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Ano 2 - Edição nº 7

Wesley Costa

Wesley Costa

Bruno Daniel com o microfone e a Palavra de Deus

JORNAL DE GOIÁS

Bruno Daniel faz 10 anos de carreira Evangélico desde criança, Bruno Daniel está na crônica esportiva há uma década, mas faz uma revelação: não gosta de futebol, por causa da religião. P á gg.. 3

Cléber Ferreira: retorno

Goiânia, junho de 2012

RÁDIO 730

Cléber Ferreira volta à crônica “Estou voltando ao rádio esportivo para utilizar a ternura da palavra, quando for necessário”, diz o recémcontratado da Rádio 730, Cléber Ferreira. P á gg.. 5

jornalocronista@gmail.com

As belas e talentosas do Serra Dourada Esportes APAIXONADAS PELO QUE FAZEM - Nos últimos meses, o telespectador da TV Serra Dourada, mais especificamente do Serra Dourada Esportes, ganhou mais dois “colírios” talentosos: a repórter Renata Martins (à direita) e a apresentadora Julliana Cardoso (à esquerda). Em entrevista ao jornal O Cronista, elas contam sobre suas trajetórias pessoais e profissionais e ainda revelam: amam a profissão e, especialmente, o esporte. P á ggs. s. 6 e 7 SIMPLICIDADE

Pasquetto fez Jornalismo só para trabalhar com esporte EXPERIÊNCIA

FUTEBOL

FALA, PRESIDENTE

Tomatinho se destaca em Caldas

Goianos no Brasileirão 2012

Abrace brigará para manter repórter à beira de campo

Tony Marcos, o Tomatinho, é sucesso de 2ª a 6ª feiras em rádio no interior.

Jornal O Cronista divulga tabela dos jogos do Atlético e Goiás, nas séries A e B.

EDITORIAL

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Profissional da imprensa precisa ser respeitado P á gg.. 3

Fotos: Wesley Costa

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Goiânia, junho de 2012

Fala, presidente!

Abrace brigará para manter repórter à beira de campo Romes X Xa avier *

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presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin (foto), sinalizou que vai diminuir o número de profissionais de imprensaà beira do gramado, nos jogos das competições organizadas pela entidade. A intenção da é credenciar repórteres nos moldes da Fifa na Copa do Mundo. Só que o presidente da CBF, novo no cargo - assumiu a vaga de Ricardo Teixeirano mês de março deste ano -, mas um veterano na vida, não entendeu que o trabalho da imprensa no Brasil é cultural. Poucos anos após terminar a 1ª Guerra Mundial, começaram em São Paulo e Rio de Janeiro as transmissões esportivas pelo rádio. Nascia ali os primei-

ros cronistas esportivos que narravam, comentavam e faziam as reportagens dentro do campo. Portanto, já estamos caminhando para cem anos de cobertura dos jogos no futebol brasileiro e sempre com o repórter à beira do campo. Talvez o presidente da CBF não saiba que o cronista esportivo é o principal responsável pela divulgação antes, durante e depois dos jogos. Somos nós, cronistas esportivos, que chamamos e levamos o torcedor até os estádios, sendo que o repórter de campo é quem leva o “artista da bola” até o torcedor. Dificultar o trabalho da imprensa é diminuir o nosso futebol. Marin precisa entender que os cronistas esportivos já estão bem disciplinados e não atrapalham as competições

que acontecem em nossos estádios, como antigamente. Até o final desta década, os repórteres usavam centenas e cen-

tenas de metros de cabos dentro dos gramados, situação que realmente dificultava, muitas vezes, o início das partidas. Hoje, a realidade é outra. Na condição de presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de Goiás (Aceeg), falei recentemente com o presidente da Associação Brasileira dos Cronistas Esportivos (Abrace), Aderson Maia Nogueira. Nosso

presidente nacional me afirmou que estaremos juntos, no Rio de Janeiro, para tratar desse assunto com o presidente da Confederação. Vamos solicitar a ele que seja cumprido o acordo firmado com o seu antecessor, Ricardo Teixeira, para que possamos continuar utilizando até dois repórteres de cada emissora nas competições da CBF. Estão falando que o credenciamento será feito pela entidade nos moldes da Fifa, em Copa do Mundo, liberando os profissionais para entrevistas em uma “zona mista”. Isso pode ser até interessante, mas só vamos aceitar se houver a concordância dos cronistas esportivos, principalmente dos repórteres de campo. Caso contrário, não vamos aceitar tal mudança.

Tudo será feito dentro de reuniões e acordos firmados, porque não vejo possibilidade de acertos com apenas um lado definindo o que deverá ser feito. A CBF pode até ditar algumas regras, mas tirar o repórter de dentro do campo é descaracterizar o que temos de mais importante na cobertura dos jogos de futebol. Depoimentos dos dirigentes e jogadores, que normalmente levantam polêmicas e que levam aos estádios os torcedores para o próximo confronto, sempre são importantes sob todos os aspectos. Já fizemos a nossa manifestação. Agora, vamos aguardar o próximo apito. * Romes Xavier é presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de Goiás (Aceeg)

Editorial

Profissional de imprensa precisa ser respeitado Edivaldo Ediv aldo Barbosa *

Apesar dos avanços sociais, ainda é comum presenciar dirigentes de futebol querendo se impor diante de profissionais da imprensa. O pior de tudo é que ainda tem profissional que aceita ser pautado por eles, demonstrando despreparo e dependência com o clube. Isto ocor-

re, muitas vezes, pelo fato do profissional torcer para ral time, levando-o a omitir informações de qualidade ao ouvinte, leitor ou telespectador. Essa prática, imoral por sinal, precisa ser banida do contexto. O profissional da imprensa esportiva, sobretudo o repórter, precisa ser valorizado. Para tanto, é necessário que

este não aceite certas imposições, como o cerceamento de informações. O bom repórter jamais pode omitir fatos, pelo contrário, deve transmitir a notícia verdadeira. Deve sempre respeitar os princípios que norteiam a ética, sobretudo, na area da comunicação social. Cabe ao profissional, quando for coagido, de-

Jornal do Cronista Esportivo é veiculado pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de Goiás (Aceeg) - End.: Av. Tocantins nº 470 Sala 14, Centro - Goiânia-Goiás CEP: 74015-010 * CNPJ- 01416338/0001-91

nunciar o dirigente, técnico ou jogador, seja ao seu chefe imediato, ao sindicato da categoria ou até mesmo na Associação dos Cronistas Esportivos, para que sejam tomados os procedimentos legais cabíveis. O que não pode acontecer é o fato passar em branco, deixando evidente que o setorista do clube estaria à

Expediente:

mercê da agremiação. L a m e n t ave l m e n t e, este tipo nefasto de acontecimento ainda é comum, principalmente no interior, onde dirigente posa de “coronel” e não aceita uma cobertura jornalística limpa e transparente. * Edivaldo Barbosa é jornalista e editor do jornal O Cronista.

Presidente da Aceeg: Romes Xavier Jornalista responsável: Edivaldo Barbosa (GO 01295 - JP) evisão: Marjorie Avelar (GO 1753 - JP) Edição de arte e rre Fotogr otografia: afia: Wesley Costa (GO 00111 - RF)


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“Trabalho na crônica esportiva, mas não gosto de futebol” Seguidor da Congregação Crista do Brasil, radialista revela disputa de jogos não é coisa de Deus Wesley Costa

aldo Barbosa Edivaldo Ediv

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vangélico convicto, Bruno Daniel Silva Mesquita está na crônica há dez anos. Apesar de gostar pelo rádio esportivo, ele revela ter ojeriza de futebol ou qualquer outro tipo de jogo. “Deus não agrada de jogo. E futebol é jogo”, afirma o radialista, que está com 25 anos e frequenta a Congregação Cristã do Brasil desde os sete. “Trabalho na crônica esportiva, mas não gosto de futebol”, reforça Bruno Daniel. Ele explica que não tolera qualquer tipo de disputa, porque isso fere seus princípios religiosos. Estreou na crônica esportiva quando tinha apenas 15 anos. Contratado pela Rádio Brasil Central, para exercer a

“Nunca troquei de igreja”, diz o cronista Bruno Daniel, da Rádio Jornal de Goiás, que frequenta a Congregação Cristão do Brasil desde os 7 anos e, aos 25, revela que não gosta de futebol por se tratar de jogo. função de assistência de retaguarda esportiva, Bruno Daniel trabalhouapenas 24 meses no cargo, quando foi promovido a repórter por Jurandir Santos,

atual comandante do “Escrete de Ouro” (RBC). Daí em diante, pavimentou uma estrada de conquistas no rádio esportivo, tendo passado pela Aliança,

Super-Rádio Brasil (RJ), 730 e Companhia FM, além da TV Goiânia. Atualmente, está sob a sua responsabilidade da coordenação de esportes da Rádio Jor-

nal de Goiás e ainda realiza um trabalho extra na TV Metrópole. Casado há três anos c o m L u d m i l a S i l va , Bruno Daniel é pai de dois filhos (Bruna Daniele e Isaque). Quando não está trabalhando, vai aos cultos da Congregação Cristã do Brasil, onde começou a frequentar em 1994, ou fica em casa “curtindo” a família. “Nunca troquei de igreja”, faz questão de enfatizar. Ele ainda se se classifica como um conservador, sob a visão dos preceitos religiosos. “Considero-me radical, porque procuro seguir o que diz a Bíblia”, garante. Ainda ressalta que, ao contrário do que muitas pessoas falam e criticam, ele não paga dízimo. “Minha igreja não cobra dízimo”, conta.

Jogando no time de Deus Como trabalhar na área da imprensa esportiva se não gosta de futebol, questiona a reportagem de O Cronista? Bruno Daniel explica que é apaixonado pelo rádio, porque esse meio de comunicação é dinâmico e interage com os ouvintes, principalmente com aqueles que são

apaixonados pelo esporte. “Trabalho na crônica por causa do rádio e não pelo futebol. “Sou profissional de rádio”, diz o rapaz de 25 anos, que chegou a cursar Jornalismo na Faculdade Araguaia, em Goiânia, mas decidiu abandonar o curso. “Não gostei”, admite. Bruno Daniel nasceu

em Guarulhos (SP) e adotou, até então, o Corinthians como seu clube do coração ainda na infância. Depois que passou a frequentar a Congregação Cristã do Brasil, foi mudando aos poucos de ideia até abandonar os incontáveis seguidores do “Timão”. “Hoje, não torço por time de futebol”,

diz ele, acrescentando que a igreja não foi responsável por sua decisão. “A igreja nunca me obrigou a largar nada.” C o n f o r m e reve l a , Bruno Daniel aprendeu ao longo da sua carreira de cronista esportivo a não se envolver emocionalmente por futebol ou qualquer outro tipo de dis-

puta. “Não me misturo”, afirma. O radialista explica que se envolve apenas profissionalmente, porque é ligado ao rádio. Segundo ele, este “não dá para largar”. Sua mulher Ludmila gosta do trabalho do marido, porque ele sabe muito bem não misturar as .) coisas. (E.B (E.B.)


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Tomatinho: a referência do rádio de Caldas Novas Ex-presidente da Aceeg, radialista comanda um programa que leva seu nome, na Tropical FM Divulgação

Ediv aldo Barbosa Edivaldo

portivo, recebeu diversos convites para atuar no rádio goianiense, porém, agradeceu o convite justificando que não consegue abandonar os ares, literalmente, da “Cidade das Águas Quentes”.

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impossível falar do rádio de Caldas Novas, município a 170 quilômetros de Goiânia, sem citar o nome de Tony Ma rc o s . Registra d o como Antônio Marcos Alves da Silva - mas conhecido entre os amigos e ouvintes pelo apelido de “Tomatinho” -, esse radialista de 34 anos já presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de Goiás (Aceeg). Hoje, está à frente do programa “Tony Marcos”, na Rádio Tropical FM de Caldas Novas, de segunda a sexta-feiras, das 12 às 14h. “Sou apaixonado por rádio”, afirma Tomatinho, contando que já recebeu convite para trabalhar em Goiânia, mas optou por permanecer no interior porque, além de ter muitos amigos em Caldas Novas,, sua família é toda da re-

“Sou apaixonado por rádio”, afirma o radialista e cronista esportivo Tomatinho, de 34 anos. Ele conta já ter recebido convite para trabalhar em Goiânia, mas optou por permanecer no interior porque, além de ter muitos amigos em Caldas Novas, sua família é toda da região. gião. Além disso, ele revela ter um carinho especial por seus fiéis ouvintes. Solteiro, Tomatinho é pai do garoto

Júlio César, de 12 anos. Ainda sobre mudanças profissionais, o radialista lembra que já saiu para trabalhar na

Rádio Carajá, em Anápolis, na década de 1990, mas não se adaptou e retornou a Caldas. Também cronista es-

O COMEÇO Tomatinho começou no rádio esportivo há 18 anos, como retaguarda esportivo d a Rádio Pousada, também de Caldas Novas. Depois passou pela Carajá e, após retornar à cidade turística do seu coração, praticamente emprestou seu talento a todas as emissoras do município. Pela Rádio Pousada, cobriu várias edições do Campeonato Brasileiro das Séries A e B, principalmente acompanhando Goiás, Vila Nova e Atlético Goianiense. Também cobriu a Copa do Mundo de 2002 (Coreia do Sul/ Jap ão) , n o an o d e 2002, pela Rede Brasileira de Esportes.

No lugar do então presidente da Aceeg Com menos de dez anos de crônica esportiva, Tony Marcos, o Tomatinho, foi convidado por Luiz Gerci de Araújo para ser seu vice-presidente, na chapa enca-

beçada pelo jornalista, nas eleições da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de Goiás (Aceeg). Ele não pensou duas vezes em aceitar o convite e, com Gerci elei-

to em 2001, ajudou a reestruturar a entidade. Com a morte do presidente, Tomatinho assumiu a presidência, comandando a Aceeg em 2002 e 2003. Foi tempo suficien-

te, segundo ele, para expandir amizades, sobretudo em Goiânia, e ainda ganhar experiência. Apesar disso, optou por não disputar a reeleição. Hoje, é suplente de

vereador em Caldas Novas, mas ainda não decidiu se vai disputar uma das vagas no legislativo municipal de sua cidade, nas eleições de 3 de outubro deste ano. (E.B (E.B.) .)


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“Não sou subserviente a ninguém”, diz Cléber Ferreira Novo comentarista da 730 volta ao rádio esportivo após 16 anos. Ele fala o que pensa, mas respeitando o ouvinte Wesley Costa

Ediv aldo Barbosa Edivaldo

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léber Ferreira possui vários atributos e um deles é falar sempre o que pensa, mas sem utilizar adjetivos inapropriados, capazes de agredir o bom senso das pessoas. Isto deixa evidente que ele respeita, “ipsis litteris”, os preceitos éticos que norteiam o bom profissional, sobretudo aquele que trabalha na área da comunicação social. Apesar das virtudes profissionais, o jornalista ficou fora da imprensa esportiva por 16 anos e somente agora acertou seu retorno ao rádio. No último dia 6 de maio, Cléber estreou como comentarista da Rádio 730. “Estou voltando ao rádio esportivo para utilizar a ternura da palavra, quando for necessário. Com a capacidade de elogiar a beleza, quando ela aparecer. E

“Achei a proposta interessante, principalmente porque a emissora é líder de audiência e tenho muitos amigos na rádio”, revela Cléber Ferreira, comentando sobre sua recém-contratação na rádio 730. Antes disso, ele já havia dispensado várias convites para voltar à crônica esportiva. com o azedume, sempre que for preciso”, avisa o cronista, que começou a trabalhar no rádio esportivo em 1989, no

programa “Feras do Kajuru”, na Rádio Difusora de Goiânia. Antes, foi redator da coluna “Agenda Social”, da colu-

nista Maria José, no Jornal “O Popular”. Formado em Psicologia e Letras Vernáculas (tem doutorado em Lin-

guística), Cléber é um apaixonado pelo que faz. Depois que deixou a crônica esportiva, emprestou seu talento ao jornalismo da TV Serra Dourada, principalmente ao “Jornal do Meio Dia”, durante cinco anos, e edita, desde a década de 90, o jornal “O Parlamento”, de Aparecida de Goiânia. Antes de acertar com a 730, Cléber dispensou vários convites. “Pensei que não valia a pena retornar”, destaca ele, informando que apenas chegou a trabalhar na Rádio Companhia, na equipe de André Isac, como forma de ajudar o amigo. Em meados do mês de abril deste ano, no entanto, foi convidado por Joel Datena para comentar na Rádio 730. “Achei a proposta interessante, principalmente porque a emissora é líder de audiência e tenho muitos amigos na rádio”, revela Cléber.

Ousadia e dinamismo de sobra Cléber Ferreira estreou na Rádio 730 no último dia 6 de maio, no primeiro duelo da final do Campeonato Goiano entre Goiás x Atlético. Com menos de um mês, já cativou muitos ouvintes, porque adota uma

dinâmica ousada para falar as coisas do esporte, sobretudo do futebol. O jornalista não usa expressões chulas e fala, com maestria, o que o público gosta de ouvir. “O ouvinte precisa ser respeitado”, enfatiza

ele, lembrando que o rádio tem ouvintes de todos os níveis e classes sociais e que jamais pode ser desrespeitado. Antes de bater o martelo com a 730, o cronista deixou claro que iria falar o que pensa,

mas dentro da linha editorial da emissora. “Não sou subserviente a ninguém”, frisa. Ele afirma ainda que o fato de torcer, declaradamente, para o Atlético Goianiense não atrapalha em nada.

O jornalista lembra que todo cronista esportivo, pelo fato de trabalhar na área ligada ao futebol, tem o seu time do coração. Quem fala o contrário, segundo ele, abraça a causa .) da hipocrisia. (E.B (E.B.)


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As belas da TV Serra Dourada mo

A repórter Renata Martins e a apresentadora Julliana Cardoso exibem charme no canal 9 (transmissão aberta). Além da Wesley Costa

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os últimos meses, o telespectador da TV Serra Dourada está vendo dois rostos novos e bonitos, durante a edição diária do “Serra Dourada Esportes”. A repórter Renata Martins e a apresentadora Julliana Cardoso mostram charme no canal 9 (transmissão aberta). Além da beleza, demonstram grande talento e paixão pela cobertura jornalística esportiva. E ainda garantem que estão na área porque gostam de trabalhar, já que ambas são apaixonadas por esportes. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 2006, Renata é daquele tipo de profissional que está sempre se aperfeiçoando. Apesar de ter apenas 28 anos, já “rodou” o mundo. Depois

“Lá (na TV Serra Dourada), tenho liberdade para produzir reportagens diferentes”, diz a repórter Renata Martins, que planeja cursar mestrado na área de jornalismo esportivo. de concluir a graduação, fez pós-graduação em Jornalismo Literá-

rio, estudou inglês e espanhol – línguas que fala fluentemente –,

além de saber o básico de francês e alemão. Quanta coisa!

NO EXTERIOR Como jornalista, já trabalhou nos Estados Unidos (onde aproveitou para aperfeiçoar seu inglês), Alemanha, México e Espanha. Ainda durante o curso de Comunicação Social, foi contratada pela TV Record de Goiânia no cargo de assistente de produção. Como mostrou domínio na área de esporte, logo foi promovida à editoria da área do canal 4 (aberto). Após trabalhar no exterior – cobriu os Jogos Pan-Americanos, no México –, voltou a Goiânia e foi convidada para assumir a assessoria de imprensa do Atlético Clube Goianiense, em 2009. Deixou o clube e foi contratada por Romes Xavier, chefe da equipe de esportes da TV Serra Dourada, para cobrir as férias do repórter Célio Carlos, em fevereiro deste ano. Mostrou tanta capacidade que, mesmo com a volta do radialista, permaneceu.

Paixão pelo esporte começou na infância Desde menina, a repórter Renata Martins conta que sempre foi muita apegada ao esporte. “Gosto de futebol, Fórmula 1, tênis”, enumera. Ela explica que escolheu Jornalismo justamente para trabalhar na cobertura esportiva. Na TV Serra Dourada, conforme revela, se

sente à vontade. “Lá, tenho liberdade para produzir reportagens diferentes”, afirma Renata, que planeja cursar mestrado em Jornalismo Esportivo. “Já fui aceita em duas universidades: uma em Madrid (Espanha) e outra em Londres (Inglaterra)”, informa. Porém, ainda

não começou a estudar porque necessita conseguir bolsa de estudos. Filha do radialista aposentado Walter Martins (ex-Rádio Brasil Central AM) e da professora Sebastiana de Brito, a jornalista se apega tanto ao trabalho que nem se importa em arrumar namorado.

“Quero mesmo é crescer mais na área do jornalismo esportivo”, justifica Renata. E ela garante que não é assediada no meio esportivo. “Não tem assédio. No Atlético, por exemplo, impus respeito desde o começo para que ninguém misturasse as coisas”, afirma.

PERFIL Nome: Renata Martins Ferreira Idade: 28 anos Estado civil: Solteiro Altura: 1,60m Peso: 53 quilos Filiação: Walter Martins e Sebastiana de Brito Pretensão profissional: Cursar mestrado na área de Jornalismo Esportivo


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mostram que têm talento de sobra Além da beleza, ainda provam que têm grande profissionalismo e verdadeira paixão pela cobertura jornalística esportiva

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uem acompanha o “Serra Dourada Esportes” conhece bem as feições e a competência da ainda estudante de Jornalismo Julliana Cardoso. Casada com o economista Ranniere Marquelli Alves Batista, a apresentadora de 21 anos esbanja charme e simpatia, além de exímio profissionalismo, no programa do canal 9 (transmissão aberta). Universitária do 7º período na Faculdade Araguaia, ela concluirá o curso no final deste ano e diz não ter se arrependido quando escolheu Comunicação Social. E justifica: “Sou apaixonada por esporte. Sou apaixonada pelo que faço”. Ela também conta que começou na TV Serra Dourada quando tinha 19 anos, como assistente de produção. Promovida recentemente à função de apresentadora, Julliana tem se dedicado ao máximo. E faz questão de ressaltar que tem recebido o

incentivo e as orientações de Osvair Santos, coordenador e apresentador do “Serra Dourada Esportes”. “O Osvair me ajuda muito. Ele é como um professor para mim”, revela. PAI PRESENTE Além de Osvair e do marido, segundo Julliana, o pai acompanha seu desenvolvimento profissional, muitas vezes de forma exagerada. “Apaixonado no Goiás Esporte Clube e no meu trabalho, meu pai tem todos os programas que participei gravados”, conta a apresentadora. “Para ele, essa coleção é uma obra prima”, frisa Julliana, se referindo a Elson José Cardoso. Há poucos meses na apresentação do “Serra Dourada Esportes”, ela diz que, a cada programa, está se aperfeiçoando mais. “A melhor parte do meu trabalho é quando chego à TV Serra Dourada para apresentar o programa”, sentencia. (E.B (E.B.) .)

PERFIL Nome: Julliana Lopes Cardoso Batista Idade: 21 anos Estado civil: Casado Altura: 1,70m Peso: 59 quilos Filiação: Elson José Cardoso e Aparecida Cardoso Pretensão profissional: Pretende se aperfeiçoar como apresentadora de programa de TV na área de esporte

“Apaixonado no Goiás Esporte Clube e no meu trabalho, meu pai tem todos os programas que participei gravados”, diz a apresentadora do Serra Dourada Esportes, Julianna Cardoso. “Para ele, essa coleção é uma obra prima”, frisa a jornalista, se referindo ao seu pai,Elson José Cardoso.


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Brasileirão Séries A, B e C: será que teremos conquistas? Atlético e Goiás começam as disputas com objetivos distintos – o primeiro, escapar do descenso; o outrode voltar à elite aldo Barbosa Edivaldo Ediv

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bola já está rolando no Campeonato Brasileiro. Atlético e Goiás iniciaram a luta nas Séries A e B – o Vila Nova ainda não começou a terceira divisão nacional por causa do imbróglio jurídico que suspendeu as Séries C e D, o que tem causado apreensão pelos lados do Onésio Brasileiro Alvarenga. Após apenas duas primeiras rodadas na Série A, o Atlético finalmente descobriu que Adilson Batista não tinha status de técnico capaz de realizar uma boa campanha com a equipe rubro-negra no Brasileirão. Sem pestanejar, pagou a multa rescisória de R$ 300 mil e demitiu o treinador. Hélio dos Anjos é a bola da vez. No ano passado, Hélio dos Anjos chegou ao Estádio Antônio Accioly com a missão de livrar o Atlético do rebaixamento. Além de conseguir o objetivo, ainda conquistou vaga inédita na Copa Sul-Americana – competição prevista para começar no início do mês de agosto. Durante o Goianão deste ano, deixou o clube por causa de divergên-

cia com a diretoria. De volta dois meses depois ao Accioly, o técnico tem a missão, mais uma vez, de evitar o descenso. Nos dois primeiros jogos do rubro-negro, sob o comando de Adilson Batista, o vicecampeão goiano de 2012 empatou com ambos – contra Cruzeiro (fora) e Ponte Preta (casa). CÉU E INFERNO No Goiás, o time foi do céu ao inferno em poucos dias. Depois de conquistar o título do Goianão em cima do Atlético, foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil pelo São Paulo e estreou na Série B sendo goleado pelo irregular AméricaRN (Rio Grande do Norte). Apesar de prever recuperação, o técnico Enderson Moreira deixou parte da torcida cética quando ao tão sonhado acesso. Enderson Moreira, no entanto, garante que o alviverde irá crescer na competição e vai, sim, conquistar uma das quatro vagas para a Série A para 2013. Pelo nível técnico dos concorrentes, a meta não é tão complicada, mas, para tanto, a equipe esmeraldina precisa jogar um futebol vistoso – o que até o fechamento desta edição bem que ocorreu.

Jogos dos times goianos


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Nas ondas do rádio e da TV A Rádio Globo, do Rio, vai realizar um reality para escolher a primeira mulher locutora de futebol do rádio brasileiro. A ganhadora, após realizar cursos com as “feras” da emissora, fará parte da equipe e vai transmitir jogos da Copa do Mundo de 2014. Ainda não está totalmente definido como será o reality, mas deve ser nos estúdios da rádio e com a participação dos ouvintes. A competição para a escolha está prevista para começar no mês de dezembro e ganhadora será conhecida em fevereiro de 2013.

A contratação de Nivaldo Carvalho (foto ao lado) pela Rádio 730 criou mal estar, principalmente, entre os comentaristas. Tudo porque ele voltou à emissora com salário acima dos demais colegas. Por causa disso, houve até reunião dos comentaristas com Charlie Pereira, o “todo-poderoso” da 730.

Por aqui, em Goiás, qualquer uma das e-missoras que transmite futebol deveria fazer o mesmo que a Rádio Globo. Se o resultado não for bom, pelo menos seria uma iniciativa inédita. O que quero dizer? Imagine a comentarista Cecília Barcelos (foto à direita), da Rádio 730, narrando um jogo de futebol? Seria, sem dúvida alguma, bem interessante. E talento de sobra, Cecília tem!

Precisão

“É na passagem do tempo...”

Os boletins diários de Luciano Rangel na RBC FM merecem aplausos. Com textos precisos, o radialista deixa o seleto ouvinte da rádio bem informado. Aliás, ele escolhe a dedo as informações, sempre com qualidade.

Apesar de estar fora do rádio esportivo há um bom tempo, o trabalho do locutor esportivo Joel Fraga ainda é lembrado por ouvintes, principalmente os mais antigos. Com um jeito especial para transmitir jogos, ele se notabilizou por falar fácil assuntos relacionados ao esporte, sobretudo ao futebol.

Sem invenção

O deputado estadual Carlos Antônio revela que sente saudade do tempo em que trabalhava no rádio esportivo e garante que um dia pretende voltar. Outros parlamentares, que também estão na Assembleia Legislativa e emprestaram seus talentos ao rádio, são os deputados Túlio Isac e Evandro Magal.

O ex-jogador Marcelo Borges está comentando na Rádio 730. Sem inventar, ele comenta os fatos do futebol com naturalidade, sem inventar, o que facilita o entendimento parte parte do ouvinte.

Deputados cronistas

Fora do ar

No FM

Por falar em Rádio 730... O repórter Juliano Moreira está fora do ar. O profissional foi escalado para trabalhar na redação, longe dos microfones. Em qualquer lugar, certamente ele consegue mostrar todo o seu talento.

A Rádio Jornal de Goiás (820AM) firmou parceria com a Rádio Mil FM para transmitir, simultaneamente, a programação esportiva e os jogos dos principais clubes do futebol goiano nas séries A e B - e logo a C - do “Brasileirão”.

Erramos Ao contrário do que publicado na reportagem “Dos campos de futebol para o rádio”, na última edição, o radialista Rodrigo Alves (foto à direita) não jogou no Morrinhos e, sim, no América de Morrinhos clube que já foi extinto. Também não nasceu em Morrinhos. O locutor da Rádio CBN Goiânia nasceu em Pouso AlegreMG. “Mas me considero um morrinhense”, disse.

Wesley Costa

Uma boa ideia

Wesley Costa/Arquivo O Cronista

Mal estar

Wesley Costa/Arquivo O Cronista

Mulher narradora de futebol: será?

Por Edivaldo Barbosa

Situação dos times de Anápolis Principal referência do rádio anapolino, Miguel Squeff está preocupado com a situação dos clubes da cidade: o Anapolina e o Anápolis. Sem time na primeira divisão, o comentarista espera que o segundo suba este ano, para resgatar pelo menos um pouco a trajetória de sucesso do futebol da “manchester goiana”.


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Crônica do esporte perde dois grandes profissionais Comunicação de Goiás perde o plantonista esportivo Edson Silva e o comentarista João Vasconcelos Wesley Costa

André Isac

Edivaldo Ediv aldo Barbosa

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o último dia 20 de maio, a crônica esportiva goiana ficou órfã de dois exímios profissionais. As mortes do retaguarda esportivo Edson Silva e do comentarista João Vasconcelos, que trabalhavam nas rádios Brasil Central e Difusora, respectivamente, foram um baque para a imprensa e para os ouvintes, sobretudo para aqueles que acompanhavam seus trabalhos. Edson Silva, a “voz padrão do Escrete de Ouro”, faleceu aos 42 anos após ficar 62 dias internado na Santa Casa de Misericórdia, hospital de Goiânia. As complicações de saúde do radialista começaram em dezembro do ano passado, quando ele teve de ser submetido às pressas a uma cirurgia de hérnia, no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). No procedimento cirúrgico, os médicos descobriram que o cronista esportivo era portador de leucemia. Mesmo assim, segundo sua irmã, Idelma Rodrigues da Silva, ele voltou a trabalhar na Rádio Brasil Central (RBC). “O Edson começou a emagre-

Cronista Edson Silva, a “voz padrão do Escrete de Ouro”, programa esportivo da Rádio Brasil Central (RBC), faleceu aos 42 anos após ter descoberto que sofria de leucemia cer, mas só parou de trabalhar quando não dava mais conta de ficar em pé”, revela Idelma. Apesar de debilitado, o radialista parou de trabalhar no último dia 20 de fevereiro, porque foi internado na Santa Casa, de onde, para tristeza da imprensa esportiva, não mais saiu com vida. Divorciado, Edson Silva deixou dois filhos: Carla Ibrenda de Jesus Rodrigues, de 15 anos, e Luiz Felipe de Jesus Rezende, 12. Além de trabalhar por oito anos ininterruptos no “Es-

crete de Ouro”, da Rádio Brasil Central, o radialista também emprestou seu talento para a Manchester e São Francisco, ambas de Anápolis. Natural da Cidade de Goiás, Edson Silva foi enterrado no Cemitério Príncipe da Paz, no município de Trindade, na região metropolitana de Goiânia. TRANSPLANTE Outra perda também deixou a imprensa esportiva abalada. Vítima de complicações renais, João Vasconcelos mor-

Mineiro que adotou Goiás como sua terra, João Vasconcelos faleceu aos 58 anos, depois de continuar a sofrer de complicações renais, mesmo tendo sido submetido a um transplante reu em São Paulo, onde havia se submetido a um transplante de rins. O radialista, que comentava na Rádio Difusora, lutava contra o problema há vários anos. Apesar de debilitado, ele sempre mostrava muita disposição para trabalhar. João Vasconcelos nasceu em Araguari (MG), no dia 7 de outubro de 1954 e faleceu aos 58 anos. Apesar de ser formado em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), optou por trabalhar na crônica esportiva. Em

Goiânia, além da Difusora, também atuou na TV Anhanguera, Rádio Anhanguera, Feras do Kajuru e Rádio 107,3 (antiga Companhia). Na equipe comandada por Adolfo Campos, na Rádio Difusora, o comentarista adotava uma postura centrada para falar sobre assuntos relacionados ao futebol. De posicionamento firme, ele sabia se expressar de maneira fácil e coesa. João Vasconcelos foi cremado em São Paulo, três dias após a sua morte.


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“Faço rádio com simplicidade”, diz Wendell Pasquetto Repórter da Rádio Jornal e PUC TV revela que fez Jornalismo para trabalhar apenas na imprensa esportiva Divulgação

Edivaldo Ediv aldo Barbosa

Comunicação Social.

W

endell Pasquetto é o tipo de profissional que faz realmente o que gosta. Cursou Jornalismo justamente para trabalhar na crônica esportiva e garante que não se arrepende. “Eu me formei para fazer o que faço hoje: jornalismo esportivo”, reforça o repórter, que trabalha na Rádio Jornal AM 820 e na PUC TV (tevê da Pontifícia Universidade Católica de Goiás). Nascido em São José do Rio Preto (SP), veio para Goiânia ainda garoto. Quando terminou o ensino médio, fez o caminho de volta. “Pasquettinho” - como é chamado pelos amigos - retornou a São José para estudar Jornalismo na União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago), onde concluiu o curso em 2001. Ainda estudante, tra-

“Eu me formei (em Jornalismo) para fazer o que faço hoje: jornalismo esportivo”, revela o repórterWendell Pasquetto, que trabalha na Rádio Jornal AM 820 e na PUC TV. Ele é paulista de São José do Rio Preto, mas veio para Goiânia ainda garoto. balhou na Rádio Metrópole AM da cidade, na cobertura diária do América, em São Paulo. Após terminar o curso, ficou

na cidade porque conseguiu emprego como repórter esportivo no jornal “Dia e Noite”. Permaneceu por lá até o início

de outubro de 2002, quando decidiu voltar para Goiânia, para conquistar melhor espaço como profissional de

TRAJETÓRIA Após desembarcar na capital goiana, não ficou muito tempo desempregado, já que foi indicado pelo jornalista Sindomar Ribeirop ara o “E sc ret e d e Ouro”, da Rádio Brasil Central (RBC). “O Sindomar me colocou em contato com o Jair Cardoso (então coordenador do “Escrete”) e acertei para trabalhar na equipe como repórter”, conta Pasquettinho. Na RBC, trabalhou de novembro de 2002 até julho de 2007, quando aceitou a proposta de ser transferir para a Rádio Companha FM (já extinta), onde trabalhou até meados de 2008. Como a equipe da Companhia FM não prosperou, voltou ao “Escrete de Ouro”. Em, 2011, no entanto, saiu novamente da emissora e agora está na Rádio Jornal e na PUC TV.

Crônica goiana é uma das melhores A crônica esportiva de Goiás é uma das melhores do Brasil. Esta é a opinião do cronista esportivo Wendell Pasquetto, o “Pasquettinho”. “A crônica goiana não deixa a desejar nada a ninguém. Às

vezes, só pecamos pelo excesso”, pondera. Para ele, os profissionais da imprensa esportiva de Goiás se aprofundam até demais na cobertura, principalmente, dos clubes goianos.

Pasquettinho adota o estilo sarcástico no rádio esportivo. Seus questionamentos são simples, porém engraçados e diretos – o que o torna um dos melhores do rádio goiano. “Faço rádio com

simplicidade, para o povão”, justifica ele, afirmando que não gosta de utilizar palavras fora do cotidiano popular. Questionado se possui um clube do coração, ele não pestaneja: “Sou pal-

meirense doente”. “E no futebol goiano, torce para quem?”, pergunta O Cronista. “Aqui não torço, porque o povo maltrata a gente”, diz ele, de forma superficial. Então ‘tá, Pasquettinho! (E.B (E.B.) .)


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