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Da Redação

LAPA NEWS propõe novo olhar para o bairro A meta é melhorar a distribuição e fazer o jornal chegar às pessoas que sequer o conhecem

E

m média os jornais de bairros são desvalorizados e pouco visados. A razão deste resultado pode ser atribuída pela falta de patrocínio, aliada a uma divulgação deficiente nos bairros em que deveria obter destaque. Há também a natural concorrência na disputa com os grandes jornais de circulação, que obtém preferência da grande maioria das pessoas paga por um jornal, do qual pode nutrir-se de informações num veículo que lhe

transmita mais credibilidade, em detrimento de um jornal de circulação gratuita. É o que ocorre com o LAPA NEWS, jornal regional, com tiragem de cerca de vinte mil exemplares, que atende aos bairros da Freguesia do Ó e Lapa. Assim como os demais, busca prestar serviços à sociedade local, informando e atendendo ao seu público que, segundo dados de 2008, da Subprefeitura, está estimado em quase duzentas mil pessoas. Para o editor da publi-

cação, Célio Pires de Araújo, a idéia é ser um porta-voz do comércio e da população. “A pauta é feita à medida que a população nos procura e nos informa, através de e-mails e outros meio. A ênfase é sempre a informação da comunidade, mas atentamos também à informações do comércio e assessorias de imprensa, prefeitura etc.” Por ser um jornal segmentado, a procura é menor, e muitos nem sabem que há um em seu bairro. O comerciante da Rua Nossa Senhora da Lapa, José Roniele Andrade, de 21 anos, e leitor do LAPA NEWS, reclama: “Não tem notícias da Lapa de Baixo, onde eu moro, e a distribuição fica focada aqui, mais no centro da Lapa, mas acho importante ele ser gratuito, pois muita gente não gosta de pagar pra ter informação e, com

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isso, a gente fica um pouco por dentro”. Apesar de abranger vários bairros, a distribuição é direcionada para poucos lugares. A reportagem percorreu algumas bancas no centro da Lapa, e verificou que não é fácil o acesso ao jornal, sendo que em quatro bancas não havia um exemplar sequer. Segundo os próprios jornaleiros afirmaram, a distribuição restringe-se em uma única banca, localizada na Avenida Nossa Senhora da Lapa. O fato de não chegar às portas das residências, faz o jornal de bairro não ter tanta importância entre os moradores. O aposentado Eugênio de Castro, 62 anos, revela que prefere ler o METRÔ NEWS e o DESTAK, pela quantidade de conteúdo e informação. Com o LAPA NEWS nas mãos pela primeira vez, ele analisa e sente a falta de mais noticias do cotidiano, bem como um diário social, mostrando o que acontece no bairro de uma forma mais clara. “Para mim é mais importante ter um jornal que fale da região, das melhorias que o bairro precisa, do que um jornal que fale do estado. A Lapa é um bairro que já foi um antro de coisa ruim, mas tá virando uma Moema.”, diverte-se. Este aspecto é outro fato que faz com

Cruzamento da Av. Mercedes com a Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, na Lapa

Araújo defenda os veículos comunitários. “Eles (os grandes jornais) só vêm aqui pra cobrir desgraça, crime e violência, por isso abordamos aquilo que não interessa a eles, como as reivindicações, festas e eventos.” Sob o lema “não basta ser do bairro, tem que trabalhar por ele”, o LAPA acaba de sair da cobertura eleitoral, onde acompanhou a performance dos candidatos da região, muitos dos quais anunciantes do veículo, e orgulha-se de ter somente a

publicidade como meio de subsistência. “O peso aqui é 100%. Outros jornais de bairro por aí têm vínculos com instituições, polícia, rotary, ou promovem ações casadas com empresas, como imobiliárias, que subsidiam o jornal.” Desta maneira, o jornal procura cobrir a lacuna ocasionada pelo fato de muitos dos seus colaboradores não residirem na área de atuação do jornal, oferecendo informação sem censura, estando presente nos momentos de maior interesse da comunidade.


Revista Bairro  

Trabalho de Urnanismo.

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