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Câmara Municipal de Évora / Director: José Ernesto D’Oliveira // Semanário, 18 de Junho 2010

Volta ao Alentejo em Bicicleta David Blanco vence 28º edição O ciclista espanhol David Blanco (Palmeiras Resort-Tavira) conquistou este domingo a 28.ª Volta ao Alentejo em Bicicleta, que terminou com a vitória do alemão Steffen Radochla (Nutrixxion Sparkasse) na última etapa, disputada num percurso de 162 quilómetros entre Redondo e Évora.

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A Feira de S. João realizou-se a 1ª vez no Rossio de S. Brás a 24 Junho 1569

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Volta ao Alentejo em bicicleta David Blanco venceu a 28º volta

O ciclista espanhol David Blanco (Palmeiras Resort-Tavira) conquistou este domingo a 28.ª Volta ao Alentejo em Bicicleta, que terminou com a vitória do alemão Steffen Radochla (Nutrixxion Sparkasse) na última etapa, disputada num percurso de 162 quilómetros entre Redondo e Évora. A segunda posição da Volta ao Alentejo foi assegurada pelo compatriota de Blanco Alejandro Marque, também da Palmeiras Resort-Tavira, ficando o terceiro posto para o português Fábio Silvestre, da Liberty Seguros. Vencedor de três Voltas a Portugal (2006, 2008 e 2009),

David Blanco completou a prova com 12:48.44 horas e colocou-se a 22 e 27 segundos, respectivamente, dos segundo e terceiro classificados. “Esta é uma das corridas mais importantes do calendário português. Não esperava ganhar, mas quero realçar o imenso trabalho dos meus companheiros de equipa, que controlaram a corrida do primeiro ao último dia, mostrando um profissionalismo a 200 por cento”, disse o vencedor, no final da prova, que culminou junto ao Templo Romano.

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Deliberações da Câmara Municipal de Évora Em reunião pública de 9 de Junho Câmara de Évora apela ao não encerramento das escolas de Boa Fé e Guadalupe A Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade, na sua mais recente reunião pública de Câmara, uma moção em que apela ao Ministério da Educação para que não proceda ao previsto encerramento das escolas de ensino básico de Boa Fé e Guadalupe, expondo as suas razões para que a continuação das aulas nestes dois estabelecimentos de ensino público seja assegurada. Esta moção, tendo como primeira subscritora a Vereadora Jesuina Pedreira, recebeu também os contributos da Vereadora Cláudia Sousa Pereira (PS) e do Vereador António Dieb (PSD). Neste sentido, a Câmara Municipal de Évora recomendou e deliberou manifestar “a sua solidariedade com os pais e encarregados de educação, e população em geral das Freguesias de Nª. Srª. da Boa Fé   e Nª. Srª. de Guadalupe;   o seu descontentamento e oposição de princípio ao anunciado encerramento da EB1 da Boa Fé e EB1 de Guadalupe, apelando à Ministra da Educação que reconsidere e anule a decisão de encerramento destes dois estabelecimentos de ensino público;   e a total abertura da Câmara Municipal de Évora ao diálogo com as estruturas do Ministério da Educação, não dando aqui por encerrado este processo”.   Tal decisão camarária assenta num conjunto de reflexões de significativa importância que são expostas na moção e importa conhecer. Um exemplo são “os estudos estratégicos de Évora que apontam como uma das distintivas marcas da competitividade territorial de Évora, o facto de poder oferecer um número significativo de Freguesias rurais com dinamismo “cívico”, preenchendo o espaço rural do Concelho e constituindo pólos da sua dinamização cultural, social e económica”.   O encerramento de escolas, considera o Executivo Municipal, “em nada contribui para manter esta competitividade territorial, antes sendo um factor de perda significativa de qualidade de vida, rural e urbana, em todo o espaço do Concelho, mais relevante ainda num Concelho do interior com densidades populacionais inferiores à média nacional”.   Deste modo, considera que “qualquer medida tomada ao abrigo de iniciativas de reordenamento da rede escolar, que abranjam, nomeadamente, o encerramento de estabelecimentos públicos do primeiro ciclo do ensino básico, deve resultar da definição de critérios muito claros e fundamentados, e não partir apenas de uma resolução administrativa aplicada de igual modo a realidades distintas;   ser planeada e articulada com as Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e Comunidade Educativa, que deverão emitir um parecer;   e passar pelo diálogo, e consequente aceitação, por parte de pais e encarregados de educação”. A moção sublinha ainda que, “em relação às duas escolas do Concelho de Évora sinalizadas para encerramento no próximo ano lectivo – Nª. Sª. da Boa Fé e Nª. Srª. de Guadalupe:   funcionam em edifícios escolares com excelentes condições físicas, dotados de espaços que permitem aos alunos usufruírem de actividades extra-curriculares e de ATL, e permitem o exercício de uma boa prática pedagógica;   prevê-se   que venham a ter um aumento do número de alunos no próximo ano lectivo e seguintes” . Verifica-se também “a oposição dos pais e encarregados de educação ao seu encerramento;   os testemunhos de profissionais de educação que trabalham com os alunos destas escolas apontam no sentido da sua manutenção; as respectivas Juntas de Freguesia manifestam uma posição desfavorável ao encerramento;

o encerramento destas duas escolas, sendo uma questão fundamentalmente de dimensão educativa, não deixará também de ter um fortíssimo impacto social, económico e cultural nestas duas freguesias, contribuindo decisivamente para a desertificação do território;   e irá   afastar as crianças do seu ambiente natural, físico e afectivo, e de uma relação estreita e saudável com familiares mais directos, nomeadamente avós, aspectos fundamentais no desenvolvimento equilibrado das crianças”. Prolongado prazo para o pagamento das Tasquinhas Foi aprovada por unanimidade a proposta de ratificação da decisão do Vice-Presidente da Câmara Municipal, no adiamento dos pontos 32.6 e comparticipação 32.7 do Edital da Feira de S. João 2010, referentes ao sorteio e pagamento das “Tasquinhas”. Tendo em conta o elevado número de candidaturas e alguma complexidade na avaliação dos documentos entregues, propôs o júri que fossem alterados os pontos à data do sorteio e do pagamento da das Tasquinhas. Assim, no ponto 32.6 onde se refere”As Tasquinhas…através de sorteio a ocorrer no dia 31 de Maio, pelas 18h30, no edifício dos Paços do Concelho”, deve passar a referir-se: “As Tasquinhas… através de sorteio a ocorrer no dia 14 de Junho, pelas 18h30, no edifício dos Paços do Concelho”. De igual modo, no ponto 32.7 onde se refere “até ao dia 4 de Junho, as associações seleccionadas devem proceder ao pagamento da comparticipação”, deve passar a referir-se: “Até ao dia 17 de Junho, as associações seleccionadas devem proceder ao pagamento da comparticipação”. Novos critérios para cedência de entradas gratuitas nas Piscinas Municipais Com o objectivo de uniformizar os critérios de cedência de entradas gratuitas nas Piscinas municipais aos diversos agentes sociais do Concelho na época balnear 2010 a Câmara municipal deliberou por unanimidade que os grupos de ATL’s locais/Férias Desportivas devidamente legalizados e sem fins lucrativos podem usufruir de 10 dias de entradas gratuitas/ano por associação, mediante apresentação dos projectos legalmente aprovados, até ao máximo de 50 entradas por dia. Grupos de crianças acolhidas em regime de internamento de instituições sociais podem usufruir de dois dias de entradas gratuitas/semana para a instituição/grupo. Devendo para o efeito serem indicados os responsáveis técnicos de acompanhamento e o programa de actividades a desenvolver nas instalações municipais. Évora e Mérida com candidatura conjunta para valorização patrimonial Foi também aprovada por unanimidade a ratificação do despacho do Vice-Presidente, de 31/05/2010, que autoriza a apresentação da candidatura ao Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha - Portugal - Projecto “Urbes Romanas transfronteiriças 2”. A Câmara Municipal de Évora e o Ayuntamiento de Mérida desenvolveram o projecto “Urbes Romanas Transfronteiriças 2” que incide na cooperação cultural através do desenvolvimento de acções de dinamização, reabilitação patrimonial e revitalização cultural das duas cidades. No caso de Évora, o plano de investimentos contempla: (a) Observatório Lusitânia patrimonial, AECT; (b) Cultura e Património e (c) Educação e património, consubstanciadas numa intervenção de valorização das Termas Romanas, que inclui para além da área das termas, uma área destinada à recepção entre o espaço utilizado como bar e a zona museológica.

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A Feira de S. João realizou-se a 1ª vez no Rossio de S. Brás a 24 Junho 1569

A FEIRA DE S. JOÃO Realizada pela primeira vez no Rossio de S. Brás a 24 de Junho de 1569, a Feira de São João é durante séculos a maior e mais importante feira do sul do país. Na primeira metade do século XX é ainda um acontecimento único na região, que atrai imensos visitantes e centenas de feirantes de todo o Alentejo, das Beiras, do Algarve e de algumas zonas de Espanha. As novas gentes que passam e as que se instalam; as novidades e exclusividades comerciais, agrícolas e artesanais à venda; a comoção do circo, das touradas, dos teatros, das exposições e das visitas de ilustres personalidades, tiram a cidade da rotina nesses dias. Um corrupio que ainda hoje embarga as vozes que recordam a Feira de S. João de há 50 anos... Como foi o caso do grupo de senhoras do Centro de Dia da Rua do Fragoso, com quem o Núcleo de Documentação conversou. Cristina Louro, de 74 anos, natural das Alcáçovas, ouvia falar nesta feira, mas só a conheceu aos 16 anos, quando veio para Évora “servir”. A patroa deu-lhe uns sapatos e a filha da patroa emprestou-lhe um vestido, e nem o ter caído das escadas – por não saber andar de saltos -, ao sair de casa, nem o ter chegado à feira e ver o seu namorado, e futuro marido, a andar no carrossel com outra rapariga, a impedem de ter, até hoje, um enorme apreço pela feira daquela época... Sentimento partilhado por Emília Dias, de 73 anos, que lembra com emoção ter comprado na feira a lã para o colchão do seu casamento. Aliás, segundo os relatos de mais cinco senhoras, entre os 60 e os 78 anos de idade, as peças para o enxoval, as cerejas, e os queijos “para o ano todo”, eram as principais compras feitas na

feira. Já os dias mais concorridos eram os de S.João, para os forasteiros, e o de S. Pedro, para os residentes. Inesquecíveis eram as touradas, os carrosséis, “os carrinhos de choque”, o circo e o “cortejo”. E a feira exigia “estrear roupa nova e arranjar o cabelo” e ainda fazer comida extra, “e melhor”, para as visitas que vinham a casa.

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