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Câmara Municipal de Évora / Director: José Ernesto D’Oliveira // Semanário, 08 Dezembro de 2011

Évora com Música, Teatro e Bailado no Natal A Câmara Municipal de Évora promove este ano mais uma edição do Natal Clássico, cujo programa inclui espectáculos de música, teatro e bailado, a terem lugar entre os dias 8 e 28 de Dezembro. Esta é uma iniciativa que conta com a colaboração de diversas entidades do concelho, que apresentam ao público eborense espectáculos inspirados na quadra natalícia.

Grupo Coral e Etnográfico “Cantares de Évora”

Deliberações

da C.M. de Évora

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Sabia que...A primeira pedra da Catedral de Évora terá sido lançada em 1186?

TEATRO

Garcia de Resende

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Évora com Música, Teatro e Bailado no Natal

A Câmara Municipal de Évora promove este ano mais uma edição do Natal Clássico, cujo programa inclui espectáculos de música, teatro e bailado, a terem lugar entre os dias 8 e 28 de Dezembro. Esta é uma iniciativa que conta com a colaboração de diversas entidades do concelho, que apresentam ao público eborense espectáculos inspirados na quadra natalícia.  O programa do Natal Clássico abre este ano com as actuações do Grupo Coral e Etnográfico do Ateneu Mourense e do Grupo Coral e Etnográfico “Cantares de Évora”, que fazem a apresentação do “Cante Ao Menino” na Igreja de Santo Antão, no próximo dia 8 de Dezembro, pelas 18 horas.  A Banda Filarmónica Liberalitas Julia actua no Palácio de D. Manuel, no dia 11 de Dezembro, pelas 16 horas. Mais tarde, pelas 18 horas, o Museu de Évora recebe o espectáculo “Cantar do Avesso”, pelo Grupo Vocal Trítono, conduzido pelo Maestro Octávio Martins.  Entre os dias 13 e 18 Dezembro o Centro Dramático de Évora apresenta no Teatro Garcia de Resende, sempre às 18:30, uma peça dos Bonecos de Santo Aleixo alusiva à quadra natalícia, intitulada “O Auto do Nascimento do Menino Jesus”.  No dia 16 de Dezembro, pelas 17:30, o Coral da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Évora (ARPIE) actua na Igreja de S. Vicente, conduzido pelo Maestro José Sargaço. Dia 17 de Dezembro, pelas 18:30, será a vez do Coral Évora participar no Natal Clássico, num concerto dirigido pelo Maestro Octávio Martins, na Igreja de Santo Antão.

Grupo “Coral Évora”

A Catedral da Sé de Évora será palco de mais um concerto de Natal promovido pela Fundação Eugénio de Almeida, no 18 Dezembro, às 18:00, com a participação da Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa, do Coro Odyssea e do Coro Sinfónico da Escola Superior de Música de Lisboa.  A Orquestra do Departamento de Música da Universidade de Évora realizará um concerto dia 19 de Dezembro, pelas 18:00, na Igreja de S. Francisco, com direcção artística do Maestro Christopher Bochmann.  No 21 de Dezembro, pelas 21:30, o Teatro Municipal Garcia de Resende recebe o bailado “Lago dos Cisnes”, numa apresentação do Russian Classical Ballet. A música regressa ao Teatro Garcia de Resende no dia 23 de Dezembro com a ópera “Così Fan Tutte”, de W. A. Mozart, pelo Ensemble Contemporâneus; e no 28 de Dezembro, com música contemporânea do Alentejo, num espectáculo de cante e piano, com a participação conjunta dos Cantares de Évora com Amílcar Vasques-Dias (piano), que encerra esta edição do Natal Clássico de Évora. évoralocal / pág. 03


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Deliberações da Câmara Municipal de Évora Em reunião pública de 9 de Novembro Câmara de Évora recebeu primeira proposta de Orçamento para 2012 O Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto d’ Oliveira, fez distribuir por todos os vereadores uma primeira proposta de Orçamento para 2012, que contempla as medidas de contenção que já tinham sido previamente anunciadas. A referida proposta irá agora receber os contributos que cada vereador entender propor, visando que, nestes tempos difíceis que atravessamos, seja possível um consenso mobilizador de todos para a superação das dificuldades presentes. Este período de recepção de contributos irá decorrer até ao dia 25 de Novembro. Taxas para 2012 balizadas entre a necessidade de receitas e as preocupações sociais No que concerne à fixação das taxas referentes ao Imposto Municipal sobre Imóveis respeitantes ao ano de 2011 (a liquidar em 2012) os valores serão os seguintes: para os prédios rústicos (0,8% - decorre da lei); Prédios urbanos (0,650% - limites legais entre 0,4% e 0,7%); e Prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI (0,350% - limites legais entre 0,2% e 0,4%). A proposta foi aprovada com três votos a favor (PS), mais o voto favorável do Presidente; três contra (CDU) e uma abstenção (PSD). Obtiveram aprovação unânime os restantes pontos da proposta. Deste modo, nas freguesias rurais do concelho são minoradas as taxas definidas, nos seguintes termos: em 12,5% para os prédios urbanos e em 20% para os prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI. Ficou ainda estabelecido solicitar à Assembleia Municipal que delibere no sentido de majorar em 30% a taxa aplicável a prédios urbanos degradados, considerando-se como tais os que, face ao seu estado de conservação, não cumpram satisfatoriamente a sua função ou façam perigar a segurança de pessoas e bens. Por razões decorrentes da aplicação da lei, não é possível à Câmara Municipal estabelecer valores de IMI sobre a área do Centro Histórico (Freguesias de Santo Antão, Sé e S. Pedro e S. Mamede), todo ele isento da aplicação de IMI, devendo a Câmara pugnar pela aplicação da lei. A proposta de lançamento de Derrama para 2012, bem como o seu envio para a Assembleia Municipal, para deliberação e posterior comunicação às Finanças foi aprovada com seis votos a favor (PS e CDU) e uma abstenção (PSD). A Derrama será de 1,3% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o IRC, com vista a reforçar a capacidade financeira do município que os investimentos exigem. Propõese também que a Assembleia delibere lançar uma taxa reduzida de 0,5% de Derrama para os sujeitos passivos com volume de negócios no ano anterior que não ultrapasse os 150 mil euros.

A Câmara aprovou, com os votos favoráveis do PS e PSD e contra da CDU a Taxa Municipal de Direitos de Passagem, a aplicar às empresas de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, em 0,25% sobre a facturação mensal, para o ano de 2012, sendo a proposta submetida à deliberação da Assembleia Municipal. Jovens da rede MECINE unidos em torno do património A ratificação da candidatura do projecto MYCH “Mecine Younsters and Cultural Heritage” ao Programa Juventude em Acção da União Europeia foi aprovada com seis votos a favor (PS e CDU) e uma abstenção (PSD). O principal objectivo do projecto é o intercâmbio de jovens da rede MECINE, promovendo a importância da preservação do património arqueológico e da necessidade de estudar o património cultural. Este projecto permitirá à Câmara de Évora, em colaboração com o Centro Hércules da Universidade de Évora e a Fundação Ammaia (Marvão), acolher 32 jovens e nove líderes de grupo, provenientes das diversas cidades da rede MECINE (à excepção de Tonsberg). Os jovens irão passar uma semana em Évora e outra na Ammaia, onde desenvolverão actividades de conservação/restauro, pesquisa arqueológica e geofísica no sítio romano de Ammaia e, em Évora, aquisição de experiência de trabalho em laboratório no Centro de Investigação Hércules e em diversos workshops temáticos dirigidos aos jovens do concelho. Comemorações do Mês do Idoso 2011 A Câmara Municipal tomou conhecimento do programa de Comemorações do Mês do Idoso 2011, organizado pela Câmara de Évora com o apoio e colaboração das Juntas de Freguesia do Concelho, associações do sector, da Unidade de Cuidados na Comunidade e da Unidade Móvel de Saúde de Évora. O programa visa sobretudo proporcionar momentos de encontro, convívio e animação, mas tem também actividades de aprendizagem como as “Conversas com Saúde”, sobre a temática da sexualidade na Terceira Idade, importância da vacina da gripe, saúde mental no idosos e dor. Um espectáculo denominado “Seniores em festa” é o ponto alto das comemorações, agendado para o dia 13 de Novembro, na Arena d’ Évora. Destina-se a idosos de todo o concelho e conta com participação gratuita de sete grupos corais das instituições locais e do grupo Seistetos. Após o espectáculo haverá baile, contando também com actuação da Banda Filarmónica do Alandroal e do Grupo Coral de Portel, actuações estas financiadas pelo Programa “Teias”.

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Sabia que

A primeira pedra da Catedral de Évora terá sido lançada em 1186?

A Catedral de Évora A Sé ou Catedral de Évora é uma valiosa peça do tesouro do património nacional e um dos mais emblemáticos monumentos da cidade de Évora. Pode dizer-se sem exagero que ela é o espelho onde melhor se reflectem as raízes culturais da nossa identidade. Temos raízes romanas, islâmicas, mas as mais marcantes da nossa nacionalidade são as raízes cristãs que moldaram o nosso sentir como povo, influenciaram a nossa expressão artística e fizeram levantar monumentos como este que enriquecem a nossa memória histórica. Logo após a reconquista cristã terá sido construída neste mesmo lugar uma Catedral, mandada erigir pelo Bispo D. Soeiro, que terá lançado a primeira pedra a 21 de Maio de 1186 e sagrada ou dedicada pelo seu sucessor o bispo D. Paio, em 1204. Não temos, porém, vestígios arqueológicos que comprovem estes dados históricos, facto este que não invalida a sua veracidade. A construção da actual Catedral terá tido o seu início por volta de 1280 por ordem do bispo D. Durando Pais. Em 1308 terá sido dedicada ou consagrada pelo bispo D. Fernando Martins, que entretanto sucedera a D. Durando Pais. As obras, no entanto, continuaram. Só cerca de 1350, durante o reinado do rei D. Afonso IV (1325-1357) e da condução episcopal do bispo D. Pedro (1322-1340), é que a Sé terá sido concluída com a construção do portal principal e do claustro. A sua arquitectura revela o gosto da época, ou seja a mistura do estilo românico com o estilo gótico, destacando-se pela sobriedade. Todavia, como a Igreja é um organismo vivo e como tal caminha no tempo e com o tempo, são de notar outras correntes de arte que aqui foram deixando as suas marcas. Quase se pode dizer que a Catedral de Évora é um livro aberto de história de arte, que vai desde o românico até ao barroco e em que fé e cultura estão de mãos dadas para gerar a arte que ainda hoje nos encanta. A estrutura da Catedral apresenta a forma de uma cruz latina, mais visível no interior. A nave central é mais elevada do que as naves laterais; é coberta por abóbada de berço quebrado, constituindo com estas um todo harmónico e austero que convida à interiorização de quem nela entra. Sobre os arcos quebrados que estabelecem a ligação da nave central com as naves laterais, domina um elemento de tipo decorativo, muito típico do estilo românico e que se chama trifório. Trata-se de uma galeria estreita e pouco elevada, composta de arcos góticos, que pode ver-se de um e outro lado da nave central e que percorre também todo o transepto. Sobre o penúltimo dos arcos e embutido na parede do lado sul, figura o busto de um homem, acompanhado das letras C.E. que se interpreta habitualmente como “constructor edis”, ou seja, construtor do templo. De acordo com uma tradição diz-se que poderá ser um dos três arquitectos da Catedral, de seu nome Martim Domingues. Por seu lado, o transepto ou cruzeiro tem ao centro e ao alto o zimbório ou torre lanterna – única do género em Portugal -, coroada por uma abóbada oitavado de ogivas, que projecta luz sobre o mesmo e sobre o presbitério, juntamente com as rosáceas góticas, igualmente ao alto mas nos topos norte e sul do transepto. A actual capela-mor que não é a primitiva, esta bem mais pequena e escura, é um grandioso espaço embelezado pela variedade de mármores. Foi mandada erigir por D. João V que, em 1716, encarregara do projecto o arquitecto régio João Frederico Ludovice, o mesmo da mais grandiosa obra desse tempo, o palácio-convento de Mafra.

Há alguns elementos e espaços que merecem menção especial. Neste caso está o coro-alto, que em pleno séc. XVI é mandado construir pelo bispo D. Afonso de Portugal e que o Cardeal D. Henrique, primeiro Arcebispo de Évora (1540-1564) e futuro rei de Portugal manda dotar do majestoso cadeiral de madeira, com uma decoração que é uma verdadeira obra de arte, com influências francesas. Ao lado esquerdo situado em tribuna, mas fora do coro, encontra-se o órgão de tubos em madeira de carvalho, designado como modelo ibérico, muito raro e único do seu género em Portugal. Não menos digno de realce é o claustro, um dos mais belos monumentos de arte gótica em Portugal, como pode verificar-se pelos arcos originais, tanto nas abóbadas como nas janelas e pelos desenhos geométricos dos óculos, de influência árabe. A fachada principal, muito sóbria e de arco quebrado, é enobrecida pelo Apostolado, de mármore branco, o primeiro da arquitectura gótica em Portugal (séc. XIV). Sobressaem nele as figuras de S. Pedro e S. Paulo e cada uma das imagens assenta em colunas, encimadas por misulas que apresentam cabeças humanas e figurações de animais fantásticos. Para o fim, reservou-se a imagem da Senhora do Ó que se venera no altar em talha dourada, ao lado esquerdo, quase a meio da nave central. É uma das imagens mais veneradas localmente. Há uma longa tradição na cidade de mandar tocar o sino da Sé quando alguma parturiente dá à luz com sucesso. Ainda nos nossos dias se mantém a tradição, embora menos frequente.

Cónego Eduardo Pereira da Silva

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Fruto da união de vontades e trabalho Recuperação de habitações prossegue no Centro Histórico de Évora

A chave do imóvel situado na Rua do Cano, 75 recuperado recentemente no âmbito do programa REHABITA/Recria – já foi entregue pelo proprietário Abel Junqueira, à inquilina, Henriqueta Santos, numa cerimónia que contou com a participação da Vereadora da Câmara Municipal de Évora, Cláudia Sousa Pereira, além de técnicos camarários e familiares da inquilina. Fruto da união de vontades entre proprietário, autarquia e inquilina foi realizado um meritório trabalho que permitiu a requalificação desta habitação bastante degradada e com poucas condições de habitabilidade no Centro Histórico de Évora, adaptando-a às exigências actuais de conforto, proporcionando assim uma vida com mais qualidade à idosa de 80 anos aí residente desde a infância, local onde os seus pais também criaram mais 13 irmãos. “Vivia muito mal na casa velha, não tinha condições, mas como não tinha outra, tive de me sujeitar aquela. A minha mãe teve 14 filhos nela, éramos muito pobres, apesar de todos trabalharmos”, explicou a inquilina, frisando com satisfação: “agora estou muito melhor nesta nova casa, toda arranjadinha, com casa de banho e tudo”, porque na outra, conta: “ não tinha nem casa de banho, nem água quente”. Durante o período em que o proprietário realizou as obras, a inquilina foi realojada temporariamente numa habitação na Travessa dos Peneireiros. O valor global da obra orçou os 61 279.05 euros, tendo o proprietário, ao abrigo do programa REHABITA/Recria, comparticipado com 10 833.24 euros, a Câmara Municipal com 20 178.32 euros e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) com 30 466.28 euros. Trata-se de um acto singelo, mas de significativa importância, que acontece precisamente no mês em que Évora assinala o seu 25º aniversário de classificação do Centro Histórico como Património Mundial e que é resultante do trabalho que tem vindo a realizarse nos últimos anos para recuperar o Centro Histórico.

Uma acção que só é possível devido à congregação de vontades e esforços dos vários intervenientes no domínio da reabilitação urbana, a qual é imprescindível para fazer reviver a cidade, sendo a criação de habitações condignas e com qualidade uma importante forma de devolver os habitantes ao coração de Évora. Desde 2003 à actualidade, já foram investidos pela Câmara de Évora, IHRU e proprietários aproximadamente quatro milhões de euros ao abrigo do programa REHABITA/Recria no Centro Histórico da cidade. Foram efectuadas intervenções em quase meia centena de edifícios, cerca de uma centena de fracções habitacionais e duas dezenas de fracções não habitacionais (lojas, garagens, etc.). Refira-se que, no âmbito da requalificação urbana, a Câmara Municipal tem ao seu dispor um conjunto de programas nacionais para recuperação de imóveis no Centro Histórico, que são os seguintes: REHABITA (Obras de beneficiação e conservação no interior das habitações e partes comuns); Recria (Regime especial de comparticipação na recuperação de imóveis arrendados) e SOLARH (Programa de Apoio Financeiro especial para a realização de obras de conservação e beneficiação em habitação própria permanente).

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Évora Local n.º 75