Page 1

PUB

Toda a actualidade em www.economico.pt

TERÇA-FEIRA, 7 DE JULHO 2009 | Nº 4666 | PREÇO (IVA INCLUÍDO): CONTINENTE 1,60 EUROS | DIRECTOR ANTÓNIO COSTA DIRECTOR-ADJUNTO BRUNO PROENÇA SUBDIRECTORES FRANCISCO FERREIRA DA SILVA E PEDRO SOUSA CARVALHO

Turismo Árabes lançam ‘resort’ avaliado em 250 milhões no Algarve. ➥ P16

Política Mário Lino lança debate público sobre grandes obras de transportes. ➥ P40

Suplemento ISCTE e MIT criam prémio para descobrir novos empreendedores.

PS isolado na defesa de Constâncio no caso BPN A oposição está contra as conclusões do relatório do inquérito parlamentar à actuação do Banco de Portugal no caso BPN e prepara-se para chumbar a proposta de relatório do PS. ➥ P26

Teixeira dos Santos e Manuel Pinho, ontem, na passagem do testemunho do Ministério da Economia.

Paulo Figueiredo

PUB

PUB

PUB

Novo ministro de Estado, das Finanças e da Economia vai dedicar o seu tempo a reuniões com associações empresariais sobre o apoio às PME. ➥ P4 A 7

CGD, BCP, BES BPI e Totta estão, pela primeira vez, de acordo com a solução desenhada para o BPP. ➥ P28

Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais vai chumbar todas as propostas de aumento do IMI. ➥ P8

Futebolista ontem apresentado pelo Real Madrid é uma das poucas ‘marcas’ internacionais portuguesas. ➥ P14

Mais de 80 mil pessoas aplaudiram Cristiano Ronaldo em Madrid ao som dos Xutos & Pontapés.

Superministro passa próximos dias a falar com empresários Cinco maiores bancos Finanças travam apoiam novo projecto aumentos de IMI para salvar o BPP pelas autarquias

Ronaldo conquista lugar no clube das estrelas planetárias

PSI 20

0,98%

7.094,27

IBEX 35

-1,43%

9.569

FTSE 100

-0.98%

4194,91

Dow Jones

0,53%

8.324,87

Euro

0.2%

1,3979

Brent

-1.86%

64,39


2 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

A NÃO PERDER

07.07.09

Provedoria denuncia medo de represálias na função pública O número de processos pendentes em 2008 na Provedoria de Justiça caiu 38,6% face a 2007. Segundo o relatório de actividades do ano passado, a Provedoria justifica a queda, em parte, com o medo de represálias. ➥ ECONOMIA - P10

TAP ajusta horários para reduzir custos e fazer face à crise A alteração dos horários nas ligações europeias e a adopção de voos nocturnos para o Brasil são duas das medidas que a TAP está a preparar com vista a reduzir custos e enfrentar a actual situação de crise. ➥EMPRESAS - P20

Saviotti lidera Ceará Investment Fund da Privado Holding Stefano Saviotti é o novo presidente do Ceará Investment Fund, criado em 2001 por João Rendeiro para investimentos imobiliários no estado brasileiro do Ceará. Também o capital do fundo foi aumentado em cinco milhões de euros. ➥ FINANÇAS - P29

Barclays prevê subida dos mercados em mais de 20% no terceiro trimestre Previsões do Barclays Capital, a que o Económico teve acesso, apontam para que os principais índices bolsistas disparem mais 20% no terceiro trimestre deste ano. Indústria, tecnologia e energia são as apostas do Barclays. ➥ FINANÇAS - P32

EUA e Rússia assinam acordo para redução do arsenal nuclear Barack Obama, em visita oficial à Rússia, e o presidente Dmitri Medvedev, assinaram ontem um acordo histórico, pelo qual concordam em reduzir as ogivas nucleares entre 1.500 e 1.675 e os vectores nucleares entre 5.000 e 1.000. ➥ POLÍTICA - P42/43

SOCIEDADE ABERTA Pedro Adão e Silva

Pedro Lomba

Professor universitário

Jurista

Aumentar impostos

Vinte anos depois

Com o aproximar das eleições multiplicam-se as promessas de que os impostos não irão aumentar. A semana passada, o ministro Teixeira dos Santos afirmou que, passada a crise, o regresso à consolidação orçamental não será feito à custa de uma maior carga fiscal e não devem faltar muitos dias até que Ferreira Leite declare que com ela os impostos não vão baixar, mas, também, não vão subir. Em Portugal, os impostos têm mau nome e os políticos tratam o assunto com pinças. Curiosamente, Portugal está longe de ser um dos países da UE com a carga fiscal mais elevada. De acordo com um relatório da Comissão, há 14 Estados membros com um peso dos impostos no PIB superior ao nosso. Enquanto a média europeia é de 39,8%, Portugal apresenta um valor de 36,8% - bem longe dos 48,7% da Dinamarca ou dos 48,3% da Suécia e inferior aos restantes países da Europa do Sul com quem normalmente comparamos (Espanha e Itália). Ou seja, não é por pagarmos muitos impostos que reagimos epidermicamente a possíveis aumentos dos impostos. Com uma carga fiscal bem superior à nossa e com a taxa de imposto para o escalão mais elevado de rendimento que varia entre os 59% na Dinamarca e os 56.5% na Suécia, é duvidoso que, entre os nossos parceiros escandinavos, pagar impostos seja uma actividade de tão má fama como por cá. Quais são então as razões para que em Portugal esteja tão disseminada a ideia de que pagamos muitos impostos? Muito provavelmente o que faz toda a diferença é a percepção de que, nuns casos, a capacidade redistributiva do sistema fiscal é grande, noutros ela revela-se menos eficaz e assenta apenas no esforço contributivo de alguns. Em Portugal, estamos abaixo da média europeia em carga fiscal, no entanto, temos um nível de desigualdades que nos envergonha colectivamente. E a verdade é que são os países com uma maior carga fiscal, mas, também, com maior progressividade nos seus sistemas fiscais, aqueles onde as desigualdades são menores. Seremos capazes de romper este bloqueio? Aparentemente não, já que vivemos armadilhados numa teia onde os políticos temem falar dos impostos como instrumento de promoção de justiça social. Ora, conjuntamente com as políticas de mínimos sociais, a utilização do sistema fiscal é uma das formas mais eficazes de compensar desigualdades de rendimentos excessivas, formadas no mercado.

Passaram vinte anos sobre a revisão constitucional de 1989. Essa revisão, de que ninguém hoje fala, foi decisiva para a construção da economia de mercado em Portugal. Defendida logo no final dos anos 70 por Sá Carneiro, a revisão de 1989 trouxe mudanças de fundo ao texto da Constituição: expurgou quase completamente a linguagem “socialista”, suprimiu a irreversibilidade das nacionalizações, permitiu a reprivatização de empresas nacionalizadas em 1976, reforçou a garantia constitucional da iniciativa privada em sectores-chave como a comunicação social, a banca ou os seguros. Foi uma aceleração que chegou tarde, muito por causa da adesão à Europa, mas nem por isso deixou de ser uma aceleração. Nos anos 90, o Estado iniciou a época áurea das privatizações, vendeu bancos e empresas, diminuiu o seu peso e estatuto. Com a ajuda da Europa, sobretudo das leis da Europa, a nossa economia passou a integrar de facto e de direito o clube das economias de mercado.

Romper o bloqueio social em que vivemos implica dar algo em troca. Como recordava Constantino Sakkelarides em entrevista ao “i”, a propósito do financiamento do SNS, “a pergunta é: está disposto a pagar mais? Eu, pessoalmente, digo: só com garantias. A classe média tem vontade de pagar desde que seja bem servida. (…) não se pode pedir mais dinheiro às pessoas sem dar nada em troca”. Romper o bloqueio social em que vivemos implica dar algo em troca, designadamente à metade dos trabalhadores portugueses que ganha no máximo 730 euros por mês. O que tem necessariamente de passar por pedir aos que ganham muitíssimo que paguem e que paguem um pouco mais. ■

Vinte anos depois o Estado não saiu do complexo que entrava a sua capacidade para prevenir e actuar. O Estado, claro, não desapareceu da economia. Longe disso. Como se sabe, manteve uma presença atemorizante, consumindo mais de metade da riqueza produzida no país, alimentando uma máquina administrativa cara e tributando cada português muito para além do aceitável. Mas, nestes 20 anos que nos separam da revisão de 89, o Estado mudou efectivamente de funções. Até 1989, o Estado detinha um papel como agente produtivo. Depois disso, quis assumir-se progressivamente só como um Estado-fiscalizador e regulador, incumbido de organizar a livre iniciativa e concorrência entre os privados e de garantir o cumprimento da lei. Na verdade, o Estado recuou mesmo. Não para ser o Estado-mínimo que agora, em plena crise, alguns dizem que sempre foi (um Estado que desempenha as funções sociais do nosso não pode ser mínimo), mas para fazer aquilo que as nacionalizações dos anos 70 interromperam: instituir e organizar uma economia de mercado em Portugal. O que há para dizer hoje, 20 anos depois, é que, em certas áreas mais do que noutras (na banca, por exemplo), o objectivo de vigiar e supervisionar uma economia privada livre e concorrencial, não tem sido bem sucedido. Foi como se o Estado vivesse o seu próprio complexo histórico. Tendo cometido há 30 anos o supremo crime das nacionalizações, a sua legitimidade para actuar contra os bancos ou empresas anteriormente intervencionadas estava diminuída. Restavalhe o poder do fisco, mas mesmo este o Estado exercia de forma arbitrária e ineficiente. A escandaleira do BPN, a bagunça do BPP e o recente caso de ex-administradores do BCP acusados de crimes financeiros graves, mostram que o Estado não saiu do complexo que entrava a sua capacidade para prevenir e actuar. Perdeu ele e perdeu o mercado. ■

O NÚMERO

A FRASE

“Isto é como no futebol: há que ganhar pontos em casa e ir buscar alguns fora”. —Manuel Alegre, deputado do PS O histórico socialista não tem dúvidas de que o PS, para vencer a batalha eleitoral, só tem uma hipótese: “recuperar o seu eleitorado natural”. E diz que as leituras de viragem à esquerda ou ao centro são para esquecer. ➥ DESTAQUE - P4 A 7

23 milhões Este é o valor que Cristiano Ronaldo poderá ganhar na próxima época de futebol apenas em direitos de publicidade e patrocínios. No Manchester United facturou 11,5 milhões de euros e agora, no Real Madrid, Ronaldo poderá obter o dobro e atingir o topo do ‘ranking’ dos jogadores de futebol. ➥ DESTAQUE - P14/15


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 3

Paulo Soares de Pinho Professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa

Pesada herança No momento da saída do ex-ministro da Economia sucedem-se as avaliações do respectivo desempenho. Estranhamente, com excepção de algumas vozes mais avisadas, parece quase unânime o elogio ao seu desempenho na área da energia. Aquela que constitui, precisamente, um dos seus maiores falhanços. Tendo, infelizmente, retirado esta área da tutela do seu secretário de Estado adjunto, o ex-ministro tornou-se pessoalmente responsável pelo legado de décadas em que transformou estes quatro anos de política energética. A promessa inicial era a de criar mais concorrência. Atribuídas as oito novas licenças para grupos de ciclocombinado o ex-ministro não se cansou de repetir que estas trariam mais concorrência e menores preços da electricidade. Hoje constatamos que dos oito grupos anunciados apenas dois, os da EDP, foram efectivamente construídos. Ou seja, em vez de mais concorrência temos reforço da posição do operador incumbente. Concorrência implica a existência de um mercado liberalizado. As contínuas intervenções ministeriais na fixação das tarifas ditaram que, nos últimos quatro anos, esse mercado foi sendo destruído devido à imposição de tarifas reguladas abaixo dos custos de produção. Consequentemente, foram sendo gerados gigantescos “‘deficits’ tarifários” cujo montante será pago, com juros, por todos os consumidores nos anos mais próximos. Só muito recentemente se verificou uma alteração da estrutura tarifária que veio a permitir o reaparecimento do mercado livre já em 2009. Mas estamos ainda muito longe da situação que se vivia no passado. Mais um caso de retrocesso.

Outros países fazem agora apostas fortes na muito mais eficiente tecnologia solar termo-eléctrica. Fala-se de sucesso nas renováveis. Quem teve de lidar com planos de negócio nessa área sabe bem que a rendibilidade desses projectos em Portugal é muito apelativa graças às elevadas tarifas oferecidas aos produtores e que os consumidores têm de pagar. Não é por acaso que temos o despautério fotovoltaico de Moura: que outro país pagaria tarifas tão elevadas a uma central? Em contraste, e a título de exemplo, outros países fazem agora apostas fortes na muito mais eficiente tecnologia solar termoeléctrica que o ex-ministro completamente ignorou. Sucesso nas renováveis só se for a Alemanha, que hoje constitui um ‘case-study’ de penetração de energia limpa a um custo bastante mais baixo para o consumidor do que o que encontramos no nosso país. É natural que os beneficiários da sua política venham agora elogiar o ex-ministro. Mas para os consumidores a pesada herança que este deixa para as próximas décadas é a de baixa concorrência, assim como um sobrecusto exagerado associado a tarifas elevadas nas renováveis, más apostas tecnológicas e ‘déficits’ do passado, distorções que serão repercutidas nas tarifas futuras a pagar por todos nós. ■

deconomico@economico.pt Presidente Nuno Vasconcellos Vice-presidente Rafael Mora Administradores Paulo Gomes e António Costa Directora Administrativa e Financeira Elisabete Seixo Director Geral Comercial Bruno Vasconcelos Director de Operações e Controlo Pedro Ivo de Carvalho Redacção, Administração e Publicidade Rua da Oliveira ao Carmo, nº8, 1249-111 Lisboa, Telf. 21 323 67 00/ 21 323 68 00 - Fax 21 323 68 01 Delegação Porto Edifício Scala, Rua do Vilar, 2354º, 4050-626 Porto, Telf. 22 543 90 20 - Fax 22 609 90 68

Director António Costa Director-adjunto Bruno Proença Subdirectores Francisco Ferreira da Silva e Pedro Sousa Carvalho Editores Executivos David Dinis, Miguel Costa Nunes e Renato Santos Editora de Fecho Gisa Martinho Grandes Repórteres Ana Maria Gonçalves, Herminia Saraiva, Ligia Simões, Luís Rego, Maria Teixeira Alves e Nuno Miguel Silva Destaque Mónica Silvares (Editora) Economia Manuel Esteves (editor), Marta Oliveira (coordenadora), Alexandra Ferreira, Cristina Oliveira, Denise Fernandes, Luis Reis Pires, Margarida Peixoto, Paula Cravina de Sousa e Pedro Romano Po-

EDITORIAL

OS FACTOS

A comissão de inquérito ao BPN valeu a pena?

Finanças chumbam proposta de aumento do IMI

A proposta de relatório final da comissão de inquérito ao caso BPN, da responsabilidade do PS, iliba Vítor Constâncio de responsabilidades directas e pessoais pelo não apuramento de práticas ilícitas que resultaram na nacionalização do banco. A oposição, incluindo o PSD, exige precisamente o contrário. A comissão de inquérito ao BPN teve virtudes que, inicialmente, não pareciam possíveis de alcançar, mas a politização do seu relatório final, por calculismo partidário, é uma ameaça, mais uma, a novas iniciativas dos deputados, especialmente em processos – financeiros ou não – que também decorrem em fóruns judiciais. É importante que os deputados dos vários grupos parlamentares tentem chegar a um acordo mínimo para o relatório final, sob pena de destruirem, eles próprios, o valor acrescentado que conseguiram gerar nesta comissão. E é importante que a comissão não se esgote em torno de um nome, mesmo que seja Vítor Constâncio. Se a comissão de inquérito foi lançada apenas para pedir a demissão do governador, foi mal lançada. Constâncio não está isento de críticas, pelo contrário, deveria ter tido um papel mais assertivo em matéria de supervisão, mais diligente, mais exigente. Facilitou, e isso deve constar do relatório final. Mas a comissão de inquérito deve ir mais longe, deve avaliar onde é que a supervisão falhou e onde é que o sistema deve ser revisto. Para que as conclusões não sejam, mais uma vez, uma arma de arremesso político em vésperas de eleições. Sem isto, francamente, a comissão de inquérito fica aquém dos seus objectivos.

lítica Francisco Teixeira (editor), Mariana Adam (coordenadora), Alda Martins, Catarina Duarte, Catarina Madeira, Márcia Galrão, Susana Represas e Tatiana Canas Empresas Filipe Alves (editor), Eduardo Melo ( coordenador), Ana Baptista, Carlos Caldeira, Catia Simões, Dircia Lopes, Hugo Real, Marina Conceição e Sara Piteira Mota Finanças Tiago Freire (editor), Alexandra Brito (coordenadora), Bárbara Barroso, Catarina Melo, Maria Ana Barroso, Marta Reis, Marta Marques Silva, Rui Barroso, Sandra Almeida Simões e Tiago Figueiredo Silva Universidades Madalena Queirós (editora), Andrea Duarte, Ana Petronilho, Ana Rosado, Carla Castro e Pedro Quedas (estagiários), Fora de Série Rita Ibérico Nogueira (editora), Ana Filipa Amaro e Rita Saldanha da Gama (coordenadoras), Madalena Haderer, Lurdes Ferreira (secretariado), Paulo Couto (director de arte), Inês Maia (paginação) Outlook Isabel Lucas (editora), João Pedro Oliveira (coordenador), António Sarmento, Angela Marques, Barbara Silva, Joana Moura e Cristina Borges (assis-

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, reuniu-se com a Associação Nacional de Municípios Portugueses e na reunião comunicou que não aceita qualquer proposta de alteração dos coeficientes de localização dos imóveis que implique uma subida do valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). O responsável apenas aceita mexidas que levem a uma descida. O diferendo entre Governo e autarquias sobre esta questão tem como pano de fundo a actual crise económica e a o período de eleições que se avizinha. Algumas câmaras municipais pretendem mais receitas e este imposto é um dos mais importantes, numa altura em que caíram drasticamente as receitas provenientes de licenciamentos de construção. Por seu turno, o Governo, no ano passado, no âmbito do pacote de medidas fiscais anti-cíclicas destinadas a minorar o impacto nas famílias dos custos crescentes com a habitação, procedeu ao alargamento do período de isenção do IMI de todos os imóveis urbanos afectos à habitação própria e permanente cujos proprietários usufruíam desse benefício fiscal. O que explica também a posição política. Acresce que este é um ano de eleições e as pessoas associam sempre qualquer aumento de impostos ao Governo e não às Câmaras. ANTÓNIO DE ALBUQUERQUE ➥ LEIA A NOTÍCIA P8/9

G8 vai reunir na pequena cidade italiana de Áquila O G8 vai reunir mais uma vez, desta feita na pequena cidade italiana de Áquila, que recentemente sofreu um forte abalo sísmico que vitimou mais de 200 pessoas. Ao que tudo indica, o próprio G8 está a sofrer um forte abalo com o cada vez maior número de vozes que defendem a inoperância deste grupo de países e preconizam o seu alargamento. A crise económica veio demonstrar a necessidade de soluções de multilateralidade, nomeadamente com a necessidade de chamar outros países para o encontrar de soluções, como a China, Índia e Brasil. Sobretudo quando se está a falar de soluções para o sistema financeiro ou relacionadas com as alterações climáticas. Neste contexto, a China só pode ser um parceiro estratégico para os EUA e para a Europa. Seja como for, como pano de fundo CRISE MUNDIAL nesta reunião vai estar a grave crise económica que afecta o mundo, numa altura em que se avança com A crise económica e as questões uma possível retoma que para ambientais vão estar em muitos é incerta. discussão na reunião do G8. A.A. ➥ LEIA A NOTÍCIA P20

Desafios

Turismo ganha investimento de 400 mihões de euros Numa altura em que predomina a crise económica e, consequentemente, o fecho de empresas, a economia portuguesa tem conseguido aqui e ali ainda apresentar argumentos para atrair investimento estrangeiro. Acresce que é sobretudo em momentos de crise que mais se discute uma visão estratégica para o país, e exemplo disso foi o discurso do Presidente da República, Cavaco Silva, na sessão solene das comemorações do 10 de Junho, quando alertou para a necessidade de uma ‘estratégia de médio e longo prazo’ para o país. Muito se tem falado nas apostas no sector da saúde, nas tecnologias da informação e comunicação e electrónica, no sector das energias renováveis, floresta, turismo, entre outros. Mas o facto é que o turismo sempre foi considerado como um sector líder em Portugal, capaz de gerar mais riqueza e, na actual conjuntura, potenciar a saída da crise. A confirmá-lo estão TURISMO precisamente os investimentos que o sector é capaz de angariar, e agora conseguiu mais um. A IFA Hotel and Resorts, grupo árabe, vai investir mais As receitas dos hotéis recuaram de 400 milhões de euros no Algarve. 14% entre Janeiro e Abril, atingindo A.A. ➥ LEIA A NOTÍCIA P16 os 426,6 milhões de euros.

426,6 milhões

tente) Projectos Especiais António de Albuquerque e Irina Marcelino (editores), Ana Cunha Almeida, Inês Queiroz e Raquel Carvalho Opinião Ricardo da Costa Nunes (editor) e Madalena Leal DE online Pedro Latoeiro (coordenador) , Rogério Junior (webdesigner), Cristina Barreto, Eudora Ribeiro, Mafalda Aguilar, Nuno Barreto, Pedro Duarte e Rita Paz Media Eduarda Carvalho, Rebeca Venancio (estagiária) e Margarida Henriques Infografia Susana Lopes (coordenadora), Mário Malhão e Marta Carvalho Fotografia Paulo Figueiredo (editor), Cristina Bernardo, João Paulo Dias, Paula Nunes e Paulo Alexandre Coelho Assistente de Direcção Rita Rodrigues Secretariado Geral Dulce Costa Redacção do Porto Elisabete Felismino (coordenadora), António Freitas de Sousa, Elisabete Soares, Sónia Santos Pereira e Mira Fernandes (secretária) Correspondentes Alfredo Prado (Brasil), Cristina Krippahl (Colónia) e João Francisco Pinto (Macau) Tradutores Ana Pina e Carlos Sousa Departamento Gráfico Paulo Couto (director de arte), Maria de Je-

sus Correia e Rute Marcelino (coordenadores), Ana Antunes, Carla Carvalho, Jaime Ribeiro, Patricia Castro, Sandra Costa e Vanda Clemente Exclusivos Corriere della Sera, El Mundo, Expansión e Financial Times Colunistas António Carrapatoso, António Correia de Campos, António Bagão Félix, Bruno Valverde Cota, Carlos Marques de Almeida, Fernando Gabriel, João Adelino Faria, João de Almeida Santos, João Duque, João Marques de Almeida, João Paulo Guerra, João Santos Lucas, João Vieira da Cunha, Joel Hasse Ferreira, Francisco Murteira Nabo, Luís Mira Amaral, Luís Morais, Maria Manuel Leitão Marques, Miguel Castro Coelho, Miguel Mendes Pereira, Nuno Cintra Torres, Nuno Fernandes Thomaz, Nuno Sampaio, Paulo Gonçalves Marcos, Paulo Kuteev-Moreira, Paulo Lopes Marcelo, Paulo Soares de Pinho, Pedro Adão e Silva, Pedro Lomba, Rita Marques Guedes, Rui Grilo, Tiago Caiado Guerreiro, Vítor da Conceição Gonçalves, Vital Moreira, Vítor Bento e Vítor Neto; Centro de Documentação Manuela Rainho

Membro da

Tiragem media em Junho

25.393 Exemplares


4 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

DESTAQUE POLÍTICA DE APOIO ÀS PME

TEIXEIRA DOS SANTOS SUBSTITUI OFICIALMENTE MANUEL PINHO

Eram 10h45 e Teixeira dos Santos tinha substituído oficialmente Manuel Pinho. Na sala dos Embaixadores, no Palácio de Belém, José Sócrates esperou que Cavaco Silva cumprimentasse o ministro da Economia recém-empossado, os secretários de Estado reconduzidos e cumprimentou, um a um, todos os membros do Governo presentes. Manuel Pinho, na outra ponta da sala, fixava um qualquer ponto à sua frente, com a expressão vazia de quem não se quer deixar trair por qualquer emoção. Sócrates estendeu-lhe a mão, puxou-o para si num abraço que o ex-ministro da Economia retribuiu. Mas o olhar, esse, passou para lá do ombro de Sócrates, sem que por um momento os olhos se cruzassem, sem que uma palavra fosse trocada. Estava oficializada a saída de Manuel Pinho do Governo. Em menos de 15 minutos, Sócrates concretizava a sexta mudança ministerial de um Executivo que leva quase cinco anos. Teixeira dos Santos é oficialmente o ‘super-ministro’, acumulando as pastas das Finanças e Economia.

Teixeira dos Santos faz ‘roadshow’ Na primeira reunião como Ministro da Economia, Teixeira dos Santos recebe as associações empresariais Márcia Galrão, Hermínia Saraiva e Mónica Silvares marcia.galrao@economico.pt

Ninguém espera remédios milagrosos nem curas definitivas para a crise e para a competitividade das Pequenas e Médias Empresas. Mas no segundo dia após ter assumido a pasta da Economia, Teixeira dos Santos terá à sua frente as confederações patronais, que esperam do novo ministro soluções concretas para os seus problemas. Fazer o ponto da situação dos vários incentivos criados é um dos grandes objectivos, mas o substituto de Manuel Pinho será também o porta-voz das novas orientações estratégias que o Governo definiu para as PME. Entre as prioridades contamse, por exemplo, a criação de um programa similar ao INOV Jovem (realização de estágios profissionais em PME), que visa apoiar a formação de quadros e a promoção e venda das empresas expor-

tadoras. No pacote deverá também estar incluído o anúncio que Sócrates fez no fim-de-semana, nas Novas Fronteiras: um pacto para a internacionalização para o “turismo, madeiras, sectores tradicionais, calçado e têxteis”. Áreas-chave para que Portugal seja “mais competitivo”, definiu o primeiro-ministro. Ao que o Diário Económico apurou, Teixeira dos Santos não deverá retirar da cartola nenhuma medida totalmente nova, mas os anúncios deverão passar, sobretudo, por dar uma dimensão mais integrada e eficaz aos programas que foram sendo lançados ao longo do mandato deste Governo. Focalizar e orientar os apoios será a grande prioridade do novo tutelar da Economia. Uma ideia que ganha ainda mais significado se forem tidos em conta os resultados que têm sido obtidos. A necessidade de tornar os apoios mais eficazes fica demonstrada quando se olha, por

Francisco Van Zeller Presidente da CIP

Não se podem esperar “resultados imediatos, porque não há nenhuma varinha de condão que faça com que as empresas portuguesas passem a ser mais competitivas”.

exemplo, para o fundo de fusões e aquisições – PME Consolida – para o qual ainda só se candidatou uma empresa: a Emparques, quando comprou uma concorrente em Espanha. É sem grandes expectativas que as associações empresariais começam hoje a reunir-se com Teixeira dos Santos. Rocha Matos, da AIP, é claro: “Os problemas do país não se vão resolver [hoje] e aqui serão definidas linhas de orientação, não mais do que isso.” Francisco Van Zeller, da CIP, diz mesmo que não se podem esperar “resultados imediatos, porque não há nenhuma varinha de condão que faça com que as empresas portuguesas passem a ser mais competitivas”. Ouvir o que o Governo tem para dizer é a prioridade em todas as estruturas e Van Zeller assume que “entre as associações patronais serão apresentadas propostas em conjunto”, na esperança de que o Governo “faça o mesmo

dentro dos ministérios que trabalham nestas áreas e as agências”. Um exemplo? “O ambiente tem uma legislação muito rígida que pode vir a prejudicar as exportações.” Mas, sejam quais forem as medidas, Paulo Vaz, vice-presidente da ATP pede apenas uma coisa: “Dispensamos muitas teorias, queremos coisas concretas e pragmáticas, de fácil aplicação.” Nova orientação para as PME faz parte da estratégia política

A aposta nas PME tem sido uma das grandes bandeiras do PSD de Manuela Ferreira Leite, mas o PS garante que esta prioridade agora assumida para o sector nada tem que ver com a aproximação das eleições ou a necessidade de combater os social-democratas. Uma coisa é certa: a poucos meses das urnas, o PS tem um novo desafio. Se há alguns meses a grande preocupação dos socialistas eram os votos perdidos para a esquerda, o reposiciona-


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 5

PONTOS-CHAVE

Teixeira dos Santos inicia hoje um ‘roadshow’ pelas várias associações empresariais para fazer o ponto de situação dos vários dossiers e apresentar a nova estratégia.

A tarefa de Teixeira dos Santos à frente da Economia e das Finanças poderia ser contraditória, mas é por tão pouco tempo que só fará quase uma gestão corrente.

Os empresários das PME portuguesas aplaudem a decisão do Governo em renovar apoios, mas pedem mais celeridade na implementação das medidas.

Paulo Figueiredo

Ex-ministros desvalorizam mudança Teixeira dos Santos só estará dois meses à frente da Economia. Luís Reis Pires luis.pires@economico.pt

junto das associações para lhes dar novas orientações que ajudem a superar a crise. mento do PSD como alternativa veio baralhar as contas. Manuel Alegre não tem dúvidas que, para vencer esta batalha e chegar às urnas em condições de disputar a guerra, o PS só tem uma hipótese: “Recuperar o seu eleitorado natural.” Esqueçam as leituras de viragem à esquerda ou ao centro, defende o histórico socialista, porque “isto é como um campeonato de futebol: há que ganhar pontos em casa e ir buscar alguns fora. Se pensarmos só em ganhar fora não chega”. Mas quem é esse eleitorado natural que o PS tem visto afastar-se desde as últimas eleições em que formou Governo? Tanto Alegre, como Paulo Pedroso ou Capoulas Santos definem o “centro esquerda” como a verdadeira casa dos socialistas, onde todos os caminhos e estratégias terão que ir dar. É, aliás, neste centro, que não é de direita mas de esquerda, que se joga a grande diferença com o PSD, defendem. ■

Empresários querem apoio à internacionalização Primeiro as confederações patronais, depois as associações sectoriais. É esta a agenda de Teixeira dos Santos nos dois primeiros dias enquanto ministro da Economia. Mas ainda que se preparem para encontros separados, os objectivos de patrões e empresários não são muito diferentes. Uns e outros querem fortalecer as empresas de forma a que estas estejam prontas para fazer negócios na altura da retoma económica. “Temos de nos preparar para o fim da crise e para isso terá que haver um entendimento de todos os parceiros envolvidos”, diz António Saraiva, presidente da Associação Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal. No imediato, defendem a resolução dos problemas em torno dos seguros de crédito para garantir as

exportações. Paulo Vaz, vicepresidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), diz que só no primeiro trimestre as empresas do sector perderam “90 milhões de euros porque houve alterações nas condições dos seguros de crédito”, porque se não fosse isso, garante, “o sector ter-se-ia aguentado”. Defendem também que são precisos mais ajudas à internacionalização. “O apoio na promoção internacional, sobretudo nas feiras”, é essencial na opinião de Hugo Vieira, director executivo da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins. “No imediato, para auxiliar as exportações são necessárias missões empresariais” que permitam abrir novos mercados, numa altura em que “as fábricas estão a trabalhar abaixo da produção instalada”.

Muda-se o ministro, mantém-se a ordem de trabalhos. Teixeira dos Santos teria à partida uma tarefa titânica, a de conjugar duas das mais pesadas pastas do Executivo: Economia e Finanças. Mas, a dois meses do fim da legislatura - e com a ‘silly season’ e a campanha eleitoral pelo meio -, os ex-ministros destas áreas, contactados pelo Diário Económico, acreditam que o novo titular da pasta da Economia vai limitar-se a assegurar a gestão corrente do Ministério outrora liderado por Manuel Pinho - tarefa que também não será fácil. A gestão, em simultâneo, das pastas das Finanças e da Economia, em situação normal, não seria apenas desgastante, mas também um pouco contraditória, face aos objectivos de ambas nas Finanças, controlar os gastos e manter a ordem nas contas públicas e, na Economia, gastar dinheiro e atrair investimento em prol da actividade económica. No entanto, “esse eventual conflito de objectivos não se vai revelar, nem há tempo para tal”, avança o ex-ministro das Finanças, Eduardo Catroga, segundo o qual Teixeira dos Santos terá, sobretudo, que “assegurar a continuidade das medidas que já estão em curso” no Ministério da Economia. Até porque “não há tempo para muito mais”, confirma o exministro da Indústria e Energia, Mira Amaral, antes de acrescentar: “Neste momento, não há tempo para discutir grande coisa, é tentar pôr a funcionar as medidas que o antigo ministro já tinha anunciado, sobretudo de apoio às empresas”. O ex-ministro da Economia, Augusto Mateus, lembra ainda que “esta é uma situação de recurso” e que, por isso, “não pode ser analisada como se fosse uma gestão normal”. Mas, sendo uma situação de recurso, “era a mais viável”, acrescenta Jacinto Nunes, também ele ex-ministro das Finanças. “Em dois meses, não fazia sentido ir para o Ministério da Economia alguém novo, sem saber nada daquilo. Os secretários de Estado continuam e a função [de Teixeira dos Santos] será assegurar a coordenação da gestão corrente e execução das medidas que já estão em marcha”. Mas essa coordenação será difícil do ponto de vista logístico, segundo apurou o Diário Econó-

mico, os dois ministérios ainda não sabem, exactamente como se vão coordenar do ponto de vista pragmático. De resto, o próprio Teixeira dos Santos tratou de garantir que não se devem esperar grandes guinadas na política do Ministério. “Sempre apoiei a política do meu colega da Economia [enquanto ministro das Finanças] e estou aqui para seguir a continuidade. Com certeza que não tenho a veleidade de querer, em dois meses, fazer grandes medidas inovadoras”, concluiu o agora ministro das Finanças e da Economia. ■ H.S.

Eduardo Catroga ex-ministro das Finanças

“Esta acumulação [de pastas] é meramente transitória. Não vejo grandes desafios [para Teixeira dos Santos], a não ser o assegurar de medidas que já foram anunciadas e, algumas, que já estão em curso”.

Augusto Mateus ex-ministro da Economia

“É uma situação de recurso. O ministro [Teixeira dos Santos] tem as características para resolver eventuais limitações que surjam. Os secretários de Estado continuam funções, trata-se mais de assegurar o funcionamento normal do Ministério”.

Jacinto Nunes ex-ministro das Finanças

“É uma solução de recurso e era a mais viável. Em dois meses, não fazia sentido ir para o Ministério da Economia alguém novo. [Teixeira dos Santos] tem lá os secretários de Estado para a gestão corrente”.


6 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

DESTAQUE POLÍTICA DE APOIO ÀS PME

Empresários querem medidas mais rápidas Medidas como as linhas de crédito e a isenção de Segurança Social para novos efectivos, são bem vindas. Mas a burocracia é excessiva, dizem as PME. Carlos Caldeira e Mónica Silvares carlos.caldeira@economico.pt

O anúncio feito pelo primeiroministro, José Sócrates, de um pacto com as pequenas e médias empresas (PME) é bem recebido pela generalidade dos empresários contactados pelo Diário Económico. O problema é a “lentidão” com que as medidas acabam por ser implementadas, queixam-se os empresários. E dão exemplos, como as medidas de redução, ou isenção, do pagamento da Taxa Social Única para quem passe trabalhadores à condição de efectivos. Anunciadas há quatro meses, as medidas ainda não estão no terreno.

1MENOS BUROCRACIA A PME Líder Abrigada aliou-se à sua concorrente Lizmontagens para se internacionalizar. “Fizemos um projecto, que está a dar resultados positivos, sem um único apoio do Estado”, garante Jorge Delgado Alves, administrador da Lizmontagens, frisando: “Todos os projectos que temos analisado são muito complicados para terem apoio estatal. O que nos pedem é de tal forma complexo que muitas vezes inviabiliza qualquer projecto em termos de tempo”. Este empresário pede mais flexibilidade nos requisitos aos apoios, maior agilidade nos processos evitando “a entrega de estudos tão complexos e demorados”. Por sua vez, Rui Correia, administrador da Rumos, considera que o “mais importante nas novas medidas governamentais seria encontrar uma forma de coordenar os diversos organismos, desde associações e ministérios”, para que se “entendam com um objectivo comum que é o de expandir os negócios fora de Portugal”. O gestor daquela empresa de formação, que está presente em Espanha e Angola, refere que no seu processo de internacionalização “pouco se tem feito para uma coordenação entre organismos”. “Deveria haver pessoas que pudessem acompanhar as PME, serem gestores de PME com capacidade exportadora”, acrescenta.

2 É PRECISO DIPLOMACIA ECONÓMICA

Frédéric Frère, presidente executivo da Travelstore, considera que além de as PME com potencial de sucesso no estrangeiro serem

Manuel Tarré, administrador da Gelpeixe, diz que “bastava que a Cosec voltasse a garantir as mesmas coberturas à exportação, para reduzir a crise”.

“O Estado devia usar as suas antenas diplomáticas para nos ajudarem no contacto com os mercados externos”, diz Frédéric Frère, presidente da Travelstore.

Jorge Alves, administrador da Lizmontagens pede “mais flexibilidade nos requisitos aos apoios e maior agilidade nos processos”.

“Passámos mais de 30 pessoas aos quadros efectivos da empresa, mas ainda não sabemos quando entra em vigor a redução da Taxa Social”, diz Afonso Almeida, da Frissul

Ricardo Carvalho, sócio da Carcrash, diz que devia haver uma “redução de certos impostos que não fazem sentido, como o pagamento especial por conta”.

apoiadas por capitais de risco, o “Estado devia usar as suas antenas diplomáticas para ajudar no contacto com os mercados externos, o que já se está a tentar através da Aicep”. Para Frédéric Frère “não é uma questão de verbas, mas de agilizar o ‘networking’. Quando as empresas vão para mercados desconhecidos não dominam os contactos”. Já para João Miranda, da Frulact, “falta ‘business inteligence’”. Os sectores internacionalizáveis deveriam “ser tratados de forma direccionada, após identificação deveriam ser tratados em termos de informação, promoção do próprio mercado e da fileira que se quer internacionalizar”, acrescenta o responsável desta empresa que já está presente em vários mercados internacionais. No entanto, João Miranda considera que a diplomacia económica “tem evoluído muito com a Aicep, conseguindo ocupar espaços que as embaixadas não estavam a desenvolver”.

3 O PROBLEMA DOS IMPOSTOS Afonso Jubert Almeida, administrador da Frissul, pede, por seu turno, maior efectividade das medidas anunciadas. “Entregámos a documentação para o programa de redução da Taxa Social Única há quase cinco meses, depois de termos passado mais de 30 pessoas aos quadros efectivos da empresa, mas, até agora, nada aconteceu”, diz este gestor, adiantando saber que “o processo está a andar, mas já passou muito tempo. Ninguém nos sabe dizer quando é que a medida entra em vigor. Fizemos os nossos orçamentos a contar com ela”. Afonso Jubert Almeida diz que “anunciar medidas que demorem seis meses ou um ano a serem efectivadas deixa as empresas entusiasmadas, mas depois desconfiadas”. Por sua vez, António Marques, empresário têxtil e presidente da AIMinho, pede que o Estado seja “mais célere nos seus pagamentos. O IVA tem de ser pago contra recibo. Estamos a pagar IVA de coisas que ainda não recebemos”. Já Ricardo Carvalho, sócio da ‘start up’ Carcrash, reconhece que está a utilizar linhas de crédito para “suprir necessidades de tesouraria e não para investimento, o que aumentaria a competitividade face ao estrangeiro”. O responsável afirma que deveria haver uma “redução de certos impostos que não fazem sentido, como o pagamento por conta e o pagamento

especial por conta”, valor que preferia aplicar em “investigação e desenvolvimento”.

4 CONTINUAR A REFORÇAR AS LINHAS BONIFICADAS

António Marques diz que 99% das empresas portuguesas são de muito pequena dimensão, pelo que se deve “ajudá-las a ganhar dimensão e a cooperarem”. “Com ou sem associações, Aicep e IAPMEI têm de dar condições para as empresas cooperarem quando vão para o exterior”. O empresário lembra ainda que “empresas com fragilidades, problemas de recursos humanos e de liquidez, sem um empurrão não avançam”, o que pode ser feito através das linhas de crédito existentes. No entanto, Pedro Sousa, presidente executivo da Holos, uma empresa que desenvolveu um ‘software’ que vai ser incluído na próxima missão a Marte, diz que “as empresas têm de encontrar elas próprias o seu caminho”. “Está nas nossas mãos e não nas do Estado”, acrescenta. Para Pedro Sousa, no seu processo de internacionalização, o que o preocupa mais é a burocracia, garantindo que não participa “em missões empresariais”. “É interessante apenas para uma primeira prospecção”, diz.

5 AUMENTAR AS COBERTURAS DOS SEGUROS DE CRÉDITO

Para Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, o Governo ajudaria as PME a avançarem para o estrangeiro, nomeadamente com exportações, “se conseguisse pôr a Cosec a funcionar como deve ser e a apoiar as exportações”. O responsável considera que deveria haver “um apoio do Estado às coberturas que a Cosec emite” o qual pode ser dado, “seja a seguradora estatal ou não”. Por outro lado, Manuel Tarré defende “uma maior abertura ao risco por parte da banca, aliviando um pouco as exigências que pede às PME” e pede uma maior concessão de crédito. O responsável denuncia que, neste momento, “a banca empresta pedindo mais do que a garantia total da dívida”. Também Jorge Pereira, administrador da Joper/Tomix, que está em Angola a criar uma nova unidade fabril, defende que “o Estado devia arranjar um mecanismo para manter as coberturas dos seguros de crédito iguais ao que estavam antes da crise se instalar”. ■

Teixeira dos Santos começa o dia de hoje em Ecofin. Regressa a Lisboa ainda antes do alm com as associações empresariais. Esta sem está ainda um Conselho de Ministro, na quin seguinte, um encontro com o Ministro da Ec


m Bruxelas, no moço, para reunir mana, na sua agenda, nta-feira e, no dia conomia chinês.

Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 7

POOL New / Reuters

Confronto de ideias entre PS e PSD O que defendem os dois partidos para as PME

José Sócrates

Manuela Ferreira Leite

Líder do PS

Líder do PSD

LINHAS DE CRÉDITO

● As três linhas PME Investe já beneficiaram cerca de 30 mil empresas, num valor superior a três mil milhões de euros, em todos os sectores menos o agrícola, que tem planos de apoio específicos. A nova linha de crédito PME Investe IV vai disponibilizar 400 milhões de euros para as empresas exportadoras e micro e pequenas empresas.

● O PSD não considera que sejam positivas as linhas de financiamento que o Governo lançou para ajudar as PME. Isto porque, defende, que as PME se endividam mais, além de haver “um número ínfimo de empresas que tem acesso a essas linhas de crédito devido às condições que é preciso”.

REGIME DE PAGAMENTO DO IVA

● A alteração do regime de pagamento do IVA, aplicado apenas no acto de recebimento do dinheiro do cliente e não no acto de emissão da factura, como propõe o principal partido da oposição, seria, segundo o MInistro das Finanças, uma das medidas mais gravosas para o défice público, atingindo um custo de 350 milhões de euros.

● Alteração do regime de pagamento do IVA para as Pequenas e Médias Empresas, de modo a que este deixe de estar ligado ao momento da prestação do serviço ou da facturação, e passe a ser pago no momento do efectivo recebimento.

DÍVIDAS DO ESTADO

● O Governo anunciou que vai ainda fleixbilizar os processos de pagamento das dívidas do Estado às Empresas. Mas ainda não se sabe como. O Estado já regularizou dívidas de perto de dois mil milhões, mas a grande fatia é ao SNS.

● Garantir o pagamento das dívidas do Estado às PME, estabelecendo, no futuro, um mecanismo que garanta no futuro o pagamento atempado por parte do Estado. Desconhece-se o montante global de dívidas a fornecedores. Esta é uma das 20 medidas do plano para as PME que Ferreira Leite disse custarem 1% do PIB.

OUTRAS MEDIDAS FISCAIS

● No Orçamento para 2009, o governo fixou uma baixa de e IRC, para metade, de 25% para 12,5% nos primeiros 12 500 euros de matéria colectável. Na altura foi avançado que 70% das empresas portuguesas veriam reduzido para metade o seu esforço com este imposto, beneficiando um tecido de 100 000 empresas.

● Redução da fiscalidade à criação de emprego pelas PME: a TSU suportada pelo empregador, seja reduzida em 35% para as contratações a termo e em 70% para as contratações sem termo. O plano prevê ainda uma taxa de IRC de 10% durante 15 anos para investimentos no interior do país. E extinsão do pagamento especial por conta.

REFORÇO DO PAPEL DA CGD

● O primeiro-ministro garantiu, no início deste ano, que a CGD vai aumentar em 2009, ainda mais do que em 2008, o esforço de financiamento da actividade das pequenas e médias empresas. No ano passado, o crédito concedido pelo banco público às PME cresceu 17%.

● O plano do PSD para as PME, apresentado em Fevereiro deste ano, prevê o reforço do poder da Caixa Geral de Depósitos no que toca ao financiamento das Pequenas e Médias Empresas exportadoras, reforçando assim a capacidade financeira das mesmas.


8 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

ECONOMIA

Ministro confirma apoio a empresários O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, confirmou ontem a criação, até ao final da legislatura, de uma prestação social para pequenos empresários em situação de desemprego, tal como avançou, ontem, o Diário Económico. “O Governo tem vindo a trabalhar com as associações empresariais no sentido de estudar a possibilidade de criar uma prestação social para empresários que vejam a sua situação degradada em virtude do encerramento das suas empresas”, disse aos jornalistas.

Governo impede autarquias de aumentar IMI Finanças mantêm-se irredutiveis: municípios que tiverem proposto subida do imposto terão resposta negativa. Alexandra de Almeida Ferreira alexandra.ferreira@economico.pt

A Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais vai chumbar qualquer proposta de aumento dos coeficientes de localização dos imóveis, que interferem na avaliação dos imóveis e, como tal, no cálculo do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Depois de, em Fevereiro, ter mandado para trás a primeira proposta de zonamento da Comissão Nacional de Avaliação de Prédios Urbanos (CNAPU), Carlos Lobo, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, voltou a sentar-se à mesa com a Associação Nacional de Municípios. Desta reunião, que aconteceu há três semanas, saiu um entendimento: nos casos em que a CNAPU propõe descida dos coeficientes de localização – e por isso do IMI –, o Governo autoriza. Nos casos em que seja proposto um aumento, as Câmaras terão que justificar esse aumento. No entanto, com ou sem justificação válida, as Finanças não vão autorizar que se mexa neste valor. Fonte oficial do Ministério das Finanças confirmou ao

Fernando Ruas, presidente da ANMP acredita que muitas autarquias que tinham pedido aumentos dos coeficientes vão recuar por causa da crise.

Carlos Lobo, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais não vai autorizar alterações que resultem num aumento da taxa de IMI.

Diário Económico a existência desse acordo, mas esclarece que não será tomada “qualquer decisão casuística a esse respeito”. E acrescenta: “Podemos desde já afirmar que o problema do IMI se traduz na cada vez maior receita que dele resulta, pelo que, qualquer medida do Governo será, no mínimo, de estabilização da receita e nunca de subida”. Revisão dos coeficientes atrasada dois anos

A chamada “proposta de zonamento” foi entregue pela CNAPU, presidida pela Direcção-Geral das Contribuições e Impostos, no início do segundo semestre de 2008. A 12 de Fevereiro, os serviços de Carlos Lobo, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, mandaram o documento para trás, dizendo que se “alteraram as circunstâncias que presidiram à proposta” (ver caixas). A primeira alteração dos coeficientes de actualização foi feita pela CNAPU em 2004 e deve acontecer a cada três anos. A proposta entregue nas Finanças suscitou muitas críticas e pedidos de ajustamento das autarquias que foram rejeitados. Ao Diário Económico, Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP), justificou, na altura, o chumbo da parte de Carlos Lobo com o facto de muitos dos ajustamentos pedidos terem sido incluídos nesta revisão e que a maioria das Câmaras solicitou revisões em alta do coeficiente de localização, o que levaria a um aumento do IMI. Esta consequência poria, de facto, em causa os efeitos práticos de uma das medidas do Governo de combate à crise: a diminuição do tecto máximo deste imposto. Mas, para Fernando Ruas, as circunstâncias mudaram. “No meio de uma crise, acredito que as Câmaras que pediram aumentos dos coeficientes de localização, não venham a reiterar esta intenção, para não agravar as condições já de si difíceis dos munícipes”. ■

ALTERAÇÕES AO IMI

1. Imposto Municipal sobre os Imóveis foi reduzido em 2008 Foi uma das primeiras medidas anti-crise e prevê a redução de 0,1 pontos na taxa máxima de IMI. Nos prédios não avaliados, a taxa máxima passa de 0,8% para 0,7% e, nos prédios não avaliados, baixa de 0,5% para 0,4%.

2. Legislação urbanística também sofreu alterações Foi alterado o conceito de terreno para construção: passam a incluir os terrenos dentro ou fora de um aglomerado urbano para os quais tenha sido admitida comunicação prévia ou emitida informação prévia favorável de operação de loteamento ou construção.

3. Alteração do preço médio de construção por metro quadrado Os valores de construção por metro quadrado mudaram. Estes indicadores são uma das variáveis para o cálculo da avaliação dos prédios urbanos. Para 2009, o Ministério das Finanças fixou em 487,2 euros o valor médio de construção por metro quadrado.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 9

EURO

PETRÓLEO

TAXA EURIBOR

face ao dólar

valor em dólares

a seis meses

1,3928

64,28

1,268

AGENDA DO DIA ● O gabinete de Estatística da União Europeia divulga as contas nacionais semestrais dos 27 Estados-membro. ● O INE divulga o Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria em Maio.

João Paulo Dias

Como funciona e quais as taxas aplicadas Saiba quanto sobe o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com a cláusula de salvaguarda. Paula Cravina de Sousa paula.cravina@economico.pt

1QUE TAXAS INCIDEM SOBRE O VALOR DA CASA?

No caso de prédios urbanos apartamentos e edifícios -, as taxas do IMI variam entre 0,2% a 0,4% para os que já foram avaliados à luz do Código do Impostos Municipal sobre Imóveis (CIMI) e consoante os municípios onde se encontra localizada a casa. No caso dos prédios urbanos sob o antigo regime, as taxas variam entre os 0,4% e os 0,7%. Para os prédios rústicos, a taxa é de 0,7%. Se os prédios urbanos estiverem devolutos, as taxas são elevadas para o dobro e em ruínas para o triplo.

PUB

Cada munícipe de Lisboa paga, em média, 580 euros de taxas municipais por ano à autarquia.

2 QUANDO PAGAR O IMI? O imposto deve ser pago em duas prestações, nos meses de Abril e Setembro, desde que o seu montante seja superior a 250 euros. No caso de o montante a pagar ser igual ou inferior àquele limite, o pagamento deve ser efectuado de uma só vez, durante o mês de Abril.

3

não abrange todos os contribuintes porque nem todas as casas foram avaliadas em 2003. O valor dos imóveis é actualizado quando gera algum tipo de alteração na matriz, isto é, quando há lugar à venda, por exemplo. Além disso, os aumentos máximos só se aplicam a imóveis de elevado valor patrimonial. No próximo ano, o aumento será de 150 euros e, em 2011 (último ano em que se aplica a cláusula), será de 165 euros. ■

QUAL É A SUBIDA MÁXIMA PERMITIDA POR LEI?

Este ano, o IMI subiu 135 euros, que é o máximo permitido pela cláusula de salvaguarda. Esta está prevista desde 2003 quando a contribuição autárquica deu lugar ao IMI. O Governo de Durão Barroso introduziu a cláusula para impedir que, depois da aprovação do Código do IMI, este imposto aumentasse de forma abrupta. No entanto, a subida

Este ano o IMI subiu 135 euros. No próximo o aumento será de 150 euros e em 2011 (último ano em que se aplica a cláusula) será de 165 euros.


10 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

ECONOMIA PARLAMENTO

PREDE

Técnicos oficiais de contas contra novo estatuto proposto pelo Governo

Assembleia Municipal de Lisboa aprova empréstimo para pagar fornecedores

O novo estatuto da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC), que determina a passagem a Ordem, vai ser discutido hoje, em comissão parlamentar com técnicos e empresas de contabilidade a defenderem que é “inconstitucional”. “Foram apresentadas 54 propostas de alteração ao novo estatuto preparado pelo Governo e há pareceres de jurisconsultos que atestam a existência de várias inconstitucionalidades”, disse à Lusa Vítor Vicente, técnico oficial de contas.

A Assembleia Municipal de Lisboa aprova hoje o empréstimo de 130 milhões de euros no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas a fornecedores. O PSD, com maioria neste órgão, quer saber como as dívidas vão ser pagas, quando e com que fim foram contraídas. Dos 130 milhões de euros, 73 milhões vão fazer face a dívidas contraídas já pelo actual Executivo (35 milhões nos últimos três meses) que apenas conseguiu reduzir a dívida à banca.

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Albert Gea/Reuters

RECESSÃO MUNDIAL LEVA A NOVA ‘DESVALORIZAÇÃO’ DOS DISCOS DE OURO

Os músicos que, como os irlandeses U2 (na foto), aspirem a ganhar o chamado “disco de ouro”, já só precisam de vender 50 mil álbuns, em vez de 75 mil. A decisão da indústria discográfica mundial surge em plena recessão, que agravou ainda mais o cenário de crise vivido pelas editoras. Em 2006, o número obrigatório de álbuns para se atingir o disco de ouro já havia sido reduzido, de 100 mil para 75 mil exemplares.

Provedoria da Justiça denuncia medo de represálias na função pública A Provedoria já recebeu cerca de 12.500 queixas, só sobre a reforma da administração pública. Margarida Peixoto margarida.peixoto@economico.pt

Os funcionários públicos queixaram-se menos ao Provedor de Justiça em 2008, em parte, por medo de represálias. A conclusão consta do relatório de actividades do ano passado, divulgado em Maio. O número de processos pendentes em 2008 caiu 38,6% face a 2007. A Provedoria justifica parte desta diminuição pelo maior medo dos funcionários públicos em fazer queixa da entidade empregadora. “Do lado dos queixosos, é possível identificar, de certo modo, alguma «retracção» na formulação de reclamações”, lê-se no relatório de actividades. Como justificação, a Provedoria avança, por um lado, a manutenção de alguns serviços em reestruturação – o

que significa que ainda há a possibilidade de colocar funcionários em mobilidade especial. Por outro lado, o facto da avaliação de desempenho ser agora fundamental para progredir na carreira. “Tal retracção resulta patente na repetição de simples pedidos de esclarecimento ou de parecer, frequentemente sem identificação da entidade visada, bem como, por vezes, na expressa referência pelos queixosos ao receio de tratamento discriminatório, por parte das entidades empregadoras”, esclarece o relatório. A Provedoria suacrescenta ainda que a reforma legislativa introduzida em 2008 foi “em grande medida, um «anúncio» de reforma”, já que os principais efeitos só se começaram a sentir em Janeiro deste ano. Deste modo, muitas das razões

VÍNCULOS

11.924 É o número de queixas recebidas sobre a passagem para contrato em funções públicas.

CARREIRAS

107 Em 2008, chegaram 46 queixas sobre carreiras e este ano houve mais 61 reclamações.

MOBILIDADE E AVALIAÇÃO

64 A reorganização de serviços motivou 38 queixas e a avaliação de desempenho 26.

de queixa acabaram por só se colocar este ano. Reforma motiva 12.500 queixas

A reforma da Administração Pública motivou cerca de 12.500 queixas em 2008 e 2009, adiantou a Provedoria ao Diário Económico. Entre estas, a matéria mais focada foi a mudança de vínculo para contrato de trabalho em funções públicas. O segundo tema mais focado foi a alteração nas carreiras –“consideram que a transição os prejudicou, ou pedem para serem reclassificados noutra carreira”. A reorganização dos serviços, a mobilidade especial e as novas regras da avaliação de desempenho também foram motivo de reclamação. “Queixam-se da má condução dos processos e da fixação de objectivos pouco definidos ou tardia”, explicou a Provedoria. ■

Educação foi a mais visada em 2008 No ano passado, o Ministério da Educação foi o que recebeu mais queixas de funcionários públicos ou de cidadãos candidatos a um emprego no Estado. De um total de 680 queixas processadas – note-se que muitas reclamações foram agrupadas num único processo –, 259 (38%) visavam a pasta da Educação. A grande maioria teve que ver com o regime de avaliação dos professores. No entanto, este também é o ministério que emprega mais funcionários (37% do total). O Ministério da Saúde foi visado em 82 processos e o das Finanças em 54.


PUB


12 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

ECONOMIA CONFERÊNCIA

FMI

António de Sousa diz que consolidação orçamental terá de esperar pelo fim da crise

Retoma depende da limpeza dos activos tóxicos dos bancos

O novo presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, avisou ontem que, ultrapassada a crise, os portugueses deparar-se-ão com outro desafio: a consolidação orçamental. Contudo, alertou que isso só poderá ser feito quando o movimento recessivo estiver definitivamente ultrapassado. “O contrário seria fazer uma política pró-cíclica, que é tudo o que não precisamos neste momento”. O responsável falou na conferência “10 anos do sistema europeu de bancos centrais”.

A limpeza dos balanços dos bancos dos activos tóxicos não está “completamente terminada” e condicionará a rapidez da saída da crise económica, considerou ontem o director-geral do Fundo Monetário Internacional(FMI), Dominique Strauss-Kahn. “Muitas coisa têm ainda de ser feitas, principalmente na limpeza dos balanços dos bancos”, sublinhou Strauss-Kahn numa reunião, em Genebra, na sede da Organização Mundial do Comércio(OMC).

Dominique Strauss-Kahn defende que ainda há muito a fazer.

Maurizio Brambatti/Pool/Reuters

Crise e clima na agenda da reunião do G8

PLANO DE EVACUAÇÃO PARA O CASO DE OCORRER NOVO SISMO

França e Reino Unido levam posição comum sobre alterações climáticas a Itália. Paula Cravina de Sousa paula.cravina@economico.pt

Os líderes mundiais reúnem-se a partir de amanhã na cidade italiana dilarecerada por um sismo, L’Aquila, tendo a crise financeira, as alterações climáticas, o problema da fome em África e a situação do Irão como temas centrais do debate. A reunião entre a Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e a Rússia vai discutir as respostas para combater a crise financeira como a reforma das instituições financeiras para prevenir a próxima crise ou a forma como os activos tóxicos deverão ser limpos do sistema, sobretudo na Europa. Isto porque a UE ainda não publicou os ‘stress tests’ que vão indicar que bancos precisam de injecções de capital. O presidente norte-americano, Barack Obama, deverá fazer um apelo à União Europeia para que sejam dados mais incentivos orçamentais à economia, sobretudo em 2010, ano em que a crise deverá ser pior que nos Estados Unidos. O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, advertiu, numa carta enviada ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que o G8 não deveria dar como certa a proximidade de recuperação económica. A carta refere que as intervenções dos bancos centrais e dos governos parecem ter “interrompido a quebra” da economia graças à estabilização dos mercados financeiros e impulso da procura. No entanto, Zoellick avisa que “2009 continua a ser um ano perigoso”.

cidir que tipo de tratado irá substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. O principal desafio é trazer as economias emergentes como a China e a Índia para o acordo. Gordon Brown propôs que o mundo adopte um fundo de 42,9 mil milhões de euros para ajudar os países em desenvolvimento a adoptar tecnologias verdes. Mais ajuda para África

Obama deverá também anunciar mais ajuda financeira para incentivar o desenvolvimento do sector agrícola em África para prevenir a fome. A ajuda deverá oscilar entre os 2,1 mil milhões e os 3,6 mil milhões de euros. Esta ajuda segue as recomendações feitas nas reuniões do G20 em Gleneagles, em 2005, e no passado mês de Abril, em Londres, para aumentar os apoios. ■ TEMAS A DEBATER ● A crise financeira será um dos temas centrais, sobretudo na forma de eliminar os activos tóxicos do sistema. ● A adopção de um novo acordo para combater o efeito de estufa, que substitua o Protocolo de Quioto que expira em 2012. ● A política externa, sobretudo no que se refere à manutenção de uma posição unida dos vários países face ao Irão. ● Mais ajudas para os países africanos para prevenir e combater a fome no continente.

Sarkozy e Brown juntos nas alterações climáticas

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciaram ontem que vão levar uma posição comum sobre as alterações climáticas, que prevê a fixação de objectivos comuns. Este tema será a antecipação da reunião de Dezembro, em Copenhaga, que vai de-

Caso a cidade de L’Aquila sofra um novo sismo com intensidade superior a 4.0 na escala de Richter, os líderes das maiores economias do mundo serão de imediato evacuados para tendas fora do complexo do encontro. Se os danos forem significativos, está planeado um voo de Preturo para Roma, onde continuarão as reuniões.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 13

ESPANHA

ESTADOS UNIDOS

Rendimento das famílias vai cair pela primeira vez nos últimos 15 anos

Administração Obama admite “leitura errada” dos sinais da economia

No final do ano, o rendimento das famílias espanholas deverá ter caido pela primeira vez nos últimos 15 anos, avançava ontem o jornal “El País”, citando vários analistas. Os recursos do conjunto de cidadãos espanhóis estavam há uma década a subir cerca de 6% ao ano mas, no último trimestre, só cresceram cerca de 1,5% em comparação com o mesmo período de 2008, segundo avançou o Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).

Joe Biden, vice-presidente de Barak Obama, admitiu ontem que a administração Obama leu mal os sinais da economia quando estimou que o desemprego atingiria uma taxa de 8% em 2009. “A verdade é que houve uma leitura errada” em relação à severidade da crise, admitiu o responsável pelo programa de estímulo à economia, numa entrevista à ABC News. No final de Junho, o desemprego nos Estados Unidos atingiu 9,5%, a taxa mais alta dos últimos 26 anos.

Joe Biden, vice-presidente dos EUA reconhece erro na previsão de emprego.

João Paulo Dias

ESTUDO DA ACEGE

Gestores cristãos estimam em 11% o desemprego

Empresários cristãos defendem adiamento do novo Aeroporto de Lisboa previsto para Alcochete.

Grandes projectos de investimento devem ser reavaliados defendem gestores cristãos. Alexandra de Almeida Ferreira alexandra.ferreira@economico.pt

A maioria dos empresários interrogados acredita que o desemprego vai ultrapassar os 11% em 2009, em linha com as previsões dos economistas. A revelação é feita pelo barómetro mensal da Associação Cristã de Empresários e Gestores, feito em parceria com o Diário Económico e a Rádio Renascença. Em relação à carga fiscal,uma maioria de 56% defende que o próximo Governo deve descer os impostos, contra 42% que considera que o actual nível de impostosdeve ser mantido, na próxima legislatura. Quanto ao estado da economia, 74% dos inquiridos consideram que a economia portuguesa ainda não “bateu no fundo”,um terço acredita que a recuperação só vai começar para o ano (36%) ou em 2011 (34%). Reavaliação das Obras públicas

Os empresários cristãos alinharam com os economistas que pedem uma reavaliação e adiamento dos grandes projectos de investimento, revela o estudo. Relativamente aos projectos da alta velocidade (TGV) e do Plano

Rodoviário Nacional, a maior parte defende a sua reavaliação, sendo que no caso do novo Aeroporto de Lisboa, cuja construção está prevista para Alcochete, 41% considera mesmo que deve ser adiado. O estudo mensal de opinião promovido pela ACEGE junto dos seus associados revela que 85% dos inquiridos concorda com o adiamento das grandes obras públicas recentemente proposto pelo grupo de 28 economistas, o primeiro de um conjunto de manifestos assinados por grupos de economistas, que se dividem entre apoiantes e opositores das grandes obras públicas. O pessimismo continua a dominar o estado de espírito deste grupo de empresários, com 41% a demonstrar-se “moderadamente pessimista” e 21% “francamente pessimista”, o que, apesar de tudo, revela uma ligeira melhoria relativamente ao mês anterior. A recolha de respostas para este barómetro, promovido pela ACEGE em parceria com a Rádio Renascença e o Diário Económico, decorreu entre as 12h00 do dia 29 de Junho e as 12h00 do dia 1 de Julho, tendo sido validadas 166 respostas. ■

PUB

Obrigações Royal 5,25% Taxa fixa a 10 anos (vencimento: 05/08/2019) e capital garantido na maturidade sem possibilidade de reembolso antecipado pelo titular*

Se estava à procura de um investimento de alto rendimento finalmente encontrou-o. Em alternativa:

Obrigações Royal 5,25%

ou

Obrigações Royal Variável Euribor 3M +1,5%

EVOLUÇÃO DO PESSIMISMO DOS EMPRESÁRIOS CRISTÃOS

ISIN: XS0386537418 Taxa fixa: 10 anos Vencimento: 05/08/2019 Cupões: semi-anuais

O pessimismo dos empresários e gestores cristãos abrandou no último mês, mas continua a ser o sentimento dominante.

Comparação de Rendimentos Brutos (antes de impostos)

65

Francamente pessimista Francamente Optimista

Moderadamente Pessimista Moderadamente optimista Nem Optimista nem pessimista

ISIN: XS0386543226 Taxa fixa: 5 anos Vencimento: 04/08/2014 Cupões: trimestrais

Obrigações do Tesouro 4,75% 10 anos (24/06/2019) 4,56% Obrigações Royal 5,25% 5,25% Euribor 3M 1,20% Obrigação Royal Variável 2,70%**

* O ABN AMRO Bank N.V enquanto emitente, pode determinar o reembolso antecipado nas condições específicas previstas no Prospecto Base (indicadas no sumário pág. 15-16), caso em que as Obrigações não beneficiarão da protecção de capital. As obrigações, não serão admitidas à negociação em nenhum mercado. O emitente poderá, discricionariamente, decidir promover um mercado secundário para as obrigações em condições normais de mercado (sem garantia de capital). O investimento mínimo é de EUR 1 000. As Obrigações poderão ser subscritas junto do Banco Best e da Lisbon Brokers até ao dia 27/07/2009. ** Os resultados históricos referem-se a dados simulados do passado realizados com base em valores históricos. Não garantem resultados futuros nem são indicador fiável dos mesmos. Fonte: Bloomberg, 24 de Junho de 2009.

Os futuros investidores devem compreender os riscos inerentes ao produto e tomar uma decisão de investimento após consideração, com os seus consultores, da conveniência da mesma face aos factores concretos de investimento que sejam tidos em conta. As condições definitivas deste produto estão contidas na documentação relativa à oferta, em particular no Prospecto Base de 01/07/2009 e nas Condições Finais da Oferta. O Prospecto Base foi aprovado pela AFM e está disponível em www.afm.nl e www.cmvm.pt. O presente documento se destina a ser distribuído nos EUA ou a nacionais dos EUA, nos Países Baixos ou a nacionais Holandeses, excepto através de oferta pública, nem no Reino Unido e no Japão, de acordo com as restrições de venda standard aplicáveis nestes países.

52 39

Para saber mais sobre as Obrigações Royal Consulte markets.rbs.com.pt ou ligue 800 207 336

26 13 0 Mai-04 Fonte: ACEGE

Abr-09

O Royal Bank of Scotland Plc (RBS) é um representante autorizado do ABN AMRO Bank N.V. em algumas jurisdições e o ABN AMRO Bank N.V. é uma “subsidiary undertaking” do The Royal Bank of Scotland Group Plc.


14 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

DESTAQUE2

DESTAQUE MELHOR JOGADOR DO MUNDO EM MADRID

Cristiano entra no clube das estrelas planetárias O futebolista foi ontem apresentado pelo Real Madrid e é das poucas ‘marcas’ internacionais de Portugal. António Freitas de Sousa antónio.sousa@economico.pt

NÚMERO-CHAVE

Ninguém está interessado em convidar Cristiano Ronaldo para o ouvir falar sobre os contornos da crise global, do mesmo modo que ninguém quer saber o que pensa Bill Clinton do desfecho do próximo campeonato do mundo de futebol ou o que é que Paris Hilton achou do último livro que leu – se se der o caso, improvável, de já ter lido algum. Mas qualquer destas três personalidades conseguiu ascender a uma (estrato)esfera muito restrita, onde se incluem apenas aqueles cuja personalidade própria – e às vezes a falta dela – vale milhões de euros. O reforço de mediatismo que envolve Cristiano Ronaldo desde que ficou conhecida a sua transferência multi-milionária do Manchester para o Real Madrid – e que teve um ponto alto na apresentação de ontem no Estádio de Santiago Barnabéu – transforma-o num dos poucos portugueses que entrou nesse clube restrito. Pedro Dionísio, director do mestrado de marketing desportivo do ISCTE, afirma isso mesmo: “É a ‘marca’ mais internacional do país neste momento”, e está “numa curva ascendente” que o pode levar bem mais longe. Deste clube fazem parte pessoas dos mais di-

23 milhões Segundo o director do mestrado em marketing desportivo do ISCTE, Pedro Dionísio, Cristiano Ronaldo poderá “duplicar no próximo ano” os seus ganhos em termos de direitos de publicidade e patrocínios. Até porque, recorda, “os espanhóis trabalham esta área muito melhor que os ingleses”. Feitas as contas, o futebolista poderá passar de ganhos de 11,5 milhões em 2008/09 para os 23 milhões na próxima temporada. Com a estrela Beckham a envelhecer, Ronaldo poderá atingir o topo do ranking mundial dos jogadores de futebol, numa lista onde na temporada que findou não foi além do 4º lugar.

versos ramos de actividade – apesar de os maiores contribuintes líquidos por sector serem o desporto, o cinema e a música – que têm em comum um grau de exposição mediática muito acima da média e que se distinguem do vulgar, presume-se que positivamente, na profissão que desenvolvem. O jovem madeirense fechou o ano 2008/09 com um salário mensal de 564 mil euros e um rendimento anual de 18,3 milhões. Nada de muito sonante quando comparado com os mais bem pagos do mundo do futebol; mas tudo isso vai mudar este ano, com o salário mensal a subir para mais de 830 mil euros e os proveitos anuais a dispararem ninguém sabe ao certo para quanto. Certo é que o seu valor ‘de mercado’ – dos mercados da publicidade, do merchandising, etc. – vai com certeza subir em flecha, sendo aliás essa uma das esperanças de Florentino Pérez, presidente do Real, para amortizar o mais rapidamente possível (fala-se em cinco anos, no mínimo) o investimento de 93 milhões de euros em Cristiano. Resta saber-se o que vem a seguir. Até porque, como disse Edson Athayde, “se tudo correr bem, Cristiano verá o seu valor publicitário subir em flecha; se correr mal, poderá ser pulverizado em pouco tempo”. ■

PORMENORES DA CARREIRA EM ESPANHA

A casa

O carro

A vida

A contratação de Cristiano pelo Real Madrid fez com que até o mais normal do actos passe a ser objecto de notícia. Em relação à morada em Espanha, a expectativa é que o futebolista português venha a ocupar a mesma residência que David Beckham.

A Audi é uma da marcas s que patrocinam o Real Madrid, disponibilizando veículos para os seus jogadores. Segundo a Imprensa espanhola, Cristiano vai ter direito a um R8 preto. O carro é à medida: vistoso, rápido e difícil de dominar se não for conduzido com cuidado.

Já se terá habituado, mas Cristiano Ronaldo não dá um passo sem que se saiba. E como a sua vida privada parece fazer parte do interesse público, já se especula se será ou não em Espanha que o futebolista vai encontrar a mulher que o decida a casar.

O jovem madeirense assegurou aos adeptos do Real Madrid que vale cada cêntimo da fortuna que custou à equipa de Florentino Pérez. Mas será em campo que vai ter que provar essa eficácia.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 15

Cristiano ‘precisa’ de vender sete milhões de camisolas Os adeptos das estatísticas já fizeram as contas: Cristiano Ronaldo vai ter que arranjar forma de convencer sete milhões de pessoas a comprarem a ‘sua’ camisola número 9 para amortizar o investimento de 93 milhões. Pode ser que não seja de todo difícil - custa 80 euros cada - dado o ‘know how’ do clube em termos de marketing.

Juan Medina / Reuters

Cinco estrelas planetárias Vêm de diversos sectores de actividade, mas têm várias coisas em comum: o seu tempo vale muitos milhões de euros e nada do que fazem escapa à curiosidade de um mundo de consumidores.

Madonna Com 50 anos de idade, Madonna teima em não sair do topo do mundo da música. Em várias vertentes: só no ano passado, a cantora apurou proveitos de 200 milhões de euros com os 58 concertos (em 17 países diferentes) que integravam a sua mais recente digressão mundial. Um valor que a ‘atirou’ para o quarto lugar da lista dos artistas mais bem pagos do mundo e para o 3º no ranking dos artistas mais poderosos do planeta - onde Angelina Jolie é líder. Apesar da idade, Madonna promete não desarmar e continuar a ensinar aos mais novos como é que se cria um lugar numa das actividades mais concorrenciais do planeta.

Brad Pitt É um dos mais solicitados actores do mundo e tudo o que faz pode potencialmente transformar-se em ouro - até o casamento, com Angelina Jolie. O actor ganhou no ano passado mais de 20 milhões de euros - só no que diz respeito ao seu trabalho como actor - o que o colocou no nono lugar da lista dos actores mais bem pagos de Hollywood (liderada por Harrison Ford). De fora ficam ainda as outras várias actividades do actor, que por certo fazem crescer aquela soma para valores bem mais apelativos. Ainda no capítulo das somas, refira-se que Angelina Jolie liderou a lista das actrizes mais bem pagas, com 14 milhões de euros.

Bill Clinton Até há pouco tempo, o antigo presidente dos Estados Unidos cobrava valores acima dos 300 mil euros (mais despesas) para se deslocar a qualquer ponto do globo onde o quisessem ouvir falar sobre política mundial. Mas esse valor deve estar muito inflacionado desde que a sua mulher Hilary passou a fazer parte do executivo de Barack Obama. Bill teve que prometer alguma contenção nas suas actividades de conferencista, o que por certo elevará o valor ‘facial’ de cada uma. Para servir de comparação, refira-se que Mikhail Gorbatchov, antigo presidente da URSS, não levava mais de 50 mil euros por conferência.

José Mourinho Quando saiu do F. C. Porto para o Chelsea, Mourinho passou a ser o treinador de futebol mais bem pago do mundo: cinco milhões de libras por ano. Quando saiu, o clube inglês desembolsou, diz-se, 25 milhões de euros de indemnização. Neste quadro, Mourinho é, como Cristiano, uma ‘marca’ portuguesa de cariz global. Mas a promessa nunca cumprida de regressar às vitórias internacionais que conseguiu no F. C. Porto pode estar a custar-lhe alguns pontos e a fazer diminuir a sua capacidade de gerar receitas em paralelo ao seu salário mensal em Itália. A próxima temporada da Liga Europeia pode resolver isso tudo.

Paris Hilton Dizem os jornais da especialidade que a ‘socialite’ Paris Hilton é a mais recente conquista de Cristiano Ronaldo. A herdeira dos hotéis com o mesmo nome tem o seu valor de mercado um pouco afectado pela fraca prestação profissional em todos os quadrantes e possivelmente pela vulgaridade dos seus dislates públicos. Na lista das estrelas mais poderosas do planeta - liderada por Angelina Jolie - Hilton surge apenas num muito modesto 645º lugar. E, para a prestigiada revista Forbes, o seu salário anual não anda longe dos cinco a 6 milhões de euros, o que por certo quase não dá para as despesas.


16 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

EMPRESAS

Árabes investem 250 milhões em ‘resort’ de luxo no Algarve Donos do Pine Cliffs Resort estão a desenvolver um projecto com hotel, campo de golfe e 550 casas. Ana Baptista ana.baptista@economico.pt

A IFA Hotel and Resorts, o grupo árabe dono do Pine Cliffs Resort, no Algarve, continua a apostar em Portugal e principalmente na região Sul do País. Além de continuarem a investir no desenvolvimento deste resort de cinco estrelas perto de Vilamoura, os investidores árabes e o seu parceiro português, United Investments Portugal (UIP), estão a preparar um investimento global de 250 milhões de euros num novo resort de luxo em Loulé, Algarve. Um projecto que será construído ao longo de dez anos e que poderá mesmo atingir os 400 milhões de euros quando estiver totalmente concluído, explicou ao Diário Económico Carlos Leal, director-geral da UIP. Situado em Vale do Freixo, no concelho de Loulé, freguesia de Benafim, este projecto terá um campo de golfe de 18 buracos, um SPA e um boutique hotel “que não terá mais de 60 a 70 quartos”. Além disso “vai ter uma grande componente imobiliária, com vivendas ao estilo do Pine Cliffs, sendo que no total, com quartos de hotel, vivendas e apartamentos, estão previstas 550 unidades de alojamento, qualquer coisa como 2200 a 2500 camas”, explicou Carlos Leal. Projecto em desenvolvimento há seis anos

O projecto para o Vale do Freixo começou a ser desenvolvido há seis anos, quando o terreno foi comprado à Sociedade Agrícola Industrial do Algarve. O processo acabou por se arrastar por estar localizado numa zona sensível a nível ambiental, que integrava áreas de Reserva Agrícola Natural (RAN) e Reserva Ecológica Natural (REN). A UIP e a IFA en-

O grupo do Médio Oriente, liderado por Talal Al-Bahar, é um ‘player’ mundial nos resorts de luxo. O novo investimento no Algarve pode chegar a 400 milhões.

PALAVRA-CHAVE

✽ Pine Cliffs Resort O Pine Cliffs Resort ficou concluído em 1992, mas o seu desenvolvimento foi faseado. Hoje, em 72 hectares, conta com um total de 579 unidades de alojamento, distribuídas por vários tipos de alojamento, como apartamentos, moradias, villas, moradias em banda e apartamentos turísticos. Conta ainda com 215 quartos no hotel de cinco estrelas da marca Sheraton.

traram então com um pedido de alteração das zonas REN e RAN, um processo que foi agora aprovado e do qual apenas falta o documento oficial. Só depois, diz Carlos Leal, este projecto poderá ser levado à Câmara para aprovação do plano de urbanização, ou seja, o plano que define onde se vai construir o hotel, o campo de golfe e as casas e que está neste momento a ser desenvolvido. Terminada esta fase é que se poderão pedir à Câmara os licenciamentos para começar a construir cada um dos equipamentos previstos, explica ainda o director-geral da UIP. É por isso que o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emído, contactado pelo Diário Económico, diz ainda não ter conhecimento oficial da proposta da IFA Hotels e Resorts e da UIP para o Vale do Freixo. Contudo, alerta que, a aprovação de um projecto destes segue agora regras diferentes. A autarquia abre concursos públicos para a apresentação dos projectos imobiliários, a que o promotor terá de concorrer. A proposta é depois analisada por uma comissão de acompanhamento, formada pela Comissão de Coordenação do Algarve (CCR), pelas direcções regionais do Turismo e do Ordenamento do Território, bem como pela autarquia, que aprova ou não o projecto. Independentemente disso, Carlos lela tem baos perspectivas em relação aos ‘timing’ do projecto. “Estamos a finalizar o plano de urbanização e prevemos que seja aprovado até ao fim deste ano para depois iniciar a construção”, disse. O objectivo é que, o campo de golfe, o hotel e as primeiras casas estejam concluídas em 2012 ou 2013, “mas isso depende das entidades portugueses”. ■ E.M.

A ilha em formato de Palmeira, no Dubai, conta com a parceria da IFA Hotel and Resorts.

QUATRO PERGUNTAS A... Carlos Leal explica ao Diário Económico quais os objectivos para este resort, em Vale do Freixo, e quais as alterações que sofreu em seis anos. As condições de aprovação do projecto há seis anos mudaram completamente.

CARLOS LEAL Director-geral da United Investments Portugal

“O projecto terá entre 2.220 e 2.500 camas.”

Há seis anos o projecto estava avaliado em 123 milhões de euros. Foi reavaliado? Na altura, o terreno em questão estava classificado como Área de Aptidão Turística e havia um número de camas definidas para a zona, pelo que o investimento inicial era muito menor. No entanto, recentemente entrou em vigor o novo Plano Regional de Ordenamento do Território do


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 17

Direcção da Autoeuropa mantém ‘lay off’

AGENDA DO DIA

A direcção da Autoeuropa vai manter as medidas anunciadas em 24 de Junho, entre as quais se destaca o ‘lay off’. Ontem, os responsáveis da fábrica de Palmela reuniram com a Comissão de Trabalhadores (CT), que pedia novas negociações. A administração não acedeu ao pedido e informou que em Setembro vai entregar à CT os fundamentos da aplicação do “lay off”. Os trabalhadores vão tentar, junto do Governo, “tentar encontrar a possibilidade de alternativas”.

● O presidente da AdC volta hoje ao Parlamento para apresentar as contas do regulador de 2008. ● Conferência sobre as redes de nova geração promovida pela APDC. ● Sindicato dos Estivadores, que promove greve, faz conferência de imprensa.

DR

Um grupo que gere sete mil milhões O grupo IFA é detido por um fundo do Koweit, sendo um líder mundial no sector. Ana Baptista ana.baptista@economico.pt

O IFA Hotels & Resorts, que mantém uma parceria com a United Investments Portugal (UIP), é um dos principais grupos mundiais no sector do desenvolvimento de hotéis e ‘resorts’ de luxo. Detido pelo fundo Financial Advisors, do Koweit, o IFA tem hotéis e ‘resorts’ em Portugal, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Tailândia, Namíbia, Seychelles e Estados Unidos da América. Está cotado nas bolsas do Koweit e de Joanesburgo, tendo actualmente uma capitalização bolsista de cerca de 1.000 milhões de dólares (715 milhões de euros). No total, a IFA tem um portefólio de 40 projectos e vários países, espalhados pelos cinco PUB

Algarve (PROTAL) que elimina estas áreas de aptidão turística e estabelece que por cada hectare podem ser construídas entre 60 a 90 camas. De tal forma que o projecto acabou por crescer, bem como o investimento previsto.

Quantas camas estão previstas agora? Com as novas regras do PROTAL podíamos ir até às três mil camas, mas não é nossa intenção. Estamos a apostar num valor entre as 2.200 e as 2.500, que é o que temos no Pine Cliffs Resort.

Que características distinguem este projecto do Pine Cliffs? Este projecto é para um resort de

interior, sem praia, pelo que está a ser desenvolvido como se fosse uma aldeia, com uma praça central e uma igreja. Depois tem como objectivo equilibrar o campo de golfe com uma componente agrícola. Há dois anos começámos a plantar oliveiras, alforrobeiras, amedoeiras e figueiras.

Mas os hóspedes vão poder aprender a fazer azeite? Sim. Queremos proporcionar aos residentes e aos hóspedes a possibilidade de aprenderem a fazer azeite e até mel. Temos plantadas 600 oliveiras e um série de colmeias já instaladas e já estamos a produzir azeite e mel com marca própria.

continentes, dos quais 23 são hotéis. Já os activos sob gestão ascendem a um valor próximo de dez mil milhões de dólares (cerca de sete mil milhões de euros). A UIP é um dos seus vários parceiros internacionais, estando neste momento a desenvolver projectos comuns fora de território português. “Também temos uma parceria 50-50 com o IFA para um hotel em Nova Iorque, situado na Rua 42 com a 10. Um quarteirão inteiro com 700 quartos, que está previsto abrir em 2011”, afirmou ao Diário Económico o director geral da empresa, Carlos Leal. “A UIP tem também uma parceria com a IFA no Brasil, onde começámos a nossa internacionalização. Temos lá alguns projectos, que com esta crise ficaram um pouco desacelarados e que em breve serão anunciados”, acrescentou ainda o mesmo responsável do grupo. ■

O IFA EM NÚMEROS ● O IFA tem hóteis e resorts em Portugal, Arábia Saudita, Emirados Árabes, África do Sul e outros países, mantendo parcerias com vários grupos internacionais, como o português UIP. ● O IFA tem um portefólio de 40 projectos a nível global, dos quais 23 são hotéis. ● Os activos sob gestão ascendem a 7 mil milhões de euros. ● O IFA está cotado nas bolsas do Koweit e de Joanesburgo, na África do Sul.


18 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

EMPRESAS AVIAÇÃO

TURISMO

EasyJet transporta mais 7,9% de passageiros até Junho

Ocupação turística do Algarve cai 4,3 por cento em Junho

O tráfego da EasyJet, nos primeiros seis meses do ano, aumentou 7,9%, para os 41,2 milhões de passageiros. Os números foram divulgados ontem pela transportadora aérea de baixo custo, que indica ainda uma melhoria na taxa de ocupação de 1,9 pontos, para os 83,3%. Apenas em Junho, a EasyJet registou um aumento de 0,8%, no tráfego de passageiros, para os 4,1 milhões de passageiros. A taxa de ocupação caiu 0,6 pontos percentuais, para os 86,9%.

A taxa de ocupação média por quarto, em Junho, caiu 4,3% no Algarve, face ao mesmo mês de 2008, para 68,8%. Este indicador provisório da AHETA aponta para quedas acentuadas nas zonas de Vilamoura, Quarteira e Quinta do Lado (-13,9%), Faro e Olhão (-10,7%) e Carvoeiro e Armação de Pêra (-6,2%). As zonas de Tavira, Portimão e Praia da Rocha reagiram melhor ao actual momento de crise internacional e obtiveram subidas das taxas de ocupação entre 1,6 e 3,1 por cento, no mês passado.

As localidades de Tavira, Portimão e Praia da Rocha imunes à crise.

Paul O’Driscoll/Bloomberg

TAP ajusta horários para reduzir custos

RYANAIR PODERÁ VENDER BILHETES PARA VIAJAR DE PÉ

Novas horas de voo na Europa vão poupar no ‘catering’ e no alojamento das tripulações. Hermínia Saraiva herminia.saraiva@economico.pt

A alteração dos horários de voo nas ligações europeias e o subsequente ajuste dos voos para o Brasil, com a introdução de ligações nocturnas, são duas das medidas que a TAP está a preparar no âmbito de um plano de contingência que visa reduzir custos para fazer face à crise do sector aéreo. A companhia aérea nacional pretende alterar os horários de voo com origem nas capitais europeias, de forma a reduzir o número de ligações que obrigam os aviões a ficar estacionados nos aeroportos durante a noite. Será assim possível diminuir a factura relacionada com o estacionamento dos aviões e também com o ‘catering’, ao mesmo tempo que elimina alguns items da coluna das despesas, como seja o custo com o alojamento das tripulações. Para que isto seja possível, a TAP pretende antecipar os horários de voo à partida de Lisboa durante a madrugada, permitindo o seu regresso ainda de manhã, de forma a não penalizar excessivamente as ligações das capitais europeias com a Portela. Uma medida que poderá, no entanto, ter efeitos nos passageiros de negócios, que muitas vezes optam por viajar no primeiro voo da manhã e regressar no último voo do dia. Os novos horários dos voos para Lisboa permitirão alterar as horas de voo das ligações de longo curso, nomeadamente ao Brasil, que deixarão de estar concentrados na manhã. LUCROS

8 milhões Depois de ter encerrado o exercício de 2008 com um prejuízo de 285 milhões de euros, a companhia aérea nacional tem por objectivo chegar ao final do ano com lucros na ordem dos 8 milhões de euros.

Fernando Pinto, administradordelegado da TAP, está a preparar um plano de contingência que visa fazer face à quebra da procura sentida a nível internacional.

Ao mesmo tempo, e uma vez que elimina os voos de ‘night stop’, a TAP garante uma melhoria das taxas de ocupação. Segundo fonte da transportadora aérea, a TAP conseguiu nos últimos meses “uma melhoria sustentada” das taxas de ocupação, que se têm “mantido ligeiramente acima dos 70%”. A mesma fonte explica que este valor revela que a redução da oferta tem respondido de forma eficaz à diminuição da procura. Sem eliminar qualquer destino do seu portefólio, a TAP reduziu em cerca de 5.000 o número de frequências durante o primeiro semestre, um valor que se deverá repetir na segunda parte do ano. Meta de 8 milhões de euros

A TAP, que não comenta eventuais alterações na rede, garante manter os resultados dentro do previsto. Fernando Pinto, que no ano passado viu a transportadora aérea portuguesa acumular prejuízos de 285 milhões de euros, pretende encerrar 2009 com lucros na ordem dos 8 milhões de euros. O primeiro semestre não foi famoso e a companhia aérea perdeu, só em Maio, e segundo os números divulgados pela ANA – Aeroportos de Portugal, 105 mil passageiros. Número que é explicado pela crise, a que “a TAP não é alheia”. “A receita caiu, mas os custos mantém-se abaixo do orçamentado graças à queda do preço do petróleo”, diz fonte da transportadora aérea. A última assembleia-geral da TAP incumbiu a euipa de Fernando Pinto de concretizar “um processo de redução e flexibilização da base de custos da TAP”. ■

A companhia aérea ‘low cost’ Ryan Air está a estudar um novo segmento de negócio: viajar de avião a pé. Segundo um porta-voz da companhia, citado pela imprensa europeia, caso se concretize, esta oferta será apenas para voos com menos de 90 minutos de duração. “É uma nova ideia destinada a reduzir ainda mais as tarifas áreas”, disse o referido porta-voz da companhia irlandesa.


PUB


20 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

EMPRESAS PETRÓLEO

DISTRIBUIÇÃO

Problemas técnicos levam Petrobras a encerrar poço no campo do Tupi

ASAE investiga promoção ‘Black Friday’ do El Corte Inglês

A petrolífera estatal Petrobras, parceira da Galp Energia no Brasil, anunciou ontem ter fechado um poço no campo ‘off-shore’ do Tupi, devido a problemas técnicos. De acordo com um comunicado da empresa, o encerramento do poço ficou a dever-se com a necessidade de substituição de uma parte do equipamento de prospecção petrolífera submarina. A empresa adiantou ainda que o problema não levou a nenhum derramamento de petróleo.

A ASAE está a investigar uma denúncia da União das Associações do Comércio e Serviços contra o El Corte Inglês, devido às promoções desenvolvidas em Dezembro, numa acção conhecida por “Black Friday”. Citada pela Lusa, uma porta-voz do grupo espanhol afirmou que esta promoção “resulta de uma negociação com os fornecedores, com produtos que não são de moda, que não são de época; já os saldos visam a baixa dos preços de produtos que terminaram a sua época”.

A ‘Black Friday’, do El Corte Inglés, está a ser investigada pela ASAE.

Rick Wilking/Reuters

TRIBUNAL DE FALÊNCIAS APROVA VENDA DE ACTIVOS DA GM

O tribunal de falências do estado de Nova Iorque já aprovou a venda dos activos rentáveis da General Motors a uma nova versão da empresa. O juiz encarregue do caso, Robert Gerbert, aprovou a operação por considerar que esta era a única opção viável para a fabricante de carros, diz a Bloomberg. A “nova” GM vai ser controlada a 60,8% pelo Estado norte-americano, a 11,7% pelo Canadá e a 17,5% pelo sindicato UAW.

Telefónica diz que futuro da parceria na Meditel está nas mãos da PT César Alierta diz que saída de Marrocos vai depender da PT. E avisa que quer crescer no Brasil. Hugo Real e Cátia Simões hugo.real@economico.pt

Parceiros para entrar, parceiros para sair. Este parece ser o lema da Telefónica e da Portugal Telecom (PT), no que diz respeito à participação que as duas empresas têm no capital da Meditel, a operadora marroquina controlada em 64,36% pela ‘joint venture’ ibérica. César Alierta, presidente do grupo espanhol, afirmou à imprensa do país vizinho que só venderá a participação de 32,18% na Meditel se a PT, que controla igual percentagem, fizer o mesmo. Os espanhóis colocam desta forma a ‘bola’ do lado da PT, que já terá contratado o banco Morgan Stanley para assessorar a venda da participação que detém na Meditel. Na mesma ocasião, Alierta afirmou

que a PT é uma “boa sócia” em Marrocos e no Brasil. Mas acrescentou que quer “crescer no Brasil”, o que deixa entender que os espanhóis ainda não desistiram do controlo da Vivo, apesar de a PT recusar vender. Neste contexto, a venda da Meditel poderá ser o primeiro passo na clarificação da parceria entre as duas operadoras ibéricas, numa altura em que travam um braço de ferro pelo controlo do outro activo que detêm juntas, a operadora brasileira Vivo. Se avançar, a venda da operadora marroquina poderá render à PT cerca de 444 milhões de euros, segundo a avaliação dos especialistas do BPI. Apesar de nenhuma das empresas adiantar pormenores, são vários os interessados em entrar no capital da operadora marroquina, na sua maio-

O presidente da Telefónica, César Alierta, diz que a PT é uma “boa sócia” em Marrocos e no Brasil. Mas avisa que quer “continuar a crescer no Brasil”.

ria grupos de países árabes. A Telecom Egypt foi a última a demonstrar interesse na compra da parte da PT. A imprensa internacional avança que os interessados na Meditel incluem ainda a Orascom Telecom, a Etisalat, a Batelco, a Saudi Telecom, a Qtel e a France Telecom. Contactado pelo Diário Económico, Ricardo Pimentel Seara, analista do BPI, avançou que “a venda da participação da PT pode ser interessante porque a posição não é estratégica já que a PT está focada na África Subsariana”. Outro analista contactado pelo Diário Económico avançou que o destino do encaixe com a venda poderia servir para “financiar o investimento em redes de nova geração ou procurar outras oportunidades de crescimento em África”. ■

INTERESSADOS NA MEDITEL ● A Egipt Telecom foi a última empresa a mostrar interesse pela Meditel. ● A Orascom, a maior operadora privada do Egipto, foi a primeira a demonstrar publicamente o interesse na Meditel. ● A France Telecom (accionista da Sonaecom), que encara os países de língua francesa do Magrebe como prioritários, está também interessada em crescer em Marrocos. ● As operadoras árabes Saudi Telecom, QTel, Batelco e Qtel estão também na corrida.


PUB


22 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

EMPRESAS AUTOMÓVEL

COLUNA DO SECTOR CORTICEIRO

Fiat assina acordo com a chinesa GAC para fábrica na China

Cortiça em parque empresarial

Fiat e GAC vão investir 400 milhões de euros para grande fábrica na China.

A Fiat assinou ontem com o grupo chinês Guangzhou Automobile Industry (GAC) um acordo para a construção de uma fábrica na China. O acordo, assinado pelos presidentes da Fiat, Sergio Marchionne, e do GAC, Zhang Fangyou, prevê um investimento de 400 milhões de euros para a construção de uma unidade que ocupará mais de 700.000 metros quadrados. Será agora criada uma “joint venture”, detida em partes iguais pelos dois grupos, que produzirá motores e carros para o mercado chinês.

O projecto envolve um investimento de 11 milhões de euros, para uma área bruta de 480 mil m2.

O Parque Empresarial da Cortiça (PEC) está em condições de avançar. Esta foi a mensagem deixada pelos representantes da Câmara Municipal da Feira – presidente da autarquia, Alfredo Henriques, e o vereador e presidente do conselho de administração do PEC, Emídio Sousa – numa sessão de apresentação do projecto que decorreu na Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor). Neste momento já estão criadas as infra-estruturas básicas, o ante-projecto com a identificação dos lotes respectivos, efectuado o estudo de impacte ambiental (EIA) e constituída a Entidade Gestora do PEC, cuja gestão é, maioritariamente, assumida pela autarquia feirense, contando, ainda, com a Apcor, entre outras entidades. O projecto, orçado em cerca de 11 milhões de euros (4,6 milhões financiados pelo QREN e 6,4 milhões obtidos pela venda de lotes), conta com uma área bruta total de 477 mil m2, sendo que 300 mil m2 são para implantação industrial, 9,4 mil m2 para serviços específicos de utilização colectiva, 30,4 mil m2 para serviços gerais de apoio e a restante área para zonas verdes, estacionamento e acessos. O parque empresarial ficará situado nas freguesias de Santa Maria de Lamas e de São João de Ver, fazendo fronteira com Lourosa e Rio Meão.

Da área bruta total de 477 mil m2, grande parte desta (300 mil m2) será dedicada à área industrial, 9,4 mil m2 para serviços específicos de utilização colectiva, 30,4 mil m2 para serviços gerais de apoio e a restante área para zonas verdes, estacionamento e acessos. “O PEC visa dar resposta aos problemas e dificuldades da indústria de cortiça no território de Santa Maria da Feira. Neste sentido, irá constituir-se uma área de acolhimento empresarial destinada à instalação de empresas do sector da cortiça, prevendo a construção de um conjunto de serviços de utilização colectiva, como ETAR, Cozedura, e serviços gerais, como creche, cantina, restauração, serviços de segurança, entre outros”, explica Joaquim Lima, Director Geral da Apcor. Emídio Sousa, vereador do Município da Feira, e presidente do Conselho de Administração do PEC, refere que “a indústria de cortiça assume um peso económico e social fundamental para a região. Deste modo, era necessário reforçar as condições de actuação desta indústria, que se desenvolve num quadro desfavorável ao nível das condições de localização, atracção e fixação das empresas, bem como de ausência de serviços específicos à actividade do sector.” “O PEC surge, assim, como um projecto fundamental para o desenvolvimento deste sector”, afirma. Os principais objectivos do PEC são: criar uma área de acolhimento empresarial para estabelecimentos e serviços de apoio; melhorar as condições de exercício da actividade; relocalizar as empresas de modo a organizar o território, ultrapassar a falta de dimensão actual das zonas industriais; criar sinergias entre as empresas do sector, permitindo a difusão de boas práticas, desenvolver o sector de modo a potenciar a criação de novos postos de trabalho; criar serviços específicos de utilização colectiva para a área da cortiça; e potenciar a aproximação do Centro de Formação Profissional da Indústria da Cortiça (Cincork) e Centro Tecnológico da Cortiça (Ctcor) às empresas. ■

info@apcor.pt

No lançamento de ontem do HTC Magic pela TMN, quem fosse vestido de androide tinha um desconto de 150 euros na compra do telemóvel.

Lançamento do telemó passa ao lado do histeri TMN e Vodafone colocaram ontem à venda o novo ‘smartpho Marina Conceição e Hugo Real marina.conceicao@economico.pt

Nem os cinco andróides que invadiram ontem a loja da TMN no Chiado, em Lisboa, abalaram a calmaria dos clientes que estavam na loja do operador, nem os transeuntes que passeavam pelos Armazéns do Chiado. Às 18 horas, o marcador electrónico de senhas marcavam 300 atendimentos ao longo do dia e nem a acção de lançamento do telemóvel HTC Magic integrado com o sistema operativo Android, da Google, fez disparar o movimento da loja. Os cinco andróides que estavam a servir de chamariz para os potenciais compradores sur-

O HTC Magic custa 474,90 euros na TMN e Vodafone. Vem com cartão de memória de 2G, com câmara fotográfia de 3.2 GB, e velocidade de Internet de 7,2 MB

tiram efeito uma hora depois. Uma realidade muito diferente do histerismo sucedido na altura do lançamento do iPhone em Portugal, com pernoitas à porta de lojas que fizeram lançamentos especiais às 00h00 do dia 11 de Julho do ano passado. Às 19h, Graça Caeiro, de 46 anos, entrou na loja decidida a comprar o HTC Magic. Sem saber, acabou por ser a primeira cliente, mas quem a convenceu foram amigos e familiares que “falaram muito bem deste telefone”. Esta professora decidiu-se pelo ‘smartphone’ da TMN no Sábado e hoje ia a passar, viu a promoção e decidiu comprar. “Apesar de não vir vestida de andróide, espero ter os 150 eu-


PUB Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 23

TRANSPORTES

Consórcio da Mota-Engil ganha reabilitação de 35 quilómetros da linha do Norte A reabilitação de 35 quilómetros da Linha ferroviária do Norte foi adjudicada ao consórcio da Ferrovias, empresa do grupo Mota-Engil, juntamente com a Somafel e OFM. O valor da obra será de 13,5 milhões de euros num prazo de execução de 365 dias. Com esta intervenção, a Refer vai assegurar os níveis de segurança e de serviço para manter a velocidade máxima permitida neste importante eixo ferroviário nacional, considerando um horizonte de cinco anos.

Paulo figueiredo

vel Android smo do iPhone ne’, em apenas quatro lojas. ros de desconto, também”, afirmou a primeira portuguesa a comprar o telemóvel com sistema operativo da Google. O preço do equipamento será igual na TMN e na Vodafone: 474,90 euros sem contrato de assinatura, podendo ficar mais barato, consoante os planos de adesão. A Internet custará 7,62 euros por mês com uma velocidade de 7,2 megabits, mas Graça Caeiro vai usufruir de uma promoção que vai permitir pagar cinco euros durante sete meses. A Vodafone foi mais discreta no lançamento do HTC Magic, vendendo apenas na loja da sede em Lisboa e numa no Porto para as pessoas inscritas na lista de pré-reservas. Fonte oficial da

Vodafone explicou ao Diário Económico que “a venda ao público só vai começar quando se entregar todos os pré-registos”. A única garantia é que estará à venda para todos os consumidores até ao final do mês. A partir de amanhã, todas as cadeias de bens tecnológicos, como a Fnac, terão os HTC Magic da TMN disponíveis. Contactada, a Fnac diz que “o número de reservas não é significativo” e não está prevista nenhuma iniciativa de lançamento. A Optimus, operadora da Sonaecom, fica para já fora desta jogada mas garante estar já “a trabalhar com vários fabricantes que estão a desenvolver produtos com o sistema operativo Android da Google”. ■


24 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

PARCERIA IAPMEI | CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS | DIÁRIO ECONÓMICO

José Mendes e José Soares Ribeiro, administradores da Nedphyl, mudaram a estratégia de negócio antes da crise.

Nedphyl aposta na prestação de A empresa de Vendas Novas deixou de comprar alguns dos produtos que distribuía, prestando apenas Carlos Caldeira carlos.caldeira@economico.pt

NEGÓCIOS

Com o crescimento do mercado das marcas de distribuidor, as principais cadeias de distribuição têm vindo a alargar o ‘portfolio’ de produtos com a sua própria marca e, na busca infindável de preços cada vez mais competitivos, têm optado cada vez mais por trabalhar directamente com os grandes fabricantes. José Mendes, administrador da Nedphyl, sentiu, por isso, que estaria na altura de alterar a estrutura do modelo de negócio da empresa que fundou, procurando encontrar um equilíbrio entre “o negócio mais tradicional e onde possui um forte ‘know-how’, as marcas de distribuidor, e o negócio da prestação de serviços de logística integrada e representação de marcas de terceiros”, onde

1,7 milhões O volume de negócios da Nedphyl ascendeu a 1,7 milhões de euros em 2008, tendo o resultado líquido atingido 4.903 euros.

possuía uma experiência de vários anos com a Juva Santé, mas onde claramente sentia a falta de uma estrutura mais adequada. Foi a partir desta necessidade de mudança que foram estabelecidos alguns contactos em 2008 com um empresário que tem “uma grande experiência nesta área e com o qual se veio a acordar a sua entrada como sócio na Nedphyl”, disse José Mendes ao Diário Económico. A empresa de logística de Vendas Novas optou por não comprar tantos produtos às fábricas, mantendo-os em ‘stock’ até a venda, preferindo fazer apenas o serviço de distribuição dessas mesmas marcas. Deste modo, reduziu as necessidades de fundo de maneio. Com efeito, José Soares Ribeiro dirigira durante 11 anos a empresa MBB Teixeira, pertencente

à sua família, e que era o principal operador nacional na distribuição ao ‘mass-market’ de marcas na área da higiene e perfumaria e, mais recentemente, também na área alimentar. Cibelle, Schwarzkopf, Adidas, Rimmel, Clearasil, Opilca, Ach.Brito, Coppertone, Sugus e Orbit são algumas das marcas que fizeram ou ainda fazem parte do ‘portfolio’ da referida empresa, a qual José Diogo vendeu em 2005 ao grupo nortenho Polimaia, um importante ‘player’ na distribuição de perfumaria selectiva que quis entrar na área do grande consumo. Após essa operação, José Soares Ribeiro dedicou-se a projectos empresariais nas áreas da transformação de biomassa florestal e da distribuição farmacêutica. Simultaneamente, continuou atento a oportunidades de investimento na área dos bens de

grande consumo, em parceria com sociedades de capital de risco e igualmente com uma sociedade financeira, a ASK – Advisory Services Kapital, da qual é um dos accionistas. Entrada de um accionista com ‘know how’

Foi precisamente no decurso dessa procura de oportunidades que ficou a conhecer José Mendes e a sua Nedphyl e nela encontrou características que “considerava essenciais para o sucesso dum negócio de distribuição de marcas de terceiros”, afirma José Soares Ribeiro. A experiência passada na sua empresa tinha-lhe demonstrado que este era “um negócio extremamente exigente do ponto de vista operacional e financeiro”, adianta José Mendes, acrescentando que embora se aponte


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 25

PONTOS-CHAVE

José Mendes, administrador da Nedphyl, sentiu que estaria da altura de alterar a estrutura do modelo de negócio da empresa que fundou em 1998.

A empresa optou por não comprar tantos produtos às fábricas, mantendo-os em ‘stock’, preferindo fazer apenas o serviço de distribuição dessas mesmas marcas.

“Há empresas que querem vir para Portugal, mas pretendem reduzir ao máximo os custos. Preferem distribuir os seus produtos através de empresas logísticas”, diz José Mendes.

João Paulo Dias

ENTREVISTA JOSÉ MENDES E JOSÉ RIBEIRO

BREVES

Administradores da Nedphyl – Logistis & Sales

“Somos uma alternativa em tempos de crise” A empresa quer distribuir produtos de empresas que não queiram ter filial em Portugal.

A Nedphyl não tem dificuldade em escoar os seus produtos em tempo de crise, porque são produtos básicos de consumo.

serviços o serviço logístico às fabricantes. normalmente a precaridade dos contratos de representação como “sendo o principal factor de risco deste negócio, na realidade o seu factor verdadeiramente crítico são as elevadas necessidades de fundo de maneio face à relativamente baixa rentabilidade do negócio”. Facilmente se faz uma conta de exploração previsional que permita ao empresário calcular correctamente o nível de investimento em equipamentos, publicidade, sistemas, entre outros. Mas, mais raramente se faz uma coisa simples e muito mais importante e que consiste em avaliar “o investimento em fundo de maneio e como deverá ele ser financiado”, explica José Soares Ribeiro. Para a sustentabilidade das empresas deste sector não são apenas necessárias a qualidade do serviço às marcas e a colabo-

ração estreita de e com a representadas. É absolutamente essencial, também, “um rigorosíssimo controle da operação e dos fluxos financeiros do negócio, o qual apenas é possível com sistemas de informação eficazes e com a máxima simplicidade de processos”, considera o administrador da Nedphyl. Foi isto, juntamente com a frugalidade dos custos, que José Soares Ribeiro reconheceu na Nedphyl e em José Mendes e nasceu assim uma parceria entre ambos para construir “um veículo de excelência para distribuir marcas dos mais diversos sectores e nos mais diversos canais”, disse José Mendes. Com efeito, a Nedphyl posiciona-se actualmente não só na grande distribuição como também na farmácia e está a desenvolver projectos em canais alternativos. ■

Quando arrancou com a Nedphyl? A empresa foi constituída em Março de 1998 por José Mendes e Enric Dolsa Font, um empresário de Andorra. Na altura a empresa funcionava como filial de uma empresa fabricante de produtos para higiene oral (dentífricos e elixires) e produtos de higiene corporal (‘eau de toilette’, champôs e gel de banho). Essa empresa localizada em Andorra chamava-se Faman Cosmetics e pertencia ao senhor Enric Dolsa Font. Todos os produtos que fornecíamos a clientes como Sonae, Intermarché e Feira Nova/Pingo Doce eram de Marca de Distribuidor, ou seja, os chamados produtos marca própria. Em 1999, com cerca de um ano de vida, a empresa ficou também com a representação para o mercado português de uma empresa multinacional farmacêutica francesa, a Juva Santé. Actualmente presente em mais de 30 países, é detentora de várias marcas líderes na área dos produtos de primeiros socorros, com a marca Mercurochrome, e na área dos suplementos alimentares, fitoterapia e alimentos de origem biológica, como sejam as marcas Juvamine, CelliFlore, CelliSlim e JuvaBio. Com a crise, tem sentido dificuldade em escoar os produtos? Não, porque estamos a falar de bens de grande consumo que não são afectados pelos ciclos económicos, estamos a falar nomeadamente de produtos de higiene. E até nos suplementos alimentares, que não é um produto básico de consumo, continuámos a ter crescimentos de dois dígitos nos últimos cinco anos. Abrandou no ano passado mas este ano já estabilizou. Não temos previsões de grandes crescimentos em 2009, mas vemos grandes oportunidades de negócio. Quais? Sabe, há empresas que querem vir para Portugal, mas pretendem reduzir ao máximo os cus-

tos e preferem distribuir os seus produtos através dos serviços de empresas logísticas como a nossa, dispensando uma equipa própria. A crise é vista como uma oportunidade porque somos uma alternativa para as empresas que querem reduzir custos. Onde tem investido? Temos investido muito em sistemas de informação. Por exemplo, estamos muito actualizados em facturação electrónica, praticamente não utilizamos papel, mas sim a troca electrónica de facturas e encomendas. Fomos a quarta empresa do País a fazer isto. E automatizamos o nosso armazém o mais possível, tendo conseguido ganhos de competitividade. Desde 2007 que emitidos facturas electrónicas. Foi um investimento de cerca de 50 mil euros. ■

Empresa belga procura distribuidores Uma empresa belga, especializada na fabricação de postes de iluminação metálicos (com marcação CE), procura agentes e distribuidores. Para obter as coordenadas de contacto com a empresa aceda ao ‘site’ do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento procurando a referência BE-2009-104, em Oportunidades de Negócio.

BCI doa urgências de pediatria em Nampula As novas instalações do Serviço de Urgências de Pediatria do Hospital Central de Nampula, acabm de ser inauguradas. Estas foram uma doação do Banco Comercial de Investimento, detido em 51% pela Caixa Geral de Depósitos e em 30% pelo Banco Português de Investimentos. A Pediatria é constituída por 80 camas, um laboratório e de serviços de triagem, entre outras especialidades.

PALAVRA-CHAVE

✽ Clientes Ao longo dos anos, o negócio da Nedphyl no seu conjunto (marcas de distribuidor e representações) tem marcado presença em clientes como a Sonae, Auchan, Intermarché, Feira Nova, Pingo Doce, E. Leclerc, El Corte Inglés, Unimark, entre muitos outros. “Neste contexto de profunda recessão económica, a competitividade e a sustentabilidade dos operadores conseguem-se tanto pela inovação como pela eficiência. São estes os principais valores da Nedphyl, dos seus sócios e dos seus colaboradores”, diz José Mendes.

Turismo debate novos caminhos da gastronomia Acaba de ser celebrado, um protocolo entre a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, para organizar o 5º Congresso Nacional de Gastronomia e o 1º Concurso Nacional do Petisco. Estes eventos irão decorrer durante o 29º Festival de Gastronomia de Santarém, de 23 de Outubro a 8 de Novembro de 2009.

AICEP promove “ABC Mercado México” A AICEP Portugal Global vai realizar o ABC Mercado México, nos próximos dias 9 de Julho de 2009, em Lisboa e 10 de Julho, no Porto. As duas sessões de ABC Mercado dedicadas ao México pretendem dar a conhecer esse país de oportunidades, principal destino do investimento estrangeiro na região.


26 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FINANÇAS

Relatório do BPN iliba actuação de Vítor Constâncio

PS conclui que administração do BPN procurou evitar que supervisão pudesse “cumprir cabalmente o seu papel”.

Para o PS não se pode concluir que o BdP ignorou ou permitiu a situação de inviabilidade a que chegou o banco. Lígia Simões ligia.simoes@economico.pt

O relatório final da comissão de inquérito ao BPN aponta falhas aos modelos de supervisão e regulação internacionais, sustentando que Vítor Constâncio cumpriu as regras de supervisão prudencial, mas estas é que se revelaram ineficazes, o que foi evidenciado pela crise financeira. Num documento de mais de 200 páginas, nas 16 que são dedicadas às conclusões, o PS deixa de fora a actuação do governador do Banco de Portugal e enfatiza que nenhum outro banco do sistema foi sujeito a mais inspecções directas entre 2001 e 2008, apesar de ter um peso de 1% a 2% no sistema. A proposta de relatório final da comissão de inquérito foi entregue aos deputados com quase cinco horas de atraso. Toda a oposição aponta fortes críticas às conclusões e prepara-se para apresentar propostas alternativas (ver caixas). A leitura política do PS dos factos que levaram à nacionalização do BPN, avançada em primeira mão pelo Diário Económico, acaba por revelar, para a oposição, uma protecção ao governador do BdP, muito visado pelas críticas dos restantes partidos. Para hoje está prevista a discussão e votação final do relatório, que será apresentado em plenário a 9 de Julho. O PS conclui que não era possível ao regulador nacional detectar as fraudes no banco. Mas deixa, porém, um recado a Constâncio, face ao incumprimento reiterado das indicações do regulador: “poderá ter determinado uma acção mais incisiva e mais diligente do BdP”. O PS considera que tal não foi feito porque não correspondeu às expectativas “o crédito profissional e a confiança pessoal” dada a Oliveira Costa (desempenhou funções no BdP e trabalhou directamente com António Marta). Uma confiança institucional que, aponta o relatório, “ludi-

AS REFERÊNCIAS A CONSTÂNCIO

“A supervisão prudencial do BdP padeceu das mesmas dificuldades que a supervisão a nível internacional”. “Descoberta de práticas ilícitas, atendo à ocultação e à inexistência de relatos dos auditores, era um desiderato dificilmente atingível por parte da supervisão” “Ficou claro que, ao longo destes anos, o BdP acompanhou e exerceu a supervisão sobre o BPN de forma estreita e contínua”. “O incumprimento reiterado e propositado de algumas indicações do BdP, poderia ter determinado uma acção mais incisiva e mais diligente do BdP”.

briou propositada e reiteradamente a supervisão”, e que evitou a descoberta, no final de 2008, de contabilidade paralela e de um buraco financeiro de 700 milhões de euros. Situação que acabou por precipitar a nacionalização do BPN em 5 de Novembro. As imparidades (perdas potenciais) ascendem hoje a 1,6 mil milhões de euros. Esta opção do Governo é caucionada pelos deputados socialistas ao concluírem que o objectivo foi o de assegurar a estabilidade do sistema financeiro impedindo uma crise sistémica como uma corrida aos depósitos do BPN (detinha um volume de 8,5 mil milhões de euros na véspera da nacionalização). Face à ocultação de fraudes e à inexistência de relatos por parte dos auditores externos e internos, resulta “evidente” para o PS que a sua descoberta fosse “um desiderato dificilmente atingível por parte da supervisão do BdP”. A deputada relatora, Sónia Sanfona, salienta ainda que a supervisão é distinta da investigação criminal: “não tem, nem deve ter, meios e poderes que as autoridades competentes para a investigação criminal têm, designadamente a possibilidade de promover a realização de escutas telefónicas”. Apesar de considerar que poderia ter havido uma acção “mais incisiva e diligente”, a relatora do PS conclui que “a supervisão prudencial do BdP padeceu das mesmas dificuldades/problemas que a supervisão a nível internacional”. O documento sustenta que o actual modelo é “demasiado assente na auto-regulação (...) gerando situações de extremo optimismo, perfeitamente insustentável”. O relatório conclui que a nacionalização foi a melhor opção face ao plano Cadilhe, que implicaria um envolvimento do Estado superior aos 600 milhões sugeridos. E à recusa na proposta da CGD de compra do BPN. ■ Com M.R.

PS REJEITA CRÍTICAS E TODA A OPOSIÇÃO GARANTE CHUMBO

Sónia Sanfona, deputada do PS e relatora do documento

“Rejeito as críticas de qualquer motivação política das conclusões. Foram retiradas depois de uma análise rigorosa dos trabalhos da comissão. O CDS criou uma perspectiva de conclusão à partida, essa sim condicionada”.

Hugo Velosa deputado do Partido Social Democrata

“O PSD está frontalmente contra a generalidade das conclusões e em termos gerais chumbará o relatório”. As conclusões alternativas “incidirão em factos que mostram a falta de diligência e de utilização de meios legais” do BdP e também sobre a nacionalização.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 27

Petróleo em mínimos de cinco semanas O preço do barril de petróelo continuou ontem a cair. O ‘brent’ negociado em Londres, e que serve de referência para o mercado nacional, seguia a descer 2,03% para os 64,28 dólares. Em Nova Iorque o crude valia menos 3,60%, cotando nos 64,33 dólares. O preço do “ouro negro” atingiu o seu valor mais baixo das últimas cinco semanas. A penalizar, estiveram os números elevados do desemprego nos EUA e na Zona Euro, que levaram o mercado a ter mais dúvidas sobre a situação económica mundial.

AGENDA DO DIA ● Grupos parlamentares da comissão de inquérito ao caso BPN discutem e votam versão final do relatório ● Reunião do Ecofin que irá discutir os requisitos mínimos de fundos próprios dos bancos

Paula Nunes

Incompatibilidades na gestão dos bancos vão ser reforçadas Deputados querem impedir que quem trabalhe num supervisor possa transitar para a banca. Sandra Almeida Simões sandra.simoes@economico.pt

DAS CONCLUSÕES DO RELATÓRIO APRESENTADO ONTEM

Nuno Melo, deputado do CDS/PP

“Aprovar estas conclusões é permitir-se na Assembleia da República que continue tudo na mesma e não poder tranquilizar o país acerca de outros futuros BPN’s”. O CDS também irá apresentar “uma proposta com conclusões alternativas”.

João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda

O BE irá votar contra a proposta de relatório apresentado pelo PS. “As conclusões têm um tom geral benevolente. O sentimento é de grande frustração e as conclusões ficam muito aquém dos factos evidenciados na comissão”.

Honório Novo, deputado do Partido Comunista Português

O relatório terá o chumbo do PCP. “Vamos votar contra estas conclusões, aproveitar algumas delas e apresentar um conjunto de sugestões alternativas que serão votadas amanhã”. Estas conclusões visam também a supervisão e nacionalização.

Efectiva responsabilização dos gestores e punições exemplares para quaisquer irregularidades e faltas à verdade, bem como revisão do regime de incompatibilidades entre pessoas que tenham exercido funções na supervisão e transitem, depois, para a actividade bancária e vice-versa. É, sobretudo, sobre estas duas matérias que incidem as recomendações legislativas apresentadas ontem na proposta de relatório final da comissão de inquérito ao caso BPN, da autoria do PS. Das 222 páginas do documento, a relatora e deputada socialista Sónia Sanfona sintetizou em pouco mais de uma página as onze matérias que poderão carecer de alteração legislativa. Para além do funcionamento das comissões parlamentares de inquérito, onde se afigura essencial a clarificação do regime dos inquéritos parlamentares em matéria de levantamento de segredo profissional, são também expostas as diversas questões que poderão justificar alterações legislativas. “A banca foi fundada tendo por princípios a confiança, a lealdade e a defesa do interesse dos clientes”, recorda o relatório, invocando que “toda a sociedade deve reflectir e ter a noção que, por mais que se supervisione e aperfeiçoem os quadros regulatórios, nada substituirá o comportamento responsável de todos os actores dos mercados financeiros”. Desta forma, a comissão irá reivindicar no Plenário já quinta-feira que é urgente uma alteração radical de conduta dos banqueiros, bem como a efectiva responsabilização dos gestores e punições exemplares para quaisquer irregularidades e faltas à verdade. Esta é, de resto, uma alteração que vem sendo amplamente debatida, depois de casos como os de BCP, BPN e BPP. O próprio governador do Banco de Portugal referiu, na audição de 6 de Junho, a suspensão e a criminalização de gestores como uma das medidas servirá para aperfeiçoar do trabalho da entidade que lidera. “Sendo certo que, no caso BPN, verificou-se o exercício de influências para fins irregulares ou até ilícitos”, o documento sugere alterações em relação às in-

compatibilidades e impedimentos de titulares e ex-titulares de cargos políticos e de cargos públicos. Recorde-se que no currículo de Oliveira Costa consta a passagem pelo BdP. A maior cooperação entre as entidades de supervisão e a PGR, a necessidade de “possibilitar a existência de equipas permanentes do BdP nos principais bancos”, o “aperfeiçoamento em matéria de identificação das responsabilidades de auditores” e “promover a audição obrigatória de administradores demissionários” são outras das “necessidades” identificadas no relatório da comissão e que, mais uma vez, vão ao encontro às sugestões de Vítor Constâncio. As empresas auditoras, a clarificação entre depósitos, produtos de natureza bancária e característicos de mercado de capitais são temas que, segundo o documento, carecem igualmente de alteração legislativa. A comissão identificou situações que indiciaram “práticas ilícitas” e “evasão fiscal”. Daí que se recorde a intenção de remeter o relatório à PGR, para efeitos de investigação criminal. ■

ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS ● Maior escrutínio por parte dos auditores dos contratos de financiamento celebrados por instituições financeiras. ● Melhorar o sistema de fiscalização e supervisão, impedindo que o revisor oficial de contas integre a empresa do auditor externo. ● Possibilitar a existência de equipas permanentes do BdP nos principais bancos. ● Revisão do limite de acções próprias que as instituições detêm ou recebem em garantia. ● Criminalização da prestação de informação falsa aos supervisores. ● Promover a audição obrigatória de administradores demissionários. ● Alterar modelos de governo societário para que os auditores internos não dependam hierarquicamente do conselho de administração.


28 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FINANÇAS INVESTIMENTO

BANCA

CMVM e Banco de Portugal alertam para actividades no “Mercado Forex”

Société Générale espera um resultado “ligeiramente positivo” no segundo trimestre

Na sequência das notícias que davam conta de uma eventual fraude relacionada com o mercado forex, a CMVM e o Banco de Portugal (BdP) alertaram que apenas as instituições autorizadas ou registadas em Portugal podem exercer essa actividade. Em comunicado, os reguladores explicam ainda que as entidades que têm sido alvo de notícias não se encontram nessa situação, pelo que não se encontram sujeitas à supervisão da CMVM e do BdP.

O banco francês Société Générale espera que os resultados do segundo trimestre sejam “ligeiramente positivos”, suportados pela sua unidade banca de investimento. No entanto, as contas que irão ser apresentadas a 5 de Agosto serão afectadas por uma amortização de activos de 1,3 mil milhões de euros, relacionada com ‘credit default swaps’. A instituição financeira gaulesa prevê ainda terminar o segundo trimestre com um rácio ‘tier I’ de 9,2%, ou seja, o mesmo que o reportado em Março.

O trimestre deverá ser positivo para as contas da Société Générale.

Cinco maiores bancos apoiam projecto para o BPP Hoje deverá haver uma reunião entre as Finanças e o Governador do Banco de Portugal. Maria Teixeira Alves maria.alves@economico.pt

Pela primeira vez, os maiores bancos portugueses estão de acordo com a solução que está a ser desenhada para o Banco Privado e respectivos clientes de retorno absoluto. Segundo soube o Diário Económico, a CGD, o BCP, o BES, o BPI e o Santander Totta estão disponíveis para ser parte da solução que está a ser desenhada pela Privado Holding, liderada por Diogo Vaz Guedes, e pelo potencial comprador do BPP, Duarte d´Orey. O projecto, que vai permitir reembolsar os clientes do retorno absoluto e recapitalizar o BPP, que passará a actuar no mercado com outro nome, já está concluído, mas aguarda o parecer informal das autoridades governativas, para ser formalmente apresentado ao Banco de Portugal. Não foi possível confirmar oficialmente, mas fontes falam de uma reunião hoje entre o Ministro das Finanças e o Governador do Banco de Portugal sobre o futuro do Banco Privado. Não são conhecidas as operações envolvidas nesta solução – que segundo fontes da banca é a melhor de todas as que foram apresentadas até agora – mas passa pela criação de condições para reembolsar os clientes, e pela aquisição, por parte da Orey Financial (uma IFIC), da maioria do capital do BPP, de forma assumir a gestão

A CGD, o BCP, o BES, o BPI e o Totta estão disponíveis para ser parte da solução que está a ser desenhada pela Privado Holding.

do banco e dos activos de retorno absoluto. O Diário de Notícias avançava com a notícia de que estes activos de retorno absoluto irão ser transferidos para um fundo que terá uma cobertura de “activos de primeira linha”. Os bancos serão parte da solução, mas desconhece-se em que parte da operação serão chamados a intervir. Também o Estado terá de se pronunciar, o que pode indicar que terá alguma intervenção, mesmo indirecta, no reembolso aos clientes do retorno absoluto. Depois das notícias sobre a entrada da Orey Financial no BPP, esta entidade cotada em bolsa teve de fazer um comunicado ao mercado. No comunicado à CMVM, o grupo Orey confirmou o “estado avançado de conversações [da sua participada Orey Financial] com a Privado Holding”, que detém o BPP. O documento acrescentava ainda que estas negociações têm “o objectivo de alcançar uma solução que permita resolver a situação actual dos clientes de retorno absoluto do banco”, bem como encontrar “uma solução de viabilidade” para o BPP. Como se sabe esta carteira tem responsabilidades de 1,2 mil milhões de euros. “Qualquer solução que venha a ser encontrada depende de um entendimento favorável por parte das autoridades de supervisão”, revela o comunicado. ■

BPP é o banco que faltava à Orey Financial O presidente da Orey Financial, “benjamim” do sistema financeiro, tem 38 anos. Duarte d´Orey lançase na actividade financeira em 2004, com a compra da First Portuguese, depois de ter trabalhado no Banco Mello. Desde estão tem sido uma revelação no mundo financeiro. Em 2002 passou a controlar a Orey Antunes e neste momento está a converter o grupo, que era tradicionalmente de navegação e transportes

internacionais, num grupo essencialmente financeiro. Estando previsto transferir toda a área não financeira para um private equity que será gerido pelo Grupo. Desde que Duarte d’Orey lidera o grupo, o lucro atingiu o seu valor mais elevado em 2008, com 2,64 milhões de euros. A holding financeira está desde 2005 em franca expansão de investimentos. Comprou uma gestora de activos; comprou a brasileira MCA Economy.

Em 2006 lança o Orey Reabilitação Urbana, um dos primeiros fundos imobiliários que investe em reabilitação Urbana e em 2007 torna-se co-criador do primeiro fundo de investimento florestal em Portugal com o Governo português. Depois do lançamento de Orey iTrade, a Orey anunciou que pretendia criar um banco e iniciar as operações financeiras em Espanha. Este é o passo de gigante que faltava a Duarte d´Orey.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 29

CONTAS

BOLSA

Finibanco regista prejuízo de 3,1 milhões no primeiro trimestre

REN comprou mais de 27 mil acções próprias no início do mês

O Finibanco registou, nos primeiros três meses do ano, um prejuízo de 3,1 milhões de euros, que compara com o lucro de 877 mil euros obtido em dezembro do ano passado. De acordo com o balanço disponível no Banco de Portugal, que diz respeito apenas ao Finibanco SA, os recursos de clientes subiram, nesse período, dos 2,21 mil milhões para os 2,23 mil milhões de euros. No crédito a clientes houve uma ligeira redução, de 1,5% para os 2,29 mil milhões de euros.

A Rede Energéticas Nacionais (REN) informou ontem, em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, que adquiriu em bolsa 27,38 mil acções próprias no dia 1 de Julho. A energética liderada por José Penedos informa que as acções foram compradas a preços que variaram entre 3,005 e 3,040 euros. Na sequência destas operações, a REN passou a deter mais de 3,18 milhões de acções próprias, correspondentes a 0,597% do seu capital social.

José Penedos, presidente da Rede Energéticas Nacionais (REN)

Paula Nunes

Os clientes continuam com o seu dinheiro bloqueado no Banco Privado, sete meses depois.

Saviotti lidera fundo do Ceará da Privado Holding Accionistas aprovaram aumento de capital de cinco milhões. Maria Ana Barroso maria.barroso@economico.pt

Stefano Saviotti é o novo presidente do Ceará Investment Fund, veículo criado em 2001 por João Rendeiro para investimentos imobiliários na região brasileira do Ceará. Os accionistas daquela sociedade, com sede nas ilhas Cayman, e detida em 37,5% pela Privado Holding (PH), aprovaram em assembleia geral, no dia 18 de Junho, a eleição de uma nova administração e um aumento de capital de cinco milhões de euros. Estas mudanças fazem parte dos objectivos da actual gestão da Privado Holding de reestruturar e rentabilizar os activos imobiliários do grupo. E, claro, da estratégia da equipa de Vaz Guedes de mexer nos vários veículos de investimento em que o grupo participa. Exceptuando a área imobiliária, o objectivo tem sido o de descentralizar e passar a gestão para os accionistas. Até agora, era em Rendeiro que estava, regra geral, centrada a gestão dos vários instrumentos. O reforço de capital de 10 para 15 milhões do Ceará Investment Fund será feito em duas fases: três milhões a realizar até ao final do ano e dois milhões em 2010. A administração, que tem Saviotti como não executivo, mantém Carlos Vasconcellos Cruz como presidente executivo, cargo que já ocupava há um ano. Em declarações ao Diário Económico, Vasconcellos, igualmente o CEO da PH, explica que estas medidas para o Ceará Investment Fund fazem parte da estratégia do grupo para o imobiliário de “valorização dos activos e de possível geração futura de alguma liquidez para a Privado Holding”. Desde Maio que a equipa de Vaz Guedes está a fazer o levantamento completo do património imobiliário do grupo. Estes activos, que serão importantes no processo de viabilização da PH, não foram sequer contabilizados, na sua maioria, nas contas de 2008 da ‘holding’. Ou por ausência de informação ou por

atraso no fecho das contas de algumas sociedades. Esse trabalho, diz Vasconcellos Cruz, deverá estar concluído “até ao final de Julho”. “Não detectámos, pelo menos até agora, situações de anomalia”, acrescenta. Aquiraz Resort até 2011

O objectivo principal do Ceará Investment Fund é, desde o início, o de investir num novo resort, o Aquiraz Golf & Beach Villas, empreendimento que envolve entre 250 e 300 milhões de euros. O CEO da PH e do Ceará Investment Fund espera que este possa estar operacional, finalmente, dentro de “um a dois anos”. O arranque da obra foi sendo sucessivamente adiado. Para além das questões de financiamento, o projecto Aquiraz suscitou, nos primeiros anos, algum desentendimento entre accionistas, tendo o grupo Vila Galé e André Jordan abandonado o projecto. Mantêm-se a PH, o grupo Solverde, Saviotti (hotéis Dom Pedro) e o investidor brasileiro Ivens Dias Branco. “A primeira venda de lotes já foi colocada; dos primeiros 320 lotes à venda, já estão vendidos entre 75% e 80%”, adianta Vasconcellos Cruz. O Ceará Investment Fund, que tem no Aquiraz o seu principal investimento, terá a sua maturidade em 2012, “com saída no primeiro trimestre de 2013”. “É um fundo que não tem endividamento e que está numa boa situação; entendeu-se continuar o investimento”. ■ Carlos Vasconcellos Cruz, CEO do grupo, espera ter concluído, “até ao final de Julho, o levantamento do património imobiliário da Privado Holding.


30 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FINANÇAS BANCA

Presidente do FMI afirma que activos tóxicos ainda não foram limpos dos bancos

Crédito malparado do Bank of America em risco de atingir os 7,6 mil milhões de dólares

Dominique Strauss-Kahn, presidente do FMI, defendeu que a limpeza dos activos tóxicos dos balanços dos bancos “não foi completamente alcançada”. Para o responsável, este factor condicionará a rapidez da recuperação económica. Strauss-Kahn incentivou a tomada de mais medidas para resolver os problemas do sector financeiro: “Há muitas escolhas que ainda têm se ser concretizadas, principalmente a limpeza dos bancos”, referiu numa reunião da Organização Mundial do Comércio.

Os especialistas do Credit Suisse estimam um aumento de 10% no crédito malparado do Bank of America (BoA). Os analistas do banco suíço estimam que, aquando da apresentação dos resultados do segundo trimestre, o BoA reporte que o valor dos empréstimos incobráveis atinja os 7,6 mil milhões de dolares (5,5 mil milhões de euros). O Credit Suisse acredita, no entanto, que o BoA apresente lucros, beneficiando do encaixe com a venda da participação no China Construction Bank.

O ‘subprime’ tem quase dois anos, mas os problemas no BoA continuam.

Andrew Harrer/Bloomberg

IMIGRANTE RUSSO APANHADO A ROUBAR A “FÓRMULA MÁGICA” DA GOLDMAN SACHS

Uns aproveitaram o 4 de Julho para festejar, outros para roubar. Um imigrante russo está sob custódia das autoridades federais norte-americanas por ter roubado os códigos de ‘trading’ ultra-secretos da Goldman Sachs. A ser verdade, Sergey Aleynikov teria na sua posse os códigos que contêm a “fórmula mágica” da instituição para obter milhões de dólares através de operações automáticas de ‘trading’ sobre acções e matérias-primas.

ENTREVISTA MATS ODEL Ministro sueco para os mercados financeiros

“‘Hedge funds’ e capital de risco são o bode expiatório da crise” Mats Odel, ministro sueco dos mercados financeiros, explica o rumo que a supervisão tem de tomar. Luís Rego luis.rego@economico.pt

Não é por acaso que o Reino Unido decidiu confiar na Suécia, a actual presidência da UE e um dos governos mais liberais da União, para negociar e fechar o acordo sobre supervisão e enquadrar o debate sobre os ‘hedge funds’. As próximas presidências são a socialista Espanha e a federalista Bélgica. Mats Odel, o ministro dos mercados financeiros sueco, em entrevista conjunta a alguns jornais económicos europeus - entre eles o DE -, advoga uma regulação moderada dos ‘hedge funds’ e recusa uma supervisão europeia contra a vontade dos britânicos. São justificados os receios que o modelo de supervisão acordado pelos líderes permita excepções que comprometam a sua eficácia? Estou satisfeito com as duas so-

luções encontradas: tanto a que permite ao BCE comandar o conselho dos riscos sistémicos; como a nível micro, no conceito de mediação vinculativa, que não poderá interferir com a soberania orçamental dos estados. Concretizar este acordo é o nosso maior desafio mas estou confiante porque temos a garantia por parte do Reino Unido que estão plenamente interessados em concluir este dossier agora neste semestre. Admite vai forçar um voto por maioria qualificada para fazer passar a supervisão europeia contra reservas britânicas? A Suécia é um país orientado para o consenso. Em redor de 1720, quando o rei da Suécia ia para fora fazer a guerra, o governo era de unidade nacional e decidia tudo por consenso. Esse espírito perdura.

Mas o que significa que uma decisão europeia “não se pode sobrepor à soberania orçamental”? Não cabe muita coisa ai dentro? Vamos esperar para ver como a CE concretiza esse conceito. Não estou preocupado. O mais difícil foi obter o acordo em torno da mediação vinculativa [que permite ao conselho europeu de reguladores para a Banca, seguros e mercado de valores impor uma decisão em caso de disputa entre reguladores nacionais ou violação das normas de supervisão]. Como avalia a proposta da CE sobre os Hedge Funds e capital de risco, que tem sido muito criticada na City por elevar os custos relacionados com um registo obrigatório e impor limites à alavancagem? As fontes de investimento alternativo são um desafio.

Mats Odel vai aproveitar a presidência sueca da União Europeia para tentar fechar as mudanças na supervisão dos mercados financeiros.

Mesmo aqui na Suécia há muitas pessoas que receiam que o capital de risco implique grandes riscos sistémicos. Para nós não. Não foram estes mecanismos que criaram a crise, embora em vários países sejam apresentados como sendo o grande problema. Estive há dias com o líder de um sindicato sueco que me reconheceu que os trabalhadores de empresas detidas por fundos de capital de risco estão melhor do que os outros de em-

presas cotadas, por exemplo ao nível da participação na gestão da empresa e na repartição dos lucros. São um bode expiatório da crise? Julgo que sim. O processo que conduziu à crise que está mais ligado a grandes remunerações, prémios e incentivos nesta indústria. Olhando para os factos é difícil de perceber porque se acusam estes mecanismos de ter provocado a crise. É claro que temos de os regular mas não os podemos matar. Porque eles atraem boas práticas de gestão, estabilidade na propriedade no longo prazo, (…) e não são alvo da mesma pressão que as cotadas nos mercados bolsistas. Então concorda que a directiva da CE vai longe demais? É como os diamantes que devem ser polidos. ■


PUB


32 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FINANÇAS MERCADOS

BANCA

Valor em acções portuguesas negociado na Turquoise atinge novo máximo em Junho

Governo de Chávez fecha compra de Banco da Venezuela por 1,05 mil milhões de dólares

O valor negociado em acções portuguesas na plataforma alternativa Turquoise atingiu novo máximo em Junho, ascendo a 26,9 milhões de euros. O número de acções transaccionadas foi de 6,55 milhões, o segundo maior desde o arranque da plataforma, a 22 de Setembro, depois de em Março a quantidade de papéis negociados ter sido de 8,14 milhões. Os títulos alvo de maior procura por parte dos investidores têm sido grandes capitalizações como EDP, Portugal Telecom e a Galp Energia.

O Executivo liderado por Hugo Chávez fechou a aquisição do Banco da Venezuela ao Santander, num negócio que ascende a 1,05 mil milhões de dólares (755 milhões de euros), divulgou ontem o banco espanhol em comunicado. Do montante total da venda da instituição ao Banco de Desenvolvimento Económico e Social da Venezuela, o Santander recebe de imediato 630 milhões de dólares. O restante valor será pago mais tarde, em Outubro e Dezembro do corrente ano.

O “braço de ferro” entre Chávez e o Santander teve ontem o seu final.

John Gress/Reuters

Mesmo que seja uma correcção de curto prazo, os últimos dias trouxeram preocupação às bolsas.

Medo da ‘earnings season’ pressiona maiores bolsas mundiais Resultados do segundo trimestre arrancam amanhã com mercado a prever uma quebra de 34%. Tiago Figueiredo Silva tiago.silva@economico.pt

A recuperação económica mundial poderá, afinal, demorar mais tempo a chegar. O alerta foi dado ontem pela administração Obama, que admitiu ter feito uma “leitura errada” dos sinais da economia. Resultado? Os mercados accionistas mundiais afundaram pela terceira sessão consecutiva e chegaram a negociar em mínimos semanais. Se o índice mundial MSCI World Index recuou pelo terceiro dia, já o índice europeu FTSEurofirst 300 tocou no valor mais baixo em sete semanas. Por cá, o PSI 20 acompanhou esta tendência negativa e perdeu 0,98%. Tanto na Europa como nos EUA, os títulos das empresas ligadas às matérias-primas foram as “protagonistas” da sessão,

Os analistas estimam que as contas das empresas do índice S&P500 recuem 34% no segundo trimestre.

mas pelas piores razões. No caso das petrolíferas, tanto a Exxon Mobil como a Shell chegaram a deslizar mais de 3%. Já as gigantes da mineração, como a BHP Billiton ou Freeport-McMoRan, afundaram mais de 2% e 8%, respectivamente. O pessimismo dos investidores, quanto à tão desejada retoma económica, acabou por se reflectir nas próprias ‘commodities’. O preço do petróleo atingiu o valor mais baixo das últimas seis semanas, ao negociar abaixo da barreira dos 64 dólares o barril. O ouro não fez melhor figura e alcançou o valor mais baixo em duas semanas nos 920,30 dólares por onça. Apesar de ter arrastado ontem a “ressaca” de um fim-de-semana prolongado, Wall Street está agora de olhos postos na divulgação dos resultados trimestrais.

‘Earnings season’ arranca amanhã

A época de resultados do segundo trimestre nos EUA arranca amanhã e a honra da inauguração pertencerá como tradicionalmente acontece - à Alcoa. Tendo em conta as previsões dos analistas contactados pela Bloomberg, as empresas não deverão ter boas notícias para dar. Segundo a agência, o resultado líquido das cotadas do índice S&P 500 deverá recuar 34% no segundo trimestre. “Os investidores precisam de números animadores, mas que não deverão surgir no segundo trimestre”, afirmou um analista à Bloomberg. O cenário não é animador para o terceiro trimestre, com os analistas a anteciparem uma nova quebra nas contas, desta vez de 21%. ■

EUROPA AFUNDA Evolução do índice FTSEurofirst 300, que na sessão de ontem tocou no valor mais baixo em sete semanas. 837

830

823 8:00:00 Fonte: Bloomberg

16:20:00


PUB

Semanário Económico, nas bancas aos sábados.

1º Caderno O novo Semanário Económico está nas bancas todos os sábados, com uma edição renovada e conteúdos que alinham pelo mesmo rigor e credibilidade de sempre. Um jornal com uma visão económica do País e do Mundo. O Semanário Económico já marcou a agenda com grandes entrevistas, as sondagens políticas da Marktest, e os exclusivos do Financial Times. Obrigatório.

Outlook O segundo caderno do novo Semanário Económico lança as bases para o debate dos temas económicos e não só. Interroga e antecipa tendências da sociedade, com entrevistas de vida, como a de Adriano Moreira, análise de colonistas credênciados entre os quais se conta João Lobo Antunes e os exclusivos do Financial Times.

Fora de Série Uma revista com periodicidade mensal no seu novo Semanário Económico. Alicerçada na qualidade e no “lifestyle”, perspectivando o lazer e abordando as mais recentes tendências em viagens, moda, artes, tecnologias e automóveis. Um conceito de excelência, poder e luxo.

Economia, Política, Sociedade, Cultura e Lazer. Tudo o que realmente interessa saber da semana que passou e a antevisão da semana seguinte, em Portugal e no Mundo. Novo Semanário Económico. A informação que faltava ao seu fim-de-semana.


34 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

BOLSA DE VALORES Eurolist by Euronext Lisbon. Acções Valor Mobiliário

Data

Compartimento A B.COM.PORTUGUES 06-07-2009 B.ESPIRITO SANTO 06-07-2009 BANCO BPI SA 06-07-2009 BRISA 06-07-2009 CIMPOR SGPS 06-07-2009 EDP 06-07-2009 EDP RENOVAVEIS 06-07-2009 GALP ENERGIA 06-07-2009 J MARTINS SGPS 06-07-2009 PORTUGAL TELECOM 06-07-2009 ZON MULTIMEDIA 06-07-2009 Compartimento B SONAE INDUSTRIA 06-07-2009 SONAECOM SGPS 06-07-2009 MOTA ENGIL 06-07-2009 SEMAPA 06-07-2009 PORTUCEL 06-07-2009 SONAE 06-07-2009 BANIF-SGPS 06-07-2009 SONAE CAPITAL 06-07-2009 REN 06-07-2009 MARTIFER 06-07-2009 GRUPO MEDIA CAP 02-07-2009 SAG GEST 06-07-2009 TEIXEIRA DUARTE 06-07-2009 FINIBANCO SGPS 06-07-2009 ALTRI SGPS SA 06-07-2009 TOYOTA CAETANO 01-07-2009 Compartimento C BENFICA-FUTEBOL 06-07-2009 CIRES 12-06-2009 COFINA SGPS 06-07-2009 COMPTA 06-07-2009 CORTICEIRA AMORI 06-07-2009 ESTORIL SOL N 22-09-1998 ESTORIL SOL P 03-07-2009 F RAMADA INVEST 03-07-2009 FISIPE 06-07-2009 FUT.CLUBE PORTO 06-07-2009 GLINTT 06-07-2009 IBERSOL SGPS 06-07-2009 IMOB GRAO PARA 06-07-2009 IMPRESA SGPS 06-07-2009 INAPA-INV.P.GEST 06-07-2009 LISGRAFICA 06-07-2009 NOVABASE SGPS 06-07-2009 OREY ANTUNES 03-07-2009 PAP.FERNANDES 28-01-2009 REDITUS SGPS 06-07-2009 S.COSTA 06-07-2009 S.COSTA-PREF 01-09-2008 SPORTING 06-07-2009 SUMOL COMPAL 06-07-2009 VAA VISTA ALEGRE 02-07-2009 VAA-V.ALEGRE-FUS 06-07-2009 Compartimento Estrangeiras BANCO POPULAR 06-07-2009 BANCO SANTANDER 06-07-2009 E.SANTO FINANC N 06-07-2009 E.SANTO FINANCIA 06-07-2009 PAPELES Y CARTON 01-07-2009 SACYR VALLEHERM 06-05-2009

Última cotação

Var.

Var. %

Máx. sessão

Mín. sessão

Quant. transcc.

Máx. do ano

Mín. do ano

Divid.

0.72 4.08 1.80 5.27 5.24 2.78 7.08 9.65 4.65 7.00 3.77

-0.01 -0.02 0.08 -0.05 -0.02 -0.13 -0.35 -0.12 0.02 -0.05

-1.78 -0.46 1.52 -0.85 -0.54 -1.79 -3.50 -2.56 0.30 -1.41

0.73 4.09 1.83 5.28 5.32 2.80 7.18 9.98 4.76 7.06 3.80

0.71 4.01 1.78 5.16 5.23 2.76 7.08 9.55 4.64 6.90 3.75

5,940,742 1.41 1,811,745 6.78 562,556 2.97 756,110 7.68 248,723 5.46 3,688,894 3.63 644,645 7.67 2,004,069 15.24 653,073 6.57 1,287,173 7.78 173,687 6.47

0.56 2.65 1.34 4.26 3.00 2.06 3.43 5.95 2.80 4.35 3.50

0.02 0.16 0.07 0.31 0.19 0.14 0.00 0.32 0.11 0.57 0.16

2.19 1.67 3.14 5.87 1.72 0.68 1.16 0.67 2.97 3.34 4.43 1.04 0.94 1.58 2.21 4.68

-0.01 -0.04 -0.08 0.01 -0.01 0.00 -0.03 -0.01 0.01 -0.09 -0.04 -0.02 -0.03 -0.01 -

-0.23 -2.45 -2.45 0.24 -0.35 -0.58 -2.52 -1.47 0.17 -2.62 -3.70 -1.67 -1.86 -0.45 -

2.19 1.72 3.21 5.90 1.74 0.69 1.20 0.67 2.99 3.43 1.05 0.97 1.58 2.23 -

2.14 1.65 3.13 5.84 1.70 0.68 1.16 0.66 2.96 3.34 1.04 0.94 1.58 2.19 -

252,940 3.34 272,819 2.32 219,356 4.28 89,207 8.12 86,940 2.20 2,969,669 0.83 98,908 2.13 165,293 1.30 44,656 3.25 41,868 7.16 - 5.10 7,240 2.49 348,081 1.24 2,225 3.34 101,542 2.83 - 10.00

1.15 0.93 2.10 5.65 1.31 0.38 1.01 0.41 2.10 2.53 2.00 0.90 0.41 1.43 1.48 4.64

0.00 0.00 0.11 0.25 0.10 0.03 0.06 0.00 0.17 0.00 0.23 0.02 0.02 0.09 0.00 0.07

1.78 1.63 0.75 0.44 0.70 9.23 9.34 0.78 0.15 1.34 0.81 8.40 2.80 0.99 0.57 0.09 4.61 2.65 2.66 7.20 1.05 1.38 1.25 1.30 0.11 0.07

-0.01 -0.03 -0.05 -0.02 -0.18 -0.02 -0.02 -0.01 -0.03 -0.04 -0.10 -

-1.32 -4.11 -3.60 -2.41 -2.10 -1.98 -3.39 -10.00 -2.78 -3.10 -7.14 -

1.80 0.78 0.44 0.73 0.15 1.34 0.83 8.40 2.80 1.03 0.58 0.09 4.68 7.20 1.06 1.29 1.30 0.08

1.78 0.75 0.44 0.67 0.15 1.34 0.80 8.40 2.80 0.98 0.56 0.09 4.61 6.96 1.01 1.25 1.30 0.07

2.32 2.00 1.42 0.56 1.50 0.00 9.50 1.38 0.15 1.53 1.80 9.03 3.80 2.00 0.73 0.13 5.07 2.91 2.75 8.05 1.48 1.38 1.79 1.71 0.14 0.12

1.70 1.25 0.38 0.36 0.54 0.00 7.16 0.57 0.09 1.18 0.60 4.13 2.33 0.55 0.23 0.06 3.21 2.14 2.43 5.83 0.48 1.08 1.01 0.84 0.06 0.04

0.00 0.04 0.04 0.00 0.06 0.22 0.32 0.00 0.00 0.00 0.00 0.05 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.11 0.00 0.00 0.03 0.15 0.00 0.00 0.00 0.00

0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00

-0.11 -0.14 0.67 -0.07 -

-1.80 -1.66 6.24 -0.58 -

6.04 8.60 11.40 11.98 -

5.96 8.07 11.40 11.91 -

6,524 8.94 13,568 12.51 1,202 17.52 536 16.39 - 4.57 - 9.10

3.23 3.94 8.64 9.71 2.45 7.55

0.46 0.64 0.25 0.25 0.03 0.57

4,890 59,294 200 23,330 300 40 288,420 1,000 51 104,666 698,672 45,259 7,499 1,060 447,312 93 1,250 107,410

Data Ex-dív

16-04-2009 26-03-2009 04-05-2009 30-04-2009 12-06-2009 14-05-2009 25-05-2009 06-05-2009 24-04-2009 27-05-2009

15-05-2009 23-04-2009 06-04-2009 20-05-2009 22-04-2009 27-04-2009 09-04-2009 10-11-2008 12-06-2008 15-04-2008 26-05-2009 16-05-2008 25-06-2008 28-04-2008 16-05-2007 23-05-2008

22-05-2009

30-04-2009 27-05-2009 27-05-2009

12-01-2009 01-08-2009 25-05-2009 25-05-2009 16-01-2009 31-10-2008

Divid. yeld%

Comport. anual%

2.33 3.90 3.71 5.97 3.50 5.01 0.00 3.20 2.31 8.24 4.18

-10.43 46.92 2.86 -3.01 51.75 3.71 44.11 39.28 20.20 14.99 3.15

16.61 0.00 3.42 4.36 6.09 4.37 5.46 0.00 5.57 0.00 5.19 1.87 1.88 5.28 2.00 1.50

43.61 70.35 37.02 -8.51 11.30 57.21 9.17 54.55 4.41 -8.78 45.25 13.68 59.87 -18.97 5.73 -39.30

0.00 2.15 4.61 0.00 8.22 2.38 3.43 0.00 0.00 0.00 0.00 0.64 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 4.15 0.00 0.00 2.87 10.87 0.00 0.00 0.00 0.00

-15.24 5.84 68.89 22.22 -9.88 0.00 6.14 24.64 66.67 -0.71 29.69 24.35 -6.67 20.24 73.53 42.86 0.44 15.22 0.38 1.41 71.43 0.00 -5.15 -15.15 57.14 40.00

7.52 7.59 2.38 2.13 0.95 7.17

2.73 33.73 5.08 12.47 -5.83 5.02

COMENTÁRIO DE BOLSA Rui Barroso rui.barroso@economico.pt

PSI 20 acompanha Euoropa no “vermelho” O índice de referência do mercado nacional não conseguiu evitar o dia negativo vivido nas “praças” mundiais e fechou a sessão a descer 0,98%. As bolsas europeias tocaram mínimos de sete semanas, penalizadas pelo aumento do pessimismo dos investidores em relação à situação económica global. Na bolsa nacional, a Galp foi o título que mais pressão colocou no índice. A petrolífera tombou 3,50%, a maior descida da sessão, acompanhando as descidas das pares europeias. Os títulos do sector foram penalizados pela queda do preço do petróleo, que se fixou abaixo dos 65 dólares. Para além da Galp, houve mais 13 títulos a terminar a sesAs bolsas são no “vermelho”. A EDP ao minuto em Renováveis e a EDP desce- www.economico.pt ram 1,79% e 0,54%, respectivamente. No sector da banca, o BPI terminou a sessão inalterado. Já o BCP e o BES cederam 1,78% e 0,46%. Do lado das subidas, destaque para a Brisa, que conseguiu uma valorização de 1,52%. Também a Portugal Telecom terminou o dia em terreno positivo, com uma valorização ligeira de 0,30%. Semapa e REN foram os outros títulos que conseguiram evitar as quedas. Na Europa, os principais índices oscilaram entre as quedas de 2,03% de Milão e de 0,98% de Londres. ■

PSI 20 EM QUEDA Evolução do índice no último mês. Nesse período, o PSI 20 cedeu mais de 1%.

As cotações do PSI 20, dos índices internacionais e dos seus respectivos componentes podem ser acompanhadas em: www.diarioeconomico.com Última cotação – Corresponde na grande maioria dos títulos, à cotação de fecho da última sessão, a menos que seja indicada outra data. Preços indicados em euros; Variação absoluta e percentual – diferença entre a última cotação e o fecho da sessão imediatamente anterior em que o título transaccionou; Dividendo – valor bruto, indicado em euros e respectiva data a partir da qual a aquisição do título deixou de dar direito ao pagamento do dividendo; Dividend Yield – Rendimento do dividendo, que resulta da divisão do último dividendo pago pela cotação; Comportamento anual – variação percentual da cotação em relação ao último preço do ano anterior. Compartimento A – Capitalização bolsista superior a 1.000 milhões de euros; Compartimento B – Capitalização bolsista entre 150 milhões e 1.000 milhões de euros; Compartimento C – Capitalização bolsista inferior a 150 milhões de euros; Compartimento Estrangeiras – Emitentes estrangeiras.

As últimas RECOMENDAÇÕES

EMPRESAS ALTRI

PREÇO-ALVO

COTAÇÃO ACTUAL

POTÊNCIAL

4,50€

4,08€

10%

COMPRAR O Millennium IB subiu o preço-alvo para os títulos do BES dos 4,20 para os 4,50 euros e manteve a recomedação de “comprar”.

2,49

BCP

1,29

BES

9,37

BRISA

7,76

CIMPOR

4,76

EDP

3,89 13,94

EDP RENOVÁVEIS

7,37

PREÇO-ALVO

J. MARTINS

5,43

MOTA-ENGIL

4,23

PORTUCEL

2,47

PT

7,38

3,00€

2,78€

7,9%

‘UNDERPERFORM’ O BNP Paribas subiu o preço-alvo para as acções da REDP em 7% para os três euros mas manteve a recomendação de ‘underperform’.

Martifer

REN

3,24

SEMAPA

11,03

S. INDÚSTRIA

3,01

SONAE SGPS

1,31

SONAECOM

3,38

PREÇO-ALVO

COTAÇÃO ACTUAL

POTÊNCIAL

T. DUARTE

5,10€

3,34€

53%

ZON MULTIMÉDIA

COMPRAR O Espírito Santo Research reiniciou a cobertura dos títulos da Martifer com um preço-alvo de 5,10 euros e uma recomendação de “comprar”.

6800 05 Jun 2009

06 Jul 2009

3,54

BANCO BPI

GALP ENERGIA

POTÊNCIAL

7000

‘TARGET’

EDP COTAÇÃO ACTUAL

7200

Hot Stock BRISA

Média dos PREÇOS-ALVO

BES

7400

8,05

Metodologia: O preço-alvo médio é calculado tendo em conta as avaliações de sete casas de investimento: BPI, CaixaBI, ESR, BCP, Lisbon Brokers, Banif e UBS.

Vasco de Mello, presidente-executivo da Brisa

Brisa beneficia com interesse no BPP Os títulos da concessionária tiveram o melhor desempenho do dia no PSI 20. Escalaram 1,52% para os 5,26 euros numa sessão marcada pelas quedas. A dar força aos títulos da Brisa esteve o interesse da Orey Financial no Banco Privado Português (BPP). “A Brisa tem estado muito pressionada nos últimos dias por causa da venda da participação no BPP, mas a notícia de que a Orey está interessada em entrar no capital do banco tirou pressão vendedora ao título”, explicou Ruben Xavier, analista da Dif Broker, ao Diário Económico. Isto porque um dos veículos do banco, a Kendall, detém 3,4% da Brisa. O mercado receava que a crise do BPP levasse a Kendall a desfazer-se desta posição, o que inundaria o mercado com ordens de venda e pressionaria os títulos da concessionária. Desde o início do ano, as acções da empresa liderada por Vasco de Mello desvalorizaram 1,53%, o que contrasta com os 11,87% ganhos pelo PSI 20.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 35

BOLSAS INTERNACIONAIS EUA - Dow Jones Industrial Título ALCOA INC WALT DISNEY CO KRAFT FOODS INC PROCTER & GAMBLE AMER EXPRESS CO GENERAL ELEC CO COCA-COLA CO AT&T BOEING CO HOME DEPOT INC MCDONALD'S CORP THE TRAVELERS CO BANK OF AMERICA HEWLETT-PACKARD 3M COMPANY

Última Cot. $ 9.1 22.88 26.11 51.86 23.14 11.34 48.74 24.56 40.17 22.88 57.92 39.57 12.08 37.45 60.49

Var. % -7.71 0.18 0.58 1.47 3.91 -1.05 -0.29 -0.12 -1.62 0.31 0.82 0.94 -4.43 -1.06 0.4

Indices Internacionais

Título

Última Cot. $ UNITED TECH CP 50.54 CATERPILLAR INC 31.3 INTL BUS MACHINE 101.04 MERCK & CO 27.6 VERIZON COMMS 30.15 CISCO SYSTEMS 18.42 INTEL CORP 16.42 MICROSOFT CP 23.01 WAL-MART STORES 47.98 CHEVRON 63.57 JOHNSON&JOHNSON 56.44 PFIZER INC 14.37 EXXON MOBIL 67.68 DU PONT CO 24.93 JPMORGAN CHASE 31.75

Var. % 0.6 -1.39 -0.68 2.18 -0.1 -0.43 -1.79 -1.54 0.4 -1.32 0.82 -0.76 -1.18 0.61 -1.61

EUA - Nasdaq Título APPLE INC CITRIX SYSTEMS INTEL CORP PAYCHEX INC ADOBE SYS DELL INC INTUIT INC PACCAR INC AUTOMATIC DATA DISH NETWORK A INTUITIVE SURG PATTERSON COS AUTODESK INC DIRECTV SUN MICROSYS PHARM PROD DEV AKAMAI TECH INC EBAY INC J.B. HUNT TRAN QUALCOMM INC ALTERA CORP ELECTRONIC ART JUNIPER NTWKS RSCH IN MOTION APPLIED MATL EXPRESS SCRIPTS JOY GLOBAL INC ROSS STORES AMGEN EXPEDITORS KLA TENCOR RYANAIR HLDGS AMAZON COM EXPEDIA LIBERTY GBL CL A STARBUCKS CORP APOLLO GROUP FASTENAL CO LIFE TECH CORP SEARS HOLDING ACTIVISIN BLIZRD FISERV INC LIBERTY INTER A SIGMA ALDRICH BED BATH BEYOND FLEXTRONICS LINEAR TECH STAPLES INC BAIDU INC ADS FLIR SYSTEMS

Última Cot. $ 136.5 30.1 16.42 24.99 26.99 13.26 27.76 30.23 34.09 15.37 154.03 21.66 17.99 23.48 9.21 21.39 18.2 16.28 29.51 45.04 15.72 20.94 23.31 67.94 11.08 66.22 33.06 38.32 51.94 32.46 25.55 27.97 77.39 14.33 15.11 13.33 66.47 31.35 39.92 62.93 12.09 44.49 4.82 48.28 29.69 4 23.15 19.01 279.84 21.56

Var. % -2.51 -3.4 -1.79 0.64 -2.35 2.24 -0.32 -2.89 -0.26 -4.53 -2.95 0.23 -0.66 -2.13 0 -2.19 -6.38 -0.37 -0.57 0.81 -2.66 -2.1 -1.02 -2.54 -0.45 -0.09 -3.7 1.13 0.91 0.5 0 1.3 -2.43 -4.47 -1.88 -0.37 -2.16 -1.72 -0.84 0.72 -2.66 -1.33 0.21 0 0.1 -2.68 -1.91 -0.89 -3.34 -0.51

Título

Última Cot. $ 13.95 50.16 45.07 146.23 27.25 13.31 24.13 20.6 22.26 10.01 16.77 54.43 56.35 15.41 47.19 45.79 11.2 49.38 56.05 404.51 23.01 19.56 22.83 23.19 15.66 18.23 51.12 29.38 18.48 33.77 13.8 13.57 18.51 13.06 45.48 45.93 10.46 32.29 18.42 16.12 8.45 19.92 22.06 32.76 20.55 29.32 26.21 35.52 37.76 14.6

Var. % -0.57 -0.12 0.16 -5.17 1.11 -7.18 -3.94 -6.28 -2.41 -2.63 -0.47 -0.58 -0.34 -1.85 0.98 -0.24 -4.03 -0.48 1.84 -0.97 -1.54 -1.46 -0.95 -2.23 0.26 1 0.45 -2.62 -0.7 -0.53 -0.14 -0.59 -2.37 0.08 1.88 -0.99 -4.04 -3.35 -0.43 0.25 -1.74 -3.07 -0.63 -2.09 -2.33 -1.74 -1.5 -1.91 0.88 -2.6

Última Cot. $ UNITEDHEALTH GP 24.2 BANK NY MELLON 27.97 GENERAL ELEC CO 11.34 MORGAN STANLEY 26.27 UNITED PARCEL B 48.77 BRISTOL MYERS SQ 19.55 GILEAD SCI 45.79 MICROSOFT CP 23.01 US BANCORP 17.02 BURL NTHN SANTA 70.84 GOOGLE 404.51 NIKE INC CL B 51.96 UNITED TECH CP 50.54 CITIGROUP 2.77 GOLDM SACHS GRP 143.43 NTL OILWELL VARC 29.7 VERIZON COMMS 30.15 CATERPILLAR INC 31.3 HALLIBURTON CO 19.04 NORFOLK SOUTHERN 36.8 WALGREEN CO 29.09 COLGATE PALMOLIV 74.13 HOME DEPOT INC 22.88 NYSE EURONEXT 25.64 WELLS FARGO & CO 22.77 COMCAST CORP A 13.8 H J HEINZ CO 36.25 ORACLE CORP 20.55 WILLIAMS COMPS 14.28 CAP ONE FINAN 20.82 HONEYWELL INTL 30.07 OCCIDENTAL PETE 61.41 WAL-MART STORES 47.98 CONOCOPHILLIPS 40.19 HEWLETT-PACKARD 37.45 PEPSICO INC 56.73 WEYERHAEUSER CO 29.56 COSTCO WHOLESAL 45.48 INTL BUS MACHINE 101.04 PFIZER INC 14.37 WYETH ORD 44.93 CAMPBELL SOUP CO 29.42 INTEL CORP 16.42 PROCTER & GAMBLE 51.86 EXXON MOBIL 67.68 CISCO SYSTEMS 18.42 JOHNSON&JOHNSON 56.44 PHILIP MORRIS 44.11 XEROX CORP 6.19

Var. % 1.21 1.45 -1.05 -2.67 0.35 -1.11 -0.24 -1.54 -0.12 -0.42 -0.97 1.76 0.6 -3.82 -0.04 -3.7 -0.1 -1.39 -1.75 -0.27 1.36 2.84 0.31 -1.65 -1.34 -0.14 1.26 -2.33 -2.39 0.14 -2.37 -2.96 0.4 -1.88 -1.06 0.67 0.17 1.88 -0.68 -0.76 0.27 0.72 -1.79 1.47 -1.18 -0.43 0.82 2.72 -3.28

LOGITECH INTL STERICYCLE INC BIOGEN IDEC FIRST SOLAR LAM RESEARCH STEEL DYNAMICS BROADCOM CORP FOSTER WHEELR AG MICROCHIP TECH SEAGATE TECH CA IN GENZYME MILLICOM INTL SYMANTEC CORP CELGENE CORP GILEAD SCI MARVELL TECH GP TEVA PHARM CEPHALON INC GOOGLE MICROSOFT CP URBAN OUTFITTER CHECK PT SFTWRE GARMIN LTD MAXIM INTEGRATED VERISIGN INC CH ROBINSON WW HANSEN NATURAL NII HOLDINGS VERTEX PHARM COMCAST CORP A HOLOGIC INC NETAPP INC WRNR CHILCOTT A COSTCO WHOLESAL HENRY SCHEIN NVIDIA CORP WYNN RESORTS CISCO SYSTEMS IAC INTERACTIVE NEWS CORP A XILINX INC CINTAS CORP ILLUMINA INC ORACLE CORP DENTSPLY INTL COGNIZANT TECH INFOSY TECH ADR O REILLY AUTO YAHOO! INC

EUA - Standard & Poors 100 Título

Última Cot. $ ALCOA INC 9.1 CVS CAREMARK CRP 31.09 JPMORGAN CHASE 31.75 QUALCOMM INC 45.04 APPLE INC 136.5 CHEVRON 63.57 KRAFT FOODS INC 26.11 REGIONS FINANCL 3.85 ABBOTT LABS 45.86 DU PONT CO 24.93 COCA-COLA CO 48.74 RAYTHEON CO 42.99 AMER ELEC PWR 28.77 DELL INC 13.26 LOCKHEED MARTIN 79.99 SPRINT NEXTEL 4.41 ALLSTATE CP 24.42 WALT DISNEY CO 22.88 LOWES COMPANIES 18.94 SCHERING-PLOUGH 24.93 AMGEN 51.94 DOW CHEMICAL CO 14.84 MASTERCARD CL A 165.69 SCHLUMBERGER LTD 50.77 AMAZON COM 77.39 DEVON ENERGY 50.75 MCDONALD'S CORP 57.92 SARA LEE CORP 9.75 AVON PRODUCTS 25.62 EMC CORP 12.83 MEDTRONIC INC 33.94 SOUTHERN 31.84 AMER EXPRESS CO 23.14 ENTERGY CP 75.36 METLIFE INC 28.31 AT&T 24.56 BOEING CO 40.17 EXELON CORP 48.78 3M COMPANY 60.49 TARGET CORP 37.55 BANK OF AMERICA 12.08 FORD MOTOR CO 5.79 ALTRIA GROUP 16.61 TIME WARNER INC 24.06 BAXTER INTL INC 52.83 FEDEX CORP 55.51 MONSANTO CO 73.14 TEXAS INSTRUMENT 21.16 BAKER HUGHES INC 34 GENERAL DYNAMICS 53.54 MERCK & CO 27.6

Var. % -7.71 0.06 -1.61 0.81 -2.51 -1.32 0.58 2.67 -0.91 0.61 -0.29 -0.05 1.73 2.24 0.59 2.08 1.54 0.18 1.72 1.26 0.91 -1.85 -0.35 -3.39 -2.43 -2.82 0.82 1.99 0.27 0.39 -0.93 2.68 3.91 0.91 0.96 -0.12 -1.62 -1.2 0.4 0.27 -4.43 -1.7 1.9 -0.62 -0.6 2.19 1.64 -0.66 -2.07 -0.15 2.18

Título

Último valor 7094.27 2463.03 11751.19 8291.17 1777.75 4194.91 4651.82 3082.16 9569 249.64 2009.98 9680.87 17979.41 2055.57 2343.88 833.03 1784.85 531.55 1062.75 894.47 50076.97

Índice Mercado PSI 20 Portugal PSI Geral Portugal PSI 20 Total Return Portugal Dow Jones Ind. Ave. EUA Nasdaq Composite EUA FTSE 100 R. Unido Xetra-Dax Alemanha CAC 40 França IBEX 35 Espanha AEX Holanda BEL 20 Bélgica Nikkei 225 Japão Hang Seng Hong Kong DJ Stoxx 50 Pan-europeu DJ Euro Stoxx 50 Pan-europeu FTSE Eurotop 300 Pan-europeu FTSE Eurotop 100 Pan-europeu Euronext 100 Pan-europeu Next 150 Pan-europeu S&P 500 EUA Bovespa Brasil

Bélgica - Bel 20 Var. pontos -69.87 -28.45 -115.74 10.43 -18.77 -41.37 -56.39 -37.35 -138.8 -4.06 -30.88 -135.2 -223.99 -21.71 -32.6 -9.49 -20.05 -7.29 -16.5 -1.95 -857.72

Var. % -0.98 -1.14 -0.98 0.13 -1.04 -0.98 -1.2 -1.2 -1.43 -1.6 -1.51 -1.38 -1.23 -1.05 -1.37 -1.13 -1.11 -1.35 -1.53 -0.22 -1.68

Máx. ano 7437.09 2542.84 12161.55 11867.11 2473.2 4675.68 5177.59 3426.04 12078.7 271.91 2139.46 10170.82 19161.97 2234.29 2608.15 895.42 1932.94 582.49 1115.96 1366.59 54955.23

Mín. ano 5696.46 1921.76 9064.43 6469.95 1265.52 3460.71 3588.89 2465.46 6702.6 194.99 1523.47 7021.28 11344.58 1583.59 1765.49 645.5 1384.52 426.62 791.48 666.92 35721.83

Título

Última Cot. £ ANGLO AMERICAN 1628.5 CADBURY 534.119 INTERCONT HOTEL 611 OLD MUTUAL 78.09 SHIRE 837.5 ASSOC.BR.FOODS 782 CARNIVAL 1613 3I GROUP 224.1473 PETROFAC 660 STANDARD LIFE 182.9703 ADMIRAL GROUP 880

Var. % -4.96 1.81 -0.16 -5.48 0.9 0.13 -0.74 -1.42 -1.12 0.94 -1.23

Título

Última Cot. £ CENTRICA 222 IMPERIAL TOBACCO 1603.0803 PENNON GROUP 472 SMITHS GROUP 688.5 AMEC 632.3183 CAIRN ENERGY 2207.0769 INTL POWER 241.45 PRUDENTIAL 396.69 SMITH&NEPHEW 460.75 ANTOFAGASTA 573.1045 COBHAM 177.3

Índice

Último valor

Var. pontos

Var. %

Máx. ano

Mín. ano

Fecho ano ant.

Automovel Banca Recursos Básicos Ind. Quimica Construção Energia Serviços Financeiros Alimentação e bebidas Bens e serviços Industriais Seguros Media Cuidados Médicos Tecnologia Telecomunicações Fornecedores de serv. Públicos

204.21 175.35 315.99 320.82 203.87 274.17 197.82 240.54 186.08 118.78 125.41 304.43 166.92 217.51 290.79

-4.97 -3.09 -18.01 -4.20 -4.61 -7.91 -1.60 0.24 -2.56 -2.01 -0.20 2.98 -0.95 0.47 -3.29

-2.38 -1.73 -5.39 -1.29 -2.21 -2.80 -0.80 0.10 -1.36 -1.66 -0.16 0.99 -0.57 0.22 -1.12

234.75 190.61 394.91 363.26 233.49 313.83 217.23 244.00 202.98 142.34 146.97 342.12 179.65 251.03 360.62

144.47 87.17 210.03 274.07 151.79 230.51 129.13 195.15 146.60 73.76 118.48 267.68 125.37 199.87 253.98

199.50 149.51 246.17 321.61 203.55 264.50 180.82 230.12 179.21 134.50 134.53 320.44 152.86 232.89 337.55

Máx. hist. 15080.99 4419 21023.84 14198.1 5132.52 6950.6 8151.57 6944.77 16040.4 703.18 4759.01 38915.87 31958.41 5219.96 5522.42 1709.12 3969.76 1147.84 2028.18 1576.06 73920.38

Data máx. hist. 09 MAR 2000 17 JUL 2007 17 JUL 2007 11 OCT 2007 10 MAR 2000 30 DEC 1999 13 JUL 2007 04 SEP 2000 09 NOV 2007 05 SEP 2000 23 MAY 2007 29 DEC 1989 30 OCT 2007 28 MAR 2000 07 MAR 2000 05 SEP 2000 05 SEP 2000 12 OCT 2000 19 JUL 2007 11 OCT 2007 29 MAY 2008

Mín. histór. 2910.63 842.31 6673.98 388.2 276.6 986.9 931.18 893.82 1861.9 69.14 1039 85.25 58.61 925.95 920.65 645.5 1384.52 419.49 514.28 132.93 4575.69

Data Mín. hist. 14 JAN 1993 22 NOV 1995 23 OCT 2002 17 JAN 1955 01 OCT 1985 23 JUL 1984 29 JAN 1988 29 JAN 1988 05 OCT 1992 10 NOV 1987 02 SEP 1992 06 JUL 1950 31 AUG 1967 05 OCT 1992 05 OCT 1992 09 MAR 2009 09 MAR 2009 12 MAR 2003 12 MAR 2003 23 NOV 1982 11 SEP 1998

Última Cot. £ INMARSAT 537.65 PEARSON 586 SERCO GROUP 417.4716 ALLIANCE TRUST 266.25 COMPASS GROUP 338.6991 INVENSYS 214.75 RECKIT BNCSR GRP 2864.4 SCOT & STH ENRGY 1141 AUTONOMY CORP 1414.7394 CAPITA GROUP 702.71 INTERTEK GROUP 1051.6382 ROYAL BANK SCOT 37.675 STNDRD CHART BK 1139 AVIVA 337.25 CABLE & WIRELESS 133.5176 JOHNSON MATTHEY 1121 ROYAL DTCH SHL A 1463 SEVERN TRENT 1062 ASTRAZENECA 2676 DIAGEO 901.3591 KAZAKHMYS 597.5549 ROYAL DTCH SHL B 1466 THOMAS COOK GRP 200.5 BAE SYSTEMS 326.6176 MAN GROUP 256.25 KINGFISHER 185.1021 REED ELSEVIER 462 TULLOW OIL 887 BALFOUR BEATTY 299.75 EURASIAN 644 LAND SECS GROUP 439.4 REXAM PLC 291.5 THOMSON REUTERS 1723 BARCLAYS 292.75 EXPERIAN 452.25 LEGAL & GENERAL 55 RIO TINTO 1885 TESCO 348.5 BRIT AM TOBACCO 1737.5927 FRIENDS PROVDENT 62.8915

Var. % -0.55 0.86 -0.18 -1.11 1.19 -3.91 2.52 0.8 -0 -0.71 0.57 -2.86 -2.32 -0.95 0.38 -2.52 -2.07 0.19 1 -0.17 -6.11 -2.33 -0.74 0.38 0.29 1.59 1.04 -2.79 -0.25 -3.88 -0.9 1.83 -0.46 -1.43 0.28 -3.85 -6.96 -0.57 1.75 -0.33

Título

Última Cot. £ LIBERTY INTL 388.09 ROLLS ROYCE GP 358.75 TUI TRAVEL 229.75 BRITISH AIRWAYS 123.9074 FOR COL INV TR 221.97 LLOYDS BNK GRP 66.5628 RANDGOLD RES. 3838.6392 UNILEVER 1454 BG GROUP 999.9117 FRESNILLO 478.75 LONMIN PLC 1066.1224 RSA INSRANCE GRP 118.1 UNITED UTIL GRP 490 BR LAND CO 381.75 G4S 212 LOND STOCK EXCH 650.02 SABMILLER 1251 VEDANTA RES 1300 BHP BILLITON 1287.5 GLAXOSMITHKLINE 1075 MARKS & SP. 314.23 SAINSBURY(J) 312.1531 VODAFONE GROUP 115.65 BUNZL 513 HAMMERSON 296.89 MORRISON SUPMKT 240.25 SCHRODERS 794.5 WOLSELEY 1115 BP 466.7 HOME RETAIL 262.7601 NATIONAL GRID 552 SCHRODERS NV 664.0955 WPP PLC 386.25 B SKY B 465 HSBC HOLDINGS 506.45 NEXT 1544 SAGE GROUP 174.2167 XSTRATA 606 BT GROUP 103.502 ICAP PLC 444

Var. % -1.58 -1.03 0.11 -1.27 -0.56 -2.07 -2.69 1.75 -1.95 -4.35 -8.54 -1.67 -0 1.6 1.31 -3.05 -1.18 -5.04 -4.28 1.13 0.16 1.53 1.72 0.79 -1.25 1.05 -2.63 -3.88 -2.62 0.48 1.1 -2.15 -0.52 0.11 -0.5 1.51 1.21 -7.45 1.27 -0.95

Espanha - IBEX 35 Título

Última Cot. € ABERTIS 13.32 ABENGOA 15.55 ACS CONS Y SERV 34.55 ACERINOX 12.715 ACCIONA SA 82.75 BBVA 8.79 BANKINTER 8.02 BOLSAS Y MER ESP 20.29 BANESTO 7.3 CINTRA INF TRANS 4.635 CRITERIA CAIXA 3.28 ENDESA 17.285 ENAGAS 13.39 FOMENTO DE CONST 27.56 GRUPO FERROVIAL 24.14 GAMESA 12.88 GAS NATURAL 12.325 GRIFOLS 12.62

Var. % -0.97 -1.52 -0.83 -1.89 -2.42 -1.51 -0.25 -1.84 -1.35 -0.96 0.46 -0.37 -0.15 -2.65 -1.27 -3.99 -1.4 0.96

Título IBERDROLA IBERIA LIN AER IBR RENOVABLES INDRA SISTEMAS INDITEX MAPFRE ARCELORMITTAL OBR HUARTE LAIN BK POPULAR RED ELECTR CORP REPSOL YPF BCO DE SABADELL BANCO SANTANDER SACYR-VALLE TELEFONICA GEST TELECINCO TECNICAS REUN

ABB LTD N ACTELION HLDG ADECCO N BALOISE HLD N CS GROUP AG HOLCIM N JULIUS BAER N NESTLE SA NOBEL BIOCARE N NOVARTIS N RICHEMONT I ROCHE HOLDING AG SWATCH GROUP I

Última Cot. CHF 16.5 55.9 43.2 78.85 47.62 59 41.26 41.32 23.4 43.8 22.54 149.9 171.2

Var. % -1.67 0.81 -0.92 0.77 -0.79 -2.72 -0.24 0.44 1.3 0.92 0.09 2.32 1.6

Título SWISS LIFE HLDG SWISS REINSUR N SWISSCOM N SYNGENTA N SYNTHES UBS AG N ZURICH FIN N SWISSCOM N SYNGENTA N SYNTHES UBS AG N ZURICH FIN N ZURICH FIN N

Var. VS ano ant.%

Máx. hist.

Data máx. hist.

Mín. histór.

Data Mín. hist.

2.36 17.28 28.36 -0.25 0.16 3.66 9.40 4.53 3.83 -11.69 -6.78 -5.00 9.20 -6.60 -13.85

433.20 541.27 836.75 530.59 481.57 472.65 508.91 337.56 416.99 473.67 783.64 523.48 1230.61 1062.85 563.68

01 NOV 2007 20 APR 2007 19 MAY 2008 06 JUN 2008 04 JUN 2007 13 JUL 2007 21 FEB 2007 01 NOV 2007 11 FEB 2000 27 NOV 2000 10 MAR 2000 27 NOV 2000 06 MAR 2000 06 MAR 2000 08 JAN 2008

83.34 86.87 84.85 95.76 77.54 85.58 80.51 92.66 92.1 73.76 99.98 87.97 88.2 79.37 89.88

07 OCT 1992 26 AUG 1992 19 OCT 1992 05 OCT 1992 19 OCT 1992 25 AUG 1992 01 SEP 1992 05 OCT 1992 05 OCT 1992 09 MAR 2009 08 JAN 1992 14 APR 1993 05 OCT 1992 05 OCT 1992 05 OCT 1992

Alemanha - Dax

Reino Unido - Footsie 100 Título

Título Var. % 0.11 1.46 -0 -0.79 -1.64 -3.88 -1.73 -1.49 1.04 -5.35 0.06

Var. VS ano ant.% 11.873358 18.78095477 16.4570322 -5.528696879 12.72772236 -5.395823796 -3.292586587 -4.220362527 4.058374475 1.504431975 5.309539777 0 24.96566459 -0.478827961 -4.389185308 0.12740844 -0.768897191 -2.453571166 16.79341495 -0.972045392 33.35967133

Índices Sectoriais - Dow Jones Stoxx Europa

Última Cot. € 5.46 1.477 3.125 16.07 33.05 2.206 21.45 13.695 6 31.72 16.295 4.29 8.36 9.93 15.9 6.21 32.2

Var. % -1.09 -2.12 -1.11 1.64 -1.43 -1.25 -4.28 -2.94 -1.8 0.28 -1.84 -1.94 -2.34 -2.55 -0.63 -3.72 -1.38

Última Cot. CHF 90.4 34 337 243 105.5 12.96 186.2 337 243 105.5 12.96 186.2 186.2

Var. % -0.66 -1.45 0.67 -1.7 0.67 -0 -1.53 0.67 -1.7 0.67 -0 -1.53 -1.53

Suíça - SMI Reino Unido - Footsie 100

Fecho ano ant. 6341.34 2073.59 10090.58 8776.39 1577.03 4434.17 4810.2 3217.97 9195.8 245.94 1908.64 0 14387.48 2065.46 2451.48 831.97 1798.68 544.92 909.94 903.25 37550.31

Título

Última Cot. € ADIDAS AG 26.32 FRESENIUS SE VZ 37.65 ALLIANZ SE 64.14 HANNOVER RUECK N 26.04 BASF SE 27.6 HENKEL AG&CO VZ 22.52 BAY MOT WERKE 25.63 K+S AG 39.43 BAYER AG 37.06 LINDE 56.87 BEIERSDORF 33.09 MAN SE 41.67 COMMERZBANK 4.79 MERCK KGAA 72.23 DAIMLER AG N 24.565 METRO AG 35.04

Var. % -0.64 -0.58 -0.87 -1.29 -0.22 -1.44 -3.08 -1.82 -0.91 -1.04 -0.87 -1.28 -5.24 -0.21 -1.72 0.6

Título

Var. % 0 0.49 0.14 0.35 0.21 0 0.31 0.82 0.49

Título

Var. % -1.37 -1.6 -4.49 0.37 2.24 -1.19 -4.72 -0.99 -2.82 -3.96 -3.03 -3.86 -1.11

Título

Var. % -1.13 2.24 -2.15 -3.73 -2.07 -4.72 -2.95 -0.98 -2.22 0.72 -0.69 -1.46 -0.03 -2.83 1.08 -3.55 2.08 0.46 -0.76 -2.32

Título

DEUTSCHE BANK N MUENCH. RUECK N DEUTSCHE POST NA RWE ST A DT BOERSE N SALZGITTER DT LUFTHANSA AG SAP AG DT TELEKOM N SIEMENS N E.ON AG NA THYSSEN KRUPP FRESENIUS MEDI VOLKSWAGEN AG

Última Cot. € 41.31 95.59 9.245 54.52 52.24 58.38 8.92 27.75 8.34 46.88 23.66 16.51 32.79 225.6

Var. % -3.24 0.36 -1.18 -1.36 0.25 -2.89 2.23 -0.32 0.3 -1.03 -1.99 -2.83 0.58 -3.46

Itália - Mibtel Título ENEL ENI FIAT FINMECCANICA GENERALI ASS MEDIASET MEDIOBANCA MEDIOLANUM SAIPEM

Última Cot. € 3.395 16.5 6.99 9.895 14.4 3.945 8.2 3.68 16.34

SNAM RETE GAS STMICROELEC.N.V UNICREDIT TENARIS TERNA UBI BANCA UNICREDIT UNICREDIT

Última Var. Cot. € % 3.12 0 5.185 -0.19 1.744 0.35 9.04 0.17 2.33 -0.11 8.97 0.5 1.744 0.35 1.744 0.35

Holanda - AEX Título

Última Cot. € DJ Euro STOXX 50 2343.88 AEX-Index 249.64 AEGON 4.082 AHOLD KON 8.223 AIR FRANCE - KLM 8.838 AKZO NOBEL 30.8 ARCELORMITTAL 21.5 ASML HOLDING 15.49 BAM GROEP KON 5.547 BOSKALIS WESTMIN 15.51 CORIO 34.23 FUGRO 28.79 HEINEKEN 26.8

ING GROEP KONINKLIJKE DSM KPN KON PHILIPS KON R.DUTCH SHELL A RANDSTAD REED ELSEVIER SBM OFFSHORE TNT TOMTOM N.V. UNIBAIL RODAMCO

Última Cot. € 6.674 21.99 9.94 12.83 17.05 18.78 7.918 12.22 13.96 6.19 111.9

Var. % -4.52 -1.37 -0.16 0.43 -2.82 -3.69 -0.05 -3.82 -1.97 -6.5 0.24

Última Cot. € 55.125 43.39 23.4 38.555 45.18 17.47 56.49 24.65 22.705 43.2 52.325 37.245 5.189 12.14 36.95 111.9 83.015 21.02 31.1 16.77

Var. % 0.41 -1.85 0.17 -2.09 0.65 -2.02 -1.15 -1.83 -3.59 0.9 -2.74 -1.74 -2.77 -1.06 -2.03 0.24 -2.22 0 -1.14 0.24

França - CAC 40 Título ACCOR AIR FRANCE - KLM AIR LIQUIDE ALCATEL-LUCENT ALSTOM ARCELORMITTAL AXA BNP PARIBAS BOUYGUES CAP GEMINI CARREFOUR CREDIT AGRICOLE DANONE DEXIA EADS EDF ESSILOR INTERNAT FRANCE TELECOM GDF SUEZ L OREAL

Última Cot. € 28.1 8.838 63.515 1.6 42.02 21.5 12.48 46.3 25.59 26 31.72 8.967 35.78 5.28 11.655 30.83 35.635 16.305 26.075 52.7

L.V.M.H. LAFARGE LAGARDERE S.C.A. MICHELIN PERNOD RICARD PEUGEOT PPR RENAULT SAINT-GOBAIN SANOFI-AVENTIS SCHNEIDER ELECTR SOCIETE GENERALE STMICROELECTRONI SUEZ ENV TOTAL UNIBAIL RODAMCO VALLOUREC VEOLIA ENVIRON VINCI VIVENDI

Título

Última Cot. € DJ Euro STOXX 50 2343.88 BEL20 2009.98 ACKERMANS V.HAAR 46.245 BEKAERT 71.9 BELGACOM 23.42 COFINIMMO-SICAFI 81.47 COLRUYT 162.025 DELHAIZE GROUP 50.51 DEXIA 5.28 FORTIS 2.245

Var. % -1.37 -1.51 -2.64 -2.43 0.73 -1.09 -1.85 1.12 -2.83 -3.65

Título GBL GDF SUEZ AB INBEV KBC GROEP MOBISTAR NAT PORTEFEUIL D OMEGA PHARMA SOLVAY UCB

Última Cot. € 50.835 26.075 26.71 11.99 44.02 33.26 23.1 59.08 23.29

Var. % -0.37 -0.76 -2.07 -10.52 2.23 -0.48 -0.65 0.1 -0.21

Euronext - Euronext 100 Título

Última Cot. € ACCOR 28.1 ADP 51.53 AEGON 4.082 AHOLD KON 8.223 AIR FRANCE - KLM 8.838 AIR LIQUIDE 63.515 AKZO NOBEL 30.8 ALSTOM 42.02 ALCATEL-LUCENT 1.6 ASML HOLDING 15.49 AXA 12.48 BELGACOM 23.42 B.COM.PORTUGUES 0.717 B.ESPIRITO SANTO 4.08 BNP PARIBAS 46.3 BOUYGUES 25.59 BRISA 5.269 BUREAU VERITAS 33.515 CREDIT AGRICOLE 8.967 CAP GEMINI 26 CARREFOUR 31.72 CASINO GUICHARD 46.51 CIMENTS FRANCAIS 60.9 NATIXIS 1.285 CNP ASSURANCES 66.3 COLRUYT 162.025 CORIO 34.23 DANONE 35.78 DASSAULT SYSTEM 30.55 DELHAIZE GROUP 50.51 DEXIA 5.28 CHRISTIAN DIOR 52.105 KONINKLIJKE DSM 21.99 EADS 11.655 EDF 30.83 EDP 2.78 EDP RENOVAVEIS 7.081 REED ELSEVIER 7.918 ERAMET 173.5 ESSILOR INTERNAT 35.635 EUTELSAT COMM. 18.575 SODEXO 36.855 FORTIS 2.245 EIFFAGE 42.25 FRANCE TELECOM 16.305 GALP ENERGIA 9.65 GBL 50.835 GDF SUEZ 26.075 HEINEKEN 26.8 HERMES INTL 96.35

Var. % -1.13 -0.52 -4.49 0.37 2.24 -2.15 -1.19 -2.07 -3.73 -0.99 -2.95 0.73 -1.78 -0.46 -0.98 -2.22 1.52 -2.6 -1.46 0.72 -0.69 -1.04 0.3 -2.65 -0.45 -1.85 -3.03 -0.03 0.03 1.12 -2.83 -0.52 -1.37 1.08 -3.55 -0.54 -1.79 -0.05 -4.3 2.08 -0.13 -0.2 -3.65 1.32 0.46 -3.5 -0.37 -0.76 -1.11 -0.67

Título

Última Cot. € 59.05 70.06 28.22 6.674 21.5 11.11 11.99 9.94 43.39 23.4 14.895 18.54 55.125 38.555 44.02 52.7 6.52 45.18 17.47 12.83 56.49 7.001 20.61 18.78 17.05 24.65 8.981 43.2 52.325 15.245 13.6 12.14 31.1 22.705 37.245 59.08 5.189 30.08 34.65 7.583 13.96 36.95 23.29 111.9 17.44 21.02 16.77 83.015 12.82 12.82

Var. % 0.17 -0.11 -2.87 -4.52 -4.72 -1.38 -10.52 -0.16 -1.85 0.17 -2.84 -0.43 0.41 -2.09 2.23 -2.32 -1.79 0.65 -2.02 0.43 -1.15 0.3 0.15 -3.69 -2.82 -1.83 -1.85 0.9 -2.74 0.03 1.04 -1.06 -1.14 -3.59 -1.74 0.1 -2.77 -1.22 -2.12 0 -1.97 -2.03 -0.21 0.24 1.1 0 0.24 -2.22 -1.19 -1.19

Última Cot. € SELOGER.COM 20.35 COFINIMMO-SICAFI 81.47 EDF ENERG NOUV 34.29 WENDEL 22.56 ERIKS 47.925 BANIF-SGPS 1.16 MEDIQ 8.2 BARCO 25.87 OMEGA PHARMA 23.1 SBM OFFSHORE 12.22 GEMALTO 24.38 BINCKBANK 8.706 UMICORE 15.19 HAVAS 1.776 VOPAK 35.42 WERELDHAVE 53.08 OCE 3.4 BAM GROEP KON 5.547 SONAE INDUSTRIA 2.185 GL EVENTS 11.15 RUBIS 52.12 SONAECOM SGPS 1.67 CMB 20.75 EXACT HOLDING 16.81 VALEO 13.15 FONC DES REGIONS 56.515 BIC 40.6 DIETEREN 150.5 IMTECH 13.72 ZON MULTIMEDIA 3.773 BOURBON 26.935 LOGICA 0.9 RHODIA 4.949 J MARTINS SGPS 4.65 REN 2.965 UBISOFT ENTERT. 16.345 ALTRI SGPS SA 2.205 RALLYE 18.75 PORTUCEL 1.718 BENETEAU 7.753 STALLERGENES 46.34 CIMPOR SGPS 5.236 APRIL GROUP 23.2 MARTIFER 3.34 ZODIAC AEROSPACE 23.19 BANCO BPI SA 1.8 USG PEOPLE N.V. 7.209 BIOMERIEUX 63.34 DERICHEBOURG 1.76 ATOS ORIGIN 26.41 TEIXEIRA DUARTE 0.94 SAFT 27.44 THOMSON (EX:TMM) 0.615 BONDUELLE 53.8 MAUREL ET PROM 11.845 MOTA ENGIL 3.141 SILIC 64.91 ALTEN 11.9 CRUCELL 17.065 WAVIN NV 2.7 TELEGRAAF MEDIA 11.725 SUPER DE BOER 2.97 HAULOTTE GROUP 4.79 CSM 11.115 TOMTOM N.V. 6.19 GUYENNE GASCOGNE 62.365 CARBONE-LORRAINE 18.73 EURONAV 12.35 EUROFINS SCIENT 42 BEKAERT 71.9 MANITOU BF 8.422 KARDAN NV 3.482 SMIT INTERNA 42 TELENET GRP HLDG 15.16 ASM INTERNATIONA 10.3

Var. % 1.45 -1.09 -2.52 -2.93 0.05 -2.52 -1.32 -2.3 -0.65 -3.82 -1.77 -1.29 -2.97 0.23 -1.5 -0.92 -5.03 -2.82 -0.23 -0.09 -3.48 -2.45 -3.58 0.3 -0.9 -0.61 -1.41 0.38 -2.07 -1.41 -4.6 0 -3.15 -2.56 0.17 0.09 -0.45 -1.42 -0.35 -1.13 -1.82 -0.85 -0.64 -2.62 -0.69 0 -7.58 -0.11 -3.83 4.99 -1.67 -0.47 1.15 -0.55 -2.67 -2.45 1.26 -0.34 -0.61 -5.26 -1.05 -1 -0.42 -2.67 -6.5 -1.01 -0.11 -3.52 0.99 -2.43 -3.2 -10.14 -0.05 -0.13 -2.18

ICADE ILIAD IMERYS ING GROEP ARCELORMITTAL JC DECAUX SA KBC GROEP KPN KON LAFARGE LAGARDERE S.C.A. LEGRAND KLEPIERRE L.V.M.H. MICHELIN MOBISTAR L OREAL PAGES JAUNES PERNOD RICARD PEUGEOT PHILIPS KON PPR PORTUGAL TELECOM PUBLICIS GROUPE RANDSTAD R.DUTCH SHELL A RENAULT SAFRAN SANOFI-AVENTIS SCHNEIDER ELECTR SCOR SE SES SUEZ ENV VINCI SAINT-GOBAIN SOCIETE GENERALE SOLVAY STMICROELECTRONI THALES TECHNIP TF1 TNT TOTAL UCB UNIBAIL RODAMCO UNILEVER CERT VEOLIA ENVIRON VIVENDI VALLOUREC WOLTERS KLUWER WOLTERS KLUWER

Euronext - Next 150 Título

Última Cot. € THROMBOGENICS 11.5 SIPEF 31.61 E.SANTO FINANCIA 11.91 BRUNEL INTERNAT 16.6 ACCELL GROUP 26.89 SECHE ENVIRONNEM 41.99 AREVA CI 390.1 SPERIAN PROTEC 36.97 NUTRECO 27.75 TRANSGENE 17.74 EURAZEO 27.45 CGG VERITAS 11.68 PIERRE &VACANCES 49.5 PROLOGIS EUR PRP 2.93 INGENICO 13.32 SNS REAAL 3.799 SOITEC 5.24 SONAE 0.683 NEXANS 35.885 EULER HERMES 42 TESSENDERLO 22.49 IPSEN 30.73 CLUB MEDITERRANE 9.82 ALTRAN TECHN. 2.08 LAURENT-PERRIER 48.5 RHJ INTERN. 4.08 SEQUANA 4.88 VASTNED RETAIL 36.75 MEETIC 19.28 NIEUWE STEEN INV 10.96 GRONTMIJ 16.7 IPSOS 17.915 DRAKA HOLDING 9.72 FAIVELEY 52.89 MERCIALYS 21.73 ASM INTERNATIONA 10.3 TEN CATE KON 16.13 NYRSTAR (D) 5.5 ACKERMANS V.HAAR 46.245 NICOX 9.08 VIRBAC 58.54 NRJ GROUP 4.92 GIMV 34.5 TELEPERFORMANCE 21.04 EUROCOM PROPERT 22.73 CFE 28.39 NEXITY 22.6 BOSKALIS WESTMIN 15.51 WDP-SICAFI 27.57 FUGRO 28.79 ARCADIS 12.37 REMY COINTREAU 26.67 SLIGRO FOOD GP 18.55 SOPRA GROUP 26.5 AALBERTS INDUSTR 5.271 NEOPOST 62.24 LISI 29.8 EVS BROADC.EQUIP 35.26 FIMALAC 40.51 ARKEMA 16.11 SEB 29.32 GROUP EUROTUNNEL 3.97 WESSANEN KON 2.764 SEMAPA 5.87 SECHILIENNE SIDE 24.51 REXEL 5.976 VILMORIN & Cie 68.8 GROUPE STERIA 13.055 BEFIMMO-SICAFI 55.98 M6-METROPOLE TV 12.83 FAURECIA 6.19 TKH GROUP NV 9.521 AGFA-GEVAERT 1.85 ORPEA 32.325 VICAT 40.49

Var. % -2.95 -2.92 -0.58 0.06 -0.96 -0.26 -5.05 -1.41 -1.19 -2.1 -4.98 -5.43 -2.37 -2.01 -1.73 -2.31 -2.06 -0.58 -4.18 -2.14 -0.79 -0.16 -3.91 -3.26 0.52 -1.69 -1.97 -0.68 0.47 -1.26 -1.76 0.65 -0.82 -0.02 -0.14 -2.18 -4.89 2.23 -2.64 -3.51 -1.53 1.23 -1.12 -0.61 -0.22 -3.24 0.22 -3.96 -1.36 -3.86 1.39 -0.74 -1.33 -1.16 -3.16 0.37 0 -3.13 0.27 0.34 -0.24 -5.02 -1.95 0.24 -1.65 -4.99 -1.84 2.39 -0.92 -2.02 0.49 -2.85 -7.5 -0.89 -0.84

Título


36 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FUNDOS DE INVESTIMENTO NACIONAIS Fundos de investimento

Fundos PPR/PPE

Soc. Gestora/Fundo

BANIF EURO-TESOURARIA

7.003

7.0012

Z

BANIF PPA

5.6673

5.7356

L

BANIF EURO OBRIGAÇÕES TAXA FIXA

6.6201

6.5919

S A

BANIF ACÇÕES PORTUGAL

4.3511

4.4022

BANIF EURO ACÇÕES

1.6015

1.6494

P

BANIF EURO OBRIGAÇÕES TAXA VAR

4.092

4.0888

U

BANIF IMOPREDIAL

7.255

7.2547

BANIF GESTÃO PATRIMONIAL

3.9425

3.94

BANIF GESTÃO ACTIVA

J

3.2915

3.284

J

BANIF EUROPA DE LESTE

4.044

4.0347

F.Fundos

BANIF GESTÃO DINÂMICA

2.5332

2.5236

F.Fundos

3.819

3.7881

BANIF AMÉRICA LATINA BANIF ÁSIA BANIF PROPERTY

3.7243

3.7183

1000.287

1000.144

www.bpiinvestimentos.pt

Informações 800 243 243 BPI LIQUIDEZ

6.88695

BPI TESOURARIA

7.11384

BPI TAXA VARIAVEL

5.52039

BPI VIDA TAXA VARIAVEL

5.45126

BPI EURO TAXA FIXA

6.53608

BPI OB. ALTO RENDIMENTO ALTO RISCO

6.53446

BPI UNIVERSAL FF

5.56688

BPI VIDA UNIVERSAL

6.36984

BPI GLOBAL

5.55712

BPI PORTUGAL

12.74708

BPI REESTRUTURACOES

5.91717

BPI EUROPA VALOR

14.12777

BPI EUROPA CRESCIMENTO

9.4215

BPI AMERICA

3.13528

BPI BRASIL

7.35714

BPI TECNOLOGIAS

0.77125

BPI SELECÇÃO

3.91338

BPI PLANO POUPANCA ACCOES

13.80922

BPI REFORMA ACÇOES PPR

6.55083

BPI REFORMA INVEST PPR

12.70491

BPI REFORMA SEGURA PPR

12.21311

BPI ÁFRICA

5.34738

BPI ALPHA

5.08532

www.montepio.pt

Informações 808 20 26 26 Montepio Gestão de Activos Financeiros Montepio Accoes

87.1835

89.1383

-

Montepio Accoes Europa

28.8393

29.7241

-

Montepio Euro Telcos

43.6605

44.5607

-

Montepio Euro Utilities

56.284

57.4676

-

Montepio Monetario

66.7433

66.7424

-

Montepio Obrigacoes

75.7619

75.6075

-

Montepio Taxa Fixa

67.3039

67.0358

-

Montepio Tesouraria

86.7939

86.7915

-

Multi Gestao Mercados Emergentes

36.5746

36.1967

-

Multi Gestao Equilibrada

38.9065

38.8412

-

Multi Gestao Dinamica

25.4358

25.387

-

Multi Gestao Prudente

45.3419

45.2859

-

imorendimento@imorendimento.pt Telef: 226 07 56 60

Imorendimento II - FIIF

6,1335

Gestimo - FIIF

8,6679

Continental Retail - FIIF

5,1149

Multipark - FIIF

4,4894

Prime Value - FEIIF

5,8459

Natura - FIIF

5,1789

Historic Lodges - FIIF

4,8877

Fundos de investimento Soc. Gestora/Fundo BARCLAYS GLOBAL CONSERVADOR BARCLAYS GLOBAL MODERADO BARCLAYS FPR/E RENDIMENTO BARCLAYS PREMIER TESOURARIA BARCLAYS FPR/E BARCLAYS PREMIER OBRG EURO BARCLAYS PREMIER ACÇÕES PORTUG BARCLAYS FPA BARCLAYS GLOBAL ACÇÕES BARCLAYS RENDA MENSAL BARCLAYS GESTÃO DINÂMICA 100 BARCLAYS GESTÃO DINÂMICA 300 BARCLAYS GLOBAL DEFENSIVO MILLENNIUM RENDIMENTO MENSAL MILLENNIUM PRUDENTE PORTFOLIO IMOBILIARIO GESTAO IMOBILIARIA * MILLENNIUM EQUILIBRADO BONANCA I * MILLENNIUM EUROFINANCEIRAS MILLENNIUM GLOBAL UTILITIES MILLENNIUM PRESTIGE 2015 MILLENNIUM PRESTIGE 2025 MILLENNIUM PRESTIGE 2035 MILLENNIUM ACÇÕES AMÉRICA MILLENNIUM OBRIGAÇÕES MUNDIAIS

Último valor € 7.2277 9.7989 11.4611 9.823 12.2987 10.0335 11.0622 14.1932 8.8996 4.5107 5.0355 5.1546 10.4529 3,641 5,5706 8,6682 5,3159 4,7839 41,4704 2,5076 4,9481 4,7348 4,4141 4,0673 1,8874 10,4471

Valor ant. € 7.1807 9.764 11.4376 9.8219 12.3218 10.0032 11.2285 14.4093 8.9269 4.5029 5.037 5.156 10.4474 3.6396 5.5706 8.6672 5.3344 4.7839 41.3613 2.4697 4.8979 4.7348 4.4141 4.0673 1.8762 10.4439

MILLENNIUM CURTO PRAZO MILLENNIUM EUROCARTEIRA MILLENNIUM ACÇÕES MUNDIAIS MILLENNIUM MODERADO MILLENNIUM MERCADOS EMERGENTES MILLENNIUM ACÇÕES JAPÃO MILLENNIUM EURO TAXA FIXA MILLENNIUM OBRIGAÇÕES EUROPA MILLENNIUM DINÂMICO IMOSOTTO ACUMULACAO * MILLENNIUM PPA MILLENNIUM ACÇÕES PORTUGAL MILLENNIUM PRESTIGE CONSERVADO MILLENNIUM PRESTIGE MODERADO MILLENNIUM PRESTIGE VALORIZAÇÃ MILLENNIUM OBRIGAÇÕES MILLENNIUM TESOURARIA MILLENNIUM PPR/E MILLENNIUM RENDIMENTO IMOBILIÁ MILLENNIUM GESTÃO DINÂMICA MILLENNIUM REFORMA & RENDIMENT POPULAR VALOR POPULAR PPA POPULAR GLOBAL 25 POPULAR GLOBAL 50 POPULAR GLOBAL 75 POPULAR ACÇÕES POPULAR EURO TAXA FIXA POPULAR RENDIMENTO POPULAR TESOURARIA POPULAR CABAZ MUNDIAL ALVES RIBEIRO - MÉDIAS EMPRESA ALVES RIBEIRO FPR/E BIG CRESCIMENTO GLOBAL BIG MODERADO FF BIG VALORIZAÇÃO FF BIG SECTORES BBVA PPA - FUNDO ÍNDICE (PSI20 BBVA MISTO BBVA BOLSA EURO BBVA MULTIFUNDO EQUILIBRADO BBVA CASH BBVA TAXA FIXA EURO BBVA LIQUIDEZ BBVA TAXA VARIÁVEL BBVA EXTRA 5 ACÇÕES BBVA IMOBILIÁRIO - FEI BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO FUNDO DE CAPITAL GARANTIDO IBE FUNDO DE CAPITAL GARANTIDO IBE FUNDO DE CAPITAL GARANTIDO BBV BBVA GESTÃO FLEXÍVEL TODO-O-TE BPN CONSERVADOR BPN OPTIMIZAÇÃO BPN VALORIZAÇÃO BPN ACÇÕES GLOBAL BPN TESOURARIA BPN DIVERSIFICAÇÃO - FEI BPN TAXA FIXA EURO BPN ACÇÕES EUROPA BPN Imonegocios BPN Real Estate BPN Imoglobal BPN Imomarinas Euroreal

12.38381

BPI VIDA TAXA FIXA

Último valor €

Classe F.Fundos J X Z X S A L F.Fundos U F.Fundos F.Fundos F.Fundos U J J P F J J J F U

7,454 7,696 6,8576 7,3765 6,3969 2,2496 10,9869 4,3373 5,2686 4,4379 23,2781 13,8397 6,702 6,1418 6,071 4,968 5,872 5,8971 34,5864 37,6038 56,4758 2.776 4.7247 4.7904 3.7252 2.9092 2.5356 5.9127 6.5012 5.3562 10.7353 61,9296 6,4585 5,1379 11,2603 9,6022 5,6421

7.4487 7.5654 6.8081 7.3649 6.3153 2.2757 10.9668 4.3332 5.2686 4.4293 22.8704 13.5966 6.6796 6.109 6.0401 4.9692 5.361 5.8747 51.5056 37.4655 56.4907 2.8331 4.79 4.7896 3.722 2.9042 2.6093 5.9032 6.5307 5.3556 10.7326 61.707 6.4344 5.0936 11.2537 9.5833 5.6259

5,375 4,3106 2,0962 4,9719 8,7873 8,2726 4,9331 4,6005 5,0417 5,6228 5,5918 6,5592 6,0736 6,0383 5,1032 3,7198 4,9384 4,7758 4,0425 5,3608 4,2389 5,7416 3,4663 7.0007 631.2459 889.3457 111.4934 213.6964

5.5218 630.0057 888.2526 110.6617 213.2457

Caixagest Curto Caixagest Rendim Caixagest Tesour Caixagest Accoes Europa Caixagest Accoes Portugal Caixagest Obrigacoes Euro Caixagest Renda Mensal Caixagest Accoes EUA Caixagest Accoes Oriente Caixagest Moeda Caixagest Estrategia Equilibrada Caixagest PPA Caixagest Optimizer Caixagest Maxi Seleccao Caixagest Maxiprem 2010 RAIZ GLOBAL RAIZ EUROPA RAIZ TESOURARIA RAIZ RENDIMENTO RAÍZ POUPANÇA REFORMA/EDUCAÇÃO RAÍZ POUPANÇA ACÇÕES RAÍZ CONSERVADOR RAÍZ VALOR IBÉRICO FINIPREDIAL FINICAPITAL FINIRENDIMENTO PPA FINIBANCO FINIGLOBAL FINIBOND - MERCADOS EMERGENTES FINIFUNDO ACÇÕES INTERNACIONAI IMOVEST MULTINVEST SANTANDER ACÇÕES AMÉRICA SANTANDER ACÇÕES EUROPA EURO-FUTURO TELECOM, MÉDIA E C EURO-FUTURO BANCA E SEGUROS EURO-FUTURO CÍCLICO MULTIOBRIGAÇÕES EURO-FUTURO ACÇÕES DEFENSIVO MULTITESOURARIA NOVIMOVEST LUSIMOVEST* MULTITAXA FIXA SANTANDER ACÇÕES PORTUGAL POUPANÇA INVESTIMENTO FPR/E POUPANÇA SEGURA FPR/E ACÇÕES GLOBAL SANTANDER - PPA MULTIBOND PREMIUM MULTI CURTO PRAZO POUPANÇA PREMIUM FPR/E MULTIPROTECÇÃO DINÂMICO MULTIEQUILÍBRIO DINÂMICO ES Emerging Mark ES Euro Bond ES European Equi ES Global Bond ES Global Enhanc ES Global Equity ES Accoes Americ ES Accoes Europa ES Accoes Gloal ES Africa ES Alpha 3 ES Brasil ES Capitalizacao ES Capitalizacao Dinamica ES Estrategia Activa ES Estrategia Activa II ES Mercados Emer ES Momentum ES Monetario ES Obrigacoes Eu ES Obrigacoes Gl ES Portugal Acco ES PPA ES PPR ES Renda Mensal ES Renda Trimest Espirito Santo Plano Crescimento Espirito Santo Plano Dinamico Espirito Santo Plano Prudente Espirito Santo Rendimento

Valor ant. €

9.2179 3.532 9.7673 6.0885 12.8185 9.4815 3.6753 2.3033 4.1516 6.7578 5.2576 11.9464 5.5892 5.0839 6.3454 4,3313 3,1909 7,6482 6,1022 8,4801 17,7304 5,239 10,8484 8,6955 5,3267 5,1551 7,9121 5,799 10,4977 2,9179 9,7534 4,4701 2,6636 3,0477 6,6438 13,0538 21,2632 5,049 22,8528 10,7385 6,944 69,3038 11,2834 23,8339 16,2677 5,8693 3,2669 30,1754 4,7039 4,9213 4,3263 5,0195 4,9975 92.12 1032.36 63.46 159.87 626.66 67.51 5.2873 8.3077 4.9686 3.6782 4.9458 4.5702 9.2131 5.0024 5.1272 4.624 4.9153 3.0582 6.75 11.0184 10.2231 5.8875 13.7863 14.5405 4.7008 4.692 5.2153 3.9157 5.2762 5.2246

Soc. Gestora/Fundo

Z P F J F F S S J

PPR BBVA BBVA SOLIDEZ PPR BBVA PROTECÇÃO 2015 BBVA PROTECÇÃO 2020 PPR/E -PATRIM.REFORMA PRUDENTE PPR-PATRIM.REFORMA CONSERVADOR PPR/E -PATRIM.REFORMA EQUILIBR PPR/E -PATRIM.REFORMA ACÇÕES F.P. SGF - EMPRESAS SGF EMPRESAS PRUDENTE PPR VINTAGE MULTIREFORMA F.P. ESAF - PPA MULTIREFORMA PLUS MULTIREFORMA ACÇÕES ES-MULTIREFORMA CAPITAL GARANT REFORMA EMPRESA PPA VALORIS MAXIMUS ACTIVUS MAXIMUS MÉDIUS MAXIMUS STABILIS PPR/E EUROPA VANGUARDA PPR HORIZONTE VALORIZAÇÃO PPR BNU/VANGUARDA PRAEMIUM "S" PRAEMIUM "V" HORIZONTE VALORIZAÇÃO MAIS HORIZONTE SEGURANÇA TURISMO PENSÕES CAIXA REFORMA ACTIVA CAIXA REFORMA VALOR INVESTSEGURO - OPÇÃO A-F.AGRES INVESTSEGURO -OPÇÃO B- F.MODER

L A J J J U F. Fundos X F. Fundos X B L J J J P S U Z F.Fundos A X F J J J

5.3413 L 4.3171 B 2.0911 P 4.9701 J 8.8272 Z 8.2735 S 4.9327 Z 4.6001 U 5.0412 F. Fundos 5.6259 J 5.5933 F. Fundos 6.5585 F. Fundos 6.0736 F. Fundos 6.0415 F. Fundos 5.1044 F. Fundos 3.6903 U 4.9709 G 4.8571 G 4.1587 G 5.3593 Z 4.4841 F. Fundos 5.7126 S 3.5609 P BPN IMOFUNDOS BPN IMOFUNDOS BPN IMOFUNDOS BPN IMOFUNDOS BPN IMOFUNDOS

9.2164 3.5312 9.7745 6.2794 13.041 9.436 3.6742 2.3649 4.1596 6.7565 5.2591 12.1422 5.5778 5.0822 6.34 4.3545 3.2701 7.648 6.1021 8.4801 18.0008 5.2405 10.8486 8.6927 5.3186 5.1522 7.8691 5.8131 10.4927 2.9344 9.7529 4.4671 2.6693 3.03 6.6763 12.9682 21.3315 5.0438 22.8931 10.7363 6.9433 69.2018 11.2902 23.7566 16.2709 5.8722 3.2819 30.081 4.7022 4.9172 4.3221 5.021 4.9999 92.27 1028.12 64.01 159.18 626.21 68.9 5.4833 8.513 5.1331 3.685 4.9545 4.5788 9.2115 5.0022 5.1305 4.6252 4.9924 3.1079 6.749 10.9344 10.1682 5.9634 13.968 14.5626 4.6995 4.691 5.1962 3.9296 5.269 5.2241

G P Z U X L J F. Fundos P V L B T F B F P P P P U P Z S A X X F L U U X F. Fundos F. Fundos

Victoria Invest Victoria Reforma Valor ACÇÕES DINÂMICO IMOBILIÁRIO INTERNACIONAL ACÇÕES POUPANÇA PPR ACTIVO PPR ACTIVO ACÇÕES PPR AFORRO PPR GARANTIA PPR SEGURANÇA PPR 25% (2012) PPR/E VALOR REAL PPR/E 4,50% (2008) PPR/E 61% SELECÇÃO

Gestora

Valor patrimonial

Victoria - Seguros de vida Victoria - Seguros de vida EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA EUROVIDA

Último valor €

9,7008 5,3273 5,3333 4,9508 1,2956 6,3488 5,9019 5,094 9,0207 5,5211 9,359 9,1448 6,1048 5,0808 4,6862 5,0236 9,2186 6,7639 4,2528 4,7495 6,261 7,893 6,2561 9,434 13,3217 13,7401 15,5243 7,4268 8,4868 5,9399 11,0122 4,4898 5,6748 5,5947

Valor ant. €

9,7022 5,3256 5,3371 4,9532 1,294 6,3343 5,904 5,1012 9,0145 5,515 9,3732 9,1464 6,0935 5,0904 4,7066 5,0163 9,1979 6,8833 4,2482 4,7303 6,2679 7,9024 6,2619 9,4487 13,3562 13,7289 15,5558 7,452 8,4839 5,9501 10,9997 4,4891 5,6569 5,5603

Classe

BBVA FUNDOS BBVA FUNDOS BBVA FUNDOS BBVA FUNDOS S.G.F. S.G.F. S.G.F. S.G.F. S.G.F. S.G.F. ESAF-ESFP ESAF-ESFP ESAF-ESFP ESAF-ESFP ESAF-ESFP ESAF-ESFP SANTANDER PENSÕES AXA PORTUGAL AXA PORTUGAL AXA PORTUGAL AXA PORTUGAL PENSÕESGERE PENSÕESGERE PENSÕESGERE PENSÕESGERE PENSÕESGERE PENSÕESGERE PENSÕESGERE PENSÕESGERE PENSÕESGERE CGD PENSÕES CGD PENSÕES COMP.SEG.AÇOREANA COMP.SEG.AÇOREANA

Rentabilidades

F.I.M. Montepio Monetário

Ult 12 meses rend. anualizada 2,14

Classe de risco 1

Valor da UP ** (Euro) 66,7101

Fundos de tesouraria Euro F.I.M. Banif Euro Tesouraria F.I.M. Barclays Tesouraria Plus F.I.M. BBVA Cash* F.I.M. BPI Liquidez F.I.M. BPI Tesouraria F.I.M. BPN Tesouraria F.I.M. Caixagest Curto Prazo F.I.M. Caixagest Moeda F.I.M. Caixagest Tesouraria F.I.M. Postal Tesouraria F.I.M. Raiz Tesouraria F.I.M. Esp. Santo Monetário* F.I.M. Popular Tesouraria F.I.M. Millennium Disponível*

-0,58

1 * 2 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 2

-5,61 1,18 1,05 -7,29 -4,27 -3,89 -5,30 1,09 1,04 2,49 1,22 -8,87

Rend. anualizada Últimos Últimos 12 meses 24 meses F.I.M. Banif Euro Obrigações Taxa Variável -18,64 -10,87 F.I.M. BPI Taxa Variável -24,71 -14,81 F.I.M. BPN Conservador* -41,89 -24,14 F.I.M. Caixagest Renda Mensal -17,22 -10,10 F.I.M. Caixagest Rendimento -17,81 -10,48 F.I.M. Postal Capitalização -7,50 -4,08 F.I.M. Raiz Rendimento 0,89 1,07 F.I.M. Esp. Santo Capitalização -2,93 -1,10 F.I.M. E.S. Capitalização Dinâmica -4,42 -2,06 F.I.M. Esp. Santo Renda Mensal -0,91 0,00 F.I.M. Esp. Santo Renda Trimestral -1,66 -0,36 F.I.M. Popular Rendimento -20,29 -11,24 F.I.M. Millennium Obrigações Mundiais -18,86 -13,19

Risco últimos 2 anos 4,80 5,13 10,74 3,20 3,33 2,69 0,44 1,39 1,62 1,06 1,26 6,87 5,01

Classe de risco 2 2 4 2 2 2 1 1 1 1 1 3 2

* - O Fundo BPN Conservador incorporou por fusão o Fundo BPN Renda Mensal

Fundos de obrigações taxa indexada Intern. F.I.M. Finirendimento

-1,42

-0,02

1,28

1

Fundos de obrigações taxa fixa euro F.I.M. Banif Euro Obrigações Taxa Fixa F.I.M. Barclays Premier Obrig. Euro F.I.M. BPI Euro Taxa Fixa F.I.M. BPN Taxa Fixa Euro F.I.M. Caixagest Obrigações Euro F.I.M. Esp. Santo Obrigações Europa F.I.M. Popular Euro Taxa Fixa F.I.M.Millennium Euro Taxa Fixa F.I.M. Millennium Obrigações Europa F.I.M. Montepio Taxa Fixa F.I.M. Santander Multi Taxa Fixa

8,12 8,60 7,82 6,28 5,62 11,34 -1,11 6,74 -22,13 6,78 11,45

2,57 5,11 6,01 4,74 3,17 6,67 -0,43 3,58 -14,18 4,21 6,71

4,66 5,02 5,36 5,06 5,24 4,92 2,76 5,17 9,52 3,53 4,22

2 2 3 2 3 2 2 3 3 2 2

-33,15 -32,06 -24,73 -22,51 -28,97 -27,50

-26,67 -28,90 -24,49 -22,35 -24,88 -25,57

30,65 29,17 27,02 27,57 25,20 29,37

6 6 6 6 6 6

Fundos de acções da UE, Suíça e Noruega -41,33 -30,18 -38,16 -27,57 -26,30 -37,42 -36,61 -23,61 -31,39 -34,36 -33,64 -39,53 -30,66 -32,17 -36,35

-28,82 -22,84 -30,37 -21,98 -21,32 -27,82 -27,61 -19,37 -21,69 -26,80 -24,91 -28,48 -23,48 -23,46 -27,78

35,94 32,17 33,47 28,92 28,41 28,14 28,48 27,52 27,51 26,13 30,47 32,25 27,30 30,94 34,39

6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6

Fundos de acções da América do Norte F.I.M. BPI América F.I.M. Caixagest Acções EUA F.I.M. Esp. Santo Acções América F.I.M. Millennium Acções América F.I.M. Santander Acções USA F.I.M. Santander Acções América

-10,32 -23,08 -17,37 -25,11 -14,96 -25,81 -20,46 -28,65 -22,21 -15,10 -23,24

18,01 33,44 35,10 21,84 32,23 31,15 35,35 28,58 20,82 34,96 25,91

5 6 6 6 6 6 6 6 5 6 6

Fundos mistos predom. obrigações F.I.M. BPN Optimização F.I.M. Caixagest Estratégia Equilibrada F.I.M. Santander Multinvest

-19,58 -7,41 -24,42

-12,62 -5,07 -14,14

10,98 2,35 9,85

4 2 3

Fundos mistos predominantemente acções F.I.M. BPN Valorização F.I.M. Caixagest Estratégia Arrojada F.I.M. Finiglobal F.I.M. Popular Valor

-27,23 -14,45 -16,84 -27,62

-18,64 -10,79 -11,99 -20,86

22,67 9,58 10,61 21,11

6 3 4 6

-26,15 -27,78 -23,77 -30,73 -19,86 -20,72 -19,06 -23,52 -23,48 -29,09 -23,38 -25,82

30,96 29,79 26,15 25,62 24,24 27,80 26,93 25,05 26,32 27,38 25,28 29,31

6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6

Fundos poupança acções F.I.M. Banif PPA F.I.M. Barclays FPA F.I.M. BPI PPA F.I.M. Caixagest PPA F.I.M. Raiz Poupança Acções F.I.M. Esp. Santo PPA F.P. ESAF PPA F.I.M. PPA Finibanco F.P. PPA Acção Futuro F.I.M. Popular PPA F.I.M. Millennium PPA F.I.M. Santander PPA

-36,00 -33,85 -26,08 -39,63 -24,75 -24,62 -25,08 -30,72 -31,92 -35,11 -32,05 -30,82

-31,25 -26,97 -38,23 -23,84 -32,81 -28,67

-25,43 -21,76 -23,00 -23,70 -19,84 -24,22

28,36 31,23 31,42 28,88 32,73 32,84

F.I.M. Barclays Global Conservador F.I.M. Barclays Global Defensivo F.I.M. Caixagest Estratégia Dinâmica F.I.M. Raiz Conservador F.I.M. Popular Global 25 F.I.M. Millennium Prestige Conservador* F.I.M. Multi Gestão Prudente

-3,68 0,68 -6,66 -4,48 -12,58 -11,63 -10,53

-3,92 0,65 -5,60 -3,30 -8,37 -7,06 -7,52

6,16 1,44 2,19 2,55 6,36 6,43 6,35

3 1 2 2 3 3 3

-23,36 -19,10 -25,96 -19,92

23,98 17,79 21,08 27,40

6 5 6 6

Fundos poupança reforma/educação

Fundos de acções nacionais

06/07/09

-13,90 -31,03 -37,05 -29,68 -27,37 -40,61 -36,48 -38,23 -21,88 -31,12 -30,61

Fundos de fundos predominantem. acções

Fundos de obrigações taxa fixa Intern.

123,71373 96,32534 47,9251 78,9229 49,8249 78,7859 75,4966 58,0245 52,0277 64,5832 75,3608 55,7369 77,2346 63,7671 72,7821 72,0527

Classe de risco 6 6 6 6 6 6 6 6 6

Outros fundos de acções internacionais F.I.M. BPI Reestruturações F.I.M. BPN Acções Global F.I.M. Caixagest Acções Emergentes F.I.M. Caixagest Acções Japão F.I.M. Caixagest Acções Oriente F.I.M. Esp. Santo Acções Global F.I.M. Esp. Santo Mercados Emerg. F.I.M. Finifundo Acções Internacionais F.I.M. Millennium Acções Japão F.I.M.Millennium Mercados Emergentes F.I.M. Millennium Acções Mundiais

F.I.M. Barclays Global Acções -34,43 F.I.M. Popular Global 75 -27,90 F.I.M. Multi Gestão Dinâmica -36,01 F.I.M. Multi Gestão Mercados Emergentes -36,97

Fundos de obrigações taxa indexada euro

F.I.M. Banif Euro Acções F.I.M. BBVA Bolsa Euro F.I.M. BPI Europa Valor F.I.M. BPI Europa Crescimento F.I.M. BPN Acções Europa F.I.M. Postal Acções F.I.M. Caixagest Acções Europa F.I.M. Raiz Europa F.I.M. Esp. Santo Accões Europa F.I.M. Finicapital F.I.M. Popular Acções F.I.M. Millennium Eurocarteira F.I.M. Montepio Acções F.I.M. Montepio Acções Europa F.I.M. Santander Accões Europa

Risco últimos 2 anos 27,60 48,20 26,50 23,85 28,59 26,74 46,85 34,61 26,39

* - O Fundo Millennium Prestige Conservador incorporou por fusão os Fundos Millennium Prudente e Millennium Moderado

6,9956 5,1435 8,7115 6,8607 7,0938 5,2648 9,4195 6,8763 10,0092 9,6266 7,6450 6,7422 5,3629 47,3574

*O Fundo BBVA Cash incorporou por fusão os Fundos BBVA Liquidez, BBVA Taxa Fixa Euro e BBVA Taxa Variável Euro *O Fundo Esp.Santo Monetário incorporou por fusão o Fundo Esp. Santo Curto Prazo *O Fundo Millennium Disponível incorporou por fusão os Fundos Millennium Tesouraria e Millennium Curto Prazo

F.I.M. Banif Acções Portugal F.I.M. Barclays Premier Acc. Portugal F.I.M. BPI Portugal F.I.M. Esp. Santo Portugal Accões F.I.M. Millennium Acções Portugal F.I.M. Santander Accões Portugal

Rend. anualizada Últimos Últimos 12 meses 24 meses F.I.M. BPI Tecnologias -29,79 -23,63 F.I.M. Millennium Euro Financeiras -44,78 -38,52 F.I.M. Millennium Global Utilities -32,20 -19,26 F.I.M. Montepio Euro Telcos -24,54 -18,18 F.I.M. Montepio Euro Utilities -30,92 -17,40 F.I.M. Santander Euro Futuro Acções Defensivo -19,47 -14,79 F.I.M. Santander Euro Futuro Banca e Seguros -44,36 -37,26 F.I.M. Santander Euro Futuro Ciclico -34,54 -21,42 F.I.M. Santander Euro Fut. Telecomunicações -26,22 -21,02

Fundos de fundos predominantem. obrig.

Fundos do mercado monetário euro

F.I.M. BPI Obrigações A.R.A.R. -11,17 -9,42 7,92 3 F.I.M. Finifundo Mercados Emerg.* -3,69 -3,16 6,33 3 F.I.M. Esp. Santo Obrig. Global 9,67 5,71 5,66 3 * - O Fundo Finibond Mercados Emergentes passou a denominar-se Finifundo Mercados Emergentes

Seguros de Investimento Seguro

Fundos de acções sectoriais

Classe

6 6 6 6 6 6

CATEGORIA A - Entre 0% e 5% de Acções F.I.M. Barclays PPR Rendimento -6,13 F.P. Solidez PPR -2,85 F.I.M. BPI Reforma Segura PPR -8,19 F.I.M. BPI Taxa Variável PPR -4,64 F.I.M. Millennium Reforma & Rendim. PPR/E 6,73 F.P. PPR Praemium S -6,56 F.I.M. Santander Poupança Premium FPR -27,33 F.I.M. Santander Poupança Segura FPR -8,11 F.P. SGF Patr. Ref. Conservador PPR 3,34 CATEGORIA B - Entre 5% e 15% de Acções F.P. ESAF PPR Vintage 2,51 F.I.M. Millennium Aforro PPR 0,18 CATEGORIA C - Entre 15% e 35% de Acções F.P. Banif Previdência Privada PPR -13,30 F.I.M. Barclays PPR -6,63 F.P. CVI PPR/E -2,48 F.P. PPR BBVA -4,06 F.I.M. BPI Reforma Invest. PPR -12,69 F.I.M. Espírito Santo PPR -0,08 F.P. PPR 5 Estrelas -3,01 F.P. PPR Platinium -9,48 F.I.M. Millennium Poupança PPR -7,58 F.P. PPR BNU Vanguarda -11,50 F.P. PPR Europa 0,60 F.P. Vanguarda PPR -7,82 F.I.M. Santander Poupança Investimento FPR -17,80 F.P. SGF Patr. Ref. Equilib. PPR -15,06 CATEGORIA D - Mais de 35% de Acções F.I.M. Barclays PPR Acções Life Path 2020 -20,71 F.I.M. Barclays PPR Acções Life Path 2025 -21,88 F.I.M. BPI Refoma Acções PPR 2,52 F.P. PPR Praemium V -12,27 F.P. SGF Patr. Ref. Acções PPR -18,55

-2,51 -0,68 -4,86 -2,67 4,98 -4,14 -14,21 -3,65 -0,99

3,71 1,51 2,24 2,20 2,85 2,75 5,71 2,71 2,95

2 1 2 2 2 2 3 2 2

2,82 0,50

1,98 3,31

2 2

-8,78 -5,00 -1,74 -2,89 -8,00 -0,87 -0,81 -5,27 -4,29 -7,32 -0,59 -5,72 -10,54 -11,53

4,28 4,99 8,86 8,09 4,61 4,13 3,68 6,81 5,58 6,81 5,78 5,32 7,29 6,30

2 2 3 3 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3

-15,19 -16,26 3,21 -8,33 -13,96

12,98 13,97 4,95 8,50 7,99

4 4 2 3 3

Outros fundos F.I.M. Barclays Premier Tesouraria* 2,66 2,59 0,35 1 F.I.M. Caixagest Accões Portugal -36,44 -31,70 25,45 6 F.I.M. Raiz Global -10,54 -8,41 11,29 4 F.I.M. Millennium Prestige Valorização* -19,73 -15,52 17,12 5 * - O Fundo Barclays Premier Tesouraria incorporou por fusão o Fundo Barclays Curto Prazo * - O Fundo Millennium Prestige Valorização incorporou por fusão os Fundos Millennium Dinâmica, Millennium Prestige 2025 e Millennium Prestige 2035

Fundos diversos F.I.M. Banif Ásia - F.E.I. -23,52 F.I.M. Banif Gestão Dinâmica - F.E.I. -45,20 F.I.M. Barclays Renda Mensal -9,61 F.I.M. Orey Acções Europa -50,97 F.I.M. Santander Dinâmico 300 -F.E.I. -3,87 F.I.M. Santander Estratégias Alternativas - F.E.I. -29,25 F.I.M. Valor Mais -40,99

-30,17 -4,53 -37,98 -4,55

25,44 5,49 33,22 5,64

-25,58

14,33

* 6 2 6 * * *

-2,93 0,65

11,54 2,97

* 2

-4,54 -1,81 0,69 -0,50

3,00 3,68 2,33 6,00

2 2 2 3

-6,26 -1,21 -9,94 -5,07 -4,21 -6,10 -4,25 -4,51 -3,18

3,85 7,63 7,95 6,58 5,26 7,07 6,81 9,72 3,93

2 3 3 3 3 3 3 3 2

-7,77

11,04

4

Fundos de pensões abertos FCATEGORIA A - Entre 0% e 5% de Acções F.P. Aberto Caixa Reforma Garantida 2022 -7,84 F.P. Aberto Horizonte Segurança 0,62 CATEGORIA B - Entre 5% e 15% de Acções F.P. Aberto Caixa Reforma Activa -8,56 F.P. Aberto Esp.Sto Multireforma -3,13 F.P. Aberto Futuro Clássico -0,19 F.P. Aberto Protecção 2015 -0,38 CATEGORIA C - Entre 15% e 35% de Acções F.P. Banif Previdência Empresas -10,86 F.P. Aberto BBVA PME’s -1,26 F.P. Aberto Caixa Reforma Valor -15,35 F.P. Aberto Esp.Santo Multireforma Plus -9,34 F.P. Aberto VIVA -7,74 F.P. Aberto Horizonte Valorização -7,59 F.P. Aberto Turismo Pensões -4,34 F.P. Aberto Protecção 2020 -7,85 F.P. Aberto Reforma Empresa -7,75 CATEGORIA D - Mais de 35% de Acções F.P. Aberto Horizonte Valorização Mais -8,93

Fonte: Euronext Lisboa e APFIPP Nota 1: As rentabilidades são as calculadas e divulgadas semanalmente pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP). Esta informação é actualizada nesta página na edição de cada quarta-feira, excepto quando seja especificado o contrário.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 37

FUNDOS DE INVESTIMENTO INTERNACIONAIS Fundos Internacionais Fundo

Último valor€

Fundo

Divisa

EMERGING MARKET DEBT-DEH EMERGING MARKET DEBT-DU EM MKT LOW DUR-DEH EM MKT LOW DUR-DU EUROP BONDS-DE EUROP EQUITIES-DE EUROP SHORT-TERM BONDS-DE EUROP SMALL CAP EQUITIES-DE FOCUSED US GRTH EQUITIES-DEH FOCUSED US GRTH EQUITIES-DU GLOBAL ASS.ALL.-DEH GLOBAL ASS.ALL.-DU GLOBAL BONDS (EURO)-DE GLOBAL BONDS (USD)-DU GLOBAL EM MKT EQUITIES-DEH GLOBAL EM MKT EQUITIES-DU GLOBAL EM MKT SH-TERM BDS-DEH GLOBAL EM MKT SH-TERM BDS-DU GLOBAL ENERGY EQUITIES-DEH GLOBAL ENERGY EQUITIES-DU GLOBAL HIGH YIELD EURO-DE GLOBAL INNOVATION-DEH GLOBAL INNOVATION-DU GREATER CHINA EQUITIES-DEH GREATER CHINA EQUITIES-DU JAPANESE EQUITIES-DEH JAPANESE EQUITIES-DJ JAPANESE EQUITIES-DJ NEW ASIA-PACIFIC DEH NEW ASIA-PACIFIC DU US EQUITIES-DEH US EQUITIES-DU US MID AND SML CAP EQUITIES-DEH US MID AND SML CAP EQUITIES-DU USD HIGH INCOME BONDS-DEH USD HIGH INCOME BONDS-DU USD SHORT-TERM BONDS-DU WORLD EQUITIES-DEH WORLD EQUITIES-DU

PARVEST

EUR USD EUR USD EUR EUR EUR EUR EUR USD EUR USD EUR USD EUR USD EUR USD EUR USD EUR EUR USD EUR USD EUR EUR JPY EUR USD EUR USD EUR USD EUR USD USD EUR USD

Divisa

Valor

13.59 33.53 10.85 10.25 20.93 9.49 13.81 8.29 8.01 8.04 13.45 15.68 18.72 25.76 17.37 23.36 7.93 8.45 15.73 19.80 14.97 12.14 8.14 15.13 21.63 9.65 6.33 852.00 15.80 23.03 11.56 9.05 8.54 11.64 13.35 13.75 18.40 11.45 11.81

www.bnpparibas-am.com Número Verde 800 844 109

PARVEST (EURO) PREMIUM PARVEST ABS PARVEST ABS RET CURR. 10 PARVEST ABS RET CURR. 10 (USD) PARVEST ABS RET CURR. 3 PARVEST ABS RET EUROPEAN BOND PARVEST ABS RET MULTI ASS. 4 PARVEST ABS RET MULTI ASS. 4 (USD) PARVEST AGRICULTURE PARVEST ASIA PARVEST ASIAN CONVERTIBLE BOND PARVEST AUSTRALIA PARVEST BALANCED (EURO) PARVEST BRAZIL PARVEST BRIC PARVEST CHINA PARVEST CONSERVATIVE (EURO) PARVEST CONVERGING EUROPE PARVEST CREDIT STRATEGIES PARVEST EMERGING MARKETS PARVEST EMERGING MARKETS BOND PARVEST EMERGING MKTS EUROPE PARVEST ENHANCED EONIA 1 YEAR PARVEST ENHANCED EONIA 6 MONTHS PARVEST ENHANCED EONIA PARVEST EONIA PREMIUM PARVEST EURO BOND PARVEST EURO BOND SUST DVPT PARVEST EURO CORP BD SUST DVP PARVEST EURO CORPORATE BOND PARVEST EURO EQUITIES PARVEST EURO GOVERNMENT BOND PARVEST EURO INFLATION-LINKED BD PARVEST EURO LONG TERM BOND PARVEST EURO MEDIUM TERM BOND PARVEST EURO SHORT TERM BOND PARVEST EURO SMALL CAP PARVEST EUROPE ALPHA PARVEST EUROPE DIVIDEND PARVEST EUROPE FINANCIALS PARVEST EUROPE GROWTH PARVEST EUROPE LS30 PARVEST EUROPE MID CAP PARVEST EUROPE REAL ESTATE SEC. PARVEST EUROPE SMALL CAP PARVEST EUROPE SUSTAINABLE DVPT PARVEST EUROPE VALUE PARVEST EUROPEAN BD OPPORT PARVEST EUROPEAN BOND PARVEST EUROPEAN CONVERT BOND PARVEST EUROPEAN HIGH YIELD BD PARVEST EUROPEAN SM CONVERT BD PARVEST FRANCE PARVEST GLOBAL BOND PARVEST GLOBAL BRANDS PARVEST GLOBAL CORPORATE BOND

EUR EUR EUR USD EUR EUR EUR USD EUR USD USD AUD EUR USD USD USD EUR EUR EUR USD USD EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR USD USD USD

102.5 55 97.5 91.85 104.93 102.4 102.04 101.47 83.85 239.42 296.97 512.07 168.5 112.22 116.88 269.2 120.13 80.73 38.25 264.17 261.56 100.27 106.37 106.22 112.14 113.35 166.52 107.7 101.87 126.13 93.47 291.35 118.41 107.29 150.46 114.81 144.47 81.52 52.36 55.59 136.6 53.32 298.16 45.47 62.58 63.31 93.56 89.69 282.66 102.81 81.52 88.96 308.79 40.57 193.78 106.46

Fundo

Último valor€

PARVEST GLOBAL ENVIRONNEMENT PARVEST GLOBAL EQUITIES PARVEST GLOBAL HIGH YIELD BOND PARVEST GLOBAL INFL LKD BD PARVEST GLOBAL RESOURCES PARVEST GLOBAL TECHNOLOGY PARVEST INDIA PARVEST ITALY PARVEST JAPAN PARVEST JAPAN SMALL CAP PARVEST JAPAN YEN BOND PARVEST LATIN AMERICA PARVEST RUSSIA PARVEST SHORT TERM (CHF) PARVEST SHORT TERM (DOLLAR) PARVEST SHORT TERM (EURO) PARVEST SHORT TERM (STERLING) PARVEST SOUTH KOREA PARVEST STEP 90 EURO PARVEST SWITZERLAND PARVEST TARGET RETURN CONS.(EURO) PARVEST TARGET RETURN PLUS (EURO) PARVEST TARGET RETURN PLUS (USD) PARVEST TURKEY PARVEST UK PARVEST US DOLLAR BOND PARVEST US HIGH YIELD BOND PARVEST US MID CAP PARVEST US SMALL CAP PARVEST US VALUE PARVEST USA PARVEST USA LS30

EUR USD USD EUR USD USD USD EUR JPY JPY JPY USD USD CHF USD EUR GBP USD EUR CHF EUR EUR USD EUR GBP USD USD USD USD USD USD USD

79.28 101.03 95.96 109.58 185.41 65.97 130.12 40.32 3004 3198 20131 573.54 47.58 307.4 203.06 206.59 195.25 63.95 1209.29 448.89 98.81 103.21 198.19 88 91.59 393.77 138.35 74.43 321.94 58.08 60.69 63.14

BNP PARIBAS INSTICASH BNP PARIBAS INSTICASH CHF BNP PARIBAS INSTICASH EUR BNP PARIBAS INSTICASH GBP BNP PARIBAS INSTICASH USD

CHF EUR GBP USD

106.697 115.352 127.047 116.815

PARWORLD PARWORLD DYNALLOCATION EUR PARWORLD EMERGING STEP 80 (EURO) EUR PARWORLD ENVIRON OPPORTUNITIES EUR PARWORLD GALATEA 2010 EUR PARWORLD QUAM 10 EUR PARWORLD QUAM 15 CLASSIC (C-EUR) EUR PARWORLD TRACK COMMODITIES CLASS EUR PARWORLD TRACK CONTINENT EUROPE EUR PARWORLD TRACK JAPAN EUR PARWORLD TRACK NORTH AMERICA EUR PARWORLD TRACK UK EUR

Divisa

98.94 108.11 79.76 104.51 107.2 100.82 51.01 56.27 66.36 60.18 55.11

www.bnymellonam.com Fundo

Divisa

Valor

BNY Mellon Global Funds, plc BNY MELLON ASIAN EQUITY FUND A BNY MELLON BRAZIL EQ FUND A BNY MELLON CONT. EUROP. EQ. FUND A BNY MELLON EMRG. MKTS DBT LCL CUR A BNY MELLON EMRG. MKTS DEBT A BNY MELLON EURO GVT BOND INDEX A BNY MELLON EUROP. ETHICAL INDEX A BNY MELLON EVOL. CURR.OPTION A BNY MELLON EVOL. GLB ALPHA A BNY MELLON GL. BOND EUR HEDGED H BNY MELLON GLB EMERG. MKTS FUND A BNY MELLON GLB H.YLD BOND FUND A BNY MELLON GLOBAL BOND FUND A BNY MELLON GLOBAL EQUITY FUND A BNY MELLON GLOBAL INTREPID FUND A BNY MELLON JAPAN EQUITY FUND A BNY MELLON JAPAN EQ. VALUE FUND A BNY MELLON PAN EUROP EQ. FUND A BNY MELLON S&P 500 INDEX A BNY MELLON SMALL CAP EURO. FUND A BNY MELLON STERLING BOND FUND A BNY MELLON UK EQUITY FUND A BNY MELLON US DYN. VALUE FUND A BNY MELLON US EQUITY FUND A

USD USD EUR EUR USD EUR EUR EUR EUR EUR USD EUR USD USD USD EUR EUR USD USD EUR EUR EUR USD USD

2,2045 0,8609 0,9116 0,8720 1,2668 1,3548 0,7005 85,245 80,114 1,1256 2,6449 1,0535 1,8648 1,1362 1,2391 0,5545 41,159 1,3195 0,7937 1,5134 0,9931 0,7413 1,0992 0,6491

BNY Mellon Investment Funds NEWTON AMERICAN FUND NEWTON CONT. EUROP. FUND NEWTON INT. BOND FUND NEWTON INT. GROWTH FUND NEWTON JAPAN FUND NEWTON ORIENTAL FUND NEWTON PAN-EUROP. FUND

EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR

WestLB Mellon Compass Funds Fundo

COMPASS FUND - EMERGING MARKETS BOND FUND C COMPASS FUND - LATIN AMERICA FUND C COMPASS FUND - EMERGING ASIAN FUND C COMPASS FUND - GLOBAL EMERGING MARKETS FUND C

Divisa

0,4608 0,7529 1,2532 0,5961 0,2988 1,4724 0,6460

Valor

EUR EUR EUR

13.61 20.12 9.57

EUR

12.81

Fundo

Último valor€

Divisa

COMPASS FUND - EURO BALANCED FUND C EUR 8.32 COMPASS FUND - EURO BOND FUND C EUR 13.62 COMPASS FUND - EURO EQUITY FUND C EUR 4.66 COMPASS FUND - GLOBAL BOND FUND C EUR 12.12 COMPASS FUND - EURO LIQUIDITY FUND C EUR 131.224 COMPASS FUND - EUROPEAN CONVERTIBLE FUND CEUR 8.36 COMPASS FUND - EUROPEAN CONVERGENCE FUND CEUR11.18 COMPASS FUND - JAPANESE EQUITY FUND C EUR 3.45 COMPASS FUND - GLOBAL HIGH YIELD BOND FUND CEUR 10.86 COMPASS FUND - EURO HIGH YIELD BOND FUND CEUR 13.21 COMPASS FUND - EURO CORPORATE BOND FUND CEUR 12.59 COMPASS FUND - ABS FUND C EUR 102.793 COMPASS FUND - QUANDUS EURO BOND FUND CEUR 10.9 COMPASS FUND - EURO SMALL CAP EQUITY FUND CEUR 6.55

CAAM Funds

Class Classic S

ARBITRAGE INFLATION ASIAN GROWTH DYNARBITRAGE FOREX DYNARBITRAGE VAR 4 (EUR) DYNARBITRAGE VOLATILITY EMERGING MARKETS EURO CORPORATE BOND EURO QUANT EUROPEAN BOND GREATER CHINA

EUR USD EUR EUR EUR USD EUR EUR EUR USD

107.52 18.54 106.85 102.71 115 22.32 12.87 5.26 129.31 21.77

Fundo

Último valor€

DB USD GOVERNMENT NCAP DB WORLD GOV PL CCAP DB WORLD GOV PL ICAP DB WORLD GOV PL NCAP D EQ L ASIA PREM D EQ L AUSTRALIA D EQ L BIOTECH D EQ L EMERG EUROPE D EQ L EMERG MKTS D EQ L EMU D EQ L EUR 50 D EQ L EUROP D EQ L EUROPE VALUE D EQ L EURP ENG SECT D EQ L EURP FIN SECT D EQ L EURP GRTH D EQ L EURP HIGH DIV D EQ L EURP IND & TRP SECT D EQ L EURP SM CAP D EQ L JAPAN D EQ L NASDAQ D EQ L SPAIN D EQ L SUST GREEN PLANET D EQ L SUST WORLD D EQ L UNITED KINGDOM D EQ L USA D EQ L WORLD

USD 2794.28 EUR 100.35 EUR 102.18 EUR 98.63 USD 13.06 AUD 539.79 USD 74.15 EUR 43.29 EUR 378.82 EUR 54.46 EUR 363.24 EUR 491.82 EUR 63.68 EUR 120.81 EUR 62.22 EUR 24.61 EUR 57.84 EUR 132.25 EUR 56.11 JPY 11956 USD 19.61 EUR 70.93 EUR 58.1 EUR 115.02 GBP 175.88 USD 426.38 USD 29.37

Fundo

Dexia Bonds Fundo

DB EMERGING MARKETS CCAP DB EMERGING MARKETS ICAP DB EMERGING MARKETS NCAP DB EURO CCAP DB EURO ICAP DB EURO NCAP DB EURO CONVERGENCE CCAP DB EURO CONVERGENCE ICAP DB EURO CONVERGENCE NCAP DB EURO CORPORATE CCAP DB EURO CORPORATE ICAP DB EURO CORPORATE NCAP DB EURO GOVERNMENT CCAP DB EURO GOVERNMENT ICAP DB EURO GOVERNMENT NCAP DB EURO GOVERNMENT PLUS CCAP DB EURO GOVERNMENT PLUS ICAP DB EURO GOVERNMENT PLUS NCAP DB EURO HIGH YIELD CCAP DB EURO HIGH YIELD ICAP DB EURO HIGH YIELD NCAP DB EURO INFLATION LINKED CCAP DB EURO INFLATION LINKED ICAP DB EURO INFLATION LINKED NCAP DB EURO LONG TERM CCAP DB EURO LONG TERM ICAP DB EURO LONG TERM NCAP DB EURO SHORT TERM CCAP DB EURO SHORT TERM ICAP DB EURO SHORT TERM NCAP DB EUROPE CCAP DB EUROPE ICAP DB EUROPE NCAP DB EUROPE CONVERTIBLE CCAP DB EUROPE CONVERTIBLE ICAP DB EUROPE CONVERTIBLE NCAP DB EUROPE GOVERNMENT PLUS CCAP DB EUROPE GOVERNMENT PLUS ICAP DB EUROPE GOVERNMENT PLUS NCAP DB GLOBAL HIGH YIELD CCAP DB GLOBAL HIGH YIELD ICAP DB GLOBAL HIGH YIELD NCAP DB INTERNATIONAL CCAP DB INTERNATIONAL ICAP DB INTERNATIONAL NCAP DB MORTGAGES CCAP DB MORTGAGES ICAP DB MORTGAGES NCAP DB TOTAL RETURN CCAP DB TOTAL RETURN ICAP DB TOTAL RETURN NCAP DB TREASURY MANAGEMENT CCAP DB TREASURY MANAGEMENT ICAP DB TREASURY MANAGEMENT NCAP DB USD CCAP DB USD ICAP DB USD NCAP DB USD GOVERNMENT CCAP DB USD GOVERNMENT ICAP

Divisa

Valor

USD USD USD EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR USD USD USD USD USD

1276.68 1326.41 1177.82 857.36 882.24 837.9 2241.74 2295.97 2192.54 4906.4 4981.98 97.76 1735.83 1780.54 1698.13 754.6 777.95 740.95 500.87 515.26 474.3 126.57 129.46 124.36 4946.52 5112.04 4838.67 1838.03 1871.66 1777.11 4263.15 4341.99 4194.39 240.59 246.48 228.96 743.57 704.69 724.79 104.92 106.39 102.28 774.64 798.86 744.77 123.96 127.21 119.95 104.01 1053.92 100.72 3632.85 3666.35 3589.25 737.38 760.22 720.29 2857.94 2941.02

ABS ATTIVO VALORE EQUILIBRIO BOND CHF BOND EMERGING MARKETS BOND GBP BOND HIGH YIELD BOND JPY BOND USD EQUITY OCEANIA EQUITY PHARMA EQUITY CHINA EQUITY EMERGING MARKETS ASIA EQUITY EM.MKT EUR MID.EAST&AFRICA EQUITY ENERGY & MATERIALS EQUITY BANKS CASH EUR EQUITY SMALL CAP EUROPE BOND EUR MEDIUM TERM CASH USD EQUITY NORTH AMERICA ABS PRUDENTE OBIETTIVO BILANCIATO EQUITY INSURANCE EQUITY CONSUMER STAPLES EQUITY DURABLE GOODS EQUITY EUROPE EQUITY EURO EQUITY JAPAN EQUITY INDUSTRIALS EQUITY ITALY ORIZZONTE PROTETTO 6 ORIZZONTE PROTETTO 12 ORIZZONTE PROTETTO 24 EQUITY GREAT BRITAIN EQUITY HIGH TECH EQUITY LATIN AMERICA EQUITY MEDIA EQUITY TELECOMMUNICATION EQUITY UTILITIES BOND INFLATION LINKED BOND EUR LONG TERM BOND EUR SHORT TERM BOND CONVERTIBLE VALORE EQUILIBRIO BOND CHF BOND EMERGING MARKETS BOND GBP BOND JPY BOND USD EQUITY OCEANIA EQUITY PHARMA EQUITY ENERGY & MATERIALS EQUITY NORTH AMERICA EQUITY INSURANCE EQUITY CONSUMER STAPLES EQUITY DURABLE GOODS EQUITY JAPAN EQUITY INDUSTRIALS EQUITY BANKS EQUITY GREAT BRITAIN EQUITY HIGH TECH EQUITY MEDIA EQUITY TELECOMMUNICATION EQUITY UTILITIES

Divisa

Classe Valor

EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR

106.21 114.62 115.68 175.94 113.11 110.45 98.85 123.08 117.26 51.15 73.96 107.78 110.9 98.54 36.4 110.38 280.83 290.82 92.87 44.53 107.4 221.71 65.78 96.79 89.38 64.48 65.29 50.09 92.91 63.03 109.02 109.41 110.21 50.57 38.93 255.86 27.41 38.73 82.45 117.8 153.45 136.1 57.71 106.58 133.25 228 132.1 147.29 186.61 122.47 60.21 107.03 69.34 72.84 111.7 99.23 71.61 106.66 40.55 64.96 45.59 31.85 42.8 92.83

Fundo

Último valor€

Divisa

www.franklintempleton.com.pt Tel: +34 91 426 3600 FRANKLIN BIOTECH DISCOVERY FD N (ACC) FRANKLIN EUROPEAN GRTH FD N (ACC) FRANKLIN EUROPEAN S-M CAP GRTH FD N (ACC) FRANKLIN GLOBAL GRTH FD N (ACC) FRANKLIN GLOBAL S-M CAP GRTH FD N (ACC) FRANKLIN HIGH YIELD (EURO) FD N (ACC) FRANKLIN HIGH YIELD FD N (ACC) FRANKLIN INCOME FD N (ACC) FRANKLIN MUTUAL BEACON FD N (ACC) FRANKLIN MUTUAL BEACON FD N (ACC) FRANKLIN MUTUAL EUROPEAN FD N (ACC) FRANKLIN MUTUAL EUROPEAN FD N (ACC) FRANKLIN TECHNOLOGY FD N (ACC) FRANKLIN TECHNOLOGY FD N (ACC) FRANKLIN TEMPLETON GB GRTH & VA FD N (ACC) FRANKLIN TEMPLETON JAPAN FD N (ACC) FRANKLIN US EQUITY FD N (ACC) FRANKLIN US EQUITY FD N (ACC) FRANKLIN US GOVERNMENT FD N (ACC) FRANKLIN US GOVERNMENT FD N (DIS) FRANKLIN US GRTH FD N (ACC) FRANKLIN US OPPORTUNITIES N (ACC) FRANKLIN US S-M CAP GRTH FD N (ACC) FRANKLIN US TOTAL RET FD N (DIS) FRANKLIN US ULT SHT TR BD FD N (DIS) TEMPLETON ASIAN GRTH FD N (ACC) TEMPLETON CHINA FD N (ACC) TEMPLETON EASTERN EUROPE FD N (ACC) TEMPLETON EMERGING MARKETS BD FD N (ACC) TEMPLETON EMERGING MARKETS FD N (ACC) TEMPLETON EMERGING MARKETS FD N (ACC) TEMPLETON EURO LIQ RES FD N (ACC) TEMPLETON EUROLAND BD FD N (ACC) TEMPLETON EUROLAND FD N (ACC) TEMPLETON EUROPEAN FD N (ACC) TEMPLETON EUROPEAN FD N (ACC) TEMPLETON EUROPEAN TOTAL RET FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL BD FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL (EURO) FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL BALANCED FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL BD (EURO) FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL BD FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL EQUITY INCOME FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL INCOME FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL SMLL COMPANIES FD N (ACC) TEMPLETON GLOBAL TOTAL RET FD N (ACC) TEMPLETON GRTH (EURO) FD N (ACC) TEMPLETON KOREA FD N (ACC) TEMPLETON LATIN AMERICA FD N (ACC) TEMPLETON THAILAND FD N (ACC) TEMPLETON US DOLLAR LIQ RES FD N (ACC) TEMPLETON US VALUE FD N (ACC)

Fundo Classe

USD EUR EUR USD USD EUR USD USD EUR USD EUR USD USD EUR USD EUR EUR USD USD USD USD USD USD USD USD USD USD EUR USD EUR USD EUR EUR EUR USD EUR EUR EUR EUR EUR EUR USD USD USD USD USD USD EUR USD USD USD USD USD

Divisa

7.25 6.35 14.09 7.25 13.78 9.42 10.95 12.45 12.72 17.8 11.12 15.48 4.01 2.87 12.75 3.44 7.83 10.96 12.57 9.4 8.42 10.25 7.34 9.19 9.52 28.54 18.56 17.56 22.16 10.08 14.07 10.7 10.78 6.26 14.4 10.28 9.51 11.71 8.22 8.93 11.25 20.93 8.02 13.72 11.33 14.89 17.23 6.49 11.89 31.65 10.65 11.24 7.85

Valor

F&C DIVERSIFIED GROWTH FUND A HDG USD 133.40 F&C EMERGING MARKETS BOND A

USD 12.20

F&C EMERGING MARKETS BOND C HDG

EUR 104.58

F&C EMERGING MKTS INDIAN INV CPY A USD 17.63 F&C EURO CORPORATE BOND A

EUR 13.46

F&C EURO INFLATION LINKED BOND A

EUR 10.02

F&C EUROPEAN EQUITY A

EUR

F&C EUROPEAN HIGH YIELD BOND A

EUR 11.32

F&C EUROPEAN SMALL CAP A

EUR

8.12 9.07

F&C GLOBAL CLIMATE OPPORTUNITIES A EUR 33.63 F&C GLOBAL CLIMATE OPPORTUNITIES A GBP 41.86 F&C GLOBAL CONVERTIBLE BOND A

EUR 11.53

F&C GLOBAL CONVERTIBLE BOND A HDG EUR 11.73 F&C GLOBAL EMERGING MKTS PORTF A EUR 12.93 F&C GLOBAL REAL EST SECURITY FD A

EUR

F&C JAPANESE EQUITY A

EUR 17.43

6.84

F&C NORTH AMERICAN EQUITY A

EUR 14.35

F&C NORTH AMERICAN EQUITY A

USD 20.09

F&C PACIFIC EQUITY A

EUR 29.19

F&C PORT FD - F&C ASIA PAC DYNAMIC A EUR 10.00 F&C RUSSIAN INVESTMENT COMPANY

USD 33.31

F&C STEWARDSHIP INTERNATIONAL A

EUR

6.65

F&C STEWARDSHIP INTERNATIONAL I

EUR

6.91

F&C US SMALLER COMPANIES A

USD 65.07

F&C US SMALLER COMPANIES C

USD

7.11


38 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FUNDOS DE INVESTIMENTO INTERNACIONAIS Fundos Internacionais Fundo

Último valor€

Divisa

Último valor€

Fundo

06-07-2009 JF ASIA DI V.D USD JF ASIA EQ D USD JF ASIA PAC EX-JAP EQ DAAC EUR JF CHINA D USD JF GR CH D USD JF HG KG D USD JF INDIA D USD JF JAP EQ DACC EUR JF JAP EQ D USD JF PAC EQ DACC EUR JF PAC EQ DACC USD JF PAC TEC D USD JF SINGA D USD JF TAIWAN D USD JPM AME EQ DACC EUR JPM AME EQ DACC EUR (HDG) JPM EM MK ALP+ D JPM EM MK BD DACC USD JPM EM MK DBT DACC EUR JPM EM MK EQ DACC EUR JPM EMER MIDDLE EAST EQ D USD JPM EURO DY DACC USD JPM EURO LIQ RES DACC EUR JPM EURO DY MEGA C DACC EUR JPM EURO DY MEGA C DACC USD JPM EUROP EQ DACC USD JPM EUROP FOC DACC EUR JPM EUROP FOC DACC USD JPM EUROP RECOV DACC EUR JPM EUROP SEL EQ DACC EUR JPM EUROP SEL EQ DACC USD JPM EUROP ST DIV DACC EUR JPM GB BAL USD DACC USD JPM GB CAP APP DACC EUR JPM GB CAP PRE DACC USD JPM GB CAP PRE EUR DACC EUR JPM GB CAP PRE EUR DACC SEK (HDG) JPM GB CONVS USD D USD JPM GB CONVS FUND EUR DACC EUR JPM GB DY DACC EUR JPM GB DY DACC EUR (HDG) JPM GB EQ USD DACC EUR (HDG) JPM GB FIN DACC USD JPM GB FOC DACC EUR JPM GB FOC DACC EUR (HDG) JPM GB HY BD DACC EUR JPM GB NAT RE DACC USD JPM GB RE EST SEC USD DACC USD JPM GB RE ESTSEC USD DACC EUR (HDG) JPM GB SEL 130/30 DACC USD JPM GB SEL EQ DACC USD JPM GB T RE DACC EUR JPM HIGH STAT MKT NT DACC EUR JPM HIGH STAT MKT NT DACC USD (HDG) JPM JAP 50 EQ DACC JPY JPM JAP SEL EQ DACC JPY JPM RUSSIA DACC USD JPM UK EQ DACC GBP JPM US AG BD DACC USD JPM US DY DACC EUR JPM US DY DACC USD JPM US EQ DACC EUR (HDG) JPM US EQ DACC USD JPM US SEL EQ DACC EUR (HDG) JPM US SEL 130/30 DACC EUR (HDG) JPM US SEL 130/30 DACC USD JPM US STRATEGIC GR DACC EUR (HDG) JPM US VAL DACC EUR (HDG) JPMF AME EQ D USD JPMF AME LC D USD JPMF EAST EUR EQ D EUR JPMF EM EUR EQ D USD JPMF EM MKT EQ D USD JPMF EUR GB BAL FUND D EUR JPMF EUROL EQ D EUR JPMF EUROP BAL D EUR JPMF EUROP CONVERG EQ D EUR JPMF EUROP DY D EUR JPMF EUROP EQ D EUR JPMF EUROP SM CAP D EUR JPMF EUROP STRAT GR D EUR JPMF EUROP STRAT VAL D EUR JPMF GERM EQ D-EUR JPMF GB AG BD FUND D USD JPMF GB DY D USD JPMF GB EQ D USD JPMF GLB NA RE DACC EUR JPMF LAT AM EQ D USD JPMF STER BD D GBP JPMF US ST GR D USD JPMF US ST VAL D USD

Fundo

USD USD EUR USD USD USD USD EUR USD EUR USD USD USD USD EUR EUR USD USD EUR EUR USD USD EUR EUR USD USD EUR USD EUR EUR USD EUR USD EUR USD EUR SEK USD EUR EUR EUR EUR USD EUR EUR EUR USD USD EUR USD USD EUR EUR USD JPY JPY USD GBP USD EUR USD EUR USD EUR EUR USD EUR EUR USD USD EUR USD USD EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR EUR USD USD USD EUR USD GBP USD USD

194.33 15.88 6.83 30.71 25.09 23.01 37.42 3.3 5.63 5.14 10.8 10.78 27.63 10.41 5.07 4.9 11.96 81.4 9.8 6.43 16.86 14.1 108.57 6.79 7.8 8.16 6.09 8.02 137.59 53.65 82.35 74.6 123.5 88.32 107.72 116.32 911.96 111.55 8.88 4.63 3.92 4.67 79.88 13.54 5.99 111.4 7.77 5.2 3.75 81.69 107.98 93.49 110.75 148.74 6195 8403 6.65 5.4 13.7 4.16 9.62 46.7 63.23 53.49 4.76 6.68 4.72 4.74 7.45 6.9 19.37 28.06 24.76 107.22 6.11 9.4 18.06 9.03 5.97 6.63 5.59 8.68 1.91 12.04 10.03 7.38 8.91 30.11 8.46 4.11 9.44

Divisa

Divisa

Fundo

Último valor€

Divisa

Fundo

Último valor€

Divisa

Fundo

Último valor€

Divisa

PF(LUX)-GREATER CHINA-R

USD

277.3

SISF Strategic Bond EUR Hdg A Acc

111.83

EUR

SKANDIA US ALL CAP VALUE FUND

USD 9.7427

PF(LUX)-INDIAN EQ-R

USD 266.88

SISF US Dollar Bond EUR Hdg A Acc

112.65

EUR

SKANDIA US VALUE FUND

USD

PF(LUX)-JPNL LDX-R

JPY 8554.27

SISF US Small & Mid EUR Hg A Acc

71.12

EUR

SKANDIA US VALUE FUND

USD 6.7628

PF(LUX)-JPN EQ SEL-HR-EUR

EUR

SISF US Large Cap EUR Hedged A Acc

66.07

EUR

SKANDIA US CAPITAL GROWTH FUND

USD 8.2808

PF(LUX)-JPN EQ SEL-R

JPY 7177.8

SISF BRIC (Braz Ru In Ch) EUR A Acc

108.55

EUR

SKANDIA US CAPITAL GROWTH FUND

USD 8.2898

PF(LUX)-JAPANESE EQ SELECTION-R

EUR

SISF Emerging Asia EUR A Acc

12.48

EUR

SKANDIA TOTAL RETURN USD BOND FUND EUR 10.9003

50.98 54.16

6.75

Valor

PF(LUX)-JPN EQ 130/30-R

JPY 4135.94

SISF Emerging Markets EUR A Acc

6.63

EUR

SKANDIA TOTAL RETURN USD BOND FUND USD

EUR

27.31

PF(LUX)-JAPANESE EQUITIES 130/30-R

EUR

31.21

SISF QEP Glob Act Value EUR A Acc

69.91

EUR

SKANDIA USD RESERVE FUND

USD 1.1108

AMERICAN FRANCHISE B

EUR

14.03

PF(LUX)-JAPANESE MID-SMALL CAP-R

EUR

59.38

SISF Glbl Clim Chge Eqty EUR A Acc

6.66

EUR

SKANDIA USD RESERVE FUND

USD

ASIAN EQUITY B

EUR

19.2

PF(LUX)-JPN SMID CAP-R

JPY 7869.53

SISF Global Equity Alpha EUR A Acc

66.66

EUR

SKANDIA EMERGING MARKET DEBT FUND EUR 9.9771

ASIAN PROPERTY B

EUR

8.69

PF(LUX)-LATAM LCL CCY DBT-R

USD 106.55

SISF Glbl Emgng Mkt Opps EUR A Acc

9.54

EUR

SKANDIA EMERGING MARKET DEBT FUND USD 12.8144

COMMODITIES ACTIVE GSLE B

EUR

12.64

PF(LUX)-PAC (EXJPN) LDX-R

USD

190.5

SISF Global Energy EUR A Acc

18.11

EUR

SKANDIA EMERGING MARKET DEBT FUND USD 10.3572

DIV. ALPHA PLUS VAR 400 EUR B

EUR

24.76

PF(LUX)-RUSSIAN EQ-R

USD

40.71

SISF Global Equity Yield EUR A Acc

57.77

EUR

SKANDIA EMERGING MARKET DEBT FUND USD 8.4271

DIV. ALPHA PLUS VAR 800 EUR B

EUR

23.84

PF(LUX)-SECURITY-R

USD

80.01

SISF GEM Commodities EUR A Acc

61.37

EUR

SKANDIA EMERGING MARKET DEBT FUND USD 10.823

EMERG EUROP, M-EAST & AFRICA EQ B

EUR

35.52

PF(LUX)-SMALL CAP EU-R

EUR 355.32

SISF QEP Global Quality EUR A Acc

66.69

EUR

SKANDIA SWISS EQUITY FUND

CHF 11.3825

EMERGING MARKETS DEBT B

EUR

34.03

PF(LUX)-TIMBER-R

USD

74.87

SISF Greater China EUR A Acc

20.42

EUR

SKANDIA HEALTHCARE FUND

USD 7.9846

EMERGING MARKETS DOMESTIC DEBT B

EUR

19.39

PF(LUX)-US EQ-R

USD

77.92

SISF Latin American EUR A Acc

25.19

EUR

SKANDIA TECHNOLOGY FUND

USD 6.8506

EMERGING MARKETS EQUITY B

EUR

16.84

PF(LUX)-US EQ SEL-HR-EUR

EUR

63.07

SISF Middle East EUR A Acc

6.27

EUR

SKANDIA TECHNOLOGY FUND

EUR 7.0507

EURO BOND B

EUR

10.27

PF(LUX)-US EQ SEL-R

USD

82.73

SISF Pacific Equity EUR A Acc

5.6

EUR

EURO CORPORATE BOND B

EUR

30.6

PF(LUX)-USA LDX-R

USD

70.67

SISF US Sml & Mid-Cap Eq EUR A Acc

76.46

EUR

EURO LIQUIDITY B

EUR 11.8954

PF(LUX)-USD GVT BDS-R

USD

494.1

SISF US Large Cap EUR A Acc

35.08

EUR

EURO STRATEGIC BOND B

EUR

26.9

PF(LUX)-USD LIQ-R

USD 128.64

SISF Asian Local Ccy Bd SGD Hg A Acc

9.73

SGD

EUROPEAN CURR. HIGH YIELD BOND B

EUR

10.5

PF(LUX)-USD SMT BDS-R

USD 118.62

SISF Asian Bond SGD Hg A Acc

8.99

SGD

SGAM Fund

EUROPEAN EQUITY ALPHA B

EUR

18.62

PF(LUX)-(USD) SOV LIQ-R

USD 101.41

SISF China Opps SGD Hg A Acc

6.25

SGD

EUROPEAN PROPERTY B

EUR

11.61

PF (LUX)-WATER-R

USD 143.44

SISF Glbl Clim Chge Eqty SGD A Acc

6.78

SGD

distribution@sgam.com www.sgam.com

EUROPEAN SMALL CAP VALUE B

EUR

24.19

PF(LUX)-WATER-R

EUR 102.52

SISF Glb Div Maximsr SGD A Acc

5.95

SGD

EUROZONE EQUITY ALPHA B

EUR

5.15

SISF Glbl Emgng Mkt Opps SGD A Acc

9.87

SGD

FX ALPHA PLUS RC 200 EURO B

EUR

25.22

SISF Latin American SGD A Acc

51.38

SGD

FX ALPHA PLUS RC 400 EURO B

EUR

24.43

SISF Middle East SGD A Acc

5.77

SGD

FX ALPHA PLUS RC 800 EURO B

EUR

22.84

SISF Pacific Equity SGD A Acc

7.48

SGD

GLOBAL BOND B

EUR

20.55

SISF Glbl Inf Lkd Bd USD Hdg A Acc

23.72

USD

GLOBAL BRANDS B

EUR

29.12

SISF EURO Corporate Bd USD Hd A Acc 102.51

USD

GLOBAL CONVERTIBLE BOND B

EUR

19.41

SISF Japanese Equity Alpha USD A Acc

8.33

USD

GLOBAL PROPERTY B

EUR

9.63

7.79

USD

GLOBAL SMALL CAP VALUE B

EUR

16.85

GLOBAL VALUE EQUITY B

EUR

18.76

ALPHA ADV. EUROPE FIXED INCOME B

INDIAN EQUITY B

EUR

13.51

JAPANESE EQUITY ADVANTAGE B

EUR

12.88

JAPANESE VALUE EQUITY B

EUR

5.16

LATIN AMERICAN EQUITY B

EUR

29.18

SHORT MATURITY EURO BOND B

EUR

16.71

US BOND B

EUR

12.04

US EQUITY GROWTH B

EUR

14.84

US PROPERTY B

EUR

14.91

US SMALL CAP GROWTH B

EUR

17.89

US VALUE EQUITY B

EUR

9.07

USD LIQUIDITY B

USD 12.5456

+34 91 538 25 00

www.pictetfunds.pt Fundo

Divisa

Valor

EUR

104.5

PF(LUX)-ASN EQ (EXJPN)-HR-EUR

EUR

96.85

PF(LUX)-ASN EQ (EXJPN)-R

USD 124.02

PF(LUX)-ABSL RTN GLO DIV-R

Description Currency Share Pioneer Fund - US Pioneer Fund EUR Pioneer Fund - Core European Equity EUR Pioneer Fund - Emerging Europe and Mediterr Equity EUR Pioneer Fund - Emerging Markets Bond EUR Pioneer Fund - Emerging Markets Equity EUR Pioneer SF - Euro Inflation Linked EUR Pioneer Fund - Euro Short-Term EUR Pioneer Fund - Euroland Equity EUR Pioneer Fund - European Quant Equity EUR Pioneer Fund - European Research EUR Pioneer Fund - European Small Companies EUR Pioneer Fund - Global Trends EUR Pioneer Fund - Global Sustainable Equity EUR Pioneer Fund - Global TMT EUR Pioneer Fund - Greater China Equity EUR Pioneer Fund - Italian Equity EUR Pioneer Fund - Japanese Equity EUR Pioneer Fund - Total Return Currencies EUR Pioneer Fund - Pacific (Ex Japan) Equity EUR Pioneer Fund - Top Global Players EUR Pioneer Fund - US Research EUR Pioneer Fund - US Dollar Short-Term EUR Pioneer Fund - US Research EUR

PF(LUX)-ASIAN EQ (EX-JAPAN)-R

EUR

PF(LUX)-ASN LCL CCY DBT-R

USD 115.83

PF(LUX)-BIOTECH-R

USD 253.38

SISF Swiss Small & Mid Cap A Acc

PF(LUX)-BIOTECH-R

EUR 180.76

SISF Strategic Bond A Acc

PF(LUX)-EASTERN EU-R

EUR 204.12

PF(LUX)-EM LCL CCY DBT-HR-EUR

EUR

PF(LUX)-EM LCL CCY DBT-R

USD 139.86

SISF Taiwanese Equity A Acc

PF(LUX)-EM MKTS LDX-R

USD

SISF US Dollar Bond A Acc

PF(LUX)-EM MKTS-R

USD 388.16

SISF UK Equity A Acc

PF(LUX)-EMERGING MARKETS-R

EUR 279.07

SISF US Large Cap Alpha A Acc

PF(LUX)-EUR BDS-R

EUR 365.66

SISF US Small & Mid-Cap Eq A Acc

PF(LUX)-EUR CORP BDS-R

EUR 134.46

SISF US Smaller Companies A Acc

PF(LUX)-EUR GVT BDS-R

EUR 112.88

SISF US Large Cap A Acc

PF(LUX)-EUR HY-R

EUR 114.48

PF(LUX)-EUR INFL LK BDS-R

EUR 106.22

PF(LUX)-EUR LIQ-R

EUR

PF(LUX)-EUR SMT BDS-R

EUR 118.72

PF(LUX)-EUROLAND LDX-R

EUR

70.41

SISF Glob Mgd Ccy EUR A Acc

PF(LUX)-EU SUST EQ-R

EUR 104.89

SISF Glob Mgd Ccy GBP A Acc

PF(LUX)-EU LDX-R

EUR

SISF Asian Tot Ret EUR Hdg A Acc

PF(LUX)-EU EQ SEL-R

EUR 318.91

SISF Asian Conv Bd EUR Hdg A Acc

PF(LUX)-(EUR) SOV LIQ-R

EUR 102.19

SISF Asian Bond EUR Hg A Acc

PF(LUX)-GENERICS-HR-EUR

EUR

78.52

PF(LUX)-GENERICS-R

EUR

70.49

PF(LUX)-GENERICS-R

USD

PF(LUX)-GLO EM CCY-HR-EUR PF(LUX)-GLO EM CCY-R PF(LUX)-GLO MEGATR SEL-R PF(LUX)-GLOBAL BONDS-R PF(LUX)-GLO EM DBT-R

NAV / 2.78 4.55

169.9

SISF Asian Equity Yield A Dis

11.02

USD

SISF Asian Local Currency Bond A Dis

95.15

USD

6.95

USD

13.77

EUR

SISF Asian Bond A Dis SISF Em Europe Debt Abs Ret A Dis

10.85 5.73 5.05 52.85 5.63 2.96 38.46 2.21 5.9 3.22 2.51 1.34 6.83 5.1 1.63 4.78 4.64 2.88 2.9 3.61 2.9

89.17

94.45

SISF Japanese Large Cap USD A Acc

SISF EURO Bond A Dis SISF European Div Maxmsr A Dis SISF European Equity Alpha A Dis SISF European Large Cap A Dis

7.59

EUR

50.89

EUR

27.97

EUR

100.97

EUR

7.32

EUR

SISF European Equity Yield A Dis SISF EURO Equity A Dis

15.05

EUR

SISF Emer Mkts Debt Abs Ret A Dis

13.37

USD

SISF Emerging Europe A Dis

11.96

EUR

SISF Emerging Markets A Dis

8.87

USD

SISF European Smaller Companies A Dis 13.58

EUR

SISF EURO Short Term Bond A Dis

4.57

EUR

SISF EURO Government Bond A Dis

5.91

EUR

9.7

EUR

SISF European Defensive A Dis SISF EURO Dynamic Growth A Dis

2.23

EUR

SISF QEP Global Act Value A Dis

87.32

USD

SISF Global Div Maximiser A Dis

4.92

USD

SISF Global Equity A Dis

10.56

USD

SISF Global Equity Yield A Dis

71.85

USD

SISF Glbl High Yld A Dis

17.34

USD

SISF Global Bond A Dis

7.2

USD

83.73

USD

SISF Global Smaller Cos A Dis SISF Global Corporate Bond A Dis

5.05

USD

SISF Hong Kong Dollar Bond A Dis

15.13

HKD

STS Consvtve Ptf EURO Sch MM C1 Dis 83.13

EUR

SAS Agriculture Fund EUR Hdg A Acc

94.33

EUR

SAS Commodity Fund GBP Hdg C Dis

94.6

GBP

www.schroders.pt 15.64

CHF

117.06

USD

SISF Strategic Credit A Acc

100.5

EUR

SISF Swiss Equity A Acc

21.82

CHF

8.33

USD

16.58

USD

2.01

GBP

Fundo

71.69

USD

SKANDIA GREATER CHINA EQUITY FUND

USD 24.8097

107.06

USD

SKANDIA GREATER CHINA EQUITY FUND

USD 12.831

52.84

USD

SKANDIA GLOBAL BOND FUND

EUR 11.2343

48.93

USD

SKANDIA GLOBAL BOND FUND

USD 10.1614

SISF US Dollar Liquidity A Acc

105.34

USD

SKANDIA GLOBAL BOND FUND

USD 14.1656

SISF World Def 3 Monthly A Acc

79.01

EUR

SKANDIA GLOBAL EQUITY FUND

USD 11.066

SISF EURO Government Liquidity A Acc 100.21

EUR

SKANDIA GLOBAL EQUITY FUND

USD 10.5771

SISF Global Managed Currency A Acc

USD

SKANDIA US LARGE CAP GROWTH FUND

USD 8.8813

101.23

EUR

SKANDIA US LARGE CAP GROWTH FUND

USD

100.64

GBP

SKANDIA PACIFIC EQUITY FUND

USD 23.2948

91.49

EUR

SKANDIA PACIFIC EQUITY FUND

USD 22.3768

88.38

EUR

SKANDIA EUROPEAN EQUITY FUND

USD 11.1561

94.59

EUR

SKANDIA EUROPEAN EQUITY FUND

USD 10.6557

SISF Em Mk Dt Abs Ret EUR Hg A Acc

25.93

EUR

SKANDIA JAPANESE EQUITY FUND

USD 9.0938

SISF QEP Glb Act Val EUR Hdg A Acc

59.13

EUR

SKANDIA JAPANESE EQUITY FUND

USD 8.8077

98.62

SISF Global Conv Bd EUR Hdg A Acc

83.86

EUR

SKANDIA SWEDISH EQUITY FUND

SEK 8.6281

EUR

62.27

SISF Glb Clim Chge Eq EUR Hg A Acc

USD

97

133.4

79.07

98.91

Divisa

Valor

6.43

EUR

SKANDIA SWEDISH BOND FUND

SEK 14.7637

22.36

EUR

SKANDIA SEK RESERVE FUND

SEK 12.106

USD 107.28

SISF Glbl Propty Sec EUR Hdg A Acc

73.54

EUR

SKANDIA EUROPEAN OPPORTUNITIES FUND USD 9.6455

USD 156.82

SISF Global Corporate Bond EUR Hdg A Acc109.53 EUR

SKANDIA EUROPEAN OPPORTUNITIES FUND USD 9.5191

USD 212.09

SISF Japanese Equity EUR Hdg A Acc

SKANDIA US ALL CAP VALUE FUND

EUR

1.109

14.35 1074.77 31.43 133.23 23.16 39.37 10.59 12.53 153.66 48.46 87.58 5.71 15.81 12.70 68.16 30.80 17.43 5.69 71.78 11.29 18.68 79.88 7606.28 133.52 69.35 156.23 24.02 156.18 142.14 8811.17 160.16 110.68 120.05 38.45 105.15 120.39 43.49 148.99 40.15 20.50 156.32 40.19 58.35 38.28 11.30

8.374

SISF Glbl High Yld EUR Hdg A Acc

55.19

SGAM Fund - EQUITIES / CHINA EUR SGAM Fund - EQUITIES JAPAN SMALL CAP JPY SGAM Fund - EQUITIES / CONCENTRATED EUROPEUSD SGAM Fund-DIVERSIFIED ABSOLUTE RETURN USD SGAM Fund - EQUITIES / EMERGING EUROPE USD SGAM Fund - BONDS / CONVERGING EUROPE USD SGAM Fund - EQUITIES / GLOBAL ENERGY EUR SGAM Fund - EQUITIES / EUROLAND USD SGAM Fund - BONDS / ABSOLUTE RETURN INTEREST RATE USD SGAM Fund - EQUITIES / LUXURY AND LIFESTYLEEUR SGAM Fund - EQUITIES EUROLAND GROWTH USD SGAM Fund - EQUITIES / GLOBAL EMERGING COUNTRIES EUR SGAM Fund - EQUITIES / GLOBAL EUR SGAM Fund - EQUITIES / EUROLAND FINANCIAL USD SGAM Fund - EQUITIES / ASIA PAC DUAL STRATEGIES EUR SGAM Fund - BONDS EURO CORPORATE USD SGAM Fund - EQUITIES / GOLD MINES EUR SGAM Fund - EQUITIES / ASIA PAC DUAL STRATEGIES EUR SGAM Fund - EQUITIES / JAPAN CONCENTRATEDUSD SGAM Fund - EQUITIES JAPAN SMALL CAP USD SGAM Fund - EQUITIES / JAPAN TARGET USD SGAM Fund - EQUITIES / JAPAN COREALPHA USD SGAM Fund - EQUITIES / JAPAN COREALPHA JPY SGAM Fund - EQUITIES / CHINA EUR SGAM SIF- EQUITIES GLOBAL SRI EUR SGAM Fund - BONDS EURO AGGREGATE CORE PLUS USD SGAM Fund - BONDS / EUROPE HIGH YIELD USD SGAM Fund - BONDS EURO AGGREGATE USD SGAM Fund - BONDS/ OPPORTUNITIES USD SGAM Fund - EQUITIES / JAPAN COREALPHA JPY SGAM Fund - EQUITIES / EUROLAND SMALL CAPUSD SGAM Fund - EQUITIES CONCENTRATED EUROLAND USD SGAM Fund - EQUITIES / EUROPE OPPORTUNITIES USD SGAM Fund - BONDS / EUROPE EUR SGAM Fund-BONDS GLOBAL MULTI STRATEGIESEUR SGAM Fund - EQUITIES / EUROLAND VALUE USD SGAM Fund-EQUITIES GLOBAL ENVIRONMENT OPPORTUNITIE EUR SGAM Fund - BONDS ABSOLUTE RETURN FOREXUSD SGAM Fund - BONDS / WORLD USD SGAM Fund - EQUITIES / EUROLAND CYCLICALS USD SGAM Fund - BONDS / EURO INFLATION LINKEDUSD SGAM Fund - BONDS / EURO EUR SGAM Fund - BONDS / WORLD SGD SGAM Fund - MONEY MARKET / EURO USD SGAM Fund - MONEY MARKET / USD EUR

9.807

USD 9.7337

A informação nos fundos WestLB Mellon Compass Funds é indicada sob “BNY Mellon Asset Management Fonte: Euronext Lisboa / Clientes Nota 1: Segundo a fiscalidade portuguesa, os fundos de investimento mobiliário nacionais são tributados na fonte. Por essa razão, as rentabilidades apresentadas são líquidas de impostos para participantes singulares. Inversamente, os fundos estrangeiros comercializados em Portugal não estão sujeitos à retenção na fonte, e portanto as rentabilidades apresentadas são brutas. Nestes fundos, é da responsabilidade dos participantes declarar à autoridade fiscal os rendimentos obtidos, que serão assim englobados na sua declaração de rendimentos. Nota 2: Os fundos internacionais estão ordenados por ordem alfabética, sem identificar se se trata de fundos de acções, obrigações ou outros.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 39

OUTROS MERCADOS

Câmbios e taxas de juro

Eurolist Dívida Pública Valor mobiliário

Euro dólar

Receios económicos penalizam euro

Taxa juro %

OT-JUL 3.95%09

3.95

Maturid.

Eurolist Unidades de Participação Últ. cot.

Data últ.

Mont. cot.

Cot. Yeld negoc. ant.

15 JUL 2009 98.99 06 JUL 200914120 100.1

0

OT-MAIO 5.85%10 5.85

20 MAY 2010

0

23 OCT 2008 0

104.99

0

OT-JUN 5 1/7%11 5.15

15 JUN 2011

0

10 OCT 2008 0

104.85

0

OT-SET 5 4/9%13

23 SEP 2013

0

15 MAY 2009 0

107

0

5.45

Eurolist Outros fundos públicos

A moeda única desvalorizou ontem face ao dólar. Os dados económicos negativos divulgados, como o do sector dos serviços norte-americanos, fizeram os investidores estarem mais cautelosos, procurando refúgio em moedas consideradas mais defensivas, como a “nota verde” e o iene. “As pessoas estão a reavaliar as suas visões sobre a economia. A força tem estado do lado da aversão ao risco”, afirmou um analista citado pela Reuters. O euro cotou-se abaixo dos 1,40 dólares, cedendo 0,21% para a divisa da maior economia do mundo. ■

Euribor 3 meses

Título Últimas 30 sessões

Taxas do euro

Últimas 30 sessões

1.048

Euribor 6 meses

1.456

EURIBOR USD

EUR

GBP

JPY

CHF

0.26688 0.2825 0.28938 0.30125 0.39875 0.55875 0.73625 0.90875 1.05125 1.1375 1.22125 1.2975 1.37125 1.44938 1.53125

0.26625 0.42 0.495 0.6675 0.84875 1.0375 1.1275 1.20313 1.2725 1.30813 1.3425 1.3775 1.40563 1.4325 1.45625

0.5475 0.58375 0.59625 0.64188 0.92625 1.14125 1.2275 1.3025 1.3725 1.425 1.475 1.52438 1.56875 1.61688 1.665

0.12375 0.15625 0.1725 0.23125 0.3475 0.4525 0.55 0.635 0.69875 0.73563 0.755 0.7875 0.80875 0.83688 0.865

0.08667 0.115 0.14 0.19 0.29 0.39333 0.41667 0.45667 0.505 0.56167 0.60833 0.64833 0.70667 0.75333 0.80333

Prazo 1 Semana 1 Mês 2 Meses 3 Meses 4 Meses 5 Meses 6 Meses 7 Meses 8 Meses 9 Meses 10 Meses 11 Meses 12 Meses

Última 0,435 0,684 0,863 1,048 1,126 1,197 1,268 1,303 1,336 1,376 1,404 1,431 1,456

Rentabilidades Internacionais O/N 3 Meses 1 Ano 2 Anos 5 Anos 10 Anos 30 Anos Tx. desconto Prime-rates

EUA 5.23 5.05 -4.59 4.54 4.65 4.84 6.25 8.25

Japão 0.45 0.56 0.67 0.83 1.21 1.66 2.36 0.75 2.2

R. Unido 5.17 5.49 5.59 5.46 5.24 4.97 4.43 .... 5.25

Moeda Franco belga Marco alemão Peseta Franco francês Libra irlandesa Lira italiana Franco luxemburguês Florim Xelim austríaco Escudo Markka finlandesa Dracma

1.268

Euribor 12 meses

LIBOR Prazo

Taxas irrevog. Taxas bilat. do euro indic. esc. 40.3399 4.96982 1.95583 102.505 166.386 1.20492 6.55957 30.5633 0.787564 254.560 1936.27 0.10354 40.3399 4.96982 2.20371 90.9748 13.7603 14.5696 200.482 – 5.94573 33.7187 340.750 0.588355

Câmbios Últimas 30 sessões

Últimas 30 sessões

Overnight 1 semana 2 semanas 1 mês 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 7 meses 8 meses 9 meses 10 meses 11 meses 1 ano

1,3944

Anterior 0,439 0,7 0,871 1,059 1,138 1,208 1,277 1,314 1,348 1,388 1,415 1,443 1,468

Moeda Dólar dos EUA Dólar australiano Lev da Bulgária Dólar canadiano Franco suíço Coroa checa Coroa dinamarquesa Coroa da Estónia Libra esterlina Dólar de Hong-Kong Forint da Hungria Coroa da Islândia Iene do Japão Won da Coreia do Sul Litas da Lituânia Lats da Letónia Coroa norueguesa Dólar da N. Zelândia Zloty da Polónia Coroa sueca Dólar de Singapura Coroa da Eslováquia Lira turca Rand da África do Sul Real brasileiro

X por 1 euro 1.3897 1.7605 1.9558 1.6193 1.5198 25.954 7.4461 15.6466 0.8612 10.7704 273.7 290 132.44 1762.78 3.4528 0.6969 9.054 2.2175 4.387 10.9205 2.0265 30.126 2.1574 11.135 2.7401

Cross dólar --1.266820177 1.407354105 1.165215514 1.093617327 18.67597323 5.358062891 11.25897676 0.619702094 7.750161905 196.9489818 208.678132 95.30114413 1268.460819 2.484565014 0.501475139 6.515075196 1.59566813 3.156796431 7.858170828 1.458228395 21.67806001 1.552421386 8.012520688 1.971720515

Nota: Taxas de câmbio de referência do Banco Central Europeu, de cerca das 12:30 horas

OT/Benchmark/MEDIP

Alemanha --4.08 4.04 4.05 4.08 4.26 .... ....

França -3.81 4.04 4.06 4.07 4.13 4.31 .... ....

Itália ---4.1 4.14 4.3 4.61 .... 7.125

Prazo 1 Ano 2 Anos 4 Anos 5 Anos 6 Anos 7 Anos 8 Anos 9 Anos

Cupão 3.25 3.95 3.2 5 5.45 4.375 3.35 4.2

Maturidade 39644 40009 40648 41075 41540 41806 42292 42658

Fecho 99.002 99.922 97.007 104.46 107.96 101.88 94.67 100.255

Yield 4.045 3.979 4.015 4.031 4.027 4.067 4.099 4.161

Matérias-primas Brent* (USD/Barril) Londres

Metais Londres Fixing manhã 924.5 1303 1150 244

OURO PRATA PLATINA PALADIO 65.61

Últimas 6 sessões

Petrolíferas Londres BRENT AUG9 SEP9 OCT9 NOV9 DEC9 JAN0 FEB0 GASOLEO NOV1 DEC1 JAN2 FEB2 MAR2 APR2 MAY2

Máx. 65.46 65.98 66.49 67.08 67.83 67.79 68.18 Máx. 0 75.5 0 0 0 0 0

Min. 63.26 63.72 64.43 65.24 66 66.86 67.63 Min. 0 75.17 0 0 0 0 0

Fecho 65.61 66.11 66.81 67.62 68.36 68.99 69.52 Fecho 76.27 76.46 76.64 76.81 76.96 77.1 77.24

Máx. 63.00 64.20 65.05 65.72 66.35 66.55 0.00

Min. 61.70 62.95 63.84 64.59 65.98 65.81 0.00

Fecho 61.55 62.77 63.71 64.45 65.06 65.56 66.00

GASOLEO JUN0 JUL0 AUG0 SEP0 OCT0 NOV0 DEC0 JAN1

Máx. 0 0 0 0 0 0 65.9 0

Min. 0 0 0 0 0 0 65.6 0

Fecho 65.99 65.87 65.75 65.63 65.51 65.39 65.26 65.15

Fixing Tarde 921.5 1344 1160 243

Fecho 932.75 1344 1185 250

Metais LME Por Tonelada BID 4990.0 1595.0 1540.0 16250 14450/ 1420.0 1395.0

COBRE ALUMINIO ZINCO NIQUEL CHUMBO ESTANHO ALUM. ALLOY

ASK 91.0 96.0 40.5 16255 4500 35.0 05.0

Oleaginosas Roterdão Produto

Entrega contrato

Ontem venda

Véspera venda

SOJA Jul09 Aug09 Sep09

528.9 496.9 490.5

536.7 501.7 496.1

COLZA

Petrolíferas Nova Iorque CRUDE JAN7 FEB7 MAR7 APR7 MAY7 JUN7 JUL7

Agrícolas Londres

Aug09/Oct09 600 Nov09/Jan10 630 Feb10/Apr10 645

615 640 655

Jul09 815 Aug09/Sep09 825 Oct09/Dec09 845

825 850 870

GIRASSOL

COCO JUL09 SEP09 DEC09

1618 1651 1687

183 155 23

Jul09/Sep09 645 Oct09/Dec09 645 Oct09/Dec09 680

665 665 680

PALMA BRUTA

Ouro* (USD/Onça) Londres

Metais não ferrosos Base metal laminados Cobre Latão 63/37 Latão 67/33 Latão 70/30 Latão 85/15 Bronze

02/07/09 4,472 3,503 3,608 3,686 4,079 4,956

03/076/09 4,472 3,502 3,607 3,686 4,079 4,958

Últimas 6 sessões

932.75

CACAU JUL9 SEP9 DEC9 MAR0 MAY0 JUL0 SEP0

Máx. 1578 1608 1614 1613 1609 1605 1606

Min. 1554 1587 1598 1594 1592 1600 1606

Fecho 1576 1605 1615 1612 1608 1610 1608

AÇUCAR AUG9 OCT9 DEC9 MAR0 MAY0 AUG0 OCT0

Máx. 446.5 464.2 470.8 480.1 469.5 464.9 460.3

Min. 436.9 455.6 463 472.5 469.5 463.4 460.3

Fecho 440.7 458.9 467.2 477.2 471 465.7 464.7

Agrícolas Chicago Máx. 346.75 342 353.25 368 378 387.25 390

Min. 339 335.5 346.5 358.5 367.75 375.75 384.75

Fecho 345.75 345.75 357.5 371 380.5 389.75 395

TRIGO JUL9 SEP9 DEC9 MAR0 MAY0 JUL0 SEP0 SOJA JUL9 AUG9 SEP9 NOV9 JAN0 MAR0 MAY0

Máx. 501 530.75 557 574.75 584 596 603.75 Máx. 1239 1148 1057 995 993 985.5 968

Min. 491.25 519 545 562.75 577 586.75 598.25 Min. 1204 1122 1027 963.25 967 961.75 952

Fecho 500.25 529 555 572.75 584.5 594.75 608.75 Fecho 1243 1154 1061 1006 1007.7 1001 983.5

Agrícolas Nova Iorque Máx. 97.5 101.5 84 94 100 91.75 100.5

Min. 45 45.25 49.67 51.38 51.72 66.19 53.87

Fecho 59 60.92 63.19 64.39 65.42 67.12 68.39

4,375

Montante neg.(milh.) 41

CMSINTRA97

3,375

0

CP-T.VR.95

2,795

0

Preço fecho % v. nomin. 99,11

Data cot. anterior 2003-02-25

Cotação anterior 99,00

2003-03-05

99,40

EXPO9897.2

3,146

0

2001-07-12

99,90

G.R.M...94

2,6875

0

2003-02-14

99,50

GRA..1A.92

3,5625

0

2003-02-21

99,90

GRA..1A.93

4,15

0

2002-11-06

100,00

LISBOA.99

2,708

0

LISNA.91-A

2,875

0

2003-03-06

97,00

LISNA.91-B

2,875

0

2003-03-06

97,00

LISNAVE.92

2,844

0

2003-03-07

96,92

P.EXPO9897

2,739

0

2002-12-04

100,00

3,0

0

2001-02-09

100,17

RAM..96/06

2,656

0

1996-11-04

100,60

RAM.01/16

3,381

0

2002-09-17

100,20

RAM.1.S.97

2,713

0

1997-12-31

100,00

RAM.2E 96

2,748

0

1997-12-31

100,00

RAM.98

2,755

0

1999-06-30

100,00

RAM.99

2,913

0

SINTRA2S97

3,375

0

RAA.96

Eurolist/Obrigações Diversas Título

Taxa juro

Montante neg.(milh.)

Preço fecho % v. nomin.

Data cot. anterior

Cotação anterior 98,59

BCPIEM0405

2,0

110

98,65

2003-03-07

J.MART.W96

2,40625

72

97,76

2003-03-07

96,32

CONTIN..95

3,5625

65

99,89

2003-03-06

99,91

BCPICG1005

0,0

57

91,95

2003-02-26

91,68

BCPA TEL00

0,0

49

93,72

2003-03-07

93,65

BCPI7%1003

7,0

45

100,56

2003-02-21

100,80

BCPICG33PL

0,0

37

93,56

2003-03-07

93,49

BCPI IDJ04

6,25

25

103,47

2003-03-07

103,44

BCPA TM 00

0,0

25

92,00

2003-03-07

91,92

BPICSSEU00

0,0

19

98,86

2003-02-28

98,81

BCPI IM 05

0,0

16

95,92

2003-02-27

96,08

BPI CM1E00

0,0

15

95,40

2003-03-07

95,34

BPI.CAZE01

0,0

15

100,95

2003-03-07

100,81

BCPIEGLB01

0,0

13

93,50

2003-02-28

93,20

BPI.CS2.01

0,0

13

100,74

2003-03-06

100,42

BCPIAP0703

7,25

11

99,50

2003-03-07

99,47

BCPIEUR.01

0,0

11

101,11

2003-03-07

101,07

TOTMUND02

0,0

10

94,41

2003-03-07

94,35

BPI.CSZE00

0,0

10

107,27

2003-03-07

107,27

BPI.OBCS01

3,65

9

100,01

2003-03-06

100,00

BPI CM4E00

0,0

6

95,01

2003-03-07

94,94

CGDVERAC00

0,0

5

98,40

2003-03-05

98,40

BPI.CSQ01

0,0

5

102,73

2003-03-07

102,66

BCPIAP0803

7,25

5

99,91

2003-03-06

100,01

BPI.CSRM02

0,0

5

100,02

2003-03-06

100,01

BCPAISTX00

0,0

5

94,88

2003-03-03

94,69

BCPA CGI99

0,0

5

94,21

2003-03-07

94,21

BCPIAP0804

0,0

5

94,81

2003-03-07

94,76

BCPIAP0704

0,0

3

94,99

2003-03-06

94,97

SCP.RF0205

6,45

3

92,00

2003-03-06

92,00

BSPPNI9M00

3,0

3

98,91

2003-02-28

98,81

BCPA MED00

0,0

2

91,79

2003-02-27

91,54

BPI.CSIM01

0,0

2

92,25

2003-03-07

92,12

BPICSZE200

0,0

2

92,20

2003-03-07

91,10

BCPIAP09037

7,25

1

100,28

2003-03-06

100,29

BCPIAP0904

0,0

1

94,22

2003-03-06

94,24

INPAR.9804

3,138

1

95,02

2003-03-06

95,50

BPI CM3E00

0,0

1

95,18

2003-03-06

95,02

BPIRF30003

4,0

1

99,78

2003-02-25

99,83

CPPEUR.+01

0,0

1

102,50

2003-03-07

102,48 92,75

ENG.WARR98

MILHO JUL9 SEP9 DEC9 MAR0 MAY0 JUL0 SEP0

ALGODÃO OCT9 DEC9 MAR0 MAY0 JUL0 OCT0 DEC0

CMOEIRAS93

Taxa juro

1,555

0

95,00

2003-02-26

BCPI IDJ05

0,0

0

92,41

2003-03-07

92,38

BSPBEURP01

0,0

0

102,81

2003-02-21

102,66

PUB

Título

Quant. transac. 0 0 51 100 678 488

EUROSUL M.ACC.EURO N.ECONOMIA REDES C.98 SAUDELAZER VALFUT2005

Fecho E

46,15 49,01 48,01 46,41

Fecho Esc. 0 0 9252 9826 9625 9304

Data cot. anterior 2003-03-07 2003-03-07 2003-03-06 2003-02-14 2003-02-10 2003-02-28 2002-03-15

Cotação anterior 95,00 100,00 100,00 61,52 53,41 60,00 101,25

Eurolist - Titulos de Participação Título B.MELLO.87 BFN.....87 BFN.2...87 BTA ....87 CPP.....88 CPP.....89 PETROGAL93

Taxa juro 3,652 3,564 2,958 2,42559 2,56908 2,92688 3,9

Montante neg.(milh.) 0 0 0 0 0 0 0

Preço fecho % v. nomin.

58,51

Mercado s/ Cotações Título Norvalor Oliveira e Irmão R.P. Centro Sul Sopragol Transinsular Vista Alegre

Data 06 MAY 2009 19 JUN 2001 01 SEP 2006 16 AUG 2006 17 JAN 2005 14 OCT 1998

Últim. Var. Var % Quant. cot. ant. transac. ano 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Máx. ano 2.5 0 4.75 2.3 20 0

Mín. Comp. anual 1.21 0 4.75 2.3 20 0

Eurolist/Obrigações Diversas Título SAL.CAE.99 BPI.CSP.99 BPSM-2E.95 BFBCSFR.98 BSMTOP97.1 CISF.PSI99 BPIEURO04 BPICSBRA99 BPI-MULTI. CIN...9904 ADP.98.05 BPA.SUB.96 BTA.TOPS97 M.LEA.1E98 M.LEA.2E98 DBLEASIN94 BCP.SUB.95 CR.1E.1S98 V.ALEGRE05 CCCAM...96 B.MELLO95S BNC.SUB.97 BNCTXVAR99 FINANTIA95 CHE.RM1.98 CHE.CG1.98 TECN.J/SUP M.COMPA.98 SODIM-TV97 GDL.TX.V98 SACOR M.97 CPP.TOPS97 IMO.98-1.E IMO.98-2.E SECI/CMP95 BNU.SUB.98 HELLER981E BNU.1.E.9 BSPE.EQU99 BSP.E.FU99 BII-1.S.95 CMP/97 CHE.CG2.98 MOT.COMP04 BNUCXSUB97 SONAEIM/98 BES.SUB.98 BFB-SUB.97 BPI-O.C.94 BPI-C.Z.95 BPI-C.Z.96 BPI.PERP96 BPI.SUB.96 BPIRF.5.00 MUNDICEN97 BPIZEURO07 SOMAGUE/97 SOMA.WA.98 GAS POR.97

Taxa juro 3,233 0,0 3,5625 0,0 3,418 0,0 0,0 0,0 0,0 3,444 3,101 3,0625 3,418 3,25 3,125 3,0625 3,5 3,6875 3,291 3,2738 3,3125 3,5 3,343 3,1875 0,0 0,0 9,75 3,337 3,5 2,731 3,125 3,418 2,9192 3,311 2,75 3,375 2,75 0,0 0,0 3,752 2,875 2,932 0,0 3,487 3,3125 3,049 3,494 2,9375 3,909 0,0 0,0 3,683 3,1875 4,4 3,5625 0,0 3,75 2,591 3,0

Montante neg.(milh.) 69 47 33 12 5 4 3 3 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Preço fecho % v. nomin. 97,41 97,25 99,87 102,60 78,20 95,59 96,68 111,20 97,95

Data cot. anterior 2002-12-06 2003-03-07 2003-03-06 2003-03-07 2003-03-07 2003-03-05 2003-03-03 2003-02-28 2003-03-07

Cotação anterior 99,90 97,22 99,87 102,60 78,20 95,56 96,55 110,35 97,90

2003-03-05

100,00

2003-02-17

80,00

2003-02-27 2003-02-27 2000-02-14

99,00 98,50 100,00

2003-02-28 2002-09-13 2002-09-16 2003-01-28 2002-11-18 2002-11-12 2000-03-24 1996-02-27

99,00 99,10 97,00 100,00 98,50 100,62 103,80 100,00

2001-08-17 2001-04-10 2003-02-10 2003-01-22 2001-01-11 2002-01-25 2003-03-06 2003-02-25

100,00 99,97 98,79 75,00 99,90 97,02 99,85 93,90

2003-03-07 2003-02-28 2000-05-02 1998-07-16 2001-05-31

101,37 82,78 100,00 99,50 101,25

2002-12-31 2002-02-25 2001-11-16 2000-06-29 2002-12-18

97,61 98,50 99,58 100,00 100,00

2003-01-07 2003-02-17 2001-10-26 2002-02-11 2003-03-05 2003-03-06 2003-01-15 2001-11-12

99,00 99,10 101,16 99,90 101,09 100,00 67,25 99,60


40 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

POLÍTICA

Novo Governo herda 70% dos custos das obras públicas Um documento colocado a discussão pública prevê 30 mil milhões de investimentos em transportes até 2020. Nuno Miguel Silva nuno.silva@economico.pt

INVESTIMENTOS POR SECTOR

A cerca de três meses do fim do mandato, o Governo lança a debate público o Plano Estratégico de Transportes (PET), um documento que define um programa de investimentos de 29,2 mil milhões de euros até 2020, dos quais 70%, mais de 20 mil milhões de euros, deverão ser assumidos durante a próxima legislatura. Segundo diversas fontes do sector contactadas pelo Diário Económico que solicitaram o anonimato, “este documento já devia ter sido apresentado há muito mais tempo”. O ministério das Obras Públicas não quis comentar o facto deste plano só ter sido apresentado ao fim de três anos e nove meses de governação. No entanto, fonte oficial deste ministério disse ao Diário Económico que o PET “pretende juntar a realidade das orientações estratégicas dos diversos sectores de transportes, apresentadas pelo Governo ao longo da legislatura. Esta é uma espécie de chapéu. Com este plano, consegue-se uma melhor articulação e coordenação dos planos sectoriais”, explica a mesma fonte oficial das Obras Públicas. O mesmo responsável sublinhou ainda que o PET “reúne ideias e modelos de desenvolvimento dos transportes que podem ser as bases para qualquer

42% Ferrovia com 12,2 mil milhões É o sector que concentra a maior quantidade de recursos deste plano transversal de transportes.

38% Estradas terão 11,2 mil milhões As rodovias são o segundo maior sector em termos de verbas, 38%, incluindo as novas concessões.

14% Aeroportos com 4 mil milhões O sector aeroportuário, incluindo o novo aeroporto de Lisboa, surge em terceiro lugar.

4% Portos com 1,2 milhões O sector marítimo-portuário parece ser um dos ‘parentes pobres’ deste plano.

2% Logística e governação As plataformas logísticas e a governação das empresas são os outros beneficiários.

Governo futuro desenvolver na próxima década, havendo sempre a hipótese de esse Governo rever este plano ou deitar tudo para o lixo”. O PET prevê um investimento de 29,2 mil milhões de euros entre 2008 e 2020. Em termos de execução temporal, está previsto que o período do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, entre 2008 e 2013, absorva a maior parte destes fundos. De acordo com o documento elaborado pelo GPERI – Gabinete de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais do Ministério das Obras Públicas, na próxima legislatura deverão ser investidos mais de 20 mil milhões nos cinco sectores de transportes em análise. Paulo Mota Pinto, vice-presidente do PSD, diz que “esta ideia dos investimentos é impraticável, porque vários desses investimentos só podem ser feitos com garantias do Estado”. Este defendeu ainda que “não se deve atar um plano de transportes aos mega investimentos, é preciso adaptar esse plano à realidade e às possibilidade do País”. A consulta pública do plano termina a 6 de Agosto e tem por objectivo saber o impacto global destes projectos a nível ambiental, mas não substitui os estudos de impacte ambiental necessários. ■ Com C.M.

DISTRIBUIÇÃO DOS INVESTIMENTOS EM TRANSPORTES POR ANO ATÉ 2020 Os investimentos previstos nos sectores da estradas, portos, aeroportos, caminhos-de-ferro e plataformas logísticas, se o PET não sofrer qualquer alteração com o Governo que tomar posse em Outubro, vão atingir um máximo acima dos quatro mil milhões de euros por ano nos anos de 2010 e 2011. O ano de 2012 tem um investimento previsto de quatro mil milhões de euros nestas áreas de intervenção. O maior esforço financeiro requerido pelo PET ocorre nos próximos quatro anos.

5.000,0 4.500,0 4.000,0 3.500,0 3.000,0 2.500,0 2.000,0 1.500,0 1.000,0 500,0 0 2008

2009

Fonte: Ministério das Obras Públicas

2013

2020

Na última entrevista que deu, Mário Lino disse que está “velho” para continuar em funções governativas.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 41

Cavaco veta lei do Segredo de Estado

AGENDA DO DIA

O Presidente devolveu ontem, ao Parlamento, o diploma sobre o segredo de Estado. “Ao atribuir a um órgão interno da Assembleia da República amplas faculdades na gestão das matérias classificadas como segredo de Estado”, Cavaco entende que a lei afectaria “o equilíbrio que deve existir entre os poderes do Estado”. Este é o 11º veto do PR, durante o mandato. A lei do financiamento dos partidos que, como o segredo de Estado, foi aprovada sem votos contra, foi a última a ser travada em Belém.

● Audição do Ministro da Justiça, Alberto Costa no Parlamento. ● Provedor de Justiça ouvido em comissão parlamentar. ● Barack Obama toma pequenoalmoço com Vladimir Putin. ● Shimon Peres é recebido pelo presidente do Egipto no Cairo.

Paulo Alexandre Coelho

Plano avança sem se saber quanto o Estado vai pagar Há cerca de 2,9 mil milhões de euros sem financiador definido. Nuno Miguel Silva nuno.silva@economico.pt

Uma das grandes dúvidas relativamente ao Plano Estratégico de Transportes (PRT) é saber, na real medida, qual vai ser o esforço financeiro de investimento exigido ao Estado. No documento ontem divulgado, a única fatia directamente referente a verbas provenientes do Orçamento de Estado para fazer face a estes investimentos de 29,2 mil milhões de euros respeita ao PIDDAC – Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central. O documento diz que o PIDDAC será responsável por 7,6% dos investimentos abrangidos, cerca de 2,2 mil milhões de euros. Para o Governo, este valor “demonstra o fraco impacte do PET em termos de Orçamento de Estado”. Mas, a realidade é um pouco mais complicada. A decomposição do financiamento do PET, por origem dos fundos, refere que 10,3% deste ‘bolo’ – cerca de 2,9 mil milhões de euros – são financiamento “não identificado”. Segundo fonte oficial do Ministério das Obras Públicas, isto deve-se ao facto de “haver uma incerteza sobre o tipo de financiamento em relação a diversos projectos que ainda estão em

EVOLUÇÃO Financiamento do Plano Estratégico de Transportes tendo em conta a origem dos fundos Capitais privedos 19,2%

n/ identificado 10,3% Fundos comunitários 10,8% Piddac 7,6%

Recursos próprios 15,5% Financiamento Bancário 36,6% Fonte: Ministério das Obras Públicas

fase inicial de estudo e em que não se sabe quem vai assumir parte do investimento”. “No novo aeroporto não se sabe ainda qual a percentagem exacta das fontes de financiamento, qual a parte privada e a pública”, explica o responsável. O mesmo se passa com outra fatia do investimento, atribuída a “recursos próprios” das empresas públicas responsáveis pela condução dos projectos. Quer num caso, quer noutro, é provável que parte dessas fatias de investimentos venham a ser assumidas directamente pelo Estado. A parte não identificada deverá ser repartida pelos diversos financiadores, enquanto na parte respeitante aos recursos próprios das empresas públicas responsáveis pelos projectos, é fácil de ver que empresas como a Refer – responsável pelo sector ferroviário, o mais relevante do PET – tenham grande dificuldade em assumir estes investimentos, recaindo estes directamente no Orçamento de Estado. “Já nos casos das administrações portuárias ou até da própria Estradas de Portugal, é provável que essas empresas tenham capacidade para gerar recursos próprios suficientes para assumir esses investimentos”, prevê a mesma fonte oficial das Obras Públicas. Também a ANA – Aeroportos de Portugal não deverá ter dificuldades porque tem uma situação financeira saudável.■

TRÊS PERGUNTAS A... Este plano faz sentido a dois meses de eleições e com o congelamento dos projectos do TGV e do novo aeroporto?

EDUARDO CATROGA Ex-ministro das Finanças

“Para o Governo os transportes são o único investimento” O economista Eduardo Catroga defende que um Plano Estratégico de Transportes só faz sentido se integrado num plano global para os investimentos públicos. Para Catroga, é urgente avaliar a situação financeira e económica das empresas públicas de transportes.

Este plano é uma síntese parcelar que o Governo tem vindo a editar. Editar é fácil, difícil é concretizar. Um verdadeiro plano estratégico deve apresentar vários cenários, tendo em conta a quantificação económica e financeira da situação das empresas públicas de transportes, que hoje estão tecnicamente falidas. Só a partir daí é possível definir prioridades e calendários.

O Governo defende que o impacto no Orçamento de Estado é reduzido. Parece-lhe possível? Uma coisa é o Orçamento de Estado (OE), outra são as empresas públicas, que se endividam com garantias do OE. Trata-se de um plano meramente teórico que não contabiliza os impactos dos custos e nas empresas públicas, é muito

incompleto. É o mesmo que se passa com as scuts, em que os impactos só se começam a sentir a partir de 2013. Os 29,2 mil milhões de euros desse plano têm de ser integrados num plano global que também inclua os investimentos na saúde, nos tribunais, prisões... O plano falha porque não atende às restrições que existem no impacto do défice público e na dívida externa.

Em termos estratégicos traz vantagens juntar todos os sectores de transportes num só pacote? O sector dos transportes é muito importante, mas não é esse o factor decisivo para a capacidade competitiva do país. Para o Governo parece que os transportes são a única espécie de investimento público que existe. Este pode ser um bonito documento, mas se eu fosse o primeiro-ministro recebia esse plano e integrava-o num programa global.


42 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

POLÍTICA SEGURANÇA

EDUCAÇÃO

Chefe das polícias diz que há “impotência” na acção das forças de segurança

30 mil professores foram colocados na primeira fase do concurso nacional

A polícia pode sentir “alguma impotência” devido às limitações do actual quadro legal, disse ontem o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, a propósito do tipo de criminalidade que a polícia tem, agora, de enfrentar e na sequência do tiroteio de domingo no bairro de S. Filomena, na Amadora, que feriu dois agentes. Entretanto, à hora de fecho desta edição, a PJ e a PSP, que investigam o caso conjuntamente, tinham cinco suspeitos referenciados que ainda se encontravam a monte.

O ministério da Educação revelou que 30 mil professores foram colocados em estabelecimentos de ensino públicos na primeira fase do concurso, para os próximos quatro anos lectivos. “Nesta primeira fase do concurso são colocados cerca de 30 mil professores, entre Quadros de Escola, Quadros de Zona Pedagógica e professores contratados que obtiveram lugar de Quadro de Agrupamento”, disse o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em conferência de imprensa em Lisboa.

Valter Lemos diz que na primeira fase foram colocados 30 mil docentes.

BARACK OBAMA FAZ A SUA PRIMEIRA DESLOCAÇÃO À RÚSSIA ENQUANTO PRESIDENTE

O avião do Presidente americano, Barack Obama, aterrou ontem no Aeroporto Vnukovo-2, às 13:15 (08:15 em Lisboa), acompanhado pela mulher e pelas duas filhas. Naquela que é a sua primeira visita oficial à Rússia, enquanto Presidente, o primeiro acto do líder norte-americano foi a deposição de uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, junto ao Kremlin. O grande objectivo do líder americano é a “normalização” das relações entre os dois países, que foram abaladas durante a presidência Bush, nomeadamente durante Agosto passado aquando a invasão da Ossetia do Sul pelas forças russas.

EUA e Rússia selam acordo para redução Depois de em Agosto passado as relações entre Washington e Moscovo terem esfriado, Obama e Medv Joaquim Vicêncio joaquim.vicencio@economico.pt

Barack Obama, que começou ontem a sua primeira visita à Rússia enquanto Presidente, e o seu homologo russo, Dmitri Medvedev, assinaram um acordo histórico, tendo em vista a redução de armamento nuclear. Este deve ser finalizado até ao fim do ano, com as conversações a continuarem para se chegar a um novo documento que substitua o programa ‘START’, que expira em Dezembro. Obama e Medvedev concordaram em reduzir entre 1.500 e 1.675 o número de ogivas nucleares, e entre 5.000 e 1.000 os vectores nucleares (mísseis internacionais, depositados em submarinos e bombardeiros nucleares) dos dois países. Segundo esse documento, o futuro tratado deverá conter um parágrafo prevendo

Obama e Medvedev concordaram em reduzir entre 1.500 e 1.675 o número de ogivas nucleares, e entre 5.000 e 1.000 os vectores nucleares.

que os armamentos estratégicos ofensivos só deverão ser instalados no território de cada uma das partes envolvidas. Os Estados Unidos contam com 2.200 ogivas estratégicas e uma número igual em reserva, segundo a Associação americana de Controle de Armas. A Rússia terá entre 2.000 e 3.000 ogivas operacionais e 8.000 em reserva, ou a caminho de desmantelamento, segundo estimativas disponibilizadas pelas Forças Armadas russas. Quanto ao diferendo sobre o escudo antimíssil que advém da administração Bush, os dois líderes decidiram encomendar a uma comissão conjunta de especialistas um estudo sobre os perigos dos mísseis balísticos, para resolver a disputa sobre o escudo que os Estados Unidos querem instalar na República Checa, e na Polónia.

Medvedev e Obama assinaram também um acordo “sobre o trânsito de armamentos, mercadorias militares e pessoal através do território russo devido à participação das forças americanas nos esforços para garantir a segurança e reconstrução do Afeganistão”, disse um porta-voz do Kremlin à Reuters. O Presidente russo, considerou o encontro com Obama “um primeiro, mas muito importante passo para a normalização das relações entre os dois países”, acrescentando que esta é a altura de se virarem as páginas negativas entre os dois países: “Os nossos países enfrentam nos dias de hoje diversos problemas, que devem ser resolvidos de maneira coordenada: problemas económicos, de segurança e de limitação de armas estratégicas ofensivas”, disse Medvedev.

Também o actual primeiroministro russo, Vladimir Putin, que amanhã se encontra com o Presidente americano, classificou a viagem de Obama como “uma visita muito oportuna, que vai contribuir para fortalecer o diálogo, algo que necessitamos muito, tanto em Moscovo como em Washington”. Já o Presidente americano que vai ficar na Rússia durante três dias, antes de se deslocar à Itália par a cimeira do G-8, disse que a Rússia e o Estados Unidos “têm mais coisas em comum do que aspectos que os separem”. No entanto, em conferência de imprensa, Barack Obama fez questão de declarar que “a soberania e integridade territorial da Geórgia deve ser respeitada”, fazendo uma clara alusão ao incidente de Agosto passado, e às questões relacionada com o alargamento da NATO a leste. ■


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 43

SAÚDE

POLÉMICA

Tribunais dão razão às farmacêuticas contra a entrada de genéricos no mercado

Reino Unido e Irão trocam avisos em relação à detenção de funcionários diplomáticos

Os tribunais administrativos aprovaram 26 das 31 providências cautelares interpostas pelas farmacêuticas para suspender a entrada de genéricos no mercado, afirmou à Lusa fonte da Apifarma, “em 31 providências cautelares interpostas, 26 foram favoráveis às companhias inovadoras”. Em causa está a suspensão da entrada no mercado e a definição do Preço de Venda ao Público atribuídos pelo Infarmed a vários medicamentos genéricos, cujas patentes das substâncias activas não tinham expirado.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown (na foto), lançou um aviso ao Irão, afirmando que os europeus estão prontos a tomar medidas “em conjunto”, em resposta às detenções de funcionários da embaixada britânica em Teerão. O Governo britânico tinha anunciado ainda ontem a libertação de um dos dois últimos funcionários detidos pelas autoridades iranianas, que os acusam de instigar protestos pós-eleitorais. Enquanto isso, Sarkozy já prometeu apoiar a Grã-Bretanha.

Gordon Brown já avisou o Irão que tem o apoio de vários países europeus.

Grigory Dukor/Reuters

Motins na China provocaram 140 mortos Na origem do conflito estão questões culturais entre as várias etnias do sudeste chinês. Tatiana Canas tatiana.canas@economico.pt

do arsenal nuclear edev encontram-se tendo em vista a reaproximação. TRÊS PERGUNTAS A... O que se pode esperar deste encontro, e dos acordos de redução dos arsenais nucleares?

MIGUEL MONJARDINO Professor no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica

“As relações entre os dois países tem sido uma decepção” Numa altura em que as relações entre americanos e russos estão tensas, Obama visita Moscovo para as tentar normalizar.

As relações entre os dois países têm sido uma decepção no pós Guerra Fria. Esta é uma tentativa por parte dos dois países para normalizar as relações, sendo que essa normalização está a começar por ser feita pelo lado mais fácil, a questão nuclear. Este é o único tema em que os russos estão em pé de igualdade com os americanos e, para Moscovo, é importante sentir-se “forte” para negociar.

Serão feitos progressos na questão do alargamento da NATO a leste? É interessante ver que nos documentos oficias referentes a

este encontro, a questão dos países de leste não é um ponto a ser debatido, pelo menos oficialmente. Aqui existem dois problemas. O primeiro tem que ver com o escudo antimíssil, o segundo com o orgulho russo o que torna este ponto, num de difícil resolução. Para a Rússia está fora de questão negociar a entrada da Ucrânia na NATO.

Estará o Irão em cima da mesa? O Irão vai ser debatido sem dúvida. Os EUA já tentaram fazer uma troca com Moscovo. Esta consistia em Washington desistir do escudo antimíssil em troca de apoio russo no Médio Oriente. Moscovo rejeitou, pois não está interessado que o preço do petróleo continue a baixar.

Os protestos violentos registados ontem na capital da região centro-asiática de Xinjiang, na China, fizeram pelo menos 140 mortos e 800 feridos, segundo um balanço feito pelas autoridades locais. De acordo com o comunicado, 24 horas decorridas sobre um violento confronto que opôs as forças policiais chinesas a um grupo de “uighures” (etnia de origem muçulmana da região noroeste da China), ainda não se sabe ao certo a que facção pertencem os falecidos. Segundo fontes não oficiais, perto de e mil pessoas participaram nos distúrbios populares. A confirmarem-se os números até agora apurados, estes protestos foram das revoltas étnicas mais sangrentas na China desde o desfecho da Revolução Cultural (1967-1977). Em Março de 2008, de acordo com os números oficiais do Governo, 18 pessoas morreram no Tibete, quando dos confrontos entre os tibetanos e a população “han” (a etnia maioritária na China), apesar do Tibete reivindicar o décuplo desta cifra no que toca às baixas. Também em Fevereiro de 1997, durante as semanas que duraram os distúrbios na localidade de Yining (também na região de Xinjiang), o resultado foram entre 70 a 80 mortos, sempre segundo dados oficiais. O confronto actual começou no domingo passado durante a tarde, na zona do “Gran Bazar”, em pleno centro de “Urumqi”, com o que começou por ser uma manifestação pacífica que pedia a investigação das circunstâncias em que ocorreu a morte de dois “uighures”durante um convívio com chineses “han”, numa fábrica do sul do país. Os manifestantes bloquearam o trânsito, queimaram vários carros e atacaram transeuntes, disse a agência noticiosa “Xinhua”, provocando a morte a vários cidadãos “han”. Activistas “uighures” no exílio e grupos de apoio étnicos refu-

giados no estrangeiro também deram notícia de baixas entre os manifestantes, que foram dispersando à custa de armas de choque eléctricas e de dispáros para o ar por parte das forças policiais. Xinjiang, o palco do conflito, é onde Pequim mais tem manifestado a sua força política e económica, como tentativa de incutir nessa população um sentimento de união nacional. Mais de 20 milhões de habitantes de Xinjiang são “uighures”, turcos e muçulmanos. Apesar da multiplicidade racial da zona, neste momento mais de metade dos habitantes são “han”, como predomina no resto da China, o que provoca vários problemas, nomeadamente a nível de liberdade de culto religioso.■

Este é o protesto popular mais sangrento na China desde a Revolução Cultural.


44 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

OPINIÃO COLUNA VERTEBRAL

JOÃO PAULO GUERRA

JOSÉ MANUEL FONSECA

Advogado fiscalista

Ronaldo e impostos

Plano C

O mercado

Actualmente vivemos num mundo em que a globalização e a mobilidade das pessoas se tornou cada vez mais comum e perfeitamente normal. Verificamos, que profissionais altamente qualificados e com rendimentos bastante elevados, como por exemplo engenheiros, gestores, cientistas, administradores, futebolistas, etc., abandonam os seus países em prol de uma melhor qualidade de vida. Existem alguns pontos fundamentais que determinam os padrões de uma boa qualidade de vida como seja (I) a educação e saúde, (II) a desburocratização da vida quotidiana, (III) as boas acessibilidades com voos regulares e directos, nomeadamente para os países de origem e, por fim, e dos mais importantes (IV) uma fiscalidade atraente. É, nomeadamente, por causa deste último ponto, que assistimos à recente transferência de Ronaldo, o jogador da actualidade melhor pago do mundo, do Manchester para o Real Madrid. Enquanto o rendimento de Ronaldo era tributado a uma taxa de 50% no Reino Unido, em Espanha o seu rendimento passa a estar sujeito a uma taxa de 24%. Este regime especial de tributação, também conhecido como a “Lei de Beckham”, foi introduzido em Espanha pelo Decreto Real n.º 687/2005, para atrair profissionais qualificados e, por conseguinte, os respectivos rendimentos milionários para Espanha. De acordo com este regime, os estrangeiros que pretendam trabalhar e residir em Espanha e que em termos fiscais seriam, por esse motivo, considerados com residentes, podem optar (durante os primeiros seis anos) do regime de tributação para não residentes, ficando sujeitos a uma taxa fixa de 24% sobre os rendimentos obtidos em Espanha. Para beneficiar deste regime o interessado (I) não pode ter residido em Espanha nos dez anos anteriores, (II) tem que exercer uma actividade assalariada, com celebração do respectivo contrato, (III) a entidade empregadora tem de ser uma entidade espanhola ou ter um estabelecimento estável em Espanha e (IV) a actividade profissional tem de ser aí exercida. Decorrido o período inicial de seis anos (ou em caso de inexistência deste regime), o rendimento de Ronaldo será tributado à taxa normal. Este é apenas um dos muitos exemplos que demonstram como alguns países têm atraído

Em princípio era o plano A: renovar a maioria absoluta. Seguiu-se o plano B: ganhar simplesmente as legislativas. Agora já se passou ao plano C: não perder as eleições. Escrevia um jornal um dia destes que Manuel Pinho “matou o arranque do PS para as próximas eleições”. Mas para além dos coisinhos na testa do exministro o PS vê-se a contas com os tiros nos próprios pés. Entre esses, os que mais podem desacreditar o partido do Governo são as reacções dos candidatos que se viram proibidos de apostar em diversos cavalos nas eleições autárquicas e legislativas. Não haverá nada que mais desacredite um candidato a um cargo de eleição que sugerir de algum modo ao eleitor que o que está em jogo é a conquista de um emprego, um almoxarifado, um proconsulado ou curadoria, uma satrapia ou uma questura. E esse é o espectáculo que estão a dar os indignados efectivos do PS que, candidatando-se a uma Câmara, não podem candidatar-se ao Parlamento. E assim, perdendo eventualmente a Câmara ficam sem assento. Outra questão é a intenção da direcção do PS de proceder a uma razia no Grupo Parlamentar, bem como no conjunto dos eleitos autárquicos, e no modo de o fazer. E nesse aspecto têm razão os candidatos que dizem que o partido mudou as regras a meio do jogo. Ou seja: convidou-os para candidatos em determinadas condições e depois alterou as condições. Só perdem a razão se as condições compreendiam alguma modalidade de artes ocultas, tratantada ou manivérsia. Seja como for a coisa está preta e o desafio aos entendidos do PS em matéria eleitoral, designadamente aos visagistas, apresenta-se ciclópico. Já lá vão os tempos em que as campanhas se faziam com militantes e baldes de cola. Agora é assunto de profissionais. ■

Um dia, quem sabe no tempo dos meus netos, talvez se venha a conhecer entre nós uma Economia aberta e, na qual, o mercado poderá, finalmente, funcionar. Para já, as expectativas são poucas ou nenhumas de que tal venha a ser verdade. Mas, se formos optimistas, podemos sempre acreditar em fadas dos dentes. Esta curiosa, e imemorial, aliança entre plutocracia e oligarquia parece ser o beco em que as democracias desembocaram e todos parecem satisfeitos. Tanto melhor. O recente episódio da Media Capital é apenas borbulhagem e espuma de Verão. De facto. Se alguém estivesse efectivamente interessado num mercado livre e aberto já se teria manifestado contra as acções douradas que há por aí. E, elas existem em papel ou em espírito. Mais, nunca se observou alguém, no “arco da governação”, ser frontal e abertamente contra essas ‘golden shares’. Ou de outras cores, que não há míngua de ‘shares’ laranjas ou rosadas. Com ou sem verdade e políticas de verdade. Ninguém vai dizer nos olhos dos portugueses que vai acabar com essas manobras. Porque só se acabam com transparência. Mas até Setembro aposto dobrado contra singelo que ninguém em boa verdade virá aí dizer que acaba com a coisa. E promove a ética. Temos portanto reunidas as condições para que tudo continue igual. E, de cada vez que cair na rua um episódio, muita gente fingirá surpresa espanto e escândalo. E virá bater no peito. Mas o mercado livre e aberto e respirável não virá. Pântano? Entre nós as boas ideias nunca são filhas de pai incógnito. Nem de mãe. Mas quando dão raia são inevitabilidades da herança. Como argumento é monótono e aliena eleitores. Depois aborrecem-se com os abstencionistas. Da mesma sorte de assuntos, constitui a preocupação com o endividamento. Todos os governos utilizaram profusamente a técnica de desorçamentação, e, todos têm mandado (com ou sem dourados retóricos) as empresas alegadamente “privadas” e cotadas em Nova Iorque, endividarem-se e produzirem dívida garantida pelo Estado mas que, convenientemente, não está presente nas operações de cosmética estatística e contabilística com que nos atiram rácios de qualquer coisa sobre o PIB. Nesta área da mascarada

TIAGO CAIADO GUERREIRO

grandes fortunas e pessoas altamente qualificadas e dirigentes de empresas de topo para os respectivos países, graças a um regime fiscal atraente. Os benefícios deste regime são visíveis. Na decisão das multinacionais investirem num país ou noutro, os administradores terão tendência a escolher países em que, entre outros factores, lhes cobram menos impostos nos exercícios das suas funções de gestão e administração. Por outro lado, atraise ‘know-how’ e cérebros para o país, fundamentais para o desenvolvimento e melhoria do sistema económico. Por fim e não menos discipiendo, aumenta-se a receita fiscal, pois mais vale tributar um bocadinho menos de muito, do que tributar muito de nada. Acresce que, estas pessoas apresentam elevados níveis de consumo, gerando-se indirectamente um aumento da receita fiscal para o Estado – note-se que os impostos sobre o consumo (IVA, ISP, IS, IESC, IA, etc.) representam a maior parte da receita fiscal portuguesa.

Profissionais qualificados com rendimentos bastante elevados abandonam os seus países em prol de uma melhor qualidade de vida. Estes novos residentes também geram mais emprego, nomeadamente nas áreas da construção, consultoria, saúde etc.. Com o passar do tempo, há uma tendência de se ligarem afectivamente ao país, verificando-se um aumento do investimento ao nível nacional nas mais variadas áreas. Também Portugal poderia beneficiar dessas vantagens, contribuindo assim para o desenvolvimento da economia nacional, caso fosse introduzido um regime favorável para profissionais qualificados. Neste sentido, sugeri há mais de um ano a introdução de um regime com este tipo de características em Portugal, que foi contemplado na lei de Autorização Legislativa no Orçamento de Estado para 2009. Finalmente, em Conselho de Ministros este veio a ser regulamentado. Analisaremos o regime do mesmo num próximo artigo. ■ tguerreiro@fcguerreiro.com

joaopaulo.guerra@economico.pt

Professor universitário membro do painel “Discutir a Gestão”

temos já doutorados e pós doutorados em fila de espera. É uma vocação magnífica que temos tido desde há muito. A construção de fachadas e a mentira. Agora parece que há outra. Mais uma menos uma. Já se perdeu a aritmética da coisa. Aliás a mentira já nem é novidade que escandalize. É apenas uma constante da equação. Se calhar os exames de matemática ficam fáceis por causa disso mesmo. Existem já tantas constantes que já nem se vislumbram as variáveis. E, fica sempre bem apresentar um ar de sentido de Estado e falar do futuro dos “nossos” filhos. Que, coitados, vão arcar com a dívida e com os “benefícios”. Com a dívida seguramente que os benditos benefícios de estádios do Euro, dos submarinos, da décima quinta travessia Lisboa - Porto em auto-estrada, do TGV entre Faro e Huelva (lembram-se?), dos F16 encaixotados (ou já saíram dos caixotes?), são difíceis de lucubrar.

Entre nós as boas ideias nunca são filhas de pai incógnito. Nem de mãe. Mas quando dão raia são inevitabilidades da herança. Ouvi dizer que querem libertar a sociedade do Estado. Cuidado, não vá a “sociedade” não querer a liberdade. Se quisesse já se teria manifestado. Talvez não com a veemência das ruas de Teerão onde há de facto gente que quer ser livre. Mas com um assomo de dignidade. Já se teria dado a exprimir. Contra as ‘golden shares’. Por exemplo. De há muito que a “sociedade” se acostumou a este estado de coisas. Aceitamos já tudo. Segundo alguns chegámos já ao fundo. Gestos no parlamento. Elegância sublime do presidente da assembleia geral do meu clube, partilhando connosco o estado dos intestinos dele. Enfim. Mas não chegámos ao fundo. Há sempre a possibilidade de descer uma restroescavadora e continuar a aprofundar o buraco. Quiçá um dia atingimos petróleo. Mas não há crise. Em Setembro poderemos mudar. Pelo menos de mentirosos. ■


PUB


46 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

PUBLICIDADE & MEDIA INTERNET

MEDIA

Unibet arranca em Portugal com primeira aposta sobre Cristiano Ronaldo

Imprensa recorda vida do Rei da Pop com lançamento de CD

A Unibet, um dos maiores operadores de apostas ‘online’ no mercado Europeu, acaba de entrar em Portugal com o desafio “Que número terá a camisola de Cristiano Ronaldo no Real Madrid?”. A operadora conta com mais de 3,3 milhões de clientes em todo o mundo. No ‘site’ da empresa os apostadores podem encontrar o desafio especial relativo ao jogador português, com apostas aos números 9, 10, 17, 11, 77, 23 ou 7. A Unibet oferece um vasto leque de produtos de aposta ‘online’.

A Caras, TVmais, a Visão e o Expresso prestam, entre 8 e 11 de Julho, uma homenagem ao Rei da Pop, através do lançamento de um CD de tributo a Michael Jackson, com 14 musicas ‘cover’, por um euro. No CD poderão ouvir-se os clássicos “Billie Jean”, “Thriller”, “Bad”, “Say,Say,Say” e os sucessos mais recentes como “Remember the time”. A acção será acompanhada por uma campanha publicitária em televisão, rádio, imprensa e Internet.

A morte do rei mais mediático de sempre Rendeu milhões em publicidade, assinou o álbum mais vendido de sempre e terá hoje o funeral mais mediático da história. Eduarda Carvalho eduarda.carvalho@economico.pt

O rei da Pop morreu. E o mundo ficou de olhos postos no negro mais branco e mais polémico da história da música norte-americana. Fizeram-se peregrinações para prestar a última homenagem no passeio da fama, em Los Angeles, e as vendas de álbuns cresceram 80% nos dias que se seguiram ao seu falecimento. Um valor que superou as vendas dos ícones Elvis Presley e John Lennon, em momentos semelhantes. Hoje, às 18 horas de Portugal, realiza-se o funeral do cantor, que pode ser o seu maior espectáculo. Especialistas internacionais do sector dos media falam num ponto de viragem no meio, conseguindo atingir mais audiência que o funeral da princesa Diana, em 1997, e de Elvis Presley, em 1977, e marcar presença em mais meios de media. Poucas horas depois de ser aberto o sorteio ‘online’ para conseguir bilhetes para assistir à cerimónia havia já uma lista de 500 mil pessoas. O mundo

inteiro está hoje em Los Angeles para filmar, fotografar e, a quem for permitido, assistir àquele que será um dos funerais mais mediáticos de sempre. O Staples Center, onde será feito um tributo público ao cantor, tem lotação para 20 mil pessoas, mas apenas 17.500 entradas foram vendidas aos fãs, ficando os restantes luga-

Os 900 mil ingressos para os últimos 50 concertos de Michael Jackson esgotaram ao ritmo de 657 por minuto.

Ídolo da ‘Pop’ e da ‘Pub’ Michael Jackson não era apenas o Rei da música ‘Pop’. Nos anos 80, o cantor norte-americano tornou-se rei de uma das mais poderosas indústrias do mundo, a publicitária. Em 1984, a empresa PepsiCo saltou para as capas dos jornais ao contratar Jackson, na altura com 26 anos, por cinco milhões de dólares como novo rosto da marca. O contrato milionário levou Jackson a provar-se merecedor do trono, quando

se recusou a cantar um ‘jingle’ da Pepsi, composto pela agência BBDO. Em vez disso, ‘Jacko’, como também ficou celebrizado, modificou a sua música “Billie Jean”, conjugando-a com uma letra relativa à “Geração Pepsi”. Segundo o então presidente da empresa, Roger Enrico, a extravagância de Michael não podia ter corrido melhor. O sucesso tremendo do anúncio também o comprova.

res reservados para familiares e amigos de Michael Jackson. A polícia de L.A. está a preparar um reforçado sistema de segurança para a cerimónia e já avisou que quem não tiver bilhete não vai poder aproximar-se do estádio. Por cá, a RTP vai emitir em directo de Los Angeles, com um jornalista no local e a SIC terá uma emissão especial com convidados ao longo da tarde. Mas a excentricidade do cantor é imortal. O seu caixão está avaliado em 25 mil dólares e é um modelo raro, feito de bronze e banhado a ouro com detalhes feitos à mão e interior aveludado. Um excesso sobretudo quando se sabe que as dívidas do cantor ascendiam aos 500 milhões de dólares, cerca de 358 milhões de euros. A mediatização em torno de Michael Jackson gerou mesmo um novo vírus que está a espalhar-se via ‘email’, com o assunto ‘remembering Michael Jackson’ (recordar Michael Jackson). Segundo a Symantec o volume de ‘malware’ relacionado com o falecido ídolo é superior ao relacionado com o feriado nacional dos EUA, 4 de Julho. O cantor estava a trabalhar em dois novos álbuns e preparava-se para regressar aos palcos, de onde estava afastado desde 1997, com 50 concertos agendados para Londres. O prejuízo será uma pequena fortuna para a AEG Live, empresa organizadora, que conseguiu esgotar 900 mil ingressos ao ritmo de 657 por minuto. O montante da venda dos bilhetes teria permitido arrecadar cerca de 50 milhões de libras (59 milhões de euros), a que é necessário acrescentar os benefícios do ‘merchandising’. ■

A revista Blitz também lançou uma edição especial sobre o cantor.


Terça-feira 7 Julho 2009 Diário Económico 47

CAMPANHA

MARKETING

BBDO cria nova campanha para segunda edição da Mostra-ME

J&B Start lança bola de espelhos no espaço para comunicar nova festa

A Mostra-ME, mostra de cinema português, arranca este mês para a segunda edição e promete mostrar “o outro lado do cinema”. A primeira mostra de cinema português em que os protagonistas são os técnicos já tem data e local marcado e será dedicada ao Som. A BBDO Portugal assina o filme da campanha da mostra, a realizar entre 16 e 19 de Julho, no Cinema São Jorge em Lisboa. Para Setembro e Outubro estão agendadas mais duas mostras sobre “Música” e “Animação”.

A J&B desenvolveu recentemente uma acção de marketing inédita para anunciar a realização da sua mais recente festa no Castelo do Conde Drácula, na Transilvânia. A iniciativa consistiu no lançamento para o espaço de uma bola de espelhos, símbolo da campanha J&B Start a Party. A acção foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Cambridge e pretende reforçar a imagem de J&B como uma marca irreverente e surpreendente.

O mote da acção é “começar a festa a qualquer hora, em qualquer lugar”. Kiyoshi Ota/ Reuters

A ASCENSÃO (E QUEDA) DE MICHAEL JACKSON

1982 Jackson lança Thriller, um êxito estrondoso e imediato, e torna-se o disco mais vendido da História.

1993 1958 Nascido a 29 de Agosto, era o sétimo de nove irmãos. Aos cinco anos de idade começou a pisar os palcos ao lado dos irmãos.

1968 Aos 10 anos, os ‘Jackson 5’, grupo que junta os cinco irmãos Jackson, supervisionados pelo pai assinam com a Motown. O primeiro ‘single’ “I Want You Back” é editado em ‘69 e torna-se um sucesso imediato.

O visual em constante mudança começa a levantar questões raciais e Jackson explica no programa de Oprah Winfrey que sofre de uma doença, que torna a pele cada vez mais branca. No mesmo ano é acusado de abuso sexual perpetrado no rancho Neverland, “parque de diversões” do músico.

“apenas” 20 milhões de cópias em todo o mundo, face aos sucessos estrondosos anteriores.

2003 O documentário Living with Michael deteora a sua imagem perante o público. Jackson assume ao jornalista Martin Bashir que dorme com crianças, frisando que a natureza das relações não é sexual. No mesmo ano é novamente acusado de abuso sexual de um menor de 12 anos.

1994 De forma inesperada, casa com a filha de outro Rei no seu tempo, Lisa Marie Presley. Divorcia-se dois anos mais tarde.

1997 1970 Aos 12 anos, Michael torna-se o principal vocalista do grupo. Os Jackson 5 somam sucessos, com vários ‘singles’ a atingir o 1º lugar do ‘top’ americano.

Ano em que nasce o primeiro filho, Prince Michael Jackson, fruto do segundo casamento com Debbie Rowe, uma enfermeira que terá engravidado através de inseminação artificial. Jackson e Rowe são também pais de uma menina, Paris Michael Katherine, nascida em Abril de 1998.

2005 Jackson é absolvido dos crimes

2001

2009

Invincible , o primeiro álbum de originais em dez anos, é um fracasso de vendas. Dangerous, o anterior, já tinha sido considerado um ‘flop’ vendendo

Jackson anuncia últimos concertos da carreira no O2 Arena, em Londres que não chega a concretizar. Morre a 25 de Junho, com 50 anos.

de natureza sexual de que fora acusado, mas o arrastar dos processos e as extravagâncias do cantor geram dificuldades económicas.

1979 Após anos de má relação com o pai, Michael lança-se numa carreira a solo, com o álbum Off The Wall , produzido por Quincy Jones. O disco vende sete milhões de cópias.


48 Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009 Propriedade S.T. & S. F., Sociedade de Publicações Lda, Registo Comercial de Lisboa n.º 02958911033. Registo Diário Económico nº 112 371 Administração Rua da Oliveira ao Carmo, n.º 8, 1249 - 111 Lisboa Telefones 213 236 700 Fax: 213 236 701 Redacção e Produção Rua da Oliveira ao Carmo, n.º 8, 1249 - 111 Lisboaa Telefones 213 236 800. Fax: 213 236 801 Publicidade Rua da Oliveira ao Carmo, n.º 8 1249 - 111 Lisboa Telefones 213 236 700 Delegação no Porto Edifício Scala Rua do Vilar, 235, 4.º 4050–626 Porto Telefones: 226 098 580 Fax: 226 099 068 Grafismo e Produção S.T. & S. F. Lda Impressão Sogapal, Estrada de São Marcos, 27B São Marcos 2735-521 Agualva - Cacém Distribuição Logista Portugal, Distribuição de Publicações, S.A. Edifício Logista Expansão da Área Industrial do Passil Lote 1 – A Palhavã 2894 002 Alcochete

ÚLTIMA HORA

OPINIÃO BRUNO PROENÇA

Mais seis casos de gripe nas últimas 24 horas

Director-adjunto bruno.proenca@economico.pt

Vacina contra o vírus na União Europeia em Dezembro. O Ministério da Saúde confirmou ontem ao final do dia mais seis casos positivos de gripe A provocada pelo vírus H1N1. Destes, dois casos ocorreram por transmissão secundária – alguém que não saiu do país – elevando o número total de infectados em Portugal para 48. Isto no dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que a vacina contra a gripe A vai estar disponível na União Europeia em Dezembro deste ano, depois de uma reunião com os ministros da Saúde da UE em Estocolmo onde esteve presente Ana Jorge. De acordo com a agência EFE, a vacina deve estar pronta em Outubro, mas a OMS e a Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) argumentam que a necessidade de testes nos grupos de risco impede a comercialização antes de Dezembro. A OMS define como grupos de risco as crianças menores de dois anos, pessoas com

O regresso dos superministros

doenças cardiológicas, diabetes ou infecções respiratórias e grávidas. O comunicado de ontem do Ministério da Saúde descrevia que os seis casos agora confirmados são de três homens e três mulheres. Dois dos cidadãos do sexo masculino tinham regressado do Reino Unido, Espanha e Itália. O terceiro homem foi contaminado por transmissão secundária. No caso das mulheres, trata-se de uma adolescente que veio de Palma de Maiorca, e uma menina de 9 anos, da República Dominicana, tendo o terceiro ocorrido por transmissão secundária. O Ministério da Saúde volta a frisar que o surgimento de casos de transmissão secundária era esperado e continua a apelar aos cidadãos que dificultem a vida ao vírus ficando isolados em casa aos primeiros sintomas de gripe A e ligando de imediato para a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24). ■ A.M.

“Reformar o Orçamento, Mudar a Europa” é hoje lançado A representação portuguesa da Comissão Europeia, em parceria com o Diário Económico e o Instituto Superior de Economia e de Gestão (ISEG), lançam hoje o livro “Reformar o Orçamento, Mudar a Europa”. A apresentação, que terá lugar hoje pelas 18 horas no Espaço Europa do Largo Jean Monnet em Lisboa, estará a cargo do secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos. O livro, disponível para os participantes na sessão de lançamento, é uma compilação das intervenções na conferência sobre como reformar o orçamento comunitário, realizada há cerca de um ano. Entre as intervenções conta-se a do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, do ministro da Agricultura, Jaime Silva e de Vasco Cal, membro do Gabinete da Comissária responsável pela Programação Financeira e Orçamento.

Bruxelas fala em destruição permanente de riqueza A gravidade da crise está a destruir a capacidade estrutural da economia europeia em crescer, o que implicará um longo período de baixo crescimento e uma consolidação orçamental mais tortuosa, revela um relatório da Comissão Europeia ontem apresentado aos ministros das Finanças da zona euro reunidos em Bruxelas. O presidente do Eurogrupo, JeanClaude Juncker, prevê que “o produto potencial [que equivale ao PIB de longo prazo com plena utilização de factores] da zona euro passa de 2,2% para -1,1% em 2009 e 2010”. Neste

contexto, o comissário Joaquin Almunia não tem dúvidas em dizer que “ainda não chegou a hora de retirar as políticas de estimulo [orçamental]”. Juncker diz que devem manter-se “enquanto existir o risco de a situação se degradar”. Almunia recorda as “consequências políticas sérias a retirar [destes dados], uma vez que a nossa capacidade de crescer no futuro está a diminuir com a crise e pode ser em termos permanentes: não podemos ignorar isto quando desenharmos as nossas estratégias de saída da crise”. ■ L.R. em Bruxelas

“Reformar o Orçamento, Mudar a Europa” Lançamento do livro hoje no Espaço Europa.

www.economico.pt Acompanhe no ‘site’ a última homenagem a Michael Jackson.

DESTAQUE

MAIS LIDAS ONTEM

VOTAÇÕES

Deputados discutem relatório final do caso BPN

Petrolíferas voltam a descer preços dos combustíveis

Novo inquérito

O relatório final da comissão de inquérito ao BPN será hoje discutido e votado pelos deputados, às 17 horas. PS e PSD entram para esta reunião divididos. A versão actual do documento, redigida pelo PS, iliba o Banco de Portugal e já motivou criticas públicas do PSD. Acompanhe no ‘site’ o debate entre os deputados.

Acompanhe ao minuto em www.economico.pt

Magia de Harry Potter não salva Rupert Grint da gripe A

Euribor caem em todos os prazos

Governos estão a “brincar com o fogo” (Banco Mundial)

Petrobras encerra poço no campo do Tupi

O futuro do país pede que a metade ministro das Finanças de Teixeira dos Santos vença a metade de titular da Economia. Já do ministro das Finanças espera-se que seja o guardião dos dinheiros públicos. É o responsável dentro do Governo por conter os apetites gastadores dos ministros sectoriais, que a tradição nacional mostra que são próprios de obesidade mórbida. Por isto, Portugal é o país da União Europeia com pior historial de contas públicas. Portanto, tem-se um ministro em conflito de interesses. De manhã, é gastar e gastar para salvar empresas e empregos. Depois de almoço, é preciso controlar a execução do Orçamento do Estado para resolver um dos principais desequilíbrios da economia portuguesa. Como é que Teixeira dos Santos vai resolver esta questão de dupla personalidade? Só o futuro vai demonstrar. Mas um dos papéis vai ficar provavelmente para segundo plano. Tendo em conta os ‘timings’ eleitorais, provavelmente apostará na pele de ministro da Economia. Mas isso significará desperdiçar o seu capital conquistado nas Finanças, quando obteve o défice mais baixo da democracia. Neste jogo de peso e contra-pesos, provavelmente o PS vai puxar para um lado mas Teixeira dos Santos poderá resistir. O futuro do país pede que a metade ministro das Finanças vença a metade de titular da Economia. ■ PUB

As sondagens deviam ser proibidas durante a campanha eleitoral? Resultados do último inquérito Manuel Pinho foi um bom ministro da Economia? SIM

NÃO

56%

44%

TOTAL DE VOTOS: 773

Leia versão completa em www.economico.pt

Há um lugar muito pouco agradável para estar neste momento em Portugal. O cargo de superministro ocupado, a partir de ontem, por Teixeira dos Santos tem quase tudo para correr mal e muito pouco para permitir um brilharete. Desde logo, no meio da pior crise em mais de sessenta anos, a condução da política económica fica totalmente concentrada numa única pessoa. Teixeira dos Santos vai ser um homem debaixo de fogo. Vai ter de justificar a subida do desemprego, a quebra no PIB e a ascensão do défice orçamental. Depois, o cargo é uma invenção semelhante à de um Frankenstein. Juntam-se funções com objectivos contraditórios. Do ministro da Economia espera-se que distribua dinheiro e apoios pelas empresas, particularmente nestes tempos de dificuldades económicas. Ainda este fim-de-semana, o primeiro-ministro sublinhou a paixão pelas PME, reiterando que, nos poucos meses que restam até às eleições, não se vai poupar nos fundos, nos subsídios e nas linhas de crédito.

Vote em www.economico.pt


ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO DIÁRIO ECONÓMICO Nº4666 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE | 7 JULHO 2009

universidades João Paulo Dias

Concurso criou mais de 85 empresas que valem 10 mil milhões de dólares, nos EUA, chega a Portugal.

ISCTE traz ‘Grande Prémio’ do MIT para novos negócios MIT e ISCTE lançam plataforma de empreendedorismo. Grupo Critical cria prémio de 40 mil euros para estudantes do ensino superior. Saiba como a engenharia vai ajudar a criar melhores empregos em Portugal. Págs. II a VI PUB


II U N I V E R S I D A D E S | Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

T E M A D E C A PA | O F U T U R O D O M I T P O R T U G A L

ISCTE e MIT criam plataforma de empreendedorismo Acordo prevê a criação em Portugal da competição de empreendedorismo do MIT que já gerou negócios que valem 10 mil milhões de dólares. MADALENA QUEIRÓS madalena.queiros@economico.pt

CONCURSO Grupo “Critical Software” em parceria com MIT Portugal anuncia hoje um prémio para estudantes do ensino superior de 50 mil euros

50 mil $100K O concurso do MIT “$100K Entrepreneurship Competition” já deu origem a 85 empresas que representam 10 mil milhões de dólares

10 mil milhões AFILIADAS Com três anos de vida, o programa MIT Portugal já conseguiu 40 afiliados internacionais, entre elas está a Rolls Royce.

40

O concurso já lançou mais de 85 empresas, que representam um mercado de 10 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. Chama-se “ $100K Entrepreneurship Competition” e está quase a chegar a Portugal. O ISCTE assinou um acordo com o MIT que prevê a organização em Lisboa da famosa competição de empreendedores. Mais que o valor do prémio - a edição norte-americana prevê um prémio de cem mil dólares (72 mil euros) - o que torna esta concurso único são as provas de selecção que obrigam as equipas a apresentarem planos de negócio “à prova de bala”. Toda a competição é “uma abordagem inovadora na ligação entre ideias de negócios, a sua avaliação e disseminação junto de potenciais investidores”, revela Gomes Mota, director da ISCTE Business School. Tudo dependerá dos patrocinadores, mas a versão portuguesa deverá ter um prémio que rondará o valor da edição norte-americana. Criada há 19 anos, este concurso é considerado um barómetro dos mercados emergentes que são financiados por empresas de capital de risco. Mas o acordo do ISCTE com o MIT vai mais longe e prevê a criação de uma plataforma de apoio ao empreendedorismo em Portugal. O contrato com a duração inicial de três anos prevê a extensão a Portugal da “Innovation Initiative do MIT”, a estrutura que desde 2008 coordena a relação entre as empresas e os investigadores do MIT e que “representa uma plataforma de transformação de inovação associada a projectos de investigação em ideias e projectos empresariais concretos e ligando-a com a comunidade global de “venture capital”, visando a criação de empresas a partir desse projectos”, acrescenta. Potenciar a “capacidade empreendedora nacional” apostando num “empreendedorismo inovador com forte componente” é o principal objectivo desta parceria descreve Gomes Mota. Uma parceria que irá reforçar as actividades do ISCTE que tem no seu ADN o empreendedorismo. A criação

em 2006 do Audax, o centro de empreendedorismo do ISCTE foi apenas mais um dos passos para reforçar a vocação da escola. Este é apenas mais uma das peças a completar a estratégia do MIT Portugal para desenvolver o potencial tecnológico da economia portuguesa. GRUPO CRITICAL ANUNCIA PRÉMIO DE 40 MIL EUROS

Na 1ª conferência anual do MIT Portugal - “Engineering for better jobs” que hoje se realiza no Centro Cultural de Belém está prevista o anúncio de um outro prémio para estudantes do ensino superior. O grupo Critical Software em parceria com o MIT Portugal

Mais que o valor do prémio - a edição norte-americana prevê um prémio de cem mil dólares (72 mil euros) - o que torna este concurso único são as provas de selecção.

anuncia hoje um prémio de 40 mil euros. Conceber um veículo eléctrico sem condutor. É este o desafio do “Critical Challenge”, lançado na sequência do protocolo assinado entre o MIT Portugal e o grupo Critical. O concurso é dirigido a equipas de investigação, de duas pessoas, que actuem nas áreas de sistemas de transportes, energia e design de engenharia avançada. Os participantes vão desenvolver veículos energeticamente eficientes, com capacidade para realizar duas viagens de 2 km cada, em ambiente urbano, e que transportem até nove passageiros. O valor total dos prémio atinge os 90 mil euros. As candidaturas vão decorrer no próximo mês de Novembro. ■

ISCTE prepara-se para lançar concurso em parceria com MIT.

EMPRESAS ENVOLVIDAS NO MIT PORTUGAL

SCG Energia quer tornar real um carro movido a lixo

Parceria Galp Energia/MIT Portugal aposta nas energias renováveis

Rolls Royce aposta em Portugal por via do MIT Portugal

Quando “Doc” Brown, o cientista louco do filme “Regresso ao Futuro”, volta de 2015 com um versão melhorada do seu carro que viaja no tempo, é uma mão cheia de lixo que coloca no reactor do veículo que garante combustível para a sua próxima missão. A cena, no imaginário de muitos, pode tornar-se realidade em breve. A SGC Energia, uma empresa do sector dos bio-combustíveis está a desenvolver uma tecnologia que irá permitir tornar o sonho dos carros movidos a lixo, numa realidade. Para ajudar a tornar real esta tecnologia a empresa assinou um cordo com o MIT Portugal que prevê um investimento de um milhão de euros nos próximos cinco anos. M.Q.

As energias renováveis são o principal alvo do envolvimento da Galp Energia no programa do MIT Portugal, sendo mesmo “industrial affiliate”. A parceria foca a inovação tecnológica na área da eficiência energética, pretendendo desenvolver novas soluções nessa área. Os eixos principais do programa são o desenvolvimento de um manual de eficiência energética para os edifícios, a identificação de estratégias inovadoras, com particular atenção na micro-geração e na integração das energias renováveis e, por fim, a demonstração destas tecnologias num edifício piloto. J.C.

Atingir maiores níveis de eficácia e reduzir tempos de desenvolvimento através da optimização e desenvolvimento de novas metodologias de projecto de engenharia é o objectivo do projecto de doutoramento do curso de pós-graduação LTI (Leaders for Techincal Industries) que está na base da parceria da britânica Rolls Royce com o programa MIT Portugal. A participação da construtora não vai para além da integração de alunos de doutoramento, com total suporte de custos. Cada aluno custa 50 mil euros à empresa britânica. Carla Pepe, aluna de doutoramento, foi para a Rolls Royce e está a ser orientada por professores do IST e do MIT Portugal.J.C.


Terça-feira 7 Julho 2009

Diário Económico | U N I V E R S I D A D E S III

Paulo Figueiredo

O segredo para Portugal é a diferenciação PEDRO QUEDAS pedro.quedas@economico.pt

O maior desafio para uma economia de pequena dimensão como a portuguesa, sem a possibilidade de produção em escala global, passa pela diferenciação. É esta a opinião de Paulo Ferrão, director do MIT Portugal, que defende que o caminho a seguir é a especialização num “conjunto de actividades de grande valor acrescentado para que se diferencie num mercado global, promovendo assim um desenvolvimento económico mais sustentável”. O pró-

prio tema da conferência mostra que o caminho é a engenharia. Mas é importante compreender que esta aposta no ensino científico não tem de implicar que se viva no abstracto. “A aposta do Programa MIT Portugal consiste em oferecer cursos de pós-graduação inovadores que se fundamentam na multidisciplinaridade, isto é que combinem a ciência e tecnologia com aspectos económicos e sociais, para capacitar os seus forman-

“O relacionamento com as empresas tem sido uma marca do nosso sucesso. Contamos já com mais de 40 afiliados industriais”, aponta Paulo Ferrão, director do MIT Portugal.

dos para liderar projectos que resolvam problemas concretos das pessoas”, lembra Paulo Ferrão. O professor do IST acrescenta que esta intenção está presente também na decisão de apoiar a investigação em parcerias com empresas. “O relacionamento com as empresas tem sido uma marca do nosso sucesso. Contamos já com mais de 40 afiliados industriais” Para conseguir esta diversidade de ideias, projectos e contributos, o MIT Por-

tugal procurou desde cedo envolver várias universidades em cada uma das áreas em que trabalha. O programa exige a participação de pelo menos duas instituições nacionais em cada projecto do MIT. Por outro lado, “as universidades e os centros de investigação decidiram criar um consórcio que formaliza esta parceria e que é agora assinado na nossa conferência de dia 7 de Julho, alargando-se a parceria a outras instituições, com destaque para a Universi-

dade de Aveiro”, revela o director do MIT Portugal. Em fase de balanço da presença da conceituada instituição norte-americana em Portugal, Paulo Ferrão aponta como o principal objectivo atingido a consolidação do nome de Portugal através desta parceria. “Os próximos passos serão para consolidar e afirmar esta imagem contribuindo para que Portugal tenha uma posição mais forte no contexto europeu e internacional”. ■


IV U N I V E R S I D A D E S | Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

T E M A D E C A PA | O F U T U R O D O M I T P O R T U G A L

MIT está em Portugal para ficar

“Green Islands” é considerado o maior projecto bandeira do MIT Portugal

O director do MIT Portugal acredita que é possível ficar para além de 2011. PEDRO QUEDAS

ORADORES

A primeira conferência do MIT Portugal tem como mote a colaboração entre universidades e empresas, contando tanto com intervenções de professores como Carlos Costa (FEUP) e Carlos Matos Ferreira (IST), como dos empresários Vianney Valès (SCG Energia), António Mexia (EDP) ou Manuel Nunes (Siemens Portugal).

O programa Massachusetts Institute of Technology (MIT) quer mudar a economia portuguesa e sabe qual é a área científica em que temos que apostar. “A engenharia foi o grande motor do espectacular desenvolvimento da sociedade no século XX. A engenharia deverá dar resposta aos grandes desafios do séc. XXI, nomeadamente da alimentação, da segurança e da sustentabilidade ambiental”. Assim justifica António Cunha, presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minha, o tema da primeira conferência do MIT Portugal, que se realiaza hoje, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Com o mote “Engineering for better jobs”, a universidade norte-americana que escolheu Portugal para estabelecer o seu primeiro pólo de investigação europeu faz um balanço aos seus primeiros três anos de actividade, mostrando também exemplos concretos da ligação entre a investigação científica e as empresas. Esta ligação manifesta-se na importância da engenharia para o próprio desenvolvimento económico do país, defende António Cunha. “É deste modo que as nossas empresas poderão subir nas diferentes cadeias de valor de produtos ou serviços e oferecer melhores empregos. Certamente que profissionais de engenharia com esse perfil terão melhores empregos e, sobretudo, serão capazes de gerar melhores empregos para os restantes trabalhadores das empresas e organizações em que estejam integrados”, explica o co-organizador da conferência. O evento é co-organizado por Dan Roos, o co-director do MIT Portugal, que orienta a missão principal do projecto no sentido de “desenvolver a liderança e perícia nos sistemas de engenharia, para fazer face à crise com uma rede de parcerias que vai trazer desenvolvimento económico e empregos nas áreas de maior prioridade”. Na sua opinião, esta mudança do paradigma económico nacional pretende colocar-nos numa “posição de liderança na pesquisa de soluções para os mais complexos problemas do mundo industrializado”. Portugal como um modelo internacional de aposta na sustentabilidade nas energias renováveis e na criação de meios de transporte alternativos e mais eficientes. PLANOS PARA O FUTURO

Numa fase de balanço da actividade do programa MIT Portugal, Dan Roos recorda as razões que levaram a instituição a entrar em Portugal. Razões que vão des-

de o longo historial de colaboração com as universidades portuguesas de engenharia até à própria aposta do país nas áreas da ciência e da tecnologia. “Também considerámos um desafio, e um privilégio, trabalhar com Portugal numa altura em que atravessa uma difícil transição económica, no sentido de se tornar um líder em economia baseada no conhecimento”. O co-director do MIT Portugal acrescenta que esta iniciativa se pode tornar um ‘case study’ para toda a Europa. Apesar de elogiar o “forte compromisso com a ciência e a tecnologia ilustrados pelo plano tecnológico do primeiro-ministro e as políticas inovadoras do ministro Gago”, o norte-americano salienta que este programa é crítico para o desenvolvimento económico e social de Portugal e transcende considerações políticas. “O impacto a longo prazo do programa requer um compromisso nacional de uma década ou mais, independentemente do partido que esteja no poder”.

“Sabemos que uma infra-estrutura de pesquisa e educação vai estar activa para o nosso trabalho continuar em Portugal”, revela Dan Roos. Assim, com o prazo de intervenção do Governo no programa a aproximar-se do fim (o acordo assinado termina em 2011), os responsáveis pelo MIT Portugal reflectem sobre o futuro. Um dos principais desafios assumidos é o de evoluir para a sustentabilidade financeira. “Certamente que haverá áreas onde esse objectivo será atingido”, confia António Cunha. “Noutras, por razões conjunturais ou de maior tempo de indução, continuará a ser necessário suportar esta parceria”. Desde a sua formação que tem havido um esforço no sentido de fazer uma transição de um programa fundado pelo Governo para uma estrutura apoiada pelas universidades, indústria e fundações privadas. “Queremos uma colaboração entre o MIT e Portugal que se estende para além do acordo até 2011. Independentemente do formato que a nossa parceria assumir no futuro, sabemos que uma infra-estrutura de pesquisa e educação vai estar activa para o nosso trabalho continuar em Portugal”. ■

Paulo Alexandre Coelho

pedro.quedas@economico.pt

Potenciar o uso dos carros eléctricos Contribuir para uma “maior agilidade nas redes de abastecimento do sector automóvel” é o objectivo do projecto de investigação de Ricardo Almeida, aluno de doutoramento em Técnicas Industriais Avançadas, desenvolvido no âmbito de um projecto FLEXINET. Com o aparecimento de carros eléctricos, Ricardo Almeida pretende aplicar o conceito de ‘empresas virtuais’, “definido como uma aliança temporária de organizações que partilham competências e recursos, para responder a uma oportunidade de negócio”, às redes de abastecimento dos mesmo. Para Ricardo Almeida, o ensino português fica a ganhar fazendo parcerias com “uma das maiores e reconhecidas instituições do mundo”, para além do programa conseguir o envolvimento das empresas. J.C.


Terça-feira 7 Julho 2009

Uma escola com as empresas no ADN

Tornar os Açores auto-suficientes Tornar as ilhas de Flores e S. Miguel, nos Açores, autosustentáveis em termos energéticos é o objectivo do ‘Green Islands’. Considerado o projecto mais importante, e mais arrojado, de todo o programa MIT Portugal pretende preservar o a cultura única e o estilo de vida destas ilhas. O projecto de investigação de André Pina, estudante do Instituto Superior Técnico, consiste em “integrar diferentes opções energéticas” e também “identificar estratégias de desenvolvimento sustentáveis que considerem a economia, o ambiente e o aspectos sociais.” Para o aluno de doutoramento a experiência de trabalhar no programa MIT Portugal tem sido óptima, pois tem “tido a oportunidade de desenvolver um doutoramento inserido num grande projecto”. J.C.

MIT foi criado para responder aos problemas das empresas. PEDRO QUEDAS pedro.quedas@economico.pt

Mark Blinch/Reuters

Transportes do futuro e energias renováveis são duas das outras apostas fortes.

Diário Económico | U N I V E R S I D A D E S V

Em 1860, as pessoas aqueciam a casa com gás mas não havia forma de medir esse consumo. Foi para responder a esse problema que William Barton Rogers, que veio a ser fundador do Massachusetts Institute of Technology, criou o medidor de gás. Uma história de origem que ilustra como, desde a sua fundação, o MIT sempre se apoiou numa forte ligação entre a investigação científica e a procura de satisfazer as necessidades da indústria. Esta filosofia de aproximação ao tecido empresarial também é visível quando se faz um balanço aos três anos do MIT Portugal, que conta já com 54 instituições afiliadas, entre as quais se destaca a SCG Energia, que recentemente anunciou um investimento de “um milhão de euros no espaço de cinco anos para apoiar os programas de educação do MIT Portugal, para além de estabelecer estratégias de colaboração na investigação científica entre a empresa e o nosso programa”, destaca Dan Roos. O director do programa em Portugal lem-

O MIT Portugal conta com 54 empresas afiliadas. A SGC Energia é a mais recente adesão com um investimento de um milhão de euros. bra que estas parcerias industriais não só “fomentam a pesquisa de ponta, mas também apoiam os nossos esforços educacionais, incluindo estágios e bolsas para os nossos alunos”. O apoio empresarial desempenha também um forte papel na orientação dos temas a que o programa se dedica. António Cunha, presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, salienta que o trabalho com as empresas tem vindo a crescer significativamente, embora com contextos e expressões diferentes para cada área do programa. “Alguns exemplos muito interessantes são a colaboração com o SGC Energia ou a EDP Inovação na área da energia, com a Brisa nos transportes, com o IPO na biotecnologia ou com a TMG Automotive no desenvolvimento de novos produtos. Pela sua dimensão, especificidade e ambição, o projecto “Green Islands”, com o Governo dos Açores, EDP, Galp, Efacec, Martifer, SGC Energia e EDA, é um excelente exemplo do potencial do programa”. ■

Infografia: Susana Lopes | susana.lopes@economico.pt


VI U N I V E R S I D A D E S | Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

T E M A D E C A PA | O F U T U R O D O M I T P O R T U G A L

João Paulo Dias

ENTREVISTA MANUEL HEITOR, Sec. de Estado do Ensino Superior

“Programa superou todas as expectativas” Mit Portugal ajudou a criar empresas e poderá criar nas próximas décadas emprego qualificado. MADALENA QUEIRÓS madalena.queiros@economico.pt

“Estão criadas as condições para estender” o MIT Portugal por mais alguns anos, afirma Manuel Heitor, secretário do Estado do Ensino Superior considerado um dos principais impulsionadores deste programa. Que balanço faz dos primeiros três anos do MIT Portugal? Superou claramente todas as expectativas iniciais. Entre outros aspectos, em 2008/09 o Programa MIT Portugal já envolvia um total de 154 alunos de doutoramento em programas conjuntos entre várias Universidades Portuguesas nas áreas da energia, transportes, bioengenharia e engenharia de concepção. Em estreita colaboração com empresas e outras instituições nacionais, estão hoje em curso redes temáticas de C&T e de formação avançada em áreas estratégicas para Portugal e a afirmação internacional das nossas instituições. O Programa MIT Portugal está hoje claramente associado ao rápido desenvolvimento científico e tecnológico de Portugal e à reforma do ensino superior que lhe está associada e foi desenvolvida durante os últimos anos, representando um marco importante na crescente internacionalização das nossas instituições académicas e cientificas, sobretudo na facilitação da sua credibilidade internacional. Que papel pode desempenhar a engenharia no sucesso futuro do país? O Programa MIT Portugal foca-se na área dos Sistemas de Engenharia, em que o MIT é um dos líderes mundiais, pelo que este programa dá a Portugal vantagens comparativas na Europa numa área emergente e de importância crescente nas sociedades modernas. Refere-se á complexidade crescente

“O Programa MIT Portugal está hoje claramente associado ao rápido desenvolvimento científico e tecnológico de Portugal e à reforma do ensino superior”. “O Programa inclui já mais de 40 afiliados industriais que colaboram a diferentes níveis”. “Sistemas sustentáveis de energia e transportes, o desenvolvimento de novos produtos, incluindo aqueles associados a formas de motorização eléctrica, e as novas terapias médicas” são as áreas do emprego do futuro.

dos sistemas técnicos e à forma dos indivíduos, das suas redes e das sociedades lidarem com esses sistemas, assim como ao papel crescente da interacção social e económica na engenharia. Estas áreas incluem os sistemas sustentáveis de energia e transportes, o desenvolvimento de novos produtos, incluindo aqueles associados a formas de motorização eléctrica, e as novas terapias médicas, incluindo aquelas com células estaminais e engenharia de tecidos. São áreas de potencial crescimento do emprego nas próximas décadas, nomeadamente de emprego qualificado, em que Portugal tem de evoluir e de se diferenciar no contexto europeu. Mas para gozarmos dos benefícios dos novos sistemas de engenharia temos de qualificar jovens e estimular a sua capacidade empreendedora. Que papel tem o relacionamento com as empresas neste programa? O relacionamento com as empresas tem sido uma marca do sucesso das parcerias internacionais. Em particular o Programa MIT Portugal inclui já mais de 40 afiliados industriais que colaboram a diferentes níveis, como seja através do desenvolvimento de projectos de investigação em parceria, o financiamento por parte das empresas de estudantes nos cursos de formação ou ainda no acolhimento dos investigadores nas empresas, o que se verifica até a nível internacional, como é o caso da Rolls-Royce no Reino Unido. Que mudanças têm ocorrido para potenciar a actividade do MIT Portugal? O Programa da parcerias internacionais da FCT viria a facilitar a criação em Portugal da Rede UTEN, “University Technology Enterprise Network” que envolve

Manuel Heitor negociou os contornos do acordo MIT Portugal.

centros de transferência e comercialização de tecnologia, gabinetes de gestão de propriedade intelectual, incubadoras, parques de ciência e tecnologia e outras entidades envolvidas no apoio e aconselhamento a empresas de base científica e tecnológica, nomeadamente originárias a partir do sistema científico e tecnológico e no sistema do ensino superior. Esta rede envolve hoje todas as parcerias internacionais em curso, oferecendo desde 2008 um conjunto de acções formais e informais de formação e de estágios internacionais para técnicos de transferência e comerciali-

“Existe o financiamento por parte de empresas a estudantes nos cursos do MIT Portugal e a contratualização com empresas como a Rolls-Royce”.

zação de tecnologia, assim como o apoio ao reforço e à internacionalização de empresas de base científica e tecnológica. O protocolo acaba em 2011. Depois desse prazo, pretendem assegurar a continuidade do MIT Portugal? Ao fim de três anos, considero que o Programa é um sucesso e que estão criadas as condições para ser estendido. Isso está previsto, mas as universidades, centros de investigação e empresas terão de continuar a trabalhar para que essa solução seja óbvia e consensual pelos benefícios que trará a Portugal. ■


Terça-feira 7 Julho 2009

Diário Económico | U N I V E R S I D A D E S VII

FO R M A Ç Ã O D E E X ECU T I VOS

MBA Atlântico faz triângulo Portugal-Angola-Brasil Católica do Porto lança MBA em parceria com a escola congénere de Angola e S. Paulo. ELISABETE FELISMINO elisabete.felismino@economico.pt

Bruno Barbosa

MBA Atlântico é o nome do mais novo MBA apresentado pela Universidade Católica no Porto. O MBA Atlântico é o primeiro Master in Business Administration da Lusofonia a ser leccionado nos três continentes: Europa, América do Sul e África, ou seja, no triângulo Portugal, Brasil e Angola. Álvaro Nascimento, director da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da sua escola de negócios- EGE- Atlântic Business School, diz que “esta é uma iniciativa conjunta entre a Univerisdade Católica no Porto, a Universidade Católica de Angola e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo”. Com o objectivo de formar gestores de topo para as empresas com interesses nos países de expressão portuguesa, o Master Atlântico assume-se ainda com o objectivo de “construir uma rede de líderes empresariais que elegem o mundo de Língua Portuguesa como veículo de afirmação e competitividade à escala global”. Neste sentido, o novo MBA junta numa única turma alunos dos três países, que durante um ano lectivo viajarão pelas três universidades para adquirir formação de excelência na área da gestão, ao mesmo tempo que são expostos à vivência e às realidades empresariais locais. Segundo Álvaro Nascimentom na concepção do

O MBA Atlântico conta com apoio das empresas que fazem da mundo lusófono o seu mercado prioritário.

programa “foi dado especial enfoque à integração da realidade económica e política local, através do interface com empresas e autoridades dos três países, ao longo de todo o curso. O envolvimento de “escolas de grande prestígio internacional” como é o caso da ESADE (Barcelona) e do INSEAD (França) na EGE, garante, por um

lado, um nível curricular elevado e, por outro, a capacidade de transmissão aos formandos de uma perspectiva internacional em termos de questões económicas que outras instituições não conseguem. Já distinguido com a atribuição do alto patrocínio da Presidência da República Portuguesa, o MBA Atlântico conta com o

Para Álvaro Nascimento, o sucesso deste Master será feito “quando se conseguir medir a carreira dos 30 elementos que vão fazer parte desta primeira turma”.

apoio financeiro de empresas que elegem o mundo da lusofonia como veículo de afirmação da sua competitividade e estratégia de internacionalização. Para Álvaro Nascimento, o sucesso deste Master será feito “quando se conseguir medir a carreira dos 30 elementos que vão fazer parte desta primeira turma”. Um dado é certo, a turma terá no máximo 45 alunos, mas

o director da EGE acrescenta: “Está também a ser equacionado o alargamento deste programa a outras geografias no médio prazo, aproveitando este activo específico e único que é a rede internacional de Universidades Católicas. Temos a visão de que, dentro de alguns anos, o MBA Atlântico seja um programa de referência em português”. ■

O NOVO PROGRAMA

Estrutura do MBA Atlântico

MBA será leccionado em Português

O MBA Atlântico é o primeiro MBA a ser leccionado em Angola. Concebido para uma edição de 30 alunos seleccionados em cada uma das geografias: dez alunos por país seleccionados pelas universidades locais, dentro de parâmetros e critérios préestabelecidos. Os alunos terão um programa de doze meses com residência repartida pelos três países, encontrando-se os custos de alojamento e viagens incluídas no preço do programa. Estruturado em três blocos trimestrais com um componente lectiva de 180 horas, o primeiro bloco será leccionado em Luanda, seguindo-se São Paulo e finalmente, o encerramento terá lugar no Porto.

Com um corpo docente internacional, composto por professores das três universidades e outros especialistas internacionais, o curso será leccionado preferencialmente em português, podendo contudo haver formação complementar em inglês. Devido à importância que adquire a componente da inserção profissional e a adequação à realidade de cada geografia, é dado especial importância a visitas e casos de estudo sobre empresas locais com forte implantação na economia nacional. Serão também explorados exemplos de boas práticas e realizados regularmente seminários e ‘workshops’ sobre o contexto de cada um dos países.

Um curso para gestores de várias nacionalidades.

CUSTO O MBA Atlânico deverá ter um custo de cerca de 20 mil euros. Um valor de propina que assegura também as despesas das viagens.

20.000


VIII U N I V E R S I D A D E S | Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FO R M A Ç Ã O D E E X ECU T I VOS

“Queríamos aproveitar aquele capital que estava ali disponível para nós”. JOSÉ FORTUNATO, SONAE DISTRIBUIÇÃO

dsfdsfsd fsdf sdf sdf sd fsd f ds fs

dsfdsfsd fsdf sdf sdf sd fsd f ds fs

“Serviu para enquadrar a reflexão mais do que para chegar a uma conclusão”. GASTÃO TAVEIRA, ALTITUDE

“Dão-nos sempre muitas ideias em que ainda não tínhamos pensado”. ANTÓNIO QUINA, “A VIDA É BELA”

“Tivemos gente de fora, gente nova, que não fala a linguagem dos pagamentos”.

Gestores de topo pedem conselhos

A disciplina de ‘business cases’ agrada aos alunos sobretudo pela possibilidade de contactar directam

MARIA JOÃO CARIOCA, SIBS

CARLA CASTRO carla.castro@conomico.pt

“Dá visibilidade a um sector que nem sempre é fácil de explicar”. MIGUEL MORENO, TRANQUILIDADE

“As respostas foram cabalmente diferentes das que tínhamos pensado”. ANTÓNIO CASANOVA, SONAE SIERRA

“É fantástico interagir directamente com o ‘top management’ das empresas”, comenta Bruno Silva, 36 anos, director-geral no Grupo Salvador Caetano sobre a disciplina ‘Business Cases’, que frequentou no âmbito do Lisbon MBA. Poder ter o presidente ou o administrador da empresa na sala de aula a discutir os assuntos é, pelas respostas dos alunos, a mais valia desta disciplina do segundo ano. “É substancialmente diferente fazer uma apresentação para colegas e professores e apresentar para o ‘board’ da empresa”, acrescenta Bruno Silva.

Outra característica muito apreciada pelos estudantes é o facto de se analisarem casos reais e actuais das empresas. Miguel Maciel, outro dos alunos, é ‘program manager’ da Unisys, e realça o facto de “serem casos referentes a situações que ainda não ocorreram e para os quais não há uma solução”. Os casos são apresentados aos alunos com um ‘pack’ de informação sobre a empresa “propositadamente incompleto”, explica Manuela Calhau, a professora desta cadeira, para terem de pesquisar informação sobre o sector e o perfil da empre-

“É substancialmente diferente fazer uma apresentação para colegas e professores e apresentar para o ‘board’ da empresa”, afirma Bruno Silva, um dos alunos da disciplina ‘Business Cases’.

sa. Depois “há um curto espaço de tempo disponível para a sua resolução”, conta outro aluno, Pedro Silva, ‘manager’ de consultoria na Deloitte. A pressão faz parte das regras do jogo. “PESCAR” TALENTO

Se os alunos gostam deste tipo de cadeiras práticas e integradoras, também as empresas têm razões para se envolver e “gastar” o tempo dos seus gestores. Não só para “pescar” eventuais talentos de gestão, mesmo que só mais tarde, mas também porque podem resultar destas sessões, novas formas de

pensar ‘out of the box’ e novos caminhos para a empresa. Que o diga António Quina, CEO de “A vida é bela”, que perguntou aos alunos como é que reinventavam o seu negócio das experiências. “Os ‘outputs’ dos alunos ajudam-nos a pensar, a perspectivar o futuro. Damos um relevo muito grande a este tipo de trabalho, a que de outra forma não teríamos acesso, contrariamente a uma grande empresa”, sublinha António Quinas. Para o CEO de “A vida é bela” é um “luxo” ter, todos os anos, “um conjunto de pessoas sérias


Terça-feira 7 Julho 2009

João Paulo Dias

Gestores apresentam casos das suas empresas aos alunos do “Lisbon MBA”.

Diário Económico | U N I V E R S I D A D E S IX

NADIM HABIB Administrador executivo do Nova Forum

Alucinações e os Gato Fedorento Basicamente, tem tudo a ver com a execução – executar bem e executar rapidamente. Thomas Edison, inventor e empresário norteamericano, disse há 100 anos: “Visão sem execução é alucinação”. E os Gato Fedorento ilustraram a frustração associada à não concretização de uma visão no famoso ‘slogan’ “falam, falam, falam…” A maioria das empresas tem visão. Ou seja, sabe para onde quer ir. Sabe até como lá chegar. Quando analisamos indústrias maduras, vemos que organizações concorrentes têm geralmente visões semelhantes. Não porque estão erradas, mas precisamente porque estão certas. Então, quem ganha? Não são as empresas com a melhor visão estratégica – já vimos que em muitos casos são quase indiferenciadas – são as empresas que executam melhor a sua visão estratégica. Basicamente, tem tudo a ver com a execução – executar bem e executar rapidamente. Mas qual é o preço da má execução de uma estratégia, da execução fora dos timings ou mesmo da não execução? Além da mais que provável perda de receitas e da desmotivação associada a previsões que falharam, a execução mal sucedida pode ter consequências ainda piores – pode deitar por terra a auto-estima de uma

A única questão para a qual não temos “a” resposta mantém-se: como alinhar os nossos recursos com a nossa estratégia, e sermos bem sucedidos?

s a “Lisbon MBA”

mente com o ‘top management’ das empresas que estão a ser estudadas.

e séniores a debruçaremse” sobre a sua empresa. Maria João Carioca, responsável de desenvolvimento de negócio da SIBS, vai mais longe e afirma: “Temos um desafio em reforçar as capacidades de gestão e esta é a fonte por excelência”. Do lado das escolas de negócios, neste caso as universidades Nova e Católica, têm aqui uma oportunidade para “mostrar a qualidade dos alunos. Há aqui um interesse mútuo”, diz Belén de Vicente, administradora executiva do Lisbon MBA, onde se integra esta disciplina. ■

TESTEMUNHOS DE DOIS ALUNOS

‘Feedback’ das empresas A vantagem de estudar envolvidas é fundamental casos reais e actuais A “oportunidade de apresentar soluções e obter retorno de pessoas como presidentes, accionistas ou membros de conselhos de administração das empresas envolvidas”, é o que de mais positivo destaca o aluno Miguel Maciel, de 29 anos, da cadeira de ‘business cases’ do Lisbon MBA. Também o facto de os casos se referirem, muitas vezes, “a situações que ainda não ocorreram e para os quais não há uma solução” agradou muito a este ‘program manager’ da Unysis, licenciado em Engenharia Informática.

Bruno Silva destaca a vantagem desta cadeira estudar “casos reais, actuais e de empresas portuguesas que realmente buscam visões adicionais, nomeadamente a académica”. A informação é muito mais dispersa, o que os obriga os alunos a pesquisar muito mais e, consequentemente, a conhecer melhor a empresa e o tema”, acrescenta o director-geral da Salvador Caetano, de 36 anos, licenciado em Engenharia Mecânica, que frisa ainda a oportunidade de “interagir directamente com o ‘top management’ das empresas envolvidas”.

organização e desacreditar a Liderança. Os líderes passam a ser vistos como os que simplesmente “falam, falam, falam…”. E ainda podemos concluir (mal) que errámos o caminho No Nova Forum desenhamos e implementamos programas de Formação para Executivos. Temos vários concorrentes em Portugal, e inúmeros concorrentes a nível internacional. A maioria de nós tem uma visão clara que permite responder às perguntas elementares – para onde vamos e como lá chegamos. Os encontros internacionais sobre Formação de Executivos chamam recorrentemente para tópico de discussão um conjunto de desafios bem conhecidos e interiorizados pelas Escolas de referência. Concluindo… a estratégia é clara. Por isso, a única questão para a qual não temos “a” resposta mantém-se: como alinhar os nossos recursos com a nossa estratégia, e sermos bem sucedidos? O primeiro passo é assegurar que todos os elementos da equipa sabem como contribuir para a execução da estratégia. Depois, garantir que eles falam a linguagem uns dos outros – o marketeer entende conceitos financeiros e o director financeiro entende os desafios do marketing, por exemplo. Não se pretende que todos sejam especialistas em tudo. Pretende-se sim que cada área seja capaz de entender a realidade das restantes áreas, e os desafios das pessoas que aí trabalham. Isto permite criar sinergias, poupar recursos e ganhar apoios. No fundo, executar melhor. Só a partir daqui faz sentido discutir disciplina, performance, capacidade de trabalho e resultados. A Formação de Executivos tem um impacto enorme neste desafio. Alinha conceitos, aprofunda conhecimento, facilita a comunicação e… inspira. Basicamente, acelera e aperfeiçoa a execução. É por isso que a GE (General Electric), fundada por Thomas Edison, tem a Crottonville e sempre foi vista como uma Empresa Escola. Existe melhor retorno? ■


X U N I V E R S I D A D E S | Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

FO R M A Ç Ã O D E E X ECU T I VOS

João Paulo Dias

Vantagens e Desvantagens >> Vantagens O acesso, dos executivos, a professores, instalações, biblioteca e ambiente de qualidade; O acesso a centros de excelência tecnológica, onde se inclui os de ICT - Information Technology and Communication, e os de BPO - Business Process Outsourcing. Nestes centros, os executivos podem desenvolver técnicas e ferramentas para resolver muitos dos problemas das grandes cidades. >> As desvantagens Custos de deslocação; Esforço humano da adaptação a um clima não muito ameno; A falta de infra-estruturas sociais, na Índia, a que estamos habituados no nosso dia-a-dia.

No futuro, há também a possibilidade de a AESE vir a receber estudantes da Índia.

AESE estabelece parceria com a melhor escola de negócios da Índia A escola de formação de executivos quer marcar presença, já em Setembro, em viveiro de empreendedores. ANA PETRONILHO ana.petronilho@economico.pt

É o país que “põe satélites à volta da terra, fabrica supercomputadores e centrais nucleares”. Eugénio Viassa Monteiro, director executivo do MBA da AESE, aponta a Índia como um mercado em ascensão que tem como meta vir a ser uma potência mundial e que contagia “qualquer pessoa com o seu espírito empreendedor”. Na lista das 400 melhores empresas de Software do mundo, por exemplo, quase todas são indianas diz a Carnegie Mellon. Um país cheio de potencialidades, com quem o mercado português tem muitas lições a aprender, como a de ter uma “capacidade inventiva e inovadora para criar produtos e serviços à medida das necessidades e exigências dos clientes”, explica o

ainda director do Instituto de Estudos Asiáticos. Com o objectivo de marcar uma presença, cada vez mais forte, na Índia e acrescentar valor à formação de dirigentes e executivos, a AESE assinou um protocolo com o Indian Institute of Management de Ahmedabad (IIMA). Uma parceria que arranca já no próximo mês de Setembro. A AESE escolheu a a IIMA que é considerada, há vários anos, “a Escola de Negócios nº 1 da Índia, em todos os ‘rankings’”, nomeadamente no da revista “The Economist”, esclarece Eugénio Viassa Monteiro. Uma escola que tem ainda a vantagem de estar em Ahmedabad, que é considerado “um viveiro de empreendedores de altíssima qualidade”, salienta o presidente do comité da

A Índia é um mercado em ascensão que nos pode ensinar a ter uma maior capacidade inventiva e inovadora.

AESE. A “grande qualidade dos professores, das instalações, bibliotecas e um bom ambiente de trabalho” são outros dos pontos fortes desta ‘business school’. O acordo pretende desenvolver uma relação “profunda e recíproca, para que os professores e os alunos das duas escolas possam realizar acções de formação e de investigação em comum”, esclarece Eugénio Viassa Monteiro. Numa primeira fase, todos os alunos do VIII Executive MBA vão ter a possibilidade de, durante uma semana, assistir a aulas e colóquios, na escola de formação de executivos indiana, para além de visitarem empresas de sucesso na Índia. Mas prevê-se que a parceria seja alargada também aos docentes com “a ida dos

professores da AESE, à IIMA, para darem aulas a alunos indianos”. No futuro, há também a possibilidade de a AESE vir a receber estudantes da Índia, que poderão estagiar “durante vários meses em empresas por-

tuguesas”, explica Eugénio Monteiro. Para entrar neste mercado exigente, o investimento da AESE passa sobretudo por “deslocações a Ahmedabad para conhecer e criar um bom relacionamento”. ■

Divulgar bons exemplos é a forma de fomentar o empreendedorismo “Promover muito o empreendedorismo: falar, escrever, destacar exemplos de ideias que resultaram, aqui, lá fora, em todos os pontos do globo”. Na opinião de Eugénio Monteiro, é o que falta ao mercado português para recuperar o atraso em relação ao mercado indiano. O mercado indiano “é muito grande e está a crescer a ritmos elevados, numa sociedade que está a melhorar os seus padrões de vida com a riqueza que está a criar”, acrescenta Eugénio Monteiro. O presidente do comité executive MBA da AESE defende ainda a ideia de que, em Portugal, deveriam existir mais sociedades de capital de risco para apoiar as ‘start-ups’ e outras empresas que procuram crescer.


PUB


XII U N I V E R S I D A D E S | Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

U N I V E R S I D A D E V I S TA D E F O R A

João Paulo Dias

EMPREGO

Cursos com saída Nos últimos dez anos a taxa de empregabilidade média do curso de Engenharia Aeronáutica, da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, é de 97%. Empresas como NAV, TAP, OGMA empregam a maioria dos licenciados, no entanto o tecido empresarial da região da beira interior é também o destino de alguns dos que terminam o curso, naquela universidade. Durante o curso os alunos têm a possibilidade de contactar com as empresas através de estágios de verão e de estágios de aproximação à vida activa. No final, os licenciados, avançam para estágios profissionais, com remuneração média de 950 euros. Muitos dos que estão nessa situação acabam por ser contratados pelas empresas. J.C.

PAULO FERRÃO

O melhor aluno Foi o melhor aluno da licenciatura de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST), no ano de 1985. É um dos feitos de Paulo Ferrão, director do MIT na sua experiência enquanto estudante universitário, que teve início no ano de 1980. A escolha da licenciatura foi porque “sempre gostei de fazer coisas ligadas às máquinas e esta acabou por ser a a opção “, justifica Paulo Ferrão. Num ambiente em que “todos tentavam fazer o seu melhor” a lição mais importante que aprendeu no IST foi a “forte cultura de responsabilidade”, afirma. A necessidade de aprender a trabalhar em equipa, lidar com a exigência e competitividade que

ainda hoje existem no IST foram os principais desafios que Paulo Ferrão sentiu, enquanto estudante, e que foram ultrapassados através de um “espírito de camaradagem e de competição saudável”, acrescenta. Os aspectos mais negativos que sentiu passaram pelo “sistema de acolhimento dos estudantes, em que existia um grande afastamento dos professores”, refere. Da sua experiência na entrada para o mercado de trabalho, Paulo Ferrão diz que não sentiu muitas dificuldades. “Tive muitas ofertas de trabalho e optei por seguir logo a carreira académica”, diz o professor que hoje lidera o MIT Portugal. A.P.

27 97% 950€

Passaporte A Universidade do Chipre é muito recente e foi a primeira instituição de ensino superior estabelecida, neste país. Situada na capital de Nicosia, a universidade foi criada em 1989 mas só em 1992 aceitou os seus 486 primeiros estudantes. A instituição tem como missão responder à crescente aspiração de internacionalização do país e às necessidades intelectuais dos cipriotas. Passados 16 anos, a universidade conta com seis faculdades, mas ainda não tem faculdade de Medicina, de Direito ou de Belas-Artes. Hoje, é frequentada por 5322 estudantes, e tem a oferta de 73 licenciaturas e de 31 bacharelatos. Para um estudante português, que se queira candidatar a esta universidade, é necessário que tenha o ensino secundário completo. O estudante deve contactar directamente a instituição a que se quer candidatar e apresentar o certificado de habilitações. É necessário, também, que o aluno realize uma prova de competência linguística. Esta prova pode ser em grego ou em turco, as línguas oficiais das universidades cipriotas, ou em inglês. Não é necessário pedir um visto de permanência para os

Taxa média de colocação dos diplomados, do curso de Engenharia Aeronáutica, da Universidade da Beira Interior na Covilhã.

Remuneração média mensal dos alunos do curso de Engenharia Civil em estágios profissionais, depois de terminarem o curso.

D.R.

UNIVERSIDADE DO CHIPRE

Número de iniciativas do Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais no ano passado, para apresentar o mundo do emprego aos alunos da UBI.

candidatos portugueses, e todos os estudantes que vêm de países da União Europeia, estão isentos do pagamento de propinas. O governo cipriota oferece bolsas de estudo aos estudantes, para dar algum apoio nas despesas dos estudantes. Estas bolsas têm um número limitado e cada instituição tem a sua própria política de atribuição. É necessário que os estudantes se informem, nos gabinetes da faculdade a que se candidata. Para encontrar alojamento, o candidato pode recorrer ao Gabinete de Alojamento, que se situa no ‘campus’ da universidade, para consultar uma lista de casas ou quartos que estão livre para alugar. Esta lista está disponível no início de cada ano lectivo. Em média, a renda de um apartamento com uma divisão tem o custo entre 400 e 500 euros, por mês, um apartamento de duas divisões entre 480 e 600 euros, e para uma casa com três divisões entre 600 e 770 euros. A faculdade tem disponível também uma cantina e um restaurante, com custos reduzidos para os estudantes. O custo de vida em Nicosia pode ser alto, e em média os estudantes podem contar com despesas entre os 700 e os 1000 euros, por mês. A.P.


Terça-feira 7 Julho 2009

Diário Económico | U N I V E R S I D A D E S XIII

BOLSAS DE INVESTIGAÇÃO

VA I A C O N T E C E R

Optimus Alive!09 apoia ciência O festival Optimus Alive!09 volta a financiar duas bolsas de investigação científica.Estes apoios são destinados a jovens investigadores da área da Biodiversidade, Genética e Evolução. Estalebecer formas alternativas de financiamentos para a investigação científica, em Portugal, e contribuir para uma maior aproximação e interacção

entre os centros de investigação e a sociedade portuguesa, são estes os objectivos da iniciativa que resulta de uma parceria entre a Everything is New, a promotora do festival, e do Instituto Gulbenkian de Ciência. No ano passado concorreram cerca de 74 candidaturas de jovens. As bolsas foram atribuídas a Alexandre Leitão, 23 anos, licenciado em

Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que pretende desvendar a origem evolutiva do sistema imunitário. O outro vencedor foi João Alves, de 24 anos, diplomado em Biologia Aplicada pela Universidade do Minho, que estuda o efeito da fragmentação florestal em algumas espécies em risco de extinção. A.P.

Hoje >> Kjetil Thorsen, o galardoado com o prémio Mies van der Rohe 2009, um dos mais importantes prémios de arquitectura do mundo, vai estar hoje na Universidade do Porto. O convidado de honra vai inaugurar a exposição “Contemporary Norwegian Architecture 2000-2005” produzida pelo Museu Nacional de Arte. Esta visita também tem como objectivo dar a conhecer melhor a arquitectura contemporânea norueguesa.

sddsadasdasda

4ª feira >> Está a decorrer a segunda edição dos “Lisbon Quantum Computation, Information and Logic” inserido na bienal de “Quantum Effects in Biological Systems”. O encontro internacional tem lugar no Instituto Superior Técnico e vai reunir, pela primeira vez, pioneiros desta área emergente.

5ª feira >> Está a decorrer o Encontro sobre Podcasts, na Universidade do Minho, em Braga. O Podcasting consiste na emissão, de áudio ou de vídeo, na Internet e a sua popularidade tem-se alargado ao ensino. Cada vez mais, professores e alunos tiram partido das suas funcionalidades. A iniciativa tem como objectivo iniciar ou aprofundar a utilização desta ferramenta, em contexto educativo. >> A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues está presente, hoje, no Fórum Educação. O evento conta também com a presença de Ana Maria Bettencourt, presidente do Conselho Nacional de Educação e com Paulo Teixeira Pinto, vice-presidente do Conselho Geral das Universidades de Lisboa. A organização é da responsabilidade do Diário Económico e o evento vai decorrer no hotel Pestana Palace.

6ª feira >> “A Sustentabilidade da Construção” é o tema do seminário que

Estudar o efeito da fragmentação florestal nas espécies em vias de extinção é o projecto de um dos vencedores da Bolsa Optimus Alive e do Instituto Gulbenkian de Ciência. NÚMEROS

800 Número de espécies de animais e plantas, em terra, que desapareceram nos últimos 500 anos, em todo o mundo. Dados revelados pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

17mil Número de espécies, em terra, que estão em risco de extinção, em todo o mundo. Até ao momento, só 2,7 % de 1,8 milhão de espécies, de pássaros e mamíferos, foram analisadas. Ao todo, apenas 44.838 espécies foram estudadas.

1,8 Existem cerca de 1,8 milhões de espécies de pássaros e mamíferos no planeta Terra. A principal causa de extinção das espécies terrestres é destruição dos habitats pela exploração de madeira.

decorre hoje, na Universidade do Algarve. A iniciativa procura discutir os aspectos mais relevantes nesta área e apresentar exemplos de boas práticas. A moderação do debate está a cargo da engenheira Catarina Cruz e as intervenções vão ser do professor Manuel Pinheiro do IST e do professor Victor Ferreira da Universidade do Algarve. O evento conta, ainda, com a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, João Faria, e do reitor João Guerreiro. A sessão de abertura tem hora marcada para as 09h30.


XIV U N I V E R S I D A D E S | Diário Económico Terça-feira 7 Julho 2009

SAÍDAS PROFISSIONAIS

Novabase à procura de inteligência emocional A Novabase Academy foi criada há quatro anos para minimizar o choque da entrada no mundo profissional. PEDRO QUEDAS pedro.quedas@economico.pt

“Passamos 16 anos da nossa vida a estudar e depois, de repente, começamos a trabalhar. É um período de grande confusão. É por isso que é fundamental minimizar este choque”. Foi com a intenção de facilitar esta transição que a Novabase, empresa especializada em sistemas de informação, criou a Novabase Academy, explica o presidente-executivo (CEO) Luís Paulo Salvado. Esta iniciativa, que traz 80 a 100 novos funcionários todos os anos earrancou oficialmente há quatro anos. O processo começa por avaliar os finalistas dos cursos de Engenharia, Economia e Gestão em várias faculdades, num total cerca de 3 mil alunos. Desses são separados os que têm médias finais iguais ou superiores a 14, que são depois contactados através de ‘roadshows’, feiras de emprego ou mesmo anúncios de imprensa. Depois de uma série de testes e entrevistas, os finalistas são integrados num programa de formação e acolhimento, a Novabase Academy, que dura cerca de um mês e inclui duas semanas

no exterior, em regime de internato, com desafios e competições destinadas a exercitar tanto a inteligência técnica como emocional dos novos funcionários. “Aprendemos o que é um projecto, as fases de um projecto, como lidar com um cliente, como trabalhar em equipa”, recorda Marlene Vitorino, de 27 anos, analista que trabalha há sete meses na Novabase. A licenciada em Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Nova explica que ‘há uma “Nem sempre

os melhores alunos são os melhores profissionais. A Novabase não é um laboratório de investigação”, explica Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase.

SAIBA SE TEM CONDIÇÕES PARA CONCORRER Capacidade de aprender e evoluir Resistência ao stress Capacidade analítica e de síntese Trabalhar em equipa Desempenhar diferentes funções Ir além dos formalismos com o cliente

SIM SIM SIM SIM SIM SIM

Se respondeu sim a mais de metade destas perguntas tem condições para concorrer a vagas ou estágios na Novabase. (Grelha da responsabilidade do Diário Económico)

NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO

grande diferença entre o mundo académico e o mundo do trabalho, talvez devesse haver uma maior preparação. Com a Academia, acaba por ser uma transição bem mais bem suave”. Mais do que apenas procurar os melhores alunos, a Novabase procura candidatos que partilhem os seus valores. “Queremos pessoas com capacidade de aprender e de se desenvolver muito grande. Pessoas com capacidade de resistir muito ao stress, com capacidade analítica e de processamento de informação. É preciso saber fazer sínteses, porque senão ficamos inundados em informação”, explica Luís Paulo Salvado. O CEO salienta também a capacidade de trabalhar em equipa, de desempenhar diferentes funções em diferentes equipas. “É preciso ter sensibilidade para, mais que cumprir o contrato do projecto, satisfazer as necessidades do cliente e ir além dos formalismos habituais. Por vezes temos excelentes alunos, com médias de 17, 18 e 19, que depois têm fracas capacidades de adaptação. Nem sempre os melhores alunos são os melhores profissionais. A Novabase não é um laboratório de investigação”, conclui. O programa de contratação da Novabase não oferece estágios, oferecendo antes contratos sem termo a todos os finalistas. No que respeita ao salário oferecido, Luís Paulo Salvado, defende que “isto é uma guerra pelos melhores talentos, e divulgar exactamente esse valor, que varia todos os anos, é estar a dar munições ao inimigo. Mas posso adiantar que pagamos claramente acima da média de mercado, que anda à volta dos 1000 euros. E como temos uma progressão rápida, os melhores poderão estar, ao fim de dois anos, a receber por volta do dobro do que quando entraram”. ■


Terça-feira 7 Julho 2009

Paula Nunes

PEDRO LOURTIE E HELDER PEREIRA

TESTEMUNHO ERASMUS

Membros da CRISE

Os nossos embaixadores Uma experiência “muito positiva” é assim que António Barbosa se refere à sua passagem pelo programa erasmus. Durante a sua estadia na Universidad Rey Juan Carlos, em Madrid, o estudante diz que viveu “um período muito enriquecedor” da sua vida. Estar numa cidade “com perspectivas profissionais mais aliciantes, ter um crescimento pessoal e académico e conhecer novas realidades”, foram algumas das razões que levaram o licenciado em Economia pela Universidade de Aveiro a partiticipar nesta aventura. Com esta experiência, António Barbosa aprendeu uma nova língua, estimulou a capacidade de resolver novos desafios, conheceu novos

amigos e novas cidades. Mas, o que destaca como mais positivo desta experiência “foi a possibilidade de ingressar no mundo laboral em Madrid, sendo contratado pela Ubisoft, para o desenvolvimento de negócio em Portugal, ainda antes de terminar a licenciatura”. O principal obstáculo que ultrapassou foi a procura de alojamento porque “apesar da imensa oferta existente, as habitações apresentam um custo muito elevado e uma qualidade e conforto questionáveis”. O estudante gastou cerca de 800 euros por mês, durante a sua estadia em Madrid, e para o auxiliar nesta despesa, recebeu a bolsa máxima, no valor de cerca de 2 100 euros para todo o ano lectivo. A.P.

A CAMINHO DO ESPAÇO EUROPEU DO ENSINO SUPERIOR

CHIPRE Dividida desde 1974 com a invasão dos turcos à parte norte da ilha, a antiga colónia britânica é membro da União Europeia desde 2004. O investimento em educação equivale a 7% do PIB, fazendo de Chipre, a par da Dinamarca e da Suécia, um dos países com mais investimento da UE em educação.

Graus e Diplomas A divisão do ensino superior cipriota em três ciclos, aquando da adesão ao Processo de Bolonha, é igual à dos outros países . Um primeiro ciclo, ‘ptychion’ ou bacharelato, tem a duração de oito semestres (4 anos) de tempo completo de estudo. Num segundo ciclo, de mestrado, a duração é de três ou quatro semestres. ‘Magister Artium Degree’, Magister

Scientae Degree, Master in Education (MEd), Master in Business Administration (MBA), são algumas das várias especializações que se obtêm depois de completar o segundo ciclo. Apesar de não ser obrigatório apresentar uma tese final, esta não pode ter peso superior a mais de metade da duração do ciclo. O último ciclo, ‘didactoriko’ ou mestrado, tem a duração de três a quatro anos.

Créditos 240 é o número de ECTS que se obtêm com a finalização do primeiro ciclo de estudos, o ‘ptychion’. Já finalizado o mestrado, os alunos obtêm entre 90 a 120 ECTS. Por fim, o último ciclo dá direito a 180 a 240 ECTS.

Autonomia As universidades públicas têm poder para escolher os cursos que leccionam. J.C.

GRUPO DE ESPECIALISTAS PORTUGUESES E NORTE-AMERICANOS PARTILHAM EXPERIÊNCIAS

Leituras

Luís Paulo Salvado, presidente-executivo da Novabase, e Marlene Vitorino, analista (em baixo), que está na empresa há sete meses.

Diário Económico | U N I V E R S I D A D E S XV

Apesar de já terem passado 11 anos sobre a data de publicação da tiragem original, “Investir no Futuro” continua a ser uma obra de referência na interligação entre os mundos universitário e empresarial. Em 1998, um fórum organizado no “Massachusetts Institute os Technology” (MIT) reuniu alguns dos maiores especialistas de nacionalidade portuguesa e norteamericana para que estes travassem relações, promovendo sinergias entre a indústria e o conhecimento académico. Nesta reunião estiveram

presentes importantes actores políticos, académicos e empresários, que juntos trabalharam para clarificar conceitos e apresentar experiências e protótipos. Outro tema de discussão foram as políticas de investigação e desenvolvimento entre os dois países transatlânticos. Do encontro resultou este volume, fruto da comunicação directa entre todos os intervenientes do fórum, entretanto aprofundada e enquadrada com os estudos que ao mesmo tempo foram desenvolvidos pelas parcerias entre as universidades, a indústria e o mundo académico em geral. Autor: Vários. Editora: Gradiva.

Os novos Estatutos de Carreira A desregulamentação da carreira é inevitável e em alguns aspectos desejável. Há cerca de dois meses, um de nós escrevia nestas páginas que as maiores dificuldades de acordo na negociação dos estatutos de carreira estariam nos mecanismos de transição e no nível de (des)regulamentação das carreiras. Não era preciso ser adivinho, porque, a menos de benesses administrativas generalizadas, afectam sempre alguém. E mesmo que as houvesse, sempre haveria os que entenderiam que outros tinham sido injustamente mais beneficiados. No entanto, o resultado atingido é mais favorável do alguma vez pensámos ser possível. Alguma desregulamentação da carreira era inevitável e em alguns aspectos desejável. A legislação ainda em vigor tinha como lógica subjacente de que os docentes são todos iguais, como que clones, e que fazem todos o mesmo. Mas, para que uma organização tenha capacidade de resposta a problemas diversos e possa desenvolver os variados aspectos da sua missão, tem de contar com um naipe de competências diversificadas. A desregulamentação era desejável, inevitável e, embora possam existir aspectos discutíveis, o balanço global é adequado. A carreira universitária parece merecer uma aceitação muito alargada. É a do politécnico que tem suscitado mais reacções, embora seja nesta que os avanços foram mais significativos desde as primeiras versões conhecidas. Há questões indefinidas que a afectam, como o título de especialista que não há meio de ver a luz do dia, como outro de nós escrevia neste suplemento há pouco mais de um mês. Centrámos a atenção na carreira do politécnico, por ser esta a mais controvertida. Em primeiro lugar, este diploma fortalece mais os vínculos laborais dos docentes, explicitando claramente que os professores “coordenadores” e “coordenadores principais” serão contratados em regime de “tenure”. É um estatuto reforçado de estabilidade no emprego, o qual “se traduz na garantia da manutenção do posto de trabalho, na mesma categoria e carreira ainda que em instituição diferente, nomeadamente no caso de reorganização da instituição de ensino superior .” Ao limitar a quatro anos os contratos em regime de tempo integral dos professores convidados, incluindo renovações, o diploma interdita que se eternizem, como tem sido usual com os actuais equiparados, as situações dos professores convidados com vínculo laboral precário. A contratação de “assistentes convidados”, em dedicação exclusiva, tempo integral ou tempo parcial igual ou superior a 60%, só pode ter lugar quando em concurso para a carreira não tenha sido possível preencher todos os lugares. Seja através desta interdição, seja ao impor que os professores de carreira representem pelo menos 70% do número de docentes de cada instituição e que estas abram concursos para que se atinja este limiar num prazo máximo de cinco anos, o texto apresenta um outro mérito: criam-se condições objectivas para aumentar substancialmente os quadros das instituições, o que é actualmente um dos grandes problemas das instituições de ensino superior politécnico. É de realçar que o diploma também alarga substancialmente as possibilidades de gozo de dispensas de serviço, através das figuras da “licença sabática” e de “dispensa especial de serviço”, e desbloqueia a progressão nos escalões, alguns com efeitos a Janeiro de 2008. Como referimos no início, qualquer que fosse a alteração do estatuto haveria sempre quem ficasse insatisfeito, seja em termos absolutos, seja relativos. Mas, face ao estatuto ainda em vigor, o diploma negociado é um salto em frente na dignificação da carreira e certamente na promoção da melhoria da qualidade de ensino. ■


PUB

Economico  

Edição de 7 Julho

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you