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Câmara Municipal de Évora / Director: José Ernesto D’Oliveira // Semanário, 23 Fevereiro de 2012

Hortas Urbanas chegam a Évora A Câmara Municipal de Évora já abriu o período de candidaturas aos talhões para a criação de pequenas hortas familiares, no âmbito da Agenda XXI, com os interessados a terem de se dirigir à edilidade (serviço de atendimento) ou às juntas de freguesia, onde podem consultar as regras de utilização e os locais disponibilizados para as mesmas.

Deliberações

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TEATRO

Garcia de Resende

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Hortas Urbanas chegam a Évora

A Câmara Municipal de Évora já abriu o período de candidaturas aos talhões para a criação de pequenas hortas familiares, no âmbito da Agenda XXI, com os interessados a terem de se dirigir à edilidade (serviço de atendimento) ou às juntas de freguesia, onde podem consultar as regras de utilização e os locais disponibilizados para as mesmas. Este projeto prevê proporcionar aos interessados, de forma gratuita, parcelas de terrenos destinados exclusivamente à produção hortícola e floricultura, tendo como objetivos principais a criação de complementos ao rendimento das famílias, a promoção de hábitos de alimentação saudável, e a sensibilização para o desenvolvimento sustentável e necessidade de redução de resíduos com recurso à compostagem. As hortas urbanas de Évora serão implementadas em terrenos localizados nas freguesias de Malagueira, Bacelo, Senhora da Saúde e Horta das Figueiras e decorrem do processo da Agenda XXI, que fomenta práticas de consumo mais equilibradas, amplia a biodiversidade, alicerça a consciência da necessidade de um desenvolvimento sustentável e potencia a convivência familiar e comunitária, contribuindo para uma melhor consciência ambiental. Após a seleção de candidaturas, que terminará no dia 15 de março, a Câmara Municipal reunirá com os interessados e assinará, com cada um, um acordo de utilização que terá a validade de um ano (renovável).

A cedência de talhões para criação de hortas é gratuita; contudo, cada munícipe a quem for atribu­ído um título de utilização deverá respeitar as regras fixadas para a utilização dos espaços, nomea­damente no que se refere a vedações, eventuais abrigos ou caixas para guardar ferramentas, etc., e que devem sempre ser executadas segundo os padrões que forem fixados. Recorde-se que as quintas da periferia da cidade de Évora já representaram um importante meio de fornecimento de frutas e legumes frescos à cidade, de forma sustentável. Com o crescimento urbano e a alteração dos padrões de vida, tal tem vindo a perder importância.

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Deliberações da Câmara Municipal de Évora Em reunião pública de 8 de Fevereiro Câmara de Évora aprovou voto de pesar pelo falecimento do Cónego Manuel Barros A Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade um voto de pesar pelo falecimento do Cónego Manuel da Silva Barros, tendo também enviado um telegrama de condolências ao Arcebispo de Évora.

Tolerância de ponto no Carnaval A Câmara de Évora aprovou, com seis votos a favor (PS e CDU) e um contra (PSD) conceder tolerância de ponto na Terça-Feira de Carnaval (dia 21) a todos os trabalhadores, mantendo assim a tradição instituída, apesar do Governo ter decidido há poucos dias retirar esta tolerância.

O Presidente da autarquia eborense, José Ernesto d’ Oliveira, salientou a participação religiosa e de cidadania do Cónego ao longo de muitos anos no concelho, recordando o seu trabalho e o seu caráter de tolerância, simpatia e disponibilidade, designadamente enquanto membro do Conselho Municipal de Segurança de Évora, em representação das minorias étnicas.

O Presidente José Ernesto d’ Oliveira justificou esta tomada de posição por existir uma tradição de corso carnavalesco das crianças que anima a cidade, tendo as famílias já feito a sua programação a contar com este dia livre e devido ao facto de a maior parte dos restantes serviços públicos e privados ir usufruir deste dia, além de existir também uma decisão consensual de todas as câmaras do distrito de conceder a referida tolerância.

Hortas Urbanas de Évora Foi aprovada por unanimidade a proposta que estabelece as regras de acesso e utilização das Hortas Urbanas de Évora. Trata-se de um projeto que prevê disponibilizar aos interessados, de forma gratuita, parcelas de terrenos destinados exclusivamente à produção hortícola e floricultura, tendo como objetivos principais a criação de complementos ao rendimento económico das famílias, a promoção de hábitos de alimentação saudável, sensibilização para o desenvolvimento sustentável e necessidade de redução de resíduos com recurso à compostagem. Este projeto decorre do processo da Agenda XXI e fomenta práticas de consumo mais equilibradas, amplia a biodiversidade, alicerça a consciência da necessidade de um desenvolvimento sustentável, potencia a convivência familiar e comunitária, contribuindo para uma melhor consciência ambiental. Refira-se que, o atual estádio de desenvolvimento social e as grandes questões ambientais que enfrentamos obrigam-nos a repensar comportamentos e modos de vida, vindo este projeto ao encontro dessa ideia. As hortas urbanas serão implementadas em terrenos localizados nas freguesias de Malagueira, Bacelo, Senhora da Saúde e Horta das Figueiras.

Candidaturas à Bolsa de Mérito Académico até 28 de Março Aprovação unânime mereceu o Programa Municipal para Atribuição da Bolsa por Mérito Académico/2012, sendo atribuído um subsídio no valor de 1000 euros ao candidato vencedor e tendo também sido alterados os prazos de candidatura e de deliberação do júri. Deste modo, o período de candidaturas foi prolongado, decorrendo até ao dia 28 de Março, enquanto que o prazo de deliberação do júri será até 15 de Maio. Évora adere à rede CIUMED A proposta de adesão à CIUMED “Rede para a Promoção das Cidades Médias da União Europeia” foi aprovada por unanimidade, seguindo agora para deliberação em Assembleia Municipal. Esta rede foi criada em 2004 e resulta do alargamento do âmbito territorial a todas as cidades médias da União Europeia da “Rede para a Promoção das Cidades Médias do Sudoeste Europeu”. 27 cidades de Espanha e Portugal constituem esta rede.

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Sabia que A Rua 5 de Outubro já teve o nome de Rua da Selaria?

A Antiga Rua da Selaria (atual Rua 5 de Outubro) Não há na cidade artéria mais comercial e concorrida que a antiga Rua da Selaria, hoje com a denominação de 5 de Outubro. Esta proeminência advém – lhe do facto de funcionar há, pelos menos, sete séculos como o mais rectilíneo trajecto de ligação da cidade antiga com a cidade medieval, tomando como pontos de referência, respectiva­mente, a Acrópole e a Praça do Giraldo. Segundo o padre Júlio César Baptista, historiador de âmbito local que viveu na centúria passada, a primeira menção à sua existência reporta-se ao ano de 1376 e foi encontrada entre “Os pergaminhos dos bacha­réis da Sé de Évora”. Em 1384 também Fernão Lopes, na “Crónica del Rei Dom João I da boa memória”, lhe faz alusão ao relatar a morte da Abadessa de S. Bento, que o povo destemperado tomou por favorável a Castela e contra o Mestre da Avis. Que, ainda antes disso, a rua já tinha vocação mercantil, assevera-o o notável historiador Afonso de Carvalho, grande estudioso “da toponímia eborense”, no primeiro volume da obra homónima em que escal­ pelizou minuciosamente a temática, atribuindo-lhe as primitivas designações de Rua dos Mercadores e Rua da Sapataria, em curso no século XII. Contudo, mesmo enquanto Rua da Selaria, ela nunca foi ocupada totalmente por gente do ofício, ou seja, por fabricantes de selas e arreios. Certo é – de acordo com o referido especialista – que ali terão habitado e comerciado diversos manufactureiros de couros. Igualmente confirmada é a pre­sença, naquela via, de ourives de origem judaica cujo labor principal consistia na lavragem da prata. A crescente actividade comercial que a animava fez mesmo com que viesse a ser a primeira rua calcetada da cidade, em meados do século XV. De então para cá correram mais de cin­co séculos, mas a rua não perdeu a sua feição originária, ainda que a evolução dos tempos haja determinado que, em diferentes momentos e em função das necessidades económicas, outros tipos de actividades e de serviços ali se fossem instalando. Muitas delas, porém, não perduraram porque esse não era o seu espaço natural.

Foto: CME Por outro lado, é preciso não esquecer que também as antigas oficinas de produção préindustrial foram sendo, naturalmente, afastadas dos centros das cidades e transferidas para outras zonas, nelas ficando apenas as lojas de venda e transacção de artigos. Foi o que aconteceu na Rua da Selaria, que os republicanos rebaptizaram com a data da implantação do novo regime, mas cujo nome oficial não colou entre as gentes da cidade, exactamente as mesmas que não deixaram que o arruamento se descaracterizasse. Entretanto o turismo e a procura crescente de Évora fizeramno ganhar um novo fôlego e trouxeram-lhe uma dinâmica insuspeita com a atribuição do estatuto de Património Mundial pela Unesco ao Centro Histórico da cidade em 1986. Hoje, mais do que nunca, a Rua da Selaria é a via mais emblemática do comércio tradicional da região.

In Revista “Évora Mosaico” n.º 1 évoralocal / pág. 07


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OUTRAS NOTÍCIAS

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