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Revista Dental Press de

Periodontia e Implantologia

Rev. Dental Press Periodontia Implantol.

Maringรก

v. 3

n. 4

p. 1-112

ISSN 1980-2269 out./nov./dez. 2009


Sumário

volume 3, número 4, out./nov./dez. 2009

acontecimentos

10

Explicações e Aplicações Lesão Periapical Implantar: conceito, classificação e protocolo para diagnóstico e decisões terapêuticas Alberto Consolaro, Bruno Aiello Barbosa, Carlos Eduardo Francischone Júnior, Renato Savi de Carvalho

25

Pergunte a um Expert O papel do fator oclusal no sucesso das próteses implantossuportadas: uma análise crítica Rafael dos Santos Silva

40

Entrevista Daniel Buser

12


CASO CLÍNICO

CASO SELECIONADO

CASO CLÍNICO

Sequestro ósseo associado à progressão

Correção de sorriso gengival: como obter

Reconstruções maxilares utilizando enxerto

agressiva de gengivite ulcerativa

previsibilidade, precisão e estabilidade a

de crista ilíaca

necrosante – relato de caso

longo prazo

Leonardo Costa de Almeida Paiva, Paulo Rober-

Maria Lúcia Rubo de Rezende, Adriana Campos

Wagner Rodrigues Duarte, José Maria Gratone,

to Ferreira Cerqueira, Vera Cavalcanti de Araújo,

Passanezi Sant`Ana, Sebastião Luiz Aguiar

Daniela Pretto Januário, Alessandro Lourenço

Maria Cristina de Andrade

Greghi, Euloir Passanezi, Roberta Santos Domin-

Januário

gues, Dahiana Rodrigues, Luis Antônio de Assis

54

72

Taveira

44

CASO CLÍNICO

ARTIGO INÉDITO

ARTIGO INÉDITO

Prótese parafusada por lingual: uma alterna-

Comportamento biomecânico de uma próte-

Contagem e prevalência de microrganismos

tiva protética para implantes vestibulariza-

se fixa implantodentossuportada utilizando

patogênicos e benéficos em indivíduos

dos. Relato de caso clínico

implantes curtos

tabagistas com doença periodontal crônica

Gustavo Castellazzi Sella, Aline Lopes Gonçalves,

Marcos Daniel S. Lanza, Wellington Márcio dos

Sérgio Eduardo Braga da Cruz, Tatiana de

Shizuma Shibata, Antonio Carlos Cardoso

Santos Rocha, Lincoln Dias Lanza, Eduardo

Oliveira Sirotto, Juliana Alethusa Velloso Mendes,

82

Souza Lemos, Marcos Dias Lanza

Marcelo da Rocha, Marcelo de Paiva Raffaelli,

91

Magda Feres, Flávia Matarazzo

101 50

contagem x 105

40 30

tabagistas não-tabagistas

20 10 0

P. gingivalis

T. denticola T. forsythia


EDITORES Carlos Eduardo Francischone - FOB-USP/Bauru, USC/Bauru

Diretora Teresa R. D'Aurea Furquim ANALISTA DA INFORMAÇÃO Carlos Alexandre Venancio

Maurício Guimarães Araújo - UEM/PR

Produção Gráfica e Eletrônica Andrés Sebastián Fernando Truculo Evangelista Gildásio Oliveira Reis Júnior Tatiane Comochena

EDITORAS ASSISTENTES Carina Gisele Costa Bispo - UEM/PR Flávia Matarazzo - UEM/PR Flávia Sukekava - FO/USP

Internet Carlos Eduardo de Lima Saugo

PUBLISHER Laurindo Z. Furquim - UEM/PR

BANCO DE DADOS Adriana Azevedo Vasconcelos Cléber Augusto Rafael Soraia Pelloi

CONSULTORES CIENTÍFICOS Eduardo Feres - UFRJ/RJ

DEPARTAMENTO DE CURSOS E EVENTOS Ana Claudia da Silva Rachel Furquim Scattolin

Elaine Cristina Escobar Gebara - FMU/SP Francisco A. Mollo Jr. - UNESP/Araraquara/SP Giuseppe Alexandre Romito - FUNDECTO - USP/SP Hugo Nary Filho - USC/SP Jean-Paul Martinet - Universidade de Buenos Aires João Garcez Filho - Clínica particular - Aracaju/SE

DEPARTAMENTO COMERCIAL Roseneide Martins Submissão de artigos Simone Lima Lopes Rafael BIBLIOTECA Jéssica Angélica Ribeiro

Jorge Luis Garcia - Argentina José Cícero Dinato - UFRGS/RS

NORMALIZAÇÃO Marlene G. Curty

José Valdívia - Chile Juan Carlos Abarno - Uruguai

Revisão Ronis Furquim Siqueira

Luis Antonio Salata - FORP - USP/SP Luis Lima - USP/SP Luiz Meirelles - Universidade de GBG Marco Antonio Bottino - UNESP/São José dos Campos/SP Mario Groisman - UNIGRANRIO/RJ

DEPARTAMENTO FINANCEIRO Roseli Martins Márcia Cristina Plonkóski Maranha SECRETARIA Luana Gouveia

Marly Kimie Sonohara Gonzales - UEM/PR Paulo Maló - Portugal

Impressão Gráfica Regente

Paulo Martins Ferreira - USP - Bauru/SP Ricardo de Souza Magini - UFSC/SC Ricardo Fisher - UERJ/RJ Ronaldo de Barcelos Santana - UFF/RJ Sidney Kina - Clínica particular - Maringá/PR Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia / Dental Press International. -v. 1, n. 1 (jan./fev./mar.) (2007) – . -- Maringá : Dental Press International, 2007Trimestral. ISSN 1980-2269. 1. Periodontia. Implantologia (Odontologia) – Periódicos I. Dental Press International. II. Título. CDD. 617.643005

A Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia (ISSN 1980-2269) é uma publicação trimestral (quatro edições por ano) da Dental Press Ensino e Pesquisa Ltda. - Av. Euclides da Cunha, 1.718 - Zona 5 - CEP 87.015-180 - Maringá/PR - Brasil. Todas as matérias publicadas são de exclusiva responsabilidade de seus autores. As opiniões nelas manifestadas não correspondem, necessariamente, às opiniões da Revista. Os serviços de propaganda são de responsabilidade dos anunciantes. Assinaturas: dental@dentalpress.com.br ou pelo fone/fax: (44) 3031-9818.


Editorial Editores

Prof. Dr. Carlos Eduardo Francischone

Prof. Dr. Maurício Guimarães Araújo

Sem dúvida alguma, a nossa revista informa e atualiza, cumprindo o seu papel de disseminadora de notícias, de técnicas, de trabalhos e de destaques do mundo odontológico. Neste número, a seção “Explicações e Aplicações” apresenta uma abordagem do tema Lesões Periapicais Implantares, permitindo aos profissionais conhecer e evidenciar essa situação clínica, assim como prevenir possíveis causas e tratar suas implicações e consequências. Já no “Pergunte a um Expert”, é tratado um aspecto da maior importância para o sucesso de próteses implantossuportadas, que se ressentem ainda de controles clínicos adequadamente conduzidos. O primeiro “Caso Clínico” apresentado é de ocorrência bastante rara, mas exige conhecimento e tratamento precisos e rápidos, a fim de evitar a evolução da infecção microbiana, responsável pelo quadro agudo de sequestro ósseo. No “Caso Selecionado”, é demonstrada a importância do planejamento interdisciplinar na correção do sorriso gengival, sem a necessidade de intervenções cirúrgicas, procedimentos esses nem sempre de fácil resolução – os resultados obtidos têm demonstrado, além de aparência estética agradável, uma estabilidade positiva e duradoura. Os outros “Casos Clínicos” retratam, por um lado, reconstruções maxilares por meio de enxertos de ilíaco (que têm proporcionado boa integração ao leito receptor e prevenido chances de perda de implantes) e, de outro, uma alternativa protética bastante viável em implantes vestibularizados, com a utilização de sistemas de parafuso lingual, os quais exigem apenas habilidade e experiência dos profissionais. Um estudo sobre o comportamento biomecânico de uma prótese fixa implantodentossuportada, utilizando implantes curtos, assim como um artigo que avalia a contagem e a prevalência de microrganismos em indivíduos tabagistas, com doença periodontal crônica, trazem conclusões bastante interessantes e de aplicação imediata para os clínicos. Participa da “Entrevista” o pesquisador Daniel Buser, da Universidade de Bern, Suíça, considerado um dos maiores experts na área de Implantodontia. O mesmo demonstra especial interesse pelo estudo da integração tecidual de implantes dentários e pelos envolvimentos técnicos nessa área. Tem uma liderança inquestionável junto à comunidade científica mundial, especialmente pelo pioneirismo em relação às superfícies lisas e rugosas, logo no início do uso de implantes, assim como pelo uso das técnicas de Regeneração Óssea Guiada. Trata-se, portanto, de um cientista clínico, que não se refere ao passado ou ao presente, mas sempre procura conhecimentos baseados em evidências, fruto de intercâmbios de ideias e de trabalhos, além de ser presença efetiva e expressiva em eventos de âmbito internacional.

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 5, out./nov./dez. 2009

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www.neodent.com.br SAC 0800 707 2526 Ouvidoria 0800 725 6363

É MUITO MAIS QUE RESPONSABILIDADE SOCIAL. É ÉTICA QUE GERA QUALIDADE. Para n—s, a Žtica Ž uma consciência que agrega respeito e qualidade de vida a todas as relaç›es. A Neodent trabalha com responsabilidade social, respeitando as condiç›es ideais para crescer sem agredir o planeta. e despertando ainda a mesma consciência em toda a equipe de colaboradores e parceiros. Nossa indœstria foi projetada com o conceito Òres’duo ZeroÓ ao meio ambiente. Tratamos 100% dos efluentes l’quidos e tambŽm o ar, alŽm de promover a coleta seletiva e aç›es internas de preservaç‹o ao meio ambiente. Todo esse cuidado ambiental foi tomado pensando em você que quando nos procura quer mais do que proporcionar sorrisos, quer proporcionar qualidade de vida.


Acontecimentos

Lançamento de livro no Congresso internacional Osseointegração - 20 anos da experiência brasileira O congresso internacional Osseointegração - 20 anos da experiência brasileira marcou as comemorações dos vinte anos da chegada ao país da técnica que deu início à Implantodontia moderna, ao permitir a integração entre o osso e implantes de titânio. Nos dias 3 a 5 de setembro, cerca de 4 mil pessoas se reuniram no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, em mais de 100 atividades de informação, constituídas de conferências internacionais, mesas-redondas, conferências nacionais, workshops sobre tecnologia aplicada, prêmios de incentivo à pesquisa e uma seção de painéis científicos com mais de 150 trabalhos expostos. O presidente de honra do congresso foi Per-Ingvar Brånemark, pesquisador sueco que há 44 anos descobriu o princípio da osseointegração. No evento, a Editora Dental Press lançou o livro “Inflamação e Reparo”, de Alberto Consolaro. No estande, o autor conversou com leitores, autografou e fez dedicatórias nos exemplares adquiridos.

Guilherme Martins, Alberto Consolaro e Vinicius

Silvana Nogueira Borges, Alberto Consolaro, Iva

Nicolato.

Maranhão e Ellyuza de Paiva Brasil.

James Carvalho, Alberto Consolaro e Arlete Barbo-

Alberto Consolaro, Wellington Márcio e Ricardo

Fernando Esgaib Kayatt e Alberto Consolaro.

sa Santos.

Magini.

Alberto Consolaro e Sérgio Carvalho Costa.

Gustavo Sella e Diego Vasconcelos.

Alberto Consolaro e Gabriela Consalter.

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Diogo Barreto e Alberto Consolaro.

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 10-11, out./nov./dez. 2009


Acontecimentos

Defesa de tese de doutorado na FOB-USP A Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) formou mais uma doutora. Ana Carolina Francischone defendeu sua tese de doutorado em setembro, com o trabalho “Avaliação da qualidade de margem de preparos cavitários realizados com diferentes técnicas e instrumentos”, orientado pelo Prof. Dr. José Mondelli. Na foto, da esquerda para a direita, o orientador do trabalho, Dr. José Mondelli, os componentes da banca Dr. Sérgio Ishikiriyama e Dra. Ivete Sartori, a nova doutora Ana Carolina Francishone e os outros componentes Dr. Wladimir Trava Airoldi e Dr. César Augusto Arita.

1º Neodent International Congress, realizado em Curitiba/PR O 1º Neodent International Congress superou as expectativas em números de participantes e contou com uma excelente grade científica. O evento aconteceu nos dias 18 a 20 de junho, no Expo Unimed Curitiba.

Os congressistas foram recepcionados pelo Dr. Geninho

Dr. Steven Eckert, presidente da Academia Americana

Thomé, presidente da Neodent.

de Osseointegração, foi um dos conferencistas internacionais.

As palestras despertaram o interesse dos congressistas

Anfitriões do jantar festivo: Dr. Geninho Thomé, Dr. José

e as salas estavam sempre lotadas.

Guilherme, Dra. Clemilda Thomé e João Alfredo Thomé.

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Entrevista

Daniel Buser Graduado e pós-graduado em Odontologia pela Universidade de Bern, Suíça. Foi pesquisador na Harvard School of Dental Medicine em Boston, EUA, de 1989 a 1991, e realizou um período sabático na Baylor College of Dentistry em Dallas, EUA, em 1995, e na Universidade de Melbourne, Austrália, de 2007 a 2008. O seu principal interesse científico é na área de integração tecidual de implantes dentários, na interface osso-implante, na regeneração óssea em defeitos alveolares, regeneração óssea guiada, enxertos autógenos e substitutos ósseos, assim como estudos de longo prazo sobre implantes dentários. É cirurgião oral e atualmente professor e chairman do Departamento de Cirurgia Oral e Estomatologia, assim como é diretor executivo da School of Dental Medicine da Universidade de Bern na Suíça. É autor ou coautor de mais de 200 publicações científicas, além de livros e capítulos de livros, em especial da Série ITI Treatment Guide. Além do seu trabalho, o Prof. Buser foi presidente da European Academy of Osseointegration (EAO) de 1996 a 1997, presidente da Sociedade Suíça de Implantologia Oral de 1999 a 2002 e presidente da Sociedade Suíça de Cirurgia Oral e Estomatologia de 2002 a 2007. Ele também é atualmente presidente do Board da Swiss Implant Foundation e membro do Board da Osteology Foundation. É Fellow do ITI desde 1986, com um papel ativo nessa organização desde então. Foi membro de vários comitês do ITI, mais recentemente Chairman do Comitê de Educação e integrante do Board de Diretores. Em 2007 foi nomeado Presidente Eleito, assumindo o cargo de Presidente em 2009.

É uma honra entrevistá-lo para essa

do Prof. Andre Schroeder, ainda ativo na

respeitada revista brasileira. O que

Universidade de Bern. Ele me estimulou,

você pode nos contar sobre o início

como um jovem estudante, a me envolver

de sua carreira, a evolução e como se

com implantes, e me encorajou a ficar no

tornou o que é hoje, um dos princi-

ambiente acadêmico e concentrar meus es-

pais expoentes e líderes da Implanto-

tudos nesse tópico, porque essa área seria

dontia em todo o mundo?

o futuro da Odontologia. Eu não demorei

Eu iniciei meu envolvimento com implantes em 1983, através da influência

12

mais do que cinco minutos para tomar essa decisão, e aceitar a oferta.

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 12-24, out./nov./dez. 2009


Daniel Buser

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Entrevista

Daniel Buser

Entrevistador

- Presidente do ITI - International Team for Implantology. - Graduado e pós-graduado em Odontologia pela

Waldemar D. Polido - Doutor e mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial pela PUC/RS.

Universidade de Bern, Suíça. - Professor e chairman do Departamento de Cirurgia Oral e Estomatologia da Universidade de Bern, Suíça. - Diretor executivo da School of Dental Medicine da Universidade de Bern na Suíça.

- Residência em CTBMF pela Universidade do Texas, Southwestern Medical Center at Dallas, EUA. - Coordenador do curso de Especialização em

- Presidente do Board da Swiss Implant Foundation e Membro do Board da Osteology Foundation.

Implantodontia da ABO/RS, Porto Alegre. - Fellow do ITI e chairman da Seção Brasil de 2007 a 2009.

- Fellow do ITI desde 1986.

- Clínica privada em Porto Alegre/RS.

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Explicações e Aplicações

Lesão Periapical Implantar: conceito, classificação e protocolo para diagnóstico e decisões terapêuticas Alberto Consolaro, Bruno Aiello Barbosa, Carlos Eduardo Francischone Júnior, Renato Savi de Carvalho

mesmo imaginologicamente.

CONCEITO E NOMENCLATURA

A Lesão Periapical Implantar representa um

À medida que a causa persiste e o processo

processo inflamatório agudo ou crônico locali-

inflamatório se prolonga por vários dias, pode-

zado na região periapical de um implante. Essa

mos ter duas evoluções diferentes (Esquema 1):

doença foi inicialmente descrita como uma enti-

• Primeira forma de evolução. Se a causa da Lesão Periapical Implantar é de baixa intensidade e associada a bactérias com baixa virulência, a inflamação aguda inicial evolui para a fase crônica com formação de granuloma com áreas de tecido de granulação que podem ocupar até uma área de aproximadamente 1cm de diâmetro (Fig. 6). O número necessário de células e componentes teciduais para fazer frente a esse tipo de agressão dificilmente ultrapassa essas dimensões. Em analogia com os dentes naturais, seria semelhante ao Granuloma Periapical, um processo não-supurativo33 que, no caso dos implantes, não evoluiria para o cisto periodontal apical pela falta de restos epiteliais de Malassez exclusivos do ligamento periodontal normal. No esquema 1 apresentamos a dinâmica das duas possíveis evoluções de uma Lesão Periapical Implantar e seus respectivos estágios intermediários.

dade clínica em 1993, por Harold I. Sussman , 44

como “doença endodôntica implantar”. Nos relatos seguintes, a Lesão Periapical Implantar foi referida como Lesão Periapical no Implante ou Peri-implantite Retrógada19,22,31,35,36,39,41,42,48. Em 2007, Balshi, Wolfinger e Balshi6 apresentaram uma casuística de 39 Lesões Periapicais Implantares em 35 pacientes, sendo que 38 dos implantes foram proservados por períodos superiores a 15 anos, com uma média de 4,5 anos de controle. A prevalência da Lesão Periapical Implantar foi reportada como frequente em 0,26% a 7,8% dos implantes16,38,54. Tal como ocorre nos ápices dos dentes naturais com a pericementite, na Lesão Periapical Implantar a inflamação inicialmente é aguda e restrita aos tecidos imediatamente localizados na periferia do terço apical dos implantes. Nessa fase o processo pode durar algumas horas ou dias, mas é subclínico, sem sinais e sintomas,

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Alberto Consolaro, Bruno Aiello Barbosa, Carlos Eduardo Francischone Júnior, Renato Savi de Carvalho

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Alberto Consolaro • Professor titular em Patologia da FOB-USP e da pós-graduação da FORP-USP. Bruno Aiello Barbosa • Doutorando em Patologia Bucal pela FOB-USP. Carlos Eduardo Francischone Júnior • Professor de Implantodontia da Universidade Sagrado Coração – USC. Renato Savi de Carvalho • Professor de Implantodontia da Universidade Sagrado Coração – USC.

Endereço para correspondência Alberto Consolaro E-mail: alberto@fob.usp.br

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 25-39, out./nov./dez. 2009

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Pergunte a um Expert

O papel do fator oclusal no sucesso das próteses implantossuportadas: uma análise crítica Rafael dos Santos Silva

As reabilitações protéticas sobre implantes têm re-

implantes são similares às encontradas para as próteses

volucionado o tratamento dos pacientes parcial ou total-

convencionais sobre dentes. Em uma revisão de literatu-

mente desdentados. No entanto, alguns cuidados, princi-

ra, Wood e Vermilyea11 concluíram que o esquema oclu-

palmente em relação ao planejamento, são imprescindí-

sal para as próteses sobre implantes deve basear-se na

veis para uma resolução estética e funcional satisfatória

ausência de interferências oclusais nos movimentos ex-

em curto e longo prazo.

cursivos, no direcionamento das cargas para o longo eixo

A oclusão tem sido considerada um dos principais

dos implantes e na diminuição de cargas laterais – todos

fatores que determinam a longevidade da prótese sobre

esses cuidados historicamente consagrados na prótese

implantes, responsável por possíveis insucessos, desde a

convencional sobre dentes.

perda óssea cervical ao redor dos implantes até a perda

Wennerberg, Carlsson e Jemt10, em 2001, estudaram

do implante ou fratura da prótese. Apesar dessa crença

a relação entre as variáveis oclusais e a satisfação com

ter sido frequentemente assumida como verdadeira por

o tratamento, além de aspectos clínicos e radiográficos,

muitos profissionais, ela não é suportada pela literatura

de 109 pacientes reabilitados com próteses totais fixas

científica de qualidade até os dias atuais.

implantossuportadas mandibulares. Após um período de

Talvez um dos melhores exemplos seja em relação

8 anos, em média, a maioria dos pacientes reportou uma

a qual esquema oclusal funciona melhor para determi-

melhora significativa na condição bucal, tanto em relação

nado tipo de prótese sobre implante. Sendo assim, será

ao conforto quanto à mastigação, independentemente da

que próteses sobre implante com diferentes suportes e

condição oclusal presente, a qual também variou. Cerca

tamanhos – como as totais fixas (implantossuportadas),

de 58% dos pacientes apresentaram contatos em dentes

overdentures (suporte misto), unitárias ou fixas parciais implantossuportadas – devem ser ajustadas com diferentes configurações oclusais? Até o momento, a ausência de ensaios randomizados controlados de qualidade deixa essa pergunta sem resposta. Em geral, as recomendações encontradas na literatura para as próteses sobre

anteriores quando em máxima intercuspidação, enquan-

40

to 10% apresentaram dentes posteriores com mordida aberta uni ou bilateral. Ainda, após o período de uso da prótese, 65% apresentaram oclusão balanceada bilateral e 15% desoclusão pelo canino. A média de reabsorção óssea marginal ao redor dos implantes foi de 0,5mm durante

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 40-43, out./nov./dez. 2009


Rafael dos Santos Silva

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Rafael dos Santos Silva • Professor adjunto do departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá/PR. • Mestre e doutor em Reabilitação Oral pela FOB-USP. • Especialista em Prótese pela USP-Bauru. • Especialista em DTM e Dor Orofacial pelo CFO.

Endereço para correspondência Rafael dos Santos Silva E-mail: rafsasi@uol.com.br

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 40-43, out./nov./dez. 2009

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Caso Clínico

Sequestro ósseo associado à progressão agressiva de gengivite ulcerativa necrosante – relato de caso Maria Lúcia Rubo de Rezende*, Adriana Campos Passanezi Sant`Ana*, Sebastião Luiz Aguiar Greghi**, Euloir Passanezi***, Roberta Santos Domingues****, Dahiana Rodrigues*****, Luis Antônio de Assis Taveira******

Palavras-chave

Resumo

Gengivite ulcerativa necrosante.

A gengivite ulcerativa necrosante (GUN) é uma infecção aguda caracterizada por necrose e ulceração da gengiva marginal, sangramento espontâneo e dor de moderada a grave. Complicações não são frequentes e estão relacionadas com a evolução rápida e com formas agressivas da doença. A seguir, será apresentado um caso raro de sequestro ósseo decorrente de evolução rápida de GUN, seu manejo e análise histológica. O caso envolve um paciente do gênero masculino, de 17 anos de idade, que se apresentou à Faculdade de Odontologia de Bauru/Universidade de São Paulo relatando severa e dolorosa inflamação da gengiva marginal. O exame clínico e a anamnese levaram ao diagnóstico de GUN. Realizou-se limpeza local e antibioticoterapia durante sete dias. Ao quinto dia, houve a ocorrência de um sequestro ósseo entre os dentes 26 e 27. A involução completa do quadro agudo foi observada no sétimo dia. No entanto, uma profundidade de sondagem de 5mm permaneceu no sítio do qual o sequestro foi removido, denunciando a perda de inserção local e alteran-

Sintomas. Diagnóstico. Necrose.

* Doutora e professora associada, disciplina de Periodontia do departamento de Prótese, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. ** Doutor e professor da disciplina de Periodontia do departamento de Prótese, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. *** Doutor, professor titular e chefe da disciplina de Periodontia do departamento de Prótese, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. **** Mestre em Reabilitação Oral, opção Periodontia, pela Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. ***** Especialista em Periodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo.

do o diagnóstico inicial de GUN para periodontite ulcerativa necrosante (PUN). A análise microscópica do fragmento revelou tecido ósseo com lacunas, tanto celulares quanto vazias, atividade osteoclástica, espaços medulares com neutrófilos e reabsorção periférica. A evolução agressiva da GUN deve ser prontamente reconhecida e tratada, para evitar complicações e sequelas decorrentes dessa infecção microbiana do tecido ósseo.

****** Doutor e professor associado da disciplina de Patologia, departamento de Estomatologia, na Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo.

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Sequestro ósseo associado à progressão agressiva de gengivite ulcerativa necrosante – relato de caso

Osseous sequestrum associated with the aggressive progression of necrotizing ulcerative gingivitis ABSTRACT Necrotizing ulcerative gingivitis (NUG) is an acute infection characterized by necrosis and ulceration of the marginal gingiva, spontaneous bleeding, and moderate to severe pain. Complications are not frequent and are related to rapid evolution and aggressive forms of the disease. A rare case of osseous sequestrum resultant from a rapid evolution of NUG, its management and histological analysis will be presented here. The case involves a 17 year-old male patient, who referred to the School of Dentistry of Bauru, University of São Paulo, due to severe and painful inflammation of the marginal gingiva. Clinical examination and anamnesis confirmed the diagnosis of NUG. Gentle local cleaning and administration of systemic antibiotic were maintained for seven days. By the fifth day, an osseous sequestrum occurred between teeth 26 and 27. Complete involution of the acute condition was observed by the seventh day. Nevertheless, a probing depth of 5mm remained at the site from which the sequestrum was removed, confirming the local clinical attachment loss and altering the initial diagnosis of NUG to necrotizing ulcerative peridontitis (NUP). Histological analysis revealed bone tissue with cellular and empty lacunae, osteoclastic activity, marrow spaces with neutrophils and resorption at the sequestrum’s periphery. Aggressive evolution of NUG must be promptly recognized and treated to avoid sequels and complications resultant from this microbial infection of the bone tissue. KEYWORDS: Necrotizing ulcerative gingivitis. Symptoms. Diagnosis. Necrosis.

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Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 44-53, out./nov./dez. 2009

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Caso Selecionado

Correção de sorriso gengival: como obter previsibilidade, precisão e estabilidade a longo prazo Wagner Rodrigues Duarte, José Maria Gratone, Daniela Pretto Januário, Alessandro Lourenço Januário Resumo

A correção cirúrgica do sorriso gengival decorrente de uma erupção passiva alterada é um procedimento comumente realizado em Periodontia. Uma das dificuldades desse procedimento é a obtenção de um arquitetura gengival harmoniosa bilateralmente, assim como a definição precisa dos contornos gengivais, os quais são importantes na estética do sorriso. Portanto, os reparos cirúrgicos são relativamente frequentes, o que é algo problemático tanto para o paciente como para o periodontista. O caso clínico aqui apresentado descreve um protocolo utilizado há vários anos pelo nosso grupo para a correção de sorrisos gengivais, o qual oferece previsibilidade, precisão e tem possibilitado resultados estáveis a longo prazo, sem a necessidade de reparos cirúrgicos. Palavras-chave: Sorriso gengival. Erupção passiva alterada. Aumento estético de coroa clínica.

A exposição excessiva de tecido gengival no ato do sorriso é comumente chamada de sorriso gengival1. Uma das causas de um sorriso gengival é a erupção passiva alterada, situação em que os pacientes também apresentam dentes com proporções alteradas (quadrados), pois a gengiva não migra apicalmente em direção à junção cementoesmalte (JCE) após a erupção ativa e recobre parcialmente a coroa anatômica dos dentes. A erupção passiva alterada é classificada em tipo I e tipo II. O tipo I é caracterizado por uma grande quantidade de tecido gengival (mucosa queratinizada), enquanto no tipo II a quantidade de gengiva é limitada5. De acordo com a relação entre a crista óssea vestibular e a JCE, os tipos I e II podem ser subdivididos em subgrupos A e B. No subgrupo A, a crista

54

óssea está localizada a mais de 1mm apicalmente à JCE, portanto, existe uma região adequada para a inserção conjuntiva na superfície radicular. Por outro lado, o subgrupo B exibe uma crista óssea muito próxima à JCE (menos de 1mm)5. A diferenciação dos tipos de erupção passiva alterada é de extrema importância para se determinar a abordagem cirúrgica correta, ou seja, um paciente do tipo IA (excesso de gengiva com relação normal crista óssea-JCE) poderia ser tratado por um procedimento de gengivectomia de bisel externo3. Por outro lado, um paciente do tipo IB (excesso de gengiva com a crista óssea muito próxima à JCE) necessita ser tratado com um procedimento que envolve a elevação de um retalho, pois osteotomia e osteoplastia devem ser realizadas3. A erupção passiva alterada

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 54-71, out./nov./dez. 2009


Wagner Rodrigues Duarte, José Maria Gratone, Daniela Pretto Januário, Alessandro Lourenço Januário

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Wagner Rodrigues Duarte Especialista em Periodontia, Unesp-Araraquara. Doutorado e pós-doutorado em Periodontia, Tokyo Medical and Dental University, Japão. Professor dos cursos de especialização em Periodontia e Implantodontia, Ipesp, Brasília/DF. ITI fellow. José Maria Gratone Especialista em Prótese Dental, UFU, Uberlândia. Professor convidado dos cursos de especialização em Periodontia e Implantodontia, Ipesp, Brasília/DF. Daniela Pretto Januário Mestre em Periodontia S.L.Mandic. Professora dos cursos de especialização em Periodontia, Ipesp e ABO/DF.

Alessandro Lourenço Januário Especialista em Periodontia, ABO, Brasília/DF. Mestre e doutor em Clínica Odontológica/Periodontia, UnicampPiracicaba. Professor coordenador dos cursos de especialização em Periodontia e Implantodontia, Ipesp, Brasília/DF. ITI fellow.

Endereço para correspondência Wagner Rodrigues Duarte SCN Quadra 2 Lote D Edifício Liberty Mall, Torre B – sala 516 CEP: 70.712-903 – Brasília / DF E-mail: duartew@yahoo.com

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Caso Clínico

Reconstruções maxilares utilizando enxerto de crista ilíaca

Leonardo Costa de Almeida Paiva*, Paulo Roberto Ferreira Cerqueira**, Vera Cavalcanti de Araújo***, Maria Cristina de Andrade****

Palavras-chave

Resumo

Implante dentário. Transplante ósseo.

A reabilitação de pacientes com severa atrofia maxilar e que desejam utilizar próteses implantossuportadas, geralmente, necessita de procedimentos de aumento do suporte ósseo. Esses, na maior parte dos casos, são realizados utilizando-se materiais de enxertos, sendo o osso autógeno o material que melhor satisfaz as características do enxerto ideal. O presente trabalho tem como objetivo mostrar três casos clínicos com pacientes que apresentaram-se com maxilas atróficas, sendo os mesmos reabilitados por meio de enxertos de crista ilíaca, utilizados em bloco e particulados, antes da colocação dos implantes.

Aumento do rebordo alveolar.

* Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Regional do Agreste, Caruaru/PE. ** Doutor em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Coordenador da Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Regional do Agreste, Caruaru/PE. *** Professora regente da disciplina de Patologia Bucal do curso de Odontologia e pró-reitora da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas/SP. **** Preceptora da Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru/PE.

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Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 72-81, out./nov./dez. 2009


Reconstruções maxilares utilizando enxerto de crista ilíaca

dentária. Pacientes que perderam elementos

quantidade óssea adequada para as reabilita-

dentários há vários anos são candidatos pro-

ções maxilofaciais. A inserção dos implantes em

pensos aos enxertos ósseos. O uso do enxerto

um segundo estágio cirúrgico ainda é o melhor

de ilíaco é enormemente adotado nas recons-

protocolo, visto que aguarda-se a integração do

truções maxilares, por ser osteocondutor e os-

enxerto ao leito receptor, visando diminuir as

teoindutor, conter células progenitoras, ter boa

chances de perda de implante por motivo de

arquitetura estrutural e ser um leito doador de

falha de enxertia.

Maxillary reconstructions using grafts of iliac crest ABSTRACT The rehabilitation of patients with severe maxillary atrophy and those who want to use implant-supported prosthesis, usually, needs procedures to increase the bony support. These, in most of the cases, are accomplished through materials of grafts, being the autogenic bone the material that best satisfies the characteristics of the ideal graft. The present paper has as objective show three clinical cases with patients that presented with maxillary atrophy which were rehabilitated through grafts of iliac crest, used in block and particulated, previously to the placement of the implant. KEYWORDS: Dental implantation. Bone transplantation. Alveolar ridge augmentation.

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80

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Leonardo Costa de Almeida Paiva, Paulo Roberto Ferreira Cerqueira, Vera Cavalcanti de Araújo, Maria Cristina de Andrade

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Endereço para correspondência Paulo Roberto Ferreira Cerqueira Rua Pastor Rubens Fernandes Prado, 75 CEP: 55.014-395 – Caruaru / PE E-mail: paulo.cerq@uol.com.br

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 72-81, out./nov./dez. 2009

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Caso Clínico

Prótese parafusada por lingual: uma alternativa protética para implantes vestibularizados. Relato de caso clínico Gustavo Castellazzi Sella*, Aline Lopes Gonçalves**, Shizuma Shibata**, Antonio Carlos Cardoso***

Palavras-chave

Resumo

Implante malposicionado. Prótese so-

A Implantodontia tem demonstrado que a colocação de implantes não é uma tarefa das mais difíceis. A dificuldade reside em posicionar os implantes adequadamente para instalação, de maneira que o clínico possa optar pelo melhor sistema de retenção, de acordo com sua opinião: parafusada, cimentada ou cimentada-parafusada. Os problemas gerados por implantes malposicionados têm trazido muitas complicações na hora de confeccionar as próteses. Na tentativa de ilustrar uma forma de resolução desses problemas, o presente trabalho descreve um caso clínico de prótese unitária parafusada por lingual. Na região do primeiro molar inferior esquerdo, um implante – que havia sido instalado com inclinação vestibular – teve sua posição corrigida por meio desse sistema de retenção de prótese. Assim, conferiu-se ao trabalho protético estética vestibular sem aparecimento de cinta metálica, estética oclusal semelhante à das coroas cimentadas e, ao mesmo tempo, reversibilidade.

bre implante. Prótese parafusada por lingual.

* Especialista em Implantodontia pela APCD-Araçatuba. Mestrando em Implantodontia pela Universidade Federal de Santa Catarina. ** Alunos da graduação em Odontologia na Universidade Federal de Santa Catarina. *** Mestre e doutor em Reabilitação Oral pela USP. Pós-doutorado pela Universidade de Minnesota. Professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenador do curso de doutorado em Implantodontia da Universidade Federal de Santa Catarina.

82

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 82-90, out./nov./dez. 2009


Gustavo Castellazzi Sella, Aline Lopes Gonçalves, Shizuma Shibata, Antonio Carlos Cardoso

Lingual screw-retained prostheses: An alternative prosthetic solution for buccal positioned implants. A case report ABSTRACT Implantology has shown that the insertion of implants is not one of the most difficult task. The difficulty lies in properly positioning the implant to be installed so that the clinician can choose the best retention system, according to his opinion: screwed, cemented or screwed-cemented. The problems caused by misplaced implants have brought many complications at the time of manufacturing the prosthesis. In an attempt to illustrate one way of solving these problems, this paper describes a clinical case of a single crow prosthesis screwed by lingual. In the region of the lower left first molar, an implant - which had been installed with vestibular inclination - had its position adjusted by means of this prosthesis retention system. Thus, it was given to prosthetic work buccal aesthetics appearance without showing the metallic collar, occlusal esthetics similar to that of cemented crowns and, at the same time, reversibility. KEYWORDS: Poorly positioned implant. Implant supported prostheses. Lingual screw-retained prostheses.

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Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 82-90, out./nov./dez. 2009

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Prótese parafusada por lingual: uma alternativa protética para implantes vestibularizados. Relato de caso clínico

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90

Endereço para correspondência Gustavo Castellazzi Sella Rua Jonathas Serrano, nº 825 – Jardim Quebec CEP: 86.060-220 – Londrina / PR E-mail: gustavo-sella@hotmail.com

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 82-90, out./nov./dez. 2009


Artigo Inédito

Comportamento biomecânico de uma prótese fixa implantodentossuportada utilizando implantes curtos Marcos Daniel S. Lanza*, Wellington Márcio dos Santos Rocha**, Lincoln Dias Lanza***, Eduardo Souza Lemos****, Marcos Dias Lanza*****

Palavras-chave

Resumo

Biomecânica. Implantes dentários.

Os implantes osseointegrados utilizados para reabilitação do edentulismo total mostram um elevado grau de previsibilidade terapêutica. Entretanto, surgiu a necessidade de extrapolar as alternativas de tratamento com implantes para pacientes parcialmente edêntulos. Diante disso, vários estudos têm sido direcionados para avaliar a possibilidade de unir tais implantes a dentes naturais, visto que o comportamento biomecânico dessas duas estruturas apresenta peculiaridades distintas. Utilizando-se o método de elementos finitos (MEF), foram construídos dois modelos para simulação do comportamento mecânico de uma prótese fixa de união rígida entre o dente natural e o implante osseointegrado de 6,0mm, variando a quantidade de implantes envolvidos. Na análise quantitativa, pôde-se observar que, na prótese com um implante, a máxima tensão SEQV foi de 49,73MPa; enquanto, para a prótese com dois implantes, a máxima tensão SEQV foi de 28,96MPa. A análise dos resultados permitiu concluir que a colocação de um implante adicional promove uma maior ancoragem ao conjunto protético, porém, a utilização de implante reduzido unido ao dente natural favorecerá uma mobilidade do órgão dentário.

Prótese parcial. Método dos elementos finitos.

* Mestre em Prótese Dentária (PUC-MG). Aluno de pós-graduação nível doutorado em Reabilitação Oral (FOB-USP). ** Professor adjunto da Faculdade de Odontologia UFMG. Doutor em Periodontia (FOB-USP). *** Professor associado da Faculdade de Odontologia UFMG. Doutor em Dentística (FOB-USP). **** Professor adjunto da Faculdade de Odontologia UFMG. Doutor em Materiais Dentários (FO-UFMG). ***** Professor na pós-graduação da PUC-MG. Doutor em Reabilitação Oral (FOB-USP).

Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 91-100, out./nov./dez. 2009

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Marcos Daniel S. Lanza, Wellington Márcio dos Santos Rocha, Lincoln Dias Lanza, Eduardo Souza Lemos, Marcos Dias Lanza

2) A colocação de implantes adicionais no

metálica exerce papel fundamental no deslo-

contexto da prótese favorece uma melhor dis-

camento do conjunto protético, tendo em vista

tribuição das tensões, tendo em vista que as

um maior deslocamento na região do pôntico,

tensões foram reduzidas.

devendo ser preferíveis as de maior módulo de

3) O tipo de liga utilizada na infraestrutura

elasticidade.

Biomechanical aspect of combined tooth-implant supported fixed partial denture using short implants ABSTRACT Osseointegrated implants used for rehabilitation of total edentulism show a high degree of therapy predictability. However, there is the need to extrapolate treatment options with implants for partially edentulous patients. Subsequently several studies have been directed to assess the possibility of joining such implants to natural teeth, since the biomechanical behavior of these two structures has its own peculiarities. Using the finite element analysis (FEA), two models were constructed to simulate the mechanical behavior of a fixed prosthesis with rigid union between natural tooth and a 6.0 mm osteointegrated implant, varying the number of implants involved. In quantitative analysis, it was observed that in the prosthesis with one implant the maximum SEQV stress was 49.73 MPa, whereas for the prostheses with two implants the maximum SEQV stress was 28.96 MPa. The results showed that the placement of an additional implant promotes greater anchoring to the prosthetic joint, however, the use of small implants attached to the tooth will favor the tooth mobility. KEYWORDS: Biomechanics. Dental implants. Partial prosthesis. Finite element analysis.

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Artigo Inédito

Contagem e prevalência de microrganismos patogênicos e benéficos em indivíduos tabagistas com doença periodontal crônica Sérgio Eduardo Braga da CRUZ*, Tatiana de Oliveira SIROTTO*, Juliana Alethusa Velloso MENDES*, Marcelo da ROCHA*, Marcelo de Paiva RAFFAELLI*, Magda FERES**, Flávia MATARAZZO***

Palavras-chave

Resumo

Doenças periodontais. Tabagismo.

O objetivo deste estudo foi comparar a contagem e a prevalência dos microrganismos do complexo vermelho (Treponema denticola, Porphyromonas gingivalis e Tannerella forsythia) e do complexo azul (Actinomyces gerencseriae, Actinomyces israelli e Actinomyces naeslundii) na microbiota subgengival em indivíduos tabagistas e não-tabagistas com doença periodontal crônica. Foram selecionados 50 voluntários com periodontite crônica (25 tabagistas – T e 25 não-tabagistas – NT). Os indivíduos foram submetidos a exame clínico periodontal e microbiológico. Os parâmetros clínicos avaliados foram profundidade de sondagem, nível clínico de inserção, placa supragengival visível, sangramento gengival, sangramento à sondagem e supuração. De cada indivíduo foram coletadas entre 6 e 12 amostras de biofilme subgengival, avaliadas para seis espécies bacterianas por meio da técnica Checkerboard DNA-DNA Hybridization. Os resultados clínicos foram semelhantes entre os grupos (T e NT). A exceção foi o percentual de sítios com sangramento gengival, sendo que o grupo T apresentou uma média inferior (9,54 ± 15,31) comparada ao grupo NT (39,44 ± 25,13 – p < 0,001). A única diferença microbiológica foi a contagem de A. gerencseriae diminuída no grupo de tabagistas (p < 0,05). Em conclusão, os perfis clínico-microbiológicos de indivíduos tabagistas e nãotabagistas com periodontite crônica podem ser considerados semelhantes.

Microbiologia.

* Mestres em Odontologia, área de concentração Periodontia, pela Universidade de Guarulhos/SP. ** Coordenadora do programa de mestrado em Odontologia, Universidade de Guarulhos/SP. *** Professora assistente do departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá/PR.

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Contagem e prevalência de microrganismos patogênicos e benéficos em indivíduos tabagistas com doença periodontal crônica

Assim como os dados clínicos, os dados micro-

Considerando que as microbiotas de taba-

biológicos não mostraram diferenças muito mar-

gistas e não-tabagistas com periodontite crônica

cantes entre os indivíduos tabagistas e os não-

são semelhantes, a falta de resposta desses in-

tabagistas.

divíduos à terapia periodontal e a evolução mais

Apesar de o fumo ser considerado um fator de risco para a periodontite crônica, é im-

rápida da doença podem estar mais intimamente ligadas a fatores de resposta do hospedeiro8.

portante relatar que, em termos de diferenças na microbiota desses indivíduos, a literatura é

CONCLUSÃO

controversa. Assim como no presente estudo,

Os resultados obtidos neste estudo de-

vários outros também não mostraram diferen-

monstraram que os perfis clínico-microbiológi-

ças profundas na composição das microbiotas

cos de indivíduos tabagistas e não-tabagistas

de tabagistas e não-tabagistas2,31.

são semelhantes.

Counts and prevalence of pathogenic and benefic microorganisms in smokers with chronic periodontal disease ABSTRACT The aim of the present study was to compare the levels and the prevalence of bacterial red complex (Treponema denticola, Porphyromonas gingivalis e Tannerella forsythia) and blue complex (Actinomyces gerencseriae, Actinomyces israelli and Actinomyces naeslundii) in the subgingival microbiota of smokers and non-smokers with chronic periodontitis. Fifty subjects with chronic periodontitis were enrolled (25 smokers – S e 25 non-smokers – NS). Subjects received clinical and microbiological examination. The clinical parameters evaluated were probing depth, clinical attachment level, visible plaque index, gingival bleeding index, bleeding on probing and suppuration. Six to twelve subgingival biofilm samples were collected per subject, and evaluated for six bacterial species using the Checkerboard DNA-DNA hybridization technique. The clinical results were similar between the groups (S and NS). The exception was the percent of sites with gingival bleeding. The S group showed a lower mean (9.54±15.31) compared with the NS group (39.44±25.13 – p < 0.001). The only microbiological difference was the reduced level of A. gerencseriae in smoking group (p < 0.05). In conclusion, the clinical-microbiological profiles of non-smoking and smoking subjects with chronic periodontitis were similar. KEYWORDS: Periodontal diseases. Smoking. Microbiology.

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ria. 1993. Dissertação (Mestrado)­–Faculdade de Saúde Pública, Universi-

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Chegada do artigo na editora por Correios ou e-mail (artigos@dentalpress.com.br). Envio de e-mail acusando o recebimento do artigo. Seleção de dois consultores. Envio eletrônico do artigo sem identificação dos autores, com formulário de avaliação, aos consultores. Em caso de reprovação, envio para um terceiro consultor. Envio eletrônico ao autor para correções. Reenvio aos consultores (caso solicitado). Ao retornar, será pré-selecionado para uma edição. Submetido à correção bibliográfica e normalização. Diagramado de acordo com critérios da revista. Revisão da diagramação. Envio para aprovação do autor. Fechamento da edição. Última correção editorial. Produção gráfica.

chegada do artigo na editora

envio de e-mail acusando recebimento do artigo

seleção de dois consultores

envio de uma cópia do artigo, juntamente com o questionário, aos consultores

em caso de reprovação, envio para um terceiro consultor

envio eletrônico ao autor para correções

reenvio aos consultores (caso solicitado)

ao retornar, será pré-selecionado para uma edição

submetido à correção bibliográfica

diagramado conforme critérios da revista

revisão da diagramação

envio para aprovação do autor

fechamento da edição

última correção editorial

produção gráfica

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Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v. 3, n. 4, p. 112, out./nov./dez. 2009


Edição V3N4 - Outubro, Novembro e Dezembro de 2009  

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