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Nº 17 – MAR ABR MAI 16 (Trimestral) Diretor João Alberto Catalão, 918 799 307 jcatalao@doit.pt Publishers Ana Teresa Penim, 965 657 678 apenim@doit.pt Coordenador Editorial Francisco Toscano, 964 091 260 ftoscano@doit.pt Redação Vanessa Saudades Colaboradores Ana Garrido, Alfredo Costa, António Alves, António Robalo, Carlos Correia, Carlos Maia, Christian Barbosa, Fernando Rodrigues, Helena Anjos, Gilclér Regina, José António Rousseau, José de Almeida, Máximo Forte, Nuno Fontes, Orlando Cardoso, Maria do Rosário Pinto Correia Projeto Gráfico e Paginação Design e Forma, geral@designeforma.com Fotografia Fernando Piçarra (www.fernandopicarra. com), Ingimage, Vítor Gordo (Syncview) Assistente Comercial e Marketing Eva Baptista, 961 313 639 marketing@doit.pt Assinaturas assinaturas@doit.pt Impressão Eurodois by Impress Direct Rua de St.o António, Nº 30, A-dos-Ralhados 2710-006 Sintra Distribuição VASP, MLP – Media Logistics Park Nº de Registo na ERC: 126225 Nº de Depósito Legal: 343989/12 Tiragem: 15.000 exemplares Periodicidade: Trimestral

Índice 2 Editorial - João Alberto Catalão

37 I’m DOit! - Carlos Correira

4 Open it - Mais & Menos - Flash’s - Dicas - Curiosidades - Cartoon - Cara & Coroa - Notícias - Cool

38 Move On - Leituras DOit! - Em Reset - On-line - Tendências - Barómetro - Gadgets & Tech

12 Opinião - José António Rousseau 14 Tema de Capa - O Positivo Vende Mais 22 Espaço Ana Teresa Penim 24 Entrevista - Duarte Leal da Costa

Propriedade e Edição Active Up, Lda Contatos Av. do Atlântico, nº 16, Edifício Panoramic, Piso 14, Esc. 11 PARQUE DAS NAÇÕES 1990-019 LISBOA PORTUGAL Tel. 218 963 025 , redacao@doit.pt, www.doit.pt

Nenhuma parte desta publicação, incluindo textos e fotografias, pode ser reproduzida, por quaisquer meios, sem prévia autorização.

28 Um dia com... - João Casado 32 Histórias improváveis - Ronald Brodheim 35 Opinião - Gilclér Regina 36 Em Foco - Carlos Duarte Maia

42 Ferramentas DOit! - Vender Seguros 46 Opinião - Judas Tadeu Grassi Mendes 48 Zoom - Christian Barbosa 50 Enjoy it - Hotel (L’AND Vineards, Wine Resort) - Restaurante (O Telheiro) - Automóvel (Novo Renault Mégane) - Viagem (Lovaina) - Relógios - Vinhos - Perfumes e Cosmética 61 Keep in Touch - Crónica (Alfredo Costa) - Passatempo DOit! - Parceiros - DOit! Inspirational Board - A próxima DOit! mar abr mai 16

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editorial

© Fernando Piçarra

João Alberto Catalão Diretor jcatalao@doit.pt

Obrigado! Obrigado! Obrigado! Tenho particular gosto pela palavra “obrigado”. Não só porque é uma palavra intensa em significado, personalizável ao masculino e feminino e universalmente consagrada, a ponto de ter um dia que lhe é internacionalmente dedicado (11 de Janeiro), mas também porque ela nos é muito útil para manifestarmos o nosso reconhecimento e gratidão. O primeiro Obrigado vai, obviamente, para os leitores da DOit!, pois são eles a razão de ser desta revista e aqueles que nos estimulam, motivam e desafiam a criar cada novo número com acrescidos prazer e responsabilidade. O segundo Obrigado tem como destinatários todos os profissionais que, tal como nós, têm prazer não em fazer acontecer, como em partilhar ideias, reflexões, estórias e ferramentas, que dão corpo à DOit!

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O terceiro Obrigado é para a equipa da Just Media, que permitiu que a DOit! ganhasse vida e que, ao longo das 16 edições já publicadas, contribuiu com todo o seu conhecimento, dedicação e carinho para a concretizar e consolidar, permitindo que a DOit! possa agora iniciar uma nova etapa. mar abr mai 16

Este número da DOit! é particularmente rico em testemunhos inspiradores de profissionais de diversos setores de atividade que em contextos altamente competitivos, conseguiram afirmar-se, e aos seus negócios, através de muita auto motivação, determinação, persistência e coragem. Os seus contributos evidenciam que o sucesso tem tudo com o feliz encontro entre competência e oportunidade. 2016 será, também para a DOit!, um ano de grandes desafios. É nossa ambição envolver cada vez mais profissionais a partilharem as suas experiências e know-how, e disseminar conteúdos potenciadores do desenvolvimento de performance comercial. Iniciamos este ano revigorados com a confiança dos nossos parceiros, com a disponibilidade do conjunto de notáveis profissionais que integram o Inspirational Board, e com o voluntarismo do grupo cada vez mais alargado de especialistas nacionais e internacionais que aderem ao nosso propósito de partilha. O que nos desafia, faz-nos crescer!


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Mais & Menos

Flash’s

Calçado português Design, qualidade de fabrico e marcas próprias têm sido as fórmulas de sucesso deste setor que exporta 95% da sua produção. Um sucesso que não é feito à custa de preço baixo. Antes pelo contrário!

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Exportações para EUA Portugal continua a bater recordes de exportação para os EUA. Para o desempenho das exportações portuguesas do outro lado do Atlântico contribuem a relação euro/ dólar e também o reconhecimento crescente da diversidade de oferta e da relação qualidade/preço dos produtos made in Portugal.

Confirmar-se-á o encerramento de uma das maiores Agências de Publicidade?

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Negócios com Angola As empresas portuguesas continuam a enfrentar dificuldades diversas nos negócios Angola.

Com tantos Franceses e Belgas em Portugal, será que a língua francesa vai voltar a estar na moda?

Como se chamará a nova insígnia de Mediação Imobiliária que vai surgir em breve em Portugal?

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Jogos políticos na TAP Quando tudo já parecia definido, promessas eleitorais criam reverso no processo de privatização, criando entropia na gestão e comprometendo a imagem de Portugal junto dos investidores e quiçá, a condicionando o futuro da TAP.

Dicas

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Tire partido do poder do silêncio Falar demais pode ser ruinoso. Muitos vendedores fariam melhores negócios se parassem de falar, em vez de cansarem o cliente com uma explicação exaustiva. Quem se mostra tranquilo com o silêncio, vê aumentar o seu poder na interação. Tudo é negociável! Quando se pensa como um negociador, tudo é negociável! Mentalize-se que qualquer questão pode ser mudada em seu favor e irá descobrir um mundo de oportunidades. Há, claro, regras em cada negócio. Mas, até as regras são negociáveis... Entenda tudo o que assinar Antes de assinar, é imperativo que leia o que está a assinar. O dia-a-dia atual é marcado pela pressa o que pode levar os negociadores assinarem alguns documentos formais ou contrato sem os terem lido. O resultado pode ser desastroso!

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Massimo Forte, massimo@massimoforte.com

Sabia que… …no porta-a-porta não se vendem casas? Muitas pessoas pensam que os chamados vendedores de casas, entenda-se, Agentes ou Consultores Imobiliários, tentam vender casas, ou tentam vender o seu serviço quando fazem uma ação de porta-a-porta, de facto não é verdade, estes vendedores fazem porta-a-porta para se darem a conhecer e para conhecerem melhor as pessoas que existem no seu mercado, a única coisa que eles vendem no porta-a-porta, é única e exclusivamente, a sua própria imagem. ...a primeira coisa que o seu cliente lhe diz, não é o que verdadeiramente sente? Quando se qualifica um cliente, ou seja, quando se dialoga com um cliente numa conversa agradável, fazem-se perguntas para se perceber o que ele verdadeiramente necessita e para assim se conseguir encontrar a uma solução. Por norma, as primeiras respostas não são os motivos mais fortes, ou mesmo os verdadeiros motivos, só nas segundas ou terceiras respostas se aprofunda melhor o conhecimento. Assim sendo, a qualificação é a arte

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Curiosidades

de saber fazer as perguntas certas, mas sobretudo, a arte de saber ouvir atentamente o seu cliente. …nem sempre quem está a vender, é quem realmente vendeu? É frequente vermos muitas placas em imóveis a dizer vendido com a respetiva foto do Agente Imobiliário. Pois surpreenda-se, nem sempre é o Agente da foto que faz a venda, mas sim outro Agente que tinha na sua carteira, o cliente certo para comprar essa casa, ou seja, a venda é feita num sistema de partilha onde todos ficam a ganhar, o vendedor que promovia a casa, o vendedor que procurava uma solução para o seu cliente e principalmente, ambos os clientes, o que vendia e o que procurava comprar.

Cartoon

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Cara & Coroa

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A inquitude motiva-nos

António Robalo, Administrador da Pollux; administração@pollux.pt

Estando eu e a restante Administração, desde 1988 numa empresa familiar como a Pollux, a qual festeja 80 anos no corrente ano, já assisti, ao longo destes anos, a algumas alterações do mercado onde nos inserimos: artigos para a casa. Sendo a sede da Pollux na Baixa de Lisboa já vi desaparecer grandes casas, mas também surgirem outras, muitas das quais multinacionais, quer na mesma zona geográfica onde nos inserimos, quer um pouco mais afastadas do centro da cidade. Tudo isso inspira-nos e dá-nos uma motivação extra para lutar e para festejar, ano após ano, pelo facto de

sermos uma das insígnias resistentes de outros tempos. Inspiramo-nos e aprendermos com o que de bom é feito por todos e ajustamo-nos à evolução constante e rápida dos dias de hoje, de forma a que o nossos clientes possam contar com a Pollux, quer no presente, quer no futuro. A inquietude motivou-nos a procurar novas zonas, que motivaram o salto de Lisboa para o Porto, Vila Franca de Xira, Amadora, Almada e Aveiro, numa adaptação constante, de forma a correspondermos às necessidades e expectativas dos nossos clientes.

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Inspiram-me as estações do ano. Marcam o ritmo do tempo, da luz, da vida. E na minha vida também me inspiram os amigos, as memórias do meu pai, o trabalho, os projectos ligados ao respeito e estima pelas pessoas, os meninos que acompanhei em psicoterapia, a empregada da mercearia e o senhor do talho. Inspira-me o que sei de mim, o que ainda quero saber e viver... O que sei de mim é o que me contam as inúmeras histórias de vida, é o que ficou dentro de mim depois de encerrar cada vivência. Inspiram-me e respiro os afetos que recebi e recebo, os abraços que semmar abr mai 16

pre dei e darei, o amor pelos meus pais, a cumplicidade com a minha irmã, o amor pelos meus filhos. Inspira-me a minha perseverança, vulnerabilidade, e a capacidade de me comover com coisas simples. A minha inquietação. A beleza da minha cidade. Inspira-me o que sei de mim, o que ainda quero saber e viver... Sei que continuarei a procurar clubes e vozes de Jazz. Sei que continuarei a dançar. Sei dos filmes que preciso de ver, dos livros que me acompanham. Sei que amo palavras, pessoas com alma, lugares com alma. Inspira-me o que sei de mim, o que ainda quero saber e viver...

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Inspira-me o que sei de mim, o que ainda quero saber e viver...

Helena Anjos, Coach - CTT; m.helena.anjos@ctt.pt


Notícias NACEX Portugal abre novo centro de distribuição nas Twin Towers de Lisboa

Perfumes & Companhia Like Me - o conceito da nova App da cadeia líder em Perfumarias

A NACEX Portugal, a empresa de transporte expresso do Grupo Logista em Portugal, alargou a sua rede de nacional de pontos de recolha com a abertura de um novo centro de distribuição em Lisboa. O novo espaço funciona entre as 08h00 e as 20h00, no centro comercial das Twin Towers, perto da estação de comboios de Sete Rios, na Rua de Campolide. O novo centro de distribuição vem reforçar a presença da transportadora na área da grande Lisboa, onde conta já com instalações no Prior Velho, Amadora, Carnaxide, Venda do Pinheiro e Alcochete.

João Jales, country manager da NACEX Portugal, assume como estratégica a abertura do novo centro de distribuição em Lisboa, que se destaca pela «centralidade, proximidade do principal hospital de Lisboa, da “city financeira” e também dos principais acessos a vias como o Eixo Norte-Sul, a Segunda Circular e a Radial de Benfica». O responsável da NACEX Portugal, refere ainda que o novo centro permite uma «maior proximidade com os nossos clientes e com os seus destinatários, sendo um local mais central em Lisboa para levantamento de encomendas».

Uma nova experiência de compra offline e online com 4 eixos fundamentais: uma nova experiência nas lojas Perfumes & Companhia, um novo site responsive, uma nova app mobile e um novo programa de fidelização. Esta App disponibiliza, entre outras funcionalidades, um cartão de fidelidade virtual, a consulta do saldo de pontos, favoritos e últimas compras, a pesquisa de produtos e serviços, a localização de lojas, permitindo ainda compras online. “Like Me porque é como eu. Entende as minhas necessidades e os meus desejos. Tenta retribuir-me pelo que lhe dou. Like Me porque gosta de mim, está sempre comigo em qualquer lugar a dar-me a informação que preciso para fazer as melhores escolhas. Like Me porque se preocupa comigo e me faz sentir especial, cuida de mim, relaciona-se comigo, faz-me companhia”.

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Notícias Montiqueijo supera os 5,2 milhões de euros e aumenta produção em 2015

Vulco celebra convenção anual para apresentar estratégia aos associados de Portugal e Espanha A rede de oficinas apresentou a suas nova linha estratégica com o lema “Juntos criamos um grande futuro”. A rede de oficinas Vulco, parte da Goodyear Dunlop, especializada em pneus e mecânica rápida, apresentou as suas novidades, objetivos e estratégias para o ano de 2016 durante a convenção anual, no passado dia 20 de Fevereiro, em Madrid. O evento reuniu mais de 300 assistentes, entre membros da rede de oficinas de Portugal e Espanha e colaboradores da Goodyear. Presente em dois Continentes, a rede Vulco é composta por 280 pontos de venda em Espanha, 39 em Portugal e mais de 2.000 na Europa.

A Montiqueijo, marca portuguesa produtora de queijos e a única com produção desde a origem, anuncia que o seu volume de negócios em 2015 superou os 5,2 milhões de euros, registando um crescimento de 2% face ao ano anterior. Para este resultado contribuiu o aumento da venda do seu produto estrela, o queijo fresco de vaca, que teve uma produção de 3.345,658 unidades, equivalentes a 960,45 toneladas vendidas, bem como o alargamento da sua gama de produtos, com foco em novos sabores. “O ano passado foi de consolidação e de planeamento de novos projetos. Crescemos bastante na área dos queijos curados e demos os primeiros

passos estruturantes na internacionalização. Para 2016 vamos continuar a colocar produtos disruptivos no mercado e apostar numa maior distribuição, não só no mercado português como no mercado internacional”, explica Dina Duarte, diretora geral da empresa de Queijos de Montemuro. Para 2016 a Montiqueijo pretende incrementar o seu volume de negócios em 30% e acelerar o processo de internacionalização, alargando a sua presença a mais países da Europa e Ásia. Atualmente os seus queijos são vendidos na Bélgica e Inglaterra, e o objetivo é que em dois anos as exportações representem 15% da faturação global da empresa.

Sistema de navegação TomTom no novo Volkswagen Up!

VI Congresso APED

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A APED realiza a 6.ª edição do seu Congresso. Um evento inovador e influente, este ano dedicado ao tema “Crescer com o Consumidor”. Decorrerá nos dias 3 e 4 de maio, no Museu do Oriente, em Lisboa. Saiba mais em: www.aped.pt mar abr mai 16

A TomTom anunciou no Salão de Genebra a inclusão do sistema de navegação da marca no novo Volkswagen Up!, a partir de Junho de 2016. Os condutores vão poder aceder ao sistema de fácil navegação da TomTom, através de uma aplicação para smartphone

totalmente dedicada à experiência Volkswagen Up! (desenvolvida por um programador de aplicações externo). Fixando o smartphone ao painel do condutor através de um suporte especial, o equipamento fica visível e de fácil acesso.


Nivea ganha Prémio

As mulheres querem que a sua pele reflicta a idade com que se sentem. Foi precisamente isso que a Beiersdorf entendeu como uma necessidade das consumidoras quando lançou o inovador NIVEA CELLular Anti-Age em 2013 – um marco importante na história de inovação da Beiersdorf. Agora, a companhia do cuidado da pele foi distinguida pela Nielsen com o Prémio Revelação Internacional em Inovação, uma recompensa significativa pela demonstração de uma grande compreensão das necessida-

des do consumidor e do mercado, como explica Dr. Maria Langhals – Directora Corporativa para a Pesquisa e Desenvolvimento Global em Cuidado da Pele na Beiersdorf – “Estamos muito orgulhosos por receber este prémio internacional! É uma grande recompensa do nosso esforço. Estamos sempre focados no consumidor e continuamos a questionar-nos: ’Como podemos fazer melhor? O que podemos melhorar?’ Queremos manter as nossas promessas – esta é a forma de estar da Beiersdorf e de NIVEA.”

Goodyear lança Eagle F1 Asymmetric 3, o novo pneu de ultra elevado desempenho

A Goodyear anuncia o seu novo pneu de verão, o Eagle F1 Asymmetric 3. Este pneu de desempenho ultra elevado (UHP) oferece uma distância de travagem mais curta em estradas secas e molhadas para ajudar os condutores a manter o controlo e a disfrutar da viagem. Os primeiros

êxitos obtidos em testes da gama Eagle com excelentes prestações de travagem, resposta e controlo, tanto em seco como conduções de chuva, assim como o seu reconhecido historial como equipamento original tornam-no na melhor opção premium da Goodyear.

Principais players do mercado de seguros reuniram-se num Focus Group para debate das tendências, desafios e oportunidades No dia 17 de fevereiro, a WINNING Scientific Management, em parceria com a SkyEye e com a i2S, convidou o Setor Segurador nacional para um Focus Group, no qual se debateram os atuais desafios, as tendências, as oportunidades e os novos horizontes deste mercado. O evento decorreu no Evolution Hotel, em Lisboa, e contou com a participação da maioria dos players deste setor, em Portugal. Leandro Pereira, CEO da WINNING Scientific Management abriu a sessão de trabalho afirmando que “é premente adaptar a atividade seguradora ao mercado, é preciso mudar de paradigma e colocar o cliente no centro da empresa. Tem-se vindo a colocar a energia do setor na contínua procura de clientes para os produtos oferecidos, o contexto exige uma inversão do processo e a sugestão é que as companhias têm de passar a procurar produtos para os seus clientes. É tempo de abandonar os pressupostos de outrora e dotarmo-nos de humildade intelectual para passar a fazer perguntas básicas como, porque é que o cliente veio ter connosco ou porque é que o cliente nos abandonou, ou ainda o que o faria aumentar a relação connosco.”

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Cool Storytailors store – metáforas que se vestem Desça a Calçada do Ferragial no Chiado, rumo ao Cais do Sodré e detenha-se no nº 8. Entrará num espaço mágico em que cada peça e cada objeto têm uma estória para lhe contar. Foram a paixão pela História, por estórias e por metáforas, bem como o seu fascínio pela construção de vestuário, a alfaiataria e a moda que em 2001 levaram os estilistas João Branco e Luís Sanchez a juntarem as duas palavras inglesas (story e tailors) - numa só, criando a Storytailors store. A linguagem metafórica, implícita em cada peça de vestuário é a sua forma de comunicar. As suas peças misturam História, Contem-

poraneidade e Futuro, em design intemporal. O espaço, outrora armazém de especiarias, tecidos e pedras preciosas, desperta imediatamente os sentidos, as emoções, as memórias e a imaginação dos clientes. www.storytailors.pt

LEVEL by Nescafé Dolce Gusto abre em Portugal um conceito inovador O conceito Nescafé Dolce Gusto da Nestlé escolheu o Chiado para inaugurar, no início de Março de 2016, o seu primeiro ponto de venda. Um conceito inovador que visa aproximar os consumidores da sua oferta multibebidas. A loja Level by Nescafé Dolce Gusto, proporciona não só o consumo de toda a gama de bebidas NDG, bem como a compra de cápsulas, máquinas e acessórios. Num ambiente trendy, os consumidores poderão usufruir ainda de uma oferta gastronómica de autor. Rua do Alecrim, 54, Chiado, Lisboa

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Royal Garden Beefeater 24 A Beefeater é protagonista na atual renovação no consumo de gin. Para acompanhar as novas tendências na degustação de gin, a Beefeater inspirou-se na experiência do seu criador na comercialização de chás, e criou o Beefeater 24, em que plantas raras usadas em chás na China são mergulhadas no processo de produção do gin, sob o cuidado rigoroso do Master Distiller Desmond Payne, um dos mais experientes do mundo. O resultado é um gin equilibrado e saboroso, apresentado numa garrafa decorada que retoma o design das garrafas do início do séc. XX. A Royal Garden Beefeater 24 recriou, no bonito espaço Gin Lovers, em Lisboa, o verdadeiro espírito londrino, proporcionando aos apreciadores de gin uma experiência única, onde puderam desfrutar de cocktails irreverentes, como o Beefeater 24 com toranja e um ramo de salsa.

The Jameson Food Truck A Jameson apresentou o The Jameson Food Truck, um novo conceito que pretende revolucionar algumas das praças, jardins e festivais de Portugal ao longo deste ano. É objetivo proporcionar aos consumidores experiências únicas com whiskey, através de novos cocktails e associações improváveis. O The Jameson Food Truck permitirá a interação direta entre a Jameson e os consumidores, na qual

os consumidores serão desafiados a experimentar não só as novas sugestões de consumo Jameson, como é o caso das criações Jameson Ginger and Lime e Jameson & Beer, como também, as receitas especialmente criadas pelo Chef Nuno Bergonse. A Food Truck conta um menu pensado para este conceito, onde os sabores portugueses e o whiskey se cruzam numa experiência gastronómica.

Para Bruno Calvão, Diretor de Marketing da Pernod Ricard, “ao longo dos últimos anos, o consumo do whiskey foi-se associando maioritariamente a um público mais velho e a um consumo mais tradicional, uma realidade que não espelha o verdadeiro espírito Jameson. Queremos contrariar essa tendência, mostrando aos consumidores a versatilidade deste produto, criando novas formas e momentos de consumo”.

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opinião

Há notícias tão chocantes que entram por nós a dentro sem pedir licença e ficam a corroer-nos as entranhas da alma num mal-estar geral para o qual nenhum lenitivo existe. Segundo consta apenas 1 por cento (1%) da população deste planeta possui 99% da riqueza mundial e desse 1% somente 62 pessoas (sim, sessenta e duas, leu bem, não é engano) açambarcam metade de TODA a riqueza do mundo. Até custa a acreditar! Como descrever esta situação? Imoral? Discriminatória? Injusta? Inaceitável? E quem são estes sessenta e dois privilegiados na terra, menos de 0,000001 da população mundial? Como chegaram a um nível tão obsceno de fortuna? Recordo Balzac quando dizia que as grandes fortunas ou se herdam ou se roubam! Haverá naturalmente algumas exceções derivadas do génio mas ninguém consegue acumular tais níveis de riqueza a trabalhar ou mesmo a realizar grandes negócios que sejam lícitos. O meu avó usava frequentemente uma expressão popular para caracterizar este incrível facto (que a realidade nos mostra à saciedade) de enquanto os pobres empobrecem, os ricos enriquecem: A água corre para o mar! E estamos perante uma tendência universal que tem vindo progressivamente a aprofundar o abismo que separa cada vez mais não só os muito ricos dos muito pobres mas também daqueles que não sendo pobres nem ricos (que a minha mãe designava por “remediados” referindo-se à nossa família) hoje se enquadram, técnica e eufemisticamente, na chamada classe média (na qual, recentemente, um inquérito promovido pelo semanário Expresso, situava os portugueses com rendimentos anuais compreendidos entre os 2000€ e os 5000€). Mas haverá alguém que mereça acumular tais níveis de riqueza? Sabemos que a riqueza se reproduz, que o dinheiro atrai dinheiro, num processo de crescimento em espiral, do qual não se consegue parar pois faz parte da natureza humana querer sempre mais e mais e nunca ficar satisfeito com o que se tem ou se vai obtendo. Fica-se cada vez mais com a ideia que o mundo pertence aos especuladores sem escrúpulos, aos gananciosos sem princípios, aos grandes ladrões de colarinho branco e de recursos ilimitados, ou seja, e em apenas três palavras, ao sistema financeiro internacional. Mas resultará esta situação também de um liberalismo levado às últimas consequências? O liberalismo na esfera económica assenta na concepção de que o livre desenvolvimento do egoísmo económico seria benéfico para toda a comunidade contribuindo para a harmonia da economia ao serviço da produtividade sem qualquer intervenção estatal e na convicção de que as leis da oferta e da procura resolveriam tudo da melhor maneira. Não faço uma leitura tão simplista da situação mas estou firmemente convencido que o mundo terá de mudar deste atual paradigma, ou seja, deste complexo de conceitos económicos-base assentes em alguns pressupostos implícitos, inquestionáveis e que não carecem de justificação, para um outro paradigma ou modelo económico, cujos resultados sejam mais justos, equitativos e solidários. Qual? Não sei mas só sei que o teremos de encontrar seja de que maneira for.

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Novo paradigma: procura-se!

José António Rousseau Consultor e Docente Universitário rousseau.jose@gmail.com


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Nos negócios jogam-se dinâmicas potencialmente geradoras de tensões. A positividade é um poderoso desbloqueador, dinamizador da ação e potenciador de soluções criativas. A DOit! desafiou um Neurocientista, dois Diretores Gerais, um Diretor de Logística e um Consultor a partilharem a sua visão sobre os benefícios da positividade nos negócios. Por Redação DO it! mar abr mai 16

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na verdade é, e convencendo-se a si mesmo, que na verdade é pior, do que na realidade é.

“Pensar Positivo nos Negócios? Ou mentalizar negócios positivos?” Um dos temas mais interessantes na área dos processos de vendas e negociação é saber como funciona a mente humana. Será que se conhecermos o nosso cérebro poderemos favorecer a nossa performance? Será que se trabalharmos conceitos positivos ou de felicidade, podemos “induzir” estados neuronais que estimulam a nossa motivação, e consequente sucesso nos negócios? Este tema que investigo e aplico, sobre a Neurobiologia da Felicidade Aplicada à Produtividade, produziu vários achados interessantes que considerei interessante partilhar:

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1 – A mente ansiosa, é vítima de vários processos sofrimento. Devido ao aumento de cortisol, proporciona uma diminuição da rapidez de raciocínio, antecipação negativa de resultados. Pelo facto do seu locus de controlo (centro de controlo emocional) ser externo fica nas “mãos do outro”, cometendo o erro, o do síndrome do impostor, vendendo aos outros a ideia de que é melhor do que mar abr mai 16

2 – O ser humano é influenciado pelo entorno. Criando um cenário negativo e visões negativas, ele provoca estados negativos à sua volta, sendo o locus de controlo externo dos seus interlocutores. Por exemplo, se criar um ambiente negativo e falar de todos os problemas, gera a atenção do outro para aspetos negativos e desvalorizadores da compra. Além do mais, temos tendência à conformidade e por isso, tendemos à concordância com a nossa envolvente, positiva ou negativa. 3 – O ser humano, baseia-se nos dados anteriores para tomar decisões e ações futuras, assumindo indutivamente um futuro, baseado em passados que não têm relação e, por isso, que não têm comparação, cometendo erros crassos. Por exemplo, se conheceu 3 pessoas que eram antipáticas e não conseguiu vender, assume que por existirem características idênticas, não conseguirá o mesmo com uma quarta pessoa que é diferente e não comparável, cometendo o erro do conhecimento induzido falacioso. Fernando Rodrigues – Especialista em Neurociências fernando.rodrigues@icnagency.com

Ao proporcionarmos um aumento de serotonina, dopamina e oxitocina no cérebro humano, podemos aumentar a felicidade, motivação e autoconfiança, obtendo assim melhores resultados e mais eficácia. Assim, mantenho a minha opinião... é preferível mentalizar negócios positivos: gera mais resultados e melhora a nossa vida!


Pensar positivo nos negócios

Pensar positivo significa conseguirmos enfrentar as dificuldades com coragem e espírito vencedor, mesmo quando enfrentamos um grande azar. Pensar positivo significa conseguirmos focar os nossos recursos mais escassos – tempo e energia – na direção da solução e não do problema. Mesmo quando não temos tempo livre e estamos muito cansados. Pensar positivo significa pensarmos em vencer mesmo quando a vitória está longe. Mesmo quando tudo parece correr mal. Mas, acima de tudo, pensar positivo tem que significar agir de forma positiva de modo a conseguir ter, efetivamente, proveito de tal pensamento. Pensamento positivo sem ação positiva é puro desperdício. E para isso ser possível é essencial estarmos rodeados de pessoas positivas, que nos motivam a encarar os desafios com coragem e ambição e a ter sempre o foco no crescimento do nosso conhecimento e das nossas capacidades. É essencial estarmos rodeamos de pessoas que nos contagiam e nos influenciam positivamente.

Pensamento positivo não significa apenas pensar. Significa também estar rodeado de pessoas positivas e agir de forma positiva, influenciando assim os outros a pensar e agir positivamente. Assim se dá vida ao ciclo da positividade – pensamento positivo, pessoas positivas, ações positivas e influência positiva.

Será sempre mais fácil pensarmos negativamente. Mas esses pensamentos significarão sempre fracasso, revolta, complexo de inferioridade, ansiedade, stress e inveja. Significarão sempre derrota. Se queremos vencer não temos outra alternativa a pensar positivo, a rodearmo-nos de pessoas positivas e a agir de forma positiva. Se queremos que o nosso mundo seja cada vez melhor não temos outra alternativa a sermos uma influência positiva para os outros. Não é uma tarefa fácil mas os resultados compensarão largamente o investimento. Nuno Fontes, Diretor de Logística e Membro do Comité Executivo da Parfois nuno.fontes@parfois.com

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Vivemos num mundo cada vez mais louco, mais rápido e mais imprevisível. Num Mundo que nos absorve cada vez mais o nosso tempo e a nossa energia, tornando-os recursos cada vez mais escassos. Num Mundo onde é mais fácil criticar para destruir do que para construir. Num Mundo onde é mais fácil desconfiar do que confiar, quer em nós próprios quer nos outros. Por isso pensar positivo ganha cada vez mais importância, dado ser uma arma poderosíssima na luta pelo nosso sucesso e pela nossa realização pessoal. Pensar positivo significa confiarmos em nós próprios, acreditando que os nossos sonhos e os nossos objetivos estão ao nosso alcance. Nunca deixando, porém, de pensar com realismo.

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A importância de acreditar que “Tudo é possível”

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E claro, nunca esquecendo da importância de ter uma equipa de trabalho “contagiada” pelo projeto. Com pessoas motivadas, envolvidas ativa e emocionalmente, que fazem parte de todos os insucessos, assim como de todos os sucessos que fazem necessariamente parte da construção de uma grande marca, empresa ou serviço. Acreditar que tudo é possível!… Isto sim é do que é feito a Opticália! António Alves – Diretor Geral da Opticália antonio.alves@opticalia.com

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Nos negócios, como em todas as outras áreas da nossa vida, é importante estarmos presentes de corpo e alma, acreditarmos nos projetos, não desistirmos e trabalharmos sempre para a obtenção do sucesso, do alcançar dos nossos objetivos. Quando há três anos me propuseram desenvolver em Portugal a marca Opticalia, um projeto com um objetivo de expansão muito ambicioso, muitas foram as vozes que se fizeram ouvir que diziam que o mercado estava demasiado maduro que já não havia espaço para mais um player no mercado. E passados tão só três anos aqui estamos nós com mais de 200 lojas, líderes no nosso setor, em crescimento ainda, e a mostrar que quando se acredita, se trabalha no sentido do sucesso e se é perseverante tudo é possível. Claro que para a Opticalia, ou qualquer outro projeto de sucesso acontecer, acredito que temos que reunir uma série de ingredientes certos que produzam a receita que leva ao resultado pretendido, independentemente dos concorrentes que já estejam a trabalhar no mercado. Ou seja, ter empresários com a atitude proativa/empreendedora necessária para acreditar nos projetos e arriscar quando é necessário, os parceiros certos para trabalharem os produtos e desenvolverem os serviços que os consumidores procuram, de forma a conseguir corresponder e até mesmo superar as suas expectativas, e os melhores fornecedores para se conseguir ter o produto certo e diferenciador que nos coloca no posicionamento certo para atrair e conquistar a confiança dos consumidores/clientes. Com a junção destes ingredientes, com o traçar do objectivo que pretendemos alcançar e com o nosso posicionamento muito bem definido chega a altura de lutarmos com perseverança, de trabalharmos sempre com resiliência. Medindo resultados de ações implementadas, ajustando estratégias para a implementação de novas ações quando as primeiras não resultaram da forma pretendida, mas sempre acreditando que quando os projetos são bons atingirão o sucesso.


Inspirar ou respirar? Pensamos na inspiração como algo mágico, que sucede sem que consigamos controlar o processo. No entanto, quando vemos as pessoas à nossa volta que consideramos serem pessoas “inspiradas”, notamos que, embora seja algo aleatório, é também algo que lhes sucede frequentemente e que, mesmo de uma forma inconsciente, conseguem reproduzir com alguma facilidade. Então como funciona a inspiração? No meu entender existem dois aspetos que são fundamentais.

Se não respirarmos um ambiente inspirador, não teremos tanta probabilidade de conseguir inspiração. Isto é quase como a comédia. Se queremos escrever comédia, temos de consumir comédia. Se queremos escrever um livro, temos muitas das vezes de ler diversos autores e tomar contacto com diferentes perspetivas ou formas de ver o mundo. Se queremos andar “inspirados”, temos de nos submeter a estímulos inspiradores. Agora a dificuldade é: que estímulos? Isso vai depender de pessoa para pessoa, de situação para situação, de caso para caso. Enfim, não existe um padrão. Para mim poderá ser ler os casos de grandes personagens da história que me digam algo, como Fernando Pessoa, Gaudi, Einstein, Mandela ou São Francisco de Assis, entre outros. Para outros poderá ser ouvir uma peça musical que os toca de alguma forma, estar perante uma rara cena de beleza natural que os faz pensar e apreciar a vida, assistir a uma palestra ou formação ou ler um livro. Ou seja, não existe um padrão ou uma fórmula mágica. Todo este “material” que respiramos torna-se a pedra base da construção da inspiração na nossa vida. Em segundo lugar, a inspiração assenta no princípio da gratidão.

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Em primeiro lugar, a inspiração assenta no princípio da respiração.

Pode parecer estranho falar de gratidão ligada a inspiração, mas no meu dia-a-dia tenho notado que os momentos de maior inspiração ocorrem normalmente nos períodos de maior gratidão. Se for analisar isto em termos cerebrais, não é difícil chegar à conclusão de que o momento de gratidão é um momento em que o nosso cérebro está muito mais propício a estar aberto a novas ideias e experiências. O momento de gratidão é quase como um estado de graça que nos permite relaxar e estar aberto a novas “inspirações”. Portanto, se quer andar mais inspirado, já sabe, comece o dia com um momento de gratidão em que agradece pelo que tem na vida e procure respirar “inspiração” sempre que possível!

José de Almeida, Partner na Ideias e Desafios jose.almeida@ideiasedesafios.com mar abr mai 16

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Acreditar é preciso sem querer pagar para isso. E este adiamento de decisões compromete o processo de crescimento da economia e da sua internacionalização, que tanto nos custou a por em marcha.

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Não é a primeira vez na nossa história em que os cidadãos são chamados a tomar o destino do Pais nas suas mãos. Não será certamente a última.

Portugal está – uma vez mais... – a atravessar um período complicado de suspensão, hesitação… e de um enorme desafio! A inversão recente de muitas das linhas de orientação da política económica dos últimos anos, a eleição do Presidente da República, a crise do sistema financeiro português (e consequente dificuldade acrescida de acesso ao crédito), o atraso nos processos de avaliação e distribuição de incentivos (e a redução das comparticipações…)… já seriam suficientes para destabilizar. Para ajudar, temos também os avisos de algumas entidades internacionais, os comentários menos favoráveis da imprensa pelo mundo, as sucessivas crises europeias e mundiais… Não é estranho que todos os agentes económicos se interroguem sobre o futuro! Do consumidor final ao investidor, do potencial formando de programas de qualificação profissional ao dono do estabelecimento comercial, do dono da empresa ao sistema financeiro … estamos todos a segurar o jogo e a tentar ver a mão seguinte … mas

O desafio, enorme, que se põe a cada um de nós, é justamente este Acreditar que se consegue Ter coragem de seguir em frente Fixar metas ambiciosas mas exequíveis Não cruzar os braços e por as culpas “neles”, mas sim lutar todos os dias para chegar onde queremos

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Portugal está na moda É preciso aproveitar esta onda (vejam o que a do McNamara fez à Nazaré…!) , e não a podemos deixar fugir. O caminho faz-se a olhar para a frente, a reconhecer o que temos de bom, e a ir à luta, parando os lamentos, as desculpas para o que não nos corre bem, o olhar para trás, o ficar à espera que milagres aconteçam sem que nada façamos para isso. Temos o que é preciso. Aquilo que sabemos fazer bem feito - o feito à mão, a tradição renovada, as áreas tradicionais e também aquelas em que mais recentemente temos sido capazes de apresentar ao mundo um perfil ganhador. O aproveitamento da nossa capacidade de adaptação e inovação, a resiliência em momentos difíceis, a coragem para reconhecer que por ali não dá e procurar alternativas, o ser capaz de enfrentar a desgraça com um encolher de ombros (não de resignação, mas sim de aceitação do erro e aprendizagem). O espírito aventureiro e a busca de novas fronteiras – tanto geográficas como em modelos de negócio (do financiamento ás parcerias), como ainda no que produzimos e colocamos no mercado. Com a coragem de nunca estar conformado, de aceitar os falhanços, de verificar o erro e corrigi-lo, de reconhecer o que não sabemos e pedir ajuda, de lançar sempre metas mais e mais ambiciosas, sabendo que conseguimos fazer acontecer e contrariar os profetas dessas desgraças… Let’s go and do it!

Maria do Rosário Pinto Correia Diretora Geral da Topázio


espaço Ana Teresa Penim

Reconhecimento e Incentivo de Forças de Vendas 10 diferenças fundamentais Os sistemas de reconhecimento e incentivo de forças de vendas são um tema simultaneamente quente e delicado na generalidade das empresas. Todos querem descobrir como escolher e utilizar estas ferramentas de forma a motivar e a dinamizar, com a maior eficácia possível, a performance das suas equipas comerciais, entre outras. A experiência mostra-me a importância e virtualidade das empresas apostarem numa relação cada vez mais humanizada e personalizada com cada elemento da equipa de vendas. Para isso, é importante haver um entendimento claro dos conceitos: reconhecimento e incentivos. Recentemente, cruzei-me com Roy Saunderson, fundador e Chief Learning Officer do Rideau’s Recognition Managment Institute e especialista nesta matéria, que convidei a partilhar 10 diferenças fundamentais entre estas duas ferramentas: 1. Os Incentivos são tangíveis; O Reconhecimento é intangível. Quer sejam materiais ou pecuniários os incentivos são sempre algo em que se pode tocar, ou uma quantia determinada. O Reconhecimento tem uma natureza invisível e o seu valor não tem preço. Pode fazer um reconhecimento sem dar um incentivo. Nunca deve atribuir um incentivo sem proporcionar reconhecimento. 2. Os Incentivos são sempre transacionais. O Reconhecimento é sempre relacional. Um incentivo implica sempre que se a pessoa fizer “X” obterá “Y”. O reconhecimento tem a ver com interação entre as pessoas. Os incentivos são ótimos para atrair pessoas para a sua organização, enquanto o reconhecimento é perfeito para as reter. 3. Os Incentivos são consumidos. O Reconhecimento é experienciado. O dinheiro ou os presentes que se recebem usam-se e gastam-se. Pelo contrário, o reconhecimento envolve-nos numa experiência interpessoal cujo impacto emocional pode perdurar para sempre. A utilização cuidadosa de ambos permitir-lhe-á tratar de forma única e personalizada cada elemento da equipa.

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4. Os Incentivos são transferíveis. O Reconhecimento não é transferível. Os incentivos podem retirar-se de uma pessoa para se atribuírem a outra e têm uma natureza de duração limitada. O Reconhecimento não pode retirar-se da pessoa a quem foi dado e tem uma natureza permanente.

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Ana Teresa Penim é retail lover, especialista em vendas e master coach; fundou o INV, Instituto de Negociação e Vendas e a YouUp – The Coaching Company; apenim@inv.pt


5. Os Incentivos são condicionais. O Reconhecimento é incondicional. Os incentivos estão dependentes dos objetivos serem atingidos. O Reconhecimento tem uma natureza mais independente de ações ou de resultados específicos. É importante saber como dosear a rigidez de um, com a flexibilidade do outro. 6. Os Incentivos são esperados. O Reconhecimento é surpresa. Quando existe um incentivo os profissionais sabem que o merecem se alcançarem a performance esperada. Mas a mesma pessoa não tem a mínima ideia de que irá receber um gesto de reconhecimento até que lhe seja dado. Nunca deixe alguém ficar em baixo por não receber um incentivo merecido e aprenda a ser espontâneo a apreciar e a elogiar as pessoas todos os dias. 7. Os Incentivos são económicos. O Reconhecimento é emocional. Os Incentivos implicam um uso prudente dos recursos em função do contexto económico da produção, distribuição e resultados. O reconhecimento é um fenómeno psicológico e emocional. 8. Os Incentivos são determinados pelos resultados. O Reconhecimento é focado nos comportamentos. Os incentivos reforçam os resultados atingidos. O reconhecimento pode ocorrer em qualquer momento, sempre que alguém identifica comportamentos positivos no outro. As pessoas gostam de ter feedback sobre o seu comportamento, antes do resultado ser atingido. 9. Os Incentivos são fixos. O Reconhecimento é flexível. Os incentivos são fixados e determinados com base na performance desejada e na expetativa de resultados. O Reconhecimento é flexível, de pessoa para pessoa, e possível de se expandir e partilhar com outros, e em equipa.

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10. Os Incentivos são impessoais. O Reconhecimento é pessoal. Os incentivos têm uma dimensão pouco humana na sua tangibilidade e na sua contratualização. O reconhecimento difere porque tem a ver apenas com pessoas que conectam com pessoas, pelo que elas são e fazem. Os incentivos serão muito mais personalizados, se acompanhados por reconhecimento.

Roy Saunderson Fundador e CLO do Rideau’s Recognition Managment Institute Autor do blog: AuthenticRecognition.com mar abr mai 16

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Duarte Leal da Costa, Administrador da Ervideira

Acredite! Por Francisco Toscano

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mpreendedor por acaso… “Estava eu a estudar engenharia química, em 1988, quando teve lugar a devolução das propriedades agrícolas que estavam nas mãos das UCP’s, entre as quais duas propriedades da nossa família. Sendo eu o mais novo de 6 irmãos, e estando todos com o caminho profissional traçado, restava eu, que ainda era estudante. Terei sido dos poucos que trocou uma licenciatura em engenharia química por um bacharelato em produção agrícola.” E conclui: “Foi a terra que me escolheu! Gosto de acasos, e este foi um muito feliz acaso.” Recursos não abundavam… “Não tínhamos nada! Não tínhamos máquinas, não tínhamos casas, telhados, nada. Primeiro optamos por vender pastagens, que era uma forma de nos financiarmos sem investimento nenhum. Ou seja, a natureza dá-nos a receita. Com esse dinheiro compramos cabras e ovelhas, que era uma forma de gerar receita, uma vez que logo no dia seguinte os animais dão leite, que se vende e gera mais receita. “

“Com o dinheiro assim obtido na altura optamos também por plantar uma vinha, que era uma tradição dos meus bisavós naquelas terras, e fomos aplicando todo o dinheiro que ganhamos a plantar vinha, o que deu alguma dimensão. Em 1998 fizemos o primeiro vinho numa adega da região, e o vinho teve sucesso, Em 1999 mais do que duplicámos a produção, em 2000 idem, e em 2001 fazíamos mais vinho nas adegas que utilizávamos do que os seus proprietários. Em 2002 optámos por construir a nossa adega.” Armas para vencer “As armas secretas que utilizámos para vencer são as mesmas que continuamos a utilizar agora: trabalho, trabalho, trabalho, e procurar entender o mercado. Muito trabalho e compreensão do mercado” E Duarte partilha a sua inspiração: “Ser sonhador! Na empresa quem não sonha, não tem espaço para trabalhar. Cada um na sua área, todos têm que ir sonhando como é que podem potenciar a rentabilidade do seu trabalho e o crescimento da actividade. Cada um tem que ir

sonhando!” O negociador… “Costumo dizer que, graças a Deus, estamos mal em todo o lado! Em todos os mercados, em Portugal e nos mercados de exportação, nos restaurantes ou nos supermercados, podemos estar mal, mas estamos em muito sítio! E assim não dependemos de nenhum Cliente. Qualquer um dos grandes compradores tem pouco peso para nós. Temos muito respeito e consideração por qualquer Cliente, mas nenhum nos preocupa.” Do Alentejo para o mundo “Quando vou vender procuro transmitir uma filosofia de Quinta, em que transformamos apenas as nossas próprias uvas, mantemos uma filosofia de produção própria de Quinta. Sabendo as uvas que temos, procuramos olhar para o mercado e saber o que é que o mercado quer de diferente.” Duarte Leal da Costa viaja muito, a analisar e abrir mercados “Vamos a muitos lados do mundo procurar vender o nosso vinho com mais-valias. Aquilo que fazemos é desviarmo-nos totalmente dos grandes operadores, procurando ir a todo o mar abr mai 16

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lado vender algo diferente. Há consumidores para produtos diferentes, seja no México, no Brasil, na Alemanha ou nas Filipinas.” Emoção e prova “A emoção tem que estar primeiro, muito antes da prova! A primeira coisa que temos que fazer é provocar a emoção no nosso Cliente, para que ele esteja interessado em comprar o nosso vinho. Se ele estiver interessado em comprar o nosso vinho, então deve viver a experiência da prova. Mas se não estiver interessado em comprar, nem deve provar.” E a emoção desperta-se… “Temos que ir por vários caminhos: o vinho não é só uma bebida, vai muito para além disso: tem história, tem família, tem tradição, tem castas, tem sistemas de vinificação, e só depois de o Cliente perceber todo este conjunto de factores diferenciadores, desde o facto de estarmos na região com mais sol de toda a Europa, a utilizarmos castas brancas 100% portuguesas, e 96% nas tintas, castas que os Clientes internacionais só vão encontrar nos vinhos portugueses. Depois a tradição familiar, os tipos de vinificação! Com todos estes factores vou provocar a vontade de o Cliente querer provar os nossos vinhos. Se após esta etapa o Cliente não estiver motivado para comprar, nem lhe dou os vinhos a provar. Não está sensibilizado para isso.” O fecho de cada negócio provoca-lhe… ”Uma pica imensa! Tem que haver paixão, mas também tem que haver objectivos. Traço todos os anos objectivos muito altos, e o meu mês de Dezembro é o meu mês de ressaca, se não tiver atingido na totalidade os meus objectivos, porque a vonmar abr mai 16

tade de lá chegar é brutal. Por isso, na altura de fechar cada negócio estou muito entusiasmado, e a transmitir esse entusiasmo ao próprio comprador.” Motivação em alta “Eu gosto imenso daquilo que faço! Motiva-me imenso o meu bisavô ter começado a fazer vinhos em 1880, o meu avô ter continuado a fazer vinhos, depois a geração dos meus Pais parou de fazer vinhos, e tenho um orgulho enorme em ter recuperado uma tradição familiar. Isso é uma coisa que me orgulha, trazer para o mercado uma coisa que já os meus antepassados conseguiam fazer.” Duarte Leal da Costa é conhecido por ser irrequieto “Porque sou um alentejano diferente. Quando dizem que não há stress no Alentejo, eu desminto. Vivo muito stressado, e essa irrequietude eu gosto de colocar na minha vida. Tenho permanentemente objectivos diários, vivo sempre numa ansiedade para os conseguir al-

«Ser sonhador! Na empresa quem não sonha, não tem espaço para trabalhar. Cada um na sua área, todos têm que ir sonhando como é que podem potenciar a rentabilidade do seu trabalho e o crescimento da actividade. Cada um tem que ir sonhando!»

cançar. Mais do que um desafio, é uma obrigação.” Vinho no fundo do Alqueva… “Vou fazer aqui um bocadinho de história, e voltar aos grandes produtores. Só no Alentejo existem 250 produtores de vinho, em Portugal existem milhares de produtores, e no mundo inteiro haverá centenas de milhares de produtores de vinho. Quem vai a uma feira de vinhos como a ProWein, entra numa feira que tem 12 pavilhões, repletos de produtores de vinhos. E aí interrogo-me: Porque é que alguém vem ter comigo? Não há nenhuma razão para um comprador vir ter comigo. Então ou nós estamos cá para produzir alguma coisa diferente, ou somos apenas mais um. Daí o entusiasmo por fazer vinhos que sejam diferentes, que ao produzir leve o consumidor a dizer: eu quero provar!” E continua: “Quanto ao vinho Conde da Ervideira submerso: é sabido que, quando os barcos afundam com vinho a bordo e se recuperam os vinhos, estes têm geralmente uma excelente qualidade, devido ao ambiente em que o vinho esteve, com falta de luz, com temperatura constante ao longo do tempo, e com uma pressão alta sobre o vinho. A pressão elevada modifica a estrutura do vinho. Quero produzir algo que seja diferente, que seja difícil de produzir, que os outros produtores não tenham, que seja um produto de primeiro nível, mas exclusivo.” Diferenciação “É exactamente por isso que fazemos o Invisível – um vinho branco produzido com a casta tinta Aragonez, ou o primeiro espumante certificado do Alentejo. A Ervideira não pode ser mais um dos 250 produtores do Alentejo! Temos que ter


um espaço digno no mercado, com imagem e qualidade, e que se diferencie dos restantes. Alguém que venha comprar os nossos vinhos sabe que em toda a história do produto, desde a Família às castas, aos solos, à vinificação, à filosofia da empresa, tem algo de exclusivo”. Novos produtos diferenciados? “Ainda não há, até porque este Conde da Ervideira vindo da água está-me a dar imenso trabalho, e tem tirado muito tempo para novos desenvolvimentos. Mas antes de iniciar outro projecto, este tem que estar afirmado e confirmado. Nos próximos anos, teremos que trabalhar muito para que este vinho seja consumido e apreciado em Portugal e no estrangeiro, e que desperte a emoção pela compra repetida, já que um produto só se afirma ao fim de alguns anos”. O futuro passa pelas vendas online? Sim, mas… “Há países em que, por razões conjunturais, sim. O Brasil, por exemplo, é um caso de sucesso de vendas online por razões fiscais. Se um vinho passa de um estado para outro tem que pagar taxas altíssimas, o que não se verifica nas vendas online, em que apenas paga a taxa do estado onde se situa o escritório da empresa. Daí que as vendas online no Brasil sejam um sucesso. Em termos de venda directa, não acredito. Acredito que o Cliente de Enoturismo que nos visita e prova os vinhos, que teve contacto connosco no nosso espaço, e no futuro pode recomprar os nossos produtos online. Mas o vinho é um produto que as pessoas gostam de escolher com calma, com tempo. Nos restaurantes, por exemplo, a escolha do vinho leva mais tempo que a escolha do prato.

Consigo ir a um restaurante com o prato já escolhido, mas não levo o vinho escolhido. O vinho necessita de tempo e disposição, e o online é uma compra de impulso” E a técnica de vendas vai mudar? “Dado o nosso nicho de mercado, a venda é feita com muita comunicação, seja com o importador, com o distribuidor ou com o Cliente final. Daí que eu não acredite que daqui a dez anos o mercado modifique muito nesta área. Mas a cada três anos o mundo está totalmente diferente, não se pode pensar mais longe do que a três anos.” E como motivar um jovem candidato a empreendedor? “Acredite! Acredite! Se uma pessoa não acredita naquilo que vai fazer, não vale a pena. Se uma pessoa está com medo disto e daquilo, então não vai a lado nenhum! Se eu estiver apenas a calcular o volume das vendas e os indicadores todos, vou cheio de medo! Se alguém quer lançar um produto inovador, tem que acreditar perfeitamente no que está a fazer. Mesmo os que acreditam têm muitas hipóteses de falhar, mas se não acreditarem…” E remata: “Eu acredito profundamente naquilo que faço. Acredito que aquilo em que estou a trabalhar é um produto de sucesso, e quando o for vender, já o vou vender porque acredito nele e que o consigo fazer. Se o empreendedor conseguir diferenciar o seu produto, e conseguir encontrar o canal diferenciado de comercialização do seu produto, se acreditar convictamente, a chave do sucesso está na sua mão.” As pessoas… “Outro factor determinante para o sucesso é o factor humano. Grande parte do suces-

Sobre a Ervideira A Ervideira é uma das empresas vitivinícolas seculares em Portugal, produzindo vinho desde 1880. Actualmente esta empresa familiar possui um total de 160 hectares de vinha, distribuídos pelas sub-regiões da Vidigueira (110 ha) e Reguengos (50 ha), e que produzem 800.000 garrafas dos vinhos tintos e brancos Conde D’Ervideira, Invisível, Vinha D’Ervideira, Terras D’Ervideira e Lusitano.

so de uma empresa deve-se ao mercado, nas tem que haver uma equipa de trabalho fortemente motivada. Por exemplo, a nossa equipa de trabalho, nas várias áreas de actividade, apresenta indicadores de rentabilidade superiores aos dos nossos colegas, toda a equipa está motivada para um objectivo comum. Toda a gente na organização tem que acreditar no que está a fazer – é uma chave fundamental para o sucesso, já que parte do sucesso de uma empresa deve-se a cada um dos membros que a integra!” mar abr mai 16

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João Casado, Administrador da JCasado

O segredo está na proximidade João Casado é atualmente um líder no mundo dos cosméticos. Tem como base a proximidade com o cliente e também com os seus colaboradores para que o seu negócio seja bem-sucedido. Por Vanessa Saudades/ Fotos: Fernando Piçarra

O mundo dos cosméticos surge por mero acaso na vida de João Casado, nada foi programado. Estava na tropa em 1983 quando surge a oportunidade de se tornar comercial nesta área. Por convite de um amigo que estava de saída de uma empresa sediada em Portalegre, João entra e durante cerca de 6 anos torna-se o único vendedor dessa empresa “Passados sensivelmente seis meses de estar na empresa eu estava a conseguir melhores resultados que aquela pessoa que eu fui substituir, eu conseguia com alguma facilidade, mesmo sem formação nenhuma.”. É nesta altura que se começam a revelar os dotes de um verdadeiro comercial que hoje lidera o mercado. “A cosmética foi por acaso, embora eu diga que não era vendedor,

não sabia bem o que era a minha área comercial, a minha aptidão para essa área, mas que é hoje onde eu me sinto bem.” Um mundo de vendas A venda é para João um desafio, um conjunto de emoções. Um equilíbrio entre a emoção e a razão, é fazer ver a uma pessoa a necessidade que ela pode ter de um produto. Apaixonado pela área comercial, recorda que na altura em que se iniciou gostava de apresentar ao cliente produtos que o mesmo desconhecia. Apresentar novos produtos, uma nova linha era um grande desafio, uma verdadeira conquista. Hoje em dia acredita que no

mundo dos cosméticos já é muito difícil apresentar algo que nunca tenha sido falado “Eu entro na cosmética e esta começa a dar um pulo enorme no campo científico, no desenvolvimento. Em Portugal em termos de cor naquela altura trabalhava-se essencialmente os naturais, raramente vendia fantasias, os vermelhos,

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Projeção e liderança João Casado tem 55 anos, iniciou-se na área da cosmética profissional em 1983 como vendedor de produtos de cabeleireiro. Em 1988 fundou a empresa “JCasado Cosméticos” que hoje é líder no mercado nacional. Ao longo do seu percurso, João Casado e a sua empresa receberam vários prémios e alcançaram uma enorme projeção a nível nacional.

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os azuis pouco vendiam. Vendiam as cores bases, o preto, o castanho, o louro. Depois tentámos impor o louro claro. Tons que nascem depois mais tarde, aliás nessa altura pouco existiam, mas que hoje em dia são perfeitamente normais.”. O aliciante era apresentar algo diferente, e ajudar o próprio cliente a passar para outro nível. Proximidade no trabalho “Hoje em dia os nossos melhores amigos estão dentro do nosso ambiente de trabalho porque são aquelas pessoas com quem nós acabamos por passar mais tempo, estamos a falar de colaboradores como estamos a falar de clientes também.” Escolhe as pessoas com quem trabalha a partir das suas qualificações, mas no entanto há um fator que considera fundamental antes de qualquer outro, a empatia “Se eu não criar empatia com a pessoa, e se não vir nela valores que se identifiquem comigo, acho que muito dificilmente vou apostar nela.” Dentro da empresa há uma grande proximidade entre todos os colaboradores “nós cumprimentamo-nos com

dois beijinhos”, lidam uns com os outros como se de uma família se tratasse. Trabalhar nestas condições não costuma ser muito usual, no entanto explica que tudo isto se deve ao fato de o crescimento da empresa ter sido sempre muito gradual e regular “nós eramos dois, e depois passámos a ser três, depois quatro, e fomos crescendo sempre dessa forma, e hoje em dia mantemos.” Apesar de existirem algumas pessoas da família a trabalhar na empresa, João tenta que não haja o fator “mulher/marido ou tio/sobrinho”, e no que diz respeito a assuntos de trabalho tenta levar o mínimo de assuntos possível para casa. Inspiração, motivação e liderança A satisfação dos seus clientes é o essencial para a motivação e inspiração do empresário. É apresentar ao cliente todos os dias um serviço que se quer diferente, que é conseguido por intermédio das marcas com que trabalha e do trabalho que desenvolve. Aposta essencialmente na formação e na proximidade com o cliente “O nosso sector é


muito na base da formação, na base do vendedor ter uma proximidade com o cliente. Conhecer verdadeiramente o cliente, saber a diferenciação dele para o outro cliente.” Acredita que no mundo dos cabelos e da estética a proximidade e o contato humano são essenciais. É importante que as pessoas se sintam acarinhadas, que sejam tratadas de forma diferente, “os clientes procuram essa diferença”. “Nós somos considerados uma marca bonita, não só pelos produtos que vendemos serem bonitos e elegantes, mas também porque não vendemos em todo o lado, nós temos respeito pelo cliente que nos tem ajudado também.” A liderar o mercado num tempo que se apresenta bastante difícil, revela que “foi graças a conseguir passar esta mensagem diferente que a marca cresceu e que se diferencia dos concorrentes.” Garante nunca ter trabalhado para ser bem-sucedido, trabalhava sim por gostar de trabalhar. Sem ter nascido com a ideia da cosmética e com a ideia de ser vendedor, acabou por ver nesta área o seu “mar”, e a pouco e pouco conseguiu conquistar “Se me dissessem há trinta anos atrás que eu ia ter esta empresa, que hoje seria visto em Lisboa desta forma e que eu ia conquistar isto, eu diria que era mentira!” Com a sede da empresa situada na cidade Portalegre, e depois de ter sentido na pele a dificuldade que existe em chegar ao mercado da capital afirma “Para chegar a Lisboa foi uma luta constante, eu não tenho a mínima dúvida que hoje em dia, com as marcas que temos se nós tivéssemos

a sede em Lisboa nós poderíamos estar numa situação muito melhor, apesar de estarmos numa situação boa, porque hoje em dia o mercado está no litoral não está em mais lugar nenhum.” Ser empresário hoje Para quem quer começar no mundo dos negócios e das vendas João Casado deixa alguns conselhos “Primeiro que tudo e mais do que nunca acho que tem que ter indiscutivelmente muita força mas sobretudo tem que ter

pelo menos algum dinheiro para começar.”. O empresário acredita que hoje em dia é indiscutível começar só porque o negócio de alguém conhecemos está a correr bem, e se não existir uma sustentabilidade financeira muito estável é melhor nem sequer arriscar “Os tempos não estão para isso!”. Para abrir um negócio é também fundamental “É essencial ter-se um bom conhecimento do mercado, ter conhecimento só do produto não basta.” mar abr mai 16

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Vendeu enciclopédias, fez traduções e formou-se em Medicina com especialização em Psiquiatria. Trocou o consultório para abraçar a aventura de dar seguimento ao negócio do pai. Hoje afirma-se com um dos líderes mais carismáticos da moda de luxo em Portugal. Por Ana Penin/ Foto: DR

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histórias improváveis

Ronald Brodheim, CEO do Grupo Brodheim

De Psiquiatra

a Líder de um dos maiores grupos de representações e retalho de moda

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Filho de Erich Brodheim, o homem que no final da 2ª Grande Guerra Mundial se refugiou em Portugal, e que no nosso país se dedicou a empreender, apresentando ao mundo artigos portugueses de “quinquilharia” de alta qualidade e de prestígio, e a trazer para Portugal produtos que com prestígio, qualidade e inovação, pudessem responder aos anseios do consumidor português, o inquieto teenager Ronald Brodheim procurava, anos 70, não só a sua independência, mas também a sua vocação profissional. Terminado o liceu, apesar de contrariado, acatou a decisão do pai de fazer testes de admissão a uma das grandes escolas de Economia na Suíça, com vista a cumprir o “destino natural” de dar seguimento aos negócios da família. Um “destino natural” que, no entanto, não fazia parte dos sonhos do jovem Ronald Brodheim…Na viagem à Suíça, um rapaz que aí tinha acabado de conhecer, disse-lhe algo que o tocou de forma especial: “follow your dream!...” Decidido a seguir o sonho de estudar Medicina, mas também imbuído do orgulho teimoso de provar ao pai a sua capacidade de cumprir a missão que o

levara à Suíça, aí fez o exame de admissão a Economia, ficando entre os quatro alunos aprovados de entre os trezentos candidatos na prova. De volta a Portugal, o jovem Ronald Brodheim entrega ao pai o certificado de aprovação na Suíça comunicando-lhe que estava determinado a seguir o seu sonho: inscrever-se em Medicina. Entra neste curso em Lisboa e, com apenas 17 anos, sai de casa para ir viver num quarto alugado no Olivais, com a mulher com quem viria a viver 16 anos e da qual teve 3 filhos: Alexandre, André e Erich. “Quando alugámos o quarto tínhamos apenas um colchão e uma cómoda! Naquela época, sair de casa com aquela idade para ir viver com alguém, era uma atitude altamente irreverente… - faz questão de sublinhar - a minha opção por Medicina e a minha saída de casa afastaram-me, significativamente, do convívio e intimidade com o meu pai. Para além disso, esta aventura coincidiu com a época revolucionária do 25 de Abril, sendo que eu era já bastante ativo politicamente e bastante pró mudança”. Vendedor e Tradutor Fez o curso de Medicina totalmente às suas custas, sem o pai lhe pagar um livro “Como tinha que me sustentar e os horários da faculdade não me permitiam ter um emprego fixo, optei por vender enciclopédias, especializadas em medicina e saúde, e por fazer traduções, que me pagavam a cinco escudos à linha! Tinha a sorte de já na altura falar três línguas estrangeiras: alemão, francês e inglês. Agora falo também italiano e espanhol.” No final do curso de Medicina Ronald Brodheim especializou-se em Psiquiatria, e fez uma pós graduação em Psicologia Clínica. “Em 78, comecei a trabalhar na minha área de formação médica. Fui mar abr mai 16

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histórias improváveis

a “todas”! Comecei como Psiquiatra no Hospital de Santa Maria, dei aulas na Universidade e abri depois um consultório privado” relata-nos. “Um dia, o meu pai, certamente por, tal como eu, estar cansado do nosso “divórcio”, decidiu encontrar alguma ponte entre nós. Deram-se então alguns movimentos familiares e, apesar de eu dizer para o meu pai não contar comigo, acabei por aceitar ir trabalhar apenas umas horas no armazém do setor da empresa ligado à ótica, mantendo, a minha atividade médica. Estávamos em 79 e, inesperadamente, o meu pai faleceu em Junho de 80. Foi uma coisa absolutamente terrível!”. Com este acontecimento inesperado, Ronald Brodheim apercebe-se de que não tinha chegado a conhecer verdadeiramente o seu pai “nem sei se o que hoje me dizem dele é o que ele verdadeiramente era. Quando se é jovem não se chega a conhecer verdadeiramente os pais. Isso apenas conhece num relacionamento mais maduro. Essa realidade foi uma coisa muito difícil para mim...” O momento de viragem Consciente de que a empresa na altura já tinha quarenta anos de história, uma dúzia de pessoas e um nome muito prestigiado no seu nicho de mercado, com apenas 23 anos Ronald Brodheim decidiu continuar o negócio do pai “a minha única irmã e a minha mãe não tinham nada a ver com o negócio e tinha que se tomar uma decisão em pouco tempo para as coisas poderem andar para a frente. Por outro lado, o vazio e o trauma estavam a ser muito impactantes na minha vida. Tudo isso fez-me admitir a loucura de continuar a empresa. O engraçado desta aventura é que eu quase nem sabia o que era um cheque ou uma letra!”. Tomada a decisão, durante três meses Ronald Brodheim ficou, literalmente, a dormir na empresa “dormia apenas três ou quatro horas e acordava para ler dossiês, para poder assumir e dar seguimento aos negócios”. Lentamente, durante dez anos, foi “desmamando” a sua atividade clínica, por perceber que as duas atividades eram absolutamente incompatíveis “sou um homem de paixões e não sinto qualquer arrependimento de o ter feito. As coisas na vida são assim. Estava decidido e pronto! Entretanto aconteceu uma coisa extraordinária: Portugal entra para o mercado comum, alterando-se completamente as regras de mercado”.

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Uma empresa monopolista involuntária Em 86, deparando-se com o boom económico da Europa, a empresa capitalizou o investimento, resiliência e notoriedade que lhe permitiram sair remar abr mai 16

forçada do período difícil vivido entre 74 e 86 “nós intitulávamo-nos monopolistas involuntários de mercado, porque o meu pai tinha decidido não integrar o grupo de empresários que saíram de Portugal para o Brasil”. A partir daí houve uma mudança de paradigma completa no mercado, que Ronald Brodheim fez questão de acompanhar com consistência, acreditando que “o vento sopra a favor das embarcações que sabem para onde ir”. Do foco no negócio grossista de distribuições multimarca, Ronald Brodheim apostou em lojas próprias monomarca. Abriu a primeira loja própria – Rodier na Av. da Liberdade, em 1986. Foi percursor do nascimento das franquias em Portugal, tendo sido Presidente da Associação Portuguesa de Franchising. Hoje, 92% do volume de negócios do Grupo Brodheim advém do retalho, com insígnias de referência como Burberry, Furla, Timberland, Guess, Tods ou Be Trend store, que marcam presença nas mais prestigiadas localizações de rua e de centros comerciais. Com 3 filhos profissionalmente ativos no Grupo Brodheim, o empresário não hesita em dizer-se um homem feliz pelo percurso de vida que escolheu. Do seu segundo casamento, no qual já comemorou 25 anos, Ronald Brodheim perfilhou mais dois filhos, a Vera e o Bruno, referindo-nos com enorme alegria que esta relação lhe permitiu também ganhar uma enorme família – “hoje tenho 5 filhos, 5 netos, 21 cunhados e 49 sobrinhos. E, o melhor de tudo, é que são todos gente boa!” Curiosidades e Novidades do Grupo Brodheim: • Criado há 70 anos pelo austríaco Erich Brodheim, que trouxe para Portugal, novidades como: isqueiro, esferográfica, papel químico e o famoso fecho éclair, que revolucionou a indústria têxtil. • Nos anos 80 o Department Store Printemps pediu-lhes para criarem no Alentejo uma rede de tricotadeiras para executarem os desenhos que enviavam de França. Deu origem a uma cadeia de lojas em regime de franchising de fios de tricotar que teve 29 lojas. • A Modavisão, fundada em 92, é a empresa do Grupo que representa prestigiadas marcas internacionais no campo das armações e dos óculos de sol. • Em Dezembro de 2015 o Grupo abriu a primeira loja multimarca - Be Trend store - em Angola. • O Grupo conta hoje com 3 profissionais da 3ª geração. • O Grupo Brodheim vai abrir a 1.ª loja VANS em Portugal em Julho de 2016, no Cascais Shopping.


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opinião

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A gestão positiva tende a centrar-se nos aspetos positivos e nas coisas que correm bem. As teorias de gestão germinam, normalmente, dos EUA. Com Harvard à cabeça, Stanford, Columbia e Berkeley a darem sequência a uma longa cauda, onde a competição pelas teorias de gestão mais originais, e a sua disseminação, podem dar origem ao aumento da procura e, dessa forma, ao aumento da rentabilidade das respetivas universidades. As universidades americanas, e em geral as anglo-saxónicas, mas não só, alimentam-se do mais puro e intrínseco mecanismo da sociedade capitalista: a lei da oferta e da procura, pelo que as teorias têm que estar sempre a surgir, a reinventarem-se e a fazerem escola, cortando com isso espaço a quem pensa mais lento ou não é tão original. Acontece, neste racional, que o “Positivo estar na moda”, não deixa de ser a continuação de outras modas que gravitaram, e ainda gravitam, em torno das teorias organizacionais. Quem não se lembra de Fayol com a organização vista como uma entidade que visava: planear, organizar, controlar, coordenar e comandar? Ou de Peter Drucker com o planear, organizar, controlar e dirigir? As teorias Humanistas que baseavam o sucesso no Movimento das Relações Humanas e nas Ciências Comportamentais – Pessoas, e na motivação e liderança? Na Gestão da Qualidade Total, que faziam de nós robots? Da Teoria do Caos? Ou da Teoria da Vantagem Competitiva de Porter? No entanto, no embrião da “Teoria Positiva” está Peter Senge, com a Teoria da Organização em aprendizagem, isto é, uma organização na qual o ênfase é colocado na resolução de problemas. A organização é pró-ativa ao experimentar, melhorar e mudar e, assim, aprender, crescer e atingir os seus objetivos, satisfazer um cliente em particular, por exemplo, em contraste com a organização tradicional desenhada para a eficiência. Como elementos de uma organização em aprendizagem temos: uma estrutura baseada em equipas, na delegação de poder e na partilha de informação e de conhecimento. Daqui evoluiu-se muito rapidamente, com a ajuda das novas tecnologias, para as organizações matriciais, para o trabalho à distancia, e para a esquizofrenia de que tudo tem que ser pensado, discutido, partilhado, aceite e implementado após a articulação de todos os que têm poder de decisão, isto é: TODOS. E quando TODOS passam a ter a possibilidade de influenciar as decisões de gestão, avançamos rapidamente para uma de três consequências: • Manutenção do status-quo; • Caos (ou a anarquia na resolução de problemas por fricção das energias mentais e eletromagnéticas do ser humano); • Sensação de pertença, que gera a positividade. É esta a dimensão da sensação da “Positividade estar na moda”. A questão seguinte é perceber até que ponto os “Shareholders” e os “Stockholders” vão ter paciência para a ausência de regras e responsabilidades claras, se ou quando as coisas correrem mal. Para além da teoria que vier a seguir para estar na Moda! mar abr mai 16

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O Positivo Está na Moda

Carlos Duarte Maia Carlos.d.maia@outlook.com


I’m DOit!

A indústria dos serviços de Outsourcing no sector das tecnologias de informação (TI) representou em Portugal no ano de 2014, de acordo com um estudo exaustivo das 40 maiores empresas do sector, um volume de negócio de cerca de 500 milhões de euros. Em termos de headcount, esta indústria agrega mais de 5.000 profissionais do sector. O mercado global das TI’s de acordo com a IDC Portugal representou um volume de negócio de 3,25 mil milhões de euros em 2014, mais 0,9% relativamente a 2013. Se compararmos, o mercado de Serviços de Outsourcing IT em PT representou 15% da despesa em Tecnologias de Informação em 2014. As grandes mais-valias deste sector para o Cliente global, passam pela flexibilidade na gestão de projectos de IT, foco no core business, controlo e redução de custos, gestão do staffing interno, gestão de carreira passa para o fornecedor, acesso a conhecimento técnico de ponta, entre muitos outros. Em Setembro 2012, no auge da crise em Portugal e mundial, damos início a um projecto empresarial extraordinário. Hoje operamos em três área de negócio: Outsourcing, Nearshoring e Mobile. Hoje, passados três anos de actividade, a empresa conta já com 160 colaboradores, uma carteira de 80 Clientes, escritórios nas duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto. Em termos financeiros, alcançou um volume de negócios de 4,5M€ em 2015, e uma previsão de 7M€ em 2016. Duplicamos a estrutura nos 2 primeiros anos e crescemos mais de 50% no 3º ano. Foi preciso apostar numa estratégia de diferenciação em termos de práticas de gestão inovadoras e gestão de recursos humanos. Temos apostado também em tecnologia própria, formação continua, bem como num crescimento ambicioso desde o início. Ainda, em termos de estratégia esteve sempre presente o objectivo de internacionalização logo numa fase inicial da sua vida, até pela escolha do nome da empresa. O foco desde 2014 tem sido a área de serviços de nearshoring, ou seja, uma aposta na angariação de novos projectos tecnológicos fora de portas, sendo que a sua execução é desenvolvida preferencialmente em Portugal. Os projectos target vão desde projectos de desenvolvimento de novas soluções tecnológicas de raiz ou de manutenção. A gestão do projecto pode ficar do lado do Cliente (Time & Materials) ou do lado da AFFINITY (Outtasking). Como resultado desta estratégia, em 2015 mais de 25% da facturação da AFFINITY veio de Clientes não residentes em Portugal e a tendência é de crescimento acentuado. Empreender tem tudo a ver com acção e com o pensamento positivo. Nunca será o momento ideal para avançar, nunca teremos tudo o que precisamos, nunca iremos planear todos os cenários possíveis. Mas o importante é agir, o importante é avançar.

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Pensar positivo, na altura da criação de uma empresa. Empreender na 1.ª pessoa

Carlos Correira CEO da AFFINITY

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move on

Leituras DO it! Protocolo empresarial A atividade empresarial encontra-se em permanente evolução, o que torna a imagem transmitida, tanto a nível pessoal como profissional, um elemento essencial para o sucesso de uma empresa. Tendo em conta este novo ambiente global, Protocolo Empresarial procura ser um auxiliar essencial na credibilização pessoal e institucional, facilitando ainda o por vezes difícil processo de comunicação e relacionamento interpessoal com outras culturas. O livro apresenta, de forma sucinta e prática, as principais normas de Protocolo, designadamente a organização e comportamento em reuniões de trabalho e refeições de âmbito profissional, os detalhes da tech-etiquette, a colocação de bandeiras e vários outros aspetos de eventos empresariais. (LIDEL)

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Balanced scorecard para pme e pequenas e médias instituições Esta 6ª Edição, explicita detalhadamente a metodologia Balanced Scorecard (BSC) e a sua articulação com a avaliação do desempenho económico, social e ambiental das empresas e organizações sem fins lucrativos, nomeadamente nas de pequena e média dimensão. (LIDEL)

A sorte não acontece por acaso Neste livro encontrará a inspiração e a energia necessárias para ganhar coragem, sair da sua zona de conforto, lutar pelo sucesso que deseja, traçando um plano de ação adequado aos seus sonhos e ao investimento que quer fazer. (TOPBOOKS)

O Massagista de Almas Neste livro encontrará experiências, vivências e testemunhos, em algumas ocasiões muito marcantes, de pessoas que, por vezes levadas pelo desespero, decidiram que tinham de fazer alguma coisa e sair de situações profissionais ou pessoais que lhes provocavam insatisfação. (MARCADOR)

Tudo o que aprendeu sobre vendas está errado! O novos comportamentos do consumidor fizeram aumentar a resistência à abordagem comercial tradicional, por outro o consumidor passou a ter acesso a um oceano de informação na ponta dos seus dedos, em qualquer lugar e em qualquer altura. (TOPBOOKS).

Ainda não tive tempo Este livro mostra, num registo simples e descontraído, e com a ajuda de truques e dicas práticas, que muitos dos obstáculos à produtividade podem ser evitados se compreendermos melhor como funciona a mente humana. (PORTO EDITORA).

MBA da Vida Real Jack Welch, guru da gestão e autor de Vencer (17.ª edição em Portugal), regressa com um manual atualizado e essencial para todas as pessoas envolvidas no presente e no futuro do mundo dos negócios. Jack Welch dá-lhe as respostas. Os seus conselhos vão para além das teorias de gestão. (VOGAIS).

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Em reset Diogo Lourenço - Sales Manager na Samsung Portugal Área de Lisboa, Portugal Food & Beverages. Antes: Royal Canin Ibérica e Bacardi Martini n

Dinis Cunha, foi nomeado Sales Director - International Markets da Delta Cafés – Grupo Nabeiro. Anteriormente desempenhou funções no mesmo Grupo como Off Trade Sales Director - International Markets e como Off Trade Manager na Sogrape

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n Lisbeth Chavez Oliveira é a nova Store Manager da Desigual. Anteriormente foi Administradora da página Magra e Bonita Sem Esforço.

Rosário Vidal, ex Senior Account da Spreading Advertising, é a nova Diretora de Contas da Cemusa. n

On-line Scanbot n www.scanbot.io: Para quem é empreendedor e utiliza essencialmente o smartphone ou tablet para trabalhar, esta aplicação permite guardar imagens em arquivos PDF ou JPEG e partilhá-las através do Dropbox, Evernote ou Google Drive, entre outros recursos. A aplicação está disponível em português. Uma aplicação n Instapaper: A aplicação Instapaper, é ideal para empreendedores que trabalham com muitos projetos e precisam de fazer edições, marcações ou anotações para disponibilizar o texto a outras pessoas. Com esta aplicação pode agora converter qualquer conteúdo em textos simples ou com fotografias.

Márcia Nascimento, ex responsável pela zona Norte/Centro e Ilhas da XD People, passou a assumir as funções de Diretora Comercial da XD Portugal n

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move on

Tendências 1. Consumidor mais otimista. De acordo com o índice de confiança do Instituto Nacional de Estatística (INE), o consumidor espera aumentar o consumo privado em 2016. No Grande Consumo, prevê-se um crescimento superior a 1,7%, em volume.

2. Sairemos mais. Estamos a retomar alguns hábitos de consumo alimentar fora de casa. Do primeiro para o segundo semestre do ano passado o gasto em jantares fora do lar cresceu 10%. 3. Shopper concentra mais as suas compras. Em 2016, os lares reforçarão as compras de sexta-feira a domingo, as quais já valem mais de 53% do total.

4. Mudanças positivas nos “Frescos”. Em 2016 os “Frescos” continuarão a ser estratégicos para a distribuição moderna, gerando tráfego e catalisando a frequência de compra. Embora nenhuma área do FMCG (bens de grande consumo) para os lares deva ter um crescimento muito forte, prevê-se que os frescos perecíveis avancem 3%.

5. Venda avulso. Aumentam os conceitos de loja dedicados à compra avulso, ou granel, bem como a área dedicada a este efeito nas grandes superfícies, em regime de self-service. Cereais, aperitivos, frutos secos, sementes, especiarias, comida para cão, são alguns dos exemplos. Os produtos avulso são mais baratos.

Barómetro Em alta Brinquedos 2015 foi excelente para este setor, com crescimento em praticamente todas as categorias. Um crescimento suportado pela procura de brinquedos de gamas de maior valor, pelo lançamento de novas licenças apoiadas pelo sucesso na televisão e cinema, e pelo ganho de importância de categorias com valor de mercado mais elevado. Grandes Domésticos O último trimestre do ano de 2015 confirmou o bom desempenho das vendas no sector dos eletrodomésticos. Quase todos os produtos estão bastante positivos. O setor cresceu 7%, superando a média do ano e tornando-se o setor com melhor desempenho na área das tecnologias. Para isto contribuíram também os produtos de cozinha de encastrar decorrentes da tendência de renovação da cozinha, por parte dos portugueses. Wearables O mercado dos wearables tornou-se num dos mercados mais competitivos. A oferta é feita por players oriundos não só da indústria tecnológica, mas também das indústrias da moda e saúde. Estas três indústrias, nos wearables, estão a convergir para quase uma só. De acordo com a GfK, entre 2014 e 2015 o número de marcas a venderem este tipo de produtos triplicou.

Em baixa 6. Espírito retro. O vintage está na moda. Cresce a procura e a valorização de ícones de um tempo em que os adultos não tinham as preocupações do presente. Busca-se o conforto em produtos queridos da infância.

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Tablets Os tablets atingiram um nível de maturidade que começou a ser afetado pelos equipamentos híbridos (tablet + teclado), e pelos smartphones com ecrãs de grandes dimensões. Estes substituíram, em boa parte, algumas das tarefas exclusivas dos tablets. Assim, é natural que se trate de um produto com tendência de crescimento negativa. Quem comprou um tablet nos últimos anos estará, talvez, satisfeito com o equipamento, não sentido necessidade de adquirir um novo.


Gadgets & Tech

Oculus Rift e Touch 2016 será o ano da realidade virtual. A Oculus VR vai ser a pioneira nesse segmento, lançando o Rift e o Touch – controle para interação com os objetos virtuais – para o mercado internacional no final do mês de março. É lógico que diversos produtos. Com a chegada deste dispositivo, podemos esperar uma grande revolução no mercado de entretenimento e em diversas outras áreas nas quais a Oculus VR decidir atuar.

Microsoft HoloLens Trilhando um caminho semelhante aos três dispositivos anteriores, o HoloLens é a aposta da Microsoft para o segmento de realidade aumentada. Aqui, o foco é misturar o virtual com o real, criando objetos que só poderão ser vistos através da lente desse aparelho. Além dos avanços na indústria do entretenimento, a Microsoft também espera que o HoloLens seja útil e importante em outros segmentos, como as áreas médica, da arquitetura, da indústria civil e muitas outras. Este dispositivo de realidade aumentada deve chegar ao mercado ainda no primeiro semestre de 2016.

Epson A Epson apresentou na exposição mundial Integrated Systems Europe 2016 (ISE) que decorreu em
Amesterdão, a nova gama de projetores EB-G7000 (EB- G7800, EB-G7200W, EB-G7000W, EB-G7905U, EB-G7900U, EB-G7400U). Ideais para uso em salas de reuniões, auditórios ou salas de aulas de grandes dimensões.

LG apresenta a capa inteligente do LG G5: Quick Cover O smartphone topo de gama LG G5 ainda não foi anunciado, mas a fabricante sul-coreana quis antecipar-se com a capa e já apresentou a capa inteligente do LG G5. A LG apresentou no passado dia 21 de fevereiro a sua capa inteligente Quick Cover. Segundo a própria LG, “anunciamos uma capa sensível ao toque de um smartphone que ainda não existe oficialmente”. Estranho? Um pouco, mas em termos de marketing faz com que a marca LG e o smartphone LG G5 volte à imprensa. Como acontece com as anteriores capas da LG, continua a existir uma pequena janela para o smartphone, onde podemos ver a data, tempo e notificações de um ecrã que estará “sempre on”. Além disso, a capa tem uma transparência que permitirá atender chamadas ou controlar o alarme sem ter de abrir a capa, como é demonstrado na imagem. mar abr mai 16

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ferramentas DO it!

Vender

Conversar com o maior número de pessoas possível…

seguros Por Orlando Cardoso

Simples?

Não, sobretudo na atual conjuntura económica, em que a matéria nova segurável é quase inexistente e o negócio faz-se, quase sempre, por mudança de player, por isso a perceção com que ficámos depois de um safari no Quénia foi que “Vender é como viver na savana…assim que acordares, CORRE! Seja porque tens de caçar para comer, seja porque tens de fugir para não seres comido”. É esta a realidade atual, sobretudo para quem se movimenta no mercado do preço e aqui a concorrência aos comerciais é feroz: Operadoras Diretas, Telemarketing, Redes Sociais, Dispositivos Móveis, Correio Eletrónico, Mensagens Instantâneas, Multi Tarifadores… Se a omnicanalidade é uma exigência dos tempos modernos para qualquer empresa, já os comerciais de futuro deverão tirar partido destas novas tecnologias mas diferenciando-se pela venda “old school” – proximidade, contacto, diagnóstico, soluções taylor made e serviço. Se vender é um jogo de números, a solução é contactar e visitar mais clientes para vender mais! No final do dia o que conta é o número de vezes que conseguimos tocar as emoções do cliente, fazer com que sinta que tem uma necessidade e que valorize a sua proteção, a da sua família e a dos seus bens patrimoniais.

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Fácil?

Não, sobretudo porque o negócio só se concretiza depois de se percorrer todo o ciclo da venda, com competência, resiliência e conhecimento. • Primeiro temos de definir com quem gostaríamos de conversar – PROSPEÇÃO. • Depois é necessário criar a curiosidade suficiente para alguém querer abdicar do seu tempo a conversar connosco, sobre um tema previamente definido por nós, mesmo não nos conhecendo – CONTACTO. • O passo seguinte é conseguir animar e controlar a conversa, para que esta flua num clima de confiança e da qual resulte uma partilha de informação necessária à elaboração do plano mais adequado às necessidades daquele cliente – REUNIÃO. • Por último, o cliente tem de se rever de tal forma na nossa proposta que se dispõe a pagar por algo que não é para consumir ou utilizar de imediato – APRESENTAÇÃO DE PROPOSTA, OBJEÇÕES e FECHO.

Por tudo isto, vender seguros encaixa perfeitamente numa definição que corre nas redes sociais: “Vender é como procurar um novo emprego todos os dias. É trabalho para malucos, corajosos e criativos.”


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Impossível?

Orlando Cardoso AXA - Gestor de Negócio / Rede Private orlando.p.cardoso@axa.pt

De todo. Os profissionais de sucesso não o são quando nascem. Experimentem perguntar a um menino: “O que queres ser quando cresceres?” e aposto que nenhum se vai lembrar de vos dizer “Quero ser mediador de seguros”, mas seguramente todos sonham em ter uma carreira de sucesso e isso, sim, é possível nesta indústria desde que tenham método, sejam resilientes e consistentes.

Regras de ouro do Ciclo de Venda? 1. Prospeção

• Uma correcta segmentação da propeção significa maior probabilidade de venda. Afinal de contas, vender um produto, garantia ou serviço para alguém que precisa, e que se identifica com ele, aproxima-nos do sucesso. • Faça a prospeção em segmentos onde a sua empresa é competitiva. Prospeção desalinhada com a estratégia da empresa é perda de tempo, dado que dela dificilmente irá resultar negócio. • Ter e fazer prospeção todas as semanas, e não deixar de cumpri-lo, é uma das rotinas positivas em qualquer atividade de vendas. • Uma das verdades mais absolutas nas vendas é de que a prospeção referenciada por clientes satisfeitos conduz, mais facilmente, a futuros clientes. Há quem espere que essas referências aconteçam de forma espontânea, mas os profissionais de sucesso criam uma estratégia que leva a que os seus clientes indiquem outras pessoas ou empresas, dentro do perfil adequado à sua oferta. “Quem conhece que pode estar interessado em…?” • Prospetar na carteira de clientes é outra forma de ampliar as vendas. Retomar contactos e garantir novas visitas para conhecer melhor o cliente, atualizando dados pessoais e profissionais. Hoje em dia, fazer negócios exige também a presença no mundo digital, como por exemplo o LinkedIn, onde a prospeção é mais qualificada e onde se poderá obter informação sobre o prospeto e a sua rede de contactos.

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ferramentas DO it!

2. Contacto

• Como abordar o cliente e quais os argumentos a apresentar? Apresente-se, diga o nome da empresa e depois, tal como acontece com a publicidade no intervalo da Super Bowl, tem apenas alguns segundos para despertar a atenção do cliente. Seja eficaz e isso só será possível se o prospeto percecionar rapidamente que tem algo a ganhar se der seguimento ao contacto. • Evite improvisar no momento do contacto com o cliente. Esteja preparado para contornar objeções, ouvindo, seguindo um script se necessário, com voz calma, amigável e descontraída. Afinal de contas, é apenas uma conversa. • Introduza logo no primeiro contacto o tema que quer abordar na primeira reunião, facilitando assim o enquadramento na etapa seguinte. • Informação trabalhada é poder. Pesquise sobre o prospeto: o que faz, a sua idade, onde trabalha... Poderá ser determinante no momento do primeiro contacto.

3. Reunião

• É o momento de interação entre o comercial e cliente visando detetar e satisfazer as suas necessidades, porque existe um fator fundamental que norteia este negócio: o relacionamento. • O que devo preparar para uma reunião? Não o que vou DIZER mas sim o que vou PERGUNTAR! • Seguir um padrão de perguntas de forma a levar o cliente a aperceber-se das suas necessidades. Esse padrão deverá ser capaz de responder às seguintes questões: - Quem é o cliente pessoal e profissionalmente? - O que o cliente valoriza? - O que espera de nós? Quais as razões/motivações de compra? - Quais os impactos que um evento negativo terá na sua vida? - Quais as suas prioridades? • Ao fim do primeiro encontro, defina com o cliente qual o dia da proxima reunião para apresentação da proposta. • Depois de conhecer o perfil do seu segurado, saber do que ele gosta e do que pode precisar, só falta criar a proposta que seja a cara do cliente e…o sucesso estará mais perto.

Orlando Cardoso; AXA - Gestor de Negócio / Rede Private; orlando.p.cardoso@axa.pt

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A venda é um ofício

de comunicação! mar abr mai 16

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opinião

Liderança: a maior carência do século XXI

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O que tem acontecido nos setores público e privado, no mundo inteiro, é uma clara evidência da falta de liderança. A consequência disso é a perda de enormes potenciais e de oportunidades dos países e das empresas de crescerem mais, de gerarem mais empregos, de se tornarem mais competitivos e de melhorarem a vida das pessoas. A falta de um estadista que conduza de maneira mais eficaz os governos e de empresários-líderes, faz com que grande parte dos recursos sejam desviados ou aplicados em gastos desnecessários. As escolas de negócios do mundo falham ao não darem uma forte formação na dimensão humanista, oferecendo temas como liderança, negociação, gestão de conflitos, gestão de equipas, gestão da mudança e assim por diante. As escolas devem focar-se em temas de liderança para formarem pessoas que transformem o ambiente económico dos negócios e da sociedade. Empresas e governos com melhores líderes têm, necessariamente, mais sucesso e melhores resultados, tanto financeiros como sociais. Neste momento em que a maioria dos países ainda está num ambiente económico recessivo ou de baixo crescimento, desemprego elevado, gastos públicos em descontrolo (déficits), dívidas públicas crescentes, a necessidade de liderança é ainda maior. Os líderes conduzem a um ambiente de gente mais feliz. A empresa é um lugar de convivência, de partilha de emoções, valores, necessidades e conhecimentos. Pode-se afirmar que uma empresa é um lugar da vida. Um dos grandes erros no recrutamento das pessoas nas empresas é que elas levam em consideração apenas as habilidades técnicas. Por isso, as pessoas são contratadas pela parte técnica, mas são demitidas pelo desempenho comportamental. É por isso que as escolas de negócios devem dar importância à parte comportamental, com dimensão de liderança. A liderança é uma competência comportamental que pode ser desenvolvida, mar abr mai 16

Judas Tadeu Grassi Mendes é Ph.D. em Economia pela Ohio State University, autor de 10 livros de economia, fundador e diretor presidente da EBS Business School, Curitiba, Brasil.


afinal, liderança é relacionamento. Quando um líder conhece os seus colaboradores ele é capaz de os tratar de forma personalizada, gerando mais comprometimento e resultados cada vez melhores. Uma pessoa que não é capaz de se liderar a si própria nunca será capaz de liderar outros. Há líderes que se destacaram pelo empreendedorismo, como Richard Branson, ou pela visão, como Steve Jobs, ou pelo humanismo como Nelson Mandela. Um líder para ter sucesso precisa partilhar os valores e ter características como boa comunicação, coerência e visão do futuro. Um bom líder consegue bons resultados de forma ética. Só é líder quem inspira as pessoas e faz a grandeza delas. Por isso, ele tem seguidores.

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zoom

Christian Barbosa

Como aumentar o nível de confiança da sua equipa? 48

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Uma questão essencial para uma equipa mais produtiva é a confiança. Se as pessoas da equipa não confiam no seu líder, ou nos demais membros do grupo, o trabalho não vai certamente resultar. Eles deixarão de delegar corretamente e esconderão o “jogo”, as urgências vão aparecer e, dificilmente, a comunicação será feita de forma eficiente. Por Redação DOit! Fotos: DR

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umentar a confiança da equipa é uma forma de garantir a produtividade dos seus profissionais. No entanto, isso não é algo trivial e exige esforço, pois a confiança depende de uma tríade de fatores: tempo, oportunidades e exemplos. Tempo porque a quebra ou falta de confiança não se resolve em dias ou semanas. Às vezes demoramos meses, anos ou até décadas para voltar a ter crédito. Dependendo do estrago que foi feito, talvez nunca mais tenhamos e precisaremos de ter coragem e de identificar o momento certo para parar de tentar. Porém, na maioria dos casos, existem possibilidades de se restabelecer essa confiança, basta ter paciência e investir parte do seu tempo nisso. O segundo fator é a existência de oportunidades ou, simplesmente, não haverá como desenvolver um novo comportamento. Um exemplo é o profissional que perdeu a confiança do chefe por não entregar uma atividade no prazo estipulado. A oportunidade para reverter esse problema pode ser com a realização de um novo relatório, com prazo definido, e com o cumprimento do combinado. Quando surgir uma oportunidade dessas, não pense duas vezes antes de agarrá-la. Esse é o caminho mais rápido para restabelecer a confiança. Por fim, dê o exemplo quando a oportunidade aparecer. Gosto

de pensar que quando surge uma oportunidade, ela pode ser a última. Então faça o correto dessa vez. Intenções não são nada, o resultado é o que vale no fim de contas. O exemplo positivo também se alastra e reforça a confiança. Com esses três fatores presentes, é possível retomar a confiança. No entanto, para que isso se mantenha, precisa desenvolver as seguintes habilidades: 1. Cumprir prazos: A má fama de uma pessoa que não entrega as suas tarefas no prazo combinado é difícil de ser combatida. Quando assumir um compromisso tenha a certeza de que poderá cumpri-lo, ou esteja preparado para argumentar por que não o fez.

ram, aumentos impraticáveis ou projetos que dependiam de terceiros. Antes de prometer algo, verifique todas as suas possibilidades, documente-se, estabeleça prazos, diga o que pode falhar, etc. As coisas mudam, não é possível prever tudo, mas, se você for transparente e mantiver a equipa por dentro do que está a acontecer, o problema pode ser minimizado. Confiança não é algo fácil de se recuperar, portanto, o melhor a ser feito é honrar o crédito que lhe foi dado. Ninguém é perfeito, as pessoas erram e isso é natural no ser humano. A sua atitude em relação aos erros é que fará a confiança ser mantida ou quebrada.

2. Comunicar de maneira eficiente: Aprenda a comunicar com a sua equipa ou com o seu chefe. Caso aconteça algo de errado, explique de forma clara e objetiva. Aponte os problemas e as suas soluções, não os culpados. Seja honesto, sem ferir as pessoas, direto sem ser grosseiro, e rápido sem se tornar confuso. 3. Cumprir as suas promessas: Grande parte dos chefes que perdem a confiança da equipa são aqueles que prometem algo que não terão condições de cumprir. Já vi diretores prometerem promoções que nunca acontece-

Christian Barbosa Especialista em gestão do tempo e produtividade. Fundador da Triad Productivity Solutions. www.triadps.com.br mar abr mai 16

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enjoy it

Hotel

L’AND Vineyards, Wine Resort

Um retiro exclusivo e um espaço de tranquilidade Proporcionando uma experiência rural única, num ambiente exclusivo e contemporâneo, o L’AND Vineyards, Wine Resort é uma homenagem genuína à paisagem Alentejana e à eterna magia do vinho. Por Redação DO it! Fotos: DR

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Localizado no coração do Alentejo, numa paisagem única definida pela vinha e por um grande lago, o L’AND Vineyards é um wine resort exclusivo, que integra a arquitetura na natureza, promovendo uma atmosfera intimista de luxo sóbrio, beleza natural e tranquilidade. Elegendo o vinho como âncora do seu conceito, o L’AND Vineyards, diferencia-se pela forma harmoniosa como consegue fundir, e conciliar, a paisagem natural com a armar abr mai 16

quitetura contemporânea de vários arquitetos de referência. O resort situa-se em torno de um jardim de vinhas e da piscina, com uma vista sublime para o lago e para o castelo da vila medieval de Montemor. No edifício central - baseado na reinterpretação contemporânea das casas pátio de tradição romana e árabe - está a sala de estar, a biblioteca, a loja de produtos exclusivos L’AND MADE, a adega, o “wine clube”, o spa com 800 ms, o

restaurante e o pátio lounge. Os interiores, desenhados pelo arquiteto Marcio Kogan foram criados a partir de pedra natural de ardósia e madeira, criando um ambiente de luxo sóbrio e de procura de beleza na simplicidade e no detalhe, para criar um espaço de elevada tranquilidade e conforto. Neste resort as diversas unidades de alojamento nascem na paisagem ordenadas em pequenos núcleos que recuperam a tipologia tradicional das implantações dos montes alentejanos. Conceito Sky View Suites As Sky View Suites permitem a abertura integral do teto do quarto e integram no pátio exclusivo uma plunge pool, enquanto as L’AND View Suites têm um quarto extra podendo alojar até 4 pessoas. Experiências

®

• SPA Vinotherapie Caudalie: experiência única de serenidade e prazer com rituais exclusivos, massagens


e tratamentos de beleza baseados na uva e em produtos naturais. • Cursos e Provas de Vinho: na adega poderá conhecer o processo de vinificação desde o terroir ao engarrafamento e aprender com o enólogo a apreciar o vinho em todas as suas vertentes. • L’AND Wine Club: espaço de promoção da arte e cultura da vinha, onde os membros beneficiam anualmente de vinho L’AND reserva, com castas e rótulos personalizados. Os mais aventureiros poderão ainda desfrutar de passeios de balão e de saltos de paraquedas. O L’AND Vineyards, Wine Resort: • Aldeamento turístico de 5 estrelas • 22 Suites • 10 Sky View Suites • 12 L’AND View Suites • A 4 km de Montemor-o-Novo (Alentejo) • A 15 mn de Évora e a 45 ms do aeroporto de Lisboa • Valores de alojamento entre 195€ e 495€

Contactos

Tel.: 266 242 400; e-Mail : reservas@l-and.com ; Site : www.l-andvi n ey a rd s .co m

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Restaurante

O Telheiro (Aveiro)

Tradição, Sabores e Serviço Na Veneza portuguesa, Aveiro rima com O Telheiro. Passeie num barco Moliceiro e desfrute do melhor da gastronomia portuguesa n’O Telheiro. Por Redação DO it! Fotos: DR

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Restaurante O Telheiro Fundado em: agosto de 1984 Capacidade total: 140 lugares

Situado ao lado do mercado municipal, numa das mais centrais e típicas zonas de Aveiro, O Telheiro é um restaurante de referência desta cidade. Nele os gerentes, Alice e Alexandrino, mimam há 31 anos os seus clientes não só com o que há de melhor na comida portuguesa, como com a sua simpatia e tratamento personalizado. Enquanto viajar pela ementa cheia de iguarias, vá petiscando as várias entradas típicas, donde destacamos a salada de grão ou de polvo, os jaquinzinhos e a surpreendente broa com canela. Entre os peixes poderá deliciar-se com os magníficos filetes Contactos

Com um ambiente típico e caseiro a fazer lembrar outros tempos, uma equipa profissional e focada em lhe proporcionar uma experiência marcante. O Telheiro disponibiliza-lhe 3 salas amplas e acolhedoras, que tanto convidam à tertúlia e à comemoração entre amigos, colegas ou família, como à intimidade e ao romance num dos vários cantinhos que o farão sentir-se em casa.

de polvo com peixinhos da horta e arroz de grelos, o polvo grelhado, o ensopado de enguias, a enguias fritas com migas ou os vários fantásticos peixes grelhados no carvão. Se a sua preferência for para a carne não perca o cabrito ou o bife na caçarola. Na carta de vinhos encontrará o vinho ideal para acompanhar qualquer uma das suas escolhas. Difícil será também decidir-se quanto a sobremesa. Recomendamos-lhe que não saia sem provar a deliciosa sopa dourada, ou seja, o “casamento” perfeito entre os dois doces tradicionais da região: o pão de ló e os ovos moles tão típicos de Aveiro.

Restaurante O Telheiro – Largo da praça do peixe, nº20, 3800-243 Aveiro; tel. 234 429 473

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Automóvel

Novo RENAULT MÉGANE

Qualidade e tecnologia Com um design excecional e as linhas modernas e distintas. Os enormes progressos ao nível da qualidade de construção estendem-se ao habitáculo. Aí, impressionam os acabamentos e os materiais irrepreensíveis, a sensação de conforto, mas também os equipamentos tecnológicos. Por Redação DO it! Fotos: Renault

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Com linhas modernas e distintas, o novo Renault Mégane, com os seus 205 cavalos de emoções, seduz pelas linhas modernas e estatutárias. É fantástica a forma como o novo Renault Mégane digere todas as irregularidades da estrada ou o mau piso. Mas mais impressionado se fica quando o asfalto dá lugar ao empedrado. Não há barulhos parasitas, o que atesta a qualidade não apenas da montagem, mas também dos acabamentos e dos materiais. A insonorização também merece rasgados elogios e o que dizer do conforto? Os fantásticos bancos revestidos com tecido GT ou em couro Alcantara® claro que ajudam, conciliando


Personalização em função de estados de espírito Através da inovadora tecnologia MULTI-SENSE o condutor tem a capacidade de personalizar o seu Mégane em função das suas necessidades ou do seu estado de espírito do momento. Através do R-LINK 2 ou de um botão específico posicionado na consola central, pode escolher diferentes modos de condução: Sport, Neutral, Comfort, Perso e Eco. Cinco modos que variam em função da versão. No fundo, é a possibilidade de parametrizar o seu automóvel ao nível da suspensão, direção, velocidade de resposta do acelerador e do motor, mas também o ambiente do habitáculo. Cinco cores – vermelho, castanho, azul, violeta e verde.

Também no capítulo da segurança, o novo Renault Mégane é uma referência no mercado, por beneficiar das tecnologias de ajuda à condução que a marca desenvolveu para os novos Talisman e Espace, dois modelos de segmentos superiores. Uma longa lista, que inclui o Regulador de velocidade adaptativo (ACC), o Sistema de Travagem ativo de emergência (AEBS), o Alerta de transposição involuntária de faixa (LDW), o Alerta de distância de segurança (DW), o Alerta de excesso de velocidade com reconhecimento dos sinais de trânsito (OSP com TSR), o Alerta de ângulo morto (BSW), a Câmara de marcha-atrás, a Comutação automática dos máximos/médios (AHL), o Sistema de ajuda ao estacionamento dianteiro, traseiro e lateral, bem como o Estacionamento em

mãos-livres (Easy Park Assist) que, para além de o ajudar a identificar um lugar de estacionamento livre, medindo o espaço disponível com o auxílio de sensores, também assume o controlo da direção para realizar a manobra de estacionamento. Equipamentos tecnológicos exclusivos O ecrã vertical tem 8,7 polegadas e permite-lhe o acesso ao R-LINK 2. Um equipamento inédito no segmento que, inclusivamente, pode ser comandado pela sua voz para as funcionalidades de navegação, telefone, aplicações e rádio. Para além da voz, claro, o acesso às funcionalidades pode ser feito, de forma intuitiva, com um simples clicar ou deslizamento das páginas, tal como acontece num vulgar tablet.

a vertente desportiva, o conforto e a elegância. Umas autênticas “bacqet” com os apoios de cabeça integrados, que nem sequer são um exclusivo da versão GT. Imagine que até fazem parte da gama de equipamentos das mais acessíveis e económicas versões GT Line, diesel incluídas! Para quem privilegia o conforto, então é melhor optar pelos bancos com a função de massagem e desfrutar dos momentos de prazer e de relaxamento que o novo Mégane pode proporcionar. A habitabilidade é excelente, tendo sido melhorada, em relação à geração anterior, fruto do aumento das dimensões. mar abr mai 16

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Fotos: DR

Viagem

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Lovaina – Bélgica

História, cultura e cerveja Pequena cidade na região da Flandres, apenas a 20 quilómetros de Bruxelas, destaca-se não só por ser uma cidade de estudantes com uma das melhores e mais antigas universidades do Mundo - Universidade Católica de Lovaina, fundada em 1425 - mas também por ser um local onde a história, a cultura, a arquitetura, a gastronomia e as ciências modernas se combinam num cocktail irresistível. Por Ana Garrido

Sendo uma cidade pequena é ideal para visitar num fim-de-semana, podendo aproveitar para dar umas boas caminhadas ou, se preferir, optar pela bicicleta. Lovaina “is the place to beer”. Quando a cerveja invadiu o comércio e a indústria nacionais, no século XIX, Lovaina tornou-se mundialmente famosa pelo

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fabrico de cerveja. Ainda hoje se orgulha de ser conhecida como a capital da cerveja da Bélgica, e berço da mundialmente famosa Stella Artois. Em Lovaina realizam-se desde beer weekends a beer tours. A cidade está preparada para testar o conhecimento em cerveja a qualquer um que aceite o desafio através de um beer degree. Exemplo de uma excelente combinação entre espaço urbano e natureza, em redor de Lovaina encontrará magníficos parques, tal como o Park Abbey onde pode desfrutar da natureza e ar livre, bem como fantásticos e únicos edifícios espalhados em volta da cidade, como o Castelo de Arenberg. Situado em Heverlee, a sua construção foi terminada em 1515. Hoje é propriedade da faculdade de engenharia estando, porém, aberto para visita ao público. Foi dos seus relvados que descolou o primeiro voo de balão a gás tripulado.

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Kruidtuin, o jardim botânico da cidade, começou por ser um jardim apenas para estudantes de medicina. Hoje este pequeno paraíso no meio da cidade pode ser apreciado e desfrutado por todos. Apesar de destruído durante a Primeira Guerra Mundial, o centro da cidade encontra-se extremamente bem recuperado e preservado, com edifícios do século XVII e XVIII. Durante todo o ano, o centro de Lovaina apresenta uma atmosfera contagiante, especialmente no período noturno. Os inúmeros bares e cafés estudantis, espalhados por toda a cidade, garantem que há sempre algo a acontecer. A zona mais popular situa-se em redor do Oude Markt (Antigo Mercado). Para os amantes de arquitetura medieval, não há melhor cenário do que contemplar o famoso City Hall, localizado entre a praça Professor Roger

Van Overstraetenplein e o Grote Markt (Grande Mercado) edifício do século XV, que por si só já faz a viagem valer a pena. Por mais que faça o queixo cair apenas com a vista exterior, há possibilidade de visitar o seu interior. A “Grand Béguinage” é um “must see”, tendo sido reconhecido pela UNESCO como Património Mundial em 1998. Fundada em 1232 apenas para mulheres, esta pequena cidade dentro de uma cidade tem uma sucessão de ruas, jardins e parques. Após vários fechos e reaberturas, é hoje aproveitada pela universidade como campus, servindo também de alojamento para estudantes e staff académico. A Catedral de São Pedro e respetivo tesouro, a Igreja de São Miguel e o Hall da Universidade são também monumentos de visita obrigatória. A biblioteca central da universidade, no largo Ladeuzeplein, foi oferecida pelos Estados Unidos da América ao povo de Lovaina, após a destruição total sofrida pela biblioteca original durante a Primeira Guerra Mundial. Ao subir à torre terá vista 360º sobre a cidade. Lovaina é também uma cidade criativa e dinâmica a nível cultural. O Museu M., espaço cultural de referência com espaços diversificados onde poderá apreciar obras de referência. Cheia de vida, programas alternativos não faltam. O centro de artes, STUK, é um ponto de encontro tanto para locais como para visitantes. O pátio central abre-nos as portas para diferentes mundos, desde o auditório, à sala de filmes, ao café, ao teatro ou aos escritórios. Todos os Domingos, disponibiliza concertos de Jazz de acesso gratuito. Para os amantes da música, Het Depot é um local obrigatório! Destaca-se o espaço para concertos e o estúdio de gravações. Tanto músicos como visitantes ficam adeptos entusiastas da atmosfera contagiante que o espaço transmite. Em Lovaina será impossível aborrecer-se. É uma cidade vibrante, contagiante e surpreendente!


Relógios/ Vinhos

BR Desert Type Em antecipação à maior feira de relógios e joias do mundo, a Bell & Ross apresenta os BR 03 Desert Type, novos relógios de cerâmica e inspiração militar. Desenhados para ir ao encontro das exigências da aviação militar a operar em países quentes, estes relógios são precisos e funcionais, têm uma ótima legibilidade e cor de areia, tal como os fatos que os pilotos usam durante as missões no deserto. Uma das principais novidades dos BR 03 Desert Type está na construção do mostrador que é inspirada nas técnicas de marcação militar, para uma máxima legibilidade. Composto por duas placas sobrepostas, a parte superior, de cor bege, é recortada no local dos algarismos e indexes, de forma a revelar o revestimento fotoluminescente preto que cobre a placa inferior. Para a caixa do novo BR 03 Desert Type, a Bell & Ross escolheu a cerâmica, cuja massa é de cor preta. O vidro antirrefle-

xo é de safira, um material de elevada resistência e de robustez comprovada. Tal como os contadores de bordo analógicos, a forma dos ponteiros e a tipografia dos algarismos permitem uma leitura total. A nova coleção Desert Type da Bell & Ross vai estar disponível em três versões que partilham a mesma inspiração, mas

cada uma com o seu próprio movimento suíço e mostrador. Com 42mm, o BR03-92 de três ponteiros e o BR 0394 cronógrafo exibem a abertura de grande dimensão geralmente utilizada em relógios-instrumento. Com 39 mm, o BR S de três ponteiros apresenta-se numa versão adequada para pulsos mais finos.

3B Método Tradicional O 3B (Baga - 70% e Bical - 30%, de uma região Atlântica começada por B… Bairrada) nasceu da vontade de criar um Método Tradicional aromático, refrescante, honesto e elegante baseado nas uvas autóctones de vinhas que respeitam a tradição de cultivo da região. As uvas, logo após serem colhidas manualmente, são prensadas suavemente em prensa de vácuo. Depois de ligeira decantação o mosto fermenta com leveduras indígenas em casco de 650 litros e cubas de inox a temperatura abaixo dos 16ºC. É um óptimo companheiro de conversa entre amigos mesmo fora da refeição.

À mesa resulta muito bem com cozinha natural de frutos do mar, saladas de aves e queijos de pasta dura. 3B Rosé foi selecionado pela Revista FORBES - “Twenty Tasty Wines Under Twenty Bucks” (Katie kelly Bell, 2013) 3B Rosé foi selecionado por Patrick Stuart – “Os melhores espumantes para épocas festivas” (Essencial Wine, 2013).

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Perfumes e Cosmética

Mercedes-Benz Vip Club Para homem

Após um dia stressante, a pausa relaxante. Após a ação, a celebração. É noite. A cidade vibra. A festa está no ar. O prazer viver momentos únicos. Partilhando o melhor. Hoje a Mercedes-Benz vai transpor-

tá-lo para outro nível, convidando-o a juntar-se ao seu Clube VIP. Quatro fragrâncias que expressam a emoção da noite com virtuosismo e sensibilidade.

MUF – Riviera Flare Para mulher

Vivemos uma época em que o estilo marca a diferença de uma profissional. Inspirada na Riviera Italiana dos anos 50. Rodeadas pelo cenário pitoresco de aldeias italianas, as divas desfrutam da Dolce Vita, conduzindo os seus sofisticados descapotáveis por estradas costeiras, com lenços de seda esvoaçantes e grandes óculos de sol, irradiando confiança e alegria de viver. A sua maquilhagem em tons provocantes criou fãs nas trend-setters de toda a Riviera Italiana. Rosa suave, rosa brilhante, roxo e o excitante cor de laranja dão brilho ao novo ano e permitem criar uma maquilhagem de olhos muito feminina e cheia de sol!

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Eisenberg – Linha Para Pele sensível Para homem

Sentir-se bem é fundamental para interações profissionais com os mais elevados níveis de performance. A pele é o interface do corpo com o que o rodeia. A filosofia EISENBERG prevê não só uma ação global antienvelhecimento, bem como ações específicas que respondem às necessidades dos diferentes tipos de pele. Para a pele sensível e agredida pelo inverno, esta nova linha Eisenberg, oferece uma defesa anti-inflamatória, apaziguadora, suavizante, hidratante e regenerante. Sérum Calmant Ressourçant, Crème Apaisante Reparatrice e Masque Fondant Réparateur: três gestos essenciais para acalmar e proteger as peles sensíveis!

Anny – 5th anniversary Para mulher

Numa mesa de reunião as mãos dançam transmitindo significados e estados de espírito. Com cores brilhantes de encantar e com vernizes excecionais, como os ‘glam confetti’ e ‘happy peppy balloon’ da nova coleção HAPPY ANNYversary, ANNY celebra o seu quinto ano de sucessos. A ANNY desenvolveu novas texturas, formulou cores, criou e misturou… O resultado é uma explosão de cores de vernizes icónicos.


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Crónica

O que me inspira é o amor

© DR

Por Alfredo Costa*

Morena. Olhos verdes. Doce. Não me ligava nenhuma. Era-lhe transparente. Um dia as coisas mudaram, ela olhou para mim. Sorriu. Daí em diante, o meu fôlego soçobrava sempre que ela vinha na minha direção. O meu corpo morria. Inerte. Passivo. As palavras e a graça fugiam de mim quando cruzávamos olhares. Tudo ficava em câmera lenta. Tudo deixava de existir. Enchi o peito de uma coragem inexplorada e, num papel, escrevi-lhe: “Queres namorar comigo?”. Esperei, como por uma sentença. Escrevinhou, sem olhar para mim, no papelinho amarrotado, enquanto sorria. Entregou-me minutos antes da aula de E.V.T. terminar. Abri o papel, trémulo como um cachorrinho. Um “x” no quadradinho do sim. O meu coração pulou. Apeteceu-me saltar até à lua e deitar-me nas nuvens. Nesse dia descobri o que era o amor. O primeiro. Entendi, também, que quando a voz não sai, o poder da palavra escrita ajuda. Comecei a escrever para a minha morena de olhos verdes. Pequenos poemas. Não rima-

vam. Eram apenas frases soltas. Inocentes. Genuínas. E ela adorava cada palavra. Com o tempo, a escrita tornou-se melhor. E tornou-se um hábito. Percebi que já fazia parte de mim. Entreguei-me de corpo e alma. E se no passado ela me dava o refúgio de que precisava, com o tempo tornou-se o cavalo alado que me liberta das correias do dia a dia. A minha catarse. Um dia, talvez por ter crescido a ouvir a minha mãe cantar Amália como ninguém, ou talvez por puro serendipismo, dei por mim a cantar o que escrevia. Esse foi o ponto de viragem do que sou hoje. O que me inspira é o amor. Pelas palavras, pela psique do ser humano, pela capacidade única de uma pequena combinação de letras resumir e perpetuar as emoções dos homens e mulheres de uma era. Um dia espero ser lido pela sociedade do futuro. Se entenderem a minha inspiração, então consegui o que queria desde o início.

*Músico, vocalista dos Skills & The Bunny Crew

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Passatempo DO it!

Apelo à originalidade

dos leitores da DOit!

Nesta edição número 17 da DOit!, temos uma fantástica máquina automática DROP para sortear. Submeta uma fotografia original e criativa, que ilustre um momento inspirador ou artístico. As fotografias deverão ser trabalhos originais do(a) participante, não devendo infringir os direitos de autor, as marcas registadas, os direitos de privacidade, a publicidade ou outra propriedade intelectual, ou outros direitos de qualquer pessoa ou entidade. Ao submeter a sua fotografia, o participante garante e declara o seu consentimento em relação à apresentação e utilização da fotografia no âmbito deste passatempo. As fotografias devem ser enviadas para o e-mail: passatempo@doit.pt. O Inspirational Board da DOIt! irá selecionar a vencedora. Participe.

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Vencedores do décimo quinto « Passatempo DO it!» A vencedora do passatempo do número 16 da DO it!, que irá receber um voucher para um fim de semana para duas pessoas no Hotel Vanguarda, na cidade da Guarda, é: Liliana Margarida Dias Ventura

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Curiosidades Parceiros DO it! A DO it! continua a estabelecer parcerias com diversas entidades que assumem o papel de patrocinadores. Trata-se de patrocínios exclusivos em cada área de negócio e que englobam várias edições da revista. O objetivo das parcerias é fazer com que as entidades patrocinadoras tenham a máxima visibilidade e o máximo retorno com o apoio que dão ao projeto.

DO it! Inspirational Board Alexandre Brodheim – Sales Retail Manager, Grupo Brodheim Anabela Fernandes – Commercial Excellence Director para a Península Ibérica, Takeda Farmacêuticos António Paraíso – Consultor de Internacionalização António Sacavém – Criador da Marca Microexpressões Faciais Clara Luxo Correia – Gestora e Especialista em Retalho Carlos Correia – Chief Executive Officer (CEO) da AFFINITY Francisco Coelho – Hot Stuff Advisor, IPAM Hélio Soares – Managing Director, UP Partner Joana Perry Vidal – Responsável da Área de Hotelaria, Serlima Madeira João Andrade – National Account Manager, Sovena João Pimenta de Castro Guimarães – Diretor Executivo, GS1 Portugal/ Codipor José Carlos Metelo – Chefe de Equipa, Portugal Telecom José António Rousseau – Presidente do Fórum do Consumo Portugal

Luís Ferreira Pinto – Infant Nutrition Country Business Manager, Nestlé Portugal Manuela Tavares de Sousa – Administradora/ Chief Executive Ofiicer (CEO), Imperial – Produtos Alimentares Martin de Botton – Empresário, Santini Nuno Venceslau – Master Regional, RE/MAX (Minas Gerais, Brasil) Nuno Fontes – Diretor de Logística e Membro do Comité Executivo da Parfois Nuno Gomes – Empresário, Remax Prestige Nuno Soares – Diretor de Negociação da CINDIA Paulo Manuel – Diretor Executivo, TZ Viagens (Brasil) Paulo Silva – Oncology Account Manager, Takeda Farmacêuticos Portugal Pedro Caramez, Social Media Manager, MBU Intelligence Susana Dias – National Sales Manager/ Cardio Thrombrosies Divison, Sanofi-Aventis Wilques Erlacher – International Market Consultant, Saphety mar abr mai 16

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A Próxima DO it!

Vivemos num mundo ditado pela visibilidade e pela imagem. Saber Ser, Parecer e Aparecer são competências fundamentais para o sucesso de qualquer profissional. No próximo número a DOit! partilhará consigo testemunhos, dicas, ferramentas e estratégias de hábitos pessoais, vestuário, comunicação e protocolo, entre outras, com o propósito de o ajudar a potenciar ao máximo a sua imagem profissional.

© iStock

Imagem Profissional


Do it! nº 17  

Revista dos Profissionais de Negociação e Vendas http://www.doit.pt

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