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literatura

YO NO CREO EN BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY. Autores brasileiros de livros de fantasia se destacam no mercado editorial Por RAMON MELLO

Quem acompanhou a lista de livros de ficção mais vendidos no Brasil, nos últimos meses, se deparou com o nome de um escritor brasileiro até então desconhecido. Acredite ou não, trata-se de um estreante: Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse (Verus/Record, 2010). Já ouviu falar? Então, guarde o nome desse escritor carioca de 34 anos que tem atraído o interesse de leitores de livros fantásticos como Crepúsculo, Harry Potter e Senhor dos Anéis.

Esse acordo tácito entre a fantasia e a imaginação parece ser o ingresso para que o impossível adentre a realidade. Se assim for, podemos dizer que velhos conhecidos nossos do chamado Realismo Fantástico, como Gabriel Garcia Marquez e Jorge Luis Borges estariam incluídos. Certo? Talvez?! Neste espectro que vai do real ao imaginário parecem caber todos. A literatura será generosa, desde que o leitor se doe sem restrições.

Grosso modo, entende-se literatura fantástica como histórias de ficção científica, fantasia e horror. Dentre inúmeras, uma definição aparentemente óbvia, mas instigadora é do escritor americano H. P. Lovecraft (1890 – 1937): “Fantástica é toda história em que alguma coisa impossível acontece”. Se o dito fantástico é gênero que se consolidou a partir do século XIX, com o Romantismo, monstros como feiticeiros, bruxas, vampiros, lobisomens, além de animais e elementais sujeitos a transformações, habitam a literatura desde a Antiguidade Clássica. Ao ler uma história de fantasia, concorda-se em deixar de lado os preconceitos para mergulhar na narrativa.

A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr, conta a história de anjos como super-heróis, num instigante confronto entre anjos caídos e exércitos celestes, durante os últimos dias da Terra, antes do Apocalipse. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, acompanhamos um épico repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense. Apropriando-se do conhecimento da mitologia, da Bíblia e da cultura nerd, Spohr encoraja jovens leitores (em sua maioria homens) a encarar um calhamaço de 558 páginas e letras diminutas.

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SARAIVACONTEÚDO DEZ. 2010 / JAN. 2011

Revista Saraiva Conteúdo - 2ª edição  

Esta segunda edição optamos por trazer aos leitores uma edição mais musical, reverenciando mestres como Noel Rosa, Adoniran Barbosa e Gilber...

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Esta segunda edição optamos por trazer aos leitores uma edição mais musical, reverenciando mestres como Noel Rosa, Adoniran Barbosa e Gilber...

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