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Revista Mensal Gratuita - DeepArt - NĂşmero 6 - Janeiro de 2013


FICHA TÉCNICA Direção Inês Ferreira Tel: 966 467 842 direcao@deepart.pt Editor-in-chief Tiago Costa Tel: 965 265 075 direcao@deepart.pt Comunicação e Marketing comunicacao@deepart.pt Design Gráfico e Direção Criativa Inês Ferreira design@deepart.pt Fotografia e Pós-Produção Tiago Costa fotografia@deepart.pt Colaboradores Vanessa da Trindade - Rita Trindade Joana Domingues - Ágata C. Pinho Rita Chuva - Rita Reis - Gustavo Mesk C.Jacob - Pedro Carvalho - Elsa Alves Vítor Marques - Nervos - Rui Zilhão Colaborações Especiais João Carlos - Darren Bay - Marissa Adele - Guerline Fequiere - Aliona @ fentonmoon.com - Rene @ apmmodels. com - Gina Hernandez - Steven Gorgas - Ricardo Santos - Renato Silveira - Ricardo Aço @ Elite Lisbon - Pedro Nicolau - Carla Pires - Silvana Querido Victoria Goulding - Daniela Hanganu @ Central Models

Revista Mensal Gratuita - Nº 6 - Janeiro de 2013

Photographer - João Carlos Wardrobe Stylist - Marissa Adele Make Up Artist - Guerline Fequiere Hair Stylist - Darren Bay Model - Aliona @ fentonmoon.com Photo Assistant - Steven Gorgas Retoucher - Gina Hernandez Site www.deepart.pt facebook.com/deepartmagazine Para outros assuntos: geral@deepart.pt Propriedade Inês Ferreira Periodicidade Mensal Contribuinte 244866430 Sede de redação Rua Manuel Henrique, nº49, r/c, dto., 2645-056 Alcabideche Inscrição na ERC 126272 É proibido reproduzir total ou parcialmente o conteúdo desta publicação sem a autorização expressa por escrito do editor.


Virar “A PÁGINA” Na edição passada, referi-me neste campo, à questão de “virar a página”, assunto sobre o qual tanto se poderia falar. Daria mesmo para escrever mais do que uma revista, um livro!

Se 2012 já deu o que falar e pensar, imaginemos agora um 2013 como uma página em branco que pega nas reticências do ano anterior e continua infinita e ininterruptamente mês após mês.

2012 tal como disse, foi um ano marcado por “virar as páginas” de tantos assuntos diferentes, na vida de cada um.

Não julguem por este meu discurso (uma vez mais saudosista), que sou uma pessoa absolutamente otimista e confiante, mas a realidade é que com o passar das edições, tenho vindo a acreditar cada vez mais que quando estamos de facto focados num objetivo, os resultados acabam por ser promissores!

No caso específico da DeepArt, marcou a sua aparição, com tantas páginas repletas de histórias, desde designers, a fotógrafos, a atores, a músicos e tantos, mas tantos outros, que se me pusesse aqui a descrever, certamente não caberiam nesta página. Sempre fui adepta de histórias, desde a infância, e apercebo-me cada vez mais, que essa adoração por vivências traduzidas em palavras e imagens, é algo que não pára de me transportar para dentro desse universo e fascinar, por esse mesmo motivo. A DeepArt é não apenas para mim, como também para toda a equipa, a “fábrica de sonhos”, que se traduzem para nós em histórias que transmitimos aos nossos leitores. Além do mais, esta EQUIPA acredita em sonhos e por isso mesmo, virou a sua própria página, com aquilo que nos move: a máxima de “quem não arrisca, não petisca” e assim criámos a DeepArt, com um pedacinho de cada um, como um adn coletivo, que faz com que tantos temas diversos e dispares, se unam e façam parte do mesmo “bolo”.

No fundo, se ao ler isto estiver a pensar algo como “isto não passa de conversa cliché e nada na realidade é tão cor de rosa”, termine de ler esta edição e experimente pôr em prática um sonho seu, focado em etapas reais e provavelmente verá o quão simples às vezes pode ser e tornar o seu 2013 em algo inusitado e “virar a sua própria página”! E, terminando o longo discurso, que acaba por fluir em demasia, quando gosto de um tema, aproveite agora para conhecer um espaço mágico para adoçar janeiro: a Papabubble, onde encontrará rebuçados 100% artesanais e com desenhos apelativos. Veja também como se podem converter os nossos tão caraterísticos elétricos em ícones, espalhados por apartamentos lisboetas, entre muitos outros temas que farão do seu janeiro, um mês menos hostil e muito mais apelativo aos seus sentidos. Boa leitura!


2013

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Tendências - 2012/2013 ’The Dogs - are Back’ Um ano - novo Tendência - Be Cool Tendência - Frutos Vermelhos Tendência - Made in Portugal Tendência - Make-Up Girl Steven Meisel - O Pai das Supermodelos

P R I D E 1 8 2 2 2 6

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- Luísa Beirão - Importantes são as conquistas pessoais - Take Lisbon With You - Pelo seu criador Francisco Silva - Ricardo Carriço - Feliz com o projeto Confluência

E D I T O R I A L 3 0 4 2 5 6

- Editorial de moda - Recherché - Editorial de moda - Square Unknown - Editorial de moda - Into the Woods

G O O D I E S 7 2 8 0 8 4

8 0 4 0 0 0 0

7 2 - 8 5

- Editorial de Produto - Niemeyer - O Arquiteto Intemporal - Arrumação IN & OUT - está IN...

L I F E S T Y L E 8 9 9 1 1 1 1

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0246-

8 8 - 1 0 7

Boas entradas - (também nas salas de cinema!) PS_HOUSE - Esporões, Braga Nervos TOP 10 - Os melhores de 2012! Papabubble - O doce nunca foi tão original Cultura Urbana - Nacional e Internacional EmCara Viana do Castelo - Porto de Partida e de Chegada


TEMA - Portugal

ARTISTA - Diogo Machado

SITE - www.addfueltothefire.com


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Tendências 2012/2013

Foto: After DR

Por Rita Reis

Nesta última edição do ano 2012 é importante observar as tendências mais recentes que a indústria da moda tem para si, e perceber o que o futuro nos reserva. Quem acompanha as principais fashion week’s através das imagens de street style que correm mundo, apercebe-se que há algumas tendências que não passam despercebidas e que ultrapassam estações. Falo do uso de t-shirts em modelo masculino com toques vintage, o regresso da ganga total a relembrar os anos 80, o long coat camel, os acessórios XL e a dominar os estilo rock chic e o militar. Estes são os estilos que enchem as montras das grandes marcas, com preços acessíveis como Zara, Bimba&Lola e H&M. Foto: Tommy Ton

Nesta estação o look girly é posto de lado. Procura-se um estilo rebelde, com retoques minimalistas. Há um novo conceito de silhueta.


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Nesta monocromia black&white com cortes limpos a relembrar o Rock Chic, procuram-se peças statement como colares, brincos e pulseiras, coloridos e ornamentados, que farão a diferença. Para tal basta que cumpra sempre uma regra básica: nunca usar acessórios combinados, dando sempre maior importância e destaque a apenas um acessório. Quando falamos de brincos, basta apanhar os cabelos em high buns, chignons ou poney tails e usar sem constrangimentos todo o género de brincos de tamanho maxi. Para esta estação fria, elejo o long coat em cor camel como uma das peças essenciais, pela sua caraterística de adaptação a qualquer look no seu dia-a-dia. O estilo militar observa-se ainda com maior preponderância, em camiseiros e parkas com pêlo. O ideal será coordenar um look rock chic baseado nos tons escuros, com um t-shirt com uma mensagem forte, associar um long coat e dar-lhe glamour com um colar com pedras preciosas. Fica a dica e bom ano novo!

Foto: Sartorialist

Foto: Sartorialist


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‘The Dogs are Back’

Foto: http://www.thethreef.com/

Por Vítor Marques ourworldourstyle.blogspot.pt

Os estampados, as proporções diferentes e inesperadas, as formas oversize, o preto como ponto de partida dá às peças o charme e a classe, que aliadas ao seu design único, as tornam em autênticos objetos de desejo. Toda esta genialidade já valeu a Ricardo Tisci o título de Designer of the Year 2012, atribuído pela GQ. Quando nos últimos tempos nos deparámos com uma invasão (ainda que moderada) de peças de vestuário e acessórios com a estampa de um rottweiler, para a nova campanha, a Givenchy repete a ‘sua fórmula de sucesso’ e continua numa de cães. Diferença? Troca o rottweiller pelo Doberman, na “pre-fall 2013”.

Fotos:http://thefashionisto.com/mode/ givenchy-by-riccardo-tisci-pre-fall-2013-collection/

A Givenchy trouxe os cães para ficar, sorry Florence. A verdade é que, desde que Ricardo Tisci assumiu as rédeas da casa francesa, que os estampados digitais se tornaram como uma assinatura do designer, e consequentemente da marca.


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Fotos: http://www.mrporter.com/

Ainda a coleção Maison Martin Margiela para H&M mostrava todo o seu esplendor nas lojas, e já ecoavam rumores da próxima colaboração, pelas redes sociais. Só a possibilidade de a Givenchy vir a ser a próxima colaboração foi o suficiente para o meu batimento cardíaco aumentar. Pena que tenha sido sol de pouca dura, pois nada foi confirmado oficialmente. No que diz respeito à linha masculina da marca, esta é bem ousada. O uso de saias, clutches e looks totais em rosa-pálido nas coleções de pronto a vestir começam a repetir-se, estação após estação. Um total look da Givenchy pode ser demais para o comum dos mortais. Contudo, todo o homem que se preocupe com o seu estilo pessoal devia ponderar adquirir uma peça da marca. Porque não uma t-shirt ou um bomber jacket, com um dos magníficos estampados de Ricardo Tisci?! Se o problema é o preço, há que pensar nisso como um investimento. Uma peça de roupa pode ser mais que um simples pedaço de pano. É necessário ver para além da principal função da peça. Contudo, e se esta razão não lhe disser nada, a qualidade superior, a exclusividade e o facto de ser uma peça de designer podem ajudar na hora da compra.

T-shirt preta - mrporter.com/product/315197 Bomber Jacket - mrporter.com/product/315192 T-shirt com bandeira - mrporter.com/product/315190 T-shirt com estampa verde - mrporter.com/product/328634


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Um novo ano

Foto: www.facebook.com/LxMarket?ref=ts&fref=ts

Foto: atalaia31.wordpress.com

Por Vanessa Trindade trendalert.me

Não há como nos desviarmos desta sensação que antecede um novo ano… de que planeando bem, não há como correr mal. Ele é promessas, planos, arrumações várias e para os mais tarados… folhas de Excel. Eu sou igual a meio mundo e gosto de fazer listas. É uma coisa meio maníaca, mas eu curto assim. Linha a linha, ponto por ponto, para depois esquecê-la num qualquer consultório, onde aproveito para limpar a carteira. Por essa razão e como me foi dada a oportunidade de escrever para vocês, meu fiel público, a lista deste ano, ficará para a posteridade. Resolução número 1 Vou aprender a reciclar roupa. Os ateliers acontecem no 31 d’atalaia (Bairro Alto) e por 35 Euros/a sessão, aprendemos a modificar uma peça de roupa velha e a transformá-la numa coisa nova. Com a orientadora Inês Vicente, aprendemos a aplicar vários métodos, a fazer várias transformações… pelo bem da nossa carteira e do ambiente. http://atalaia31. wordpress.com. No número 31 da Atalaia, podemos ainda fazer uma data de outras coisas como workshops de crochet, corte e costura, ou simplesmente alugar a máquina de coser durante umas horas.

Resolução número 2 Vou livrar-me da tralha. Para o bem de todos, o consumo em 2ª mão deixou de ser considerado uma coisa má e, como acontece em tantas outras cidades do mundo, o vintage e a segunda mão estão na ordem do dia. Para além disso, surgem todos os dias novos espaços comerciais, que são locais onde se pode comprar e vender a tralha, para além de comprar produtos biológicos, locais, da época o que é uma escolha perfeitamente consciente. Pessoalmente sou fã do Lx Market, todos os domingos na espaço do Lx Factory, a rua fica linda, cheia de banquinhas de roupa, livros, discos, objetos em segunda mão. Para quem quer ir vender as suas coisas, é só aparecer, a contribuição ronda os 12 euros e dá direito a uma mesa de exposição para o dia inteiro. Eu já fui com duas amigas e passa-se um dia bem divertido: livramo-nos de umas coisas, acabamos a comprar outras na banca ao lado e trazemos para casa uns trocos.


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Três dias de Detox. Eu sugiro fazer logo depois das festas, mas a bem dizer, isto é bom para se fazer uma vez a cada mês, para os que como eu gostam de alarvar constantemente. Em que é que consiste? Três dias a sumos, um bocado estranhos, que se levantam diariamente na Liquid, no Chiado. A mistura dos ingredientes é feita na hora e para os efeitos pretendidos. Vai-se lá saber porquê que os meus tinham clorofila e aipo e um deles, um ar lamacento. Dito assim, até parece que aquilo é intragável e não é nada. São bem deliciososos, doces e fresquinhos. Um boost de energia e uma armadura vitamínica à prova de tudo o que é maleita. Estou rendida e fã. Na Rua Nova do Almada, nº 45ª. Resolução número 4 Usar cremes e máscaras. Há uns anos eu achava que fazer máscaras hidratantes/ refrescantes/nutrientes era coisa de quem não tinha mais nada que fazer. Estava enganada. A partir do 30 (cof, cof) as máscaras são indispensáveis para uma pele saudável… tal como os séruns. Esta vou fazer com regularidade, chama-se freeze capsuled mask da mesoestetic, e é uma inovadora máscara facial à base de mentol, vitamina C e aloé vera, que proporciona um efeito fresco instantâneo. Os poros fecham-se, a pele recupera a cor e o aspeto saudável… tudo em bom e apenas na troca de 10 minutos do nosso tempo. E pronto, não me quero comprometer com muito mais, porque sou uma mulher de palavra.

Foto: mesoestetic.com

Foto: facebook Liquid na Merendinha

Foto: facebook Liquid na Merendinha

Foto: www.facebook.com/LxMarket?ref=ts&fref=ts

Resolução número 3


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BE COOL

Foto: Coleção de Outono-Inverno 2012-13 Bimba y Lola

Calças em ganga encerada, €95, Pepe Jeans.

Máquina Fotográfica Belair, €299, Lomography.

Anel com cabeça de gato, €118, Pez. Capa para iPhone 4G Julio, preço sob consulta, Marc Jacobs.

Bota Carpatos Nobrand, €152, Nobrand.

Parka em algodão e pêlo, €725, Pinko.

Lenço, €35, Daniela. Mala, €145, Fly London.

Colar EKJEWAW Black, preço sob consulta. Óculos de Sol com haste transparente, €79,95, Uterqüe.

Por Rita Reis


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Foto: Coleção Outono-Inverno 2012-2013, da Cheap Monday.

FRUTOS VERMELHOS

Bloco de Notas, preço sob consulta, Smythson, em www.net-a-porter-com. Casaco em tweed e pele, preço sob consulta, Globe.

Botas de salto alto, modelo Valle 700 Rust 1, €249,80, Cubanas.

Luvas em pele, lã e pêlo, €166, Hoss.

Calças em algodão e elastano, €99, Levi’s Red Tab.

Óculos com armação em acetato e metal, €255, Gucci.

Saco em pele, €3700, Hermès.

Mocassins em pele, €89,95, Massimo Dutti. Chapéu em feltro de lã, €250, Emílio Pucci, em www.net-a-porter-com.

Colar em resina e vidro, €2490, Lanvin.


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MADE IN PORTUGAL Caderno Serrote Liso, €4,50, Publicações Serrote. Creme para Mãos Alantoine, €6,40, Cremes Nally.

Creme de Barbear Ribeira do Porto, €12,18, Antiga Barbearia de Bairro.

Sabonete floral rosa, €7,30, Claus Porto. Mala, €65, Portuguesa.

Jarra-fado, €17,99, Portugal Gifts. Terrina tomate, €51,45, Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro.

Pasta Dentífrica Couto, €2,35, Fábrica Couto.

Xarope de Groselha, €12,90, Quiosque de Refresco.

Sardinhas coloridas, €10,50, Portugal Gifts. Relógio Lenço de Namorados, preço sob consulta, Terra Lusa. Por Rita Reis


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MAKE-UP GIRL

Foto: Bette Franke foto Luca Lazzari

Acqua Di Parma Blu Mediterraneo, €61,90, Fico Di Amalfi.

Perfume L’Or Céleste, da Coleção Contos de Natal, €62,50, Givenchy.

Champô Density Advanced, €11,95, L’Oréal Professionnel.

Verniz Please! Enchanted Mat Grey nº 182, €18, Givenchy.

Condicionador de Cabelo, €21,50, Kiehl’s.

Baton da Coleção Private Blend,€47,90, Tom Ford.

Gel refrescante e hidratante Sol de janeiro, €18,90, Sephora.

Eight Hour Cream, €25,12, Elizabeth Arden.

Sabonete peppermint, preço sob consulta, Loja do Banho.

Máscara de Pestanas, €20,71, Dior . Spray Nutritivo Aqualight, €3,75, Pantene.

Flexitone BB Cream, Dr. Brandt, preço sob consulta, Sephora. Máscara de Keratina, €20,90, Jean Louis David .


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Steven Meisel O Pai das Supermodelos

Foto: Steven-Meisel.tumblr.com

Por C. Jacob

“Steven Meisel - The Godfather� (Vogue Americana)


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No mundo da fotografia de moda, o produto final é composto por vários elementos, entre os quais, os modelos e, é mais que certo que o produto final só alcança o patamar de “muito bom” quando os modelos também o são. Uma evolução do típico modelo é o conceito de “supermodelo”, que está agora em extinção, sendo substituído pelas celebridades de Hollywood. No entanto, existiu na boca do mundo e é importante relembrar o trabalho de quem descobriu as mulheres que andam nas capas de todo o mundo. Steven Meisel nasceu em 1954, em Manhattan. Fotografou para a WWD, Seventeen, Mademoiselle, Self e finalmente para a Vogue, ou seja, uma carreira rapidamente catapultada para o sucesso. Esta fotografia é uma das muitas que resultaram da sessão fotográfica que pode ser o autorretrato de Steven Meisel. Nesta imagem são apresentadas todas as mulheres que Meisel descobriu, e às quais conseguiu transformar o look individual, no look do momento. Linda Evangelista foi uma das primeiras que Meisel encontrou e esta descoberta deu-se quando o mesmo folheava uma revista europeia sem qualquer importância e de repente, num canto de uma página, lá estava, uma fotografia minúscula de Linda, e Meisel pensou “Esplendorosa!” e no minuto seguinte já a estava a contratar para uma sessão para a Vogue. De diamantes em bruto, Meisel transforma as suas modelos em maravilhosas pedras polidas e, isto só é possível porque existe uma empatia entre as modelos e Meisel. Citações como “Ele faz-te sempre sentir segura” por Linda Evangelista, ou então “É como um pai orgulhoso que te presta atenção e tu sabes que ele está realmente interessado em ti” por Carolyn Murphy, confirmam-nos o anteriormente mencionado. Estas mulheres têm em comum o facto de serem intensas, polivalentes e com uma personalidade muito forte. Todas elas, em vez de verem Meisel como uma figura reservada (como o resto do mundo vê), vêm-no como um pai afetuoso.

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Steven Meisel é como um psicólogo, que faz com que as inseguranças das modelos desapareçam, para que quando estas estão a trabalhar, mostrem o mais natural que têm em si. Seguramente é isto que faz com que as modelos tenham mais ou menos sucesso, o facto de serem naturais e não mostrarem os seus receios, ou seja, aprendem a aceitar tudo o que acham que têm de mau e ao lidarem com essa situação, mostram a confiança que uma mulher do quotidiano gosta de ver nas revistas. Recapitulando, Meisel não tem um sítio definido onde procurar as modelos, simplesmente sente uma empatia com elas sabendo assim que o trabalho irá resultar, este não procura caraterísticas específicas nas mulheres, mas de acordo com a energia própria de cada uma, consegue intensificar as suas potencialidades, dando-lhes a ver o que realmente têm de bom. Não existe “magia” nenhuma na descoberta de modelos, neste caso em concreto, Meisel apenas sabe avaliar as caraterísticas que funcionam melhor no mundo da moda, em relação ao corpo que uma mulher deve ter e à personalidade que a mesma deve “emanar” nas sessões fotográficas. Não existe nenhuma lista de critérios específicos para a escolha das supermodelos e tudo o que estas mulheres têm em comum, é uma energia enorme que transparece para as fotografias e dá uma imensa força e caráter à fotografia de moda. Steven Meisel é como um realizador de cinema, que cria histórias (carreiras) em que as estrelas de cinema, são as suas supermodelos. Na imagem, no sentido dos ponteiros do relógio, a partir da esquerda: Carolyn Murphy, Liya Kebede, Kristen McMenamy, Coco Rocha, Jessica Stam, Amber Valleta, Linda Evangelista, Gisele Bündchen, Naomi Campbell, Christy Turlingthon, Karel Elson, Natalia Vodianova, Guinevere Van Seenus, Stella Tennant e Agyness Deyn. Ao lado direito de Naomi está Steven Meisel.


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Luísa Beirão

Importantes são as conquistas pessoais Luísa Beirão afirma-se como uma mulher realizada, alcançando os seus objetivos e orgulhosa no seu percurso, atualmente envolta em variados projetos, que lhe dão um brilho nos olhos especial! Por Inês Ferreira

DeepArt: Sabemos que chegaste a pensar seguir a área de Educação Física, mas que por algumas disciplinas mudaste de ideias. Julgas que se tivesses ído por essa área poderias ter sido muito bem sucedida nela? Luísa Beirão: Bem sucedida não sei! Mas feliz acho que também estaria, porque de facto era a única área com a qual eu me identificava profundamente. Tem tudo a ver comigo, porque é uma área dinâmica e que envolve partilha, ao ser-se professor, que implica quase uma partilha diária. Envolve ainda método, e eu sou muito metódica, ao ponto de tentar organizar tudo e mais alguma coisa. Mas em termos de sucesso não sei... é uma incógnita.

DA: Como descreves a experiência de teres desfilado para a Emporio Armani, com apenas 17 anos? LB: Na altura não valorizei, até porque achei que era uma coisa normal. Passados uns anos sim, achei que realmente tinha sido uma vitória e uma grande conquista, porque éramos milhares, como acontece habitualmente nos desfiles e nos castings. Naquela altura nem houve destaque a esse acontecimento. Foi apenas comunicado à imprensa, mas não houve grande divulgação. Foi mais uma conquista pessoal, do que propriamente pública, o que acaba por ser melhor até, porque é mais importante aquilo que nos afeta diretamente, do que aquilo que as pessoas sabem ou conhecem.

DA: Como se iniciou o teu percurso no mundo da moda? LB: Tinha 16 anos e estava bastante inquieta, uma vez que não sabia bem o que queria fazer no futuro, porque naquela idade deparamo-nos com uma decisão muito séria acerca do nosso futuro. Surgiu na altura das férias a hipótese de fazer um curso de modelo e eu achava que era apenas uma simples ocupação de tempo de férias. Fiz então o curso, que demorou cerca de 3 meses e havia no final do curso um júri, no qual constavam os diretores da Central Models, que me propuseram vir para Lisboa durante um mês, para começar a fazer fotografias, booking. Eu senti confiança e segurança, e percebi que de facto era uma coisa normal e séria ser modelo, que era algo que eu de facto desconhecia. Eu não tinha revistas de moda em casa, não tinha nenhuma ligação à moda, nem conhecia nenhum modelo na altura. E este mundo desconhecido muito rapidamente se tornou algo muito mais sério, também porque senti a tal segurança e confiança que me transmitiram.

DA: Qual foi a sensação de te tornares uma musa da Triumph, uma vez que posar em roupa interior era algo que não tinhas planeado? LB: Nunca tinha acontecido sequer. Foi sempre uma recusa minha, porque achava que não tinha perfil, corpo, nem à vontade e por isso pensava que o trabalho não iria ficar bem feito, até que surgiu a Triumph. A sensação foi muito boa porque eu já conhecia a marca há muitos anos, e as últimas campanhas que a marca fez são ótimas. Quando descobri que o meu nome “estava em cima da mesa”, que havia interesse da marca em trabalhar comigo, e tornar-me também uma musa, foi bastante gratificante porque além de ser um segundo recomeçar na minha carreira, foi também um privilégio poder trabalhar com a marca e dar continuidade a todas as campanhas tão bonitas, que tinham sido feitas até à altura. A equipa era ótima e eu também sabia com quem ía trabalhar... tudo isso conta.


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Foto: Tiago Costa


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DA: Quais são as mais valias do mundo da moda na tua opinião? E o que vês como menos positivo neste “mundo”? LB: As mais valias são a autonomia e independência que ganhamos e as conquistas pessoais. A nossa auto estima também tem de ser automaticamente valorizada, mesmo quando há críticas menos positivas, porque são também construtivas. Também as viagens são uma importante mais valia. Em relação aos pontos menos favoráveis, penso que hoje em dia não há propriamente pontos desfavoráveis. Além do mais, a exposição é tanta hoje em dia, mesmo para um modelo que está no começo, que consegue rapidamente começar a trabalhar muito e ter, se calhar, a notoriedade que é pretendida, enquanto que há uns anos era tudo muito mais lento e difícil. Mesmo em termos de compensações monetárias, antes não eram tão significativas, apesar de hoje em dia, o mercado também estar péssimo a nível financeiro, mas acho que continua a ser possível viver da moda. Penso que a coisa mais desfavorável seja a solidão pela qual por vezes, temos de passar, mas isso faz parte do crescimento pessoal, e todas as pessoas têm de ser fortes neste ponto para estarem bem. DA: Gostavas que algum dos teus filhos seguisse os teus “passos”? LB: É-me completamente indiferente, para já. Ou melhor, não penso nisso porque ainda faltam imensos anos. A minha filha tem quatro anos e o Frederico dois, mas se for uma opção, porque não apoiar? A minha intenção enquanto mãe e o meu papel, será sempre apoiar, independentemente das decisões deles. Posso aconselhar, tal como os meus pais fizeram comigo. Lembro-me que a minha mão não apoiou inicialmente a minha vontade, nem a de tirar o curso, mas nunca me proibiu. Nunca me disse para não ir, nem me “fechou em casa”, portanto acho que tem de haver uma coerência e acima de tudo, temos de conhecer os nossos filhos. Só assim saberei se têm estrutura para a profissão e se será benéfico para eles, ou não.

DA: O que gostarias de ter feito, ou que ainda pretendas fazer, na tua carreira de modelo? LB: A última grande conquista/desafio que tive (e acho que era uma das coisas que me faltava ter), foi um contrato com uma das melhores marcas internacionais: a L’Oréal. Neste momento sou embaixadora de uma gama de produtos que se chama Mythic Oil. Fiquei muito feliz, porque era algo que queria muito fazer, e porque sempre fui reconhecida pelo meu cabelo e esta gama de produtos é precisamente para cuidados de cabelo. Tenho também o meu blog, que criei, por volta de março de 2012, que é o “The Indie Pearl” (www.theindiepearl. com). Senti que a determinada altura da minha vida havia alguma curiosidade em torno de mim, sobre quem eu era, o que fazia e o que vestia, e tenho sido muito surpreendida pela abordagem das pessoas, pela simples curiosidade que têm, pelas pequenas dúvidas do dia a dia, de como arranjam o cabelo, sobre unhas de gel, aquelas coisas triviais, porque todos somos triviais e eu acho isso muito engraçado. Não é uma troca de serviços. É simplesmente um caminho que eu quero solidificar e não é nada pretensioso. Escrevo sobre o que quero e às vezes como não tenho tempo, prefiro não escrever, nem postar nada, em vez de postar uma fotografia que alguém tirou e que está publicada. Prefiro portanto, dar uma opinião própria, sobre as coisas com que me identifico e que acho que valem a pena. DA: Há outras áreas pelas quais gostasses de enveredar, para além da moda? LB: Em relação a outras áreas, seria a área do restauro, porque restaurar velharias é algo que me fascina há anos. Dois tios meus tiveram antiquários e se calhar vem um bocadinho daí o gosto, por ter crescido com coisas velhas, que de repente ficaram ótimas e com muito gosto pessoal. Gostava também de ter um espaço, tipo hotel de charme porque se há coisa que eu gosto imenso de fazer, é receber pessoas e cuidar de pôr a mesa e comprar flores... aquelas coisas que eu considero normais, mas sei que são um mimo para muitas pessoas, mas é uma das coisas que também me fascina imenso: dar prazer às outras pessoas, um pouco como a questão maternal. DA: Quando tiveres 70 anos, o que queres ver no teu percurso, profissional ou pessoal, ao olhares para trás? LB: Quero sentir-me orgulhosa daquilo que fiz! E isso, já aos 35 anos o sinto, o que é ótimo. Ter sido e continuar a ser feliz, e ver que os meus filhos são felizes, e orgulhar-me também deles. Essencialmente é isso!

Foto: Tiago Costa

DA: Como lidas com o mediatismo e exposição que a profissão te dá? LB: Lido de uma forma super natural. Faço a minha vida normalmente, sem me preocupar com absolutamente nada. Infelizmente o que acontece hoje em dia é que somos apanhados de surpresa e de repente, passado umas semanas, vemo-nos numa revista e ninguém veio perguntar naquele momento se podia tirar uma fotografia. Mas não deixo de fazer absolutamente nada, até porque se quiserem tiram, se não quiserem, não tiram.

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Take Lisbon With You Pelo seu criador Francisco Silva Não inventámos o elétrico, mas estamos a conseguir com que ele saia de Lisboa e de Portugal. Por Inês Ferreira

A Take Lisbon With You é uma marca Portuguesa. Fundada em 2012 foi criada para oferecer aos proprietários e empresas gestoras de apartamentos destinados a arrendamento de short staying, uma maior satisfação dos seus clientes através de uma oportunidade confortável, única e original, de levarem consigo o melhor souvenir da cidade de Lisboa. A Take Lisbon With You encara um apartamento como um canal de venda muito interessante e premium, mas sabendo fazer a distinção do que é ou não é intrusivo. O produto por ser o eléctrico de Lisboa numa conceção perfeita em miniatura, está intimamente ligado ao conceito do aluguer a turistas e é visto como um “must have”. O objetivo reside em colocar o produto nos apartamentos destinados ao arrendamento de curta duração, para que os visitantes possam ter a oportunidade de levar o melhor souvenir de Lisboa, sem que tenham para isso de se deslocar a lojas para procurar “aquela” lembrança para a família, ou mesmo para eles próprios. Este serviço, torna-se então, nada mais do que uma

ação de good will dos proprietários dos apartamentos para com os seus clientes, e como a Take Lisbon With You acredita que pode melhorar os user reviews que são posteriormente feitos pelos clientes, e que funcionam como a publicidade mais credível que um apartamento destes pode ter.
Não só, oferece uma permuta de informação, partilhando nos meios de comunicação da marca toda a informação relativa aos apartamentos em que estão inseridos, e ainda uma margem de lucro da posterior revenda aos clientes. A Take Lisbon With You oferece ainda um serviço de encomendas a particulares, como colecionadores, e a empresas que poderão personalizar a miniatura para efeitos de branding ou oferta de brindes. A meta, para além da comercialização do seu produto o elétrico de Lisboa em miniatura, à escala rigorosa de 1/87 - é crescer como ativista na defesa dos interesses da cidade de Lisboa, seja através de parcerias, eventos, atividades culturais ou lúdicas, mas sempre com um objetivo comum: tornar Lisboa melhor.


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DeepArt: Como surgiu a ideia de lançares a “Take Lisbon With You”? Francisco Silva: A ideia partiu de um insight de uma amiga minha, que gere alguns destes apartamentos de short staying para turistas, quando num dia me disse que estava super stressada porque ía receber uns novos inquilinos e que nada poderia falhar. Este negócio do arrendamento a turistas vive da perfeição e do “care about” com as condições da casa, e na melhor forma de receber os clientes. No fundo trata-se de uma avaliação à estadia, e um mau comentário pode pôr em causa o sucesso do arrendamento, e consequentemente um enorme prejuízo financeiro ao proprietário. Com isto, e uma vez já tendo o produto - o melhor souvenir de Lisboa, mas apenas a ser comercializado em lojas de souvenirs por toda a cidade, e em alguns locais em Cascais e Sintra, lembrei-me: - Mas porque não vender a miniatura nestes apartamentos? É um produto totalmente relacionado com o espírito deste mercado, e enquadra-se, até porque a maioria destes apartamentos estão localizados na baixa de Lisboa, onde constantemente passam elétricos para cima e para baixo, e os turistas criam um elo de ligação forte com este ícone lisboeta, até porque todos acabam por experimentá-lo para conhecer a cidade. E assim nasceu... porque “Se o eléctrico dá a conhecer aos turistas a cidade de Lisboa, porque não levar o eléctrico a conhecer as cidades dos turistas?” Daí o nome e conceito - Take Lisbon With You. DA: A quem é dirigida? Porquê? FS: Emocionalmente, acima de tudo é dirigida a mim próprio. O poder fazer algo, criado e pensado por mim, faz-me acordar todos os dias apaixonado pelo projeto e pela ideia - é muito bom e como diz o velho ditado “Quem corre por gosto não cansa”. Inicialmente este projeto foi concebido para atingir essencialmente o público estrangeiro que se instala em apartamentos para conhecer Lisboa, e aliás é nele que reside o sucesso ou insucesso do negócio. É este público o grande potencial comprador, e como tal temos de chegar lá, e o nosso posicionamento é esse mesmo. No entanto e através da página de Facebook temo-nos vindo a aperceber que existe uma grande fatia de negócio que vive do público nacional residente em Portugal, mas surpreendentemente portugueses que vivem fora do país - o chamado “mercado da saudade”. Estes são uns verdadeiros apaixonados por tudo o que é Portugal e Lisboa, e têm sido um alvo muito interessante que começámos também a explorar, e que não deixam de ser uma boa fonte de rendimento.


Foto: Tiago Costa

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DA: Porque decidiste mostrar o elétrico como símbolo de Lisboa e não outro elemento? FS: Há 12 anos atrás o meu pai, que sempre esteve na sua vida ligado ao turismo em Portugal, e através de comentários e insights de clientes, chegou à conclusão que Lisboa tinha uma oferta muito escassa em termos de merchandising da cidade. Lisboa, de facto, nunca explorou este mercado, penso que por falta de visão, ou por falta de apreço àquilo que é nosso, e foi assim, que o meu pai se lembrou do elétrico de Lisboa, não só por ter tido clientes que o admiram por completo, mas também porque na altura nem sequer existia à venda a sua miniatura. Fez-se o molde, e produziu-se a primeira “fornada” de elétricos de Lisboa. Começaram a ser distribuídos nas dezenas de lojas de souvenirs em Lisboa, e o negócio começou a fluir... Mais do que um negócio, estabeleceu-se um novo mercado, e não havia turista que não levasse com ele um 28 para o seu país. Hoje em dia, o elétrico de Lisboa está em todo o lado, em autocolantes, em grafitis, em ímans para o frigorífico, em postais, em cera, em resinas, t-shirts, e até já temos imitações do nosso menino. Mas para nós tudo isto é positivo. Não inventámos o elétrico, mas estamos a conseguir com que ele saia de Lisboa e de Portugal. DA: Pensas vir a aliar ao elétrico, outros símbolos tão lisboetas, como a guitarra portuguesa, por exemplo? FS: Essa é uma boa pergunta, em que pensamos bastante. O elétrico foi uma “herança”, mas pensamos em alargar o nosso leque de produtos. Para já queremos manter a identidade, e provavelmente serão produtos ligados ao “amarelinho”. De qualquer forma o céu é o limite, e não negamos novos desafios, mas acima de tudo é preciso respeitar o ADN da Take Lisbon With You. DA: Além dos apartamentos para turistas, em que outros sítios podem as pessoas encontrar estas “lembranças” para comprar? FS: Felizmente e por que nos têm pedido, estamos a alargar o nosso território para além dos apartamentos, e vamos estando também em restaurantes e cafés em Lisboa, mas apenas aqueles que estejam marcadamente ligados ao nosso conceito e que estejam vocacionados para enaltecer a cidade, principalmente aqueles que reúnem uma maior aptidão para receber turistas. De outra forma, estamos no dito comércio tradicional, em tudo o que é lojinha de souvenirs pela zona baixa de Lisboa, Cascais e Sintra, e alguns postos de Turismo. Acaba por ser o outro canal de venda para além dos apartamentos.

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DA: ) Há planos de exportar para o estrangeiro, de forma a poderem lá chegar, sem irem apenas com os turistas que por cá passaram? FS: Se estiveres a falar do elétrico, acho que não faria sentido vender no estrangeiro, tal como não se vendem, por exemplo, táxis de Londres em Lisboa. Agora, se estiveres a falar de exportar o conceito e a ideia para estrangeiro... sim, há. Claramente! Por termos pensado nisso já patenteámos logotipos e derivações, bem como nomes de marcas, como Take Rome With You; Take Rio de Janeiro With You, Take Paris With You, etc. Os souvenirs não são novidade para ninguém, mas o canal de venda e o nosso conceito, sim, são! Temos planos muito vincados para que no início de 2014 estejamos a partir para uma outra cidade, ainda a tentar ver qual, e assim sucessivamente, começando do zero em cada uma. Mas claro que com a vantagem de irmos construindo património e um bom background de marca e credibilidade, poderá abrir-nos mais portas por esse mundo fora. DA: Julgas que os turistas valorizam mais a nossa cultura, do que nós próprios? FS: Isso é como comprar a paixão com o amor. Paixão tem validade, o amor não. Para os turistas é novidade, interessam-se por conhecer algo novo, e valorizam o enriquecimento cultural, mas nunca chegam a amar, e a perceber o que é a essência de Lisboa. Amor é o que nós sentimos. É conhecer os cantos à casa. É saber onde o Sol nasce e onde se põe. É sentir o cheiro das castanhas e recuarmos 20 anos da nossa existência. É olhar para um Castelo que ainda nos defende... É conhecer o som da faixa da esquerda da Ponte 25 de Abril. Isso é amor. Isso é valorizar a nossa cultura e a nossa cidade. DA: Onde gostarias de chegar com a “Take Lisbon With You”? FS: Se não chegarmos ao coração das pessoas, não chegamos a lado nenhum.

Francisco Marques da Silva Office: Take Lisbon With You ®, Rua Engenheiro Caldeira Rodrigues N9 - 1F, Lisboa 1600-231 Email: francisco@takelisbonwithyou.pt Web: www.takelisbonwithyou.pt Tel: 93 888 01 69 www.facebook.com/takelisbonwithyou


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Ricardo Carriço

Feliz com o projeto Confluência Ricardo Carriço fala da sua carreira, afirmando que “o caminho é para a frente”, e que a Confluência é o projeto da sua vida. Por Inês Ferreira

DeepArt: Havia um estigma relativamente ao facto de teres vindo da moda. Julgas que o facto de teres começado como manequim, te abriu as portas para a representação? Ricardo Carriço: Abriu-me algumas portas é um facto. E também fez com que eu me tornasse mais conhecido e me projetasse a outro nível. É verdade que me ajudou bastante! DA: O que é mais gratificante para ti: o teatro ou a televisão? RC: Eu acho que o trabalho de ator, é por si só gratificante, e não vejo grandes diferenças entre teatro e televisão. São linguagens diferentes, é um facto, mas a paixão para mim da construção da personagem e o facto de lhe dar vida, já é muito gratificante. Também o reconhecimento do público à verdade que nós demos a essa personagem, acho que é do mais gratificante que há, seja em cima das “tábuas”, seja à frente de uma camera de televisão. DA: Acontece-te estares tão embrenhado num papel, que não te consegues “descolar” do mesmo? RC: Houve uma vez uma personagem, que eu “trouxe para casa”, confesso. Era uma personagem da novela “Flor do Mar”, que era de tal modo “pesada”, que na altura em que acabavam as gravações eu esperava cerca de 5/10 minutos, para ver se a deixava lá completamente. Como trabalhamos muito com o nosso lado emocional, disponibilizamo-nos na totalidade para a personagem e, quando há uma personagem que tem uma personalidade muito forte e que nos invade, há sempre um momento em que temos de tentar separar as coisas. Há também outras personagens que nos marcam, que não sabemos bem como, nem porquê, mas que de repente se voltam a revelar. Recordo-me de uma personagem

que fiz na novela “Desencontros”, que era um agente da Polícia Judiciária. Na altura fiz uma mini formação com a PJ, em que experimentava armas reais, e conversava bastante com os agentes. O mais engraçado ainda, é que anos mais tarde, estava eu numa brincadeira de paintball e de repente dou comigo a saltar por cima de coisas, a dar um salto com uma cambalhota, a cair em cambalhota, com uma arma na mão e aos tiros! Acabei por “limpar” aquilo tudo, peguei na bandeira e vim-me embora. Nunca tive formação, nem fiz o serviço militar, portanto penso que há aprendizagens que ficam obviamente, com as nossas personagens, que acabam também nalguns casos, por ser úteis, quanto mais não seja nos jogos, para a nossa vida real. DA: Como está a correr esta recente experiência no “Dancin’ Days”? RC: Muito bem! É uma equipa excelente, com um grupo tanto de atores, como de técnicos, fantástica. É engraçado porque toda a gente “fala a mesma língua” e temos tido bastante reconhecimento do público, o que é extraordinário. DA: Qual foi o trabalho que te deu mais prazer fazer? Porquê? RC: Vários. Recordo-me dos meus dois primeiros trabalhos, um deles o Claxon e o outro, o Major Alvega. Recordo a novela “Desencontros”, peças de teatro como o “Sétimo Céu”, entre muitos outros! Eu acho que talvez o Major Alvega tenha sido aquele que mais me marcou, porque estavamos a trabalhar numa linguagem completamente diferente, em relação ao que se fazia na altura. Hoje em dia toda a gente faz trabalhos com croma, ou então através de informática, mas naquela altura não. Foi também a primeira série portuguesa a ser nomeada para um Emmy.


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Foto: Tiago Costa


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Foto: Vítor Neno

DA: Terias sido pintor caso não tivesses enveredado pela representação? RC: Não sei, mas se eu neste momento não tivesse todas as coisas que tenho a fazer, seguramente estaria a pintar. DA: Quais são as mais valias da fama e quais são os pontos menos positivos? RC: A mais valia da fama, de algum modo é o facto de sermos figuras públicas e, muito sinceramente, isso ajuda-nos em algumas situações, a resolver determinado tipo de problemas. Temos também acesso a coisas que o “comum mortal” por assim dizer, não tem, e podemos ainda estar associados a marcas. De repente temos um carro que não é nosso, no qual apenas temos de pôr gasóleo, que é o meu caso, com a Toyota. Tenho ainda outras situações parecidas, com a Optimus e o Fitness Hut. No entanto, isto também acarreta alguma responsabilidade, porque o facto de sermos uma figura pública, implica que a nossa imagem tenha de ser muito bem gerida, senão acabou. No fundo as marcas, ou estas entidades quando nos encontram, sentem de algum modo que nos enquadramos com a imagem deles, bem como com a “filosofia da casa”, portanto, nós não somos escolhidos só porque somos figuras públicas, o que faz com que tenhamos de fazer uma boa gestão da nossa imagem e termos também um enorme respeito pela mesma.

DA: Qual é a tua caraterística enquanto pessoa, que julgas ter sido mais benéfica para o teu sucesso? RC: Isso depende sempre das várias fases na vida. Penso que tanto a nossa maneira de ser, como a nossa educação são essenciais. Podemos ser muito bons atores, mas se formos chatos ou mal educados, ninguém tem paciência para trabalhar connosco. Também as próprias experiências que a vida nos reserva fazem com que comecemos a tomar consciência sobre o que somos, sobre aquilo que nós queremos realmente, e consciência também do próprio trabalho. No fundo há um amadurecimento ao longo dos anos. DA: Qual é a sensação de dares aulas e veres crescer novos talentos? Qual é o peso da responsabilidade que isto acarreta? RC: Quando faço este trabalho, ou quando dou workshops de iniciação ao teatro, trabalho muito o lado emocional e faço com que as pessoas passem por experiências, normalmente utilizando a rejeição. Quando lidam com a rejeição, aprendem a pegar no pior que há nelas e voltar a “pôr o mesmo no lugar”. Uma das minhas preocupações e também da Maria Helena, (fundadora da Confluência), que infelizmente já não está entre nós, era traçarmos uma linha a direito e que os miúdos tivessem a noção do que é estar focado em algo. É extraordinário e muito gratificante termos o reconhecimento dos alunos, e sentir a confiança que têm em nós.


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DA: Sendo a Confluência um projeto muito importante para ti, onde é que pretendes chegar com o mesmo? RC: A Confluência é o projeto da minha vida. Eu fui convidado pela Maria Helena Torrado para entrar neste projeto, há cerca de 10 anos e foi uma coisa pela qual me apaixonei completamente, desde o primeiro momento. Quando surgiu a hipótese de termos o primeiro espaço, foi mágico, uma vez que fomos nós quem recuperou e transformou o mesmo. Eu gostava que a Confluência se afirmasse cada vez mais e que conseguisse ter os apoios necessários, para que possamos sobreviver numa fase tão difícil como esta, até porque acreditamos que “o caminho é para a frente”. Eu gostaria de ver a Confluência exatamente onde ela está, mas que fosse um espaço reconhecido, onde as pessoas realmente queiram trazer os espetáculos. Cascais também merece, e devemos descentralizarmo-nos um bocadinho das peças que estão a acontecer todas em Lisboa e trazê-las cá. DA: O que gostarias que os teus alunos tivessem sempre presente na sua vida e/ou carreira? RC: Gostava que eles fossem verdadeiros com eles próprios e que na vida tracem sempre uma linha a direito, com os objetivos que pretendem.

Foto: Facebook Confluencia Associacao

Foto: Vítor Neno

Foto: Vítor Neno

DA: Um desejo para 2013... RC: Que não nos falte trabalho! Nesta altura do campeonato, qual é o melhor desejo que se pode pedir, senão este? Gostava também que as pessoas perdessem um bocadinho este espírito consumista e descartável, que vivemos hoje em dia, na nossa sociedade. Eu acho que está a começar um novo mundo! Eu acredito que todas estas situações pelas quais estamos a passar, vão fazer com que nós voltemos a pôr os pés no chão e percebamos que as coisas más que acontecem, às vezes servem para nós crescermos.


RECHERCHÉ Photographer: João Carlos Hair Stylist: Darren Bay Wardrobe Stylist: Marissa Adele Make Up Artist: Guerline Fequiere Models: Aliona @ fentonmoon.com Rene @ apmmodels.com Retoucher: Gina Hernandez Photo Assistant: Steven Gorgas


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Casaco - Issey Miyake Peรงa cabelo - Mercura Colar - Ian Miyawaki Colar - Ian Miyawaki Vestido - Danielle Nicole Hills Top malha preta - Kimberly Ovitz

E D I T O R I A L


E D I T O R I A L

Casaco - Issey Miyake Peรงa cabelo - Mercura Colar - Ian Miyawaki Colar - Ian Miyawaki Vestido - Danielle Nicole Hills Top malha preta - Kimberly Ovitz

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テ田ulos - Mercura Colar - Melanie B Casaco - Issey Miyake Soutien e Cuecas - Eres Peテァa cabelo - The Hatterie Botas - Flip Flop Murkudis


E D I T O R I A L

Saia - Viktor Luna Colar - Ian Miyawaki Anel cisne - Melanie B Sapatos - Laurence Dacade Peรงa circular cabeรงa - Mercura

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E D I T O R I A L

Anel - Melanie B Fato de Banho - VPL Peรงa cabeรงa - Danielle Nicole Hills

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Vestido - Brioni Peรงa cabeรงa - Danielle Nicole Hills


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E D I T O R I A L

Óculos - Mercura Top - Viktor Luna Cinto - Issey Miyake Saia - Kimberly Ovitz Botas - Flip Flop Murkudis Colar caveira - Ian Miyakwaki Colar cristal - Stephen Dweck Peça cabeça em tule - The Hatterie Peça cabeça em lã - Danielle Nicole Hills


SQUARE UNKNOWN

Photo: Ricardo Santos Hairstyle: Renato Silveira Model: Ricardo Aรงo @ Elite Lisbon Styling: Ricardo Aรงo e Pedro Nicolau


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E D I T O R I A L

Casaco vintage Sapatos - Zara, 79,59€ Leggings - PRIMARK, 10€


E D I T O R I A L

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Cinto da produção Calças - Zara, 29,95€ Camisa - PRIMARK, 8€


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E D I T O R I A L

Casaco vintage Ténis - Nike, 112€ Leggings - Bowtie, 25,90€ Camisola - Bowtie, 25,90€


E D I T O R I A L

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Camisa vintage Calças da produção Colar - Parfois, 9,99€


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Túnica - PRIMARK, 15€ Leggings - Bowtie, 38€

E D I T O R I A L


E D I T O R I A L

Cinto - Zara, 17,95€ Calças - PRIMARK, 11€ Sapatos - Zara, 79,95€ Túnica - PRIMARK, 15€ Anéis vintage e da produção

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E D I T O R I A L

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Casaco vintage Calças - PRIMARK, 7€ Anel vintage


INTO THE

WOODS Photo: Carla Pires Production: Silvana Querido Make Up: Victoria Goulding Model: Daniela Hanganu @ Central Models


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Oxford - Gant Collants da stylist Vestido usado como saia - Gant Camisola de malha - Gant by Michael Bastian

E D I T O R I A L


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Camisa - Lacoste L!ve Sweater - Lacoste L!ve

E D I T O R I A L


E D I T O R I A L

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Saia - Lacoste Sweater - Lacoste L!ve Casaco de malha - Henry Cotton’s


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Gorro - Gant Casaco - Lacoste L!ve


Saia - Gant Gorro - Henry Cotton’s Casaco de malha - Gant


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Casaco - Lacoste

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Foto: Tiago Costa Direção de Arte: Inês Ferreira


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Mala - Fred Perry, €85 Relógio senhora - Lacoste, €165 Relógio homem - Lacoste, €295 Óculos - André Ópticas, €723 Relógio branco - Lacoste, €195 Óculos com brilhantes - André Ópticas, €249


Foto: Tiago Costa Direção de Arte: Inês Ferreira

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Mala - Fred Perry, €85 Cachecol - Camel, €55 Ténis - Fred Perry, €260 Relógio - Lacoste, €295 Chapéu - Fred Perry, €70 Gravata - Caramelo, €49


Foto: Tiago Costa Direção de Arte: Inês Ferreira

Botins - 2 Me, €250 Mochila - Fred Perry, €125 Óculos - André Ópticas, €249 Relógio branco - Lacoste, €195 Relógio castanho - Lacoste, €165


Foto: Tiago Costa Direção de Arte: Inês Ferreira

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Boina - Camel, €45 Cachecol - Camel, €55 Ténis - Fred Perry, €260 Relógio - Lacoste, €295 Pasta - Caramelo, €229 Gravata - Caramelo, €49 Óculos - André Ópticas, €723


Foto: Tiago Costa Direção de Arte: Inês Ferreira


Foto: Tiago Costa Direção de Arte: Inês Ferreira

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Relógio branco senhora - Lacoste, €195 Relógio castanho senhora - Lacoste, €165 Relógio homem - Lacoste, €295


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Niemeyer

O Arquiteto Intemporal Por Rita Trindade

“SE A RETA É O CAMINHO MAIS CURTO

ENTRE DOIS PONTOS,

A CURVA É O QUE FAZ O CONCRETO

BUSCAR O INFINITO.”

Foto: Dezeen

Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer.

1936-1943 – Participou na concepção da Sede do Ministério da Educação e da Saúde. Inicialmente não fazia parte da equipa de arquitectos nomeados pelo responsável do projecto, Luís Costa, para criar este edifício.

Esboço.

1937 – A pedido de um familiar, desenhou uma creche para uma instituição filantrópica – a Obra do Berço – que acolhia e cuidava de jovens mães. Foi o seu primeiro projecto finalizado. Curiosidade: não considerava este projecto parte da sua tão característica, arquitectura cheia de curvas. Segundo Niemeyer, essa só nasceu com o projecto de Pampulha.

Foto: Google

Bem sei que hoje começa um ano novo e este mês costuma ser sobre novos começos, novas vidas, novas atitudes, novas rotinas. Mas, às vezes, para dar lugar ao início de algo novo, outra coisa tem de acabar. Este mês relembro Oscar Niemeyer, arquitecto modernista brasileiro, que marcou a História da Arquitectura para sempre. Mas em vez de uma biografia, que se pode encontrar facilmente em qualquer lado (e que ocuparia muuuuuuuito espaço nesta revista), trago-vos uma espécie de best of. Nasceu a 15 de Dezembro de 1907 e faleceu a 5 de Dezembro de 2012. Foram 104 anos de vida, dos quais mais de 80 deles estiveram ligados à sua paixão: a arquitectura. Aqui poderão ver os seus projectos mais emblemáticos.

Contudo, depois de ter sido escolhido para ajudar Le Corbusier com os esboços e de os ter melhorado significativamente, foi escolhido pelo próprio Costa para liderar. Curiosidade: o edifício incorpora algo muito típico de Portugal: azulejos.


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Foto: SkyscraperCity.com

Foto: Google

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Pavilhão do Brasil, na Feira Mundial em Nova Iorque.

1939 – Juntamente com Luís Costa, desenhou o Pavilhão do Brasil para a Feira Mundial em Nova Iorque. Primou pela leveza e fluidez espacial, através de curvas e espaços abertos. Como se pode constatar, desde cedo estes elementos estiveram presentes no seu trabalho. Curiosidade: este projecto valeu-lhe as chaves da cidade de Nova Iorque, atribuídas pelo prefeito, pelo seu aspecto inovador e contrastante em relação aos restantes edifícios modernistas. 1940 – Foi convidado por Juscelino Kubitschek, prefeito de Belo Horizonte, e por Benedito Valadares, governador do estado de Minas Gerais, para desenhar uma série de edifícios que ficariam a ser conhecidos como o Complexo Arquitectónico de Pampulha. Incluía um casino, um restaurante/salão de baile, um clube de iate, um clube de golfe e uma igreja, todos distribuídos em redor de um lago artificial. A Igreja de São Francisco de Assis é o edifício mais icónico do projecto, por abordar características típicas da arquitectura barroca, mas ainda assim mantendo-se modernista. Em vez dos comuns pilares e vigas, Niemeyer optou por juntar parede e tecto numa forma parabólica de fina espessura, explorando

Casa de Burton G. Tremaine - esboço.

a plasticidade do betão. Em 1943, ano da conclusão do projecto, foi apresentada no MoMA uma exposição sobre construções no Brasil, após a qual Pampulha foi bastante aclamado. Curiosidade: foi Niemeyer o primeiro a utilizar formas curvas no exterior dos edifícios, apesar de Mies van der Rohe e Le Corbusier já terem trabalhado o mesmo princípio, mas no interior. Começou a questionar a hierarquia do exterior e do interior, que lhe viria a valer alguns “torceres de nariz” e afirmações de que o arquitecto se preocupava mais com o exterior e a parte estética dos projectos, do que com o seu interior e funcionalidade.

“SE VOCÊ TEM QUE VENCER

UM ESPAÇO GRANDE,

É A SOLUÇÃO NATURAL.”

Oscar Niemeyer

Foto: Google

A CURVA

Igreja Pampulha.


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“A GENTE TEM QUE

Foto: “Julian Weyer/openhousebcn.wordpress.com”

SONHAR, SENÃO AS COISAS NÃO ACONTECEM.” Oscar Niemeyer

Casa das Canoas.

1947 – Niemeyer voltou a Nova Iorque como parte de uma equipa de arquitectos internacionais que iriam desenhar a sede das Nações Unidas. Foi durante esta estadia que começou a projectar uma residência particular, a casa de Burton G. Tremaine. Nunca foi construída, mas é considerada um dos seus projectos residenciais mais ousados e muito provavelmente ter-se-ía tornado tão icónico como a Casa da Cascata de Frank Lloyd Wright, ou a Casa Farnsworth de Mies van der Rohe. Para o projecto, contou com a colaboração de Burle Marx (arquitecto paisagista), que desenhou os jardins a envolver a habitação. Curiosidade: o trabalho de ambos já se tinha cruzado em projectos anteriores, como foi o caso do projecto de Pampulha.

Foto: openhousebcn.wordpress.com

1953 – Um dos projectos mais admirados de Niemeyer é precisamente a casa que desenhou para si e que tem como nome “Casa das Canoas”. Foi construída num local de terreno irregular e por isso mesmo o objectivo foi não perturbar a paisagem, mas antes inserir a habitação na mesma. Assim, toda a casa apresenta curvas ao invés do obstáculo pesado que cria ser a linha recta, deixando a vegetação crescer e abrir caminho por ela, bem como uma incorporação da própria pedra, que se vê em vários sítios dentro da casa. Curiosidade: no ano em que Niemeyer completou 100 anos, este projecto foi considerado património cultural.

1956 –Depois da sua primeira visita à Europa e subsequente observação da arquitectura do velho continente, a abordagem de Niemeyer à arquitectura ganhou outra força. Cada vez mais o arquitecto se convencia de que os seus projectos dependiam a cem por cento de uma forte componente estética. Niemeyer foi visitado pelo recente presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, que tinha um plano de, juntamente com o arquitecto, construir a nova capital do Brasil, Brasília. Lúcio Costa foi o escolhido para planear a cidade e Niemeyer desenharia os edifícios. O mais conhecido é sem dúvida, o do Congresso Nacional do Brasil. Composto por quatro elementos, destaca-se pelas suas formas. Dos dois lados, vemos dois hemisférios – uma com o topo para cima, outra assente precisamente no seu topo. Entre elas, duas torres bem altas, onde se situam os escritórios. Curiosidade: em 2007, este edifício foi declarado património da UNESCO.

Casa das Canoas - esboço.


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Fotos: Maarten Van Den Driessche

Edifício do Congresso Nacional do Brasil.

1966 – Quando se mudou para Paris (que marcou o início do seu exílio), Oscar Niemeyer começou a desenvolver projectos de mobiliário que eram produzidos pela empresa Mobilier International. Começou por trabalhar com aço e pele, criando peças em quantidades limitadas para clientes particulares. Mais tarde, no final dos anos 70, algumas das suas peças foram produzidas no Brasil pela Tendo Japonesa e também pela Tendo Brasileira, mas desta vez usando contraplacado. A sua assinatura continuou mais que evidente, através das curvas que as suas peças de mobiliário apresentavam. Curiosidade: desenvolveu os seus projectos de mobiliário com a sua filha, Anna Maria.

Fotos: The Creators Project

2002 – Regressado ao Brasil, já desde 1985, assistiu à inauguração do Novo Museu, em Curitiba, no estado do Paraná. No ano seguinte, aquando da conclusão das obras de um anexo que tinha sido projectado por si, o mesmo museu foi inaugurado e renomeado, passando então a chamar-se Museu Oscar Niemeyer. Esta nova obra é conhecida ainda por Museu do Olho, já que a arquitectura lembra isso mesmo: um olho onde a paisagem envolvente é reflectida na fachada em vidro. O complexo original, ao qual se juntou este novo anexo, tinha também sido da autoria do arquitecto, em 1967. Era um instituto de educação e é agora ligado ao Museu através de um túnel subterrâneo. Curiosidade: o trabalho de cerâmica que reveste a base do museu foi pintado com desenhos do próprio Niemeyer. Mais uma vez, os jardins envolventes são da autoria de Burle Marx.

Niemeyer desenhou aproximadamente 600 projectos. O seu último foi precisamente em Brasília – a Torre de TV Digital. Foi concluído em 2012, ano em que o mundo se despediu de uma das maiores mentes da Arquitectura Moderna. Sempre afirmou que o importante é a vida, mais que a arquitectura, no seu caso. Esteve sempre ciente de que nem toda a gente poderia vir a usufruir das suas criações. Ainda assim, o seu objectivo foi sempre criar algo que chegasse a todos. Se ele construísse algo belo e que se destacasse, então mesmo quem não pudesse fazer mais que observar, estaria também a apreciar as suas criações. E algo tão notável como continuar a projectar novas ideias até aos 104 anos de idade, só nos pode deixar a pensar que realmente quem corre por gosto nunca cansa.

Museu Oscar Niemeyer Esta colaboradora/autora não escreve com o novo acordo.


G O O D I E S

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Arrumação IN & OUT está IN... Por Rita Chuva

Onde pus as chaves do carro? E as de casa? Não sei da minha agenda... outra vez! E a minha carteira, onde está? Parecem-lhe familares, estas constatações/desabafos? Pois bem, graças à criatividade do designer de mobiliário Dong-yeop Han, da Coreia do Sul, esses problemas são coisa do passado! A coleção No Stereotype permite, através da utilização de bandas elásticas colocadas no exterior de cada peça, ter mais espaço de arrumação e, ao mesmo tempo, ter sempre à mão tudo o que lhe fizer falta! Por exemplo, tem uma NS Chair na sala? Coloque nela o comando da TV, as suas revistas preferidas, para ler se lhe apetecer, e o telemóvel, não vá alguém ligar, enquanto relaxa nessa divisão. E, já agora, um pacote de bolachas e uma garrafa de água ou de sumo, não lhe vá dar a fome ou a sede...

Fonte: Design Milk (http://design-milk.com/) Fotos: HAN, Dong Yeop (http://handongyeop.com)

No hall de entrada, coloque a mais pequena das duas peças que compõem o conjunto NS Storage e aproveite para lhe juntar, através das tiras elásticas, um cabide. Assim, quando receber os seus amigos e familiares, estes podem, confortavelmente, colocar as malas e o que mais trouxerem dentro da arca e pendurar os casacos, tudo no mesmo espaço, evitando confusão na hora do tira-o-casaco-que-está-por-cima-do-meu-mas-por-baixo-da-mala-da-tia.


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G O O D I E S

No tampo, pode colocar as chaves, a correspondência e aqueles itens que devem estar sempre à porta, não vamos nós esquecê-los. Já a segunda peça do conjunto anterior, maior, é ideal para o quarto das crianças. Bonecadas, brinquedos e jogos podem conviver, alegremente, dentro da arca, enquanto, por fora, aproveite a área para decorar, prendendo nos elásticos desenhos feitos pelos seus rebentos, os lápis de cor e os livros com as histórias que lhes conta, na caminha, antes de dormir. No escritório, uma NS Cabinet vem mesmo a calhar! Colocada num canto ou sendo a peça central do espaço, fuja das tradicionais estantes e aposte numa arrumação inovadora. Dentro e fora deste armário, pode colocar tudo o que precisa para trabalhar. No espaço interior, coloque o que menos usa (ou o que tem menos teor decorativo...) e aproveite a parte exterior para dispor as suas canetas favoritas, os seus livros e cadernos e tudo o que entender. Enfim, a imaginação não tem limites! Mas o espaço disponível tem, por isso, também não exagere...


www.facebook.com/monica.goncalves.146?fref=ts


L I F E S T Y L E

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Boas entradas

(também nas salas de cinema!) Pronto, o mundo não acabou no dia 21 de dezembro. Pelo contrário, um ano novo começou e isso quer dizer, entre outras coisas, que há filmes a não perder a partir de janeiro. Por Ágata C. Pinho

Foto: modanapassarela.com.br

“Os Miseráveis”

“Os Miseráveis II”, de Tom Hooper (realizador de “O Discurso do Rei”), pode bem estar no topo da lista, depois da estreia tão aguardada de “Anna Karenina” de Joe Wright no mês passado. O musical serve como base para nova adaptação ao cinema. Quanto à história, todos a conhecem, na Broadway chamam-lhe “Les Miz”, como se fosse um amigo de longa data. Anne Hathaway canta um poderoso “I dreamed a dream” e Hugh Jackman e Amanda Seyfried completam um elenco promissor numa história intemporal, para (revi)ver a partir de dia 3 de janeiro. Mas antes ainda, logo no dia 1, estreia a animação “Zambézia”, de Wayne Thornley, produzida na África do Sul. O filme segue Kai, um jovem falcão que quer seguir o seu próprio rumo e tornar-se um Furacão, a elite de aves que protege uma cidade de pássaros chamada Zambézia, supostamente o lugar mais seguro de toda a África.

Mas há problemas no paraíso e os perigosos predadores estão mesmo a pedir um herói à altura... O dia 3 de janeiro traz ainda o filme “A Little Bit of Heaven” de Nicole Kassell, com Kate Hudson, Gael García Bernal, Kathy Bates e Whoopi Goldberg no elenco. Hudson recebe uma má notícia do médico (o deslumbrante Bernal), mas a paixão da sua vida leva-a a saborear o que é mais importante. O thriller “Eu, Alex Cross”, retoma a série que começou com os filmes “Na Teia da Aranha” e “Beijos que Matam”. Desta vez, visitamos os primeiros anos de Cross como detetive da polícia na cidade de Detroit, na perseguição de um assassino em série chamado Picasso. No dia 10 de janeiro estreia “Decisão de Risco” de Robert Zemeckis, com Denzel Washington. Um piloto de aviões salva quase todos os passageiros de uma catás-


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Foto: hancinema.net

Foto: http://www.moviedeskback.com

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“Django”

“In Another Country”

trofe aérea, mas a verdadeira questão é: como é que tudo começou? “Guia para um Final Feliz”, com Bradley Cooper, Julia Stiles e Robert DeNiro, mostra-nos os esforços de um homem para salvar o seu casamento e as peripécias que o ligam a uma ajudante inesperada.

adolescente cheia de vida a quem é diagnosticada uma doença terminal. Mas ela quer mais do que dar-se por vencida. Ela tem uma lista de coisas para fazer e vai pô-la em prática.

Do Reino Unido chega-nos “Hyde Park on Hudson”, com Bill Murray e Laura Linney, e da Coreia do Sul o filme “In Another Country”, a viagem de uma mãe e sua filha de Seul para uma praia da costa coreana, quando não conseguem pagar as suas dívidas. Esta é também uma viagem ao imaginário da jovem que ali começa a escrever um curioso argumento para uma curta metragem. Na animação “Monsters Inc” quem ocupa o grande ecrã são os monstros escondidos nos nossos armários e debaixo da cama, mais amorosos do que os maus da fita em “Texas Chainsaw”, que estreia também nesta data, em versão 3D. O debate sobre o 3D continua, os narizes torcem-se e há quem fuja dele. Neste caso, é perfeitamente compreensível. A 17 de janeiro estreia “00h30 Hora Negra”, com assinatura de Kathryn Bigelow na realização (relembre-se: a primeira senhora a receber um óscar como melhor realizadora, com “The Hurt Locker”!). “O Mentor”, de Paul Thomas Anderson, conta a história de um veterano da Marinha que, regressado da guerra e com poucas coordenadas para o futuro, é ganho pela Causa e pelo carisma do seu líder, Lancaster Dodd. O filme italiano “Reality” mostra a realidade/fantasia de Luciano, um napolitano que é convencido pela família a participar no reality show “Big Brother”. Chega também aos cinemas o filme “Seis Sessões”, com Helen Hunt, e o filme francês “Um Porco em Gaza” de Sylvain Estibal. A 24 de janeiro estreiam “Agora Fico Bem”, onde Dakota Fanning interpreta Tessa, uma

Outro filme muito aguardado pode ser visto a partir deste dia: “Django Libertado” de Quentin Tarantino, passado no sul dos Estados Unidos, pouco antes da Guerra Civil. Django é um escravo vendido a um caçador de recompensas, a quem deve auxiliar na captura de uma dupla de irmãos assassinos. O filme espanhol “O Impossível” de Juan Antonio Bayona e Sergio G. Sánchez abarca um elenco de peso: Ewan McGregor, Geraldine Chaplin e Naomi Watts, e junta-se a “República de Mininus”, filme português de Flora Gomes, “Sympathy for Delicious”, realizado pelo ator Mark Ruffalo, e “The Greatest” na lista de filmes para ver a partir deste dia. O último de janeiro traz-nos, da Rússia, “Fausto” de Aleksandr Sokurov, “Freelancers”, com Robert DeNiro, Forest Whitaker e 50 Cent, e o filme alemão “Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas”, de Tommy Wirkola. Depois de um Abraham Lincoln caçador de vampiros, o que esperar? Surpresas. Por falar no presidente assassinado na sequência de uma ída ao teatro, estreia também neste dia “Lincoln” de Steven Spielberg, com Daniel Day-Lewis, James Spader e Tommy Lee Jones. O thriller “Parker”, com Jason Statham, Jennifer Lopez e Nick Nolte, “Sister – Irmã” de Ursula Meier, passado numa estância de esqui de luxo na Suíça, e a comédia de Sarah Polley, “Take This Waltz”, com Sarah Silverman, Seth Rogen e Michelle Williams completam a lista de estreias. Desejamos a todos boas entradas nas salas de cinema e que as novas agendas estejam cheias de anotações de bons filmes para ver!


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PS_HOUSE

Esporões, Braga 2012 Ponto assente: a partir do interior da habitação não poderíamos deixar nunca de sentir o terreno desta forma livre, natural e imensa! Por Pedro Carvalho Inception Architects Studio

Para este número 6 da DeepArt Magazine, resolvemos revelar o projeto que é a mais recente prenda no ‘sapatinho’ do IAS. Fotos: Inception Architects Studio – IAS

Quando muito recentemente percorremos pela primeira vez o pequeno e estreito caminho municipal que nos conduziu ao terreno, não tínhamos a mais completa noção daquilo que nos esperava… Situado no topo da curva que lhe dá acesso, descobrimos um terreno de forma retangular, cujo acesso principal se efetua por uma zona a uma cota superior ao mesmo, o que nos permitiu contemplar a sua completa extensão. A sua própria morfologia constitui também uma agradável surpresa, já que – ao invés dos terrenos pouco ‘acidentados’ que encontramos até agora nos projetos que desenvolvemos - surge-nos agora uma área inserida numa das faces de um monte bastante sinuoso e acidentado…


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Fotos: Inception Architects Studio – IAS

Assim, encontrando-se numa zona de vale e a uma cota superior a uma linha de água, o terreno dá-nos uma fabulosa perspetiva do outro lado da margem, com as árvores e terrenos de regadio e cultura que lá se estendem; que contrasta com os esguios e esbeltos troncos e frondosas copas das árvores – na sua maioria eucaliptos – e alguma ‘zona de mato’ que se espalha e habita o lado onde nos encontramos. A solução surge quase que instantaneamente nas nossas cabeças! De imediato vimos que a solução teria que seguir vários caminhos alternativos que se encontrariam num ponto: obrigatoriamente a proposta teria que assentar numa lógica de funcionalidades invertidas, ou seja, em vez

de subir para se aceder às áreas privadas da habitação [aposentos] - após começarmos na zona social ou pública [como a grande maioria dos casos] - ao invés, descemos no terreno e na habitação, para ir conhecendo as suas várias áreas interiores. A ideia é que a solução proposta se implante no terreno num ‘vulgar’ esquema de socalcos, acompanhando o desnível e morfologia do mesmo e encerrando as várias valências necessárias ao programa. Por outro lado, pretendíamos o máximo de respeito pela envolvente natural, o menor derrube possível de árvores (serão removidas apenas 3 árvores, das muitas que lá encontramos), e a implantação da habitação com o aproveitamento da zona mais plana do terreno.


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Fotos: Inception Architects Studio – IAS

Ponto assente: a partir do interior da habitação não poderíamos deixar nunca de sentir o terreno desta forma livre, natural e imensa! A casa, por sua vez, teria que funcionar como um complemento às sensações experimentadas nessa primeira visita ao terreno e simultaneamente potenciar as qualidades que o cliente tanto aprecia na paisagem: o outro lado do vale; a aparente ‘rudeza’ e vegetação do terreno e as fabulosas vistas e exposição solar que permitem disfrutar de momentos, sem dúvida, indescritíveis. A PS_HOUSE é uma moradia unifamiliar do tipo V4, composta por 3 volumes distintos, cada um correspondente às 3 zonas diferentes da casa. O seu programa funcional vai organizar-se nestes 3 volumes, - que equivalem aos 3 pisos – encerrando no seu interior todas as valências necessárias. Trata-se, de resto, de um programa bastante simples e pouco complexo: garagem e zonas técnicas [arrumos; sala de máquinas e lavandaria] ocupam o piso térreo; zona de quartos [com 2 quartos de casal, instalação sanitária principal e 2 master suites], mais hall de entrada e área

de cozinha e sala de refeição em open-space, para o piso -1; e finalmente, no nível mais inferior, uma área de biblioteca com zona de leitura e uma instalação sanitária de serviço, juntamente com sala comum [composta por sala de estar e jantar] e uma pequena área para uma mesa de jogo reservada a momentos de descontração familiar. Na relação interior/exterior que pretendemos estabelecer, para que se pudesse sentir o terreno e a sua presença na habitação, criaram-se generosas aberturas que permitem – em alguns casos - usufruir de uma vista a 180º do terreno e de toda a sua envolvente. (Subindo ou descendo os 3 níveis da habitação, temos diferentes momentos de visão para o exterior que partem da contemplação do próprio céu e das copas altas das árvores que habitam o terreno num primeiro ‘frame’ [chamemos-lhe assim], passando por uma vista única dos seus esguios troncos e dos campos de cultivo ao longe num segundo ‘frame’, e terminando numa vista mais térrea com o terreno e a vegetação circundante, num terceiro e último ‘frame’… O inverso também é possível.)


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Fotos: Inception Architects Studio – IAS

Procurou-se sempre, aliás, esta correlação entre exterior/interior e vice-versa, cada um complementando o outro e permitindo a quem habita, usufruir de momentos únicos quer no interior, quer no exterior da habitação – uma vez que existem várias áreas exteriores e em diferentes níveis que possibilitam observar a envolvente. Finalmente, mas não menos importante, o aspeto exterior. Optou-se por uma solução sóbria e distinta, criada por materiais nobres, de estereotomia poderosa e com plasticidade única, como são o betão cinzento e a chapa canelada preta. Neste ponto, decidimos também alternar a sua utilização num jogo cromático, ou seja, preto/cinza/preto, ficando o piso -1, o que tem a entrada na habitação e a zona de quartos, em betão cru tratado, cuja aparente rudeza se conjuga com as árvores, vegetação e mato envolventes no terreno onde se implanta a solução. A proteger todas as zonas de varanda e pátios exteriores, singelos guarda-corpos em ferro pintados com a cor cinzenta e quase impercetíveis, ajudam a esbater a barreira entre o construído pelo homem e aquilo que é imposto pela natureza.


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Os nossos Nervos começaram a crescer no início de 2011. Primeiro, tentamos acalmar-nos em formato webzine mensal – na altura com uma equipa constituída por duas pessoas. Agora, fazemos uma terapia quinzenal e já andamos mais descansados. Não vos irrita quando dizem que a música portuguesa é toda má? Foi assim que nascemos. Realmente, às vezes o ódio pode ser uma motivação e, a bem dizer, é para calar essas más-línguas que agora nos juntamos para

mostrar a um país que se rejeita a si mesmo, que afinal há música em Portugal. Adaptámos os nossos conteúdos e vontades a um formato de arquivo vivo, para dar a conhecer ao mundo uma banda nova, antiga ou morta a cada quinze dias. Mas não há nada como ouvir. www.nervos.pt


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TOP 10

Os melhores de 2012! Savanna - Aurora Não sabemos se existem savanas perdidas pelo espaço interestelar mas, existindo, esta é a banda que vais querer ouvir assim que aterrares. Mais que uma viagem musical, Aurora surge como uma viagem temporal. Melhor, Aurora é, em conjunto, uma viagem temporal com banda sonora. Uma viagem espacial. A banda sonora de um western interplanetário, de cowboys verdes e lasers psicadélicos. Numa das propostas mais originais e ousadas do ano, a banda lisboeta faz um mix de espacialidade e psicadelismo ao longo de 20 minutos e 7 músicas, um mix que sabe a pouco, abre o apetite e apetece devorar sem piedade. Esta é uma Savanna especial e espacial. Deixa-te levar e... que a força esteja contigo.

ALTO! – ALTO! Quando este texto for publicado, o mundo não terá acabado. Mas, caso o mundo acabasse, este disco dos ALTO! seria daqueles para ouvir aos berros no quarto, a fazer head-banging enquanto lá fora reina o caos. Porque, lá está, os ALTO! são uma espécie de rock caótico idealizado, com riffs de guitarra, que nunca são orelhudos mas que fazem tremer as paredes e um vocalista que, se em disco impressiona, em palco é mesmo a encarnação do fim-do-mundo. Canções como “Quai de la Marne” ou a grande “Ulica Slawkowska” são das melhores coisas que o rock nacional ouviu em muito tempo, e saber que o mundo não acabou, ganha aqui mais importância porque, graças a isso, vamos poder saber o que farão a seguir. Mas, para prevenir, é melhor ouvir o disco bem alto e criar algum caos in-doors. Só para prevenir.


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Pega Monstro – Pega Monstro Nesta altura do ano já ninguém quer saber do ódio, do trolling, das críticas viscerais de que são alvo as manas lisboetas, da obsessão pouco saudável de alguns pelas mesmas. Ficam as canções vestidas de punk, o disco de estreia que, a bem ou a mal, entrou nos ouvidos e no imaginário português de 2012, o humor juvenil e ocasionalmente mordaz de coisas como “Dom Docas”, “Afta” ou “Pall Mall”. Fica sobretudo o pulsar noise-pop de uma coisa tão absolutamente fantástica quanto “Akon”. Fica ainda mais a expansão da Cafetra – impulsionada mais por elas que por qualquer outro -, a miríade de concertos, não só a solo como abrindo para artistas já “consagrados” (Real Estate, Jon Spencer, Ariel Pink), e, acima de tudo, o facto de, após um ano em cheio, continuarem numa onda típica de nonchalance juvenil: se isto é fachada (trocadilho esperto) ou não, não haverá de interessar muito. Que fique com quem perde tempo a discutir autenticidades. Para já, Pega Monstro, banda e disco, vão continuar a incendiar tudo o que toquem. Quer vocês queiram – quer elas queiram – quer não.

Process of Guilt - Faemin No topo do grupo “do que melhor se faz por cá” podemos encontrar os Process of Guilt. FAEMIN é duro, intenso e é o seu disco mais maduro até à data, e que fica inevitavelmente ligado à reinvenção sonora, levada a cabo pela banda. FAEMIN é deliciosamente acutilante: bem construído, assertivo e irresistível. É pelo poder que faixas como a “Empire” emanam, que este álbum nos conquista a cada audição e põe o coração a bater mais depressa. O peso e obscuridade latentes neste registo, ganham ainda uma nova dimensão quando recriados ao vivo. Um dos discos do ano e uma referência internacional para o mundo do post-metal.


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Memória de Peixe – Memória de Peixe O cartão de visita em rodela de plástico, da dupla instrumental Memória de Peixe poderia ser um EP, como é habitual em estreias discográficas, mas não é. Os concertos e os vídeos na internet já provavam o talento infinito dos dedos de Miguel Nicolau e do apurado toque de Nuno Oliveira nas peles. O passo seguinte, o disco, lançado em maio, apresenta um conjunto de temas que justifica o seu conceito de longa-duração. E ainda bem. A essência da Memória de Peixe reside em muito na capacidade de improviso transformada, neste caso, em oito canções (ah, a escondida “Fontana Park” soma nove). Para os enriquecer, entram em cena alguns convidados. Da Chick e Ricco Vitali apelam à dança com bolas de espelho à mistura em “Fish & Chick”; Catarina Salinas, dos portuenses Best Youth, sussurra a planante “Walkabout”; e o mestre Carlos Bica eleva a alma em “Day Job” – tema que desemboca na bonita paz de “Night Job”. Entre o rock, o jazz e o funk, a sintonia que Nicolau e Oliveira traduzem é tremenda. Os instrumentos soam infinitos. Prova que teremos memória de cardume para não nos esquecermos deles a longo prazo.

Burning Man - Ronin As bandas de Viana do Castelo têm uma pressão acrescida. Numa espécie de tradição secular, Viana do Castelo tem uma reputação de cidade do rock a manter. A reputação de uns Mr.Miyagi, Fools Die, Larkin, The Walking Dead, etc. “Ronin”, dos Burning Man é o mais recente expoente principal do referido. Pegando em influências que vão desde o sludge ao hardcore, de Men Eater a Mastodon (passando por High on Fire ou Torche), os vianenses pegaram nas brasas e marcaram o panorama da música mais pesada em Portugal, com o símbolo dos samurais. “Ronin”, concetual, é abrasivo; visceral. You’ll get burned!


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Gala Drop & Ben Chasny - Broda Os Gala Drop são daquelas bandas que gritam talento de uma ponta à outra, e a colaboração com Ben Chasny, dos Six Organs of Admittance e dos Comets on Fire parece uma combinação perfeita e um testamento ao reconhecimento além portas, deste quinteto lisboeta. Apesar da tendência progressiva de todos os envolvidos, este Broda apresenta-se em 28 minutos extremamente concisos, ao longo de três temas. Broda começa imediatamente a carregar um groove que se vai repetindo sem aborrecer, muito em parte pelo enriquecimento percursivo e pelo trabalho textural dos sintetizadores. É de assinalar a mestria das seis cordas que se vão ouvindo, havendo virtuosismo sem um único pingo de mau gosto. É música que vive da atmosfera, para ela, sendo palpável sem o conseguirmos perceber completamente.

Black Bombaim - Titans “Titans” é o nome do terceiro e muito aclamado longaduração dos Black Bombaim, que sucede o homónimo “Black Bombaim” (2009) e “Saturdays and Space Travels” (2010), que os levaram a tours pela vizinha Espanha, França e Reino Unido. Em maio deste ano, o trio barcelense de rock psicadélico/stoner brinda-nos com um disco dividido em 4 partes e selo da Lovers & Lollypops, que conta com a participação de um extraordinário batalhão de titãsconvidados, tanto portugueses como internacionais, de onde se destacam nomes como Adolfo Luxúria Canibal, Noel Von Harmonson, Shela, Guilherme Canhão, Isaiah Mitchell e Steve Mackay. Ao longo dos seus 65 minutos, gravados na Meifumado e masterizados na Golden Mastering, Califórnia (de onde saíram discos de Sonic Youth, The Melvins ou Om), “Titans” é uma viagem feita de jams de improvisação instrumental, onde as poderosas linhas de baixo de Tojó Rodrigues, criam a ambiência para a bateria de cadência sincopada de Paulo Senra e os riffs psicadélicos da guitarra domada por Ricardo Miranda.


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So.ma – Fuga Nasceram das cinzas dos Madcab e atacam de uma forma mais furiosa e dilaceral que estes. São os So.ma e apresentaram-se ao mundo o ano que passou, com o EP “Fuga”. Com cinco faixas apenas, a banda cria um registo coeso que nos deixa a desejar por mais, seja por invocarem os heróis da adolescência de muita boa gente, por sabermos que a bateria está a receber um excerto de porrada e não nos importarmos (ouvir Colosso), pelas guitarras frenéticas ou pelo baixo que por vezes se arrasta de forma deliciosa (em Mr. Miyagi), a verdade é que é um digno trabalho de estreia. Se a Distorção é a sua Soma, vamos todos dar as mãos e juntarmo-nos a este caos ordenado.

Azevedo Silva – Monja Mihara Dono de um talento singular e de vários Demónios, Azevedo Silva volta a abrir a porta do seu castelo de infernos pessoais. Desta vez, o convite para entrar é-nos feito por Monja Mihara, o quarto longa-duração, lançado em maio de 2012. O “ruído de fundo” que incorpora a primeira faixa, “Fadiga”, e que desaba num final visceral e ensurdecedor, facilmente condiz com a triste aflição que vai crescendo disco fora, ao embarque de uma espécie de spleen contemporâneo. A angústia vai sendo reiterada, quer pelos ditos certeiros, transmutados em odes à solidão, quer assente nas trevas instrumentais adensadas pela melancolia da guitarra acústica. Um “Sufoco” mais que assumido na repetição desta palavra-título, palavra chave de um espetro isento de salvação, dado que no reverso da moeda se encontra a “Mediocridade”. À semelhança de “Faquir”, Monja Mihara revela-se um registo curto, mas incisivo: capaz de deixar bem despertos os demónios (afinal) partilhados, que por aí possam pairar. Um risco que vale mais do que a pena, sendo que a angústia facilmente nos possa soar a conforto, apenas porque somos capazes de a entender tão bem.


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Papabubble

O doce nunca foi tão original Numa típica rua lisboeta, encontramos a Papabubble, recatada, mas não menos encantadora e apelativa ao nosso apurado paladar! Por Inês Ferreira

A Papabubble é uma marca internacional, cujo produto que apresenta são os magníficos rebuçados artesanais. Há cerca de 3 anos veio instalar-se em Portugal, pelas mãos do Nuno e da Sónia, que moravam em Barcelona e, inspirados por uma Papabubble existente no local, decidiram trazer a ideia para Portugal! Este conceito funciona à escala mundial, havendo lojas em locais tão variados como: Barcelona, Tóquio, São Paulo, Nova Iorque, entre muitos outros. Poder-se-ía pensar que por ser uma marca existente em vários países, estivesse presente em cada uma das lojas o mesmo design, mas as lojas, dependendo da cidade em que estejamos, apresentam caraterísticas próprias desse local, não havendo uma igual a outra. A única caraterística que tem de ser respeitada em todas é o facto dos rebuçados gigantes serem moldados e cortados à frente das pessoas, para que estas fiquem a conhecer a técnica e arte dos rebuçados. É impossível não ficar maravilhado quando se entra numa destas lojas, porque a primeira sensação que temos é a de que fomos transportados para o filme “Charlie e a Fábrica de Chocolate”, com paredes forradas com saquinhos de rebuçados de milhentas cores diferentes e com chupas de vários tamanhos, com desenhos originais e sempre coloridos. E, “cereja no topo do bolo” é mesmo a possibilidade de vermos como tudo acontece e sentir o próprio cheiro frutado da loja! Outra das particularidades destes rebuçados é a maneira simples (apesar de trabalhosa e digna de verdadeiros mestres doceiros), como são produzidos. Inicialmente junta-se a água e o açúcar ao lume, até ser criada uma espécie de caramelo. Depois juntam a este preparado, o sabor e o corante e criam os desenhos tão caraterísticos à mão, podendo encomendar nesta loja qualquer tipo de


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Fotos: Tiago Costa

desenho, desde um logótipo de empresa, até ao seu próprio nome. Esta é sem dúvida uma caraterística diferenciadora dos rebuçados produzidos industrialmente, porque nesses seria impossível criar estes pormenorizados desenhos e muito menos ter o sabor que estes rebuçados têm, que é algo impossível de esquecer! Os sabores são variados e intensos e cada loja dispõe dos seus próprios sabores, apesar de haver alguns comuns a várias. Numa imensa lista podemos encontrar alguns como: morango, maracujá, banana, melancia, ou mesmo o de framboesa recheado com chocolate, que é apenas confecionado duas vezes e no Inverno, devido ao seu recheio. Como nada é esquecido na Papabubble, pode ainda comprar rebuçados sem açúcar e, ao entrar na loja,

pode mesmo sem comprar, provar um dos seus rebuçados. Poderá no entanto, comprar vários tipos de pacotes de rebuçados diferentes, em relação à quantidade e tamanho e também inúmeros tipos de chupas. Os pacotes mais baratos custam 2,80€ e poderá ainda recarregar os mesmos. Poderá também comprar um chupa gigantesco, que é o valor mais elevado que encontrará na loja, mas certamente fará as delícias não só dos seus olhos, como também da sua boca. Se ainda não conhece este espaço, dirija-se à Rua da Conceição, nº 117-119, 1100-153 Lisboa e prove uma verdadeira iguaria artesanal. Se já conhece, vale sempre a pena visitar uma vez mais, nem que seja para provar mais um!


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Cultura Urbana

Nacional e Internacional Por Gustavo Mesk

BRAY @ Carcavelos

EKO @ Maputo

FEDOR @ Ovar

KAYO @ Londres

PARIZ @ Holanda

THIRD @ Ovar

SMILE @ Lisboa

TOSCO @ Lisboa


Fotos: HERAKUT - www.herakut.de / SATONE - www.grafftche.com / SEHER - www.flickr.com/photos/seherone / SMUG - www.fatcap.com

SMUG @ Liverpool

SATONE @ Zaragoza HERAKUT @ Los Angeles

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SEHER @ Alicante


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EmCara by Rui Zilh達o

Frida Kahlo - ilustra巽達o de Rui Zilh達o


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Jimi Hendrix - ilustração de Rui Zilhão

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Viana do Castelo

Porto de Partida e de Chegada É uma cidade com uma ligação forte ao mar, que desde sempre foi uma cidade aberta ao mundo, à cultura , à diversidade. Por Joana Domingues

Axis Viana Business & Spa Hotel - quarto duplo - 70,84€ (aproximadamente)

Museu do Traje - (bilhete normal) - 2€


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Fotos: Bruno Gascon

Janeiro é aquele mês que começa lento... Novo ano, novos planos e novos destinos! Para o início de 2013 decidimos rumar até ao Norte e lá descobrimos Viana do Castelo.

própria cultura!

A história desta cidade começou no Monte de Santa Luzia, onde existe hoje uma igreja. É obrigatório subir ao seu topo já que este é um dos “ex libris” da cidade.

Um conselho: quem visitar Viana tem, de facto, que emergir no centro histórico, já que o mesmo proporciona um percurso pela história, pela nossa arquitetura, por aquilo que há das marcas e o registo dos tempos das casas apalaçadas, que evidenciam aquilo que foram os tempos áureos da cidade.

A construção da Basílica no alto do monte de Santa Luzia foi iniciada em 1903, pelo padre António Martins Carneiro, com projeto do arquiteto Miguel Ventura Terra.

As ruas e ruelas do centro histórico, um dos mais belos e bem conservados do país, chamam a nossa atenção, quer pelas belas fachadas constítuindo um autêntico livro de história da arquitetura em Portugal.

Viana do Castelo tem, de facto, esta especificidade muito própria de ser uma cidade com uma grande densidade cultural, com muita história, com muito património, mas acima de tudo que vive essa história, esse património e, se é possível, ser visto de uma forma autêntica e genuína. Além disso é uma cidade que vive intensamente a arquitetura!

Aproveite também para visitar alguns museus.

Por isso mesmo vamos até um outro ediíficio... Desta vez um edifício contemporâneo que se encontra em Viana, já considerada a Meca da Arquitetura, mais precisamente até ao Axis Viana Business & SPA Hotel, onde nos iremos instalar!

Viana do Castelo é uma cidade que sempre foi um porto de partida e também um porto de chegada. É uma cidade com uma ligação forte ao mar, que desde sempre foi uma cidade aberta ao mundo, à cultura, à diversidade e, hoje, nos tempos que correm, obviamente ao turismo que é um dos aspetos também importantes. Não deixe de visitar Viana do Castelo, uma cidade que apresenta todas as condições para uma estadia inesquecível, seja pela tranquilidade, seja pela riqueza do seu património histórico, cultural e natural...

O turismo cultural e paisagístico sempre com a motivação da visita de arquitetura, é uma boa motivação para se instalar e aproveitar o que de melhor lhe podem oferecer ao nível da gastronomia, dos vinhos e da

Destacamos obviamente o Museu do Traje onde existe uma exposição permanente sobre o traje de Viana e que cumpre a sua missão de divulgar e estudar a identidade vianense e alto minhota, da qual o traje é o principal expoente.


GUIA DE COMPRAS ACT 1

www.act1nyc.com ANDRÉ ÓPTICAS www.andreopticas.com - 213 261 500 - 213 264 000/1 - 214 406 560/1 ANTIGA BARBEARIA DE BAIRRO www.antigabarbeariadebairro.com - 911 005 100 - 913 339 960

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MARC JACOBS

www.marcjacobs.com - 220 045 650 MASSIMO DUTTI www.massimodutti.com - 213 873 252 - 220 115 723 - 218 955 694 - 253 214 485

www.pantene.pt PARFOIS www.parfois.com - 214 301 700 - 937 889 103 - 932 264 352 - 932 279 734 - 932 279 738 PEPE JEANS www.pepejeans.com - 212 508 009 - 212 508 009 - 289 561 675 - 912 527 934 PINKO www.pinko.it PORTUGAL GIFTS portugalgifts.com.pt PRIMARK www.primark.pt- 214 780 365 - 219 258 695 PUBLICAÇÕES SERROTE www.serrote.com

QUIOSQUE DE REFRESCO

www.quiosquederefresco.pt - 213 958 329 213 462 118 - 213 952 109

SEPHORA

www.sephora.pt - 212 073 094 - 917 126 833 STEPHEN DWECK www.stephendweck.com

TERRA LUSA

www.terra-lusa.com TOM FORD www.tomford.com

ZARA

zara.com - 222 076 870 - 232 483 600 - 244 819 170 - 234 403 800 - 213 129 690 - 214 251 400 - 239 802 290 - 223

Agradecimentos Companhia das Soluções

Elite Lisbon

Fundação Champalimaud

Take Lisbon With You

Confluência


Passatempos Take Lisbon With You

A Take Lisbon With You e a DeepArt têm este mês um fantástico passatempo para vocês. Temos 5 elétricos da Take Lisbon With You, iguais ao da imagem, (com as seguintes medidas c x a x l: 9,6 x 4,5 x 2,7cm) para oferecer. Para concorreres, bastam 2 passos:

Authentic Wear

A Authentic Wear, marca portuguesa de roupa e acessórios, tem este mês um passatempo na revista DeepArt, no qual o vencedor ganha uma t-shirt igual à da imagem.

1) Pedir a 25 amigos para fazerem like no facebook da DeepArt e Take Lisbon With You;

Para concorreres, bastam 2 passos:

2) Os 25 amigos têm de escrever no mural da DeepArt o “teu nome e Take Lisbon With You”.

1) Faças like nas páginas de facebook da DeepArt e da Authentic Wear ;

Ganham os 5 primeiros concorrentes a ter 25 vezes o seu nome e Take Lisbon With You.

2) Escrevas por baixo da foto da t-shirt “Authentic Wear”. O sorteio será realizado no site random.org e o vencedor será anunciado no facebook.

www.facebook.com/takelisbonwithyou www.facebook.com/authenticwearstore

Os leitores poderão concorrer a ambos os passatempos, bastando que para o efeito respeitem as normas de cada passatempo. No final do passatemo, solicitaremos aos vencedores o envio da sua morada e contacto telefónico.


www.deepart.pt


DeepArt nº6