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VALORES CULTURAIS


Imigrante espanhol no comércio de ferro-velho em São Paulo, nos anos de 1950 Acervo Museu da Imigração - SP

Família de imigrantes italianos no Núcleo Colonial Jorge Tibiriçá, em Rio Claro, interior de São Paulo, em 1911 Acervo Museu da Imigração - SP


Imigração italiana para o Brasil (1876-1920)[17] Região de Origem

Número de Imigrantes

Região de Origem

Número de Imigrantes

Vêneto

365.710

Sicília

44.390

Campânia

166.080

Piemonte

40.336

Calábria

113.155

Puglia

34.833

Lombardia

105.973

Marche

25.074

Abruzzo-Molise

93.020

Lácio

15.982

Toscana

81.056

Úmbria

11.818

Emília-Romagna

59.877

Ligúria

9.328

Basilicata

52.888

Sardenha

6.113

Total : 1.243.633


Brasileiros descendentes de italianos por regiões e estados[19]

Região

Estado

Região Sudeste São Paulo

33,0

9,9

30%

Espírito Santo

2,6

1,7

65%

Minas Gerais

15,8

1,3

8%

Rio de Janeiro

14,1

0,6

4%

Paraná

18,9 4,9

8,5 3,7

45% 39%

Rio Grande do Sul 9,5

2,1

22%

Santa Catarina

4,5

2,7

60%

8,9 10,4 42,8 151

1,0 0,4 0,2 23,6

11% 4% 0,4% 15,6%

Região Sul

Região Norte Região Centro-Oeste Região Nordeste Total no Brasil

População com ascendência italiana População total Quantidade (milhões) Porc. (milhões) 65,5 13,5 20%


O imigrante italiano no meio urbano brasileiro foi de extrema importância, participando ativamente no desenvolvimento do comércio e de atividades urbanas. Em 1901, 90% dos operários fabris de São Paulo eram italianos. Foram um dos protagonistas no desenvolvimento dos maiores centros urbanos do Brasil. Com o passar do tempo, o setor terciário das cidades brasileiras cresceu e muitos imigrantes italianos deixaram as indústrias para trabalhar como artesãos autônomos, pequenos comerciantes


A cadeia produtiva moveleira é uma das mais variadas e dinâmicas da economia brasileira. Os números comprovam. No ano de 2005, o faturamento estimado do setor foi de R$ 12.051 bilhões, enquanto o registrado em 2004 foi de R$ 12.543 bilhões, o que aponta uma ligeira queda, conforme aponta o Panorama Agosto de 2006 da Abimovel – Associação Brasileira da Indústria de Mobiliário. Não há registros atuais do número de empresas do setor. Os dados mais recentes, apurados na RAIS de 2004, apontavam a existência de 16.104 empresas que geram 206.352 empregos (RAIS 2004), de capital nacional em sua maioria. São 11.992

microempresas (de até nove empregados), 3.372 de pequeno porte (10 a 49 empregados), 436 de médio porte (50 a 99 empregados) e 304 de grande porte (mais de 100 empregados). A maioria das empresas concentra-se nas regiões sul e sudeste. São Paulo detém o maior número de empresas (3.754), seguido por Rio Grande do Sul (2.443), Minas Gerais (2.126), Paraná (2.133) e Santa Catarina (2.020). Segundo a Abimovel, das indústrias formais de móveis que operavam no Brasil em 2003, 83,44% produzem móveis de madeira e chapas de fibra de madeira e 7,63%, de metal. Do total, pouco mais de 2% se dedica à produção de colchões e 1.103 fabricam mobiliário com outros materiais.


A indústria moveleira italiana, a mais especializada e fragmentada do mundo, vem ao encontro da afirmação de Chudnovsky. Ela possuía, em

33.000 firmas produzindo móveis, sendo que 31.000 firmas tinham menos de 10 empregados, e estas apresentavam uma 1988, aproximadamente

elevada especialização no processo de produção e nas linhas de móveis fabricados (ITC/UNCTAD/GATT, 1990). Segundo Rangel (1993, p.32), na Itália "as maiores empresas dedicam-se, primordialmente, à montagem e ao acabamento de móveis a partir de peças e componentes produzidos por um grande número de pequenas empresas que trabalham em regime de subcontratação. Cada uma destas pequenas empresas dedica-se a fabricar um produto específico: especializa-se em determinado tipo de móvel ou em determinado componente".


DESIGN PBD


Desde os anos 70, a Itália lidera a indústria mundial de móveis. Atualmente, a Itália

responde por quase 20% das exportações mundiais, sendo líder nos segmentos de móveis de madeira e estofados e vice-líder em móveis de metal, além de apresentar significativas exportações de móveis de plástico. Isto demostra que a indústria moveleira italiana detém forte posição competitiva em todos os segmentos em que atua. Como resultado, a Itália é o país desenvolvido que apresenta a menor dependência em relação às importações, que representam menos de 8% do seu mercado interno (ECIB, 1993:27).


As maiores empresas, em geral com mais de 500 empregados, dedicam-se basicamente ao design e à montagem dos móveis, estando voltadas para o mercado externo e atuando com estratégias bastante agressivas.


Outro ponto que explica a competitividade

da Itália é que este país possui a mais avançada indústria de máquinas e equipamentos para produção de móveis, possibilitando, assim, que a sua indústria moveleira esteja em constante processo de atualização tecnológica. A elevada integração que existe entre estas duas indústrias faz com que os equipamentos, além de serem mais baratos, também estejam adaptados às necessidades da indústria moveleira local. Desta forma, mesmo as pequenas

empresas têm acesso a máquinas de última geração.


Finalmente, cabe

destacar o fato de a indústria moveleira italiana desenvolver um design próprio e inovador. Isto propiciou uma renda adicional advinda da exportação de móveis exclusivos. Além disso, o mais importante é que o design italiano

conseguiu determinar o padrão de consumo em outros países, em particular na Europa e EUA.

Valores culturais e históricos  

A cadeia produtiva moveleira é uma das mais variadas e dinâmicas da economia brasileira. Os números comprovam. No ano de 2005, o faturamento...

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