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Nº 15 – SET/ OUT/ NOV 15 (Trimestral) Diretor João Alberto Catalão, 918 799 307 jcatalao@doit.pt Publishers Ana Teresa Penim, 965 657 678 apenim@doit.pt António Manuel Venda, 961 219 532 amvenda@justmedia.pt Redação Mário Sul de Andrade Colaboradores Alexandra Cantante, António Sacavém, Gilclér Regina, Gregório Ventura, José António Rousseau, Maria Ana Marques, Rui Vitória, Telma Monteiro Projeto Gráfico e Paginação Design e Forma, geral@designeforma.com Fotografia Fernando Piçarra (www.fernandopicarra. com), Fotolia, Ingram, Vítor Gordo (Syncview) Diretora Comercial e de Marketing Sónia Maia 961 219 531 smaia@justmedia.pt Gestora de Contas Ana Proença 964 044 122 aproenca@justmedia.pt Assinaturas assinaturas@doit.pt Impressão Projecção Arte Gráfica Distribuição VASP, MLP – Media Logistics Park Nº de Registo na ERC: 126225 Nº de Depósito Legal: 343989/12 Tiragem: 15.000 exemplares Periodicidade: Trimestral

Índice 2 Editorial - João Alberto Catalão 4 Open it - Mais & Menos - Dicas - Curiosidades - Flash’s - Frases Inspiradoras - Cartoon - Cara & Coroa (Alexandra Cantante/ António Sacavém) - Notícias - Cool

14 Tema de Capa - Comunicar para vender

48 Ferramentas DO it! - Comunicar, surpreender, concretizar

24 Entrevista - Luísa Oliveira, da Henkel

Nenhuma parte desta publicação, incluindo textos e fotografias, pode ser reproduzida, por quaisquer meios, sem prévia autorização.

44 Zoom - Telma Monteiro 46 Em Foco - NO NOISE®

22 Espaço Ana Teresa Penim

Contatos Rua de São José, Nº 149/159, 1º Dto. 1150-322 Lisboa Tel. 210 939 695, redacao@doit.pt, www.doit.pt

40 Move On - Leituras DO it! - Em Reset - On-line - Barómetro - Tendências - Gadjets & Tech

12 Opinião - José António Rousseau

20 Evento - «World Retail Congress»

Propriedade e Edição Just Media, Lda/ Active Up, Lda

38 Opinião - Maria Ana Marques

28 Opinião - Gilclér Regina 30 Um Dia com… - Sérgio Correia, da KidZania 34 Histórias Improváveis - O Grupo LIDEL

50 Enjoy it - Hotel (Royal Garden Hotel) - Restaurante (Lisboeta) - Automóvel (novo Mercedes Coupé Classe C) - Viagem (São Miguel, Açores) - Relógios - Vinhos 60 Keep in Touch - Crónica (Rui Vitória) - Passatempo DO it! - Parceiros - DO it! Inspirational Board - A próxima DO it! set out nov 15

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editorial

© Fernando Piçarra

João Alberto Catalão Diretor jcatalao@doit.pt

Basta!

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Talvez porque fui a Roma, vi o Papa e participei no «World Retail Congress», o maior evento de retalho do mundo, do qual a DO it! honrosamente é media partner, escrevo este editorial com renovado otimismo sobre o futuro. Tenho tido ocasião de escutar e sentir um ambiente generalizadamente mais confiante, partilhado e dinâmico. Os estudos que me têm vindo parar às mãos são unânimes em considerar que a confiança dos consumidores está no nível mais alto dos últimos quatro anos. O índice de confiança é o indicador mais importante para a retoma dos negócios. Claro que isso não chega, mas como todos já perceberam, e a DO it! tem dado significativos exemplos práticos que o ilustram, evidenciar valor, proporcionar conveniência, qualidade, experiências positivas e preços justos são, e continuarão a ser, os atributos preferidos dos consumidores. Portanto, desejo que este otimismo nos concentre no importante e não nos distraia. Admito que o contexto dos negócios está cada vez mais volúvel. A boa notícia é que, para quem trabalha bem, o advento das redes sociais escancarou uma porta para muitas formas de participação dos clientes em todos os set out nov 15

negócios. A participação ativa dos consumidores tem lugar numa plataforma de fácil visibilidade, que se pode constituir como grande oportunidade e grande desafio. Em todos os mercados a prioridade mais determinante para o crescimento está na qualidade da análise e na compreensão do comportamento dos consumidores. Apesar do otimismo que reina, é minha convicção que as empresas não estão ainda a usar a informação obtida de acordo com as expectativas dos consumidores. Há uma febre no ar de que tudo é tecnologia, tudo tem que ser mensurável e rentável. Na DO it! atrevemo-nos a considerar que, tendo chegado a era de «sobreinformação», ainda estamos numa era da «subcomunicação». Por esse motivo, decidimos dedicar este número ao reforço da ideia que temos de que este é um momento de ouro para as empresas estabelecerem um diálogo aberto, proactivo e efetivo, tanto interna como externamente. Se essa abertura não for efetiva, temos a certeza de que muitas oportunidades serão perdidas e muitos recursos serão desperdiçados. Talvez porque a maioria dos portugueses desfrutam das suas merecidas férias no mês de agosto, recomeçando as suas atividades no período apelidado de rentrée, em que este editorial está a ser escrito, partilho o meu desejo de que esta rentrée não se assuma como um mero recomeço, mas sim a reinvenção da forma como se vê, sente e comunica com o mercado. No final deste ano, queremos partilhar com os leitores exemplos práticos de rentrées nos negócios e na comunicação com o mercado, proativas e criativas.


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Mais & Menos António Simões O antigo aluno da Nova School of Business and Economics – Nova SBE (licenciou-se aí em «Economia», tendo sido o melhor aluno do seu curso, com uma média final de 18 valores) assumiu a presidência executiva do HSBC Bank e a sua direção executiva para a Europa. Entrou em 2007 na instituição e agora lidera 50 mil pessoas e gere lucros de quatro mil milhões de dólares anuais.

Flash’s

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Portugal Um estudo do banco Credit Suisse que analisa a distribuição da riqueza mundial refere que existem atualmente 75.903 milionários em Portugal, mais 10.777 do que em 2014. E isto quando em 2013 já tinham surgido outros 10.395. De qualquer forma, a fortuna de mais de 90% dos milionários portugueses não vai além dos cinco milhões de dólares. l

Serviço de táxi Achegada da Uber a Portugal tem vindo a afetar o negócio dos taxistas, que nas suas posições de protesto têm chegado ao extremo da agressão (a colegas e a jornalistas). A Uber é uma empresa tecnológica, com sede nos Estados Unidos, que opera através de uma aplicação móvel para smartphones, ofereTAXI cendo um serviço alternativo ao táxi tradicional, com valores mais baixos. l

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Sintra acabará por tornar-se a Meca dos hipermercados?

E o ano a terminar com menos players na banca e nos seguros… 2016: mercado dos perfumes em ebulição?

Dicas 5 dicas que ajudam a vencer 1. A questão não é o que você diz, mas sim aquilo em que o seu cliente acredita. 2. Nunca faça um telefonema de vendas sem ter uma ideia de como pretende fechar a venda. 3. Reserve um período de tempo na sua agenda (diária ou semanal) para fazer prospeção. 4. Acredite em si próprio e naquilo que está a fazer para ajudar os seus clientes. 5. Apareça, e apareça a tempo e horas. Fonte: Mark Hunter, «The Sales Hunter».


Curiosidades

Frases Inspiradoras

Aumentar o valor da venda O exemplo vem no mais recente livro de Paulo de Vilhena, «Tudo o que Aprendeu sobre Vendas Está Errado! … Ou precisa de ser revisto» (ed. TopBooks). A certa altura, o autor fala na necessidade de aumentar o número de transações e o valor médio de cada uma. E assinala o que se passa nas cadeias de fast food: «Atrás do balcão, um empregado de boné de pala não se contenta em processar o nosso pedido. A cada passo, ele interpela-nos, fazendo-nos sugestões. Pedimos um hamburger e ele pergunta-nos que bebida vamos querer. Pedimos uma Coca-Cola e indaga-nos se quereremos, por mais 20 cêntimos, uma de tamanho maior. O mesmo com as batatas. E chega o momento da sobremesa e propõe-nos duas opções (tarte de maçã ou gelado). Dificilmente negaremos as duas. Não se esquece de assumir que iremos pedir um café para terminar. Coloca-nos a pergunta, e mais uma vez assentimos. De repente, um hamburger (o nosso pedido inicial) transformou-se numa refeição completa, de A a Z. O que é que o rapaz do chapéu de pala conseguiu? Aumentar o valor da transação. Na McDonald’s, cerca 30 % das sugestões que são feitas a um cliente são aceites. Fazem disparar brutalmente o valor médio de transação, porque estão constantemente a diagnosticar, com perguntas extremamente simples, que podiam ser debitadas, no limite, por um gravador.»

«Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos apenas duramos.» António Vieira, padre e escritor português

«A vida é uma sequência de encontros inéditos com o mundo, e portanto ela não se deixa traduzir em fórmulas de nenhuma espécie.»

Clóvis de Barros Filho, professor universitário brasileiro

«Nada é impossível para aquele que persiste.»

Alexandre, monarca do antigo reino grego da Macedónia, conhecido como «O Grande»

«Uma coisa é seguir um sonho e outra é seguir uma obsessão. Um sonho é mais puro do que uma obsessão. Um sonho tem a ver com o orgulho.» José Mourinho, treinador português de futebol

Cartoon

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Cara & Coroa

Alexandra Cantante, Concept Retail

Architect a.cantante@acvb.pt

O espaço comunica?

O espaço construído é algo que nos envolve de modo intenso e permanente. Define o ambiente da casa que habitamos, interfere na produtividade no local de trabalho, condiciona as escolhas que fazemos nos espaços comerciais. Subtilmente e sem que tantas vezes lhe consigamos perceber a causa, vai mexendo fundo nas nossas emoções e arrumando memórias intimamente ligadas aos cenários da nossa vida. Muitas vezes, mesmo sem compreender o modo como estes ambientes nos afetam, reagimos impulsivamente a determinados estímulos, tendemos a circular de determinado modo, sentimos energia, paz, ansiedade ou frustração. O modo como a organização do espaço influencia a nossa atitude,

nos encaminha e sugere comportamentos e opções, tem várias componentes na sua linguagem própria: luz, textura, matéria, cor, temperatura, proporção e desenho. São elementos físicos, estéticos e funcionais que dispomos para inventar novas maneiras de habitar e percorrer os lugares onde existimos. É preciso pois alguma reflexão, antes de conceber um espaço ou de o reorganizar, em diálogo com profissionais diversos, para se atingir um verdadeiro conceito, capaz de comunicar de forma impactante com o mercado e de se adequar às verdadeiras necessidades e objetivos da marca e do negócio. Um espaço que comunica para além da mera funcionalidade e dá a vida a um conceito verdadeiramente memorável.

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Sabia que os líderes passam mais de 70% do tempo a comunicar? Sabia que a comunicação humana é a chave para reduzirmos o espaço entre nós e os outros e, desta forma, alavancarmos os nossos relacionamentos profissionais e pessoais para o nível seguinte? As palavras são essenciais para partilharmos ideias e raciocínios e a comunicação não-verbal – voz e linguagem corporal – é determinante para contagiarmos os outros com as nossas emoções. Tanto as palavras como a linguagem não-verbal devem andar de braços dados para conseguimos liderar ao serviço dos outros, negociar com eficácia e influenciar com sucesso, no sentido de recebermos mais para partilharmos ainda mais. Para set out nov 15

comunicarmos com excelência é fundamental integrarmos harmoniosamente ideias e gestos, para chegarmos ao outro de forma mais eficaz e autêntica. Refiro-me, no entanto, a uma autenticidade competente, que é forjada através do treino e que nos estimula a estarmos cada vez mais conscientes destes dois aspetos da comunicação e de como se moldam um ao outro, em cada momento. Pode estar a pensar que é uma missão desgastante, mas na realidade é uma autoestrada para desenvolvermos mais e melhores relacionamentos profissionais. A comunicação integrada, ancorada em princípios virtuosos, é o que faz a diferença no caminho da excelência profissional e pessoal.

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Tudo em nós comunica

António Sacavém, Especialista em Comunicação antonio@antoniosacavem.com


Notícias McNamara e a Nazaré em nova campanha Mercedes Garrett McNamara e as ondas da Nazaré são dois dos protagonistas da nova campanha a nível global da Mercedes-Benz. O filme de televisão que apresenta a nova gama de SUVs foi rodado em grande parte em Portugal – para além da Nazaré, também a Serra da Estrela e Sintra serviram de cenário para a campanha. Com o conceito «aproveite ao máximos todos os terrenos», a campanha apresenta seis modelos, entre eles os estreantes GLC, GLE e GLE Coupé, e posiciona a Mercedes-Benz como a marca automóvel com a oferta mais alargada no competitivo mercado de SUVs. Para apresentar cada um dos novos SUVs, a marca alemã convidou cinco celebridades. Além de Garrett McNamara, embaixador da marca em Portugal, o filme integra ainda com o campeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, a top model Petra Nemcová, a campeã

de saltos de obstáculos Meredith Michaels-Beerbaum e ainda o explorador Mike Horn. O filme conta as histórias de cada um e mostra como enfrentam diferentes desafios, acompanhados dos seus SUVs. Essas histórias são depois continuadas em formato alargado num web special, onde é possível conhecer com detalhe cada uma das celebridades, bem o como a nova gama de SUVs da Mercedes-Benz.

Um novo conceito Foi apresentado a 10 de setembro, em Lisboa, o inovador conceito INNOVageing©, criado com o propósito de dar um contributo marcante para a forma como as marcas, o retalho e as instituições encaram, lidam e tiram partido da emergência do segmento de clientes adultos e seniores. As mentoras do conceito, Ana Teresa Penim e Ana João Sepúlveda, falam

de «uma ferramenta poderosa de formação e desenvolvimento de todos quantos pretendem adequar as suas estratégias de atendimento e serviço ao cliente à realidade da evolução demográfica, a qual evidencia o poder emergente dos consumidores adultos e seniores». O conceito resulta de uma parceria entre o INV – Instituto de Negociação e Vendas e a 40+Lab.

Cerveja Sagres patrocina «UEFA Europa League» A cerveja Sagres é o novo patrocinador da «UEFA Europa League» nos jogos que vão decorrer em Portugal, um patrocínio que uma vez mais vem reforçar a forte ligação da marca ao futebol. Este patrocínio surge no seguimento do acordo feito pela cerveja Amstel (do Grupo Heineken) com a UEFA como patrocinador da competição, acordo este que permite a outras marcas do portefólio do grupo ativarem localmente. Assim sendo, todos os jogos da «UEFA Europa League» em Portugal durante a fase de grupos e até à final contarão com a presença da cerveja Sagres. «Este acordo reforça uma vez mais que a Sagres é a cerveja do futebol em Portugal, que promove a alegria e o convívio junto de todos os que são apaixonados por este desporto», pode ler-se num comunicado da marca. De assinalar que a cerveja Sagres é a marca portuguesa com maior associação ao futebol, uma ligação iniciada há mais de duas décadas com o patrocínio à Seleção Nacional desde 1993. É também a cerveja oficial da «Liga Portugal» e da «Taça de Portugal», patrocinando ainda clubes como o Sport Lisboa e Benfica, o Sporting Clube de Braga, o Clube de Futebol «Os Belenenses», o Grupo Desportivo Estoril-Praia, o Boavista Futebol Clube, a Associação Académica de Coimbra, o Sporting Clube Olhanense e Sporting Clube Farense. set out nov 15

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Notícias STEF a crescer

Century 21 com nova agência em Lisboa Foi no dia 18 de setembro. No número 36B da Rua dos Jerónimos, em Lisboa, realizouse a festa de inauguração de uma nova agência Century 21 Golden House. O projeto dispõe de instalações que ocupam um espaço moderno e bastante agradável, sendo de destacar o dinamismo de toda a equipa, composta por profissionais de enorme experiência no sector imobiliário. Empresa lusa brilha no «WRC’15» João Rodrigues e David Sobrinho (na foto), responsáveis da start up portuguesa Xhockware, apresentaram aos líderes mundiais do retalho uma aplicação 100% portuguesa, cujo objetivo é reduzir o tempo de pagamento em caixa de oito minutos para 48 segundos. Na cidade de Roma, em mais uma edição do «World Retail Congress», colocaram Portugal em destaque.

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No primeiro semestre de 2015, a STEF, especialista em logística do frio, beneficiou do ligeiro incremento do consumo alimentar na Europa e dos bem-sucedidos resultados da transformação do seu dispositivo em França, após a integração da Ebrex. Este ambiente mais favorável suportou a forte dinâmica das atividades europeias (+9%), associada aos desempenhos registados no sul da Europa e ao êxito da implementação na Holanda. Assim sendo, a STEF apresentou nos

primeiros seis meses um resultado em franca progressão, destacando-se a solidez das receitas geradas por todas as atividades e o restabelecimento da performance da rede de transportes em França.

The Yeatman em destaque nos «World Travel Awards»

O The Yeatman somou mais um prémio internacional. Desta vez, o reconhecimento chegou diretamente da edição 22 dos «World Travel Awards», cerimónia que decorreu dia cinco de setembro na Sardenha, em Itália. O hotel vínico de luxo de Vila Nova de Gaia venceu na categoria de «Melhor Hotel Boutique de Portugal». Com uma vasta extensão de serviços, o The Yeatman, para além da vista privilegiada sobre o Porto, proporciona uma gastronomia de excelência liderada pelo chef Ricardo Costa, que detém uma Estrela Michelin. Apresenta ainda uma carta de vinhos com mais de 1.300 referências e a mais

completa coleção de vinhos portugueses, dirigida por Beatriz Machado. Além de tudo isto, faculta tratamentos de vinoterapia no Spa Caudalie, sob o comando de Adília Oliveira. Jan-Erik Ringertz, diretor do hotel, referiu a propósito da distinção: «Premeia, mais do que a qualidade do hotel e dos nossos serviços, a experiência diferenciadora que proporcionamos. Da vista panorâmica sobre o Rio Douro e a cidade do Porto à experiência multissensorial à volta do vinho e da gastronomia, o The Yeatman assume o compromisso de dar a conhecer o melhor que a cidade e o país têm para oferecer a quem nos visita.»


Lisboa encanta europeus

O motor de pesquisa de voos e hotéis Jetcost analisa regularmente as pesquisas realizadas na sua página, pelo que consegue dados muito fiáveis, pois trata-se de pesquisas reais e não de inquéritos. Os dados que analisam os resultados de julho e agosto de 2015 indicam que Lisboa tem sido a cidade mais solicitada pelos viajantes espanhóis, franceses, alemães, italianos e holandeses, e tem ocupado o segundo lugar nas preferências dos turistas britânicos. Pela sua parte, Faro, porta de entrada para o Algarve, tem sido a cidade predileta dos turistas britânicos, eleita em segundo lugar pelos espanhóis e pelos holandeses, e

ocupando a terceira posição para os franceses, os alemães e os italianos. O Porto está muito bem situado: é a segunda cidade mais solicitada pelos franceses, pelos alemães e pelos italianos, e está entre as quatro primeiras para os demais turistas. Quanto às Ilhas, a Madeira parece ser a preferida dos turistas europeus. Não é nada estranho, já que a ilha oferece tudo o que se pode desejar. Tem um clima uniforme durante o ano inteiro, uma paisagem espetacular na qual a natureza se mostra em todo o seu esplendor e que permite a prática de múltiplos desportos, instalações de hotéis magníficas e uma gastronomia variada e de excelente qualidade.

Convenção de vendas ALD Automotive Realizou-se a três de julho, no Hotel Aldeia dos Capuchos Golf & Spa, a «Convenção de Vendas 2015» da ALD Automotive. Tratou-se de uma reunião que contou com a equipa de marketing e vendas da instituição, num dia em que o tópico principal foi a motivação. Pautada pelo trabalho e pela descontração, a convenção serviu para motivar, orientar, interagir e trocar ideias, transmitir novidades, alinhar estratégias e ainda relaxar, com o «Torneio de Golfe ALD Automotive» a encerrar o dia.

Inovação da Škoda

A propósito do lançamento do novo Škoda Fabia, a marca acaba de colocar 30 carros deste novo modelo ao serviço da Citydrive, empresa de carsharing que opera em Lisboa. A Škoda, pelo seu posicionamento jovem e irreverente, considera a mobilidade urbana uma tendência cada vez mais evidente, pretendendo assim proporcionar aos utilizadores deste serviço a oportunidade de experimentarem os atributos do novo Fabia, como o espaço interior, inúmeras funcionalidades simply clever e novas tecnologias baseadas na nova plataforma MQB do Grupo Volkswagen.

«BEFA Portugal», da ActionCOACH

Depois de Tróia ter recebido em abril passado os «BEFA – Business Excellence Forum & Awards» para a região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), chega agora a vez de Lisboa – no Convento do Beato – acolher a nove de outubro os «BEFA Portugal». Trata-se de iniciativas da ActionCOACH. A ActionCOACH foi criada em 1993 com a ideia de ajudar empresários de pequenas e médias empresas (PME) a melhorar os seus resultados, otimizando os negócios e melhorando a qualidade de vida. O fundador, Brad Sugars, inicou nessa altura um programa de formação para empresários em vários pontos da Austrália. Em pouco tempo, a ActionCOACH ganhou enorme notoriedade e a sua fama espalhou-se por todo o mundo. set out nov 15

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Cool Absolut leva arte e cocktails ao Mercado da Ribeira A Absolut apresentou um novo espaço exclusivo no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Com o objetivo de proporcionar aos consumidores experiências únicas com vodka e comunicar o potencial que esta pode ter na sua ligação com a gastronomia, o Absolut food market experience, que esteve aberto ao público de julho a setembro, mostrou uma sugestão de cinco cocktails exclusivos com uma combinação variada de frutas frescas e tropicais, como o The Watermelon Smash, com melancia, o The Passionfruit Nº2, com maracujá, ou o The Vodka Bramble, com amoras, todos com uma apresentação especial, servidos num frasco Absolut. Com o apoio de conhecidos criativos portugueses, associados às artes e à moda, o novo espaço da Absolut pretendeu ser um local de criação e discussão de novas ideias. O objetivo da marca foi combinar a arte e o glocal

storytelling num espaço de excelência, contando, para isso, com iniciativas especiais, nomeadamente as Cocktail Series. O evento de lançamento contou com a presença do criativo ilustrador Mário Belém, que para o novo espaço desenvolveu um novo cocktail que esteve posteriormente disponível ao público. A icónica garrafa Absolut foi também homenageada no evento, através de oito criações exclusivas de Mário Belém nas garrafas, que puderam ser vistas em exposição. A relação da Absolut com a arte, a moda e os seus artistas é algo que está bem presente no seu ADN desde cedo, ao ter-se assumido como a primeira marca de bebidas espirituosas a estabelecer laços com este tipo de comunidade. Andy Warhol, por exemplo, foi um dos artistas a ser convidado para criar o primeiro anúncio inspirado na garrafa Absolut.

Novo Sushicorner no centro de Lisboa O SushiCorner acaba de abrir uma nova unidade no Centro Comercial do Campo Pequeno, na praça com o mesmo nome. Depois do sucesso da mais recente loja dos Armazéns do Chiado, inaugurada há dois anos, o Grupo SushiCafé aposta na quinta unidade do conceito de sushi de conveniência com confeção no momento, mantendo a criteriosa seleção de matérias-primas. O espaço, um projeto do atelier de arquitetura Saraiva & Associados, mantém a identidade dos outros restaurantes, com uma imagem clean e sofisticada, de tons branco e verde-claro. Tem 58 metros quadrados e 18 lugares sentados. A ementa, apresentada antes do verão nos espaços SushiCorner, é da autoria do chef Daniel Rente e teve a colaboração da nutricionista Patrícia Costa. Conta com novidades para os apreciadores de sushi e também sugestões para quem quer manter um estilo de vida saudável, sem descurar o sabor e a originalidade. Gonçalo Salgado, responsável pelas unidades SushiCorner, assinalou: «O SushiCorner é diferenciador, já que aposta no eixo da conveniência, mantendo o padrão de qualidade da gastronomia japonesa do Grupo SushiCafé.» Tal como nos SushiCorner do Centro Comercial Colombo, Atrium Saldanha, Armazéns do Chiado e Continente do Cascais Shopping, pode-se também optar pelo SushiAway, o serviço de take-away.

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Garden Party by Champagne Perrier-Jouet Decorreu a 18 de setembro, em Lisboa (jardins do Palácio de Santos, na Embaixada de França), a Garden Party by Champagne Perrier-Jouet. Para além da equipa Perrier-Jouet, esteve presente Jean-François Collobert, diretor geral da Pernod Ricard Portugal. De assinalar que a marca leva já duas décadas de presença em Portugal. Sendo uma das maiores empresas de distribuição de bebidas espirituosas no país, está a reformular o seu posicionamento com o objetivo de alcançar a liderança do mercado. Jean-François Collobert e uma nova equipa diretiva estão a reforçar a posição competitiva com maior foco sobre as marcas internacionais de destilados e champagnes, mas também com uma forte aposta na inovação e no segmento de luxo, mantendo ainda como um dos principais pilares de negócio a responsabilidade social corporativa e o consumo responsável.

Cerveja Sagres e Delta Cafés apoiam projeto «A Garagem» A Cerveja Sagres e a Delta Cafés apoiam um novo projecto cultural da cidade de Lisboa, «A Garagem – Centro Difusor de Artes», uma garagem privada que funcionará em simultâneo como centro difusor de artes. Situada no número um da Travessa do Maldonado (Intendente), «A Garagem» foi inaugurada a 20 de setembro e receberá exposições de arte contemporânea, conversas com artistas, momentos musicais, visitas guiadas e espetáculos de dança clássica e sevilhanas, pois outra das particularidades do espaço é acolher uma academia de dança. Quem for almoçar ou jantar à Cervejaria Ramiro, poderá estacionar o carro nesta garagem criativa. Se não for o

caso, pode visitar a exposição ou assistir às atividades programadas. Neste novo centro de artes e garagem, já está patente a primeira exposição, denominada «MAC 2015 – Mostra de Arte Contemporânea», com 26 artistas e comissariada por Ana Dâmaso. A entrada na mostra de arte é feita mediante um donativo mínimo de um euro à Lagostina Solidária, que tem como missão angariar verbas para diversas instituições. Aqui, a instituição apoiada é a APPT21 – Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21, através do Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS, um dos mais criativos e avançados da Europa, que acompanha mais de 10 mil crianças

no país e apoia cerca de 1.200 pessoas com Trissomia 21. O horário é de terça a sexta-feira, das 18H00 às 00H00, sábados, domingos e feriados, das 14H00 às 00H00. Há visitas fora destes horários, mediante marcação prévia.

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opinião

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A vida é um movimento constituído por instantes em aberto e o tempo não é apenas uma medida de contagem. Faço assim minhas as palavras de Condoleeza Rice, que considerou ser a educação o movimento dos direitos civis do nosso tempo – e porventura, acrescento eu, o maior, porque mais complexo e importante, dos desafios da humanidade. E, parafraseando Jung, direi que quanto à educação, o importante não é que seja perfeita mas inteira e completa, de forma a integrar nela a vertente do sonho e atingir a superação dos objetivos de qualquer ser humano, independentemente da sua idade, do estatuto ou da geografia. Hoje, e na medida em que somos todos eternos estudantes, independentemente do nosso estatuto socioprofissional ou da região do mundo em que vivamos, a noção de modelo académico, da sua criação ou escolha, é uma questão central que fará toda a diferença nos resultados finais, isto é, sermos melhores como pessoas e globais como profissionais. Para tanto, qualquer modelo académico dos nossos dias deverá ser inovador, coerente, transversal e capaz de desenvolver um sentimento de pertença comum, através de uma experiência personalizada oferecida aos estudantes que lhes transmita competências e não só informação ou conhecimento. Sim, tal como no marketing o foco tem de incidir sobre o consumidor, também na educação o foco terá de assentar no estudante, o seu verdadeiro centro. E, quando hoje afirmamos que a uma empresa não basta vender bons produtos ou prestar bons serviços, que tem de ser capaz de proporcionar uma experiência de consumo inesquecível aos seus clientes, também na educação as escolas terão de ser capazes de proporcionar aos seus alunos uma experiência de ensino personalizada que deverá integrar as dimensões da imersão profissional, da tecnologia e da internacionalização. No fundo, as mesmas dimensões de qualquer negócio do século XXI. E, da junção virtuosa da educação aos negócios, dispomos hoje de um exemplo paradigmático que vale mais do que mil palavras: Silicon Valley. As empresas que integram este oásis empresarial de inovação, assentando a sua praxis, no modelo educacional que defendemos, estão a conseguir revolucionar a economia à escala global e no seu conjunto já valem o equivalente a toda a economia inglesa ou a 13 vezes o produto interno bruto (PIB) português. Alberi dizia que os quatro pontos cardeais eram só estes três: o Norte e o Sul. Compreendem ou querem que faça um desenho? set out nov 15

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Os quatro pontos cardeais

José António Rousseau Consultor e Docente Universitário rousseau.jose@gmail.com


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para

Comunicar

vender

Tudo em nós comunica e uma comunicação deficiente é o maior obstáculo à eficácia comercial. Neste trabalho, pretendemos mostrar como a comunicação pode ser geradora de resultados comerciais, sabendo que vivemos uma época privilegiada ao nível dos suportes de interação humana e comercial. Apresentamos os conselhos de um especialista e dois testemunhos na primeira pessoa de profissionais de insígnias de enorme sucesso. Por Mário Sul de Andrade

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«A comunicação será sempre um grande desafio para os relacionamentos e, por consequência, para a conquista de clientes.» Quem o afirma é Gregório Ventura (na foto), especialista brasileiro no tema, orador, consultor, master coach e escritor. O artigo seguinte é da sua autoria.

O poder da comunicação de alto impacto A comunicação será sempre um grande desafio para os relacionamentos e, por consequência, para a conquista de clientes. Desde os primórdios que o ser humano buscou comunicar para compreender, para se relacionar e para sobreviver. Quanto mais ele foi evoluindo, mais a comunicação precisou de andar de mãos dadas. A tecnologia possibilitou uma comunicação rápida e que encurtou distâncias nos dias atuais. No entanto, a comunicação tem a confiança como elemento a ser considerado e a relação cresce quando ela se desenvolve. Esta é uma chave de sucesso da comunicação de alto impacto: a confiança adquirida. Pensemos numa relação, num processo onde o consultor de vendas se encontra com o comprador no seu primeiro contacto. Desde o primeiro momento, é preciso ter uma comunicação impactante, gratuita e simpática. A atmosfera criada em torno de uma comunicação precisa de ser positiva, seja na relação set out nov 15

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Gregório Ventura: Quando a sua comunicação passa a ser impactante, é porque está praticando as chaves essenciais. personalizada, nos media ou em qualquer outra forma de publicidade. Para gerar impacto, a comunicação precisa ao longo da relação de ser autêntica, pois

é impossível transmitir uma mensagem e ao longo do relacionamento agir ao contrário daquilo que é vendido. Para ter alto impacto na comunicação, é preciso ter relação autêntica ao longo do tempo. De contrário, a comunicação positiva transformar-se-á em expectativa frustrada. Assim, a confiança conquistada nos primeiros segundos precisa de ser mantida para crescer ao longo da relação. Desta forma se constrói casamentos, negócios, amizades, enfim, consegue-se um impacto positivo na vida. Uma outra chave fundamental na comunicação de alto impacto é que a capacidade de manter o interesse e impactar com uma apresentação, a defesa de uma ideia, uma negociação, advém da compreensão do outro através da competência da escuta. A escuta pressupõe observar, estar atento, entender necessidades, ler cenários e deixar o outro revelar-se, entendendo como percebe o mundo à sua volta. Por isso é que as empresas fazem pesquisa visando compreender os seus clientes. Bons vendedores avaliam, observam e pesquisam antes das suas visitas. Bons ouvintes que ouvem o mundo externo com o seu interior prestam atenção e evitam ficar emitindo mensagens desinteressantes, e aprendem com a escuta a discernir melhor para se comunicarem de modo mais adequado. Quando a sua comunicação passa a ser impactante, é porque está praticando as chaves essenciais, desenvolvendo a confiança com os clientes, construindo autenticidade e relacionamento duradouro e sobretudo desenvolvendo a capacidade da escuta. O primeiro passo é olhar para dentro de si e perguntar-se: o que posso melhorar no meu comportamento para ser impactante na minha comunicação?

Em direto

Carlos Coutinho, sócio da Paez

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A Paez é um fenómeno de afirmação de uma marca em Portugal. Qual é o segredo? Não há um segredo. Há trabalho, transparência, alguma irreverência e muita naturalidade em tudo aquilo que se fez e tem feito até hoje. Se quiser, começámos por testar, oferecendo muito e sempre abdicando das nossas margens para passar a Paez de boca em boca e de pé para pé. Sabemos que a marca chegou a Portugal pelas mãos de dois jovens que estavam a estudar na Argentina, os quais ignoraram o facto de estudos preliminares set out nov 15

feitos em Portugal dizerem que os potenciais clientes (que hoje são fãs) não se mostravam muito interessados no produto. Como conseguiram chegar até eles e conquistá-los? Com persistência, determinação e muito querer. Quando acreditamos de verdade e trabalhamos para que as coisas aconteçam, elas acabam por acontecer. É verdade que desde o início recusaram vender Paez a um determinado tipo de lojas, as quais apesar de terem um grande potencial de venda em quantidade não correspondiam ao posicionamento que vocês que-


cional de loja, quer em termos de serviço, de horas e de localização, o que gerou muita curiosidade. Daí até ser uma referência foi muito rápido. Que passos considera que foram cruciais ao longo da vossa caminhada? Há um momento chave, o da parceria com a revista «Time Out», onde oferecemos dois por um. A partir desse momento, a marca ficou mais conhecida e as vendas começaram a disparar. Através de que canais vendem e qual o peso relativo de cada um deles? Lojas próprias (Lisboa e Porto), on-line e mais de 130 revendedores. O peso é repartido entre as nossas lojas e os revendedores. 50%, 50%. Estão em todo o país. Como conseguiram? A comunicação nas diferentes regiões de Portugal tem diferenças? Conseguimos não só através de contactos comerciais e

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riam para a marca? É verdade. A Paez começa por ser uma marca de nicho, mas sempre acessível a todos. Uma marca irreverente, única, que não se encaixa em qualquer ponto de venda por muitas vendas que possa representar. Gostamos muito de simplificar e acreditamos que menos é mais. Quem são os fãs e os clientes Paez? Os nossos fãs e clientes? São todos aqueles que se sentem bem com as Paez calçadas, que gostam de conforto, design e têm buena onda. Que magia é que os clientes veem na Paez? Boa pergunta… É a magia de uma marca com uma história sincera, honesta e transparente, que começou devagar e foi crescendo com os seus clientes, mantendo sempre a sua maneira fresca e espontânea de estar e de comunicar. Sabemos que não têm recorrido a uma forma tradicional de comunicação com o mercado (por exemplo, fazer anúncios, ter uma agência, ter modelos profissionais nas vossas fotos, etc), mas sim que fizeram tudo muito na base da prata da casa, fazendo as fotos das campanhas com amigos vossos, fazendo festas entre amigos, etc. É esse o segredo? Pode ser parte do segredo. Fugimos sempre à comunicação tradicional, não só por ser bastante cara mas também por ser muito impessoal. Mais uma vez, a buena onda vem da honestidade e do amadorismo, entre aspas, com que sempre fizemos as coisas. Têm mensagens base que caracterizem o vosso posicionamento e que estejam sempre refletidas na vossa comunicação? Temos algumas… «Buena onda», «Eleva-te», «We are Dream Jumers». As vias menos tradicionais de contacto com o mercado têm sido as que privilegiam? Por exemplo, redes sociais,YouTube, festas com amigos, patrocínios de jovens que transmitem o vosso posicionamento, caso do surfista Luís Perloiro (Lula)… Privilegiamos as redes sociais (Facebook e Instagram), a presença em eventos, patrocínios a jovens atletas e a pessoas que nos inspiram como por exemplo a Carolina Pereira, que tem um projeto de surf relacionado com ajuda humanitária. Trabalhamos também bastante com bloggers que são opinion makers e trender advisers. A vossa primeira loja em Lisboa, na qual funcionaram durante anos (na Rua das Janelas Verdes) tinha tudo para não dar certo (inserida numa rua não comercial, sem estacionamento, sem sinalética, com horários de atendimento estranhos, sem vendedores profissionais mas sim amigos vossos, etc), mas sempre foi um sucesso (com fila à porta e imensas vendas). A que se deveu o sucesso? Mais uma vez, acho que por não ter o formato tradi-

«Os nossos fãs e clientes? São todos aqueles que se sentem bem com as Paez calçadas, que gostam de conforto, design e têm buena onda.» set out nov 15

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tema de capa

apresentação da marca mas também porque vêm ter connosco a dizer que gostavam de ter Paez à venda nas suas lojas. Não há diferença alguma no tipo de comunicação entre regiões. A vossa recém-inaugurada loja no Chiado tem um conceito inédito e único e até já se afirmou como a flagship da Paez a nível internacional? Fale-nos disso. Esta loja é de facto única dentro do universo mundial da Paez. Com o crescimento da marca e com o aumento de produtos e do tipo de produtos que disponibilizamos, fomos percebendo que a loja da Rua das Janelas Verdes era pequena para podermos continuar a prestar um serviço de qualidade. Surgiu esta oportunidade numa das zonas com mais buena onda de Lisboa e foi irrecusável. Pelo edifício em si, pela história que traz com ele e pelo desafio. Conseguimos manter a originalidade do edifício e toda a sua história ao mesmo tempo que criámos um conceito e uma atmosfera muito Paez dentro do espaço. Conciliando de uma forma muito original aquilo que à partida poderia parecer inconciliável.Temos várias salas com vários ambientes, inclusive uma sala exclusiva para crianças. A Paez tem as lojas próprias – Lisboa e Porto, e quiosques no Colombo e no Cascaisshopping –, mas também vende através de outras lojas – por exemplo, Eri-

ceira Surf Shop, Funky Project ou El Corte Inglés… Têm algum tipo de orientações de comunicação e suportes de comunicação especiais que disponibilizem aos vossos distribuidores, para que eles transmitam o espírito Paez? Sim, temos vários suportes de comunicação para que a marca apresente coerência em todos os pontos de venda onde está presente. A Paez vende em todo o mundo, mas a Paez Portugal pode considerar-se o maior caso de sucesso? Parece que até os argentinos ficaram admirados com o vosso sucesso. Que lições dá a Paez Portugal em termos de comunicação à Paez Internacional? Não há lições a dar. É o trabalho, a buena onda, a transparência e a humildade. Têm alguns episódios curiosos de comunicação? Adoramos o insólito, muitas vezes trocamos e oferecemos pares nas situações menos convencionais e por motivos quase absurdos para a maioria das pessoas. O que é facto é que as pessoas não se esquecem e falam desses episódios. Nota: a Paez chegou a Portugal em 2007; em 2015 vendeu cerca de 180 mil pares; tem três lojas permanentes e três ilhas em shoppings durante o período de verão; neste período, chega a ter meia centena de colaboradores (www.paez.pt).

Em direto

Rui Assis, diretor de compras do Intermarché Portugal

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Qual é o grande desafio em termos de comunicação, no vosso negócio, com os vossos fornecedores? O grande desafio está na forma como escutamos os clientes e como nos queremos posicionar. Temos uma visão estratégica abrangente, do ponto de vista do serviço, e específica em algumas áreas mercadológicas (os pilares da nossa identidade, como frescos, vinhos, perfumaria ou produtos para animais), enquanto a indústria e a produção têm uma visão estratégica mais focada nas categorias onde operam. Há que criar momentos de partilha – como reuniões de preparação do ano seguinte, fundamentais para alinhar estratégias que ajudam nas relações comerciais e nos negócios entre as empresas. A comunicação faz-se sobretudo em termos de negociação? Ou há mais aspetos a considerar? A negociação acontece, por definição, para que duas ou mais partes cheguem a um acordo ou alinhamento estratégico ou tático. Mas existem outras ferramentas que nos ajudam a medir, gerir e identificar as variáveis de gestão resultantes das relações comerset out nov 15

ciais entre a distribuição e a indústria. Podemos chamar-lhes eixos de progresso, necessidades ou áreas a potenciar. E há relatórios com metodologias de análise de tendências que nos permitem perceber se existem necessidades e eficiências a potenciar. Aqui, os retalhistas avaliam os industriais e vice-versa. São identificados pontos de contacto e áreas de melhoria, através de níveis de satisfação. Acordamos posições e desenvolvemos planos de negócios em conjunto. Devem exitsir eficiências a montante que permitam em conjunto (retalho e indústria) passar as poupanças para o consumidor. Isto só é possível com uma comunicação clara das partes e focada no cliente. Como olham para processos de comunicação diferentes, pela diversidade de fornecedores? Tem de haver um plano estratégico ao nível da missão de cada categoria de produto, que garanta o melhor serviço ao consumidor e que as necessidades identificadas chegam ao marketing ao cliente. Como podem vocês como clientes enriquecer a comunicação desses mesmos fornecedores?


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Ouvirmos os clientes. Só assim podemos garantir que cada ponto de venda conhece bem o seu consumidor, as suas necessidades e as daquela região. É uma ferramenta poderosa se usada com eficiência no estudo do consumidor e que beneficia as marcas, pois permite direcionar as dinâmicas comerciais à medida das necessidades do consumidor local. Qual o papel da construção de relações duradouras? A confiança nas relações comerciais e na credibilidade dos processos das instituições facilita o marketing de relacionamento e o desenvolvimento de estratégias comuns, com vista à satisfação dos clientes e ao alinhamento de prioridades entre o retalhista e a indústria ou produção. Pela negociação constante, a comunicação tem momentos de tensão? Como os resolvem? A tensão está quase sempre presente. É o combustível da negociação. Esta existe porque queremos chegar a um acordo, e cabe ao negociador saber gerir a tensão. Quando se prepara, tem que optar por técnicas que permitam colocar o seu objetivo no centro do seu sistema de argumentação, ajudando-o a comandar a negociação e a controlar o nível de tensão. Quais foram os grandes ensinamentos que recebeu ao longo da sua carreira em compras em termos de comunicação com os seus interlocutores? Desde logo a credibilidade pessoal, que nos ajuda a reforçar a confiança no interlocutor, na nossa mensagem e na instituição que representamos. A negociação e a liderança de equipas são duas responsabilidades com um elevado nível de desgaste, pela tensão subjacente. Se liderarmos com base num sistema meritocrático, teremos a confiança da equipa. Se negociarmos com base numa preparação profissional e rigorosa, seremos credíveis. Se a isto juntarmos a ética, teremos o reconhecimento das instituições e sobretudo das pessoas. Mas o maior reconhecimento

«A confiança nas relações comerciais e na credibilidade dos processos das instituições facilita o marketing de relacionamento e o desenvolvimento de estratégias comuns, com vista à satisfação dos clientes e ao alinhamento de prioridades entre/o retalhista e a indústria/ou produção.» é o nosso bem-estar pessoal, numa carreira sustentada por valores éticos e pelo mérito. Há outros aspetos que considere essenciais no âmbito da comunicação no meio empresarial? A comunicação nas empresas e na negociação deve ser objeto de preparação rigorosa, numa economia global. O ser humano classifica o mundo para o entender, partilhando códigos e símbolos cujos significados são entendidos nos termos da cultura (costumes, valores, hábitos e crenças) que cada indivíduo traz para a empresa e que esta deve ter em consideração ao construir os seus valores coletivos. A relação das pessoas com os objetos não se restringe ao valor material. Os bens também possuem uma dimensão simbólica que remete para valores culturais. Assim, há um valor simbólico na relação da pessoa com o objeto. A relação de consumo não é imediatista e utilitária com base na troca de um bem por dinheiro. O consumo é uma forma de relação social e de construção de identidade social. Os produtos estão relacionados com a faixa etária, o género, a condição social e económica. Os bens são um símbolo de status. Os produtos são a implementação tática das estratégias das empresas, que têm como princípio a satisfação dos clientes. Os mecanismos de responsabilidade social são fundamentais. Nos recrutamentos, as empresas devem recorrer à interdisciplinaridade do conhecimento. Só assim teremos modelos de comunicação ajustados à diversidade cultural e políticas económicas sustentáveis. Nota: site do Intermarché em www.intermarche.pt. set out nov 15

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evento

«World Retail Congress 2015»

Abaixo os canais,

viva o cliente! Desde a fundação que a DOit! faz parte do restrito grupo de media partners do «World Retail Congress», o mais relevante fórum de retalho do mundo. Voltámos a marcar presença na edição de 2015, entre oito e 10 de setembro, em Roma. Mais de mil profissionais, de 68 países, estiveram no evento que, tal como em 2014, em Paris, teve como palavra de ordem «disrupção». Por João Alberto Catalão

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no «World Retail Congress» que um grupo alargado de líderes das mais prestigiadas insígnias e marcas partilha não só as suas experiências como a sua visão sobre o futuro do retalho. Durante a nossa participação concentrámos os esforços na identificação dos aspetos mais relevantes, tendo em consideração o target da DOit! e o contexto nacional. Deixamos os destaques a seguir. O fundador da Eataly Óscar Farinetti criou um conceito que ainda não existe em Portugal, mas do qual somos fãs. Este empresário apresentou de forma cativante, irreverente e objetiva o que considera indispensável para a afirmação de um conceito nos tempos atuais: pessoas. Segundo Farinetti, a expressão «cadeia de lojas» não tem alma. Daí referir cada uma das suas 28 lojas em nove países como «irmãos». Para ele, as empresas têm que ter um target poético, um sonho, uma alma que dê substância ao conceito. Ter negócios em que ganhar dinheiro seja a prioridade não garante a sustentabilidade. Ganhar dinheiro tem que ser visto como o resultado natural de uma performance de excelência de pessoas que gostam de servir pessoas. Confidenciou que cada vez mais acredita que o sucesso dos negócios de retalho depende de conseguirem oferecer aos consumidores mais momentos e espaço de desfrute e aprendizagem. Referiu ainda que as pessoas querem viver cada vez melhor e, para isso, vão dispensar cada vez mais o supérfluo. Salientamos as suas palavras finais, relativas à sua empresa: «Eataly is a story of People.»

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Ira Kalish, da Deloitte Tal como nas edições anteriores, Ira Kalish fez um quadro da realidade do retalho a nível mundial. Destacamos a entrada fulminante ao considerar uma set out nov 15

aberração o foco na produtividade ocorrido de 1996 a 2006. Segundo Kalish, pode existir um otimismo à escala global, caso a inovação passe a ser a palavra de ordem. A China parou de crescer e pode tornar-se insustentável, caso o seu governo não implemente as medidas já decididas. No que se refere às economias dos Estados Unidos e da União Europeia, este consultor referiu que os prejuízos que podem decorrer de uma crise na China não serão dramáticos. Existe muito otimismo na economia dos Estados Unidos. Não tem dúvidas de que o euro se vai depreciar, a par da subida da inflação, mas por outro lado o desemprego vai baixar e existe maior confiança dos consumidores «World Retail Awards» As distinções foram as seguintes: «Lifetime Achievement Award for Design and Retail», Alberto Alessi; «Future Retail Challenge», Hong Kong Polytechnic University»; «Young Retail Entrepreneur of the Year», Nitin Passi, Founder & CEO da Missguided.com; «Retail Transformation & Reinvention», Primark; «Retail Advertising Campaign of the Year», M&S «For Every Milestone» RKCR/Y&R; «Store Design of the Year», Hamleys World, Moscow by Fitch; «e-Commerce Retailer of the Year», JD.com, China; «Outstanding Leadership Award», Paul Marchant, CEO da Primark; e «Retailer of the Year», Alibaba.


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europeus. Espanha, Itália e França são os países com maior potencial de evolução económica. Ainda existem muitas reservas sobre a recuperação de Portugal. O Japão tem o retalho estagnado, a inflação cresce, várias reformas são necessárias e o foco está na participação profissional das mulheres.

Omnishopping

Um painel de especialistas de vários ramos do retalho abordou a questão do omnishopping, havendo unanimidade entre os intervenientes de que será a experiência vivida o que irá contar mais no retalho. O omnishopper está muito mais esperto. Sente-se com muito mais controlo sobre as suas decisões. A comparação é a maior finalidade da utilização da net. Os omnishoppers esperam tudo em todo o lado, aqui e agora. Eugene Roman, chief tecnhology officer (CTO) do Canadian Tire Group, afirmou que quem trabalha no on-line deve entender este touchpoint como um momento «em que o consumidor quer testar e aprender, tendo em vista a compra futura. Miriam Lahage, da Nawabi, recomendou: «Servir é pouco… Superem expectativas!» John Edgar, chief finantial officer (CFO) do Harrods, referiu que apesar de respeitar, detesta não só a designação de omnishopper e de canais de venda. Segundo disse, shopper é o correto. O futuro Relativamente ao tema «O Futuro do Retalho», destacamos a intervenção de Olaf Koch, chief executive officer (CEO) da Metro, que partilhou, com bastante humildade, as razões que levaram esta importante insígnia a alterar o seu paradigma, passando de uma redutora visão «Temos produtos, vamos descobrir clientes para eles» para a atual pergunta «Temos uma base de dados de clientes, o que podemos fazer por eles?». O «core da sua transformação» é contribuir para o sucesso dos clientes, treinando-os, dando-lhes suporte e reforçando relações. Julie Hamilton, chief commercial officer (CCO) da Coca-Cola, referiu que os 129 anos da empresa lhes permitem afirmar que o mais impor-

tante é criar uma cultura centrada em valores e numa filosofia de conexão com o mercado. Mercado de luxo O mercado do luxo é sempre um tema com apresentações inspiradoras. Destacamos a visão de Jean Christophe Babin, CEO da Bulgari: «Luxo é desejo e emoção. Se uma marca não os consegue provocar, não se pode dar ao luxo de se considerar uma marca de luxo.» Laurence-Anne Parent, da Advancy, referiu que no luxo o mais importante é o consumidor gostar da história da marca. Segundo assinalou, «o digital no luxo deve considerar-se o ultimato final», e «o ‘olho no olho’ faz parte da essência e da relevância do luxo.» Já no ano passado tínhamos apreciado a intervenção de Sérgio Marques, diretor executivo da Parfois, no grupo de notáveis que o «World Retail Congress» seleciona como speakers. Este ano, um decisor português, Luís Reis, da Sonae, voltou a integrar o elenco. O painel onde participou deu vários exemplos demonstrativos de que para a transformação é crucial a rapidez de decisão e o foco no consumidor. O inventor da web Sir Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web, fez uma intervenção impactante e poderosa do ponto de vista comercial e político, da qual destacamos duas afirmações: «Aproveitar o poder da web sem destruir culturas e comunidades locais é o próximo grande desafio da era da Internet», e «a inteligência artificial vai tornar-se uma força muito mais dominante no futuro e vai gerar questões éticas e comerciais diferentes das atuais». Ian McGarrigle, presidente do «World Retail Congress», encerrou o evento afirmando que é reconfortante ver os retalhistas confiantes quanto ao futuro e saber que vivemos uma era de disrupção mas também em que o consumidor digitalmente consciente está a liderar o caminho que os retalhistas devem seguir. A edição de 2016 mudará de continente, decorrendo de 12 a 14 de abril, no Dubai. set out nov 15

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espaço Ana Teresa Penim

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Contagem decrescente para o Natal Como novas atitudes de consumo convidam a novas atitudes de venda

Ana Teresa Penim é retail lover, especialista em vendas e master coach; fundou o INV, Instituto de Negociação e Vendas e a YouUp – The Coaching Company apenim@inv.pt

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Para muitas marcas e insígnias de retalho, o Natal continua a ter um impacto determinante na concretização do objetivo de vendas anual e, em muitos casos, as vendas nessa época até salvam o ano. Os contratos de fornecimento para o Natal entre as marcas e as grandes superfícies na generalidade já estão fechados, e o retalho tradicional, em princípio, também já tem uma ideia de qual vai ser a sua principal aposta neste Natal. No entanto, a tradicional e bem definida época alta de vendas do Natal tem-se mesclado, cada vez mais, com as épocas tradicionais pré e pós Natal, com os retalhistas a fazerem promoções antes do Natal e os clientes não só a preferirem comprar apenas produtos em promoção, como a escolherem oferecer no Natal vales de compras e dinheiro para compras nos saldos em janeiro, ou a optarem por fazer as suas compras de Natal em quermesses e feiras solidárias. Este contexto revela a emergência de novas atitudes e valores dos clientes face às suas compras de Natal, entre os quais: - o orgulho de serem capazes de identificar e aproveitar oportunidades de compra em promoções ou saldos; - uma maior atenção e exigência à relação custo-benefício do que compram; - uma recetividade acrescida para compras que envolvam atos ou fins de solidariedade; - uma motivação reforçada para optarem por produtos que lhes permitam contar uma estória a quem os vão oferecer; - a opção por ofertas intangíveis, como vales para novas experiências, viagens ou fins-de-semana em locais inéditos; - a compra de produtos consumíveis que proporcionarão ao destinatário do presente usufruir de uma experiência efémera, evitando-lhe também o ónus de sobrecarregar a


casa com mais um bibelot; - uma sensibilidade acrescida para a compra de produtos com valor social acrescentado, como produtos educativos, ecológicos, produtos nacionais, artesanais, únicos ou provenientes de práticas de comércio justo; Continuarão, naturalmente, a existir as compras seguras de marcas reconhecidas, cuja promessa de valor é inquestionável; a compra «fútil» marcada pela urgência da última hora, em que não se questiona a função, nem se olha a preço. As compras de Natal têm o desafio acrescido de se vender a dois clientes: a quem compra o presente e ao momento em que o compra; e às características e circunstâncias de quem vai receber o presente. Assim, desperte desde já a sua equipa para se antecipar na contagem decrescente que já começou para o Natal. Prepare as pessoas especialmente para: - conhecerem a evolução das atitudes e valores de consu-

mo atrás referidos e conectarem a realidade do seu negócio e da sua oferta com as mesmas; - sentirem e interiorizarem o espírito natalício por antecipação; - saberem tirar partido de uma comunicação de marketing eficaz em todos os touchpoints de interação com os clientes (físicos e on-line), de forma a evidenciarem o valor da sua marca, dos produtos/ soluções/ serviços da loja; - evidenciarem o valor social, solidário, humana e economicamente sustentável das suas ofertas; - transformarem os «pontos de venda» em «pontos de compra»; - investirem desde já na criação de um clima relacional natalício diferenciador, que estimule a descoberta, o sonho e a experiência, o qual nenhuma promoção de preço poderá substituir. *** Bom trabalho e boas vendas!

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entrevista

Luísa Oliveira

Contribuir para o crescimento e a competitividade da Henkel General manager da Henkel Portugal,

Luísa Oliveira integrou os quadros desta multinacional no ano 2000. Depois de em década e meia ter passado por três países e várias funções, encara o cargo atual como «um enorme desafio» mas também «uma oportunidade de continuar a contribuir para o crescimento e a competitividade da Henkel no nosso país». Por Mário Sul de Andrade

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uma revista como a DO it!, dedicada a vendas e negociação, não poderíamos deixar de começar por perguntar-lhe qual é a estratégia da Henkel para colocar os produtos no mercado e fazer com que de facto sejam desejados pelas pessoas e também por instituições? As nossas prioridades estratégicas a nível de grupo são muito claras: outperform – temos a ambição de crescer acima do mercado, superar a nossa concorrência e explorar o máximo potencial nas nossas categorias/ set out nov 15

marcas estratégicas; globalize – atuar como empresa global que somos, tirando o máximo de sinergias possível entre regiões/ países sem descurar as particularidades locais; ter um focus claro nas categorias e regiões de maior potencial; simplify – a excelência nas operações e nos processos é um dos drivers principais do nosso sucesso; inspire – ter equipas motivadas, inspiradas e que ao mesmo tempo que são desafiadas são também recompensadas. Portugal não foge, portanto, à regra… Sim, em Portugal a estratégia e


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entrevista

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a receita do nosso sucesso não têm sido diferentes. Nos últimos anos passámos por uma redefinição estratégica grande, onde nos focámos nos mercados/ marcas que considerámos terem maior potencial e onde já tínhamos uma posição forte. Abandonámos marcas e categorias onde tínhamos posições secundárias e onde não acrescentávamos valor nem ao consumidor nem ao trade. A inovação e a constante renovação e upgrade do nosso portefólio continuou a ser uma das nossas prioridades claras, sempre com o objetivo de entregar ao consumidor mais valor. Tudo isto, associado a um maior investimento e ao focus no cliente/ consumidor, tem-nos tornado numa empresa mais sólida, com marcas mais saudáveis e com posições de mercado reforçadas. O que significa o mercado português para a Henkel? O mercado Português insere-se numa região – Western Europe – que sendo uma das principais para Henkel assume um papel estratégico e crucial para o negócio. É uma região onde a Henkel ao longo dos anos tem apresentado um crescimento sustentado e onde tem uma posição de liderança naqueles que são os mercados ativos. Portugal tem crescido acima da média da região e tem tido por isso um contributo extremamente positivo. Tem vindo a ser visto cada vez mais como um mercado com potencial de crescimento para o grupo. Como enfrentaram a crise portuguesa e a retração do consumo? A economia no último ano tem vindo a apresentar pequenos sinais de retoma. Estes sinais refletem-se positivamente naquilo que é o nível de consumo da sociedade em geral. A área de detergentes não é alheia a este facto set out nov 15

e isso aparece refletido no crescimento que os nossos mercados apresentam agora. Ao longo da crise, o consumidor desenvolveu o seu lado mais racional no que respeita ao ato de compra. Aquilo que era no passado uma decisão impulsiva passou, com esse período, a ser cada vez mais uma escolha ponderada, na qual o nível de informação procurado é superior. Temos um consumidor mais permeável a preço, via promoções. Para o futuro, e em caso de confirmação da retoma económica, o consumidor deverá manter o seu novo perfil, mais racional e menos emocional, no entanto é de prever que possa vir a recuperar alguma impulsividade no que toca a produtos dos quais tenha tido de abdicar nos últimos anos. Este fator é visível pela tendência decrescente das marcas próprias nas nossas categorias e pela retoma do consumo de marcas de fabricante. Não esperamos que o consumidor esqueça o lado mais racional que desenvolveu nos últimos anos, mas sim que exista uma maior predisposição e abertura para recuperar alguns hábitos de consumo que se

«Ao longo da crise, o consumidor desenvolveu o seu lado mais racional no que respeita ao ato de compra. Aquilo que era no passado uma decisão impulsiva passou a ser cada vez mais uma escolha ponderada.»

haviam retraído. No entanto, o mercado continuará certamente muito competitivo e desafiante. A Henkel continuará fiel à sua estratégia e focada em desenvolver o negócio e reforçar a sua posição no mercado. O facto de se tratar de áreas de grande concorrência colocou-vos desafios acrescidos? O mercado de detergentes é sem dúvida um mercado muito concorrencial, extremamente dinâmico, que exige uma grande capacidade de planeamento e rigor, mas ao mesmo tempo capacidade de adaptação a novas dinâmicas e de respostas rápidas. Temos sido fiéis à nossa estratégia e sempre com uma preocupação de criar valor quer para o consumidor, quer para os nossos parceiros de negócio, nomeadamente a grande distribuição. Os resultados da Henkel ao longo dos últimos três anos são a confirmação de que temos uma estratégia adequada e de que temos conseguido responder aos desafios constantes de forma correta. Apresentamos um crescimento sustentado em que conseguimos desenvolver o nosso negócio e crescer acima do mercado, reforçando assim aquela que é a posição da Henkel no mercado, uma sólida segunda posição. Vender é um desafio diário na Henkel? O grande desafio da Henkel é criar valor para os nossos parceiros, consumidores e acionistas. O nosso sucesso é medido não só através das nossas vendas mas também da rentabilidade, do crescimento das nossas ações e da quota de mercado. É um desafio diário superarmo-nos em todas estas dimensões. Como conjugam as preocupações comerciais com as que são colocadas, por exemplo, na produção e na logística? Como já referi, simplify é uma


das prioridades estratégicas da Henkel. A simplificação e a otimização das operações não colide de forma nenhuma com o desafio de vendas que temos diariamente, pelo contrário. Quanto mais otimizada e simplificada estiver a operação, mais preparados estaremos para dar respostas rápidas aos nossos parceiros e garantir um nível de serviço de excelência. A empresa e a área em que atua trazem alguns desafios particulares em termos de recursos humanos e da respetiva gestão? As pessoas são um dos nossos principais valores. Valorizamos, desafiamos e recompensamos. Queremos trabalhar com os melhores e reter os nossos talentos Este é obviamente um desafio diário, mas que temos conseguido ultrapassar ao mantermos uma equipa motivada, com espírito de excelência e com vontade de se superar e de entregar os objetivos a que se propõe. Tenho um orgulho enorme em liderar e fazer parte desta equipa. Como olha para o seu percurso na Henkel?

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15 anos na Henkel Luísa Oliveira assumiu em janeiro de 2014 a função de general manager da Henkel Portugal. Na multinacional desde o ano 2000, assumiu em janeiro de 2014 a função de general manager da área de Detergentes e Cuidados do Lar na Henkel Portugal, transitando da função de marketing manager, que desempenhava na Henkel Itália. Licenciada em Gestão pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa, foi ainda key account manager na Henkel Itália, marketing manager para Laundry & Home Care em Portugal (Henkel Ibérica), brand manager na Henkel Portugal, marketing manager internacional (Henkel, Dusseldorf, Alemanha) e trade marketing (Henkel Ibérica).

Tem sido um percurso muito enriquecedor, tanto do ponto de vista pessoal como do profissional. Ao longo dos últimos 15 anos, passei por três países e várias funções. Esta última função – direção geral em Portugal – tem sido um enorme desafio, que encaro como uma oportunidade de continuar a contribuir para o crescimento e a competitividade da Henkel no nosso país. Quais são os seus grandes desafios agora na gestão da empresa em Portugal? O grande desafio é continuar a crescer e a criar valor, quer para os nossos consumidores, quer para os nossos acionistas. Por outro lado, é sempre uma prioridade para mim manter uma

equipa de excelência, motivada e com vontade de se superar. Temos objetivos ambiciosos a nível de grupo e Portugal não é exceção, devendo continuar a contribuir positivamente para os resultados globais. O facto de estar integrada na lógica de uma multinacional traz alguma particularidade ao seu trabalho? A visão da Henkel é ser líder em marcas e tecnologias, o que não difere daquela que é a nossa visão local. Trabalhamos tanto a nível local como internacional com o objectivo de criar valor, reforçar a nossa posição nos mercados onde operamos e continuarmos a ser referência, através das marcas, neste caso no mercado de Laundry & Home Care. set out nov 15

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opinião

Vendas: disposição para dar show

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Antes de Copérnico, astrónomo do século XIV, acreditava-se que o Sol girava em torno da Terra. Não foi fácil para a autoestima das pessoas aceitar que a Terra era mais um planetinha entre tantos outros do sistema solar. É o Sol que garante a vida na Terra. No mundo empresarial não é diferente. Há ainda quem acredite que o sucesso empresarial gira em torno do lucro. «O lucro não é o Sol; o cliente é o Sol.» Um empresário disse: «Eu também acreditei nisso durante muito tempo. O jogo que eu fazia era muito parecido. Só pensava em redução de custos. Resultado, quebrei.» Um negócio é muito mais do que isso. Os diferenciais já não estão na tecnologia, estão noutros fatores. A certa altura, tudo se equipara e a concorrência fica acirrada. O desafio então é diferenciar-se nos detalhes. E isso você só descobrirá se estiver muito próximo dos seus clientes. Talvez, para surpreendê-los, você precise de conhecê-los mais. «O lucro é o aplauso recebido do cliente satisfeito e encantado.» Nós precisamos de oferecer espetáculos inesquecíveis. As nossas equipas precisam de subir ao palco, dar um grande show e no final da cena serem ovacionadas pelo mercado, que aplaude de pé. «A sua empresa, nesse momento, será reconhecida com imbatível.» O lucro será apenas uma consequência. Muitas pessoas que não têm feito sucesso reconhecem ter fechado os olhos para uma nova forma de negociar, na qual «o cliente é o convidado de honra no seu camarote». Infelizmente, muitos já não sonham, não conseguem imaginar o futuro. É preciso sair da cadeira. Um dirigente de empresa que se transforma em escravo da rotina dificilmente irá fazer sucesso. Precisamos de descobrir que nós não somos limitados pelo mercado, somos pela falta de imaginação. Muitas vezes estamos engessados na zona de conforto. As pessoas querem fazer quatro ou mais coisas ao mesmo tempo, acabam não colocando paixão em nenhuma delas, perdem o foco e, como consequência, obtêm resultados medíocres. Tanto o empresário como o vendedor sintonizado nos novos tempos precisam de buscar motivação e agilidade, mas no esforço para ser diferente. O que o cliente quer é ser surpreendido o tempo todo. Os iguais pertencem-se e merecem-se e brigam por migalhas. Como saber se a sua capacidade de competir está ultrapassada? Resposta: quando você não consegue mais surpreender e quando o concorrente está fazendo melhor do que você. Pense nisso! Um forte abraço! set out nov 15

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«O lucro não é o Sol; o cliente é o Sol.» «O lucro é o aplauso recebido do cliente encantado.»

Gilclér Regina Consultor em Vendas, Motivação, Gestão e Recursos Humanos; ceag@ceag.com.br


um dia com...

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Sérgio Correia, Diretor Comercial da KidZania em Portugal

Confiança, entusiasmo e motivação Por António Manuel Venda/ Fotos: Fernando Piçarra

O trabalho do diretor comercial da KidZania em Portugal, Sérgio Correia, começa ainda antes de chegar ao escritório, pelo caminho, quando aproveita para rever mentalmente a lista de prioridades para o dia. E depois, ao chegar, tem a tendência para começar com as tarefas mais complexas ou que exigem maior nível de atenção. «Monitorizo o sistema de reservas e interações para acompanhar a evolução do pipeline da equipa comercial, certificando-me de que o número e a qualidade das leads [manifestações de interesse de potenciais clientes] é equivalente entre os vários elementos da equipa comercial e está de acordo com os objetivos definidos», conta, para logo acrescentar: «Outro fator importante é assegurar que toda a equipa utiliza os mesmos processos de comercialização que estão definidos para os diferentes produtos e serviços da KidZania, garantido a qualidade do serviço que prestamos para os diferentes segmentos de mercado, nomeadamente escolas, eventos, festas de aniversário e famílias.» Reuniões exteriores ou visitas de apresentação do parque fazem também parte do quotidiano, sendo que no caso das visitas de apresentação realizadas na KidZania contam sempre com a vantagem de se jogar em casa, sendo raras as vezes «em que os potenciais clientes não ficam fascinados», assinala. Parte do dia é também dedicada a acompanhar a evolução das vendas nos canais de distribuição externos e na gestão dos pontos de venda do parque e da national

store da KidZania – como refere Sérgio Correia, «é a loja principal de merchandise e tem assumido cada vez mais um papel de destaque no negócio global da KidZania». A abertura de um projeto como a KidZania em Portugal, em maio de 2009, «assumiu grande importância», assinala o responsável, destacando «não apenas o investimento envolvido, a criação de emprego e a relação desenvolvida com um conjunto importante de marcas nacionais e internacionais que desde a primeira hora se as-

sociaram ao projeto, mas sobretudo pelo facto de se tratar do primeiro parque a abrir na Europa, 10 anos após a inauguração do primeiro, no México». Segundo frisa, «veio enriquecer de forma única a oferta de atividades infantis e de lazer não só na área da Grande Lisboa mas também a nível nacional, sendo cada vez mais uma referência junto das famílias e das instituições de ensino de todo o país, na medida em que alia o entretenimento a uma forte componente pedagógica». Seis anos de KidZania Sérgio Correia faz um balanço «extremamente positivo» do projeto, seis anos depois da abertura. «Já recebeu mais de um milhão e meio de visitantes, tanto a título de visitas familiares como através da realização de festas de aniversário, eventos corporativos e também no âmbito das visitas

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um dia com...

Uma experiência multifacetada Sérgio Correia nasceu em Lisboa em 1979. Ingressou em 1997 no «Curso de Direção e Gestão de Operadores Turísticos» da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, onde concluiu o bacharelato em 2000, licenciando-se em 2004. Possui o «Certificado Profissional de Formador» e frequenta atualmente a pós-graduação em «Controlo de Gestão e Finanças Empresariais» no ISEG/ IDEFE. Iniciou a sua atividade profissional ainda enquanto estudante, em 2001, tendo trabalhado em empresas do sector do turismo. Em 2002 assumiu as funções de gerente de contas na companhia aérea brasileira VARIG, ganhando ao longo de mais de quatro anos experiência em ambientes multiculturais. Entre 2006 e 2009 integrou a equipa de gestão do Hard Rock Cafe em Portugal, com as funções de sales and marketing manager. Desde março de 2009, é diretor comercial da KidZania em Portugal, tendo integrado o projeto ainda antes da sua inauguração e sendo responsável pelas áreas de bilheteira, pontos de venda e merchandise.

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de estudo, que têm reunido a preferência de milhares de professores e educadores de instituições de ensino de norte a sul de Portugal», faz notar, acrescentando: «A KidZania tem revelado uma importante capacidade de inovação, seja pelo enriquecimento da sua oferta com a abertura de diversos estabelecimentos, seja pela criação de novos serviços para tornar a visita ainda mais agradável». Contar com marcas nacionais e internacionais de notoriedade como parceiros é visto por Sérgio Correia como «uma demonstração da aposta que estas fazem na KidZania como estratégia integrada do seu posicionamento», o que permite atualizar continuamente a oferta do parque. Mais recentemente, foram criadas novas atividades, diversificando a oferta de experiências – por exemplo, com a queijaria A Vaca que Ri e Mini Babybel os visitantes podem ser queijeiros e são sensibilizados para a importância de um lanche saudável, e na escola de ritmos Um Bongo pode-se exercer a profissão de músico. A última novidade é o ginásio Solinca, cujo objetivo é motivar e inspirar as novas gerações através do movimento e da atividade física. Comprovando o sucesso inequívoco do conceito, a KidZania tem várias certificações e prémios a nível internacional, como o «Best New Theme Park», da Themed

Entertainment Association, o «Top Family Entertainment Center», da International Association of Amusement Parks, e ainda algo do guia turístico «The Best of Lisbon» a distinção de melhor programa de entretenimento infantil («Best Play Day») na cidade. Já em 2015, obteve o «Certificado de Excelência» da TripAdvisor, um dos maiores sites de viagens do mundo, um prémio «apenas concedido aos estabelecimentos que recebem avaliações excelentes por parte dos seus clientes», assinala Sérgio Correia, fazendo ainda notar que «o facto de ter um serviço reconhecido a nível mundial e garantir um serviço de excelência em todas as atividades torna a visita à KidZania numa experiência única, alcançando desta forma cada vez mais notoriedade». Adicionalmente, o programa educativo da KidZania Lisboa foi reconhecido pela Direção Geral de Educação, do Ministério da Educação e da Ciência, e em 2014 foi estabelecida uma parceria com a Autoridade para as Condições do Trabalho. Mais, o parque detém as certificações de qualidade, ambiente e segurança e saúde no trabalho «ISO 9001», «ISO 14001» e «OHSAS 18001», sendo a única na rede mundial certificada nos três referenciais. O futuro O projeto tem registado uma tendência bastante positiva des-


de 2014, prevendo-se um acréscimo global em 2015 e que os próximos anos continuem a ser positivos, consolidando a notoriedade do conceito em Portugal. Sérgio Correia fala de «uma fórmula de sucesso comprovado» e que «tem vindo a desenvolver outros formatos inovadores que permitem levar um conceito único a vários pontos do país». Precisamente com o objetivo de dar resposta às diversas solicitações para fazer chegar esta experiência a outras regiões, surgiram a «Cidade das Profissões by KidZania Tour», a «KidZania Go!» e a «KidZBand». E em termos internacionais, no final de 2014 comemoraram-se 15 anos da abertura da primeira KidZania, no México. Em termos globais, em todo o mundo as KidZanias já receberam mais de 35 milhões de visitantes, desenvolveram 1.321 atividades em mais de 930 pavilhões, onde puderam contactar com mais de 731 marcas nacionais e internacionais. Trata-se de uma das marcas de entretenimento educacional que mais cresce em todo o mundo, estando atualmente presente em 17 países e com 20 parques em operação, incluindo as recentes inaugurações da KidZania Londres e da KidZania Manila. Foi também anunciada uma próxima abertura, em Moscovo. Ambiente de entusiasmo e motivação A entrada de Sérgio Correia na KidZania implicou um processo de transição «bastante exigente», conforme recorda. Teve de assumir as funções no parque no dia imediatamente a seguir a ter concluído a sua relação profissional com a entidade anterior. «Devido à natureza única do conceito e sendo o primeiro parque a inaugurar na Europa, os primeiros tempos foram de elevada intensi-

dade e implicaram muita entrega profissional e pessoal.» Isso não impediu que tenha havido momentos divertidos e peripécias, principalmente «ao longo do caminho até à concretização do soft opening em maio de 2009», algo que ficou como «uma experiência bastante positiva». Num conceito «extramente rico e com um caráter lúdico e educativo único», um dos desafios mais exigentes do responsável passa por «analisar e procurar novas formas de aproveitar todo o potencial, vendendo-o também em novos formatos», como são os casos da ‘Cidade das Profissões by KidZania Tour’, da ‘KidZania Go!’ e da ‘KidZBand’, já referidos. Sérgio Correia fala ainda das competências essenciais para ser um colaborador da KidZania. «Os recursos humanos são o nosso ativo mais valioso e diferenciador, e nesse sentido para fazer parte do projeto é essencial ter espírito de equipa e gosto por trabalhar com e para as crianças. Mas acima de tudo a nossa equipa deve ter um enorme respeito pelos mais pe-

quenos, bem como criatividade, capacidade de comunicação e flexibilidade capazes de responder aos desafios desta organização única.» Trata-se de «trabalhar num ambiente em que logo de manhã sentimos o entusiamo e a motivação das crianças, momentos antes de entrarem no parque. Isso transmite-se a toda a equipa e funciona como um fator extra de motivação. De qualquer forma, quando sabemos que estamos a vender produtos e serviços de elevada qualidade, a confiança e a motivação também são fáceis de manter», partilha. Mesmo com este ambiente, o responsável não esquece a questão do work-life balance. Dedica «tempo de qualidade» à família e aos amigos, algo que diz ser «perfeitamente conciliável com o trabalho na KidZania». E consegue ainda realizar com regularidade uma das suas atividades favoritas, treinar basquetebol, o que acontece desde os seus 13 anos. «É um dos melhores desportos para trabalhar o espírito de equipa.» set out nov 15

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histórias improváveis

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Um universo editorial com mais de meio século de existência e a manter o cariz familiar, sem que a transição entre gerações afete o negócio. O Grupo LIDEL é um caso único em Portugal, e ainda por cima de sucesso.

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Por António Manuel Venda/ Fotos: Vitor Gordo

«Tem sido um longo caminho, com muitas coisas boas, mas também com muitos desafios.» Assim resume Frederico Annes, filho dos fundadores, o percurso do universo empresarial que hoje se junta no Grupo LIDEL. Frederico Annes é o diretor geral. Conta que «a LIDEL começou numa pequena sala na Rua Braamcamp, em Lisboa, em 1963», assinalando que «na época o negócio dos livros surgiu por acaso», pois não era a atividade principal do seu pai, e acrescenta: «Ninguém diria que poucos anos depois a paixão pelos livros falaria mais alto. A partir daí, temos sido capazes de identificar o rumo a seguir para levar a nossa empresa mais longe. Passámos por vários momentos de viragem, nos quais tivemos que saber reinventar-nos para ultrapassar os períodos difíceis. Até hoje, acredito que temos sempre mudado para melhor.» Já Rita Annes, a diretora comercial e de marketing, fala de «paixão», pelo que foi feito pelos avós e pelos pais ao longo de mais de 50 anos. «A LIDEL tem traçado um caminho único na edição técnica em Portugal. Seja como distribuidora de editoras estrangeiras ou como editora de livros técnicos de especialistas nacionais. Tivemos – e temos – sempre a preocupação de primar por uma oferta de qualidade, que contribua verdadeiramente para o enriquecimento científico dos nossos leitores. Podemos orgulhar-nos de ter começado a publicar livros científicos de autores portugueses quando só se utilizava recursos estrangeiros em Portugal, de contribuir há mais de duas décadas para o ensino do português set out nov 15

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histórias improváveis

Negócios de família Pode-se dizer que acompanharam a evolução do mercado como nenhuma outra editora em Portugal, sobretudo em termos de continuidade, pela constância como empresa familiar? [Frederico Annes] Há várias editoras de índole familiar em Portugal, como de resto acontece em muitos outros sectores. Na edição técnica somos poucas editoras, talvez por ser uma área extremamente complexa, cujos produtos requerem um trabalho muito extenso e especializado do lado da editora e têm um tempo de vida curto face à necessidade de se manterem constantemente atualizados. Só uma gestão muito atenta e rigorosa permite vingar neste meio. [Rita Annes] O facto de sermos uma empresa familiar tem ajudado a transmitir a nossa cultura, o nosso código genético entre gerações, e permitido que o negócio evolua sem nunca perder os seus valores fundamentais. Isso tem sido muito importante para manter a confiança dos nossos autores, dos nossos parceiros e dos nossos leitores. No entanto, a empresa é muito mais do que a família que a fundou. Para além dos familiares, o Grupo LIDEL tem mais dois sócios e somos no total 50 pessoas, que trabalham diariamente para levar o conhecimento mais longe. Têm consciência de que a maioria das empresas familiares não sobrevivem depois da segunda geração? Como veem essa tendência e analisam o vosso caso? [Rita Annes] É verdade que muitas empresas não sobrevivem às gerações vindouras, mas penso que tudo depende do posicionamento que cada um de nós tem perante o legado da família. Sempre fui muito exigente comigo mesma a esse nível. Tal como o meu pai começou por ser vendedor enquanto estudava, também eu passei por várias áreas da empresa para ir aprendendo e progressivamente ganhando mais responsabilidade. Acho importante crescermos por mérito próprio. Para mim, o sentido de responsabilidade sempre foi maior por saber que pertenço à família. Acho que tem sido esta a chave do nosso sucesso como empresa familiar. Como olham para o futuro do negócio e para a permanência da família na sua condução? [Frederico Annes] É cada vez mais difícil prever o que os próximos anos nos vão trazer no mercado editorial. Vivemos um momento de muitas mudanças, não só pelas dificuldades económicas em vários países onde atuamos, mas também pela alteração do paradigma de leitura e de procura de informação de atualidade. Sabemos que os valores que nos trouxeram até aqui são importantes alicerces que nos continuarão a guiar no futuro: excelência, qualidade e credibilidade. A empresa já vai na sua terceira geração, pelo que o futuro da família na condução do negócio está assegurado. Nota: os atuais sócios familiares são Frederico Annes (diretor geral, 60 anos, filho dos fundadores), Manuela Annes (diretora editorial para Medicina e Ciências, 60 anos), Rita Annes (diretora comercial e de marketing, 36 anos, neta dos fundadores).

para estrangeiros e de ver os nossos livros a serem usados em todo o mundo.» Para a responsável, trata-se de «um caminho de solidez» que «não se constrói em dois dias», ou seja, «desenvolvê-lo é um desafio constante que todos abraçamos». No grupo, o mercado editorial é visto como estando muito além das nossas fronteiras. Frederico diz que «só assim o Grupo LIDEL, do qual cerca de 40% das vendas são de exportação, poderá continuar a evoluir». Rita, que trabalha no meio há mais de 15

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Frederico Annes: «Passámos por vários momentos de viragem, e tivemos que reinventar-nos.» set out nov 15


anos», confessa que «a mudança atual é a maior» a que já assistiu. «Não é uma mudança para melhor. Os leitores procuram cada vez mais informação imediata e de preferência gratuita, seja qual for a fonte. Isto por vezes reflete-se na perda gradual de qualidade de alguns produtos. É um verdadeiro desafio manter os padrões de exigência, que devem ser a maior preocupação do sector. A qualidade dos conteúdos, o rigor da palavra escrita e do conhecimento que ela transmite. Estamos a formar os profissionais do futuro.» Fatores de sucesso Uma análise muito clara do mercado, perceber as lacunas que existem e transformá-las em oportunidades de negócio são fatores muito importantes para o sucesso. Desde a fundação. Na década de 1960, a LIDEL tinha como objetivo a distribuição em Portugal de livros de editoras estrangeiras de várias áreas científicas, praticamente os únicos recursos disponíveis no nosso país para a formação de profissionais e estudantes. «Depois percebemos que se editássemos os nossos próprios livros estaríamos a dar aos leitores mais uma alternativa para a sua formação, para além de contribuirmos para a proliferação do conhecimento científico em língua portuguesa», recorda Frederico Annes, acrescentando: «Quando os computadores e a informática começaram a invadir o nosso dia-a-dia, criámos a primeira editora portuguesa dedicada exclusivamente a esta área, a FCA. Também a nossa editora PACTOR surgiu desta permanente análise ao mercado.» Rita Annes assinala que o sucesso assentou também no facto de nunca terem ficado parados. «No Grupo LIDEL sempre tivemos como mote ‘o livro à procura do leitor’. Temos equipas dedicadas à divulgação dos livros académicos junto dos professores universitários, ao apoio aos professores de ensino de português para estrangeiros em todo o mundo, visitamos regularmente os países onde os nossos livros estão presentes, participamos em iniciativas das várias áreas onde atuamos, etc. Sempre tivemos a preocupação de criar parcerias estratégicas para levar os nossos livros aos cinco continentes. A exportação é outro dos nossos fatores críticos de sucesso.» A aposta na área técnica A área técnica, em que o grupo atua, foi a que mais tempo demorou a evoluir em Portugal, bem ao contrário do que aconteceu com a literatura. Frederico Annes recorda que durante muitos anos imperavam em Portugal os livros estrangeiros, inicialmente em francês e castelhano e depois em inglês e português do Brasil. «Só mais tarde a edição em português de

Rita Annes: «A mudança atual é a maior a que já assisti.» Portugal começou a afirmar-se. Sentimos isso primeiro na FCA, quando profissionais e professores começaram a preferir os nossos livros por os considerarem de grande qualidade. E posteriormente na medicina, pois os jovens médicos procuram os nossos livros como instrumento fundamental para a sua formação», assinala. Rita Annes lembra por sua vez que «o tempo de produção de um livro técnico não é de todo comparável ao de um romance» e que «para além disso na edição técnica, pelo menos na LIDEL, é tudo criado de raiz, os conteúdos são originais e adaptados à realidade portuguesa, enquanto na literatura se publica muitas traduções de livros já testados noutros mercados». Ou seja, «são dois tipos de edição com dinâmicas completamente diferentes». O Grupo LIDEL conta atualmente com mais de 700 títulos permanentemente em catálogo, nos quais participam cerca de três mil especialistas. Edita cerca de 90 novos livros por ano, «fruto de um estreito trabalho de equipa entre os autores e a editora», refere Frederico Annes, realçando: «Temos um processo editorial muito rigoroso, passando todos os textos pelo crivo de várias revisões literárias e científicas, em prol de um produto final de excelência.» Na opinião de Rita Annes, constituem «uma editora completa que recebe o original do autor, o transforma e concretiza numa edição e o comercializa e promove de modo a encontrar o leitor que dele necessita». set out nov 15

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opinião

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O caminho é feito das pequenas decisões que tomamos todos os dias... Da forma como encaramos e respondemos aos desafios a que somos submetidos. Mas nós somos o somatório das nossas ações e também a postura como encaramos aquilo que conseguimos atingir. Assim, o verbo caminhar é o que me soa mais apropriado quando nos aventuramos a falar sobre temas como a liderança ou, mais importante ainda neste caso, a auto-liderança. O conceito da auto-liderança surge intimamente ligado ao estudo do conceito de liderança. Por que são os líderes eficazes estudos de caso e de análise? Os seus sucessos fazem-nos querer saber como agem e habitam no contexto que os rodeia, o que faz deles extraordinários e pessoas com êxito. De início surge logo uma questão: Mas afinal o que é o sucesso? O sucesso é efetivamente diferente para cada um de nós; contudo, temos presente que há determinadas personalidades que atingiram um patamar de exceção e que são vistas como indivíduos que atingiram o topo. A segunda questão nasce quando compreendemos que após atingido um determinado patamar, este deve ser capitalizado e sustentado, ou seja, como alguém que chegou ao topo consegue gerir aquilo que alcançou de forma a lá permanecer. Acreditar-se que já se atingiu o sucesso necessário é uma armadilha que pode abrir caminho para o fracasso. Tendo presente que a tensão proveniente da responsabilidade em apresentar resultados e criar valor à organização é uma realidade quotidiana para quem exerce funções de liderança, esta torna-se um tarefa complicada e trabalhosa de gerir. Por outro lado, no final do dia sabemos que não se trata apenas de atingir o sucesso, mas sim de sustentá-lo e superá-lo. É precisamente nestas situações e após atingidos determinados objetivos que é fundamental definir novas metas e não descansar sobre as conquistas do passado. A eficácia de gestores, agentes, líderes ou treinadores reflete-se na forma como estes traçam os caminhos para que as suas equipas e os seus liderados sintam necessidade de crescer. Porém, uma liderança eficaz incorpora obrigatoriamente uma gestão do próprio crescimento, ou seja, a auto-liderança. Esta é sustentada pela gestão fixada no próprio crescimento contínuo, porque a verdade é que o objetivo de um líder é fazer com que a sua organização atinja o mais alto nível de desempenho. Este, além de gerir quem o rodeia, deve ser o seu próprio agente de desenvolvimento, e para isso também não deverá deixar de aprender e de superar-se, mesmo que tal implique recomeçar como se fosse do zero na maior parte dos desafios. Dado que um líder de um grupo eficaz é primeiro um líder de si próprio, concluo afirmando que a auto-liderança deve basear-se na ambição de aprender, sem nunca permitir que o muito bom seja suficiente. É fundamental conseguirmos ter uma visão daquilo que nos rodeia, mas mais importante ainda é ter uma forma realista de estar no mundo e de saber reagir ao que conquistámos. set out nov 15

© DR

Quando o topo não é suficiente Auto-liderança do sucesso

Maria Ana Marques Autora do livro «Cheguei ao Topo! E Agora?» (ed. bnomics) geral@bnomics.pt


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move on

Leituras DO it! De Zero a Um Neste livro defende-se que copiar um modelo é fácil; o que é difícil é criar algo de novo, a partir do zero. Tudo começou com o êxito de Peter Thiel, o lendário fundador da Pay Pal, criada em 1998, quando não havia concorrência à altura – vendeu-a quatro anos depois por uma fortuna. Seguiu este princípio nos investimentos seguintes, sempre apostando em tecnologias para acrescentar valor. O modo como repetiu os sucessos levou a que desse um pequeno curso na Universidade de Stanford. Um dos seus alunos – Blake Masters, co-autor do livro – tirou apontamentos que publicou na Internet. O sucesso de visualizações foi tão surpreendente que teve de pedir a Thiel para prosseguir. Assim nasceu «De Zero a Um». (Lua de Papel).

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Manual de Negociação De António Damasceno Correia, um livro que ajuda a ser um negociador de excelência, tendo atenção a erros a evitar, táticas recomendáveis e casos práticos. (LIDEL)

A Nova Era Digital Dois executivos da Google, Eric Schmidt e Jared Cohen, apresentam novas ideias sobre o futuro das pessoas, dos países e das economias. (D. Quixote)

O Paradoxo do Chimpanzé O autor, Steve Peters, criou um modelo de gestão mental que visa chegar à confiança, ao sucesso e à felicidade. Apresenta-o neste livro. (Vogais)

MBA da Vida Real Jack Welch e Suzy Welch de novo juntos em livro. São ensinamentos do guru norte-americano sobre como pensar um negócio, criar para ele uma equipa com talento e obter sucesso. (Vogais)

Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século Quando muitas pessoas pensam que o mal do século é a depressão, Augusto Cury, contrapõe um mal que considera ainda mais grave, a ansiedade, decorrente da síndrome do pensamento acelerado. (Pergaminho)

Cheguei ao Topo! E Agora? Maria Ana Marques, a autora deste livro, fala dos segredos para uma ala auto-liderança do sucesso, quando ter chegado ao topo não é suficiente. (bnomics)

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Em reset Bernardo Perloiro foi nomeado senior vice president (SVP) e chief operations officer (COO)

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da Walmart Brasil; entrou na Walmart Brasil em dezembro de 2013. n Nuno Soares é o novo diretor de negociação da CINDIA, deixando a sua posição como responsável PGC do Itmi. n Tiago Alves assumiu o cargo de head of international business da Science4you. Era country manager da subsidiária espanhola desta empresa de brinquedos científicos. n Xavier Fraipont recebeu a nomeação como o diretor geral (Motosport e Moto) para a região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) da Goodyear Dunlop. Dirigia na mesma região a Divisão de Tecnologia de Pneus de Turismo. n Hélder Palhas é o novo diretor de operações da Ericsson Telecomunicações. Está no Grupo Ericsson desde 1995

On-line Mr. Refs n www.mrrefs.com: A Mr. Refs é uma plataforma de recrutamento por referências, criada em meados deste ano pela consultora de RH HumanFIT em parceria com a Jason Associates. Ao fim do primeiro mês de atividade o novo conceito de recrutamento tinha já 7.500 hunters e 3.250 referências. No Facebook tinha ultrapassado os seis mil «Gostos», com cerca de 68 mil pessoas envolvidas (40% homens e 60% mulheres), estando 80% na faixa dos 18 aos 44 anos. Tinha mais de uma centena de oportunidades de emprego para dezenas de empresas (por exemplo, L’Oréal, Decathlon, Novabase, Leroy Merlin, Sovena, Fidelidade, Deloitte e BNP Paribas). Uma aplicação n Mobizy: Para aceder a inúmeros serviços de negócios, trabalhando em qualquer lugar, a qualquer hora e sendo mais produtivo. Personalizável, esta aplicação permite escolher os serviços mais adequados para cada negócio.

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move on

Tendências

Barómetro Em alta Livros infanto-juvenis Os resultados nesta área têm sido animadores para diversas editoras, nalguns casos com as vendas a duplicarem em relação ao que acontecia em anos anteriores. A isto não será alheio o sucesso de algumas novas coleções, sobretudo de autores internacionais.

Empresas querem especialistas em redes sociais «Especialista em redes sociais, precisa-se.» É uma oferta de emprego que, a avaliar pelas necessidades das empresas, vai ser cada vez mais vista em sites e anúncios. Um estudo realizado pelo IPAM – The Marketing School junto de quase 400 organizações que operam no mercado nacional revela que mais de dois terços (70%) preveem «aumento» ou mesmo «forte aumento» da necessidade de contratar especialistas em marketing digital. A explicar este contínuo aumento das necessidades das empresas está um outro dado de relevo que emerge do inquérito: mais do que duplicou no último ano a presença das organizações nas redes sociais. 78% das empresas têm, atualmente, uma presença ativa no «Facebook», enquanto no ano anterior o número se resumia a 33%. O «Barómetro de Marketing Digital» do IPAM mostra que em 2015 se registou também uma evolução muito significativa no que toca à utilização dos meios digitais para a promoção de produtos e serviços. A aposta no e-mail marketing e no uso de banners em sites duplicou, enquanto o investimento em anúncios no «Google» e no «Facebook» quase que triplicou. A cada vez maior atenção que o mercado empresarial está a conferir ao digital fica bem patenteada no budget alocado a este sector: 42% prevê que o orçamento para ações de marketing digital vai continuar a crescer. O estudo levado a cabo pela escola de marketing mostra ainda que em quase metade das organizações (48%) o digital é uma responsabilidade do departamento de marketing , enquanto para 11% da amostra a gestão passa por um departamento próprio. Independentemente do modelo a que o trabalho em social media obedece em cada organização, certo é que na maioria delas (66%) a atuação obedece a uma estratégia de marketing digital previamente definida.

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Café O consumo tem sido crescente em Portugal e os resultados de diversos estudos poderão mesmo levar a que aumente, e muito. Descobertas recentes anunciam efeitos positivos na prevenção, por exemplo, do Cancro e da Doença de Alzheimer.

Running O exercício físico nunca esteve tanto na moda e a corrida, uma atividade simples e acessível, tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos. No caso do running, que é muito mais do que correr, essa tendência mantém-se.

Em baixa Telefone fixo Os telefones fixos voltaram a estar na moda, depois de anos em queda: dados da Anacom mostram uma evolução justificada pela expansão das ofertas em pacote das operadoras de telecomunicações. No entanto, apesar de haver cada vez mais telefones fixos nos lares portugueses, o tráfego através deles continua em queda, devido ao aumento da penetração dos pacotes que também integram serviços móveis.


Gadgets & Tech

Novas possibilidades da expressão visual A Canon está a desenvolver uma nova câmara EOS Cinema 8K e um ecrã 8K de referência profissional, para suportar conteúdos de vídeo 8K da próxima geração, bem como uma câmara SLR (single lens reflex) com um sensor CMOS de aproximadamente 120 milhões de pixels efetivos. Este sensor – equivalente ao Canon Super de 35 milímetros – torna possível a produção de imagem de alta resolução de 8,192x4,320 pixels (aproximadamente 35,39 milhões de pixels efetivos), mesmo com uma taxa de fotogramas de 60 frames por segundo. Adicionalmente, tem um corpo que permite fácil mobilidade e um design que oferece elevados níveis de operacionalidade, a juntar à extensa gama de objetivas intermutáveis EF da marca, o que permite diversos estilos de gravação e meios de expressão visual.

Aliar música e treino

É o mais recente relógio de fitness com GPS e leitor de música integrados. O novo TomTom Spark facilita a motivação nos treinos e reúne tudo o que é necessário num único equipamento. Traz instalado o Running Trax, um mix personalizado de 30 minutos, com energéticos clássicos de dança dos melhores DJs do mundo, produzido pelo Ministry of Sound. Pode no entanto descarregar-se facilmente as listas de reprodução preferidas a partir do iTunes ou do Windows Media Player. Entre a ampla gama de auscultadores bluetooth, pode escolher-se aquele de que mais se gostar, usufruindo dos três GB de armazenamento de música que comportam cerca de 500 faixas.

Um grande ecrã em casa Para disfrutar de bons momentos a sós, em família ou com amigos, em casa. O entretenimento está assegurado com os novos projetores Home Cinema da Epson. Seja para ver filmes, programas de televisão ou grandes competições desportivas, os projetores de Home Cinema Full HD1 de alta definição transportam para casa a mais completa e económica combinação de qualidade de imagem e de som. E para uma experiência autêntica de grande ecrã, o altifalante de cinco W permite apreciar as projeções com um som de excelência sem recorrer a sistemas complexos. Para aumentar a versatilidade, é possível alternar entre dois dispositivos digitais, como um leitor Blu-Ray ou uma consola de jogos, a partir das duas entradas HDMI. Mais: os projetores têm uma autonomia de visualização para um filme diário em grande ecrã durante 11 anos, sem necessidade de substituição da lâmpada. Para os adeptos do ciclismo A Garmin deu a conhecer a mais recente linha de dispositivos inteligentes especificamente orientada para os adeptos do ciclismo, a Varia: um radar e um sistema de luzes. Esta oferta contempla dois equipamentos que reforçam a segurança dos ciclistas e otimizam todo o percurso: um radar que funciona como um retrovisor e um sistema inteligente de luzes para a bicicleta. O radar da Varia alerta os ciclistas, através de uma luz intermitente, vulgo pisca, sempre que um veículo se aproxima por trás num raio de até 140 metros, e alerta as restantes viaturas para a existência de uma bicicleta mais à frente. O sistema inteligente de luzes desta nova linha da Garmin ajusta-se automaticamente às alterações que vão surgindo ao longo do percurso, bem como à velocidade do ciclista ou à hora do dia, isto quando ligado a um equipamento Edge compatível.

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zoom

O sabor da vitória Telma Monteiro, judoca, atleta olímpica, uma das figuras do desporto português, na primeira pessoa. Como se chega à vitória e qual é o seu significado. Por Redação DOit!*/ Fotos: Fernando Piçarra

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uando me perguntaram qual era para mim o sabor da vitória, pensei logo no sabor de ver o empenho e o trabalho concretizarem-se no momento. O momento da vitória é aquele em que me sinto mais realizada, e que me trás uma forma extra de motivação, pelo simples facto de constatar que todo o trabalho valeu a pena. Fico em êxtase. Apesar de ser uma pessoa tímida, naquele momento torno-me extrovertida e diferente. Não tenho dúvidas de que o sucesso contagia, porque nesses momentos verifico que a forma natural e espontânea de exprimir a minha alegria faz com que as pessoas da minha equipa se sintam muito tocadas. A vitória é de todos e é vivida por todos. Fico sempre muito feliz por lhes poder retribuir o fantástico trabalho que realizaram. E porque festejar é fundamental, há momentos em que vamos partilhar a vitória de imediato e outros em que questões logísticas ou desportivas nos obrigam a fazer a festa mais tarde. No entanto, o mais importante é passar a mensagem de que a vitória é resultado do trabalho da equipa. Não sendo o nosso judo uma potência mundial, sinto também muito orgulho em saber que as minhas vitórias vão fazer tocar o hino e falar-se de Portugal. Aí alcanço o duplo prazer de ser bem-sucedida e de trazer esse reconhecimento para Portugal.

Telma Monteiro: «Em geral, olha-se para os atletas e vê-se pessoas bem-sucedidas, mas nós somos apenas seres humanos. Os nossos valores são os mesmos que qualquer pessoa pode usar.» Se tivesse que dar três dicas a quem quer alcançar a vitória, em qualquer domínio da sua vida, recomendar-lhe-ia: compromisso, trabalho/ dedicação e resiliência.

Em geral, olha-se para os atletas e vê-se pessoas bem-sucedidas, mas nós somos apenas seres humanos. Os nossos valores são os mesmos que qualquer pessoa pode usar. Por isso, pretendo continuar ligada ao desporto mas também tornar-me cada vez mais eficaz a transmitir valores aos outros. Aprender a comunicar é para mim um projeto e uma vitória a alcançar. E porque todas as tentativas para se alcançar a vitória são importantes, realço a necessidade de se aprender com os erros e de se ter sempre uma perspetiva e um propósito para o futuro. O meu sonho enquanto atleta é alcançar uma medalha olímpica, mas o meu sonho enquanto pessoa é ter a certeza de que cheguei o mais longe que poderia chegar. *Com Telma Monteiro

Dicas para alcançar a vitória São três dicas que ajudam a alcançar a vitória, em qualquer domínio da vida: - compromisso; - trabalho/ dedicação; - resiliência. set out nov 15

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em foco

NO NOISE

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Foto: Ingram

Um conceito original e exclusivo de comunicação sem ruído

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O conceito NO NOISE® foi criado e desenvolvido por Ana Teresa Penim, Carla Rocha e João Alberto Catalão. Parte da ideia de que a comunicação sempre foi, e é, um dos maiores desafios da humanidade. Por Redação DOit!

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Nota: mais informações por e-mail (nonoise@nonoise.pt) ou telemóvel (965 657 678/ 918 799 307).

raticamente 90% dos problemas das organizações têm origem em problemas de comunicação. Comunicar de forma eficiente e eficaz é uma competência essencial aos profissionais e às organizações. Uma comunicação otimizada, livre de interferências prejudiciais, assenta em três dimensões determinantes para a eficiência e a eficácia das organizações, e dos seus profissionais, num ambiente altamente competitivo, tecnológico e complexo: - Competências Intrapessoais (emoções e atitudes) - Competências Interpessoais (interação) - Competências de Interação com o Mercado (eficácia) Os três especialistas que criaram e apresentaram recentemente este original conceito NO NOISE®, uniram-se no propósito de levar às organizações e aos seus profissionais um conjunto de metodologias assentes no seu know-how específico e numa experiência profissional alargada. O conceito integra um conjunto de ferramentas e dinâmicas interativas potenciadoras do desenvolvimento da performance comunicacional. Trata-se de um conceito transversal, destinado a todos os níveis e funções das organizações, disponibilizado através de um conjunto diversificado de dinâmicas experienciais, altamente mobilizadoras, motivadoras para a adoção

de revitalizadas atitudes e comportamentos comunicacionais. Palestras interativas, workshops, momentos de team development, programas integrados de eficácia comunicacional, coaching comunicacional, desenvolvimento on-job, além de outras, são as metodologias NO NOISE® a disponibilizar ao mercado. Uma dimensão internacional Portugal, Espanha, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde são os mercados prioritários da equipa NO NOISE®, constituída por Ana Teresa Penim, Carla Rocha e João Alberto Catalão. A Ana é genuína e cativante. Apaixonada por talento, é pesquisadora e transformadora de emoções e atitudes, sem ruído. A Carla é feita de otimismo, respira rádio e tem a comunicação no seu ADN. É a pessoa certa para despertar o comunicador que há em cada um de nós, sem ruído. Finalmente, o João é um militante da vida, provocador e irreverente. É obcecado por otimizar e potenciar resultados, sem ruído. set out nov 15

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ferramentas DO it!

Comunique para surpreender, surpreenda para concretizar Estilos comportamentais e comunicacionais assertivos são considerados, consensualmente, como os mais os mais indicados para uma interação humana de qualidade. Este tipo de comunicação favorece a capacidade de concretizar relações eficazes e, também, de ultrapassar situações tensas e conflituosas. Por Redação DO it!

Comunicar para surpreender está para além da assertividade A habilidade de comunicar para surpreender é criativa. Ainda que assente numa comunicação assertiva, ela gera valor acrescentado muito para além do valor que o emissor e o recetor retiram da comunicação tradicional. - Quantas vezes disse sim, com vontade de dizer não? - Quantas vezes já fez um trabalho que, em princípio, devia ser realizado por outra pessoa? - Quantas vezes, numa discussão, reunião ou negociação lhe faltou a coragem para se posicionar como gostaria? - Quantas vezes já se sentiu desconfortável para pedir ajuda a alguém? Fazer uma crítica? Exprimir uma opinião diferente do seu interlocutor? Manifestar que ficou ofendido por algum comentário ou brincadeira? Se se reviu nalgumas destas situações, respire de alívio, pois temos algumas sugestões e ferramentas comunicacionais para si.

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«Dai-me uma alavanca e um ponto de apoio, e eu levantarei o mundo.» Arquimedes

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comunicação assertiva operacionaliza-se através de pessoas com fluência e transparência na linguagem verbal e não-verbal, possuidoras da competência necessária para exprimirem de forma correta as suas ideias, as emoções e os sentimentos de forma direta e objetiva. Aceitam a crítica, sabem escutar e sabem negociar soluções.

Gerar uma surpresa positiva Comece por tomar consciência dos pressupostos comunicacionais que geram surpresa positiva: - aceitar que em todas as situações existe espaço para surpreender; - aceitar que comunicar é uma dinâmica proactiva; utiliza-se no presente, mas modela o futuro; - aceitar que comunicar é um conjunto de atos criativos; - aceitar que comunicar implica competências de comunicação não verbal positiva; - aceitar que comunicar surpreendendo gera oportunidades de co-criação; - aceitar que comunicar é acreditar que a interação é geradora de novas possibilidades; - aceitar que comunicar surpreendendo é um eficaz energizador de relações interpessoais, foca a atenção, altera estados fisiológicos, estados emocionais, favorece a aproximação, gera mudança e altera a ação no terreno.


12. Esteja presente. Observe e escute com atenção todos os detalhes. Leia nas entrelinhas. 13. Mantenha o domínio da gestão da variabilidade das suas táticas. 14. Seja consistente e congruente. 15. Evite expressões no condicional e no imperativo. 16. Foque-se em soluções, não nos problemas. 17. Aceite e agradeça qualquer tipo de objeções com entusiasmo e naturalidade. 18. Utilize um tom e um ritmo de voz vivos, diversificados e expressivos. 19. Alimente o discurso com novos factos, capazes de manter elevados níveis de atenção. 20. Identifique o ponto de clímax motivacional do seu interlocutor, para o momento splash (momento que gera uma reação física e psicológica que evidencia surpresa, pelo facto de terem sido superadas as expetativas). *** Considerando que cada pessoa é única e que a comunicação é o maior aliado da eficácia, desafiamo-lo a treinar-se intensamente para poder usufruir dos resultados de uma comunicação surpreendente.

© Ingram

Dicas para comunicar de forma surpreendente Tomando por base os pressupostos apresentados, partilhamos aqui 20 dicas para comunicar de forma surpreendente: 1. Explore ao máximo o contexto do seu interlocutor. 2. Descubra o que é realmente importante para o outro, e você tornar-se-á importante. 3. Conheça o melhor possível o perfil do seu interlocutor. 4. Defina bem o seu propósito. 5. Conheça o conteúdo em profundidade, para poder utilizá-lo agilmente através de caminhos diferentes e sem perder o fio à meada. 6. Encare e trate cada momento de interação como único e irrepetível. 7. Customize a sua abordagem, de forma a identificar o melhor formato de interação e a gerar impacto positivo. 8. Utilize recursos inesperados, geradores de emoções positivas (por exemplo, humor, storytelling, gestos e expressões não verbais, novidades, metáforas, materiais extra-contexto, etc). 9. Aja com naturalidade e espontaneidade. 10. Transmita confiança. 11. Articule o seu raciocínio de forma lógica.

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Hotel

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Royal Garden Hotel

Uma experiência inesquecível O Royal Garden Hotel oferece conforto e tranquilidade para uma experiência inesquecível. Localizado na maior ilha do Açores, São Miguel, trata-se de um harmonioso quatro estrelas que pode ser um ótimo ponto de partida para a descoberta da magia dos Açores. A Ilha de São Miguel é um cenário memorável, com uma beleza natural que toca o deslumbramento. Por Mário Sul de Andrade/ Fotos: Royal Garden Hotel

O Royal Garden Hotel, localizado em Ponta Delgada, é uma unidade de quatro estrelas com amplos espaços de lazer interiores e exteriores. Com um conceito oriental, a sua decoração permite um ambiente de relaxamento ideal para uma estadia, quer em férias, quer em trabalho. No exterior, encontra-se um jardim zen que predomina na vista central dos quartos, do restaurante, do bar e do health club. A piscina exterior é envolvida por amplas áreas verdes, com jardins propícios a atividades de lazer e ainda um campo de ténis. Nos 193 quartos pode-se optar por diversas tipologias: single, duplo, executivo, suite júnior, suite sénior e suite presidencial; pode ainda escolher-se a opção de ter quartos comunicantes, ideal para as famílias com crianças. Restaurante, bar, coffee shop, salas para banquetes e festas estão disponíveis no hotel, sempre com a marca do conforto e da tranquilidade da ilha, havendo ainda o cuidado em apresentar a gastronomia micaelense. O Restaurante Jardim combina o ambiente acolhedor e a tranquilidade para uma refeição a dois, para um almoço de negócios ou para uma refeição em família, proporcionando para isso um buffet ao jantar e serviço à carta com uma criteriosa seleção de pratos regionais, nacionais e internaContactos

cionais. No bar, poderá usufruir-se de um ambiente selecionado, sendo um excelente local para relaxar. Para quem pretenda aproveitar o dia e descansar à noite, o Royal Garden Hotel proporciona tranquilidade e sossego. É possível chegar ao centro da cidade rapidamente (cinco

minutos a pé) e partir à descoberta da sua riqueza cultural e comercial. O leque de serviços é amplo: Coliseu Micaelense, a maior casa de espetáculos dos Açores; minimercados; farmácias; correios; bares; esplanadas; centro de saúde; shopping ; e outros. O aeroporto encontra-se a uma distância muito curta para quem viaja de carro ou utiliza transportes públicos (cerca de 10 minutos). O abastecimento de combustível é muito fácil, com postos a cerca de dois quilómetros do hotel. Sempre com anfitriões experientes, espaços e serviços que atendem ao mais alto nível de negócios, reuniões e encontros sociais, o Royal Garden Hotel pertence ao Grupo Investaçor, juntamente com o Faial Resort Hotel (cidade da Horta, na Ilha do Faial) e com o Angra Garden Hotel (cidade de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira).

Outras informações - Quartos e suites : 193 - Salas de eventos, congressos e reuniões: 7 - Endereço: Rua de Lisboa, 9500-216 Ponta Delgada - Diretor: Ricardo Montes - Diretora comercial: Sandra Santos - Coordenadas GPS: Latitude 37.738842; Longitude -25.676842

Tel.: 296 307 300; e-Mail : reservas@royalhotel.investacor.com; Site : www.investacor.com

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Restaurante

Lisboeta

Alfacinha não… Lisboeta! Seguimos em direção à Rua Augusta. A baixa de Lisboa, inundada de turistas, não fazia prever o encontro com um «alfacinha», que raramente se dá a ver por esta zona da cidade. Mas ao chegarmos à Praça do Comércio, num edifício imponente (que já acolheu o Ministério da Administração Interna), eis que surge o Lisboeta, o restaurante da nova Pousada de Lisboa, do Grupo Pestana.

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Por Mário Sul de Andrade/ Fotos: Lisboeta set out nov 15


A pousada Casa de reis e palco de ministérios, este espaço faz um upgrade ao espírito de boutique e transforma-o no palco de uma experiência urbana de luxo. Entre o tradicional, o turístico e o trendy, a Pousada de Lisboa acolhe no meio da ação e diz onde ela acontece a seguir. Lisboa está na moda e faz parte de um circuito que conjuga na perfeição a experiência local com o lado social e cultural. Para absorver essa experiência ao máximo, nada melhor do que um espaço onde a vivência seja completamente personalizada. O Pestana Pousada de Lisboa, pertencente ao Grupo Small Leading Hotels, oferece uma estadia na zona mais nobre do centro da capital, o Terreiro do Paço, anterior Paço Real e Ministério da Administração Interna ao longo dos últimos 200 anos. A chegada, hiper-personalizada, permite que todos os colaboradores da pousada conheçam o visitante, para atenderem da melhor forma as suas preferências. A qualquer hora, os desejos são atendidos e cuidados, sem tirar um grama de autenticidade à verdadeira experiência lisboeta. À carga histórica das paredes da pousada, junta-se o espólio do Museu da Cidade, que confere um carácter cultural fortíssimo à estadia. As liteiras da sala de estar, por exemplo, são originais e recuperadas do século XVI. Todo o projeto de recuperação e decoração é da autoria do arquiteto Jaime Morais, que apostou na austeridade das esculturas de Leopoldo de Almeida, em contraste com a riqueza dos quadros e das restantes peças decorativas Os quartos, elegantes e sofisticados, são de uma beleza clássica e intemporal. Alguns têm vista para o Terreiro do Paço, outros para ruas e telhados da Baixa Pombalina. As cores fortes e a paleta urbana e chique explicam por que é que este é o único hotel em toda a Península Ibérica com uma parceria com a Dom Pérignon. Aliás, beber uma flute de champanhe na esplanada do Lisboeta, o restaurante do hotel, é uma experiência única.

Existe uma nova Pousada de Lisboa, localizada em plena Praça do Comércio, um lugar privilegiado da cidade. É nela que podemos encontrar desde maio passado o restaurante Lisboeta com cozinha portuguesa de autor e também um bar e uma esplanada. A cargo do chef Tiago Bonito, cozinheiro premiado e de referência, o Lisboeta apresenta uma cozinha contemporânea de autor com influências do receituário típico português, servindo o melhor da cozinha tradicional com um toque de modernidade. Proporciona uma viagem pelo melhor da nossa gastronomia e uma vista para uma das mais deslumbrantes praças da cidade. A carta tem inúmeros produtos, de norte a sul de Portugal, desde os enchidos ao porco alentejano, aos frutos secos, aos legumes biológicos e ao que o nosso mar tem para oferecer, destacando-se a amêijoa apanhada à mão e o robalo Contactos

pescado a anzol. No bar e na esplanada são servidos os almoços, com uma vasta oferta de pratos para petiscar e partilhar, com destaque para o croquete de alheira, os peixinhos da horta com molho de iogurte Grego, a tempura negra de choco com molho Aioli, o ceviche de salmão fresco com manga e abacate frito, o mexilhão à provençal, açafrão e citrinos, ou o Pica-pau de novilho com mostarda antiga. Ao jantar, no restaurante, pode-se contar com uma experiência de cozinha fine dining à la carte e um menu de degustação de cinco pratos. Uma nota para o bacalhau de cura portuguesa, em brandada, gema de ovo, creme de tutano, redução de vinho do Porto e caviar de salmão; e ainda os filetes de salmonete, o xerém de bivalves, espargos do mar, funcho, açafrão e azeitona, o porco preto em duas confeções, couve-flor, cogumelo seta de cardo e alho preto.

Nas sobremesas, não deve deixar de experimentar-se a mousse de caramelo, amendoim e suspiros de flor de sal, a panacota de coco, tapioca de cenoura e maracujá ou a sugestão do chef, o pastel de nata em petit gateau, uma reinvenção desta popular doce estaladiço de massa folhada e gelado de canela. Só apostas vencedoras. Além de uma distinta carta de vinhos, trabalhada exaustivamente pelo sommelier, o restaurante expõe e serve os mais distintos produtores vínicos, sobretudo nacionais. O ambiente e estilo do Lisboeta dão continuidade à estética da pousada, misturando mobiliário antigo, serigrafias de Nadir Afonso, estatuário diversificado como por exemplo a figura do padroeiro da cidade de Lisboa, São Vicente. Merece mesmo uma visita este novo espaço na baixa da capital, capaz de proporcionar momentos gastronómicos inesquecíveis.

Pousada de Lisboa, Praça do Comércio, 31; Tel.: 218 442 001

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Automóvel

Mercedes-Benz Coupé Classe C

A elegância na estrada Está aí um novo Coupé da Classe C da Mercedes-Benz. Caracterizado pela marca alemã como «atlético, desportivo e de design sensual e vivaz», promete uma postura elegante na estrada, simbolizando luxo e modernidade. Por Mário Sul de Andrade/ Fotos: Mercedes-Benz

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Esta variante desportiva do Classe C revela bem seu carácter orientado para a condução, sobretudo pelo design emotivo e formalmente distinto. Com uma secção dianteira desportiva e elegante, tem a grelha de radiador em padrão diamante – e é 60 milímetros (mm) mais comprido do que o modelo anterior. A linha de cintura de altura elevada e as portas sem moldura dos vidros, com os espelhos retrovisores flutuantes, set out nov 15

destacam-lhe ainda mais o carácter desportivo. As linhas distintas e as superfícies dispostas de forma sensual dão estrutura às laterais do veículo, com efeitos de luz e sombra muito vivos. Um dos pontos de maior destaque, típico de um Coupé, vem sob a forma das longas linhas que mergulham na parte traseira. Ao contrário do que acontece no Classe C Limousine, estas linhas prolongam-

-se muito para além das cavas das rodas traseiras. Realce ainda, pelo cariz desportivo do modelo, para a suspensão rebaixada 15 mm em relação à do Limousine, isto a juntar à combinação com as jantes de 17 polegadas de série. O requinte do interior O interior deste novo Coupé é uma afirmação da filosofia de design Mercedes-Benz, combinando emoção com inteligência. Usufrui-se de um ambiente que relembra o Classe C Limousine, mas diferente e mais desportivo. A consola central é de formas fluidas, tal como os painéis interiores, tanto das portas como do banco traseiro. As decorações e as aplicações individualizadas sublinham a tonalidade desportiva do habitáculo. Os bancos desportivos integrais foram concebidos especificamente para o Coupé e oferecem grande conforto e atributos desportivos. Adicionalmente, e para maior


Seis versões As potentes e eficientes unidades de quatro cilindros a diesel e a gasolina, com função ECO start/ stop, oferecem todas as performances necessárias para o melhor prazer de condução. Todas cumprem a norma «Euro 6». Em comparação com as anteriores, os consumos desceram até 27%. Inicialmente, estarão disponíveis quatro versões a gasolina. As potências variam entre os 115 kW/156 cv (cavalos) do bloco de quatro cilindros de 1,6 litros que equipa o C 180, os 135 kW/184 cv ou 155 kW/211 cv do motor de dois litros do C 200 e do C 250, respetivamente, terminando no C 300, que com os mesmos dois litros de cilindrada oferece uma potência de 180 kW/245 cv. As duas versões diesel possuem unidades também de quatro cilindros e desenvolvimento melhorado, com 125 kW (170 cv) ou 150 kW (204 cv) e equipadas com a tecnologia ambiental SCR (catalisador de redução seletiva) para pós-tratamento dos gases de escape.

forto e com um estilo requintado. Com mais 80 mm de distância entre eixos, o Classe C Coupé é 95 mm mais comprido e 40 mm mais largo. Acima de tudo, o aumento do volume do veículo cria mais espaço para o condutor e o passageiro dianteiro. Agora, há mais espaço em todos os bancos para os ombros, os cotovelos e a cabeça.

conveniência, os cintos de segurança são automáticos. A escolha de materiais e acabamentos transmite uma sensação de fabrico manual, com classe, numa representação moderna do conceito de luxo: funcionalidade desportiva, sem comprometer o con-

Variedade de equipamentos De série, o Coupé possui uma grande variedade de equipamentos. Como alternativa, poderá optar-se pela linha AMG para acentuar ainda mais a personalidade dinâmica. As diferenças situam-se ao nível de componentes como para-choques e embaladeiras especiais de estilo AMG, grelha de radiador em padrão

diamante e pinos cromados e jantes AMG de liga leve de 18 polegadas. Em termos de habitáculo, os destaques da linha AMG incluem toques exclusivos e desportivos, como estofos em pele com costuras visíveis e contrastantes, volante desportivo multifunções com secção inferior achatada e pedais desportivos AMG. O friso em madeira de freixo preto, em combinação com as aplicações de alumínio no painel de instrumentos e nas portas, complementa o design interior. Outra das caraterísticas é o pack cromado, disponível como opção: incorpora diversas componentes com molduras em cromado, incluindo o painel de instrumentos, as saídas de ventilação de ar e os manípulos de abertura das portas.

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Fotos: ATP

Viagem

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Açores

Um destino urgente Se ainda não foi aos Açores, está na hora de se estrear. Se já foi, está na hora de voltar. Por Ana Teresa Penim

Decididamente, os Açores um dos destinos mais «estonteantes» do mundo. A paisagem deixa-nos sem respiração, a gastronomia surpreende-nos, a arquitetura orgulha-nos, a cultura e a animação preenchem-nos, a natureza absorve-nos e o povo abraça-nos. Os Açores não são um destino para se visitar. Antes sim um destino para se estar, explorar e desfrutar. A sua intensidade e a sua diversidade são impossíveis de absorver à pressa. Por isso, se quer fazer uma primeira imersão vale a pena começar pela Ilha de São Miguel (capital, Ponta Delgada), a maior das nove do arquipélago, também considerada como a mais diversificada e apelidada de «Ilha Verde», pela extensão das suas pastagens, serras e inúmeras caldeiras vulcânicas

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Locais a não perder - Sete Cidades, com as suas duas lagoas (a azul e a verde) no interior de uma caldeira com 12 quilómetros de perímetro. - O Pico do Carvão, com vista para o centro da ilha e para o mar, tendo nas suas redondezas diversas lagoas, entre as quais Canário, Rasa e Carvão. - O Miradouro do Escalvado, onde pode observar um magnífico por-do-Sol. - Caldeiras da Ribeira Grande, pequeno grupo de fumarolas, com nascente de água mineral. - Praia dos Moinhos, Piscinas naturais de Lagoa, Praia Areal de Santa Bárbara (surfistas). - Gorreana e Porto Formoso, para observar a cultura do chá e visitar fábricas. - A Lagoa do Fogo, no interior da cratera de um vulcão extinto, inserida numa reserva natural. - Caldeira Velha, onde pode tomar banho em águas quentes. - Ilhéu de Vila Franca, reserva natural com uma piscina natural no seu interior. - A reserva do Pinhal da Paz, onde as azáleas em flor proporcionam um espetáculo deslumbrante. - Vale das Furnas, com as suas fumarolas (caldeiras) de água quente, lamas e águas medicinais. Zona do famoso «cozido nas caldeiras», aproveitando o calor da terra. Não perder um banho nas águas quentes da Poça da D. Beija. - Parque Terra Nostra, com uma variedade de árvores e plantas exóticas, e uma piscina de água quente. - Pico do Ferro e Salto do Cavalo, com vistas deslumbrantes. - Ribeira Quente, freguesia piscatória, com ótima praia. - Nordeste, em toda esta zona da ilha pode admirar uma sucessão de montanhas, desfiladeiros, ribeiras e miradouros. - Estufas de ananases, na Fajã de Baixo, Lagoa e Vila Franca do Campo. Simplesmente o melhor ananás do mundo. - Museu Carlos Machado, com coleções de pintura, azulejaria, porcelanas, história natural, entre muitas maravilhas aí reunidas. - Convento da Esperança, local onde pode admirar a imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres. - Portas do Mar, uma referência de requalificação da frente marítima de Ponta Delgada, repleta de ofertas de animação e lazer. De destacar a oferta diversificada de lojas existente nas galerias comerciais, bem como restaurantes de gastronomia diversa, bares/ pubs, a par de diversos serviços para observação de golfinhos e de baleias, pesca, passeios de barco ou em trilhos pedestres.

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verdejantes. Ao viajar pela ilha chegará a questionar-se sobre se o Governo Regional terá um batalhão de jardineiros para tratar das hortênsias que emolduram as estradas e separam os terrenos. Não, não tem, a natureza nos Açores é mesmo assim. Para além disso, nos últimos anos os Açores têm assistido a uma notável qualificação urbanística, turística e cultural, que tem sabido tirar partido da sua potencialidade natural, em linha com as modernas tendências de consumo responsável, lazer, desporto, evasão e sustentabilidade. Por isso, São Miguel oferece não só excelentes unidades hoteleiras como inesperadas unidades de turismo de habitação (por exemplo, Furnas Lake e da Quinta da Mó). Um mergulho nas praias de piscinas naturais (por exemplo, Lagoa) é obrigatório. Nos restaurantes, com todos os posicionamentos, degustará a popular entrada de queijo fresco com massa de pimenta, o bolo lêvedo e a massa sovada, e poderá experimentar a grande variedade de peixe do arquipélago (por exemplo, Boca Negra, Encharéu, Anchova, Írio, Peixe-galo, Veja, Espadarte) e de surpreendente marisco (por exemplo, Cracas, Lapas, Cavaco). Para acompanhar, escolha os vinhos dos Açores, nomeadamente o típico Verdelho, e para finalizar experimente a aguardente de funcho de São Miguel e os licores das ilhas do Pico e da Graciosa. Comercialmente, a Ilha de São Miguel oferece também um pouco de tudo, desde as tradicionais lojas de sempre no centro das cidades, como conceitos inovadores (por exemplo, Louvre Micaelense), passando pelos mercados e supermercados onde poderá encontrar todos os produtos típicos, até aos modernos centros comerciais. Por isso, já sabe, os Açores sempre mereceram uma visita, mas a atual oferta de voos low-cost para a Ilha de São Miguel removeu qualquer último obstáculo que pudesse existir para não desfrutar deste paraíso.


Relógios/ Vinhos

Maverick renovado O Maverick, verdadeiro best-seller da Victorinox Swiss Army, continua na crista da onda. Com um novo design, que implicou uma completa revisão, o modelo destaca-se agora pelo mostrador aerodinâmico, onde pequenos traços tomam o lugar dos números, exceto nas três e nas nove horas. Alguma diferença de profundidade e

um novo tratamento de superfície tornam o mostrador mais brilhante. Outras características: movimento de quartzo analógico; cristal de safira anti-reflexo; resistência à água; caixa de aço; marcadores luminescentes; aro rotativo unidirecional; cronómetro; pulseira de aço; fecho de segurança com duplo bloqueio.

Surpresas da Adega Mayor A Adega Mayor, de Campo Maior, tem no mercado as novas colheitas Caiado Branco, Caiado Rosé e Caiado Tinto 2014, três vinhos alentejanos cheios de personalidade e juventude, pensados para momentos de convívio e partilha. Produzidos com elevados parâmetros qualitativos, estes vinhos têm surpreendido colheita após colheita, num processo de melhoria constante que visa, segundo os responsáveis da marca, «proporcionar ao consumidor o melhor vinho que a natureza, a técnica e a arte podem criar». O Caiado Branco é uma opção para uma tarde de esplanada com os amigos. Sugere gotas de limão e ananás maduro, com toque floral e uma agradável sensação de mineralidade. Com frescura e harmonia, termina longo e cheio de garra. Já o Caiado Rosé tem perfil descontraído e fresco, sendo mais aconselhável para os tempos de calor. O seu aroma sugere fruta vermelha fresca, morangos e cerejas, e na boca tem a marca da doçura e da intensidade da fruta, com um final longo e vibrante. Finalmente, o Caiado Tinto é um vinho frutado, que transmite juventude e exuberância. Pleno de fruta vermelha doce e concentrada que remete para uma sensação de compota quase rebuçado, tem um perfil equilibrado e genuinamente alentejano. É excelente para uma tarde de churrasco. set out nov 15

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Crónica

Não há tática sem inteligência Por Rui Vitória

© DR

Treinador de Futebol do Sport Lisboa e Benfica

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Em Portugal, os treinadores são muito astutos e vão criando problemas uns aos outros, problemas que nos obrigam, a todos, a puxar muito pela cabeça, a procurar alternativas, a encontrar soluções, muitas vezes num abrir e fechar de olhos. A riqueza de uma equipa, do meu ponto de vista, está em ter um sistema tático, um modelo de jogo próprio, entrar e jogar de uma determinada forma, e poder com muita facilidade, e sem que nada o indicie ou permita prever, alterar esta forma de jogar e este posicionamento. Cria-se pequenos «efeitos-surpresa», uma instabilidade constante na equipa adversária, impedindo a sua estabilidade. É esta dinâmica que, em última análise, dá brilho, emoção e inteligência ao futebol. Claro que o difícil é conseguir introduzir esta imprevisibilidade que «desarma» o adversáset out nov 15

rio sem se perder rendimento. É por isso que todo o treino deve ser orientado no sentido do «meu jogar», educando a equipa para ter uma formação muito sólida em várias áreas. Do mesmo modo que um general não vence uma batalha sem soldados capazes e motivados, um treinador não pode ter sucesso sem que as suas tropas saibam interpretar as instruções com brio. Não há tática sem inteligência.

Nota: texto gentilmente cedido pela TopBooks, editora do livro «A Arte da Guerra para Treinadores».


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Passatempo DO it!

«As minhas Paez e eu» numa

imagem

Nesta edição número 15 da DO it!, temos três pares de Paez para oferecer a quem nos enviar as três fotografias mais originais sobre o tema «As minhas Paez e eu». As fotografias devem ser enviadas para o e-mail passatempo@doit.pt. O Inspirational Board da DO it! irá selecionar as três fotografias vencedoras. Não deixe de participar!

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Vencedores do décimo quarto « Passatempo DO it!» Os vendedores do passatempo da edição número 14 da DO it!, que irão receber, cada um, um exemplar do livro «A Arte da Guerra na Criatividade e Inovação», de João Alberto Catalão (ed. TopBooks), são: Tiago Lino, Paulo Catarino e Ana Estevão.

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Curiosidades Parceiros DO it! A DO it! continua a estabelecer parcerias com diversas entidades que assumem o papel de patrocinadores. Trata-se de patrocínios exclusivos em cada área de negócio e que englobam várias edições da revista. O objetivo das parcerias é fazer com que as entidades patrocinadoras tenham a máxima visibilidade e o máximo retorno com o apoio que dão ao projeto.

DO it! Inspirational Board Alexandre Brodheim – Sales Retail Manager, Grupo Brodheim Anabela Fernandes – Commercial Excellence Director para a Península Ibérica, Takeda Farmacêuticos António Paraíso – Consultor de Internacionalização António Sacavém – Criador da Marca Microexpressões Faciais Clara Luxo Correia – Gestora e Especialista em Retalho Francisco Coelho – Hot Stuff Advisor, IPAM Hélio Soares – Managing Director, UP Partner Joana Perry Vidal – Responsável da Área de Hotelaria, Serlima Madeira João Andrade – National Account Manager, Sovena João Pimenta de Castro Guimarães – Diretor Executivo, GS1 Portugal/ Codipor José Carlos Metelo – Chefe de Equipa, Portugal Telecom Luís Ferreira Pinto – Infant Nutrition Country Business Manager, Nestlé Portugal

Manuela Tavares de Sousa – Administradora/ Chief Executive Ofiicer (CEO), Imperial – Produtos Alimentares Martin de Botton – Empresário, Santini Nuno Venceslau – Master Regional, RE/MAX (Minas Gerais, Brasil) Nuno Fontes – Diretor de Logística e Membro do Comité Executivo da Parfois Nuno Gomes – Empresário, Remax Prestige Nuno Soares – Diretor de Compras (Alimentar), Intermarché Paulo Manuel – Diretor Executivo, TZ Viagens (Brasil) Paulo Silva – Oncology Account Manager, Takeda Farmacêuticos Portugal Pedro Caramez, Social Media Manager, MBU Intelligence Susana Dias – National Sales Manager/ Cardio Thrombrosies Divison, Sanofi-Aventis Wilques Erlacher – International Market Consultant, Saphety set out nov 15

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A Próxima DO it!

Costuma dizer-se «Rei morto, Rei posto». No último número de 2015, iremos proporcionar um conjunto alargado de «vitaminas», materializadas sob a forma de testemunhos, pensamentos, provocações, irreverências e inspirações para energizar e mobilizar os nossos leitores, de forma a encararem 2016 como 365 dias de renovadas oportunidades e possibilidades de concretização.

© Ingram

Negociar – Pensamentos, Inspirações e Reflexões


Do it! nº 15  

Revista dos Profissionais de Negociação e Vendas http://www.doit.pt

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