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IDR – V MOSTRA DE POESIA – 2001

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V Mostra De Poesia 2


IDR – V MOSTRA DE POESIA – 2001

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROF. DENIZARD RIVAIL

DIREÇÃO GERAL: MANOEL SERQUEIRA DIRETORA PEDAGÓGICA: PROFª VERALÚCIA SERQUEIRA SUPERVISORA: PROFª CRISTIANE SALES TELLES COORDENAÇÃO DO PROJETO: PROFª MARIA OLIVEIRA DE ABREU

EQUIPE DE LÍNGUA PORTUGUESA, ARTE E LITERATURA. PROFª.ALCILENE DE OLIVEIRA PROFª NEIDE F. FREITAS PROFª MARIA OLIVEIRA DE ABREU

ARTE GRÁFICA: FELIPE THIAGO

EDIÇÃO REVISTA E REFORMULADA MARÇO DE 2011

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V– MOSTRA DE POESIA Poeta homenageado CELDO BRAGA:

CLARÃO DE FOLHA SECA A noite se entranha na mata as folhas secas caídas cintilam na escuridão. E o mateiro solitário vai matutando mistério pisando os astros do chão.

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V - Mostra de Poesia

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CELDO BRAGA – Biografia Formado em Letras pela PUC-RS, Celdo Braga, nascido no município de Benjamin Constant, no Amazonas, é membro da União Brasileira de Escritores e autor das obras poéticas: Cordel Verde, Entranhas do Mato, O Eco das Águas, Água e Farinha - publicadas em forma de livro. Canoa: música de popa, poesia de proa, Chamando o Vento, Natal na Floresta, Pássaros e Sonhos, Sarau na Floresta em CDs, que registram as participações especiais de Thiago de Mello, Alcides Werk e Elson Farias, todas abordando traços significativos da cultura amazônica. A trajetória musical de Celdo Braga é marcada pelo trabalho que desenvolveu durante 25 anos junto ao grupo Raízes Caboclas. Profundamente comprometido com a causa cultural do Amazonas, Celdo, além de fundador do Raízes Caboclas, é compositor de várias músicas que fazem parte do repertório do Grupo, dentre estas os maiores sucessos: Cantos da Floresta, Amazonas Moreno e Banzeiro (Chap, Chap) e atualmente do Grupo Imbaúba.

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Panela de Barro Velha panela de barro, tisnada à lenha do tempo – memorial de lembranças à toa lá no quintal. Ao refletir tua sina, do duro retorno ao pó, percebo que se aproxima meu tempo de ficar só. Tempo de ninar silêncio, de domar a luz do dia – pra cavalgar o escuro da hora da travessia. (Celdo Braga)

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Sina de Porto Meu chão pisado de sonhos calejou no mesmo canto. Seco de vida, meu pranto é espera demorada. Canoa calafetada com o barro do meu destino, não venceu a correnteza dos rios que desafiei. Sujeito à sina de porto, vou esgotando a canoa – olhos d’água borbulhantes que um dia calafetei. (Celdo Braga)

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Manaus Morena Manaus é menina de todos os olhos, cabocla risonha da beira do rio, morena vistosa, coberta de encantos -na dança da vida está sempre no cio. Está sempre desperta e de braços abertos -é gente que chega de todo lugar. Manaus é tão boa pra gente viver, de dia e de noite pra gente sonhar. Às vezes olhando Manaus lá de cima, à luz do neon ou à luz do luar, parece uma nave pousada na selva, parece um navio no meio do mar. Vestida de seda ou vestida de chita, Manaus é bonita, vaidosa cunhã. Tem lá seus defeitos, enfim é humana, cidade do hoje e do meu amanhã. (Celdo Braga)

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CHAMANDO O VENTO Eu chamo o vento pela dor do canto que às vezes canto como passarinho sussurro leve, véu de luz cortante ferindo passos de quem vai sozinho. Eu chamo o vento pra cantar a vida esmaecida na curva do rio penas no tempo, pássaro ferido nas revoadas dos meus assovios. Eu chamo o vento, vagalume longe vago desertos querendo me achar depois de tudo quero ser morada dos passarinhos que aprendi cantar. (Celdo Braga)

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PESCADOR Fiandeiro de sonhos o pescador desenha nas malhas o sonho da vida a sina do peixe e no tear do tempo as incertezas do amanhã. No prumo da haste - arpão em riste lampejo de escamas a vida persiste. Agora é silêncio. .. O toque calado de leve no remo esculpe nas águas caminhos de volta. Semblante da tarde com ar de contente festeja a canoa que vai simplesmente. (Celdo Braga)

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TEMPO DAS ÁGUAS GRANDES Liberto das margens o rio bebe a mata desenha restingas se faz igapó. Alaga terreiros erige marombas afoga esperanças de um dia melhor. Envolto nas águas ilhados de si o homem e a sina do seu tapiri. Na ronda da fome prepara a canoa que em busca da vida parece que voa. Silêncio de fogo. O toque do tempo rangindo na rede embala a espera do peixe arredio. De longe a canoa acena voltando a rede rangindo as águas passando.

(Celdo Braga)

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Produção de Textos Poéticos

Educação Infantil

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Produção de Textos Poéticos

Ensino Fundamental

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Produção de Textos Poéticos

Ensino Médio

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Sumário APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................ 5 BIOGRAFIA CELDO BRAGA............................................................................................................ 8 PANELA DE BARRO ..................................................................................................................... 10 SINA DE PARTO ........................................................................................................................... 11 MANAUS MORENA ..................................................................................................................... 12 CHAMANDO O VENTO ................................................................................................................ 13 PESCADOR ................................................................................................................................... 14 TEMPO DAS ÁGUAS GRANDES ................................................................................................... 15 PRODUÇÃO DE TEXTOS POÉTICOS – EDUCAÇÃO INFANTIL ...................................................... 16 PRODUÇÃO DE TEXTOS POÉTICOS – ENSINO FUNDAMENTAL ................................................. 21 PRODUÇÃO DE TEXTOS POÉTICOS – ENSINO MÉDIO ................................................................ 33 SUMÁRIO .................................................................................................................................... 40 REFERÊNCIAS .............................................................................................................................. 41

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Referências

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/a mazonas/celdobraga.html http://www.revista.agulha.nom.br/aweceldobraga05. html http://www.astormentas.com/din/celdobraga/poema. asp?key=4744&titulo=Biografia http://www.astormentas.com/celdobraga/din/poema. asp?key=4754&titulo=Do+Tempo+Entre+Duas+%C 1gua http://singrandohorizontes.wordpress.com/celdobra ga/2009/05/07/ -caldeirao-poetico-do-amazonas/ http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/a mazonas/img/celdobraga.jpg

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V Mostra de Poesia - Celdo Braga 2001