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Ano XXII - Ediรงรฃo 128 - R$ 12,90

Revista Desktop

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NANO

UMA NOVA TECNOLOGIA DE IMPRESSรƒO ร‰ REVELADA NA DRUPA 2012

FESPA BRASIL

GOLAร‡O DO PHOTOSHOP

DRUPA Mร“VEL

J-Teck assegura participaรงรฃo na FESPA Brasil 2013

Alexandre Keese revela como criar uma imagem de tirar o fรดlego.

Conheรงa a Drupa que coube na palma da mรฃo

Ano XXII - junho/julho - Ediรงรฃo 128


EDITORIAL

Jean-Frédéric Pluvinage

NANODRUPA A Drupa 2012 já passou, mas muito do que ocorreu nela irá repercutir nesses próximos quatro anos. O primeiro fato é a indefinição de um mote principal: essa Drupa foi a Drupa Digital, do inkjet, da China? Difícil definir. Houve muita integração e amadurecimento das tecnologias já disponíveis, mas pouca inovação. Além disso, a diminuição dos números de participantes assustou. Foi uma Drupa menor, visitada principalmente pelos tomadores de decisão, que deixaram de lado toda a equipe técnica em sua viagem. Uma Drupa também marcada pela presença dos países emergentes e por menos europeus. Mesmo assim, ainda é uma Drupa com novidades técnicas, e o que surge como promessa do novo é a nanografia, tecnologia revelada por Benny Landa, criador das máquinas de impressão Indigo, em uma apresentação-show. A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas, assim que estiver comercialmente pronta, uma nova era de impressão de alta qualidade e ecológica, com impressões de 500 nonômetros de espessura, irá surgir. Sobre essa incrível revolução em processo de nascimento, Hamilton Terni Costa revela sua opinião em nossa reportagem de capa. Por outro lado, a integração de processos na Drupa revelou melhorias de qualidade nos processos de acabamento e também em uma oferta maior de serviços de computação nas nuvens (Cloud Computing) para os softwares de gestão gráfica, visando facilitar a vida dos profissionais que querem ter controle remoto de seus processos. Esses serviços ficaram disponíveis, principalmente, nos dispositivos móveis como smartphones e tablets. Sobre isso, Paulo Stucchi e Ricardo Minoru Horie fazem uma análise detalhada nesta edição. Por fim, nossos tutoriais irão revelar também o lado criativo da arte gráfica, mostrando de forma prática e simples as melhores técnicas de Alexandre Keese, AC Espilotro, Leonardo Luz, Kauê Luz e Marcio Negherbon. Boa leitura! TUTORIAIS: a Desktop apresenta para você os ícones que ilustram a revista e facilitam sua leitura. Conheça mais sobre eles ao lado. Divirta-se e boa leitura.

15m

Ícones de Download, Tempo de execução dos tutoriais e Matérias que vão para web, respectivamente. Dificuldade de execução dos tutoriais: fácil, médio e difícil, respectivamente.


EXPEDIENTE / Ă?NDICE DESKTOP PUBLISHING EDITORIAL LTDA. Rua Madre Maria BasĂ­lia, 237 - 13300-003 - Itu - SP Tel.: 11 4013-7979 - Fax: 11 4013-7977 E-mail dtp@dtp.com.br - www.dtp.com.br

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FIQUE DE OLHO

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MERCADO

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GERENCIAMENTO DE CORES

DIRETOR E EDITOR CHEFE Ismael Guarnelli - dtp@revistadesktop.com.br

CONSELHO EDITORIAL Anderson Goes, Bruno Schrappe, Carlos Pinheiro JĂşnior, Carlos Samila, Claudio Gaeta, Eduardo Pereira, Fernando Maia, Ismar Miranda, Jorge Gasula Mir, Luiz Seman, MĂĄrcio Ribeiro, Nazareth Darakdjian, Osvaldo Cristo, Paulo Amaral, Salvador Sindona, Rafael Sanchez, Wilson Vieira.

t.BSDFMP$PQFUUJEFTUBDBPTEJGFSFOUFTFTQBĂŽPT de cores RGB e tambĂŠm todas as novidades da Drupa 2012 na ĂĄrea de gerenciamento de cores

PROJETO GRĂ FICO Zeh.Design

JORNALISTA E DIAGRAMADOR Jean-FrĂŠdĂŠric Pluvinage - jean@revistadesktop.com.br

TRATAMENTO DE IMAGEM Felipe Zacharias - felipe@photopro.com.br

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ILUSTRADOR Getulino Pacheco - getpac@revistadesktop.com.br

WEB Guilherme Keese - guikeese@dtp.com.br

COLABORADORES AndrĂŠ Lopes, Bruno Cialone, Bruno Mortara, Clovis Castanho, DemĂłsthenes GalvĂŁo, Ewaldo Leme, Fernando Mayer, Fabio Mortara, FlĂĄvio de Andrade Costa, Irineu Jr., JosĂŠ Donizete de Melo, LuĂ­z Seman, Marcelo Copetti, Marcelo Lopes, Marcos AraĂşjo, Mario Navarro, Paulo Stucchi, Pedro Bueno, Ricardo Minoru Horie, Ricardo Polito, Tonie R. V. Pereira, Rolf Hinrichs, Vitor Vicentini, Wilson Caldana.

INTERNACIONAIS Jack Davis - USA Helder Generoso - AustrĂĄlia

DIRETOR COMERCIAL Ismael Guarnelli - dtp@revistadesktop.com.br

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DIRETORA FINANCEIRA Vivian Stipp - vivian@revistadesktop.com.br

COORDENAĂ‡ĂƒO DE EVENTOS Sandra Keese - sankeese@revistadesktop.com.br

CURSOS E EVENTOS ClĂĄudia Menezes - claudia@revistadesktop.com.br

MARKETING marketing@revistadesktop.com.br

EDIĂ‡ĂƒO DIGITAL Liberada para leitura na Internet www.revistadesktop.com.br Clicar em acervo digital

PERIODICIDADE BIMESTRAL Edição nº 128, junho/julho - Ano XXII - ISSN 1806-6240

IMAGENS As imagens utilizadas em tutoriais sĂŁo de total responsabilidade de seus autores

t+5FDLBTTFHVSBTVBQBSUJDJQBĂŽĂ?P no evento FESPA Brasil 2013

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DESIGN

t.BSDFMP-PQFTSFWFMBBFYQSFTTĂ?PEJHJUBMEP Cosmopolitan Hotel e tambĂŠm o maior registro em livro da cultura grĂĄfica brasileira

NORMATIZAĂ‡ĂƒO OPINIĂƒO

t&TQFDJBM)BNJMUPO5FSOJ$PTUBSFWFMBPTEFUBMIFT da Nanografia, nova tecnologia de impressĂŁo em desenvolvimento que foi destaque na Drupa 2012

CRIATIVO

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t(FPMPDBMJTBĂŽĂ?P QPS7JOJDJVT"NBSBM

DIGITAL

t$POĂśSBBTOPWJEBEFTTPCSFB%SVQB PRVF ela traz de novo e os seus principais destaques.

DICAS & TRUQUES t0MBHPSFBMJTUB QPS(FUVMJOP1BDIFDP

PHOTOSHOP PRO t(PMBĂŽPEP1IPUPTIPQQPS"MFYBOESF,FFTF t%PDFNPSEJEB QPS"$&TQJMPUSP t0UFNQPEBJNBHFN QPS,BVĂ?-V[F-FPOBSEP-V[ t"UFOĂŽĂ?PUPUBMQPS.BSDJP/FHIFSCPO


COLABORADORES ALEXANDRE KEESE

KAUÊ LUZ

Um dos principais especialistas em Photoshop na América Latina, é consultor, criador do Grupo PhotoPro, organizador do Photoshop Conference.

Formado em Publicidade, Kauê é especialista em tratamento de imagens e pós-produção com o Photoshop. Dirige o Estúdio Luz e, também, sua empresa, a Estúdio de Imagem.

AC ESPILOTRO

LEONARDO LUZ

Formado em Comunicação Visual pelo Mackenzie, Espilotro especializou-se no uso criativo do Photoshop. Atualmente, trabalha na área de Design e Criação e é um dos diretores da A2 Publicidade.

Fotógrafo consagrado no Brasil, com prêmios nacionais e internacionais. Está à frente do Estúdio Luz, um dos maiores do interior de São Paulo.

BRUNO MORTARA

MARCIO NEGHERBON

Reconhecidamente um dos maiores técnicos e conhecedores de processos gráficos do Brasil. Também é diretor da empresa Prata da Casa.

Vencedor do Adrenalina Pura em 2007, Marcio trabalha no birô de imagens Meca, da gráfica Impresul de Porto Alegre (RS).

EWALDO LEME

MARCELO COPETTI

Especialista em TI Fiscal e sócio proprietário da ACE BR Software, empresa especialista em Gestão e desenvolvedora de Sistemas Integrados para Gestão Empresarial.

Diretor da Easycolor e colaborador da Desktop. Especializou-se em fluxos de controle de cores e calibração de dispositivos em ambiente gráfico.

FABIO MORTARA

MARCELO LOPES

Presidente do Sindigraf São Paulo, Abigraf Nacional e da PaperExpress, uma das empresas pioneiras em Impressão Digital no Brasil.

Designer premiado nacional e internacionalmente, é diretor da empresa Merchan-design e atual diretor de projetos da ADP- Associação dos Designers de Produto.

GETULINO PACHECO

PAULO STUCCHI

Ilustrador que iniciou seu trabalho usando técnicas de pintura tradicionais, especializou-se em arte vetorial e, hoje, ministra cursos de Illustrator e também é ilustrador da Revista Desktop.

Jornalista especializado no segmento das artes gráficas e em assessoria e comunicação empresarial. Cobre os principais eventos, lançamentos e novidades da indústria gráfica.

HAMILTON TERNI

RICARDO MINORU

Consultor gráfico há mais de 35 anos e diretor da AN – Agência de Negócios. É criador, coordenador técnico e professor de Gestão Estratégica do curso de Pós-Graduação Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Conhecido especialista em aplicativos gráficos, Ricardo Minoru realiza consultorias em gráficas e editoras. É autor de diversos livros sobre softwares gráficos.

IRINEU DE CARLI JR

VINÍCIUS AMARAL

Consultor Profissional Apple Macintosh, trabalha com a plataforma há mais de 20 anos, atendendo empresas e particulares em todo Brasil.

Formado pelo Senai em Artes Gráficas e especialista em Pré-impressão, Sistemas Web e pós-graduado em Gerenciamento de Projetos pela FGV. É autor do DVD InDesign & XML e consultor e desenvolvedor de projetos de diagramação automatizada.

JEAN PLUVINAGE

VITOR VICENTINI

Diagramador da Revista Desktop. Autor, junto com Ricardo Minoru, do primeiro livro no Brasil e no mundo sobre criação de revistas digitais para iPad e outros tablets.

Consultor e especialista em softwares de préimpressão. Vitor é autor de livros na área e consultor da Adobe em InDesign. Escreve periodicamente para a Revista Desktop com dicas sobre InDesign.


Hoje as gråficas precisam equilibrar suas açþes para atender tanto às pequenas tiragens quanto aos impressos mais complexos. Isto exige flexibilidade no acerto. Com a combinação de sistemas digitais e offset você estarå preparado para realizar qualquer tipo de trabalho. Nosso portfólio possibilita o melhor dos dois mundos, oferecendo em um único fornecedor todas as soluçþes que você precisa.

Heidelberg do Brasil $Y$OIUHGR(JÂŻGLRGH6RX]D$UDQKDĹŤ%ORFR%ĹŤ|$QGDUĹŤĹŤ6ÂĽR3DXORĹŤ63 7HOĹŤ)D[ĹŤDWHQGLPHQWR#KHLGHOEHUJFRPĹŤZZZEUKHLGHOEHUJFRP


FIQUE DE OLHO - ESPECIAL EXPOPRINT

EXPOPRINT LATIN AMERICA 2014 É APRESENTADA À DRUPA 2012

A Afeigraf (Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica) e a APS Feiras e Eventos, respectivamente, realizadora e organizadora da ExpoPrint Latin America 2014, realizaram uma conferência à imprensa no último dia 5 de maio para apresentar à mídia especializada e ao público de todo mundo que visita a Drupa 2012 quais são as expectativas para a terceira edição do maior evento gráfico da América Latina e quinta maior feira gráfica do mundo, segundo dados do Messe Düsseldorf de 2011. Entre os destaques apresentados, a ExpoPrint Latin America 2014 já possui 75% de seus stands comercializados e será realiza num momento de extremo desenvolvimento econômico e social do Brasil. Também merece destaque o constante crescimento do setor gráfico do Brasil, com ênfase em setores como impressão promocional, comercial, editorial e embalagens flexíveis. A conferência também trouxe dados econômicos do Brasil atual, classificado como a 6ª maior economia do mundo, e de outros eventos internacionais que acontecem em 2012 e 2013 no país: a Trends of Print Latin America 2012, maior conferência gráfica de América Latina realizada em São Paulo, Brasil, nos dias 20 e 21 de setembro, e a ExpoPrint Digital 2013, evento focado nas tecnologias de impressão digital para personalização, baixas tiragens, impressão sob demanda, direct marketing, fotolivros e foto-álbuns, que também se realizará em São Paulo, no Expo Center Norte, entre os dias 13 e 16 de março. Karl Klökler, diretor da ExpoPrint Latin America, destacou que o fato de o Brasil ter, hoje, um evento do mesmo porte e qualidade dos realizados nos EUA, Japão e Europa é a realização de um sonho. Também reforçou que, além de projetos na área de tecnologia e mercado,

a Afeigraf apoia projetos socioeducacionais como o Projeto Ler é 10 – Leia Favela (Rio de Janeiro) e Livroteca Brincante do Pina (Recife, Pernambuco). Dieter Brandt, presidente da Afeigraf (mandato de 2012/14), destacou o papel do Brasil na economia mundial e latino-americana. Também reforçou o fato de o país ter fechado 2011 como a sexta economia do mundo e os eventos que se realização no Brasil em 2014 e 2016 – Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos. Finalizando, Eduardo Costa, presidente da ABRO (Associação Brasileira de Empresas com Rotativas Offset) apresentou números do setor gráfico brasileiro, que apontam o prosseguimento no crescimento. “O Brasil é hoje um dos países que mais atrai olhares de todo o mundo e a ExpoPrint Latin America acontece num momento extremamente favorável”, disse Mr. Klökler. “O Brasil passou por outros dois períodos de crescimento iguais ao que vive hoje: na década de 50 e 70. Agora, estamos dando mais um passo importante para o futuro. Afirmamos que o Brasil é, definitivamente, o país do presente”, disse Mr. Brandt.

www.expoprint.com.br

Karl Klökler (acima) e a público presente na apresentação


FIQUE DE OLHO - ESPECIAL BRAZIL BREAKFAST

“BRAZIL BREAKFAST” NA DRUPA APRESENTA PANORAMA DA INDÚSTRIA GRÁFICA BRASILEIRA Cerca de 70 empresários e formadores de opinião presentes na Drupa 2012 - Feira Internacional da Mídia e Indústria Gráfica, Publicação e Papel, em Düsseldorf, Alemanha, puderam conhecer o que a indústria gráfica brasileira tem para oferecer de melhor em termos de oportunidades de negócios. Eles participaram do “Brazil Breakfast”, um café da manhã oferecido pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF) e a Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (AFEIGRAF), em parceria com a Embaixada do Brasil em Berlim. Composto por quatro palestras, conduzidas pelo Chefe do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Berlim, Leonardo Cleaver, o presidente da ABIGRAF, Fabio Arruda Mortara, o presidente da AFEIGRAF, Karl Klökler e o presidente da Drupa, Bernhard Schreier, o “Brazil Breakfast” apresentou temas como o panorama econômico brasileiro e a atual conjuntura da indústria gráfica nacional, bem como o potencial de investimentos e as oportunidades de negócios no País. O Chefe do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Berlim, Leonardo Cleaver, destacou os principais motivos para o consistente crescimento do Brasil nos últimos anos, com ênfase para o lugar de destaque ocupado pelo comércio internacional. Cleaver lembrou que as importações e exportações são responsáveis por parte significativa do desempenho da economia brasileira. O diplomata explicou que o crescimento recente da economia brasileira resultou da elevação no consumo privado, taxas de investimento e comércio exterior. O Brasil tornou-se a sexta economia do planeta em 2011, e pode tornar-se a quarta até 2030. Ainda segundo o representante da Embaixada Brasileira, os benefícios de se negociar com o Brasil incluem o fato de 46% da matriz energética ser renovável; a estabilidade política, econômica e social do País; o respeito aos contratos; um sistema bancário sólido; a redução na desigualdade; entre outros fatores. De acordo com o diplomata, as principais oportunidades para os investidores internacionais estão na expansão da infraestrutura, a aposta do País em energias renováveis, o crescente respeito ao meio ambiente e os eventos esportivos de 2014 e 2016.

Cleaver também expôs os esforços do Brasil para se tornar uma potência criativa e tecnológica. De acordo com ele, os investimentos do País com Desenvolvimento & Pesquisa devem crescer dos atuais 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 1,5% em 2015. Para atingir esse número, o governo Brasileiro planeja oferecer 75 mil bolsas de estudos. Do ponto de vista da indústria da gráfica, os resultados desse comprometimento serão uma elevação no mercado de impressão, devido à elevação nos níveis educacionais da população. O presidente da ABIGRAF Nacional, Fabio Arruda Mortara, detalhou os números da indústria gráfica brasileira e as principais iniciativas da entidade para valorizar e subsidiar o crescimento do setor. Mortara destacou, ainda, o crescimento dos investimentosfeito pela indústria gráfica brasileira em maquinário de ponta nos últimos oito anos. Os números surpreenderam os empresários presentes, e têm sido motivo de muito entusiasmo com o Brasil para os fabricantes de equipamentos que circulam pela Drupa. Em sua palestra, o presidente da AFEIGRAF, Karl Klökler,apresentou os principais eventos organizados pela entidade do Brasil: a Expo Print Latin America 2014, maior feira de equipamentos para a indústria gráfica do país (16 a 22 de julho, 2014) em São Paulo; a Trends of PrintLatin America 2012, maior conferência gráfica latino-americana (20 e 21 de setembro, 2012) em São Paulo e ocorrerá juntamente com a 6ª Conferência ABRO (Associação Brasileira de Empresas com Rotativa Offset) e a Expo Print Digital 2013, evento que estreia em 2013 juntamente com a FESPA Brasil 2013 (13 a 16 de março) também em São Paulo.

Fabio Mortara no evento “Brazil Breakfast”, na Drupa 2012


'*26&%&0-)0r 10º SAPPI TRADING PRINTERS OF THE YEARS

SAPPI TRADING PRINTERS OF THE YEAR COMPLETA DÉCIMA EDIÇÃO A décima edição do Sappi Trading Printers of the Year ocorreu em uma cerimônia realizada no espaço Trivento, em São Paulo, no dia 29 de maio. O destaque ficou para a gráfica chilena Fyrmagráfica que ganhou um dos onze prêmios de ouro da premiação. Realizada a cada dois anos, o programa de prêmios é parte da premiação internacional “Sappi International Printers of the Year”, focada na elevação do padrão de excelência de impressão, reconhecendo impressões realizadas em trabalhos impressos em papéis finos. A Sappi é uma empresa líder global em soluções de celulose química, pasta de celuose e papel. Os prêmios são oferecidos a gráficas das quatro regiões da Sappi Trading (América Central e do Sul, Ásia e Australásia), em onze categorias: relatórios anuais, livros, panfletos, calendários, impressão digital, revistas plana e rotativa, embalagens e etiquetas, impressos geral e promoções próprias do impressor. As premiações têm distinção de bronze, prata e ouro, com os vencedores do ouro convidados a concorrer no “Sappi International Printers of the Year” em suas respectivas categorias. Na região da América do Sul, a Fyrmagráfica ganhou ouro na categoria de relatórios anuais, com prêmios de prata nas categorias de relatórios anuais, livros, panfletos, calendários, embalagens e etiquetas e promoções próprias do impressor. Em relação ao Brasil, destaque para a gráfica FacForm, que ganhou um prêmio bronze três prêmios prata durante o evento. Os trabalhos são julgados por um grupo externo independente de cinco juízes, que representam os líderes da indústria gráfica em seus respectivos países. Um número único foi atribuído a cada trabalho, para assegurar a imparcialidade e o anonimato durante todo o processo de julgamento, e os vencedores são identificados apenas depois que os prêmios são distribuídos. Para Flavio Ignacio, Diretor Geral da Sappi Trading Mercolsul, a décima edição do evento revela uma grande evolução em relação às primeiras premiações: “mudou o reconhecimento que o mercado tem da Sappi Trading, antes era um mercado fechado. Agora nossa premiação está consolidada. Nosso reconhecimento evoluiu na região, mais do que a evolução técnica na área”, disse.

www.sappi.com.br

PREMIADOS CATEGORIA LIVROS Bronze: Valparaíso, da Fyrmagráfica (Chile). Prata: Halcones, da Impresora Ograma (Chile). CATEGORIA CATÁLOGOS Bronze: Casa Barros, da Salviat Impresores (Chile). CATEGORIA IMPRESSÃO GERAL Bronze: Cartaz Invicto, da FacForm (Brasil) CATEGORIA FOLHETOS Bronze: Revista Trace, da Impresora Ograma (Chile). Prata: Minería del Futuro, da Fyrmagráfica (Chile). CATEGORIA PROMOÇÃO PRÓPRIA Bronze: Calendário Artica, da Artica (Chile). Prata: Kit Promocional, da FacForm (Brasil). CATEGORIA CALENDÁRIOS Prata: Calendário Renato Filho, da FacForm (Brasil). CATEGORIA EMBALAGENS E ETIQUETAS Prata: Galo da Madrugada, da FacForm (Brasil). CATEGORIA RELATÓRIO ANUAL Bronze: Memoria Hites, da World Color (Chile). Prata: Memoria Almendral, da Impresora Ograma (Chile). Ouro: Memoria TVN, da Fyrmagráfica (Chile).


Revista DESKTOP

J-TECK ASSEGURA PARTICIPAÇÃO NA FESPA BRASIL 2013 A J-Teck3 S.r.l. Itália, que produz tintas digitais sublimáticas e para impressão direta em tecido, é uma empresa que já participou de todas as FESPAS que já ocorreram. Com a vinda da FESPA ao Brasil, graças a uma joint venture entre a FESPA e a organizadora de eventos APS, a J-TECK Global, distribuidora oficial da J-Teck3 S.r.l. no Brasil, estará também presente neste evento que irá ocorrer de 13 a 16 de março, no Expo Center Norte, São Paulo. A J-TECK Global irá expor, num stand de 96m² (C33), localizado na Avenida C, suas tintas tintas digitais sublimáticas J-NEXT, assim como plotters Epson para sublimação digital e solvente, o software Wasatch – gerenciador de impressão e papéis sublimáticos tratados Havir. A empresa tem foco na impressão digital sublimática em papel transfer e direta sobre tecidos e trará as tintas

J-NEXT fabricadas com as tecnologias “Nano” e “Cluster”. A tecnologia “Nano” faz com que as moléculas da tinta sejam tão pequenas que dão maior fluidez, já a tecnologia “Cluster” encapsula as moléculas de tinta de forma que elas fiquem estáveis e não aleatórias, resultando em maior estabilidade e printabilidade em impressoras de alta velocidade, particularmente as equipadas com as novas gerações de cabeças Epson DX5 e DX6. A J-Teck Global fornece aos seus clientes perfis de cores da tinta J-NEXT, perfis estes desenvolvidos pelos técnicos da Wasatch bem como pelos seus técnicos italianos e brasileiros e tem um suporte técnico via telefone a disposição de seus clientes. A empresa conta com técnicos treinados no Amazonas, Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O objetivo é ter uma rede de assistência em todos os Estados.

www.fespabrasil.com.br

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FIQUE DE OLHO

PROJETO APOIADO PELA AFEIGRAF GANHA PRÊMIO MARIA TERESA DE CALCUTÁ, DA ARGENTINA

DÉCIMA EDIÇÃO DA REVISTA TUPIGRAFIA CONTA COM APOIO DA ARJOWIGGINS

O projeto Ler é 10 - Leia Favela, projeto social e educativo de incentivo à leitura apoiado pela AFEIGRAF e criado pelo autor e educador carioca Otávio Júnior acaba de ser premiado internacionalmente, ao receber o Prêmio Nacional Maria Teresa de Calcutá, concedido pelo Comitê da Direção da Biblioteca Popular Maria Teresa, de Buenos Aires – Argentina. Essa instituição outorga todo ano, desde 1999, o Prêmio Nacional Madre Teresa de Calcutá em diferentes categorias, sendo que Otávio Jr. foi premiado na categoria Serviço à Comunidade. Também recebeu o prêmio a empresa Ediciones Ambulantes, na categoria Fomento da Cultura e da Educação, por seu trabalho de difusão da literatura brasileira na Europa. A entrega dos prêmios irá ocorrer no Teatro La Cochera de Virrey del Pino, em Buenos Aires, no dia 29 de setembro de 2012. O projeto de Otávio Jr. já foi premiado pelo jornal O Globo, e divulgado em matérias veiculadas no UOL e no programa Ana Maria Braga (TV Globo), o Ler é 10 já conseguiu várias conquistas graças ao apoio de entidades como a AFEIGRAF, entre elas, a construção de uma biblioteca, aumento em seu acervo de livros, camisetas etc. Implantado em várias comunidades do Rio de Janeiro, em breve o projeto, com o apoio da AFEIGRAF, terá início também em áreas carentes de São Paulo.

A décima edição da revista Tupigrafia 10, de Cláudio Rocha e Tony de Marco, foi lançada com uma noite de autógrafos no Museu da Casa Brasileira, dia 17 de maio, e contou com o apoio da Arjowiggins Creative Papers. A revista Tupigrafia é uma referência importante na área de tipografia, caligrafia e type design no Brasil. Criada no ano 2000, tem como objetivo divulgar as principais iniciativas brasileiras nessas áreas, além de trazer o melhor do cenário tipográfico internacional. Nestes 12 anos, os editores Cláudio Rocha e Tony de Marco revelam em sua publicação o passado e o futuro das letras, das origens da escrita ao remix digital, dos tipos de madeira às linguagens de programaçāo. Uma jornada editorial que já recebeu prêmios e foi exposta em museus. Os papéis da Arjowiggins Creative Papers foram utilizados em um encarte e em duas capas desta edição especial. Para Hide Silva, Coordenadora de Promoção de Vendas da Arjowiggins, a iniciativa da empresa é importante para apoiar os profissionais de design: “Para nós, apoiar a Tupigrafia é unir a beleza e a técnica da tipografia com a qualidade de nossos papéis. E tudo o que incentiva o design é importante. Estamos na revista desde a edição nº2 e desde então seguimos nosso caminho de participar e incentivar os designers”. “A escolha adequada do suporte é fundamental para que a publicação expresse sua personalidade, de maneira equivalente à escolha da tipografia que vai “vestir” um texto”, complementou Cláudio.

www.afeigraf.org.br

www.arjowiggs.com.br

Cláudio Rocha assina um exemplar da Tupigrafia


SOLUÇÕES GRÁFICAS PARA PRÉ-IMPRESSÃO Provas de impressão, agora no seu navegador O Remote Director é uma solução de prova virtual que permite aos clientes de empresas gráficas acessarem remotamente suas provas usando seus próprios computadores e navegadores comuns de Internet, independente do lugar onde estejam.

Principais recursos Solução toda baseada em browsers comuns de Internet (FireFox, Safari e Chrome) Uso e operação extremamente simples Vários recursos de medição e anotações nas provas Simulação de condição de impressão Suporte à calibração de monitores por meio de dispositivos de medição Suporte à cores Pantone Controle de versionamento e de comparação entre os ciclos de prova Solução pode ser comprada (instalação local) ou alugada (uso do servidor web do fabricante) Redução de custos de produção e de entrega das provas impressas Redução do tempo de aprovação do projeto

A solução para seus problemas com PDF Principais recursos Conversão de arquivos nativos de Office e PS em PDFs adequados para pré-impressão e impressão digital Preflight e correções automatizadas Homologação e certificação de acordo com normas ISO PDF/X Edição de elementos de página Imposição de páginas e nesting Gestão e conversões entre espaços de cor Correções de delimitadores de página Comparativo visual de diferentes versões de PDFs Processamento de múltiplos arquivos em lote Combinar e reorganizar páginas de um ou vários documentos PDF Redimensionamento e reposicionamento de elementos de página de PDFs Embutimento de fontes e conversão de textos em curva Gestão de camadas

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MERCADO

XEROX AFIRMA QUE DRUPA 2012 “É APENAS O COMEÇO” Durante a Drupa 2012, a Xerox apresentou tecnologias em cores e preto e branco, serviços e ferramentas para o desenvolvimento de negócios. Para Jeff Jacobson, responsável pela área de comunicação gráfica da companhia, “a Drupa é apenas o começo”. “De agora em diante, fortaleceremos ainda mais o relacionamento com os consumidores, entregando tecnologias e serviços que façam com que a impressão se torne mais relevante para assim conquistarmos a liderança da indústria”, disse Jacobson. No evento, a companhia vendeu mais de 300 sistemas digitais e soluções de fluxos de trabalho e finalização, incluindo o sistema Xerox CiPress Inkjet, o novo iGen 150 Press, a colorida 1000 Press e a família de impressoras Xerox 700. Também foi grande o interesse na CiPress 500 e a CW Niemeyer Druck adquiriu o sistema para produzir revistas, peças de e-mail marketing e catálogo. “Como a CiPress usa o mesmo material que já usamos nas nossas impressoras offsets, não precisaremos mais usar materiais revestidos mais caros”, afirmou Joachim Glowalla, diretor da CW Niemeyer Druck.

www.xerox.com.br

KOMORI LANÇOU, NA DRUPA 2012 TECNOLOGIAS COM BASE NO TEMA KOMORI ONDEMAND Na Drupa 2012, a Komori lançou as soluções Komori que incluem as novas tecnologias de impressão digital com base no tema principal que é “KOMORI OnDemand” e sete sub-temas, apresentando soluções concretas para os clientes. As máquinas expostas consistiam de seis impressoras planas, incluindo dois produtos totalmente novos, entre os quais, três máquinas H –UV. Além disso, foi realizada uma exposição técnica de duas máquinas de impressão digital a jato de tinta (uma rotativa e a outra plana), apresentadas com o nome de marca Impremia, uma série de sistemas de impressão digital. Na sequência foi apresentada uma máquina de impressão digital colorida completa, desenvolvida numa base OEM da série bizhub da Konica Minolta. Durante o período da mostra, três

demonstrações por dia foram executadas nas máquinas em exposição. No auditório das Soluções OffsetOnDemand, foram realizadas demonstrações nas máquinas da série Lithrone (a G40P impressora plana com reversão, oito cores,40 polegadas, equipada com H-UV,amplamente aprovada para uso em muitas instalações; a Lithrone S29, cinco cores, equipada com H-UV para impressão plana, 29 polegadas).embalagens com UV.

Lithrone G40P

FERROSTAAL VÊ ASCENSÃO NO SEGMENTO DE IMPRESSÃO NA DRUPA 2012 Ferrostaal, a maior provedora do mundo de equipamentos de impressão independente de fornecedores, foi extremamente positiva ao relatar seu desempenho na Drupa 2012, em Düsseldorf, Alemanha. Em um ambiente econômico cada vez mais difícil, a indústria olhou tensamente adiante para a principal feira mundial de comércio para as indústrias de impressão e papel, que ocorre a cada quatro anos. Um volume de pedidos significativamente acima de 40 milhões de euros mostra que as próprias expectativas da Ferrostaal foram ultrapassadas, explicou Bernd Ahlmann, responsável pela divisão de impressão da empresa baseada em Essen. Encomendas de todo o mundo vieram de todos os mercados importantes, e aproximadamente o mesmo número de acordos foram assinados tanto no setor de offset tradicional como nos novos negócios de sistemas de impressão digital. O crescimento dos negócios na Região do Golfo, onde a Ferrostaal veio a estabelecer uma rede de agências por dois anos, foi acima da média. Globalmente, a Drupa 2012 confirmou uma tendência em difícil fase de consolidação na indústria de impressão que os especialistas de


Revista DESKTOP

impressão da Ferrostaal observam há bastante tempo: “O mercado em retração está levando a um renascimento do comércio”, explicou Stephan Pintsch, responsável pela Gestão de Investimento, “e a Ferrostaal, com sua rede global, está idealmente posicionada para isso.”

www.ferrostaal.com.br

PITNEY BOWES SEMCO ANUNCIA SOLUÇÕES PARA PROCESSAMENTO DE DOCUMENTOS A Pitney Bowes Semco, empresa joint venture entre a Pitney Bowes Inc. e o Grupo Semco, anuncia a chegada ao Brasil da mais nova linha de soluções para processamento de documentos, correspondência e mala direta. Segundo Moisés White, gerente de vendas da companhia, as soluções irão revolucionar a rotina de birôs de impressão e empresas processadoras e manuseadoras de documentos que poderão automatizar toda a linha de produção de endereçamento e inserção de documentos em envelopes, ganhando em escala e produtividade. “A solução da Pitney Bowes Semco é bastante ampla, incluindo hardware e software para envelopar, etiquetar, abrir e dobrar envelopes e mais tarefas. Mas a novidade fica por conta das endereçadoras e insersoras de documentos em envelopes que irão automatizar um trabalho que hoje é feito manualmente”, destaca Moisés. Estas soluções fazem parte da linha Creation da Pitney Bowes Semco e geram vantagens e benefícios para gráficas rápidas, pequenos e médios birôs de impressão e empresas processadoras de documentos, como é o caso da TecFort, hoje considerado um dos maiores BPOs do país no segmento de processamento de documentos. Segundo Oswaldo Gaue, gerente financeiro da TecFort, empresa usuária da solução para abrir envelopes da Pitney Bowes Semco, houve um grande ganho de produção em função do tempo gasto. “Antes o trabalho era feito manualmente e demandava o equivalente a três homens/hora. Hoje eliminamos o trabalho manual e transferimos os funcionários para assumirem atividades que agregam valor ao negócio da empresa. Assim, ganhamos em diminuição de custo de pessoal, em produtividade e qualidade dos serviços, além de conseguirmos o retorno do investimento em apenas quatro meses”.

CANON ANUNCIA OPERAÇÃO CONSOLIDADA NA DRUPA DE MAIOR PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA A Canon Europe apresentou seu portfólio integrado na última edição da Drupa, que teve participação de um grande grupo brasileiro. “O mercado nacional é um dos principais para a indústria gráfica mundial. Durante a última feira, anunciamos a integração de diversos tipos de segmentos e tecnologias, num momento em que há uma grande correspondência tecnológica entre o Brasil e os países de primeiro mundo”, afirma Eduardo Buck, Gerente de Vendas da Canon Brasil. Na ocasião, a empresa apresentou uma série de novas tecnologias, entre as quais a Océ ColorWave Poster Printer 650, voltado para o mercado de ponto-de-venda pode imprimir em uma variedade de tamanhos de papel e em velocidades de 155 A0 folhas por hora. As impressões são “imediatamente secas”, resistente à água, cortados e pronto para ser montado; A Oce Velocity, um produto conceito de alto volume de impressão que faz até 500 impressões A0 por hora, combina cinco cabeças de impressão a jato de tinta Memjet, aplica mais de 3 bilhões de gotas de tinta por segundo, largura de 106 centímetros (42 “), entregando um novo nível de produtividade de grande formato de impressão para o CAD, GIS e mercados de Artes Gráficas. “Apresentamos também equipamentos que cumprem pré-requisitos fundamentais para a preservação do meio ambiente, combinando materiais novos com reciclados e tintas à base de solventes. Queremos ajudar os clientes a ter uma visão de conjunto e entender que existe muito além de simplesmente imprimir”, completa Buck.

www.canon.com.br

Océ ColorWave Poster Printer 65

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MERCADO

GRÁFICA ANS JÁ TEM BOM RESULTADOS COM NOVA CTP HEIDELBERG SUPRASETTER A75

GRUPO HROSA AUMENTA PRODUTIVIDADE EM 40% COM TECNOLOGIA HEIDELBERG

A Gráfica ANS, localizada em Porto Alegre, RS, foi fundada em maio de 1996. Comandada pelos sócios Anderson, Alex e Alexandre Santos, a empresa atua nos segmentos promocional e comercial e é considerada referência quando o assunto é pré-impressão. A recente aquisição de um CtP Heidelberg Suprasetter A75 com carregador duplo – o primeiro do Brasil - permite a produção de 22 chapas por hora, o que trouxe agilidade e qualidade ao processo de produção: “Com o CtP antigo enfrentávamos picos e não conseguíamos suprir a demanda em determinados horários. Devido à automação do Suprasetter, produzimos chapas mesmo em horário de almoço ou sem turnos na pré-impressão, já que ele possui alimentação automática”, conta Anderson Santos, sócio da gráfica. Leonardo Rodrigues, gerente de pré-impressão da Heidelberg, explica que, além dessas vantagens, “o sistema de CtP Suprasetter oferece excelente qualidade e automação, entregando chapas totalmente prontas para a impressão, ou seja, já lavadas, com goma e com a furação para fixação na offset”. Outra ferramenta utilizada para otimizar a produção na gráfica ANS é a integração da pré-impressão com o software Prinect. “Possuímos o impositor Prinect Signastation, que é sensacional. Além da facilidade de operação, reduz os erros. O plugin Prinect PDF Toolbox, que permite a manipulação de arquivos em PDF, também é muito bom”, conta.

O Grupo HRosa, localizado na zona norte de São Paulo, é uma gráfica familiar que atua no mercado desde 1989. Fundada por Henrique Rúbio, a empresa é voltada principalmente para o segmento editorial e promocional. Com um parque gráfico 100% Heidelberg, o principal foco do grupo é a impressão de livros, revistas, acabamentos sofisticados como laminação, verniz UV, entre outros. A HRosa possui impressoras com tecnologia de ponta, como a Speedmaster SM 74 cinco cores com verniz, Speedmaster SM 74 quatro cores, Speedmaster SM 74 bicolor com reversão, Printmaster GTO quatro cores e a GTO mono. Buscando inovar e para atender à alta demanda, o grupo HRosa adquiriu recentemente a Speedmaster CD 102 cinco cores com verniz em linha. Segundo Carlos Rúbio, responsável pela produção, motivos não faltaram para a aquisição do novo equipamento. “Além de atender a demanda, a CD 102 registra pouca perda de folha e ajuda a economizar tinta. Em dois meses, a máquina registrou cerca de quatro milhões de impressões”, conta. O novo investimento já touxe resultados positivos para HRosa, que percebe a agilidade o aumento na produção. “A máquina tem uma qualidade indiscutível. Houve um aumento de 40% na produção”, comemora Carlos.

Speedmaster CD 102

MIDIOGRAF ADQUIRE HEIDELBERG SPEEDMASTER SX 102-8-P, A PRIMEIRA DAS AMÉRICAS A gráfica paranaense Midiograf, que acaba de completar duas décadas de atividade em Londrina, marcou sua participação na Drupa 2012 com a modernização


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de seu parque gráfico ao adquirir três novos equipamentos de impressão e acabamento Heidelberg, que aumentarão em aproximadamente 40% sua capacidade produtiva. A Speedmaster SX 102-8-P foi um dos lançamentos especiais da Heidelberg na feira e tem capacidade para até 14 mil folhas por hora em reversão 4x4. Combina a transferência de tecnologia do modelo Speedmaster XL106, também lançado na Drupa, com a plataforma da Speedmaster SM 102 para proporcionar alto desempenho. Os tempos de acerto e produção mais curtos e a operação ergonômica estabelecem novos padrões em sua categoria e será o primeiro a ser instalado nas Américas. “Com a verticalização dos processos produtivos da empresa, visamos garantir ao cliente mais velocidade e qualidade ao produto final, por isso, optamos por investir na nova SX 102-8-P”, afirmam os sócios Nivaldo e Edson Benvenho, que estudam ainda a aquisição do software Heidelberg mais adequado para automatizar a pré-impressão. Flexível e com inédito sistema de encadernação adesiva universal, a coladeira de lombada quadrada Eurobind Pro processa até 6 mil livros por hora. Utiliza o conceito de automação inteligente, com acerto rápido em quatro telas sensíveis ao toque, todas interligadas. Já a dobradeira TH82 completa o investimento com automação e tecnologia de ponta. A parceria da Midiograf com a Heidelberg começou em 1996, com aquisição de uma Speedmaster SM 74-2-P totalmente automatizada. Hoje, a empresa possui 22 castelos de impressão, distribuídos em uma Printmaster PM 52-4, uma Speedmaster SM 74-4+L, uma Speedmaster XL 75-5+L FX e uma Speedmaster CD 102-4+LX. Atuando no segmento comercial com foco em catalógos e livros de altíssima qualidade, o parque gráfico representa um modelo de alta performance e conta ainda com máquinas para verniz localizado, laminação fosca, hotstamp, grampo, corte e vinco automatizado, costura e cola de dorso e encadernação de capa dura.

KONICA MINOLTA APRESENTA KM1 Acabou o segredo. Depois de algumas especulações do mercado, a KONICA MINOLTA anunciou oficialmente, durante coletiva de imprensa realizada no primeiro dia de

DRUPA 2012, o lançamento da KM1, impressora digital inkjet com tecnologia de cura UV para impressão industrial em vários tipos de mídias flexíveis, desde substratos muito finos, até mídias com espessura de até 0,45 mm, o que também torna a máquina apta a trabalhar com embalagens. A apresentação foi realizada por Akiyoshi Ohno, presidente da KONICA MINOLTA para o segmento de tecnologia inkjet. Ohno participou da coletiva ao lado de Masatoshi Matsuzaki, presidente e CEO da empresa, Ken Osuga, presidente da KONICA MINOLTA Europa, e Sho Yamada, presidente para o segmento Business Technologies. Project K – Nascido sob o codinome de “Project K”, a KM1 possui desenvolvimento conjunto com a também japonesa Komori, especializada no segmento offset. Segundo Ohno, o equipamento reúne a tecnologia inkjet da Konica Minolta, com a tecnologia LED da Komori. “O resultado é verdadeiramente revolucionário”, disse. Reforçando o foco da companhia no segmento comercial, mas também agregar valor ao negócio do cliente, o executivo disse, ainda, que a meta da companhia é expandir a atuação no segmento inkjet. “É uma forte tendência e faz parte de nossa estratégia como companhia global”, frisou Ohno. A KM1 está sendo demonstrada em sessões especiais para clientes e jornalistas na Drupa. O equipamento conta com resolução de 1200x1200 dpi, suporta formato B2, impressão numa única passada, cabeçotes piezo-elétricos, e, como um de seus principais destaques, é capaz de fazer impressões duplex ou simplex, oferecendo respectivamente velocidade de 1650 folhas/hora e 3300 folhas/hora.

konicaminolta.com.br

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GERENCIAMENTO DE COR

Marcelo Copetti

RGB, SRGB,ADOBE RGB E PROPHOTO ESCOLHER ENTRE DIFERENTES “SABORES” DE RGB É UM DESAFIO. MARCELO COPETTI MOSTRARÁ AS VANTAGENS DE CADA UM DESSES MODELOS PARA TOMARMOS NOSSAS DECISÕES.

Quando explico para os fotógrafos e gráficos quais as principais diferenças entre sRGB e Adobe RGB muitos ficam ansiosos para ouvir a resposta mágica a uma pergunta muito antiga: “Qual o RGB que devo utilizar então?” E quando respondo que não há uma resposta única, é necessário explicar ainda mais detalhes. Vamos então mergulhar neste universo e entender claramente quais as suas diferenças, vantagens e desvantagens. O QUE É O RGB? RGB é uma abreviação de três cores em inglês. Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). As três cores são primárias no sistema aditivo de cores, que utiliza luz para formar todas as cores como enxergamos. Neste sistema de cores, a adição da luz de cada um dos três componentes forma as mais diversas variações de cores. Além disso, o nosso olho também enxerga em RGB. Nossos olhos possuem células especializadas em transformar a luz em impulsos elétricos que serão interpretados pelo cérebro.

SRGB O sRGB é um espaço de cores criado por meio da união de forças da Microsoft e HP com o objetivo de criar um padrão a ser usado em seus sistemas. A meta principal desse novo padrão é ser uma implementação para que os desenvolvedores utilizassem, de forma a ampliar o uso do Gerenciamento de Cores com medidas simples para a maioria das situações encontradas pelos usuários. O sRGB contempla uma média de cores que podiam ser representadas pelos equipamentos da época (1996) como monitores CRT, câmeras digitais, scanners, sistemas de impressão etc. Atualmente, o sRGB é um padrão estabelecido no mercado e largamente utilizado pela maioria dos fabricantes. Mas, ele possui uma falha grave para impressão. Uma das cores básicas na impressão, o Cyan não pode ser representado corretamente, atingindo no máximo 75% de sua saturação e, consequentemente, os verdes também perdem muita saturação. Essas são as características mais evidentes no seu uso.


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Como o sRGB tinha o objetivo de simplificar o Gerenciamento de Cores para as tarefas diárias, sem a necessidade de intervenção do usuário, ele se tornou a opção padrão dos equipamentos (que passaram a ser calibrados na fábrica prevendo esse padrão) e dos aplicativos que, em suas configurações, o colocam como padrão na instalação.

QUANDO USAR O SRGB? O sRGB, por ser um padrão da indústria, pode ser usado em diferentes situações para o usuário que não quer lidar com o Gerenciamento de Cores e quer que a cor seja capturada e atravesse seu workflow sem alterações. São basicamente estas as situações em que é possível usar o sRGB: Internet. Sempre que precisar colocar uma imagem em qualquer parte da Internet, pois os navegadores trabalham com o padrão sRGB. Se você colocar imagens com outros perfis, terá problemas. O mesmo serve para envio de e-mails e visualização em softwares de e-mail. Mini-labs. Quando mandar suas fotos para serem impressas em mini-lab, opte pelo sRGB, pois a esmagadora maioria dos equipamentos no mercado estão configurados para este espaço de cores. Se o seu fornecedor possuir um Gerenciamento de Cores, e permitir o uso de outros ICCs, o resultado tenderá a ser melhor do que o sRGB.

QUAL A DIFERENÇA DE BITS? Como todo arquivo no computador, as imagens em RGB utilizam os bits para definir sua capacidade de reprodução de cores. No quadro Bits por canal (tabela abaixo), eu mostro a progressão da variação de cores em cada caso. Imagens tradicionais com 8 bits para cada canal podem representar 256 variações em um mesmo canal, ou seja, branco, preto e mais 254 níveis entre elas. Os arquivos em sRGB e Adobe RGB normalmente trabalham nesta configuração. Normalmente, monitores profissionais e câmeras semi-profissionais e profissionais trabalham nas faixas de 10 a 14 bits. O espaço de cores ProPhoto pode trabalhar em 8 bits ou 16 bits. Mas, a idéia principal é que, quanto maior a quantidade de bits a serem usados em um arquivo, mais suaves serão as passagens entre as cores. Está difícil imaginar? Então imagine criar um degradê entre duas cores bastante diferentes. Você poderá ter problemas em fazer as transições com 8 bits, pois as 254 passagens poderão criar os “steps”na imagem. Ao se trabalhar em 16 bits, o número de passagens é tão superior que é praticamente impossível ver os “steps”.

EMBUTINDO OS ICCS Inicialmente, vamos aplicar a uma imagem o espaço de cores sRGB, mantendo os dados iniciais em RGB, apenas embutindo o ICC para observarmos as diferenças entre os resultados. Sabemos que, ao embutir ICC em uma imagem, nosso objetivo é alterar a aparência da cor e não os valores em RGB. Assim, fiz uma montagem (na página a seguir) de uma mesma imagem, apenas agrupando os elementos para adaptar a imagem ao formato da revista, para procurar pelas diferenças de cor.

Bits por canal sRGB Adobe RGB

8 bits

256

10 bits

1024

12 bits

4096

14 bits

14.384

65536

ProPhoto 16 bits 0,000000

5BCFMBt#JUTQPS$BOBM

5461,333333

10922,666667

16384,000000

21845,333333

27306,666667

32768,000000

38229,333333

43690,666667

49152,000000

54613,333333

60074,666667

65536,000000

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Revista DESKTOP

É MUITO IMPORTANTE VOCÊ ENVIAR A SUA IMAGEM COM O ICC EMBUTIDO CORRETAMENTE Essas imagens abaixo foram capturadas e salvas desde o início com o ProPhoto, para manter as cores originais o mais próximo possível do real. Temos o ProPhoto como a imagem à esquerda espelhada, para aproximar as áreas de cores a serem comparadas. Esses são os resultados quando se envia uma imagem com uma grande gama de cores para um fornecedor e ele apenas utiliza a opção padrão do workflow para descartar o perfil embutido e usar o padrão. Como o sRGB é a opção com menor saturação de cores, ele torna a sua imagem mais “suja”, na verdade deixando as cores menos saturadas. Podemos então dizer que é muito importante você enviar a sua imagem com o ICC embutido corretamente. Observe as variações de Cyan na garrafa grande e de verde nas folhas da embalagem de suco (na foto em detalhe). Nessas situações, podemos enxergar a maior deficiência do sRGB. Essas imagens estarão disponíveis para download no meu blog www.marcelocopetti.com.br para que possam ser analisadas em seu computador.

ProPhoto

sRGB

CONVERTENDO CORES Vamos utilizar as mesmas fotos anteriores, mas ao invés de utilizarmos apenas os ICCs aplicados, iremos convertê-las de um espaço de cores para outro. Ao converter as cores, o principal objetivo é a manutenção das cores. No Gerenciamento de Cores, ela é representada pelo espaço de cores Lab. O aplicativo então busca a cor em Lab na origem e mantém este mesmo valor no destino. Assim, o valor em Lab no arquivo sRGB é obtido e convertido para CMYK de acordo com a intenção de renderizacão. Neste quadro (página à direta) escolhi algumas áreas apenas para demonstrar essas conversões. Se desejar realizar as mesmas conversões, use as imagens que estarão disponíveis para download também no meu blog. Observe a comparação entre elas. À esquerda, temos a imagem original em ProPhoto com o sRGB embutido e, depois, convertido para CMYK, o que nos traz o pior resultado. No centro, temos a mesma imagem original convertida para sRGB e depois para CMYK. Apesar das limitações do sRGB, o resultado é muito superior. Do lado direito, temos a imagem convertida diretamente do original em ProPhoto para CMYK, mostrando o resultado para comparação. DIFERENÇAS ENTRE OS SABORES DE RGB Na tabela 2, na página à direita, você pode comparar a capacidade de reproduzir cores de cada espaço de cores especificado para RGB. A cor indexada era usada antigamente na Internet por permitir um arquivo muito pequeno, mas possui apenas 256 cores, fazendo com que as transições entre elas sejam muito marcadas. Os espaços de cores seguintes mostram, dentro do espectro o seu volume de cores, uma maneira de medir o volume de cada ICC para podermos quantificar quantas cores seriam possíveis reproduzir em cada uma delas. Assim, podemos ter uma ideia mais clara de suas diferenças.

As imagens tiveram apenas as marcas borradas para evitar questões jurídicas de propriedade das mesmas.

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Revista DESKTOP

COMPARAÇÃO ENTRE CONVERSÕES DE ESPAÇOS DE CORES

sRGB embutido para CMYK

T3(#DPOWFSUJEPQBSB$.:,

ProPhoto para CMYK

RGB

RGB Indexado sRGB

Volume: 256 cores Volume: 830.000

Adobe RGB

ProPhoto

Volume: 1.205.000 Volume: 2.545.000

5BCFMBt$BQBDJEBEFEFSFQSPEVÎÍPEFDPSFTEFDBEBFTQBÎPEFDPSFTFTQFDJmDBEPQBSB3(#

Comparados

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GERENCIAMENTO DE COR DRUPA

Marcelo Copetti

AS CORES DA DRUPA 2012 PARA O GERENCIAMENTO DE CORES, ESTA EDIÇÃO DA FEIRA TROUXE NOVIDADES SIGNIFICATIVAS OU TENDÊNCIAS IMPORTANTES EM CINCO ÁREAS: EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO E AUTOMAÇÃO, AUMENTO DE GAMUT DOS PROCESSOS DE IMPRESSÃO, SOFT-PROOF, NUVEM E CABINES DE LUZ.

VAMOS EXPLORAR CADA UMA DESTAS ÁREAS E ENTENDER COMO ELAS MUDARÃO A FORMA COMO USAMOS O GERENCIAMENTO DE CORES NOS PRÓXIMOS ANOS.


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NSTRUMENTOS E AUTOMAÇÃO Instrumentos de medição manual Uma nova safra de equipamentos está sendo lançada no mercado. E a principal mudança nas tendências mostradas pelas empresas é uma automação maior. Equipamentos que realizam leituras pontuais em processos de controle de impressão parecem estar com os dias contados. Eles continuarão a existir, pois há uma necessidade clara para eles, mas também há uma necessidade que esses equipamentos leiam uma sequência de cores e forneçam resultados mais completos sobre uma situação de impressão, por exemplo. Neste caminho, a X-Rite mostrou o eXact, um espectrodensitômetro que está em desenvolvimento, sem data de lançamento definida. Suas características mais interessantes apontam para leituras de uma barra de cores pequena para informar suas leituras em tempo real na tela do equipamento ou no computador através de um aplicativo que o acompanhará. Com duas lâmpadas, ele poderá realizar leituras com diferentes modos de iluminação, com filtro polarizador ou não. Outras características são a comunicação Bluetooth e tela touchscreen que lembra muito os smartphones atuais.

As soluções semi-automáticas mostravam equipamentos movimentados manualmente para leitura da barra de cores como o Eye-One Pro 2 e o SpectraJet. Com essas soluções, os desenvolvedores de soluções destes aplicativos trazem soluções fáceis de usar, com custo mais baixo para as gráficas de menor porte, com uma necessidade menor de controle na produção e que aceitam ter barras de cores com maiores dimensões. As mesmas soluções também podem usar espectrofotômetros automatizados para aumentar a produtividade, inclusive com soluções como “Close-Loop”. Estas soluções trazem para dentro do processo produtivo a possibilidade de transformar a leitura do espectrofotômetro em uma interpretação de como ajustar a impressão na busca do padrão definido e, assim, controlar as chaves de impressão (tinteiros) e o número de giros, por exemplo. Este é o nível mais alto de automação no controle de cores, pois todo o processo é feito a partir da leitura de uma barra de cores e, a partir daí, o conjunto de aplicativo e placas de controle comandam a impressora offset. Suas vantagens são muitas. Entre elas, a redução no tempo de acerto da máquina, a estabilidade de impressão ao longo da tiragem e relatórios de impressão mostrando tendências dentro ou fora da tolerância estabelecida. AUMENTO DE GAMUT NA IMPRESSÃO Sistema sete cores - Equinox Para a impressão de embalagens, a apresentação de um sistema com sete cores básicas, para ampliação do gamut de impressão, mostrou suas vantagens. O uso da cromia clássica com CMYK + Azul + Verde + Laranja evita a troca de cores nas máquinas de impressão que o sistema de seis cores exigia quando era preciso realizar

eXact, espectrodensitômetro da X-Rite O Eye-One Pro 2 também foi mostrado durante a feira com todas as características que falamos nesta mesma coluna antes da feira. Controle de impressão automatizado O controle da impressão realmente está seguindo o rumo da automação para o controle das cores. As soluções apresentadas foram muitas e cada empresa mostrou suas ferramentas para leituras semi-automáticas ou automáticas.

G

Y

C

O B

M

Sistema de sete cores básicas - Equinox

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Revista DESKTOP

uma impressão com cores de uma área diferente do espaço de cores como, por exemplo, reproduzir um laranja quando a máquina estava usando o azul e o verde. Neste caso, a máquina precisava ser interrompida e uma das cores trocadas. Este sistema, chamado Equinox, apresentado pela Esko, apresenta ainda cores mais saturadas e a eliminação das cores especiais. Retícula Concêntrica Esta nova retícula desenvolvida para uso em impressões offset traz uma tecnologia de quarta geração. Depois da retícula convencional, estocástica e híbrida, a retícula concêntrica traz vantagens significativas. Na figura abaixo você pode ver a retícula convencional ao lado do ponto concentrico. A primeira das vantagens, com grande reflexo no proces-

Ponto convencional (esquerda) e ponto concêntrico (direita) so, é a economia de tinta. Apenas com o uso da retícula, é possível uma economia entre 10% e 30%. Isto devido a sua formação de pontos sobre o papel. Esta mesma estrutura permite ainda atingir cores mais saturadas e maior estabilidade de produção durante a tiragem. Esta nova tecnologia mostra mais detalhes do que uma retícula tradicional e mais suavidade do que uma retícula estocástica/híbrida. Flexo - aumento de gamut Na área de impressão em flexo, novas tecnologias para matrizes de impressão permitem a construção de pontos com melhor definição. Uma nova solução de laminação das matrizes, chamada LUX (Mac Dermid), faz com que os pontos fiquem com melhor definição e consigam atinigir densidades de impressão maiores. Com maiores densidades de impressão (chegando ao máximo de 1,76) o aumento de gamut é visível a olho nu. Outra excelente notícia é capacidade de

reprodução de meio tons com mais suavidade, tornando a reprodução mais suave do que nunca na impressão flexográfica. SOFT-PROOF O início do soft-proof foi desafiador. Ele começou sem credibilidade, pois a prova contratual reinava absoluta no processo produtivo. Hoje, ele está maduro e pronto para ser usado. Mas por que até hoje não conseguiu deslanchar entre as gráficas? Esta edição da feira nos mostrou uma infinidade de soluções para soft-proof. Todas elas mostrando conjuntos de recursos invejáveis. Sistemas multi-usuários Todas as empresas estão preocupadas em fornecer ao usuário um sistema que possa ser utilizado por várias pessoas dentro do processo produtivo, em diversos setores e inclusive fora da empresa. Estes sistemas preveem que o cliente pode visualizar as provas em suas telas e decidir se o conteúdo e a cor estão corretas. Alguns vão além, permitindo que este mesmo cliente acompanhe via Internet no seu sistema a impressão do trabalho, aprovando a folha de referência e depois toda a tiragem. Assim, o sistema faz a leitura da barra de cores de cada uma das folhas analisadas e o sistema atualiza a tela do cliente. Outro usuário que passou a ter uma importância estratégica foi o impressor. Todos os sistemas, sem excessão, mostraram suas soluções para que o impressor possa utilizar esta ferramenta como referência para o trabalho, tornando o processo mais simples de usar e mais intuitivo. Com o avanço dos monitores profissionais com grandes dimensões, o impressor se sentirá mais a vontade de utilizar um monitor para comparar com o resultado do seu impresso. A COR NAS NUVENS - PANTONE LIVE A grande onda do momento é a nuvem, também chamado de Cloud Computing. Para aproveitar as novas possibilidades desta nova tecnologia, a Pantone aproveitou para lançar o Pantone LIVE. Ele é uma evolução do conceito de comunicação de cores da Pantone. O Pantone LIVE permite que a digitalização das paletas de cores esteja acessível na nuvem (um servidor online disponível na Internet) centralizando os dados sobre


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Foto: Centro de Tecnologia Coralis


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cores. Estes dados estarão disponíveis para donos de marcas e para toda a sua cadeia de fornecedores. Assim, é possível informar a todos de forma única e precisa a cor sem falhas de comunicação. A produção pode então executar todo o processo do início ao fim com fidelidade de resultados com previsão e planejamento seguro das etapas. Diversos aplicativos no mercado são compatíveis com a solução, e os benefícios são muitos: consolidação de paletas de cores de forma otimizada para diversos substratos; padronização dos resultados destas paletas para substratos reais levando consistência de resultados ao processo de design e pré-mídia; a digitalização do processo usando ferramentas digitais para aumentar a velocidade de como as cores irão aparecer na prateleira; a organização de paletas completas usando flexo, offset e rotogravura. Você pode executar a cor da marca de forma verdadeira, agora aplicada com tintas e substratos reais no processo de produção que atingem o resultado esperado inicialmente, atendendo assim as expectativas criadas no início do processo. Para o Gerenciamento de Cores, o Pantone LIVE traz a realidade do uso das cores de forma digital. Mas o que isto quer dizer exatamente? O fim das cartelas de aprovação com amostras amareladas e distorcidas pelo tempo e pelo uso. O padrão digital armazenado de forma centralizada acaba com as variações dentro do processo de aprovação, dando respostas únicas para as aprovações e reprovações, evitando discussões infindáveis e que nunca chegam a um resultado que agrade ambas as partes.

CABINES DE LUZ A grande novidade das cabines de luz é que elas deixarão de ser estáticas para terem uma interação com o ambiente e com os monitores. As duas principais fabricantes de cabines de luz do mercado mostraram soluções que permitirão realizar medições do monitor e fazer os ajustes. Estas soluções podem escolher a quantidade de luz adequada para simular o ambiente definido pela ISO 3664 com iluminação D50. É possível realizar medições no monitor para verificar se o resultado dele está próximo ao ambiente criado pela cabine de luz, tornando o soft-proof e o hard-proof absolutamente próximos, enquanto que, na cabine de luz, é possível realizar a medição em diferentes áreas para verificação da uniformidade da luz.

Medição no monitor para comparar com cabine de luz GTI

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Sistema Automático para o Controle de Papel Imune da ACE BR.

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Extração de dados e elaboração de demonstrativos de estoque e transmissão à SEFAZ, contendo as informações sobre aquisições, utilizações imunes ou não, saldos em estoques, destinações, resíduos, perdas, recebimentos ou envios para industrialização. Além disso, realiza diversas operações, como exemplo, o retorno de papel simbólico e a remessa por conta e ordem, o que garante sua aplicabilidade na Indústria Fabricante de Papel, além da Gráfica e da Editora.

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NÃO É IMPRESSÃO DIGITAL!

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O BRASIL GANHA O MAIOR REGISTRO DA CULTURA DO DESIGN GRÁFICO NACIONAL. E EM LAS VEGAS, A EXPRESSÃO DIGITAL ATRAI PÚBLICO NO COSMOPOLITAN HOTEL


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APENAS UM ESPETÁCULO? Um dos grandes resorts de luxo de Las Vegas, o Cosmopolitan, se expressa através do digital. Com isso, ele recebeu, em 2011, o Grand Prix, prêmio máximo do festival de Cannes, na categoria Design de Hotelaria / Lazer e também levou para casa um Leão de Ouro na categoria design digital offline.

Exemplos de decoração interior do Cosmopolitan Hotel

Fachada do Cosmopolitan Hotel, em Las Vegas Podemos dizer que o Cosmopolitan, com sua abordagem contemporânea e inventiva à hospitalidade, tornou-se uma galeria de arte. Quinhentos monitores se transformando em arte viva? Sim, foi isso que o projeto de brand experience, realizado pelo hotel Cosmopolitan, em parceria com a Digital Kitchen, agência criativa norte-americana, está apresentando no hotel. A agência possui um grupo de colaboradores de diversas áreas. São escritores, músicos, artistas, cineastas, animadores, produtores, designers etc. As colunas no átrio do Cosmopolitan, projetadas pelo arquiteto David Rockwell, são envolvidas com telas digitais e exibem conteúdo 24 horas por dia durante o ano todo. Realmente, visitar o hotel é uma experiência única. Conforme diz Marchese, diretor de marketing do Cosmopolitan, “toda vez que o hóspede chega ao hotel é uma nova experiência. Se você saiu do hotel ao meio-dia e retorna às quatro, algo novo te espera.” Como, por exemplo, dois cenários que podem ser visto pelos hóspedes quando caminham pelo hotel: passar pelas gigantes colunas cheias de livros e que em poucas

horas estas mesmas colunas deixam de mostrar os livros e exibem imagens de pessoas que parecem nuas movendo-se sedutoramente, até as garagens foram transformadas em um espaço de criatividade com obras dos artistas Kenny Scharf, Smith Shinique e Fairey Shepad. Marchese reconhece que para o abastecimento de conteúdo digital, bem como produzir um trabalho original, e, em seguida, programar, é preciso muito esforço. É um trabalho muito diferente se comparado com os wallscapes que são estáticos. Tempo e recursos são necessários para desenvolver o conteúdo que precisam criar para atrair os hospedes que já esperam sempre ver algo novo. Parte do conteúdo artístico é obtido da New York Art Fundation. Tudo isso foi feito para o reposicionamento de imagem do hotel, onde branding, design, arquitetura e marketing trabalharam juntos para chegar a esse resultado final. Seu público são hóspedes bem viajados e que estão à procura de experiências que não podem obter em qualquer outro lugar. Podemos dizer que é para um público movido a espetáculo? A LINHA DO TEMPO DO DESIGN GRÁFICO NO BRASIL Com autoria dos designers Chico Homem de Melo e Elaine Ramos, acaba de ser lançado no mercado nacional o magnífico livro Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil, que apresenta uma das mais completas e abrangentes pesquisa já realizada sobre o assunto.

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Revista DESKTOP

Conteúdo do livro - dividido em macro periodizações

Capa do livro Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil Editado pela Cosac Naify, o livro conta com mais de 700 páginas e aproximadamente 1600 imagens em cores. Nele, você poderá mergulhar no universo do design gráfico de dois séculos. Do início do século XIX ao final do século XX. Chico Homem de Melo, responsável pelo conteúdo, textos e comentários, e Elaine Ramos, responsável pelo projeto gráfico contam que o projeto consumiu três anos de pesquisa no mapeamento de livros, revistas, jornais, sinais, cartazes, discos, selos postais e até cédulas. Uma das inovações também é a forma que se apresentam nas livrarias. São quatro capas diferentes. Que tal ter acesso ao mesmo conteúdo, mas podendo escolher a capa que mais se identifica com você? A obra é organizada em dez capítulos. O primeiro é dedicado ao século XIX, o segundo às duas primeiras décadas do século XX e os restantes às demais. Os capítulos são apresentados ao leitor numa macro periodização que os organiza em quatro eras: a da tipografia de chumbo (século XIX), a da ilustração (de início a meados do século XX), a da fotografia (de meados do século XX aos anos 1980) e a era digital (a partir dos anos 1990). Cada capítulo é precedido por textos curtos, que contextualizam a produção e apontam seus principais pontos de interesse, acompanhados de uma lista de efemérides históricas que situam o leitor num contexto mais amplo. Para quem nunca viu antes, chegou a oportunidade de ver; e, quem já viu, poderá reviver, através dessa grande

viagem visual, obras de design em revista que passam pela revista pernambucana P.ra Você, as movimentadas páginas do tabloide Raposa, a fantástica coleção de livros Museus do mundo, criações dos designers Fred Jordan e Fernando Lemos, capas de Lasar Segall e Cícero Dias para revistas dos anos 40. Fazem parte dessa “viagem”, ainda, a capa do livro O Destino bate à porta, de Rico Lins, algumas capas da Revista Bravo e alguns cartazes, como, por exemplo, o que marcou o bicentenário da Revolução Francesa em prol dos Direitos Humanos. DIA DO DESIGNER Elaine Ramos, em homenagem ao “Dia do Designer”, selecionou sete olhos, cada um com sua linguagem e exemplificando as quatro últimas décadas (40, 60, 70 e três imagens de 1980), indo da ilustração de Mirga ao grid-retícula de Fred Jordan, passando pelo emblemático alto-contraste de César Villela. 360º Com uma abordagem 360º do design brasileiro, a obra A Linha do Tempo do Designer no Brasil aborda desde 1809, com a chegada das primeiras prensas no país, até1999. Agora, sim, podemos dizer que está registrada a trajetória do design gráfico brasileiro, o que faz dessa obra um marco na história cultural do Brasil, colocando definitivamente o país no panorama do design gráfico mundial, tornando-se certamente referência obrigatória para pesquisadores, estudantes, profissionais de artes visuais, design e publicidade. Vale a pena se presentear com este rico conteúdo do nosso design!

marcelo@merchan-design.com.br


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NORMATIZAÇÃO

Bruno Mortara

AS NOVIDADES DA VERSÃO 2012 DA NORMA ISO 12647-2 BRUNO MORTARA DESTACA O QUE MUDOU NA ISO DO OFFSET PLANO E ROTATIVO COM HEATSET

ISO

12647.2

INTRODUÇÃO A próxima versão da ISO 12647-2, a ser publicada ainda em 2012, traz uma série de novidades, esperadas ansiosamente pelo mercado. Entre as alterações aguardadas estão a remoção de requerimentos para uso de fotolito, mudanças em relação à provas, mudanças nas condições de impressão, mudanças na colorimetria de chapados de primárias e secundárias e introdução de novas curvas de TVI. A ISO 12647 é uma família que contém oito partes. A primeira parte é sobre parâmetros e metrologia, a parte 2 é sobre offset plano e rotativo com heatset, a terceira para coldset ou jornais, a quarta para gravura, a quinta para serigrafia, a sexta para flexografia, a sétima para provas contratuais e a oitava para provas de validação. Uma das principais demandas dos implementadores das versões anteriores da ISO 12647-2 era o número limitado de papéis, cinco, contidos nela. Na revisão dessa norma

internacional, foi estabelecida uma nova categorização de papéis. Isso foi necessário, pois não havia como prever o comportamento da impressão a partir dos valores colorimétricos do substrato utilizado. Os estudos apontam que os resultados impressos dependem não só da cor do papel como também da CIE brancura, CIE brilho e revestimento, além da gramatura que resulta em certa opacidade. A norma revisada, ao adicionar novos papéis, adiciona também condições para que se considere uma impressão em conformidade com esta norma - quando os alvos colorimétricos foram atingidos. A nova norma enfatiza que os métodos de secagem em máquina, heatset, infravermelho e ultravioleta podem ser usados e os resultados poderão estar dentro dos requisitos dessa norma. Outra novidade é o aviso que a norma também pode ser aplicável para a impressão em cartão para embalagem.


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ARQUIVOS DE ENTRADA Entre os requisitos da norma está a recomendação básica de que os arquivos devem vir acompanhados de prova digital em conformidade com a ISO 12647-7 ou uma folha de uma tiragem anterior, previamente aprovada. No entanto, a norma avisa que “Salvo disposição em contrário, provas digitais usando um monitor e provas digitais impressas de acordo com a norma ISO 12647-7 (...) não devem ser utilizadas para recolher os valores de medição para ser usado como referência nesta norma”. Disso resulta que a prova tem valor de referência visual, se observada sob iluminação apropriada mas não deve ser lida para se obter valores de impressão. Seguindo os preceitos das versões anteriores, a norma exige que os arquivos sejam PDF/X com condição de impressão explicitada em seu campo Output Intents sob forma de referência aos sites do ICC ou através de um perfil ICC anexo. Uma antiga demanda do mercado era a provisão para cores especiais, no entanto o TC130 da ISO ainda não incorporou os requisitos para tratá-las nesta norma.

BALANÇO DE GRISES Uma novidade na norma é o reconhecimento de que o balanço de grises é de fundamental importância para uma reprodução adequada. Isso também reflete o sucesso do método de calibração G7 implementado pela Idealliance nos EUA e em outras partes do mundo. Uma condição de balanço de grises única, como nas versões anteriores da norma, não é geralmente aplicável a todos os tipos de papel e às tintas de impressão que podem ser utilizadas num processo de impressão. Por isso, a nova norma determinou uma metodologia para a obtenção do balanço de grises de acordo com os substratos e colorantes utilizados. Os valores de tons de ciano, magenta e amarelo, que produzem um cinza visualmente neutro, devem ser calculados a partir da condição de impressão padrão ou condição de impressão real ou os perfis associados pela seguinte fórmula descrevendo a reprodução de cinza (L*, a*, b*) em relação à cor do papel (L*papel, a*papel e b*papel) e CMY-impressão sobreposta (L*cmy) para cada L* no intervalo de L* do papel até L*cmy:

FORMA DE IMPRESSÃO - CHAPAS O requerimento mínimo é de 150 passos de gris na produção das chapas e a norma faz recomendações genéricas sobre a relação entre lineatura e resolução de gravação no CTP. Na lineatura, para trabalhos a quatro cores é recomendada a frequência na gama de 48 linhas por cm até 80 linhas por cm para papéis revestidos e até 70 linhas por cm para papéis não revestidos. A norma, infelizmente, ainda procura legislar sobre detalhes que variam muito de um fabricante para outro como ângulos de retículas e formatos de ponto, detalhes irrelevantes se o resultado final resultar numa reprodução colorimétrica de acordo com o previsto (pois os fabricantes lançam mão de variações de pontos, ângulos e posicionamento de retícula a fim de evitar moiré). Para retículas não periódicas, o tamanho do ponto deve estar entre 20 e 40 mícron, sendo preferíveis intervalos entre 20 e 30 mícron para papéis revestidos e entre 30 e 40 mícron para papéis não revestidos. A soma dos valores tonais nas áreas mais escuras, para substratos revestidos, deve ser inferior a 330% para offset plana e 300% para heatset. Essas indicações não mudaram e continuam sendo decisão do implementador.

a* = a*papel x (1 - 0,85 x (L*papel - L*) / (L*papel L*cmy) ) b* = b*papel x (1 - 0,85 x (L*papel - L*) / (L*papel L*cmy) ) O fator multiplicador de 0,85 representa uma adaptação visual de 85% para o papel branco e a nova norma traz uma tabela de balanço de grises bem mais completa que as versões anteriores. CONDIÇÃO DE IMPRESSÃO A nova versão da norma define a condição de impressão como “uma descrição do substrato de impressão, uma descrição do corante, uma descrição da reticulagem, um conjunto de tinta e uma sequência de impressão”. As condições de impressão estão agora descritas como PC1 até PC8 (Printing Condition). Cada condição de impressão está associada a um substrato específico e com cores de primárias e secundárias específicas. Na página a seguir, na Tabela1, estão as novas oito condições de impressão padrão para substratos de impressão típicos.

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5BCFMBt$POEJÎÜFTEFJNQSFTTÍPQBESÍPQBSBTVCTUSBUPTEFJNQSFTTÍPUÓQJDPT Descrição das Retículas Condição de impressão

Descrição do substrato (Tabela 2)

Periódicas

Não periódicas

Curva TVI

Frequência

Curva TVI

Tamanho ponto

PC1

PS1

A

60-80 cm-1

E

20 (25) µm

PC2

PS2

B

48-70 cm-1

E

25 µm

PC3

PS3

B

48-60 cm-1

E

30 µm

PC4

PS4

B

48-60 cm-1

E

30 µm

PC5

PS5

C

52-70 cm-1

E

30 (35) µm

PC6

PS6

B

48-60 cm-1

E

35 µm

PC7

PS7

C

48-60 cm-1

E

35 µm

PC8

PS8

C

48-60 cm-1

E

35 µm

A novidade destas condições de impressão é que agora teremos cobertos oito tipos de substratos no lugar de cinco na versão vigente e retículas periódicas e não periódicas, e quando se imprime, por exemplo, em cartão ou

outros papéis com propriedades idênticas às do papel couché ou offset, mesmo que tenha uma gramatura maior, pode-se utilizar as coordenadas CIELAB de cor para os respectivos papéis.

5BCFMBt&YFNQMPTEFTVCTUSBUPTUÓQJDPT QBQFM EPTPJUPUJQPTEBOPWBWFSTÍP Tipo de superfície Processo típico

PS1

PS2

PS3

PS4

Couché Premium

Couché Superior

Couché Padrão brilho

Couché Padrão matte

Offset plano

Offset web HeatSet

Offset web HeatSet

Offset web HeatSet

t(MPTTDPBUFE4FNJ-

Papéis típicos

-matte coated Matte

t-JHIUXFJHIUDPBUFE

coated

(LWC Improved)

t.FEJVN weight

t.FEJVNXFJHIUDPB-

coated

ted (MWC Improved)

Light weight coated, gloss and semi-matte finish (LWC Standard)

t.BDIJOF'JOJTIFE Coated (MFC) t-JHIUXFJHIUDPBUFE Matte (LWC Standard)

(MWC Improved)

Tipo de superfície

PS5

PS6

PS7

PS8

Não Revestida

Super Calandrada

Não revestida Premium

Não revestida padrão

Offset rotativo com Heatset

Offset rotativo com Heatset

Offset rotativo com Heatset

SC-A, SC-B

Improved Newsprint (INP)

Standard Newsprint (SNP)

t0òTFU plano Processo Típico t0òTFUSPUBUJWP com Heatset Papéis Típicos

Não revestido


Revista DESKTOP

CORES IMPRESSAS Para os oito tipos de papel definidos, as cores de processo CMYK e secundárias RGB têm suas coordenadas de cor CIELAB dos chapados definidas em tabelas e as tolerâncias devem respeitar o especificado na Tabela 3, a seguir. A grande novidade é a introdução do conceito de DeltaE 2000, bem mais preciso que o anterior, o DeltaE (76). Mas, a dificuldade ainda é obter um consenso

sobre os valores de tolerância com esse novo DeltaE. Observamos também, com satisfação, que agora se tornou normativa a leitura com white backing, normalmente usada durante o processo de calibração de um sistema offset. As diferentes condições de impressão produzem diferentes gamuts, ou total de cores reproduzíveis naquela condição.

bmortara@pratadacasa.com.br

Tabela 3 — Tolerâncias de CIELAB ΔEab para os sólidos (chapados) das cores de processo Tolerância de desvio

Tolerância de variação

Folha OK

Folha de produção

Cor de processo ΔEab

ΔEoo

ΔEab

ΔEoo

Preto

5

5

4

4

Ciano

5

3.5

4b

2.8 b

Magenta

5

3.5

4b

2.8 b

Amarelo

5

3.5

5b

3.5 b

12647.2 Offset plano e t rotativo com heatse

Ano 2012

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OPINIÃO

Fabio Arruda Mortara

Presidente do Sindigraf - SP e da Abigraf Nacional

O PAPEL DA COMUNICAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE FABIO ARRUDA MORTARA DESTACA O TEMA DA SUSTENTABILIDADE NA INDÚSTRIA GRÁFICA DIANTE DO EVENTO RIO+20 E REVELA PRECONCEITOS SOBRE O TEMA

No contexto da Rio+20, é pertinente analisar conceitos e preconceitos relativos ao tema da sustentabilidade. É o caso, por exemplo, de aprofundar a discussão que permeia a impressão de jornais, revistas, livros, cadernos e outros produtos gráficos. Embora em número e intensidade cada vez menores, ainda se difundem informações equivocadas e propaganda alusiva à questão ecológica do papel. Por essa razão, com o intuito de esclarecer a sociedade sobre a intermitente polêmica, a cadeia produtiva da comunicação impressa vem realizando a Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa. Essa iniciativa agrega o valor da conscientização sobre o significado da preservação das matas nativas, da conservação dos recursos naturais, da produção sustentável e do respeito ao habitat como fatores condicionantes à reversão do efeito estufa e das mudanças climáticas. A importância da cobertura vegetal para o sucesso da missão da humanidade de garantir a vida na Terra é evidenciada em dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma): as florestas representam 31% da superfície sólida do planeta, servindo de abrigo a 300 milhões de pessoas e garantindo, de maneira direta, a sobrevivência de 1,6 bilhão de indivíduos e 80% da biodiversidade terrestre. No Brasil, a cadeia produtiva da comunicação impressa contribui de modo relevante para a preservação desse inestimável patrimônio natural, pois aqui não se cortam árvores nativas para a produção de celulose e papel. Cem por cento desses insumos provêm de florestas cultivadas, que são plantadas para serem colhidas e que ainda proporcionam ganho adicional ao meio ambiente: são absolutamente sustentáveis e seu manejo permite

manter grandes áreas plantadas, as quais, na fase de crescimento, sequestram na atmosfera expressivo volume de dióxido de carbono. Em nosso país, as matas plantadas com finalidade industrial absorvem um bilhão de toneladas por ano desse gás, principal causador do efeito estufa. O papel, a mais importante matéria-prima da indústria de comunicação gráfica, além de renovável, é reciclável. Todos esses valores agregados, informações e dados têm sido difundidos pela Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, da qual são signatárias 25 entidades de classe do âmbito nacional. Assim, é pertinente lembrar, toda vez que se veiculam informações equivocadas sobre o tema, que, no Brasil, não se derruba um arbusto nativo sequer para que nossas crianças tenham livros e cadernos e possamos ler jornais e revistas, acondicionar produtos em seguras e criativas embalagens de papel-cartão e desfrutar de todos os benefícios com os quais a mídia impressa contempla nossa civilização. A despeito do advento dos sofisticados meios eletrônicos, a demanda da comunicação impressa continuará se expandindo, à medida que as nações, como ocorre no Brasil, tenham êxito na inclusão socioeconômica e na redução das desigualdades. Seu crescimento, sob tais perspectivas, é inevitável, pois a demanda relativa a jornais, livros, cadernos e revistas reflete os índices de alfabetização, a universalização do ensino público, a almejada democratização das oportunidades e o acesso ampliado ao conhecimento, inclusive sobre a premência de atitudes cada vez mais ecologicamente corretas por parte da sociedade.

fmortara@paperexpress.com.br


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A MAIOR FEIRA GRÁFICA DA AMÉRICA LATINA THE LARGEST EVENT OF THE GRAPHIC ARTS INDUSTRY IN LATIN AMERICA EL MAYOR EVENTO DE LA INDUSTRIA GRÁFICA EN AMÉRICA LATINA

TRANSAMÉRICA | SÃO PAULO | BRASIL

16 A 22 DE JULHO DE 2014 JULY 16TH TO 22NDt"-%&+6-*0

ASSOCIADOS AFEIGRAF | AFEIGRAF MEMBERS | ASOCIADOS AFEIGRAF

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ORGANIZAÇÃO E PROMOÇÃO | ORGANIZATION AND PROMOTION | ORGANIZACIÓN Y PROMOCIÓN


OPINIÃO

Hamilton Terni Costa

NANOTECNOLOGIA

NA ÁREA GRÁFICA:

O IMPACTO DAS MUDANÇAS

HAMILTON TERNI COSTA DESTACA UMA NOVA TECNOLOGIA DE IMPRESSÃO QUE PODE REVOLUCIONAR O MERCADO


Revista DESKTOP

AS IMAGENS NANOGRÁFICAS TÊM SOMENTE 500 NONÔMETROS DE ESPESSURA – CERCA DA METADE DA ESPESSURA DE IMAGENS OFFSET

Benny Landa, seu show na Drupa 2012 e a impressora nanográfica com tela touchscreen

Não ha dúvida que a comunicação mais impactante da última Drupa foi o verdadeiro show armado por Benny Landa - o afamado criador das máquinas de impressão digital Indigo – para o lançamento do que ele mesmo chama do mais revolucionários sistema de impressão: a nanografia e a nanoink. Cercado por muita confidencialidade a até poucas semanas antes da feira, com os registros de patentes feitas entre março e abril deste ano, o anúncio da tecnologia e da mostra dos equipamentos já em plena feira, chacoalharam toda a comunidade gráfica internacional tornando, por si só, uma visita à Drupa mais do que obrigatória para os analistas e jornalistas especializados. Vejam o que dizia o press release recebido por todos a menos de 20 dias da abertura da feira: “A Nanografia é um desenvolvimento verdadeiramente revolucionário”, diz Landa, “Na Drupa demonstraremos uma completa família de impressoras de folha e de bobina. Isso inclui impressoras frente e verso nos formatos B3, B2 e B1, os quais operam a 11.000 folhas por hora para impressão comercial e de embalagens assim como rotativas para impressão de material editorial e de embalagens flexíveis com larguras de 52cm a 104cm, operando a 200 metros/ minuto. Tal performance coloca as impressoras Nonográficas Landa diretamente no coração da principal linha de impressão comercial. Pela primeira vez, os impressores comerciais não terão de escolher entre a versatilidade e pequenas tiragens ou baixo-preço-por-página e alta produtividade da impressão offset. Agora eles podem ter ambos.” De sã consciência, quem não se entusiasmaria de cara por um enunciado desses? Além disso a informação sobre a tinta e o sistema de impressão eram ainda mais entusiasmantes: “O processo de impressão cria imagens de extraordinária abrasão e resistência a raspagem. Mais notadamente pode ser impresso em qualquer substrato, de papeis revestidos e não revestidos e até cartões

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Revista DESKTOP

TODA NOVA TECNOLOGIA NESSA ÁREA APRESENTADA RECENTEMENTE TEM LEVADO, NO MÍNIMO, TRÊS ANOS PARA SE TORNAR COMERCIAL reciclados; de papel jornal a filmes plásticos de embalagens – todos sem necessidade de pré-tratamento ou verniz especial – e sem pós aquecimento. Aliado a esse custo benefício está o fato de que as imagens Nanográficas têm somente 500 nonômetros de espessura – cerca da metade da espessura de imagens offset – permitindo a NanoInk Landa produzir o mais baixo custo por página de impressão digital no mercado. Tudo isso em base de água, em um processo de energia eficiente e eco-amigável. Nossa! Simplesmente impressionante. Algo que se colocado em prática muda todo o cenário da impressão. Na feira, como todos sabemos, a demonstração foi mais do que tudo um show, com as máquinas apresentando um design bem elaborado com imensas telas laterais comandadas a distância por tablets etc. A demonstração prática, o resultado da impressão, no entanto, não se materializou. Pelo menos não nessa feira. Segundo Landa somente nos próximos 18 meses teremos a possibilidade de ver algum equipamento instalado com essa aplicação. A tinta, segundo maravilhosos filmes mostrados no stand, em micro gotas dispersadas em um meio aquoso, é aplicada em uma blanqueta a quente e transferida ao suporte onde a água seca e os pigmentos formam um finíssimo filme sobre a superfície proporcionando uma impressão perfeita. Muitos se questionaram e continuam se questionando se isso será possível ou se tudo não passa de um blefe. A realidade é que parceiros de peso como a Komori, a Heidelberg e a manroland já anunciaram parcerias com Landa para o desenvolvimento de equipamentos para esse tipo de impressão. Alguns, no meu modo de entender, por uma questão tática de momento, no sentido de não ficar de fora de algo que efetivamente pode ser revolucionário em algum momento. Outros, como a Komori, declararam que estão trabalhando com o Landa Labs há pelo menos três anos nesse desenvolvimento.

Eu não duvido da efetividade desse processo e tenho certeza que o veremos em algum tempo no mercado. O tempo é que é difícil de definir. Toda nova tecnologia nessa área apresentada nos últimos tempos tem levado no mínimo três anos para se tornar comercial. Não creio que essa será diferente. Vamos ver isso por outro lado. A vinda na nanotecnologia para o setor é um passo natural, de acordo com a evolução dos processos industriais que estão sendo vistos em vários outros setores. Ela, junto com a biotecnologia e a interface digital, formam os pilares da nova concepção da produção deste século. Imagine, por exemplo, que em futuro próximo teremos as chamadas embalagens inteligentes que também já estão em teste. São as que, por exemplo, reagem a alimentos dando a eles maior proteção e vida adicional através de micro organismos. Embalagens que também terão elementos gráficos impressos, com certeza. Impressos como? Possivelmente em aplicações como a nanográfica onde o substrato não se altera ao receber uma tinta inodora e biológica. Na realidade, só estamos vendo novos passos dentro de uma indústria que se renova. Se renova e se reinventa como o mundo. Abraços! Hamilton Terni Costa é diretor geral da ANconsulting, (www.ansconsulting.com.br), consultoria líder no mercado gráfico latino-americano em estratégia e desenvolvimento de negócios, com clientes no Brasil, outros países da América Latina e Estados Unidos. É também co-autor do livro "TransPromo - Oportunidades Mercadológicas em Documentos Transacionais" e um dos coordenadores do curso de Pós-Graduação Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra a matéria de Gestão Estratégica.

hterni@anconsulting.com.br


13 a 16 de março de 2013 Expo Center Norte | Pavilhão Azul São Paulo | Brasil

ExpoPrint Digital: tTranspromo tMala-Direta de Alta Relevância tDados Variáveis tImpressão Sob Demanda tBaixas Tiragens tGrandes Formatos tWeb-to-Print tOutsourcing tSoluções de Acabamento tEmbalagens tRótulos

O calendário de eventos latino-americano acaba de receber uma nova feira: ExpoPrint Digital, que nasce da parceria entre a Digital Image & Print e a ExpoPrint. Uma grande notícia para o mercado. Os fornecedores ganham um evento mais focado em impressão digital, de impressão sob demanda a dados variáveis, com um público altamente profissional. Os empresários compradores ganham um lugar para encontrar as melhores marcas reunidas, com completa infraestrutura para concretizar negócios. Acesse o site e saiba mais sobre esse grande evento.

tDigital Publishing tSoftwares

w w w. e x p o p r i n t d i g i t a l . c o m . b r REALIZAÇÃO :

ORGANIZAÇÃO:

ASSOCIAÇÕES:

EVENTO PARALELO:


CRIATIVO

Irineu De Carli Jr

IPHONE 4S E O NOVO IPAD! IRINEU DE CARLI JR REVELA OS MAIS NOVOS UPGRADES TECNOLÓGICOS DA APPLE


Revista DESKTOP

A APPLE APROVEITOU A QUANTIDADE DE MOLDES QUE TINHA DO IPHONE 4, REPAGINOU O MODELO, E LANÇOU O IPHONE 4S COM GRANDES MELHORIAS TECNOLÓGICAS De tempos em tempos a Apple promove upgrades de seus aparelhos. Na maioria das vezes, esses upgrades agradam tanto a comunidade Apple, assim como os consumidores em geral. No entanto, as vezes isso não acontece. Foi o caso recente do lançamento do iPhone 4S. Quando todos esperavam o lançamento do iPhone 5, a Apple aproveitou a quantidade de carcaças que tinha do iPhone 4 e, dando uma repaginada nesse modelo, lançou o iPhone 4S, deixando o lançamento do iPhone 5 mais para o final de 2012. O que ninguém pareceu notar foi que a Apple usou a mesma estratégia com o modelo anterior, quando evoluiu de iPhone 3G para iPhone 3GS. Isso demonstra maturidade, estratégia sólida de mercado. Isso dá tempo para os consumidores aproveitarem melhor as boas propriedades tecnológicas de seus SmarthPhones. IPHONE 4S Apesar da decepção mundial causada pelo lançamento do iPhone 4S, não podemos deixar de reconhecer o seu valor, e o grande desenvolvimento tecnológico que a Apple conseguiu incorporar dentro dele, conforme veremos na lista a seguir. Melhorias - Chip Apple Dual-Core A5 com duas vezes mais performance geral e sete vezes mais desempenho gráfico. Câmera iSight que tira fotos com 8 MP e filma maravilhosamente em Full-HD (1080p), com tela Retina Display que torna as imagens mais vivas e detalhadas. Capacidade de armazenamento de dados aumentada que vai dos normais 8, 16, e 32 GB agora para espantosos 64 GB. É muito espaço e poder na sua mão! As cores continuam as mesmas: apenas o modelo preto e o modelo branco. Antena com melhor recepção: depois dos problemas com a antena interna mal localizada do iPhone 4, que

dificultava a recepção quando o iPhone fosse segurado de uma certa maneira, o problema foi resolvido. Bateria de longa duração. Sistema operacional e aplicativos - Nova atualização do Sistema Operacional iOS 5.1, com uma suíte de softwares internos novos e atualizados: iMessage, que permite você enviar mensagens no formato SMS gratuitamente, para qualquer usuário que tenha um iPhone com o iOS 5.1 instalado; FaceTime, que permite que você se conecte a uma rede Wi-Fi e possa ver e falar com seu interlocutor; Reminders (To-Dos); Notification Center, que mostra seus compromissos na tela de abertura do seu aparelho; Twitter integrado; iLife completo para iOS com: iPhoto, iMovie e GarageBand; Movie Trailers; Game Center; Newsstand, o seu jornaleiro eletrônico; Find My Friends; e Find My iPhone. Total integração com o novo Sistema de Armazenagem de dados na Nuvem, o iCloud, que gerencia e sincroniza todos os seus dados entre seus equipamentos Apple (e agora também sincroniza seus documentos). O iOS 5.1 permite que você tenha seu iPhone 4S em praticamente qualquer idioma, além de oferecer suporte para as novas tecnologias da Apple: AirPlay, que permite visualizar o que estiver na tela no seu iPhone na tela do seu televisor LCD ou LED da sala, através de uma rede Wi-Fi conectada a uma Apple TV de 2ª ou 3ª geração; e AirPrint, que permite que você imprima sem fio, através do seu iPhone também conectado a uma rede Wi-Fi local. Siri - E, por último, mas com certeza a maior sensação do lançamento do iPhone 4S, o assistente pessoal: Siri. Quem acompanha o mundo Apple a mais de 20 anos como eu, vai se lembrar de um pequeno vídeo lançado pela Apple em 1983, chamado de “The Knowledge of the Navigator” (O Navegador de Conhecimento). Nesse filme, que pode ser encontrado facilmente na Internet, vemos um professor que, ao chegar em seu escritório, abre uma espécie de

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caderno universitário digital, no qual se apresenta um assistente pessoal que o auxilia em tudo que o professor precisa fazer: preparar a aula; telefonar etc. Pois, de forma embrionária, depois de quase 30 anos, é isso o que Siri é. O Siri, ou a Siri, como você preferir chamar, é um assistente pessoal que se propõe a auxiliar você em tudo o que você desejar. Ela é acionada de forma verbal, ou seja, basta falar para marcar compromissos na agenda, telefonar, encontrar lugares e pessoas, mandar SMS; verificar o tempo, tirar dúvidas, pesquisar, e receber pequenos ditados de texto, dentre outras coisas. Tudo com uma voz feminina agradável e bastante solicita. Quando você aciona a Siri, a primeira pergunta que ela faz é: “Em quem posso ajudá-lo?”, e apresenta um leque de opções de ajuda extremamente prático. E daí para frente uma amizade digital se forma e você tem uma poderosa secretária pessoal em suas mãos que aprende o seu jeito de ser na medida que você a utiliza. Acredite em mim: vale a pena! Infelizmente, até o momento, a Siri só funciona no iPhone 4S com comandos falados em inglês, japonês, francês, e alemão. E, logo, o suporte para chinês, coreano, italiano e espanhol será adicionado. Ainda precisamos aguardar para o nosso idioma português ser incluído. O NOVO IPAD: Nome estranho esse não? Por que “O Novo iPad” ? Não sabemos. Se tivemos o iPad Original (iPad 1), e depois o iPad 2, esse agora deveria ser chamado de iPad 3, ou pelo menos de iPad 2S, ou algo parecido, mas parece que a Apple está encarando “O Novo iPad” apenas como um iPad 2 melhorado. E olha que foram boas e significativas melhorias, conforme a lista a seguir. Melhorias - Chip Apple Dual-Core A5X Quad-Core, rápido, poderoso e de baixo consumo. Câmera iSight que tira fotos com 5 MP e filma em Full-HD (1080p), e agora também com a tela Retina Display que torna as imagens mais vivas e detalhadas, como no iPhone 4. Capacidade de armazenamento de dados de 16, 32 e 64 GB. Uma decepção para muitos que esperavam um aumento para 128 GB na área de armazenamento, visto que a maioria dos jogos de alto desempenho, enciclopédias, e novos livros didáticos interativos têm tamanhos que ultrapassam 1 GB de capacidade. As cores continuam as mesmas: apenas o modelo preto e branco. Bateria de 10 horas de longa duração. É o anunciado, mas não é bem assim, já

que os jogos cada vez mais pesados e sofisticados, consomem muita bateria. Além disso, diversos usuários estão se queixando de excessivo calor em seus aparelhos. Velocidade 4G - O Novo iPad, no modelo que não tem apenas Wi-Fi, introduz a nova velocidade de comunicação de dados denominada 4G LTE, que é muito rápida! Os americanos já podem usufruir dessa velocidade há algum tempo, mas nós brasileiros só devemos ter esse tipo de velocidade por aqui a partir de 2014 por causa da Copa do Mundo, já que essa é mais uma das exigências da FIFA. Ao usar O Novo iPad no Brasil, ele pode até indicar a velocidade 4G, mas, na verdade, estará utilizando as precárias redes 2G, 3G, e 3G+ brasileiras. Sistema operacional e aplicativos - Nova atualização do Sistema Operacional iOS 5.1, com suíte de softwares internos novos e atualizados: iMessage; FaceTime; Reminders (To-Dos); Notification Center; Twitter integrado; iLife com iPhoto, iMovie e GarageBand; iWork atualizado: Pages, Numbers, e Keynote; Movie Trailers; Game Center; Newsstand; Find My Friends; e Find My iPhone, ou seja, os mesmos aplicativos do iPhone 4S. Também tem total integração com o novo Sistema de Armazenagem de dados na Nuvem, o iCloud, que gerencia e sincroniza todos os seus dados e documentos entre seus equipamentos Apple. O iOS 5.1 permite que você tenha O Novo iPad em praticamente qualquer idioma, além de oferecer suporte para o AirPlay e AirPrint. Sem Siri - Agora pasme! Não tem Siri. Por quê? Não sabemos. No entanto, tem o recurso de Ditado em diversos idiomas (mas ainda não tem em português!). Acredito que, num futuro próximo, em alguma atualização do iOS, ou no lançamento do iPad 3, tenhamos a Siri incorporada aos iPads. CONCLUSÃO De modo geral, se você pode adquirir ambos os upgrades tecnológicos Apple, vale a pena o investimento. Talvez a Apple tenha decepcionado alguns, mas, numa visão geral, toda tecnologia nova agregada aos aparelhos os tornam atraentes e os colocam na ponta do mundo tecnológico. Que venham o iPhone 5 e o iPad 3 de verdade, até o final do ano de 2012. E, por que não, a tão falada iTV (não confundir com a Apple TV). Forte abraço!

irineudcjunior@gmail.com www.crescerconsultoria.pro.br


EXPO GF 2012

NA EXPO BARIGUI

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CRIATIVO

Vinicius Amaral

GEOLOCALIZAÇÃO VINICIUS AMARAL REVELA COMO USAR O GOOGLE MAPS EM PUBLICAÇÕES DIGITAIS

Recentemente, ao acessar o meu perfil no Facebook, li a seguinte frase: “Não subestime a inteligência dos seus pais e avós, pois eles se formaram sem o Google”. Não sei quem é o autor, mas ele tem toda razão. É impossível imaginar a vida sem ele. Procuramos o que queremos saber e encontramos onde queremos ir. Sem dúvida é uma ferramenta fantástica. As publicações para tablets produzidas em InDesign dependem de grande criatividade devido limitações de recursos. Porém, a possibilidade de inserir conteúdo web dentro de uma página elimina muitas restrições, permitindo recursos antes não imagináveis. Uma opção de inserção no conteúdo digital são os mapas do Google. Eles podem ser inseridos de vários modos, desde um mapa estático, até um localizar do seu ponto de origem. Esse recurso chama-se geolocalização e é a forma que o Google tem de te encontrar, lógico, com a sua permissão. A geolocalização está inclusa nos recursos do HTML5 disponibilizado pela W3C (www.w3c.org), porém, o Google disponibiliza a documentação completa para que o programador utilize os recursos do Maps.

Acesse o site http://goo.gl/vdYQN e conheça todos os recursos do Google Maps por meio de um manual simples e fácil de entender e em português. É necessário ter conhecimentos em HTML e JavaScript. ONDE E COMO UTILIZAR Por muitas vezes, o diagramador ou designer se deparou com um trabalho onde no final ele teria que redesenhar um mapa com a localização do evento ou estabelecimento. Muita gente ainda deve fazer isso por questões variadas, como estética, legilibilidade etc. Porém, quando se elimina o produto impresso e produz apenas no digital, alguns itens devem ser revistos, sempre usando novos recursos para atingir com mais facilidade e interatividade os seus objetivos. Reformulando o produto, uma publicação em iPad pode ter um link para um mapa no Google para que o possível consumidor consiga localizar e chegar, sem muitas dificuldades, ao estabelecimento do seu cliente. Se não quiser que ele (cliente) saia da sua publicação e vá para um browser, existe a possibilidade de inserir esse conteúdo direto na página do InDesign.


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O mais interessante, é a real interação que o cliente tem com esse recurso. Com a ponta dos dedos, ele pode verificar qual o melhor caminho que ele pode fazer, ampliar ou reduzir o mapa, encontrar pontos de interesse etc. O exemplo citado acima foi apenas pensando em uma adaptação do impresso para o digital. Nada demais, levando em consideração que a maioria dos sites institucionais utilizam-se desse recurso. Com a tecnologia avançada, as máquinas fotográficas já contam com recursos GPS para efetuar a geolocalização. Alguns equipamentos mais antigos, pode ter um dispositivo acoplado, assim como se acopla um flash, para fazer a utilização desse recurso. Os preços estão acessíveis e será cada vez mais comum as máquinas fotográficas digitais contarem com esse recurso. Para melhor entendimento, um equipamento com GPS embutido não tira a foto com um mapa do Google minimizado no canto da imagem, como são registradas as data e horas nas fotografias convencionais. Quando o GPS é habilitado, ao capturar uma imagem ele grava nos metadados os pontos de latitude, longitude, altitude e o tipo de mapa que foi utilizado naquele momento. Isso é fantástico, pois se utilizado o recurso, você jamais vai abrir uma imagem e dizer que não lembra onde foi. É só entrar com as coordenadas no Google Maps e terá a sua resposta. VAMOS AO TESTE PRÁTICO Pegue sua máquina fotográfica, ative a opção de Geotag e tire uma foto. A sua máquina fotográfica não possui esse recurso? Fique tranquilo; o seu smartphone dispõe dele. Reformulando o teste, tenha em mãos o seu smartphone com recurso de GPS, depois siga os passos abaixo: tLigue a câmera fotográfica; tEntre nas opções de captura; tProcure por Geotag ou algo que dê a idéia de localização geográfica; tAtive essa opção. Infelizmente, não é possível passar um passo a passo com telas capturadas, pois existe uma variação de funcionalidade entre os diversos dispositivos existentes no mercado. A diferença entre o smartphone e a câmera digital é o método de captura desse metadado (Geotag). As câmeras vão utilizar uma antena GPS, se conectar ao

satélite e gerar essas informações. Os smartphones farão da mesma forma, porém, se essa tentativa falhar, ele tem a possibilidade de utilizar a triangulação de antena de transmissão de sinal e dar a posição geográfica atual. Após finalizar a captura, copie o arquivo da foto para o seu equipamento. Abra o Adobe Bridge e o localize. Procure pelo painel de Metadata. Caso ele não esteja habilitado, vá em Window > Metadata Panel. Procure pela opção de GPS como na imagem abaixo.

Repare as informações de latitude e longitude da imagem. Essas informações são suficientes para localizar o endereço no Google Maps. Porém, antes de tentar localizar, vamos comparar os metadados do iPhoto com os metadados do Adobe Bridge.

Repare que a mesma imagem tem valores diferentes de latitude e longitude. Se você inserir no Google Maps os valores de latitude e longitude encontrados no Bridge, o resultado não será satisfatório.

Se inserir o local encontrado no iPhoto, o resultado no Google Maps é satisfatório.

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Devido a esse problema, aposenta-se o Bridge e utiliza o iPhoto nesse recurso? Não. Tanto o Bridge, quanto o iPhoto, são eficientes nesse quesito. Entenda o motivo, então, do não funcionamento do Bridge. AULA DE GEOGRAFIA Existem algumas formas de descrever os dados de latitude e longitude. O Bridge não trabalha esses dados, porém, não significa que eles estão errados. A forma mais comum que são exibidas a latitude e longitude são por graus decimais. Essa é a forma que o iPhoto está exibindo. Os graus decimais são os valores por completo com o ponto cardeal no final dela. Veja o exemplo: Latitude: 22.922742ºS Longitude: 43.094833ºW Esses dados poderiam ser inclusos no Google Maps da seguinte forma: -22.922742, -43.094833. O primeiro item é a latitude e o segundo, por sua vez, é a longitude. Os sinais de S e W foram substituídos pelo sinal de menos. Dividindo o globo terrestre em quatro partes pelos pontos cardeais, a parte Sul (S) e a Oeste (W) são negativas e o Norte (N) e Leste (E) são positivos. O Bridge armazena os dados em Graus e minutos decimais. Os valores exibidos no Brige são: Latitude: 22,55.3645S Longitude: 43,5.69W Apenas mudando a sintaxe, sem mudar os valores, o Google Maps já é capaz de reconhecer a localização. Latitude: 22º 55.364’S Longitude: 43º 5.69’W Pronto, é só inserir essas coordenadas e obter o resultado abaixo.

Os itens até a primeira vírgula são os graus. Substitua então a vírgula pelo sinal de graus (º). Após esses valores, coloque aspas simples para dizer que é minutos (55.) e segundos (364’) mais o S indicando que é a parte Sul do hemisfério. A fonte de pesquisa para entendimento das coordenadas geográficas foram obtidas no site Wikipedia. COLOCANDO A MÃO NA MASSA Agora que já é possível utilizar as coordenadas de uma fotografia para localizar seu endereço no Google, chegou a hora de gerar o mapa para inserir em sua publicação. 1º Passo - Crie uma página HTML utilizando um editor de texto ou o Dreamweaver. Caso não esteja utilizando um editor Web, insira o código padrão de uma página HTML: <!DOCTYPE html PUBLIC “-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN” “http://www.w3.org/TR/xhtml1/ DTD/xhtml1-transitional.dtd”> <html xmlns=”http://www.w3.org/1999/xhtml”> <head> <meta http-equiv=”Content-Type” content=”text/ html; charset=UTF-8” /> <title>Untitled Document</title> </head> <body> </body> </html> Entre no Google Maps e localize o endereço de sua foto. Apos encontrá-lo, clique em link e depois em Personalizar e visualizar mapa incorporado.

Clique em Personalizar e defina a largura e altura do seu frame de acordo com o espaço destinado em seu layout para iPad.


Revista DESKTOP

Clique também em Allow User Interaction para que o leitor consiga navegar pelo mapa.

O arquivo HTML deve estar na mesma pasta do arquivo paginado em InDesign.

Veja em Preview o resultado no Adobe Content Viewer. Copie o código abaixo do mapa e cole dentro das tags body do seu HTML

Salve o arquivo HTML quee vamos inserir no layout de InDesign para publicações digitais. NO INDESIGN Com o layout aberto, selecione o box destinado ao HTML reservado para inserir o mapa do Google. Entre em Window > Extensions > Overlay Creator. Clique em Web Content. Em URL or File, selecione o arquivo HTML a ser inserido. Clique em Auto Play para que o mapa seja automaticamente carregado.

Dessa forma, o usuário só conseguirá visualizar o conteúdo se estiver conectado à Internet. Isso não é um conteúdo offline, e é por isso que o usuário consegue navegar pelo mapa. Esse exemplo é o mais simples possível dentro do que o Google Maps pode lhe oferecer. Um desenvolvedor, pode fazer milagres com essa ferramenta. Na próxima edição vamos incrementar um pouco esse mapa e mostrar recursos ainda mais interativos. Um grande abraço!

viniciusamaral@gmail.com

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DIGITAL DRUPA

Paulo Stucchi

DRUPA MÓVEL? INCAPAZ DE DEFINIR UM MOTE PRINCIPAL PARA A DRUPA 2012, O MERCADO DEPARA-SE COM A PROFUSÃO DE CONFIRMAÇÕES DE TENDÊNCIAS, MAS NENHUMA NOVIDADE DE FATO. MAS, ENTRE ANÁLISES E ESTATÍSTICAS, A DRUPA COUBE NA PALMA DA MÃO DE QUEM FOI (OU NÃO) A DÜSSELDORF.


Revista DESKTOP

ENTRE OS BRASILEIROS NA DRUPA, NÚMEROS APONTAM PARA UMA PRESENÇA DE CERCA DE 6 MIL PROFISSIONAIS A Drupa 2012 fechou suas portas no dia 16 de maio, precisamente às 18h. A partir de então, o Messe Düsseldorf compila os dados da edição deste ano da maior feira gráfica do mundo e, antes de anunciar os resultados totais e finais, já divulga alguns dados interessantes. No total, 120 mil m2 de área de exposição foram visitados por 314.500 pessoas provenientes de 130 países. Entre os dados, consta que a participação de visitantes da Índia foi, novamente, expressiva, mas foi superada pela visitação chinesa – qualquer um que esteve na Drupa pode comprovar isso. A queda na visitação de europeus também foi um marco – e talvez tenha colaborado com a decepção de boa parte dos analistas e visitantes diante da diminuição de público em relação à Drupa 2008. Entre os gráficos do Velho Mundo, predominou a presença dos alemães. Entre os brasileiros, números preliminares apontam para uma presença de cerca de 6 mil profissionais – superando, portanto, a estimativa de 5 mil anunciada inicialmente. A visitação sul-americana também cresceu 1.8% em relação à última edição (2008). O dado menos animador foi o anúncio da permanência da estagnação da indústria gráfica europeia. Segundo números anunciados em evento pós-Drupa realizado na ABTG, em São Paulo, a indústria gráfica alemã, por exemplo, dispensou 61 mil funcionários entre 2000 e 2011. Ainda que se trate de uma indústria altamente automatizada (superior aos padrões brasileiros), essa cifra não se refere unicamente à substituição de operadores por computadores, mas, sim, é fruto de uma crise há muito anunciada no Velho Continente. Apresento esses números para propor uma reflexão. Não teria sido esta Drupa a Drupa da internacionalização? Ou seja, o mundo gráfico (e, digo, o mundo verdadeiramente, não entendendo mais como mundo a parcela desenvolvida do globo) realmente se fez representar nos 14 dias de feira em Düsseldorf.

Não sei se essa seria a definição correta, mesmo porque, ao contrário dos outros anos, quando tínhamos os famosos chavões para definir cada edição da Drupa (Drupa do JDF, Drupa do CtP, Drupa da Impressão Digital etc.), o evento deste ano foi marcado pela afirmação de algumas tecnologias, entre elas, a impressão digital inkjet em alto volume e alta qualidade, e por pouquíssima inovação. Obviamente, alguns importantes gurus da indústria gráfica acertaram em suas previsões. Frank Romano, por exemplo, previra que a Drupa de 2012 seria novamente a Drupa do inkjet, porém, de um inkjet mais maduro. Também previu que a Drupa seria a Drupa da integração, o que pôde ser visto em larga escala em vários stands, nos quais integrar foi a palavra de ordem: impressão digital com offset; offset com acabamento; impressão digital com offset e acabamento digital; e várias outras combinações. Romano e outros analistas também acertaram quando previram que esta Drupa seria a Drupa que, finalmente, coroaria o acabamento como parte importante do processo gráfico. Já que os processos de impressão estão estáveis, a qualidade, agora, é determinada pelo acabamento e sua capacidade de ser flexível, preciso e automatizado. E digo mais; ainda no setor de acabamento, pode-se destacar as várias opções de aplicação de revestimentos, vernizes e outros tipos de recursos para enobrecimento de impressos. Quem passou pelo stand da israelense Scodix, por exemplo, pôde presenciar a produção de belas amostras de impressos acabados com diferenciais como texturas, brilhos, relevos, holografia etc. Duplo, Horizon, MBO, Heidelberg, Müller Martini, Kodak, Komori, Ryobi e outras gigantes da área de impressão e acabamento também seguiram pelo mesmo princípio, de lançarem opções para aplicar formas de enobrecer impressos a um baixo custo, agregando valor ao produto final.

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E O QUE MAIS? Arrisco-me a dar uma terceira definição possível para a Drupa 2012: a Drupa da mobilidade, ou do mobile. Se o famoso ditado já valia – Se não pode vencê-los, junte-se a eles – a Drupa 2012 mostrou que a indústria gráfica dá as boas-vindas a inovações como tablets, celulares, smartphones e outras quinquilharias tecnológicas portáteis. E, mais: tudo para uso altamente profissional. Se, de um lado, os tablets e seus conteúdos eletrônicos tiram o sono de muitos gráficos, de outro, esse tipo de tecnologia móvel tornou-se plataforma para empresas de inteligência de software criarem aplicativos que permitem gerenciamento em nível de produção, estoque, financeiro, administrativo e até mesmo para prospecção de investimentos, que se utilizam de ferramentas e interfaces intuitivas e de fácil uso. É difícil definir onde esse tipo de tecnologia entra no processo gráfico: na pré, pós ou na impressão. Na verdade, é mais correto afirmar que ela permeia, com inteligência e integração de dados, todas as etapas da produção, facilitando a obtenção de um fluxo de trabalho mais transparente, limpo e preciso. As empresas Agfa (e seu Apogee), Kodak (e seu Prinergy), Heidelberg (com o Prinect), HP, Océ, Xerox, Konica Minolta, Canon, e praticamente todas as grandes empresas fabricantes de equipamentos para impressão lançaram uma solução completa, ou, no mínimo, módulos para suportar aplicações a partir de celulares e dispositivos móveis, expandindo o conceito de Web to print ao máximo. Entre as brasileiras, tivemos a eCalc Software, que foi para sua 4ª Drupa mostrando sua nova tecnologia eBI (Business Intelligence) e seus módulos eStrategy e eMining, que se encaixam perfeitamente nos conceitos anteriormente citados.

Se no mundo da impressão não se criou nada de revolucionário, então, parece que a indústria resolveu revolucionar a “forma” de se imprimir, e isso envolve a questão de onde se manda imprimir e através de onde se enviam os dados para impressão. NUVEM Se você ainda não ouviu, certamente vale a pena dar uma pesquisada sobre o conceito de “nuvem”, ou Cloud Computing. Nele, o conceito de mobilidade é levado ao extremo. Isto porque, no caso, não se tem mais um hardware físico (HD) usado como armazenador principal de softwares e informações. Tudo é estocado na tal “nuvem” e acessado, via Internet. Ou seja, tanto programas, quanto arquivos, podem ser enviados e, depois, acessados nessa nuvem virtualmente de qualquer lugar, a qualquer hora. E você pensou que o notebook e o smartphone eram o máximo em termos de mobilidade? Ledo engano. Tal tecnologia abre espaço para novas especulações para a Drupa 2016. Quem sabe, até lá, todas as grandes cadeias de informação, programação e tecnologia dos softwares de gestão gráfica já não terão migrado para o conceito de nuvem, e a relação entre fornecedor e comprador do produto gráfico terá se virtualizado de vez? E, se isso for verdade, a força da impressão digital será ainda maior e, quem sabe, daqui quatro anos, a Drupa terá mais pavilhões comportando fabricantes de tecnologias digitais (vários deles chineses, é certo) e menos espaço para as offsets? O futuro dirá, mas o que se desenha no horizonte é relativamente claro. Enfim, seja qual for a discussão ao redor do mote da próxima Drupa, é certo que Drupa sempre será uma palavra acompanhada pela expectativa de surpresa e inovação.


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DIGITAL DRUPA

Paulo Stucchi

RUMO À IMPRESSÃO VOCÊ É DAQUELES QUE ACHA QUE A IMPRESSÃO IRÁ ACABAR? ENTÃO, REVEJA RAPIDAMENTE SEUS CONCEITOS. AO MESMO TEMPO EM QUE A IMPRESSÃO EM PAPEL PASSA POR RÁPIDAS TRANSFORMAÇÕES, UM OUTRO MERCADO SE AVOLUMA: O DE IMPRESSÃO ALTERNATIVA EM MÍDIAS DIFERENCIADAS.

Se todo mundo arranca os cabelos e se preocupa com a queda vertiginosa do papel impresso, por que, então, publicar uma matéria com o título sugestivo de “Rumo à impressão?” Simples. Porque, se de um lado surgem outras opções para publicação de conteúdo, que não o papel, há também fabricantes de tecnologias de impressão que lançam novidades para outras aplicações do material impresso. O cerne dessas aplicações encontra-se na tecnologia de impressão inkjet UV, cujos benefícios já deram origem a várias famílias de equipamentos entre as quais se destacam a EFI Vutek, HP Scitex, Durst, Océ Arizona, Inca Onset e outras.

Mas não é só isso. Os mais atentos também devem se lembrar que, na Drupa 2012, a Heidelberg expos em seu stand amostras de peças promocionais e artefatos impressos com tecnologia 3D – que, para muitos, pode marcar o tema da Drupa 2016. “É uma tecnologia ainda embrionária, que utiliza resina para imprimir os mais variados materiais e peças”, explica Andreia Ponce, coordenadora técnica da ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica), durante uma das sessões do evento pós-Drupa organizado pela entidade no auditório do Senai de Artes Gráficas Theobaldo De Nigris. E o futuro já chegou para várias outras aplicações de impressão – que não o papel.


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IMAGINAÇÃO É O LIMITE? Durante as últimas duas ExpoPrint Latin America, a EFI Vutek mostrou suas tecnologias mais recentes para impressão em mídias como madeira, PVC, derivados e plástico etc. Na ocasião, e em várias outras feiras do setor também, a EFI Vutek decorou stands inteiros com lonas, almofadas, pisos, tablados e outras peças com produtos impressos em sua linha UV. Na Drupa, a empresa mostrou novidades como a GS5000r, para velocidades de 288 m2/ hora, GS3250, para larguras de até 320 cm e velocidade de 223 m2/hora, e, para clientes que buscam qualidade gráfica em impressão em tecido, a empresa anunciou a EFI Vutek TX3250r, que usa tecnologia dye sublimation e suporta larguras de até 3.2 metros, resolução de até 1080 dpi, velocidade de 100 m2/hora e capacidade de trabalhar com até dois rolos de 60”.

EFI Vutek TX3250r, com tecnologia dye sublimation A Agfa é outra empresa que está fazendo grandes apostas no segmento de impressão de mídias diferenciadas. A empresa lançou na Drupa a :Jeti 1224 HDC FTR, que está estimada em 100 m2/hora e o formato de mídia é de 1,22x2,44 metros. Utiliza tinta Agfa Anuvia. Ainda da série :Jeti, a Agfa lançou a :Jeti 3324 Aquajet PRO, que tem velocidade de 65 m2/hora, 24 cabeças de impressão com tecnologia Spectra Série Especial base d´água, e dispensa qualquer equipamento adicional de cura para trabalhos que usem mídias fora do padrão papel (no caso, a grande vantagem da :Jeti 3324 Aquajet PRO é a possibilidade de se imprimir diretamente sobre tecidos usando tinta base d´água. O terceiro modelo da série :Jeti apresentado na Drupa foi a :Jeti 3020 TITAN, cuja configuração inclui 36 cabeçotes de impressão, padrão CMYK mais branco, arquitetura plana (opcional para trabalho com rolo), e área de impressão máxima de 3x2 metros. A velocidade

é de 226 m2/hora e, caso seja necessário, pode sofrer upgrades para incremento de velocidade ou, ainda, adição de novas cores. O quarto e último modelo :Jeti foi a :Jeti 3020 TITAN FTR com 48 cabeçotes e seis cores. Conta com sistema rolo a rolo e formato de 3x2 metros. A largura do rolo é de 3.2 metros. A Agfa também investe no segmento de tintas, e lançou as tecnologias Agora e Altamira para trazer os benefícios de suas tintas de alto desempenho para uma ampla gama de aplicações em diferentes áreas-chave. Já estabelecidas nos setores de documentos e embalagens, essas tintas também já foram formuladas para uso em aplicações industriais, com os principais fabricantes de cabeça de impressão realizando parcerias com a Agfa para trazer novas oportunidades para o mercado digital. Com forte foco no segmento industrial, mas também no cerâmico e em peças para decoração, paisagismo e aplicações diferenciadas, a Durst anuncia a Rho P10, uma série de impressoras industriais de alta produção com tecnologia inkjet que traz, como coração de seu sistema, os cabeçotes de impressão Quadro Array que geram gostas de 10 picolitros, o que torna a série Rho P10 ideal para impressão de trabalhos que exijam alta qualidade. A resolução anunciada pela Durst é de 1000 dpi, com o opcional de se trabalhar com versões light dos tons cyan e magenta (light cyan e light magenta). Outro destaque, a Rho P10, permite trabalhar com uma grande variedade de mídias, desde substratos flexíveis até rígidos. Isso inclui tábuas, metais, acrílicos, PVC e mídias para impressão na área de sinalização backlight, têxteis e vinis. A série Rho P10 engloba os modelos Rho P10 200/250 e Rho P10 320R, todas versões UV cuja variação fica na largura de mídia (2, 2,5 e 3,20 metros, respectivamente), e na possibilidade (opcional) de se trabalhar na configuração rolo a rolo. Para o universo cerâmico, a Durst anuncia novidades para a feira Forn&Cer 2012, que acontece em Santa Gertrudes de 19 a 22 de junho. O destaque desse tipo de aplicação (chamada de “via seca”) fica para a Gamma 75 HDE, que tem capacidade de produzir com alta velocidade de secagem à razão de aproximadamente 76 metros/ minuto. Possui padrão cinco cores e dispensa uso de mais de uma unidade de cabeça de impressão para a mesma cor devido à sua alta capacidade de descarga

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de tinta em altas velocidades lineares, podendo ejetar quatro vezes mais tinta por metro quadrado à mesma velocidade do que qualquer outra impressora do mercado. Além disso, suporta os principais padrões de tintas esmaltadas para decoração cerâmica, tais como Colorobbia, Smalticeram Torrecid, Ferro e Esmalglass-Itaca. E mais: se o mercado de embalagens é visto por muitas empresas como a tábua de salvação de seus lucros para o material impresso, a Durst também disponibiliza uma nova tecnologia para sua série Rho 700/900 e Rho 1000 (destaque da Drupa) para impressão em substratos corrugados.

placas/hora (125x80 cm), largura de 250 cm, resolução de 600 dpi e possibilidade de se trabalhar com branco e verniz. A HP também não ficou atrás e anunciou várias novidades. Para embalagens flexíveis, por exemplo, mostrou os modelos HP Indigo ws6600, ws4600 e HP Indigo 20000, todas com opção de entrada por rolo; e, também, a HP Indigo 30000, um dos destaques da companhia na Drupa que pode trabalhar com cartonados de até 600 microns e largura de 75 cm. Agora, para aplicações realmente diferenciadas na área de decoração e sinalização, a HP apresentou novidades da família HP Scitex, incluindo os modelos HP Scitex FB 7600 para trabalhos com mídias de até 25 mm, TJ8600, que tem velocidade de 480 m2/hora e permite, inclusive, impressão frente e verso, XP5500, que trabalha com largura de até 5 metros e pode trabalhar com mídias rígidas, a LX850, um equipamento rápido de largura de boca de 3.2 metros, e a FB700, com arquitetura de mesa plana, largura de boca de 1.63 metro e velocidade de 37 m2/hora. A Océ também inovou e apresentou novidades como a Arizona 318 GL, um modelo plano inkjet UV que permite qualquer combinação de cores (com tinta branca inclusive) em duas ou três passadas.

Rho 1000 da Durst Entre os modelos que a Durst possui para trabalhos com mídias corrugadas destacam-se a Rho 750, que suporta larguras de até 250 cm, tem velocidade de 180 m2/hora e sistema de impressão que incorpora um número maior de cabeças, permitindo maior velocidade sem perda de qualidade; a Rho 900, uma impressora com largura de 250 cm focada em produção (220 m2/ hora), com 600 dpi de resolução, acionamento via motor linear, sistema Quadro Array 30D e que traz possibilidade de ampliação do padrão de cores através da adição de tons especiais (além do padrão CMYK) para trabalhos especificamente com o segmento de embalagens, decoração, objetos transparentes etc.; a Rho 800, com velocidade para 120 placas/hora; e, por fim, o destaque Rho 1000, um equipamento classificado como “Premium” com produtividade para mais de 600

Arizona 318 GL, da Océ Ou seja, o mercado gráfico está mudando e o conceito de impressão expandindo-se para além do papel. A Drupa mostrou que várias empresas, além das citadas, já estão de olhos bem abertos e se adaptando a essa nova realidade.


DIGITAL

Paulo Stucchi

ALPHAGRAPHICS VILA OLÍMPIA/SP ELIMINA GARGALO NO ACABAMENTO COM SOLUÇÕES MORGANA

Silvane Salamoni e Herculano Azevedo ao lado da AutoCreaser A unidade Vila Olímpia (São Paulo) da AlphaGraphics possui em seu parque de impressão algumas das soluções mais modernas para impressão digital, entre elas, uma Xerox DocuColor, uma impressora P&B Océ para alto volume e uma impressora HP Indigo 7000. Com seu parque produtivo, é capaz, hoje, de atingir altos volumes de produção em tiragens baixas, executando trabalhos de impressos rápidos com qualidade. Contudo, as altas tecnologias empregadas na impressão abaram por criar um gargalo no acabamento. Conforme explica Herculano Azevedo, gerente da AlphaGraphics da Vila Olímpia, eram usados métodos manuais de vinco e dobra. “Isso causava perda de material e, logicamente, a qualidade não era tão boa”, disse Herculano. Atualmente, o acabamento, ou pós-impressão, da AlphaGraphics conta, na etapa de vinco, com duas soluções Morgana, comercializadas no Brasil pela Diginove: uma vincadeira manual DocuCreaser 52 (primeiro equipamento adquirido pela AlphaGraphics Vila Olímpia) e uma vincadeira automática AutoCreaser PRO 50 (primeira instalada no Brasil). Segundo Herculano, várias marcas foram pesquisadas, porém, fez contato com a Diginove quando viu uma matéria sobre a empresa em uma revista do setor.

“Procuramos várias marcas, pesquisamos algumas até mais baratas do que as soluções da Morgana. Contudo, o custo/benefício dos equipamentos da Morgana compensa e amortiza o investimento rapidamente”, afirma o gerente. Com a AutoCreaser PRO 50 e a DocuCreaser 52, de acordo com o Herculano, o gargalo no acabamento terminou. Da DocuCreaser 52, um equipamento manual de entrada da linha de vincadeiras Morgana, Herculano destaca a facilidade de uso e precisão. Já sobre a AutoCreaser PRO 50, o gerente destaca, como principais benefícios, a possibilidade de se realizar facilmente configurações para o equipamento através de um monitor touch screen de 7 polegadas, velocidade de 8500 folhas/hora, capacidade de executar até 16 vincos por folha, e flexibilidade no ajuste de formatos, o que, segundo Herculano, permite que o equipamento trabalhe perfeitamente sintonizado com a HP Indigo 7000. Todos os sistemas Morgana utilizam tecnologia de vinco por pressão em sistema macho/fêmea em U, e não em V, como muitos equipamentos. Tal padrão, para impressos digitais em toner, mostra-se altamente eficiente, já que evita as tradicionais rasuras causadas pela fricção dos sistemas em V (já que o toner fica depositado sobre a superfície do papel e não penetra nas fibras). “O acabamento é uma etapa importante do processo gráfico, apesar de algumas gráficas ainda não terem atentado para isto. Às vezes, colocamos a qualidade de um bom impresso a perder devido a um vinco, uma dobra, um corte mal-feito. No que tange ao vinco, as soluções Morgana eliminaram nossos problemas. Tão logo instalei a primeira vincadeira aqui, recomendei a tecnologia para a unidade AlphaGraphics da Faria Lima também”, disse. Atualmente, a Diginove possui instalações de sistemas de vinco Morgana em praticamente todas as unidades da AlphaGraphics do Brasil.


DIGITAL DRUPA

Paulo Stucchi

“KODAK AMÉRICA LATINA REPRESENTA A KODAK DAS AMÉRICAS NESTA DRUPA” COM ESSA FRASE, ANDERSON CHAVES, DIRETOR DA DIVISÃO DE NEGÓCIOS GRÁFICOS DA KODAK NO BRASIL, DEFINE A PARTICIPAÇÃO DA AMÉRICA LATINA, INCLUINDO O BRASIL, NOS NEGÓCIOS DA KODAK FECHADOS NA DRUPA 2012.

Habitualmente, as filiais latino-americanas e sul-americanas das grandes corporações mundiais ocupam papel coadjuvante no cenário global, principalmente em feiras regionais e mundiais. Contudo, a nova geografia dos negócios no mundo, e que envolve o setor gráfico, tem mudado esse conceito e dando um novo patamar a regiões como China/Ásia-Pacífico, Leste Europeu e América Latina.

Na Drupa 2012, uma vez mais, o cenário que vem se configurando há algum tempo se confirma; o Brasil, ao lado de outros emergentes, vem puxando o crescimento das empresas em vários segmentos, como impressão digital, editorial, comercial e promocional. E, também, no caso da Kodak, como já destacado pelo seu presidente Antonio Pérez na coletiva de imprensa na Drupa, na área de embalagens.


Revista DESKTOP

Anderson Chaves, diretor de vendas da Kodak Brasil, afirma que, logo nos primeiros dias de Drupa, isso já ficou bem claro. “Fazemos a análise diária das vendas entre as regiões em que a Kodak tem participação, e a América Latina está à frente, puxando as vendas nas Américas. Se, antes, éramos coadjuvantes, hoje a Kodak América Latina representa a Kodak das Américas nesta Drupa”, afirma. E não é só isso. No primeiro dia de Drupa, Luis Medina, diretor-geral para o Cone Norte e diretor de Contas Estratégicas para toda a América Latina já anunciava o sucesso da companhia na feira, totalizando, somente no dia 3, 10 milhões de dólares em negócios gerados para clientes do México ao Uruguai. “Estamos conseguindo esse sucesso porque temos diferencial. Você me pergunta por que a Kodak está se destacando e vendendo, e eu lhe respondo que é porque realmente oferecemos inovações”, destaca Anderson. Entre as inovações, qualquer um que anda pelo stand da Kodak na Drupa logo percebe dois grandes destaques: a nova linha de rotativas digitais inkjet PROSPER PRESS, cuja estrela é o modelo KODAK PROSPER 6000 XL, e o segmento de embalagem. DIGITAL A KODAK PROSPER 6000 XL é indicada para impressão comercial e editorial, oferecendo entrada em bobina, impressão quatro cores e tecnologia prime que enobrece e destaca tons, permitindo que se obtenham páginas coloridas de maior qualidade visual. Na Drupa, o equipamento tem sido constantemente demonstrado para clientes de todo o mundo, e oferece uma alternativa mais avançada à Kodak Prosper 5000 XL, lançada há pouco tempo e que possui mais de 30 instalações no mundo. Também chama a atenção a receptividade da linha KODAK VERSAMARK para impressão digital para segmentos transacional e promocional. Segundo Anderson, o equipamento também tem sido usado, com sucesso, para o mercado editorial. Na Drupa, vários negócios em todo o mundo já foram fechados para impressão de cadernos ou jornais regionalizados. “Temos casos muito ilustrativos no Japão, Malta, Madagascar e outros países onde gráficas imprimem vários jornais do mundo numa única planta para serem distribuídos em hotéis e pontos turísticos”, conta Anderson.

Na Drupa, a Kodak também mostra a série KODAK NEXPRESS, cujo lançamento inclui a KODAK NEXPRESS SX3900 cuja produtividade está estimada em até 83 páginas/minuto. EMBALAGEM Se isso não ocorria em 2008, agora, na Drupa 2012, o segmento de embalagem representa uma fatia importante do stand (e dos negócios ) da Kodak no evento. Isto porque, em quatro anos, a tecnologia evoluiu, se aprimorou e, hoje, oferece diferenciais que nenhuma outra solução possui. Dois exemplos significativos são a KODAK FlexCel NX e KODAK FlexCel Direct. A KODAK FlexCel NX possui inovador sistema de gravação de pontos em sleeves, permitindo, além do encurtamento do processo de pré-impressão na produção de embalagens, que se obtenha alta qualidade de cor em padrão CMYK, sem a necessidade de se usar seis ou oito cores, como é muito comum no segmento de embalagens. É o que explica Anderson: “Isso tem atraído a atenção dos clientes e assegurado um sucesso muito grande do equipamento na América Latina toda”, afirma. Já a KODAK FlexCel Direct elimina qualquer intermediário na gravação dos sleeves flexográficos. No caso, o processo ocorre sem químicos, sendo mais veloz e, também, mais ecológico. “É uma tecnologia que nenhuma outra empresa no mundo tem. A Kodak também está inovando nas aplicações para embalagem e liderando as mudanças”, disse o diretor. ONDE ESTÁ A PROCESSADORA? Os clientes que circularam o setor de prepress do stand da Kodak na Drupa podem ter se feito essa pergunta. Mas o fato é que a empresa lança na Drupa a SONORA XP, que substitui a chapa Thermal Direct e que pode ser usada em qualquer CtP térmico do mercado. O diferencial da Sonora XP é que sua “revelação” se dá por processo totalmente mecânico/eletrônico, sem químicos ou água. “Lançamos, nesta Drupa, a primeira e única chapa sem qualquer processo do mundo”, disse Anderson. “E o mercado já está reconhecendo isso. Estamos tendo um sucesso tremendo”, complementou.

www.kodak.com.br

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DIGITAL DRUPA

Ricardo Minoru Horie

A DRUPA DA NUVEM EM SE TRATANDO DE PRÉ-IMPRESSÃO, A EDIÇÃO DESTE ANO TEVE COMO FOCO OS RECURSOS QUE USAM A INTERNET PARA AUTOMATIZAR PROCESSOS E REDUZIR CUSTOS

No que se refere aos segmentos de criação, editoração e até mesmo pré-impressão, pode-se dizer que a Drupa de 2012 não foi palco de nenhuma tecnologia inovadora, muito menos revolucionárias como era de se esperar, e que aconteceu em edições passadas. Para exemplificar, os CtPs (Computer to Plate ou platesetters), um dos principais motes da Drupa de 1995 e 2000, viraram produtos comuns. O JDF (Job Definition Format), tão aclamado na edição de 2004 e amadurecido na edição de 2008, também não teve o mesmo destaque na edição deste ano. No entanto, houve evolução e sobretudo amadurecimento de várias tecnologias lançadas ou apresentadas nas últimas décadas e em Drupas passadas.

A feira de 2012, de maneira geral, acompanhou a tendência de unir a impressão com recursos Web, seja para que a Internet faça cada vez mais parte do processo produtivo ou mesmo para que ela gere subprodutos para consumo on-line ou nos dispositivos portáteis tais como o iPad e outros tablets. Boa parte das soluções e suas respectivas novas versões que foram apresentadas tinham como mote recursos que tornassem o processo mais competitivo e ágil. A lógica é que, independente do processo usado para imprimir determinado produto (offset, roto, flexo ou digital), as tarefas que precedem estas etapas industriais como o orçamento, recebimento dos arquivos, preflight, imposição, ripagem e confecção das matrizes de


Revista DESKTOP

A DRUPA 2012, MAIOR EVENTO SOBRE O UNIVERSO GRÁFICO, DE MANEIRA GERAL, ACOMPANHOU A TENDÊNCIA DE UNIR A IMPRESSÃO COM RECURSOS WEB impressão, têm de ser as mais automatizadas possíveis para minimizar erros e reduzir os custos de produção. Além disso, quanto mais puderem ser integradas, mais fácil é a automatização, o que azeita o fluxo de trabalho e também permite um maior número de trabalhos num menor espaço de tempo. Um dos produtos de destaque nesse assunto é o Switch, fabricado pela Enfocus, que permite a integração de produtos com finalidades distintas e de fabricantes diferentes (mais de 20) para criar workflows automatizados. Outro item bastante em voga na feira era que algumas soluções de workflow voltados para geração de matrizes de impressão para processos de impressão analógicas como offset por meio de platesetters, passaram a permitir a integração com equipamentos de impressão digital de produção, tais como impressoras de tecnologia de base toner, como mais uma possibilidade de saída. Um dos casos foi o Prinect fabricado pela Heidelberg, em relação aos equipamentos da Ricoh, completando assim a integração tecnológica do acordo comercial entre as duas empresas que apresentou no início de 2012, a linha Heidelberg Linoprint. A Agfa fez o mesmo com a nova versão do :Apogee Prepress que se tornou híbrido e que, agora, além de CtPs, impressoras de provas, impressoras digitais de produção, também pode controlar equipamentos de impressão em grandes formatos de tecnologia inkjet homologados pela empresa. Um módulo similar do Prinergy também foi apresentado pela Kodak. Um destaque bastante interessante e que acompanha a tendência de crossmedia (distribuição de conteúdos por meio das diversas mídias e plataformas de comunicação), foi a terceira geração do Dalim Twist ES (Enterprise Solution), além da interface remodelada, tem como diferencial a possibilidade de gerar, a partir de um PDF de uma revista, um arquivo Folio de revista digital e que pode

ser publicada na App Store e Google Play (antigo Android Market) para venda ou distribuição gratuita. Trata-se de um diferencial que empresas gráficas que operam no mercado editorial podem oferecer aos seus clientes. Até onde se sabe, esse recurso é único em produtos RIPs e é somente encontrado em soluções de edição colaborativas baseadas em InDesign e InCopy, tais como o Woodwing Enterprise, Vjoon K4 e Censhare Publishing System. INTEGRAÇÃO COM APPS DE TABLETS Os mesmos tablets que atualmente permitem que leitores consumam livros eletrônicos, revistas digitais e outros tantos conteúdos que antes eram impressos em tiragens maiores, hoje permitem que os administradores de empresas gráficas controlem sua produção e visualizem a produtividade de diversos departamentos. Permitem, até mesmo que seus clientes façam a aprovação virtual do layout e conteúdo de produtos gráficos que antes demandavam a produção, entrega e recolhimento de provas impressas. Uma dessas soluções foi apresentada pela Kodak como novo recurso do Insite Prepress Portal e outra foi a Xitron com o Navigator Mobile Proofing Approval. Outro exemplo de integração de tablets no dia a dia do processo gráfico foi apresentado pela Printplus e sua solução de MIS (Management Information System – Sistema de Gerenciamento de Informações) que permite que as equipes de vendas acompanhem de qualquer lugar a produção dos trabalhos de seus clientes, coloquem pedidos novos e, no caso dos gerentes, façam um acompanhamento em tempo real da produção e vendas. APROVEITAMENTO DA NUVEM Já há alguns anos, empresas de pequeno e médio porte, ao invés de terem de investir em servidores e outros custos de TI, podem alugar capacidade de processamento e armazenamento de dados a partir de empresas

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Revista DESKTOP

POR MEIO DE UM WEBSITE OU PORTAL, O CLIENTE PODE CRIAR, EDITAR E PERSONALIZAR LAYOUTS PRONTOS OU FAZER O UPLOAD DE SEUS ARQUIVOS especializadas tais como Amazon, Locaweb, UOL Host etc. Trata-se do conceito de computação na nuvem. Alguns fabricantes levaram este conceito ao pé da letra e apresentaram alguns produtos interessantes. Um dos destaques é o :Apogee Storefront, um módulo do sistema de workflow Apogee Prepress fabricado pela Agfa. Trata-se de uma típica solução categorizada como SaaS (Software as a Service ou Software como Serviço) que provê recursos de Web to Print. Outro exemplo é o Remote Director, solução que provê recursos de aprovação remota e virtual baseado em links web e cujo modelo de negócio também prevê a possibilidade de aluguel mensal de um servidor publicado na nuvem e de propriedade do fabricante da solução. Também baseado no conceito de nuvem, a Fujifilm apresentou uma nova versão do seu workflow XMF, que trouxe como uma de suas inovações um módulo de gestão de cores chamado Colorpath. Já a Screen demonstrou um módulo do sistema de workflow Equios, que trabalha com dados variáveis de forma on-line. Uma solução também bastante interessante foi apresentada pela M/S Visucom chamada On-Line-Printshop. Trata-se de um produto Web da categoria de Branding que permite a criação de layouts baseados na identidade visual de uma determinada empresa, a partir de um browser comum de Internet, que depois serão impressos pela empresa gráfica que alugou o serviço. WEB TO PRINT Um dos aspectos mais visíveis do conceito de nuvem é justamente o de Web to Print, que não é novo, mas que costuma ser mais adotado por empresas gráficas que usam tecnologia digital para imprimir produtos gráficos como photobooks, cartões de visita, livros sob demanda e uma série de outros produtos que têm modelos de layouts fixos e podem ser personalizados em relação às cores, fontes e outros elementos de página de modo on-line.

Por meio de um website ou portal da gráfica, o cliente pode criar, editar e personalizar layouts prontos ou fazer o upload de seus arquivos (geralmente no formato PDF) desenvolvidos em seu computador. Todo o processo pode ser acompanhado pelos funcionários da gráfica e pelos próprios clientes, além da maioria possuir módulos de pagamento via cartão de crédito ou sistemas como, por exemplo, o PayPal. Muitas soluções disponíveis também oferecem recursos de orçamento, além de preflight (para avaliação técnica da qualidade dos arquivos enviados) e também permite a aprovação on-line antes de autorizar a produção. Outros permitem aos clientes finais a gestão de conteúdos armazenados dentro dos servidores de impressão ou armazenagem publicados na nuvem (ou nos servidores locais) para que estes tenham a liberdade de ordenar eletronicamente a produção de tiragens De forma geral, as soluções são compostas de um storefront que precisam ser integrados aos websites atuais das empresas gráficas. De certa forma, é como contratar um funcionário de baixo salário que pode orçar, pegar pedidos, fazer FTP, analisar os arquivos, receber, entre outras tarefas, 24 horas por dia, 7 dias da semana, 365 dias por ano. No segmento digital que recebe pedidos de tiragens médias na casa das unidades e centenas, faz todo o sentido não ter de dedicar um profissional de vendas para estes micro-pedidos. Já para o segmento de tiragens na casa dos milhares, como é o caso do offset e de outras tecnologias de impressão, não haviam muitas alternativas de soluções até a Drupa 2012. No entanto, o que se pôde ver foram quase 60 soluções apresentadas por empresas pouco conhecidas tais como Graphisoft, Key2print, Printing.com, Online-printshop, Utypia, 4allportal e Vit2print, até mesmo empresas como EFI, Agfa, Heidelberg, entre outras.


20 e 21 de setembro de 2012

WTC Convention Center | São Paulo | Brasil A visão globalizada do setor gráfico

The globalized vision of the graphic sector La visión globalizada del sector gráfico

Realização Realization Realización

Organização e Promoção

Organization and Promotion Organización y Promoción

www.trendsofprint.com.br


DICAS & TRUQUES

Getulino Pacheco

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1h

O LAGO REALISTA APRENDA, NESTE TUTORIAL DE GETULINO PACHECO, UMA TÉCNICA BASTANTE INTERESSANTE PARA CRIAR A SUPERFÍCIE REALISTA DE UM LAGO NO PHOTOHOP COM O RECURSO DISPLACEMENT MAP.


Revista DESKTOP

Essa técnica é excelente para criar um movimento de água sobre uma superfície calma de um lago. Porém, não é indicada para fazer, por exemplo, a correnteza de um rio onde os movimentos são mais intensos e totalmente disformes. Quem cria o efeito é o Displacement Map. Mas esse filtro precisa de um mapa com informações para criar as distorções sobre a imagem.

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Agora, desfoque este ruído usando o filtro Gaussian Blur. Use um valor de 2 pixels em Radius.

MAPA DE DISTORÇÃO

Antes de criar esse mapa, providencie a imagem de uma paisagem, como a mostrada no exemplo. A imagem deve ter bastante área livre no primeiro plano, como um campo com montanhas ao fundo, no modo RGB. Para criar o mapa, abra uma nova camada sobre a paisagem e faça nela uma seleção retangular. Preencha a seleção com branco.

Para criar a informação de distorção para o mapa, vamos precisar de dois canais, o Red e o Green. Apenas o canal RGB não irá funcionar para essa distorção.

Ative o painel Channels e selecione primeiro Red. Em seguida, vá em Filter> Stylize > Emboss. Em Angle, aplique 90º, em Height 4 pixels e em Amount, 500%. Aplique o filtro Noise sobre o preenchimento em Filter > Noise > Add Noise. Nesse painel, em Amount, aplique 400% de valor e deixe os itens Gaussian e Monochromatic ativados.

Mude para o canal Green e repita o processo, apenas mudando o ângulo para 180º. Volte a ativar o canal RGB e você terá um resultado como o do exemplo a seguir.

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Revista DESKTOP

TRANSFORMANDO

02 A DISTORÇÃO EM LAGO

Crie uma perspectiva no retângulo em Edit > Transform > Perspective. Exagere a distorção da parte inferior do retângulo, arrastando as bordas para além da moldura do documento.

Após a primeira distorção, dê Enter e vá em Image > Trim para eliminar as informações ocultas que ficaram fora do documento. Repita o processo da ferramenta Perspective para distorcer ainda mais a informação até ela ficar semelhante ao exemplo abaixo. Não se esqueça de, depois da distorção, sempre aplicar um Trim.

Desative, momentaneamente, a visualização da camada da imagem e, em File > Save As, salve este arquivo com um outro nome, no formato PSD. Salvei como Mapa.

Volte a ativar a visualização do layer da imagem. Em seguida, com a ferramenta de seleção retangular, selecione a parte superior da imagem, tendo como referência a altura da forma distorcida. Pressione as teclas Command+J para criar uma cópia da parte da imagem selecionada e, em seguida, inverta a imagem em Edit > Transform > Flip Vertical. Desligue a visualização do objeto distorcido e dê um Trim.

Com a tecla Command pressionada, clique sobre a miniatura da imagem invertida no painel Layers para ativar uma seleção em volta da forma. Abra uma nova camada abaixo dessa camada da imagem invertida e preencha com um azul de tom médio. Se preferir, você pode usar o conta gotas e coletar um tom de azul de alguma parte da própria imagem. No exemplo abaixo, foi usado um tom de azul de uma das partes das montanhas.


Revista DESKTOP

No layer da imagem invertida, faça uma máscara de opacidade usando um gradiente composto por preto e branco. Isso irá criar a transição da imagem sobre o fundo azul, valorizando o reflexo do lago.

E agora, a aplicação do tão esperado filtro Displacement Map. Continue neste mesmo layer e vá em Filter > Distort > Displace. Neste painel, quanto maior o valor colocado nas escalas vertical e horizontal, maior vai ser a distorção do filtro sobre a superfície da imagem. O ideal para esse efeito é sempre colocar, na escala vertical, metade do valor aplicado na escala horizontal. No caso do exemplo abaixo, apliquei 30 no horizontal e 15 na vertical.

Agora, na mesma camada, clique só em cima do ícone da imagem e aplique em Filter > Blur a opcão Motion Blur. Aplique um ângulo de 90º e em Distance mais ou menos 29 pixels, criando na imagem um desfoque, que dará mais realidade à cena.

Quando você clicar em Ok no painel Displace, ele irá abrir uma janela na qual você deve procurar o mapa de distorção salvo anteriormente. Selecione o mapa, clique em abrir e a distorção já irá acontecer sobre a imagem.

getpac@revistadesktop.com.br twitter/IllustratorGET

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PHOTOSHOP PRO

Alexandre Keese

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30m

GOLAÇO DO PHOTOSHOP! ALEXANDRE KEESE REVELA COMO CRIAR UMA IMAGEM DE TIRAR O FÔLEGO COM TÉCNICAS SIMPLES POR MEIO DE SMART OBJECTS, MÁSCARAS E COLORIZAÇÕES. O SEGREDO ESTÁ NOS DETALHES!

Existem diversos métodos que tornam sua imagem mais interessante e atraente para seus observadores. Neste tutorial de Photoshop, quero apresentar um deles e espero que você goste do resultado final. RAW X JPEG Muito se discute sobre a diferença entre trabalhar com arquivos no formato nativo da camera (raw), e o

arquivo já processado (JPEG). Eu sempre capturo minha imagens no formato raw, pois sua riqueza de informação permite maior flexibilidade durante o processo de edição, além de manter a informação original intacta. A única desvantagem é o tamanho físico do arquivo dentro do nosso disco, mas, com os valores das midias de armazenamento cada vez mais baratas, isso acaba por ser um problema de menor importância.


Revista DESKTOP

ABRINDO UM

SMART OBJECT

01 NOVO DOCUMENTO

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Vamos começar abrindo a imagem no Photoshop. Ela foi capturada no formato nativo (raw) e será aberta no ACR Acredito que o ACR ou Adobe Camera Raw é um plug-in super poderoso. Arrisco até dizer que é um aplicativo para tratamento dentro do Photoshop e, quando posso, faço todos os ajustes possíveis nessa etapa.

Antes de abrir a imagem com os ajustes no Photoshop, pressione a tecla Shift para que o botão Open Image se transforme em Open Object. Isso permite que o arquivo seja aberto no Photoshop como um objeto inteligente (Smart Object). Com a imagem aberta no Photoshop, entre no menu Layers > Smart Object > New Smart Object via Copy para duplicar o layer. Evite usar a opção Cmd / Ctrl + J, pois ela duplica o layer e mantém a relação entre os mesmos. Neste caso, quero que os layers sejam controlados de forma independente.

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PRIMEIROS AJUSTES

O primeiro ajuste está focado na transição tonal e cores. Sendo assim, abri os detalhes no gramado usando o slider Shadows. Depois, reforcei um pouco mais o volume pelo Clarity e, por fim, aumentei o valor de Vibrance para saturar um pouco mais os tons.

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CONTRASTE

Agora, vamos aumentar o contraste da imagem. Para isso, clique duas vezes no ícone que indica Smart Object, presente no layer duplicado, para que sua imagem seja aberta dentro da caixa de diálogo do ACR.

O primeiro passo é converter a imagem para P&B. Isso pode ser feito clicando na aba HSL / Grayscale e, depois, na opção Convert to Grayscale.

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Revista DESKTOP

Arraste os sliders das cores, conforme o exemplo abaixo, tendo em mente que precisamos de um belo desenho de contraste. Esse desenho será usado no próximo passo para valorizar detalhes dentro da foto. Arrastando o slider para direita, deixamos o tom mais claro. Arrastando para esquerda, deixamos o tom mais escuro. Se quiser facilitar o processo, você pode usar a ferramenta Targeted Adjusment Tool, presente na barra superior. Em seguida, clique na primeira aba, Basic, e altere mais uma vez os valores para destacar ainda mais os detalhes da foto. Gosto muito de usar o comando Clarity que, neste projeto, ficou com valor final em 100.

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BLEND MODE

Troque o Blend Mode de Normal para Luminosity pelo painel Layers e veja a quantidade de detalhes que foram valorizados.

Esse Blend Mode faz com que a luminosidade presente no layer seja utilizada sobre as cores da foto inferior. Você pode usar uma máscara para localizar a aplicação de seus efeitos se necessário.

COLORIZANDO

06 PELO ACR

Clique no botão OK para devolver a imagem com os novos ajustes para o Photoshop.

Duplique mais uma vez o layer pelo menu Layer > Smart Object > New Layer via Copy. Clique duas vezes em seu ícone para abrir a caixa de diálogo do ACR, desmarque a opção Convert to Grayscale e, pela aba Basic, altere os valores de White Balance. Uma dica interessante é trabalhar com os valores da aba Split Toning para inserir um tom nas áreas escuras, claras ou em ambas. Clique em Ok para voltar para o Photoshop, e troque o Blend Mode para Color. Eu trabalhei a opacidade para mesclar melhor a cor original e o novo tom. O valor final ficou 50%.


Revista DESKTOP

MAIS DETALHES

PERSPECTIVA

07 NAS NUVENS

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Como mencionei no início, a grande vantagem de trabalhar com o formato nativo é possibilidade de restaurar detalhes em pontos específicos. Por exemplo, nesta imagem, quero recuperar a informação das nuvens que estão estouradas. Duplique mais uma vez o layer pelo menu Layer > Smart Object > New Layer via Copy e clique duas vezes sobre o ícone Smart Object. Com a imagem aberta no ACR, reduza o valor dos Highlights e Exposure e clique em Ok para devolver o arquivo para o Photoshop. Clique no ícone Add Layer Mask, na parte inferior do painel Layers, com a tecla Option / Alt pressionada. Assim, a nova máscara vai esconder todas as informações do layer. Com um pincel pequeno e suave, pinte com a cor branca sobre a máscara para revelar as informações das nuvens.

Agora entra a parte misteriosa para correção da perspectiva, que pode ser feita de uma forma até o Photoshop CS5 e de outra muito mais simples a partir do Photoshop CS6. Vamos começar pelo Photoshop CS5. Pressione a tecla de atalho Cmd / Ctrl + T para ativar o recurso Free Transform e, depois, usando o botão direito para abrir o submenu, escolha a opção Warp. Clique e arraste sobre a imagem para corrigir os ângulos desejados. No final, um duplo clique sobre a imagem executa o comando.

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NO PHOTOSHOP CS6

Já no CS6, tudo ficou mais simples e preciso. Abra o filtro Adaptative Wide Angle pelo menu Filter. Na caixa de diálogo, escolha a primeira ferramenta, caso a mesma já não esteja selecionada, é um padrão - Contraint Tool. Clique e arraste sobre os pontos da imagem que deseja alterar e o Photoshop faz o resto. Note que, após o primeiro traçado, você pode parar o mouse sobre o traçado e um controle deslizante irá aparecer, permitindo seu giro. Coloque quantos pontos forem necessários e clique em Ok.

DUPLIQUE A IMAGEM

08 EM UM NOVO LAYER

Usando a tecla “Tudo + E”, ou seja, Cmd + Opt + Shift + E no Mac, ou Ctrl + Alt + Shift + E no Win, um novo layer é criado com a imagem completa.

INTENSIFICANDO

11 AS LUZES

Apesar das luzes estarem acesas quando a imagem foi capturada, sua intensidade não era suficiente para causar o impacto que eu gostaria. A solução foi inserir uma fonte de luz dentro da composição. Para isso, é necessário criar um novo layer preenchido com a cor preta.

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Revista DESKTOP

Em seguida, converti o mesmo para Smart Filter, entrando no menu Filter > Convert for Smart Filters. Dessa forma, o filtro fica editável, e posso controlar sua precisão com mais facilidade.

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Entre agora no menu Filter e escolha Render > Lens Flare para abrir a caixa de diálogo do filtro. Nessa caixa, você pode definir o tipo, intensidade e posicionamento da luz. Agora, para uma aplicação ainda mais precisa, pressione a tecla Cmd / Ctrl e clique sobre a tela de preview para abrir uma segunda caixa. Nela, você pode colocar as coordenadas usando pixels como unidade e garantir que vai acertar logo no primeiro momento. Clique em Ok e troque o Blend Mode para Screen. Desta forma, o preto se torna transparente e somente a informação clara que define a luz aparece.

Eu usei uma máscara para definir o local exato e para eliminar o flare gerado pelo filtro. Mas isso é um passo adicional.

CRIANDO A MOLDURA

Inserir uma moldura escura ao redor da imagem para direcionar o olhar do observador é sempre uma boa decisão. E o melhor é que posso fazer isso dentro do Photoshop. É super tranquilo! Usando a ferramenta Lasso, tecla de atalho “L”, selecione um formato de ameba ao redor da foto. Leve em consideração que a seleção deve respeitar as áreas mais claras e escuras da imagem. Crie um novo layer de ajuste com o comando Curves / Curvas, clique no centro e arraste para baixo para tornar o tom mais escuro. Você vai perceber que o centro da imagem é que ficou escuro. Não se preocupe, basta inverter a máscara clicando sobre seu ícone e usando a tecla de atalho Cmd / Ctrl + I. Isso aplica o comando Invert do menu Image > Adjust > invert.


Revista DESKTOP

Para tornar a transição mais suave, basta abrir o painel Masks e inserir um valor para Feather. Eu usei aqui 860 pixels, uma novidade do CS6.

VALORIZANDO

13 OS DETALHES

Usando mais uma vez a tecla de atalho “Tudo + E”, vamos duplicar tudo que está visível em uma nova camada. Aplicando o filtro Unsharp Mask na imagem, com valores não convencionais, vamos destacar bastante os detalhes da imagem. Nesta imagem, usei 80 em Amount, 80 em Radius e 2 em Threshold.

/BTWFSTÜFTBOUFSJPSFT WPDÐUFNRVFBQMJDBS o filtro Gaussian Blur pelo menos 4 vezes, pois o valor máximo permitido para o mesmo é 205 pixels.

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AJUSTES FINOS

A imagem fica muito forte após a aplicação do filtro USM, mas você pode controlar sua aplicação de duas formas diferentes. Uma delas é reduzindo a opacidade do layer pelo painel Layers. Nesta composição eu usei 40%. A segunda opção, também usada, ocorre com o uso de máscara, que permite controlar onde o comando vai trabalhar. Por exemplo, apliquei o filtro na grama com força, mas evitei a aplicação do filtro nas árvores atrás do gol.

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VOLUME GERAL

Pensando em forçar um pouco mais o contraste e ganhar volume na imagem, dupliquei tudo usando o “Tudo + E” novamente e troquei o Blend Mode de Normal para Softlight, isso faz com que as cores ganhem um pouco mais de saturação enquanto os tons claros ficam mais claros e os tons escuros ficam mais escuros, ou seja, a imagem ganha mais contraste.

alekeese@photopro.com.br @alekeese

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PHOTOSHOP PRO

AC Espilotro

www.revistadesktop.com.br/desktop128

3h

DOCE MORDIDA AC ESPILOTRO EXPLICA COMO ELABORAR UMA CAPA DE LIVRO USANDO O PHOTOSHOP


Revista DESKTOP

Depois de um longo período no esquecimento, o assunto quente no mercado editorial é novamente os vampiros. Então, aprenda nesse passo a passo como criar uma capa de livro com esses seres das trevas. Vamos entrar em um clima de muito sangue e terror, mãos à obra!

01

IMAGEM

Abra um documento no tamanho final da capa e arraste para dentro as três imagens disponíveis para download (garota, sangue e ilustração) no site da Revista Desktop: www.revistadesktop.com.br/desktop128 .

03

MAIS CONTRASTE

Faça um ajuste de contraste. Crie novamente um layer de ajuste – Create new fill or adjustment layer. Use a opção Levels, que fica no menu Image > Adjustments > Levels.

OLHOS MAIS

04 BRILHANTES Duplique o layer da garota e faça uma máscara totalmente preta. Com um pincel, pinte de branco somente na área do olho direito, que é o único que precisa aparecer na capa.

SEQUÊNCIA

02 DAS IMAGENS Coloque as imagens na seguinte ordem de baixo para cima: garota, sangue e ilustração. Para dar um tom azulado mais frio, crie um layer de ajuste com Hue/Saturation. Deixe o Colorize ativado e escolha Saturation 24 e Hue 160.

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SANGUE!

Coloque a foto do sangue no próximo layer. Com somente este layer ativado, vá no painel Channels e, com a tecla Ctrl (PC)/Cmd (Mac) apertada, clique em cima do canal do preto. Isso irá selecionar toda a área branca. Inverta essa seleção. Volte para o painel Layers e, no layer do sangue, crie uma máscara.

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Revista DESKTOP

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ACHATANDO OS LAYERS

Agora, vamos fazer o achatamento das imagens, mas preservando os demais layers, por meio do comando Tudo “E”, ou seja, Cmd+Opt+Shift+E (Mac) / Ctrl+Alt+Shift+E (PC). Isso é o mesmo que fazer um Merge Layers. Faça uma outra cópia. No layer que ficar logo acima da garota, troque o Blend Mode para Multiply e, no segundo layer acima, deixe o Blend Mode em Normal. Deixe esses dois layers com opacidade 100%. Depois, não esqueça de desativar o layer original do sangue.

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FINALIZANDO

Agora, coloque o título. Você pode trabalhar com fontes e estilos e aplicar alguns efeitos através do Layer Style.

ILUSTRAÇÃO

Faça uma cópia da ilustração e mude o Blend Mode dessa cópia para Multiply. Faça uma máscara e, com a ferramenta Gradient Tool, aplique um gradiente no final da ilustração, para eliminar a passagem dura. Depois, repita o passo 6 e achate novamente os layers com o comando Tudo”E”.

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MAIS LUZ

Vamos trabalhar com o contraste e aproveitar para trazer um pouco mais de luz no rosto. Crie um novo layer de ajuste, clicando no ícone que é um circulo preto e branco no painel Layers. Com isso, você irá criar um layer de ajustes, New Fill Adjustment Layer. Faça um “S” com os pontos dessa curva.

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UNIFORMIDADE

Como estou trabalhando com diversas imagens, na hora de finalizar, gosto de aplicar um pouco de Noise, para que todas as imagens fiquem com a mesma textura.

Depois de tudo pronto, duplique a imagem. Vá em Image > Duplicate, selecione a opção Duplicate Merged Layers Only. Isso fará uma cópia, achatando todos os layers. Transforme em CMYK, salve um JPG, e o trabalho está pronto!

espilotro@ajato.com.br www.flickr.com/photos/espilotro www.a2.com.br


Adobe Certified Expert; Consultor Adobe Systems Brasil; Diretor do Grupo PhotoPro; Autor do livro Tratamento & Edição Profissional de Imagens, do DVD 100% Photoshop CS5, Máscaras e Seleções e coautor do DVD Photoshop & Fotografia: A Arte da Imagem Conceitual, com Brasilio Wille.

Tel.: (11) 4013-7979 cursos@photopro.com.br www.photopro.com.br

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Kauê Luz e Leonardo Luz

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2h

O TEMPO DA IMAGEM KAUÊ LUZ E LEONARDO LUZ REVELAM COMO USAR O TEMPO E A NATUREZA A SEU FAVOR PARA REALIZAR FOTOGRAFIAS FANTÁSTICAS E CRIAR UM CENÁRIO BUCÓLICO E PARADISÍACO.

Uma curiosidade do mundo moderno é a perda do valor do tempo pelo atropelo. Ou seja, se tempo é dinheiro, a velocidade é o mais importante. Mas, algumas coisas não obedecem a essa nova lei, sendo que a “Mãe Natureza” é a mais relutante em aceitar essa teoria, e teima, insistentemente, em ter seu tempo correto para ter qualidade. Se conversarmos com nosso diretor de arte, ele concordará, com certeza, que, para ter qualidade, é necessário o tempo de amadurecimento para tudo, a menos quando se trata de propaganda, ou de uma imagem que ele precisa para uma determinada peça. Foi exatamente isso que aconteceu em um job no qual um cliente, líder de mercado em um determinado segmento, nos pediu um orçamento para uma imagem que

sintetizasse exatamente aquilo que ele faz, ou produz. Uma foto conceitual e cheia de informações extremamente importantes, para uma leitura correta da mensagem proposta. O serviço oferecido pelo cliente produz indiscutíveis benefícios para a agricultura, para fortalecer os animais. Ou seja, seu produto está inteiramente em consonância com a “Mãe Natureza”. Daí meu problema: o tempo, ou a época, em que foi encomendada tal imagem era em pleno período de inverno, quando a vegetação é pobre por natureza, seca, ou sem vida. Além disso,o horizonte se perde, pois a própria atmosfera fica envolta em uma poeira visível há poucos metros de distância.


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Outra dificuldade é mostrar, no fundo do campo, uma cidade grande, vista ao longe, no horizonte. Porém, todos os ângulos de visão, pela distância que precisaríamos, dariam uma definição prejudicada devido à poeira da atmosfera. Então, resolvemos comunicar ao cliente que só faríamos uma imagem com qualidade se tivéssemos tempo, ou seja, se esperássemos o verão para realizar a fotografia. Como a empresa é grande, ela concordou em esperar a época de chuvas passar, para o verde ressurgir e o pasto brilhar novamente até o horizonte. O primeiro passo foi achar uma cena que tivesse a aparência de uma fazenda, com visão agradável em dias diferentes. O horário mais indicado para fotografar é perto do almoço, para não ter sombras muitos longas.

Uma cena da cidade foi fotografada, respeitando também os mesmo requisitos.

Faltava o principal, que era a criança que admirava tudo isso, num inocente momento de descanso. A modelo foi escolhida por ser ruiva, que é uma característica bem forte do campo; seu figurino e os elementos de produção, tal como a cesta de flores, foram especialmente confeccionados para dar a idéia de “uma criança feliz na fazenda”. O feno em que ela está sentada mostra a preocupação com o futuro, e até um pequeno apetrecho do cabelo e a capa do caderno fazem lembrar a expansão comercial da empresa.

A cena de um plantil foi adicionada para reforçar a ideia de uma lavoura bem cuidada.

Alguns animais foram fotografados, pastando em locais diferentes, mas sempre com a mesma distância focal, diafragma e horário semelhante, para não termos conflito de perspectiva, ou angulação.

O cachorro é um elemento de ligação forte da marca, já que ela é muito conhecida pelo seus produtos diretamente voltados para animais. Uma segunda foto foi feita do cachorro, com um posicionamento mais correto, e com a língua mais recolhida.

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O mais difícil foi trazer para a cena da criança a flor “Dente de Leão”, símbolo máximo da primavera e associada auma planta medicinal. Acabamos optando por fazer essa foto em estúdio.

Posicione os elementos em cena de acordo com a orientação do fotógrafo.

O céu foi adquirido em um banco de imagens e entregue ao laboratório, junto com todas as imagens.

Veja como tudo ficou fácil e rápido, da diagramação até a orientação do fotógrafo, com esse método que preserva a imagem original em Smart Object com máscara. Agora, organize as camadas em grupos e renomeie eles.

No Photoshop, abra as imagens, disponíveis no link www.revistadesktop.com.br/desktop128 , e siga o nosso passo a passo para realizar a fusão.

INSERINDO

01 OS ELEMENTOS Abra as imagens no Adobe Camera Raw, pressione a tecla Shift e clique em Open-Object. Dessa forma, você estará preservando o Raw em um Smart Object. Agora, com ferramentas de seleção não precisas, selecione as áreas correspondentes de cada imagem e crie uma máscara pelo menu Layer > Layer Mask em cada arquivo. Salve os arquivos em PSD. Crie uma página na medida de 88 x 40cm em 300ppi Depois, arraste as imagens recortadas para a página criada, como Smart Object, por meio do Mini Brigde.

Para encontrar e selecionar os grupos corretos, pressione a tecla “V” (a ferramenta Move Tool) e, com o botão direito, clique em cima do elemento Lavoura e observe que surgirá uma janela mostrando o grupo e os layers contidos nele.


Para isolar o grupo selecionado, clique com a tecla Alt pressionada em cima do olho do grupo desejado.

Encontre, atravĂŠs dos grupos, os animais e duplique-os para construir as sombras. Na camada inferior duplicada, desative a mĂĄscara e transforme-a em preto e branco.

Modifique o Blend Mode para Multiply.


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Revista DESKTOP

A somatória dos dois layers criará uma aplicação de sombra abaixo do animal. Caso necessite, aumente o nível de contraste e brilho no layer da sombra.

Para homogeneizar a fotometria da cena, crie, para cada grupo, layers de ajustes envolvendo os controles de brilho e contraste Sempre comece a homogeneizar as camadas de baixo para cima.

Aproveite para equalizar o layer, de acordo com a profundidade de campo, pelo menu Filter > Blur> Gaussian Blur. Crie subgrupos para organizar os layers dos animais. Aproveite o animal e a sombra para refinar o recorte, ajustando a máscara.

Repita o processo anterior em todos os animais presentes na imagem. Veja a diferença com a sombra aplicada:

Agora repita o procedimento, de Fotometria e Profundidade de Campo, em todas as outras camadas. Aproveite esse momento e refina o recorte ajustando a máscara. Para finalizar a imagem selecione todos os grupos de camadas e ative pelo menu Filter > Convert for Smart Filters. Aplique um pouco de nitidez e grão para disfarçar a montagem. Pronto! De uma forma bem simples criamos um fluxo de montagem, onde o tempo e a qualidade estão ao nosso lado! Até a próxima!

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São, literalmente, centenas de dicas de Photoshop espalhadas por 25 capítulos, ilustradas com imagens surpreendentes, daquelas que provocam e fazem a imaginação viajar e, juntas, ultrapassam 3 horas de puro conhecimento, destacando-se como o treinamento ideal para aqueles que desejam se tornar Experts em Photoshop!

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Marcio Negherbon

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25h

ATENÇÃO TOTAL!

MARCIO NEGHERBON REVELA NOVO EXEMPLO DE FUSÃO DE FOTO COM ILUSTRAÇÃO 3D!


Revista DESKTOP

Em fevereiro deste ano fomos designados para produzir um anúncio que, literalmente, uniu o útil ao agradável: ilustração 3D, manipulação com Photoshop e conscientização no trânsito. A imagem para o Detran RS serviria de chamada para um programa que foi apresentado simultaneamente em nove rádios aqui do Rio Grande do Sul, abordando comportamentos de risco no trânsito, especialmente para os jovens motoristas. O assunto era sério, portanto, fomos ao trabalho!

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FUNDO

Começamos pelo fundo, que era bem simples, precisando apenas acertar a luz que a agência queria. Seria um pôr-do-sol, temperatura quente e uma incidência de raios solares sobre os elementos. Acompanhe, a seguir, o passo a passo da criação do arquivo PSD. Temos uma grande variedade de céus em nosso arquivo pessoal. Apenas escolhemos um que se adequasse mais no briefing enviado. Foi escolher a foto de fim-de-tarde e começar a trabalhar.

Agora chega a hora do personagem principal: o sol! Iniciando pelo halo de luz, usamos uma seleção circular, com feather bem alto. Carregamos mais uma curva e baixamos no meio-tom.

Continuando nosso sol, a próxima curva serviu para espalhar uma luz ainda mais esfumada, usando a mesma seleção circular, porém com feather maior. Baixamos nas máximas, produzindo um efeito esbranquiçado. Imagem original do céu A primeira alteração na imagem foi usar uma curva para criar um estouro de luz, baixando no canal Green do RGB (Magenta). Acrescentamos uma máscara e apagamos de leve embaixo, pois ali precisaria de leitura para um posterior texto.

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Revista DESKTOP

Agora nasce o sol: usamos o mesmo que estava na nossa foto, porém não aparecia na cena. Recortamos e acrescentamos por cima do efeito de luz já criado. Uma dica: tome cuidado para que as bordas dos elementos fiquem suaves e os tons equalizados. Agindo assim a fusão encaixa perfeitamente. Obviamente em fusões com foco em toda a imagem não se desfoca a bordas.

02

SEMÁFORO

Agora é a vez de nossos ilustradores. Tomando como base um prisma de posicionamento enviando pela agência, começamos uma pesquisa procurando todos os detalhes de um semáforo. Essa parte de estudo antes de iniciar qualquer ilustração ou manipulação é mais uma dica muito importante, pois esse tempo investido previamente irá conferir maior realismo no final. Ilustração pronta e aprovada, é a vez da ambientação. Primeiro, uso como base o semáforo ilustrado em 3D recortado com uma máscara.

Para dar contraste e calor na imagem, duplicamos o layer do semáforo e colocamos o Blend Mode em Hard Light 60%. O mote do anúncio era o sinal amarelo de “Atenção”, então esse precisava brilhar. Fizemos vários renders com várias intensidades de luz, justamente para esses casos. No ponto em questão usamos para os leds um render bem iluminado, para acender o sinal.

O passo seguinte foi criar um estouro de luz, aplicando um benday de branco desfocado com Gaussian Blur.

Somente uma luz branca ficaria falso. Para corrigir isso, mais um benday, dessa vez laranja, para aquecer a luz e acomodar melhor a fusão.

Usando selective color, selecionamos a borda do sinal e aumentamos o magenta na cor amarela, esquentando um pouco mais o detalhe.


Por fim, uma leve ressaltada nos sinais verde e vermelho, pois com a escurecida anterior ficaram quase pretos.

Aplicamos um photo filter amarelo com 25% de intensidade para harmonizar com a luz do fundo. Depois, aplique o clássico brilho e contraste na medida.

Aqui um diferencial: selecionando somente as bordas, carregamos uma curva clareando as máximas. Esse layer criou a necessária invasão de luz do objeto, dando mais dramaticidade à cena. Importante mencionar que a seleção precisa estar com bastante feather.

Como o objetivo era destacar o amarelo, escurecemos os outros sinais com duas curvas, subindo as mínimas e o meio-tom de cada uma.

A imagem foi usada neste verão 2012 e divulgada com especial destaque no site do Detran RS. Atenção para quem dirige é algo que sempre é bom salientar e repetir quantos vezes for preciso. Em tempos de tanta violência no trânsito, esse é um assunto para ser considerado amplamente. Aproveitando o gancho, a atenção também é indispensável para esse tipo de trabalho envolvendo fusões 3D+Photoshop. A pesquisa prévia, a ilustração modelada e renderizada pensando na imagem final, a aprovação dos elementos antes da composição final e a boa comunicação em equipe são pontos positivos e que facilitam qualquer produção. Desconsiderar alguns desses passos é certeza de perda de tempo, baixa na qualidade e cara feia dos clientes. Um abraço e até a próxima!

negherbon@terra.com.br http://mecasave.blogspot.com



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