Page 1

História de Amor Esta chuviscando, estou nervosa, minha mão esta tremendo de frio, consigo sentir cada gota de chuva tocando a minha pele, pois estou somente com uma camisa do uniforme e uma calça jeans desbotada um tênis da all star branco com um xadrez azul ciano,minha mão esta gelada , o vento esta forte , os meus cabelos cacheados castanhos que batiam no ombro, já não estão mais ali , agora estão no ar. Estou de pé no pátio da minha escola ao meu redor vejo todos, vejo as árvores, vejo a quadra, a cesta de basquete, vejo minha amiga Jhessikinha que esta no meu lado, ela estava com a camisa do uniforme calça jeans escura cabelo liso preto e preso com prendedor rosa com uma margarida amarela em cima. Senti algo em meus pés então olhei para baixo tinha dois folhetos de mercado em meus pés, então me abaixei para ajuntar peguei os folhetos coloquei um na mão de minha amiga e o outro eu li mentalmente, o folheto dizia: o mercado do gordo, mas com preços magrinhos. Soltei um sorriso, e depois que vi que o primeiro item da lista de itens contidos no supermercado era chocolate branco da lacta, o meu humor se definiu, já senti até o cheiro de chocolate invadindo o meu coração, senti água na boca. Olhei para trás, vi uma arquibancada subi até o quarto degrau, lá a arquibancada estava suja, tinha areia e folhas em cima, e um galho caído de uma árvore de limão que havia em cima da arquibancada, para não me sujar coloquei o folheto em cima da mesma e sentei em cima, minha amiga fez o mesmo, ela começou a escrever algo que eu não sabia o que era, fechei os olhos e senti uma sensação tão boa, então olhei para Jéssica que estava concentrada no momento escrevendo, e disse: - Jéssica eu vou falar algo importante. No que eu falei Jéssica parou o que estava fazendo e olhou para mim, prestando atenção no que eu ia falar. - eu sinto que algo de bom vai acontecer, eu acho que tem haver com este medalhão que eu penduro no pescoço desde o ano passado, se lembra eu achei jogado no chão do parque de diversões do Beto carreiro, parece que eu estou ligada a ele, eu acho que eu vou descobrir o mistério que ele esconde hoje. Jéssica rapidamente respondeu: - se você esta dizendo, você não conseguiu abrir ainda? - não. Você Se lembra quando eu achei o medalhão, tinha uma carta junto, que dizia que eu só poderia abrir este medalhão com a força do amor verdadeiro. - e você ainda não esta com amor verdadeiro no coração Andresa? - eu acho que não o suficiente. - você quer saber, eu não acredito nisso... Eu não acredito no amor verdadeiro... - pois eu acredito e logo vou te provar tudo o que estou dizendo... - quero só ver! Após a fala de Jéssica fiquei muito nervosa não havia gostado das palavras dela, ela estava sendo fria comigo, o nervosismo era tanto que levantei da arquibancada fui para a o meio daquela quadra deserta, todos estavam me olhando inclusive minha amiga, com um olhar de espanto parecia que todos


estavam pensando o que ela vai fazer ali no meio da quadra, mas não me importei nenhum pouco com o que todos pensavam, continuei ali. Eu estava lá no ponto central da quadra abri os braços como um avião, fechei os olhos dava para sentir o vento passa por mim, os meu cabelos voando o cheiro de chocolate, o perfume das flores a minha respiração suave, as folhas fazendo um redemoinho envolta de mim, mas naquele momento eu precisava de concentração Em torno de mim, e foi o que fiz me concentrei o Maximo que pude e consegui ver tudo aguçado, de olhos fechados mais era alguma coisa, era uma imagem, e tinha uma música, parece que finalmente eu vou descobrir o que este medalhão esconde. Agora sim consegui me concentrar a imagem esta ótima, espera ai sou eu lá ou alguma antepassada muito parecido comigo, mas é idêntica a mim, mas de um jeito diferente, as roupas eram completamente diferentes ali eu estava com um vestido longo prateado de época, parecia uma verdadeira Julieta, os meu cabelos estavam presos com um coque e em cima da cabeça uma tiara prateada linda, eu estava em uma roda com amigas todas estavam vestidas como eu, só que com roupas um pouco mais simples, parecia ser uma festa, pois eu estava em um salão de festas enorme que parecia estar dentro de um castelo, a cor da pintura parecia ouro , a música , eu conhecia aquela música , parecia Taylor Swift - Love Story ( Historia de Amor) , só que sem a letra somente o som, um som bem idade media, parece ser tocado com violino, dava para perceber que a música estava só no inicio quando olhei para traz vejo um lindo rapaz atravessando a multidão e vindo em minha direção, ele estava também com roupas de gala como todos ali presentes , com um sobretudo azul marinho,uma camisa marrom calça preta bem colada, botas pretas , o cabelo era castanho estava penteado para trás e dava para perceber que tinha passado gel, de repente alguém com uma voz masculina e forte gritou - olá Roberto e ele olhou para trás, eu já sabia o nome dele só me restava saber o meu naquela historia. Estava nervosa até à hora em que ele me disse: - olá Emily. Pronto agora já sabia qual era o meu nome, o cumprimentei com um gesto com a cabeça, pouco tempo depois ele voltou após falar com o cara que cuida da música, ele pediu para ele tocar novamente a música historia de amor, pois havia percebido que eu havia gostado, chegando a minha direção se ajoelhando disse: - a senhorita me concebi a honra dessa dança? - com o maior prazer cavalheiro. Então ele levantou, e com rapidez total os pares já estavam formados, Eu estava em uma fileira de mulheres e minha frente estava Roberto em uma fileira de cavalheiros, todos nós nos cumprimentamos nos abaixando e levantando assim como fazem os judocas quando vão iniciar uma luta, mas voltando a dança após o cumprimento a música inicia, eu e Roberto demos um passo para frente olhamos um nos olhos do outro, giramos , fizemos um x com as mãos e giramos mais uma vez, Roberto deu seu braço para mim, nós nos encaixamos e giramos novamente repetimos os passos duas vazes e durante o ultimo passo Roberto sussurrou no meu ouvido: - vamos lá para o jardim, onde posamos ficar sozinhos. Esperei um tempo depois que Roberto saiu do salão, e logo segui seus passos. Fugindo para o jardim com uma lanterna na mão, Passando a luz sobre as


árvores, quando o encontrei, disse a ele do mesmo jeito que ele disse a mim na festa para ficarmos quietos, pois se soubessem nos matariam, estava frio, mais o calor de sua gentil conversa dele me aqueceu, eu acho que já havíamos nos apaixonado, ai que dor na minha cabeça, ai, ai, eu me obriguei a abrir os olhos, eu tinha voltado a ser a Andresa, estava tão bom como Emily, finalmente eu tinha encontrado o príncipe encantado, logo percebi que havia levado uma bolada na cabeça e perguntei a Jéssica que havia acabado de correr preocupada para cá: - o que aconteceu? - a são os meninos que estão jogando futebol com o novato, da nossa sala. - ta, diz para eles terem mais cuidado, e que eu exijo depois um pedido de desculpas... Após dizer isto a Jéssica, voltei à tentativa de me concentrar, para ver se conseguia prosseguir do momento onde parei, Mas tudo que consegui foi estar em uma varanda, o sol estava forte até demais e eu havia voltado a ser a Emily, a varanda era cor creme estava a uns três metros do chão, logo ao lado havia uma escadaria de dez degraus estreitos, a vista estava aguçada, pois tinha muito sol mais dava para perceber que tinha um campo extenso, e agora parecia que deste campo estava vindo uma moça, morena com cabelos lisos soltos com vestido azul marinho de plebéia, de pés descalços parecia que vinha me contar algo, pois estava correndo,quando finalmente chegou a minha frente disse com sua respiração ofegante - Emily, Emily,Roberto vai partir seu pai implorou a ele , eu escutei tudo atrás da porta lá sacristia da igreja. Minha cara mudou completamente, eu sentia que este amor era difícil, mas não impossível, é real acredite Roberto, isso era o que eu queria dizer a Roberto se ele pudesse me escutar, como não podia implorei mentalmente Roberto não vá, Não fique com medo nós fugiremos daqui, não consigo parar de lembrar dá nossa dança, aquela vai ser a nossa música, chego até em pensar em comer aquela frutinha vermelha que está no jardim, só esperando que uma tragédia aconteça , será que este é único jeito? Estes eram meus pensamentos naquele momento. Muito chateada com a situação abri os olhos, tudo continuava calmo, olhei para os lados o único barulho que havia era o dos garotos jogando futebol no canto, dei uma olhada rápida para lá o bastante para perceber que a bola estava em pura lama e os shorts dos meninos também, não era gramado era lama no campo deles, já desanimada vi Jéssica ainda escrevendo em cima da arquibancada, e pensei não vou desistir, vou provar para Jéssica que existe amor verdadeiro, pensei de novo, mas como provar a ela que existe amor verdadeiro, do que adianta estar lá, ela não vai acreditar em mim. Quando uma luz atingiu meus olhos, olhei para baixo e consegui ver o medalhão, sim ele estava piscando uma luz forte estava quase se abrindo, então pensei mais uma vez, e tive uma idéia, se este medalhão se abrir poderei provar a Jéssica que existe amor verdadeiro, o meu único medo é que de fato não existia, por que do jeito em que as coisas estão ocorrendo não sei não, só sei que o jeito é eu desvendar este mistério, o entusiasmo me contagiou, então voltei a me concentrar. Pronto consegui, estava lá novamente na varanda, naquela mesma varanda, só que dessa vez estava chovendo, e o meu vestido era diferente era bege e tomara que caia justo da cintura para cima, e da cintura para baixo largo e armado, era tão longo que não dava para os sapatos brancos de bico fino e que era de salto auto, e o clima também estava diferente antes estava com muito sol


e agora , bom agora estava chovendo, percebi que havia passado algum tempo, talvez um mês, eu estava desanimada, cansada de esperar, mais ainda não tinha perdido as esperanças, e nunca perderia era só isso que eu sabia no momento. Olhando para o gramado verde e extenso que havia em minha frente vi uma sombra de um homem, a minha expectativa é toda, por isso olhei atentamente, não podia ser, era Roberto com a mesma roupa que estava no baile só que sem o palito e a camisa não era a mesma desta vez era branca, ele estava molhado, pois estava chovendo, mas a chuva estava diminuindo, a prova estava ali, ele veio correndo em minha direção, larguei um sorriso sai correndo pelos corredores do meu palácio e desci as escadarias arrastando meu vestido pelos degraus sem me importar com nada nem com chuva que molhava suavemente, tão suave que não dava para perceber, somente me importava com uma coisa neste momento, chegar até ele e nunca mais deixar que ele vá, mas com certeza havia um pensamento ainda mais forte que não saia do meu coração: ele veio ele veio, e quando finalmente nos encontramos no meio do jardim ele colocou as mãos em volta da minha cintura, olhou fixamente dentro dos meus olhos e se ajoelhou e disse com um sorriso no rosto: - case-se comigo Emily, eu já falei com seu pai. -Então ele puxou o anel de dentro do bolso direito da sua calça e colocou no meu dedo, e depois colocou o medalhão em meu pescoço, ou seja, no dedo de Emily, no pescoço de Emily, que no momento era quem eu me sentia, eu sorri mais ainda de felicidade. E com o acontecido resolvi voltar para o meu mundo, que é onde devo estar. Abri os olhos lentamente e só conseguia escutar o barulho dos meninos jogando futebol. Tentei abrir o medalhão e não consegui, estranhei , achei que eu já conseguiria abrir, olhei para a arquibancada Jéssica já não estava mais lá, escutei um barulho que me deixava surda eram os rapazes do futebol correndo direto para casa, todos haviam atravessado o portão menos um, eu não o conhecia, mas algo nele era familiar, só estava o vendo de costas, mas era o bastante, ele estava no topo da arquibancada no décimo degrau, estava mexendo na sua mochila preta que por muita sorte estava no lado da minha, era o pretexto que eu precisava para conhecê-lo, a escola estava deserta só havia duas almas lá a minha e a dele, mas o que falar com ele? , tomei coragem e subi as arquibancadas chegando a seu lado, a minha mochila estava lá uma mochila cor de rosa com quatro compartimentos vindo na ordem decrescente, sem olhar para mim disse - essa mochila é sua? A sua respiração estava ofegante o shorts sujo de lama regata justa branca com um pouco de areia, o cheiro era de suor, a minha vontade era de segurar seu braço para ver se sentia os músculos que havia ali no braço dele, mas que bobagem era aquela! Por que todo aquele interesse bobo, mas algo ali me atraia talvez por que seus traços eram parecidos com os traços de Roberto, eu ainda não havia visto seu rosto, mas precisava responder sua pergunta, eu respirei fundo e disse: - sim é minha, desculpa mais eu ti conheço? Ele olhou para mim, não podia ser! Os traços o jeito tudo igual o Roberto, sua semelhança com Roberto era a mesma semelhança que eu tinha com a Emily, mas não era ele assim como eu não era a Emily. Ele sorriu para mim e disse: não, infelizmente. Dessa vez quem sorriu foi eu, ele continuou olhando para mim, e disse pegando o medalhão que estava pendurado no meu pescoço: - que lindo é seu? Posso pegar? - E assim eu respondi. – é , claro pode , vê se você consegue abrir.


Assim ele retirou do meu pescoço o medalhão. Segurou com força, tanta que caio da sua mão, caio no nono degrau da arquibancada, eu abaixei minha mão até o medalhão, quando minha mão encostou no medalhão a mão dele encostou na minha , senti um calafrio a mão dele estava gelada, nós ajuntamos juntos o medalhão, eu coloquei o medalhão em minha mão e tentei abrir , mas novamente não consegui , ele vendo a minha situação , ficou de pé atrás de mim e logo se sentou nas muretas que estavam ali , colocou uma perna de cada lado de mim se inclinou colou os braços para frente e colocou sua mão junto da minha seu rosto colado no meu e assim abrimos juntos o medalhão , agora eu entendi o que queria dizer com “só com a força do amor verdadeiro pode abrir o medalhão”, e assim o medalhão foi aberto, dentro daquele medalhão de ouro estava gravado assim: Emily Cristina Cavalcante E Roberto Gomes de Carvalho Um amor eterno. E o que eu sentia era inexplicável, tentei disfarçar a emoção perguntando: - você sabe quem jogou a bola na minha cabeça? - sei, o nome dele é Daniel. - a eu mato esse Daniel, e qual é o seu nome mesmo? - o meu nome? É... O meu nome é Daniel. Tem certeza que vai me matar? - tenho e vai ser agora! Então eu sai correndo atrás dele , ele começou a correr e gostar da brincadeira , ele estava sorrindo sem parar, era como se fossemos crianças brincando de pega pega, até o momento em que consegui derrubar ele na quadra, ele caio de barriga para cima no meio da quadra e eu cai de barriga para baixo em cima dele, neste momento não éramos mais crianças, éramos dois adolescentes se apaixonando, um amor provavelmente proibido, após a nossa queda eu disse: - desculpa, se machucou? Não era minha intenção te matar de verdade. - só desculpo se dançar comigo, a senhorita me concede a honra dessa dança? -se este é o delicioso preço que eu tenho que pagar, com todo prazer do mundo cavalheiro. A música era a mesma só que agora com a letra, os passos não eram iguais eram ainda mais intensos do que quando Emily dançou com Roberto, tinha giros aéreos e tudo mais a sintonia era ainda maior. Naquele momento eu tinha certeza que eu não era a Emily, eu era a Andresa, e o Roberto não era o Daniel, mas a historia se repetia, e agora era minha vez de viver o “eles viveram feliz para sempre”. Viver este eterno amor, isso é uma história de amor. E eu ia provar tudo isso para Jéssica. Mais a partir de agora não era mais esse o meu objetivo, o meu objetivo é viver essa história de amor. “Emily e Roberto um amor eterno”

Historia de Amor  

Um conto de uma Historia de Amor...Pequeno e Rapido de ler...