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Camâra Municipal de Évora / Director: José Ernesto D’Oliveira // Semanário, 24 Março de 2011

Pela primeira vez

Évora associa-se à Hora do Planeta A Câmara Municipal de Évora vai associar-se, este ano, à quinta edição da iniciativa “A Hora do Planeta”, que decorrerá no próximo sábado, dia 26 de Março, cujo objectivo é chamar à atenção para as alterações climáticas, através de um gesto muito simples: desligar as luzes por uma hora. A edilidade decidiu entretanto que irá desligar, nesta hora, as luzes que iluminam a Sé Catedral, o Templo Romano, os Paços do Concelho e a muralha entre as Portas do Raimundo e a Porta da Lagoa.

Deliberações

da C.M. de Évora

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Sabia que...

TEATRO

Garcia de Resende

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Pela primeira vez

Évora associa-se à Hora do Planeta

A Câmara Municipal de Évora vai associar-se, este ano, à quinta edição da iniciativa “A Hora do Planeta”, que decorrerá no próximo sábado, dia 26 de Março, cujo objectivo é chamar à atenção para as alterações climáticas, através de um gesto muito simples: desligar as luzes por uma hora. A edilidade decidiu entretanto que irá desligar, nesta hora, as luzes que iluminam a Sé Catedral, o Templo Romano, os Paços do Concelho e a muralha entre as Portas do Raimundo e a Porta da Lagoa. Contudo, a Hora do Planeta em Évora, iniciativa que conta com o apoio de um grupo de estudantes (Ana Fragata, Ana Dias, Olívia Godinho, Tiago Marques e Daniela Fialho) da Escola Secundária Severim Faria, no âmbito da área de projecto, terá o seguinte programa: 11h45/13h00: Distribuição de panfletos sobre a “Hora do Planeta” na cidade de Évora 19h30: Encontro com a população na Sé de Évora 20h30: Apagar das luzes da cidade 21h00: Actuação da Tuna Feminina da Universidade de Évora na escadaria da Sé Catedral. Recorde-se, que A Hora do Planeta começou em 2007 em Sidney, na Austrália, quando 2,2 milhões de pessoas e mais de 2.000 empresas apagaram as luzes por uma hora para firmarem uma posição contra as mudanças climáticas. Apenas um ano depois a Hora do Planeta tornou-se um movimento de sustentabilidade global com mais de 50 milhões de pessoas em 35 países a mostrarem o seu apoio a esta causa ao desligarem simbolicamente as suas luzes. Marcos globais, como a Sydney Harbour Bridge, a Torre CN, em Toronto; a Ponte Golden Gate, em São Francisco; o Coliseu de Roma; a Ponte 25 de Abril, o Mosteiro dos Jerónimos e o Cristo Rei, em Lisboa; e o Convento de Cristo, em Tomar, entre muitos outros, ficou às escuras como símbolos de esperança por uma causa que se torna mais urgente a cada hora e em qualquer parte do mundo. Em Março de 2009, centenas de milhões de pessoas participaram na terceira Hora do Planeta. Mais de 4000 cidades em 88 países aderiram formalmente a esta iniciativa, desligando alguns dos seus monumentos durante uma hora para afirmar o seu apoio para com o planeta, fazendo com que a Hora do Planeta 2009 se tornasse a maior iniciativa mundial de luta contra as mudanças climáticas. No ano passado, a Hora do Planeta atingiu o objectivo, com um recorde de 128 países e territórios que se juntaram a este evento simbólico voluntário da World Wildlife Found (WWF). Edifícios e monumentos emblemáticos da Ásia-Pacífico à Europa passando por África e Américas foram desligados. Em Portugal, 24 cidades e 2 vilas e mais de uma centena de monumentos, de Portugal Continental às ilhas, aderiram em massa a este evento. A população portuguesa juntou-se a pessoas de todo o mundo, de todas as esferas da vida social, que desligaram as luzes e uniram-se nesta celebração e contemplação da única coisa que todos nós temos em comum: o Planeta Terra.

Porquê apagar as luzes? Antes de mais há que ter consciência que este apagar de luzes por uma hora é meramente um gesto simbólico, mas que pode ser representativo de um elevar da consciência de todos para um problema que é, igualmente, de todos: as alterações climáticas. A verdade é que este simples gesto, tem despertado em todo o mundo compromissos capazes de ir marcando a diferença numa base diária contínua e tem levado a uma verdadeira mudança de hábitos de vida de cidadãos, empresas e governos que começam a despertar para compromissos válidos e práticos a favor desta luta. Assim, apagar as luzes: É mostrar que estamos preocupados com o aquecimento do planeta e queremos dar a nossa contribuição, influenciando e pedindo acções de redução das emissões e de adaptação às mudanças climáticas, combatendo a desflorestação e conservando os nossos ecossistemas; É um acto que simboliza a eficiência e o uso de todos os recursos com inteligência, responsabilidade e de forma sustentável.

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Deliberações da Câmara Municipal de Évora Em reunião pública extraordinária de 16 de Março Câmara de Évora aprovou Regulamento de Apoio a Projectos Culturais

Câmara Municipal aprovou alterações ao Plano de Urbanização de Évora

A Câmara Municipal de Évora aprovou, com quatro votos a favor (PS e PSD) e três contra (CDU), a proposta de Regulamento de Apoio a Projectos Culturais do Concelho de Évora.

O Executivo camarário aprovou o Relatório de Ponderação sobre o resultado da discussão pública da Proposta de Alteração do Plano de Urbanização de Évora e a versão final da proposta de alterações do PUE, bem como o envio à Assembleia Municipal e posterior publicação em Diário da República da versão do plano alterado com as rectificações introduzidas na referida proposta. Foram registadas, durante o período de discussão pública, 27 participações escritas.

O projecto de Regulamento, que estabelece as normas para a concessão de apoios pela Câmara às actividades culturais, segue agora para aprovação em Assembleia Municipal. Esta proposta foi submetida a intenso debate público, tendo recolhido inúmeros contributos, quer dos agentes culturais e associações, que do Vereador António Dieb (PSD) e foi assim possível chegar a um documento unanimemente reconhecido pela sua qualidade e esforço de consensualização que reuniu. Apesar de reconhecer que os contributos introduzidos na proposta a melhoraram significativamente, a CDU votou contra por não terem sido aceites as sugestões que fez, designadamente três: serem nomeadas comissões de acompanhamento; serem os serviços camarários a apreciar as candidaturas e não um júri; e ser feita a distinção entre agentes estruturantes e agentes regulares.

A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e os votos contra da CDU, que discordou em alguns pontos, considerando que se mantêm as razões que a levaram a votar contra aquando do seu envio da referida proposta para discussão pública. O Vereador do PSD reconheceu que o documento não o satisfaz plenamente uma vez que está marcado pelo Plano Director Municipal de 2007, mas considerou necessária a sua aprovação dado que os proprietários já estão há demasiado tempo há espera. Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal sublinhou a importância desta aprovação, salientando três vectores principais de valorização do território: a continuidade do perímetro urbano desde as Muralhas até aos bairros, que possibilitará circular de forma segura e agradável entre o Centro Histórico e os bairros, caso da Zona dos Leões; a correcção de uso de alguns solos, dando-lhe outros usos mais consentâneos com a realidade que a cidade vive e que o futuro exige.

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Sabia que

O busto de Vasco Eugénio de Almeida encontra-se no Largo Vila Flor

O busto de Vasco Maria Eugénio de Almeida, obra do escultor Lagoa Henriques, está colocado no Jardim em frente ao Palácio da Inquisição, situado no Largo de Vila Flor, onde também se localiza o Templo Romano. Foi um importante benemérito para Évora, prosseguindo ainda hoje a sua obra a Fundação Eugénio de Almeida, por ele criada e cujo trabalho de relevante interesse enobrece a cidade, quer a nível nacional como internacional, sendo um dos exemplos disso os famosos azeites e os vinhos respectivamente do Lagar e da Adega da Cartuxa. Vasco Eugénio de Almeida, filho de José Maria Eugénio de Almeida, Conde de Vill’Alva, nasceu em 1913 e faleceu em 1975. Formou-se no Instituto Superior de Agronomia. A ele se deve, entre outras realizações, a recriação do Convento da Cartuxa, a construção do Oratório de S. José e a criação do Instituto Superior Económico e Social de Évora, que vem abrir caminho ao regresso do ensino universitário a Évora, alguns séculos após a sua extinção. A sua acção estendeu-se também ao apoio na criação do Hospital do Patrocínio, do Aeródromo Municipal, de um bairro social e de diversas instituições de carácter assistencial. Em Lisboa, remodelou o Asilo D. Pedro V, entre outras consideráveis realizações quer no plano social, quer patrimonial e cultural, concedendo também donativos a várias entidades. A Fundação Eugénio de Almeida nasceu em 1963 e foi dirigida por Vasco de Eugénio de Almeida até à morte deste em 1975, altura em que o trabalho tornou-se limitado face tanto ao desaparecimento do seu fundador como à ocupação e expropriação do património a que se viu sujeita devido aos ditames do poder político da época.

Os Estatutos da Fundação, redigidos por Vasco Eugénio de Almeida, assinalam no seu artigo 3º que “os fins desta instituição são de beneficência, espirituais, culturais e educativos, visando a elevação do espírito de caridade cristã, do nível religioso, cultural e técnico da região de Évora de harmonia com os princípios tradicionais do País”. Com a devolução dos bens nos anos 80, a Fundação adquiriu um novo dinamismo que a acompanha até hoje, com um trabalho de considerável prestígio e qualidade na área cultural, social, espiritual e comercial.

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TEATRO Garcia de Resende

MARÇO′11

24 Concerto por David Fonseca

25 Concerto pela banda Terrakota

30 Homenagem a José Melo, pela Associ'Arte

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Évora Local n.42