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Jornal

da Anglobal INFORMATIVO ANGLOBAL

Ano 1 - Nยบ 6


EDITORIAL No segundo ano da segunda década do século XXI a Anglobal demonstra que está antenada com a realidade circundante, tanto global quanto continental e nacional. A meio de um processo iniciado há três anos de reestruturação orgânica, enfatiza cada vez mais um dos seus credos principais: as soluções ocorrem através do ser humano. Baseada nesta premissa formaliza processos de regulação e sócio-ambientais, como a preparação para a certificação ISO 9000, bem como de saúde segurança e meio ambiente associados a um plano de formação anual que atingirá todos os níveis de colaboradores. Além destes aspectos, continua firme o investimento em modernização organizacional, um consistente trabalho de desenvolvimento de infra-estrutura de comunicações, com a implantação de uma rede institucional de comunicação e compartilhamento de dados que já integram as principais sedes. Exemplo disso é o novo estaleiro em Viana, um projecto moderno e amplo, preparado para trabalhos específicos de desenvolvimento e ensaios tecnológicos. Encontra-se equipado com um auditório destinado a formações teóricas, refeitório para 32 pessoas e ainda um laboratório para ensaios e reparação de peças e equipamentos. O projecto foi implementado pela própria empresa e obedece a todos os requisitos de segurança. A busca por soluções alternativas de energia e a ampliação do portfólio de competências e produtos complementam este quadro.

ONDE CHEGAMOS Huíla é a província das paisagens fascinantes, dos sítios recônditos e paradisíacos. O seu potencial turístico é inquestionável e está praticamente por explorar. Da Serra da Leba, passando pelo Cristo Rei que é considerado uma das maravilhas do País, à Cascata da Huíla, Miradouro da Boca e Barragem das Neves há um sem fim de lugares para percorrer. Mas as maravilhas naturais desta província do sul de Angola não se ficam por aqui. O Parque Nacional do Bicuar e a Reserva Florestal de Guerelengue e Dongo são pontos de passagem obrigatória para quem gosta de apreciar a natureza (fauna e flora) no seu estado mais puro. Mas a visita a esta província não estaria completa sem passar pela Fenda da Tundavala com mais de 900 metros de profundidade e uma paisagem magnífica que se estende por dezenas de quilómetros.

Esta cidade localizada no Planalto da Huíla foi fundada como Sá da Bandeira por portugueses oriundos da Ilha da Madeira. De facto, os primórdios desta província remontam a Portugal e ainda hoje, grupos dessas origens mantém as suas tradições neste território e uma pronúncia bem marcada, facto que só acontece mais a litoral. A Huíla é neste caso uma excepção. A Anglobal começou a sua actividade na Huíla em 2003, exactamente no ano da constituição da empresa, mas só em 2007 é que efectivamente começou a funcionar e estabeleceu as suas instalações. A empresa fica situada no Bairro Comercial e possui actualmente nos seus quadros 46 trabalhadores.

E se tivermos em conta que grande parte do território desta província se situa a uma altitude superior a 1000 metros, exceptuando apenas o Noroeste, no município de Quilengues, podemos arriscar dizer que este será o destino ideal para quem gosta de desafios. Outrora povoada pelos colónos portugueses, a Huíla estava inserida no território de Benguela e no distrito de Moçâmedes (actual Namibe), hoje tem cerca de dois milhões de habitantes distribuídos por 14 municípios, cuja capital é Lubango. É uma província marcadamente tradicional e de costumes ancestrais, os habitantes vivem essencialmente da agricultura e pecuária e usam ainda vários dialectos, com destaque para o Olunyaneka-N`kumbi e Umbundo.

Serra da Leba - Huíla - Angola

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POR DENTRO DA ANGLOBAL Auditoria Interna O crescimento constante das empresas quer em dimensão,

Num segundo momento, a Anglobal assume outro desafio

quer em diversificação das suas actividades torna fundamen-

que vai torná-la ainda mais competitiva, trata-se da Certifica-

tal a padronização dos procedimentos (actividades atribuídas)

ção à norma ISO 9001-2008, que estipula a padronização dos

de forma a melhorar todas as operações.

procedimentos implantando o sistema de gestão.

Por esta razão, a Anglobal criou uma Área de Auditoria Interna de Processos em 2011, e pela primeira vez, projectou um Plano de Auditorias que permitiu auditar em 50% os processos/ actividades das diversas áreas com o objectivo de controlar,

“Os processos existentes são os alicerces para a implementação desta padronização e do sistema de gestão e as auditorias viram abranger todo o sistema velando não só pela melhoria contínua dos processos e sim pela integridade deste sistema como um todo”.

mensurar a execução desses processos e garantir a melhoria

Ricardo Richards,

contínua dos mesmos.

Chefe da Área de Auditoria da ANGLOBAL

Já em 2012 o Plano elaborado prevê auditar a 100% os pro-

Segundo

cessos da Alglobal no primeiro semestre do ano e durante o

de organização, hoje em dia as grandes empresas tra-

Ricardo

Richards

segundo semestre prestar serviços de consultoria às diferen-

balham

preferencialmente

“Certificação

com

empresas

é

sinónimo

certificadas”

tes áreas direccionadas à gestão dos processos atribuídos.

Implementação da norma ISO 9001 Sistema de Gestão da Qualidade

A questão das empresas certificadoras em Angola

A Anglobal está neste momento a implementar o Sistema de Ges-

Segundo um artigo publicado no Jornal Expansão do passado dia 2

tão da Qualidade com base na Norma ISO-2008 para se tornar

de Março, existem já 20 empresas com selo ISO em Angola, mas será

empresa certificada. Esta é uma necessidade inerente à crescente

que possuem valor legal? Grandes partes das empresas certificadoras

globalização, e “está a tornar-se uma condição obrigatória para

das normas ISO no País encontram-se à margem da lei, isto se se tiver

a continuidade das transacções comercias”, segundo Pitra Es-

em conta a necessidade de estas serem reconhecidas pelo Instituto

panhol, Consultor de Qualidade, Segurança, Saúde e Ambiente

Angolano das Normas e Qualidade (IANORQ). Segundo este Jornal os

(QSSA)

funcionários do instituto afirmam que, estas empresas certificadoras operam com autorização internacional. Mas não haverá necessidade

O acesso à certificação funciona como uma vantagem competiti-

de serem reconhecidas também pelo IANORQ?

va que além de abrir portas em novos mercados ajuda a melhorar a credibilidade junto dos clientes. Pitra Espanhol explica: “ A cer-

Este tema tem sido debatido nos meios de comunicação locais, mas

tificação dá confiança ao cliente porque mostra que a empresa

Pitra Espanhol, Consultor de (QSSA) da Anglobal, considera o assunto

já demonstrou a uma terceira entidade independente e objectiva

contraditório. O próprio afirma que em Angola é possível contratar os

que o seu Sistema de Qualidade está em conformidade com os

serviços de uma empresa certificadora estrangeira, ou seja, com acre-

requisitos de uma norma internacionalmente reconhecida”.

ditação internacional, e portanto não faria sentido que esse certificado não fosse válido apenas pelo facto de a empresa não estar licencia-

Mas as vantagens não se cingem apenas à visibilidade externa

da pelo IANORQ. Arménio Ferreira, Líder da Área de Relacionamento

que a empresa passa a ter. A certificação melhora efectivamen-

com o Mercado, por sua vez, declara que de facto não faz sentido

te o funcionamento da empresa, há um aperfeiçoamento na or-

as certificações internacionais atribuídas a empresas em solo nacional

ganização interna, redução de desperdícios, capacitação dos

não serem reconhecidas pelo IANORQ. E acrescenta que a origem do

funcionários, e isto revela a curto prazo um aumento efectivo de

problema poderá estar no facto de o IANORQ não possuir regulamen-

produtividade e crescimento da empresa em termos económicos

tação própria para confirmar tais certificações.

e humanos.

Implementação da Norma EHS A Anglobal encontra-se também a implementar o Sistema de Meio Ambiente, Saúde e Segurança. Trata-se de uma norma extremamente importante porque ao ajudar a melhorar as condições do exercício do trabalho, influencia directamente o aumento da produtividade e diminui o custo do produto final, isto porque reduz o absentismo e os acidentes/doenças ocupacionais.

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CONEXÃO COM O MUNDO CONEXÃO COM O MUNDO Busca de novas parcerias e fornecedores

ANTECIPANDO TENDÊNCIAS Projectos para o futuro

No mercado angolano há nove anos, a Anglobal é actualmente líder, a nível nacional, no fornecimento de produtos e serviços de engenharia na área das telecomunicações e energia. Com uma história de sucesso mas também de muito trabalho e sacrifício em que se destacam valores como a Ética, Sustentabilidade e o Investimento no Ser Humano, a Anglobal procura hoje novas conquistas noutros continentes. O início de 2012 ficou marcado pelos esforços feitos no sentido de fortalecer parcerias além-fronteiras, nomeadamente na Europa (Portugal e Espanha), América do Sul (Brasil) e Ásia (China). A prospecção de novos mercados é uma aposta que surge na sequência da “necessidade de actualização e de estar em sintonia com o que de melhor se produz no mundo”, afirma Victor Lima, Administrador Executivo de Produção da Anglobal. A China foi um dos países visitados com o objectivo de identificar fornecedores para os novos projectos em curso: Site Solution, Sites Low Cost, Fibra Óptica e Roll-Out. Francisco Costa, Líder da Função Logística, justifica que faz todo o sentido explorar este mercado tendo em conta “o desenvolvimento económico que está a atingir, o seu know-how para o desenvolvimento de projectos em carteira e a disponibilidade existente de materiais e equipamentos”. No entanto, apesar de se tratar de um mercado com excelente potencial, possui algumas limitações no que diz respeito às restrições impostas pela política angolana de transferência de capitais para importações.

A génese da Anglobal está na energia socorrida que actualmente representa ainda grande parte do facturamento da empresa. Mas o fornecimento deste tipo de energia tem um espaço e tempo limitantes, a curto prazo deixará de ser um produto praticamente obrigatório a qualquer actividade produtiva em angola, para ser algo acessório em Angola. Cumprindo os objectivos estratégicos estabelecidos para a empresa, a Anglobal procura hoje voltar-se para novas áreas como projecto, implementação e manutenção de backbones de fibra óptica, soluções estruturadas de fibra óptica ftx e ftth, painéis solares, softwares para telecom, sistemas aplicativos erp de suporte à operação, sistemas de telemetria para geradores e sites de telecomunicações, entre outros. Um dos objectivos actuais da Anglobal é solidificarse através do desenvolvimento de competências para se tornar firmar cada vez mais como uma referência local e futuramente internacional. A empresa está constantemente a trabalhar no aperfeiçoamento de expertise de engenharia, expertise de gestão em operação e manutenção, procura ter os processos internos muito bem estruturados e, desta forma, adquirir acreditação internacional. Humberto Santos Filho declara: “a ideia é atingir o máximo de capacidade em tudo o que fazemos, além disso hoje já não competimos com empresa locais, disputamos directamente com empresas transnacionais asiáticas, europeias e brasileiras.

Foram visitadas unidades de produção em várias áreas: painéis solares, fibra óptica, baterias e torres de telecomunicações, num total de seis empresas. Estes contactos serviram de base para abrir perspectivas e ter uma visão alargada do mercado chinês, onde foram encontradas várias vantagens de negociação para a Anglobal. Segundo Marcos Chaves, Líder da Função de Projectos de Engenharia, a empresa Himin Solar Valley apresenta uma vasta experiência em projectos de abastecimento para telecomunicações off grid tal como pretendido pela Anglobal. A Corning, empresa produtora de cabos de fibra óptica, parceira da Unitel e com 10% do mercado de fibra chinês, foi também uma das organizações visitadas por Marcos Chaves e Francisco Costa, e é neste momento um potencial fornecedor de consumíveis para a Anglobal. As energias alternativas representam um ramo de particular interesse para e nesse sentido foi procurada parceria com a empresa Infinity New Energy que comercializa painéis solares (Suntch). De resto pode ainda destacar-se o contacto com a Comba, empresa de produção de baterias com um know how acima da média, e que se assume como um dos principais fornecedores a nível mundial. No Brasil a efectivação de parcerias já aconteceu com a Emerson Network Power que passou a vender directamente para Angola. Marcos Chaves explica o interesse: “Trata-se de um grande fabricante de telecomunicações com produtos de alta qualidade”. No caso da Furukawa, outra das empresas contactadas, ainda estão a decorrer negociações, e há grande interesse por ser uma empresa com um vasto leque de produtos de telecomunicações voltados para a fibra óptica. A visita à Europa também trouxe frutos para a Anglobal que recentemente selou uma parceria com a Cellfinet, empresa portuguesa que actua no desenvolvimento de softwares para optimização de redes móveis.

PRINCIPAIS PROJECTOS A Anglobal está neste momento a desenvolver projectos de extrema importância para o desenvolvimento das redes de telecomunicações em território angolano. São exemplos disso o Terminal de Cabo Ledo - West Africa Cable System (WACS) em que a Anglobal forneceu toda infra-estrutura (ar condicionado, rede eléctrica, segurança e rede estruturada). O Pop Luanda que se trata do desenvolvimento de um mini Data Center para gestão do WACS em Angola. O Projecto Backbone de Fibra Óptica, ainda em fase de implementação, é uma construção de uma rede de fibra óptica entre as províncias de Benguela e Huambo. Tem uma extensão de 360 km e envolve infra-estrutura, parte técnica de terminação das fibras e interligação de estações ao backbone. Por fim, o Uige Backbone é uma construção de rede de fibra óptica entre as províncias de Uige e Lucala, com um a extensão de 240 km, este projecto também diz respeito à infra-estrutura, parte técnica de terminação das fibras e interligação de estações ao backbone. Está em fase de projecto.

NOVOS PRODUTOS Como forma de antecipar necessidades do mercado, a Anglobal encontra-se a desenvolver novos produtos: além dos que já foram citados acima, poderíamos destacar também alguns projectos taylor made da área de engenharia, como os Sites híbridos - uma solução mista de energia, com painéis solares e geradores, neste momento o projecto está a ser optimizado para utilização de geradores de oito para quatro horas por dia; Sites Low-Cost – solução de sites de baixo custo e sem utilização de geradores, que utiliza somente energia solar e baterias; O dispositivo Vismon, desenvolvido com a Cellfinet - ferramenta de pós-processamento de drive e o Projecto Data Centers - desenvolvido com a Emerson e que consiste no fornecimento de Datacenter´s móveis.

Sites Low-Cost

Projecto Data Centers

Novos Sites Projecto Backbone de Fibra Óptica

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ENTREVISTA

Humberto Santos Filho - PCA

“O objectivo da empresa é estar up to date com as melhores práticas de engenharia e serviços do mundo, ampliando suas expertises, o seu portfólio de produtos, os seus clientes e sua actuação geográfica. Isto tudo sem descuidar do principal elemento do processo - o ser humano”. Realizou recentemente uma viagem de prospecção de mercado ao Brasil. Quais os principais objectivos?

Que dificuldades podem encontrar na implantação dessa tecnologia em Angola?

Um dos meus objectivos foi participar na premiação do Presidente do Tribunal de Contas de Angola, Julião António, pela fundação Getúlio Vargas, em que estive a representar parte do empresariado angolano. O segundo objectivo que me levou ao Brasil foi visitar duas empresas de São Paulo que tratavam de biodigestores e o terceiro objectivo, juntamente com o Marcos Chaves, Líder da Função Projectos de Engenharia, e o Jorge Fiúza, Administrador Executivo, foi visitar a Emerson, no ramo de energia e a Furukawa que fabrica soluções estruturadas em fibra óptica, além de ampla gama de cabos de uso elétrico e de telecom.

O desconhecimento! De uma maneira geral não é uma tecnologia conhecida ou divulgada ou que eu tenha visto que é considerada. Não posso assegurar que não existe trabalho nesse sentido, mas se existe não é muito divulgado.

Relativamente aos biodigestores. Pode explicar do que trata esta tecnologia? Biodigestores são equipamentos que utilizam resíduos orgânicos animais ou até resíduos vegetais mas neste caso específico (da nossa visita), resíduos animais que depois de tratados geram dois produtos: biogás e fertilizante orgânico de altíssima qualidade, ambos sem nenhum tipo de microorganismo prejudicial à saúde.

Quais as soluções para ultrapassar esta limitação? A minha ideia é criar um projecto-piloto aqui para que as pessoas possam visitar e ver funcionando. Eu vou fazer uma nova visita a essas empresas (Recolast e Sansuy) para que a gente verifique de que forma se pode trazer essa tecnologia. Eles estão habituados a trabalhar da seguinte forma: pegam numa determinada realidade e verificam qual o biodigestor mais adequado. O que estou a tentar explicar para eles é que eu não tenho uma realidade, vamos ter que criar uma realidade que seja a mais adequada para conceber um projecto-piloto em Angola.

Como é que funciona um biodigestor? Os resíduos orgânicos animais depois de misturados com água vão para um tanque onde permanecem de um a dois meses, sem qualquer contacto com oxigénio. O facto de não ter contacto com oxigénio, a temperatura e as próprias condições em geral eliminam todo e qualquer tipo de microorganismo que poderia ser nocivo à saúde. O resultado é um gás muito próximo ao gás natural veicular, e ainda um adubo orgânico de alta qualidade.. Quais as vantagens do uso de biodigestores? Tem várias vantagens. Primeiro ele evita que você jogue os resíduos animais na natureza e isso evita, por sua vez que contamine o lençol freático, que se atraiam moscas e outros insectos que são vectores de doenças. Ou seja, reduz o risco imediato de doenças porque melhora a higiene dos lugares onde os animais são criados. Em segundo lugar, possibilita o aproveitamento de resíduos para um gás combustível de altíssima qualidade que vai substituir a gasolina ou o gasóleo nos geradores. Além disso consegue-se ainda produzir um adubo orgânico de alto nível. No Brasil, por exemplo, existem já algumas fazendas que além de utilizarem o biodigestor para gerar energia para todas as suas necessidades, ainda geram um excedente que é vendido para a concessionária de energia eléctrica. Existem casos até, de biodigestores cujos geradores alimentam baterias de veículos. Porque o interesse em trazer biodigestores para Angola? A principal razão que me leva a querer trazer essa tecnologia para Angola é porque não há nenhum grande projecto aqui. Além disso, é um tipo de energia lucrativa, deixa-se de jogar fora os resíduos (um custo, portanto) que se transformam em energia (receita, lucro). Penso que tem tudo a ver com a realidade de Angola, há muitas criações de suínos por exemplo, no interior do país. Cada família tem uma pequena produção de suínos e se se fizer por exemplo um programa com o governo para que parte dessas famílias se reúnam e criem os seus animais no mesmo lugar, isto acaba por fazer com que se aproveitem os resíduos e pode usar-se por exemplo para um programa social. Então transforma-se um custo pessoal de limpeza dos resíduos, de administrar questões de saúde num ganho. Há um investimento inicial no biodigestor mas é um custo que em poucos meses pode se pagar. Penso que essa tecnologia é algo muito, muito interessante. A implantação dessa tecnologia requer um grande investimento financeiro? Não, é relativamente barato. Aliás um das empresas que eu visitei (Recolast) tem uma solução que permite implantar essa tecnologia numa semana. É tudo desenvolvido em fibra plástica e então é só trazer o pacote, desembrulhar e colocar no lugar.

De que forma este tipo de projecto se insere no plano estratégico da Anglobal? Nós já temos projectos com energias alternativas, no caso da energia solar mas para telecomunicações, a minha ideia é ter projectos de energia voltados para o suporte às telecomunicações e não só, ou seja, ir ampliando o leque a partir de várias frentes, dentre elas, a dos biodigestores. Considerando o planeamento estratégico da Anglobal, o nosso objectivo é lidar com energia no sentido lato, eu acho que biodigestor tem tudo a ver connosco. O nosso objectivo estratégico tem a ver com energia não só ligada a telecomunicações, mas também sustentabilidade e responsabilidade social, o biodigestor consegue actuar nessas três vertentes.

INTERNACIONALIZAÇÃO “Há interesse por parte da Anglobal em se internacionalizar” – Arménio Ferreira, Líder da Área de Relacionamento com o Mercado. Actuar fora de Angola é hoje uma realidade para a Anglobal, no entanto interessa sublinhar que não há planos específicos para isso, há sim uma constante preparação por parte da empresa de forma a responder a desafios neste sentido, caso exista oportunidade. Victor Lima sustenta que os mercados emergentes em África poderão vir a ser o destino mais provável para se dar início à internacionalização da Anglobal.

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FORMAR PESSOAS É APOSTAR NO FUTURO A aposta assumida pela Anglobal nos seus colaboradores faz-se em grande parte através do acesso a formação pertinente e de qualidade. Prepará-los para novos desafios é um passo em frente na geração de valor que começa em cada funcionário, se prolonga no seu desempenho e tem consequências positivas para a organização. Além disso “a dinâmica do mercado em que a Anglobal se vê inserida, a globalização, o grau de exigência dos consumidores, impõem que ela se adeqúe e se renove procurando formas para corresponder às expectativas do mercado”, quem o afirma é Cláudio Gabriel, responsável pela Área de Formação da Anglobal. Desde 2008 que a empresa tem vindo a dedicar os seus esforços no sentido de proporcionar conveniente preparação técnica e humana dos seus colaboradores, possibilitando assim o desenvolvimento pleno das suas potencialidades em favor dos interesses da empresa e como elemento de realização pessoal. Esta é sem dúvida uma questão muito importante. Tal como afirma Cláudio Gabriel, facultar aos funcionários o

acesso a formações “fá-los sentir membros válidos da família Anglobal, despoletando neles o sentimento de corpo e espírito de equipa”. O objectivo passa por colocar ao dispor dos trabalhadores oportunidades e ferramentas para executarem de forma excepcional o seu trabalho. A aquisição de competências específicas e alargadas tem sido uma aposta crucial.

GlobalCom A Anglobal tem como dado adquirido que só se consegue tirar o melhor das pessoas e das suas capacidades através de programas eficazes de formação, do estímulo e do reconhecimento. E para se conseguir o melhor das pessoas é necessário levar a cabo programas inovadores de cultivo de talentos e formação especializada. Para o futuro as energias estão concentradas em reforçar e uniformizar os métodos de formação. Neste momento estão a fazer-se prospecções de formação nas áreas de contabilidade e finanças, gestão, línguas, informática, comercial, marketing e secretariado. Ainda não há projectos concretos mas Cláudio Gabriel deixa o mote ”arrisco-me a ajuizar que se deveria apostar mais em áreas técnicas ou de conhecimento, cuja necessidade se afigura mais gritante, ou seja aquelas áreas do saber em que se recorre com mais frequência a contratação de expatriados. Isto é, dever-se-ia adequar as acções de formação à política de nacionalização, começando por estabelecer critérios, formas, metodologias e programas para a gradual e sistemática transferência e consequente absorção de know-how para aqueles colaboradores que transmitam segurança e garantam fiabilidade à Anglobal, através da solicitação de propostas e planos concretos à altura do recrutamento ou do briefing dos expatriados.”

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A Feira das Telecomunicações em Angola A Anglobal marca presença na GlobalCom 2012 como Gold Sponsor - evento que anualmente reúne os Key Players do mercado das telecomunicações em Angola. O objectivo do evento é partilhar know-how, debater questões pertinentes para os intervenientes, mas acima de tudo é fazer negócios. Esta foi uma aposta da Anglobal no sentido de “abrir caminhos, ter contacto directo com potenciais parceiros e essencialmente dar a conhecer a empresa”, afirma Arménio Ferreira, Líder da Área de Relacionamento com o Mercado, da Anglobal. A participação neste tipo de iniciativas evidencia a preocupação de estar em sintonia com o mundo globalizado, de forma a ter a visão das tendências do mercado e acaba por funcionar como um incentivo ao desenvolvimento da equipa de líderes e colaboradores da Anglobal. Num momento em que se assiste a um crescimento exponencial do mercado das telecomunicações angolano, a realização desta feira vem exactamente realçar a importância de apresentar novas e melhores soluções e investir em infra-estruturas de telecomunicações no país.Este desenvolvimento acentuado do mercado nacional espelha-se, por sua vez, no crescimento da estrutura da Anglobal, que no último ano se distinguiu pela positiva alcançando um lugar de destaque na sua área de actuação.


NOSSO KAMBA - Acções de Paz em tempo de Guerra Na rúbrica “Nosso Kamba” desta edição de Abril, o mês da Paz, falaremos de alguém cuja experiência e background profissional esteve sempre ligado a acções de Paz, mesmo ao longo do período de guerra. Trata-se do actual Líder da Função Logística da Anglobal, Francisco Costa. Com apenas 38 anos, Francisco possui um percurso de vida notável. Depois de concluir o ensino Pré-Universitário em Ciência exactas no Instituto Médio F. Engels, no Lubango, seguiu para o Huambo com o propósito de ingressar na Faculdade de Ciências Agrárias, no cumprimento de uma vontade antiga em formar-se na área de Agronomia. Porém, o ingresso nesta faculdade coincidiu com a época das primeiras eleições em Angola e o consequente eclodir da guerra. Teve que regressar ao Lubango e logo de imediato ingressou no Departamento de Letras Modernas do ISCED na especialidade linguística inglês. Francisco Costa tinha 18 anos, e nesse mesmo ano, começou a trabalhar no Gabinete de Planificação Regional Sul do Ministério do Planeamento como técnico de Planificação para a Área de Infra-Estruturas Básicas. Devido à parceria deste empregador com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), passou a colaborador directo desta agência das Nações Unidas, no âmbito da preparação do caderno de projectos e programas que seriam apresentados a “mesa redonda de doadores”. Entre 1996 e 1998 desempenhou funções como supervisor Logístico regional no United Nations Angola Verification Misson (UNAVEMIII) onde garantia o apoio logístico geral aos

“Team Sites” e áreas de aquartelamento bem como aos escritórios regionais da Missão. Francisco Costa afirma que: Os dois anos seguintes “foram uma verdadeira escola”, passados na Missão de Observação das Nações Unidas em Angola (MONUA) como Supervisor Logístico Regional e pela Ajuda Popular da Noruega (APN), como administrador do projecto de desminagem canina (Mine Dog Team), para garantir o reassentamento das populações e cultivo de subsistência. De 2000 a 2004 prestou serviço no Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com a função de garantir apoio logístico aos programas de saúde, nutrição, educação águas e saneamento, minas e protecção à criança nas províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando-Cubango. Nesse mesmo ano e até 2009 foi Líder de Logística no Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) e Director Nacional Interino por oito meses, a missão era garantir assistência às populações em situação de carência alimentar e nutricional em Angola. Francisco Costa demonstra uma grande apetência por acções sociais, e afirma com toda a certeza que gostaria de no futuro voltar prestar trabalho comunitário.

Factor mudança A completar nove anos de existência a Anglobal continua a apostar numa gestão dinâmica não hesitando em optar pela mudança sempre que a estrutura organizacional assim o exija. Num mercado cada vez mais concorrencial, as empresas têm que se preocupar, não só com a qualidade dos serviços, mas também em construir vantagens competitivas e sustentadas nas condições de trabalho, sendo estas um factor crucial para o aumento da produtividade. Neste ano de mudança a Anglobal está a desenvolver os seus materiais promocionais com base na sua nova imagem corporativa. É uma imagem jovem, dinâmica e moderna e está em perfeita sintonia com a personalidade da empresa.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL

O futuro começa hoje A Anglobal acredita que é no presente que se constrói um futuro sustentável. O dia-a-dia da empresa é feito a pensar no futuro e, por isso, aposta no desenvolvimento de acções voltadas para a formação dos seus recursos humanos, iniciativas na área da saúde, eventos desportivos, e acções de solidariedade social. A Anglobal tem tido uma preocupação crescente de desenvolver uma estrutura dinamizadora de forma a criar pequenos incentivos que quebram a rotina diária dos funcionários e que se transformam num momento de grande convívio, e os torneios desportivos são disso exemplo. O primeiro elemento a considerar-se neste aspecto é o facto de a Anglobal, em nove anos, ter passado de aproximadamente 50 para 500 colaboradores, todos devidamente registados, com direitos trabalhistas cumpridos à risca, além de benefícios não obrigatórios como em muitos casos o apoio à educação regular universitária, venda subsidiada de geradores a valores especiais para colaboradores e apoio às festividades natalinas. Como forma de incentivar à prática do desporto, a Anglobal organiza desde 2010 um campeonato nacional de futsal masculino e um encontro desportivo feminino intitulado 35 Vitórias – trata-se de uma modalidade tradicionalmente oriunda de Angola. É a própria empresa que oferece os uniformes e todo o material necessário à realização destes encontros. Este ano, está a planear-se a reedição destes eventos que estão já a tornar-se uma tradição na Anglobal. A Anglobal patrocinou também a iniciativa “Campanha Natal Solidário” (com doação de brinquedos para 2000 crianças), esta acção foi desenvolvida pelo Instituto Nacional da Criança (INAC) juntamente com a Malta da Paz e da Alegria e valeu-lhe o título de “Empresa Amiga da Criança”. Esta acção promoveu cinco espectáculos de teatro apresentados em várias instituições beneficentes de Angola e proporcionou a mais de 1000 crianças um pouco de alegria e conforto no Natal passado. Actualmente a Anglobal está a elaborar um plano de vacinação interno contra o tétano e febre-amarela, a decorrer ainda no primeiro semestre deste ano, que numa primeira fase será dirigida a todos os colaboradores da empresa e posteriormente será alargado aos seus familiares. A ideia é proporcionar um ambiente saudável na empresa, mostrar a importância da vacinação como forma de obter maior satisfação no trabalho, na vida familiar e social e consequentemente obter uma melhoria das condições de vida. A responsabilidade social das empresas é muito mais do que a integração voluntária de projectos pontuais em áreas de interesse público, a responsabilidade social acontece todos os dias e é testemunhada por cada um dos colaboradores. Mais de 640 pessoas trabalham hoje na Anglobal, 100 dos quais são funcionários avençados. Tendo em conta que em média cada um deles possui 3 pessoas a seu cargo, estamos a falar de mais de 2500 indivíduos que dependem directa e indirectamente da estrutura da Anglobal. Mais. São na sua maioria nacionais (96%) e pertencem aos mais variados níveis sociais. Daqui pode concluir-se que o desempenho da Anglobal é um factor crucial no desenvolvimento do País, disseminando os seus lucros um pouco por todos os municípios e incrementando melhorias nas condições de vida dos angolanos.

DEPOIMENTO DA RESPONSÁVEL PELA ÁREA DE VACINAÇÃO DA MULTIPERFIL Porque é que é tão importante ter a vacinação em dia? A enfermeira Tânia Almeida, responsável pela área de vacinação na Clínica Multiperfil explica. “Tendo em conta que o nosso País tem problemas graves problemas com o saneamento básico a única forma de as pessoas se protegerem das doenças mais comuns aqui é terem a vacinação em dia. Os vírus do tétano e da febre-amarela são muito resistentes e podem provocar a morte em pouco tempo. Existem tratamentos mas não são 100% eficazes, aliás no caso do tétano o tratamento tem de ser imediato e, mesmo assim, garante apenas 50% de probabilidade de cura. Infelizmente há muita gente que não se vacina e só vem quando precisa, hoje em dia há muita informação a circular, há muitas campanhas, as pessoas já sabem que é grátis mas mesmo assim negligenciam este assunto. O novo programa de educação obriga todas as crianças em idade escolar a ter as vacinas em dia e, por isso, notamos um grande aumento de pais que trazem cá os seus filhos para vacinar. O que acontecia antes era que depois de as crianças completarem um ano de idade os pais simplesmente deixavam de dar continuidade ao programa. Aconselho vivamente todas as pessoas a terem a sua vacinação em dia, e principalmente a facultarem esse direito às suas crianças”.

EXPEDIENTE Edição e Reportagem - Teresa Afonso Colaboradores Marcos Chaves, Humberto Santos, Arménio Ferreira, Claúdio Gabriel, Pitra Espanhol, Carla Correia, Francisco Costa, Victor Lima, Ricardo Richards Fotografia - Anglobal Design e Paginação - Grande Comunicação Direcção de Marketing - Claudio Santos 8

Circulação interna/tiragem - 1000 exemplares Projecto gráfico e editorial - MARCOV – Marketing, Comunicação e Vendas Propriedade – Anglobal Comércio Indústria e Serviços, Lda

Escritórios Centrais Benguela Rua Guiné, n05 Telefone: (+244) 272 236 560 | Fax: (+244) 272 237 674 Luanda Rua Dr. Aires Menezes, nº70, 1º andar, Maianga Telefones: (+244) 222 394 852 | Fax: (+244) 272 237 674


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