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1.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário 2009 Organizado por:

Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

Crepúsculo... Fim de tarde... Crepúsculo... Uma vida que ninguém percebeu... Debrucei-me sobre o mar... Fiz dele meu confidente... Olhei-me nele e vi o meu reflexo! O meu passado voltava E, com ele, a mágoa de Uma vida mal vivida. O Sol feneceu e... O meu ser cobre-se com O pesado manto da tristeza. Vestir-me de alegria (Pertence ao meu passado. O meu rumo de vida naufragou e, Desesperada, busco um raio de luz. Mas é tarde... As trevas são implacáveis. Sinto-me engolir pelas Águas revoltas da minha existência. As forças estão exauridas A chama apaga-se lentamente. Mergulho na minha alma Porém, só encontra destroços!

Maria João Santana, 9.º D


2.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário 2009 Organizado por:

Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

As fortes cores do Amor Sinto-me feliz... Olho a natureza e vejo que tudo criaste com Amor. Ouço o canto dos pássaros e descubro nele o mais belo acta de louvor. O dia está calmo, ameno, e sente-se no ar a Primavera, talvez a Primavera do teu amor, em pleno Inverno. Diz se conseguires, de onde vem tanta generosidade pintada com as cores fortes do Amor. Sim, porque amar é ter nos olhos a vontade de tocar, nos abraços a vontade de acolher, no coração a vontade de dar. É querer semear sem destino e colher como quem colhe uma violeta ou um jasmim. Com amor tudo fazer, Para a todos dar. Que a minha vida fale do amor, da enorme vontade de amar, do terno desejo de colocar um sorriso nos lábios mais tristes, da vontade de tornar a vida com mais valor. Sem esperar que me agradeças, mas com a feliz esperança de que continues a cuidar de mim... Sinto-me feliz.

Anabela Oliveira Alves, EFA B3 A


3.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário 2009 Organizado por:

Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

ESQUECIMENTO! Na encruzilhada da vida Por vezes, a verdade necessária não é aquela que nos agrada... Por vezes, o inesperado acontece... Não damos conta que vivemos à pressa Que o mundo nunca pára de girar E de nos confrontar com becos sem saída Donde, desesperadamente, procuramos sair... E é aí que a reflexão acontece E se apodera repentinamente do ser... Tornando-o desanimado, dolente, Triste, descontente, À deriva dentro de si. Encontramos um ser Que já não conhecemos Um ser já envelhecido Um ser desesperado Um ser desencontrado Pois a sua era... Passado, presente, futuro! Caiu no esquecimento!

Marta Denise Vieira Silva, 9.º D


1.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário 2009 Organizado por:

Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

“O rio” Rio da minha aldeia, de onde vens? Para onde vais? Em ti espelhas a glória, do outrora já acabado. Reflexo da grandiosidade de um povo do passado, águas que contigo levas são fruto de amor chorado! Olho para ti com nostalgia do tempo em que alegre via com peculiar deleito o arco-íris sob o teu leito. Rio da minha aldeia, de onde vens? Para onde vais?

Ana Isabel Correia de Oliveira Azevedo, 12.º C


2.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário 2009 Organizado por:

Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

O meu Fim Ó morte que vens e me persegues. Sois vós que me prendeis ao sangue e a uma alma sem vida já podre. Não me roubeis O que já não tenho e aquilo que já não busco. Levai de vez Corpo morto mas deixai memória. Sirvo e serei leal à sua magnitude, apenas para ser mortal e sentir vida e medo de vós. Peço que me negues a vida terrena ou que me ofereças a felicidade na partida.

Vera Catarina Barroso de Lima, 12.º J


3.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário 2009 Organizado por:

Projecto DESAFIOS em PORTUGUÊS Escola Secundária Padre Benjamim Salgado Escuridão Vejo um simples vazio Em frente dos meus olhos, Procuro ajuda Mas não encontro ninguém. O rasto dos meus passos Obriga-me a parar. E percebo, enfim, Que não conheço aquele lugar. Sinto-me sozinha, Encosto-me a um canto. A escuridão cala a minha voz. Encontro a solidão, Aninhada à minha beira. Estava assustada, Não sabia o que fazer. O medo aparece, E canta comigo A canção do desespero. Mas, A escuridão cala a minha voz. Vejo uma luz ao longe, Cheiro o mar e sinto o sol. Alguém me tirou Daquele buraco. Gostava de lhe agradecer, Mas desapareceu No mais profundo olhar Do meu coração. Estou livre!

Aurora Fernandes Carvalho, 10.º G

Concurso literário ESPBS - premiados 2009  

Concurso literário - premiados 2009