiras em Portugal. â&#x20AC;&#x153;NĂŁo vendemos voluntariado, mas sim experiĂŞncias turĂ­sticas. Os nossos viajantes sĂŁo estrangeiros que vĂŞem a Portugal fazer turismo e ao mesmo tempo participam em experiĂŞncias de voluntariado junto das organizaçþes sociais que ajudam pessoas carenciadas. Mas tambĂŠm ao nĂ­vel ambiental oferecemos experiĂŞncias como o eco-mergulho, em que o viajante, para alĂŠm de ter o prazer de fazer esta actividade, ajuda a apanhar o lixo do fundo do mar para reciclarâ&#x20AC;?, explicaram. A Impactrip trabalha na maioria com clientes dos EUA, Norte da Europa e AustrĂĄlia que â&#x20AC;&#x153;querem conhecer Portugal de uma forma diferente e nĂŁo se contentam apenas em ficar em hotĂŠis standards, mas fazer algo diferente que tenha impacto positivoâ&#x20AC;?, esclarecerem os

o touring, depois tentamos identificar em cada mercado quais os pĂşblicos que possam estar interessados e ir ao seu encontro, seja directamente, seja atravĂŠs do operador ou da agĂŞncia de viagens que o possa venderâ&#x20AC;?. Para o Centro de Portugal, a relevância dos produtos turismo activo e turismo cultural faz com que a regiĂŁo se posicione em Londres para â&#x20AC;&#x153;tirar partido dessas valĂŞnciasâ&#x20AC;?, levando empresĂĄrios que jĂĄ tĂŞm naquele mercado algumas operaçþes, sobretudo os que estĂŁo no perĂ­metro de Lisboa ou perto do Porto e Norte, que beneficiam da proximidade dos dois aeroportos.

dois responsĂĄveis, acrescentando que em Portugal este tipo de turismo â&#x20AC;&#x153;ĂŠ novo e estranhoâ&#x20AC;?, mas jĂĄ conhecido noutras partes do mundo, por isso â&#x20AC;&#x153;temos tido um grande sucessoâ&#x20AC;?, com quase quatro mil noites compradas no primeiro semestre.

Carlos Gonçalves Luís Presidente da ATA

â&#x20AC;&#x153;Sazonalidade o Algarve sempre vai ter, mas o nosso objectivo ĂŠ alargar a ĂŠpoca alta, e isto começa a verificar-se com vĂĄrias companhias aĂŠreas a anteciparem a e a prolongarem as suas operaçþes para Faroâ&#x20AC;?.

De acordo com Pedro Machado, o objectivo da participação da regiĂŁo Centro de Portugal foi â&#x20AC;&#x153;promover um destino que tem no turismo activo e no turismo patrimonial e cultural, uma das suas maiores expressĂľesâ&#x20AC;?. O presidente da Turismo Centro de Portugal enalteceu ainda que â&#x20AC;&#x153;a WTM ĂŠ uma excelente oportunidade para avaliar de forma directa os destinos concorrentes, procurando interpretar qual o seu posicionamento no mercado, e ainda, conhecer novas tendĂŞncias. Ă&#x2030; um local de encontros, de criação de oportunidades de negĂłcio, de estabelecer contactos para desenvolver futuras parceriasâ&#x20AC;?. <

NEGĂ&#x201C;CIOS  E  FĂ&#x2030;RIAS 'HVGHD7UDoDU5RWDVGH6XFHVVR

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A Uniรฃo Faz a Forรงa

TURISVER | NOVEMBRO DE 2016




>em foco

Falta cerca de um ano para que a APAVT viva mais um acto eleitoral para a sua presidência. O momento parece ainda distante e talvez ninguÊm falasse dele se houvesse a certeza de que o actual presidente, Pedro Costa Ferreira, estaria disposto a continuar, mas face à possibilidade oposta, o aproximar de mais um congresso traz consigo um acelerar de movimentaçþes.

Eleiçþes APAVT

Pedro Costa Ferreira abre sucessĂŁo

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A

s eleiçþes para os órgãos sociais da APAVT começaram a ser tema de conversa jå hå alguns meses. Numa fase inicial tinha-se a ideia que o largo consenso de apoio ao actual presidente, Pedro Costa Ferreira, motivado pelo bom desempenho dos seus mandatos, seria o suficiente para que este viesse a recandidatar-se. Se tal viesse a acontecer, iria provavelmente conduzir a umas eleiçþes sem grande história, e levaria a que não existissem as movimentaçþes que hoje jå se fazem sentir por parte de alguns potenciais candidatos. O certo Ê que Pedro Costa Ferreira foi deixando transparecer a ideia de que não estava interessado em fazer mais um mandato, chegando mesmo a atribuir-se ao presidente o propósito de apenas avançar se não houvesse figuras que se mostrassem disponíveis - aí seria certo que iria enfrentar mais um mandato para que a APAVT não caísse num vazio. Presidir a uma associação da forma activa como o tem feito o actual 

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O certo Ê que Pedro Costa Ferreira foi deixando transparecer a ideia de que não estava interessado em fazer mais um mandato, chegando mesmo a atribuirse ao presidente o propósito de apenas avançar se não houvesse figuras que se mostrassem disponíveis - aí seria certo que iria enfrentar mais um mandato para que a APAVT não caísse num vazio.

presidente, exige muito esforço pessoal e muito tempo, em detrimento da vida empresarial e da famĂ­lia. Pedro Costa Ferreira herdou o peso de uma Associação quase falida, com a credibilidade em baixa e muitas crĂ­ticas Ă  anterior direcção. Teve que pegar numa APAVT a â&#x20AC;&#x153;preto e brancoâ&#x20AC;? e transformĂĄ-la numa associação com cor e com vida. Um trabalho difĂ­cil que levou a bom porto, motivando que muitos associados, mesmo alguns inicialmente crĂ­ticos, insistam em que se justificava a continuação do seu trabalho e da

sua equipa. Perante o cenårio da não recandidatura de Pedro Costa Ferreira, que muitos ainda não acreditam que venha a acontecer e com o aproximar do Congresso de Aveiro que se realiza a cerca de um ano das eleiçþes, torna-se natural que algumas personalidades se estejam a posicionar, estabelecendo contactos e procurando apoios, o que Ê perfeitamente lógico e legítimo. Os dois últimos mandatos, exercidos por Pedro Costa Ferreira, elevaram a qualidade da presença e


de afirmação da APAVT em todo o sector turístico e não apenas no seio dos agentes de viagens. Por isso quem vier a seguir tem uma fasquia elevada para manter os padrþes de credibilidade e de trabalho em prol dos associados. A isto se somarå a dificuldades dos tempos que esperam o sector da distribuição, que exigirå uma direcção atenta e inovadora, com os olhos postos no futuro que se renova a cada dia.

OS PRĂ&#x2030;-CANDIDATOS Temos em Portugal o velho mau hĂĄbito de começarmos a julgar de forma pouco positiva quando alguĂŠm se predispĂľe a candidatar-se a eleiçþes, mesmo que associativas, em vez de pensarmos que as eleiçþes sĂŁo um acto democrĂĄtico e que apresentar uma candidatura ĂŠ um direito que assiste a todos os associados. Um acto eleitoral disputado tem por norma o condĂŁo de contribuir para uma maior dinâmica, para um melhor debate de ideias. O que ĂŠ fundamental ĂŠ que os candidatos apresentem linhas programĂĄticas claras, objectivas e exequĂ­veis, equipas fortes e representativas do sector, que atĂŠ agora, os nomes de que se fala façam a sua campanha em torno de para protagonizarem a disputa para ideias e nĂŁoDBDQXQFLRBWXULVYHUBB$)  SGI em ataques pessoais. a presidĂŞncia da APAVT, e qualquer VĂ­tor Filipe e Miguel Quintas sĂŁo, deles ĂŠ bem conhecido dos seus

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pares e no turismo em geral. VĂ­tor Filipe jĂĄ tem um historial ligado ao sector associativo, tendo sido presidente da APAVT entre 2002 e

Miguel Quintas sempre â&#x20AC;&#x153;correu numa pista paralelaâ&#x20AC;?, sempre foi considerado um â&#x20AC;&#x153;rebeldeâ&#x20AC;?, na ĂĄrea profissional sempre teve negĂłcios com todos ou quase, mas no seu posicionamento pĂşblico sempre foi crĂ­tico daquilo que chegou a chamar â&#x20AC;&#x153;grupo de interesses instaladoâ&#x20AC;? ...

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>em foco 2005, época que ficou marcada pelas negociações com a TAP para a implementação da conhecida taxa XP. Miguel Quintas está mais ligado ao “mundo das tecnologias” muito na perspectiva do que elas podem aportar ao negócio, está desde sempre ligado ao Fórum Turismo 2.1 organismo que pretende valorizar o poder do conhecimento como ferramenta de mudança e melhoria constantes. Em comum, além do objectivo de virem a presidir à APAVT, têm o facto de, nos últimos anos, terem corrido à margem do chamado “establishment” constituído por personalidades que normalmente apadrinham a candidatura de onde sai o presidente eleito. Vítor Filipe já conseguiu esses apoios e durante dois mandatos foi presidente da APAVT, e não se leia nestas palavras qualquer crítica do seu mandato ou falta de independência, até porque anos mais tarde quando procurou os apoios do tal “establishment” para substituir João Passos na direcção da associação não os obteve. Miguel Quintas sempre “correu numa pista paralela”, sempre foi considerado um “rebelde”, na área profissional sempre teve negócios com todos ou quase, mas no seu posicionamento público sempre foi crítico daquilo

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Vítor Filipe já tem um historial ligado ao sector associativo, tendo sido presidente da APAVT entre 2002 e 2005, época que ficou marcada pelas negociações com a TAP para a implementação da conhecida taxa XP.

que chegou a chamar “grupo de interesses instalado” mas parece que agora, para algumas das personalidades do “sistema”, é uma figura em ascensão - basta estar atento e ver que foi convidado a moderar um painel no próximo Congresso da APAVT.

AS ALIANÇAS E O QUE ESTÁ EM CIMA DA MESA É numa pré-candidatura que se procuram apoios e se começa a juntar nomes para a constituição de uma lista candidata aos órgãos sociais de uma qualquer entidade e é isso que Miguel Quintas e Vítor Filipe estão a fazer. O primeiro conta com o apoio dos associados da AIRMET, agrupamento que conhece bem, de figuras de “peso” e empresas com alguma dimensão no mundo das viagens. O segundo conta com o apoio das agências do grupo Go4Travel que, comenta-se, poderá no entanto dividir-se nesse apoio, e ao que consta, do grupo RAVT. A GEA, como aconteceu nas eleições em que existiu uma disputa eleitoral, não vai tomar partido, podendo figurar agências do agrupamento nas duas candidaturas. Resta saber para onde se inclinam, e que peso eleitoral têm, as agências franchisadas, conhecendo-se que a esmagadora maioria delas não são filiadas na APAVT. Com este cenário já existem algumas personalidades do sector que 30

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defendem que estes dois potenciais candidatos deveriam juntar-se e apresentar uma lista forte e coesa, unindo-se, para bem da APAVT, duas personalidades de diferentes gerações. Segundo a Turisver sabe, esta situação não é nada que Vítor Filipe e Miguel Quintas já não tivessem equacionado, tendo já existido encontros para acerto de agulhas, sem que no entanto segundo sabemos, se tenha chegado a qualquer entendimento. Como é perceptível, a cerca de um ano das eleições e longe de o processo de candidaturas estar aberto, ainda muita coisa pode acontecer. Para já fala-se na possibilidade de surgir uma terceira candidatura, o que a acontecer poderia levar Vítor Filipe e Miguel Quintas a equacionarem um cenário de alianças. Uma terceira candidatura, segundo é convicção de um pequeno grupo de agências de viagens, seria uma espécie de “bluff ”, nunca iria existir e a intenção seria a de levar os pré-candidatos a alterarem as suas estratégias previamente definidas. Seja como for os dados estão lançados, e um acto eleitoral disputado no seio de uma estrutura associativa só denota vitalidade, pois o debate das grandes questões que se colocam ao sector pode e deve fazer subir a confiança dos agentes de viagens num futuro em que cada vez mais o cliente é o denominador fundamental. <


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>entrevista Miguel Ángel Puertas – Acting General Manager da Amadeus Portugal

Amadeus tem “proposta de valor baseada em tecnologia, soluções e serviços” 7(;72-26‹/86(/,$6

O posicionamento da Amadeus no mercado português e as principais linhas já traçadas para o futuro próximo são dois dos temas em destaque na entrevista a Miguel Ángel Puertas, Acting General Manager da Amadeus Portugal, em que também falámos do relacionamento com a TAP e com as instituições.

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urisver – A Amadeus é uma empresa que nos habituou a uma permanente evolução tecnológica e a dotar o mercado das agências de viagens e companhias de aviação, de ferramentas que facilitam o seu trabalho. O que é que têm desenvolvido nos últimos tempos e o que é que está em perspectiva a curto prazo? Miguel Ángel Puertas – O GDS nasceu em 1967 para resolver um problema das companhias de aviação ao nível da venda e favorecer o canal de distribuição das agências de viagens. A partir daí houve uma grande evolução e hoje a Amadeus é um ecossistema global de viagens porque, através da tecnologia, diversificou muito as áreas da indústria e temos companhias de aviação, hotéis, rent-a-car, etc, tudo ligado de modo a favorecer as vendas através das agências de viagens. O negócio diversificou-se muito e está conce32

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bido como um desenvolvimento da tecnologia com vista a favorecer a conectividade entre os vários fornecedores, intermediários e o viajante final. Uma das grandes preocupações da Amadeus é colocar à disposição do mercado mais e melhor tecnologia. Nesse sentido, estamos a lançar o Amadeus Selling Connect, a nova plataforma da Amadeus que oferece 100% de mobilidade, podendo ser acedida a partir do computador, do tablet ou do telemóvel. Isto possibilita que a agência de viagens seja capaz de oferecer uma atenção personalizada 24 horas por dia e uma personalização do serviço que pretende oferecer ao viajante e que hoje é fundamental. Depois temos toda a parte offline da plataforma Amadeus Selling Connect, com muitas soluções de webservices, mobile, pagamentos, self booking tours para corporações, etc. Muitas destas ferramentas já estão também disponíveis em Portugal.

Uma das áreas do vosso trabalho reside na formação dos agentes de viagens. Têm feito muitas acções deste tipo em Portugal?

termos mundiais, qual é o peso da Amadeus e onde é que tem maior expressão?

Temos feito várias e vamos fazer mais porque agora temos um plano de relançamento da formação em GDS. O agente de viagens é o profissional da indústria do turismo com maior número de competências, uma vez que precisa de ter conhecimentos tecnológicos e técnicos, precisa de ter conhecimentos de técnicas de venda, conhecimentos de contabilidade, ou seja uma série de conhecimentos que transcendem a sua área profissional. Um bom agente de viagens é um profissional altamente qualificado, com as mais diversas competências.

Não lhe posso dar dados sobre isso porque a Amadeus IT Group é uma empresa cotada em bolsa e não pode tornar públicos estes dados sem fazer uma notificação prévia à Comissão Nacional de Mercado de Valores. O que posso dizer é que, em termos mundiais a Amadeus tem uma quota de 43,2% o que implica que somos o líder mundial indiscutível, mas o peso da Amadeus difere de mercado para mercado. Em Portugal a nossa quota de mercado é mais alta do que muitas pessoas do sector pensam, mas em Espanha o nosso peso é bastante maior.

POSICIONAMENTO NOS MERCADOS

Em termos geográficos, onde é que a Amadeus tem crescido mais?

O posicionamento da Amadeus no mercado português e nos mercados internacionais não é idêntico. Em

A América do Norte é onde a Amadeus tem crescido mais, mas o principal contribuidor continua a ser


a EMEA (Europa, Médio Oriente e África), incluindo Espanha, Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, etc., que é onde estamos a investir mais recursos. Na América Latina temos também uma presença forte, especialmente na Argentina, Brasil e Chile. Em Portugal, como é que tem sido o desenvolvimento do trabalho com os parceiros? Tem havido muitas alterações no mercado? Tem sido um ano com muitas movimentações, houve empresas que saíram da Amadeus e outras que entraram e uma coisa tem compensado a outra, muito pela relação de grande proximidade que mantemos com os nossos clientes. Daí que a quota da Amadeus Portugal tenha crescido 19% entre Agosto de 2015 e Agosto de 2016, o que é um grande crescimento. A nossa proposta de valor para os agentes de viagens reside em estarmos apostados em fornecer-lhes a melhor tecnologia, o melhor serviço e colocar à sua disposição desenvolvimentos ao nível da distribuição que lhes permitam adquirir maior eficiência e optimização dos recursos ao nível do negócio das agências de viagens bem como na busca de novas linhas de negócio, além de uma proposta de um novo modelo de relação

com o viajante final. Tudo isto ajuda a que coloquemos em cima da mesa uma proposta de longo prazo, uma relação a longo prazo em que dizemos claramente ao agente de viagens o que é que temos para lhe oferecer. Outros players no mercado podem trazer benefícios a curto prazo mas para mim essa é uma proposta de “pão para hoje e fome para amanhã”.

MERCADO AÉREO EM PORTUGAL A relação da Amadeus com a TAP beneficia o vosso trabalho? Beneficia muito. Em Portugal há uma circunstância muito importante, que é o facto de 87% das reservas serem feitas com companhias aéreas cujo inventário está na Amadeus, e a TAP é uma delas, o que nos traz a vantagem de não haver um sistema para as agências de viagens e outro para a TAP. Quando uma agência reserva TAP reserva a mesma tarifa que a TAP carregou no sistema, dado que se trata do sistema Amadeus e o localizador que a agência de viagens utiliza é o mesmo que a TAP tem. Como disse antes, nós temos que colocar em cima da mesa uma proposta de valor baseada em tecnologia, soluções e serviços. Ao nível da tecnologia, penso que a nossa é melhor que

“Tem sido um ano com muitas movimentações, houve empresas que saíram da Amadeus e outras que entraram e uma coisa tem compensado a outra, muito pela relação de grande proximidade que mantemos com os nossos clientes. Daí que a quota da Amadeus Portugal tenha crescido 19% entre Agosto de 2015 e Agosto de 2016”

a que é oferecida pela concorrência, mas mesmo que a tecnologia estivesse ao mesmo nível, o que se passa é que sobre essa tecnologia nós oferecemos um conteúdo muito mais seguro do que a concorrência pode dar ao nível das reservas, de tarifas, de lugares, etc. Isso quer dizer que as alterações comerciais que estão a acontecer na TAP, com a introdução de novas classes, nomeadamente uma classe de baixo custo, ficam facilitadas para o agente de viagens por existir esta integração? A Amadeus fornece tecnologia à TAP que lhe está a servir para fazer um melhor merchandising da sua oferta. O que a TAP fez foi servir-se de um produto Amadeus denominado Fare Families e graças a isso conseguiu redesenhar toda a sua oferta de lugares e toda a sua estratégia comercial. Graças ao facto de a TAP ter essa tecnologia, nós podemos oferecê-la ao agente de viagens, enquanto os outros sistemas têm que fazer as integrações necessárias para que possam ter o mesmo conteúdo. Para nós, as alterações que a TAP está a operar não nos colocam nenhum problema, pelo contrário, são um benefício. O mesmo acontece com as companhias de baixo custo.

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>entrevista um relacionamento com as instituições. Em Portugal como é o vosso relacionamento com a APAVT e o sector público?

Os GDS têm desenvolvido outros produtos, como as reservas de hotel e de rent-a-car, por exemplo. As reservas para estes produtos também têm crescido em Portugal no GDS da Amadeus?

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Estão a crescer, principalmente no que se refere às reservas hoteleiras e não tanto ao rent-a-car, mas o crescimento é relativo porque depende da segmentação da própria agência de viagens, uma vez que uma agência puramente corporate reserva mais aluguer de carros e hotéis. Mesmo assim são produtos que estão a crescer, embora não tanto como o aéreo que tem um peso incomparavelmente maior. Aliás, podemos classificar a Amadeus como um GDS aéreo. Nas vossas reservas começam já a sentir que os portugueses estão de novo a viajar mais? Já se começa a sentir muito, aliás, o crescimento de 19% de que falei há pouco acontece porque os portugueses retomaram as viagens. Como a Amadeus está em 90% das companhias que voam para Portugal, é natural que ganhemos com isso. Quem quer sair de Lisboa pode fazê-lo com a TAP, a Iberia, Air France, Lufthansa… e todas elas são clientes da Amadeus. E mesmo que tenha saído em voo easyJet, também saiu com a Amadeus porque o inventário da easyJet está na Navitel que é uma empresa da Amadeus, foi adquirida o ano passado. Isso significa que estão a adaptar-se bem às novas companhias que estão a voar para Portugal? Absolutamente. A nível das companhias regulares, temos todas. Mais, estamos a prover as low cost de um inventário que é um complemento ideal para o nosso produto para companhias aéreas que é o Althea. Com a compra da Navitel temos o Althea que é o nosso sistema de fornecimento para companhias aéreas (de inventário, de check-in, etc) e depois temos um sistema de inventário para as low cost que neste caso é Navitel.

LINHAS DE ACTUAÇÃO FUTURAS EM PORTUGAL O que é que as agências de viagens podem esperar do acompanhamento da Amadeus nos próximos meses? O mundo está a mudar, o mundo do turismo está a mudar muito e as agências de viagens estão num processo de evolução constante e, na minha opinião, têm quatro vias: uma é a procura de optimização, eficiência e margens, outra é a da busca do desenvolvimento do negócio através de novas linhas de negócio, da diversificação, uma terceira via passa 

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por procurar uma nova relação com o viajante e uma quarta é o foco no crescimento, no futuro, na sustentabilidade. Para todas estas vias temos uma proposta específica ao nível da tecnologia e de soluções, bem como de rentabilidade a longo prazo. O que as agências podem esperar da Amadeus é aquilo que já está a acontecer, ou seja, que ponhamos em cima da mesa soluções, tecnologia e rentabilidade – três linhas básicas de acompanhamento. As pequenas agências têm sempre mais dificuldade em atingir grandes níveis de desenvolvimento tecnológico. Estão atentos a elas? São duas linhas distintas de actuação porque para as pequenas agências a oferta é muito mais fechada enquanto nas grandes o investimento foi muito durante muitos anos. O que a Amadeus está a fazer é a fornecer ferramentas para o futuro, ferramentas que integram conteúdos de muitas fontes de informação para que a agência de viagens seja capaz de oferecer comparação e valor ao cliente final. Como indústria de turismo temos que trabalhar juntos tendo como foco o cliente final pois é ele que compra as viagens. Seja em negócios seja em lazer, o viajante busca uma experiência e essa tem que vir por parte de todos os agentes e fornecedores, tem que vir alicerçada

numa tecnologia que seja capaz de cobrir as expectativas do viajante. Para os grandes o desafio está agora na área do online e do mobile e daqui a dois anos quem não tenha algo no mobile não existe, tal como há 10 ou 15 anos quem não estava na internet não existia. Para uma empresa com a dimensão da Amadeus é importante manter

“Em Portugal há uma circunstância muito importante, que é o facto de 87% das reservas serem feitas com companhias aéreas cujo inventário está na Amadeus, e a TAP é uma delas, o que nos traz a vantagem de não haver um sistema para as agências de viagens e outro para a TAP”

Em Portugal os nossos parceiros naturais são os agentes de viagens e, se olhamos mais para cima, temos as companhias aéreas. A nível institucional, temos uma muito boa relação com o Turismo de Portugal, estamos a fazer negócios juntos e estamos a colaborar em conferências, apresentações, etc. Ao nível das associações, somos membros da APAVT, o que para nós é uma grande vantagem porque aqui em Portugal há uma grande unidade em torno desta associação que reúne os interesses de todos os profissionais do sector. Estamos no Fórum Turismo 2.1 de que eu próprio sou membro, e que tem uma vertente muito estratégica em relação ao futuro. O lema da Amadeus é “Shaping the future of travel” e penso que o Fórum Turismo vai ao encontro do nosso lema e está a fazer um trabalho muito bom neste sentido. Por exemplo, na última edição da BTL realizámos o Fórum da Empregabilidade e foi um êxito, teve a participação de muitas empresas e de muitos candidatos. Também temos muito boas relações com instituições de ensino superior, temos contratos com 20 Universidades e temos muitos contactos com Escolas de Negócios e esta é uma área que nos interessa muito. A perspectiva da Amadeus Portugal é continuar a crescer? Sem dúvida. O turismo em Portugal está a crescer muito e nós queremos ser parte desse crescimento. Como disse no início, a Amadeus faz parte do ecossistema formado por diversos fornecedores, agências de viagens, cliente final… e nós vamos dar a melhor tecnologia, as melhores soluções. Sem querer cometer o pecado de ser demasiado optimista, penso que dentro de três anos vamos conseguir ser líderes de mercado – este é um desafio que me coloco. Quanto mais estou no mercado português mais gosto e quanto mais conheço os profissionais que trabalham no sector do turismo mais gosto deles. Isto sem esquecer que neste sector o que há são empresas mas as empresas são formadas por pessoas e a cada pessoa que conheço, mais gosto deste mercado que é composto por gente com princípios, profissionais muito bem formados. Daí o desafio que coloco a mim mesmo, de permanecer aqui e conseguir alcançar o objectivo que me propus a três anos, porque estou convicto de que podemos contribuir para que a industria do turismo em Portugal cresça ainda mais e que este seja um crescimento sustentado. <


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>dossier Ovos-moles Ir a Aveiro e não cometer o pecado da gula deliciandose com ovos-moles, só pode ser… pecado. Típico da região, herança das comunidades de freiras, o doce, de sabor peculiar e cor dourada, é normalmente envolvido em finas camadas de hóstia em forma de conchas, búzios ou peixes. Mas pode ser também comido de barricas de madeira ou porcelana, adornadas com motivos da ria e da região.

De 8 a 11 de Dezembro, Aveiro vai receber o congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, razão mais do que suficiente para partir à descoberta, não apenas da “Veneza portuguesa”, mas também de alguns locais próximos. Porque Aveiro e Ria levam a Ílhavo, às Gafanhas e às praias da Costa Nova. 7(;72)(51$1'$5$026

Ria de Aveiro

A beleza que vem da natureza

A

veiro é terra de água, da que vem da Ria e dos muitos rios que cruzam a região, como o Vouga, o Antuã ou o Boco. É terra de pesca e de praia, terra de pão, de verdejantes matas e arenosas dunas. E a cidade em si, é terra de muita arte, principalmente de Arte Nova e daquela outra arte que transpôs portas de conventos em tempos idos e trouxe até nós um

dos expoentes máximos da doçaria portuguesa, os ovos-moles. A cidade é local maior de uma ria que domina a paisagem, que a atravessa e a torna bela entre as belas. Tanto que não têm conta aqueles que a apelidam de “Veneza portuguesa”. Aqui, os canais são braços da Ria, atravessados, em terra, por inúmeras pequenas pontes, e na água não há gôndolas mas sim moliceiros coloridos, hoje já sem velas

porque estas não passam sob as tais pontes, o que talvez os torne ainda mais parecidos com as embarcações que cruzam os canais venezianos. A esta inigualável beleza paisagística de uma cidade à beira-ria, se junta uma elegante arquitectura do século XIX, um sem-número de edifícios de tonalidades claras em Arte Nova, museus e igrejas. Junta-se também uma parte bem mais jovem e pujante de vida, seja de dia

Hotel Imperial – Aveiro – Portugal | www.hotelimperial.pt 36

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Museu Marítimo e Navio Museu como pela noite fora, em inúmeros locais de animação, sejam restaurantes, bares ou discotecas, pois Aveiro alberga uma Universidade e juventude, bulício e vida é algo que não falta. Passear a pé pela cidade é o que se impõe e nada melhor para o fazer que “desaguar” em cima do canal central da ria, na Praça Humberto Delgado, onde a Estátua das Pontes, também conhecida por Ponte Praça ou Pontes, bem “em cima” do canal principal da Ria, dá as boas-vindas aos que chegam à cidade. Uma estátua que são quatro, cada uma representando uma figura da cidade: a Salineira, com trajes tradicionais e uma canastra na cabeça, o Marnoto, com trajes tradicionais e instrumentos próprios da faina do sal, a Parceria do Ramo, com roupas tradicionais femininas e um ramo de flores na mão direita, e o Fogueteiro, com o tradicional gabão, sapatos de fivela e um foguete na mão esquerda. Daqui à Av. Dr. Lourenço Peixinho,

junto ao canal do Côjo, é muito perto. É aqui que mora o moderno Fórum Aveiro, uma das atracções da cidade em dias soalheiros, dado constituir-se num centro comercial a céu aberto. Também perto, e de visita obrigatória, o Museu de Aveiro, antigo Mosteiro de Jesus, original do século XV que abriga o túmulo da princesa Santa Joana, padroeira da cidade. Podem também ver-se inúmeras peças religiosas, quadros e esculturas, e a Capela de Santo Agostinho, da Igreja de Jesus. Bem perto não pode deixar-se de visitar um dos ex-libris do património natural da cidade, o Parque Infante D. Pedro, mais conhecido como Parque da Cidade, óptimo para fazer uma caminhada.

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ONDE MORA A ARTE NOVA

Distinguida como a cidade-museu da Arte Nova em Portugal, Aveiro é membro da “Réseau Art Nouveau Network”. Por isso, uma visita à ci-

São lugares de visita incontornável em Ílhavo, o Museu Marítimo que conta a história épica da pesca do bacalhau à linha e o Navio Museu Santo André que, ancorado no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, conta a vida do arrasto. Pólo do Museu Marítimo de Ílhavo, o navio fez parte da frota portugue sa da pesca do bacalhau, entre 1948 e 1997. E já que é de faina maior que se fala atente-se, na rotunda à entrada da Gafanha da Nazaré, à Estátua da Faina Maior que retrata toda uma história de Terra e Mar, inspirada no Farol da Barra, nas figuras dos pescadores, no bacalhau e nas velas dos antigos lugres bacalhoeiros. Na cidade, o Museu inclui o Aquário dos Bacalhaus onde o peixe que é rei das nossas mesas se pode observar no seu habitat. Por ali se mergulha na história da faina maior que é também a história da região, através de uma vasta colecção de objectos relacionados com a pesca à linha do bacalhau, a pesca da laguna, além de colecções de instrumentos de navegação antiga e moderna onde se destaca uma bússola marítima portuguesa de finais do século XIX, os agulhões dos dóris – utilizados na pesca à linha do bacalhau – e as bitáculas de navios. Entre outras, há ainda uma colecção dedicada às artes de pesca da Ria de Aveiro, onde pontificam embarcações típicas em tamanho real, além de colecções de pintura, desenho e cerâmica.

Venha aprender a fazer os famosos Ovos Moles de Aveiro com as suas próprias mãos e conhecer os seus segredos seculares Situada na zona histórica da cidade de Aveiro, junto ao canal principal, a Oficina do Doce oferece um variado programa de visitas em grupos, que em colaboração com os nossos parceiros, tornará a sua visita inesquecível. No fim, temos uma surpresa à sua espera.

Descubra o “segredo” na Oficina do Doce

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>dossier Marinha da Troncalhada Localizada em Aveiro, concretamente no Cais das Pirâmides, a Marinha da Troncalhada Ê uma antiga marinha de sal, onde se podem observar os ancestrais mÊtodos de salicultura da região aveirense e, como tal, local a visitar.

dade deve sempre passar pela denominada Rota da Arte Nova, percurso concebido para ajudar o visitante a identificar edifícios e monumentos que ostentam as marcas deixadas por nomes grandes deste delicado estilo arquitectónico e artístico de inícios do sÊculo passado. Hå que começar pela Casa do Major Pessoa, na R. Barbosa Magalhães, nºs 9, 10, 11 e Travessa do Rossio, onde funciona o Museu de Arte Nova de Aveiro. Verdadeiro ex-libris deste estilo arquitectónico na cidade, a Casa do Major Pessoa, voltada para o canal principal da Ria, tem uma composição exuberante, feita de flores e arabescos em pedra e ferro forjado.

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Recentemente restaurado, o EdifĂ­cio do Rossio, no Largo do mesmo nome, ĂŠ outros dos exemplares de Arte Nova a nĂŁo perder, com as suas varandas e janelas em pedra, em que pontifica, ao centro, uma caracterĂ­stica varanda de ferro forjado. Na Rua JoĂŁo Mendonça hĂĄ vĂĄrios exemplares deste estilo arquitectĂłnico: a Casa dos Ovos Moles, com varandins de ferro forjado, e uma fachada com apontamentos florais; o Museu da RepĂşblica, com uma imponente estrutura em pedra, uma fachada exuberante, decoração com apontamentos florais de pedra e janelas e varandas em ferro; e ainda o EdifĂ­cio da Cooperativa AgrĂ­cola, cuja fachada ĂŠ coberta por painĂŠis de azulejo policromĂĄtico. Merecem ainda destaque o Restaurante â&#x20AC;&#x201C; PensĂŁo Ferro, na R. Tenente Resende, que combina ferro, vidro, pedra e azulejo; o Bar do Hotel â&#x20AC;&#x153;As AmĂŠricasâ&#x20AC;?, na R. Eng.Âş Von Haff, com fachada em cimalha de azulejos; e o Coreto do Parque Municipal Infante D. Pedro, estrutura octogonal de ferro, com decoração tipicamente Arte Nova. Mas seja â&#x20AC;&#x153;paredes-meiasâ&#x20AC;? com o canal principal da Ria, seja por entre ruas e ruelas nas cercanias, ou atĂŠ em localidades prĂłximas, ĂŠ sempre possĂ­vel encontrar outras construçþes que fazem jus a este estilo

O  seu  alojamento  de  charme  em  Aveiro

elegante. JĂĄ para aqueles que preferem um estilo de arquitectura mais contemporâneo, serĂĄ imprescindĂ­vel dar uma â&#x20AC;&#x153;espiadaâ&#x20AC;? ao edifĂ­cio da Universidade, no Campus UniversitĂĄrio de Santiago. Outra visita imprescindĂ­vel ĂŠ ao Mercado do Peixe, local de repasto obrigatĂłrio. No caminho atĂŠ lĂĄ, neste que ĂŠ o casco mais antigo e tĂ­pico da cidade, encontram-se antigas casas de pescadores, igrejas e capelas de barroco e maneirismo feitas. Quem fica pela noite na cidade e da noite gosta, o conselho ĂŠ que dĂŞ um pezinho de dança na Estação da Luz, a discoteca mais â&#x20AC;&#x153;inâ&#x20AC;? da regiĂŁo, onde se pode ficar noite dentro, atĂŠ que raiem os primeiros raios de sol. Mas, para quem nĂŁo aprecia discotecas, a cidade tem inĂşmeros bares onde se pode tomar uma bebida. Mas hĂĄ que regressar Ă  Ria, terminar o pĂŠriplo voltando ao canal para, a partir dele, fazer um passeio

de moliceiro, apreciar a cidade de outra perspectiva, ir atĂŠ um pouco mais alĂŠm, Ă  Gafanha da NazarĂŠ, por exemplo. E pode tambĂŠm partir-se de Aveiro para a Costa Nova.

�LHAVO CAPITAL DO BACALHAU Pudesse a distância que separa Aveiro de �lhavo ser percorrida em linha recta e pouco mais seria que 4Km, mas mesmo não podendo não são mais de 8Km a separar estas urbes vizinhas. �lhavo atrai pelos recortes. De um lado a cidade, separada das Gafanhas pelo rio Boco. Mais junto ao rio, as Gafanhas de AquÊm e da Boavista, esta em frente do Lugar da Vista Alegre, separada por uma breve ponte. Mais afastadas, passada a Mata Nacional das Dunas da Gafanha, as Gafanhas do Carmo, da Encarnação e a da NazarÊ (de Sul para

Gastronomia regional Em terras encaixadas entre o mar e a Ria, terra de pescadores e da faina maior, a gastronomia estå, inevitavelmente, ligada ao mar. O bacalhau, de que ali se aproveita tudo, rivaliza com as enguias, os ensopados, peixes grelhados, caldeiradas, mariscos e muitos petiscos. A caldeirada de enguias Ê praticamente obrigatória, mas não se deve descurar o carneiro à lampantana. De volta ao bacalhau, claro que se pode optar pelo tradicionalmente cozido com couves, mas por esta região sempre se depara com pratos confeccionados à base de línguas, caras e samos - bexigas natatórias do bacalhau, algo gelatinosas e com uma textura que chega a parecer dobrada. Um pitÊu, garantem os apreciadores. Depois hå as tripas, que neste caso são um doce regional recheado com chocolate ou ovos-moles e natas. Tudo somado, esta Ê uma região onde cada refeição Ê uma festa para o palato. <

SOLAR  DO  ALAMBIQUE  â&#x20AC;&#x201C;  Rua  AntĂłnio  Castilho,  4  |  3850-­405  Angeja  -­  Aveiro Tel.  234  918014/  919175955  |  solardoalambique.reservas@gmail.com



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Norte), desligadas da Costa Nova pelo Canal de Mira. Pode parecer confuso e distante, mas não o é. Em lá estando, quase sem darmos conta, saímos da cidade e temos o pé na Costa Nova, passando pela mata e pelas Gafanhas. De Ílhavo se diz que tem “o mar por tradição”, que é terra “temperada pelo sal e pelo sol, pela maresia e pelo pinheiro bravo”. Porque tem a ria como protagonista, deleita em paisagens naturais únicas, mas há muito mais

para ver. Esta é também terra de pão, ali feito de vários tipos, em padarias que permitem que na madrugada os forasteiros assistam ao seu fabrico, ainda artesanal. E não será apenas ver: pode também degustar-se um pãozinho acabado de sair do forno, servido com apetitosa manteiga. Nas ruas estreitinhas de Ílhavo, orladas de casario baixo e antigo, adornado a vistosos azulejos, escondem-se muitos segredos, como restaurantes típicos e pastelarias.

Percorram-se essas ruas, atentando nas casas adornadas a azulejo, nas artísticas varandas. Vila Africana, Vila Vieira e Casa dos Cestinhos, são exemplares magníficos da arquitectura Arte Nova que integram o Roteiro de Arte Nova de Ílhavo, mas outros roteiros são possíveis, como o das pescas. Bem perto está a Quinta da Vista Alegre, ou Lugar da Vista Alegre. No seu terreiro, orlado de edifícios, acede-se ao Museu Vista Alegre que dá a conhecer, de forma interactiva, antigos e modernos processos de fabrico e pintura. Como se acede também à Capela da Nossa Senhora da Penha de França, de finais do séc. XVII, que na fachada principal ostenta uma imagem em pedra da Nossa Senhora da Penha de França, Padroeira da Vista Alegre. No interior destacam-se azulejos setecentistas, retábulos em mármore e talha dourada, abóbadas decoradas de frescos – restauradas pela mestria dos artistas da Vista Alegre –, e no vão da Capela-Mor ergue-se o túmulo episcopal de D. Manuel de Moura Manoel, o bispo que a mandou construir. Em Ílhavo tudo está ligado ao mar, tudo mora perto dele e é por ele influenciado. Terra de capitães, pilotos e marinheiros, de gente ligada a uma faina que é maior, os principais

locais a visitar são, por isso, o Museu Marítimo com o seu Aquário dos Bacalhaus, o Farol da Barra, o Navio Museu Santo André (ver caixa) e, claro, os palheiros da Costa Nova.

O “ARCO-ÍRIS” DA COSTA NOVA Comecemos por estes que se destacam na paisagem e são atractivo número um de quem visita a Costa Nova. Autênticas “casas de pijama”, aos Palheiros da Costa Nova ninguém consegue ficar indiferente. Estas casas às riscas (vermelhas e brancas, azuis e brancas, verdes e brancas…), de telhados em bico, os palheiros foram, no séc. XIX, armazéns construídos pelos pescadores para ali guardarem alfaias da sua arte. Mas não eram ainda garridos, antes se “vestiam” de vermelho ocre. Datado de 1808, o Palheiro José Estêvão, assim denominado porque viria, nos anos 70 do século XIX, a ser adquirido pelo parlamentar José Estêvão, é peça rara e mantém, ainda hoje, a cor original. Reza a História que o parlamentar fazia dele habitação balnear e que por lá passaram nomes grandes como Eça de Queirós, Guerra Junqueiro e Oliveira Martins. Tinham ali nascido, definitivamente, as casas de veraneio da

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Costa Nova, mais tarde adornados de riscas coloridas. O local encanta por este charme revivalista mas também pelas espectaculares paisagens, pela praia, pelos passadiços a perder de vista que se sobrepõem às dunas. Bem perto da praia está o novíssimo Centro Sociocultural da Costa Nova, edifício de arquitectura arrojada nas proximidades da Capela da

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Nossa Senhora da Saúde. Maioritariamente construído em madeira, está integrado na área do Plano de Pormenor da Área de Equipamentos da Frente Marítima da Costa Nova e hoje é ali que tudo acontece em termos de animação cultural. Mas também na Costa Nova não se devem voltar costas à Ria que fica mesmo “do outro lado”, há que percorrer a “marginal”, o largo “calça-

QUARTEIRA / PORTIMÃO / LISBOA / VISEU QUARTEIRA Largo Cortes Reais - Galerias Central - Loja 9 - 8125 - 168 Quarteira Telf: +351 289388531 - Fax: +351 289388533 - E-mail: geral@swork.pt PORTIMÃO Rua Pé da Cruz, Edf. Portimor, Loja 11, - 8500-641 Portimão Telf. +351 282422412 - Fax: +351 282422413 - E-mail: portimao@swork.pt LISBOA Avenida Óscar Monteiro Torres, n.º8, 4ºEsq. – 1000-219 Lisboa Telf: +351 217959482 - Fax: +351 217959484 - E-mail: joaobernardes@swork.pt VISEU Centro Comercial São Mateus-Av. Dr. António José de Almeida N.º218, 1º Esc.5 - 3510-043 Viseu Telf: +351 232460107 - Telm.: +351 962258899

WEBSITE: http://www.swork.pt 

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dão” à beira-ria, ir até ao Mercado do Peixe. Os ílhavos (ou ilhavenses) têm sorte. De um lado a ria, de outro praias, que à da Costa Nova se junta a da Barra, mais para Norte, bem na frente da Gafanha da Nazaré, completando um areal dourado com cerca de 7Km, que enquadra o mais alto farol de Portugal (o segundo da Europa) ainda em actividade. Construído em 1893, com 62m de altura e 66m acima do nível do mar, está aberto a visitas uma vez por semana (às quartas-feiras). A subida, de mais de 300 degraus, não é fácil, mas vale a pena. Mais próximo da Barra fica a Gafanha da Nazaré, onde se deve fazer uma visita à Casa Gafanhoa (típica casa de lavoura que permite vivenciar o dia-a-dia das comunidades do litoral) e o Jardim Oudinot, onde está atracado um antigo bacalhoeiro fielmente recuperado. A partir do ancoradouro pode aproveitar-se para passear na ria, de moliceiro ou lancha. E, tal como de Aveiro se vai pela Ria até Ílhavo e à Costa Nova, também daqui se retorna a Aveiro. Afinal, as duas cidades parece que estão frente-a-frente, cada uma delas espreitando de um dos lados da Ria.

ENCANTOS DE VAGOS Sobrando tempo, deve dar-se um pulinho até Vagos, concelho onde as águas salgadas do mar e da ria se juntam e comandam todo o litoral como comandam tradições e vivências das suas gentes. Terra de praias, há que ir à da Vagueira, que em tempos que a isso se prestam, mostra aos visitantes os segredos da “arte xávega”, pesca artesanal feita com redes de cerco. Esta é uma praia abraçada por quilómetros de um cordão dunar a perder de vista, praia percorrida em passadiços e

onde o mar se encontra com uma paisagem ainda algo rural. Terra feita de braços de rio que outrora os barcos navegavam, Vagos, a vila e o concelho, é talvez por isso mesmo, eivada de igrejas, igrejinhas e capelas, de moinhos e azenhas e salpicada pelas tradicionais Casas Gandarezas, casas simples da zona rural de Gândara, de linhas direitas, edificadas em torno de um pátio amplo. Mais um exemplo arquitectónico a não perder.<

Centro de Congressos No cais da Fonte Nova, à beira do canal do Côjo ergue-se a antiga fábrica Jerónimo Pereira de Campos, edifício emblemático da arquitectura contemporânea a industrial Aveirense, que ainda empresta colorido à paisagem. Actualmente é ali que está instalado o Centro Cultural e de Congressos da cidade.


Em 1º lugar está o luxo.

Maria

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>hotelaria Está aberto desde Agosto deste ano, mas só agora se encontra em pleno e foi inaugurado, a 11 de Novembro, o primeiro hostel do grupo espanhol Carrís. O Bluesock Hostels Porto foi desenhado a pensar na geração Millennial e apresenta-se como “uma forma de viver”, baseada na ideia de partilha.

Bluesock Hostels Porto

Inaugurado o primeiro hostel do Grupo Carrís

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Bluesock Hostels Porto Localização: Rua de São João, 40

‡130 quartos

Quartos partilhados de 4, 6, 8, 12 e 13 pessoas (desde 15€) Quarto duplo e twin (desde 70€) 1 Suite (desde 150€) ‡Refeições: Pequeno-almoço das 7h30 às 10h00 Refeições ligeiras das 19h00 às 23h00 Bar das 19h00 às 23h00 Vending machines 24 horas ‡Serviços: Wifi gratuito de alta velocidade Elevadores Welcome drink no check-in City tours gratuitos Early check-in Late check-out Serviço de lavandaria Serviço de toalhas (3€) Transfer aeroporto 24 horas (9€)



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Bluesock Hostels Porto nasceu no coração da Ribeira do Porto, do outro lado da estrada do já existente Hotel Carrís Porto Ribeira, o único hotel do grupo em Portugal. O antigo edifício, primeira sede do Clube Fluvial Portuense, foi recuperado ao longo de dois anos e apresenta-se agora mais jovem, embora mantendo todos os seus traços históricos, como escadarias e paredes em pedra, tectos em madeira e a fachada a azulejos azuis e brancos. O hostel é um projecto inovador. Não se apresenta como “mais um hostel”, mas sim como uma forma diferente de viajar, para os millennials mais exigentes que queiram conhecer a cidade a fundo e envolver-se com a sua história, cultura, gastronomia, arte. Como tal, o

conceito Bluesock aposta na ideia de partilha e oferece, para além de Internet wifi de alta velocidade por todo o hostel, diversas áreas comuns pensadas para todos os momentos. O edifício ergue-se em 6 andares divididos em meios pisos, onde se encontram os quartos, que são tanto duplos ou twins como quartos partilhados para quatro, seis, oito (também feminino), doze ou treze pessoas. No total, o Bluesock Hostels Porto oferece 230 camas, sendo que no último piso se localiza a sua suite, com enormes janelas com vista para o Rio Douro e uma imponente clarabóia que deixa entrar a luz do sol. Os 22 quartos partilhados apresentam beliches individuais e duplos, todos eles com uma cortina que visa dar privacidade aos hóspedes, e

cofres para estes guardarem os seus pertences. Cada quarto tem casas de banho adjacentes, divididas por género, e o hostel disponibiliza toalhas para aluguer, com o preço de 3€ por pessoa independentemente da quantidade de noites dormidas. Estes quartos foram pensados para millennials, mas desenhados para grupos de amigos de todas as idades e também famílias. Já os quartos duplos e twins e a suite apresentam todas as características de um hotel, com casas de banho privativas, toalhas e amenities gratuitos, armário e televisão.

ORIGINALIDADE E INOVAÇÃO A grande aposta do Bluesock Hostels Porto é nas suas áreas comuns, onde, melhor que em qualquer outro


tels Porto apresenta, para além de lavandaria e ligação com o aeroporto, walking tours gratuitos diários, de manhã e à tarde. Todos os dias os programas são diferentes e dão a conhecer as valências da Cidade Invicta, sendo que existem também outros programas pagos disponíveis, como visitas às caves do Vinho do Porto e passeio pelo Douro. Des-

local, pode ocorrer a partilha e convivência entre hóspedes e também com o staff multilingue do hostel. Os espaços de convívio estão abertos 24 horas por dia, aliás como a recepção. Visam uma zona business, com computadores, para trabalhar, e uma zona chill out, com enormes sofás azuis, para conviver, bem como uma biblioteca e uma sala de concertos e projecções, onde o ecrã gigante adivinha jogos de futebol animados. Na sala de concerto prometem-se espectáculos com frequência e no salão adjacente, na cave do hostel, é onde decorre uma panóplia de iniciativas, incluindo as refeições, workshops gastronómicos e vínicos, aulas de DJ e yoga, entre outros. O pequeno-almoço continental está disponível a todos os hóspedes por 4€ por pessoa, entre 7h30 e as 10h30.

À noite, entre as 19h00 e as 23h00, servem-se refeições ligeiras, com uma oferta de quatro ou cinco pratos que vão variando todos os dias. O conceito de “cada um por si” não coincide com os ideais da marca e, como tal, não oferece microondas para aquecer refeições pré-preparadas. Não há uma cozinha aberta, mas os hóspedes podem ter acesso às suas ementas de eleição. Para tal, basta fornecer os ingredientes desejados e os chefs do hostel confeccionam a refeição. Os clientes não precisam, também, de se preocupar com as limpezas, com todos os talheres e pratos a serem descartáveis, feitos de materiais reciclados. E para qualquer fome fora de horas há diversas vending machines prontas a ser usadas. A nível de serviços o Bluesock Hos-

tes programas destaca-se o Bar Crawl, que percorre quatro bares diferentes num passeio nocturno, com o preço de 12€ por pessoa. E, para quem quiser levar uma lembrança do hostel para casa, este apresenta uma panóplia de merchandise à venda na recepção, onde podem comprar, por exemplo, umas meias azuis. <

Grupo Carrís continua a crescer O espanhol Grupo Carrís aposta na Bluesock Hostels como a sua marca mais jovem. A localização da sua primeira unidade no Centro Histórico da cidade do Porto é estratégica, num conceito que se vai estender aos próximos projectos da marca. Em 2017 abrem dois novos Bluesock Hostels, um na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e outro na Gran Vía, em Madrid. Para o futuro esperam-se projectos noutras proeminentes cidades europeias como Palma de Maiorca, Berlim, Sevilha e Edimburgo. Com 10 anos de vida e pela mão do seu presidente, Juan Viñas, a marca Carrís Hoteles apresenta já cinco unidades de 3 e 4 estrelas, quatro na Galiza e uma no Porto. O Hotel Carrís Porto Ribeira é um 4 estrelas superior, localizado também num conjunto de edifícios históricos na Ribeira do Porto. Prevêem-se obras de expansão em 2017 para três edifícios adjacentes, que vão acrescer à unidade 70 novos quartos, que totalizar ão 160 quartos, e novas áreas para recepção de grandes eventos. A Carrís Hoteles apresenta ainda o 4 estrelas Hotel Carrís Marineda, na Coruña, o Hotel Carrís Casa de la Troya, ao lado da Catedral de Santiago de Compostela, o Hotel Carrís Almirante, em Ferrol, e o Hotel Carrís Cardena l Quevedo, em Ourense. O Grupo Carrís conta ainda com os Benvindo Albergues, pensados para dar alojamento aos peregrinos nas principais etapas do Caminho de Santiago.

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>hotelaria Pedro Ribeiro – Director comercial da Dom Pedro Hotels

Mercado brasileiro começa a dar sinais positivos

O grupo Dom Pedro Hotels é uma empresa emblemática no que toca à captação de turistas brasileiros para Portugal e, apesar da crise económica e social que tem afectado aquele país, para a cadeia hoteleira portuguesa os reflexos não se fizeram sentir muito, garantiu à Turisver o director comercial da Dom Pedro Hotels, Pedro Ribeiro. 7(;72-26‹/86(/,$6

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carro-chefe da Dom Pedro Hotels no mercado brasileiro é o Dom Pedro Palace, devido à sua localização, na cidade de Lisboa, e aos destinos que os brasileiros mais procuram em Portugal e o facto é que este hotel “estava, até Agosto, com uma quebra de 5% número de dormidas de brasileiros” o que, considera Pedro Ribeiro, “não é muito preocupante, até levando em consideração os números da cidade que serão muito superiores”. Explicando melhor, o responsável adianta que “descemos um pouco na área do MICE e nos grupos de lazer, mas a área de individuais até acabou por subir consideravelmente” permitindo que o mercado brasileiro mantivesse a sua importância no ranking dos principais mercados turísticos para a unidade de Lisboa. “Em Agosto até subimos 20% nos individuais relativamente aos números de Agosto do ano passado e o mercado brasileiro manteve-se como o número um”, afirmou o director comercial da Dom Pedro Hotels à Turisver. Este “volte-de-face” deve-se, segun

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do o nosso entrevistado, à mudança que está a começar a acontecer no Brasil, onde começa a viver-se um certo optimismo e “com a estabilidade cambial que começa a acontecer as pessoas começam também a voltar a viajar”. Os reflexos estão já a ver-se também na área do MICE, segmento em que “temos já uma série de pedidos muito interessantes para grupos de boa dimensão”. Ou seja, segundo Pedro Ribeiro, “neste momento há bons negócios em cima da mesa, os operadores estão a promover Portugal e, o mais interessante é que, nos 20 anos que tenho de Brasil, nunca vi a imagem de Portugal ser tão forte como agora”. No entanto, sublinha ainda o nosso entrevistado, “isso não se deve ao trabalho de promoção turística, que praticamente não existe, mas ao boca-a-boca que existe no próprio mercado, porque quem vem a Portugal volta satisfeito e passa a palavra”. Produtos como a gastronomia e vinhos, tal como o património, têm sido importantes para trazer cada vez mais brasileiros a Portugal, mas Pedro Ribeiro salienta como “muito positivo” o facto de eles se dirigirem

a uma multiplicidade de destinos portugueses que não os mais habituais: “hoje já vemos muitos brasileiros a ir para a Madeira, para os Açores e até mesmo para o Algarve, o que não acontecia há alguns anos”. Por isso sublinha que “se o Algarve tivesse uma boa promoção no Brasil poderia captar importantes fluxos de turistas brasileiros”. O responsável considera também que o próprio comportamento do turista brasileiro mudou muito nos últimos anos: “hoje muitos vêm a Portugal e apenas a Portugal, passam uns dias em Lisboa e visitam outras regiões, enquanto há uns anos Portugal era pouco mais que uma porta de entrada para outros destinos europeus”. Portugal tem um “potencial muito elevado e está no bom caminho” considera o director comercial da Dom Pedro Hotels que reconhece que o programa Portugal stopover da TAP pode contribuir para o reforço da notoriedade do nosso país no mercado brasileiro e a captação de maiores fluxos “principalmente pela promoção e pelos meios que estão a ser postos à disposição do programa”.

“Em Agosto até subimos 20% nos individuais relativamente aos números de Agosto do ano passado e o mercado brasileiro manteve-se como o número um”

Pela experiência de décadas na hotelaria, Pedro Ribeiro refuta a tese de que haja turistas a mais em Lisboa, embora frise que cada segmento é diferente: “se calhar podíamos manter o mesmo número de turistas mas crescendo no MICE, nos congressos e no turismo de luxo, trocando por estes alguns turistas de segmentos que nos interessam menos”. Mesmo assim este não é um problema que faça perder o sono a Pedro Ribeiro que faz notar que o que “é urgente resolver” é “a regulamentação do turismo local” porque aliado a ele vêm problemas importantes como “o da segurança” e porque a sua regulamentação é necessária “para requalificar o turismo da cidade”. <


PUBLIREPORTAGEM

TIVOLI ORIENTE APRESENTA NOVOS QUARTOS FAMILY E CENTRO DE CONFERÊNCIAS RENOVADO

O

hotel do Parque das Nações apresenta dez pisos de quartos inteiramente remodelados, assim como os seus Quartos Family, pensados para responder às necessidades do cada vez maior número de clientes de lazer. O Centro de Conferências também foi totalmente renovado. O Tivoli Oriente, situado no moderno bairro do Parque das Nações, abriu portas em 2001, e rapidamente se consolidou como o hotel mais emblemático da zona. Com os seus 279 quartos e 12 salas de reunião, é um imponente edifício de dezasseis andares, e a sua elegante fachada de vidro fumado eleva-se sobre as ruas movimentadas e os passeios perfilados de árvores que o rodeiam. O hotel, com grande sucesso e procura, sobretudo a nível empresarial, investiu agora na remodelação de quartos e casas de banho em dez pisos. O Centro de Conferências foi também completamente renovado e oferece 1.200m2 de espaço para eventos, com equipamento audiovisual e iluminação de última geração. Num total de 12 salas, o hotel tem capacidade para receber eventos até 550 pessoas. Sob a supervisão da decoradora de interiores Maria Ilharco, em cada um destes dez pisos, os novos quartos formam uma palete de turquesas vivos e cinzas harmoniosos – duas cores que espelham a variedade de vistas, sobre o Rio Tejo e as linhas urbanas da cidade. Respeitando a filosofia Tivoli More Future, voltada para o desenvolvimento sustentável, deu-se primazia a arte-

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sãos e fornecedores locais. Todos os quartos têm para oferecer pormenores distintos, tais como uma televisão de 42 polegadas e máquina de café Nespresso. As espaçosas casas de banho apresentam cabines de duche, cabeças de chuveiro com efeito chuva e amplas bancadas com tampo de vidro. “Estamos muito satisfeitos com estes quartos, e as reacções dos nossos hóspedes têm sido muito entusiásticas – hoje em dia conseguimos que os 279 quartos do hotel cumpram com o standard Tivoli, tal como esperam os nossos clientes. Também o Centro de Conferências está a ter muito sucesso junto dos nossos clientes empresariais.”, declara o seu Diretor-geral, Vítor Matias. Para dar resposta ao crescente número de clientes que viaja em família, o Tivoli Oriente apresenta agora a sua versão muito própria e bastante prática dos Quartos Family – quartos que acomodam perfeitamente três pessoas, com um confortável divã permanentemente montado – uma alternativa de qualidade bastante superior à das camas de armar que a maioria dos hotéis oferece. A famosa T/Bed é o ponto alto de qualquer quarto Tivoli, e os novos quartos do Tivoli Oriente não são exceção: os sobre colchões de penas e os edredons leves como uma nuvem são acompanhados por quatro generosas almofadas, todos eles envoltos pela aconchegante roupa de cama Tivoli, para assegurar o resultado mais importante: uma noite de descanso perfeita.

A Tivoli Hotels & Resorts faz parte do Minor Hotel Group e está presente como marca em 12 unidades em Portugal e duas no Brasil. Com mais de 80 anos de existência, a Tivoli Hotels & Resorts destaca-se pela oferta de experiências únicas que dão a conhecer o mais autêntico em cada destino, e por um serviço inovador e de excelência. Em Portugal, a Tivoli está presente nos principais destinos turísticos: da cosmopolita cidade de Lisboa, à romântica vila de Sintra e às praias e campos de golfe do Algarve. No Brasil, marca presença na vibrante cidade de São Paulo e na calorosa Bahia. A Tivoli Hotels & Resorts integra a Global Hotel Alliance, uma aliança mundial de 32 marcas hoteleiras, que oferecem aos seus clientes o programa de fidelização DISCOVERY. Este programa dá acesso a fantásticas experiências locais, para além de privilégios e serviços personalizados em mais de 550 hotéis.

Minor Hotel Group (MHG) é um proprietário de hotéis, operador e investidor, atualmente com um portfólio de 145 hotéis e serviced suites a funcionar sob as marcas Anantara, AVANI, PER AQUUM, Oaks, Tivoli, Elewana, Marriott, Four Seasons, St. Regis e Minor international. Atualmente, o MHG funciona em 22 países em toda a Ásia-Pacífico, Médio Oriente, África, Oceano Índico, Europa e América do Sul. Com planos ambiciosos para fazer crescer o grupo hoteleiro para 190 propriedades, o MHG continua a expandir as marcas locais Anantara e AVANI, ao mesmo tempo que anuncia aquisições estratégicas. Para mais informações, consulte www.minorhotels.com

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>hotelaria A assinatura do contrato de exploração do Convento de São Paulo, em Elvas, para instalação de um hotel da marca Vila Galé foi o primeiro a ser assinado no âmbito do Programa REVIVE. Na altura foi também conhecido o projecto da Vila Galé para a futura unidade de quatro estrelas que ali abrirá em 2018. 7(;72)(51$1'$5$026

Investimento de 5M€

Elvas vai “ganhar” um hotel Vila Galé em 2018 Vila Galé Elvas Spa & Conference Reabilitação e reconversão do Convento de São Paulo (centro histórico de Elvas) Ao abrigo de: Programa REVIVE Previsão de Abertura: 2018 Investimento previsto: 5M€ Projecto: Tema: Fortificações portuguesas no mundo Classificação: 4 estrelas ‡64 Quartos ‡2 Restaurantes com oferta gastronómica diferenciadora ‡Bar e adega ‡Biblioteca ‡Piscina exterior ‡Jardim de Inverno ‡Spa da marca Satsanga com piscina interior



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eabilitar edifícios públicos para fins turísticos é o objectivo do Programa REVIVE lançado pelo Governo e que no total disponibiliza 30 edifícios para concessão a privados. A estes cabe o investimento na reabilitação, preservação e conservação do património, bem como a sua exploração, se bem que o património continue a pertencer ao Estado. Integrado nesta lista desde o primeiro momento, o Convento de São Paulo, em Elvas, foi o primeiro a ser concessionado e teve já o contrato de exploração assinado, entre o Ministério da Economia e o Grupo Vila Galé, em cerimónia que teve lugar a 21 de Outubro no Salão Nobre da Câmara Municipal de Elvas. Um acto que representou grande “satisfação” para o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, que destacou também a “satisfação para toda a cidade”. Ressalvando que “vale mais um compromisso, do que uma assinatura”, Nuno Mocinha lembrou que “este compromisso estava assumido através de um concurso que foi feito, ao qual a Vila Galé concorreu e apresentou a sua proposta”, que “foi validada tecnicamente”. Por isso deu as “boas vindas” ao Grupo Vila Galé, antecipando a certeza de que a sua presença em Elvas irá representar uma

mais-valia para a cidade e para o concelho. Entusiasmado por receber o grupo hoteleiro no seu concelho. afirmou a esperança em que a Vila Galé se envolva no concelho “para além do convento”.

O autarca referiu-se à importância do Programa REVIVE porque “dá visibilidade não só àquilo que temos de melhor, que é o nosso património cultural mas, acima de tudo, dá-lhe a oportunidade de poder ser rentabilizado e poder ser potenciado em vez de estar ao abandono” e sublinhou a importância das parcerias para que projectos como este possam ver a luz do dia. Este projecto, “pioneiro no programa REVIVE” que visa a recuperação do património degradado do Estado, tornou-se possível com “uma parceria entre os Ministérios das Finanças, da Cultura e da Economia e a Câmara Municipal de Elvas”, afirmou.

ELVAS CIDADE PIONEIRA Manuel Caldeira Cabral

Reconversão do Convento de São Paulo “vai ser um motivo de diferenciação e orgulho para esta cidade porque se tratava de um espaço que estava a degradar a imagem da cidade e que agora vai ser recuperado”

A importância do processo, a sua celeridade e pioneirismo foram realçados na cerimónia pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. “O convento de São Paulo estava em ruínas e a degradar-se e desta forma vai poder ser aproveitado e ser aberto a todos, turistas e população local, que dele vão poder usufruir”, sublinhou o ministro. “Tenho a convicção que este vai ser um projecto vencedor”, acrescentando que a reconversão do Convento “vai ser um motivo de diferenciação e orgulho para esta cidade porque se tratava de um espaço que estava a degradar a imagem da


Alter pode ser “o Alentejo que se segue” Depois de Beja, onde o grupo tem o Clube de Campo e uma estrutura agrícola, e de Évora onde o ano passado foi inaugurado o Vila Galé Évora, o grupo ruma agora a Elvas. Mas em termos da região alentejana o grupo hoteleiro presidido por Jorge Rebelo de Almeida poderá não se ficar por aqui, mesmo a curto prazo. Em declarações aos jornalistas, à margem do evento, Jorge Rebelo de Almeida deixou claro que “temos desejo de fazer mais coisas no Alentejo ” e avançou mesmo que “andamos de olho em Alter”. Um “andar de olho” que pode bem ser mais do que isso, uma vez que na cerimónia de Elvas estava presente o autarca de Alter do Chão. Embora afirmando não existir ainda nada em concreto por enquanto, o presidente do grupo Vila Galé sempre foi dizendo que, a avançar para Alter, será com um projecto “na área do turismo equestre, uma área em que acreditamos que vale a pena nós apostarmos”. <

cidade e que agora vai ser recuperado” e, por via disso, “trazer turistas e animação para o centro da cidade”. Também sintomático, para o ministro, é o facto de Elvas ter conseguido ser pioneira na assinatura destes contratos, como foi também pioneira, lembrou, no projecto de dotar o seu

centro histórico de wi-fi grátis. Referindo-se ao Programa REVIVE, o ministro sublinhou que “estes projectos diferenciadores que estamos a lançar com o programa REVIVE podem ter uma dupla função: uma função de ajudar a recuperar o nosso património, que é uma herança de grande respon-

sabilidade que recebemos, e por outro lado, com a valorização do património, vão também ajudar a dar uma imagem mais positiva do turismo em Portugal, a atrair novos públicos e a criar dinamização de actividade, de animação cultural e económica aos centros das novas cidades”.

Caldeira Cabral considerou ser “muito simbólico” que a assinatura dos contratos de concessão no âmbito deste Programa tenha tido início na cidade de Elvas, dado que “uma proporção grande” do total de 30 espaços englobados no REVIVE “fica no interior e um dos objectivos que

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TURISVER | NOVEMBRO DE 2016




>hotelaria

temos ĂŠ que a actividade turĂ­stica se desconcentre e Elvas, PatrimĂłnio da Humanidade, ĂŠ uma das zonas que jĂĄ muitos turistas encontraram mas muitos outros ainda nĂŁo, uma zona que tem muito a descobrir, em termos de patrimĂłnio, de bom acolhimento e de boa gastronomiaâ&#x20AC;?. Em referĂŞncia ao projecto da Vila GalĂŠ para o Convento de SĂŁo Paulo, o ministro sublinhou que Elvas encontrou um â&#x20AC;&#x153;parceiro para fazer deste patrimĂłnio algo produtivoâ&#x20AC;? exactamente por se tratar de um grupo hoteleiro

<

que â&#x20AC;&#x153;faz o Turismoâ&#x20AC;? e jĂĄ deu provas da sua apetĂŞncia para a recuperação e valorização de patrimĂłnio, para â&#x20AC;&#x153;valorizar o que ĂŠ o nosso patrimĂłnio e a nossa tradiçãoâ&#x20AC;?.

FORTIFICAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES PORTUGUESAS COMO TEMA Inspirado nas fortificaçþes portuguesas, o projecto do futuro hotel Vila GalĂŠ Elvas Spa & Conference carece ainda de aprovação pelas autoridades competentes e poderĂĄ sofrer alguma

Rua da Ribeira da Urze, 9940-­064 Prainha de Cima São Roque do Pico Tel. +351 966578379 | 961594171 | 967983957 quintadaribeiradaurze@gmail.com www.quintadaribeiradaurze.com 

NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

Jorge Rebelo de Almeida

Nuno Mocinha

â&#x20AC;&#x153;Faz parte da nossa ambição tambĂŠm puxar pelo interior do paĂ­s e por regiĂľes menos consolidadas do ponto de vista turĂ­stico, estimulando a fixação das populaçþes, a criação de emprego e a geração de riquezaâ&#x20AC;?

â&#x20AC;&#x153;Este compromisso estava assumido atravĂŠs de um concurso que foi feito, ao qual a Vila GalĂŠ concorreu e apresentou a sua propostaâ&#x20AC;?, que â&#x20AC;&#x153;foi validada tecnicamenteâ&#x20AC;?

pequena alteração mas nĂŁo naquele que serĂĄ o seu â&#x20AC;&#x153;fio condutorâ&#x20AC;?, as fortificaçþes portuguesas no mundo, um tema que tem tanto a ver com Elvas, cidade-quartel que tem as suas fortificaçþes classificadas como patrimĂłnio mundial da UNESCO desde 2012. Uma realidade que levou Jorge Rebelo de Almeida a considerar que â&#x20AC;&#x153;a imagem militar de Elvas ĂŠ algo a explorar â&#x20AC;?naquilo que pode aportar de â&#x20AC;&#x153;diferenciaçãoâ&#x20AC;? e â&#x20AC;&#x153;valorização daquilo que ĂŠ verdadeiramente portuguĂŞsâ&#x20AC;?. O projecto ĂŠ para uma unidade hoteleira de quatro estrelas, com 64 quartos, dois restaurantes (â&#x20AC;&#x153;com oferta gastronĂłmica diferenciadoraâ&#x20AC;?, sublinhou o presidente do Grupo) â&#x20AC;&#x201C;, bar e adega, biblioteca, piscina exterior e jardim de Inverno, spa da marca Satsanga com piscina interior e um grande salĂŁo de eventos. â&#x20AC;&#x153;Decidimos candidatar-nos Ă  recuperação do Convento de SĂŁo Paulo porque queremos contribuir para revitalizar esta cidade cheia de histĂłria. Faz parte da nossa ambição tambĂŠm puxar pelo interior do paĂ­s e por regiĂľes menos consolidadas do ponto de vista turĂ­stico, estimulando a fixação

das populaçþes, a criação de emprego e a geração de riquezaâ&#x20AC;?, explicou o presidente do conselho de administração do grupo Vila GalĂŠ, Jorge Rebelo de Almeida. Quanto a prazos, afirmou acreditar que o processo de aprovação corra rĂĄpido e que se possa cumprir a meta de 2018 para abertura do hotel, com â&#x20AC;&#x153;15 meses para executar a obraâ&#x20AC;? pois â&#x20AC;&#x153;quando hĂĄ boa vontade das entidades todas, as coisas acontecem e sĂŁo fĂĄceisâ&#x20AC;?. AlĂŠm disso, o empresĂĄrio nĂŁo tem dĂşvidas que as autoridades competentes â&#x20AC;&#x153;vĂŁo achar lindo o que vamos fazerâ&#x20AC;?. Orçamentar a obra, disse, â&#x20AC;&#x153;ĂŠ difĂ­cil, estas obras sĂŁo sempre muito difĂ­ceis de avaliar porque podem ter muitas surpresas, seja em termos da resistĂŞncia da estrutura, seja do edifĂ­cioâ&#x20AC;?, apesar isso avançou que â&#x20AC;&#x153;o orçamento estipulado para o hotel ĂŠ da ordem dos cinco milhĂľes de eurosâ&#x20AC;?. A reabilitação do antigo Convento serĂĄ um trabalho de monta, mas Jorge Rebelo de Almeida estĂĄ descansado: â&#x20AC;&#x153;Na Vila GalĂŠ jĂĄ temos a experiĂŞncia do que ĂŠ reabilitar edifĂ­cios em ruĂ­nas para fazer nascer hotĂŠisâ&#x20AC;?. <


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Dorisol Estrelicia Hotel

Uma referência de tradição na Madeira

‡148 quartos - 40 duplos e 4 Renovado em 2013, o Hotel Dorisol Estrelicia, de três estrelas é uma referência da hotelaria tradicional da Madeira. Está localizado na área turística de Lido, no Funchal, na costa sul da ilha da Madeira, a cinco minutos a pé do passeio marítimo e 2 Km do centro histórico do Funchal.



NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

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sta unidade hoteleira, existente há vários anos, tem vindo a modernizar-se, tendo as últimas obras de renovação sido realizadas em 2013. Hoje oferece infra-estruturas e serviços que vão ao encontro dos seus clientes, tanto turistas nacionais como internacionais que procuram a Madeira e concretamente o Funchal para as suas férias. O 3 estrelas é uma excelente escolha entre viajantes interessados em relaxamento, natureza e paisagens, ideal para

clientes activos, que querem explorar e desfrutar da Madeira, a preços acessíveis, mas sem abdicar do conforto de um hotel no Funchal, que oferece todas as facilidades que, normalmente, só se encontram em unidades de categoria superior. Quem fica alojado neste hotel pode aproveitar para descobrir os encantos que a ilha oferece, desde as levadas com o seu caminhar de sensações, uma história única, a sua Floresta Laurissilva, que é Património da Humanidade, cenários fantásticos que permitem a prática de todo o tipo de actividades desportivas e de lazer, ao ar livre e em qualquer época do ano, apreciar e degustar uma palete de sabores, e participar em eventos inesquecíveis. O Dorisol Estrelicia Hotel dispõe de 148 quartos duplos e triplos com vista jardim ou vista mar, com ou sem varanda privada (40 duplos e 4 triplos com varanda, 72 duplos e 32 triplos sem varanda), equipados com casa de banho privativa completa, secador de cabelo, linha telefónica directa, cofre pessoal, frigobar, e televisão de ecrã plano por satélite. Os quartos estão equipados com mobiliário de madeira moderno. O Hotel Dorisol Estrelicia forma parte do “Complexo Dorisol”, que proporciona todo o conforto necessário: piscina exterior e interior, sauna, jacuzzi, sala de fitness, Spa, ténis, sala de jogos, espaço infantil, restaurantes, bares e internet wi-fi gratuito nas áreas públicas. As opções gastronómicas incluem refeições ligeiras, snacks, bebidas e cocktails no Terrace Bar, Piano Bar e Fora D´oras. O pequeno-almoço buffet, almoço e jantar são servidos no Restaurante Europa e no Restaurante Mermaid. Os hóspedes podem desfrutar de vistas panorâmicas sobre a baía do Funchal a partir do terraço do último andar, programas de entretenimento, bem como uma grande oferta de actividades na natureza, que podem ser reservadas na recepção, desde

triplos com varanda, 72 duplos e 32 triplos sem varanda ‡Restaurantes e bares - Terrace Bar, Piano Bar e Fora D´oras, Restaurante Europa e Restaurante Mermaid ‡Spa e Centro de Bem-Estar Piscina interior, sauna, jacuzzi e sala de fitness. Spa com massagens e tratamentos terapeúticos. ‡2 piscinas exteriores - Guardasois e espreguiçadeiras gratuitas ‡Campo de ténis ‡Sala de jogos - Dardos, ténis de mesa, bilhar ‡Programas de entretenimento diário ‡Wi-Fi gratuito nas áreas públicas ‡Loja de souvenirs ‡Estacionamento privado gratuito no local

passeios de barco a experiências de aventura, e têm acesso gratuito ao centro de bem-estar com piscina interior, sauna, jacuzzi e sala de fitness. O Spa oferece uma série de massagens e tratamentos terapêuticos. O Dorisol Estrelicia é um hotel amigo das crianças, disponibilizando uma piscina para os mais novos, parque infantil e serviço de babysitting. No que diz respeito ao lazer, os clientes podem usufruir ainda de duas piscinas com guarda-sóis e espreguiçadeiras gratuitas, campo de ténis, sala de jogos com dardos, ténis de mesa e bilhar, bem como participar nos mais diversos programas de entretenimento diário. Nas imediações desta unidade hoteleira encontram-se diversos estabelecimentos comerciais (cerca de 100 metros), restaurantes, bares e uma ligação para os transportes públicos (aproximadamente 50 metros, bem como o famoso complexo balnear do Lido (cerca de 400 metros). Refira-se que o hotel tem uma política green, certificado pela Green Globe, sobre sustentabilidade. <


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Azoris Hotels & Leisure é a nova marca do Grupo Investaçor, lançada oficialmente no passado dia 19 de Novembro. A nova marca surge no ano em que o Grupo celebra o seu 20º aniversário, marcando uma nova fase na sua estratégia de crescimento e uma aposta fortalecida no sector do turismo.

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Grupo Investaçor lançou Azoris Hotels & Leisure

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NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

esde 19 de Novembro os Açores têm uma nova marca hoteleira, a Azoris Hotels & Leisure. Lançada pelo grupo Investaçor, a nova marca representa um investimento de três milhões de euros onde se inclui o rebranding e restyling dos seus três hotéis nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial. O que se pretendeu com a nova marca foi, segundo o CEO da Azoris, José Romão Braz “simbolizar a união da natureza e dos nossos hotéis” e, ao mesmo tempo, “transmitir inovação, qualidade e experiências

marcantes”. Daí também a assinatura que a marca traz consigo: “Experience the power of Nature”. Aos jornalistas, em Ponta Delgada, o responsável explicou que a nova marca serve de “chapéu” às três unidades do grupo, tendo na promoção dos Açores um dos objectivos. “Quisemos que a nossa marca promovesse aquilo que os Açores têm para oferecer, a natureza, as experiências, a aventura”. Há, assim, assumidamente uma certa colagem da marca ao destino: “Acreditamos que se promovermos os Açores, promovemos a nossa marca e os nossos hotéis, como complemento da visita


Governo dos Açores não se deslumbra com estatísticas do turi smo

A apresentação da marca Azoris Hotels & Leisure ficou marcada por uma festa no Azoris Royal Garden, que contou com a presença da secretĂĄria Regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores, Marta Guerreiro. Naquela que foi uma das suas primeiras intervençþes pĂşblicas, Marta Guerreir o justificou que a criação da nova Secretaria Regional estĂĄ longe de constituir uma inversĂŁo na polĂ­tica governamental de grande aposta no sector do turismo. â&#x20AC;&#x153;O Governo Regional pretende continuar a trabalhar afincadamente para evidenciar as caracterĂ­sticas que tornam estas ilhas muito especiais no espectro do turismo mundialâ&#x20AC;?. Afirmou ainda, a este propĂłsito, que â&#x20AC;&#x153;os Açores conseguem aliar riqueza paisagĂ­stica e uma qualidade ambient al Ă­mpar, Ă s quais a sustentabilidade energĂŠtica nĂŁo podia ser alheiaâ&#x20AC;?. A responsĂĄvel citou alguns indicadores turĂ­sticos dos Açores, como as dormidas, que chegaram a 1,3 milhĂľes atĂŠ Setembro, representando um crescimento acima dos 21%. Assegurou no entanto que â&#x20AC;&#x153;nĂŁo podemos, e nĂŁo vamos, ficar deslumbrados com as estatĂ­sticas e considerar que o sector vai evoluir por siâ&#x20AC;?. Pelo contrĂĄrio, assegurou que o Governo Regional tem um objectivo claro, criar condiçþes para que o turismo tenha ainda um maior peso, nomeadamente no que respeita Ă  â&#x20AC;&#x153;criação de emprego â&#x20AC;?. <

dos turistas ao destinoâ&#x20AC;?. A nova marca traz consigo o rebranding dos trĂŞs hotĂŠis que passam a funcionar sob as denominaçþes Azoris Royal Garden Leisure & Conference Hotel, Azoris Faial Garden Resort Hotel e Azoris Angra Garden Plaza Hotel porque, sublinhou JosĂŠ RomĂŁo Braz, cada hotel â&#x20AC;&#x153;deve transmitir o que se pode lĂĄ fazerâ&#x20AC;?. Em curso estĂĄ jĂĄ o restyling dos hotĂŠis, que sĂł ficarĂĄ concluĂ­do â&#x20AC;&#x153;em finais de 2017â&#x20AC;?. O CEO do Grupo escusou-se a dizer quanto vai ser investido em cada hotel, mas sempre foi adiantando que serĂĄ â&#x20AC;&#x153;um pouco mais de um milhĂŁo de euros no Royal Garden, cerca de um milhĂŁo na Terceira e menos que um milhĂŁo no Faialâ&#x20AC;?. O mais adiantado ĂŠ o Royal Garden, em Ponta Delgada, onde â&#x20AC;&#x153;foram feitas algumas alteraçþes nos quartos, nomeadamente a nĂ­vel dos tĂŞxteis, fizemos um novo Spa by Azorisâ&#x20AC;?, faltando ainda terminar as ĂĄreas pĂşblicas. Azoris Royal Garden Leisure & Conference Hotel, 4+ Â&#x2021;Centro de Ponta Delgada Â&#x2021;CaracterĂ­sticas de Resort Â&#x2021;Arquitectura moderna | decoração exĂłtica |espaços de lazer | amplos jardins Â&#x2021;SPA| wellness center com piscinas interior e exterior | campo de tĂŠnis | wi-fi gratuito Â&#x2021;Salas para eventos Azoris Faial Garden Resort Hotel, 4+ Â&#x2021;Cidade da Horta, virado para a montanha do Pico, Â&#x2021;Alojamento em edifĂ­cio principal e villas, Â&#x2021;Espaços de lazer amplos com jardins | wellness center Â&#x2021;Piscina interior e exteriores | campos de tĂŠnis e de vĂłlei| wi-fi gratuito Â&#x2021;Salas para eventos

No hotel do Faial â&#x20AC;&#x153;jĂĄ tĂ­nhamos começado um programa de remodelação dos quartos que ainda nĂŁo estĂĄ completo, mas ainda faltam os tĂŞxteis e a remodelação das ĂĄreas pĂşblicasâ&#x20AC;?. Neste caso, precisou RomĂŁo Braz, a conclusĂŁo da remodelação estĂĄ prevista para â&#x20AC;&#x153;o final do primeiro trimestre de 2017â&#x20AC;?. JĂĄ na unidade da ilha Terceira, â&#x20AC;&#x153;falta tudoâ&#x20AC;?, assumiu, com a remodelação desta unidade a acontecer â&#x20AC;&#x153;sĂł no final de 2017â&#x20AC;?. Outro dos objectivos sempre presentes serĂĄ o de prestar um atendimento de qualidade, e diferenciador, aos hĂłspedes, aos quais as trĂŞs unidades vĂŁo passar a disponibilizar novos serviços, como o acesso Ă  imprensa digital de todo o mundo, disponibilização e sugestĂŁo de circuitos health (walk&run) pelas ruas das diferentes cidades, e a criação de um programa de fidelização. JosĂŠ RomĂŁo Braz tambĂŠm explicou que na base deste rebranding esteve o facto de, em inĂ­cios deste ano, o Grupo Finançor, que jĂĄ era accionista da empresa gestora dos hotĂŠis, se ter tornado no accionista maioritĂĄrio do grupo hoteleiro Investaçor por aquisição. Com a nova gestĂŁo surgiu a necessidade de conferir uma viragem no posicionamento dos hotĂŠis, que se concretizou com a apresentação da Azoris Hotels & Leisure.

via de algumas novas operaçþes aĂŠreas, nomeadamente dos mercados de Espanha e Estados Unidos. Estas operaçþes, aliadas ao facto de a Ryanair ter anunciado que vai voar para a Terceira, â&#x20AC;&#x153;deu-nos confiança para investirâ&#x20AC;?. O que tambĂŠm deu confiança foi o facto de, pela primeira vez, â&#x20AC;&#x153;este ano na ĂŠpoca baixaâ&#x20AC;? os Açores terem â&#x20AC;&#x153;o maior nĂşmero de voos da nossa histĂłriaâ&#x20AC;?. JĂĄ quanto a investimentos em novas unidades hoteleiras, JosĂŠ RomĂŁo Braz afirma que â&#x20AC;&#x153;neste momento

queremos consolidar os hotĂŠis que temos, o rebranding foi um esforço grande de investimento que fizemos porque os recursos nĂŁo sĂŁo ilimitadosâ&#x20AC;?. No entanto, acrescenta â&#x20AC;&#x153;se as coisas continuarem a correr bem nos Açores, tenderemos a aumentar a nossa oferta. No caso, diria que a maior probabilidade ĂŠ reforçar em SĂŁo Miguel, antes de irmos para outras ilhasâ&#x20AC;?, o que tanto pode ser feito por construção prĂłpria ou por aquisição pois, frisou, â&#x20AC;&#x153;estamos abertos a tudoâ&#x20AC;?. <

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CONSOLIDAR â&#x20AC;&#x153;OS HOTĂ&#x2030;IS QUE TEMOSâ&#x20AC;? Foram os resultados turĂ­sticos que os Açores estĂŁo a conhecer, com destaque para a ilha de SĂŁo Miguel, que deram uma maior segurança para investir, explicou o CEO da Azoris que, referindo-se ao hotel de Angra do HeroĂ­smo, disse que â&#x20AC;&#x153;era considerado o â&#x20AC;&#x2DC;patinho feio do grupoâ&#x20AC;&#x2122; porque historicamente a Ilha Terceira tinha nĂşmeros muito complicados no turismo e perdemos dinheiro muitos anos, nĂŁo sĂł nĂłs como os nossos concorrentesâ&#x20AC;?. Uma situação que estĂĄ a mudar por

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>av&to 7(;72&$52/,1$025*$'2

O Congresso Nacional da APAVT regressa 30 anos depois à cidade de Aveiro, agora para debater “Turismo: Liberdade de Escolha e Factores de Competitividade”. Trata-se do quinto ano consecutivo em que o evento é realizado em Portugal, num esforço também dos agentes de viagens portugueses com vista à recuperação do turismo interno, conforme evidenciou várias vezes o presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira.

A

APAVT, pela voz do seu presidente, Pedro Costa Ferreira, pretende que este seja “mais do que um congresso de agentes de viagens”, assegurando que será feito “um ponto de situação das nossas vidas a nível micro e a nível macro e também uma tentativa de estabelecer no futuro as nossas principais prioridades a nível micro e a nível macro”. A temática geral do 42º Congresso da APAVT é explicada assim pelo presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira: “Liberdade de escolha porque, nesta era digital, continua a ser um valor importantíssimo e, no mundo digital é algo mais percepcionado do que real, porque o consumidor tem a percepção de ter uma maior liberdade de escolha do que na realidade tem”; “Factores de competitividade porque, quaisquer que sejam os resultados do nosso

De 8 a 11 de Dezembro em Aveiro

APAVT debate o futuro

país e das nossas empresas, mesmo francamente animadores como têm sido, preocupamo-nos, não apenas com o presente, mas também com o futuro, o qual depende dos nossos factores de competitividade, o modo como os conseguimos trabalhar e desenvolver”. Desde a primeira hora que, tanto o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, como o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, apoiaram a realização deste congresso na cidade da ria. O presidente da APAVT assegura que a opção pela realização do congresso numa entidade regional de turismo é uma forma de evidenciar que “alguns dos desafios mais importantes do nosso turismo a nível sectorial estão a nível da autarquia, estão ao

nível da região de turismo”. Nesta linha, Pedro Machado afirma que “a competitividade dos destinos também se ganha com esta confiança entre parceiros”, lembrando que Aveiro é uma “magnífica cidade que hoje se reconstrói, que se revitaliza, que hoje pode e deve ser também palco para os agentes de viagens desenvolverem os seus negócios”. Também Ribau Esteves “puxa a brasa à sua sardinha” realçando que a cidade encontra-se actualmente num “processo de crescimento, na medida em que é com a conjugação de relações entre o sector público e o sector privado que nós vamos conseguir criar mais riqueza e mais emprego”, para realçar que este evento vai permitir a Aveiro “contribuir no processo de afirmação de Portugal como destino de excelência” e que

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NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

“o congresso da APAVT vai ajudar a comunicar Aveiro e o Centro de Portugal”. Na linha dos anteriores, o congresso inicia-se com a intervenção de destacados economistas portugueses sobre o tema dos “Desafios e a Responsabilidade de ser Português”, prosseguindo nos dias seguintes com debates sobre o “Consumidor do Futuro e o Futuro das Agências de Viagens”, “Factores de Competitividade: Uma Estratégia para Portugal” e “Factores de Competitividade: Estratégias para as Empresas”. Segundo Pedro Costa Ferreira, o primeiro painel “falará do consumidor do futuro e no futuro das agências de viagens, sobretudo tendências actuais do consumidor e de como as agências da Europa e do mercado norte-americano se estão a adaptar, onde estudos indicam uma verdadeira retoma do mercado”. Ainda sobre os trabalhos, o presidente da APAVT indica que o segundo painel “servirá não apenas para as agências de viagens, mas para outras empresas turísticas, onde abordaremos aspectos diferenciadores que podemos adoptar nas nossas empresas para o futuro”; e o terceiro “conta com a presença de reputados oradores nacionais e internacionais”. Os congressos da APAVT são considerados como o principal fórum de debate turístico nacional e realizam-se anualmente, congregando habitualmente centenas de profissionais dos mais diversos sectores da actividade turística. <


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*disponível em 2017

TURISVER | NOVEMBRO DE 2016




>av&to 13ª Convenção Bestravel

Rentabilidade cresceu mais que as vendas A 13ª Convenção da Bestravel, que decorreu no Vila Galé Clube de Campo, em Beja, de 18 a 20 de Novembro, reunindo 90% das agências da rede, ficou marcada por um clima de certo optimismo, alavancado pelos bons resultados de vendas: +14% obtidos até Outubro, face a igual período do ano passado. 7(;72-26‹/86(/,$6

A

informação foi avançada por Carlos Neves, administrador da Bestravel, durante um encontro com a imprensa em que revelou também que as agências da rede conseguiram alavancar a sua margem em 17,1% face ao mesmo período do ano passado. Um resultado que foi obtido, sublinhou, mesmo com um decréscimo de quatro agências que saíram da rede este ano. Já para 2017 está prevista uma “inflexão no número de agências da rede”, uma vez que está confirmada a abertura de três novas agências, concretamente em “Barcelos, no distrito de Braga, Parede na Linha de Cascais e Campo de Ourique”. Segundo Carlos Neves “estas três aberturas estão confirmadas”, poderão acontecer ainda até ao final deste ano mas “até final de Janeiro ou meados de Fevereiro, podemos abrir ainda mais três agências”, sendo “duas em Lisboa e uma na região Centro” mas, no total, “não abriremos mais do que seis que é o nosso limite máximo”. Em qualquer caso as aberturas irão acontecer até meados de Fevereiro, que, de acordo com Carlos Neves, “é a nossa data limite para abrir novas franquias em 

NOVEMBRO DE 2016 | TURISVER

cada ano” já que “nunca fazemos aberturas de Fevereiro até Outubro porque não faz qualquer sentido para um negócio como o nosso”. A limitação, disse, é imposta pela própria Geocontur que a justifica pela necessidade de se começar a traba-

lhar para o Verão seguinte. Acrescer agências à rede só para aumentar o seu número não é o objectivo do administrador da Bestravel que a este propósito adianta que “a rede cresce muito organicamente o que nos deixa mais satisfeitos e des-

cansados relativamente à própria estrutura da rede”. O responsável acrescentou ainda que “esta é uma rede franquiada e que o negócio do ‘master’ “não é vender franquias, mas vender negócios que sejam rentáveis e sustentáveis a médio prazo”.

Bestravel distinguiu agências da red e

Na Convenção em Beja, a Bestravel premiou as agências da rede que mais se distinguiram ao longo do ano de 2015, em diferentes áreas. Veja abaixo a lista de agências premiadas. “Best Sales” Agência Shopping: Guimarães Arena Shopping Braga CC Avenida

“Best Increase” Aveiro Fundão Marco Canaveses

“Best Sales” Agência de Rua Viseu Coimbra Castelo Branco

“Best Initiative” Viseu Bragança Marco de Canaveses

“Best Profit” Expo Coruche João XXI

“Best Social media” Paredes Bragança

“Best Marketing” Coimbra Aveiro Braga Ferreiros

“Best Sales” Colaboradores Bruno Ribeiro (Guimarães) Bruno Leitão (Coimbra) Anna Ruas (Viseu) Filipe Lucas (Lourinhã)

Cláudia Rocha (Guimarães) João Guimarães (Guimarães) Cristina Teixeira (Belém) Alexandra Pereira (Bragança) Fernando Almeida (Viseu) Paula Matias (Expo) “Best Of The Year”: agência de Pêro-Pinheiro “Best Destination” Convenção 2016: Entidade Regional de Turismo do Alentejo “Best Partner” Convenção de 2016: Vila Galé Clube de Campo “Best Memory ”: José Alfaro “Best Service”: Luís Henriques


Novidade, entre as aberturas deste ano e do próximo é o facto de haver uma “segundo franquia do mesmo franquiado, o que não tínhamos na rede desde há alguns anos”, sublinhou. Voltando ao balanço de 2016, o administrador da Bestravel avançou que os principais fornecedores de produto para a rede nos primeiros 10 meses deste ano foram os operadores turísticos Jolidey, Soltour, Soltrópico, TUI e Travelplan, adiantando ainda ter sido a Joliday o operador que mais cresceu em vendas na rede, embora a Turitravel tivesse também aumentado bastante. No que toca aos destinos mais vendidos, a lista é composta pelas Caraíbas, Ilhas e Costas espanholas e Portugal, sendo que neste caso o destaque foi para o Algarve e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, sendo que estas últimas “incluindo Porto Santo, tiveram um crescimento muito significativo”. Segundo o responsável, foram também importantes as vendas para Cabo Verde e Saidia. Surpresa foi a “ligeira quebra” verificada nas vendas para a Disneyland Paris. Relativamente ao Algarve, o responsável avançou que “este ano foi muito complicado em termos de preço e isso prejudicou um pouco”, ou seja, “em termos de valor a os-

cilação não terá sido muito significativa, mas em termos de reservas houve, durante muitos períodos do ano, ofertas que eram muito mais competitivas do que o Algarve”, situação que considera que “pode vir a ser um problema a médio prazo” uma vez que “grande parte da oferta disponível acabará por ser colocada com muita antecedência junto de mercados estrangeiros”. Carlos Neves referiu-se ainda às dificuldades vividas durante o Verão com algumas operações charters, nomeadamente em Cabo Verde que “foi o destino mais afectado”. Mesmo assim “se esses problemas tivessem começado logo no início da operação o impacto negativo teria sido ainda maior”, considera. Para o próximo ano, para além das aberturas já confirmadas de novas agências, Carlos Neves antecipa que a expectativa é manter a trajectória de crescimento, sublinhando no entanto que o principal objectivo é “que a margem cresça mais que as vendas”. Sobre a 13ª Convenção, o administrador Bestravel fez questão de sublinhar que “continuamos a ter sempre uma adesão muito grande da rede à nossa Convenção, com a participação a guindar-se acima dos 90%” e a deste ano não fugiu à regra. Este ano, o grande tema que esteve

sobre a mesa foi a transposição para a legislação portuguesa da directiva comunitária sobre viagens organizadas, que tem de ser implementada até 1 Julho de 2018. Um debate que teve como protagonistas Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, Rui Colmonero, advogado da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, e Rogério Gabriel, director comercial da seguradora SGS.

NOVA FERRAMENTA ONLINE Segundo avançou Carlos Neves, a Bestravel está a preparar-se para lançar, no próximo ano, uma nova ferramenta online para B2B e B2C, quer na versão normal quer na versão mobile. Daí que os trabalhos da Convenção tenham incidido muito nesta nova ferramenta, bem como sobre ferramentas de optimização. O lançamento da nova plataforma, afirmou o responsável, “vai mudar substancialmente aquilo que tem sido o nosso modelo de negócio”, que deixará de ser “essencialmente uma central de negociação” para passar a ser “um misto entre central de negociação e central de compras”. “Teremos agora a possibilidade de fazer algum tipo de contratação para repartir e dividir pela rede e

Resultados JaneiroOutubro Volume de vendas: + 14% Margens: +17,1% Principais fornecedores: Jolidey, Soltour, Soltrópico, TUI e Travelplan Maior crescimento em vendas: Jolidey Destinos mais vendidos: Caraíbas, Ilhas e Costas espanholas, Portugal, Cabo Verde e Saidia

para canalizar ao mesmo tempo para o B2C. Esta é realmente uma nova abordagem que nós nunca tivemos”, sublinhou. Explicando que a nova plataforma vai contar com a integração da oferta de alguns operadores turísticos nacionais com os quais serão feitos acordos de médio prazo, Carlos Neves avançou que “o primeiro acordo plurianual foi feito com um parceiro que nunca foi um parceiro estratégico dentro do nosso conceito de parceria estratégica, que é a Nortravel”. <

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A edição de 2017 do Salão de Viagens de Negócios (SVN) jå tem data marcada. Serå a 22 de Fevereiro, no Teatro Tivoli, em Lisboa.

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SVN17 vai ser o maior fĂłrum de reflexĂŁo sobre as tendĂŞncias que vĂŁo moldar o sector das viagens de negĂłcios atĂŠ 2027, foi assim que a responsĂĄvel de marketing da Travelstore, Marta Villanueva, caracterizou o evento do prĂłximo ano, que vai trazer algumas novidades. â&#x20AC;&#x153;Vamos desafiar os diversos oradores e parceiros a anteciparem os prĂłximos 10 anosâ&#x20AC;?, ou seja, o evento â&#x20AC;&#x153;vai ser o grande fĂłrum de reflexĂŁo sobre as tendĂŞncias atĂŠ 2027â&#x20AC;?, disse, acrescentando que, o ponto forte â&#x20AC;&#x153;ĂŠ trazer novas visĂľes sobre o sector, inovar e elevar a fasquia em cada ediçãoâ&#x20AC;?. Com uma componente forte do ne-

SVN 2017 a 22 de Fevereiro

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tworking, o SalĂŁo de Viagens de NegĂłcios deverĂĄ contar com cerca de 100 das maiores empresas nacionais e multinacionais a operar em Portu-

Vistas  panorâmicas  para  a  baía  do  Funchal. Piscina  interior,  duas  piscinas  exteriores. Spa,  ginåsio,  sauna,  jacuzzi. Animação  diurna  e  nocturna  todos  os  dias.



Data: 22 de Fevereiro de 2017 Local: Teatro Tivoli â&#x20AC;&#x201C; Lisboa Tema: â&#x20AC;&#x153;Os prĂłximos 10 anosâ&#x20AC;? NĂşmeros: Â&#x2021;100 empresas nacionais e multinacionais a operar em Portugal Â&#x2021;8.000 gestores Â&#x2021;40 sponsors Â&#x2021;12 oradores Â&#x2021;1.000 visitantes

gal que irĂŁo encontrar-se com empresas do trade turĂ­tico. Entre as novidades da prĂłxima edição, destacam-se o â&#x20AC;&#x2DC;next ideasâ&#x20AC;&#x2122;, um concurso de ideias entre equipas acadĂŠmicas, para o qual foram convidados os centros de empreendedorismo das principais universidades de Lisboa, que serĂŁo avaliadas e poderĂŁo ser implementadas no futuro com o apoio dos sponsors gold, um advisory council lunch dirigido aos principais decisores das maiores empresas convidadas. A nona edição do SVN vai, como habitualmente, apresentar o BarĂłmetro das Viagens de NegĂłcios â&#x20AC;&#x201C; resultado do inquĂŠrito Ă s maiores empresas sobre os hĂĄbitos e tendĂŞncias no sector do turismo e indĂşstria de viagens, considerado importante do ponto de vista comercial e de marketing â&#x20AC;&#x201C;, entregar o prĂŠmio excelĂŞncia, a uma personalidade que se tenha distinguido no mundo dos negĂłcios, e os Business Travel Awards.

MERCADO DE VIAGENS DE NEGĂ&#x201C;CIOS COM NOVOS DESAFIOS Refira-se que o SVN conta tambĂŠm com ediçþes em Angola e Moçambique. O prĂłximo evento em Angola terĂĄ lugar no dia 29 de Novembro enquanto o de Moçambique, embora ainda sem data marcada, serĂĄ realizado em 2017. FrĂŠdĂŠric Frère, CEO da Travelstore, presente na conferĂŞncia de imprensa de apresentação do SVN, referiu que a empresa que lidera tem registado este ano um acrĂŠscimo signi-

ficativo no nĂşmero de transacçþes, mas alertou para novos desafios que se colocam ao mercado das viagens de negĂłcios. O empresĂĄrio considerou que as empresas que tinham como prioridade deslocaçþes aos mercados emergentes, como Angola e o Brasil, devido Ă  situação econĂłmica nesses paĂ­ses, abrandaram o ritmo, obrigando a uma alteração da tarifa mĂŠdia. No entanto, indicou que as empresas continuam a viajar, mas para mercados mais prĂłximos. Por outro lado, o gestor refere que outro desafio passa por as empresas estarem tecnologicamente Ă  altura das exigĂŞncias do viajante, que pretende ter cada mais intervenção na sua prĂłpria viagem. â&#x20AC;&#x153;O consumidor estĂĄ em contacto com os sites e transmite essas informaçþes para dentro da sua empresa e com novos graus de exigĂŞnciaâ&#x20AC;?. Em relação Ă  internacionalização da Travelstore, o empresĂĄrio afirmou ainda que devido Ă  relação sĂłlida com a American Express Global Business Travel esta empresa estĂĄ a considerar a possibilidade da Travelstore ser seu parceiro em mais mercados africanos. A American Express tinha uma rede de representantes no continente africano, mas hoje, devido Ă s novas exigĂŞncias que se colocam na ĂĄrea das viagens de negĂłcios, estĂĄ a ponderar desenvolver outras parcerias com a Travelstore, que continua a realizar o SVN como forma de â&#x20AC;&#x153;aproximar a oferta da procura e contribuir para profissionalizar o mercado, inovar e ser palco de tendĂŞnciasâ&#x20AC;?, precisou FrĂŠdĂŠric Frère. <

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O Grupo GEA realizou, de 4 a 6 de Novembro em Baião, a sua XII Conferência anual que contou com 250 participantes dos quais 160 eram representantes de agências de viagens da rede. No evento, que incluiu um workshop, foram abordados temas como “O impacto da nova legislação comunitária na responsabilidade das agências de viagens”, e “O papel das seguradoras perante o novo cenário de responsabilidades”.

XII Conferência do Grupo GEA

Vendas da GEA Portugal subiram 7,5% até Setembro

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Janeiro-Setembro 2016 ‡Facturação: +7,5% para 40M€ ‡Pacotes de operadores: +7,6% ‡Reservas hoteleiras: +7,1% Top5 Operadores ‡Soltour: +12% ‡Soltrópico: +19% ‡Jolidey: +30% ‡Nortravel: +2% ‡Solférias

‡Operador que mais subiu: Sonhando (+44%)

Reservas hoteleiras: ‡Veturis: +28%. ‡Bedsonline: -15%. Destinos mais vendidos: ‡Caribe (Cuba, República Dominicana e México) ‡Algarve ‡Ilhas espanholas

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sessão de abertura contou com a presença do presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, do vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Joaquim Ribeiro, e do director-geral do Grupo GEA, Pedro Gordon. O bom momento turístico por que passa o nosso país, com destaque para a região do Porto e Norte de Portugal, foi sublinhado por Joaquim Ribeiro ao considerar que “o turismo é um dos sectores da economia que mais boa conta tem dado de si nos últimos anos, em Portugal”, com o Norte a crescer acima da média nacional nos últimos três anos, pois enquanto Portugal cresce 10% “aqui no Norte, nos últimos três anos, tem atingido uma média de 15 % ao ano”. Facto importante é que “esse crescimento não se reflecte só no número de dormidas mas também no RevPar, naquilo que são os ganhos económicos do turismo” e na “estada média dos hóspedes”, o que considerou ter sido o indicador mais difícil de aumentar. Acontecimentos no Norte de África e Médio Oriente, início de actividade das low cost são dois factores de peso no crescimento turístico da região mas, segundo o responsável, o principal “é o produto estruturado, a quantidade e diversidade de produtos que oferecemos e a venda dos chamados pacotes turísticos feita pelas agências e operadores” que,

afirmou, “têm um papel importantíssimo nesta cadeia de valor do turismo”. Pela importância que assume terem as agências de viagens e os operadores turísticos para o desenvolvimento turístico da sua região, Joaquim Ribeiro destacou que “temos feito no Norte tudo aquilo que podemos para apoiar o vosso trabalho, quer do ponto de vista da promoção quer do ponto de vista do apoio directo a eventos”, deixando a promessa de que esse apoio irá continuar, até porque, como voltou a explicar, “sem vocês esses números não existiam”. No tema dos resultados pegou também o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, considerando que a região Norte “tem trabalhado bem e, sobretudo, tem estado muito disponível para os agentes de viagens”. Mas seria o olhar sobre o futuro que mais ocuparia a intervenção do presidente da APAVT. Um olhar

Pedro Gordon director-geral do Grupo GEA

“Praticamente já chegámos aos números de antes da crise. Temos quase os mesmos números de facturação que tivemos antes da crise”

para o futuro que reputaria de imprescindível e muito importante “por tudo quanto mudou e vai continuar a mudar” e em que os agentes de viagens são confrontados com um “novo quadro jurídico, muito mais rigoroso e que nos exige muito mais responsabilidades” e, alertou, “vai tornar a nossa actividade ainda mais arriscada, tornando o ambiente mais desafiante e mais adverso”. “Olhar para o futuro nas agências de viagens, hoje, é olhar para o cliente, é olhar para a especialização como foco na diferenciação pelo serviço, sempre com o objectivo de criar valor para o cliente”, afirmou Pedro Costa Ferreira que deixou ainda outro alerta: “os fornecedores vão aumentar a pressão, não vamos pagar em prazos mais largos mas em prazos mais curtos e vamos ter mais dificuldade em discutir comissões” pelo que, assumiu, “é com o cliente que vamos resolver as nossas vidas”. Deixou ainda uma outra nota para dizer que para fazer um negócio vingar não é necessário discutir os temas “perto do céu” mas sim discutir o básico e saber o básico. Relacionando esta consideração com a GEA deixou uma mensagem: “Por mais que discutamos quais são os caminhos da GEA, há uma coisa que acontece no mercado português que não acontece em todos os mercados, e acontece por causa da GEA: (…) os mais pequeninos e frágeis, que no fundo são o grande universo da GEA, têm acesso à melhor


contratação de Portugal”, o que considerou ser “muito importante e fundamental”. Durante os trabalhos foram abordados temas como “O impacto da nova legislação comunitária na responsabilidade das agências de viagens”, a cargo da assessora jurídica do grupo GEA Portugal, Clélia Brás e “O papel das seguradoras perante o novo cenário de responsabilidades”, através da intervenção de Rogério Gabriel, da SGS. A Convenção contou ainda com apresentações da Amadeus, da Soltour e de case studies de várias agências de viagens, nomeadamente da Agência Pinto Lopes Viagens e da Quasar.

CRESCIMENTO DE 7,5% ATÉ SETEMBRO À margem da XII conferência anual do Grupo GEA, Pedro Gordon, director-geral deste agrupamento de agências em Portugal, anunciou em conferência de imprensa, que o crescimento de vendas de lazer nos primeiros nove meses do ano atingiu cerca de 7,5%, com a facturação global a alcançar cerca de 40 milhões de euros. Pedro Gordon começou por dividir o crescimento de vendas de lazer entre a venda de pacotes turísticos dos operadores que tiveram um crescimento de 7,6% até Setembro e as reservas de hotelaria com um aumento de 7,1%, sendo este último muito assente em vendas para o Algarve, onde a subida do preço do alojamento “foi muito elevada”. Aliás, os preços mais elevados face ao ano passado foram uma constante este Verão, não apenas no que tocou ao Algarve mas também às ilhas espanholas, com Pedro Gordon a dizer que “penso que nas Baleares os preços estavam tão ou mais caros que no período que antecedeu a crise”, ou seja, 2008, dada a elevada ocupação da hotelaria. Mesmo face a estes números, Pedro Gordon não se arrisca a garantir que a crise está encerrada, apenas vai dizendo que “praticamente já chegámos aos números de antes da crise. Temos quase os mesmos números de facturação que tivemos antes da crise” mas sublinhou o “quase”. Em primeiro lugar no ranking de vendas da GEA Portugal manteve-se, nos primeiros nove meses do ano, a Soltour que teve um cresci-

mento de 12%. No Top 5 dos operadores mais vendidos pela rede GEA a Soltrópico surge em segundo lugar, com um aumento de 19%, seguindo-se a Jolidey com +30% porque “tinha muito mais lugares no mercado”, a Nortravel com +2% e a Solférias. O operador que mais subiu em vendas até Setembro foi a Sonhando, com um crescimento de 44% “porque também colocou uma oferta de lugares muito maior no mercado”. Na hotelaria o primeiro lugar do ranking é ocupado pela Veturis que também teve a maior subida, 28%. Por seu lado a Bedsonline, que está em segundo lugar do ranking das reservas para hotelaria registou uma quebra de 15%. Os destinos mais vendidos nos primeiros nove meses do ano foram, por ordem decrescente, o Caribe (Cuba, República Dominicana e México), o Algarve e as ilhas espanholas, com Pedro Gordon a adiantar que o produto cruzeiros também tem crescido muito em vendas, com estas a representarem “cerca de 4,6 milhões de euros”. Já a principal companhia, em vendas GEA é a MSC Cruzeiros. O que também correu bem em termos da operação deste Verão foram as vendas antecipadas, muito embora Pedro Gordon tenha explicado que “mesmo correndo bem, as vendas antecipadas nunca atingem o volume que alcançam as vendas de Verão, propriamente ditas” porque “crescer 1% em Fevereiro não é o mesmo que crescer 1% em Junho”. O Grupo GEA conta hoje em Portugal com 296 agências de viagens, que representam cerca de 400 balcões. Pedro Gordon destaca que este ano houve “mais entradas do que saídas de agências de viagens. Tivemos um bom crescimento em termos de agências”. Face ao período de pré-crise, o director-geral da GEA realça que o Grupo registou um aumento de 10% no número de agências de viagens associadas. Pedro Gordon frisou ainda que a GEA está muito dinâmica em Portugal, nomeadamente no que toca à apresentação de soluções tecnológicas. Uma delas é o View Travel, uma ferramenta que permite que os agentes enviem orçamentos e outro tipo de documentação para os seus clientes de forma mais atractiva e dinâmica, com vídeos e imagens em formato digital. < TURISVER | NOVEMBRO DE 2016

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“Temos de estar constantemente visíveis, em feiras de turismo, roadshows que nos permitam interagir em primeira mão com as pessoas”. É esta a essencial estratégia da África do Sul para o turismo, conforme explica Reed Mkhohliso, primeiro secretário da Embaixada sul africana em Lisboa, em conversa com a Turisver.

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ortugal encontra-se, de momento, no número sete de mercados emissores para a África do Sul, na Europa. No primeiro semestre de 2016 foram já 20.000 os turistas portugueses que viajaram para o país africano. Para Reed Mkhohliso, primeiro secretário da Embaixada da África do Sul em Lisboa, este é “um número substancial para um país da dimensão de Portugal”, que se espera que cresça e para isso se vem trabalhando. A longa afinidade dos portugueses com o continente africano é uma vantagem da qual a Embaixada vem tirando proveito, através de acções promocionais e presença em feiras de turismo. A estratégia da Embaixada passa por trabalhar para que não passem despercebidos no mercado. A constante presença nos domínios da Internet, quer a nível do site, newsletter ou redes sociais, faz com que “as pessoas estejam atentas à nossa actividade o que é fundamental”. A publicidade em que aposta é sistemática e dirigida, encorajando os portugueses a visitar sítios que lhes são atraentes. É sabido que o públi62

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Reed Mkhohliso - Embaixada da África do Sul em Lisboa

É essencial “descobrir aquilo que as pessoas realmente querem” co português é fã de safaris e, assim sendo, “exploramos esse nicho”. Também, “o Kruger National Park e a Cidade do Cabo são sempre clássicos”, mas incentiva-se a visita a novos pontos de interesse como o Berço da Humanidade. “Para além dos itinerários existentes no mercado português, os visitantes precisam de saber que a África do Sul tem muito mais para conhecer”. Para Reed Mkhohliso o mais importante é “descobrir aquilo que as pessoas realmente querem”, o que justifica a aposta nos seus roadshows anuais, que decorrem há já 10 anos. “É importante consultar e solicitar informações”, explica, pois “de outra forma, estamos simplesmente a avançar nebulosamente, sem sentido ou direcção”. A presença em feiras de turismo é outra das grandes apostas no mercado nacional, pois “dão a oportunidade de interagir directamente com o público”.

IMPORTÂNCIA DA IMPLEMENTAÇÃO DE VOOS DIRECTOS O crescimento do mercado português na África do Sul enfrenta alguns contratempos, sendo o mais óbvio a falta de uma ligação directa. Segundo o representante da Embaixada tal “estrangula a rede substancialmente”, sendo necessário que o Governo “priorize a implementação de uma ligação directa”. Por en-

quanto a Embaixada promove as alternativas viáveis, através de Angola ou Madrid maioritariamente. Também as novas exigências a nível de obtenção de vistos, implementadas por Moçambique vieram prejudicar o fluxo de viagens até à África do Sul, em que, de acordo com as estatísticas, 17.000 portuguese viajam por terra até ao país mais a sul do continente africano. “Estas novas exigências impostas por Moçambique de certo modo deixaram esquecidos estes valores”. Por tudo isto, Reed Mkhohliso evidencia a necessidade de “colaborar com Angola e Moçambique no delinear de pacotes turísticos”. O principal objectivo é o crescimento do número de viajantes portugueses a entrar no país. Uma das medidas mais imediatas neste sentido é o regresso da Embaixada à BTL, em 2017, passados seis anos

“É importante consultar e solicitar informações. De outra forma, estamos simplesmente a avançar nebulosamente, sem sentido ou direcção”

de ausência da maior feira de turismo em Portugal. “Agora estamos de volta”, afirma o representante da Embaixada, explicando que a razão do regresso “prende-se com o facto de termos percebido a importância desta plataforma”, que em 2016 recebeu mais de 75 mil visitantes.

“TODOS QUEREM PROJECTOS RENTÁVEIS” No ano que passou a África do Sul assistiu a uma queda de 9,5% na entrada de turistas no país. O decréscimo deve-se, em grande parte, às leis da emigração implementadas pelo país, com requerimentos burocráticos a nível da documentação mais exigentes. Contudo, garante Reed Mkhohiso, “este é um assunto que está a ser tido em atenção”. Uma vez a lei revista, numa primeira instância, pelo Governo nacional, os números verificaram um crescimento, na ordem dos 5,4%, no primeiro semestre de 2016. Prioritário para a Embaixada, agora e sempre, é “usar as nossas finanças com eficácia e ter como alvo projectos que funcionem para nós”. Gerir o orçamento com cuidado numa altura de contenção de custos é fundamental. “Esta é a estratégia essencial para todos os players do mercado. Todos querem projectos rentáveis que tragam dividendos, mesmo que tal implique custos partilhados a certo ponto”. <


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Os operadores turísticos Solférias e Exoticoonline continuam a apostar no destino Brasil e afirmam mesmo que vale a pena manter o investimento. Só no réveillon as duas empresas em conjunto oferecem 1200 lugares em quatro voos charters sendo dois Porto-Salvador, a 26 a 27 de Dezembro, um Lisboa-Salvador, a 27 de Dezembro, e um Lisboa-Fortaleza, a 26 de Dezembro, para além de lugares com a TAP, não só para estes destinos como para o Recife, Natal e Rio de Janeiro.



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Roadshow Brasil

Solférias e Exoticoonline mantêm aposta no destino

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Brasil é um destino que, pela sua dimensão e diversidade, tanto pode estar em quebra, como recuperar rapidamente. Este ano o destino ficou caracterizado por grandes oscilações, principalmente no primeiro semestre, mas está a recuperar e os números para o fim-de-ano são surpreendentes. É neste sentido que a Solférias e a Exoticoonline afirmam que vale a pena continuar a investir no Brasil, destino que apesar de ter caído em termos de vendas a partir de Março e até Setembro, voltou a

recuperar no último trimestre do ano. Vê-se pelas reservas feitas para as operações de réveillon de Lisboa e do Porto para Salvador e Fortaleza, lançadas em conjunto pelos dois operadores turísticos, que estão praticamente esgotadas. Este optimismo foi revelado aos jornalistas por Miguel Ferreira, director-geral da Exoticoonline, e Sónia Regateiro, directora Comercial da Solférias, no âmbito do roadshow “Sol e Férias num Brasil Exótico”, que culminou em Lisboa, após ter percorrido várias cidades portuguesas e Vigo em Espanha. O evento, que reflecte o interesse contínuo pelo destino Brasil, juntou este ano 62 agentes de viagens no Funchal, 54 em Vigo, 253 no Porto, 76 em Coimbra e cerca de 250 em Lisboa, e serviu como formação certificada. Quando os operadores pensavam que este ia ser o ano do Brasil, o vírus do Zika e a instabilidade política trocaram-lhes as voltas, com vendas a caírem, para a Solférias, cerca de 40% nos primeiros meses do ano e a terem uma queda de apenas 17% em Setembro. Esta recuperação, que terá o seu auge no fim de ano, com operações charter e voos regulares da TAP, levou Sónia Regateiro a indicar que o objectivo é alcançar os números de 2015, que foram de 3400 passageiros trans-

portados. Também a Exoticoonline referiu que se conseguir igualar os 2500 passageiros transportados para vários destinos brasileiros em 2015, já dará por satisfeito. Por isso “sentimos a necessidade de unir esforços para voltar a trazer o Brasil a Portugal e aos agentes de viagem, mostrando as novidades do que vai acontecendo”, conforme referiu a responsável comercial da Solférias. A operação da última Páscoa para o Brasil já não terá corrido muito bem. Os operadores tinham assumido dois fretamentos a contar com grupos na ordem das 200 pessoas, que terão caído para as 120 por causa do receio do vírus Zika. “Quer queiramos quer não o Brasil é um destino de famílias e para quem tem crianças houve uma certa contenção em busca do destino”, considerou o director-geral da Exoticoonline.

EM EQUIPA QUE GANHA NÃO SE MEXE Pelo quarto ano consecutivo, os dois operadores turísticos juntam-se para promover o Brasil em roadshow, e confirmaram o sucesso do evento. “Tem sido um roadshow em que dois concorrentes e ao mesmo tempo parceiros se juntam para um bem maior que é a promoção do


Miguel Fonseca Director-geral da Exoticoonline

Sónia Regateiro Directora Comercial da Solférias

“Temos vindo a somar sucessos ano após ano e verificamos que o agente de viagens continua com interesse pelo destino”.

“Sentimos a necessidade de unir esforços para voltar a trazer o Brasil a Portugal e aos agentes de viagem”.

Brasil, destino que não era promovido em Portugal há muito tempo e nós sentimos essa necessidade, até porque, enquanto destino turístico, representa uma grande fatia de ambas as empresas”, ressalvou Sónia Regateiro. Por isso “em equipa que ganha não se mexe”.

“Temos vindo a somar sucessos ano após ano e verificamos que o agente de viagens continua com interesse pelo destino”, disse Miguel Ferreira, explicando que este ano, pela primeira vez na cidade espanhola de Vigo, sentiram que o mercado da Galiza “precisa de destinos alterna-

tivos, para além do Caribe, e o Brasil é uma excelente alternativa porque tem excelentes resorts e muitas opções de sol e mar e de circuitos em cidades mas também incluindo praias, programas que os operadores espanhóis não oferecem”. A acrescentar o facto desses turistas poderem embarcar tanto nos voos charter como regulares à partida do Porto, e agora com a vantagem de adicionar o voo entre Vigo e Lisboa na TAP. Miguel Ferreira dá conta, no entanto, que a hotelaria brasileira, principalmente a do Nordeste continua a apoiar os operadores turísticos portugueses que investem no Brasil. “Há cadeias hoteleiras que continuam a querer manter uma quota importante do mercado português, tal como o Vila Galé, que no réveillon deixam de vender quartos ao mercado brasileiro pelo triplo do valor que nos vendem a nós para manterem o mercado português. Outras cadeias com bastante aproximação, são o Pestana, o Tivoli, e ainda em Porto Galinhas, como o Nannai que sempre ajuda e tenta fazer alguma coisa pelo mercado português”. O responsável acrescentou que “os próprios hotéis por vezes abdicam da receita de forma a manter determinadas operações que para eles lhes dá um equilíbrio e um mix de

clientes para não ficarem dependentes de um/dois mercados. Isto dá-nos ainda mais vontade de continuar a apostar no destino, já que as entidades oficiais brasileiras por vezes nada fazem”. Uma dessas unidades é o Nannai Resort & Spa, em Porto Galinhas e o seu incansável gerente comercial, Rodrigo Lins, que há muitos anos apoia a operação de Portugal. Em declarações à Turisver, este responsável, que participou em mais um roadshow do Brasil em Portugal, referiu que “sentimos maior entusiasmo em relação ao Brasil, facto que não existia nos últimos dois/ três anos”, realçando que no Nannai o português é o mercado principal a seguir ao brasileiro. “Cerca de 85% da nossa produção é com o mercado brasileiro e 15% mercado internacional, dois quais 80% é português, cliente que procura bons produtos”. Rodrigo Lins tem pena que o Recife não esteja no mapa das operações charters de operadores portugueses. “Os charters estão há muitos anos afastados de Recife e o seu regresso seria um potencial para colocar Porto Galinhas na ribalta, destino que tem estado muito apagado em Portugal, mas ainda assim, para o produto Nannai existe um bom fluxo e esperamos que aumente em 2017”, disse.<

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Mais de 20.700 turistas portugueses já visitaram Cuba este ano, o que corresponde a um aumento de 32% face aos primeiros nove meses de 2015. Números que satisfazem tanto a embaixadora de Cuba em Portugal, Johana Tablada, como a responsável pelo turismo daquele país em Espanha e Portugal, Dulce Morales, que anunciaram que Portugal entrou no Top20 como mercado emissor, “um turista muito valorizado e apreciado em Cuba”.

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m mais uma acção de promoção em Portugal, as duas responsáveis evidenciaram os principais atractivos da ilha, nomeadamente a sua cultura, natureza, o seu povo e a sua segurança. Ligações históricas e culturais fazem do mercado português um emissor de “grande importância” para Cuba, dona de vários destinos, mas com muito ainda por descobrir, disseram Johana Tablada, embaixadora de Cuba em Portugal, e Dulce Morales, responsável ibérica do Ministério do Turismo de Cuba. “Cuba tem 15 cidades com mais de 500 anos e os portugueses, tal como os cubanos, adoram o património”, disse Dulce Morales Mas além do património histórico, “Cuba tem áreas de reserva da biosfera que são únicas no mundo, tem fauna endémica e flora endémica”, acrescentou. A natureza em Cuba “é pouco conhecida” e há muito para visitar, afirmou Dulce Morales, destacando contudo que “o principal é a segurança e o povo cubano”. Johana Tablada também revelou estar satisfeita por existir mais negócio entre os dois países, designadamente “mais presença de empresas de Cuba em Portugal”, um fenómeno que teve como corolário a visita do presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa ,a Cuba e a forte presença de Portugal na Feira Internacional de Havana, que teve um pavilhão exclusivo. A procura de Cuba por turistas portugueses continua a crescer. Os resultados dos primeiros nove meses deste 66

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Destino promove-se em Portugal

Cuba seduz cada vez mais portugueses ano foram várias vezes destacados no roadshow “Cuba Autêntica”, que decorreu no Hotel Fénix em Lisboa, e juntou quase 200 agentes de viagens bem como 16 empresas cubanas e 12 empresas portuguesas e espanholas. “Este é um número superior em dobro do que em 2013, quando foram 9000”, disse a diplomata na sua intervenção, para acrescentar que “os portugueses estão a voltar a invadir Cuba”. Questionada sobre o possível lançamento do voo directo de Lisboa para Cuba pela TAP, Johana Tablada referiu que “a última notícia que tenho é que vão começar a voar em 2017 para Cuba” e sublinhou que “é muito importante o voo directo, tudo muda. A procura é muita, o mercado está a pedir voos directos o ano todo, já não é só de temporada, há portugueses a viajar para Cuba o ano inteiro”.

DESTINO DE ANO INTEIRO Os operadores turísticos que operam para Cuba e estiveram presentes no roadshow afirmaram à Turisver que, mesmo depois de terem terminado os voos charters de Verão, a procura pelo destino não baixou, o que significa que Cuba já é destino de ano inteiro para portugueses. Se durante o Verão, tanto a Solférias como a Sonhando dizem que, apesar de ter havido aumento da oferta em relação ao ano anterior, com a introdução da operação para Varadero que já não se fazia desde 2011, a acrescentar à de Cayo Coco, a procura também subiu, levou-os a procurar alternativas e fazer

parcerias para fazer chegar os portugueses à ilha via outras cidades europeias. João Cruz, gestor do produto Cuba da Solférias referiu que a operação que o operador realizou no Verão em parceria com a Sonhando, correu melhor do que no ano anterior, e começou a ser vendida mais cedo, com programação já disponível entre Março e Abril. Actualmente, o operador turístico disponibiliza pacotes em voos regulares, com conexão numa cidade europeia. Por sua vez, Paulo Paulus, promotor da Sonhando lembrou que, apesar da procura ser ligeiramente inferior ao Verão, o operador turístico está a comercializar pacotes feitos à medida para Cuba em voos via Madrid, ao abrigo de um acordo com a Iberia, que permite tarifas especiais. Entretanto, Celino Cunha Vieira, representante em Portugal do operador turístico Guamá-Havanatur garantiu que depois das operações charter, continua a haver muitos clientes para Cuba, que procuram essencialmente praia, mas havendo já uma grande apetência por outro tipo de circuitos e destinos mais emblemáticos da ilha caribenha. Acredita que Cuba já um destino consolidado em Portugal e com tendência para aumentar. “Se a TAP colocar o voo directo como anunciou, Cuba vai ser um destino preferencial dos portugueses”. Durante esta acção de promoção de Cuba no nosso país, os agentes de viagens, tiverem a oportunidade de estar em contacto com aspectos de interesse relativos ao turismo cubano, entre os quais estiveram em destaque

a programação de Inverno de todos os operadores turísticos que trabalham o destino Cuba, as novidades sobre novos produtos e serviços e, de uma forma geral, toda a informação sobre as novas ofertas que Cuba apresenta para o desenvolvimento dos diferentes segmentos, tais como sol e praia, ecoturismo, turismo cultural, e a incontornável Havana. Entre as novidades para Cuba, e para fazer face à procura, destaca-se que a MSC Cruzeiros vai colocar um segundo navio para viagens com partida e chegada a Havana, em cruzeiros ao longo do ano. Ao MSC Opera vai-se juntar o renovado MSC Armonia. A companhia expande a sua opção de itinerários e destinos, horas de partida e número de camarotes na sua oferta aos viajantes a partir de Havana. De referir que os programas incluem dois ou três dias na capital cubana, permitindo aos viajantes descobrirem o destino. < Portugal entrou no Top20 dos mercados emissores para Cuba. Só nos primeiros nove meses deste ano visitaram a ilha 20.700 turistas lusos, um aumento de 32% face ao período homólogo de 2015, destino que já começa a ser procurado não só durante o Verão com charters directos para Varadero e Cayo Coco, mas todo o ano, via outra cidade europeia, enquanto se aguarda a confirmação de uma operação directa da TAP.


TURISMO

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>destinos Vinte e sete sÊculos de história cruzam-se na Cripta Arqueológica do Castelo de Alcåcer do Sal, inaugurada a 18 de Abril de 2008. O subterrâneo, escavado no subsolo da fortaleza e do antigo Convento de Aracaelli, que hoje acolhe a pousada D. Afonso II, oferece uma verdadeira viagem no tempo, numa atmosfera única onde Ê possível ver vestígios de todos os povos que viveram na colina aos pÊs da qual se ergue a cidade e aí deixaram a sua marca.

Cripta ArqueolĂłgica de AlcĂĄcer do Sal

A

lcåcer do Sal Ê uma cidade construída sobre um rio que emana uma magia própria, que só Ê apanågio das urbes com mais de três milÊnios de história. Nesse espaço de tempo imenso que desafia a nossa compreensão, diferentes civilizaçþes, religiþes e línguas por aqui passaram e floresceram. A Cripta Arqueológica demonstra isso mesmo. Graças aos trabalhos arqueológicos que tiveram lugar no Castelo, aquando da criação da Pousada Histórica aí existente, foram descobertos no subsolo um conjunto impressionante de muros, silos e um santuårio que, associados aos artefactos exumados, foram preservados e expostos num espaço museológico para o usufruto de quem aqui vive ou visita a cidade. A Cripta Arqueológica desenvolve-se num espaço intimista subterrâneo, que espelha de forma didåctica os milÊnios de história alcacerense, centra-

Verdadeira viagem no tempo dos nos seus períodos mais fulcrais, ou seja, a Idade do Ferro, Período Romano, Período Islâmico, Idade MÊdia Cristã e Fase Conventual. De seguida, entra-se numa sala com testemunhos pÊtreos de cronologia Romana e medieval, sendo de salientar o busto do imperador Clåudio e de uma dama romana de identidade desconhecida. Ao lado encontram-se monumentos epigråficos romanos, assim como capitÊis. Noutro horizonte cronológico, duas låpides Islâmicas, assim como capitÊis dessa Êpoca e outros posteriores. Na sala que se segue encontram-se expostas cerâmicas de uso quotidiano do convento de Clarissas, que aqui existiu entre o final do sÊculo XVI atÊ meados do sÊculo XIX. Ao lado, algumas cerâmicas medievais da altura em que o Paço da Ordem de Santiago teve aqui lugar. Nos corredores, que se desenrolam em forma de claustro subterrâneo,

gÊmeo do claustro conventual das clarissas existente à cota da superfície da pousada, estå um conjunto de vitrinas que convidam a admirar as peças mais relevantes desde a etapa Islâmica e Romana atÊ à Idade do Ferro. No interior da Cripta Arqueológica existe um conjunto de estruturas, mu-

ros, pavimentos e silos que espelham a ocupação deste espaço nos últimos dois milÊnios e meio. No canto oposto à entrada, e bem no coração do espaço museológico, encontra-se visível um conjunto de estruturas que faziam parte de um santuårio religioso de cronologia prÊ-romana e que se manteve

em contexto romano alto imperial. Nele existe um poço seco, onde foi recuperada uma placa em chumbo com uma prece aos deuses. Actualmente, este poço ĂŠ conhecido pelos visitantes como o â&#x20AC;&#x153;poço dos desejosâ&#x20AC;? e ĂŠ costume deitarem-se moedas para o seu interior. Nas salas seguintes, o visitante pode desfrutar a Sala do Tesouro, com uma vitrina com espĂłlio monetĂĄrio desde a Idade do Ferro atĂŠ ao PerĂ­odo Moderno. Ao lado pode-se explorar o interior de uma cisterna e ver um poço, ambos de cronologia islâmica. Por fim, termina a visita, ciente do muito que AlcĂĄcer do Sal tem para dar. < 

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Há muito que é considerada a capital portuguesa do turismo, com 25 praias todas com bandeira azul, bem como a sua marina, uma restauração e uma hotelaria de excelência, mas Albufeira quer mais. Quem o afirma é o seu presidente da Câmara, Carlos Silva e Sousa, defendendo que “o sol e praia é a nossa pérola, mas temos outros valores”.

Q

ue Albufeira é o destino turístico balnear no Algarve preferido por portugueses e estrangeiros, isto já todos sabemos, mas a sua Câmara Municipal, liderada por Carlos Silva e Sousa, está a trabalhar para lhe acrescentar valor com vista a “alargar a época alta” e, consequentemente, esbater a sazonalidade e diminuir o desemprego. “Este ano já se conseguiu prolongar esse período, com um Outubro bastante bom e uma ocupação bastante razoável”, disse. “Fala-se muito em diversificação, mas nós temos que solidificar o nosso produto estrela com uma correspondência entre aquilo que oferecemos e aquilo que recebemos, ou seja, numa boa relação preço-qualidade”, afirmou o autarca em declarações à Turisver, acrescentando que “esse é o nosso ponto forte e é aí que temos que nos centrar, sem no entanto ficar por aqui”. Neste esforço de aproximação à plenitude do ano, Albufeira “tem estado a diversificar a oferta com a implementação de circuitos pedonais e clicáveis, e na parte cultural estamos a fazer um grande esforço no sentido da recuperação urbana onde se inclui toda a parte histórica e cultural, associado ao



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Carlos Silva e Sousa, presidente da CM de Albufeira

Albufeira não é só praia investimento privado nessas matérias, com incentivos ao nível do licenciamento, ou seja, não só temos apoiado os investidores, como nós próprios, sector público, fazemos investimentos nesses domínios”. Segundo Carlos Silva e Sousa, “são vertentes onde ainda temos muito espaço de progressão do ponto de vista cultural, quer edificado, quer imaterial”. Portanto, “temos ainda muito trabalho nesse sentido, nomeadamente na criação de um programa de animação ao longo do ano. Mas tudo isso tem que ser feito em sintonia com os empresários. Não vale a pena estarmos a fazer todo um esforço se não estivermos todos a remar pelo mesmo lado”, realçou. Esse trabalho conjunto tem vindo a dar frutos e este ano “Albufeira teve uma procura muito boa, e os empresários estão satisfeitos, mas com a ambição de se fazer mais, para que não seja só um destino de sol e praia”, considerou o autarca, indicando ainda que “o sol e praia é a nossa pérola, é a grande razão de Albufeira ser um destino de férias. A grande riqueza do concelho é o seu litoral e as suas praias maravilhosas, mas temos outros valores tais como o barrocal, valores gastronómicos e culturais”. Por outro lado, Albufeira “tem condições ímpares para a realização de

congressos, com grandes hotéis que oferecem excelentes salas”. Nesta matéria, segundo o presidente da Câmara, também “estamos a ter bastante sucesso e muita procura. Também aí há liderança do concelho”. O município tem trabalhado em parceria com o Turismo do Algarve e o Turismo de Portugal. “Haverá sítios em que nem um nem outro estão presentes, e nós, com os nossos empresários temos ido e continuaremos a ir”, disse, referindo-se a acções de

promoção, não só no país como no estrangeiro. “Naturalmente, sempre que pudermos juntar forças, estamos disponíveis para isso”. Carlos Silva e Sousa pensa turismo. “É obrigatório”, afirma, realçando que “temos um grande papel de arrumar a casa, de dotar o município de boas infra-estruturas, manter as praias limpas e de preservar e valorizar o nosso património cultural tanto material como imaterial, numa postura de parceria, pela defesa do Algarve”, concluiu. <

Trabalhar em rede para dar mais valor ao concelho O presidente da Câmara Municipal de Albufeira é um defensor do trabalho em rede, seja com o sector privado, seja com o Estado, numa postura de parceria. É neste quadro que se insere o protocolo de valorização, recuperação e conservação da Torre Albarrã do Castelo de Paderne, que envolveu a Câmara de Albufeira e a Direção Regional de Cultura do Algarve, bem como a Fundação Millennium BCP. O Castelo de Paderne, um importante elemento de defesa do monumento classificado de interesse nacional, pertence ao Estado Português, através do Ministério da Cultura. Trata-se de um castelo construído em taipa militar, pelos Almoadas, entre os séculos XI e XII, elevando-se no topo de uma colina sobre a ribeira de Quarteira. De acordo com Carlos Silva e Sousa “existe uma relação de proximidade entre a cultura e a nossa principal actividade que é o turismo. A concorrência é cada vez mais feroz e uma das formas de afirmação e diferenciação está ligada ao nosso património

cultural”. O autarca anunciou ainda que está a ser criado um conjunto de medidas para atrair mais pessoas a Paderne “para que possam desfrutar daquele território e com isso enriquecer o reconhecido destino a nível internacional que é Albufeira”. Entre essas medidas destacamos a recém-criada estação de biodiversidade e os três percursos pedonais que se encontram a ser implementados. “Queremos continuar com um trabalho de criação de mais fontes de atracção a Paderne para que a sazonalidade possa ser contrariada pela parte cultural”, sublinhou Carlos Silva e Sousa. <


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>aviação

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A Luxair intensificou a sua operação para Portugal a partir deste Inverno, passando a ligar Luxemburgo a Lisboa cinco vezes por semana, e ao Porto seis vezes. O Turismo do Luxemburgo aproveita a oferta da sua transportadora aérea nacional para se dar a conhecer no nosso país junto de agentes de viagens e operadores turísticos.



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Com voos de Lisboa e do Porto

Luxair intensifica operação para Portugal

A

transportadora aérea do Luxemburgo, Luxair, aposta forte em Portugal, tendo começado a operar para Lisboa com cinco voos semanais (excepto ao sábado e ao domingo) e para o Porto com seis frequências por semana (excepto ao sábado), em ligações de ano inteiro. Com esta estratégia, a Luxair espera, em 2017, transportar na rota de Lisboa cerca de 60 mil passageiros, um crescimento de 17% face a este ano, uma vez que passou de três para cinco ligações semanais, e na rota do Porto, que mantém o mesmo número de voos, chegar aos 90 mil passageiros, revelou à Turisver, Benoît Berger, vice-presidente Sales & Revenue Management da companhia aérea. A grande comunidade portuguesa no Luxemburgo, que se desloca várias vezes por ano em visitas a familiares, foi uma das razões que levou a companhia a estabelecer rotas com as duas principais cidades nacionais, asseguradas por Boeings

737-700 e 737-800, com capacidades para 141 e 184 lugares, respectivamente, e dependendo da altura do ano, em classes económica e executiva, ligações que se irão manter no próximo Verão. Os últimos três anos têm sido férteis na criação de novas rotas, com a companhia a voar, actualmente, para 21 destinos na Europa. Porto e Lisboa estão entre as cidades contempladas. Berger deu a conhecer a operadores turísticos e agentes de viagens as novidades da companhia e os propósitos da operação de Portugal, que é assegurada no mercado nacional pela ATR, durante uma apresentação que decorreu na Embaixada do Luxemburgo, em Lisboa, à qual se juntou também Patrick Even, do departamento de Product & Trade do Turismo daquele país. No entanto, a transportadora aérea assegurou que, independentemente da tarifa, o bilhete de passagem inclui os serviços básicos, bagagem de porão e de cabina, refeição e pré-reserva de lugar, ao mesmo tempo

que permite aos passageiros fazer reservas e check-in online no seu novíssimo site www.luxair.pt, ou a partir dos dispositivos móveis em moblibe.luxair.lu. Ou seja, todos os serviços estão incluídos no preço, que começa nos 129 euros.

HISTÓRIA DE SUCESSO DESDE 1949 Fundada em 1948, a Luxair transportou o ano passado 1,6 milhões de passageiros, mais 11% que em 2014, tendo operado 28.430 voos, com um load factor médio de 71%. A sua frota é constituída por dois Embraer ERJ145, 10 Bombardier Q400, dois B737-700 e quatro B737-800. Apesar da companhia não ser membro da Star Alliance, a Lufthansa é uma das suas accionistas, e por isso é possível usar o Miles and More como programa de fidelidade para acumular pontos. Os dados disponibilizados por Benoît Berger permitem saber que a maioria dos passageiros (77%) voa por motivos de lazer e que 74% pernoitam mais de


Luxemburgo quer atrair turistas portugueses O turismo do Grão-Ducado de Luxemburgo esteve em Lisboa para cativar turistas portugueses. Dona de grandes atractivos turísticos e culturais, o pequeno país europeu, que se localiza entre a Alemanha, Bélgica e França, embora tenha uma grande população de imigrantes de origem portuguesa, ainda é um destino desconhecido. É por isso que pretende aproveitar a oferta da sua transportadora aérea nacional, a Luxair, para Lisboa e o Porto, para atrair turistas lusos, tendo-se dado a conhecer a operadores turísticos e agentes de viagens, numa acção na Embaixada luxemburguesa. Sendo um país bastante pequeno, Luxemburgo pode ser descoberto em três dias. Oferece quatro regiões turísticas, para além da sua capital e arredores: Les Ardennes e os seus parques naturais, a região Mullerthal (pequena Suíça luxemburguesa), La Moselle e Les Terres Rouges. Patrick Even, do Departamento de Product & Trade do Turismo do Luxemburgo, disse à Turisver.que “desejamos que os portugueses visitem o Luxemburgo, já que dispomos agora de boas conexões de Lisboa e do Porto, em viagem de 2h30”. O responsável referiu que não está contabilizado o número de turistas portugueses que se deslocam ao seu país, até porque muitos o fazem para matar saudades dos familiares que aí

vivem, não ficando portanto alojados em unidades hoteleiras. Também não apontou o número desejável, mas acredita que vai incrementar com as novas ligações da Luxair. “É um mercado que nos interessa e todos os que vierem serão bemvindos. É por isso que estamos aqui”, disse, assegurando que “é considerado um dos países mais seguros do mundo”. Even mostrou as potencialidades turísticas daquele pequeno país europeu, que pela sua dimensão, é visitável numa viagem de três dias, reservando um dia para descobrir a sua capital e o seu centro histórico, considerado Património da Humanidade pela Unesco. Luxemburgo também é conhecido pelos restaurantes requintados que fazem parte da lista dos mais estrelados do mundo (11 restaurantes com estrela Michelin), bem como pelos seus vinhos, e por ser um destino de compras, mas também cultural e histórico, de natureza, de desportos e lazer, para famílias com crianças, bem como com um intenso calendário de eventos durante todo o ano. De destacar ainda as belas fortificações, cidades de contrastes entre a riqueza cultural e a modernidade, diversos castelos alguns deles transformados em hotéis de charme, aldeias românticas e zonas com forte património industrial. <

BIENAL DE FOTOGRAFIA

VILA FRANCA DE XIRA

Prémio BF16 - Tema Livre 19 nov. 2016 a 8 jan.2017 Celeiro da Patriarcal - Vila Franca de Xira Prémio BF16 - Temas “Tauromaquia” e “Concelho” 4 fev. a 19 mar. 2017 Celeiro da Patriarcal - Vila Franca de Xira Verão, para sua representante no mercado nacional. “A ATR conhece bem o mercado português, melhor do que nós, por isso a estratégia da Luxair não passa por ter uma delegação própria em Portugal, aliás como acontece em Espanha”, disse o responsável. Para além da operação regular, a companhia aérea luxemburguesa, que faz parte, juntamente com a Luxair Tours, Luxair Cargo e Luxair Services, oferece igualmente voos charters para mais de 45 destinos na Europa, designadamente para o Funchal e Faro. <

BF16 - exposições curatoriais - até 22 jan. 2017 15 locais da cidade de Vila Franca de Xira Mais informação em www.bf16.cm-vfxira.pt Antena  2  |  Café  Puro  |  Clube  Vilafranquense  |  Companhia  das  Lezírias  |  DELTA  Cafés  |  Flor  do  Tejo  Bar   Gamut    |    Hostel  DP  |  Lezíria  Parque  Hotel  |  Galeria  Paulo  Nunes  Arte  Contemporânea   Predial  Xira    |  SOHO  Café  and  Lounge  |  Urban  Plaza  -­  Lounge,  Caffé  &  Bar

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APOIOS

três noites. A pensar nisso a transportadora tem em curso uma campanha de promoção das duas cidades portuguesas em território luxemburguês e está a promover o seu país em território nacional. Decisão que foi acompanhada pelo lançamento de uma nova plataforma de reservas e check-in. Um site mais intuitivo e uma aplicação móvel que pretende facilitar a interacção com a transportadora. A ATR – Actividades Turísticas e Representações foi a empresa seleccionada pela Luxair, no início deste




>figuras

>Ăşltimas

Isabel Ferraz

Directora-geral | Altis Avenida Hotel A nova directora-geral do boutique hotel de 5 estrelas do grupo Altis, nos Restauradores, Ê formada em Gestão e TÊcnica Hoteleira, tem uma pós-graduação em Direcção Hoteleira pelo Centre Internacional de Glion e Engiarea e pelo Programa Avançado de Marketing para Executivos e Gestão para Executivos da Universidade Católica Portuguesa. Possui ainda uma pós-graduação em Direito do Trabalho pela Universidade Nova de Lisboa. Isabel Ferraz tem jå uma vasta experiência no sector da hotelaria, tendo passado por diferentes åreas em unidades do Algarve e Madeira. Foi directora-geral do Hotel Quinta do Sol e Quinta da Casa Branca, ambos no Funchal, bem como do Mercy Hotel no Chiado, funçþes que desempenhou atÊ aceitar o novo desafio no Altis Avenida Hotel. <

MĂĄrio Almeida

1Âş W Hotels Worldwide chega a Portugal em 2018

Aviation Contract Manager | Grupo Newtour Conhecido profissional da årea da aviação, à qual estå ligado hå 23 anos, Mårio Almeida acaba de assumir o cargo de Aviation Contract Manager do Grupo Newtour. O profissional que se destacou no mercado como European Manager da companhia aÊrea Transportes AÊreos de Cabo Verde (TACV), possui formação em Informåtica pela Faculdade de Ciências da Universidade Nova Lisboa. Com o seu know-how e experiência Mårio Almeida irå fortalecer o Grupo Newtour na årea da contratação aÊrea. <

Com abertura prevista para 2018 o W Algarve serå o terceiro hotel W Escape na Europa e o primeiro em Portugal da marca W Hotels Worldwide, agora integrada na Marriott International. Desenvolvido em parceria com a Nozul Algarve, S.A., o W Algarve ficarå integrado numa propriedade à beira-mar com 250.000 m 2. O hotel irå oferecer 134 quartos e suites, incluindo duas suites Extreme WOW, bem como piscina, um Spa de 10.000 m 2, ginåsio, restaurantes de autor, vårios bares e a W Living Room, um conceito energÊtico de entrada de hotel característico da marca W. Vai tambÊm disponibilizar duas salas de reuniþes de 500 m 2 equipadas com tecnologia de ponta com uma vasta instalação de exteriores, ideais para eventos. O emblemåtico serviço Whatever/Whenever da marca W estarå disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, proporcionado aos hóspedes distintos serviços. <

Patrick Borg Hedley

Country manager para Portugal | Lufthansa O novo country manager, com 41 anos e natural de Malta, sucede assim a Michael Hutzelmann, que passou a dirigir o departamento de Regional Sales Steering & Business Development Europe. Patrick Borg Hedley representa igualmente a Swiss International Air Lines, Brussels Airlines e a Austrian Airlines. Patrick Borg Hedley Ê apaixonado pela aviação hå mais de duas dÊcadas, tendo trabalhado neste sector em vårias åreas como check-in, operaçþes em terra, reservas, emissão de bilhetes e apoio a agentes de viagens. Entre 2006 e 2014 foi country manager na República do IÊmen e em Chipre, liderando as equipas de vendas e de operaçþes aeroportuårias. Antes de vir para Portugal liderou as vendas online em LH.com na årea geogråfica do MÊdio Oriente, à frica e Sudeste Europeu para 25 países. <

Turismo de lazer faz crescer Grupo Europcar Tanto as receitas como o EBITDA corporativo ajustado do Grupo Europcar registaram crescimentos no terceiro trimestre do ano, muito por via do excelente momento pelo qual passa o turismo de lazer. As receitas do Grupo Europcar registaram, de Julho a Setembro, um aumento de 5,1% para 707 milhĂľes de euros a moeda constante, valor que se compara aos 693 milhĂľes registados em igual perĂ­odo do ano passado. Este crescimento ficou a dever-se sobretudo ao

aumento de 5,3% registado nas receitas de aluguer, que se situaram nos 665 milhĂľes de euros graças ao â&#x20AC;&#x153;bom momento que passa o segmento de lazerâ&#x20AC;?. O volume de dias de aluguer subiu 6,5 comparativamente ao mesmo perĂ­odo do ano passado, atingindo os 19 milhĂľes graças a uma evolução positiva do lazer no terceiro trimestre, tanto ao nĂ­vel da marca Europcar como da InterRent, que foi mais notĂĄvel em Espanha, ItĂĄlia e Portugal. <

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Assinale com uma cruz o destino pretendido.

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