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Câmara Municipal de Évora / Director: José Ernesto D’Oliveira // Semanário, 19 Janeiro de 2012

Turismo: Hotel "budget" da cadeia francesa B&B previsto abrir em Évora em 2013 Um hotel da cadeia francesa B&B, de características “budget”, vai ser construído este ano em Évora, para abrir em 2013, num investimento do Grupo Endutex que ronda os quatro milhões de euros, revelou hoje fonte da empresa. “Estão a ser feitas as escavações arqueológicas, que terminam em março. Depois, começa a empreitada” e o prazo da obra “ronda os 10 a 12 meses”, pelo que, “no início de 2013, o hotel estará pronto a funcionar”, afiançou à Agência Lusa André Ferreira, da Endutex.

Deliberações

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Palácio dos Condes de Basto é o mais antigo Paço Real de Évora?

TEATRO

Garcia de Resende

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Turismo: Hotel "budget" da cadeia francesa B&B previsto abrir em Évora em 2013 Um hotel da cadeia francesa B&B, de características “budget”, vai ser construído este ano em Évora, para abrir em 2013, num investimento do Grupo Endutex que ronda os quatro milhões de euros, revelou hoje fonte da empresa. “Estão a ser feitas as escavações arqueológicas, que terminam em março. Depois, começa a empreitada” e o prazo da obra “ronda os 10 a 12 meses”, pelo que, “no início de 2013, o hotel estará pronto a funcionar”, afiançou à Agência Lusa André Ferreira, da Endutex. Segundo a empresa de Guimarães gestora dos negócios da cadeia hoteleira francesa, a unidade de Évora, com 81 quartos, vai “nascer” no centro histórico da cidade, classificado como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). “Está tudo licenciado pelo IGESPAR e pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo”, disse, explicando que uma das “características interessantes” do edifício escolhido é possuir “a única parede que resta da primeira praça de touros” da cidade, a qual vai ser mantida. O projeto de reabilitação do imóvel está a cargo do gabinete FA-Arquitectos, que foi o atelier responsável pelo primeiro hotel da marca B&B a abrir em Portugal, mais precisamente no Porto, em outubro passado. “Temos em Portugal uma unidade aberta no Porto e mais quatro projetos em fases distintas, uns de aprovação, outros de início de obra”, como é o caso do hotel em Évora, explicou André Ferreira. Questionado pela Lusa sobre a atual crise do país, o representante da Endutex assegurou que esta, ao contrário de constituir um obstáculo, pode incentivar a procura dos hotéis económicos B&B, que oferecem tarifas reduzidas.

As crises “assustam toda a gente”, mas, nestes períodos, “as pessoas querem fazer bons negócios e poupar no supérfluo”, pelo que o conceito de “budget hotel” da marca B&B até pode “ter mais sucesso nesta altura”, afiançou. “Não somos um hotel ‘low-cost’ no sentido tradicional da expressão, somos um hotel ‘budget’. Tiramos tudo o que entendemos ser supérfluo e deixamos tudo o que é necessário para uma estada confortável”, esclareceu André Ferreira. A tarifa para a futura unidade de Évora ainda não está definida, mas deverá rondar “os 40 euros ou abaixo" desse valor, adiantou, justificando a aposta na cidade alentejana pelo potencial turístico da mesma e da região do Alentejo. “Évora é um ponto turístico extremamente interessante e tem algumas vantagens geográficas. Fica no acesso para Lisboa de quem vem de Espanha”, indicou, garantindo que este mercado, tal como o francês, o alemão e o italiano, onde a marca B&B é muito conhecida, vão ser apostas fortes na captação de hóspedes. O Grupo B&B, de acordo com a sua página na Internet, é a terceira maior cadeia de hotéis económicos em França, com mais de 229 unidades neste país e também na Alemanha, Itália e Polónia.

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Deliberações da Câmara Municipal de Évora Em reunião pública de 16 de Dezembro

Em reunião pública de 28 de Dezembro Câmara de Évora aprovou construção de mais um hotel A Câmara Municipal de Évora aprovou o projecto de arquitectura para construção de mais uma unidade hoteleira na cidade. Esta proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS e as abstenções da CDU e do PSD. O empreendimento é da responsabilidade do Grupo Vila Galé, um dos principais grupos hoteleiros nacionais, prevendo-se que a nova unidade disponha de 180 quartos duplos (alguns destes adaptados a pessoas com mobilidade reduzida) e seis suites, contando também com 226 lugares de estacionamento. A sua edificação será junto à Av. Túlio Espanca, na Horta do Telhal (Portas do Raimundo). Este é mais um investimento de significativa importância que Évora acolhe, sendo também de salientar a mais valia que representa em termos de criação de novos postos de trabalho. Outras propostas aprovadas Foi tomado conhecimento da atribuição do Estatuto PME Excelência 2011 à empresa eborense João Assis, Lda, tendo a empresa sido felicitada pela Câmara pela qualidade do trabalho desenvolvido.

Entre outros assuntos, destaca-se também a aprovação das tolerâncias de ponto camarárias para 2012, que inclui o dia 9 de Abril (segundafeira de Páscoa) e as tolerâncias de ponto decretadas pelo Governo e/ou adoptadas pela maioria dos Serviços Regionais com sede no Concelho. A diminuição das tolerâncias de ponto, apontada como uma forma de coerência com a conjuntura em que o país se encontra, foi aprovada com os votos favoráveis do PS e PSD e os votos contra da CDU. Foi ainda tomado conhecimento da realização da 9ª edição da Rota dos Sabores Tradicionais 2012 e aprovada por unanimidade a isenção de taxas previstas no Regulamento Municipal em relação às acções a realizar pelos parceiros da Câmara de Évora neste evento em espaço público. São parceiros da autarquia eborense nesta edição 51 restaurantes, duas pastelarias e quatro lojas gourmet, além da Turismo do Alentejo, ERT, sendo a mesma dedicada, ao longo de quatro meses, às modalidades gastronómicas da Caça, Porco, Sopas, Borrego e Doçaria.

Uma proposta de protocolo de colaboração para formação de técnicos do Departamento de Comunicação da Câmara Municipal na área de edição de imagem e vídeo – Programa Premiére – entre a Câmara de Évora e a Fundação Alentejo/EPRAL foi aprovada por unanimidade. A autarquia está a desenvolver um projecto de televisão on-line (Web-TV) com vista a melhorar a divulgação das actividades/iniciativas juntos dos munícipes. Tendo em conta que a EPRAL dispõe de recursos humanos e técnicos reconhecidos nesta área, estabelece-se o referido protocolo para formação de técnicos camarários nesta área.

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Sabia que O Palácio dos Condes de Basto é o mais antigo Paço Real de Évora?

O Palácio dos Condes de Basto O Palácio dos Condes de Basto, o mais antigo dos paços de Évora, assenta num alcácer mouro, situado em plena cintura amuralhada, que D. Afonso Henriques cedeu por volta de 1176 à Ordem de S. Bento de Calatrava para seu alojamento, em troca do seu compromisso de defesa da cidade. Em 1211, os «Freires de Évora» vieram a ser presenteados com a doação do lugar de Avis, ficando, no entanto, compelidos a proceder ao seu povoamento e desenvolvimento e a nele erguer um castelo. Para lá se mudou a Ordem pelo que, em 1220, o velho solar eborense voltou à tutela da Coroa como Paço Real, agora com o nome de Paço de S. Miguel da Freiria. D. Fernando enamorou-se do espaço e mandou fazerlhe obras de beneficiação, para o usar como residência habitual durante as frequentes vilegiaturas em Évora. Após a sua morte a viúva, Leonor Teles, escolheu-o como poiso de eleição para os amores que mantinha com o galego João Fernandes Andeiro, seu valido, o qual tomaria o seu partido quando da crise dinástica conhecida por interregno. Tal tomada de posição levou D. João, capitão-mor do Reino e Mestre da Ordem de Avis, a assaltar o Paço e a destruí-lo quase por completo. Nomeado Condestável, Nuno Álvares reclamou-o para sua habitação permanente por ser lugar mui favorável a suster as arremetidas castelhanas. O edifício foi reconstruído e o grande chefe militar português viveu nele durante um quarto de século. Depois da sua retirada o Palácio ficou entregue aos capitães-mores de Évora até que D. Afonso V, em meados do Século XV, o ofereceu a Diogo de Castro, capitão de cavaleiros, na qualidade outorgada de governador hereditário da cidade. Todavia os seus descendentes, tíbios e pusilânimes, aproximaram-se de Espanha por alturas da ocupação filipina. Fernando II conseguiu assim manter todas as regalias dos seus antecessores, tornou-se conselheiro de Filipe II e dele recebeu, em 1895, o título de Conde de Basto. De imediato o Palácio alterou a sua designação. Esta situação permaneceu até 1642, quando Lourenço Pires de Castro, 3º. Conde de Basto e protegido de Filipe III, foi expropriado por D. João IV de Portugal de todos os seus títulos a bens.

O Paço voltou à posse da Coroa e, em diversas épocas, serviu de alojamento temporário ao Arcebispo D. Domingos de Bragança e a D. Catarina de Bragança, rainha viúva de Carlos II de Inglaterra. O seu último ocupante terá sido Vicente Rodrigues Ruivo (1895-1912), cujos herdeiros o deixaram quase irrecuperável. Em 1950 o filantropo local Engº. Vasco Maria Eugénio d’Almeida, 2º Conde de Vil’Alva, recuperou-o, com o apoio técnico da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, e devolveu-lhe o esplendor antigo. É Monumento Nacional desde 1922. Situado em local de complicado acesso a automóveis, o Palácio passa um pouco despercebido aos visitantes e até mesmo aos eborenses, por não fazer parte dos percursos habituais. É, no entanto, de uma beleza extraordinária, composto por um conjunto de grandes e pequenos blocos, de que se salientam a entrada, o jardim, a casa do administrador, os escritórios e arrecadações e os magníficos pórticos alpendrados No interior há salas esplendorosas e pinturas de encantar. Nele está actualmente sediada a Fundação Eugénio d’Almeida. No futuro está destinado a receber um Museu de Arte Contemporânea e Cultura.

In Revista “Évora Mosaico” n.º 8

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CINEMA EM ÉVORA

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Évora Local n.º 81  

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