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IMIGRAÇÃO FRANCESA Os imigrantes Franceses que aqui chegaram, eram na maioria agricultores, que com a falta de oportunidades em sua terra natal vinham em busca de novos horizontes. Aproveitando o incentivo do governo, migraram para o Brasil, instalaram-se em colônias e desenvolveram suas modernas técnicas de produção. Os primeiros imigrantes franceses chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX, não há registros precisos da data de chegada, dirigiram-se para a colônia de Benevides, numa área de 195 km, na região metropolitana de Belém do Pará.

Em 7 de julho de 1873, o governo imperial concedeu 6 léguas de terras na estrada de Bragança para concessão de lotes de terra aos imigrantes franceses. No Brasil, a maioria da imigração envolveu uma população expropriada e empobrecida. No caso dos imigrantes franceses, as famílias tinham um bom padrão de vida, viviam da agricultura e da produção de vinho. No sul do país, a vinda de frades franceses tem início no século XIX, quando o Bispo Don Claúdio José Gonçalves Ponce de Leão solicitou ao General dos Capuchinhos, em 30 de julho de 1893, a vinda de frades para atender as comunidades católicas formadas por imigrantes italianos e alemães recém chegados ao país. A missão que se transferiu para o sul do país era formada por professores e estudantes de Filosofia e Teologia.


Foi o francês Amadeo Gustavo Gastal que, em 1878, introduziu no sul do Brasil a produção de pêssego. Utilizando equipamento importado, ele elaborou as primeiras compotas da fruta, em seu estabelecimento, chamado Bruyères. Os primeiros pomares surgiram nessa época. Em Rio Grande uma das mais significativas contribuições dos franceses foi a realização das obras de melhoramento da Barra e construção do porto. As operações desenvolvidas pela “Compagnie Française du Port de Rio Grande do Sul”, que tiveram início em 1908 tinha como responsável o engenheiro francês Quellenec, especialista em obras marítimas. Em 15 de novembro de 1915, autorizada pelo Governo Federal, a C.O Francesa inaugurou o primeiro trecho de 500 metros de cais do Novo Porto, compreendendo 3 armazéns para mercadorias, servidos por guindastes elétricos, um depósito para carvão, servido por dois transbordadores elétricos, linhas férreas, etc. O Porto do Rio Grande é hoje o escoadouro natural das riquezas do estado e do país, e a porta de entrada dos bens e insumo necessários ao desenvolvimento. Único porto marítimo do estado, o Porto do Rio Grande é definido como o principal pólo do Corredor de Exportação do Extremo Sul. A França sempre foi vista como o país da cultura, da boa música, do requinte de sua culinária, do ensino de qualidade e dos hábitos e costumes refinados. Em Rio Grande uma das mais expressivas contribuições francesas podem ser acompanhadas através da educação, quando os Irmãos Maristas chegaram a cidade, por volta de 1913 e assumiram as instalações do antigo Colégio Sagrado Coração de Jesus, hoje Colégio São Francisco, que era mantido pelos Padres Jesuítas e que havia encerrado suas atividades em 1913 com 140 alunos matriculados. As educação Marista é uma proposta herdada do francês, São Marcelino Champagnat, cuja filosofia está voltada para a formação integral do cidadão, alicerçada nos valores da amizade, do respeito, da solidariedade e do crescimento espiritual. E como missão: fé, cultura e vida à luz do evangelho. A culinária francesa é considerada a de estilo mais elegante e refinado do mundo. As técnicas francesas de cozinhar tem exercido grande influência em quase toda a culinária ocidental. Quase todas as escolas de culinária usam a cozinha francesa como base. A cozinha francesa pode ser dividida em: Cuisine du terroir; Cuisine nouvelle e


Cozinha burguesa. A cozinha burguesa inclui todos os partos clĂĄssicos franceses que foram adaptados ao longo dos anos, para atender ao gosto mais refinado. Inclui molhos ricos Ă base de creme e algumas tĂŠcnicas complexas de cozinhar.

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