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TRT & PL Apresentam

Vincent (Made Men #2) by Sarah Brianne 2


Sinopse Vicente conhece o lado glamouroso da máfia, nasceu um soldado. Lake vive no lado oposto do caminho, nasceu filha de um soldado. O lado claro e escuro dele está em guerra constante, mas ele está deixando a escuridão reinar Ela está tentando encontrar a paz e logo estará longe o suficiente para encontra-la Descobrir que seu chefe a possui, lhe mostrou o quanto ele o conhecia pouco. Saber tudo sobre ele só faz odia-lo mais Eu sou um fodido homem fabricado. Eu sou apenas um fodido lixo de reboque. 3


Staff Disponibilização: Soryu Tradução : Erica Revisão Inicial : Leah

Segunda Revisão Inicial : Gislaine Vangliengo Revisão Final : Mari Salles Leitura Final e Formatação: Juuh Allves

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Capítulo Um Bem-vindo às profundezas do inferno

Lake fechou os olhos ao som brusco de metal do carro raspando a estrada e batendo na calçada silenciosa. O carro de seu pai era um Cadillac velho que ela tinha certeza de ser da década de oitenta. Sinceramente, seria necessário trabalho. Viciado total. O pai dela, de alguma forma, conseguiu mantê-lo funcionando, fazendo seus próprios reparos nele, usando diferentes partes de vários carros e até mesmo fazendo algumas ele mesmo. Lake gostava de chamá-lo de Frankenlac. Ela pensou que ele tinha comprado um carro novo em algum momento entre 1981 e 2014, mas não tinha. Ele tinha melhores maneiras de gastar o seu dinheiro. Sim, como apostar em um cavalo ou colocar fichas para jogar no meio de uma mesa de pôquer. Mesmo que o pai de Lake fosse um nível doze de jogador na escala Richter, ela não iria trocá-lo por nada neste mundo, porque Lake sabia muito bem o que tinha do outro lado da moeda. Ela balançou a cabeça, não querendo pensar no próximo fim de semana. A maioria dos adolescentes estaria feliz, pois era sextafeira, mas não ela. Não, seus fins de semana eram nada, exceto torturantes. Literalmente. Seu pai, finalmente, chegou ao destino e colocou o carro no estacionamento. — Tudo bem, garota. Tenha um bom dia. Vejo você segundafeira. 5


Lake olhou para longe de todos os olhares que estavam do carro para atender ao sorriso de seu pai. — Você também, pai. Vejo você segunda-feira — Ela tinha conseguido forçar um sorriso até o final da frase. Lake abriu a porta e saiu do carro, pegando sua bolsa. — Amo-te, garota. Nessa hora, Lake não tinha que forçar um sorriso. — Eu te amo, pai. Quando ela fechou a porta, outro som de raspagem ocorreu. Depois de assistir seu pai começa a se afastar, ela finalmente foi capaz de virar e enfrentar os olhares dos adolescentes. Honestamente, não era tão mau como parecia; eles sempre tinham coisas muito melhores para falar. Já para não falar de um curto espaço atenção. Veja, Lake não era popular nem era impopular; ela era apenas... bem, Lake. Boom! Após um momento de completo silêncio, gargalhadas encheram o ar, juntamente com alguma fumaça séria preta do carro de seu pai soprando uma espiral. Lake abaixou a cabeça e puxou o capuz de seu moletom, tentando esconder o rosto. Ótimo. Ele não poderia ficar pior, poderia? Ela começou a andar pelo estacionamento, costurando entre as pessoas e carros. Iniciando a ouvir a música em volume alto começar, Lake virou a cabeça para ver um grande Jeep branco vindo em seu caminho. Ela teve que saltar de volta para esquivar-se do canto do veículo quando os freios gritaram.

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Lake ficou em estado de choque com a freada perto quanto seu coração começou a bater. Ela sabia exatamente quem o estava dirigindo antes que a menina saísse do jipe junto com três de seus amigos. Ashley. Era difícil para ela dizer o nome de Ashley mesmo em sua cabeça. — Oh, meu Deus. Eu nem sequer a vi — Ashley disse sarcasticamente através de risinhos. Lake decidiu aproveitar a oportunidade de ouro de ser capaz de falar de volta. Ela não conseguia muitas chances. — Oh, meu Deus. Realmente? Talvez você precise de óculos. Rápido, quantos dedos eu estou sustentando? — Lake prendeu o dedo médio em seguida, ouviu risos abafados. Ashley fez uma careta e falou tão alto quanto podia. — Desculpe, eu não falo com o trailer de lixo. Aquilo ali era como uma grande parte do mundo. Lake era apenas um pedaço de lixo. Trailer de lixo, para ser exata. Lake estava lá, observando as meninas rirem longe em suas vozes de alta-frequência. Ela imediatamente levou-se à conclusão de que ela poderia, de fato, piorar. Indo contra seu melhor juízo, ela decidiu começar a andar novamente. Ela realmente esperava que não fosse acabar lamentando sua pequena explosão com Ashley, mas logo em seguida, ela se sentiu orgulhosa de si mesma e decidiu que iria gostar. Por agora, de qualquer maneira. Quando ela chegou mais perto das portas da frente, Lake olhou para o sinal amarelo atrelado no exterior de tijolos da escola que diziam, 'Bem-vindo', logo acima das palavras, 'Eastern Hills High’ pensou que deveria ser algo mais próximo de, "Bem-vindo às profundezas do inferno.' 7


Ela era finalmente um sénior naquele inferno — graças a Deus e tinha acabado de começar sua primeira semana de volta após a pausa de Natal. Caminhando para a escola, ela foi recebida pelo calor. Fazia frio em Kansas City, Missouri, para que o calor fosse bem-vindo, uma vez que descongelasse seu nariz e bochechas. Quando chegou à sua primeira aula do primeiro período, Química, ela foi direto para o seu lugar e assim que sua bunda bateu a cadeira, o sino tocou para a aula começar. Lake olhou para a cadeira vazia ao lado dela, sacudindo a cabeça com um sorriso. Todo santo dia. Olhando para o relógio para os próximos cinco minutos, não ouviu uma palavra do que o professor estava dizendo, ela finalmente ouviu a porta abrir para ver uma morena escura aparecer e tentar sentar-se tranquilamente em seu assento na esperança de passar despercebida. Sentada ao lado de Lake, a garota sussurrou: — Você acha que ele percebeu?

— Você está atrasada a cada dia, Adalyn — o professor falou, alternando temas no meio da frase para resolver o atraso. — Sim — respondeu Lake, murmurando silenciosamente sob sua respiração. Adalyn soltou um grande fôlego para começar a sua história. — Peço desculpas, Sr. Wade. Veja, eu tive uma semana terrível, porque Deus decidiu punir todas as mulheres uma vez que Eva comeu uma maçã. Agora, minha tia está com uma visita do fluxo. 8


— Ok, eu entendo — Sr. Wade levantou as mãos em derrota. LaKe tentou desesperadamente não rir. E era por isso que ela era minha melhor amiga. Ela e Adalyn tinham sido amigas desde as fraldas. Com seus pais compartilhando a mesma linha de trabalho, Lake tinha se visto sendo cuidada pela mãe de Adalyn quando seus pais queriam sair. Bem, antes que eles se separassem. Como os pais de Lake separaram-se primeiro muitos anos antes, ela havia passado uma semana com o pai e a próxima com a mãe. Bem, até que sua mãe teve um namorado e, em seguida, casou-se com apenas alguns meses mais tarde. Depois disso, Lake passaria os dias da semana com o pai e fins de semana com a mãe. Lake esfregou as têmporas, tentando não pensar sobre seu próximo fim de semana. Não pense sobre isso ou você vai estragar o seu dia. Ela estava livre até que a última campainha tocou na escola, e então ela poderia lamentar sobre isso. Tinng. — Wow, quando eles irão consertar esse som de sino patético? — Disse Adalyn quando se levantou e se estendeu em sua mesa. Lake não podia acreditar que a aula já havia terminado. — Adalyn, você sabe que irá para a escola pública, certo? Adalyn colocou a mão em seu quadril. — Então? Meus pais pagam seus impostos. — Espere, não é o dinheiro dos impostos que te dá o direito de ir para as escolas públicas? — Lake questionou. — Sei lá. O governo provavelmente o mantém. 9


Lake olhou em volta para a sala de aula suja. — Sim, você está certa — Ela finalmente levantou-se e as duas saíram da sala e foram para os corredores igualmente sujos. Parando em seus armários, Lake inseriu sua combinação e abriu-a antes de começar a esvaziar sua bolsa, apenas para recarregá-la novamente com outras coisas. — Oh, olhe! O diabo está vindo em nossa direção e eu tenho que dizer que seu rosto parece mais infeliz do que o habitual — Adalyn bateu seu armário e o fechou, então se inclinou para trás, certificando-se de colocar a cara de cadela. Lake seguiu o exemplo e tentou colocar no rosto a cara de cadela para corresponder. Mesmo que fosse mais provável falhar. — Provavelmente, porque eu insultei-a esta manhã, quando ela tentou me atropelar. Adalyn caiu na gargalhada. — Do que diabos você está rindo, cadela? — Disse Ashley enquanto jogava o cabelo fora de seu ombro. Adalyn mal podia falar através de seus risinhos. — Eu estava apenas tentando imaginar sua cara feia quando Lake descontou. — Quando a expressão de Ashley se transformou em uma careta, ela continuou, — Oh, espere, é essa! Não ria, não ria. Lake riu. — Caralho, você só está pedindo por isso, não é, irmã? Eu não queria estragar a diversão, mas a mamãe vai sair com os amigos hoje à noite. De alguma forma, Lake tinha começado a mão mais azarada da vida por sua mãe se casar com o pai do diabo, tornando-as meias-irmãs. 10


Com sua mãe saindo a noite, isso significava... Merda, não, não, não, não, não. Olhando para o rosto sádico de Ashley, Lake tinha que pensar rápido. — Desculpe, mas Adalyn e eu já fizemos planos. Ashley tentou não se engasgar com sua risada. — Sim, como se vocês cadelas fossem a qualquer lugar. Lake tinha lidado com o suficiente para o dia. Ela mostraria a Ashley. — Bem, eu espero que você se divirta hoje à noite em casa, enquanto Adalyn e eu estamos no Poison. Quando a boca de Ashley caiu junto com a de seus amigos, Lake sorriu largamente. Pela primeira vez na sua vida, ela tinha feito Ashley ficar sem fala. Agora, é hora de sair! Lake não era estúpida; ela sabia quando correr bem longe. Especialmente do mal. Ela agarrou o braço de Adalyn e empurrou-a para a direita após o rosto chocado de Ashley. — Uhh... Lake, quando tomamos a decisão de ir para lá? — O rosto de Adalyn estava tão chocado. Lake imediatamente começou a lamentar o que tinha dito. — Eu não pude evitar. Apenas saiu! — Ela começou a pirar um pouco em silêncio quando a realidade bateu nela. — Nós temos que ir. Você sabe que ela persegue o Facebook e espera que postaremos em nossos murais! Toda garota na escola queria ir para a Poison, que era uma danceteria adolescente escandalosamente cara, só assim elas 11


poderiam postar fotos em sua página do Facebook. No entanto, a maioria das meninas com tesão não eram autorizadas a estarem perto do lugar e mesmo se fossem, elas não conseguiam encontrar um par para ir com elas. Os meninos na escola pública, ou não podiam pagar ou não queriam desperdiçar seu dinheiro com uma menina a menos que ela fosse definitivamente ficar com eles até o final da noite. — Olha, você sabe que eu daria tudo para empurrar a Poison na cara dela, mas como diabos é que vamos nos dar ao luxo de chegar lá? Você sabe, meus pais só me compraram um novo telefone e roupas para o início do semestre e eles não vão me dar mais um adiantamento na minha mesada — Ela estava começando a surtar tanto quanto Lake. Há uma maneira de entrar... Lake parou de andar e agarrou os ombros de sua amiga. — Adalyn, o quanto você me ama?

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Capítulo Dois Você entendeu tudo errado, filho da puta

Levou um momento para os olhos de Lake se adaptarem à iluminação neon do lounge. Assim que entrou, ela entendeu por que tinha pensado que podia sentir o cheiro de sexo no ar. Haviam adolescentes com tesão batendo e triturando por toda pista de dança. Ela ainda não tinha notado a seção onde poderia jantar, também. Ela e os olhos de Adalyn só podiam ver uma coisa. E elas não chamariam isso de dançar. Lake sentiu seu braço ser agarrado por seu encontro. — Vamos dançar. — Espere, eu preciso usar o banheiro. Desculpe, volto já, Michael — Lake puxou o braço de Adalyn e correu o mais rápido que podia. Lake sabia exatamente como chegar dentro da Poison. Dois meninos da escola tinham estado implorando para sair todo o ano, elas finalmente concordaram, com uma condição, é claro. Michael e Tim não se importavam quanto dinheiro eles teriam que gastar, porque eles foram os primeiros meninos que assumiram que Lake e Adalyn nunca tiveram um encontro, o que lhes dariam o direito de se gabar. E isso é tudo com o que os caras se preocupam, de qualquer maneira.

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Então, a questão era por que não tinham saído com uma cara ainda? Bem, isso era complicado. Elas foram finalmente capazes de falar uma vez que estavam no banheiro, onde ainda podiam ouvir os graves da música através das paredes. — Queria ver o rosto de Michael, quando você disse que tinha que ir ao banheiro? — Adalyn riu. Lake imitou sua amiga. — Sim, ele não parecia muito feliz. — Vamos torcer para que nossas obras do plano deem certo e eles não vão encontrar-nos. Elas elaboraram o plano durante a escola: o velho esquema 'fingir que você tem que ir ao banheiro, esperar dez minutos e então agir como você tivesse se perdido'. E rezar para que eles encontrassem outras garotas para dançar. Lake caminhou até o espelho para ver a sua transformação. Conferida, não era muito de mudança; a única coisa diferente era um pouco mais de maquiagem e um vestido. Elas haviam comprado as suas roupas na loja favorita de Adalyn com um cartão de presente que ela tinha ganhado No Natal. Lake tinha insistido que ela tivesse um vestido para usar, mas quando sua amiga viu o vestido preto sobre o rack, ela pediu a Lake para experimentá-lo. Difícil seria dizer que, Adalyn a fez vestir. O vestido mal cobria sua bunda por ser tão curto, enquanto a parte superior estava mais solta e menos reveladora. Lake era um pouco mais alta do que outras meninas, tinha pernas mais longas, mas o que ela tinha em altura, lhe faltava em curvas. Não importava o que Lake comesse, ela nunca soube para onde ia quando se olhava para seu corpo magro. Ela acreditava que isto era tão sexy como ela nunca iria ficar e não pensava em si mesma de qualquer maneira, no mínimo. 14


Lake pensava em si mesma como média, uma singela Jane. Ela era plana-como-papel, cabelos castanho-claros e olhos castanhos. Quando ela colocou a maquiagem, pensou que ainda parecia uma criança. Mesmo quando ela ficou de lado e varreu seus cabelos, isto não ajudou a fazê-la parecer mais velha. Fazendo críticas a si mesma, ela olhou para o reflexo perfeito de Adalyn. — Você acha que já se passaram os 10 minutos? Adalyn agarrou a mão de Lake, pronta para deixar o porto seguro. — Passou o suficiente. Eu estou pronta para dançar! A música ficou muito mais alta, pois saíram do banheiro. Elas fizeram de tudo para se abaixar um pouco enquanto se apressavam para a pista de dança, onde elas conseguiram ir através dos casais suados até chegarem ao meio. Satisfeitas que elas não iam ser encontradas em breve, elas tiraram seus telefones, tirando algumas fotos de si mesmas. — Eu acho que é bom o suficiente! — Lake gritou quando teve uma boa imagem de si mesma com um casal chupando o rosto um do outro no fundo. Guardando seu telefone, Lake decidiu que estava indo se divertir uma vez em sua vida. Porra, já que estava aqui; poderia muito bem fazer mais do mesmo. Ela não poderia estar mais feliz quando ela e Adalyn começaram a dançar. As duas amigas tinham frequentado muitos bailes juntas quando Lake passou a noite com Adalyn e elas estavam finalmente em uma festa de dança real.

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Quem na Terra de Deus era a dona da doce bunda? Vincent não podia mover seu corpo, enquanto olhava para a perfeição na frente dele. Ele estava assistindo a uma menina com as mais longas e mais sexy pernas em um vestido preto que deveria ter sido ilegal usar. Especialmente com uma pequena bunda apertada assim. — Quem é aquela? Eu preciso conhecê-la porra. — Vincent ia precisar agradecer seriamente a seus amigos Nero e Amo pela definição dessa coisa toda. Ele poderia ter vindo para envenenar com outra garota e planejado a chegada do encontro falso de Nero, também, mas isso não importava mais. Ele tinha certeza de que a menina balançando a bunda com a música seria muito melhor do que o trio poderia ser. Eu tive trios antes, mas ela... Eu a quero. Ele sabia que tinha a concorrência na multidão de caras em torno dela e de sua amiga, mas, em seguida, ele a observou afastálos. Eu gostaria de vê-la me afastar. Vincent estava preparado e pronto, pensando em toda a diversão e sexo violento glorioso que eles teriam... — Espere, eu acho que eu a conheço — Os flashes de luz de néon iluminaram seus rostos por meros segundos. Nesse momento, ele teve definitivamente certeza de que ele sabia quem era a amiga da menina quente no vestido roxo. Vincent continuou a observá-las até o momento perfeito quando a enfrentou e outro facho de luz brilhou. Foi quando ele desejou que pudesse voltar no tempo. — Puta merda, essa é a porra da minha irmã! — Eu vou matar Adalyn e queimar esse vestido roxo do caralho. 16


— Sim, mas quem é a única que você precisa na porra da sua cama? — Amo estava tão extasiado. Algo dentro de Vincent não gostou do que Amo tinha acabado de dizer. Suas palavras saíram mais como um grunhido, enquanto observava a menina quente empurrar seus cabelos longos e sedosos. — Lake, a melhor amiga da porra da minha irmã. Os olhos de Amo não desistiram do seu traseiro. — Porra, você ia mantê-la só para si? — Não, cara. Eu a conheço desde a pré-escola, então não acho uma merda sobre isso — Vincent fez com que a última parte saísse como um grunhido real naquele momento. Ele tentou não ouvir a risada de Nero. O cara estava claramente querendo um chute de Vincent. Eu não estou pensando nela dessa maneira. Eu não estou pensando nela dessa maneira... — Porra, cara, só de pensar em todos os anos que você perdeu — Amo brincou, novamente, não movendo seus olhos, o que fez Vincent querer rasgá-los fora de sua cabeça grande de merda. Vou matá-los. — Elas estão mortas — Embora Vincent tentasse manter seu corpo sob controle, o riso de Nero foi tornando-se difícil. Então, quando dois caras apareceram e começaram a pegar as meninas, ele decidiu dar foda-se ao controle. — Não, eles estão mortos porra!

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À medida que a noite avançava, ela e Adalyn entraram em um ritmo e não poderiam ser interrompidas. Muitos caras tentaram dançar com elas, apenas para serem empurrados. Elas só dançaram uma com a outra, o que atraia os homens ainda mais. Quando um grupo de rapazes se juntou ao seu redor, Lake notou que seus encontros tinham finalmente os encontrados. Ela decidiu tratá-los da mesma forma que todos os outros homens tentando apalpá-las, empurrando-os para trás. Felizmente eles não colocaram muita luta, parecendo se contentar simplesmente em assistir. Foi quando Lake e Adalyn foram rapidamente agarradas por dois rapazes que tinham ficado doentes e cansados de serem rejeitados. — Fiquem longe de mim! — Ela estava tentando empurrar o cara quando Lake pensou ter ouvido Adalyn gritar: — Vincent! — Huh? — Confusa, ela rapidamente usou toda a sua força para empurrar o cara. Quando se virou, viu Vincent vindo em sua direção. Ah Merda. Ela sabia que isso não ia ser bom. Lake e Adalyn correram em direção a ele. Vincent passou a ser o irmão de Adalyn. Bem, tecnicamente, seu meio-irmão. Eles eram crianças quando sua mãe se casou com o pai de Adalyn. Inferno, eles nem sequer sabiam que eles não eram nada além de irmãos de consideração, até que ficaram mais velhos. Com eles, sendo ambos da mesma idade, poderiam muito bem ter sido gêmeos. — Está tudo bem. Ele não sabe que estávamos em um encontro. — O que diabos você está fazendo aqui? — Vincent rosnou. Michael e Tim puxaram-nas de volta. — Elas estão com a gente. 18


Bem, agora ele sabe. Vincent apontou para os caras que Lake e Adalyn vinham tentando combater. — Ok, então quem diabos são vocês dois? De repente, Lake e Adalyn foram recuadas novamente pelos dois, que não gostavam de ser rechaçados. Será que eles vão parar com essa merda! O único a participar, o que acompanhava a irmã de Vincent, teve a coragem de falar. — Nós somos aqueles que vão transar com elas até o final da noite. Então, encontre a sua própria. Lake sentiu um bom pedaço de sua bunda sendo agarrada. — Hey, sai fora! — Ela disse, freneticamente batendo nele. Adalyn, por outro lado, estava calma. — Você realmente não deveria ter dito isso. Os olhos de Lake foram atraídos para Vincent quando ele começou a arregaçar as mangas para cima da sua camisa preta. Por alguma razão, ela o viu de forma diferente do que normalmente fazia naquele momento. Ela não entendia por que, apesar de tudo. Vincent tinha tudo e nunca era nada menos do que imaculado. O belo rosto, o cabelo loiro de luzes perfeitas e os olhos azuis-bebê sonhadores. Ele era um deus. E a pior parte era que Vincent sabia disso. Ele virou o último pedaço de sua manga. — Você tem tudo errado, filho da puta. Essa é a minha irmã que você está segurando e, infelizmente, ela será a última garota que você vai ser capaz de segurar. 19


Lake piscou os olhos algumas vezes. Oh, minha porra... — Esta cadela não é sua irmã — O indivíduo que prendia Lake começou a rir. Olhando para ela, ele terminou: — Parece que você é minha. Ela observou alguma mudança nos olhos de Vincent quando ele flexionou sua mandíbula. — Esses filhos da puta são meus; vocês dois são os merdinhas que as trouxeram até aqui. Lake finalmente percebeu os dois rapazes ao lado de Vincent. Quando eles começaram a arregaçar as mangas como Vincent, tinham sorrisos em seus rostos, ela viu que um era assustador e lindo, enquanto o outro era grande e assustador. Mais uma vez, as meninas encontraram-se sendo puxadas em direções diferentes quando seus encontros tentavam agarrá-las de volta. Isso estava realmente começando a irritar! — Cara, eu pensei que você nunca pediria — disse o lindo, agarrando o ombro de Vincent. — Vocês podem me agradecer depois por trazê-los aqui — o grande zombou, tornando-o, de alguma forma, mais assustador. Sim, eu sabia que isso não ia acabar bem.

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Capítulo Três Um filme de terror estrelado por Vincent, o assassino psicopata

Lake não podia acreditar no que estava vendo quando estava dentro do círculo, ouvindo-os cantar "Briga! Briga! Briga!" Ela pensou seriamente que estava assistindo um filme de ação bem diante de seus olhos. Seus olhos dançavam entre os três amigos batendo nos caras. Esses idiotas não tinham uma chance. O assustador e lindo estava apenas brincando com Michael, fingindo que ele receberia um soco livre por estar parado. Assim que Michael chegou perto, ele rapidamente o golpeou no rosto. Isso aconteceu de novo e de novo e Michael continuava ir até ele. Tão estúpido. Ela observou Tim praticamente cagar nas calças enquanto olhava para o grande assustador. Ele tentou fugir, o que obviamente não aconteceu. Uma vez que o grande assustador teve Tim, ele levantou-o do chão em um estrangulamento. Tim era, literalmente, nem sequer metade do seu tamanho. Isso deixou Vincent, que foi para garantir que os indivíduos que os tinham tentado na pista de dança pagassem pelo que eles tinham feito. Sério P-A-G-O, pago. Quando ambos tentaram atacálo, ele se esquivou fora do caminho e eles acabaram batendo entre si. Lake tentou não estremecer quando o único que tinha agarrado a bunda dela foi para Vincent novamente, mas nesse tempo, ele pegou Vincent desprevenido e deu uma joelhada nas bolas, derrubando-o. 21


Não demorou muito para que Vincent se recuperasse e ele agarrou de imediato a cabeça do cara e deu uma joelhada no rosto, fazendo-o cair completamente no chão. Ele era louco? Ela pensou quando Vincent riu, caminhando em direção ao cara que tinha tateado Adalyn e estava implorando de joelhos. Descendo, Vincent agarrou sua camisa, puxando-o para cima. — Seu pedaço de merda — disse ele enquanto bateu na cara do cara. — Filho da puta — Outro soco. O cara caiu de face para baixo no chão. Lake esperava que fosse mais, mas é claro, ela não tinha a mesma sorte. Quando Vincent cobriu a mão do cara com seu sapato, ela tentou desviar o olhar, mas não conseguia. Por favor, não faça isso... — Nunca mais toque em minha irmã de novo — Vincent parecia mortal. Ele vai fazê-lo! Lake tentou desesperadamente fechar os olhos bastante rápido, mas antes que ela percebesse, o pé levantou do chão voltou a cair de volta para baixo. Seus olhos finalmente se fecharam de repente, ao som da quebra ossos e o grito de dor. Lake ouviu risos e abriu os olhos para ver os três vencedores literalmente recebendo uma buzina dos que assistiam de fora do que eles tinham feito. Olhando em volta, para os corpos ensanguentados no chão, ela mudou de ideia sobre o que ela tinha acabado de presenciar. Um filme de terror estrelado por Vincent, o assassino psicopata. Lake não estava esperando o que aconteceu em seguida, quando uma loira morango apareceu entre a multidão. Ela devia ser a namorada daquele lindo, mas ela claramente não estava 22


esperando-o lá e também não estava esperando por isso, quando uma menina em um vestido reluzente saiu e agarrou-o. Lake assistiu a duas meninas aparecem em praticamente vestidos brilhantes combinando, agarrando Vincent e seu outro amigo. Eles estavam em um encontro triplo. Ela não podia deixar de estudar a loira enrolada em torno da cintura de Vincent com uma enorme bunda e peitos. O oposto completo e absoluto de mim. Ela não sabia por que o pensamento entrou em sua cabeça ou por que ela ainda se importava, mas algo no fundo o fez. Não demorou muito antes que a loira morango saísse correndo, os caras seguindo logo depois. Lake ficou acontecimentos.

parada,

em

estado

de

choque

com

os

Virando a cabeça, ela encontrou os olhos de Adalyn. — O que diabos aconteceu? Adalyn olhou para o cara chorando aos seus pés enquanto ele segurava sua mão. — Muita testosterona aconteceu. — Venha. Precisamos sair daqui antes que os policiais cheguem! — Adalyn gritou quando elas andaram ao redor do sangue e destruição. Quando elas chegaram à grande e pesada porta e a abriram, os olhos de Lake arregalaram enquanto Vincent as fulminava. — Por que diabos vocês estão aqui? Não era bom. Ela rapidamente começou a puxar o vestido para baixo para cobrir mais de suas pernas, em seguida, agarrou-o na parte de cima para certificar-se que seu decote estava escondido. 23


Ela começou a corar enquanto os olhos do grande amigo de Vincent percorriam ela. Lake notou Adalyn e a sua grande boca aberta fixamente. — Por que diabos você acha? O rosto de Vincent começou a se contorcer. Realmente não era bom! Ela levantou a mão e deixou escapar a sua confissão. — Pedi-lhe para vir dançar comigo. A culpa é minha. A única maneira que nós poderíamos entrar seria vindo com esses caras. Nós não fizemos nada com eles, no entanto — Lake voltou os olhos para baixo para o chão, incapaz de encarar seus azuis-bebê. Ela ouviu Vincent tomar uma respiração profunda. — Bom. Você não pode encontrar meninos até se formar. Eu não me importo se ele é apenas alguns meses mais velho. Eu não vou dizer nada, mas é melhor não pegar vocês duas de novo. Lake sentiu algum alívio e começou a acenar com a cabeça. Graças A Deus. Olhando para o olhar desafiante de sua amiga, ela atingiu seu braço, fazendo-a enxergar a derrota, também. Ao ouvir o tilintar de metal, ela assistiu Vincent pegar suas chaves. — Vão e entrem no carro. Vou levá-las em casa. Assim que Adalyn pegou as chaves da mão de Vincent, as duas saíram correndo. Lake não era idiota, ela sabia quando era para fugir. Especialmente a partir da loucura. Ela sabia que Vincent tinha um lado sombrio de todos os seus anos de estar constantemente em torno Adalyn. Mas puta merda, ele era um lunático! 24


— Vocês vão queimar esses malditos vestidos quando chegarmos em casa! — Vincent gritou sobre o clique de seus saltos batendo no pavimento. Lake supôs que ele havia dito isso, desde que Adalyn estava desesperadamente tentando manter seu baby doll (pijama) roxo no lugar. Ela instintivamente puxou seu próprio vestido, embora não fosse bem sucedida por causa de quão rápido ela estava correndo. Ela ouviu sua voz de novo, muito mais calma que o tempo. — Na verdade, darão a mim. Eu quero me livrar deles. Lake e Adalyn entreolharam em confusão. Que diabos? Por quê? Elas foram capazes de detectar o carro de Vincent rapidamente e Adalyn apertou o botão de desbloqueio. Fechando a distância, Lake abriu a porta para o banco de trás do lado do motorista quando Adalyn foi para o banco do passageiro na frente. — Espere, eu não deveria sentar-me na frente, deveria? — Adalyn sussurrou. — Uh, não! — Lake calmamente gritou para a amiga quando ela saltou para dentro do carro escuro. Um segundo depois, ela foi para o banco de trás, grata que Adalyn tivesse seguido seu conselho. Quando estavam finalmente fechadas, Lake sentiu-se livre para conversar. — Adalyn, basta manter a boca fechada ao menos que seja para pedir desculpas. Nossos pais não podem descobrir mais sobre isso. Adalyn revirou os olhos.

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— Eu sei, eu sei. Nossa, não estamos autorizadas a ter encontros. Vamos lá; foi muito divertido! Lake teve que admitir que não teve muita diversão em um longo tempo. Ok, nunca. Em seguida, Vincent tinha saído do nada e arruinado. — Sim, certo, até que seu irmão-louco-idiota... A porta para o banco do motorista se abriu...

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Capítulo Quatro Nascido para ser feito

Em 20 minutos, literalmente, toda noite de Vincent tinha se tomado uma queda livre. No entanto, sua raiva tinha finalmente acalmado, ou tentado, pelo menos. Que porra Adalyn estava pensando? Quando ele agarrou a maçaneta da porta do carro, ele ouviu a voz abafada de Lake através do carro. — Sim, certo até que seu irmão-louco-idiota... Não, o que diabos estava pensando Lake? Bem, sua raiva estava tentando acalmar.

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Ah Merda. Será que ele me ouviu? Vincent ligou o carro. — O que você estava dizendo, Lake? Ah Merda. Ele me ouviu. Lake tentou firmar a voz. — Eu-eu não estava dizendo nada. 27


— Sim, você estava — disse ele, implicando com naturalidade, quando ele partiu. — N-não, eu não estava. — Não, ela não estava — Adalyn concordou, tentando ajudar sua amiga a sair dessa. Vincent olhou para Lake através do espelho retrovisor — Então, você apenas disse 'seu irmão-louco-idiota'? Os olhos de Lake encontraram os mais assustadores olhos no espelho, que estavam desafiando-a a mentir. Minta. — N... — Não minta. — Sim. Ela gostaria de poder mudar a sua resposta quando ela olhou para ele. Espere, ele quer que eu minta? Seu rosto lia-se, não minta para mim. Ela tinha falado com ele inúmeras vezes durante a maior parte de sua vida, mas ela não tinha ideia de como lidar com o novo Vincent. Jogando verdade ou desafio com ele, era um jogo para quando não estava brava ou experiente o suficiente para vencer. — Bem, você foi meio que um pouco louco lá, quando você quebrou a sua dele — disse Adalyn. E, assim mesmo, Lake viu-o voltar ao normal. — Muito? — Vincent riu. Meu Deus. Ele é louco.

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— Sim, um pouco acimado normal. Mas, hey, ele meio que merecia — Adalyn deu de ombros. Ambos são loucos. — Eu não posso acreditar que Nero estava realmente namorando uma menina — disse Adalyn em estado de choque. Lake olhou para ela. — Qual era Nero? Adalyn sorriu. — O único quente. Deveria ter sabido que um lindo teria um nome assim. Lake não pode deixar de sorrir de volta. — Ohhh. E o grandão era...? Adalyn revirou os olhos. — Amo. Claro que era. Lake viu o retorno da ira de Vincent quando seus olhos voaram para o espelho. O que havia de errado com ele agora? Ela decidiu ignorá-lo. — Eles estão — Lake baixou a voz para um sussurro — na máfia? Vincent começou a rir. — Por que você acabou de sussurrar? — Porque eu não acho que isso seja algo que você poderia dizer em voz alta! 29


Ele está seriamente me dando chicotadas. — Lake, ninguém está ao redor. Seu próprio pai está na máfia, pelo amor de Deus — Vincent ainda soava divertido. Ela virou a cabeça para olhar para fora da janela, sentindo-se um pouco envergonhada. A verdade era que ela não sabia muito sobre a máfia. Mas sabia o suficiente para saber que não queria saber de mais nada. Lake sabia que o chamado ‘homem de família’ não levava a nada, exceto problemas. O pai dela tinha se transformado em um viciado em jogos de azar, o mais provável das coisas terríveis que ele tinha que fazer. Quase todo homem lá era divorciado. Se eles se casassem, em primeiro lugar. A maioria das mulheres da máfia ficaram viúvas. Se tivessem sorte o suficiente para não se acostumar. Então, sim, ela era ignorante sobre o assunto, porque ela nunca quis aprender a maldita coisa sobre a máfia. Felizmente, ela ficou de fora. E tinha certeza de que jamais iria se casar. — Bem, isso não é algo que eu gostaria de anunciar — ela admitiu Seus olhos azuis encontraram os dela no espelho novamente. — Mas isso é algo que você tem que lidar. — Não por muito tempo — Sua ligação com a máfia era tão pouca que não valeria a pena comentar, uma vez que ela se formasse e fizesse dezoito anos. Ela iria sair e, em seguida, iria para a faculdade, deixando tudo para trás. Ela teria jurado que viu a decepção em seu rosto, mas suas palavras lhe disseram que ela tinha imaginado. — Mas espere, nossos pais estão na máfia; nós não estamos. Pelo menos, ainda não — Ele não tinha dúvidas do que seu futuro lhe reservava. 30


Lake sempre soube que Vincent iria seguir os passos de seu pai. Seu pai estava muito acima na máfia para ele não estar. Ela sabia que Nero e Amo estavam também. Apenas pelo modo como eles lutaram, você poderia dizer que estava em seu sangue. Eles simplesmente nasceram para serem feitos. O resto do caminho de casa ficou em silêncio e podia ser resumido em uma palavra: estranho. Vincent só quebrou o silêncio quando estacionou em sua garagem — Vocês duas fiquem atrás de mim e vão para o meu quarto enquanto eu verifico se o caminho está livre. Se a mãe e Sam pegarem vocês duas assim, eu não vou ser capaz de ajudá-las. Lake e Adalyn concordaram quando saíram do carro, ficando logo atrás dele. Lake foi para o quarto de Vincent, que era principalmente apenas um quarto de hóspedes, no primeiro andar, ao lado da porta da frente. Um suspiro de alívio veio de Lake quando fechou a porta. Tudo o que tinha a fazer era esperar em silêncio e no escuro até Vincent voltar a dizer-lhes que o caminho estava livre. Lake definitivamente teve um dia agitado preenchido de uma maneira muito dramática para seu gosto. Graças a Deus, hoje à noite finalmente tinha acabado.

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Capítulo Cinco Tesão de proporções épicas

Vincent caminhou lentamente pela casa, incapaz de se concentrar. Ele precisava desesperadamente se colocar sob controle. Cada dia era uma batalha constante para ele e, em seguida, seu corpo e mente estavam em guerra direta. Seu corpo estava em estado grave de necessidade de estar cem por cento certo que estaria fodendo seu encontro e noventa e nove vírgula nove por cento certo que ele estaria fodendo o encontro de Nero, também. Inferno, seu encontro já o tinha feito ficar duro quando tinha começado a agarrar seu pau debaixo da mesa. No entanto, quando ele tinha visto Lake dançando, seu pau tinha crescido como uma rocha. Ele estava quase certo que ele nunca tinha estado tão duro antes. Porra! Sentindo a dor na virilha, tornou-se certo que ele nunca tinha estado tão duro. Significava muito mais do que você pensava, porque ele estava orgulhoso de que tinha fodido cada menina quente em sua escola particular. Já para não falar, pois em Legacy Prep, haviam um monte de ricos, meninas quentes que vinham com algumas mães sexy-idiotas. Finalmente, ele percebeu o quão grave sua ereção era, considerando que ele tinha dormido com escandalosamente carentes, senhoras experientes. Se você não estivesse no século XXI, o que significa mamãe-eu-gosto-de-foder, foda-se! Quando Vincent não viu ninguém, ele virou de volta para a sala e sentou-se no sofá. Se ele olhasse para a direita então visto 32


Lake, dentro da porra de vestido, ele só iria imaginá-la dançando. Mesmo sem olhar para ela, era forte o suficiente. Ok, agora ouviu a sua mente. Vincent respirou fundo. Era Lake que você estava pensando. Ele respirou fundo outra vez. A melhor amiga de sua irmã. Outra respiração profunda. Você só estava ligado e pronto para foder. Com um último suspiro profundo, ele foi finalmente tornando-se são. Vincent estava feliz que tinha acabado. No dia seguinte, ele iria acordar e não ter pensamentos sobre Lake enquanto ele comia uma garota. Faria tudo para não ter um trio. Levantou-se do sofá, seu pau estava finalmente sob algum controle. O quê? Um tesão de proporções épicas não iria embora assim. Vincent estava pronto para enfrentar Lake novamente desde que ele estivesse calmo, fresco e contido. Que diabos era isso? Vincent olhou para o saco sentado na mesa de café. Descendo, ele pegou algo circular que estava firmado entre algumas pastas escolares e jornais. Ele abriu a caixa redonda, sabendo muito bem o que estava lá dentro. Quando as pequenas pílulas apareceram ao lado dos dias da semana, ele começou a perder o controle novamente. Se isto fosse de Adalyn, ele teria que matar o filho da puta que a tocou. Quando ele pensou sobre a outra opção, de que fosse de Lake, ele chegou à mesma conclusão. Uma voz no fundo dentro dele disse-lhe para tomar uma respiração profunda. Cale a boca.

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Lake encarou o monstro na porta quando as luzes foram subitamente ligadas. Sua respiração acelerou enquanto se perguntava o que poderia ter acontecido nos cinco minutos que ela tinha estado lá. Tinha alguém morto? Adalyn parecia à beira das lágrimas quando ele fechou a porta atrás de si. O que está errado? O que é isso? Vincent revelou o que estava em suas mãos, ainda em silêncio. Adalyn e Lake soltaram as respirações que elas pareciam ter estado segurando por uma eternidade. Oh, graças a Deus. Não tem um morto. — Jesus Cristo, Vincent! Você assustou nos assustou demais! — Disse Adalyn, tentando recuperar o fôlego. A voz de Vincent estava fria quando ele colocou as pílulas em seu bolso — De quem diabos é isso? E finalmente ocorreu a Lake e Adalyn que encontrar pílulas anticoncepcionais era o mesmo que encontrar o cadáver de um membro da família. Adalyn ergueu as mãos. — Okay, Vincent. Basta tentar se acalmar e ouvir por um segundo — Ela começou a falsa risada. — Confie em mim, todos nós vamos ter uma boa risada sobre isso mais tarde — No entanto, sua risada morreu com expressão facial de Vincent. Puta merda, alguém está morto e sou eu. — Há duas porras de regras que toda menina na família deve seguir: Um, você não pode ter encontros até se tornar uma adulta e 34


terminar o ensino médio. E dois, você só pode transar depois que for casada com a bênção da família — A voz de Vincent tornou-se baixa. — Você sabe que não são permitidos controle da natalidade, especialmente desde que você é menor de idade. Em uma noite, todas as malditas regras foram quebradas. Lake desejou que pudesse correr e se esconder. Ela conhecia as regras e que tinham sido postas em prática para a segurança das meninas, bem como a sanidade da família. A voz de Vincent começou a subir, enquanto seus olhos dançavam entre elas. — Então, de quem é isto? Adalyn olhou para o chão. — Um... Lake olhou Vincent diretamente nos olhos. — São minhas Os olhos de Vincent foram mantidos presos em Lake — Adalyn, para fora. Adalyn não se mexeu. — Quarto. Agora! — Vincent rosnou. Adalyn solenemente saiu, fechando a porta atrás dela, deixando sua amiga para cuidar de si mesma. O peito de Lake começou a subir e descer, quando ele ficou em silêncio, olhando-a rapidamente. Ela tentou mover os olhos para longe, mas tinha medo do que ele faria se o fizesse. Vincent esperou até que os passos de Adalyn tivessem desaparecido. 35


— Você transou com aquele cara que foi ao seu encontro hoje à noite? Hein? O quê? Não! Quem diabos ele pensa que é? Lake ficou furiosa que ele tivesse a audácia de dizer isso. — Eu disse antes que os usamos para entrar. Nós nem sequer dançamos com eles! Você é um idiota. Alguma vez lhe ocorreu que estou no controle da natalidade, porque os meus períodos me atrapalham? — Desculpe-me? — Vincent deu um passo adiante. Lake tinha estado até aqui com ele tentando intimidá-la. — Isso é a minha cartela e você não tinha o direito de me fazer passar por isso. Não é da sua maldita conta se eu estava transando com ele! Merda, merda, merda! Lake realmente queria retirar o que disse. Ela o viu dar mais um passo para a frente quando ela se moveu pra trás. Seus olhos azuis-bebê eram perigosos enquanto viajavam pelo corpo dela. — Querida, eu faço disso o meu negócio quando você usa um vestido como esse. Ela nunca tinha sentido os olhos dele nela em sua vida antes, fazendo-a ter certeza de que deveria ter ficado com medo de que ele estivesse certo, então. Lake realmente estava cagando de medo, embora não tivesse sido Vincent quem a estava assustando; era como se seu corpo estivesse reagindo às suas palavras. O que ele está fazendo comigo? Suas pernas começaram a tremer quando ela recuou mais um passo, tentando manter a distância entre eles. Ela não tinha espaço, quando as costas das pernas dela foram para a cama, fazendo-a cair. 36


Lake começou a vê-lo de forma diferente pela segunda vez naquela noite, enquanto o olhava, ele finalmente fechou a distância entre eles. Seu peito ficou pesado enquanto ele estava em cima dela, as pernas tocando as coxas. É isso...? Isso é real? Vincent parecia muito perfeito. Ela estava certa de que ninguém jamais poderia ser mais perfeito do que ele. A voz de Vincent era tranquila quando ele disse: — Lake, você ainda é virgem? Lake não poderia evitar, lambendo os lábios em nervosismo. Lentamente, ela balançou a cabeça. — Sim. Ele estendeu a mão e inclinou seu queixo com a ponta do seu dedo. — Existe um cara que você já beijou ou tocou em você? — Não — ela sussurrou sua confissão. Vincent deslizou seu dedo para cima para rastrear seu lábio inferior. — Bom. — Ele fez uma pausa. — Agora, se você for em outro encontro de novo, eu vou cortar a mão dele. Você transa com alguém e eu vou cortar o pau dele fora. E, se eu te pego dançando e me olhando assim de novo, querida, seus dias de ser uma virgem estarão contados. Entendeu? Lake piscou para ele. Ele acabou de dizer isso? Ele rapidamente abaixou a cabeça perto da dela, em seguida, agarrou a parte de trás de seu cabelo para inclinar o rosto mais elevado. 37


— Você entendeu? Oh, meu Deus. Ela tentou lutar contra o calor crescente em sua barriga. Ela não tinha ideia de por que diabos ela ficava ligada quando ele estava sendo o oposto de doce. Não concordo. — Sim. — Boa menina. Agora, não se mova. O Quê? Lake, de repente, sentiu seus lábios batendo nos dela. Ela nunca teria imaginado em um milhão de anos, que seu primeiro beijo seria com Vincent. Ele foi suave no início, fazendo seu estômago dar cambalhotas, mas rapidamente se tornou áspero quando ele começou a chupar o lábio inferior. Lake sentiu como se ela estivesse sendo transportada para o céu, pela sensação de seus lábios e pelo jeito que ele estava segurando a cabeça dela. Ela não sabia se ela estava mesmo retornando o beijo, mas isso iria mudar. Com o calor, se sentia ansiosa para ela tocá-lo, beijá-lo, em troca, Lake imitou-o, sugando seu lábio inferior em sua boca com firmeza. Em seguida, ela estendeu a mão e agarrou seu cabelo loiro claro na nuca com força. Ela nem estava ciente do que estava fazendo até que ele acelerou e aprofundou o beijo. Lake gemeu em sua boca e puxou o cabelo dele, trazendo-o para mais perto dela. Foi quando Vincent parou de beijá-la tão rapidamente como tinha começado. — Você deveria ir. Ela ainda estava um pouco atordoada, olhando para ele. 38


— Você deveria ir — disse ele, mais duro agora. O que diabos está errado com ele? Lake pulou da cama, em seguida, empurrou-o. — Você foi o único que me beijou, porra! — Ela pisou em direção a porta, incapaz de ficar perto dele por mais um segundo. Quando ela abriu a porta, ele disse: — Diga a Adalyn para dar um fim a esses malditos vestidos. — Foda-se, Vincent — Lake bateu a porta atrás dela.

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Capítulo Seis A caminhada da vergonha dos infames

Lake estava insana. Não, Lake estava furiosa. Ele não tinha que me tratar desse jeito! Ela entrou no quarto aberto de Adalyn e correu direto para o seu armário, alisando seu vestido. — Lake, você está bem? — Adalyn gritou do outro lado da porta. — Estou ótima — Lake resmungou. — O que aconteceu? Ela pensou por um momento. — Nada. Absolutamente nada — Não havia nenhuma maneira que ela diria a sua melhor amiga que ela havia beijado seu irmão. Além disso, era o seu jeito de mentir para si mesma. Lake abriu a porta quando vestiu uma camiseta e calções velhos e viu Adalyn já de pijama na cama. — Seu irmão disse para dar um fim nos vestidos — Lake estalou, lançando seu vestido na cama. — Hum, bem... — Adalyn começou a sair da cama. — Não, na verdade, eu vou fazê-lo — Lake recolheu o vestido de volta e agarrou o de Adalyn de sua cômoda. Ela, então, voltou a descer os degraus e se dirigiu para o quarto de Vincent. 40


Toc, toc, toc. Vincent abriu a porta para ver uma Lake sorrindo docemente antes que ela jogasse os vestidos bem na cara dele. — Mas o que...? — Boa noite — Ela rapidamente se virou quando ele ainda estava em estado de choque. Lake não era muda; ela sabia quando correr bem longe. Especialmente depois de picar um urso. Ela subiu novamente as escadas para o quarto de Adalyn e deitou-se na cama ao lado dela. Ela ficou em silêncio por alguns minutos. — Lake, você tem certeza que está bem? Ela virou de lado, não querendo enfrentar Adalyn. — Sim, eu estou bem. Ela estava agradecida quando Adalyn desligou a lâmpada e decidiu não questioná-la mais. Lake nem sabia como poderia iniciar uma conversa sobre isso. Oh, hey, seu irmão e eu apenas ficamos. Não, Lake ia levar isso para a sua sepultura. Ela estava deitada na cama por horas antes de não aguentar mais. Ela achava que era a culpa que não estava deixando-a dormir, mas a verdade não era isso. Vincent tinha acendido um fogo e ela não tinha como colocá-lo para fora, fazendo com que a chama queimasse mais alto. Lake nunca se sentiu assim antes e foi assim que ela tinha chegado à conclusão de culpa. Ela não conseguia parar de repetir o momento de novo e de novo e de novo em sua cabeça. A maneira que Vincent estava... Pare com isso! Lake saiu da cama, tomando cuidado para não acordar Adalyn. Ela simplesmente necessitava se esticar um pouco. 41


Ela tomou um assento na janela da sacada, olhando para a noite. Ela não sabia o que sentir ou o que pensar sobre seu primeiro beijo. Ela tinha certeza que deveria estar feliz com isso, no entanto. Algo começou a chamar sua atenção no quintal. Ela não podia ver nada de fora que não fosse algo realmente brilhante em movimento. Quando atingiu a calçada iluminada, no entanto, seu coração afundou-se em seu estômago. Esse algo dourado brilhante era um vestido. Ela sabia que era o vestido de mais cedo, porque a menina no vestindo era a única que Vincent tinha tomado em um encontro. Lake pode ter pensado que o encontro tinha sido encerrado rápido, mas só tinha sido colocado em espera. A menina estava levando os calcanhares para o carro estacionado na rua e, apesar de ser ingênua, Lake conhecia a caminhada infame da vergonha quando ela via. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto quando ela voltou para a cama. Eu sou tão estúpida. Lake sabia que só teve um primeiro beijo em sua vida e que tinha sido desperdiçado. Ela finalmente percebeu o que ela sentia por ele. Arrependimento total e absoluto.

***

— Mamãe fez café da manhã, então acorde! Lake se sentia grogue quando Adalyn forçou-a a acordar. Ela não tinha ideia de quanto tempo ela ainda dormiria. Seus olhos estavam inchados pelas lágrimas silenciosas que havia derramado durante toda a noite e fez questão de lavar o rosto manchado de lágrimas antes de descer para o café da manhã. A única razão pela qual ela estava indo, era porque pensou que Vincent não iria acordar até a tarde. 42


Lake se sentou à mesa, grata que estivesse certa sobre Vincent. Eu evitei uma bala. Ela começou a encher seu prato com panquecas e bacon. — Obrigada, Carla. — Ela sorriu, sua atenção foi atraída para Vincent, vestindo nada além de calções. Ou não. Lake voltou a cabeça para trás para os pais de Adalyn. — Delicioso. Carla sorriu para ela. — Obrigada. Quando Vincent se sentou ao lado dela na cabeceira da mesa, ela tentou não olhar para ele. Basta comer o bacon. — Então, onde vocês duas estavam ontem à noite? — Disse Vincent, fazendo um prato. Lake e Adalyn rapidamente olharam para Vincent sorrindo. Que diabos? — Oh, nós apenas fomos correr por aí. Você sabe, para o shopping, comer, em seguida, os filmes — disse Adalyn. Lake notou que ele parecia uma merda. Bem, merda de aparência para um deus. Hmm, dois podem jogar este jogo. — Longa noite, hein? — Lake olhou para ele quando colocou um pedaço de bacon em sua boca. Vincent começou a mastigar a comida devagar, olhando de volta para ela. — Sim. 43


Lake não ia quebrar o contato visual; ela queria ver a reação dele. — Será que você saiu no meio da noite? Porque eu poderia jurar que vi alguém saindo quando olhei para fora da janela de Adalyn no caminho para o banheiro. Vincent recostou-se na cadeira. — Não, não fui eu. Ela viu um ligeiro toque de raiva aparecer por trás de seus olhos azuis antes que desaparecesse. — Você viu alguém no quintal? — Sam perguntou com preocupação. — Oh, eu tenho certeza, quero dizer, que não era nada. Provavelmente apenas imaginei. Vincent começou a tossir engasgado com seu suco de laranja. Lake tentou desesperadamente não rir, mas algumas risadas conseguiram escapar. Ela olhou para ele com orgulho, provando que tinha ganhado. — Você não se importa, não é? — Ele pegou o último pedaço de bacon do prato dela. — Oh, não — Lake murmurou a próxima parte debaixo de sua respiração — Não seria a primeira coisa que você teria tirado de mim. — Bem, se ele não parecesse tão bom, eu não teria. Bem... merda. Ela não tinha ideia se era um elogio ou não. Decidido terminar com a discussão, bem, se isso era o que alguém chamaria de discussão, não seria capaz de pensar em uma 44


resposta, ela finalmente percebeu Sam, Carla e Adalyn olhando para ela e Vincent como se eles fossem loucos. Ela começou a se sentir constrangida e rapidamente tomou mais algumas mordidas antes de abaixar o garfo. — É melhor eu ir chamar a minha mãe para me pegar. — Eu vou te levar para casa — Vincent falou. — Não, está tudo bem — Lake deu-lhe um olhar de nãoespere-maldito. — Não adianta você sair. Vincent sorriu. — Eu estava voltando para a casa do papai, de qualquer maneira. — Mamãe não vai me... — Nenhum ponto na chamada de sua mãe — Ele levantou-se da mesa e começou a sair — Vou tomar um banho rápido. — Esteja pronta em cinco minutos. Ele estava tomando de volta a vitória que ela tinha pensado que tinha. Lake não tinha outra opção além de causar mais uma cena. Deus, eu odeio ele.

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Capítulo Sete Vincent Vitale está morto para mim

Lake respirou fundo indo para a porta do lado do passageiro. Ela gostaria de poder sentar-se no banco de trás, mas iria fazê-la parecer infantil. Espere, talvez não muito infantil? Yep, ela definitivamente iria. Ok, tudo bem! Ela saiu na frente e abriu a porta, deslizando em seu carro escuro rapidamente, então afivelando o cinto de segurança. Lake olhava para a frente, sem querer nem olhar para ele. Ele nunca pediu para me levar para casa antes e agora, ele só tem que fazê-lo. Quando o carro não começou a se mover, Lake olhou com o canto do olho. Cinco segundos depois, ela virou a cabeça para encará-lo. Vincent estava apenas sentado ali, olhando para ela. Sentia-se desconfortável com isso. — Bem, vamos sair hoje? — Sim, mas eu meio que tenho que saber para onde ir em primeiro lugar. Oh, merda... Ela estava claramente nervosa. — Hum, é... — Lake contemplava o que fazer. Ela não gostava de dizer a ninguém onde ela morava e era por isso que ela sempre acabou tendo seus pais indo buscá-la. Vincent parecia confuso. 46


— Você quer que eu te leve para o seu pai, em vez disso? — Não! — Lake tentou rir. — Quero dizer, não, minha mãe provavelmente já está chateada de eu não tê-la visto ontem. Você sabe onde é Cupcakes Magic? Ele estava olhando para ela como se fosse louca. — Uh, sim. — Ok, dirija como se estivesse indo para lá — Lake sorriu. — Tudo bem, então — Vincent colocou o carro na rua, em seguida, dirigiu. Lake afundou no assento, olhando para fora da janela. Ela sabia que ele provavelmente pensou que ela fosse louca, mas não se importava. Ela teve que fazer uma escolha sobre qual casa ela queria que ele visse e de nenhuma maneira escolheria a casa de seu pai. Ela odiava ter ido parar nessa situação, para começar. Sim, tudo porque ele não poderia manter seus deliciosos lábios para si mesmo. — Então, você divide o tempo uniformemente com seus pais? — Vincent questionou. Ela estava um pouco surpresa. Ele nunca tinha realmente feito uma pergunta pessoal antes. — Hum, não. Eu passo a semana com meu pai e fins de semana com a minha mãe. — Como é que você passa mais tempo com seu pai? Por que ele está me perguntando isso? Eu realmente gostaria que ele não o fizesse. — Eu não sei. Acabei fazendo. Vincent deu de ombros. 47


— Eu só achei que você iria passar mais tempo com a sua mãe. Lake olhou para ele. — Por que você acha isso? Por que ele tinha que ter tão maldita boa aparência? A pior parte foi quando ele perguntou sobre ela, ele ficou ainda mais bonito e ela não tinha ideia de como isso era mesmo possível. — Bem, já que você é uma menina — ele virou-se para olhar para ela — e porque não parece que você se importa com o que o seu pai faz. Não olhe para os olhos! Ela levantou a cabeça para a frente, dizendo a si mesma para chegar a algo. Ela sabia que Vincent estava tentando chegar a algum lugar e ela não gostou. — Eu acho que eu não quero que meu pai fique sozinho desde que foi casado com a minha mãe. — Ela ficou feliz quando ele virou a cabeça de volta para a estrada e aceitou a sua mentira. Lake estava realmente começando a odiar ficar sozinha no carro com ele. Suas narinas foram preenchidas com seu glorioso perfume e desde que ele tinha acabado de tomar um banho, cheirava ainda mais forte. Já, para não mencionar que o seu corte de cabelo loiro claro limpo, ainda estava úmido, fazendo-o parecer sexy e adicionando ao aroma. Ugh! Ela bateu no botão para descer a janela. Ele rapidamente pressionou o outro à sua porta para rolá-la de volta. — O que diabos você está fazendo? Está congelando lá fora. — Eu só queria um pouco de ar fresco. Abrir a janela não vai doer — Lake apertou o botão novamente.

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— Sim, bem, você não é o único com o cabelo molhado — Vincent rolou de volta para cima. Exatamente! Ela foi para rolar a janela para baixo novamente. — Pare com isso — Vincent agarrou a mão dela. — O que diabos está errado com você? Lake tentou libertar a mão, mas foi inútil. — Deixe-me ir! — Você vai abaixar a janela? Por que a mão tem que ser tão boa? Ela tentou lutar com ele novamente. Não funcionou. — Ok, tudo bem! Não, eu não vou abaixar janela. Vincent deixou lentamente a mão dela e quando Lake não fez um movimento, ele respondeu: — Boa menina. Oh, meu Deus, me tire daqui! Lake desabotoou o cinto de segurança e virou-se para o lado para passar entre os seus lugares para chegar a parte de trás. Ela não se importava mais se era infantil; ela estava ficando louca de estar tão perto dele. — Lake, porra, você é louca? Eu estou dirigindo! — Ele agarrou a cintura com a mão livre, mantendo o volante firme. Sim! Ela continuou tentando passar. — Me. Solte — ela ordenou através de respirações curtas. — Sente o seu rabo para baixo antes de eu parar essa porra de carro e bater em você! — Vincent rugiu. 49


Levou um total de dois segundos para que a bunda dela voltasse a sentar. Lake odiava que uma parte dela lamentou essa decisão, só para ver se ele iria realmente fazê-lo. No entanto, ela sabia muito bem que ele faria e foi exatamente por isso que ela se sentou. Ela cruzou os braços sobre o peito e deu um sonoro humph. — Coloque o cinto de segurança de volta — Vincent exigiu, ainda bravo por ela colocar em risco a sua segurança. Lake manteve os braços cruzados. Sua voz saiu baixa, quase em um rosnado. — Querida, você tem três segundos antes de meu braço tornase o cinto de segurança. Ela rapidamente pegou o cinto de segurança e colocou-o de volta no lugar com alguns tropeços. Embora, desde a maneira como ele a tinha mais ou menos chamado de "querida", uma parte dela queria que ele colocasse o braço em seu colo. O que há de errado comigo? Ela pensou que deveria estar lhe dizendo para parar de estar ao seu redor. — Você é tão mandão — Bem, pelo menos ela havia reconhecido em algum lugar no meio. Ele riu de sua escolha de palavras, voltando ao seu estado normal. — Eu não seria se você parasse de lutar contra mim. — Desculpe, eu não sou obediente com uma garota entrando e saindo de sua janela — Lake olhou para ele e pensou ter visto a raiva por trás de seus olhos novamente. Eu não sei por que razão eu tinha de ser louca por ele. 50


— Nós sabemos que você não é obediente, porque você não pode seguir a merda das regras. — Foda-se as regras e foda-se a máfia! Eles são completamente injustos e sexistas. Quando eu completar dezoito anos, eles não terão poder sobre mim, porque vou embora. — Ela o viu apertar o volante com força, pensando que iria quebrar. Merda, soltou o verbo! Ela realmente não queria dizer isso. — Quem lhe deu as pílulas? — Ele perguntou calmamente. Lake respirou fundo. — Minha mãe e eu preciso delas de volta, Vincent. — Será que o seu pai sabe? Ela sabia onde ele estava indo. — Dê-me de volta e eu vou te dizer. Vincent enfiou a mão no bolso e tirou-as para fora para ela ver. — Não, ele não sabe. Você não vai dizer a ele, não é? — Eu estou pensando sobre isso — disse ele friamente. Lake arrebatou-as de sua mão depois de uma pequena luta. Ela engoliu em seco quando viu a Cupcakes Magic à frente. Ela pensou seriamente em pedir-lhe para deixá-la lá, mas pela forma como o passeio de carro ia, ela sabia que ele não iria. Portanto, ela rapidamente deu-lhe o resto das instruções para sua casa, que, felizmente, não estava muito mais longe. À medida que o carro estacionou em silêncio, ouviu Vincent tomar uma respiração profunda, o que a fez virar a cabeça. Ela poderia dizer que ele queria dizer-lhe alguma coisa e ele só estava deixando-a nervosa. — Hum, é à direita — ela instruiu, mordendo o lábio. 51


— Puta merda, você mora aqui? Eu não sabia que sua mãe se casou com alguém rico — disse ele, dirigindo-se a garagem privada. Infelizmente. Ela se virou para olhar a casa cara, que ficava em uma área exclusiva da cidade. Era exatamente por isso que ela não queria que ele visse a casa de sua mãe, porque olhando para Lake, você ainda não adivinharia. Para todos os outros, ela parecia pobre. Como lixo de trailer. Ela tentou dar um riso falso. — Sim. Vincent respirou fundo outra vez. — Escute, Lake, eu cometi um erro na noite passada ao te beijar. O coração de Lake começou a bater fora do peito. — É por isso que você queria me levar para casa? Quando ele não respondeu, ela teve sua resposta. Lake podia jurar que seu coração se partiu naquele momento. Não chore na frente dele. Não chore na frente dele. — Lake, sinto m... — Não sinta. Eu sou a única que deve se desculpar por deixálo tomar meu primeiro beijo — Ela queria ter certeza de que ele entendesse o que isso significava para ela. Ela estava pronta para dar o fora de lá, quando abriu a porta, decidida a saltar para fora. — Espere — Vincent agarrou seu braço antes que ela pudesse escapar. 52


Lake olhou para a mão ao seu redor, em seguida, olhou para os olhos, rezando para que ele dissesse algo que fizesse tudo melhor. — Você não disse a Adalyn, não é? Se seu coração não tinha sido quebrado antes, ele estava, oficialmente, quebrado agora. Ela puxou o braço para trás de sua mão e manteve o olhar firme. — Não, porque até onde eu sei, porra nenhuma aconteceu para contar — Lake saiu do carro e bateu a porta, chegando a uma conclusão. Vincent Vitale está morto para mim.

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Capítulo Oito Represente. Represente enquanto você pode

— Foda-se! — Vincent apertou o volante tão duro quanto podia para manter-se lembrando de ficar no carro e não ir atrás dela. Quando Lake entrou na casa, ele relutantemente começou a sair da garagem. Algo dentro dele sentia como se tivesse acabado de cometer o maior erro de sua vida. Ele só estava cometendo erros atrás de erros ultimamente e todos eles envolviam Lake. Ele não sabia como esta merda tinha acontecido. Sim, ele sabia. Lake só tinha de estar balançando a bunda. O que, por sua vez, o fazia querer come-la, mas ele tinha lutado contra tudo até que ele encontrou essas pílulas anticoncepcionais. Então, ele ficou furioso. Ele deveria ter sido esse louco? Provavelmente não. No entanto, foi porque ele tinha ficado com ciúmes que alguém pudesse estar transando com ela em vez dele. O quê? Claro que não, eu não estava! Seguindo em frente. Quando ele tinha confrontado ela sobre isso, ela só tinha que ficar brava e mostrar-lhe quem ela realmente era, o que só fez o seu pau duro. Então, ele a beijou. E isso foi um erro. Ele disse a ela para não se mover, porque tinha certeza, se ela o tocasse, não ia ter qualquer volta e caramba, se ela não tivesse puxado seu cabelo. Inferno, ele ainda não tinha pensado que ela ia 54


retornar o beijo, mas um pouco mais de nada de alguma forma fez o seu pau a ponto de explodir. É por isso que eu disse a ela para ir. E não foi o seu verdadeiro erro. Vincent tinha cometido um outro erro, chamando a menina da Poison para vir, mas ele tinha estado enlouquecendo. Se alguém não liberasse sua tensão, ele teria ido lá em cima e mostrado a Lake como realmente lutar. Ela, é claro, tinha que ver a menina sair. Isso o incomodava, o fez louco e mais uma vez, ele não tinha certeza do porquê. Toda garota sabia que ele comia todas, então por que ele se importava se ela se importava? A maneira como eles tinham zombado durante o café da manhã trouxe-o de volta para sensação de que ele queria transar com ela. Ele não queria que a diversão tivesse fim; por isso, decidiu levá-la para casa. Ele sabia que o passeio de carro ia ser tão divertido, embora não tivesse pensado que ia ser mais que divertido. No entanto, tudo foi pelo ralo quando ela disse: "Quando eu completar dezoito anos, eles não terão poder sobre mim, porque eu vou embora." Foi quando ele entendeu que, o que estava acontecendo entre eles tinha que parar. Não só porque ele sabia que Lake era diferente e não gostaria de apenas transar, mas também porque ela não queria nada com a máfia, enquanto Vincent queria tudo a ver com isso. Eles estavam em dois planetas diferentes, em duas galáxias diferentes. Então, o que ele fez de novo? Sim, ele cometeu outra gafe dizendo a Lake que foi um erro beijá-la. Oh, a ironia. Quando Vincent tinha agarrado o braço de Lake, dizendo-lhe para esperar, ele tinha quase, quase tentado corrigi-lo de alguma forma. No entanto, vendo a dor em seus olhos, ele sabia que tinha que terminar. Vincent, de nenhuma maneira, forma ou formulário iria 55


se tornar um homem de uma mulher só, especialmente não com a idade de dezoito anos. Nunca. Ele sentiu algo bater em sua mente, dizendo-lhe para ligar o foda-se. Algo que não se sentia bem com ele. Seu intestino estava agitado e sua mente cambaleando com o que poderia estar errado. “Por que ela não passava mais tempo com sua mãe?" Vincent sabia o que era não ter pais juntos. Desde que ele podia se lembrar, seus próprios pais tinham se separado. Quanto mais pensava sobre isso, tornava-se claro que eles estavam na mesma situação, sua mãe se casou com Sam, que já tinha Adalyn e seu pai estava sozinho. Seu tempo foi dividido meio a meio, até que ele tinha ido para a escola, mas foi por causa de toda essa coisa da máfia, não porque ele se sentia mal por seu pai ser solitário. Se fosse qualquer coisa, ela deveria querer ficar com a mãe dela mais por causa de toda essa coisa de máfia. Vincent passou as mãos pelo seu cabelo quase seco, sabendo que estava tentando chegar a qualquer desculpa para virar. Merda, se eu cometi um erro? Não, você fez a coisa certa. Quanto mais ele se afastasse de Lake, mais saudável se tornaria. Até o momento em que chegou à casa de seu pai, ele havia limpado Lake de sua mente. Saindo do carro foi quase como se ele tivesse batido um botão "Apagar memória. ”

***

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Lake calmamente fechou a porta da frente, rezando para que pudesse escapar para seu quarto despercebida. Por favor, Deus, peço-lhe, de todos os dias, este é o único que eu honestamente não posso... — Lake, aí está você! — Oh. Hey, mãe — Lake abraçou sua mãe que estava apertando-a com força. — Onde você foi ontem? Como foi a sua primeira semana de volta na escola? — A mãe dela falava a mil por hora. — Ouvi dizer que ia sair com os amigos, por isso achei que estaria tudo bem se Adalyn e eu saíssemos — Lake teve que forçar um sorriso. — A escola foi ótima. Sua mãe sorriu largamente. — É claro que estava tudo bem, querida. Estou contente que sua primeira semana de volta foi ótima — Ela começou a olhar de cima a baixo. — Lake, por que você sempre usa esses hoodies velhos e jeans? Sei que tem muita roupa. — Eu só... — Isso me lembra; olha o que eu comprei pra você! — A mãe dela a arrastou para a sala e pegou as sacolas ao lado do sofá. — Eu fui ao shopping esta semana e tive que pegá-las para você. Ótimo. — Obrigada, mãe. Eu não posso esperar para usá-los — O rosto de Lake começou a ficar dolorido de tanto fingir sorrir. — Tudo bem, querida; eu tenho que ir. John me deu um monte de coisas para fazer. Eu te vejo mais tarde esta noite. Não-não-não-não-não. 57


— Oh, você está indo embora? Já? — Sim, eu sinto muito. Você sabe como John é quando ele quer alguma coisa. Infelizmente, muito bem. Sua mãe beijou-a na bochecha. — Tchau, querida. Eu te amo. — Eu também te amo, mãe — Infelizmente, Lake não tinha que fingir. Ela amava sua mãe, porque, no final do dia, ela era sua mãe. Ela fechou os olhos e começou a rezar novamente quando sua mãe saiu pela porta da frente. — Traga sua bunda aqui! — Ela ouviu o homem gritar no outro quarto. Faça. Corra enquanto pode. — Eu disse para trazer a porra da sua bunda aqui! — Naquela época, o grito era mais alto. Lake relutantemente moveu seus pés e se dirigiu para o escritório. Você tem que ir. Você não tem uma escolha. Ela entrou no cômodo e viu a enorme tela de TV passando jogo de futebol, então, de repente, foi interrompida. Seus olhos viajaram para a cadeira segurando um homem sujo, mais velho. — Você é uma merda retardada ou algo assim? Eu gritei para você duas vezes. — D-desculpe, Eu-Eu... Ele começou a zombar dela. — Uh-uh-uh-uh. 58


Ela ouviu um cacarejo na porta e se virou para ver Ashley. — No meu entendimento, você não voltou para casa ontem, porque você não queria estar aqui, enquanto sua mãe tinha ido embora, por isso tenho a certeza que ela vai ficar fora o dia todo — disse ele. Lake balançou a cabeça. — Não, eu já tinha... Sentou-se na cadeira, prestes a se levantar. — Não minta. Lake assentiu, fechando a boca. Ele apontou o dedo diretamente para ela, seu rosto ficando mal. — Sua mãe se foi, então agora você é minha. Limpe essa porra de casa de cima para baixo e faça o que lixo de trailer faz de melhor. Economize um pouco do meu maldito dinheiro que a sua mãe gosta de gastar. — Ele sentou-se na cadeira. — Papai? — Disse Ashley docemente. Ele chamou Lake de volta — E ouvi o que você fez para Ashley na escola, portanto, uma vez que minha casa estiver limpa, escreva seu exercício de Inglês. Lake engoliu o pouco de orgulho que lhe restava. — Sim, John.

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Capítulo Nove A má irmã adotiva e o revoltante homem velho

Lake pegou as sacolas do sofá da sala, segurando firmemente as roupas que sua mãe tinha comprado para ela. Ela estava pingando de suor e seu corpo estaria falhando a qualquer segundo. A parte mais difícil do horrível dia não tinha sido a limpeza dos enormes cinco quartos e cinco banheiros e meio. Não, ela estava segurando as lágrimas. Se John ou Ashley as visse, eles iriam chamá-la de 'bebê fodida' e adicionar mais trabalho. No entanto, a verdadeira razão que ela se recusava a vissem chorando, era porque tinha certeza que sentiriam prazer e Lake não deixaria isso acontecer. Ela começou a subir a enorme escadaria seguindo pelo corredor à direita. No início, ela pensou que não conseguiria andar o fim dele, mas quando o fez, ela quase caiu em prantos. — Onde diabos você pensa que está indo com isso? — Ashley veio por trás dela e pegou os sacos de sua mão tão duramente que Lake acabou caindo em suas mãos e joelhos. Não chore. Não chore. — Meninas inúteis não conseguem usar vestidos bonitos. Você sabe disso — Ashley começou a se afastar, gargalhando. — E não se esqueça do meu exercício, puta. Lake assistiu Ashley desaparecer pelo corredor, os olhos finalmente começando a lacrimejar. Ela olhou para o teto através da umidade para a corda branca. Parecia estar a um milhão de milhas 60


de distância. Poderia muito bem ter estado na lua, contudo, porque Lake não tinha mais forças. Uma lágrima rolou pelo seu rosto. Levantou-se. Ela usou as costas de sua mão para limpar a lágrima de seu rosto. Levante-se. Agora. Lake usou cada pouco de força que lhe restava em seu corpo para empurrar o chão. Naquela época, quando ela olhou para a corda branca pendurada no teto, já não estava tão longe quanto a lua, mas a Terra. Ela sabia que tinha apenas uma chance de saltar para cima e agarrá-la; caso contrário, a corda branca se tornaria um pêndulo e ela não iria ser capaz de levantar-se tempo suficiente para que parasse. Ela fechou os olhos e respirou fundo antes que ela pulasse e agarrasse a corda firmemente, abrindo o buraco no teto. Ela continuou a puxar a corda até que as escadas de madeira apareceram. Em seguida, ela rapidamente as desenrolou. Lake olhou para as escadas íngremes. Ela estava tão perto. Assim que ela subiu o primeiro passo, seus olhos se encheram de lágrimas novamente. Suba! Mais lágrimas caíram com cada passo que ela dava. Suba! Suba! Suba! Antes que ela percebesse, ela tinha atingido o chão do sótão. Suas lágrimas continuavam fluindo quando ela se arrastou em direção ao simples colchão no chão. No momento em que seu corpo foi para a cama, ela estava com frio...

Lake empilhou os noodles sobre os dois pratos, em seguida, acrescentou molho marinara no topo. Pegando os pedaços, ela se dirigiu para a mesa e colocou-os na frente de John e Ashley. 61


— Sobre a porra do tempo. Eu pensei que iria apenas levar cinco segundos para cozinhar para o lixo de trailer. Não é o que todos vocês podem pagar? — Disse John. Sabendo que era uma pergunta retórica, Lake manteve a boca fechada, não importava o quanto ela queria abri-la. Então ela virou a cabeça para terminar suas tarefas, mesmo que seu estômago estivesse roncando. Ela só estava autorizada a comer o que John e Ashley não poderiam consumir. Quando ela chegou perto da porta, sua mãe entrou com um grande saco de comida para viagem. Sua mãe foi até a mesa e pousou o saco. — John, eu liguei e disse há uma hora atrás, eu estava trazendo o jantar para casa. Ele colocou um sorriso. — Ashley não sabia e decidiu fazer o jantar. Eu não queria magoá-la, mas você sabe que eu posso definitivamente comer muito. — Aww, Ashley, você é tão doce! E você teve tempo de limpar a casa, também. Obrigada. O sorriso de Ashley se alargou. — De nada. — Querida, você vem se sentar? — A mãe dela acenou em direção a ela. Lake caminhou em direção a mesa e sentou-se. Ela observou John e Ashley empurrarem seus pratos mal tocados de espaguete longe quando eles pegaram o saco para viagem.

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— Lix... — John tossiu, reiniciando na direção de Lake. — Ela tem algo que queria falar com você. Eu não concordei no início, mas ela me convenceu. — O que é, querida? — Sua mãe se virou para olhar para ela. Os olhos de Lake foram para o rosto louco de John. — Vá em frente, diga a sua mãe — Sua voz não coincidia com a maneira como seu rosto parecia, mas isso era para o benefício de sua mãe. — Bem, eu estava me perguntando se estaria tudo bem se eu pudesse mudar o meu quarto para o sótão. — Por que você iria querer fazer isso? — A mãe dela parecia confusa. Lake deu de ombros. — Eu não sei. Eu apenas pensei que seria muito legal. — Como você conseguirá colocar qualquer mobiliário lá em cima? — Eu vou dar o jardineiro cem dólares para cuidar deles. Ela só precisa de um colchão e mesa. Pense nisso. Poderíamos transformar seu quarto em um ginásio e eu sei que você está me querendo de volta em forma — disse John enquanto ele batia em sua barriga. — Bem, se você tem certeza, querida? Ela colocou um sorriso no rosto. — Sim, mamãe. Tenho certeza. A mãe agarrou o conteúdo restante no saco e entregou-as a Lake. — Olha o que eu tenho, seu favorito! 63


O estômago de Lake rosnou na felicidade que ele finalmente ia ser alimentado e por seu bicho favorito para isso. — Eu não acho que ela esteja mais com fome. Você deveria ter visto o grande prato de espaguete que ela comeu. Ela não precisa ficar maior — John riu, fingindo que queria dizer a última parte como uma brincadeira. — Tão cheia que você não consegue nem comer uma mordida? — A mãe sorriu. Os olhos de Lake foram novamente para John e o rosto dizia tudo: “Você não ouse, porra. ” — Sim, eu estou cheia. Talvez eu o aqueça mais tarde, depois que eu terminar o meu quarto — Mais uma vez, Lake começou a caminhar para fora da cozinha com nada mais do que sua barriga roncando...

Lake finalmente acordou quando percebeu o que o som de seu estômago roncando não estava em seu sonho. Eu queria que fosse apenas um sonho. Tristemente, era a sua realidade. Quando ela se sentou na cama, não tinha ideia de quanto tempo tinha estado dormindo, olhando para fora da janela enorme para o céu escuro. Ela poderia dizer que seu corpo ainda estava dolorido e a crosta nos olhos dela dizia que ela tinha caído no sono chorando. Ela enfiou a mão no bolso das suas calças jeans e tirou seu telefone celular para verificar a hora, achando que ela tinha dormido até o meio da noite. Ela estava realmente feliz com isso, porque a meia-irmã do mal e o revoltante velho estariam dormindo. Lake desceu as escadas e tomou seu tempo, enquanto tomava banho em um dos banheiros dos hóspedes, em seguida, vestiu-se com roupas limpas. Ela até chegou a fazer-se um bom pequeno64


lanche quente. Quando ela terminou, voltou para o seu quarto para fazer o trabalho de Ashley. Ela acendeu a luz para iluminar seu novo quarto, que era realmente melhor do que parecia. Claro, era um pouco escasso, mas pelo menos, era seguro lá em cima. Não havia nenhuma maneira que qualquer um quisesse subir aquelas escadas; como resultado, pelo menos, ela poderia dormir em paz. Era um pouco escuro à noite, mas o quarto era muito legal com a sua forma triangular. Cada centímetro de madeira do chão ao teto era de vigas de madeira feitas por um toque agradável. Ela tinha seu colchão, uma cadeira e uma pequena mesa que cabia um computador velho. Ela também tinha um baú de couro antigo, onde ela colocou as roupas. Ele era bonito, tendo certeza de que o baú tinha vindo com a casa, no entanto. Mas, apesar de tudo, tinha tudo o que precisava para dois dias de vida. Além disso, um inferno de um monte de pessoas estava transformando sótãos em quartos. É uma coisa muito moderna para fazer, certo? Lake sentou-se em sua mesa e ligou o computador. Ia demorar cinco minutos para a coisa ligar, mas acabaria por chegar lá. A tarefa daria trabalho para escrever; no entanto, a melhor parte era que ela só tinha que ter certeza que era uma tarefa de qualidade 'C', porque um 'C' para Ashley era como ganhar um 'A.' Ainda à espera de que o computador iniciasse totalmente, ela não conseguia deixar de pensar sobre como o dia tinha, de alguma forma, conseguido ser pior do que o anterior. John tinha dado a ela duas vezes a carga de trabalho do que o habitual e seu corpo não poderia levá-la fisicamente, nem poderia sua mente. Ela não chorou ou reagiu dessa forma em um bom tempo e a única coisa que ela queria culpar era o fato de que John tinha feito ela trabalhar até a morte. Nem pense isso. Ela não queria acreditar que tinha, possivelmente, tido um colapso mental por causa de Vincent.

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Lake fechou os olhos, tentando manter os pensamentos de Vincent à distância. Ela estava determinada que ele tinha morrido para ela. Isso ia ser o fim de tudo o que tinha em mesmo 24 horas. Apenas seis meses mais... O fim dos problemas de Lake ia vir em junho, quando ela poderia finalmente se formar. Então, ninguém, nem John, Ashley, ou até mesmo a máfia poderia possuí-la. Lake seria finalmente uma mulher livre. Ela estava determinada e ninguém ia mudar isso também. Por fim, Lake podia se ver no fim e nada, nada ia ficar entre ela e sua liberdade. Lake derramou uma lágrima feliz. Ela já podia ouvir os sinos da vitória tocando. Ding, dong. Ding, dong...

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Capítulo Dez A história de Vincent e Lake

Os próximos meses sentia-se quase como se alguém estivesse folheando as páginas de um livro, deslizando até o fim. Cada capítulo tornou-se um mês. Então, antes que eles soubessem disso, eles eram seis capítulos e, finalmente, o mês de junho. No entanto, a história de Vincent e Lake tinha apenas começado.

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Capítulo Onze O novo começo felizmente vem depois

Lake bateu o dedo sobre a mesa quando olhou para o relógio. — Terra chamando Lake, você está ouvindo? — Adalyn estalou os dedos na frente dela. — O quê? — Ela virou a cabeça longe do relógio, só para olhar de volta para ele. — Você sabe que nós temos uma hora inteira para gastar, certo? E nós precisamos discutir nossos planos para este fim de semana. Esse tempo quando Lake virou a cabeça, ela manteve o foco em Adalyn. — Ok. Sinto muito. Então, quais são os planos para este fim de semana que tenho certeza que não vou ter nada a dizer sobre isso? — Oh, Lake, você me conhece muito bem. Tudo bem, então amanhã vamos para nossa formatura, é claro! — Adalyn começou batendo palmas com um sorriso de gato em seu rosto. — Então nós sentaremos com Vincent na formatura e iremos para a festa de Nero. Ok, boa conversa. — A última frase saiu rápida em uma tentativa de distrair Lake de suas palavras. — Sim, não e não. — Realmente, Lake? O que aconteceu entre você e Vincent? E não me diga nada pela bilionésima vez. Eu sei que algo aconteceu. Precisamos encerrar. 68


— Adalyn, eu já lhe disse que nada aconteceu. A razão pela qual eu não quero ir na graduação dele é porque vai ser difícil o suficiente para ir a nossa. Eu também não quero ir para a festa de Nero, porque não sei quem ou qualquer outra pessoa que vai estar lá, para isso. Desde quando eu mesma fui a uma festa? — Eu estarei lá e é exatamente por isso que temos de ir. Nós não fomos a uma festa e esta é a nossa última chance de ir a uma. — Adalyn fez beicinho. Ugh! — Eu vou pensar sobre isso — Ela assistiu Adalyn sorrir para ela antes que começasse a olhar para o relógio novamente. Sua amiga tinha começado a fazê-la sentir-se culpada, logo que Lake havia recebido a carta de aceitação da universidade duas horas antes. Claro, havia aquela em Kansas City, mas ela tinha decidido muito antes de que não estaria indo para lá. Escolher a universidade mais próxima manteria todos felizes e, o mais importante, ela feliz. Sendo apenas duas horas de distância lhe daria a oportunidade de visitar sua mãe enquanto não teria que ficar na casa de John nunca mais. Em seguida, havia o bônus adicional de ser capaz de ver seu pai e Adalyn, sempre que ela quisesse. Oh, e ser suficientemente longe da multidão. Mas Adalyn estava tentando forçá-la a ir para a formatura de Vincent. Ela estava certa de que ia ser um pesadelo absoluto desde que as formaturas duravam milhões de anos e eram completamente chatas. Ela fingiu que o fato de que não tinha visto Vincent desde que tinha saído de seu carro não era uma justificativa, porque ela não queria vê-lo caminhar ou ir para a festa de Nero. Lake sabia, sem dúvida, que Vincent estaria lá e o último lugar que ela queria vê-lo era em uma festa. Ela tinha sido bem sucedida em fingir que Vincent estava morto, escolhendo só se lembrar dele até o dia em que ele a tinha 69


beijado. Sinceramente, Lake estava com medo de vê-lo de novo e planejou evitar o que ela sentia ao estar em sua presença para sempre. Ok, agora pare de pensar nele já. Lake chamou sua atenção voltando-se para o relógio, não era capaz de acreditar que era real. Qualquer segundo, ela deveria ouvir... Tinng. Era isso, o sino da vitória que ela estava esperando. Ela tinha imaginado que o som seria muito melhor do que isso. Mas quem se importa! — Então, Lake, como é a sensação de ser oficialmente uma graduada do ensino médio? — Perguntou Adalyn, levantando-se de sua mesa. Sorrindo, Lake se levantou. — Muito bom, caramba. Lake estava determinada que seria um novo começo e um feliz para sempre a partir daí em diante.

***

Será que eles se apressariam, porra? Vincent esperou pelo corredor da sala de arte com Amo e Chloe. Os dois estavam discutindo sobre só Deus sabia o quê. — Eu estou indo para apressar suas bundas — Vincent murmurou, sabendo que não iriam ouvi-lo. Ele começou a caminhada pelo corredor, imaginando como diabos um semestre pode mudar tudo. Por toda a escola, ele tinha 70


fodido quase todas as garotas da Legacy Prep, mas ele não tinha transado em um mês. Vincent tinha uma menina que ele culparia por tudo, também. Elle Buchanan. Sinceramente, era uma outra história, mas a versão curta era que ela passou a estar no lugar errado na hora errada. Em seguida, o patrão tinha dado a Nero a tarefa de descobrir o que ela sabia. Ao longo do caminho, Nero precisaria da sua ajuda, de Amo e sorte para eles, Elle tinha vindo com uma melhor amiga. Chloe Masters. Eles tinham encontrado as duas amigas repugnantemente intimidadas na escola e em vez de foder todas as meninas nos seus últimos meses na escola, ele iria fazê-los pagar de volta para cada merda que eles já tinham feito para as duas meninas. Era certo que ele tinha gostado, um monte. Não era como se suas bolas fossem azuis; ele simplesmente iniciava, orgulhosamente para caralho, com as meninas de escolas públicas, em vez disso. Apesar de sua falta de bolas azuis, ele definitivamente não estava saindo como costumava fazer. Vincent transava mais e mais duro, e ele ainda estava duro. Ele começou a foder mais e mais meninas, tentando saciar seu apetite, mas o sono acabava vindo antes da satisfação. Em seguida, Vincent tinha começado a preferir a pegá-las por trás para que não tivesse que olhar para seus rostos. Ele decidiu culpar Elle por arruinar todas as meninas do ensino médio para ele. Uma coisa era certa, o seu último semestre havia lhe ensinado alguma coisa: porra, as meninas do ensino médio são umas cadelas. Vincent entrou na sala de arte para encontrá-la vazia. Olhando para a porta na parte de trás, ele começou a sorrir. Ele calmamente começou a andar em direção a ela, ruídos vindos de trás da porta. Apoiando-se contra uma mesa de frente para a porta, ele decidiu esperar. Não passou muito mais tempo antes da porta se abrir.

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— Estou chateado por não ter sido convidado — disse Vincent, observando Nero sair do armário de artigos de arte, fechando o zíper da calça com Elle abotoando a camiseta. A loira morango tentou correr de volta para dentro do armário, mas Nero pegou a mão dela e puxou-a para si. Vincent piscou para ela. — Não há necessidade de ser tímida, querida. Elle cobriu o rosto com a mão. — Eu não posso acreditar que você me convenceu, Nero. Eu não vou deixar você fazer isso de novo. — Eu juro por Deus, Vincent, vou pagar de volta todas as suas em um mau momento — disse Nero. Ele começou a rir. — Vamos lá, homem; é o último dia de aula. Vocês dois não vão ver este armário novamente. Há um milhão de outros armários para vocês dois po... Nero ergueu a mão. — Vincent, cale a boca. Agora mesmo. — Eu vou se vocês dois acabaram, para que eu possa dar o fora daqui. — Oh, meu Deus — Elle sussurrou no ombro de Nero quando ele a puxou junto. — Não se preocupe, querida; você não foi a primeira do armário. Eu estava lá no primeiro ano. — Você não está ajudando — Nero assobiou.

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Vincent riu, tomando a decisão de parar de dar a Elle um momento tão difícil. Ele não tinha escolha, realmente. Se ele continuasse, Nero estaria chutando a sua bunda. Todos tinham se afeiçoado a ela e Chloe. Inferno, por causa deles, ele, Nero e Amo tinham todos se tornados soldados. Ser um soldado na máfia Caruso era a melhor e última coisa que havia mudado naquele semestre. Quando chegaram ao final do corredor, Elle correu para o lado de Chloe. Vincent assistiu as duas meninas rirem lado a lado quando começaram a caminhar em direção ao estacionamento da escola. Ele sabia que Nero e Amo não conseguiam parar de olhar para as duas, tampouco. As meninas tinham percorrido um longo caminho e todos eles se sentiam responsáveis por elas. O que diabos está errado com você? Você está sendo um boceta. Ele estava tendo um momento. — Vocês precisam vir para a formatura amanhã, da minha irmã. — Foda-se, não. Eu não estarei sentado entre as duas — Amo retorquiu. Nero manteve os olhos em Elle. — Por mais que eu não queira ir, a qualquer uma, todos nós temos. Ela é da família. — Isso me lembra a amiga de Adalyn, ela estará indo para a festa de Nero? — Amo perguntou a Vincent. — Eu não sei. Talvez — Ele deu de ombros. — Foda-se, eu espero que o rabo quente vá estar lá. Qual é o nome dela? 73


As mãos de Vincent queriam rasgar a garganta dele, mesmo que ele não tivesse sentimentos em relação a ela. — Lake — Ele não estava preparado para que saísse como um rosnado.

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Capítulo Doze Primeiros exaustos no dia da formatura seriam realmente sugados

Lake observou as arquibancadas ao redor de todo o ginásio. Onde diabos ela está? Quando seus olhos encontraram os de seu pai, deu-lhe um sorriso reconfortante. Ela tentou desesperadamente não olhar para os capangas ao lado dele, mas toda a multidão Caruso levava metade das arquibancadas desse lado, malditos. Ela sabia, porque era nada além de um mar de ternos pretos. Ela olhou para o seu telefone de novo para ver se tinha alguma mensagem. Nada. Lake entrou em suas mensagens e enviou um texto.

Onde você está?

Quando Lake levantou a cabeça de volta para o homem falando no palco, teve que deslizar afastada do pendão, atingindo-a na face. O homem estava prestes a começar a chamar os seus nomes a qualquer momento e estava deixando Lake ainda mais nervosa. Ela realmente desejava que os assentos não estivessem atribuídos por ordem alfabética, para que ela e Adalyn pudessem sentar-se juntas. Ela começou a se sentir quase fora do lugar quando ela olhou ao redor. Eu nunca soube que ginásios do ensino médio como este ainda existia, só na faculdade.

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Sua cerimônia de formatura do ensino médio foi sempre realizada no Legacy Prep devido a razões orçamentárias altas. As escolas públicas tinham um lugar livre para realizar a cerimônia e Legacy Prep economizava dinheiro por tê-la em seu ginásio. O sistema escolar realmente sabia como tudo sairia... Observou as arquibancadas novamente, seus olhos rolaram sobre o mar negro, mais uma vez, mas seus olhos foram pegos por um par de azuis-bebê que ela não tinha visto em seis meses. Ele parecia diferente para ela, como se estivesse naquele momento em que ele tinha arregaçado as mangas em Poison. Vincent tinha, de alguma forma, crescido mais bonito, mais maduro e ela não conseguia colocar o dedo sobre o que estava fazendo-o parecer dessa forma. Seu corpo começou a responder a ele de novo enquanto seu olhar a mantinha prisioneira. Ela começou a desejar que estivesse mais perto dele para ver suas mudanças de perto. Buzzzz. Lake quase pulou de seu assento quando sua mão começou a vibrar. Ela não achava que poderia estar mais envergonhada ou afobada para esse assunto. Por que, meu Deus? Por que deixá-lo tão perfeito? Sentia-se como se toda a coisa de morrer estivesse seriamente sendo jogado para fora da janela. Olhando para o telefone dela, ela leu seu novo texto.

John ficou doente. Sinto muito, querida. Eu vou recompensa-la. Eu te amo.

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Lake apertou seu telefone tão duro quanto podia, tentando não chorar. Ela sabia quando sua mãe não tinha aparecido nos primeiros cinco minutos que ela não estaria vindo. Ela já teve a sensação de que era tudo culpa de John. John não tinha razão para estar lá desde que Ashley era uma caloura e ele com certeza, não estava vindo por sua enteada. Lake apertou o botão para responder.

Está tudo bem. Eu também te amo, mãe.

Parecia que, não importava o quê, ela não podia deixar o fato de que ela a amava. Sua mãe era da família. Não havia mais nada. Ao ouvir o primeiro nome, ela colocou seu telefone longe. Quando os nomes foram mais longe para o final da lista, ela não conseguia deixar de pensar sobre como John tinha conseguido arruinar um dos momentos mais monumentais em sua vida. Independentemente disso, ela decidiu tentar empurrá-lo para fora de sua mente quando sua melhor amiga no mundo inteiro esperou os passos a serem chamados em seguida. Lake já estava preparada para bater palmas de alegria. — Adalyn Ricci. Yay-o que o...? A atenção de Lake foi atraída para os homens de preto embalados nas arquibancadas. Eles estavam gritando, batendo palmas e assobiando tão alto que ela pensou que seus tímpanos iriam estourar. Ela não pôde deixar de rir com os capangas fazendo essa cena e batendo palmas quando Adalyn pegou seu diploma. Não foi muito mais tempo antes de Lake encontrar-se à espera das etapas para o seu nome ser chamado. Ela, honestamente, não estava mais nervosa. Seu pai era o único que ia estar prestando 77


atenção a ela, desaparecendo.

para

que

seus

nervos

fossem

finalmente

O homem falou ao microfone: — Lake... Ela levou o seu primeiro passo para o palco. — Turner. Lake ligeiramente abrandou de choque quando ouviu outro rugido vir dos capangas, tanto que ela teve que manter dizendo a si mesma para continuar caminhando. Quando ela pegou o diploma nas mãos, colocou um sorriso para a câmera, em seguida, voltou direto com o rosto confuso. Por que fariam isso por mim? Andando a pé para o outro lado do palco, ela pôde finalmente olhar para os homens torcendo por ela. Cada um deles estava de pé e cada um deles batia palmas. Um sorriso começou a tocar seus lábios enquanto observava um par deles atingir o ombro de seu pai em parabéns. Quando ela voltou para seu assento, percebeu que tinha esquecido completamente que alguém importante estava faltando quando ela estava andando pelo palco. Felizmente, a cerimônia não durou muito mais tempo. Antes que Lake percebesse, era a sua vez de se sentar na arquibancada. Um dia antes, ela não queria, mas depois de ver todos eles a elogiando... É o mínimo que poderia fazer. Depois elas abraçaram seus pais, Adalyn começou levando-a para o meio das arquibancadas. No caminho, elas receberam muitos acenos dos homens. Era sua maneira de felicitá-las. Um desses acenos teve seu congelamento em vigor, no entanto. Ela sabia exatamente quem era o homem, quando ela encontrou seus olhos 78


azul-gelo. Não havia nenhuma dúvida sobre isso; ele era o chefe. Dante Caruso. O homem tinha um ar sobre ele, uma fodida vibração ao ser elegante ao mesmo tempo. Ele era assustadoramente escuro, mas ela encontrou-o demasiado bonito para um homem mais velho. Lake rapidamente acenou de volta, embora não por educação. Não. É porque, se fugisse no dia da formatura, seria realmente chutada. Espremendo-se através da multidão, Adalyn finalmente foi parada por uma menina que quase tirou o fôlego de Lake a distância. A menina era linda de morrer, com cabelos dourados brilhantes, como um anjo ou uma deusa. Oh, meu Deus, ela era como a versão da menina de Vincent. — Parabéns, Adalyn! — A menina linda levantou-se para darlhe um abraço amigo. Ela era da mesma altura, com um vestido azul pálido que mostrava seu corpo perfeito. Lake pensou que ela ia ficaria cega a qualquer momento por sua beleza. — Obrigada — Adalyn respondeu, abraçando-a de volta. Depois do abraço, ela se virou para Lake. — Lake, esta é a irmã de Nero. — Oi, eu sou Mary. Parabéns! — Ela puxou Lake para um abraço também. Jesus, ela é incrivelmente boa, também? Lake deu-lhe um abraço de volta. — Obrigada. — Mary, quando é que você vai aprender que as pessoas não gostam de abraçar? — Disse uma voz masculina mais jovem. — Desculpe, eu estou tentando trabalhar nisso — Mary se afastou. 79


Lake riu. — Não, está tudo bem. Você não deve deixar de ser agradável. Todo mundo ficou em silêncio em torno dela e começou a olhar fixamente. A voz do jovem macho HAVIA retornado. — Ela disse agradável? Ninguém jamais a chamou de Ag... Mary atingiu seu ombro. — Este é o meu irmão mais novo, Leo, que gosta de me dar um momento difícil. Leo estendeu a mão. — Prazer em conhecê-la, Lake. De quem diabos essas pessoas descendem? O menino loiro sujo já era um sedutor e de muito boa aparência para sua idade. Ela percebeu que ele estava no início de seus anos de colégio, mas ele era definitivamente muito mais bonito do que os velhos em sua escola. Lake apertou sua mão. — Prazer em conhecê-lo, também, Leo. Todos eles rapidamente sentaram-se quando a segunda cerimônia começou. Lake estava aliviada pela distração, porque ela não entendia o que havia dito para fazer com que todos se embasbacassem com ela. Com o canto do olho, Lake pensou que alguém ainda estava olhando para ela. Estupidamente, olhou para a fileira atrás dela para ver um homem que ela realmente desejava que não tivesse. 80


Sua cabeça virou para frente quando calafrios percorreram a espinha. Foda-se, foda-se esse cara. Ela não sabia quem ele era, nem quis saber. Lake ia manter a cabeça para a frente; sob nenhuma circunstância queria ver seus olhos loucos novamente. Surpreendentemente, ela não ousou olhar para trás ao longo de todo o início da cerimônia. — Eu preciso correr para o banheiro — Mary sussurrou na direção de Adalyn e Lake. Quando Lake virou as pernas com Adalyn para ela passar, ela viu Mary virar e depois sussurrar para o cara atrás dela e caramba, se não era o cara que a assustou sem camisa. Quando Mary se levantou e começou a se apertar silenciosamente através da multidão, Lake assistiu dois rapazes começarem a segui-la. Um deles era o cara assustador que estava olhando para ela. Oh, meu Deus, será que Mary tem a sério guarda-costas? Lake estava honestamente começando a se sentir como se estivesse faltando alguma coisa, então pensou cuidadosamente sobre porque uma menina realmente precisava de um guardacostas. Psit! Não, isso é loucura. Aposto que eles não vão mesmo voltar com ela. Se o fizessem, isso significava que eles eram seus guardacostas. Mas eles não são. Esse pensamento não parou até Lake sentar-se à beira de sua cadeira olhando para a porta que Mary tinha acabado de sair.

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Capítulo Treze A princesa da máfia de Kansas City

Abrindo sua bolsa envelope pequena, ela pegou seu batom favorito do fundo, Anjo. Olhando no espelho, ela passou sobre seus lábios rechonchudos em seguida, esfregou-os juntos. Feliz com os resultados, ela colocou o batom de volta na bolsa. Ela começou a passar os dedos pelos cachos, dando as pernas mais tempo para esticar. Tinha certeza que ele queria terminar o cigarro, de qualquer maneira. Ela riu, pensando em como ele o tinha até meio aceso antes que tivesse saído pela porta. Mexendo por mais um minuto, ela decidiu que era hora de sair antes do outro derrubar a porta do banheiro feminino. Ela pegou sua bolsa, em seguida, colocando um pé na frente do outro e abriu a porta. — Merda! Caralh... — A maldição da voz profunda sumiu quando o homem começou a murmurar para si mesmo. Ela rapidamente deixou cair sua bolsa e tocou o braço de um homem e foi levantado sua mão, segurando o lado de seu rosto. — Sinto muito. Você está bem? Eu esqueci completamente que as portas se abrem assim. Ao ouvir o riso abafado, ela afastou seu cão de guarda, para que fossem rir em outro lugar. — Sim, sim, eu estou bem — Ele disse quando estava tentando afastá-la, também. 82


Droga, eu bati nele realmente duro. — Você tem certeza que está bem? Aqui, deixe-me ver — Ela agarrou seu pulso com a outra mão para que ela pudesse avaliar os danos que ela tinha feito a sua cara. — Eu disse... — ele começou duramente quando largou a mão de seu rosto para olhar para quem o tinha quase derrubado os miolos. Olhando para ela, ele perdeu a sua linha de pensamento. Ele levou um momento antes que pudesse limpar a garganta e mudar de tom. — Eu estou bem, realmente — Ele sorriu para ela. Ela olhou, impotente para ele, seus olhos não estavam dispostos a se afastar. Ela tinha em torno de si, inúmeros homens bonitos desde que ela nasceu, mas ele era um tipo diferente, completamente. Ele tinha cabelo alourado que estava cortado quase em seu couro cabeludo e viajava até sua barba curta conservada. Os olhos, porém, era o que ela não conseguia parar de olhar fixamente. Eles pareciam ouro líquido. Sentindo o seu braço forte sob suas mãos, ela percebeu que seu corpo definitivamente não era ruim. Oh, meu Deus. Ela rapidamente puxou suas mãos longe dele, tentando não sorrir em constrangimento por tocá-lo mais do que deveria. Ela finalmente mudou seus olhos para longe dele. — Eu-eu sinto muito. Eu me sinto terrível por ter batido em você. Acabei de gaguejar? Sendo afobada na frente dos homens era algo que nunca aconteceu com ela. — Estou realmente bem. A culpa foi minha. Eu costumo andar mais longe da porta, mas minha mente estava em outro lugar. Ela sorriu para ele. Isso a fez se sentir imediatamente melhor ao ouvir seu pedido de desculpas genuíno. 83


— Não há nenhuma marca, mas espero que isso não tenha machucado você. — Se isso acontecesse, não seria a primeira — Ele começou a inclinar-se para o chão. — Aqui, deixe-me ver isso para você. Ela o viu pegar sua bolsa do chão e sentiu seu olhar sobre ela em seus novos sapatos nude que ela tinha tirado da caixa naquela manhã. Seu corpo formigava ligeiramente enquanto seus olhos rolaram chegando sobre ela. Obrigado, Christian Louboutin. Ele segurou sua bolsa e, quando ela pegou, percebeu o tamanho de sua mão medindo toda a bolsa, fazendo-a tocá-lo. — Obrigada — Sua mão começou a formigar também quando ela deslizou para fora da sua. — De nada... Ela varreu seu cabelo de ouro atrás da orelha, sorrindo. – Mary. Suas cabeças se viravam quando as portas de vidro da frente se abriram com um baque. Aqui vamos nós, pensou enquanto o homem que vinha através das portas rapidamente fechou a distância entre eles. — Este é o meu irmão — Ela viu um flash de algo nos olhos de ouro do homem bonito. — Lucca Caruso — O irmão dela estendeu a mão. — Kayne Evans — Ele pegou a mão de Lucca, sacudindo-a. — Eu ensinei Inglês aqui. Ele é um professor? Como é que eu nunca tive professores que se parecem com isso? 84


Mary olhou para suas mãos. O aperto de Kayne acompanhado de Lucca; para não falar, ele poderia apertar sua mão ao olhar Lucca diretamente nos olhos. Ela poderia dizer que estava realmente começando a se irritar com Lucca considerando que muitos homens não poderiam, muito menos um professor de Inglês. Lucca finalmente soltou sua mão. — Inglês, hein? Você não parece o tipo de ensinar. — E você não parece ser do tipo que quis ouvir quando eu disse que não há fumo nas dependências da escola — disse Kayne. Oh, não. Mary tentou apoiar-se. Lucca enfiou a mão no bolso e tirou o maço de cigarros. Pegando um, ele colocou-o entre os lábios, em seguida, começou a falar enquanto o segurava lá. — Considerando que eu não ouvi anos atrás, quando estive aqui — ele abriu seu Zippo e acendeu antes de tomar uma longa e profunda tragada depois soprando a fumaça, certificando-se que batesse no rosto de Kayne — Eu diria que você tá certo, sobre ensinar. — Bem, eu estou contente que conhecemos os nossos papéis aqui. Agora, se você me der licença, meus alunos estão prestes a se formar — Kayne sorriu para Mary depois. — Foi bom conhecer você, Mary. — Foi bom conhecê-lo, também — Mary tentou se impedir de corar olhando para o ouro derretido de seus olhos. — Lucca — Kayne disse enquanto passava por ele. — Kayne — Lucca voltou quando deixou cair a bituca no chão, pisando nela.

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Bem, isso poderia ter sido pior, pensou ela, enquanto observava Kayne caminhar pelo corredor. Porra, se a sua caminhada não fosse de alguma forma sexy. — Que porra é essa, Sal? — Lucca rugiu quando Sal voltou ao virar do corredor. — Desculpe porra, ela lhe perfurou a cara com a porta. Eu não conseguia parar de rir. Enquanto Mary fechava os olhos, sentindo-se mal novamente, Sal começou a rir mais uma vez, repetindo claramente o que tinha acontecido em sua mente. Lucca colocou seu braço ao redor de sua irmã, arrastando-os de volta para o ginásio. — O que eu disse a você sobre batera mais duro?"

***

Lake observou Mary caminhar através da porta novamente. Eu sabia. Um segundo depois desse pensamento, os dois homens entraram pela porta, ficando logo atrás. Puta merda, eles são guarda-costas. Um milhão de pensamentos passaram por sua cabeça enquanto ela os observava subir as arquibancadas. Ela não tinha ideia de onde ela estava sentada; ela só sabia que não queria sentarse ao lado dela. Claramente, qualquer um que precise de guarda deve ser um alvo. Eu não quero estar ao lado de um alvo parvo! — Prepare-se para gritar. Nero é próximo — Adalyn sussurrou para ela.

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Lake engoliu o pensamento de Mary, sentindo-se como se a qualquer segundo turno das balas estivessem vindo em sua direção. Ela olhou em volta, vendo todo mundo se preparando para saltar para cima e para baixo e então, ela percebeu que eles estavam cercados pelo mar da máfia. Quem quer que a menina fosse, ela era muito importante. Ela ouviu o homem voltar ao microfone. — Nero... Lake se levantou. — Caruso. Você tem que estar se cagando. Ela piscou os olhos mais e mais, enquanto ouvia o uivo. Ela não podia ver nada, exceto a visão preta na frente dela, porque não conseguia ficar em seus pés. Lake olhou para a loira alta, dourada, que era praticamente da realeza. Tudo finalmente fez sentido e ela sabia exatamente quem era Mary. A princesa da máfia de Kansas City.

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Capítulo Quatorze Olhando fixamente para os olhos de um Demônio

Lake sentou-se desconfortavelmente nas arquibancadas, incapaz de parar sua inquietação. Adalyn viria para saber o que ela estava pensando quando estivessem sozinhas, uma vez que ela deliberadamente não disse quem eram. Ela tem que estar cagando se acha que estou indo para a festa de Nero. Não foi muito mais tarde antes que todos eles ficassem de pé para torcer para o cara grande, Amo. Tudo o que ela tinha de fazer era torcer por Vincent e então, ela poderia dar o fora de lá. Lake não conseguiu tirar os olhos de Vincent quando chegava mais perto e mais perto de ter seu nome chamado. Ela só queria que ela estivesse mais perto do palco. Ele era tão diferente de antes e ela desesperadamente queria vê-lo de perto. Pare com isso! Os joelhos de Lake estavam saltando para cima e para baixo naquele ponto. Ela precisava sair do espaço confinado ao lado de todos esses fatos. Era também de Vincent que ela precisava ficar longe, apesar de tudo. Se ela continuasse a observá-lo por muito mais tempo, ela tinha certeza de que perderia a porra de seus muros. — Vincent Vitale — o cara falou no microfone. Lake ficou de pé, aplaudindo, quando os homens começaram a uivar. O som de assobio e mais gritos chamaram sua atenção para longe de Vincent. Ela olhou ao redor do ginásio e viu inúmeras 88


meninas chorando a plenos pulmões, cada uma tentando gritar mais alto do que a outra para ganhar sua atenção. Não era isso, embora; mulheres mais velhas estavam mesmo assobiando e gritando junto com elas. Incapaz de tomar a tortura por mais tempo, ela começou a andar passando os homens e para fora das arquibancadas. Ela tentou o seu melhor para sair rapidamente do ginásio sem quebrar em um arranco; no entanto, quando ela passou por uma mãe loira com enormes peitos falsos gritando e pulando sobre sua filha, ela correu. Lake escancarou as portas, deixando o ar fresco bater em seu rosto. Respirando pesadamente, ela se sentou em um banco. Ela não tinha certeza de por que ela estava fora do ar, ainda decidindo culpar o tempo e não o fato de que ela, na verdade, teve, talvez, um ataque de pânico. Ela começou a tomar respirações profundas, tentando não imaginar todas aquelas meninas que irão para o calor depois de ouvir o nome de Vincent. Era difícil apontar um único pensamento, já que muitos estavam voando em sua cabeça. Por que elas estavam agindo dessa forma? Será que ele conhecia todas? Como ele as conhecia? Por que eu ainda me importo? Oh, meu D... A cabeça de Lake estalou em direção à entrada da escola quando ouviu a porta ser aberta. Ela respirou fundo e tão rapidamente virou a cabeça para trás. Por favor, por favor, vá embora. — Você se importa? — uma voz sombria falou. Lake engoliu, então encontrou os olhos do homem louco novamente. Sim, eu me importo. Balançando a cabeça, ela fugiu tão longe quanto podia para o fim do banco. Olhando com o canto dos olhos, viu-o sentar-se e puxar um cigarro e isqueiro do bolso. 89


Ele rapidamente acendeu o final com o seu Zippo antes de tomar uma longa tragada. — Por que você correu para fora de lá? Lake nervosamente mordeu o lábio. — Eu-eu não corri. — Querida, realmente não tente negar isso quando você era a única garota lá correndo na direção oposta a ele. Merda. Lake finalmente olhou para ele, lamentando-o imediatamente quando olhou para os perigosos olhos azul-esverdeados. Ao vê-lo tão de perto, ele era muito diferente do que os outros de terno. Inferno, ele nem estava vestindo um. Em vez disso, ele só usava calças escuras e uma camisa. Pela maneira que ele não abotoou sua camisa preta até o em cima, era quase como se ele não gostasse de usar as roupas. Não só isso, mas ele tinha uma barba mal feita e cabelo bem-passado-desgrenhado que mantinha penteado para trás. Finalmente, ela descobriu por que ele deixou o cabelo em pé em seus braços. Claro, ele era perigoso como os outros, fato, mas o homem não tentou até mesmo escondê-lo atrás dos caros ternos italianos e gravatas como eles. Homens feitos eram bandidos vestidos como milionários, todos, exceto para um presente. Ela só quis saber exatamente quem ele era para ser capaz de fugir com essa aparência. Eu provavelmente, realmente, não quero saber. Ela contemplou fugir dele, bem, ainda pensou melhor quando imaginou o que faria com ela se ousasse. Ela respirou fundo outra vez. — Eu estava apenas me sentindo claustrofóbica é tudo — Apressadamente, ela tentou tirar a atenção longe dela. — Você não quer terminar a cerimônia? 90


— Porra, não. Eles têm sorte que eu fiz isso por V — Ele tomou outra tragada em seguida, deixando o rolo de fumaça de seus lábios, sem se importar se a atingisse no rosto — Agora, Lake, por que você realmente correu? Desculpe? — Eu te conheço? — Isso soou melhor em sua cabeça. — Talvez — Ele deu um sorriso sinistro. — Lucca Caruso. O subchefe. Lake tentou impedir que sua mandíbula caísse no chão. Ela deveria saber quem ele era, mas nunca teria pensado que alguém tão alto e muito menos o filho de Dante, se pareceria com isso. Estava absolutamente claro por que ele a gelou até os ossos. — Então, você me conhece? — Lucca apagou o cigarro na calçada. — Como é que nunca vi você em torno da família? Lake olhou para seu colo, incapaz de olhar para ele. Claramente, não havia nenhum ponto em mentir. — Hum, eu nunca quis, realmente. Eu nunca pensei que isso importaria se eu fizesse ou não. — Por que isso? — Perguntou. — Porque eu não sou importante. Meu pai é apenas um soldado e nunca subiu, mesmo depois de todos esses anos. Lucca começou a rir dela. — Você não sabe de nada, não é? — Não, eu não quero saber nada sobre a família — Lake confessou. Ela realmente não gostava de ser ridicularizada, mas vendo a ameaça em seus olhos frios a fez desejar que pudesse tomar as palavras de volta. 91


Lucca se inclinou mais perto de seu rosto. — Eu não preciso lembrá-la quem eu sou, querida? Lake engoliu o nó na garganta quando ela balançou a cabeça lentamente. — Bom — Ele se inclinou para trás e pegou outro cigarro do bolso, em seguida, jogou o Zippo, iluminando o final e desenhando em sua respiração. — Agora, você tem o chefe, que toma todas as decisões. Seu próximo amigo de confiança e confidente é o conselheiro. O subchefe é o segundo em comando. Capos chefiam uma equipe de soldados e, finalmente, você tem associados, que não são membros da família, mas conhecidos de negócios. Seu pai é e sempre será um soldado e ele soube a partir do momento em que ele se tornou um. Somente os homens italianos podem se tornar chefes e tomar a Omertà. Aqueles que não são soldados, vão ficar até que eles morram — Lucca deu de ombros. — Isso é o que o Google diz, de qualquer maneira. Lake pensou em suas palavras. Apenas os homens italianos podem se tornar chefes. Algo sobre essa 'regra' começou a irritá-la, como se eles só vissem a cor e fazer um homem que não era italiano chefe iria 'mancha' a família. — Eu vejo — ela sussurrou. — Então, não importa o quão leal meu pai tenha sido a sua família, ele nunca pode ser chefe, porque o que? Seu sobrenome é Turner e não Caruso? — Eu ainda acho que você não entende, querida — Lucca rapidamente pegou o queixo para encará-lo. — Você precisa pensar sobre qual porra de família estava aqui quando seu nome foi chamado. Naquele momento, Lake jurou que ela estava olhando para os olhos de um demônio. Enquanto ele a manteve cativa, ela começou a rezar para que fosse libertá-la, sem saber se ele mesmo o faria. Ela finalmente ultrapassou seus limites com ele. Afinal, ele era um 92


homem comum; ele era muito possivelmente o homem mais perigoso de toda a Kansas City. — Por que a sua mãe não está aqui? — Perguntou ele. — M-marido está doente — ela conseguiu terminar forte. — Será que ele tem câncer? Lake fechou os olhos, com vontade de chorar. — Não. Lucca finalmente lançou seu domínio sobre ela. — Talvez agora, você possa entender a porra que uma família feroz significa para nós — Levantando-se, ele deu suas últimas palavras quando jogou sua última bituca no pavimento. — Mas então, o que me importa, querida? Você e seu pai são insignificantes para mim. Lake não estava ciente de que estava segurando a respiração até a porta se fechar quando ele desapareceu. Ela escapou por pouco do demônio com sua vida. Por agora, de qualquer maneira...

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Capítulo Quinze Na cova do leão

Lake, de alguma forma, se viu sendo puxada para cima nas escadas até a porta da frente. — Eu não vou lá, Adalyn! Você sabe quem mora aqui? — Ela estava, de alguma forma, conseguindo gritar e sussurrar, tudo ao mesmo tempo. — Sim — Adalyn rapidamente ergueu os dedos para bater na porta. — Espere! — Lake rapidamente agarrou a mão dela antes que ela fizesse contato. — Você me disse que isso era uma festa onde um grupo de veteranos estariam recebendo, não um encontro maldito do chefe bêbado da família criminosa de Kansas City! Confie em mim, essas pessoas são insanas. Eu conheci um louco hoje e tudo o que ele tinha a fazer era a coisinha flippy com seu isqueiro — Lake tentou imitar o movimento de pulso — e eu praticamente mijei... A porta da frente se abriu e Nero apareceu. Lake desejou que ela pudesse cavar um buraco profundo, escuro e só esperava que ele não a tivesse ouvido falar disso, mas o olhar divertido no rosto disse a ela outra coisa. Adalyn tentou quebrar o silêncio constrangedor. — Obrigado por nos convidar, Nero. 94


— De nada — Nero sorriu quando abriu mais a porta para elas entrarem. — Prazer em conhecê-la corretamente, finalmente, Lake. Ela tentou o seu melhor sorriso quando elas entraram na casa. — Você também. — Há um monte de pizza na cozinha e não se preocupe, há veteranos aqui, também — Nero informou-as, ao sair da entrada, ainda sorrindo. Oh, Deus. Adalyn tentou o seu melhor para não rir. — Bem, pelo menos foi um passo a partir do último que você conheceu. Ela realmente não era boa em fazer as primeiras impressões. Felizmente, Nero não era tão assustador como seu irmão mais velho, mas olhando para seus olhos esmeralda, ela imaginou que ele só precisava de tempo. — Sim, bem, você tem 15 minutos, lembra? Adalyn baixou a voz. — Sério, Lake, olhe para esta casa. Nós não podemos ver tudo isso em 15 minutos. Lake olhou em volta para o enorme hall de entrada com uma grande escadaria. Não havia ligação como o resto da casa, olhou e elas só tinham dado um passo para dentro. — Tudo bem, vinte anos — Quando ela se mudou ainda na porta, ela não pôde deixar de sentir como se tivesse sendo levada para a cova do leão. Quando elas caminharam, Lake tornou-se facilmente distraída pela casa extravagante. Este lugar é definitivamente digno de um 95


rei. A cozinha enorme ligada à sala de jantar, que conectava à sala de estar, tornando-se ainda mais glamorosa com os tetos abobadados. Havia um monte de gente lá e ainda, havia espaço de sobra. — Estou tão feliz que você está aqui! — Mary rapidamente deu a cada uma um abraço. — Vem cá, você tem que cumprimentar os meus amigos. Lake seguiu Adalyn e Mary através das pessoas para o sofá na sala de estar, que era mais tranquilo e um pouco mais isolado do que o resto da casa. Ela notou a loira morango que tinha visto naquela noite na Poison. — Esta é Elle. Elle, estas são Adalyn e Lake — Mary apresentou. — Oi. — Elle sorriu docemente, com a voz correspondente a sua aparência. — E esta é Chloe — concluiu Mary, apontando para a menina de cabelos escuros na ponta. Chloe nervosamente sorriu de volta para elas. — O-Oi. Lake não pôde deixar de notar as cicatrizes que marcavam o lado direito do rosto de Chloe. Uma era de alguns centímetros acima de sua sobrancelha passando por sua bochecha, enquanto a outra corria cerca de um centímetro acima e abaixo de seus lábios. Lake quase podia ver a dor chocante em seus olhos cinzentos. — Hey — Lake respondeu quando Chloe deixou seu cabelo negro, em forma de véu, cobrir o lado direito do rosto. Ela imediatamente se sentiu mal por olhar, mas nem mesmo foram as cicatrizes que causaram isso, era como ela era bonita, mesmo com as cicatrizes. 96


— Você não é a menina que estava na Poison em janeiro? — Perguntou Adalyn. Elle riu. — Yep. Eu não acho que foi uma boa noite para qualquer uma de nós. Todas as meninas explodiram de tanto rir, pensando em como aquela noite realmente não tinha sido boa para qualquer uma. Lake e Adalyn sentaram-se no enorme pufe de couro na frente do sofá, sentindo-se à vontade para falar com as meninas. — Você levou Nero de volta, hein? — Perguntou Adalyn, querendo fofocar mais do que falar. Nero interrompeu e respondeu por ela. — Demorou um pouco de persuasão, mas ela finalmente levou. — Sim, infelizmente, eu levei — Elle brincou enquanto Nero se inclinou e roçou os lábios nos dela. — Que tipo de pizza você quer? — Perguntou Nero a Elle. Lake virou a cabeça quando outra voz saudou, uma que ela não tinha ouvido falar no que pareciam ser anos. Olhando para cima, ela viu os azuis-bebê que de vez em quando entravam em seus sonhos incontroláveis. Seus olhos percorreram sobre ele, levando-se em todas as mudanças que ela tinha visto de longe. As características de Vincent tinham se tornado pequenas; ele tinha se preparado um pouco mais imaculadamente e suas roupas estavam um pouco mais impecáveis. No entanto, eram os olhos que tinham realmente mudado. Ela podia ver um homem diferente por trás deles.

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— Lake...? Lake? — Suas palavras finalmente interromperam seus pensamentos. Hein? Lake piscou para ele, tentando livrar-se de seu estupor. — O quê? — Que tipo de pizza você quer? Ela virou a cabeça, incapaz de olhar para ele e falar ao mesmo tempo. — Hum, não, obrigada. Eu não estou com fome — Isso era uma clara mentira. Ela estava realmente morrendo de fome por não ser capaz de comer muito, naquele dia. — Pepperoni ou queijo? — Ele veio com um pedido nesse momento. Lake enfrentou-o novamente. — Eu disse que não estava com fom... — Adalyn apenas disse que você não comeu hoje — ele rosnou baixinho. — Eles são muito sensíveis sobre a comida — Elle riu, tentando acalmar a situação. — Basta escolher uma. Lake tinha Impressionante.

esquecido

que

havia

pessoas

por

perto.

Ela docemente sorriu para Vincent. — Já que você não me dará uma opção, você escolhe — Ela sabia que ele iria entender que havia mais de um significado por trás disso. Os olhos de Vincent estreitaram-se sobre ela antes de sair com Nero e Amo. 98


— O que Vincent fez depois da Poison quando chegou em casa? — Elle perguntou baixinho. — Nero me disse — acrescentou ela. Me deu o meu primeiro beijo, pegou outra garota e depois me levou para casa, onde ele me disse que era tudo um grande erro. Lake sorriu. — Aparentemente, ele queimou os nossos vestidos. — Por uma boa razão — Vincent voltou, empurrando um pedaço na frente dela. Lake agarrou-o, olhando para as quatro enormes fatias de pepperoni e pizza de queijo e, em seguida, para o rosto sorridente de Vincent. Ela havia esquecido que ele era bom em jogos, também. Lake olhou ao redor, vendo Vincent colocar na mão de Adalyn um pedaço, Nero dando um para Elle e Mary, então Amo estabelecendo outro na frente de Chloe. Algo lhe dizia que nenhuma das meninas tinham uma escolha em não comer quando todos foram buscar a primeira fatia de pizza. Lake sentiu como se encaixasse, uma vez que os caras começaram a falar entre si, o que permitiu as meninas conversarem novamente. Ela tinha que continuar dizendo a si mesma para não olhar na direção de Vincent de vez em quando, no entanto. Merda, por que você olha? Um par de vezes, ela não foi bem sucedida. Ela havia começado a notar que Chloe não estava falando tanto quanto o resto delas e depois de um ataque de risos, ela sussurrou algo para Elle, depois levantou-se para sair. Lake observou-a de pé até duas portas no fundo antes que ela desaparecesse. Algo sobre Chloe a ligou. Sentia-se quase responsável por ela haver deixado o lugar. 99


Levantando-se, ela empurrou o prato mal comido de volta para Vincent. Eu ganhei. Então, ela rapidamente foi para as portas do fundo em que Chloe tinha acabado de sair. Abrindo-as, Lake foi pega de surpresa pela beleza do quintal. Todo o quintal era enorme, com uma abundância de grama verde, mas era o jardim, que chamou sua atenção e dentro dele, estava um gazebo amarrado com luzes brancas. Ele era impressionante. — É tão lindo — disse Lake em reverência. Chloe olhou para Lake e sorriu. — É-É. Olhando para o rosto semicoberto de Chloe, seu coração queimou um pouco. — Sinto muito. Eu não quis olhar mais cedo. Chloe olhou para suas mãos e começou a torce-las. — Está tudo bem. Eu estou a-acostumada com isso. Lake foi colocar a mão no ombro de Chloe, mas Chloe praticamente saltou 10 pés para fora do caminho. — D-Desculpe, eu sou germofóbica (medo de germes). — Chloe pegou o ombro quando elas quase se tocaram. Ela levantou as mãos. — Não, eu sinto muito. Lake finalmente entendeu por que Chloe se ligou a ela. Embora ela poderia se relacionar com a sua dor, Lake sabia que a tortura por trás dos olhos de Chloe era muito pior do que a dela. Nem em um milhão de anos eu quero saber seus pesadelos. 100


— Se você precisar de alguém para conversar, gostaria de ouvir. Eu sei o que é estar sozinha — Lake foi para deixar Chloe para que pudesse ter o seu tempo sozinha, mas antes que ela saísse, ela sentiu-se compelida ao dizer outra coisa. — Você não deveria esconder seu rosto. É lindo.

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Capítulo Dezesseis A boa foi largamente excedida pelo mal

Chloe se encontrava sob o gazebo branco mais uma vez. Meses antes, ela tinha estado lá na calada do inverno, quando na neve ainda não havia uma promessa de flores. Ela tinha encontrado beleza, mas agora ela achou... incrivelmente belo. Olhando através das janelas para a festa, ela percebeu que não estava melhor em reuniões sociais do que a última vez. No entanto, desta vez, foi um pouco diferente. Ela não esperava que Lake saísse do seu caminho para dizer essas coisas. “Você não deve esconder seu rosto. É lindo. ” Chloe estendeu a mão e varreu seu cabelo atrás da orelha, lembrando as palavras dela. Ela nunca tinha pensado que, talvez, eles não estivessem olhando para suas cicatrizes, mas em vez disso, talvez para ela. Regressou onde estava assentada e não havia dito muito a ela ou a agradeceu por ser tão boa, mas a verdade era que não tinha se acostumado a bondade novamente. A boa tinha sido largamente excedida pelo mal em sua vida. Chloe sabia que se ela não esperasse bondade, ela não iria sentir dor novamente. Ela sabia que no momento em que se acostumasse com a bondade, seria o momento em que isto a mataria de novo. Da próxima vez, eu não vou sobreviver. — Ei, querida — uma voz familiar, profunda saudou. Chloe olhou para Lucca, imaginando como ele poderia aparecer e desaparecer sem um som. Ele era a última pessoa que 102


alguém iria querer que os pegassem de surpresa e ela era a primeira pessoa que não deveria estar sorrateiramente por diante. Lucca pegou um cigarro e segurou-o com os seus lábios enquanto falava. — Ouvi dizer que você ainda está dizendo que é uma germofóbica. Alguma vez já pensou em dizer a verdade, só uma vez? — Ele balançou seu Zippo com seu pulso e acendeu a ponta. Chloe olhou para o seu colo e apertou as mãos. — N-Não é uma mentira. Lucca precisava tomar apenas alguns passos antes que ele estivesse em cima dela, onde ele estendeu a mão. — Vamos lá, querida; apenas experimente-o uma vez. Olhando para cima através de seus cílios, ela olhou para sua mão. Basta experimentá-lo uma vez. Ela não sabia se era verdade que ele queria ou se ele realmente queria que ela tocasse em sua mão. Qualquer um dos dois seria o primeiro, e qualquer um seria tão assustador. Chloe soltou a pressão de suas mãos e sentiu uma necessidade comichando para alcançar e tocar a dele. Ela só havia se mudado meros centímetros antes que ela caísse em si. — Eu... não... posso. — Por que não pode? — Sua voz escura ordenou. Olhando para cima, mais longe, através de seus cílios, ela olhou seu rosto. — Porque eu estou com medo — ela sussurrou sua confissão. Acabei de dizer isso em voz alta? Para ele? 103


Depois de mais um momento, Lucca sentou-se na cadeira em frente a ela. — Isso não foi tão ruim, querida — Dando mais um sopro de seu cigarro, ele continuou — É verão agora e você ainda está usando mangas longas. Chloe rapidamente puxou as mangas do vestido preto para baixo, para se certificar de que seus braços estivessem cobertos. Como é que ele sempre sabe? Ela não sabia se o traço era adicionado ao seu lado assustador ou sexy. Era muito difícil dizer, quando ela estava olhando para ele. Sua aparência parecia ainda pior do que a última vez que ela o tinha visto desde que, seu cabelo preto-marrom e barba, tinham crescido um pouco. No entanto, ele ainda manteve sua aparência badboy, vestindo calça jeans escura e uma camiseta preta, que abraçava seu corpo musculoso. Lucca surtou seu Zippo prata e começou a movê-lo por entre os dedos. Então, ele esperou por ela entrar em transe na chama. — Você vai para a faculdade? — Sim, claro — ela respondeu sem pensar. Ele teceu o isqueiro mais rápido por entre os dedos. — Onde? — Stanford, na Califórnia. Rapidamente, ele capotou o isqueiro fechado. — Isso é muito longe, querida. Eu acho que você começa a dificultar. — Lucca estava sobre ela mais uma vez. Chloe prendeu a respiração, esperando o que ele faria em seguida. Ela começou a sentir um súbito déjà vu, percebendo que desta vez tinha sido muito parecido com o do ano passado. 104


— Ela está certa, você sabe. Essas cicatrizes são lindas. Ela podia sentir a mão querendo tocá-las, exatamente como sentiu seu desapontamento com ela indo para a Califórnia. Ele tinha ido embora antes que ela percebesse, como se ele nem tivesse aparecido. Chloe estendeu a mão e alisou o dedo sobre a cicatriz na bochecha. “Essas cicatrizes são lindas”, ela repetiu suas palavras em sua cabeça. Nem um pouco.

***

Quando Lake fechou a porta para o quintal atrás dela, ela foi recebida por três caras confusas. — O quê? — Disse ela, depois que continuaram a olhar para ela. — O que você disse a ela? — Perguntou Vincent. Lake olhou para ele, em seguida, para Nero e Amo, todos perguntando a mesma coisa. Que diabos? — Um, por quê? Vincent tentou novamente. — Porque eu perguntei. Agora eu me lembro por que eu não gosto dele. 105


Lake decidiu simplesmente passar por ele, ignorando-o completamente. Ela estava certa ao não tentar falar com ele, porque sua atitude só tinha piorado ao longo dos meses. Além disso, ela ouviu a música começando e não ia perder a chance de dançar novamente com Adalyn. Quando ela deu um passo para passar por ele, Vincent agarrou seu braço, impedindo-a. Ela tentou empurrar de volta, sem sucesso. — Me. Solte. — Não até você me responder, meu amor. — Eu não estava transando com ela, se é o que você estava pensando! — Lake finalmente puxou o braço de novo e ele soltou. Ela alisou o vestido para cobrir mais de suas pernas do empurrão. — Agora, por favor, se mova? Eu vou dançar — Ela disse “por favor", sarcasticamente. Amo deu um passo adiante, rapidamente insistindo: — Eu vou com você. Vincent rapidamente colocou a mão no ombro de Amo, apertando com tanta força que fez os dedos ficarem brancos. Lake olhou para Amo. Ele é uma grande mãe caminhoneira. Sim, ele assustava com o jeito que ele estava olhando para ela de cima a baixo e não, ela particularmente não queria dançar com ele porque ele não perguntou se poderia, mais ainda como foi dito a ela. Ela não se importava no momento, embora, porque ele estava claramente deixando Vincent louco. Ela sorriu tão doce como manteiga. — Oka... Vincent rapidamente arrebatou seus braços e começou a empurrá-la para trás até que encontrou-se grudada na parede de 106


vidro. Seus olhos se arregalaram quando ela olhou para o rosto de Vincent, percebendo que poderia tê-lo empurrado longe demais. — O que eu disse a você a última vez? — Ele disse. Lake baixou a voz para um sussurro, enquanto tentava ver sobre ele. — Vincent, há pessoas... Vincent empurrou seu corpo mais perto do dela, fazendo-a imprensar mais ao seu copo. Gentilmente, ele colocou a mão sobre a parte superior de sua garganta para que ela não tivesse escolha a não ser olhar para ele. — Quando eu lhe fazer uma pergunta, querida, você vai me responder. Agora, não me faça pedir de novo. Lake pensou que seu peito fosse explodir fora de seu vestido com a forma como ela manteve a respiração. Seu polegar foi sobre o pulso em sua garganta e deslizou, deixando-a saber que ele estava completamente ciente de como ela se sentia. Ela tinha empurrado Vincent longe demais e tinha esquecido exatamente o tipo de homem que ele era. — Eu... eu não me lembro — Eu sei, mas não posso dizer isso. Independentemente de quanto ela tentasse manter Vincent fora de sua cabeça, aquelas palavras que ele tinha falado ainda vieram com ela. — Eu vou lembrar você — Levando a outra mão, ele varreu seu cabelo sedoso, castanho-claro atrás da orelha. — Eu disse a você que você nunca iria a um encontro novamente, senão cortaria a mão dele. Transar com alguém, eu irei cortar seu pênis fora. Preciso sair para ir fazer qualquer uma dessas coisas? Sua boca ficou seca quando ela conseguiu sacudir um pouco a cabeça sob seu alcance. 107


— Boa menina — Inclinando-se, ele colocou a boca tão perto quanto pôde, com cuidado para não tocá-la no ouvido. — Eu também lhe disse que, se algum dia eu pegar você dançando mais uma vez, seus dias de ser uma virgem tinham acabado. Lake fechou os olhos com cada palavra que ele sussurrou em seu ouvido. O calor de sua boca tão perto de sua pele, fez seu corpo responder aquecendo cada centímetro de sua carne. Vincent recostou-se, olhando para seu corpo com intensidade. — Querida, você está no meio do caminho com aquele vestido — Levando a mão do aperto que ele tinha em seu cabelo, ele traçou o lábio inferior carnudo. — Eu desafio você a experimentá-lo. Quando Vincent puxou as mãos longe dela, depois de um último toque de seu polegar, o corpo de Lake gritou instantaneamente para que elas voltassem. Ela observou Nero e Amo movimentando de suas posições de bloqueio, só então percebendo que tinham estado lá o tempo todo. Os dois tinham se colocado de costas para eles para que o mundo não pudesse ver. Lake foi forçada a assistir Vincent afastar-se dela de novo, com a mesma facilidade que ele fez da primeira vez. Maldição, eu o odeio.

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Capítulo Dezessete Nós. Somos. Todos. Insanos.

Lake encontrou-se sendo observada. — Vocês dois vão me empurrar contra a parede, também? — Caramba, não. Eu gostaria de manter meu pau, boneca — Amo disse antes de sair. Nero riu, chamando a atenção de Lake. — Vincent não iria realmente fazer isso, não é? Todos o riso desapareceu de seu rosto. — O que você acha? Ele faria. Lake engoliu o nó na garganta, a pergunta de Nero era retórica. Nero aliviou-a de seus pensamentos. — Nós não achamos que você estava perturbando Chloe. — Então, por que ele me perguntou o que eu falei com ela? — Ela poderia dizer que ele pensou cuidadosamente antes de falar. — Ninguém nunca correu atrás dela antes assim. Então, quando você fez, ficamos curiosos para saber o porquê. Nós não estamos, exatamente, usando meninas para serem boas com ela.

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Lake virou-se para olhar para fora do vidro e seu coração parou de bater por uma fração de segundo quando viu Lucca caminhando até a entrada do gazebo, onde Chloe estava sentada. — Será que ela já o conhece? — Lake sentiu o pensamento doente sobre um homem como Lucca aprontar com uma garota como Chloe. — Sim — ele respondeu o assunto com naturalidade. Ela virou a cabeça para olhar para ele em choque com a sua resposta. Ela conhecia? Quando Lake virou a cabeça para Chloe, ela pegou Amo olhando pela janela no canto da sala de estar. Seus olhos eram negros como a noite, mas ela ainda podia ver o olhar em seus olhos. Ela pode não ter apanhado se ele não tivesse estado verificando-a, mas naquele instante, suas profundezas negras tinham um olhar completamente diferente. Totalmente voltando-se para Chloe, ela assistiu Lucca caminhar até ela e colocar a mão para fora, fazendo-a cessar a respiração. Voltando-se para Amo, ela viu a torção em seu rosto. Ela continuou a olhar para trás e para frente entre as duas cenas. Puta merda. "Puta merda." Olhando para trás, para Nero, viu isso escrito em seu rosto. — Então, Lucca e Chloe e... Amo... e Chloe? — Quando ela disse cada nome, ela olhou entre eles. — Como é que isso vai funcionar? — Não vai. — Ele disse, como se estivesse certo, como se pudesse vê-lo jogar fora diante de seus olhos. Ela teve de concordar que era um acidente de trem esperando para acontecer. Não havia dúvida de que Lucca era um demônio, embora ele fosse assustadoramente bonito. Acima de tudo, ele não tentava 110


esconder a sua verdadeira natureza como o resto fazia; em vez disso, ele se divertia com isso. Amo, por outro lado, era apenas ligeiramente menos terrível. Ele era enorme para a sua idade e não falava muito, tornando-se pior. Seus olhos eram tão escuros quanto a sua personalidade e algo lhe dizia que ela não iria querer encontrar sua verdadeira personalidade. — Essa menina não pertence a qualquer um deles — então a pergunta era, o que era pior? — Mas especialmente ele — disse ela, olhando para o terrível como o inferno Lucca. Nero sorriu. — Isso é o que diz Elle. — E o que você acha? — Você quer dizer, escolher entre meu irmão e meu melhor amigo? Lake assentiu, esperando por sua resposta. — Não importa o que qualquer um de nós pensa. Ela é a única a decidir. Como eles vão deixá-la decidir? Ela sabia que um venceria, batendo o outro para fora. Chloe nunca iria conseguir uma escolha em seu próprio destino. Olhando para trás, ela viu Lucca sobre Chloe como se ela fosse sua presa. — Possivelmente não acho que ele não deveria estar com ela. — O que você não sabe é que ela gosta da coisinha do flippy (referindo-se ao isqueiro). Os olhos de Lake se arregalaram. Ele ouviu. 111


— Me desculpe, eu não fiz... Nero parou. — Está tudo bem. Oh, graças a Deus. Ela ficou aliviada, sabendo que ele realmente quis dizer isso. — Além disso, eu não me preocuparia com ela. Você precisa se preocupar com si mesma. Eu não iria lutar com ele se fosse você. Lake olhou em seus olhos verdes brilhantes. Quem? Vincent? Sua voz tornou-se fria, enviando arrepios na espinha. — Nós. Somos. Todos. Insanos. Sim, era realmente hora de ir embora, ela pensou enquanto observava Nero de pé. Lake saiu para encontrar Adalyn e é claro que ela não se moveu do sofá, ainda falando à distância. A pior parte era Vincent, Nero e Amo, todos tinham feito isso lá atrás, também. Ela realmente queria que todos eles não parassem suas conversas quando ela falou em voz baixa. — Adalyn, hum, eu preciso voltar para casa. Adalyn tentou puxar o cartão de piedade. — Vamos, Lake. Você está me deixando, lembra? — Onde você está indo? — Perguntou Mary. Lake realmente não queria que eles soubessem onde ela estava indo para a faculdade. Quanto menos a máfia soubesse sobre ela, melhor. Ela tentou rir. 112


— Eu não estou deixando-a. — Sim, você está, também, deixando-me. Você está indo para a faculdade a duas horas de distância. Merda, Adalyn! Ela queria cobrir a boca de Adalyn por dar essa informação. Incapaz de evitar olhar para Vincent, ela não viu nenhum indício de qualquer sentimento em seus olhos azuis-bebê. Ela não sabia por que, mas aborreceu-a de alguma forma. Mary olhou para Nero, cruzando os braços. — Como é que ela começa a ir para a faculdade? Isso não é justo. Porque eu não sou da realeza da máfia. Lake deu a Adalyn um olhar de realmente-é-hora-de-retirar-se. — Tudo bem — Adalyn suspirou, levantando-se do divã. — V-você está indo embora? — Perguntou Chloe, vindo por trás dela. — Sim, eu tenho que chegar em casa, mas foi realmente um prazer conhecer você. Ela sorriu para ela. Chloe varreu seu cabelo atrás da orelha, sorrindo, também. — Você também. — Nós devemos fazer alguma coisa juntas em algum momento, antes de sair. — Elle interrompeu. — Sim, isso seria divertido — Lake respondeu, sem saber por que motivo Elle estava sorrindo tão largo. Seu rosto parecia com os das crianças quando é manhã de Natal. O rosto de todos, na verdade, estavam assim, todos, exceto o dela e de Adalyn. — Nós poderíamos ir às compras! — Mary exclamou alegremente. 113


— Lake odeia compras — Adalyn comentou, dando-lhe o olhar de Eu-odeio-que-você-não-gosta-de-ir-as-compras. O rosto de Mary tornou-se confuso. — Hmm, eu não teria pensado isso em um milhão de anos. Depois de um momento estranho de todos olhando para ela, Lake agarrou a mão de Adalyn quando ela se despediu com a outra. — Sim. Bem, é hora de ir. Tchau, para todos! Adalyn esperou até que Lake a tinha puxado longe o suficiente. — Oh meu Deus, você está pirando, Lake; esta casa é quente! Como você poderia querer sair? Quer dizer, a sério, como quente são todos os caras? Mas espere, eu vi Lucca e você é a única louca. O fato de que ele seja tão assustador que o torna muito mais quente. Ela observou Adalyn praticamente abanar-se, em seguida, murmurou. — Vocês todos são realmente insanos. — E Nero! Seus olhos... Eu quero tocar os olhos! Ela realmente cobriu a boca naquele momento. — Shh! Talvez tenha esquecido que ele tem uma namorada, Elle. Adalyn bateu a mão de sua boca. — Nossa, Lake, eu disse que queria tocar seus olhos, não lamber seu abdômen. — Quando elas fecharam a porta da frente, ela continuou: — Além disso, eu não iria namorar o melhor amigo do meu irmão. Isso é errado. Pelo que parecia ser a centésima vez naquele dia, ela engoliu o nó na garganta. 114


— Sim... Sim, claro. Deus me ajude.

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Capítulo Dezoito Um ciclo doente chegando ao fim

Vincent ouviu um toque no vidro, chamando a sua atenção. Do outro lado, Lucca estava fumando um cigarro e dando-lhe um 'venha aqui' gesto com dois dedos. — Desde quando ele dá a mínima para fumar em casa? — Disse ele, levantando-se. — Muito recentemente, por alguma razão. Ele só fuma em seu escritório agora — Nero respondeu quando ele e Amo seguiram atrás. — Essa menina de você tem uma boca dura — Lucca disse, apontando o cigarro em Vincent, quando a porta chegou ao fim. — Ela não é minha menina. — Bem, é certo como o diabo que não pareceu dessa maneira quando ela correu para fora em sua graduação. Será que você realmente precisa foder todas as suas mães? Quando não há boceta o suficiente na escola para perseguir. Vincent flexionou seu queixo, pensando em ter assistido a corrida de Lake fora do ginásio. Ele nunca teria pensado que todas as mulheres iam agir como se estivessem em uma merda de concerto. A primeira coisa que ele tinha feito, quando terminou de caminhar pelo palco, tinha sido olhar para onde Lake estava sentada; em vez disso, ele a tinha encontrado correndo pela porta. Ele odiava o fato de que seu instinto tinha sido olhar para ela. Por 116


que eu deveria me sentir mal por essa merda? Ela não possui o meu pau. Ele não queria ter essa conversa, pronto. — Então, qual é o seu ponto? Lucca jogou suas cinzas. — Meu ponto é que seu pai claramente fez um trabalho de merda, que explica muito a seu respeito, ou qualquer coisa para esse assunto. Você precisa domar aquela boca dela antes que ela fique em apuros. — O que diabos você fez com ela? Ouvi-a chamar-nos de loucos, ela chamou-lhe de "louco" e ela não se importa tanto para seus truques Zippo. — Nero claramente disse a Lucca a última parte. Vincent e Amo tentaram não rir quando Lucca tragou mais profundo e prolongado do que o habitual de seu cigarro. — Bem, então ela é fodidamente mais esperta do que eu pensava — Lucca voltou a olhar para Vincent. — Mas esse é o meu ponto. Eu a assustei e ela ainda está abrindo a boca. Ela tem sorte que eu a peguei falando com Chloe. — O que ela disse para ela? — Perguntou Amo. — Lake pediu desculpas por olhar para ela, disse que ela não deve esconder o rosto. Também que, se ela precisasse falar, ela entendia o que era estar sozinha. Sozinha? — Que porra é essa que ela quis dizer com isso? Lucca deu de ombros. — Sua mãe não veio hoje. 117


— Por que não? — Cada membro da porra da família tinha feito isso, então Vincent esperou e, mais ainda, precisava de uma boa desculpa para que sua mãe não houvesse aparecido. — Aparentemente, o marido estar doente era mais importante. Vincent estava furioso. — Filho da puta. — Merda — disse Nero, passando a mão pelo cabelo. — O que há com a porra daquela cadela? — cuspiu Amo. Por que ele não soube de tudo isso? Por alguma razão, ele não gostava que Lucca soubesse coisas sobre ela quando ele não sabia. Como se Lucca pudesse ler os pensamentos de Vincent por todo o seu rosto. — Ela é sua, então você descobre isso, junto com a porra da boca dela. Eu odiaria ter que ensiná-la por mim mesmo. — Ela não é minha — Vincent vaiou, apertando a ponte de seu nariz tão duro quanto podia para controlar-se. — Nenhuma dessas porras de questões; ela está partindo para a faculdade até o final do verão. — Ela não tem para onde ir — Tomando uma última tragada bateu fora seu cigarro, nuvens de fumaça apareceram com cada palavra que Lucca falou. — Foda-se a faculdade. Vincent voltou para dentro, ainda fumegante com o pensamento de que a mãe de Lake não tinha vindo para a formatura de sua própria filha. Como disse Amo; ela é uma puta. Ele ainda não queria que essa coisa com ele e Lake fosse a qualquer lugar, considerando o fato de que ela estava saindo de Kansas City e seu pau nunca pertenceria a uma só pessoa, não importa o quão divertido ele esqueceu que era lutar com ela. No entanto, ele estava 118


indo para caralho ver sua mãe, logo depois dele conseguir eliminar de sua cabeça ele empurrando Lake contra a parede. Vincent esquadrinhou o cômodo, com os olhos dançando entre todas as mulheres pela primeira vez naquela noite. Eu só preciso de uma distração.

***

Buzzzz... Buzzzz... Buzzzz... Buzzzzzzzz. Lake agarrou seu telefone da velha cadeira de madeira que usava como criado-mudo. Ela devia ter esquecido de desligar o despertador da escola com aquele sendo seu primeiro dia de férias de verão. Dane-se, alarme. Olhando para a tela inicial, não viu a notificação de alarme como se ela fosse usar; em vez disso, lia-se: Sete chamadas não atendidas de Pai. Rapidamente, ela ligou de volta. Seu pai respondeu tão rápido que ela nem sequer ouviu um toque completo. — Lake, me escute cuidadosamente. — Pai, o que há de errado? — Lake subiu em uma posição sentada, imediatamente preocupada de voz angustiada de seu pai. — Eu não tenho muito tempo, Lake. Agora, ouça. Pegue uma mochila, em seguida, vá ao banco e limpe a sua conta poupança da faculdade, todos os vinte mil dela. Lembra-se do apartamento que vimos uma semana atrás, apenas uma milha abaixo da faculdade? Ela apertou o telefone para manter firme. — Sim. O que está acontecendo? 119


— Ainda está para alugar. Vá até lá e feche com ele. Meu carro está na frente. Tome-o e não volte até que eu diga. Se eu não fizer isso, então ele deve ser aprovado em um par de meses. Não conte a ninguém que você está saindo. Lake tentou o seu melhor para não começar a chorar para que ela pudesse falar claramente. — Pai, o que você fez? — Não importa. Basta fazer o que eu pedi, ok? — Ela podia ouvir as lágrimas que trabalhavam na parte de trás de sua garganta. Desistiu do seu pai e suas próprias lágrimas, ela começou a soluçar. — Ok. — Agora, vá em frente e seja rápida — Ele parou por um momento para se recompor. — Te amo, garota. — Eu também te amo, pai. Silêncio. Com a desconexão repentina da chamada de seu pai, ela rolou em uma bola e deixou suas emoções acumularem através de seu corpo. Lake tinha uma boa ideia do que ele tinha feito. Seu pai era um grande jogador que tinha estado no vermelho com o chefe pelo que parecia ser anos. Sua mesa de cozinha minúscula estava cheia de contas e, recentemente, Lake tinha notado que estava ficando cada vez pior. Em vez de seu pai usar seu dinheiro para pagar algumas contas, ele gastava jogando, na esperança de ganhar muito dinheiro para pagá-las todas. Seu pai não podia sair de sua dívida e seu vício aumentava esse fato. 120


Era um ciclo doente chegando ao fim. Agora vá em frente e seja rápida, as palavras dele bateram em sua mente. Ela tinha que se levantar e fazer o que ela fazia melhor, porque se havia alguma coisa que Lake sabia, era quando correr para bem longe. Especialmente da família. Lake sempre soube o que seu futuro parecia até então. Ela enxugou as lágrimas do rosto, finalmente abrindo os olhos. Nesse ponto, o futuro dela tinha virado preto.

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Capítulo Dezenove Dia de acerto de contas

Lake estacionou o Frankenlac (marca de carro) no meio-fio. Saindo, ela pegou sua bolsa e colocou-a por cima do ombro. Ela tinha que continuar a tomar respirações profundas com cada passo que dava, sem saber se a decisão que tinha tomado era o caminho certo. Olhando fixamente para a porta de vidro alta na frente dela, ela sabia que, uma vez que ela passasse, não havia como voltar atrás. Ela colocou as mãos em cima da porta. Seja forte. Com um empurrão, a porta se abriu e ela atravessou. Era seu dia de acerto de contas. Os sentidos de Lake intensificaram quando a porta se fechou por trás dela. Ela podia ouvir o som de estalos de metal junto com o sinal sonoro das várias máquinas. Olhando em volta, viu o quão grande era, com milhares de pessoas, mas ela não conseguia encontrar quem estava procurando. Indo em direção as escadas rolantes, ela caminhou até o topo, finalmente chegando a um homem vestido em um terno preto em um posto de segurança. Olhando para seus sapatos caros, ela foi até ele. — A chave do quarto? — Disse. Lake respirou fundo. — Eu quero vê-lo. 122


O guarda assustador piscou os olhos um par de vezes antes que ele a olhasse de cima a baixo. — Quem é ele? Ela olhou em volta para se certificar de que ninguém estava a uma distância de audição. — O C... O guarda agarrou-a pelo braço e arrastou-a para um elevador de distância do ponto de vista. — Você é estúpida, menina? Quem é você? — Ninguém. Meu pai é Paul Turner. Preciso vê-lo — ela rapidamente cuspiu as palavras. Ela assistiu toda a fúria deixar seu rosto. — Maldição — ele sussurrou. Com o aceno de mão, um outro cara de terno saiu e tomou seu lugar no posto. Então ele apertou o botão 'subir' no elevador e as portas se abriram. Puxando-a para dentro, ele empurrou uma série de botões e as portas se fecharam por fim. — Você não devia ter vindo aqui. Sabe o que você fez? Lake olhou para o braço que ele ainda estava segurando. Suas mãos eram tão grandes que parecia que ele a estava apertando, mas na verdade, ele só havia estado levemente segurando-a, assim que ele descobriu quem ela era. Seus olhos se moveram para o rosto dele, que tinha voltado a fúria. Sua voz já não tinha ódio; em vez disso, ela sentiu que ele falava com ela na simpatia. Ela apertou a alça de sua bolsa com força. — Sim, eu sei. — Eu não acho que você saiba. 123


A viagem de elevador pareceu durar para sempre, uma vez que foi para o topo, sem interrupções e ela percebeu que ele deve ter colocado um código para ele fazer isso. Por favor, abra. Felizmente, as portas finalmente abriram à direita quando ela começou a se sentir claustrofóbica com as repercussões de suas próximas de ações. — Espero que ele esteja em um bom humor hoje, por sua causa. Ela respirou profundamente, também, quando ele a levou por um longo corredor. Quando estavam prestes a virar para a porta no final, ela se abriu e uma mulher com uma roupa sexy foi arrastada para fora. — Por favor, me desculpe! Por Favor! Por favor, me desculpe! — A mulher gemia com a maquiagem manchada pelo rosto. Os pés de Lake pararam de se mover, sua boca agora secando. — Oh, meu Deus — ela sussurrou, à beira das lágrimas. O guarda empurrou seu passo para a mulher gritando. — Se agir assim, ele não vai mostrar nenhuma piedade — Ele manteve sua voz baixa. Ela recuperou o equilíbrio e dirigiu seus pensamentos a seu pai e não aos gritos no corredor. Seja forte. O guarda abriu a porta e empurrou-a para dentro. Seja forte. Ele continuou a levá-la através de um cômodo escuro cheio com TVs de imagens de vigilância. Seja forte. 124


Na próxima porta, ele voltou a si em vez de andar pela área, batendo na porta. Seja forte. — Entre — ela ouviu de uma voz profunda, do outro lado da porta. Seja forte, seja forte, seja forte. — Boa sorte — ele sussurrou quando deixou cair sua mão. Pela última vez, ele abriu a porta larga para ela entrar. Lake entrou no cômodo cheio de fumaça escura, os olhos rolando ao longo dos três homens no interior. O chefe estava por trás de uma enorme mesa, fumando um charuto, seu olhar azul-gelo congelando-a no lugar. Outro de terno estava atrás dele, um que ela realmente não queria que estivesse lá para testemunhar isso. Por fim, os olhos vieram a parte de trás para seu pai. — Hoje deve ser o meu dia de sorte — Dante sorriu quando se inclinou para trás em sua cadeira. Seu pai virou-se rapidamente em sua cadeira. — Lake, o que diabos você está fazendo aqui? — Rapidamente, ele foi para sua filha. — Sente-se, Paul — Dante avisou. Paul lentamente sentou-se em sua cadeira, com os olhos começando a revirarem. Sinto muito, papai. O patrão tomou uma batida de seu charuto — Por que você veio? Lake pensou sobre o conselho do guarda quando ela deu um passo em frente. 125


— Você sabe por quê. Dante olhou para ela um momento, claramente não esperando sua resposta. Seu interesse ficou aguçado. — Sabe o que ele fez? — Eu suponho que ele lhe deve um monte de dinheiro — disse ela, pegando sua bolsa como se fosse uma bengala para impedi-la de cair. — Sim, ele deve e há muitos anos. Na noite passada, ele conseguiu uma série de vitórias no pôquer, o suficiente para pagar sua dívida comigo, mas o que você acha que ele fez? Lake teve que evitar seu olhar gelado. — Ele apostou tudo, não foi? — Todo o caralho e perdeu toda a porra, centavo por centavo. Agora, por favor, me diga o que você espera que aconteça aqui hoje, porque eu estou cheio dele. Ele prometeu me pagar de volta cada vez que jogou no meu cassino e cada vez eu acreditei nele. Eu entendo que ele tem um vício de jogo, mas gosto de manter meus homens felizes. Seu pai é leal a mim, de modo que é por isso que ele vem fugindo disso por tanto tempo, mas ontem à noite, ele provou não ser mais leal. Nenhuma vez eu deixei um trabalho de fora e nós dois vamos acertar nossas contas agora — completou solenemente, mostrando o que ele queria dizer com suas palavras. Não, por favor, Deus. Lake só podia esperar que ele não pudesse ver que ela não era diferente da mulher gritando que tinha acabado de sair. A única coisa que a mantinha junto era que Dante tinha acabado de provar que ela não tinha outra opção. Ela cavou qualquer resto de coragem que lhe restava. — Espero que eu possa fazê-lo mudar de ideia.

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— Como diabos você acha que pode fazer isso? — Dante tornou-se divertido por uma vez, confundindo Lake, mostrando seu lado não tão escuro. Se havia mesmo um. Lake lentamente tomou a mochila de fora de seu ombro. Não havia outro caminho. Caminhando sobre a sua mesa, ela despejou seu conteúdo para fora junto com qualquer um de seus sonhos e esperanças. — Lake, não! O que você está pensando? — Seu pai gritou. Dante levantou a mão para silenciá-lo. — Onde você conseguiu isso? — É a minha... Bem, era o meu fundo da faculdade — ela confessou. Ela viu o homem loiro que estava atrás de Dante vir e empilhar o dinheiro. — Vinte mil — disse ele depois de que cada pacote foi empilhado à perfeição. Dante pegou uma pilha de notas a partir do topo e folheou-o com o polegar, revelando cada nota de cem dólares. — Seu pai me deve cinquenta, me desculpe. Lake piscou os olhos, incapaz de pensar. — Cinquenta mil? — Ela não estava esperando que ele ficaria em dívida com o patrão nesse montante, mas ela tinha que pensar em algo. Suas vidas dependiam disso. — Tudo bem... bem... Deve haver algo que eu possa fazer. Eu posso trabalhar para você. Eu tenho certeza que há um trabalho aqui no hotel cassino que posso fazer. Posso limpar — Olhando para o rosto convencido de Dante, ela rapidamente deixou escapar o resto fora. — Você pode manter todo o meu salário. Vou trabalhar de graça até que ele seja pago. 127


Dante ficou em silêncio por alguns instantes. — O que você acha, Vinny? O homem loiro deu de ombros. — Temos poucas meninas agora e ela poderá fazer. — Não, ela só tem dezessete anos. Ela não pode — seu pai insistiu. Os olhos de Lake arregalaram. Dezessete? — Quantos anos você tem, Lake? — Perguntou Dante. Lake encarou o rosto do pai. Então, fechando os olhos, ela respondeu a pergunta que temia que selaria seu destino. — Dezoito. Dante sorriu, fazendo arrepios cobrirem seu corpo. — Bom. Você vai trabalhar para mim como garçonete até que a dívida de seu pai seja paga. Todas as gorjetas que você ganhar, eu vou permitir que você mantenha. Vou aconselhá-la a manter sua boca fechada sobre as legalidades de onde você vai estar trabalhando, mas tenho certeza que você já sabe disso. Paul começou a sacudir a cabeça. — Por favor, não faça esse tra-trabalho. — Quieto — Dante fez uma pausa, olhando para ele. — Quanto a você, acredito que este será um castigo maior do que o que eu estava pensando. Você vai continuar a trabalhar para mim, Paul e eu vou ter certeza de que você só tenha os trabalhos de merda. Você ainda vai ter o seu corte (comissão), mas qualquer coisa que você me pagar também irá para sua dívida. Quanto mais você trabalha para mim, quanto mais você pode me pagar, será quanto menos ela vai estar presa lá embaixo. Se eu pegar você 128


jogando em uma das minhas máquinas caça-níqueis de merda, no entanto, eu vou te matar. Como é que este soa para você, Vinny? Vinny deu um aceno rápido de acordo. Dante olhou Lake terminado. — Você vai precisar de algum trabalho, mas você vai começar imediatamente. Algum trabalho? Ela não gostava do jeito que ele tinha apenas olhado para ela. — Joe, entre — A voz de Dante tinha subido mais alto, mesmo sem precisar gritar, embora Lake percebeu que um homem como Dante não precisaria gritar para ter o seu ponto de vista. Um segundo depois, o guarda que tinha lhe acompanhado entrou na sala. — Leve-a para Sadie e diga-lhe que ela estará preenchendo o lugar da puta. Joe assentiu e abriu a porta para ela sair. — Não me decepcione, Lake — Dante deu seu aviso final. Lake pareceu olhar o chefe pela última vez. — Eu não vou. Obrigado, Sr. Caruso — Seu olhar se moveu para o loiro, que era o chefe "Conselheiro”. Seu próximo, amigo de confiança e confidente, como Lucca gostava de chamá-lo. Seu pai tinha, pelo menos, ensinando-lhe os nomes dos únicos a ficar bem longe. — E obrigado, Sr. Vitale.

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Capítulo Vinte Apenas porque você está no Comitê de seios pequenos - isso não significa que você não tinha grandes seios

Lake entrou no elevador mais uma vez com o guarda, em estado de choque que ela e seu pai tivessem escapado com vida. Quando as portas se fecharam, percebeu que a única maneira que ela tinha pensado que estaria descendo o elevador seria em um saco de corpo. Ela viu o guarda socar em uma série diferente de botões e o elevador decolou. Olhando para ele, ela viu a cautela em seus olhos. — Obrigada — ela sussurrou para ele. Essa foi a terceira vez que teve que agradecer alguém naquele dia, mas foi a primeira vez que ela realmente quis dizer isso. Se não fosse por ele, ela não sabia se teria a força para continuar. — Não me agradeça ainda — ele murmurou. Lake olhou para os números que saltavam mais e mais através dos andares do cassino até que passou o último andar escrito acima de um botão. Ela não achava que existisse qualquer outro andar. Quando as portas se abriram, ela viu um corredor muito escuro e seus olhos tiveram que se ajustar. Ao se aproximarem da porta no final, ela podia ouvir a música cada vez mais alta. O guarda levou-a até a porta e bateu e um segundo depois, ele abriu. Lake não pôde escolher seu queixo do chão, quando olhou para dentro. Era o que parecia ser todo um cassino em separado, exceto que era muito mais íntimo e extravagante. Sem mencionar as 130


meninas seminuas em todos os lugares. Havia meninas vestidas de lingerie sexy, preto e rosa, assim como a menina que tinha saído gritando do escritório de Dante. Quando a realização de que todas elas trabalharam lá bateram nela, os olhos de Lake mudaram-se para as mesas, vendo todas as meninas vestidas com as roupas sexy servindo. Várias outras também estavam dançando em postes. O guarda empurrou-a através da porta, revelando o quão grande o chão era. Era o mesmo tamanho do cassino no andar de cima. Por que ter dois cassinos? Ela não entendia o que antes, para ela, era um segredo completo. Uma coisa era certa olhando ao redor; não havia mulheres jogadoras lá. Haviam muitas trabalhadoras do sexo feminino indo ao redor, no entanto. Oh, porra nenhuma... ela pensou quando uma mulher passou por ela com uma bandeja de bebidas na mão. A roupa que ela estava usando era uma que Lake não iria entrar nem por um milhão de dólares. Provavelmente porque não era uma roupa, mas apenas uma calcinha. Ela olhou para Joe, incapaz de formar palavras e quando ele deu-lhe um olhar de simpatia, percebeu que poderia lê-lo em seu rosto. Queria correr incrivelmente longe, já que tudo estava começando a fazer sentido. Estou tão fodida. Mais uma vez, ela foi arrastada para a parte de trás do cassino até que Joe afastou algumas rosas, vendo através das cortinas, para revelar uma porta. Ele caminhou por ela, nem mesmo batendo. Quando ela entrou no camarim das mulheres, foi recebida por peitos literalmente em todos os lugares. De todas as portas que passaram hoje, essa era a que ele realmente deveria ter batido. Joe levou Lake até uma mulher vestida com um robe de seda. 131


— Sadie, esta é a Lake. Ela irá preencher o lugar de Amanda. Lake assistiu Sadie colocar a mão em seu quadril, o movimento empurrando seus seios muito grandes. Então, ela deu um sinal giratório a Lake com o dedo. O Quê? — Gire — Sadie acenou novamente. Ela teve que engolir a bile na garganta quando virou-se lentamente. Não foi dada a ela, exatamente, uma opção para fazer o contrário. Olhando para Sadie quando ela voltou para sua posição original, Lake podia vê-la pensando em silêncio enquanto ela olhava de cima a baixo. Ela sabia exatamente o que estava acontecendo em sua mente, também: não há peitos, sem bunda, apenas uma vara. Não demoraria para um cientista descobrir que aquela garota não pertencia ao ambiente. Lake olhou para o chão, incapaz de enfrentar a crítica. — Ela é perfeita. Eles vão amá-la! — Sadie gritou. Os olhos de Lake rapidamente saltaram de volta para os sorridentes de Sadie. O que ela disse? Sadie enxotou Joe para fora com as mãos. — Vá em frente, preciso começar a trabalhar agora — Ela agarrou a mão de Lake, levando-a a uma cadeira na frente de um enorme espelho iluminado. — hum, exatamente como sou perfeita? — Lake não entendia como sua aparência simples estava indo para seduzir alguém. Sadie riu, pegando alguma coisa na mesa.

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— Você já viu uma estrela pornô sem maquiagem? Porque você deve realmente procurar no Google — Ela apontou para o rosto impecável — Isto é o que eu chamo de propaganda enganosa, querida e você nem está tendo a necessidade de metade da maquiagem que eu uso. Sua pele é tão perfeita ao ponto de eu quase querer te odiar. Lake não podia deixar de rir com ela. Ela sabia que Sadie estava apenas brincando porque a mulher escorria sexo e confiança, não mostrando nenhum sinal de ciúme real. Sua personalidade combinava com sua aparência meio vibrante, com a sombra escura e cabelo escuro, que tinha mechas loiras claras por toda parte. Ela decidiu tomar o tempo para fazer todas as perguntas que podia durante a sua reforma. — Então, o que você faz? — Eu sou a chefe de escavação aqui — Sadie respondeu, começando a aplicar maquiagem. — O que isso significa? — Lake não era fluente em termos de cassino, considerando que era ilegal para ela mesmo estar em um, até a idade de vinte e um anos. — Eu estou no comando de todas as mesas de jogo e faço com que todos no ambiente estejam satisfeitos. — Então, você é minha chefe? — Perguntou ela. — Sim, mas você vai fazer muito bem — Sadie assegurou. — Eu nunca servi antes. Você não acha que preciso aprender a fazer o meu trabalho antes de me vestir toda? — Ela estava definitivamente mais preocupada em fazer seu trabalho corretamente do que como ela se parecia. Ela precisava manter Dante tão feliz quanto possível. Sadie riu. 133


— Querida, você pode derramar uma garrafa de mil dólares de uísque sobre eles, enquanto você parecer sexy fazendo isso. Eles não darão a mínima. Eu não espero que você seja perfeita no começo, mas vai aprender melhor, com as dicas. Isso geralmente é motivação suficiente para as meninas trabalharem suas bundas. — Como posso até mesmo trabalhar aqui e servir álcool? Eu tenho apenas dezoito anos. — Tudo o que você precisa saber é que é estritamente de alto nível. Só os grandes jogadores são permitidos aqui e tudo está fora dos livros. Os homens aqui amam especialmente as mais jovens, que não são legalmente permitidas para atendê-los, então você vai ser uma mercadoria quente por aqui. Oh, grande... Enquanto Lake deixou-a continuar seu trabalho, ela lentamente começou a ver seu rosto e por sua vez, o cabelo, como de uma estrela pornô, como Sadie gostava de chamá-lo. Sadie mesmo deu-lhe um curso intensivo de como fazer olhos esfumaçados e contornos, então lhe ensinou a brincar, em seguida, provocar um pouco mais para obter "o cabelo grande, sexy." Mais uma vez, Sadie tinha um nome para tudo. — Deixe-me ir buscar algo para você usar — disse Sadie, virando-se para um rack que tinha as roupas pretas e rosa mais mínimas que se podia imaginar. — Um, você tem alguma coisa que cubra mais do meu corpo? — Lake cautelosamente perguntou quando ela a viu puxar um fio dental. Sadie olhou para uma Lake agora pálida. — Virgem, hein? Isso é aprovado; os homens vão sentir o cheiro em você. Vamos jogar com isso. — Vamos jogar com isso? — Será que ela está brincando? 134


— Isto é tão encoberto quanto você precisa para poder começar por aqui. Normalmente, nós não começamos assim, mas para você, isso vai torná-los mais louco do que merda, já que você é a nova garota — Pegando algumas coisas fora do rack, ela mostrouas para Lake. Ser a garota nova era algo que Lake não queria ser. Enquanto olhava para as roupas, ela começou a sacudir a cabeça. — Eu não vou ficar bem nisso. Eu não tenho nada para preenchê-lo. — Este corselete vai levantar esses filhotes — disse Sadie, empurrando para cima seus peitos enormes. — E estas são curtas, porque precisamos fazer com que você se acostume antes de colocálo em qualquer coisa menor. Lake começou a corar. — Acostume o...? — Todo mundo aqui fica depilada da cabeça aos pés. Nós temos nossa própria esteticista e ela é uma milagreira. É só realmente doloroso nas primeiras vezes; depois disso, você acaba por se tornar insensível a tudo — Sadie deu de ombros. Engolindo, Lake levou o pouco do nada de roupa e foi para trás de uma cortina para se trocar. Depois que ela pediu a ajuda de Sadie com as rendas na parte traseira do espartilho, ela se virou e olhou-se no espelho. De nenhuma maneira do caralho. — Eu não posso fazer isso — Lake queria colocar seu capuz e calça jeans de volta, em seguida, manter o máximo de distância. — Lake, me escute. Como isso parece, eu não acho que você tem uma escolha. E eu sinto muito por tudo o que deve ter 135


acontecido, mas olhe para si mesmo — Sadie agarrou-a pelos ombros e empurrou-a de volta para o espelho. — Você já foi para a piscina e usou um maiô? — Sim, mas... — Eu aposto que você está mais encoberta do que você esteve na piscina. Só porque ele tem rendas e babados, que o torna mais sexy do que um minúsculo maiô. Lake olhou-se no espelho. Seu cabelo castanho claro, que geralmente usava liso, no momento, tinha cachos bagunçados e realmente estava volumoso. Sua maquiagem estava impecável e sensual, ainda mostrando como ela era jovem, mas ela já não parecia tão inocente. Sua roupa era o que a assustava mais. O espartilho rosa apertou-a, dando-lhe muito pouco para respirar. Seus quadris foram expostos e as minúsculas calcinhas pretas, que Lake não achava que devia ser chamado de calções, eram agradáveis. Os toques finais foram meias pretas com laços cor de rosa de grandes dimensões na frente e saltos pretos para combinar. Ela apenas rezou para que pudesse andar neles. Ela tinha que admitir que estava tecnicamente mais coberta do que se ela estivesse na piscina e Sadie realmente deu-lhe uma roupa menos reveladora do que todos as outras. Lake entendeu o que ela queria dizer com as roupas de trabalho serem sua vantagem. Era sexy e inocente, tudo ao mesmo tempo. Não importava; você tem que fazer. Lake não tinha outra opção a não ser engolir o seu orgulho quando ela balançou a cabeça em direção a sua nova chefe. Sadie girou de volta e deu um bom puxão no espartilho de Lake para levantar os seios. — Eu te disse sobre o corselete. Só porque você está no comitê de seios pequenos, não significa que você não tenha seios grandes. 136


Toda garota aqui mataria por esses montes alegres e não se esqueça disso — Sadie pegou um pouco de perfume da mesa e metralhou-a com ele. — Os homens irão tomar uma lufada de você e atacar como uma caça de leão para um coelho. Lake descobriu o que era o verdadeiro medo. Sim... Isso era apenas a conversa de vitalidade que eu precisava. — Obrigada, Sadie.

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Capítulo Vinte e Um Eles gostam do ‘gatinho assustado’, olha

Lake puxou a cortina rosa transparente, incapaz de entrar no cassino. No instante em que a cortina voltou, todas as cabeças se viraram para ver quem iria a próxima a sair. Não, Não, não. Sadie deu um tapa na bunda de Lake. — Vamos. Hora de fazer o dinheiro, querida. Oh, meu Deus, minha vida poderia ficar pior? Mantendo os olhos no chão, ela seguiu Sadie até o bar. Não havia nenhuma maneira no inferno que ela queria olhar os leões nos olhos. — Tudo bem, querida, esta é a forma como o jogo funciona — Sadie apontou para uma seção mais próxima do bar. — É a sua primeira noite em saltos, então vou dar-lhe essas badejas. É fácil. Pergunte a eles o que querem, anote, venha para o bar e dê ao barman o pedido. Então traga a sua bebida de volta. Todo mundo tem seu próprio sistema e você eventualmente adquirirá o seu. Em nenhum momento você terá um-senhor-agradecimento — Sadie entregou-lhe um bloco e uma caneta. — Se você fracassar, não tem problema. Basta jogar os seios para frente e fazer cara de inocente. Lembre-se, piscar, flertar e lançar o cabelo, vai te dar esses pontos extras.

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Lake assentiu nervosamente uma e outra vez, tentando absorver todas as informações, enquanto tentava evitar o barulho em seus estiletos. Sadie deu um empurrãozinho no cabelo de Lake. — Eles gostam de como o ‘gatinho assustado' parece, de modo que manta isso. Se precisar de alguma coisa, deixe-me saber e não se preocupe. Eles não estão autorizados a tocar em você, porque nós cobramos extra para isso — ela terminou com uma piscadela antes de dirigir-se para as bandejas. Porque era com isso que eu estava totalmente preocupada. Espremendo o bloco de papel e caneta como se fosse seu moletom com capuz favorito, ela caminhou até sua primeira mesa. — O-Oi. O que pos... — Você é nova — Um senhor de cabelos vermelhos mais velho em um terno, sorriu. Olhando ao redor da mesa de jogo, ela notou que todos os homens estavam dando uma boa olhada nela. Ela tentou o seu melhor sorriso. — Sim, esta é a minha primeira noite. — Bem, então, vamos comemorar. Dê-nos a sua melhor garrafa de uísque — disse ele, entregando-lhe um cartão de plástico, dourado. Lake sorriu, levando o cartão antes de ir para o bar. Mesmo que ela não tivesse os olhos na parte de trás de sua cabeça, ela podia sentir seus olhares na bunda dela. Rapidamente, ela disse ao barman o seu pedido.

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Ela ficou feliz quando o barman explicou como entregá-lo para a mesa, mas teve que admitir que era um pouco difícil se concentrar nas bebidas e não nos enormes melões falsos que a mulher tinha. Ela não tinha ideia que peitos poderiam até mesmo chegarem a ser tão grandes. Lake pegou a bandeja e caminhou lentamente, adicionando cuidado para não tropeçar nos seus calcanhares. Levou um tempo para gerenciar e estabelecer uma garrafa na frente deles, equilibrando a bandeja. Então ela começou a encher cada copo com o líquido da garrafa cara e enquanto ela derramava, o que levou um tempo para verificar se ela estava fazendo certo. Finalmente, ela colocou a garrafa sobre a mesa mais próxima do homem que a havia comprado. — Qual é seu nome? — O homem ruivo perguntou com outro sorriso. Ela podia sentir os pensamentos por trás de seus olhos, então teve que largar o contato visual. — Lake. O homem ergueu a taça no ar. — Muito obrigado por essa sua nova bunda doce. Para Lake! — Para Lake! — Os outros homens gritaram, tilintando os seus copos. Ela teve que, literalmente, morder o fim de sua língua que se forçar a colocar um sorriso em seu rosto quando saiu da mesa. Lake continuou durante a noite, servindo as bebidas. Ela era um pouco lenta, considerando que era sua primeira noite, mas Sadie estava certa sobre ela com algumas notas rápidas. Os homens tinham estado claramente lá tantas vezes que sabiam como tudo funcionava; portanto, tudo o que tinha que fazer era seguir suas ordens. 140


A barman foi supersimpático, ensinando Lake quais bebidas eram e como lidar com pedidos especiais. Lake tinha sequer pegado algumas dicas aqui e ali. No início, ela não sabia onde colocar o dinheiro até que Sadie tinha dito a ela: — Nossos peitos são como bolsas. Essa é a maior merda sobre eles — Ela então começou a mostrar-lhe como enfiá-lo lá, usando suas próprias dicas. Ela explicou que era como um mini show para os homens e Lake percebeu que era por isso que tinha dado mais dicas. Dê-me mais dinheiro e eu vou empurrá-lo para baixo entre meus seios. Pensando para trás, ela finalmente entendeu as faces confusas, quando ela tinha apenas respondido obrigado a eles. Ela também entendeu por que era um cassino subterrâneo quando a noite continuou. Sem dúvida, ela sabia que Dante fazia a maior parte de seu dinheiro não do hotel cassino, mas a partir de lá. As gorjetas eram tão altas em uma mesa, Lake poderia ter pago a dívida de seu pai mil vezes em uma noite. Ela estava certa de que coisas muito ilegais aconteciam lá embaixo, mesmo depois de apenas algumas horas, porque de nenhuma maneira ela era a única menina com menos de vinte e um anos. Havia também salas laterais por onde homens saíam toda a noite, a maioria deles drogados. Já para não falar, elas continuaram a servir álcool a algumas pessoas muito embriagadas. Dante claramente não estava declarando a maior parte da renda, ou ele estava canalizando uma parte do dinheiro ilegal para o negócio legítimo no andar de cima. O patrão tinha claramente assinalado algumas caixas altamente ilegais de evasão fiscal e lavagem de dinheiro e Lake não precisava saber mais ou entender como ele fazia isso. Ela tinha que dar a Dante o crédito, no entanto. A melhor maneira de esconder um cassino subterrâneo é colocar um cassino legal em cima dele. Não era tão ruim quanto ela pensava que ia ser quando começou com sua primeira badeja. A maioria dos homens estavam 141


preocupados em ganhar ou mexiam com suas várias colegas de trabalho que não eram tão tímidas quanto ela. Por uma questão de fato, o único cara que realmente assustoua durante toda a noite foi o ruivo. Felizmente, ele não tentou tocála, mas ela achou que seria necessário um homem grande, com um enorme conjunto de bolas, para tentar algo com a segurança que havia lá. Havia ternos alinhados contra as paredes em todos os lugares. Era como a Grande Muralha da China. Tinha visto alguns homens bêbados tentando apalpar disfarçadamente, mas os seguranças sempre conseguiam acompanhá-los para fora de lá. Assim como Sadie havia dito, tocar era custo extra. O resto dos homens deveriam ter estado com muito medo de tentar, vendo que tinham de sair se o fizessem. Aparentemente, eles não queriam correr o risco de ir para casa com suas esposas e filhos. Lake estava feliz quando o homem ruivo pediu para pagar sua comanda. Indo para o bar, pegou seu cartão e recibo, em seguida, voltou para sua mesa. O homem rapidamente anotou algumas coisas por baixo de seu recibo. — Quando é a próxima vez que você trabalhará? — Eu não fui adicionada ao calendário, mas provavelmente será durante toda a semana — Lake conseguiu outro sorriso. — Eu não posso esperar — disse ele sorrindo, entregando a caderneta preto com o recibo assinado e a caneta. Ela não sabia do que se tratava, mas parecia o caminho errado. A maioria dos homens viajava um pouco para outras secções e jogos; no entanto, o homem permaneceu estritamente em sua área de trabalho, constantemente olhando para ela.

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Tomando a caderneta, ela esperava que fosse o último sorriso que ela precisasse dar. — Obrigada. Lake não se demorou, rapidamente voltando para o bar. Ela só esperava que, ao olhar para a sua aliança de casamento a noite toda, ele não fosse capaz de fazê-lo pelo resto da semana. Embora, algo sobre o "Mal posso esperar" pareceu a ela de outra forma. Seus pés gritaram de dor nos sapatos ao andar para trás e para frente. Ela ia ter que ir até a loja para comprar Band-Aids para todas as bolhas que ela tinha certeza que teria. Olhando para o relógio, ela percebeu que tinha finalmente chegado ao fim de seu turno. Rapidamente ela contou suas gorjetas, vendo que ela tinha feito um pouco de dinheiro. Certamente mais do que ela teria esperado que uma garçonete faria. E mesmo que a quantia fosse grande, ela se sentia suja ao aceitá-la. Sadie veio por trás dela e lhe deu outro tapa na bunda. — Eu disse que todos iriam te amar. Tenho recebido muitos elogios de você. Eles simplesmente não se cansam da nova garota. Além de seus pés doendo como uma cadela, o quão ruim foi? Ao todo, Lake tinha que admitir que não tinha sido tão ruim. Apenas um cliente havia afetado sua noite e sinceramente, ela foi respeitada por todos ao redor. John a tratou muito pior do que todos os homens lá combinados. — Ok, não foi tão ruim quanto eu pensei que seria — ela admitiu. — Mas eu estou tão pronta para dar o fora daqui — Tinha sido um dia difícil para ela com todos os altos e baixos emocionais. Ela estava praticamente sonhando com seu travesseiro, colchão e cobertor... — Você não se esqueceu de sua depilação, não é? Confie em mim, você vai cagar um tijolo quando ver todos os cantos e recantos 143


que os cabelos estão escondidos como um esquilo durante a hibernação. Lake virou branco fantasmagórico. — Então... eu tenho que fazer isso... hoje? Sadie tentou persuadi-la. — Oh, querida, não se preocupe; Eu vou te segurar.

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Capítulo Vinte e Dois Nós estaremos em vantagem

Lake acordou no dia seguinte com o travesseiro colado ao rosto. Ela chorou até dormir na noite anterior com a vergonha e horror do seu dia a atormentando. Alcançando o telefone dela na cadeira de madeira arranhada, ela olhou para as horas e ficou surpresa ao ver as chamadas perdidas de Adalyn. Rapidamente, ela discou o número dela. Adalyn atendeu o telefone imediatamente. — Por que você não respondeu meus telefonemas? Lake bocejou. — Porque eu estava dormindo. — Sim, mas você acorda no início da madrugada. Você fez alguma coisa ontem? Você não acreditaria em mim se eu dissesse a você. Ela havia decidido que iria levar o trabalho de garçonete em um cassino subterrâneo com a idade de dezoito anos para a sepultura. — Não, agora o que é tão importante? — Levante-se, lave essa sua cara bonita e esteja na minha casa em 30 minutos. Ok, obrigada. Tchau. Eu te amo! — Adalyn falou tão rapidamente quanto pôde antes de desligar na cara dela. 145


Não há como dizer para que bagunça ela vai me levar hoje. Saindo da cama, ela deu um passo. "Filho da puta!" Ela imediatamente se lembrou de onde metade das lágrimas tinham vindo — a depilação. Literalmente tudo tinha sido uma tortura. Ela não tinha ideia de como no mundo ela deveria fazê-la em uma base regular. Tentar caminhar até o banheiro foi mais um mancar quando ela sentiu a área de sua virilha e andou como um pinguim. Não demorou muito tempo para ficar pronta; ela apenas lavou o rosto manchado de lágrimas depois que ela escovou os dentes. Ela decidiu colocar seu cabelo em um coque bagunçado, considerando que ainda estava cheio de ondulações e spray de cabelo, preocupada que Adalyn fosse questionar por que de seu cabelo parecia desse jeito. Era uma vergonha prendê-lo, porque os cachos no segundo dia estavam realmente incríveis, mas, novamente, seu coque parecia bastante elegante. Indo para seu armário, ela pôde sentir o calor do lado de fora. Provavelmente, porque não podemos nos dar ao luxo de ligar o ar condicionado. Ela decidiu agarrar um top branco solto e bermudas de brim azul cor clara. Os shorts eram muito curtos, mas isso realmente não importava, porque ela ia só até Adalyn. Indo para a sua bolsa na pequena sala de estar, ela viu as chaves do carro de seu pai à direita, onde ela as tinha deixado na noite anterior. — Pai? — Ela gritou, caminhando para o quarto. Lake bateu, em seguida, abriu a porta quando não obteve uma resposta. Quando ela viu que ele não estava em seu quarto, ficou um pouco preocupada. Agarrando seu celular do bolso para trás, ela discou o número dele. Ele só tocou uma vez antes que a chamada fosse recusada. O que no...? Um momento depois, ela recebeu um texto.

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“Eu estou no trabalho. Pego-a mais tarde, garota. ”

O poço em seu estômago havia cessado e colocou o telefone de volta no bolso, pegando as chaves junto com sua bolsa e saiu pela porta. Os olhos de Lake se fecharam no momento em que o brilho do sol bateu nela. — Jesus Cristo! — Ela voltou rapidamente para casa. Passando por uma gaveta, pegou um grande par de óculos de sol. Então, isso é o que devia parecer o gosto de estar de ressaca. Em sua segunda tentativa de sair pela porta da frente, felizmente, o sol não era tão severo. Metendo o Frankenlac, ela seguiu direto para a casa de Adalyn. — Droga, Adalyn — disse Lake, reduzindo a velocidade do carro quando ela viu vários Cadillacs estacionados na calçada, sabendo que um deles pertencia a Vincent. Lake tinha duas opções. Uma delas era estacionar o carro e ir ver para que merda Adalyn iria levá-la. E a segunda era dirigindo em linha reta na frente da casa e chamar Adalyn para lhe dizer alguma história que ela pensaria no caminho de volta. Claro, ela estaria mentindo, mas Adalyn propositadamente não disse a ela o que estava acontecendo, sabendo que Lake nunca iria concordar com tudo o que ela tinha planejado. Lembrando-se do último encontro que tivera com Vincent, ela tomou sua decisão. Não, definitivamente não ficaria... Boom! Lake parou o carro no meio-fio e descansou a cabeça no volante. Deus estava lhe dando outra escolha. Você podia ouvir aquele barulho todo o caminho para a China, então não havia 147


maneira de Adalyn não o escutar e ela sabia exatamente o que era o som. Gemendo, ela saiu do carro e bateu a porta tão duro quanto podia, xingando e murmurando baixinho enquanto caminhava até a calçada — Carro estúpido... Adalyn está morta... — No meio do caminho, ela teve de começar de novo, andando como um pinguim. — Foda-se Sadie... Veremos se eu depilarei de novo ... — Hum, Lake, o que você está fazendo? — Perguntou Adalyn. Lake olhou para cima a partir do chão até a porta da frente, onde viu Adalyn, Mary, Elle, Chloe, Nero, Amo e Vincent olhando para ela como se fosse um show de horrores. Fechando rapidamente as pernas, ela levantou-se em linha reta. — Nada... O que vocês estão fazendo? — Bem, nós tínhamos certeza de termos ouvido uma bomba — disse Vincent, olhando para o carro dela. — Não, ele faz isso — Lake respondeu, rindo e esperando que fosse o fim da conversa. Amo cruzou os braços. — Será que ele fez isso, também? Ela olhou para a enorme nuvem de fumaça. — Sim, totalmente normal. Todos eles só continuaram a olhar para ela como se fosse mais um show de horrores. Adalyn veio até ela. 148


— Você está bem, Lake? — Sim. O que você está — ela deu um tapa na mão de Adalyn para tirá-la fora de sua testa, fazendo — Ow! Pare com isso — Lake fechou os olhos para o sol brilhante e tirou seus óculos de sol de volta para baixo quando ela bateu mais forte na mão de Adalyn. Adalyn balançou a cabeça. — Algo está errado com você. Por que os pés cobertos de Band-Aids? Lake olhou para seus pés. Ela teve que cobrir todas aquelas bolhas, desde a noite anterior e foi a única coisa capaz de colocar em seus pés depois dos saltos. — Seus pés vão eventualmente se acostumar a estar em saltos — Mary entrou na conversa. Adalyn riu. — Ela não usa salto alto. — Eu tenho um velho par de sapatos — Lake concordou. Mary continuou: — Eu tenho certeza que elas vieram de alguns gravemente altos. Nero bateu levemente o braço de sua irmã com o seu para calá-la. Lake podia sentir todo mundo olhando-a para cima e para baixo novamente, e da forma como Vincent estava fazendo isso a fez se lembrar dos olhares que ela tinha recebido de homens no cassino. Ela precisava desesperadamente parar de chamar a atenção para ela. — Alguém, por favor, pode me dizer o que está acontecendo? 149


— Oh, sim, vamos às compras! — Adalyn revelou, sorrindo. — Até eles? — Disse Lake, apontando para os três rapazes. Por favor, diga não. Por favor, diga não. Mary suspirou, revirando os olhos. — Sim. Lake perguntou se ela ficaria como uma puta, se simplesmente se virasse e começasse a ir embora. Talvez eu possa suavizar a conversa e arranjar alguma maneira de sair dessa. Ela sempre se sentiu deixada de fora quando ia fazer compras, porque ela nunca poderia comprar roupas e quando ela comprava algumas novas que tinham algum estilo, Ashley sempre as roubava. — Vocês não precisam de mim. Já há número suficiente de pessoas — Ela fez-se sorrir antes que se virasse. — Não, você está indo com a gente, Lake. Por que você está estranha? — Disse Adalyn, agarrando-lhe o braço para detê-la. Lake não sabia como responder. — Você está sendo estranha! — Não, você está sendo malditamente estranha! — Não, você está loucamente estranha! — Ela disse. As duas continuaram a discutir, mas elas estavam claramente jogando uma com a outra, rindo.

***

Vincent olhou para as duas meninas, balançando a cabeça. — Elas são sempre assim? — Elle sussurrou. 150


— Elas não são realmente loucas uma com a outra, são? — Chloe sussurrou ainda mais baixo. Mary olhou de soslaio. — Eu não sei. Eu não posso ver se ela está louca sob os grandes óculos de sol. — Foda-se. Eu não vou. Vocês dois podem levá-las — disse Amo, a Nero e Vincent. — Não, nós vamos estar em um número muito menor — Nero ordenou. Vincent podia sentir sua raiva começar a ferver, embora a voz dentro de sua cabeça estava tentando dizer-lhe para se acalmar. Ele estava ficando com uma dor de cabeça de toda a discussão e olhar para as longas pernas de Lake não estava ajudando seus pensamentos. — Vocês duas são estranhas, porra. Agora, podemos ir? — Vincent rugiu. — Nossa, Vincent, você não tem que ser tão direto — disse Adalyn, colocando a mão em seu quadril. Ele teve que tomar uma respiração longa e profunda. Acalmando a porra antes de assassinar sua irmã.

***

— Sim, Vincent, você não tem que ser tão direto — Lake imitou sua amiga, sorrindo. Ela poderia dizer que ele estava prestes a explodir, mas se ela estaria presa com ele o dia todo, ela pelo menos, iria se divertir. 151


Mary cobriu a orelha mais próxima a ele. — Eu concordo. Você gritou bem no meu ouvido. — No meu, também — Chloe acrescentou. Elle virou para olhar para Vincent. — Você deve tentar tomar algumas respirações profundas. Nero rapidamente pegou Elle e começou a arrastá-la para o carro, longe do alcance de Vincent. — Hora de ir. Esqueça, isso poderia ser tão divertido, Lake pensou quando olhou para o rosto de Vincent. A criança dentro dela queria mostrar a língua para ele pelo olhar sujo que ele estava lhe dando. Todo mundo sabia que Adalyn poderia fugir, mesmo que ele fosse um psicopata, mas seria um período muito curto e inexistente para todos os outros. Nero abriu o banco de trás de um Cadillac Escalade preto para que elas pudessem entrar. Ele parecia novo e era enorme, com três fileiras de assentos. — De quem é esse carro? — Disse Adalyn em reverência. — Lucca — respondeu Mary. A boca de Adalyn caiu aberta. — Por que ele iria deixar alguém pedir emprestado? Minha mãe não iria deixar tocá-lo. É tão lindo. Vincent deu a sua irmã um pequeno empurrão. — Bem, isso é bom saber. Lake olhou para o rosto de Amo, rapidamente sabendo como se sentia sobre a conversa depois da vez de Chloe entrar. 152


— Ele sabia que um grupo de nós estávamos saindo e nós poderíamos usar um grande SUV é tudo — Nero respondeu. Mhmm... certo. Ela sentiu a maneira como Nero havia dito, para esfriar o ânimo esquentado de Amo. Lake rapidamente fez as contas. — Adalyn, vamos levar o seu carro, uma vez que não há lugares suficientes e eu preferia não ser esmagada. — Eu... se Nero e Elle sentarem na frente, em seguida, Mary terá que se sentar ao lado de um de vocês dois — disse Chloe para Vincent e Amo. — Mas isso vai deixar-me esmagada ao lado de outra pessoa — Ela ainda não tinha chegado no carro, no entanto, claramente preocupada que alguém acabaria por tocá-la. — Foda-se. Estou dirigindo meu carro — Amo triunfou em direção ao seu veículo. — Eu vou com você — Vincent rapidamente foi atrás dele. Ela rapidamente puxou Adalyn para ir em direção a seu carro. Os olhos de Adalyn tinham se iluminado quando ela teve a oportunidade de andar na bela máquina e Lake tinha medo que ela pularia ao lado de Chloe, sem saber de seus problemas. A voz alta de Vincent tocou através de suas orelhas. — Adalyn e Lake, vocês duas irão com a gente. — Diga não, diga não — Lake sussurrou para ela, segurando um controle apertado sobre o braço da amiga quando Adalyn começou a ir em direção do carro de Amo. — Desculpe, Lake disse que não! — Adalyn gritou para Vincent. Lake revirou os olhos. 153


— Você quer que eu mate você hoje? — Faça-o! — Vincent gritou antes de bater a porta do carro.

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Capítulo Vinte e Três Nós todos não podemos ser abençoados

Lake teve que admitir, ela estava um pouco chocada de estar tendo um bom tempo no shopping. Os meninos só ficaram para trás, mantendo-se atentos sobre elas, para que ela se sentisse incomodada por Vincent. Apesar que, de vez em quando, ela olhava para trás para pegá-lo olhando para sua bunda. Ela lhe deu o eu-vejo-você-olhar, mas ele não se importou. Ele não estava tentando esconder o fato de que ele estava olhando. Na maior parte, as meninas estavam sem encontrar realmente qualquer coisa que elas gostassem o suficiente para comprar nas vitrines. Lake percebeu que isso não passou tanto tempo desde a última vez que tinham ido. Desistindo, elas foram para a praça de alimentação e tomaram uma mesa grande o suficiente para eles se sentarem. Os caras trouxeram-lhes um monte de hambúrgueres e batatas fritas. — Você sabe que eu odeio quando você faz isso — disse Nero a Elle, colocando o lanche para baixo na frente dela. — Desculpe, simplesmente não há espaço para você se sentar com a gente — Elle sorriu docemente para ele. — Você vai pagar por isso mais tarde — avisou antes que fosse e encontrasse a sua própria mesa por perto. Lake olhou para o rosto de Elle corando. — O que ele odeia? 155


Chloe riu. — Ele ainda está um pouco ferido que ela lhe disse não, quando ele pediu para sentar ao seu lado, pela primeira vez no refeitório da escola. — Você disse não a Nero? — Perguntou Adalyn, seu queixo caindo. — Sim e ele me faz lembrar todos os dias — disse Elle antes de tomar uma mordida de seu hambúrguer. — O que a fez mudar de ideia? — Perguntou Lake com curiosidade. Algo em si queria saber o que tinha alterado sua opinião sobre um homem como Nero. Ou Vincent. Elle falou em voz alta para que ele pudesse ouvir. — Eu ainda estou tentando descobrir isso. Essa não era a resposta que ela estava procurando, mas certamente não a decepcionou. O rosto de Nero fez com que todos caíssem na risada; no entanto, as risadas de Elle não duraram muito tempo. Depois que terminou de comer, elas decidiram tentar mais uma loja antes de saírem, não querendo sair de mãos vazias. Olhando através de tantos racks, Lake encontrou um vestido claro e arejado, que ela achava que seria perfeito para o verão quente. Segurando-o para cima, ela contemplou, pelo menos tentando. Pela primeira vez, ela tinha dinheiro em sua bolsa, graças à noite anterior, para que pudesse comprá-lo. Não, eu não preciso disso. — Uh, você não vai, pelo menos, experimentá-lo? É tão bonito — perguntou Mary. Lake olhou para todas as meninas olhando para ela. 156


— Isso não vai ficar bem em mim — Ela encolheu os ombros. — Aqui, você pode experimentá-lo. Ele vai ficar melhor em você, de qualquer maneira. Mary apontou o dedo para o camarim. — Deixe de ser boba e vá experimentar. Ela não esperava que ela dissesse isso. Sorrindo, Lake se dirigiu para o vestiário ainda parada no lugar quando viu Ashley e seus amigos. — Só a pessoa que eu queria ver. Sua mãe quer que você venha para casa para receber o seu presente de formatura. Tenho certeza de que meu pai gostaria de parabenizá-la, também — Ashley claramente realçou a última parte.

***

Vincent, Nero e Amo seguiram as meninas para ir encontrar Lake. Ele jurou que ouviu sua irmã dizer 'uh-oh' quando a encontrou conversando com algumas garotas. Sabendo muito bem onde isso poderia ir, Vincent foi para o lado do Lake. Estou farto de todas essas porras de cadelas... Nero levantou a mão, impedindo-o. — Mary pode fazer muito mais danos do que nós.

*** 157


Vá embora antes... Era tarde demais, quando as meninas vieram encontrá-la. — Oh, meu Deus! Será que a minha irmã, na verdade, tem mais de um amigo? — Perguntou Ashley, fingindo estar em estado de choque. — Meia-irmã — Adalyn lembrou. Lake queria desaparecer, sabendo que eles estavam todos testemunhando sua humilhação. — Eu vou vê-la mais tarde hoje. Vamos, gente. — Ela voltou para o vestiário, não querendo se estender. Ashley agarrou com força o vestido da mão dela. — Este vestido ficaria muito melhor em mim. Você não acha, lixo de trailer? Mary soou estranhamente doce quando ela falou. — Oh, querida, você realmente não achou que ficaria bem em você, não é? — Ela educadamente subiu e pegou o vestido de uma Ashley chocada. — Nós todas não podemos ser abençoadas com o corpo de Lake. Lake balançou a cabeça. — Eu-Tudo bem. Eu não quero isso. — Tudo bem. Eu não quero nada que qualquer uma tenha colocado as mãos. — Mary deu de ombros, pendurando-o para trás em um rack. Ashley seguiu com a boca aberta escancarada, seus amigos seguindo logo atrás dela. 158


— Obrigada — Lake sorriu para Mary quando seus olhos voltaram para o chão de vergonha. — De nada. — Adalyn, eu, um... realmente preciso chegar em casa — disse ela. Adalyn assentiu. — Ok, com certeza. A cabeça de Lake subiu quando ela percebeu que os meninos estavam lá. Ela desejava que pudesse ter, pelo menos, levado de volta os últimos vinte segundos para que seus olhos não ficassem rasos d’água quando ela viu o rosto de Vincent. Ela foi direto para o carro e estava grata que Adalyn o fez também. O carro ficou em silêncio por todo o caminho de volta para casa. Lake gostava de manter as coisas para si a maior parte do tempo e sua melhor amiga sabia quando era esse tempo. Quando chegaram à casa, ela rapidamente saiu, dizendo adeus a Adalyn. Lake foi para seu carro velho, querendo se retirar antes que Amo deixasse Vincent sair para recuperar o seu. Ela conseguiu fechar a porta antes que parasse na calçada e ela rapidamente colocou a chave na ignição e ligou-o, apenas para o motor não ligar. — Vamos. Não hoje! — Ela virou a chave novamente e segurou-a mais, na esperança que o motor fosse ligar. Lake bateu o volante com cada palavra que ela falou. — Foda-se você, seu pedaço de merda estúpido. Por que você não vai ligar? Ela ouviu uma batida na janela do lado do motorista. Virando a cabeça, ela viu Vincent. Calmamente, ela abriu a janela, usando o botão. 159


— Sim? — Deixe-me adivinhar, ele faz isso, também? — Ele perguntou, com um sorriso no rosto. — Sim, ele está apenas se aquecendo — Ela virou a chave de novo, de novo e de novo até Vincent estender a mão e a parar. — Tudo bem, querida, eu acho que isso é o suficiente. Abra o capô. A mão de Lake atirou fogos de artifício de seu breve toque. Ela odiava que ficasse afetada quando ele claramente não estava. Ele mal tocou na mão dela, só para deixá-la um segundo depois de ir para o capô do carro. Quando olhou para ele através de seu para-brisa, ele deu-lhe um olhar que se apressasse. Ela bateu o botão para abrir o capô, em seguida, saiu do carro. Nossa, eu não quero te segurar antes que você comece a gritar como uma garota. — Está tudo bem. Eu não preciso de sua ajuda. Vincent puxou o capô, revelando o motor. — Sim, está bem, querida. Quem ele pensa que é? Seu tom sarcástico a irritou. — Eu vejo o meu pai fazer isso o tempo todo — Ela colocou a mão no peito dele e empurrou-o de volta. Ele começou a levantar a voz. — Eu aposto que você mesmo... Lake inclinou-se sobre o capô, olhando para dentro. — Você provavelmente sabe melhor do que eu — Seu tom reduziu quando ele recuou, ainda mais para ter uma visão melhor de sua bunda. 160


— Eu acho que deve funcionar — comentou, depois de alguns minutos de bater e virar algumas coisas, tentando imitar o que seu pai fazia. — Isso parece muito, muito bom — Vincent concordou. Sorrindo, Lake voltou para o carro e virou a chave novamente. Quando ele ainda não ligou, ela voltou para o capô, perplexa. — Ele parecia que ia ligar. Eu acho que, o que você estava fazendo, estava funcionando — ele a incentivou. — Sim, você está certo; parecia que quase funcionou para mim, também — Ela se inclinou para trás sobre o capô e balançou mais algumas coisas ao redor. — Viu a coisa na parte de trás? Experimente brincar com isso. — O que, isso? — Lake inclinou-se mais para tocar um cachimbo. Vincent se moveu para ficar logo atrás dela e então, ele apontou para algo ainda mais trás. — Não, isso. Ela teve de ficar na ponta dos pés para alcançar o que ele estava apontando. — Deixe-me ajudá-la, querida — disse ele, inclinando-se sobre ela. Lake prendeu a respiração quando o corpo dele cobriu o dela. Em seguida, ela empurrou um pouco seu corpo mais perto de seu, sem saber de suas próprias ações. Os fogos de artifício voltaram, querendo mais quando ela podia sentir sua protuberância em seu traseiro. Um segundo depois, ela sentiu a mão dele ir para o topo de sua coxa, fazendo seu coração gaguejar. Quando ele foi até a parte inferior da bochecha de sua bunda revelada, graças ao seu short curto, ela saiu de sua neblina. 161


— Vincent, o que diabos você está pensando? — Ela rapidamente se virou e puxou os shorts para baixo para cobrir sua bunda novamente. Sua voz escura e rouca envolveu seu corpo. — Querida, você pode não querer saber o que eu estou pensando. Eu quero. Ela lambeu os lábios repentinamente secos e apoiou-se sobre o capô do carro, tentando colocar algum espaço entre eles. Ela não podia pensar estando perto dele. — Um, Adalyn poderia nos ver — Finalmente, ela saiu de seus pensamentos. — Eu disse a Amo para ir distraí-la — Ele deu um passo em direção a ela, cobrindo a frente do seu corpo. — Então, você sabia que isso ia acontecer? — Isto saiu mais ofegante do que pretendia, ainda querendo lutar contra a vontade de tocá-lo. Vincent esfregou o polegar sobre o lábio inferior molhado. — Querida, meus sonhos com você não foram tão bons quanto você se inclinar sobre o carro. Os olhos de Lake passaram de suas profundezas azuis-bebê até seus lábios. Ela estava tão perto de beijá-lo novamente. Ela teve sonhos sobre seu último beijo e sabia que isso só ia atormentá-la. A maneira como ele estava falando com ela a fez responder com feminilidade a cada palavra. Ela assustou-se com o quanto ela queria isso, precisava disso. Ela teve que fechar os olhos quando virou a cabeça longe do seu beijo. 162


— Não — ela sussurrou. Ele gentilmente segurou seu queixo e virou o rosto para olhar para ele. — Por que não? Eu sei que você me quer, também, querida. Lake não queria lhe contar a verdade, mas sabia que se não o fizesse, ele iria beijá-la. Vincent não era um homem que uma garota poderia dizer não. Ela teve que olhar para o seu peito, incapaz de olhar nos olhos dele. — Porque você vai me dizer que é um erro e deixar-me outra vez. Vincent deixou cair as mãos dela e deu um passo para trás, passando a mão pelo cabelo. — Você está certa; isso não é justo com você. Eu sinto muito — Ele foi para o capô do carro e começou a trabalhar nele. Ela sabia que tinha tomado a decisão certa com a rapidez com que ele tinha mudado, não importava o quanto ele se irritou. Ele, obviamente, só queria uma transa rápida dela, nada mais. Era a mesma coisa que ele recebeu de todas as outras garotas, e Lake não ia ser apenas um número para qualquer indivíduo, mesmo que ele fosse descendente dos deuses. Duvido que ele possa, até mesmo, manter mais a contagem. Ao vê-lo, ela notou que tinha visto seu pai fazer o que ele estava fazendo. — Você sabe exatamente o que está errado com ele, não é? — Sim. Meu Deus! Lake bateu em seu braço. 163


— Você é um idiota. Você fez isso para que pudesse conseguir uma melhor vista para minha bunda, não é? Vincent olhou para cima do capô do carro e deu um sorriso. — Querida, eu já avisei duas vezes para não se vestir assim e confie em mim, seu pequeno rabo apertado estava implorando para isso, nesses shorts. Ela não compreendeu exatamente o que ele disse a ela no início, ainda encontrava-se irresistível quando ele falou com ela assim. Não, ele não é! — Bem, sua irmã não me disse exatamente que eu estaria indo para o shopping com todos vocês e não sabia exatamente que o meu carro iria fazer isso, de qualquer maneira. — É este o carro que você está levando com você para a faculdade? — Ele perguntou, parecendo quase culpado. Lake olhou para o pavimento quando a percepção de que ela já não tinha o dinheiro para ir para a faculdade, finalmente, bateu nela. Ela não tinha ideia de como ia dizer a Adalyn, ou qualquer pessoa, o assunto era demasiado envergonhado de por que ela não poderia mais ir. Foi por isso ela não ia dizer a ele. — Não, é o carro do meu pai. Estou planejando conseguir um apartamento apenas uma milha perto, por isso não vou precisar de um. — Quer dizer que você está indo para a porra de uma cidade onde você não conhece ninguém e planejar ir a pé a todos os lugares? Ela não gostou do jeito que tinha saído como um grito e se ela não soubesse de nada, pensaria que ele quase se importava. — Isso ou pegar um ônibus. Ou, o que, eu vou encontrar alguém para me dar uma carona. 164


— É melhor estar brincando, Lake — ele rosnou para ela. — Não finja que você se importa comigo — Ela se virou para ir sentar-se em seu carro. Ela podia esperar até ele consertá-lo. Vincent rapidamente agarrou a mão dela para impedi-la. — Eu me importo com você, querida. Ela ainda ficou espantada com a rapidez que sua voz poderia se transformar de furioso para suave como manteiga. Olhando-o nos azuis-bebê, ela acreditava nele. — Você se importa? — Ela perguntou em voz baixa, querendo ouvi-lo dizer isso de novo. — Claro. Você é a melhor amiga da minha irmã. Foi quando o momento morreu para ela. Ele só se preocupava com ela por causa de Adalyn. Claro que não seria por minha causa. Por fim, ela entendeu a diferença entre eles. Ela se preocupava com Vincent, porque gostava dele, não porque ele era irmão de sua melhor amiga. Lake sentia-se estúpida, sabendo que ele nunca iria gostar dela com base em si mesma. Lucca havia deixado claro para ela que só os italianos poderiam estar na família e Vincent só poderia amar uma coisa: a máfia. Se ele se estabelecesse, seria com uma mulher italiana sexy, por isso, se eles tivessem filhos, seus filhos poderiam seguir seus passos. Eu só iria manchar o nome da família Vitale. Ela empurrou a mão de seu alcance. — Está consertado? — Sim. O que há de errado com você? — Nada — disse ela, tentando puxar a vara que equilibrava o capô. 165


Vincent rapidamente pegou o capô do carro. — Jesus Cristo porra, você vai cortar seus dedos fora! — Ele gritou para ela. — Que eu saiba, você só preocupa com a saúde de Adalyn, certo? Quando ele simplesmente olhou para ela sem dizer uma palavra, ela invadiu e entrou no carro, batendo a porta fechada. Rapidamente, ela virou a chave na ignição e ele finalmente ligou. Vincent mal era capaz de fechar o capô e se movimentar com segurança para fora do caminho antes que ela pudesse atropelá-lo. Caramba, meu Deus! Você não poderia ter me deixado ganhar uma vez hoje? Por sorte, o olhar em seu rosto quando ele pulou para fora do caminho deu-lhe um pouco de paz.

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Capítulo Vinte e Quatro Pesadelo na rua quatro

Ela só tentou me atropelar, merda, não é? Ela fez porra! Vincent estava fazendo a aquela garota um favor e ela não sabia. Ele não gostava de dizer-lhe que ele só se preocupava com ela, porque era a melhor amiga de sua irmã. Inferno, ele queria acreditar. “Porque você vai me dizer que é um erro e me deixar novamente. ” Essa frase tinha rasgado seu coração e ele tinha estado previamente determinado de que ele não tinha sequer um. Ela tinha um pé fora de Kansas City e quando chegasse a hora dela ir para a faculdade, não conseguiria ficar com ela. Lake nunca iria ceder em ficar e ele nunca iria ceder em sair. Claro, ele poderia jogar com ela, ter o seu caminho com ela por um tempo, mas ele podia ver o resultado de tudo isso. Vincent iria destruí-la; completamente e totalmente destruir algo precioso que já estava à beira da ruptura. Vendo como a cadela falou com ela daquele jeito no shopping, ele finalmente havia visto uma onça de por que ela tinha dito que poderia se relacionar com Chloe. Seu intestino disse-lhe que ela poderia ter essa maldade sua vida inteira e ele tinha sido muito estúpido para não vê-lo. 167


Vincent começou a se lembrar vagamente, querendo virar o carro, quando ele tinha deixado ela na casa de sua mãe. Eu deveria ter me virado. Ele estava doente com o pensamento de toda a merda que ela poderia ter passado ao longo dos últimos meses. Deixei-a lá. O lugar onde seu coração deveria estar começou a doer. Ele nunca tinha experimentado antes. Com medo, ele fechou sua consciência, não era capaz de ouvir a voz em sua cabeça explicando a nova sensação. Por isso, ele substituiu-a com aquilo que ele conhecia muito bem, aquilo que sussurrava seus desejos pecaminosos. Ele deixou o sentimento de raiva começar a assumir o seu corpo. Ficou claro; destruí-la só iria quebrá-lo e ele era inquebrável. Vincent ouviu a porta bater. Olhando para cima, ele viu o rosto furioso de Amo quando chegou em casa. — Sua irmã não cala a boca, não é? Nenhum filtro de merda. O tempo todo, eu tive que ouvi-la falar sobre o quão quente Nero e Lucca são. Ela está doente e torcida, assim como você. Ela iria foder os globos oculares de Nero e o Escalade de Lucca se pudesse. “Enquanto eu estava ouvindo e tentando não imaginar algo muito doente, merda fodido, eu olhei para fora da janela para ver se poderia dar o fora de lá e vi Lake inclinando-se sobre a porra do carro. Você estava experimentando o sonho molhado de todo homem e lá estava eu, tentando distrair a sua irmã para que você pudesse tê-la. Você fica com a imagem da doce bunda dela esta noite quando você adormecer, enquanto eu vou estar tendo um terrível pesadelo maldito sobre sua irmã transando com um Escalade verde! — Amo terminou, finalmente conseguindo abrir a porta do carro através de sua frustração. Vincent tentou não se engasgar com sua risada. — Ninguém está mais doente e torcido em um quarto do que você, Amo. Você vai encontrar algo para fazê-lo esquecer. 168


— Você fodidamente me deve alguma coisa por isso, Vince, então por que você não vai encontrá-lo para mim? — Amo gritou antes de bater a porta fechada. Que porra é essa? Pela segunda vez hoje, ele teve de esquivarse do caminho para evitar ser atropelado. Eu provavelmente merecia aquilo, pensou ele, sorrindo enquanto se lembrou quão duro ele tinha ficado ao olhar para Lake naqueles pequenos Daisy Dukes (marca do short). Ele teve de se esforçar para conseguir que ela se curva-se no capô apenas o suficiente para que o doce fundo das bochechas de sua bunda batesse para fora, mas tinha valido a pena cem por cento. Ele não conseguia mais resistir ao seu desejo de tocá-la, sua mão já ansiosa para fazê-lo novamente. Ele pensou que sua mão era macia. Mas maldição, suas pernas e bunda eram as coisas mais suaves que eu já senti. Ele havia tocado muitas mulheres, mas nenhuma tinha sentido como ela e ele não tinha ideia de como era possível. Talvez ela tivesse uma doença em que só podia crescer o cabelo em sua cabeça? Querendo saber se a doença ainda existia o fez curioso para saber exatamente o quão suave ela era em outros lugares. É claro, que o fez totalmente desejar manter sua consciência escondida para sempre e jurar a Lake quando ele só tinha feito isso nem mesmo cinco minutos antes. Claro, nós iríamos bater e queimar juntos, mas ele se sentiria bem pra caralho, sua voz sinistra sussurrou-lhe. — Eu realmente sou doente e fodido — ele disse a si mesmo.

***

Lake tentou reunir coragem para caminhar através da porta da frente. Ela já havia passado por muita coisa e não sabia quanto mais ela poderia tomar. 169


Girando o botão, ela entrou na casa de horrores. — Aqui está meu bebê, já está toda crescida! — A mãe correu para ela, dando-lhe um abraço. — Eu sinto muito que eu não pude estar lá, mas eu tenho algo para compensar isso. — Oh, obrigada, mãe — Ela tentou soar tão entusiasmado quanto podia. Quando sua mãe arrastou-a até a cozinha, ela viu John e Ashley sentados à mesa, comendo comida chinesa enquanto atiravam seus olhares enojados pelas costas de sua mãe. Depois que sua mãe deu-lhe um saco de presente grande do balcão da cozinha, Lake observou a mãe praticamente arrebentar pelas costuras em antecipação para que o abrisse. Ela ia ter que agir muito animada para o que estava na sacola. Se puxasse o papel de seda, ela podia ver o conteúdo. E, literalmente, matou ter que puxá-lo para fora da sacola e revelá-lo a John e Ashley. Agarrando as tiras da muito cara, muito grande sacola, ela puxou-o para fora. — Mãe, isso é demais. Obrigada — Ela sorriu tão grande quanto podia, dando-lhe um abraço. Olhando para o rosto deformado de John, ela temia a tempestade que se aproximava. — De nada, querida. Eu sei que você não gosta de mochilas e eu pensei que você poderia colocar seus livros nele para a faculdade. Parabéns! — Sua mãe lhe deu outro grande abraço. — Bem, ela é perfeita. Obrigada — Ela precisava acabar com isto e dar o fora de lá. Ashley não estava nem mesmo tentando esconder seu desgosto e inveja nesse ponto. — John? — Sua mãe cutucou. 170


— Parabéns — Ele lambeu os dentes da frente. — Eles esqueceram meus reforços novamente. Eu preciso de você para voltar e pegá-los. Merda, merda, merda. Ela tinha que pensar em algo. — Ok, eu já volto, querida — sua mãe lhe disse. — Na verdade, eu tenho que voltar. De volta para casa do meu pai, ele está esperando por mim — Ela tentou se certificar de que John tinha entendido, enfatizando a parte do pai. Ele não ia ser capaz de segurá-la e torturá-la naquela noite, porque seu pai estava esperando ela, mas estava certa de que ele iria fazê-la pagar dez vezes por isso pelo olhar em seu rosto. — Isso é bom, querida. Você pode me contar tudo sobre a graduação na sexta-feira. Lake soltou um suspiro de alívio imperceptível quando colocou a bolsa de volta para a sacola de presentes. — Lix-Por que você não vai levar isso para o seu quarto. Dessa forma, ele vai ficar bom e novo para quando o semestre começar — John disse a ela. Ela engoliu o nó na garganta. — O-Ok. Volto já, mãe. Podemos caminhar juntas. Tão logo Lake saiu animada na cozinha, ela caminhou o mais rápido que pôde, sem correr. Rapidamente, ela subiu as escadas e o corredor. Ela levantou-se para recuperar a escada, mas apenas as pontas dos dedos poderiam alcançar. — Eu pensei que você precisasse de treino extra. Você estava ficando muito boa nisso pelo que eu vi da última vez — disse Ashley, vindo por trás dela. Ela virou-se e estendeu o saco. 171


— Basta ir em frente e tomá-lo. — Não é muito divertido quando você acabou de dar para mim. Lake colocou o saco de volta para seu lado quando Ashley não iria levá-lo. No momento em que ela fez, Ashley o arrebatou das mãos dela. — Na verdade é, cadela — Ashley começou a rir. — Boa sorte ao entrar em seu quarto de merda agora. Lake a observou andar alegremente para o seu quarto com o presente na mão. Ela sabia que não ia ser capaz de mantê-lo e a verdade era que ela nem sequer queria. Presentes faziam todo o resto do mundo tão feliz, mas para ela, eles só causavam medo. Quanto melhor o presente, mais medo ela tinha. Naquela época, ela decidiria correr, não se importando se alguém fosse ouvir. Ela precisava chegar no térreo antes que sua mãe fosse embora. Quando Lake chegou ao topo da escada, ela sabia que era tarde demais. John estava esperando por ela na parte inferior. Se ela não tivesse que trabalhar, ela teria se virado e se trancado no sótão. Não tinha uma escolha, ela lentamente desceu os degraus. Cerca de quatro degraus em cima de John, ela parou de se mexer e começou a orar em silêncio em sua cabeça. — Eu tenho planos para você neste fim de semana; grandes pilhas de merda que só a escória do lixo de trailer pode limpar. Eu possuo você e vai descobrir o quanto eu possuo você em poucos dias. Eu compensarei o tempo todo que perderei quando você for para a faculdade. A única coisa que vai ajudá-la a passar por isso é o pensamento de que o pedaço de merda do seu pai faria a sua mãe se ele descobrisse como foram tratadas. O que você acha desses animais que pensam que sua merda não fede fariam com ela? Eu sei que você é uma retardada inata, mas tenho certeza que você me 172


entende, não é? — Ele diminuiu na última frase, como se estivesse falando com um bebê. Lake lembrou por que ela teve que permitir que John a torturasse e por que ela teve que manter isso em segredo todos esses anos. John estava certo; se ela contasse a seu pai ou Adalyn, a máfia viria para sua mãe e a mataria. Não havia nenhuma dúvida sobre isso. Sua mãe era sua família, sua carne e sangue e ela faria o que precisasse ser feito para manter sua família segura. Ela olhou para o chão em derrota. — Sim, John — Lake tentou muitas vezes sair dos pesadelos da Rua Quatro nos fins de semana, mas todas as suas desculpas seriam um desperdício se sua mãe telefonasse para o pai, para reclamar. As questões levantadas sempre sobre por que ela não queria ir, perguntas que ela nunca poderia responder. Ele olhou para ela por mais um momento para instilar o medo do que estava por vir antes de andar para o lado. Uma vez que ele se moveu, não demorou dois segundos para Lake correr o mais rápido que podia, descer as escadas e sair pela porta. Atrapalhada com a maçaneta da porta do carro, ela finalmente conseguiu entrar e trancar as portas atrás dela. Colocando o rosto entre as mãos, ela começou a chorar, pedindo a Deus, por que eu? Por que eu...?

— Por que, meu Deus? — Lake calmamente gritou para si mesma enquanto esfregava o banheiro. Ouvindo a porta do banheiro aberta atrás dela, ela levantou a cabeça para trás para ver John.

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— Porque você é a porra de ninguém; é por isso. Agora pare de chorar, porra. Deus não vai te ajudar. Ela cobriu a boca, tentando sufocar o grito prestes a sair de suas palavras pejorativas. John foi até o banheiro, no balcão e bateu as mãos para baixo o mais forte que podia, assustando Lake, ela estava mortalmente silenciosa. — Saia de cima. É exatamente por isso que eu fiz você se mudar para o sótão. Estou cansado de ouvir e olhar para nada além de um pedaço de merda. Vá! — Ele gritou com ela. Levantando-se e correndo o mais rápido que podia, ela desceu o corredor, parando apenas quando percebeu Ashley em uma escada da garagem. Andando vagarosamente, ela assistiu Ashley usar uma tesoura para cortar a corda branca que era usado para puxar as escadas do sótão para baixo para seu novo quarto. Ashley finalmente tomou conhecimento dela e estendeu a corda, mostrando-lhe o quanto ela tinha cortado. — Eu pensei que era um pouco longa demais. O que você acha agora? Lake enxugou as lágrimas que corriam pelo seu rosto sem darlhe uma resposta. — Você está certa, cadela. Isto precisa ser um pouco mais descolado. Agora está fodidamente bem e alto; você pode fazê-lo — Ashley parecia enlouquecida quando ela disse 'bem e alto', quando cortou mais um centímetro. — Perfeito. Ela observou Ashley subir de volta a escada e movê-la para fora do caminho. — Vá em frente, eu quero ver o quão alto você pode saltar — Um sorriso de escárnio mal apareceu em seu rosto. 174


Lake apenas ficou lá. Ela não ia deixar Ashley assistir. — Você quer que eu ligue para a porra do meu pai? Tenho certeza de que ele gostaria de assistir a isto, também — Quando Lake não se mexeu mais uma vez, ela começou a gritar — Pa... Lake moveu-se rapidamente em direção à corda, não querendo que John a visse, também. Mais lágrimas corriam dela quando saltou para recuperar a corda. Ela falhou nas primeiras vezes, o que tornou ainda mais difícil agarrá-la depois que começou a balançar para trás e para frente em cada tentativa fracassada. O riso sádico de Ashley tocou em seus ouvidos, juntamente com as palavras. — Mais alto. Salte mais alto, cadela... Lake enxugou o rosto manchado de lágrimas com as costas das mãos, chegando à conclusão de que rememorar suas torturas passadas não ia ajudá-la a parar de chorar e chorar não ia resolver nenhum dos seus problemas. Ela tinha que se recompor e trabalhar naquela noite, se ela quisesse resolver seu maior problema. Para uma menina de dezoito anos de idade, era triste pensar que a única maneira que ela poderia salvar a si mesma e a de seu pai, era trabalhar em um cassino de sexo. Às vezes, a vida simplesmente não era justa.

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Capítulo Vinte e Cinco Era uma mãe ou filha desta vez? Ou foda, eram Ambas?

O segundo dia de trabalho não foi mais fácil do que o primeiro. Seus pés ainda estavam doloridos do dia anterior e sair detrás da cortina vestida como uma coelhinha da Playboy ainda a assustava. Levou metade de seu turno para que ela se acostumasse com a coisa toda de novo. Fazendo sua ronda, ela foi para uma mesa de pôquer. Segurando seu bloco e caneta, ela anotou os pedidos dos homens, enquanto rapidamente ia ao redor da mesa. — Posso pegar alguma coisa? — Ela perguntou ao homem no final, enquanto anotava o último pedido. Normalmente, ela não tinha que perguntar quando estava em uma mesa de pôquer; eles rapidamente cuspiam o que queriam e ela nunca teve mesmo de olhar para cima. — Então é verdade. Eu tenho que dizer, quando eu soube o que aconteceu, não acreditei que você teria a coragem de trabalhar aqui. Ela nem sequer precisou olhar para cima de seu papel para saber de quem era a voz assustadora escura. Atordoada, ela não sabia o que dizer quando olhou para os terríveis olhos azulesverdeados. — Não se preocupe, querida. Estou tão chocado quanto você — disse Lucca, olhando para a sua transformação.

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Sentindo-se constrangida e autoconsciente de sua roupa reveladora, ela queria ir para longe. — P-Posso te trazer alguma coisa? Lucca olhou para as suas cartas, em seguida, deslizou uma enorme pilha de fichas no meio da mesa — Vou querer alguns Jack, querida. Indo para o bar, seu coração começou a acelerar, imaginando quem sabia sobre sua dívida. Quem mais sabe? E se Adalyn descobrir? Tentando acalmar os nervos, ela agarrou a enorme bandeja de bebidas. Não derrame! Ela tremia tanto que os líquidos foram respingando descontroladamente. Tomando uma enorme respiração profunda, ela voltou para a mesa de pôquer e entregou as bebidas. Quando ela pousou o líquido escuro na frente de Lucca, ele nem sequer olhou para cima de seu jogo. Obrigado. Saindo fora de lá, ela foi para a sua próxima mesa. A noite continuou e cada vez que ela visitava a mesa de pôquer de Lucca, ele não dispensou a ela nenhuma atenção. As únicas palavras que ele falou para ela era para encomendar um novo copo de Jack, mas não olhou para ela nenhuma vez. Ela estava além de grata por isso e depois das primeiras vezes, ela não lhe deu atenção, bem, esquecendo o fato de que ela o conhecia como o subchefe. Droga, ela nunca teria pensado nisso, mas preferiu servi-lo sobre todos os outros, uma vez que ele nunca olhou para a bunda dela ou peitos. Indo uma vez mais de volta à mesa de pôquer, ela percebeu como a enorme a pilha de fichas de Lucca tinha aumentado. — Gostaria de um algo mais para beber?

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— Não, obrigado, querida — disse ele, levantando-se. Chegando no bolso de trás da calça jeans escura, ele puxou um maço de dinheiro preso em um clipe de prata. Lake olhou para ele em choque quando ele puxou cinco notas de cem dólares do clipe. Ela não sabia como levá-lo. Ninguém lhe tinha dado uma gorjeta tão grande ainda, especialmente, não alguém que só tinha bebido uma garrafa de Jack. — Pegue-o, querida — disse ele, trazendo-o para mais perto dela. Quando ela finalmente tomou as contas, ele parou. — E você não precisa guardá-los em suas tetas. Não é por isso que eu estou dando-lhe o dinheiro. — Obrigada — disse ela em descrença quando ele começou a arrumar as suas fichas. Quando ele não disse mais nada, ela voltou para o bar. O que diabos aconteceu?

***

Vincent foi até o escritório de Lucca, perguntando por que ele lhe pedira para ir lá. Caminhando, viu que Nero e Amo já estavam lá. Isso é ou vai ser realmente bom ou realmente muito ruim. — Será que você tomou de tempo suficiente, porra? — Lucca perguntou quando ele acendeu um cigarro. — Desculpe, eu estava ocupado. Lucca olhou para o seu cabelo molhado.

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— Sim, eu posso ver isso. Era uma mãe ou filha desta vez? Ou foda-se, eram as duas coisas? Vincent se sentou e sorriu para ele. — Esta não tem uma mãe ou pai; ela teve alguns problemas de pai biológico. Nero e Amo apenas balançaram a cabeça. — Deixe-me adivinhar, você ajudou a resolver seus problemas em dez minutos? — Lucca bateu suas cinzas em um cinzeiro. Mais como uma hora. — E quanto a questões da Lake? Você já as resolveu? — Continuou. — Sim, ele consertou o carro dela, logo depois que ele olhou para a bunda dela enquanto ela tentava consertá-lo. Você ainda me deve por isso — Amo estava claramente bravo ainda com ele. — Eu disse da última vez, Lucca; Lake não é minha. Ela terá ido em alguns meses e você não terá que ouvir a sua boca mais. Será como se você nunca fosse vê-la, de qualquer maneira — Vincent estava se agravando, não entendendo porque Lucca se importava tanto. — Isso vai ser vergonhoso. Eu estava esperando que o carro fosse quebrar novamente. Você acha que poderia conversar com Elle para pedir-lhe para ir às compras de novo? — Amo perguntou a Nero. Nero olhou estupidamente. — Você realmente só está me pedindo para que Elle faça compras, na esperança de que você vá ter sorte que seu carro quebre de novo? Amo deu de ombros. 179


— Quero dizer, com aquele carro, gostaria de ter certeza de que isso aconteceria. Vincent apertou os braços da cadeira, fazendo com que os dedos ficassem brancos. Ele ficou com mais raiva ao ouvir Amo; no entanto, ele não poderia torcer o pescoço dele na frente de Lucca, não importava o quanto ele quisesse. Se o fizesse, teria parecido que ele tinha sentimentos por Lake. O único sentimento que eu tenho por ela é que quero fodê-la. Era quinta-feira à noite e depois de ter consertado o carro dela na segunda-feira, ele havia evitado com sucesso ouvir a sua consciência por alguns dias. Ele não estava pensando em voltar atrás, também. Ele sabia o que a voz razoável em sua cabeça ia dizer. Lake, Lake, Lake, Lake e minha outra cabeça já está dizendo o suficiente. Uma vez que ele tinha o seu pau sob controle, ele iria ver que merda Lake estava fazendo com a sua família. Algo, no fundo, o assustava, porque temia, uma vez que ele descobrisse a verdade, tirá-la de sua cabeça não seria fácil. Ultimamente, ele havia se tornado um otário com meninas indefesas e ele culpou Nero por isso. Ele precisava fazer isso estrategicamente e porque ele precisava manter Lake fora de sua mente, então cuidaria de seus problemas pelas costas. Ele não tinha necessidade de envolvê-la, vê-la, ou falar com ela. Lucca tragou e colocou seu cigarro para baixo um último momento e o apagou. — Eu vou dar-lhe um novo trabalho para fazer, já que vocês dois gostam claramente de olhar para bundas durante todo o dia — Ele acenou para Vincent e Amo. — Considere isso um presente de formatura. Encontre-me amanhã, no cassino e eu vou dizer-lhes lá. Vincent, Nero e Amo saíram de seu escritório e foram para a sala de estar da casa Caruso. Olhando para Nero, Vincent sentiu sua angústia. 180


— Você não parece muito feliz. Nero balançou a cabeça. — Isso não parece certo para mim. Meu irmão está planejando alguma fodida coisa. — Eu acho que ele realmente quis dizer o que ele disse e porra, eu seria grato por olhar para alguns rabos quentes durante todo o dia — disse Amo. Vincent sorriu, olhando para o que estava por vir. Ele realmente gostava de assumir novos postos de trabalho. — Ele disse que é um presente de formatura, homem. — Eu não gosto disso — Nero resmungou.

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Capítulo Vinte e Seis Não eram verdadeiramente algumas coisas que você não poderia ver.

Vincent abriu a porta que dava para o próprio céu. Sua boca abriu ao ver todas as mulheres em lingerie sexy. Não havia nada como bundas sexy e milhares de dólares que estavam sendo jogados ao redor. — Merda santa, isso é real? — Disse Amo em reverência. — Eu acho que estou no céu. Você acha que este é o lugar onde os homens da família vem para morrer? — Perguntou Vincent, observando uma mulher balançar em um poste. — Este é o fodido inferno; isso é o que é. Eu ainda não fodi como isso — Nero parecia chateado. Vincent e Amo olharam para ele como se ele fosse mais louco do que merda. — Elle vai me assassinar, porra. Eu não vou trabalhar aqui. Eu vou matar Lucca por isso — A raiva de Nero só cresceu quando ele se virou para voltar. Amo rapidamente o agarrou. — Você vai e reclama com Lucca sobre um trabalho e vai demorar anos para que você possa mover-se para um Capo. Trabalhos até aqui não são dados aos homens que ainda não foram feitos por um ano. Não estrague isso para nós, cara. Você é filho do patrão e irmão do subchefe. Ele vai puxar-nos todos para fora se você for. 182


Nero empurrou suas mãos longe dele, balançando a cabeça em concordância. Obrigado, Deus. Vincent estava preocupado que seu amigo fosse foder com esse trabalho e ele não tinha certeza se ele jamais poderia perdoá-lo se ele tirasse esse pedaço do céu logo depois que ele finalmente tinha conseguido isso. Seus olhos foram atraídos para um rangido quando uma mulher deslizou para baixo do poste lentamente enquanto fazia as divisões. — Não, não posso faze-lo — Nero se virou. Neste instante, Vincent o agarrou. — Por favor, cara, estou te implorando. Este é o trabalho mais fácil e mais bem pago que já tivemos. Tudo o que temos a fazer é ficar contra a parede e nos certificarmos de que ninguém ponha a mão sobre as meninas, a menos que eles paguem. Não é como se você dissesse a Elle sobre os postos de trabalho que você tem, de qualquer maneira. Este não será diferente — Quando Nero não pareceu que ia ceder, Vincent decidiu jogar sujo. — Quem te ajudou todos aqueles fodidos meses que sempre olhou para Elle? Nós. Agora, pelo amor de Deus, homem, nos ajude. Pelo menos deixeme foder um par delas. Por Favor. — Porra! Vocês dois filhos da puta, é melhor rezarem para ela não descobrir sobre isso — Nero ainda não estava feliz. Uma coisa estava clara, ele pensou quando olhou em seus arredores, eu vou precisar agradecer Lucca e a Deus. Querido Pai da Máfia, obrigado por me deixar no céu da máfia. Nero olhou para Vincent enquanto sussurrava para si mesmo. — Foda-se, Vincent; Você está orando de novo? 183


***

Lake realmente desejava que tivesse ido ao banheiro antes que tivesse se vestido com as roupas apertadas que estavam cortando a circulação. Ela trabalhou por quase uma semana completa, fazendo-a se sentir um pouco orgulhosa. Bem, tão orgulhosa como podia por começar a trabalhar aqui. Felizmente, Sadie manteve o mesmo estilo de roupa, gostando de toda a aparência inocente sobre ela. Naquele momento, ela usava um espartilho no leve tom de rosa que tinha um arco de seda preta entre os seios emparelhado com rosa claro, shorts despojados com babados que pareciam sempre serem menores que as meias pretas com laços de seda preta para combinar. Ela ainda tinha que usar os mesmos enormes saltos pretos, mas seus pés estavam finalmente se tornando insensíveis e usados para a coisa toda como Mary havia dito. A semana tinha sido muito dura com ela. Ela trabalhava até a morte, em seguida, indo direto para casa para dormir e repetir a coisa toda de novo. Parecia que a vida tinha sido sugada para fora dela, não seria capaz de reconhecer a pessoa olhando por trás no espelho. A última vez que Lake tinha visto o pai dela foi quando tinha ido ao escritório de Dante. Ela ligava todos os dias, mas ele sempre enviava uma mensagem de texto dizendo que iria vê-la mais tarde. Ela estava preocupada de que algo pudesse estar errado com ele, então tinha decidido ir ver Dante após sua mudança para perguntar sobre ele. Ela também não tinha gastado mais do que, talvez, vinte dólares de suas gorjetas, então ela planejou dar todo o seu dinheiro da gorjeta para Dante para ajudar a saldar a dívida de seu pai. Lake pensou que se ele tivesse todas as suas gorjetas sobre seu salário, ela 184


não estaria trabalhando para ele pelo resto de sua vida. Ela ia fazer o que fosse preciso para pagar-lhe o mais rápido possível, mesmo que isso significasse viver com moedas de dez centavos e níqueis no processo. Ela estava acostumada, de qualquer maneira. Certificando-se de que sua maquiagem e cabelo cheio pareciam adequados, ela foi para a frente do enorme camarim, com a necessidade de usar o banheiro antes de seu turno. Virando a esquina, ela correu para a direita e colidiu em dois corpos que estavam bloqueando a porta do banheiro. — Desc... — Puta merda. Lake? — Amo não conseguia manter os olhos longe de todos os lugares, exceto seu rosto. Oh, não. — Merda — Nero furtivamente deu uma batida na porta do banheiro. Oh, não. Lake precisava escapar. Ela tentou passá-los rapidamente para correr para o banheiro antes que ela vomitasse o pouco de comida que ela tinha em sua barriga. — Querida, você realmente não quer ir para lá — Amo mudou-se para bloquear completamente a porta. Ele está chegando! Rapidamente, ela colocou a mão sobre a boca para não vomitar. — Oh, foda-se — Amo se esquivou fora do caminho como se ele pesasse cem quilos. — Vindo! — Nero gritou, dando-lhe passagem.

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Lake rapidamente abriu a porta, a mão caindo para o lado, juntamente com sua boca. — Vincent? — Ela piscou os olhos algumas vezes, esperando que fosse apenas uma ilusão terrível. Vincent puxou a boca longe da mulher chupando os lábios e fechou o zíper da braguilha. — Lake? — Ele virou-se, revelando uma loira-platinada com enormes e despidos peitos perfeitos que poderiam golpear os olhos. — Kim? — Ela desejou que ela dissesse o nome dela ao olhar para o rosto dela. De todas as meninas lá, Kim era uma biscate, nem mesmo dando Lake a hora do dia. — Ela é sua namorada? — Kim perguntou a Vincent. Vincent ficou lá em estado de choque, claramente sem saber se deveria estar mais surpreso com a situação ou o fato de que Lake estava vestida como uma estrela pornô quando ele a olhou de cima a baixo. — Não e eu duvido que ela vá ser agora — Amo murmurou por trás delas. — Eu tentei avisá-lo, caralho — Nero disse a ele. Lake sentiu que o mundo começava a girar quando a bile subiu mais uma vez de seu estômago. — Eu acho que eu vou... Kim desfilou em direção a ela, amando o fato de que ela poderia mostrar os peitos a três homens de boa aparência. — Dê o fora daqui, novata. Estamos ocupados. Lake não poderia mais pensar ou segurar o mal estar para baixo em seu estômago. O alvo infeliz? Dois enormes seios. 186


Um grito agudo encheu o ar. Havia realmente algumas coisas que você não podia prever.

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Capítulo Vinte e Sete Querido Pai da Máfia, foda-se.

Kim continuou a gritar com todos os seus pulmões. — Eu sinto muito, eu não... — Lake cobriu a boca de novo, com medo de que se não fizesse, a sensação de tontura continuasse. Vincent correu para pegar Lake e segurá-la. Ele a trouxe até a pia onde rapidamente ligou a água fria e colocou a mão debaixo da água corrente. — Sua puta do caralho! — Kim continuou a gritar. — Querida, você precisa se acalmar, porra — A voz de Vincent virou letal. — O que diabos está acontecendo a... — Sadie espremeu por um Amo histericamente rindo e Nero. — Oh, querida. — Você vê o que essa cadela fez para mim? — Kim começou a tremer, sem saber como limpar a porcaria de seu corpo. Sadie caminhou até ela e cadela deu um tapa no rosto dela. — Cala a boca, porra, antes que eu enfie meu calcanhar de stripper em sua garganta. Essa não é a coisa mais nojenta que já pousou em seus peitos falsos e não será a última. Temos chuveiros por uma razão. Sinta-se confortável lá, porque na próxima semana, você vai ser fodida pelos homens mais sujos que andam através das portas. 188


Kim segurou o lado esquerdo de seu rosto, que estava marcado de vermelho enquanto corria para fora. Sadie virou-se para Amo. — Você se importa de conseguir um pouco de suco da geladeira? Obrigado, querido. Amo balançou lentamente a cabeça por um momento, atordoado, antes que ele saísse. Recebo a coisa toda da ‘chefe de escavação' agora. Sadie veio para uma ainda zonza Lake, os saltos não estavam ajudando a situação e começou a esfregar suas costas. — Você está bem? Lake conseguiu acenar antes que Amo voltasse para lhe dar um pouco de suco. Ela tomou um gole do líquido e sentiu um pouco da sua força voltar a vida. — Sinto muito, querida. Eu só posso dar-lhe cinco minutos antes de você precisar estar lá fora. Lake poderia dizer a Sadie que se sentia mal. — Eu sei. Está certo... Vincent falou por ela. — Não, não está. Ela não pode estar em um trabalho como este. Vá encontrar alguém para substituí-la. Sadie balançou a cabeça. — Eu realmente não posso. Não tenho como fazer isso. Nenhuma das minhas meninas estão indo para o trabalho de graça — Ela começou a se afastar. — Eu vou tentar dar-lhe dez, querida.

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Ela tomou um gole maior que o tempo. Oh, Deus. Tudo o que tinha acontecido estava finalmente afundando. — Lake, que merda ela quer dizer com isso? E por que diabos você está trabalhando aqui? — Isso não importa — Ela se afastou Vincent, percebendo que ele estava segurando-a o tempo todo. Sua voz rouca a fez se lembrar o que diabos ele estava fazendo lá com Kim poucos minutos antes. — Sim, importa — ele rosnou, voltou a agarrá-la novamente. Lake moveu a mão para fora de sua direção como se fosse uma praga. — Não me toque, após o que eu vi. O que você veio fazer aqui? Ou isso é uma pergunta idiota? — Nós acabamos com o nosso primeiro turno, porra. Trabalhamos aqui agora. Primeiro turno? — Quer dizer que você está trabalhando aqui há um dia, e você já estava se enroscando no banheiro? Quem era Kim, a quinta? — Não, ela não era, caralho! Acabamos de terminar o nosso turno há cinco malditos minutos atrás! Nero começou a tossir e dando-lhe um sinal de 'cala a boca'. Lake esperava que a dor em seu rosto não fosse visível para ele; ela estava cheia desse jogo. Você ganhou, Vincent; de uma vez por todas. — Você poderia simplesmente ir? Como se isso não fosse humilhante para mim o suficiente — Ela pegou o enxague que continuava em cima do balcão e tentou o seu melhor para queimar 190


a sobra do mal estar, bem como o gosto horrível na boca de vê-lo com Kim. Agora, ele falou mais calmo, porque não tinha sido capaz de esconder a dor em suas profundezas castanhas. — Eu não vou embora até que você me diga por que está aqui embaixo. Lake jogou fora a toalha de papel que ela tinha usado para esfregar os lábios, esperando que os germes do beijo de Vincent de meses atrás estivessem fora dela. — Tudo bem, eu vou embora. Nero e Amo bloquearam a porta com o comando de Vincent. — Eu tenho que voltar ao trabalho, Vincent! — Ela estava cansada de seus jogos. Ele não dava a mínima para ela e ela tinha perdido todo o sentimento por ele, no momento em que ela entrou pela porta do banheiro. — Diga-me por que e você pode ir. Eu odeio-o tanto! Sua mágoa e fúria fizeram ela derramar tudo. — Porque Dante ia matar meu pai por lhe dever tanto dinheiro. Eu não tive escolha! — Querida, por que fez... — Não me chame de querida nunca mais. Se fizer isso, eu juro que será a última palavra que você falará comigo — Essas palavras fizeram sua pele arrepiar depois que ela o ouviu chamar Kim assim. Vincent passou a mão pelo cabelo grosso, tentando manter a calma. 191


— Eu poderia ter ajudado você, Lake. Por que você não me contou? Lake balançou a cabeça, tentando não chorar. — Não, você não poderia. Ele tentou ir para ela novamente. — Sim, eu poderia. E eu vou. Você não sabe quem é o meu p... Ela deu um grande passo para trás de seu abraço. — Seu pai foi quem me colocou aqui, Vincent. Ninguém mais pode me ajudar. Agora, eles deixaram-na passar e pela primeira vez, ela foi capaz de se afastar dele.

***

Vincent assistiu Lake desaparecer como um animal ferido. Olhando-se no espelho, ele socou seu reflexo, quebrando o vidro. — Porra! — Eu mudei completamente minha mente; Porra eu amo isso aqui — Pela primeira vez naquele dia, Nero não tinha uma carranca por todo o rosto. — Depois de ver Lake projetar o vômito direto sobre essa cadela e a outra bater em sua cara, posso dizer honestamente que a minha vida está fodidamente completa. — Amo estava se divertindo tanto quanto Nero. 192


— Estou feliz que vocês filhos da puta estão amando isso — Vincent assobiou. — Sim, eu estou. Você me viu estragando tudo com Elle. Se você quer que ela, conserte isso, porra. — Eu não sei se você percebeu ainda, mas Lake não é como Elle. Ela não é submissa a menos que você a quebre e então, ela o odiará por isso. Sua mente maldita está definida contra a família e esta cidade. Qualquer merda de esperança que restava está desaparecida desde que seu pai tentou bater no dela e meu pai empurrou-a para cá. Que porra meu pai estava pensando? Ele precisava vê-lo para que pudesse fechar a porra da garganta dele por fazer isso com ela. Amo deu de ombros. — Eu vou quebrar ela se você não... — Lake é minha! Toque nela e eu vou te quebrar seu pau com meu bastão. — Bem, o primeiro passo é admitir que você a quer — Nero disse a ele. Essa foi a primeira vez que ele havia admitido em voz alta que a queria. Inferno, era a primeira vez que ele chegou a admitir para si mesmo. Ele não via Lake como a melhor amiga de sua irmã mais. Ela havia mudado drasticamente ao longo de apenas alguns dias e matou algo dentro dele vê-la assim. Exceto pelo equipamento. No momento em que tinha colocado seus olhos sobre ela, toda sexualizada, o pau dele tinha ficado tão duro quanto podia. E naquele momento, ela estava lá fora com cada homem que olhava para ela, com os mesmos pensamentos sujos que ele tinha. Ele só queria ela em lingerie sexy quando ela estivesse trancada em seu quarto, não em um cassino cheio de velhos com tesão, homens ricos. Que Deus os ajude se um deles colocasse um dedo nela. 193


Vincent apertou a ponte de seu nariz, chegando a uma decisão. — Ligue para Lucca e diga-lhe que estamos trabalhando dois turnos e daremos a noite de folga para três filhos da puta de sorte. Amo balançou a cabeça. — Foda-se não, eu não estou trabalhando duplamente. — Sim, Elle espe... — Sim, vocês dois estão nisso. Eu preciso de vocês para me impedirem de matar essas merdas esta noite, porque se um deles a tocar, eu vou matar todos. — Eu posso ficar — Amo olhou todos muito ansioso para arrebentar algumas cabeças. — Vou ligar para Lucca agora — Nero pegou seu telefone. — Diga a Lucca que ele é um filho da puta doente por isso — o fodido Lucca tinha planejado isso. — E se ele pode colocar-nos para trabalhar enquanto ela estiver aqui, até que eu possa levá-la para fora dessa bagunça, isso seria ótimo. Mas chame-o de idiota quando você disser. Foda-se agradecer Lucca e Deus nunca mais. Querido Pai da Máfia, foda-se.

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Capítulo Vinte e Oito Eu sei que você sentiu o cheiro, Playboy. É a virgindade de Lake.

Lake tentou não manter-se olhando por cima do ombro, para Vincent, a cada cinco minutos, mas ela nunca o tinha visto assim antes. Seus olhos nunca vacilaram dela, nem mesmo uma vez e sua intensidade a assustava. Ele estava olhando para ela em um nível completamente diferente do que todos os outros homens estavam. Os homens que servira tinha um rosto de luxúria, que usavam para assustá-la até aquele ponto. Vincent olhava para ela como se fosse dono dela. A seus olhos, ela era sua propriedade, se ela quisesse ser ou não. Havia fome sexual, não como os outros homens, mas enquanto eles estivessem saciados com um gosto, Vincent a queria como sua escrava. Lake sentiu como se tivesse sido possuída por toda a sua vida, na escola, Ashley, John e, finalmente, Dante. Ela não ia ser propriedade de ninguém. Especialmente não dele. Uma vez que ela colocou uma dose na frente de um cliente, ele bebeu o conteúdo, em seguida, entregou-lhe a primeira gorjeta da noite. Merda. Lake engoliu em seco quando pegou a nota de suas mãos. Ela forçou um sorriso para o homem esperando ansiosamente que quisesse um show. Apressadamente, ela deslizou a nota entre seus seios, em seguida, colocou a gorjeta para baixo de seu espartilho. Seus olhos 195


levantados para a parede de trás e viu Vincent sendo retido por Nero e Amo. — Obrigada — disse ela antes de virar sobre os calcanhares e praticamente correr. Ela foi direto para trás do bar, tentando acalmar os nervos. Sua vida dependia do trabalho e Vincent estava indo para arruiná-lo. Isso oscilou entre um pouco e nada, foi curto e apressado em relação à forma como ela sempre fazia isso. Todos aqueles homens voltavam e se eles não se sentissem como se tivessem o que mereciam, eles não iriam apontá-la novamente. Eles simplesmente dariam a outra menina que estivesse disposta a se mostrar. As pontas estavam indo para tirá-la mais rapidamente. Foda-se ele. Da próxima vez, eu estarei fazendo a coisa certa. As próximas horas se passaram e cada vez que alguém entregava-lhe uma gorjeta, ela estava determinada a dar um show até que ela, na verdade, levasse para fora de suas mãos. Em seguida, ela pensaria, merda, eu não posso fazer isso! Era a tal ponto que seu pequeno show foi patético. Nas primeiras vezes, ela olhou para ver se Vincent estava indo assassinar o cliente, vendo que seus amigos ainda estavam segurando-o de volta. Claro, ela viu o assassino psicopata querendo matar todos em seu caminho, mas pelo menos, ele não precisava mais de ajuda. Por que importava para ela que fosse suportável para Vincent, ela não tinha a porra da ideia. Enquanto ela estava esperando por seus drinques ficarem prontos, notou Sadie indo para o pequeno palco e colocando uma cadeira no meio. O que ela está fazendo? Ela nunca tinha visto isso antes. Sadie se aproximou do microfone.

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— Temos um aniversariante em nossas mãos esta noite, meninas. Venha para cá, Alan — Ela fez um sexy 'vem aqui' sinal para um senhor mais velho ir para o palco. Levando a mão de Alan, ela o colocou na cadeira. — Alan, querido, que garota de sorte daqui que você gostaria? A boca de Lake caiu aberta, sem saber o que estava por vir. Ela tornou-se um pouco nervosa enquanto olhava ao redor. Quando ele pegou uma das mulheres que trabalhavam nos poles de stripper, seus nervos cessaram. Por que eu acho que ele teria me escolhido, de qualquer maneira? Era bobagem ficar nervosa com isso. — Acerte ele! — Sadie gritou, deixando o palco. O quarto ficou escuro, deixando apenas o palco iluminado. Música começou a tocar novamente e a mulher começou a sacudir a bunda na frente do rosto de Alan. Alan manteve as mãos ao lado do corpo quando ela começou a dançar sensualmente no seu colo. Os olhos de Lake arregalaram um par de vezes. Bem, eu sei por que ele pegou ela. Quando a música chegou ao fim e o bater das palmas eclodiu, ela foi para pegar a bandeja de bebidas. Eu nunca teria que estar preocupada em ser escolhida novamente. Ela mesma pagaria por uma dança da dançarina de pole se fosse para esse tipo de coisa. Sadie saltou de volta ao palco. — Eu gostaria de apresentar oficialmente a todos, a nossa mais nova garota. Lake, onde você está, querida? A cabeça de Lake bateu de volta ao palco para ver Sadie examinando a multidão. NãoNãoNãoNãoNãoNãoNão! 197


— Aí está você. Venha — Sadie sorriu para ela. Lake lambeu os lábios secos em nervosismo. — Ela é um pouco tímida com todo mundo. Vá em frente e acene, querida. Com um projetor a encontrá-la, ela sorriu e cuidadosamente colocou a mão no ar, em seguida, começou a acenar. — Lake é a nossa mais nova e definitivamente mais inocente — disse Sadie com uma piscadela — das nossas meninas e eu só queria felicitá-la por sua primeira semana. Então não se esqueçam dela, futuros meninos aniversariantes! Ela não... — Agora, vamos mostrar-lhe um pouco de amor! Suas orelhas começaram a encher com assobios e gritos. Todos os olhos dos homens estavam sobre ela. Ela fez. Felizmente, a música começou a voltar mais uma vez e os olhos dos homens deixaram o seu corpo. Ela podia sentir a queima de seu rosto enquanto pegou sua bandeja para colocar as bebidas. Indo para a mesa, ela viu um Vincent furioso. Ela praticamente podia ver o vapor saindo de suas narinas. Ela colocou as bebidas na frente dos homens e a última que ela entregou, foi a um homem ruivo que ela conhecia pelo nome David. Ele tinha estado lá todas as noites desde que ela tinha começado a trabalhar. Ele sempre estava sentado em sua seção, não se movia até que o seu turno terminasse. E sim, ele ainda se insinuava, mas ela tinha aprendido a bloqueá-lo. Quando David entregou-lhe uma gorjeta, ela rapidamente deslizou em seguida, colocou a gorjeta em seu espartilho. 198


— Você sabe que você não precisa ser tímida comigo, Lake — Ele entregou-lhe uma outra nota. Lake olhou para o dinheiro, sabendo que ele realmente queria que ela trabalhasse para ele. Ela chegou para pegá-la de suas mãos, mas antes que ela sequer tocasse o dinheiro, seu braço foi agarrado e ela estava sendo arrastada. Ela nem sequer precisava olhar para seu captor. — Vincent! Pare com isso! O que você está fazendo? Vincent continuou a arrastá-la atrás da cortina, para o camarim. — Vá se trocar. Você já terminou. Lake bateu em seu peito. — Que porra é essa que você não entende, Vincent? Eles vão matá-lo se eu não trabalhar. Em seguida, eles vão ter que me matar, porque eles sabem que eu não vou ficar calada sobre isso. É isso que você quer? Sadie veio através da cortina. — Diabos, qual é o problema agora? — Sabe que merda você acabou de fazer lá fora? Você praticamente só lhes disse que ela é uma virgem. Você vai conseguir com que ela seja a morta ou pior — ele rosnou para Sadie. Sadie começou a cheirar o ar. — Você cheira isso? Mas o que...? Ela está bem? — Eu sei que você sentiu o cheiro, playboy. É a virgindade de Lake. Sinto o cheiro dela, você o cheira e todo homem de merda lá fora faz, também. Você está agindo como se fosse um grande 199


segredo e ninguém pudesse dizer, mas sabe o que, querida? Se você colocar um maldito gatinho em uma selva virgem, preenchida com um bando de putas, elas não levarão muito tempo para farejar a diferença. — Isso não significa que você precisa anunciar que sua cereja não foi estourada! — Vincent gritou. Jesus! — Eu estou literalmente aqui e posso ouvir tudo o que você está dizendo sobre mim. — Eu estou tentando dirigir um negócio aqui, playboy. Se você receber um bilhete de loteria premiado, você não o descontaria? Se eu conseguir uma virgem quando todas as outras garotas que caminham através das minhas portas são umas vagabundas que fodem homens no banheiro, você esteja certo que vou deixar meus clientes saberem que tenho uma grande variedade de meninas. Eu não lhes disse nada que já não soubessem. Além disso, eles não podem comprá-la; ela está na lista ‘não toque'." Finalmente, Sadie olhou para ela. — Eu só achei que você não queria ser, mas se você quiser muito dinheiro... Vincent interrompeu. — Ela não está à venda. — Ela pode falar por si mesma. Agora escute, nenhuma das minhas meninas foram feridas ou sentiram-se ameaçadas de alguma forma, porque eu tenho uma grande merda de segurança. Pelo menos, eu tinha antes de você. Você é seu namorado? Porque nós não permitimos que as meninas os tenham perto do cassino. Tenho demitido muitas meninas com idiotas ciumentos. Lake colocou a mão em seu peito. 200


— Não, ele não é meu namorado. Ele é apenas um amigo preocupado é tudo — Ela olhou-o nos olhos para pleitear com ele. — Ele não vai causar mais problemas, porque ele sabe que dependo deste trabalho, certo, Vincent? Ele levou um momento antes de assentir com relutância. Sadie foi para a saída do camarim. — Bom. Agora eu quero que você faça uma pausa e limpe sua cabeça e não volte até que você tenha certeza que você não vai fazer isso de novo. Mantenha suas mãos longe dela, playboy. É melhor eu não pegá-lo arrastando-a para longe de um cliente de novo. Você vai estragar suas fantasias de ser a único a estourar sua cereja. — Puta! Lake lutava para segurar um Vincent lutando por trás dela.

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Capítulo Vinte e Nove O bom tipo é mais perigoso que o mal

Quando Lake voltou a trabalhar depois do encontro no camarim, Vincent subiu para falar com seu pai. Sentou-se na poltrona grande demais de couro na sala de vigilância escura. Eu gostaria que eles pudessem se apressar, porra. Eu preciso voltar lá embaixo. Quando a porta finalmente se abriu, ele rapidamente se levantou. Seu rosto mostrava que ele não estava feliz em ver o homem na frente dele. — Como está o trabalho? — Lucca sorriu para ele quando passou. Foda-se. — Está ótimo. Obrigado — ele cerrou as palavras. Vincent passou pela porta do escritório e foi recebido por Dante e seu pai, os dois homens que mais odiava no momento. — O que você quer, meu filho? — Perguntou Vinny. — Eu preciso falar com você — Ele deixou claro que era uma discussão familiar, de sangue. Dante ficou.

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— Você pode falar aqui. Eu tenho alguns negócios que preciso cuidar. Eu vou ficar fora por uma hora, de modo que tenha o tempo que você precisar. — Obrigado — disse Vincent antes de Dante sair pela porta. Ele continuou parado e olhando para o pai. Depois de um momento, seu pai levantou uma sobrancelha. — Você vai só ficar aí, merda? — Por que diabos Lake está trabalhando lá embaixo? — Como é que você descobriu? — Vinny olhou com curiosidade. — Lucca nos colocou na segurança — Vincent esfregou os olhos, à beira de uma dor de cabeça. — Ele fez? — Sim. Agora, por que é que ela está lá embaixo? — Ele não tinha tempo para besteira. — Porque Lake foi estúpida o suficiente para entrar por aquela porta — Vinny apontou para onde ele tinha acabado de passar. — Maldição — ele murmurou para si mesmo. — Eu tinha acabado de chegar aqui, porque Dante queria ter certeza que qualquer decisão que ele fizesse fosse justa. Então, Dante, Paul e eu estávamos aqui e a porra da Lake entrou. Ela literalmente se aproximou de Joe e pediu para ver o chefe. Essa menina não é muito brilhante. Jesus Cristo. Lucca tinha lhe avisado sobre sua boca. Vincent ia ter de ensinar Lake uma coisa ou duas. — O que aconteceu, então? 203


— Ela disse a Dante que ela iria trabalhar para ele para saldar a dívida de seu pai, então eu sugeri que ela trabalhasse lá em baixo. — Diga-me por que diabos você pensou que era bom para ela fazer isso! Ela é a melhor amiga da minha irmã. Você teria feito isso com Adalyn, também, e nem mesmo me contou sobre isso, porra? Ele odiava como seu pai era sempre calmo, nenhuma vez mostrando emoção ou se preocupando com nada em particular. Seu trabalho era ser a voz da razão, sem tomar partido ou ser não parcial a nada nem a ninguém. Naquela época, seu julgamento imparcial tinha ido longe demais. Ele deveria ter se importado um pouco sobre Lake. O tom de Vinny mudou. — O que você quer que eu faça, filho? Colocar a sua vida nas mãos de Dante? Paul tinha estado pedindo o dinheiro dele por anos. Você sabe que a família adora Paul como se ele fosse um homem feito, mas ele lhe devia cinquenta mil. Então, quando ele entrou em um jogo de pôquer e ganhou o suficiente para pagar Dante, ele decidiu ir com tudo. Dante tinha o direito de fazer o que quisesse com Paul. Sua amiga estava em uma situação ruim aqui, então ela teve que ser colocada onde ela pudesse ser de maior benefício para ele. — Eu posso puxar qualquer menina da rua para atender chamadas ou limpar manchas de mijo das paredes do hotel. Para não mencionar, esses empregos são de salário mínimo e levaria muito tempo para receber seu dinheiro. A única chance que a menina tinha para viver, era o trabalho. Ela é jovem e bonita, isso vai manter seus clientes satisfeitos e os bolsos cheios. Lake estava fodidamente com sorte que o trabalho estava disponível e eu estava aqui para sugerir que ele mesmo desse-lhe uma chance. Vincent passou as mãos pelo cabelo e, finalmente, teve de sentar. — Ok, então ela lhe deve cinquenta. 204


— Não, ela deve-lhe trinta. Ele rapidamente virou a cabeça para olhar para ele. — O Quê? Vinny balançou a cabeça. — Ela colocou vinte mil na frente de Dante como se fosse nada e disse que era todo seu fundo da faculdade. — Foda-se! — Rapidamente, ele se levantou, indo até a porta. — Eu preciso ir. — Você a quer, não é, meu filho? Vincent apertou a maçaneta da porta, sem saber como responder a pergunta de seu pai. Em sua linha de trabalho, eles começaram a pensar que era melhor e mais seguro não ter alguém que você se preocupava mais do que a família. Vinny deu a seu filho um aviso. — Ela é o tipo bom de problemas e o bom tipo é mais perigoso do que o mal. Abrindo a porta, ele começou a andar antes de dizer: — Obrigado pelo conselho. Eu vou manter isso em mente. Vincent fechou a porta atrás dele e foi direto para o elevador. Uma vez lá, ele pressionou o código para chegar ao cassino subterrâneo. Quando as portas se fecharam, ele soltou um suspiro profundo. Ela tem um medo fodido da família mas mão o suficiente para deixar para impedi-la de tentar salvar a vida de um homem morto. Ele não achava que Lake valorizasse a sua vida e ele faria merda, com certeza, para mudar isso. 205


Seu pai estava certo; ela era estúpida ao pensar que ela poderia salvar seu pai. Não importava se ela fizesse ou não; o risco era alto demais para sequer tentar. Dante era um homem que você não devia foder. Seu código moral morrera muito tempo antes, quando sua esposa morreu. Se o pai não estivesse lá, Lake estaria há seis pés em um caixão e não em um cassino. “Ela colocou vinte mil na frente de Dante como se fosse nada e disse que era todo seu fundo da faculdade. ” Descobrir que Lake não estava pensando em ir embora foi agridoce. Era egoísta e errado por parte dele estar feliz que ela não estivesse saindo, mas a outra parte dele odiava o fato de que ela tinha tomado esta decisão. Dando a Dante o dinheiro era como jogar sua vida fora e ele duvidava que ela tivesse pensado duas vezes sobre isso. Não só isso, mas ela devia a um homem perigoso trinta mil dólares. No minuto em que ela concordou, ela era propriedade do chefe Caruso. Vincent saiu do elevador e seguiu pelo corredor. Batendo na porta, ele entrou em um momento posterior. Seus olhos procuraram o cômodo até que pousou em um triste par de olhos cor de avelã. Lake estava sorrindo, mas ele podia ver como ela realmente estava se sentindo. Ninguém é a porra do dono dela, mas eu. Indo para a parede, ele ficou entre Nero e Amo. — Qualquer um a tocou? Amo cruzou os braços enquanto se recostava na parede. — Você acha que estaria aqui se eles fizessem? — Sim, eu acho que você nos ameaçou bastante antes de sair. O que você descobriu? — Perguntou Nero. — O pai dela devia cinquenta mil, assim seu pai queria matar o pai dela. Ela decidiu, como um gênio, levar a ele o fundo da 206


faculdade de vinte mil e trabalhar pelo resto. Então, meu pai sugeriu que ela trabalhasse aqui por várias razões fodidas, quando ela valeria mais viva do que morta, porque, vamos encará-lo, seu pai teria matado Lake e seu pai, se ela não o fizesse. Nero pensou por um minuto, tentando digerir o que tinha dito. — Bem, ela e Elle têm uma coisa em comum: o meu pai querendo matá-las. — Caralho, eu não acho que ela poderia ficar mais quente. Ela realmente fez isso? — Amo continuou a olhar para Lake, não puxando o olhar para se envolver em sua conversa totalmente. — Eu disse para você assistir aos homens porra, para ver se eles tentariam fazer uma jogada sobre ela, não olhar para sua bunda — Vincent rosnou. Amo desviou os olhos. — Exatamente como você planeja transar com ela depois que ela te pegou no banheiro com aquela vadia? Vincent ouviu um pequeno riso fugir de Nero. — Você não acha que eu posso conquistá-la? Amo olhou para as longas pernas de Lake. — Eu nunca pensei que diria isso, mas acho que ela pode estar fora do seu alcance. Vincent se sentiu ofendido. Fora do meu alcance, realmente? Ele era Vincent Vitale Terceiro, porra. Nenhuma garota, ou mulher, nessa matéria, nunca esteve fora do seu alcance. Ele observou Lake empurrar a franja para o lado. Porra. — Eu preciso que você vá se certificar que a porra do seu carro não pegue esta noite. 207


Nero começou a rir. — Então, você está forçando-a a estar com você. — Sim, como você forçou Elle? — Eu não disse que era errado — Nero concordou. — Posso ver a tentativa dela de corrigi-lo? — Perguntou Amo sinceramente. — Não! — Vincent estava começando a desejar a morte de um de seus melhores amigos. — E se ela corrigi-lo naquela roupa, homem? Você iria se beneficiar disso, também. Vincent decidiu dar Amo um aviso. — É melhor você parar de olhar para ela. Amo virou a cabeça para o lado novamente quando Lake se inclinou sobre a mesa para dar a alguém a sua bebida. — Você sabe quando eu disse que você me devia por assistir Adalyn? Não se preocupe com isso; Eu acho que me livrei de todos os meus pesadelos. Vincent começou a rir histericamente. De repente, ele virou um interruptor e ficou em silêncio. Amo finalmente virou a cabeça de Lake. — Você está bem... Jogando para trás o punho, os nós dos dedos bateram na carne. — Agora eu estou. Nero deu de ombros. 208


— Ele meio que merecia.

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Capítulo Trinta Roleta Russa

Lake saiu do camarim, sentindo-se normal, mais uma vez. Ela havia lavado sua maquiagem, colocando-se em seus jeans e moletom com capuz e, em seguida, colocou a massa de cachos em um coque. Jogando a cortina atrás dela, ela viu Vincent, Amo e Nero esperando. — O que estão... — Lake cobriu a boca quando viu o horrível olho roxo de Amo. — Puta merda, o que aconteceu com seu rosto? Uma grande zombaria apareceu no rosto de Vincent. — Jesus, você está bem? — Lake se levantou na altura de Amo e examinou seu olho. — Gostaria de saber como o outro cara parece. Ele tinha que quer ser extremamente grande ou estaria em um hospital. — Não realmente — Amo abaixou a cabeça para que ela pudesse ter uma visão melhor. O sorriso de Vincent desapareceu. — Você vai começar outra aqui em um minuto. — Você fez isso, não é? Por que diabos você fez isso? — Ela não achava que tudo o que tinha feito Amo tinha tornado necessário que ele fosse atingido tão duramente. — Porque ele não iria parar de olhar fixamente para sua bunda. 210


— Bem, nesse caso — ela olhou para um Amo culpado e deu um cutucão em seu olho negro — Você merece mais isso. Amo agarrou seu rosto. — Ai! Vincent e Nero estavam loucos de tanto rir. Lake rapidamente começou a caminhar para o elevador, esperando que eles não fossem segui-la. Quando as portas finalmente se abriram e ela entrou, todos eles se juntaram a ela. Olhando para eles, em seguida para os botões, ela congelou. Caramba. Os caras curiosamente observaram, perguntando o que ela estava fazendo. Rapidamente, ela bateu o código para levá-la ao topo. Vincent estendeu a mão e agarrou as mãos dela tarde demais e o elevador começou a se mover. — Que porra você está fazendo, Lake? — Eu preciso ver Dante — Ela tentou puxar as mãos dele. — Essa é a última pessoa que você precisa ver! Como você sabe o código? — Vincent gritou para ela. — Decorei-o. Nero tossiu e fez um gesto com a cabeça em direção à câmera antes que Vincent pudesse fazer alguma coisa. Vincent soltou as mãos para agarrar a parte traseira de seu cabelo enquanto ele apertava seu corpo contra o dela, prendendo-a à parede. Ele inclinou a cabeça para sussurrar em seu ouvido.

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— O que há com você? Você quer morrer? O que você está fazendo é basicamente colocar uma arma na sua cabeça e jogar roleta russa. Você só consegue ver o chefe quando ele pede a sua presença, não quando você pede por favor. Você me entende? Lake tentou sacudir a cabeça. — Mas eu preciso... Ele puxou seu cabelo para baixo para que ela pudesse encontrar seus olhos irritados. — Não, você vai me dizer o que você precisa e eu vou cuidar disso ou dar-lhe permissão para vê-lo. Agora, você me entende? Ela olhou cegamente para ele e balançou a cabeça. Ela podia ver passar a sua ira para o brilho de preocupação em seus olhos. — Sim. Vincent relaxou seu corpo e apoiou a testa na dela. — Maldição, Lake. Não faça isso de novo — Ele ainda manteve sua voz dura, querendo que ela continuasse acreditando que ele estava apenas com raiva. Seu corpo ficou animado e se antecipou a beijá-la quando ele descansou a cabeça na dela. Quando as portas se abriram, ele rapidamente se afastou dela e saiu do elevador, deixando-a atordoada. O que há de errado comigo? Seu corpo tinha traído por querer um beijo do homemprostituto. — Agora, o que era tão importante para ver Dante? — Vincent perguntou a ela quando ela saiu do elevador.

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Lake mordeu os lábios e tirou um maço de dinheiro de sua bolsa. — Eu quero dar isso a ele. — O que é que isso? — Ele perguntou, segurando-o. — São minhas gorjetas da semana. — Ele pediu por elas? — Ele a questionou. Ela balançou a cabeça. — Não, mas eu pensei que se lhe desse todas as minhas gorjetas, eu poderia pagá-lo mais rápido. — Você está mesmo mantendo algo para si mesma? Que tipo de pergunta é essa? Lake revirou os olhos. — Sim, vinte dólares. Amo apertou o botão para voltar ao elevador. — Eu não posso lidar com essa merda. — Ela está brincando, porra? — Perguntou Nero. Vincent apertou a ponte de seu nariz. — Porra. Amo, leve-a para baixo com você e espere no lobby. Eu não posso lidar com isso agora. O Quê? O que está errado? — Eu não entendi. — Isso não importa mais. Eu vou cuidar dela. — disse ele, segurando o dinheiro. 213


Amo entrou no elevador e estendeu a mão sobre a porta para que ela não fechasse. — Vá com Amo e eu quero que você fique com ele. Não tente nada, porque não vai funcionar — Vincent disse a ela. — Espere, há algo mais... — Ela olhou para suas velhas sapatilhas. — M-meu pai, ele não voltou para casa a semana toda e quando eu o chamo, ele não responde. Estou preocupada que... Vincent respirou fundo e segurou seu queixo. — Eu vou cuidar dele. Lake afastou o queixo depois de um momento, odiando-se por gostar quando ele a tocou. — Obrigada. Chegando ao elevador, ela não conseguia olhar para Vincent quando as portas fecharam. Você deveria odiá-lo. De alguma forma, de alguma maneira, ele tinha conseguido estar de volta sob sua pele. Ele vai ser a minha morte.

***

Vincent bateu na porta do escritório, pela segunda vez hoje. Naquele momento, ele ouviu "entre" em vez de "espere." Abrindo a porta, ele entrou na sala de fumo e sentou-se na frente do chefe. Dante bateu seu charuto. — Será que isso tem a ver com a menina? — Como você sabe? 214


— Eu recebi um telefonema me dizendo que arrastou Lake longe de um cliente meu muito importante — disse Dante, inclinando-se para trás na cadeira. Bem, isso está começando inteiramente errado pra caralho. — Sinto muito. Isso não vai acontecer de novo. — Como diabos eu deveria saber que não vai? Vincent pegou um saco que ele tinha trazido com ele e pilhas de dinheiro foram colocadas na frente dele. — Esplendidos trinta mil pela dívida de Lake. Dante se recostou na cadeira, pensando por um momento. — Lake trabalhando me traz muito mais dinheiro do que apenas a sua dívida. Meus clientes vão lá só para vê-la, por isso me beneficia tê-la trabalhando com isso, se você me der o dinheiro, terei ela indo embora no dia seguinte. Então é isso que eu vou fazer: vou aceitar seu dinheiro e limpar a dívida de Lake, mas ela tem que continuar a trabalhar para mim lá embaixo por um mês. — Esse cliente que você arrastou-a para longe hoje, David, tem uma coisa por Lake e está aqui a negócios para o próximo mês. David é o meu maior cliente agora, então quando ele se for, Lake pode sair. Isso também irá servir como castigo por tê-la arrastado para longe. Agora, você vai ter que assistir aquele olhar de merda doente para ela todos os dias. Filho da puta. Vincent deu um aceno de cabeça, incapaz de falar, porque se o fizesse, nada de bom ia sair. — Eu vou ter certeza que Lake seja paga agora por suas horas. — Basta adicioná-lo ao meu turno e eu darei a ela. 215


Dante deu mais uma pancada de seu charuto. — Se você diz. Vincent passou as mãos pelo seu cabelo, sem saber se ele queria a resposta para a outra coisa em sua mente. — Seu pai não tem estado em casa ou falado com ela esta semana. O patrão pegou o telefone e discou um número, em seguida, colocou-o em cima da mesa no viva voz. O homem do outro lado respondeu. — Olá? — Eu preciso ver você em meu escritório — respondeu Dante. — Eu estarei aí assim que o trabalho for concluído, chefe. — Vejo você em breve, Paul — Ele desligou o telefone, olhando para Vincent. — Satisfeito? Ele assentiu com a cabeça. Eu estaria se Lake não tivesse que trabalhar lá novamente, porra. — Bom. Vou deixar que Paul saiba que a dívida foi paga e sua filha está preocupada com ele. Nenhum dano virá para ele, enquanto ele ficar longe de minhas máquinas e mesas — Dante lhe prometeu. — Obrigado, patrão — Vincent levantou, indo até a porta. O chefe tinha as palavras de despedida para ele como seu pai o fez. — Se eu fosse você, eu estaria dando uma porra de sentido a essa menina. Isso não foi o conselho como o do seu pai; foi um aviso claro. 216


Vincent conseguiu acenar uma última vez antes de fechar a porta. De uma coisa tinha maldita certeza: ele daria uma porra de sentido a ela em mais de um sentido. Enquanto ela não te matar com a merda que ela continua puxando. Repetindo em sua mente a rapidez com que ela se atreveu a apertar o botão para subir e ver o patrão, morte certa viria em primeiro lugar.

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Capítulo Trinta e Um Homens da família não são homens; Nós somos animais enlouquecidos

Lake nervosamente esperou no lobby pelo retorno de Vincent. Ela estava entre alfinetes e agulhas, imaginando que se seu pai estava bem enquanto ela continuava a assistir ele sair do elevador. Quando ela finalmente viu Vincent saindo do elevador, seu coração parou e ela já não queria saber. Em vez disso, ela encontrou-se caminhando para o seu carro. Ela podia ouvir seu nome sendo gritado atrás dela, mas pegou seus pés e começou a correr pelo cassino, para fora das portas. Ela teve que trabalhar duro para conseguir passar através da multidão de pessoas e sabia que Vincent não seria justo com ela. Atrapalhando-se com a porta do carro, ela a abriu e enfiou a chave na ignição. Ela virou-a, apenas para que ele nem sequer tentasse acelerar o motor. Estava completamente morto. Lake deitou a cabeça no volante, tentando respirar fundo. Então a porta do lado do motorista abriu um segundo mais tarde e ela nem sequer levantou a cabeça para olhar quem era. — Por que diabos você acabou de fugir de mim desse jeito? Ela continuou a manter a cabeça baixa após a dura questão de Vincent. — Lake, olhe para mim — sua voz ordenou.

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Olhando para um Vincent furioso, seus olhos começaram a se confundir com as lágrimas. — Estou com medo do que você vai me dizer. Vincent suavizou seu rosto e suas palavras. — Ele está bem. Acabei de falar com ele. — Ele está? — Seus olhos pararam de lacrimejar. Ele começou a diminuir seus medos. — Sim. Ele só está ocupado trabalhando, ao que parece, mas ele sabe que você esteve preocupada com ele. Ele provavelmente vai voltar para casa hoje à noite para vê-la. Ela sentiu o peso sair do peito em saber que ele estava vivo. Graças A Deus. — Eu tenho que ir para a casa da minha mãe para o fim de semana. Estou feliz que ele esteja bem. — Veja, não havia necessidade de correr de mim, Lake. Eu não quero que você faça isso de novo — Seu tom ficou um pouco mais áspero. Seus olhos foram até o peito. — Eu só fiquei com medo. — Eu sei. Está tudo bem. Vamos lá, eu vou levá-la para sua mãe — Ele abriu a porta do carro para ela. — Não, está tudo bem. Eu vou pegar o ônibus — Eu não estou andando em seu carro novamente. — Você não está pegando a porra de um ônibus — Vincent virou-se para ela. — Eita, o que você tem contra ônibus? 219


— Lake, você tem alguma ideia de onde você está e como é perigoso o centro da cidade? Merda, ele está certo. — Talvez Nero possa me levar? Ele balançou a cabeça, tornando-se agravado. — Não, ele está ocupado com Elle depois que eu o fiz trabalhar dois turnos para ver você. — Bem, e A... Vincent a agarrou pelo braço e começou a puxá-la do carro. — Você não ouse dizer Amo, porra. Eu deveria deixá-lo levála para casa por sugerir isso. Sem outra opção, ela foi para o seu carro com ele. Por que meu carro não poderia funcionar hoje, de todos os dias? Era como se toda vez que ele estava ao seu redor, seu carro magicamente não funcionasse. Quando Vincent abriu a porta do carro para ela, ela entrou e afivelou o cinto de segurança, quando ele foi para o lado do motorista. — Amo é ruim? — Ela perguntou, quando ele ligou o carro. Ele olhou para ela. — De onde diabos veio isso? Ela encolheu os ombros. — Eu não sei. Você acabou de dizer 'eu deveria deixá-lo levar para casa', e isso me faz pensar que ele é uma pessoa má. — Nenhum de nós somos bons, Lake. Eu não acho que você entenda isso. 220


— Mas quão ruim é Amo... como, em comparação com Lucca? Vincent virou a cabeça para olhar para ela. — Escute-me. Você ficar de fora dessa situação fodida. Isso é algo que tenho a porra da certeza de que não quer entrar no meio. Você vai descobrir a verdade rápido quão ruim Amo e Lucca realmente são. — Quando ela não respondeu, ele perguntou: — Entendeu? — Sim. Eu só estava perguntando. Por que está sendo tão mandão hoje? — Ela cruzou os braços sobre o peito. Ele precisava se acalmar. Ele tornava-se quente, então frio a cada cinco segundos. — Porque você só pede por problema. Você não pensa antes de falar, ou na porra de seus atos. O que você fez hoje, foi suicídio. Meu pai me contou tudo sobre você pedindo para ver o patrão e soltando vinte grandiosos maços na frente dele. Ninguém, ninguém se aproxima de Dante assim e continua com vida. Você não precisa nem começar a compreender como você é sortuda. A partir de agora, você fala comigo, Nero e Amo. É isso aí. Homes da família não são homens; nós somos animais enlouquecidos. Lake olhou para fora da janela. — Ele te contou? Vincent entendeu o que ela quis dizer. — Sim, ele me disse que você lhe deu todo o seu dinheiro da faculdade. Por que você fez isso? — Era a única opção que eu tinha. Meu pai é a minha família. Por favor, não diga nada a Adalyn. Eu não sei como dizer a ela que eu não estou indo para a faculdade ainda. Ele levou um momento antes de responder com:

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— Você não tem que se preocupar; eu não vou dizer-lhe qualquer coisa. Lake acreditou nele, mesmo que, apenas pelo fato que ele provavelmente tinha um monte de explicações a dar se o fizesse. Ela descansou a cabeça na janela, tentando relaxar antes que tivesse que enfrentar uma noite de tortura com John e Ashley. Ela tinha certeza que ele ia matá-la desde que ela já estava exausta do trabalho. John estava lívido na última vez que a vira e ele teve uma semana inteira para planejar sua morte. Quando Vincent estacionou na casa enorme, ela teria preferido ficar em seu carro. — Como é que eu nunca conheci sua mãe antes? — Perguntou Vincent. — Ela e meu pai se separaram quando eu era jovem e ela é, geralmente, ocupada. — Ela foi abrir a porta. — Ela trabalha? — Não — ela respondeu rapidamente, abrindo a porta novamente. Vincent parou. — Eu só acho que é estranho que eu nunca a vi. Por que não estava em sua graduação? Lake balançou a cabeça. — Obrigada pela carona e por ter certeza que meu pai está bem — Ela conseguiu abrir a porta a tempo antes que ele a agarrasse pelo braço, impedindo-a. — De nada, mas você poderia me agradecer me convidando para jantar. — Ele sorriu, mostrando seu magnífico sorriso. 222


Será que ele sabe alguma coisa? — Hum, talvez da próxima vez, quando eu puder dar a minha mãe algum aviso. Tchau! — Lake rapidamente saiu do carro, pegando sua bolsa e fechando a porta atrás dela. Ela rapidamente entrou na casa, grata que conseguiu sair dessa situação. Vincent não era exatamente alguém que desistia e ele tinha definitivamente descoberto alguma coisa. — Ei, querida! — A mãe dela a encontrou na porta e levou-a para um grande abraço. — Agora, você prometeu me contar tudo sobre a graduação, mas vai ter que esperar até que eu passe esses recados para John. Eu só tinha o chinês... Dinng. Lake virou. Porra, ele não o fez. — Quem poderia ser? — Sua mãe foi abrir a porta. De maneira nenhuma é ele. Um deus loiro de olhos azuis-bebê em um terno estava na porta, sorrindo. — Olá. Ele fez, merda.

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Capítulo Trinta e Dois A merda estava prestes a bater no ventilador

— Bem, Olá. Quem é você? — Disse a mãe de Lake, sorrindo de orelha a orelha. — Eu sou um amigo de Lake. Vincent. É bom conhecer você — Quando ele estendeu a mão, sua mãe a tomou. — Eu sou Pam, sua mãe. É muito bom conhecer você — Ela continuou apertando a mão dele, não querendo deixá-lo cair. Lake olhou para sua mãe, que era toda olhos para ele. Que diabos, mãe? Vincent finalmente conseguiu sair de seu alcance para puxar o telefone de Lake do bolso. — Você deixou isso no carro. Ela rapidamente olhou para o bolso do hoodie 1onde sabia que o tinha o tempo todo. Olhando para o rosto exultante, ela percebeu o que tinha acontecido. Ele pegou isso de mim! Ela foi chegando para o telefone dela, mas sua mãe a espantou dele, agarrando-o para fora de suas mãos lentamente. Pam sorriu. — Você é tão querido por fazer isso.

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Tipo de bolsa 224


A boca de Lake caiu aberta com o flertar óbvio de sua mãe. Ela não podia acreditar que ela iria agir dessa forma na frente dela. Ela não ia ser capaz de tolerar isso por muito tempo. — Bem, obrigada. Te vejo mais tarde — Ela foi para fechar a porta. — Sua casa cheira tão bem. O que está cozinhando? — Perguntou Vincent, a parando. Sua mãe riu. — Eu só tenho alguns chineses entregue, é tudo. Gostaria de ficar para o jantar? Eu tenho muito. — Eu pensei que você tinha que entregar alguns recados para John — Lake lembrou sua mãe. — Oh, não seja boba. Isso pode esperar. Precisamos conversar sobre a graduação, lembra? Nunca é tarde para ser deixada de ser torturada. Lake olhou para Vincent, em silêncio, pedindo para ele não aceitar. — Obrigado. Eu adoraria — Vincent entrou na casa, olhando ao redor. — Sua casa é muito boa, Pam. — Obrigada. Ashley, minha enteada, a mantém em limpeza extrema — Pam jogou o telefone de Lake em sua bolsa no chão. — Aqui, deixe-me mostrar-lhe a cozinha. Vincent passou o braço sobre o Lake, como se ele não visse Pam estendendo a mão. — Aposto que ela faz. Lake forçou um sorriso nervoso até a Vincent. O que diabos está acontecendo?

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Pam rapidamente baixou a mão, rindo enquanto o levava para a cozinha. — John, Ashley, Vincent, amigo de Lake, está aqui para o jantar. Lake e Vincent entraram na cozinha atrás de Pam para ver caixas de comida chinesa espalhadas sobre a mesa e John e Ashley já estavam cavando em dois pratos extremamente carregados. John chupou os dentes, olhando Vincent de cima a baixo. — Eu pensei que você tinha que sair e obter algumas coisas? — Isto pode esperar até amanhã — Pam foi e pegou mais alguns pratos e garfos para fora do gabinete antes de colocá-los em cima da mesa. Em seguida, ela pegou algumas águas da geladeira. Finalmente, ela sentou-se ao lado do marido. — Vincent, venha e sente-se — Ela deu um tapinha na cadeira vazia ao lado dela e Ashley. Vincent arrastou Lake para a cozinha com o braço ainda em torno dela e foi para o outro lado da mesa com duas cadeiras vazias. Em seguida, ele deixou cair o braço e tirou o assento mais próximo de Ashley, fazendo sinal para Lake para se sentar. Sentada, ela curiosamente olhou para ele. Quando ela o viu tirar o paletó e começar a arregaçar as mangas, ela olhou para o lado e viu Ashley e sua mãe, ambas praticamente babando em cima dele. Olhando por cima de John, ela podia imaginá-lo assassinando Vincent em cinquenta milhões de maneiras em sua mente. Ele estendeu a mão enquanto fazia os rolos finais de suas mangas. — Prazer em conhecê-lo, senhor. John teve que olhar para Vincent quando ele apertou sua mão. — Sim, você também. 226


Vincent tomou o seu lugar ao lado de John e pegou dois pratos, garfos e as águas de cima da mesa para coloca-los na frente do Lake depois se serviu. Ashley pousou o garfo, sorrindo. — É bom conhecer você. Sou Ashley, meia-irmã de Lake. Vincent nem sequer olhou para ela quando ele começou a tirar a comida dos recipientes e colocá-lo em seu prato. — Sim, eu estava no shopping na segunda-feira quando você veio até Lake. Lake abriu a garrafa de água mineral, apressadamente colocando para baixo o conteúdo. Isso não está acontecendo, não é? Ashley soltou um riso nervoso quando ela pegou o garfo de volta para começar a comer. — Você não vai comer, Lake? — Vincent perguntou-lhe quando ele e Pam tinham enchido seus pratos. Lake estava assistindo John ficar mais e mais chateado quando Vincent tinha escavado para fora um pouco de comida. Vendo seu rosto após a pergunta de Vincent, ele definitivamente não queria que ela tocasse em nada. Eu nunca teria tocado sua comida. Ela mordeu o lábio, duvidando sobre que fazer. Ele iria, sem dúvida, puni-la se ela o fizesse. — Eu não estou com fome. Eu acho que ainda estou um pouco doente. — Você está doente, porque você não tinha comido. Coma.

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Ela não tinha nenhuma opção a não ser comer se ela não quisesse fazer uma cena. Ela pegou um pouco de arroz com frango e brócolis com a colher, o item menos favorito de John. — Você precisa comer mais do que isso — Vincent colocou mais um pouco de arroz no prato dela e agarrou a última costela de porco, adicionando-os à sua porção. Não, esse é o seu favorito! Rapidamente olhando para John, praticamente explodindo de sua cabeça.

ela

viu

a

fumaça

Vincent começou a cavar sua comida como sua atenção voltada para Pam. — O que era que você precisava falar sobre Lake? Graduação ou algo assim? — Sim, eu não pude comparecer, porque estava cuidando de John. Como foi? — Sua mãe finalmente se dirigiu a ela. Lake foi para falar, mas Vincent falou primeiro. — O que estava errado? — Ele perguntou, olhando para John. John limpou a boca com as costas da mão. — Eu tive um resfriado. Ela falou antes que algo mais pudesse ser dito. — Correu tudo bem. Vincent se formou, também. O rosto de Pam iluminou. — Você se formou? Eu sinto muito que tenha perdido. Eu teria gostado de ter visto você se formar, Vincent. Lake apertou o garfo enquanto ela pegava sua comida. Seu apetite desapareceu completamente nesse ponto, mesmo que ela 228


não tivesse comido durante todo o dia. Palavras e ações de sua mãe continuaram a machucá-la. Ela teria preferido os planos de John sobre isto. — Você deveria ter visto a sua filha — Vincent sorriu para Lake e deu-lhe um aperto na coxa debaixo da mesa. Lake se viu sorrindo de volta para ele por tentar confortá-la. — Então, o que você vai fazer agora? — Sua mãe mudou de assunto de volta para Vincent. Ele abriu a água e tomou um gole. — Meu pai trabalha, no centro no hotel cassino. Ele é amigo do proprietário Dante Caruso desde que eram crianças. Tenho certeza que você sabe disso, porque o pai de Lake trabalha lá. Eu tenho trabalhado lá por um par de meses. Oh, Deus. — Sim, nós sabemos tudo sobre seu pai trabalhando lá — disse John, apontando para Lake. Vincent olhou John nos olhos. — Bom. Fico feliz que você sabe. O resto da refeição foi gasta silenciosamente, comendo na maior parte. Vincent adorou cada mordida do alimento, comer o conteúdo do seu coração, enquanto John olhava para baixo, para Vincent, toda vez que ele ia se servir de mais. Em seguida, sua mãe e Ashley não puderam parar de olhar para ele. Lake mal foi capaz de engolir algumas mordidas entre tudo isso. Após o jantar, Lake se dirigiu para a sala de estar com Vincent. Ok, hora de ir. Pam veio um momento depois, indo para a bolsa de Lake, que tinha deixado caída ao lado da porta. 229


— Você sabe que não basta colocar as nossas coisas ao redor, querida. Vá em frente e leve-a até seu quarto. Lake tomou sua bolsa de sua mãe, confusa. Eu sempre deixei-a lá. Foda-se, eu não me importo mesmo. Você quer ele, você pode tê-lo. Ela já teve o suficiente de ver a paquera de sua mãe com Vincent. Claramente, ela estava no caminho e ficaria feliz em retirar-se da situação. Ela subiu as escadas, tentando fingir que não estava realmente machucada que sua mãe fizesse isso com ela. Por que ela faria isso? Ela nunca tinha feito nada parecido antes, mas mais uma vez, ela nunca a tinha apresentado a alguém, mesmo Adalyn. Passando pelo corredor, o quarto dela estava aceso, ela ouviu alguém entrar por trás dela. Corra! Lake correu pelo corredor, com medo de que até mesmo John ou Ashley a tinham seguido para cima. No final do corredor, ela sentiu alguém envolver seus braços em volta dela. Instantaneamente, ela sabia quem era. Lake estava fora do ar quando sussurrou: — Você me matou de susto, Vinc... Vincent rapidamente virou-a de frente para ele, ainda segurando-a. — Por que diabos você acabou de correr? Ela virou a cabeça, incapaz de olhar nos olhos dele. — Você se esgueirou para cima de mim. Você só me assustou. Ele agarrou seu rosto e virou para olhar para ele. — Caralho! Você tem medo de alguém em sua própria casa. 230


Olhando para o rosto predatório, ela teve que continuar mentindo. Um sentimento ruim em seu intestino começou a se formar com a forma como a noite poderia acabar. Ele gritou para ela que a merda estava prestes a bater no ventilador. — Eu disse a você, Vincent, você me assustou. Estou tão cansada — Ela afastou-se dele, sem vontade de tê-lo continuando a sustentá-la. — Agora, vá em frente e volte para baixo. Eu estarei lá depois que eu guardar a minha bolsa — Pegou-a do chão de onde ela a havia deixado cair quando ele a tinha agarrado. — Eu não estou indo para lá sem você. Eu disse a sua mãe que planejava sair um pouco. — V-você quer ir no meu quarto? — Ela perguntou, sua boca secando. Vincent cruzou os braços sobre o peito. — Sim. Tem a porra de algum problema? — Bem, sim! Eu não quero você aqui, em primeiro lugar. Eu sei que você roubou meu telefone e agora você quer ir no meu quarto? Eu coloquei o limite lá. — Por que você está fazendo um negócio tão grande em ver o seu quarto? Se você não quer que eu veja o quão ruim está, vou esperar aqui por você guardar a sua bolsa — Ele encostou-se à parede. Lake olhou para a corda que puxava para baixo as escadas que levavam para o quarto do sótão. Maldição! Ela tinha que tomar uma decisão. O quarto mais próximo ao dela era o seu antigo, mas continha equipamento de treino e ela tinha medo dele espreitar a cabeça para dentro. Se ela apenas admitisse o quarto do sótão, poderia vir a ser bom, porque não era tudo estranho. Certo? É uma coisa normal agora. Ela estava indo para o quarto dela que estava 231


no sótão. Se ela fizesse disso um grande negócio, então ele iria tomá-lo como um. Estendendo a mão, ela foi para saltar a escada ainda não atendida. Pânico em curso. Ashley tinha cortado muito curta da última vez. Ela rapidamente saltou de novo, mas as pontas de seus dedos só puderam escová-la. — O seu quarto é lá em cima? — Ele perguntou, parecendo confuso. — Sim — Lake riu-o e foi para tentar agarrá-la novamente.

Vincent se aproximou, parando-a de tentar saltar de novo e facilmente agarrou a corda balançando, para puxá-la para baixo, revelando as escadas. Ótimo, agora ele é definitivamente um deus perfeito e alto. — Obrigada — Ela sorriu para ele quando ele desenrolou as escadas.

Lake se arrastou até elas, sentindo autoconsciente até que seus pés tocaram o chão e seu bumbum não estava mais disponível para ele ver. Ela rapidamente foi para guardar sua bolsa em seu colchão, que estava no chão, para que ela pudesse voltar lá em baixo. A cabeça de Lake virou quando ouviu um rangido nas escadas e viu o rosto de Vincent espiando o buraco no chão. — I-isso é legal, não é? Quando ele veio totalmente das escadas, ele fez um 360º no cômodo, seu rosto se tornando mais horrorizado e enojado com cada segundo. 232


— Lake, olhe a merda em torno de você! Isso é realmente o seu quarto, porra? Seus olhos se arregalaram. — Sim — Pegue qualquer coisa aqui que seja importante — Ele estava começando a tremer. — O quê? Por quê? — Agora! — Ele rosnou para ela. Lake saltou por sua reação e olhou ao redor do escasso cômodo escuro. — T-tudo isso é o que eu preciso. — Ela colocou a bolsa por cima do ombro. — Puta que pariu! Isso é tudo o que é importante aqui? — Ele balançou a cabeça, apontando para baixo. — Basta voltar para baixo. Eu não quero que você tome qualquer coisa dessa porra de lugar, de qualquer maneira. Há provavelmente mofo e merda de rato por toda parte. — Eu não entendi. Para onde vou? — Ela estava à beira das lágrimas naquele ponto. Vincent se aproximou e agarrou a mão dela, levando-a para o buraco. — Você tem uma porra de saída, Lake e você não terá uma porra de volta.

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Capítulo Trinta e Três Você melhore suas orações, filho da puta

Ela ia discutir, mas seu rosto a assustou. Não havia vencedor com o animal de pé em frente a ela. Lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto ela arrastava os passos de volta para baixo, seu intestino mais doente do que antes, dizendo-lhe que algo terrível ia acontecer. Vincent desceu os degraus bem atrás dela e olhou para as lágrimas silenciosas caindo pelo rosto. A alcançando, ele pegou o rosto dela entre as mãos e enxugou as lágrimas com os polegares. — Você não pode ficar aqui, baby. Sinto muito. Lake fechou os olhos, tentando parar o choro. — Eu não posso deixar a minha mãe... — Ela não é uma mãe para você — disse ele enquanto ele continuava a limpar as lágrimas. — Você não pode ver isso? O que ela está deixando John fazer com você? Ela não podia dizer nada, incapaz de mentir para ele por mais tempo. Nem poderia argumentar contra ele, quando ela sabia que tudo o que ele disse era verdade. Quando ele viu a derrota em seus olhos torturados, ele colocou um beijo carinhoso na testa e pegou a mão dela. — Venha. 234


— O que diabos você pensa que está fazendo? — Perguntou John, virando o canto com uma curiosa Pam e Ashley. — Ela está de partida, caralho, isso que é o que é — Vincent deu um passo adiante. John começou a caminhar em direção a eles. — Não, ela não está. Eu não sei o que lhe dá o direito de vir em minha maldita casa e agir como você fosse a porra do proprietário. Saia daqui antes que eu chame a polícia. — Chame os malditos policiais. Vamos explicar por que ela está vivendo em um sótão. Quantos quartos você tem aqui? — Vincent largou a mão de Lake e abriu a porta mais próxima a ele, revelando uma sala grande repleta com equipamentos de ginástica. — Bem, aqui está um quarto perfeitamente bom que ela pudesse dormir — Ele deu um passo para a frente, dando um completo final para John. — Eu aposto que você não tem colocado um pé na porra desta sala. O rosto de John estava contorcido, sabendo que Vincent estava certo. — Dê o fora. — Não é um problema do caralho — Vincent agarrou a mão de Lake e começou a andar pelo corredor. Deus, por favor, me ajude. Lake pensou que seu coração ia parar a qualquer momento, e mal conseguia respirar. Ela só queria que Vincent saísse de lá antes que ele fizesse qualquer coisa que ela nunca viesse a perdoá-lo. Nesse ponto, ela teve que sair com ele, porque se não o fizesse, Vincent agiria de duas maneiras: ele iria matá-los na frente dela ou sair e trazer de volta toda a multidão Caruso para fazê-lo. Quando Lake e Vincent começaram a passar por John, ele estendeu a mão para ela. 235


— Você não está indo seu l... Vincent empurrou Lake atrás dele antes que John pudesse agarrá-la, em seguida, ele bateu John contra a parede, prendendo-o com o braço sobre sua garganta. — Que porra é essa que você ia chamá-la? Lake cobriu a boca, incapaz de permitir que os gritos e choros escapassem de sua garganta como sua mãe e Ashley tinham feito. Quando John não respondeu, Vincent pressionou seu braço mais duro em sua garganta, cortando mais de sua circulação. — Nem uma única vez eu ouvi você se dirigir a ela pela porra nome. Agora. O Quê. Era A. Porra. Que.Você.Ia.Chamá-la? — Lixo de trailer! — John engasgou como se ele estivesse feliz por ter finalmente revelado. Quando Pam cobriu a boca e engasgou chocada, Vincent olhou para ela. — Você não aja com surpresa. Você pode se lembrar da última vez que ele disse o nome dela? — Eu não lem... — Sim, você lembra, cadela. Você só ignorou a merda e fingiu que não aconteceu. Com essas palavras, ela agiu como se ele tivesse batido nela. Vincent começou a cortar mais da circulação de John. — O que mais você fez para ela, filho da puta? — Vincent, por favor! — Gritou Lake. Se ele continuasse, ela tinha certeza de John que estaria falando tudo.

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Ele deu mais um aperto da garganta de John antes de deixá-lo cair no chão, onde ele ficou deitado, tentando recuperar o fôlego. — Se eu descobrir que você colocou um dedo nela, vou voltar aqui e cortar sua maldita garganta. Indo até ele, Lake tocou levemente seu braço, um pouco com medo de tocar o animal raivoso. — Vamos. Por favor, vamos embora. — Eu disse que você não vai a lugar nenhum. Você é minha, seu pedaço de merda — disse John através de suspiros ásperos. Vincent disse entre dentes em um movimento rápido. — É melhor você fazer suas orações, filho da puta, porque a única razão pela qual eu não estou te mandando direto para o inferno agora, é porque ela está aqui. Você não é dono dela e você nunca será o dono dela. Lake é minha. Ela nunca vai vê-lo novamente. Experimente e você vai descobrir o que acontece com filhos da puta que fodem com a família Caruso. Claramente satisfeito, ele agarrou a mão tremendo de Lake e desceu o corredor. Quando ele passou por uma Pam horrorizada e Ashley, deulhes uma advertência. — Essa porra é válida para todos vocês. Aterrorizada, ela deixou Vincent levá-la a seu carro. Quando ele chegou no lado do motorista e ligou o motor, ela estava pronta para irritar-se. Ela não podia ver Vincent mais. Em seu lugar, estava um homem que ela estava completamente petrificada. Ela sabia que ele tinha um problema de personalidade, mas isso foi o mais extremo que o tinha visto e ele tinha realmente admitido que estava se segurando por causa dela. 237


Se isto era ele se segurando, então... Uma coisa era certa, ela precisava ficar bem longe do assustador Vincent. — O-onde nós v-vamos? Ele apertou com força o volante. — Neste momento, estou pensando em cometer uma grande merda. Não! — N-não. — Ela não podia abafar o choro. Ele cerrou os dentes. — Por que não? Você já está com um medo fodido de mim, então eu deveria, pelo menos, dar-lhe algo para se assustar — Vincent saiu da rua e colocou o carro no estacionamento. — Ele merecia coisa muito pior do que o que eu fiz, Lake. Eu sou o único que tentou ir embora por você. Ele foi o único a impedi-la, falando com sua boca maldita. Eu não sou estúpido. Eu sei que você está tomando merda por um longo tempo e se eu tivesse feito meu caminho, todos estariam mortos agora mesmo, porra! — E-eu sei, mas ela é minha mãe, independentemente do que ela fez. Ela é a minha família — Ela tentou manter seu corpo de tremer tanto, enquanto estava enxugando as lágrimas. Lake entendera que era o seu fodido caminho de tentar salvála, mas ela não gostava desse Vincent. Eu nunca quis ser salva. Ela estava com muito medo, o preço seria a cabeça de sua mãe. Ele deu um suspiro longo e profundo quando alisou o cabelo. — Onde é a sua casa?

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Ela rapidamente olhou para ele através de seus olhos lacrimejando. — O que, do meu pai? — Sim, a do seu pai, a menos que você queira que eu volte para sua mãe — Ele colocou o carro de volta na rua. De jeito nenhum ele precisava ir para lá, se o que tinha acabado de acontecer aconteceria novamente a seu pai. — Eu não quero que você vá lá — ela sussurrou. — Por que não? — Sua voz começou a subir novamente. Porque você vai me deixar desabrigada. — Você simplesmente não pode. Ele jogou fora. — Tudo bem, eu vou levá-la para a minha. — Espere! — Lake rapidamente agarrou o volante. Ela pensou por um momento, tentando decidir se era pior ser sem-teto ou menos virgem. — Nós podemos ir para a do meu pai.

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Capítulo Trinta e Quatro É um crime jogar a casca fora

Lake olhou para fora da janela do carro para ver o completo oposto da casa de sua mãe. Eles já não estavam nos subúrbios, mas sim, em uma parte decadente da cidade. A única coisa boa sobre a rua era que era semi segura durante a noite, já que a maioria das pessoas que viviam na sujeira, eram a classe trabalhadora dos pobres. — Você não vai embora sem entrar, não é? — Ela pensou que seria, pelo menos, bom perguntar. — O que você acha? — Ele colocou o carro no estacionamento e desligou-o. Lake respirou fundo. Saindo de seu carro, ela foi até a varanda do apartamento de aparência suja, em seguida, puxou as chaves de sua bolsa antes de colocá-las na fechadura. Antes que ela pudesse abrir a porta, ela se virou para Vincent. — Não diga a meu pai sobre a minha mãe. Ele não sabe de nada e iria matá-lo descobrir. — Apenas entre — ele sussurrou. 240


Imaginei, também. Ela virou a chave e foi para dentro do antigo condomínio, deixando Vincent atrás dela. Fechando a porta, ela teve certeza de tranca-la antes que ela ligasse os interruptores de luz para revelar o lugar sombrio. Era tão limpo como poderia ser por algo tão velho, precisando de modernização grave e reparos. A pequena cozinha continha uma mesa de jantar pequena, que ligava com a pequena sala que continha um sofá de dois lugares e a caixa de TV. Seus móveis eram todos incompatíveis e velhos, junto com seus eletrodomésticos, mas para ela, estava em casa e se sentia mais segura lá do que em qualquer outro lugar do planeta. O velho lugar degradado e sujo era seu porto seguro e ela adorava cada centímetro dele. Ela não queria que Vincent o visse, porque então ele iria olhar para ela da maneira que todos os outros faziam — como um pedaço de lixo de trailer. Algo estúpido que realmente se importasse sobre como ele pensava. E agora, ele finalmente começaria a ver o seu verdadeiro eu. Não era possível olhar para o rosto dele, no entanto, ela andou o pequeno corredor e bateu em uma das três portas, o que levou para o quarto de seu pai. Quando ele não respondeu, ela abriu a porta para encontrá-lo vazio. Por que ele não está aqui? — Talvez ele esteja em casa mais tarde — disse ela, voltando para a sala e colocando a bolsa para baixo. Vincent olhou para ela com simpatia. — Tenho certeza que ele vai. Por que você não vem sentar-se e eu vou preparar alguma coisa para comer? Ela balançou a cabeça. — Nós já comemos. Eu não estou com fo... 241


Ele parou, tirando o paletó e a gravata, em seguida, soltando seus botões superiores. — Você não comeu merda nenhuma, porque você estava preocupada em tocar em seu precioso alimento. Agora, sente-se nessa porra antes que te leve embora. Sua boca se abriu antes que ela fechasse, então fugiu para a cozinha e se sentou à mesa chiando. Ela observou Vincent olhar através dos poucos armários e geladeira, perguntando se ele mesmo sabia o que era qualquer coisa. Ela não achava exatamente que ele tivesse passado muito tempo em uma cozinha. — Cereal está bem? — Ele perguntou, puxando o leite fora da geladeira. Ela torceu o nariz. — Um, é velho. Vincent olhou a data, para ver se estava vencido, então o jogou na pequena lixeira. Ele pegou um pequeno pacote de macarrão, que era praticamente a única coisa que restava e olhou em volta do pacote para a data. — Eu não acho que macarrão possa ficar velho — ela disse a ele. — Sério? — Ele olhou para ela como se não acreditasse nela. — Quero dizer, eles fazem isso para estudantes universitários e pessoas pobres, por isso não pode ir mal, porque nunca podemos jogar comida fora. Vincent apertou a ponte de seu nariz. — Jesus Cristo, porra... — ele murmurou para si mesmo. O Quê? É triste, mas é verdade.

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Encontrando um pequeno copo no lado limpo da pia, ele encheu de água e colocou-o no fogo. Então ele pegou o saco de pão e tirou as duas últimas fatias, que eram as extremidades da casca do pão. — É claro — disse ele, jogando-os de volta no saco para jogar fora. — Whoa, é a melhor parte! Eu só disse que não jogava comida fora. Meu pai iria matá-lo por jogar essa parte fora — Será que ele ouviu mesmo qualquer coisa que eu disse? Vincent olhou para ela como se ela fosse do espaço exterior. — Esta é, literalmente uma casca, a parte que você cortou do sanduíche. Ninguém come esta parte. — Talvez de onde você vem, mas aqui, é um crime jogar a casca fora. Se ninguém as come, por que eles colocam essas duas fatias? Ou por que não vendem sem a casca do pão se todos cortam? — Lake levantou as sobrancelhas, à espera de uma resposta. Eu apenas toquei a sua mente. — Por que diabos tudo o que você está dizendo é verdade? O que é pior, eu não sei se deveria estar louco ou triste com isso — Ele foi para passar manteiga de amendoim que tinha sobre a casca. — Quero dizer, como no inferno as duas fatias de casca completam a melhor parte? — Não julgue até você experimentá-lo. É surpreendentemente delicioso. Vincent realmente sorriu um pouco na última parte, quando ele lambeu um pouco de manteiga de amendoim de seu dedo. Lake encontrou-se não o temendo cozinhando sua comida. Ela realmente gostou de vê-lo, porque parecia que ele era humano. Ela sempre tinha percebido ele como um deus. Claro, ele ainda 243


parecia um em sua cozinha, mas ele estava fazendo algo normal uma vez. Ela começou a sorrir para o fato de que ele, na verdade, meio que sabia o que estava fazendo e estava fazendo isso por ela. Era doce. O que era realmente em pânico estranho. Ela tirou as contas fora do caminho, quando ele chegou para colocar o prato na mesa. Pegando seu duro sanduíche de manteiga de amendoim, ela começou a comer. Ele olhou na geladeira algo para beber. — Você não tem nada para beber? — Há copos nesse gabinete e há água que sai da pia. — Ela tentou não engasgar com seu sanduíche quando riu da última parte. — Eu não sei por que eu ainda perguntei. Quando ele colocou dois copos de água sobre a mesa, ela levantou seu sanduíche e sorriu para ele. — Está muito bom. Vincent envolveu sua mão ao redor de seu pulso enquanto levava uma mordida grande. — Isso é surpreendentemente delicioso — Ele conseguiu levar uma mordida pequena antes que ela retirasse a mão de volta. — Eu disse a você — ela riu dele. Quando se sentou, sorrindo na frente dela, seu estômago deu uma cambalhota de felicidade. Ela estava certa de que ela deveria gostar, mas assustava. Lake não queria gostar dele; ele era louco e uma pessoa terrível. Certo? Ela nunca tinha pensado que iria dizer isso, mas realmente preferia o Vincent mal. Quando ele estava mal, ela não ficava em pânico, querendo beijá-lo. 244


— Por que você está sendo tão bom? — Poderia ter saído mais duro do que pretendia. — Então, você fica com raiva de mim por ser mau e agora que sou bom, você não gosta? — Ele virou-se para ela. Não, não tinha. Eu gosto do bom. — Me desculpe, eu não queria que isso soasse assim. Eu só não estou acostumada com isso — Ela se sentiu mal por dizer isso. — Obrigada por me fazer a comida. — De nada. Ela estava agradecida que o legal tinha voltado. Ela ficou chocada quando realmente comeu toda a sua comida, sem saber da última vez que tinha comido uma refeição completa. Então, novamente, seu corpo estava praticamente morrendo de fome. Nesse ponto, qualquer coisa além da comida chinesa de John, teria um sabor bom. Quando Lake bebeu o último gole de sua água, Vincent colocou os pratos na pia. — Bom. Agora podemos falar. Oh, Deus. Ela sabia que o Vincent legal finalmente foi embora. Nada iria vir de bom da conversa que ele queria ter. — Por que não falamos enquanto eu comia, pelo menos? Dessa forma, você poderia já ter me deixado. Vincent flexionou sua mandíbula. — Porque você não come quando está chateada e você só teria dado algumas mordidas. Você ainda se lembra da última vez que você sentou-se para a porra de uma refeição que você realmente tenha feito? 245


‘

Merda, alguĂŠm me salve...

246


Capítulo Trinta e Cinco Você não tem que se preocupar; Eu não vou foder com você na casa do papai

... deste psicopata.

— Eu acabei de comer, não é? Vincent balançou a cabeça. — Você não teria se eu não a fizesse comer. Lake balançava a cabeça de volta para ele. Ele estava prestes a perder a cabeça. — Por que tudo tem que ser tão duro com você? Em um único dia — ele deteve um dedo para cima — Eu descobri sobre você trabalhando para Dante por ter te visto trabalhando lá em baixo — Outro dedo subiu. — As inúmeras vezes que você quase se matou no espaço de uma semana — Outro dedo. — Então, por toda a maldita coisa, eu vou para a casa da sua mãe e descubro que ela é um pedaço de merda que está deixando uma parte ainda maior de merda te machucar. Então, se você não está com a mente fodida, poderia fazer o favor de se colocar no meu lugar no momento e deixar de ser tão malditamente difícil? 247


Ela respirou fundo, percebendo que ele estava um pouco transtornado. — Ele nunca me machucou. — O Quê? Lake teve que evitar os olhos através da mesa, enquanto falava. — Ele nunca me machucou, porque estava com muito medo. Ele sabia que teria cruzado a linha, se me tocasse. Se uma marca ficasse, então meu pai o teria matado. — Lake, você pode machucar as pessoas sem colocar a mão sobre elas. Não se sente aí e diga-me que ele nunca fez mal a você — Ele manteve sua voz entre calma e forte. — O que ele fez com você? Não há saída. Pegando na pintura sobre a mesa, ela mordeu o lábio. Ela realmente não queria dizer-lhe, mas tinha certeza que ele praticamente tinha tudo planejado e só queria ouvir isso dela. — Desde que ele me conheceu, eu sabia que não gostava de mim. Ele sempre me ignorou ou dava-me olhares de reprovação por trás da minha mãe, então comecei a passar mais dias com o meu pai e menos com a minha mãe. Lembro-me dela estar deprimida e chorando antes que ela o conhecesse e ela finalmente parecia realmente feliz, então eu estava feliz. Eu não acho que fosse importante se John gostava de mim ou não, porque eu só tinha de vê-lo nos fins de semana e tinha, na sua maioria, me ignorado, até que um dia minha mãe saiu. “Foi como se ele tivesse esperado por esse dia. Por fim, ele estava livre para me chamar do que queria e me obrigar a fazer o que ele queria. Ele a mandava para fora para fazer algo mais e mais, enquanto eu ficava lá para limpar, cozinhar e servi-lo com pés e 248


mãos. Fiz tudo o que ele ordenou e nunca disse nada a meu pai, porque John me disse que se eu fizesse, papai não só mataria ele e Ashley, mas minha mãe também. Eu era jovem e apavorada o suficiente para ouvi-lo, ainda sem idade suficiente para entender o que meu pai fazia para viver. Quanto mais eu limpava e o ouvia me chamar de nomes, mais eu sabia que John estava certo; ele iria matá-los. ” Vincent flexionou sua mandíbula. — Como é que o seu pai não percebeu isso? Você está me dizendo que ele não sabe? — Não, nunca — Ela olhou para ele como se fosse louco. — Como é que eu vou acreditar, Lake? Ela não ia deixá-lo pensar sobre o pai dela dessa forma. Ele podia dizer o que quisesse sobre sua mãe, porque Deus sabia que ela não era perfeita, mas Lake não ia deixá-lo culpar seu pai quando ele tinha sempre feito o melhor que podia por ela, apesar de sua fraqueza. Meu pai é tudo que me resta. E ela não ia deixar Vincent tirar isso dela. Lake olhou fixamente em suas profundezas azuis, sabendo que o que diria em seguida, iria machucá-lo. — Da mesma forma que Adalyn e você não sabiam. Não havia nenhuma maneira de saber, a não ser que você estivesse lá para ver, apenas como você fez esta noite. Meu pai nunca teve estômago para ir lá naquela imensa casa e enfrentar por que minha mãe deixou-o por dinheiro. Quando pedi para passar apenas os fins de semana com a minha mãe, disse a ele que era porque ela não estava sozinha e eu não queria que ficasse sozinha. A mesma coisa que eu disse a você meses atrás e você não pensou em nada disso. “Minha mãe era uma boa mãe antes de John, independentemente se você acredita em mim ou não. Eu nunca teria acreditado que John e seu dinheiro teriam mudado ela, mas ele 249


mudou. Eu sabia que seria difícil para o meu pai acreditar, também, foi por isso que eu nunca lhe dei qualquer razão para pensar de outra forma. ” Vendo a raiva por trás de seus olhos quando ele começou a apertar a mesa, ela se sentia mal por dizer o que ela tinha dito, mas não tinha sido deixada com uma escolha, ela o tinha visto matar seu pai. Ainda assim, ela precisava torná-lo melhor. Ela não queria que ele se culpasse. — Vincent, você não poderia ter sabido o que aconteceu, apenas como Adalyn e meu pai não sabem. Não há ninguém para se culpar. Ele saltou para cima da mesa, praticamente invertendo a coisa toda. — Não está tendo alguém para culpar! Esses filhos da puta precisam morrer por como eles trataram você hoje à noite! — Por favor, me escute. Eu estou te implorando, não os prejudique — Mais uma vez, ela não pôde ousar olhar para ele, colocando o seu olhar de volta para baixo sobre a mesa. Vincent estendeu a mão e agarrou-lhe o queixo, inclinando a cabeça para encontrar seus olhos. — Você nunca vai vê-los novamente. Se você fizer isso e eles sequer olharem para o caminho errado, eu vou matá-los de forma lenta e dolorosa. Você me entende? Lake engoliu o nó na garganta, em seguida, acenou com a cabeça em compreensão. Discutir com ele não era uma opção. Ela estava simplesmente com sorte de tê-lo feito concordar em não machucá-los. Ele largou-lhe o queixo e calmamente sentou-se, depois que ele empurrou o cabelo para trás. 250


— Não diga a meu pai e por favor, não o culpe. Não havia nenhuma maneira dele saber. Ele faz o melhor que pode para mim, mas você sabe que ele não é perfeito. Ele trabalha duro para Dante, para fazer tanto quanto ele pode, para nos ajudar. Há um teto sobre minha cabeça, comida na minha barriga e roupas para vestir. Se há alguma coisa extra, depois disso, ele joga-o fora. Ele só não pode evitar; ele é um viciado em jogos de azar. “Todo mundo tem a sua fraqueza e a sua é uma mesa de pôquer. Esse é o seu prazer na vida. Isso nunca me incomodou, nem me importei se não temos um monte de dinheiro. Meu pai é a melhor pessoa que eu conheço. Ele adora andar por aquela porta para me dizer que ele venceu. Toda vez que ele me levava para comer, depois íamos para o supermercado onde ele me deixava encher o carrinho. Depois disso, ele me dava dinheiro para comprar o que eu quisesse. Isso é mais do que eu posso dizer de pais que dão aos seus filhos. Se você vai e diz a ele sobre a minha mãe e John, ele nunca vai perdoar a si mesmo e ele não merece isso” — Ela não podia deixar de chorar enquanto insistia com ele. Levantando-se da mesa, ela correu para o seu quarto, incapaz de parar os soluços escapando de seu corpo. Depois de alguns segundos, ela sentiu os braços de Vincent envolverem em torno dela. — Eu não vou dizer a ele se você não quiser. Lake tirou as mãos do rosto e chorou em seu peito. — Eu-eu não quero que você diga. — Então eu não vou — Ele começou a acariciar suas costas enquanto ele a segurava mais perto dele. — E-ele não vai voltar para casa novamente, não é? Ele tem vergonha por eu trabalhar no cassino — ela sussurrou-lhe entre as lágrimas. 251


Ele não podia falar ou olhar para mim. Esses pensamentos tinham rodado em torno de sua mente durante toda a semana. — Não, querida, ele não vai. Ele tem vergonha de si mesmo. Vai ser difícil para ele se perdoar por colocá-la em perigo e ter você trabalhando para pagar sua dívida. Você vai ter que dar-lhe algum tempo para ser capaz de enfrentá-lo novamente. Outro grito escapou de sua garganta quando ela percebeu que realmente perdeu seu pai e precisava dele. — Baby, Shh... — Ele apoiou-a na cama e sentou-se na beira do colchão. — Você está desgastada e vai se sentir melhor quando acordar amanhã — Ele se inclinou em seu joelho e começou a desamarrar seus tênis velhos. Ow-ow-ow. Ela tentou não estremecer quando ele os removeu de seus pés. Então, quando ela não teve sucesso em fazer isso, ele passou para a meia dela para ver o que o causou. Ela não teve sucesso novamente quando tentou impedi-lo de tirá-las. Vincent removeu lentamente a meia e examinou cuidadosamente seu pé empolado, antes que fizesse o mesmo com o outro. Ele levantou-se do chão. — Deite-se. Lake fugiu em cima da cama e deitou-se ao vê-lo sair do quarto. Ela enxugou as lágrimas restantes, imaginando o que ele estava fazendo. Ela estava tão exausta que tinha quase caído no sono antes que ele aparecesse em seu quarto, vestindo shorts de ginástica e uma camisa. Olhando para as suas roupas trocadas, ela percebeu que poderia ter cochilado. — Onde você conseguiu estas? Espera, por que você se trocou? Ele se sentou na ponta da cama e colocou seus pés em seu colo. 252


— Eu sempre mantenho uma troca de roupa no meu carro e eu vou passar a noite aqui. — Não, você não vai — Ela foi sentar-se e puxar seus pés para fora de seu colo, mas ele segurou suas pernas. — Você não vai ficar sozinha neste bairro durante toda a noite, especialmente com nenhum carro na frente, se eu sair — Ele esguichou um pouco de gel transparente em suas mãos e começou a esfrega-lo em seus pés. Seu pé empurrou na frieza, mas começou a se sentir bem enquanto massageava-o. — O que é isso? — Aloe Vera. Lake apenas olhou para ele, atordoada. — Eu liguei para Mary e lhe perguntei o que ajudaria, então andei até a loja no final da rua, bem rápido, para que você tivesse as coisas na lista que ela me deu — explicou. Andou? — Por que você andou? — Eu lhe disse que você não pode ser deixada sozinha neste bairro sem um carro na frente. Ninguém iria tentar entrar com o meu Cadillac lá. Agora deite-se. Ela descansou a cabeça no travesseiro apreensiva e observou-o cuidar de seus pés. Seu toque era leve e calmante e ele teve o cuidado em torno das bolhas. Ela não conseguia tirar os olhos dele quando ele tomou o seu tempo cuidando dela. Ele estava sendo incrivelmente doce e gentil. Ele rasgou as cordas do seu coração quando ele pensou em chamar Mary e caminhar até a loja para fazer algo tão bobo como melhorar a situação dos seus pés. Ela não 253


queria que ele ficasse a noite, mas não teve coragem para discutir com ele depois do que ele havia feito. Até o momento em que ele tinha envolvido suas bolhas em uma estranha fita marrom e colocado em algum tipo de meias especiais super suaves, seus olhos começaram a fechar. Ela sentiu as pálpebras fecharem quando um corpo deslizou ao lado dela. — Você não pode dormir aqui, Vincent — ela disse sonolenta quando se virou para dar-lhe as costas. — Por que não? — Ele perguntou, puxando-a para seu peito e passando o braço ao redor dela. — Porque você vai tentar algo comigo e eu não vou fazer sexo com você — Ela tentou mexer debaixo de seu braço. Vincent simplesmente puxou Lake em seu corpo mais apertado. — Você não tem que se preocupar; eu não vou te comer na casa de seu pai. Ah, bom. Isso me faz sentir melhor. Ela relaxou contra ele, cansada demais para lutar. — Nós somos apenas amigos, Vincent. Eu poderia perder meu emprego se Sadie pensasse o contrário. — Tudo bem, somos amigos. Agora vou dormir — ele murmurou. Ela deixou a exaustão assumir seu corpo com um último pensamento do que Vincent tinha dito a John anteriormente. Lake é minha.

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Capítulo Trinta e Seis Juntando uma peça de cada vez

Vincent abraçou Lake voltando a dormir quando ela acordou no meio da noite. Para uma garota que tinha dito que não queria que ele dormisse ao lado dela, com certeza ela gostava de ser mantida com bastante firmeza. Ele não conseguia encontrar o sono quando os pensamentos de como fodido todo o dia tinha sido, preencheu seu cérebro. Ele nunca quis torcer o pescoço de alguém, tanto quanto ele queria torcer o de John. Esse filho da puta tinha estado torturando-a por Deus sabe quanto tempo e a cadela da Pam não tinha dado duas merdas por ter flertado com ele na frente de Lake. Ele poderia ter fodido muitas mães, mas não tinham se apresentado descaradamente quanto elas gostavam dele na frente de suas filhas como ela tinha feito. Elas sempre tinham tentado a sua melhor merda para escondê-los. Esse foi o jantar mais difícil que ele teve que sentar-se, observando Lake com muito medo de comer um pedaço de comida maldita desse imbecil. Então, quando ele tinha ido lá em cima e descoberto que seu quarto era o sótão, ele tinha perdido o controle. O sótão filho da puta? Em uma filha da puta de uma mansão? Ele tinha visto ela tentar saltar para cima para alcançar a corda, fazendo-o doente com o pensamento de que gostava de assistir a sua luta ao não conseguir alcança-la. Ele sentiu o fim do caralho da corda e sabia que eles a tinham cortado. Considerando suas alturas, ele sabia que um deles teria precisado de uma escada e 255


alguma ética de trabalho, o que significava que a cadela Ashley tinha feito isso. Quando Lake tinha dito 'é legal' para ele, ele tinha sinceramente acreditado que uma parte dela realmente pareceu como se ela mesma tivesse se forçado a acreditar. Ele sabia que não havia nenhuma maneira que ia deixá-la lá por mais cinco minutos. Levá-la para a casa de seu pai era uma experiência totalmente diferente. A casa era antiga e pequena. O bairro era uma merda completa e perigoso para uma garota como Lake, mas viu sua mudança. Ele podia sentir que ela se sentia como se estivesse em casa e segura, que era tudo o que importava para ele. Ele não a julgava, ou a seu pai, pelo assunto, por não ter muito dinheiro. Era difícil para um homem da família ainda não estar na família. Todos os bons empregos e os altos salários foram para os homens que foram feitos, era assim que funcionava. Os outros tinham a maldição de serem soldados para a vida, com base unicamente no fato de que eles não nasceram com sangue italiano. Era uma regra dura da família, tão antiga quanto o tempo e as regras eram quase sempre quebradas. Toda a existência de Vincent era para a família; no entanto, ele não iria querer estar na pele do pai de Lake. Sabendo que ele sempre quis ser um homem da família, mas foi forçado a ficar na parte inferior do ranking, seria o pior pesadelo de Vincent. Lake tinha razão. Ele não podia culpar seu pai mais do que ele se culpava por ter deixado ela lá nos meses e dias antes e nunca uma vez percebeu, ao longo dos anos, de que algo poderia estar errado. Ele não teve uma única pista até que seu intestino havia gritado para ele que algo estava errado naquele dia. Mas, eu deixei, porra, de qualquer maneira. Ela não tinha que se preocupar com ele dizendo a seu pai; ele não iria. Se o fizesse, seu pai teria o prazer de matá-los e ele iria se certificar de que a satisfação era toda dele. 256


Vincent olhou para o rosto adormecido de Lake. “Ele não está voltando para casa, não é? Ele tem vergonha por eu trabalhar no cassino”. Uma parte dele tinha quebrado no momento que essas palavras tinham passado por seus lábios. Ele tinha estado tão preocupado que ele fosse quebra-la se eles ficassem juntos, mas a coisa era que ela já estava quebrada. Ele a colocaria de volta, juntando uma peça de cada vez e ele estava começando por empurrar a escuridão dentro dele. Lake precisava de sua consciência para voltar a estar inteira. Ele não podia levá-la olhando para ele com medo nunca mais. Ela tinha estado com medo por muito tempo e ele ia fazer o que fosse necessário, a partir daquele momento, para fazê-la feliz, mesmo que isso significasse perder uma parte de si mesmo. Ele limpou a memória de seus meses antes, mas logo em seguida, ele disse a si mesmo que era hora de começar um novo jogo. "Nós somos apenas amigos, Vincent." Ele entendeu que precisava de um amigo, naquele momento, de modo que era o que ele seria. Em seguida, ele iria ter certeza que ela entendesse que não seriam mais apenas amigos. Ele não ia contar a ela sobre o fato de que havia pago sua dívida. Iria apenas assustá-la saber que ela tinha que trabalhar, porque aquele filho da puta assustador tinha uma coisa por ela. Pelo menos, era o que ele estava dizendo a si mesmo. A verdade era que ela planejou não ir mais para a faculdade e uma parte doente da sua mente não queria que ela fosse; portanto, ele estava com medo de dizer que ela não teria que trabalhar por mais tempo, pensando que poderia deixá-lo. Ele tinha um mês para fazê-la querer ficar e ele ia fazer questão de ter certeza que ela ficasse. Ele gemeu quando Lake se mexeu mais perto dele, sua bunda esfregando contra o seu pau. Foda-se, esse ia ser um longo mês.

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***

Lake franziu a testa quando acordou no dia seguinte em uma cama vazia, assim como ela tinha acordado no mês passado. Ela nunca iria admitir isso, mas ela sempre odiou quando ele nunca ia lá na parte da manhã. Enquanto saia de seu quarto e entrou no corredor para ir ao banheiro, ela cheirou algo delicioso. Mmmmm... Ela rapidamente entrou no pequeno banheiro para se refrescar o mais rápido que podia. Depois que ela cuspiu o último pedaço de creme dental na água, ela entrou na minúscula cozinha. — Sim, meu-favorito de bacon e panquecas! — Sua boca praticamente ficou regada quando viu a enorme pilha de panquecas. Ela foi pegar alguns pratos de fora do gabinete para colocar sobre a mesa, mas uma mão estendeu e agarrou sua cintura antes que ela fosse movida contra um duro corpo, sem camisa. — Vá se sentar. Vou trazê-lo para você — Ele deu um beijo no topo de sua cabeça. Lake empurrou para seu peito nu. — Pare com isso, Vincent. Quantas vezes eu disse que eu posso ajudar, também? Eu não sou um bebê. E quantas vezes, francamente, que eu lhe disse para colocar uma camisa? Vincent sorriu maliciosamente antes de deixá-la ir. — Por que isso te incomoda tanto? Ela foi sentar-se à mesa, tomando a decisão de só responderlhe na cabeça. Porque você é perfeito e mata-me olhar para você. É por isso. 258


Ela observou-o colocar a comida na mesa, juntamente com os pratos. Então ele abriu a geladeira ridiculamente cheia e serviu-os um pouco de suco de laranja. Ela o examinou quando ele começou a carregar o seu prato. Ele parecia diferente. Ele deu uma mordida em uma fatia de bacon. — Baby, tanto quanto eu gosto de você olhando para mim, você precisa comer. Lake disse a seu corpo para ignorar o fato de que ela gostava quando ele a chamava assim, então franziu o nariz para ele. — Por que você parece tão feliz? — O que, eu não posso ser feliz para caramba por uma vez? Ela balançou a cabeça. — Você nunca está feliz quando estou prestes a ir para o trabalho e você fez minha comida favorita. Eu não sei... Parece apenas que você está comemorando. Ele deu de ombros. — Bem, já faz um mês desde que você começou a trabalhar. Só achei que você merecia algo especial. Caramba. Ela, de alguma forma, sempre se fez parecer uma idiota. Ela começou a carregar seu prato com alguma saborosa bondade. — Obrigada. Isso foi muito legal da sua parte. — Eu sei como você pode realmente me agradecer — Vincent piscou para ela. Lake riu. 259


— Você não desiste, não é? — Nunca. Lake sorriu para ele quando começou a comer sua comida. Fazia um longo mês, difícil no começo e ela não achava que teria sobrevivido sem ele. Ela ainda não tinha visto seu pai desde aquele dia no escritório de Dante, mas Vincent tinha a certeza que ele estava bem. Se ela fosse honesta, ele tinha resolvido um monte de problemas para ela e ela só tinha a si mesma para culpar, realmente. Todos os dias, ela trabalhou no cassino, não usufruindo de um dia de folga e todos os dias, ele a levou para o trabalho. Ele fez com que a geladeira estivesse cheia e ela comia regularmente. Vincent a mimou completamente, até os pés. Literalmente. Desde a primeira noite, ele tinha conseguido curar os pés cheios de bolhas e os manteve dessa forma, segundo as instruções de Mary. Além disso, ela ficou chocada no dia seguinte por encontrar que os sapatos de trabalho tinham algum tipo de preenchimento de gel colocados neles. Ela tinha se acostumado a Vincent muito rapidamente após o primeiro dia, sabendo como lidar com ele. Ele queria ser duro, mas o momento em que ela ficou chateada, ele não poderia ser mais contra ela. Ele não gostava de vê-la ferida e ela tinha certeza de que era finalmente por que ele não tinha tentado ir atrás de sua mãe ou John. Tinha sido um mês livre do Vincent Mal e ela estava mais do que grata por isso. Eles não passaram muito tempo separados, especialmente desde que Vincent sempre se recusou a deixar sua cama. Então, novamente, ela teve que admitir que não lutaria muito com ele para fazê-lo sair. Lake tinha certeza de que, depois de um mês, ela deveria se sentir sufocada, mas ela não se sentia.

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Vincent tinha realmente se tornado seu amigo. Mesmo que fosse difícil de olhar para ele em pânico ou estar tão perto e não querer... Lake estalou os olhos longe dos bíceps de Vincent e levantouse da mesa. — Eu preciso ficar pronta para o trabalho. Ele estendeu a mão e agarrou a mão dela enquanto ela passava, arrastando-a para o seu colo. — Você não vai realmente agradecer-me? Lake olhou para os lábios, lembrando quando ele a provou a primeira e última vez, quando eles tinham se beijado. Seus lábios se aproximaram dos seus até que eles estavam apenas a uma polegada de distância. — Vai colocar uma camisa — ela sussurrou antes que pulasse fora do seu colo. — Isso foi uma merda cruel — disse ele, antes que desaparecesse em seu quarto. Ela fechou os olhos enquanto descansava a parte de trás de sua cabeça na porta fechada. Foi cruel para mim, também. Todo um mês de ver e dormir ao lado de um deus sem camisa estava se tornando extremamente doloroso. Eu não sei quanto tempo mais eu posso durar.

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Capítulo Trinta e Sete Hoje é meu aniversário Filho da puta

— Sadie, você está perversamente falando sério? — Lake olhou para a calcinha preta em vez de seus shorts espólio regulares. Sadie arqueou a sobrancelha. — Bem, quando eu lhe disse para usá-los há cinco segundos atrás, isso foi eu falando sério. Mas... mas! — Mas porquê? Você nunca me fez usá-los antes. — Será uma ou duas polegadas mais de sua bunda sendo mostrada, realmente é um grande negócio? — Ela colocou a mão na cintura, fazendo com que as mamas dela saíssem como sempre fizeram. Lake furiosamente assentiu. — Sim, sim, para eles, é. — E é exatamente por isso que você está indo usá-los, querida. Agora, apresse-se e vista-se. Eu não posso esperar para ver a porra do playbo... — A voz de Sadie sumiu quando ela praticamente pulou para ir se vestir. É difícil um assassinato? Tenho certeza de que Vincent iria encobri-la. Talvez ele ainda vá me ajudar...

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Lake se vestiu com um espartilho de laço rosa-choque, até que chegou entre os seios. Graças a Deus. Colocou sobre a calcinha e meias pretas aparadas em rendas, então se olhou no espelho. Ela não achou que parecesse muito inocente logo em seguida. Não havia laços ou babados, só rendas sexys fazendo-a sentir-se autoconsciente de como ela sentiu no primeiro dia em que ela tinha trabalhado lá. Ela estava ficando confusa. Pensei que Sadie me queria parecendo inocente. Essa era toda a sua coisa, certo? Sadie deu ao seu rabo um toque carinhoso quando ela estava prestes a colocar cabeça para fora do camarim. — Eu estou estritamente de acordo, mas gostaria de mudar totalmente as equipes para você. Isso é reconfortante. — Por favor, não me faça fazer isso — Lake não estava quase mendigando. — Hum, deixe-me pensar — Sadie bateu em seu queixo — Não. Todo o ar saiu dela como um balão. — Eu nunca vou te perdoar por isso. Sadie riu dela. — Oh, querida, você vai. É uma lua cheia? Todo mundo está agindo de forma estranha. Lake mordeu o lábio quando Sadie empurrou para além da cortina. Nada é diferente. Você só está revelando mais um centímetro, isso é tudo.

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Ela dirigiu-se para a sua primeira mesa, que infelizmente, tinha o assustador David sentado lá, esperando por sua chegada. Os olhos de David digitalizaram seu corpo enquanto ele estendia o seu cartão. — Eu quero a prateleira de cima só hoje à noite e não me faça esperar por essa bunda muito tempo. Lake forçou um sorriso quando ela pegou o cartão e rapidamente anotou os pedidos dos outros homens. Correndo para o bar, ela deu ao barman o pedido juntamente com o cartão de David. Algo sobre o homem a deixava nervosa. Ela não gostou da forma como os olhos de David a tinham olhado. Tomando as bebidas para a mesa, ela serviu o seu copo cheio do melhor scotch. Ele deu-lhe uma nota de cem dólares. — Isto é apenas o começo. Ela pegou o dinheiro de suas mãos e fez o um pouco de dança quando colocou em seu espartilho. Esta vai ser uma longa noite. Indo para suas outras mesas, quando ela conseguiu escapar, tomou todas os seus pedidos antes de voltar para o bar quando sua mão foi agarrada enquanto ela passava pelos banheiros. Ela foi puxada para dentro antes de a porta se fechasse atrás dela. Ela se viu pressionada contra a parede, olhando para um homem cujos olhos não iriam sair rolando sobre seu corpo. Ela empurrou seu peito. — Jesus Cristo, Vincent! Você está tentando me meter em encrenca? Ele pegou suas mãos e colocou-as atrás das costas, capturando seus pulsos dentro de sua forte aderência. 264


— Você já está em apuros, baby. Um calor subiu em seu corpo quando ele conseguiu fazê-la arquear as costas perfeitamente para exibir seus montes. Ela apertou suas coxas juntas quando o formigamento viajou passado os topos de suas pernas. — Eu-eu n-não vou fazer nada. — Você fez quando decidiu usar isso — Sua mão livre correu até o seu corpo para descansar sobre sua garganta, colocando o polegar sobre seu pulso. Ela fechou os olhos para igualar a pressão que ela tinha forçado em suas coxas. — Sadie me fez usá-lo — Abrindo os olhos depois que ela respirou fundo, terminou sua explicação. — Ela vai me matar se eu não voltar lá para fora. — Eu estou debatendo se eu deveria deixar você voltar lá para fora. Ela lambeu os lábios secos. — Por Favor? Ele nunca se recusou quando ela pediu assim. Vincent deixou a mão viajar para baixo do pescoço e sobre os seios antes de deixá-la ir. — Lembre-me de agradecer Sadie, depois de eu matá-la. Lake riu nervosamente enquanto saía do banheiro. — Eu gostaria de ajudar. Respirando fundo como ela saiu, viu Nero e Amo guardando o banheiro com um sorriso em seus rostos. 265


— Eu darei o troco um dia, seus dois psicopatas — ela disse a eles quando passou. Eles gostaram muito de vê-lo se aproveitar de mim. Retornando com sucesso para o bar a tempo, ela se abaixou para fora da vista e tentou acalmar seu corpo. Droga, eu o odeio pra caralho. A tensão entre eles havia subido todos os dias que passaram juntos. Eu não sou nenhuma cientista, mas tenho certeza que é quase ponto de ebulição. Vincent nunca fez uma tentativa de esconder seus sentimentos, enquanto Lake lutou com unhas e dentes para mascarar os dela, tudo até que ele fez essa coisa do pânico em seu pulso. Em seguida, ela perdia o tempo todo. Ela não queria gostar de Vincent. Porra, ela deveria odiar até suas tripas. Ele era uma prostituta, um imbecil e um assassino, ela tinha certeza. Mas maldição se o mês passado não a fez mudar de opinião sobre ele. Ela nunca pegou-o olhando para outra garota, mesmo quando as seminuas estavam constantemente em seu ponto de vista. Ela não achava que ele poderia ter tempo para comer qualquer uma delas, com ele constantemente mantendo o controle sobre ela, 24/7. Claro, ele ainda podia ser um idiota, mas não estava com ela. Pelo menos, não mais. Mesmo para a coisa da matança... bem, ela não achava que ele tivesse um monte de tempo para fazer isso, qualquer um. Oh, meu Deus. O que há de errado comigo?

***

Vincent estava prestes a quebrar o nariz dele, apertando-o com tanta força. Ele não podia acreditar que tinha deixando-a sair do banheiro assim, especialmente sem a porra de um consolo. A única 266


razão pela qual ele não a tinha beijado, era porque não tinha estado no tempo ou no lugar certo. Ele sabia que, uma vez que ele a beijasse de novo, não ia haver qualquer parada, como ele tinha maldita certeza de que ele a estaria trazendo para casa. Ele tinha estado um mês sem transar, enquanto olhava para sua bunda perfeita e corpo em tantas roupas sexy diferentes. Então, naquele dia de todos os dias, ela tinha saído com sua bunda mal coberta em nada, mas rendas. Seu olhar habitual sexy, mas doce, tinha desaparecido. A única coisa em sua mente era como diabos ele planejava transar com ela sem machucá-la. Três dias costumava ser muito tempo sem foder, mas um mês? Seu pau estava no modo duro constante e ele não sabia exatamente como duraria 30 segundos nela. Vou me machucar antes de eu machucá-la. Vincent saiu do banheiro, uma vez que ele havia dito a sua metade escura para voltar a esconder-se como se não tivesse feito isso todos os dias durante o mês passado. — Você sabe o que diabos ela apenas disse para nós? — Amo disse a ele quando a porta do banheiro se abriu. — O que na Terra que ela disse para você agora? — Vincent perguntou, constantemente odiando as muitas coisas que Lake disse a ele. — Ela acabou de passar sem sequer olhar para nós e disse: ‘Eu vou dar o troco um dia, seus dois psicopatas’. — Amo tentou imitar sua voz, fazendo Vicent e Nero rachar-se no riso em sua pobre tentativa. — Não leve-a tão a sério Amo, porra — Nero disse a ele através de seu riso. Amo cruzou os braços. — Sim, certo. Eu não colocaria qualquer coisa por ela. Se ela tem bolas de merda o suficiente para enfrentar Dante e chamar-nos psicopatas, ela tem bolas suficientes 267


para fazer alguma coisa para nós. Hoje é o último dia, certo? Eu não posso continuar trabalhando cada maldito dia da minha vida apenas para que você comece a ser o único a transar com ela. Vincent não queria dizer-lhes que Amo estava certo sobre Lake. — Sim, hoje é o último dia que esses filhos da puta a olham vestida assim e você também, filho da puta — ele rosnou para Amo. Amo sabia melhor do que a observação sobre como ele ia perder aquela parte sobre ela. — Por favor, me diga, finalmente a beijou lá, porra? — Quando Vincent não respondeu, Amo balançou a cabeça. — Porra, cara, isso não é saudável. — Eu vou ter que concordar, neste ponto — Nero acrescentou. Ele olhou para as pernas e bunda de Lake, enquanto ela se inclinava sobre o bar enquanto pegava suas bebidas. — Não se preocupe; ela está em suas últimas horas de ser virgem depois que ela saiu com essa aparência. — Eu estou chocado que você esteja deixando um trabalho como esse — disse Nero. — Vocês dois deixam suas mulheres correrem por cima de vocês — Amo olhou para ele. — Você não vê isso, cara? Lake tem você enrolado em seu fodido dedo. Ele poderia admitir, somente em sua cabeça, que tinha estado deixando-a sair facilmente, mas Lake era especial e valia a pena tentar vencer, não importa o quão azul suas bolas se tornassem. — Eu vou lembrá-lo, caralho, um dia — Nero cuspiu para Amo. — Eu vou, também — Vincent jogou para ele, também. 268


Olhando para uma alegre Sadie do outro lado da sala, o seu sangue começou a ferver. — Desculpe. Eu preciso ir ver a pequena cadela que pensou que seria engraçado colocar Lake naquela roupa. — Essa cadela é louca e vai golpear a merda fora de você — Amo finalmente conseguiu rir com Nero esse tempo. — O que você vai fazer? — Nero riu. — Na medida em que vocês dois sabem é a porra do meu aniversário — disse Vincent, indo embora. Era hora de puxar o seu cartão de papai para a cadela. Hoje é meu aniversário, filho da puta.

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Capítulo Trinta e Oito Foi mais quando vi a sua mão ninja ir para agarra-la.

Lake foi para o bar quando ela notou Sadie ficando no palco. Eita, eu tenho que assistir a outra sessão de apalpar. Houve dois aniversários no dia anterior e ela tinha certeza de que as dançarinas do pole estavam ficando cansadas disso. — Nós temos um aniversariante. Vamos lá para cima — Sadie não colocou muito entusiasmo e sensualidade nisto como fazia habitualmente. Lake praticamente cagou um tijolo quando Vincent subiu no palco. Oh, merda nenhuma. Oh, merda nenhuma. Oh, merda nenhuma. Oh, merda nenhuma. Oh, merda nenhuma. Oh, merda nenhuma. Sadie pegou o braço dele e quase bateu-o na cadeira, em seguida, praticamente mordeu a língua enquanto ela falava. — Tudo bem, querido, quem é que vai ser? Ela observou-o digitalizar o espaço até que seus olhos pousaram sobre ela. Oh, merda nenhuma. Vincent acenou em direção a ela. Lake ficou congelada no tempo. Foda-me. Sadie voltou ao microfone. 270


— Lake, querida, venha até aqui. Ela poderia dizer que Sadie não estava mais feliz do que ela no momento. Tentando lembrar de andar, ela foi em direção ao palco, mas quando ela chegou ao passo para entrar, ela tinha certeza de que ia desmaiar. Merda, eu não posso fazer isso! Sadie havia lhe ensinado alguns truques no caso dela ter sido pega. Mas eu nunca deveria ser escolhida! — Deixe-me ajudá-la, boneca — Amo a agarrou pelo braço e empurrou-a, em seguida, subiu as escadas para o palco. Ela olhou para seu rosto presunçoso e deu-lhe a aparência de morte, prometendo-lhe tanta dor em um futuro próximo. Lentamente caminhou em direção a cadeira, ela se perguntava se seria pueril recusar, mas depois, ela pensou que poderia ser demitida e morta logo em seguida, de qualquer maneira. Quando ela estava sobre Vincent, seus olhos estavam cheios de fome enquanto tomava seu corpo dentro. Sadie cobriu o microfone antes que ela apressadamente sussurrar-lhe: — Mantenha as malditas mãos para si mesmo, playboy — Deixando o palco, ela gritou — Acerte ele! A sala ficou um breu antes de um foco de luz vir e a música começar a bombear através da sala. Lake lambeu os lábios secos, percebendo que era a hora do show se ela queria que fosse ou não. Ela virou-se para o cômodo escuro, incapaz de enfrentar os olhos sedentos até que ela esperou ficar mais confortável.

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Ela tentou se concentrar na rotina básica de dança que Sadie lhe tinha mostrado, em vez do fato de que todo mundo estava olhando para ela e ela estava prestes a moer em Vincent. Pensando, é só uma dança e eu amo dançar, foi como ela conseguiu que seus quadris se movessem. Agitando-os, ela começou a dobrar lentamente até que a bunda dela estava perfeitamente posicionada na cara dele. Voltando-se, sentou-se no colo dele, revirando os quadris sobre ele quando se inclinou de volta em seu peito. Ela virou a cabeça para o lado para que ela pudesse olhar para ele, em seguida, trouxe-lhe o braço para trás para correr para o lado de seu rosto. Quando a expressão de Vincent mais-do-que-prazer aproximou mais os lábios, Lake dançou para fora de seu colo, sentindo-se mais confiante. Eu estou indo para, pelo menos, fazer isto doloroso para ele. Ela se virou para ele e caminhou timidamente para um agachamento com o rosto entre os joelhos. Sorrindo através de seus cílios para ele, ela colocou as mãos sobre as coxas e correu-as até seu corpo, até que sentou-se no colo dele, de frente para ele naquele momento. Ela podia sentir o quanto ele estava duro quando ela deixou a sua bunda dançar contra seu pau. Seu corpo queria explodir em chamas sentindo e vendo o quanto ele a queria. A queimação em sua pele começou a irritá-la; ela deveria estar matando-o, não a ela. — Não é seu aniversário — ela sussurrou em seu ouvido. Ele moveu gradualmente uma de suas mãos a partir do lado da cadeira e levemente colocou em sua coxa nua, longe da vista do público. — Não, mas agora é.

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Sua respiração ficou presa na garganta quando ele moveu a mão na parte interna da coxa. Ela encontrou-se dançando sua bunda para ele com mais força. Ela podia ver o quanto ele a queria através de seus azuis-bebê e ela definitivamente poderia sentir quão duro. Seus dedos roçaram sua coxa, um centímetro de distância de seu sexo, fazendo um fluxo de umidade escapar dela. Olhando para os lábios muito próximos, ela esqueceu-se do mundo e chegou mais perto, querendo, precisando prová-lo de novo... As luzes de repente se acenderam. Lake saltou para cima, saindo de seu transe. Ela não podia sair do palco rápido o suficiente. Santo Inferno maldito! Seu corpo estava em chamas. — A canção não acabou ainda — Vincent assobiou atrás dela quando ela começou a passar por Sadie. — Foi mais, quando vi a sua mão ninja ir para agarrá-la. — Sadie agarrou a mão de Lake, fazendo-a parar. — Então, o que porra? Ninguém poderia vê-la! — Ele agarrou outro lado de Lake e tentou ir embora com ela. — De jeito nenhum, playboy. Você não vai a lugar nenhum com ela. O turno de Lake não acabou e se eu deixá-la ir com você, ela vai dar sua virgindade contra o box do banheiro. O rosto de Lake ficou vermelho. Eu estou bem aqui! Vincent deu a Sadie seu próprio olhar da morte antes que ele soltasse a mão de Lake e fosse embora. — Um, como diabos você deixou isso acontecer? — Lake olhou para Sadie, querendo sacudi-la. Estava finalmente afundando no que ela tinha acabado de fazer lá em cima na frente de todos. Sadie olhou para ela estupidamente. 273


— Oh, caramba, eu não sei. Quando esse pau da porra veio até mim e disse-me que era seu aniversário e que, se eu tivesse um problema com ele, eu poderia chamar a merda do seu pai, naturalmente, eu disse, 'Eu não dou a mínima para quem é seu pai. ’ Mas quando ele me disse que Vitale é o seu último nome, então eu, claro, me importei quem diabos é seu pai. — Isso é tudo culpa sua, porque você me colocou nesta porra de uniforme — Lake disse, tomando de volta a mão dela. — Sim, bem, teria sido bom saber que o Playboy era filho do Sr. Vitale, não seria? Lake não ia deixá-la ficar com a última palavra. — Você sabe que não era seu aniversário, certo? — Puta, eu sei disso! — Sadie invadiu. — Bom, eu estava apenas verificando! — Lake gritou de volta para ela, concentrando-se em tentar não rir. Quando ela voltou para suas mesas, Amo estava de pé contra uma parede sorrindo. — É meu aniversário hoje, também, você sabe. Lake apontou o dedo para a direita em seu rosto assustador. — Você deve ter muito, muito medo.

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Capítulo Trinta e Nove Eu não dou a mínima se seus pais são Jesus

Depois que Lake saiu do palco com Vincent, ela ainda não tinha conseguido manter seu corpo sob controle. Ela encontrou-se constantemente à procura dele, o que a manteve desperta. Pare de pensar nisso! Lake foi ver a mesa onde David estava sentado. Quando seu turno havia começado, ela sentiu que algo estava fora mais do que o habitual sobre ele e como a noite tinha progredido, o olhar em seus olhos só tinha ficado louco e mais louco. Quando ela se aproximou, notou uma mudança ainda mais grave nele. — Você está bem, ou gostaria de beber um pouco mais? — Perguntou ela, esperando que ele não pedisse por mais. Ele e os homens em torno da mesa que estavam recebendo bebidas gratuitas dele, estavam bem embriagados até então. Lá em baixo, no entanto, ninguém jamais era cortado. Essa era uma das vantagens. — Não, nós precisamos de outra porra de garrafa. Não é, senhores? — David olhou em volta da mesa para todos os homens acenando e gritando de acordo. — Certo, então corra essa bunda doce e eu vou fazer valer a pena. Lake assentiu enquanto, deixava a mesa, incapaz até mesmo de fingir um sorriso. Ele estava realmente começando a assustá-la. Indo para o bar e rapidamente conseguindo terminar, ela teve tempo para respirar e acalmar os nervos. Não importava quão 275


bêbado esses homens estavam, eles ainda estavam com muito medo de quebrar as regras com medo que eles não fossem capazes de voltar. Chegando à mesa, ela serviu as bebidas para os homens, em seguida, colocou a garrafa na frente de David, que estava segurando uma outra nota de cem dólares. Levando o dinheiro, ela fez a sua oscilação e colocou-o em seu espartilho antes que ela se virasse para sair. No entanto, seu braço foi agarrado com força e ela olhou para trás em direção aos olhos nebulosos de David. — Eu não acho que valeu a pena uma centena de dólares. O que vocês acham? — Ele perguntou aos outros homens, que balançaram a cabeça em concordância. — Que tal você tentar isso de novo? — Que tal você remover a porra da sua mão — a voz letal de Vincent falou sobre ele. Lake olhou para ver Vincent, Nero e Amo há um pé de distância. Isso não vai acabar bem, não é? — Eu vou, uma vez que receber o vale do caralho do meu dinheiro — David aplicou mais pressão ao braço dela. Vincent deu um passo adiante. — Filho da puta, eu vou dar-lhe cinco segundos. Cinco... quatro... — Ok, vamos todos nos acalmar — Lake colocou a mão para cima. — Três... — Sério, eu vou deixar passar — ela implorou a David. A voz de Vincent estava mais escura. — Dois... 276


David deixou-a ir, em seguida, levantou as mãos. — Tudo certo. Tudo bem, tudo bem — Ele se levantou, balançando um pouco. — Eu só vou ter meu dinheiro de volta. Lake gritou e agarrou seus seios quando David tentou descer seu espartilho. — Filho da puta! — Vincent lhe deu um soco na cara. Amo rapidamente tirou Lake fora do caminho antes que Vincent pudesse começar a sua própria destruição. Ela fez uma careta quando viu a cabeça de Davi ficar esmagada na mesa de pôquer, fazendo as fichas voarem no ar como confete. — Hum, cara, eles não parecem muito felizes — disse Nero e Amo quando viu um dos homens de pé com uma garrafa de vidro. Nero rapidamente tirou o paletó. — Eu tenho esperando por isso há um mês, porra. Foda-se esse lugar. Eles vão ser mortos! Ela viu os outros homens começarem a se levantar quando Nero pegou a garrafa e esmagou-a sobre a cabeça do primeiro cara. — Ahh, foda-se! Este é o melhor trabalho que eu já tive — Amo começou a tirar o casaco, sussurrando vários palavrões que Lake que não sabia que existiam. — Esses filhos da puta têm que estragar tudo de bom na vida. Mesmo que Vincent, Nero e Amo estivessem em menor número, eles ainda estavam batendo a merda fora do grupo dos homens. Finalmente, ela observava os outros guardas começarem a mover-se para acabar com isso. 277


— Esses merdinhas estão realmente começando a me irritar — Sadie apareceu ao lado dela, cruzando os braços. Lake voltou-se para a luta para ver os guardas apenas estando lá e assistindo. — Por que eles não estão parando-os? Sadie começou a gritar com eles. — Porque eles são um bando de maricas de merda! Eu não dou a mínima se seus pais são Jesus, detenha-os! Os seguranças não se mexeram. — Amor de Deus — Sadie subiu para Amo e agarrou as mãos, que estavam em torno da garganta de um cara. — Vamos lá, grandão. Corte a merda antes que eu decida dar um tapa em você. Amo largou a garganta do homem, deixando-o cair no chão como uma tonelada de tijolos. — Agora, coloque seus namorados sob controle — ela sussurrou para ele. — Que porra é essa que você acabou de dizer? — Amo olhou para ela, dando-lhe um olhar intimidador. Sadie passou por ele com o enorme calcanhar de stripper, puxando-o para fora. — É isso aí! Amo rapidamente puxou fora de seu alcance, em seguida, puxou Nero fora de algum cara que ele estava batendo no chão. Então Lake assistiu Amo e Nero tentarem puxar Vincent fora de alguém, mas ele voltou a bater em David novamente. Ela correu e agarrou o braço dele quando ele colocou o pé sobre a garganta de David quando ele estava indefeso no chão. 278


— Hum, eu acho que ele teve o suficiente — Ela tentou falar com calma na esperança de acalmá-lo. Vincent olhou para ela, começando a aplicar pressão sobre a sua garganta. Ela apertou seu braço. — Por Favor? Ele apertou um pouco mais duro antes de tirar o pé. Ele limpou as palmas de suas mãos em sua camisa já ensanguentada, em seguida, agarrou a mão de Lake com a outra. Para onde estamos indo? — Onde diabos você pensa que está indo? — Sadie perguntou a silenciosa Lake, dando um passo à frente deles. — Ela terminou — ele retrucou quando passou direto por ela. Lake tentou remover a mão da dele, mas isso só resultou nele segurando-a com mais força. Olhando para trás, Sadie, viu-a abrir somente a boca para fecha-la novamente, mordendo a língua. Lake declamou um "Desculpa" de volta para ela, já pensando em como rastejaria para ela no dia seguinte. Ela sabia que Vincent tinha dito que ela terminou porque seu turno já estava quase no fim e ela definitivamente sabia melhor do que discutir com ele sobre isso, quando ela tinha certeza de que ele não ia embora sem ela. Se ele não saísse de lá, seu pé estaria sobre a garganta de David. Vincent pegou o paletó da cadeira que ele tinha colocado quando continuou a arrastar Lake fora da porta e para o elevador. — Coloque isso — Vincent rosnou enquanto ele segurava a jaqueta para ela deslizar seus braços completamente. 279


Assim que seus braços estavam através dos furos, ela empurrou o casaco fechado. Olhando para o seu rosto ainda descontente, ela sabia que era porque o casaco não cobria suficientemente os topos das coxas; portanto, suas meias de renda ainda estavam sendo reveladas devido à sua altura. Ele puxou a cintura dela perto de seu corpo, enquanto esperavam o elevador abrir, o olhar de Lake voltou para a porta do cassino, onde alguns homens estavam saindo. Eles não pareciam muito entusiasmados para a festa acabar. — Eu esqueci minha bolsa — ela falou baixinho para ele, percebendo que a havia deixado em seu armário. As portas se abriram e ele puxou-a para a parte de trás do elevador. — Você não precisa dela hoje à noite. — Sim. — Ela vai estar lá amanhã — Vincent deixou cair o braço de sua cintura, em seguida, ficou na frente de seu corpo. Lake olhou para seu ombro, que bloqueava a maioria de sua visão. — Hum, sim, OK. Minhas chaves estão nela! Ele estendeu a mão para trás para descansar a mão na parte superior de sua coxa. Ela engoliu o nó na garganta quando as portas começaram a deslizar fechadas. Ele não vai me levar para casa, não é?

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Capítulo Quarenta As Coberturas de Todas as Coberturas

Lake esperava sair do elevador com os outros homens no cassino no primeiro andar, mas quando Vincent não se moveu, ela não tinha ideia para onde estavam indo. Algumas pessoas haviam chegado no elevador antes de ser fechado e clicaram alguns botões para pisos aleatórios do hotel. Ela conseguiu ver alguns deles, especialmente os homens, darem-lhe um olhar. Ela achou que era por isso que Vincent tinha permanecido na frente dela. Enquanto o elevador fechava e começava a subir novamente, ela sentiu as pontas dos dedos começarem escovar a parte superior de sua coxa em um pano macio, movimentando para cima e para baixo. A sensação de estar em cima dele, dançando enquanto sua mão tinha retornado, ficando tão perto de sua feminilidade. Foi um concurso de toque suave, o que tornou ainda mais erótico para ela, especialmente porque ela estava em um espaço muito confinado com estranhos. Não era possível pensar em qualquer coisa, exceto a quão boa a sua mão sentia naquele momento, ela tocou a mão sobre sua coxa, em seguida, viajou até o braço para seu bíceps, puxando-o um pouco mais perto dela. Vincent deu a sua coxa um aperto leve, antes de voltar a se movimentar, um tempo um pouco maior.

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Lake apoiou a testa na parte traseira de seu ombro enquanto continuava a segurar-lhe o braço, querendo se aproximar dele. Eu estava certa; nós atingimos o nosso ponto de ebulição. Ela ouviu o elevador fechar novamente antes que ele a puxasse da parte de trás e, em seguida, empurrou-a contra a parede de botões. Ela observou-o socar o código para o topo, se perguntando como no mundo ela não tinha notado qualquer um saindo. Seu peito começou a subir e descer fortemente quando a atenção de Vincent voltou para ela. Ela tinha visto aquele olhar em seus olhos quando estava dançando em cima dele. A mão de Vincent subiu para traçar o lábio cheio inferior com o polegar. — Tudo o que eu queria fazer era te beijar desde o momento em que eu puxei a minha boca fora da sua, na primeira vez, baby. Eu também, foi seu único pensamento quando seus lábios finalmente desabaram sobre os dela. Ele avidamente chupou o lábio inferior enquanto segurava o queixo para acessar a boca completamente. Os lábios de Lake derreteram contra os dele, deixando-o explorar a boca como se fosse a primeira vez. Sua língua habilmente abriu os lábios e ela se viu aberta mais ampla para ele. Quando ele pegou sua língua, ela gemeu contra seus lábios enquanto ele chupava-a na boca. Era tudo o que ela se lembrava e muito mais. Ela estendeu a mão e agarrou seu cabelo, querendo-o mais perto e tentando aprofundar o beijo, mas Vincent, de repente se afastou, passando a mão pelo cabelo para alisar para baixo, onde ela havia atacado. Em seguida, a porta do elevador se abriu e ele pegou a mão dela, puxando-a para fora do elevador sem uma palavra. Lake podia jurar que estava tendo déjà vu quando ela teve certeza de que era assim que seu primeiro beijo tinha sido. Ela não 282


entendia o que ela continuava fazendo de errado. Ela pensou, querendo tocá-lo e beijá-lo de volta como deveria ser, mas cada vez que ela fazia, ele terminava o beijo abruptamente. Limpando a umidade dos lábios, ela não pôde deixar de se sentir um pouco magoada. Sou obviamente uma terrível beijadora. Ela foi rapidamente retirada de seu pensamento pelo fato de que ele não gostava de beijá-la com a percepção de que eles estavam no andar de cima. Ela não tinha ideia de por que ele a estava levando para o escritório de Dante. Sua confusão só aumentou quando ele a puxou pelo corredor direito, em vez de ir direto para o escritório. Naquele momento, ela não tinha ideia para onde estavam indo. Os nervos começaram a se estabeleceram quando ele foi para a segunda e última porta no lado esquerdo do corredor. Ela observouo chegar em seu bolso e retirar o cartão chave do hotel. Ela mordeu o lábio. — Hum, por que estamos aqui? Vincent colocou o cartão no slot até que a luz brilhou verde. Em seguida, ele abriu a porta e arrastou-a para dentro do quarto escurecido. Ela saltou quando a porta se fechou atrás dela. — Vincent, o-onde estamos? — Ela sussurrou. Olhando em volta, ela mal podia fazer qualquer coisa, mas sua atenção foi atraída para uma enorme parede de vidro, que tinha vista para a noite da cidade. Era de tirar o fôlego. Quando as luzes acenderam, ela piscou, ajustando-se ao brilho e sua boca abriu quando ela viu o espaço enorme. Andando mais para dentro do lugar, ela sabia que tinha que ser a cobertura de todas as coberturas. 283


Era um espaço muito escuro. As paredes eram pretas junto com praticamente todo o resto. Havia apenas sugestões de cinzas escuro e prata que vinham de várias coisas espelhadas. Estava quente ainda, convidativamente ainda estruturada, contemporânea e vitoriana, ao mesmo tempo, sendo escura, sem luz. Ela nunca teria sonhado que teria gostado de algo tão obscuro e livre de qualquer coisa brilhante, mas ela achou completamente convidativa e atraente. Sua mão passou por cima de uma almofada de pele negra, que era em um enorme, corte de couro. — Este é o seu lugar, não é? — Sim. Lake olhou para ele. — Há quanto tempo você o tem? Ele deu de ombros. — Há alguns meses mais ou menos. Eu terminei apenas um pouco antes da formatura. Logo antes de vermos um ao outro novamente. Ela não sabia o que tinha acontecido naqueles meses depois de terem se beijado, mas o que quer que fosse, ela não achava que a leveza saiu dele muitas vezes durante os mesmos. O lado escuro de Vincent, principalmente, tinha uma palavra a dizer na concepção de seu lugar; no entanto, ela podia ver os poucos toques de seu lado bom. Olhando ao redor, alguém poderia pensar que os dois lados lutavam entre si. No entanto, eles não o fizeram; Eles completavam um ao outro e faziam o lugar único. Olhando para trás, pra ele, ela sabia que ele estava à espera de sua aprovação enquanto ficava em sua camisa branca manchada de sangue. 284


— É perfeito, Vincent — Assim como você. Talvez ela fosse louca e demente por pensar isso, mas a maneira como ele sempre a tratou tornava fácil para ela justificar seus sentimentos. Lake caminhou em direção a ele e quanto mais perto ela veio, mais torturado ele a olhou. — Preciso de um banho — Ele começou a desabotoar sua camisa sangrenta enquanto se afastava quando ela ficou a cerca de um pé dele. Ela olhou para ele fixamente, enquanto ele subia as escadas de vidro. Os sentimentos de dor e confusão voltaram e ela colocou o casaco em torno de si mais apertado em uma tentativa de abraçar a si mesma. Ela não entendia o que ela estava fazendo de errado e os sentimentos que ela estava recebendo dele eram tão misturados, só aumentando a confusão. Ele tinha flertado com ela sem parar durante um mês inteiro e apenas um pouco antes, ele tinha basicamente a obrigado a realizar uma lap dance. Então, depois de meses e meses, eles se beijaram no elevador, só para ele recuar, afastando-a para longe quando ela tentou retornar o beijo e puxá-lo para mais perto. Ela tinha que admitir que ela o queria tanto e ela sabia que ele a queria também. Ela não sabia por quanto tempo mais ela poderia levá-lo afastado dela, no entanto. Lake estava ficando doente de si mesma do quanto o seu corpo queria depois disso, apenas pensando sobre ele desabotoar a camisa cheia de manchas de sangue. Eu estou tão louca.

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Capítulo Quarenta e Um Perdoe-me, ó Pai, porque pequei

Lake lentamente subiu os degraus quando percebeu que não havia outro lugar para ir. Vincent estava com ela em casa e depois da noite que ele teve, ela sabia que fugir dele não ia fazê-lo muito feliz. Por mais que ela gostasse de ser perseguida, só ia fazer as coisas muito piores para ela. Definitivamente, não era sábio testar Vincent depois de ter praticamente tentado matar um homem. Além disso, ela passou um mês com ele, dia e noite e tinha aprendido como lidar com ele. Embora, sentisse um pouco sobre sua cabeça quando ela percebeu que seu relacionamento poderia estar tomando um rumo. Eu tenho tudo sob controle. Nada irá acontecer ainda. Indo até o último degrau, um enorme quarto cumprimentou-a, detendo-a em suas portas. A grande cama levou o centro das atenções e parecia luxuosa, com os lençóis de seda pretos, brilhando por causa das luzes da cidade. Tomando o último passo e indo para o segundo andar, ela sentia como se estivesse em uma varanda. Você podia ver o resto do apartamento de cima. Lake particularmente gostou de olhar para a cozinha gourmet. Um mês antes ela poderia ter sido surpreendida, mas conhecendo Vincent melhor, descobriu que ele gostava de cozinhar e era surpreendentemente bom no que fazia. 286


A decoração no segundo andar combinava com o resto da casa, mesmo que fosse apenas um enorme cômodo. Andando por aí, ela podia ouvir o chuveiro ligado atrás de uma porta. Ela perguntou que coisas mágicas estariam em seu banheiro, além de seu corpo lindo. Ela tinha um forte sentimento de que o banheiro era tão impressionante como o resto do seu lugar. Vendo uma outra porta, ela foi para a frente e a abriu, revelando um enorme closet. Jesus Cristo, é um monte de ternos. Havia uma linha perfeita de peças separadas por cor. Ela não achava que já compreendesse como no mundo ele era tão imaculado. Não só ele mantinha sua aparência dessa maneira, mas sua casa e até mesmo o seu maldito armário, eram tão impecáveis. Virando-se e querendo vomitar de sua pura perfeição, ela teve um vislumbre de si mesma no espelho. Sentia-se como uma grande, grande mentira. Sua maquiagem escondia o rosto falho e seu grande cabelo ondulado, escondia o fato de que era realmente fino e reto como um papel. Inferno, até mesmo os peitos dela eram uma mentira no espartilho, como ele realmente fazia com que parecessem maiores do que eram. Vendo o contorno do dinheiro amassado que ela tinha escondido em seus peitos, ela puxou-os para fora e empurrou-os para baixo, no bolso da jaqueta de Vincent, que ela ainda estava usando. Isso a fez se sentir mais barata de alguma forma e ela tinha certeza de que o Perfeito Vincent só poderia gostar dela pelo mesmo motivo que todos os homens lá embaixo. Em sua mente, não havia como um deus como ele pudesse desejar um lixo de trailer, menina branca, como ela. Seus olhos foram pegos em algo no espelho. Voltando-se ao redor, ela olhou para o fim de seu closet. Tudo estava perfeitamente no lugar, mas ela notou algo fora.

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Caminhando em direção a ela, ela pegou um cabide segurando uma peça de roupa preta. Por que ele tinha isso? Olhando fixamente para a peça, ela não sabia o que pensar. Os olhos de Lake mudaram-se para a entrada do armário para ver Vincent de pé com nada mais do que uma toalha enrolada na cintura. — Queria manter o vestido de Adalyn? — Perguntou ela, lambendo os lábios secos. Ele começou a passar por suas roupas, procurando algo para vestir. — Foda-se não, eu queimei. Lake olhou para o vestido preto que usava naquela noite na Poison. — Então por que você manteve o meu? — Eu não poderia me obrigar a queimá-lo. Você parecia muito fodidamente quente nele. — Ok, mas por que você o manteve? — Ela perguntou de novo. Você não pode simplesmente manter um vestido aleatório em seu armário por meses. Quando ele não respondeu simplesmente e continuou à procura de roupas, ela jogou o vestido no chão e começou a sair. Foda-se ele. Ele está sendo um idiota completo hoje! Vincent rapidamente agarrou-a quando ela passou por ele, segurando-a perto de seu corpo nu. Ele puxou a parte de trás de seu cabelo para baixo, para forçá-la a olhar para ele. — Eu mantive esse vestido porque eu queria vê-la nele novamente. Você sabe por que mais eu o mantive?

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Ela suavemente balançou a cabeça enquanto se forçou a olhar para os lábios, em vez de seus intensos olhos azuis. Ele deu um puxão leve em seu cabelo, fazendo-a olhar para ele. — Porque eu também pretendo te comer com esse vestido um dia. — Somos apenas amigos, lembra? — Ela odiava que tivesse mais ofegante do que ela gostaria. Um sorriso tocou os lábios de Vincent. — Baby, você sabe muito bem que eu não quero ser só seu amigo — Ele moveu lentamente a outra mão para cima de seu quadril, sobre o peito e seu pescoço, deixando seu polegar direito descansar sobre o seu local preferido, sentindo o tambor de seu coração. — É isso que você quer, sermos apenas amigos? Lake estava sob seu controle. Ele gostava de fazer isso quando queria a verdade dela. Ela poderia mentir, mas ele saberia e a faria pagar por isso, ou ela poderia dizer a verdade e estaria acariciando o seu, já enorme, ego. Não haveria vencedor. — S-Sim, eu só quero ser sua amiga. Ele esfregou o polegar mais lentamente ao longo de sua garganta quando ele moveu seu rosto para que seus lábios estivessem mal separados dos dela. — Você tem certeza disso, baby? Eu vou parar, eu prometo. Eu disse, ele iria fazer você pagar por isso. Lake olhou para os lábios, querendo que ele a beijasse novamente. Seu corpo estava em chamas querendo que ele a tocasse mais. Ela sabia que era tarde demais para voltar atrás. Não havia como parar um trem descarrilhado, uma vez que deixou os trilhos. 289


— Por favor, não pare — ela sussurrou em derrota. Ele moveu a cabeça para sussurrar em seu ouvido: — Eu não iria. Lake estremeceu quando seus lábios beijaram a parte sensível de seu pescoço, em seguida, sugou um pedaço de sua carne. Ela queria desesperadamente agarrá-lo e sentir seu corpo duro, que estava a centímetros do dela, mas tinha medo de que, se o fizesse, ele iria parar de beijá-la, como ele sempre fazia. Vincent agarrou seus ombros nus sob o casaco e começou a deslizá-lo até que ele caiu no chão. Em seguida, ele se inclinou e deu um beijo no topo de seu ombro. — Você é tão bonita, porra — Sua mão foi para o zíper preto na frente do seu espartilho, entre os seios. Ela começou a corar quando ele vagarosamente puxou para baixo o zíper. Tinha certeza de que, se não fosse por seu contínuo curso de beijos, ela teria feito ele parar. Quando ele continuou a descompactar o corselete, ele caiu no chão junto com a jaqueta, ela teve que desviar o olhar do seu, desviando os olhos para seu peito enquanto ele tomava seu corpo. Ela não pensou que ele a acharia tão bonita, uma vez que o corselete fazia parecer muito maior do que eram. Ele alisou levemente a mão sobre seu peito direito quando aproximou sua boca para um beijo. — Perfeito — disse ele contra seus lábios enquanto rolava o polegar sobre o mamilo, em seu bico. Lake choramingou sob seu toque enquanto ele continuava a torturar seu mamilo. Ela envolveu o pescoço com os braços, incerto se as pernas iriam mantê-la por muito mais tempo. Quando ele rapidamente pegou e começou a ir em direção a sua cama, ela enrolou as pernas em volta dele. 290


Vigorosamente retornando o beijo, ela chupou a língua na sua boca, querendo saboreá-la por conta própria. Tão rapidamente como tinha buscado, ele a deitou na parte inferior da cama, olhando por cima dela. Por que ele não me deixa beijá-lo? Ela estava ficando frustrada sexualmente por esse ponto. Não era justo que ele pudesse fazer o que quisesse com ela, mas ela não pudesse devolver o favor. Lake inclinou-se e foi para a toalha, mas Vincent pegou sua mão antes que pudesse chegar mais perto. — Não se mova — ele rosnou para ela. Isso era o mais perto que o vira de seu lado escuro em um mês. Ela não gostava quando ele ficava assim e ela particularmente não gostava quando ela estava seminua em sua cama. — Como é que você continua me parando de beijá-lo, ou qualquer outra coisa nesse sentido? Eu sou tão ruim assim? Ele balançou a cabeça e parecia quase chocado que ela pensasse isso. — Não, querida. Eu quero você muito, agora. Eu quis você por malditos meses. Estou tentando ir devagar com você, mas você beija bem pra caralho. Eu vou te machucar se você não ficar parada e então, não vou me perdoar se tornar isso mais doloroso para você do que já vai ser. Enquanto ele falava, Lake começou a vê-lo de forma diferente. Ela podia ver e sentir suas mãos começarem a tremer. Ele não estava oscilando à beira do seu lado escuro; o Vincent na frente dela era a versão mais pura dele. Ele estava fisicamente torturando-se para não causar-lhe qualquer dor ou desconforto. Ela entrelaçou os dedos nos dele. — Você não poderia me machucar. 291


Ela realmente acreditava nisso, também. Ele só a tinha machucado uma vez e tinha sido naquele dia em que ele a tinha deixado na casa de sua mãe, mas ela pôde finalmente vê-lo como ele a tinha machucado tanto. Em seu coração, ela sabia que ele não iria querer fazer isso de novo, foi por isso que ele foi acima e além, para mantê-la feliz. — Sim, eu posso, Lake. Apenas me prometa que você vai ficar parada — Sua respiração tornou-se pesada quando ele se se inclinou para lhe dar um beijo. — Eu prometo que vou tentar — Ela sorriu antes que mordesse o lábio inferior dele. As mãos de Vincent atropelaram suas meias e foram para os topos de suas coxas nuas. — Eu tive que ver você andar por aí com essas coisas e os saltos, então mereço chegar a come-la com elas — Ele avançou e agarrou os lados de sua calcinha de seda preta. Ela ligeiramente levantou os quadris quando ele começou a puxá-los para baixo. Suas bochechas aquecidas de nervoso quando ele deslizou para baixo sobre suas meias e saltos altos. Olhando para a sua boceta perfeitamente lisa, seus olhos se tornaram mais escuros. — Porra. Os olhos de Lake se arregalaram quando ele rapidamente deixou cair a toalha para baixo de seus quadris, saltando livre seu muito enorme e muito duro, pau. Oh, minha porra, vou.... Todos os pensamentos se perderam quando ele a beijou sem sentido, movendo-a para cima da cama. Seu peito ficou pesado enquanto beijava seu pescoço sensível, então rapidamente, tomou um mamilo rosa ainda mais sensível em sua boca, fazendo-a ofegar. 292


Então, sua mão foi para a sua boceta e seu dedo do meio pressionado em suas dobras. — Como é que cada parte de você é sedosa pra caralho? — Sua voz soava torturada, combinando com sua aparência. Era difícil para ela se concentrar no que ele havia dito enquanto seu dedo mergulhava dentro dela. Ela teve que morder o lábio inferior para não gritar. — Baby, você está tão apertada e molhada para mim. — Ele se mudou para o mamilo negligenciado e chupou-o até que se transformou em um mamilo apertado, protuberante igual ao outro, enquanto seu dedo escorregava mais profundamente. Lake estendeu a mão, torcendo os dedos em seus cabelos, um gemido passando por seus lábios quando o polegar bateu sobre o seu clitóris. Depois de mais alguns passes, sentiu outro dedo entrar nela e ele começou um movimento dentro da boceta dela com os dedos. Ela puxou seu cabelo quando ele colocou o polegar direito entre seu clitóris, quando ela tinha certeza de que estava à beira de explodir. Ele vai me matar. — Vincent, por favor — ela gemeu, esperando que ele fosse fazer algo para dar a sua libertação. Ela sentiu vontade de chorar quando ele, em vez disso, tirou os dedos dela. Vincent rapidamente mudou o seu corpo sobre o dela até que a cabeça do seu pau estava pressionando em suas dobras. Lake colocou a mão em seu peito, impedindo-o. — Que tal um preservativo? — Você está tomando pílula e eu não iria pensar sobre usar se não tivesse certeza de que estou limpo. Eu sou o único que vai comer sua boceta perfeita e não será com um preservativo. Nem 293


agora e nem nunca — Ele se inclinou e mordeu a parte gordinha de seu lábio enquanto a ponta do seu pênis deslizou em sua vagina. Instintivamente, ela enrolou as pernas em volta de sua cintura, querendo mais dele dentro dela, raspando as unhas nas costas dele. Ele deslizou para dentro, rompendo sua barreira em um movimento rápido. — Droga, baby — ele gemeu. Rapidamente, voltou para seu clitóris, rolando entre o polegar e o dedo indicador. A dor foi dura e rápida, fazendo-a fechar os olhos. Em seguida, começou a diminuir e a fome dentro dela mascarou a dor cada vez mais com cada rolar de seus dedos. — Eu sinto muito — Ele deu um beijo em seus lábios. Abrindo os olhos, viu a decepção em si mesmo. — Está tudo bem — ela disse a ele antes que aprofundasse o beijo, deslizando a língua em sua boca. Seus quadris finalmente começaram a se mover em cima dela, em um ritmo lento. Com cada investida, o tempo começou a mudar e ele começou a tirar seu pau mais longe dela, antes que mergulhasse mais fundo dentro de sua vagina. Lake cavou seus saltos em sua bunda, tanto quanto as unhas foram esculpindo suas costas. Ela estava deixando ele ditar o ritmo, mas de alguma forma, era tudo muito lento para ela enquanto queria muito rápido, no sentido de que ela estava pronta para vir a qualquer segundo. Sentindo o seu pau alargando dentro dela e ouvindo sua respiração aflita por cima dela, ela sabia que ele estava prestes a gozar, também. — Eu preciso gozar — ela gemeu alto quando seu pênis deixou sua boceta só para mergulhar de volta.

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Nesse momento, seu ritmo alterou, transando com ela com golpes muito mais rápidos e mais duros. — Venha para mim, baby — Sua respiração era irregular antes que ele chupasse a carne do pescoço dela em sua boca. Sua mão subiu para cobrir a boca, abafando o grito alto a ponto de passar por seus lábios. Ela gozou em seu pênis enquanto ele fez o mesmo dentro dela, conforme os jatos tocavam no fundo de sua boceta. Flácida e sem fôlego, ela sentiu que ele lambeu a pulsação no seu pescoço. Ela mal sentiu mordê-la enquanto gozava, mas sentindo os efeitos posteriores, ela assumiu que tinha chegado a ser bom. Ele estava bem, embora; tinha fincado as unhas em suas costas em troca, sabendo que ele ia ter marcas de arranhões durante semanas. Lake mal conseguia abrir os olhos quando ele rolou para deslizar fora de seus saltos, em seguida, trouxe seu corpo perto do dele. Todas as noites ele a tinha segurado, de costas para o seu peito, mas foi a primeira vez que ela tinha estado com ele nu e garoto, foi uma sensação boa. Sua mão correu sobre a parte superior de sua coxa. — Você não me disse como é que você é tão suave. Ela sorriu suavemente. — Sadie faz cera nas meninas regularmente. — Droga, eu odeio aquela vadia. — Eu acho que ela sente o mesmo por você — Lake riu sonolenta. Ele puxou-a em seu peito mais perto, mudando de tom. — Vá dormir, baby. 295


Lake nunca se sentiu como se ela pertencesse a alguém, como naquele momento com Vincent, quando ele colocou um leve beijo em seu ombro. Ela nunca se sentiu assim com sua mãe, com o pai, ou mesmo com Adalyn. Adalyn... Oh, Deus. Como que ela explicaria isso para sua melhor amiga quando ela não poderia nem mesmo dizer-lhe que ela o havia beijado? Sem falar que ela transou com o irmão de Adalyn e estava certa de que ambos queriam que fosse uma coisa normal. Ela tinha que ir dormir, exausta e com a consciência pesada em sua mente. Lake sentia-se ainda mais culpada pelo fato de que ela tinha gostado muito e que a porra do Vincent finalmente a fazia feliz, de uma vez por todas. Perdoe-me, ó Pai, porque eu pequei.

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Capítulo Quarenta e Dois Que Ele possa abrir as portas para você

Lake se mexeu na cama, tentando encontrar o corpo de Vincent atrás dela. Ela ainda estava praticamente em estado de sonho, mas seu relógio interno foi lentamente dizendo-lhe que era hora de acordar. Ela se virou, olhando para o outro lado da cama para não encontrar Vincent. Por que ele sempre me deixa? De alguma forma, seu cérebro tinha dito a ela que dar a Vincent sua virgindade o faria estar lá na parte da manhã, quando ela acordasse. Saindo da cama, pegou o cobertor e envolveu-o em torno de seu corpo nu. Ela, então, foi para o final da varanda, olhando para o primeiro andar, só para ver que ele não estava lá, também. Ela foi para o seu armário aberto para descobrir que ele tinha pegado seu vestido preto e pendurando-o de volta em seu lugar. Algo sobre isso a fez sorrir. Ele também havia recuperado suas roupas normais da noite anterior e a bolsa que ela tinha deixado no armário e eles estavam com seu espartilho, colocado ao lado deles. Ele tinha deixado tudo perfeitamente em um banquinho de couro no meio do seu enorme closet. Lake foi em direção ao banheiro emocionadamente calma, finalmente começando a ver o que estava por trás da porta. 297


Puta merda! Ela não ficou desapontada. Ela nunca teria pensado que um banheiro preto era possível, mas homem, estava errada. Ela ia tentar de tudo para tomar seu precioso tempo tomando banho no maciço de vidro do chuveiro que ela descobriu mais tarde que chovia sobre o ocupante. Em seguida, ela estava indo para ter o melhor banho de sua vida na grande banheira de hidromassagem. Lake estava praticamente salivando quando jogou fora sua capa e meias da noite anterior. Como no mundo é que ele estava usando o meu minúsculo, patético banheiro velho? Olhando para a banheira preta, ela acreditava que era o lugar onde o ditado "uma vez que você vai para o preto, você nunca vai para branco”. A pobre criança dentro dela já estava chorando sobre quando o relógio acabaria por bater meia-noite e, em seguida, o carro iria se transformar em uma abóbora. Porque, por mais que ela se sentisse em casa, em última análise, não era a sua casa e ela não estava pensando em ir morar com Vincent em qualquer momento em breve. Não é como se ele me quisesse, de qualquer maneira. Relaxar não saiu como planejado. Tantos pensamentos giravam em torno de sua mente sobre a perda de sua virgindade, Vincent, Adalyn, sua mãe, seu pai, Dante, a lista era extremamente grande. Ela rapidamente se vestiu com as roupas que usava para o trabalho no dia anterior e ainda fez algo para comer em sua cozinha glamorosa. Sentada lá sem nada para fazer, ela se perguntava onde Vincent tinha ido por tanto tempo. Isso a fez se sentir como um cachorro olhando para o seu proprietário quando ela esperou tanto para ele voltar ou para que fosse o tempo para ela descer para trabalhar. Era cerca de uma hora e meia até que ela começasse normalmente a trabalhar, mas não podia sentar-se lá por mais tempo, não querendo se sentir desesperada quando ele voltasse.

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Ela pegou suas coisas e desceu as escadas para o cassino, mesmo que ela tivesse certeza que Vincent ia estar realmente chateado com isso. Lake estava ajustando sua bolsa em sua penteadeira quando notou Kim vindo por trás dela a partir do reflexo no espelho. Kim olhou para o reflexo de Lake, vendo seu cabelo semiúmido e roupas da noite anterior. — Eu vejo que ele finalmente tomou a porra do seu v-card. Talvez agora que ele a comeu, ele vai deixar-me dar mais um passeio. Porque, vamos ser honestas, Vincent é como qualquer outro homem, que querem um desafio de vez em quando, mas no final, querem alguém com experiência sugando seu pau — Seu sorriso torceu para cima. — Eu aposto que você nem sequer chupou o pau dele, não é? Ela observou Kim relinchando, não precisava esperar pela resposta de Lake para saber. Lake rapidamente se afastou de seu reflexo, não querendo olhar para si mesma e começou a se sentir mal. Ela sabia que não deveria ouvir uma palavra que saísse da boca de Kim, mas algo em si descobriu que tudo o que Kim tinha dito era a mais dura fodida verdade. — Querida, o que você está fazendo aqui? — Perguntou Sadie, chegando até ela. Lake tentou o seu melhor para sacudir o que Kim tinha acabado de dizer. — Decidi vir em um pouco mais cedo para me desculpar. Estou tão, tão, tão triste sobre ont... Sadie levantou a mão. — Está tudo bem. Jeepers trepador do caralho mereceu isso, mas você não trabalha mais aqui em baixo. O playboy não disse a você? 299


— Disse-me o quê? — Lake olhou para ela em confusão. — É claro que ele não fez. Ele me fez prometer que não iria dizer-lhe que a noite passada foi a sua última noite trabalhando aqui. Sua dívida está paga, querida! A boca de Lake caiu. — Huh? Como? Sadie deu de ombros. — Eu não sei. Ele não me contou essa parte. Você deveria estar feliz, saltar para cima e para baixo, ou gritar. Alguma merda assim, de qualquer maneira. Balançando ao redor, ela rapidamente pegou sua bolsa, em seguida, dirigiu-se para a porta, sua mente acelerada. Ela bateu o botão do elevador para que ele abrisse. Por que ele não queria que eu soubesse? Claramente, havia uma razão para ele dizer a Sadie para manter isso em segredo e por que ele mesmo não tinha dito a ela. Apenas uma pessoa estaria lhe dando a verdade, toda a verdade. Chegando no elevador, ela bateu o código para levá-la ao topo. Lake estava indo para o topo da cadeia alimentar da máfia do caralho. Faria outra visita surpresa no escritório para Dante Caruso.

***

Vincent passou o dia limpando sua merda da noite anterior. Com toda a honestidade, ninguém gostava do filho da puta do David, nem mesmo Dante, que foi acumulando uma tonelada da merda do dinheiro dele. Depois que ele tinha enviado David praticamente em coma quando ele teve um voo de volta para casa 300


no Canadá no dia seguinte, algumas das meninas que ele tinha pago para levar para o seu quarto de hotel tinham finalmente falado sobre como tinha sido muito abusivo e dado a elas uma soma enorme para manter silêncio sobre o assunto. O dia de Vincent estava encerrado. Ele tinha chegado a mijar na porra do túmulo de David. Não só isso, mas ele finalmente tinha acordado ao lado de corpo quente de Lake, nua naquela manhã e suas bolas eram de um tom menor de azul. Ele pulou do elevador, pensando em como dizer que ela não trabalhava mais lá embaixo. Ele havia planejado dizer a ela na noite anterior, mas a luta com David e frustração sexual entre eles o tinha colocado em segundo plano. Ele estava guardando para a manhã, mas um telefonema de Dante dizendo-lhe para ir no seu fodido escritório o impediu de partilhar. Retirando seu cartão, ele lembrou-se do jeito que a tinha olhado em sua cama, nua, em apenas suas rendas, meias no alto das coxas e saltos. Isso pode esperar mais vinte minutos. Ele deslizou o cartão, abriu a porta, a sua necessidade de querer se superar dizendo a ela sobre como ele pagou sua dívida. Algo lhe dizia que iria provavelmente causar uma discussão entre eles. Ele estava certo que Lake diria a ele que não podia deixá-lo fazer algo como essa loucura. Não que isso importasse, porque o que foi feito está feito. E de nenhuma maneira ela estaria vestindo aquelas roupas na frente de outros homens mais. Vincent estava chamando os trajes de lingerie sexy, porque as únicas vezes que ela estaria usando-as a partir de então, seria em seu apartamento. A parte ruim do caralho sobre isso era que ele ia ter que jogar bonito com Sadie, porque ele planejava dar-lhe o seu cartão para encher o armário cheio desses equipamentos. Ele também planejou que aquelas ceras 'únicas para garota de trabalho´ estivessem disponíveis para Lake. Quem diabos estava depilando Lake era o mestre da cera com o fodido toque mágico. 301


Abrindo a porta, ele esperava ver Lake lá embaixo. Talvez ela ainda estivesse na cama. Aposto que ela finalmente encontrou o banheiro... Vários pensamentos sujos rodaram em sua mente quando descobriu que ela não estava na cama e ele foi para o banheiro. Hoje é um grande dia de merda. As fantasias sexuais de Vincent desapareceram como um balão quando ela não estava lá tomando um banho, como ele havia imaginado. Sentia-se como se todas suas esperanças e sonhos tivessem morrido em um instante. Ele sabia que ela só poderia estar em um lugar no hotel e ele certamente não estava feliz com isso. Voltando para o elevador e digitando o código para o porão, ele esperava que Sadie tivesse mantido sua porra de boca grande fechada. Ele surtou com o botão fechar, tentando fazê-lo se apressar. Porra, se apresse! Ele já sabia que ele ia ter que costurar a boca de Sadie. Uma vez no clube do porão, Vincent moveu-se rapidamente através das pessoas e para o vestiário, indo direto para a penteadeira de Lake e encontrando-a vazia, tal como o seu apartamento. Uma mão correu até suas costas e apertou seu ombro. — Ela não está mais aqui e sei que ela não cuidou do seu pau, mas posso ajudar com isso. Ele olhou para ver Kim em nada, apenas uma calcinha rosa. Estendeu a mão para pegar sua garganta, dando-lhe um aperto firme. — O que você disse a ela, caralho? — Sua voz era letal. Kim agarrou seu pulso, tentando conseguir mais espaço para respirar e falar. — Nada! Eu só a vi conversando com Sadie e, em seguida, ela saiu. 302


— Você me toca novamente, vagabunda e não vai ser paga para foder os melhores e que pagam mais, somente os mais sujos homens em um quarto limpo com um guarda. Você não vai nem mesmo ser uma das meninas que eles fodem nos quartos do hotel. Sua bunda estará na esquina da rua, fodendo os homens mais baratos, indo para seus quartos de motel desagradáveis e se perguntando se você vai estar viva para caminhar de volta por aquela porta. Você me entendeu? — Ele apertou sua garganta um pouco mais. Kim violentamente assentiu o melhor que pôde, quando Sadie surgiu ao lado deles. Vincent finalmente a deixou ir. — E fique distante de Lake. Kim agarrou sua garganta, sentindo falta de ar quando ela olhou para Sadie para que ela fizesse alguma coisa. Sadie cruzou os braços e bateu seu salto no chão. — Eu não sei o que te faz pensar que eu dou a mínima, cadela. Você tem sorte de eu não chegar até você em primeiro lugar. Eu não sei porque você pensou que merecia mais do que isso. Agora dê o fora da minha vista. Vincent olhou para Sadie. Por que noventa e oito por cento dele odiava ela até suas entranhas, mas os outros dois por cento gostavam dela, ao mesmo tempo? Porque ela era uma cadela psicótica de merda e ele poderia entender. — Você disse a ela, não é? — Ele perguntou. — Sim, eu fiz merda quando você esqueceu de dizer a ela que sua dívida estava paga. Um por cento. Ela revirou os olhos. 303


— Não se preocupe. Eu não lhe disse que foi você quem pagou, playboy. Suas sobrancelhas se levantaram. — Eu nunca disse que eu paguei. — Eu pareço uma cadela estúpida para você? — Ela começou a bater os calcanhares novamente. Ele não ia responder isso. — Para onde ela foi? — Eu não sei. Ela apenas correu para sair daqui quando lhe disse que você me fez prometer que não contaria. Eu não vou ter Lake com raiva de mim, porque você não tem bolas... Vincent começou a correr para a porta. — Sério? Vocês cachorros precisam aprender boas maneiras! — Sadie gritou para ele. Correndo por entre a multidão, ele rapidamente foi até o elevador e apertou o botão para cima. Foda-se-foda-se-foda-se, apresse-se! Seu intestino sabia exatamente onde ela tinha ido, porque Lake era louca fodida o suficiente para fazê-lo. Finalmente, a porta do elevador se abriu e ele deu um soco no código para levá-lo ao topo. Cara a cara com Dante Caruso mais uma vez, Deus o ajude. Enfrentar Dante Caruso duas vezes, ele poderia abrir os portões para você.

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Capítulo Quarenta e Três Executada

Lake lambeu os lábios muito secos quando os nós dos dedos desembarcaram na porta preta. — Entre — uma voz soou escura do outro lado da porta. Caminhando para o escritório escuro, ela notou o Sr. Vitale derramando dois copos de uísque, enquanto Dante estava sentado em seu trono. Dante se recostou na cadeira. — Bem, Sra. Turner, eu tenho que dizer que nunca esperava vê-la novamente. Ela assistiu o Sr. Vitale colocar uma bebida na frente de Dante, dando-lhe um olhar de advertência por trás das costas. Ela rapidamente olhou para Dante. — Eu-eu estou arrependida. Eu estava apenas curiosa sobre algo que tem a ver com o nosso acordo. Eu tenho medo que Vincent não esteja me mantendo no circuito, então estava esperando que pudesse falar com você sobre isso, Sr. Caruso. Ele tomou um gole de uísque. — Sente-se, então. 305


Lake respirou fundo, em seguida, sentou-se na cadeira ao lado do pai de Vincent. Por que ele sempre tem que estar aqui nos piores momentos? Tentando acalmar os nervos, ela falou em um tom mais baixo. — Eu fui trabalhar hoje para Sadie e ela me disse que eu não trabalho lá mais. Ela me disse que a minha dívida foi paga, mas não entendo como isso é possível. — Ele não disse a você? — Dante tomou outro gole de sua bebida, parecendo divertido. — Vincent entrou aqui há um mês e pagou toda a sua dívida. Ele fez o quê? Ela balançou a cabeça, não acreditando nele. — Se isso é verdade, então por que estive trabalhando lá por um mês? Vincent tem vindo dar-lhe dinheiro de todas as gorjetas que eu tive todas as semanas para que eu pudesse pagá-lo mais rápido, não foi? — Não, eu não posso dizer que tenha recebido qualquer dinheiro. Eu lhe permiti pagar a sua dívida, enquanto você continuasse a trabalhar para mim por mais um mês. Infelizmente para você, você tinha feito uma grande impressão em David e ele é, foi, meu maior cliente. Eu tenho dado seus cheques de pagamento para Vincent. Eu suponho que você não os recebeu, também. Ela estremeceu quando ele enfatizou a palavra era, sabendo que ele quis dizer isso como um morto. Além disso, sabendo que tinha sido forçada a trabalhar lá em baixo por causa da paixão de David por ela, fazia sua pele arrepiar ainda mais. Ela balançou a cabeça. — Não, ele não me deu nenhum cheque — Ela não podia acreditar que Vincent estava mantendo este segredo dela na medida em que ele havia estado retendo todo o seu dinheiro. Dante a olhou de cima a baixo. 306


— Para uma garota que aprendeu ser uma mulher livre, você certamente veio para o lugar errado. Lake engoliu, imóvel. — Será que ela foi paga na semana passada? — Vinny questionou. Dante olhou para ele. — Não, eu não dei a Vincent ainda. — Mantenha-o — O Sr. Vitale colocou sua bebida para baixo e enfiou a mão no bolso do casaco, tirando o dinheiro, então, rapidamente, contando algumas notas e estendendo-o para ela pegar. — Isso deve cobri-lo. Aconselho levá-lo e correr para a faculdade, em qualquer lugar que não seja aqui. Ela teve que usar a cadeira para se sustentar o suficiente para ficar. Deslizando o dinheiro da sua mão, ela foi para a porta, enquanto ainda tinha a chance. — Senhorita Turner, eu não entraria pela minha porta novamente se eu fosse você — a voz fria de Dante avisou. Ela deu um aceno rápido antes que ela saísse do escritório, fechando a porta atrás dela. Fechando os olhos, ela tentou manter a respiração sob controle. Tudo estava batendo nela como uma tonelada de tijolos, todas as coisas que Vincent tinha feito e não contado para ela juntamente com o fato de que eles tinham abruptamente lhe dito que seria executada. Lake não era estúpida; ela sabia quando correr bem longe. Especialmente a partir de toda uma família de psicopatas. Aguardando a porta do elevador abrir, sua mente estava indo a um milhão de quilômetros por hora, perguntando onde diabos seria executada. Uma coisa era certa: ela estava indo direto para casa em um ônibus e arrumando um saco de suas coisas. Lake Turner 307


finalmente iria fazer o que sempre sonhou, mas ela nunca tinha esperado os sentimentos mistos depois de tudo. Ela estava preparando-se para deixar seu pai e Adalyn há meses atrás, mas deixar Vincent picou o pior. Ela não entendia por que, uma vez que ficou claro para ela, mais do que nunca, de que ele era um mentiroso, idiota homem-prostituto que estava totalmente enlouquecido. Uma parte dela queria que Vincent aparecesse quando a porta do elevador se abrisse, para convencê-la disso e de alguma forma, fazer tudo melhor, enquanto seu julgamento ainda estava nublado. A porta do elevador se abriu com um ding. Adeus, Kansas City.

***

Vincent esperou impacientemente pelo elevador chegar a uma parada, na esperança de que Lake estivesse do outro lado da porta quando abrisse. No entanto, quando finalmente o fez, Lake não estava lá. Rapidamente, ele mudou-se para o corredor, através da sala de segurança e apressadamente bateu na porta de Dante, então a abriu antes da palavra 'Entre' sair. Dante levantou a sobrancelha. — Você sabia que ela ia vir aqui, não é? Vincent alisou a mão pelo cabelo, rezando para que ele tivesse chegado a tempo. — Onde ela está? 308


Dante teve seu tempo acendendo um charuto, antes de falar: — Para a sua sorte, seu pai estava aqui e deu-lhe dinheiro para ela sumir. Vincent virou-se para tentar pegá-la. — Você está há cerca de uma hora de atraso. Parto do princípio de que ela já está em algum lugar que não vale a pena seu tempo para encontrá-la — Ele tomou um longo trago, pensando sobre o que queria dizer em seguida. — Lake é como um gato; ela nasceu com nove vidas. Mais cedo ou mais tarde, porém, ela vai se deparar com a nona e final. Algo me diz que ela está mais do que meio caminho andado, considerando que ela apenas perdeu um minuto comigo. Foda-se, Lake. Vincent assentiu em entendimento antes de voltar para a porta e sair para tentar pegá-la antes que ela pudesse correr muito longe. — Se você encontrá-la, é melhor eu não ver a porra da cara dela. Coloque uma porra de sentido na menina ou eu vou. Vincent rangeu os dentes. — Sim, chefe. Fechando a porta atrás dele, ele foi direto para o elevador, puxando o seu telefone em uma tentativa desesperada de chamá-la. Foi direto para o correio de voz, no entanto. — Filha da puta! — Ele gritou quando o elevador se fechou atrás dele. O pensamento de perder Lake já era muito forte, mas Vincent tinha feito a sua mente. Ele iria até os confins da Terra atrás ela.

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Capítulo Quarenta e Quatro Estamos todos amaldiçoados

Vincent bateu na porta da frente. Parecia estranho ir lá pela primeira vez, sem Lake. A porta se abriu, apenas para ser batida em seu rosto. Felizmente sua mão estava fora, pronta para empurrar a porta antes que ela pudesse fechar completamente. — Fale comigo por cinco malditos minutos, por favor — A última palavra foi dura, ainda vulnerável ao mesmo tempo. Por fim, a pressão sobre o outro lado da porta cessou e ele foi capaz de entrar. Olhando ao redor, seu coração ficou pesado com o pensamento sobre o tempo todo que ele e Lake passaram juntos naquela casa. Vincent entrou na cozinha, assistindo a um homem derramar suco de laranja em um copo no meio da noite. Tinha visto Lake fazer isso várias vezes durante o mês que passaram juntos. — Eu já te disse uma vez que ela não me disse para onde estava indo e se eu soubesse, o que o faz pensar que diria a você, caralho? — Ele tomou seu suco de laranja e sentou-se à mesinha chiando. Caminhando em sua direção, Vincent sentou-se na frente dele. 310


— Ela é a porra da sua filha, então você sabe exatamente onde ela iria. Paul olhou para ele. — Como eu disse, se eu soubesse, não iria dizer-lhe. Você acha que quero que Lake esteja com um homem como você? Caralho, não quero que ela fique com um homem de merda como eu. Ela merece muito mais do que um homem da família. Vincent bateu a mão na mesa. — Você acha que eu não sei porra? A maior parte de mim não quer ser capaz de encontrá-la, mas o louco em mim não pode parar. Eu tenho que encontrá-la. Não há mais nada de bom em mim sem ela. — Estamos todos amaldiçoados, Vincent. Um homem da família nunca pode ser verdadeiramente feliz por causa da vida que escolhemos. Nós sempre queremos algo mais ou melhor. Queremos isto pra caralho até que nos mata, juntamente com aqueles que amamos. É por isso que quase todos nós estamos sozinhos. Quando amamos, ou enterramos, ou destruímos o que fomos um dia, quando finalmente nos deixam. Paul tomou um gole do seu copo. — Quando a mãe de Lake me trocou por dinheiro, eu tinha de encontrar algo para me manter distraído. Eu tinha uma filha, então, não queria beber ou entrar em drogas, porque Lake era a única coisa que eu tinha deixado neste mundo. Se eu a tivesse perdido, estaria tão fodido, que acho que teria me matado. Então, eu comecei a jogar. Eu não sei, talvez no começo escolhi isso na esperança de ficar rico, assim sua mãe iria voltar para mim e em seguida, me forcei em ficar rico para Lake. Mas deixei que o jogo me consumisse, até que, anos mais tarde, isto finalmente machucou Lake.

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“Isso é a merda que sempre acontece conosco. Eu tenho apenas sorte que Lake saiu viva. Então, não espere que lhe diga onde ela está, porque não vou enterrar minha filha antes de mim. Eu sugiro que você encontre a porra de um hobby. ” — Como você, Lake é a única coisa que eu tenho neste mundo e não vou perdê-la apenas porque, agora, eu estou fodido — Vincent levantou abruptamente, a cadeira atrás de si quase caindo no chão. Ele entendia que Paul tinha o direito de não dizer a ele onde sua filha estava e ele respeitava-o por isso. Vincent apenas mostrou seu respeito, dizendo-lhe que Lake ia ser sua. — Dante gostaria de vê-la morta ou pior, Vincent. Se você trazê-la de volta aqui, depois de apenas uma semana, você estará arriscando sua vida — Paul estava implorando e advertindo-o, tudo ao mesmo tempo. Indo para a porta e se afastando de Paul, Vincent disse: — Eu disse que estou fodido — Vincent não achava que deveria contar ao pai a próxima parte e ele iria fazer o que você não conseguiu ensinando-lhe uma lição sobre porra homens de família.

***

Vincent respondeu a seu telefone na manhã seguinte. A voz veio da linha. — Venha aqui — Em seguida, a chamada foi rapidamente desconectada. Rapidamente se vestiu, sentindo-se quase dormente até que ele bateu na porta do escritório. 312


Foram apenas sete dias desde que ele tinha perdido Lake, mas poderia muito bem ter sido sete meses. Ele havia perdido Lake uma vez, quando ele tinha andado distante nos meses antes, mas algo nele sabia que ela era a pessoa certa para ele. Foi por isso que ele tinha lutado com ele, mesmo sendo tão difícil, até que ele teve realmente uma lavagem cerebral se acreditasse nisso. Aquele mês que passaram juntos tinha solidificado seus sentimentos. Então, no momento em que ele tinha realmente chegado, ela havia sido levada para longe dele. Perder algo que ele tinha lutado tanto era uma dor tão cruel que não queria para seu pior inimigo. Sem esperar por uma resposta, ele atravessou a porta e rapidamente fechou-a atrás dele. — Seu pai não está aqui, não é? — Ele perguntou, virando-se. — Não — uma voz profunda e dura soou. Totalmente se virando, viu Lucca sentado atrás de sua mesa, inalando um cigarro. — O que diabos está errado com você? Lucca parecia áspero, como se ele tivesse estado acordado por 48 horas. Seu cinzeiro estava transbordando, deixando Vincent saber quanto tempo ele estava sentado lá. Então, novamente, o quanto ele estava inalando os cigarros, Vincent pensou que Lucca poderia não ter estado lá o tempo que ele inicialmente acreditava. Para finalizar, ele não parecia estar de bom humor. Lucca apontou o cigarro para ele. — Realmente, filho da puta? Eu poderia dizer o mesmo para você. Você parece uma merda. Agora sente-se. Vincent tomou isso. — Não me pergunte o que está errado de novo, filho da puta, porque eu tenho certeza da porra que não estarei dizendo a você. 313


Ele sentou-se na frente de Lucca e ao lado de Sal, que estava em seu laptop. — Sal encontrou sua garota — disse Lucca, deixando cair suas cinzas sobre a torre no cinzeiro. — Você encontrou? Onde ela está? — Vincent praticamente levantou de sua cadeira. — Não, eu acho que a encontrei — Sal corrigiu. — Eu ainda estou trabalhando nisso. Vincent alisou o cabelo, tentando acalmar seus nervos. — Ok, então ele quase a encontrou, mas por que eu deveria deixar Sal dizer onde ela está? Ela era uma dor na minha bunda pelos cinco minutos que estive em torno dela e uma dor ainda maior na bunda de Dante. Essa menina não pertence aqui. Ele sabia que Lucca ia dizer isso. Ela pertence a mim. — Eu já sei. Desta vez, eu vou realmente ensinar-lhe como funciona a família, o que ela pode e não pode fazer. Eu prometo a você, ela não vai incomodá-lo novamente. Lucca sugou o cigarro de forma dura. — O que eu gostaria de fazer é trancar a porra da sua bunda. Mantê-la em sua casa ou no quarto e não deixar que coloque sua bunda para fora. Vincent olhou para Lucca, ele estava perturbado. — Isso é o que eu faria se eu fosse você, é claro — Lucca conseguiu apagar o cigarro sem que muitas cinzas caíssem sobre a mesa. Não parecia que ele estava falando de mim ou Lake... — Quase consegui — Sal interrompeu seus pensamentos. 314


Lucca pegou outro cigarro e o acendeu, tomando seu tempo para iluminar o fim. — Eu lhe darei de volta a sua menina e você me deve. Vincent pensou em suas palavras, entendeu o que ele quis dizer. A última pessoa no mundo que alguém queria dever era a Lucca Caruso, porque um dia, ele iria pedir o seu favor e a pessoa teria apenas esperança de que tinha vivido uma vida melhor, plena e feliz antes que isso acontecesse. Não importava; que ele estivesse morto sem Lake, de qualquer maneira. Ele balançou a cabeça em concordância. Lucca deu um trago. — Diga a ele. Sal olhou para o seu laptop enquanto falava. — Eu venho tentando encontrar o endereço dos pais de Paul. Por alguma razão, eles sumiram da face da Terra. Coincidentemente, na mesma época, Paul tornou-se um soldado. Não estou prometendo que ela vai estar lá, mas é o único lugar que você não olhou. O nome dela não está aparecendo no sistema em qualquer lugar, então estou pensando que ela tem que estar com a família. Vincent tinha passado a semana dirigindo e olhando em todos os lugares por ela. Ela tinha pouca família que ele conhecia e ele começou por lá. Indo para a casa de sua mãe em primeiro lugar, ele praticamente chutou a porta desses babacas, perguntando se eles sabiam onde ela estava. Ele não esperava que ela estivesse lá, nem esperava que eles dariam uma merda, mas ele teve um bom tempo se divertido, assustando-os. Então ele tinha ido para a faculdade que ela queria participar. Nada. Esta foi a primeira vez que ele tinha ouvido falar dela ter quaisquer avós.

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— Ok então, onde está? — Ele estava ansioso e pronto para trazê-la de volta. Sal clicou mais alguns botões antes que ele começasse a rir. — Eu sugiro que você vá para casa e mude a porra dessas roupas. Vincent e Lucca olharam para ele, esperando que dissesse onde estava. Sal acalmou sua risada para que ele pudesse finalmente cuspila. — O endereço está em TREEPOINT, Kentucky. — Kentucky? — Vincent sentou, atordoado. Ele tentou imaginar como Lake tinha feito para chegar lá. Não importa. Desespero, é como é. — Bem, diversão — Lucca recostou-se na cadeira, sorrindo e curtindo claramente que ele não era o único que tinha que ir. Sal anotou o endereço para ele quando finalmente parou de rir. Ele olhou para o pedaço de papel. — Que porra é essa que eles usam lá? Isso fez com que Sal risse de novo. — Camo. Montes e montes de camo. — Eu falaria o mínimo possível e manteria o seu sotaque italiano grosso para si. Eles provavelmente irão atirar em você lá — Lucca realmente riu um pouco quando lhe disse a última parte. Vincent, saiu atacando. — Foda-se. 316


Capítulo Quarenta e Cinco Couro e Rendas

Lake entrou na lanchonete atrás da casa de seus avós. Ela havia deixado Kansas City na semana anterior, chegando ao único lugar que ela tinha família — TREEPOINT, Kentucky. Se ela fosse honesta, o pensamento de viver em Kentucky tinha feito a pele arrepiar em primeiro lugar. Ela não tinha certeza que ia ser assim, mas sabia, sem dúvida, que não ia voltar mais para Kansas City. Lake era uma menina da cidade; portanto, entrar em uma pequena cidade muito rural exigiu um pouco de ajuste. Acho que isso é um eufemismo. Lake tinha ligado para seu pai quando ela chegou em casa, mas tinha caído direto na caixa postal. Ela chorou muito por ter que dizer ao pai que estava saindo através de uma mensagem de voz. Essa foi a coisa mais difícil que já tinha feito. Ela não lhe disse onde estava indo, com medo que Dante pudesse usá-la contra ele. Quanto menos ele soubesse, melhor. Seu pai tinha mantido um velho pedaço de papel com um número escondido em uma caixa com coisas antigas. Ela lembrouse dele, revelando a ela o conteúdo da caixa uma vez, quando ela era uma garotinha. Ele mostrou-lhe as fotos dele quando era mais jovem, onde ele viveu antes de sua família se mudar para Kansas City e ele mesmo tinha mantido fotos de seus avós. Ela não teria conhecido se não tivesse escrito: 'porra de mãe louca,' acima dela. 317


Felizmente, sua avó tinha respondido e, em seguida, Lake tinha embalado um saco e pulado em um ônibus direto para lá. Concedido, ela teve que pedir-lhes para aceita-la. Ela poderia dizer que tinha estado um pouco paranoica com a máfia e com a vida em geral. Lake tinha simplesmente lhes dito que estava tentando encontrar uma vida melhor longe da multidão e tinha assegurado que ninguém a estava perseguindo. Basicamente, eu só mentia pra caramba. Ela sentou-se na parte de trás do ônibus, lágrimas silenciosas escorrendo pelo seu rosto com Kansas City a distância. Ela não estava deixando a cidade em que nasceu e cresceu para trás que a tinha destruído; ela estava deixando Vincent. Tão ruim quanto ela queria odiá-lo, ela não podia. Ela se preocupava com ele, se quisesse ou não. Além do mais, ela tinha compartilhado com ele algo muito especial que ela só poderia experimentar uma vez. Não importava quanto tempo iria passar, ninguém nunca poderia fazê-la esquecer o seu primeiro. Era uma coisa impossível de se fazer. Felizmente, a garçonete veio e levou seu pedido, aliviando-a de seus pensamentos de Vincent. — Não, não, não, não! — A avó gritou, olhando para a porta. Lake virou a cabeça para ver uma enorme gangue de motociclistas entrar na lanchonete. Pelo que ela tinha recolhido do discurso de sua avó, eles se chamavam 'The Last Riders' e de propriedade de algum tipo de empresa de sobrevivência. Só em Kentucky você poderia ouvir algo tão ridículo como isso. Quando eles empurraram um monte de mesas e cadeiras juntas, a avó se levantou. — Nós estamos dando o fora daqui. Os olhos de Lake cresceram com o quão alto ela tinha dito isso. Levantando-se, ela viu seus avós correrem para fora do lugar 318


tão rápido, apenas os ding do sino sinalizando que eles já tinham saído. Caminhando em direção a porta, ela não podia deixar de olhar para a mesa cheia de motociclistas e suas mulheres, que tinham claramente ouvido e assistido a coisa toda. Havia uma doce loira com gêmeos no final da mesa que particularmente parecia chateada. Ela encontrou seus pés parando de se mover, se sentindo terrível pelas ações de sua avó. — Eu-eu sinto muito. Minha avó é, bem... — Os seus olhos se afastaram um pouco longe da loira e para alguns dos ásperos homens, de aspecto duros em couro, antes que ela se virasse de volta a bonita loira — um, velha. — Eu entendo completamente — Ela sorriu suavemente, atirando aos homens ao redor da mesa irritados olhares para suas risadas. — Eu sou Beth. — Oi, eu sou Lake — Ela sorriu de volta; a mulher era contagiante. — Eu não te vi por aqui antes. Você é nova na cidade? — Eu só estou visitando meus avós para o verão — Ela assistiu a garçonete chegar e perguntar se eles estavam prontos para fazerem os seus pedidos. — Bem, eu vou sair de seu caminho para que você possa comer. — Você é bem-vinda para ficar e se juntar a nós — disse Beth. — Se você já tinha pedido, ela pode trazê-lo com o nosso. Lake mordeu o lábio, pensando se ela deveria ficar. Ela se sentia mal que a garçonete provavelmente já tivesse colocado o seu pedido e, pelo menos, sua comida não iria para o lixo. Mesmo que os motociclistas parecessem assustadores, eles não poderiam ser muito ruins se eles estavam com filhos na mesa. 319


— Isso seria bom — Obrigado, Deus. Eu posso conseguir um pouco de paz longe dos meus avós. Um homem ao lado de Beth se levantou da mesa, às pressas, puxando uma cadeira de distância do outro, enquanto olhava para os ocupantes quando teria dito alguma coisa. Ele colocou a cadeira ao lado dele, entre ele e Beth. — Você pode sentar-se aqui ao meu lado. — Pequeno menino — Beth revirou os olhos. — Esse é Rider. Ele sempre gosta de conhecer alguém novo, que vem para a cidade. Rider? Eu cometi um erro enorme. Indo para o outro lado da mesa, ela se espremeu entre eles, embora Rider não estivesse tornando mais fácil para ela. Lake teria dito a eles que algo tinha chegado, mas ela não queria ferir os sentimentos de Beth novamente. Beth esperou até que ela estabeleceu-se antes que ela os apresentasse. Ela começou com o gêmeo mais próximo a ela e foi ao redor da mesa. — Estes são os meus meninos, Chance e Noah; Razer, o meu marido; Lily, minha irmã; seu marido Shade; John, seu filho; Cash; Rachel; Train; e você já conheceu Rider. Lake sorriu para cada um que ela foi apresentada. Ela pensou que Rider era ruim, mas ouvir Razer seguido de ‘meu marido’, teve se perguntando quando ela tinha feito uma curva errada em algum lugar. Cada homem estava coberto de couro e tatuagens. Aquele chamado Shade era definitivamente um fodido como ninguém em seu grupo, uma vez que parecia que ele tinha o maior número de tatuagens, que parecia descer do pescoço até os pés. Cash, no entanto, chamou mais a sua atenção; algo sobre ele teve seu olhar demorando no dele alguns segundos.

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— É bom conhecer todos vocês — Ela esperava que não parecesse um pouco assustada quando saísse. — É bom conhecer você, também — Rider cortou Beth quando ela abriu a boca para responder. — De onde você é? Pelo seu sotaque, não soa como se fosse de Kentucky. Lake lambeu os lábios, imaginando o que ela devia dizer-lhes. Ela não achava que devesse dizer-lhes a verdade, considerando que Dante poderia vir atrás dela. — Arizona — Ela saiu com a primeira coisa que veio à cabeça. Era onde o pai dela havia crescido. — Sério? Você conhece algum cowboy? — Perguntou Lily. — Eu sempre quis conhecer um caubói de verdade. O único coberto de tatuagens lançou um olhar sombrio. — Eu pensei que você disse que eu sou o seu cowboy? Lily roçou seu rosto com um breve beijo. — Você é. Eu só ia perguntar-lhe se é verdade, se bebiam muito ou se eles gostam de mulheres com cabelo curto. Eu não tinha ideia. Ela olhou para o bonito cabelo de Lily longo, preto. — Eles gostam muito de suco de laranja e eles definitivamente preferem cabelos longos. Quanto mais, melhor — Lake ficou bastante chocada ao descobrir que os dois eram casados e com um bebê pequeno e bonito. Lily era, sem dúvida, a mais bela e tímida garota que ela já tinha visto, enquanto Shade... bem, ele provavelmente poderia tirar metade do Máfia Caruso sozinho. Lily virou-se para o marido, dando-lhe um olhar desconfiado. — Nós sempre podemos ir para o Grand Canyon em férias — sugeriu. 321


— Isso não vai acontecer — disse Shade, deslizando um braço sobre os ombros antes de sussurrar algo em seu ouvido, que teve seu rosto em chamas. — Se você vai estar na cidade por um tempo, pare em nosso clube para uma bebida em algum momento — Rider sugeriu. — Ela não tem idade suficiente para beber — Beth estalou. — Eu não quis dizer álcool — Rider disse a Beth antes de voltar para Lake, dando-lhe uma piscadela. — A menos que ela queira uma. Uma cerveja não vai fazê-la bêbada, não é? Droga, não. Ela tomou um longo gole de água antes que pudesse responder, refletindo sobre a coisa certa a dizer, não querendo chatear um motociclista. — Eu vou pensar sobre isso. A comida veio na hora certa, quebrando a conversa estranha. Os olhos de Lake derivaram para fixar novamente em Cash, incapaz de deixar de olhar para ele de vez em quando. Ele era alto, loiro, perigoso e escandalosamente bonito, com a quantidade certa de tatuagens. Quando ele pegou os olhos e sorriu para ela, finalmente ocorreu-lhe por que estava atraída por ele. Cash era um deus loiro perfeito, exatamente como Vincent. Finalmente percebeu a raiz de sua atração, ainda não significando que ela não gostava de olhar para ele, apesar dele não ser Vincent. Ele estava claramente muito feliz e muito apaixonado pela ruiva bonita ao seu lado. Ainda assim, era difícil não olhar para ele de vez em quando e ela não tinha visto a perfeição de Vincent em uma semana. Loiros são claramente minha kryptonita.

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Capítulo Quarenta e Seis Entrando em um livro

— Estávamos muito preocupados com você, Lake! Durante todo o dia, você desapareceu e estava saindo com os amantes de Satanás, motoqueiros adoradores do diabo! Você disse que veio aqui para ficar longe da máfia, mas os homens são tão perigosos se não mais. Pelo menos, italianos oram em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! — A avó começou a orar a Jesus por seu perdão e para ajudar a livrar-se de qualquer demônio que ela pudesse ter pego dos motoqueiros. Lake balançou a cabeça, perguntando por que ela tinha pedido a Rider para levá-la para casa, em vez de ir ao seu clube. Provavelmente, porque ele queria me comer. Honestamente, ele e Train tinham a olhado em conjunto, como se quisessem ... Não, isso é uma loucura! — Eles são realmente pessoas muito agradáveis, vovó e muitos deles vão à igreja. Um é mesmo um pastor, eu acho. Beth é enfermeira, que é casada com Razer. Eles têm meninos gêmeos que são adoráveis. Você não deve julgar um livro pela capa — Lake lhe deu um olhar como se ela tivesse dito isso a ela. O rosto de sua avó lentamente empalideceu. — Razer? — Ela virou-se para o seu marido. — Precisamos nos mudar. Os motociclistas só têm se multiplicado desde que 323


vieram pela primeira vez aqui. Eu não corri da máfia para estar em torno de uma gangue de motociclistas perigosa que se chama Razer e Deus sabe mais o quê. Lake revirou os olhos, indo para o primeiro e único quarto no pequeno trailer. Ela estava dormindo no sofá-cama, mas logo em seguida, ela estava indo para seu quarto e se escondendo enquanto eles planejavam seu plano de fuga. Fechando a porta atrás de si, a boca foi imediatamente coberta e ela foi arrastada contra a parede. Diante de seu captor, seus olhos começaram a passar por cima. — Shh — disse ele, antes que ele tirasse a mão. — Vincent, como você...? O corpo de Vincent estava pressionado contra o dela enquanto ele cobria a boca com a dele, beijando-a duro e áspero, como se estivesse morrendo de fome. Lake empurrou seu peito e virou a cabeça antes que fosse tarde demais. — Você deve ir — ela sussurrou. Ele agarrou seu queixo, forçando-a a encará-lo. — A única razão pela qual eu não lhe disse sobre o pagamento de sua dívida foi porque não queria que você se assustasse com David. Então, não me diga que é para eu ir quando você fugiu de mim sem a porra de uma palavra, Lake. E agora você está saindo com motociclistas? É melhor você não estar vendo um deles. — Então, você pode comer tudo o que quiser, mas eu não posso? Por uma questão de fato, eu e Cash temos uma coisa, então você pode voltar para casa agora! — Ela estava gritando e sussurrando ao mesmo tempo.

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— Cash? O nome desse cara faz com que ele soe como o maior pau do caralho. Você está falando sério comigo agora, Lake? Lake olhava em seus olhos azuis-bebê, vendo passar sua fúria para o seu próprio estrago que ela estivesse saindo com outra pessoa. — Não — ela sussurrou. — Ele teve um casamento forçado épico com Rachel e eles estão muito felizes. Vincent lançou seu fôlego e descansou sua testa na dela. — Por favor, baby, volte comigo. Você não pertence aqui. — Eu volto agora, Vincent. Dante me quer morta e eu vou ficar bem aqui. Há uma escola técnica não tão... — Você não pertence a uma porra de um trailer ou está indo para uma escola técnica. — Não há nada de errado com isso! — Ela retrucou. Ele agarrou a mão dela, impedindo-a de bater nele novamente. — Não, não há. Você não está me escutando, Lake. Estou falando de você. É isso que você quer na vida? Viver em um trailer e ir para uma escola técnica? Lake balançou lentamente a cabeça, as lágrimas revestindo os olhos de novo. Certa vez, ela teve um sonho diferente, que tinha sido destruído no momento em que tinha entregado a Dante o dinheiro para salvar a vida de seu pai. — Isso não importa mais, Vincent. Eu não posso volt... — Eu te amo — Ele pegou o rosto dela entre as mãos. — Eu te amo porra, Lake, e eu não quero que você diga de volta. Esta semana foi a pior semana de merda da minha vida sem você, sem saber onde estava. Estou pedindo para você voltar comigo. Volte comigo e fique comigo pelo resto do verão. Eu tenho guardado todo 325


o dinheiro que você fez e vou pagar o resto para que você possa ir para a faculdade que você queira frequentar. Só por favor, baby, fique comigo durante o verão. As lágrimas finalmente caíram de seu rosto enquanto ela começava a chorar. Quando ele se inclinou e começou a beijá-la com ternura, ela o beijou de volta. Sua boca se abriu para deixá-lo explorar e ela o puxou para mais perto, agarrando seu cabelo. O sabor e sensação dele não havia mudado; isso só foi intensificado a partir de sua perda. De repente, a porta do quarto se abriu, quebrando o beijo. — Ahhhhhhhhhhhhhh, a máfia, finalmente, encontrou-nos! Eles vieram para nos matar! — Sua avó correu, gritando através do trailer. Vincent olhou para Lake. — Que porra é essa? — Infelizmente, nada — Ela apertou os olhos quando os cachorros de seus avós Shih Tzu, Pippin, entraram no quarto, latindo na cabeça de Vincent. — Ahhhh! Ahhhh! Pippin, meu bebê! — Sua avó rapidamente correu de volta no quarto e pegou seu cão pequeno em seguida, correu de volta para fora gritando, deixando Lake cuidar de si mesma. — Você está pronto para dar o fora daqui agora? — Perguntou ela. Foda-se, sim. — Sim, vamos. Vincent pegou sua mão e levou-a para fora do quarto.

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Ela quase teve um ataque cardíaco quando viu seu avô com uma espingarda na mão, apontando-o para ele com a avó atrás dele, segurando Pippin ao peito. Vovô, não! — Coloque a porra arma no chão. Eu vim enquanto você estava fora e descarreguei-a — Vincent foi até a porta e abriu-a para Lake. — Você não tem que se preocupar com a porra da máfia vindo até vocês, malucos. Nós iríamos explodir nossas próprias cabeças ouvindo você gritando desse jeito. A porta se fechou e Lake agradeceu a Deus que era a última vez que ela ia ter que ouvir essa terrível porta batendo. Ela não sabia como no mundo seu pai tinha vivido em um trailer por anos antes que seus pais tivessem se mudado para um trabalho em Kansas City. Uma semana com seus pais e este trailer fodido foi o suficiente para ela. Vincent levou-a para um carro escondido fora da estrada. Ele girou para fora rapidamente, indo para o aeroporto mais próximo, como se ele quisesse sair de lá o mais rápido possível. No caminho até lá, Lake apontou para a gangue de motociclistas que eles passaram ao longo do caminho. – Esses são os Riders. — Filho da puta — Vincent rosnou quando eles passaram por ele com suas motos. — Vincent, você já pensou em fazer uma tatuagem? — Seus olhos dançavam entre os motociclistas quando eles tinham passado. — Se você mencionar a Last Riders e que a porra do Cash novamente, você não será capaz de sentar-se direito por uma semana. Seus olhos se tornaram grandes. 327


— D-Desculpe. Eu prometo que não vou nem mencionar este lugar mais uma vez. Olhando para as árvores que passavam, Lake estava contente de estar saindo. Com toda a honestidade, ela sentiu como se estivesse entrando em um livro no momento que ela tinha descido em TREEPOINT, Kentucky. Ela estava pronta para voltar ao seu mundo cheio de máfia. Vincent claramente sentiu-se mais apaixonado por voltar para Kansas City. — Kentucky do caralho.

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Capítulo quarenta e sete O segredo para todos os homens feitos

Eu te amo. Essas três pequenas palavras que Vincent tinha dito não a tinha deixado, uma vez que ele tinha falado. Foi a coisa mais inesperada. Vincent Vitale não era um homem que nasceu para amar. Ele disse a ela para não dizê-lo de volta e ela não tinha, porque o seu corpo, mente e coração estavam rasgadas sobre como se sentia sobre ele. Ela observou Vincent deslizar o cartão através do slot. — Se você tem que ir direto para o trabalho, por que eu não posso ir para casa? — O acordo era você ficar comigo — Ele mal abriu a porta para ela entrar, fazendo-a apertar contra ele. — E eu quero você aqui quando eu sair do trabalho. O corpo de Lake aqueceu, entendendo o que ele queria dizer. Ok, talvez o meu corpo não esteja tão dolorido. — O que eu devo fazer, sem poder fazer nada a não ser esperar por você? Você não tem sequer uma TV o que me deixa realmente em estado de pânico. — Eu simplesmente não tive tempo para providenciar esta parte ainda e eu tenho um computador que está perfeitamente bem 329


para assistir coisas. Não importa. Eu tenho uma surpresa para você de qualquer maneira — Ele subiu as escadas para se vestir. Surpresa? Ela o seguiu quando ele desapareceu, indo para a porta do armário aberta depois dele. — Você não pode me dizer que você tem uma surpresa depois... — Seus olhos desviaram-se para o fim do armário que tinha seu vestido preto, um par de outros vestidos ao lado dele. — De quem são aqueles, Kim? — Seus olhos começaram a lacrimejar. Vincent terminou puxando sua camisa. — O que você está falando? — Aqueles vestidos. Você comeu Kim, novamente, não é? Eu não sou experiente o suficiente para você, sou? — Ela limpou a lágrima que deslizou por sua bochecha. — Lake, esses são vestidos novos que eu comprei para você enquanto você estava fora. As etiquetas ainda estão neles — Ele veio e enxugou as lágrimas com os polegares. — Eu nunca comi Kim. Quando você entrou no banheiro naquele dia e eu descobri tudo, eu te juro, não queria transar com ninguém além de você, baby. Eu amo o fato de que a única experiência que você tem é comigo. Baby, você é mais do que suficiente para mim. Quando eu disse que eu te amo, quis dizer isso — Ele levemente beijou sua testa. — Agora, por que você diz isso? Kim disse isso, não é? Ela moveu os olhos até o peito, sem vontade de dizer a ele e incapaz de mentir. — É por isso que você saiu, não foi? — Ele puxou seu cabelo. Parcialmente. Lake ainda não poderia dizer-lhe, mas ela não precisava; estava escrito por todo o rosto. Sua cabeça ligeiramente se inclinou para trás, quando ele veio para beijá-la, dando-lhe uma posição melhor para reclamá-la. Ela 330


colocou as mãos em seu peito nu, fazendo-a derreter-se nele. Eles passaram muito tempo separados e seus corpos se buscavam. — Você não tem que trabalhar, não é? Vincent colocou outro beijo em seus lábios. — Eu tenho, baby, mas eu prometo que vou estar de volta logo. Ela odiava a perda que sentiu quando ele voltou a se vestir, mas ela não se importava de vê-lo tirar a roupa, também. Porra, ele é perfeito. Quando ele começou a colocar em um belo terno, lembrou-lhe onde ele estava indo. — Por que você tem que trabalhar no cassino? Não tem lá um milhão de outros trabalhos que você poderia fazer? — Ela não achava que na máfia faltavam postos de trabalho e pensando sobre Vincent trabalhar com mulheres seminuas quando ela não estava mais lá, a fez ficar com um pouco de ciúmes, o que ela realmente odiava. Vincent pegou a mão dela depois que ele ajeitou a gravata. — Não há nada para você se preocupar. Ela começou a segui-lo por toda a casa. — Você fez isso a sua missão me impedir de trabalhar lá. Então, eu não deveria me sentir culpada por isso. — Isso é diferente, caralho. — Não, isso não é! — Ela puxou a mão da dele. Ele agarrou a mão dela de volta, segurando-a mais apertado para que ela não pudesse empurra-lo novamente. 331


— Sim, é. Você estava usando lingerie em torno de um grupo de homens de idade. — Sim e você é um cara cercado por um bando de meninas em lingerie. — A diferença é que ninguém vai estar pensando em me comer e confie em mim, baby, eu vou estar muito distraído pensando em como eu pretendo te comer esta noite — Ele abriu a porta da frente. As bochechas de Lake começaram a queimar com suas palavras. Ela ficou chocada quando ele a levou para o corredor, fechando a porta atrás dele e foi para a próxima porta no final. — Onde-O que estamos fazendo? Ele bateu na porta. — A sua surpresa, lembra? Nero abriu a porta um segundo mais tarde, com Elle de pé atrás dele. — Você e Elle podem sair enquanto Nero e eu vamos para o trabalho. Lake levantou a sobrancelha para ele. — E também para se certificar de que eu não fuja de novo, não é? — Claro que não — Vincent inclinou-se e deu-lhe um beijo, passando a língua sobre o lábio inferior e fazendo Lake fraca nos joelhos. — Elle, me ligue se ela ainda pensar em me deixar — disse ele, inclinando-se para cima. Elle quebrou o próprio beijo dela e Nero, corando. — Eu juro. 332


— Hey! — Lake empurrou seu peito. Vincent riu antes de roubar outro beijo dela, em seguida, empurrou-a para o apartamento de Nero. — Tchau. Lake cruzou os braços e franziu o nariz para ele antes de Nero fechar a porta. Ela ainda estava chateada que ele estivesse indo para o trabalho no cassino e que ele pensasse que ela precisava de uma babá. — Como é que você faz isso? Vincent me deixa louca — disse ela, virando-se para Elle. Os dois pareciam tão felizes juntos. Elle deu uma risadinha. — Você ainda não descobriu o segredo, não é? Lake balançou a cabeça, perguntando qual era o segredo de todos os homens feitos. As bochechas de Elle cresceram rosa novamente. — Você tem que deixá-lo dominar você. Desculpe? — Desculpe? — Eles são um... muito agressivos e você tem que aceitá-lo — O tom de Elle mudou. — Todo ele. — Você sabe que Vincent é um psicopata, certo? Ele tem um lado muito, muito ruim, que, francamente, me assusta pra caralho. Elle sorriu para ela. — Você vai aprender a amá-lo.

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Ela arregalou os olhos, imaginando como no mundo uma menina tão doce como Elle estivesse dizendo essas coisas. Justamente quando você pensa que você conhece uma pessoa... Seria um dia frio antes dela deixar o lado psicótico escuro de Vincent dominá-la. Ela estremeceu apenas pensando sobre isso...

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Capítulo Quarenta e Oito Em caso de emergência

Lake não podia acreditar que Nero e Elle viviam ao lado de Vicent. Ela não sabia por que chocou-a, mas ela achou bonitinho que melhores amigos de infância vivessem um ao lado do outro. Isso também explicava onde Nero sempre desaparecia. Olhando para o seu espaço bonito, viu que se assemelhava ao de Vincent em uma maneira. Ambos tinham um toque moderno, mas Vincent era muito mais escuro. O lugar de Nero era preto e branco, não muito escuro e não muito claro. Ela poderia dizer que ele havia projetado para acomodar não só ele, mas Elle. Um monte de coisas que haviam sido colocadas era para ela. Isso deixou Lake com um pouco de inveja; seu amor parecia tão perfeito. Elle era uma ótima pessoa para estar ao redor e elas se deram muito bem, encontrando-se ser grandes amigas. Lake se relacionava com Elle de maneiras que ela sinceramente não esperava. Ela não veio de uma família rica, teve que ir para Legacy Prep com uma bolsa de estudos, que ela ganhou, Dante não se importava muito com ela, também. Havia algo mais que Lake viu nela, o que a fez lembrar de si mesma, mas ela não conseguia identifica-lo.

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— Foi difícil para mim, também, quando comecei a namorar Nero, lidando com todas as meninas que estavam ao redor. Eu tinha que vê-los todos os dias na escola — Elle contou a ela. Ai. Lake sabia como a sua história tinha começado. Ela ainda não gostava da ideia de Vincent trabalhar no cassino. Isso realmente a irritava quanto mais pensava sobre isso. — Eu só acho que não consigo superar o fato de que ele está enlouquecendo por trabalhar em torno de mulheres seminuas. Isso faz de mim uma pessoa má? Como você lida com isso tão bem? Elle piscou, olhando para ela estupidamente. — O que foi que você disse? — Oh, merda — Os olhos de Lake cresceram grande. — Você não sabe o que eu estou falando, não é? — Não... Ele está trabalhando em torno de mulheres seminuas? — Elle parecia magoada. — Sinto muito. Eu só achei que você soubesse quando você disse que Nero tinha dito que eu trabalhei para Dante. Eu era uma garçonete em seu cassino subterrâneo. — Ela particularmente não queria dizer a ela a próxima parte. — Lá em baixo, as meninas têm de se vestir de lingerie. — Tudo o que ele me disse foi que você trabalhou para Dante e ele teve que trabalhar todos os disse do mês para manter Vincent de matar pessoas, fazendo parecer o trabalho mais difícil do planeta. Ele não mencionou nada sobre estar cercado por meninas ou lingerie ou estar seminua. Lake ficou ainda mais furiosa vendo a dor de Elle. Nero obviamente manteve isso em segredo dela por uma razão, da mesma forma que Vincent estava ansioso para voltar ao trabalho quando ela queria que ele ficasse. — Foda-se. Eles são idiotas. 336


— Então, ele está apenas em pé lá embaixo assistindo meninas em tangas? — Elle ainda estava tentando compreender o que seu namorado estava chamando de trabalho. — Isso é tão injusto. Ele me fez sair do restaurante, porque não gostava quando eu servia café aos caras! Ela não quis dizer a ela o que eles estavam fazendo em suas tangas. — Vincent ficou chateado quando descobriu que eu estava trabalhando lá embaixo, mas ele não dá uma merda que eu não gosto dele trabalhando lá. Eu tenho uma razão para estar chateada. Uma está praticamente obcecada por ele e se recusa a cobrir seus peitos! Elle engasgou. — Ele está morto! Lake olhou para Elle, querendo nivelar o campo de jogo. — Você quer ir se divertir um pouco?

***

— Vadia, disse o quê? — Sadie pegou seus longos cachos de seu pescoço e rapidamente colocou-os em um coque. Vincent tinha pensado que era justo avisar a Sadie que Kim estava demitida, mas ele não esperava que Sadie fosse atrás dela. Ele seguiu atrás dela enquanto ela corria para um dos quartos na parte de trás. — Ah Merda! A cadela prestes a receber um tapa-do-cafetão! — Disse Amo entusiasticamente enquanto seguia atrás de Vincent. 337


— Eu não estou com falta disso — Nero estava bem atrás dele. Ele queria assistir Sadie praticamente chutar a porta dentro. — Não se preocupe, isso é melhor. Sadie agarrou a parte de trás do cabelo loiro falso de Kim, puxando-a para longe de seus joelhos, enquanto ela estava dando um boquete, a um homem mais velho, muito redondo. Ela afastoua tão duro e rápido que o homem gritou, agarrando seu pau e depois correu de lá. Kim levantou os braços acima da cabeça, tentando agarrar as mãos que estavam puxando seus cabelos. — Owww! Sadie puxou mais duro, deslizando-a pelo chão e, finalmente, tirando um punhado de extensões. — O que você disse para a Lake, sua puta?! Os olhos de Kim começaram a lagrimejar. — Nad... — Resposta errada, cadela! — Sadie começou a empurrar suas extensões louras em sua boca. Puta merda. Vincent sentiu como se estivesse assistindo a um show na Discovery Channel, onde uma mulher matou outra em estado selvagem. Os rostos de Amo e Nero se assemelhava a boca aberta e os olhos incapazes-mesmo-de-piscar, Kim começou a se afogar em seu próprio cabelo. Sadie manteve-os forçando até o cabelo comprido, loiro desaparecer. 338


— Não foi o suficiente rebaixar a menina com sacanagem, não é? — Ela forçou a boca de Kim fechada, segurando-a e fazendo Kim engasgar. — Eu não posso ouvi-la com todo o engasgo que você estará fazendo por trás de latas de lixo. Assim, quando Sadie deixou sua boca ir, Kim tossiu a maior parte do cabelo e continuou engasgando enquanto chorava, tentando tirar o resto. Vincent gostava de sufocar as pessoas, achando gratificante, mas Sadie levou isso para um outro nível. Ouvir os horríveis engasgos acalmou sua raiva, achando tranquilidade na violência. Ele não se sentia mal pela cadela, sabendo que ela tinha dito palavras cruéis para Lake e a fez fugir dele, sem dizer uma palavra. Amo deu um tapa nas costas de sua mão. — Tapa na cara, por favor! — Um duro do caralho — Vincent concordou. Nero ergueu a mão. — Espere por ele... Sadie chutou Kim com o calcanhar stripper. — Levante-se, cadela, antes que eu estoure esse implante com o meu calcanhar. Kim tentou levantar-se enquanto ainda sufocava, seus lamentos não tornando mais fácil para ela parar. Finalmente, ela foi capaz de gerir, segurando a garganta. Sadie olhou para ela por um momento antes dela cambalear a mão para trás e deu um tapa no rosto de Kim com as costas da mão, dando-lhe um golpe final, o que a fez cair de volta para o chão. — Puta! 339


Amo começou lentamente a bater palmas, dando-lhe o seu aplauso e apreço. — Deusa do tapa. — Segunda maior cadela takedown que eu já vi — Nero aplaudiu. Vincent começou a orar, Querido Pai, obrigado por cadelas dando tapa em cadelas.

***

Lake puxou seu vestido preto um pouco para baixo. Ela estava feliz que Elle tinha dito a ela que Nero mantinha uma chave do apartamento de Vincent em caso de uma emergência. Isto é uma emergência. Ela havia colocado o vestido preto que Vincent tinha mantido por meses, não querendo tocar os novos que ele havia comprado. Elle usava um de seus muitos sexy vestidos apertados branco, que Lake não achava que ela precisava acumular mais um. Elle não queria abrir a porta. — Tem certeza de que deveríamos fazer isso? Vincent me disse para não deixá-la sair e Nero concordou... Ela colocou a mão em seu quadril. — Você sabe que há pole dance lá em baixo, certo? — Foda-se — Elle abriu a porta. Lake e Elle pararam em suas caminhadas quando viram Lucca saindo da porta do outro lado do corredor. Seu cabelo estava todo 340


molhado e ele parecia um pouco sem fôlego, mas sua reação a elas parecia ser a mesma que a delas ao ser pego. Ela gostava de Lucca mais que seu último encontro e Amo só tinha sido o mais idiota que tinha falado no mês passado. No entanto, os pontos de Lucca por conquistar Chloe só tiveram um golpe. Menos cinquenta pontos. — Bem, onde vocês acham que vocês duas vão vestida desse jeito? — Ele encostou-se à porta e olhou-as de cima a baixo. — Eu disse que isso era uma má ideia — Elle atirou a Lake um olhar. — Nós nem sequer passamos da porta! Considerando que já estavam presas, ela não tinha nada a perder. — Queremos ir dançar na Poison, porque estamos com raiva de Nero e Vincent. Existe alguma maneira você possa simplesmente fingir que não nos viu? Lucca riu dela. — Querida, o que diabos a faz pensar que eu faria isso? Lake devolveu o favor de olhá-lo de cima a baixo. — Que tal nós também fingirmos que não o vimos também — Ela se virou para Elle. — Chloe não precisa saber sobre isso, não é? — Hmm, eu não sei... — Elle cruzou os braços, tentando de alguma forma parecer intimidadora em um vestido sexy. Lucca se inclinou para fora da parede e caminhou lentamente para elas, seus olhos penetrando em suas almas. Ah Merda. Lake tentou manter a postura, mas ela estava prestes a fugir, mijando sobre si mesma. Como eu sempre faço isso para mim? 341


Ele finalmente parou uma polegada de distância, facilmente poderia arrebatá-las e bater algum sentido nelas. — Eu vou dirigir — resmungou ele, virando-se para o corredor.

***

Sadie lançou seu cabelo, em seguida, ajeitou seus cachos de volta para fora, agindo como se nada tivesse acontecido e Kim não estivesse deitada nua no chão, chorando. Ela se virou para Vincent. — Satisfeito? Ele olhou para Kim, que estava puxando um outro pedaço de cabelo para fora de sua boca. — Isso deve servir. — O que eu perdi? — Lucca entrou na sala, vendo a aparência de Kim. Amo sorriu. — Sadie asfixiou e bateu a merda da puta. — Envie-me a fita? — Lucca perguntou a Sadie, apontando para a câmera no canto. — Claro que sim. — Sadie sorriu para ele quando ela saiu da sala. Amo seguiu para fora. — Eu quero uma cópia, também. 342


Eu também, Vincent pensou. Lucca pegou um cigarro e acendeu a ponta. — Vejo que você tem a sua menina de volta de Kentucky. Será que todo mundo de lá gosta de camo pra caralho? — Eu não vi muito camo, mas vi um monte de merda de couro — disse ele com um rosnado no fundo de sua garganta. — Como você sabe? Eu acabei de traze-la de volta. — Lembra que eu te disse que não queria que ela voltasse, porque ela é uma dor na minha bunda? Bem, ela literalmente me olhou nos olhos e me ameaçou. — Ele apontou o cigarro para Nero. — E a sua menina ajudou. Nero riu, achando divertido. — Duas meninas te ameaçaram? Vincent queria estar louco, mas entre o rosto de Lucca e Nero rindo, ele achou difícil. — Qual foi a ameaça? Lucca tomou uma batida fora de seu cigarro. — Elas ameaçaram contar a Chloe alguma coisa. Nero e Vincent morreram de rir histericamente que as duas soubessem claramente o que iria ficar sob sua pele. — Sinto muito. Eu vou falar com ela — Vincent disse ele, tentando parar de rir. Nero tentou parar, também. — Sim, eu também. Você vai jogar pôquer?

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— Não, eu só vim para dizer-lhe, filhos da puta, que eu só deixei Lake e Elle do lado de fora na Poison — Lucca não parecia chateado. — O quê! — Vincent e Nero gritaram em sincronia. — Sim, elas pareciam bastante quentes — Lucca disse. O nariz de Nero começou a queimar. — Fodas, é melhor esperar que ninguém a toque. Merda! Vincent virou, apressando-se para sair, lembrando de todos os caras que tinham cercado Lake pela primeira vez que ela foi dançar. — Filho da puta, eu te mataria se eu tivesse tempo!

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Capítulo Quarenta e Nove O Diabo e o Anjo

Vincent e Nero avançaram no meio da multidão à procura de suas mulheres. Ele percebeu que Lucca estava certo; Lake fugindo e se metendo em encrenca era uma ocorrência diária. Eu juro por Deus, vou trancar a porra da sua bunda a partir de agora. — Lake é uma má influência do caralho. Ela não ficará mais perto de Elle! Eu não posso tê-la influenciando minha garota de novo! — Nero gritou com ele sobre a música alta. Ambos foram ficando agitados quando não puderam encontrá-las imediatamente. Ele gritou de volta para ele. — Como diabos isso é tudo culpa de Lake? Tenho certeza de que Elle tem algo a ver com isso! Nero virou-se para Vincent, dando-lhe um "você parece estúpido”. Ele está certo; é tudo culpa do Lake. Nero empurrou um cara no chão, que estava com ele durante a moagem em uma menina tão forte, que ele não estava prestando atenção ao seu entorno. — Eu vou bater na bunda de Elle por isso e você precisa colocar a porra da Lake sob com... 345


Vincent seguiu olhos de Nero para Lake e Elle dançando. As duas pareciam sexy juntas e cada homem que parecia a caminho tinha um pensamento sujo em suas mentes sobre elas juntas. Mesmo Vincent teve. Quando Nero deu um passo adiante, Vincent esticou o braço e colocou a mão em seu ombro, parando-o. — Não há pressa — Ele queria ver as duas um pouco mais. Nero não se mexeu quando viu Lake ensinar Elle como agitar sua bunda, indo atrás dela e colocando as mãos nos quadris. Nero pigarreou. — Você está certo. Droga. Ele sabia por que gostava muito daquele vestido preto. Se ela enfiasse a bunda uma polegada mais, então não restaria nada para a imaginação. Isso acentuava suas longas pernas e rabo apertado com perfeição. Seu vestido preto com seus longos cabelos castanhos claros e olhos castanhos ao lado de Elle, com seu cabelo loiro-morango e olhos azuis em um vestido branco, era a coisa mais sexy que ele já tinha visto. As duas pareciam opostos, o diabo e o anjo, e ele só podia imaginar o quão grande elas pareciam juntas. — Filho da puta, depressa — Vincent gritou quando viu que eles teriam que empurrar um cara longe delas.

***

Lake empurrou o cara de novo quando ele agarrou-as. — Nós não queremos dançar com...

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— Dá o fora daqui — Vincent rosnou, agarrando o menino pela camisa, em seguida, empurrando-o para o chão, fazendo com que ele e todos os outros observassem os dois correrem. As bocas de Lake e Elle se abriram com a visão de Nero e Vincent. — O que você pensa que está fazendo? — Nero estendeu a mão para Elle, claramente chateado. Lake agarrou a mão de Elle, puxando-a para perto dela. — Nós podemos fazer o que quisermos, porra, desde que você dois, claramente, trabalham no cassino com dançarinas de pole e mulheres seminuas. — Segure-a antes que eu a mate — Nero rosnou para Vincent enquanto ele levou a outra mão de Elle. Vincent agarrou os quadris de Lake, empurrando-a para trás e fazendo-a deixar ir a mão de Elle. — Fique forte! — Lake gritou para Elle quando Nero se inclinou para sussurrar em seu ouvido. Vincent agarrou a mandíbula de Lake, forçando-a a olhar para ele. — Você é quem precisa se preocupar agora, baby. Mm-Não, não olhe em meus olhos! — Não, Vincent. Eu estou com raiva de você. Você não podia esperar para voltar a trabalhar com todas essas mulheres. — Se você quer saber, eu estava ansioso para chegar lá e bater a merda fora de Kim pelo o que ela fez com você. Seus olhos se tornaram grandes. — Diga-me que você não fez? 347


Ele balançou a cabeça. — Não, mas Sadie fez. Eu não sei qual é o pior... Ela olhou para Elle e a viu dançando e beijando Nero. — Realmente, Elle? Não foi sequer um minuto. Vincent riu. — Você sabe, Nero nem sequer quer trabalhar lá em baixo. Eu tive que implorar para ele. Adorou ficar nessa luta, porque ele esperava que o tirasse de trabalhar lá em baixo. — Gostaria de poder dizer o mesmo sobre você — ela cuspiu nele. Ele puxou-lhe o queixo um pouco mais para fazê-la olhar em seus olhos. — Lake, hoje ia ser o meu último dia de trabalho lá até que você me fez correr para fora. Ela mordeu o lábio, não querendo ceder. — Era? Vincent esfregou seu lábio inferior com o polegar. — Sim. A única que eu quero olhar naquele pequeno traje sexy é você. Ela abriu a boca quando a sua desembarcou na dela. Foi um beijo rápido e muito quente, sua língua se aprofundou em sua boca antes que ele parasse e rapidamente girasse em torno dela, fazendoa ofegar quando ele puxou seus quadris para trás, para colocar sua bunda em seu pau muito duro.

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Empurrando seu longo cabelo sobre o ombro, ele falou em seu ouvido: — Esta é a última vez que eu vou ser bom para você, se você fugir de mim novamente — Ele se inclinou para morder o lóbulo da orelha exposta. — Você me entendeu? — Sim — Ela gemeu quando ele agarrou seus quadris, puxando-a para mais perto dele e começou a balançar ao som da música. Ela se moveu contra ele, deixando sua bunda sentir o quão duro ele estava. Ele beijou a marca de mordida fraca em seu pescoço que ele lhe dera na semana anterior. — Eu não gosto de como você usou o meu vestido para sair sem mim. — Seu vestido? — Ela inclinou a cabeça para trás em seu peito quando suas mãos deslizavam para baixo, para o início de suas pernas nuas. — Sim. Esta é a porra do meu vestido e de agora em diante, você só estará autorizada a usá-lo para sair comigo — Seus dedos foram sob o vestido, tornando a subir um pouco mais. — Eu disse que planejei te comer neste vestido. Sim, por favor. Lake podia sentir a parte inferior de sua bunda subir contra suas calças. Inclinando-se um pouco, ela apertou a bunda contra ele com mais firmeza, sentindo seu pau duro, coberto apenas de sua calcinha. Ela revirou os quadris ao som da música, movendo o pau contra ela. Suas mãos se moviam sobre suas nádegas tensas, levemente espremeu-as antes que eles envolvessem em torno de sua cintura, sua mão foi entre as pernas e colocada na sua boceta. Ele podia sentir a leve umidade e calor que vinham da calcinha, revelando que ela estava tão ligada quanto ele. 349


Ele sussurrou asperamente em seu ouvido. — Faça isso de novo e eu vou te comer bem no meio da pista de dança. Um gemido veio de seus lábios quando o dedo pressionou contra seu clitóris antes que ele retornasse a sua mão de volta para seu quadril. Ela olhou em volta para ver se alguém tinha notado, mas Elle e Nero eram os mais próximos e eles estavam envoltos em seu próprio mundinho, enquanto dançavam. Lake não esperava que Vincent não só dançasse, mas que fosse bom no que fazia, também. Ela deveria ter sabido que ele era, considerando que ele era perfeito em tudo. Eles continuaram a dançar ao som da música, tornando-se mais e mais ligados a cada segundo. Dançaram uns contra os outros, combinando seus ritmos aos das músicas, manteve-os no momento em que queriam comer um ao outro, com força. Em seguida, isto teve que ser multiplicado por dez, considerando que eles não tinham estado um com o outro por uma semana. Quando uma parte lenta da música tocou, Lake combinou com seus quadris muito lentamente, movendo sua bunda contra seu pau de novo. Isto enviou arrepios pelo corpo dela por sentir a sua dureza esmagada entre suas nádegas. Vincent estava beijando e chupando o ponto favorito de seu pescoço quando ela fez isso e isso o fez morder a carne. — Foda-se, querida, o que eu te disse? — Sua voz estava tensa enquanto a abraçava ainda para ele. Depois de um momento, ele foi capaz de tirar-lhe a mão, em seguida, começou a bater no braço de Nero várias vezes antes de finalmente tirar a língua da boca de Elle. — Precisamos ir. Agora — Sua voz ainda parecia tensa. 350


— Concordo — Nero tomou a mão de Elle, puxando-a para trás. Lake estava feliz que Vincent ainda tinha seu juízo; o dela estava um pouco nebuloso. Eu teria transado aqui.

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Capítulo Cinquenta Que se intensificou rapidamente

Lake e Elle se entreolharam, corando quando as portas do elevador chegaram ao fim. A tensão sexual entre eles todos era alta mesmo durante a longa viagem de carro de volta. Uma vez que eles estavam finalmente perto de estar em casa, era muito óbvio o que ia acontecer quando eles seguissem caminhos separados e as portas chegassem ao fim. Vincent puxou-a para mais perto dele e puxou seu cabelo para que ele pudesse morder o lábio inferior, sua outra mão indo para sua bunda, levantando ligeiramente a parte de trás do vestido. Ela mordeu o lábio de volta. — Será que Lucca disse onde estávamos? Elle puxou sua boca longe de Nero, querendo saber, também. Ele bateu seu bumbum. — Sim e o que foi que eu disse sobre se colocar no meio dele e de Chloe? Lake olhou para Elle, ignorando totalmente o seu último comentário. — Eu sou oficialmente Equipe Amo. — Cem por cento — Elle concordou.

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— Mantenha-a ali. Ela está contagiando — Nero disse, dando um movimento de enxotar em voltar. Hey! Quando o elevador parou e as portas se abriram, Nero rapidamente puxou Elle para fora, sussurrando: — Graças a Deus — em voz baixa. Vincent puxou Lake fora do elevador, sua mão remanescente na bunda dela. Indo às suas portas, Vincent e Nero apressadamente tentaram desbloqueá-las. Lake e Elle se entreolharam, corando de novo e tentando não rir dos dois tentando abrir as portas. — Lembre-se o que eu disse sobre deixá-lo... você sabe — Elle sussurrou para ela. Não. — Ainda não está acontecendo. Nero foi o primeiro a finalmente conseguir encontrar a chave e abriu a porta. — Vejo você amanhã, Elle — Lake riu quando Nero agarrou a mão de Elle e puxou-a para dentro. — Claro que não — Nero bateu a porta. A mão de Lake foi rapidamente pega e ela foi puxada para dentro, fazendo-a esquecer de gritar com Nero através da porta. Vincent a empurrou contra a porta, fechando a boca sobre a dela e beijando-a com força. Sua mão se moveu para a sua boceta, esfregando-a através de sua calcinha mais uma vez. 353


Ela pegou sua jaqueta, puxando-o para mais perto e pressionando seu corpo em sua mão, querendo mais. Imitando o que ele sempre fazia, ela usou a língua para obter a sua fora para que ela pudesse chupar duro em sua boca. Ele gemeu antes que se afastasse e se inclinasse para baixo, puxando-a por cima do ombro. — Vincent, o que você está fazendo? — Ela gritou quando ele se levantou e começou a caminhar rapidamente pela casa. Ela tentou ficar parada quando ele começou a caminhar, com medo de deixá-la cair. — Quero te comer — Ele bateu no rabo exposto, que estava por cima do ombro. Ela engasgou quando ele jogou-a em cima da cama antes de puxar a calcinha e rapidamente jogá-la em toda a sala. Observandoo às pressas tirar a roupa, ela estava um pouco decepcionada. Ela queria fazê-lo, enquanto ela tomasse seu tempo beijando e explorando seu corpo. Ele estava correndo muito para que isso acontecesse porém e pelo olhar semienlouquecido em seu rosto, ele estava apenas se segurando. Ele jogou a camisa no chão quando olhou para ela. — Você vai me deixar provar sua boceta doce. Lake tentou voltar em cima da cama. — V-Vincent, você está indo rápido demais. — Baby, isso está indo devagar para mim — Ele plantou outro beijo em seus lábios, em seguida, rapidamente abriu as pernas, fazendo com que seu vestido subisse por cima de seus quadris. Deixando sua boca quente, ele colocou beijos no interior de suas coxas. Olhando para ele chegar perto do seu sexo, ela podia sentir a umidade começar a reunir entre suas pernas. Seu peito ficou pesado 354


em antecipação. A última coisa que esperava era ele fazendo isso. Sua boca se abriu e todo o pensamento se perdeu quando sua língua traçou sobre suas dobras. Depois de seus importunos toques de luz e beijos, ele colocou a língua na parte inferior da sua boceta e lambeu. — Você tem um gosto delicioso, porra. As pernas de Lake instintivamente tentaram se fechar quando sua língua deslizou em sua boceta, incapaz de tirar a sensação erótica. No entanto, ele forçou as coxas de volta para baixo e segurou-as mais amplas para que ele acariciasse mais profundo em suas dobras. Os cursos longos continuaram quando ele trabalhou mais profundo em sua fenda. Sua cabeça caiu para trás, gemendo alto quando ele mexeu a língua dentro dela profundamente. Sorrindo contra ela, satisfeito consigo mesmo, Vincent pegou seu clitóris e sugou o pequeno broto em sua boca. Ela estendeu a mão para ele, agarrando um punhado de seu cabelo em suas mãos e puxando. — Vincent! — Ela disse com um gemido. Com a aspiração apertada em seu clitóris, faria ela gozar a qualquer segundo. Ele lambeu uma última vez antes de se levantar e arrancar as calças, gemendo quando o ar frio atingiu seu comprimento duro. Quando ele estendeu a mão e agarrou seus tornozelos, em seguida, lentamente começou a puxá-la para a borda da cama, um pensamento cruzou sua mente: Ele vai me matar, não é? Agarrando seus saltos agulha, ele puxou-os no ar e levemente beijou o pé direito quando sua bunda chegou ao final da cama. — Você é tão malditamente quente.

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— Fod... — ela gritou, cobrindo a boca quando ele abriu as pernas separadas, em seguida, enterrou seu pau dentro dela em um movimento rápido e preciso. Ele segurou seu pau ali por um momento, mantendo-a imóvel por suas coxas, deixando-a se ajustar ao seu tamanho antes de deslizar até a metade para fora, em seguida, de volta. Suas estocadas eram longas e lentas, começando rapidamente a acelerar, pois ambos foram oscilando ao limite após o começo do orgasmo. — Mais duro — ela gemeu, querendo-o de alguma forma mais fundo dentro dela, incapaz de combinar suas estocadas nessa posição. Uma de suas mãos se mudou de sua coxa e puxou para baixo a parte superior de seu vestido, expondo seus seios. Ele apertou um quando ele segurava sua coxa mais apertada, pegando velocidade, enquanto empurrava cada vez mais duro em sua boceta. — Foda-se, baby, goze para mim — ele gemeu, beliscando o mamilo. Isso era tudo que Lake precisava para perder todo o controle, o orgasmo tomou conta do seu corpo e sua boceta fez espasmos sobre seu pênis, o que lhe deixou no limite, também. Ela mordeu o dedo, tentando abafar seus gritos quando suas estocadas continuaram, ambos tremendo enquanto seus orgasmos dominaram. Seus olhos se fecharam de seu embaçamento. Ele está tentando me matar. Depois de um momento de tentar recuperar o fôlego, ele foi para o vestido enrolado em torno de seus quadris, fazendo-a sentarse para que ele pudesse puxá-lo sobre sua cabeça. Então ele a beijou na boca, deslizando sua língua dentro e reivindicando outra parte dela. 356


— Eu te amo pra caralho. O coração de Lake doía quando ele falou essas palavras de novo para ela, em seguida, subiu na cama, puxando-a contra o peito. Algo ainda a impedia de dizê-lo, não tendo certeza se a luxúria e a merda entre eles a levara a gostar mais dele do que ela costumava fazer. Algo também assustava, como a primeira vez que a tinha comido, tinha sido muito mais doméstico do que neste momento. Seu outro lado estava lentamente começando a sair, mas ela podia vê-lo lutar e torturar-se para mantê-lo na linha. Lake sabia que ele não queria que seu lado escuro saísse por ela, mais do que ela necessitava, mostrando o quanto ele realmente amava e se importava com ela. No entanto, com a rapidez com que havia se intensificado desde a última vez, ela não sabia quantas vezes mais poderiam transar antes das palavras de Elle tornarem-se realidade. — Vincent... — Ela mordeu o lábio, virando de costas para olhar para ele. Outra coisa que tinha estado incomodando-a e ela não sabia como dizer que não estava simplesmente saindo com ele. — Como você pode me amar? Eu não sou italiana. — E daí? Que porra isso quer dizer? — Ele olhou para ela em confusão. — Eu apenas pensei que você só queria estar com alguém que tivesse sangue italiano, por causa da família e suas regras de apenas italianos estarem sendo feitos. Foi estúpido perguntar. Quero dizer, nós nem sequer estamos juntos... — A voz dela sumiu antes que ela fechasse a boca e voltasse ao seu lado. Ela não deveria ter que lhe pedir. Ele havia dito que a amava, não que ele queria se casar com ela. Ainda assim, ela não podia ver Vincent com ninguém, exceto sua própria espécie para a vida, já que a família era tudo para ele. Ele gostaria que o seu filho fosse chefe, se ele tivesse algum no futuro. Era assim o trabalho de um Vitale e não gostaria de manchá-los. 357


Vincent virou as costas para olhar para ela, entendendo claramente para onde estava indo com isso. — Você sabe que a mãe de Nero não era italiana? A regra de só ser italiano tornou-se mais branda na Família. Você costumava ter que ser cem por cento italiano para ser chefe, mas isso não é mais a realidade. Agora, você só tem que ser de ascendência italiana. — Sério? — Ela perguntou, tentando fazer parecer que não era um negócio tão grande para ela. — Sim — Ele a beijou antes que ele rolasse de costas para o lado dela — Ter o sobrenome Vitale a faz o suficiente italiana. Lake sorriu ao ouvir suas palavras quando ela começou a cair no sono em seus braços, sua sonolência revelando seus pensamentos. — Não me deixe na parte da manhã. Eu odeio não acordar ao seu lado. Ele puxou seu corpo nu para perto dele. — Eu não vou, baby. Não mais.

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Capítulo Cinquenta e Um A manteiga de amendoim para sua geleia, o chip para seu mergulho, O estouro para ela azeda

Rolando sobre a embriaguez de seu sono quando começou a se desgastar, ela correu para um corpo rígido. Era a primeira vez que ela tinha acordado ao lado dele, provando o quão longe seu relacionamento tinha chegado. Lake engoliu o nó na garganta, olhando Vincent perfeitamente dormindo. Ah Merda. Vincent sonolento a moveu para mais perto dele, puxando-a a meio caminho sob seu corpo nu. Ela tentou se mexer para fora debaixo do braço, seus pensamentos sobre sua relação, mas seu corpo estava muito preso. — Volte a dormir — Vincent resmungou quando ela não tentou desistir. — Não, eu preciso — ela tensa, tentando empurrá-lo — levantar-me. Ele não se moveu. — Não, você não precisa. — Sim, eu preciso! 359


— Não. Lake suspirou. — Vincent, eu preciso ver Adalyn e dizer-lhe que terrível melhor amiga eu sou. Inclinando-se, ele olhou para ela, ainda prendendo-a com o seu corpo, para que ela não conseguisse se libertar. — Então, você é uma terrível melhor amiga só porque você fodeu com seu irmão? Duas vezes? — Oh, meu Deus — Lake cobriu os olhos. Ouvi-lo em voz alta fez muito pior. Porra da pior melhor de amiga de sempre. — Merdas acontecem — Ele descobriu os olhos, pegando suas mãos e prendendo-as no colchão em cima dela. — E, Lake, eu não exatamente tornei fácil para você não me foder, então a culpa é minha. Ela olhou para ele, se perguntando como no mundo ele não tivesse dormido com a melhor amiga de sua irmã. — Então, você não se sente mal em tudo o que aconteceu entre nós? — Eu sinto muito que eu te amo? Porra, não. Porra, quando você coloca assim... Ok, talvez o ponto de vista de Vincent não fosse tão ruim, pois bem, ele era Vincent e as coisas que ele fazia eram duvidosas de qualquer maneira. Já para não falar que ele era irmão de Adalyn e ela sempre lhe perdoava. Ele se inclinou para trás e para baixo, mordendo os lábios carnudos. — Nós podemos fazer isso três vezes bem rápido.

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— Não! — Ela apertou-se debaixo dele o mais rápido que pôde antes que sua mente mudasse. — Eu já estou indo para o inferno e eu gostaria que Adalyn não fosse a única a me mandar para lá. Vincent resmungou, ao sair da cama. — Bem, se apresse e se vista. Eu não estou tendo minha irmã bloqueando o meu pau. Se eu quiser transar com você, eu irei transar com você. O fato de que sua declaração idiota a excitava provou que ela estava muito profunda com ele. Estou tão fodida.

***

— Onde está Adalyn? — Lake perguntou a mãe de Vicente e ao pai de Adalyn que estavam sentados na sala, assistindo TV. Carla sorriu. — Ela está lá em cima no quarto dela. É bom ver você, querida. Ela sorriu de volta, sentindo-se ansiosa em enfrentar sua melhor amiga, pela primeira vez, no que pareceu uma eternidade. — Você quer que eu vá com você? — Perguntou Vincent, tomando-lhe a mão em conforto. Ela balançou a cabeça, olhando para o chão. — Não, eu deveria fazer sozinha.

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Subindo as escadas, ela ouviu o tom preocupado de Carla perguntar o que estava errado. Vincent se sentou no sofá, colocando os pés sobre a mesa. — Nada há de errado. Lake só vai dizer que ela é minha namorada e ela está morando comigo. Ela congelou quando ouviu os suspiros. Droga, Vincent! Ele não tinha vergonha. Indo até a porta de Adalyn para depois voltar e enfrentar a mãe de Vincent seria tão assustador, ela se forçou a bater, em seguida entrando. Adalyn praticamente gritou, em seguida, pulou da cama, dando a Lake um aperto de morte de um abraço. — Onde diabos você estava! — Ela deu um tapa em seu braço antes de dar-lhe outro abraço. Lake abraçou-a de volta uma última vez, com a certeza de que sua amizade estaria terminada. — Hum, eu preciso te dizer uma coisa. — Sim, você precisa! Você precisa me dizer por que desapareceu há mais de um mês sem retornar nenhuma das minhas chamadas e mensagens — Adalyn bateu em seu braço novamente. — Vamos sentar — Ela se sentou na cama e Adalyn sentou ao lado dela, dando-lhe um olhar curioso e ainda louco. Lake mordeu os lábios, sem saber por onde começar. O início. Ela precisava ouvir tudo isso. — No dia seguinte à festa de formatura de Nero, eu descobri que meu pai devia a Dante um monte de dinheiro e ele iria machucá-lo. Então, eu fiz a única coisa que sabia fazer e me ofereci para pagá-lo. Eu dei-lhe todo o meu dinheiro do fundo da 362


faculdade, mas isso não foi o suficiente, por isso, fiz um acordo que iria trabalhar para ele. Ela respirou fundo, sua visão começou a se tornar embaçada. — O trabalho não era exatamente legal e eu não estava orgulhosa do que estava fazendo. Eu estava tão envergonhada e é por isso que não pude te dizer — Ela enxugou uma lágrima que passeava pelo seu rosto. “Então Vincent descobriu e me ajudou em um mês a sair da dívida com Dante. Tornamo-nos... — ela não sabia como lhe dizer as palavras seguintes — próximos. Eu não quis dizer ou mesmo queria que isso acontecesse, mas aconteceu e é por isso que me mantive longe de você. Eu não podia enfrentá-la. Você é minha melhor amiga, Adalyn e eu sinto como se eu tivesse te traído. Eu sinto muito. ” — Então — Adalyn levantou a sobrancelha — isso significa que você não está indo para a faculdade agora? — Adalyn, você me ouviu mesmo? Eu e Vincent estamos juntos — Ela queria colocar algum senso nela. Bata-me na cara ou algo assim! Adalyn deu de ombros. — Bem, eu sabia que isso ia acontecer, eventualmente. Hein? — Você sabia? — Sim, eu não sou estúpida. Eu percebi que algo aconteceu naquela noite, fomos a Poison e você recusou-se a dizer-me — Adalyn levantou a mão. — Espere, você pode manter isso para si mesmo agora. Eu não preciso saber o que aconteceu. Lake corou um pouco antes que ela a levasse para um abraço. 363


— Você é a melhor amiga que eu poderia pedir e não mereço você. — Oh, silêncio — Adalyn a abraçou de volta. — Você não me respondeu. Você ainda está deixando a faculdade? Ela caiu de costas na cama, suspirando. — Eu ainda não me decidi. O acordo de Vincent com ela foi que, se ela voltasse, ele iria deixá-la sair e ir para qualquer faculdade que quisesse, não importa quão longe. O fato de que ele tinha dito isso a ela, mostrando-lhe como altruísta ele era, fez seu coração doer de uma forma que assustou a merda fora dela. Adalyn caiu de costas na cama ao lado dela. Lake sabia o que ela estava pensando, as duas tinham sido amigas por tanto tempo que não era difícil neste momento contar. — Você o ama? — Eu não sei — ela sussurrou. Adalyn desviou o olhar do teto para encará-la. — Eu acho que seria difícil. Ele é um idiota. Lake arrebentou-se a rir e depois Adalyn a seguiu rapidamente. As duas riram tanto e por tanto tempo que esqueceu o que tinha feito iniciar em primeiro lugar. Adalyn foi a manteiga de amendoim e ela a geleia, o chip para seu mergulho, a cobertura em sua torta. Era bom ver a sua melhor amiga novamente. As duas conversaram sobre tudo o que tinham perdido da vida uma da outra pelo o que pareceram horas e Lake não estava pronta para isso acabar tão cedo. Vincent e Nero teriam que trabalhar novamente aquela noite no cassino para compensar a falta na noite 364


anterior. Se ela não fosse ser capaz de distrair-se a partir desse fato por estar se divertindo, ela iria trazer a diversão para ela. Lake sorriu para ela, suas rodas girando sobre o que fazer hoje à noite. — Você não vai acreditar em quem mora ao lado de Vincent. — Quem? — Perguntou Adalyn. — Elle. Você quer vir e sair comigo e com ela, enquanto Nero e Vincent vão trabalhar? Nero não vai gostar muito de mim. Adalyn já estava animada. — 0h meu Deus, sim! Devemos convidar Mary e Chloe, também. — Você é um gênio, Adalyn — Lake riu maliciosamente, enquanto atravessava sua lista de contatos e pressionando "chamar" sobre o nome de Elle. Nero vai odiar minha maldita coragem.

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Capítulo Cinquenta e Dois A diferença entre a vida e a morte

— Como que isso aconteceu? — Nero olhou para Elle quando Vincent entrou com Lake e Adalyn. — Puta merda, isso é loucura! — Adalyn percorreu o lugar, indo em linha reta até a parede de janelas de vidro e colocando as mãos e o rosto no vidro para olhar para a cidade. Lake sorriu para Nero. — Não se preocupe. Chloe e Mary estão vindo, também. Elle deu a Nero um beijo na bochecha antes que ele começasse a jogar punhais reais em Lake em vez de com os olhos. — Eu vou fazer as pazes com você mais tarde. — Sim, fique à vontade — Nero olhou para ela, a maneira de como ela iria fazer as pazes com ele estava clara em seus olhos verdes. Lake ouviu alguma coisa do outro lado da porta e observou Vincent ir e abri-la. Amo e Chloe estavam do outro lado da porta, rindo. — Vejo você mais tarde — Amo sorriu para ela, deixando-a saber que ele ia ser o único a levá-la de volta para casa, também. 366


Chloe olhou de volta para ele e sorriu. — Isso soa bem. Lake nunca tinha visto Amo sorrir, realmente sorrir, antes desse momento. No curto espaço de tempo desde que ela tinha conhecido Chloe, ela realmente não acreditava que a tinha visto assim, qualquer um. Vai time Amo! Chloe entrou no quarto, timidamente dizendo oi a todos antes que ela fugisse com Elle para ir encontrar onde quer que Adalyn tivesse ido. Lake foi indo com elas, mas a mão dela foi pega por Vincent e ela foi puxada para um beijo muito quente e demasiado rápido. Ele bateu em sua bunda levemente quando ele puxou sua boca fora dela. — Seja boa. — Sim e não dê a Elle mais ideias — Nero avisou. Lake correu no meio da escada, fora do caminho do mal antes de responder a ambos — Chega de promessas! — Ela riu e subiu o resto das escadas para encontrar Adalyn sentada no fundo da enorme banheira vazia. Adalyn parecia que estava prestes a chorar. — Eu nunca vou ser capaz de tomar um banho da mesma forma novamente.

***

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Vincent assistiu Lake rir indo para o andar de cima, fazendo-o sorrir. Nero apontou o dedo para ele. — Essa é a porra do problema aqui. Você acha que é bonito quando ela faz essas merdas e em seus ovos. Por mais que ele não gostasse de admiti-lo: — É muito bonito — Essa foi uma das muitas coisas que admirava a ela, especialmente quando ela não estava fazendo coisas que poderiam levá-la a ser potencialmente morta. Então, novamente, Nero estava à beira de matá-la, mas ele não podia, de modo que era apenas a cereja no bolo para ele. — É — Amo concordou, se aliando a Vincent. Nero revirou os olhos. — Vamos antes que eu decida ser um idiota e ficar para me certificar de que Lake não as levará em apuros. — Eu poderia ficar — Amo foi rápido para oferecer seus serviços. — Porra, não, você não poderia — Vincent empurrou o seu maior amigo para fora da porta da frente. Nero fechou a porta atrás de si. — De maneira nenhuma. Voltaremos para encontrar você comendo todas elas. Amo manteve a boca fechada, não confirmou ou negou a afirmação de Nero. É por isso que Amo nunca seria autorizado a estar a sós com Lake.

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***

Todas elas estavam tendo um grande momento sentadas no chão no andar de cima, comendo pizza e assistindo TV na tela grande que Elle tinha feito Nero colocar no quarto para que ela pudesse assistir todos os seus filmes favoritos na cama. Bem, todas elas menos Mary; ela tinha começado um problema estomacal. Lake engoliu o enorme pedaço de pizza em sua boca. — Então, Chloe, você gosta Amo? Chloe olhou para ela, seu rosto ficando vermelho. — N-não, ele é só meu amigo. — Vincent era apenas meu amigo no início, também. — Não é nada disso — Ela olhou para o chão, com o rosto ainda vermelho. Lake deu outra mordida enorme de sua pizza. — Bem, o que dizer de Lucca? Você gosta dele? Chloe olhou de volta para ela, e seus olhos se tornaram grandes. — De jeito nenhum. Ele me assusta. Lake olhou-a com pena. A pobre moça não sabia o que estava vindo em sua direção, mas ela tinha que, pelo menos, dar-lhe um aviso. — Vincent me assusta, também. Um som alto escapou da garganta de Chloe antes que ela desse uma mordida nervosa de sua pizza. 369


Pop. Lake olhou em volta para ver se alguém tinha ouvido um barulho, mas ninguém parecia ter notado. — Shh... — ela disse calmamente, indo para o controle remoto para desligar a TV. Todas estavam mortas em silêncio. Pop. Pop. O barulho era um tiro seguido pelo barulho da porta da frente sendo aberta. Faces de horror olharam para ela, seus batimentos cardíacos batendo como um só. Seus instintos dominaram, sabendo que ela tinha que fazer algo diferente do que sentar-se lá e morrer. — Banheiro — ela abriu a boca mais do que sussurrou, dandolhes o movimento para engatinhar. Chloe chocada não se mexia, então Elle se arrastou até ela, puxando sua camisa para se mover. Finalmente, ela avançou para a frente e Lake arrastou atrás. Quando ela passou a cama, ela rapidamente estendeu a mão e pegou o celular de Elle fora do colchão. Adalyn foi a primeira a chegar ao banheiro. Abrindo a porta devagar para evitar quaisquer sons, ela se arrastou com Chloe atrás dela, Elle foi a seguinte e, finalmente, Lake chegou por último. Quando ela se arrastou, sua mente rapidamente correu através do cenário. Todos, mas dois deles, terminavam em muito sangue derramado. Ela fechou a porta atrás dela, olhando em volta para ver se algo poderia ser colocado na frente da porta. Nada. Apenas um cenário permaneceu. 370


Ela entregou a Elle seu telefone em seguida, sussurrou para todas elas — Ligue para Nero. Em seguida, entre na banheira e mantenha suas cabeças para baixo. Elle apressadamente apertou os botões, colocando-o ao ouvido e ao mesmo tempo tentando obter uma Chloe paralisada na banheira. Lake voltou-se para a porta. — Onde você está indo? — Adalyn sussurrou asperamente quando ela se arrastou até o fim da banheira. Ela colocou a mão na maçaneta da porta. — Nero, alguém está a-aqui. Eu acho que eles têm uma arma — Elle sussurrou no telefone, tentando não chorar. — Lake! — Adalyn tentou se arrastar para fora, mas Elle estava a meio caminho em cima dela, tentando dar mais espaço para Chloe. Girando o botão, ela abriu a porta e trancou-a quando ela fechou. Ela se arrastou para fora da porta, voltando-se para ver as lágrimas correrem pelo rosto de Adalyn bem como Elle, enquanto ela tentava segurar Adalyn ainda. Ela finalmente entendeu, naquele momento, por que ela poderia se relacionar com Elle. Elle tinha sido torturada como ela. Muito familiarizada com cenários assustadores como este, seu instinto era proteger Chloe e agora Adalyn. Ela não podia vê-lo antes, porque a felicidade de Elle com Nero tinha acalmado as cicatrizes do passado. Fechando a porta uma polegada, Chloe era tudo que ela podia ver. Ela sentou-se na banheira, segurando os joelhos contra o peito, nada além de um imóvel olhar vazio em seu rosto desfigurado. Lake conhecia, a tortura que ela e Elle tinham experimentado jamais poderia ser comparado com a dor e tormento que Chloe 371


tinha sido forçada a sofrer. Não havia nada neste mundo que poderia acalmar suas cicatrizes. Fazendo o último sacrifício, ela fechou a porta, não querendo deixar ninguém machucar Chloe novamente.

***

Nero puxou o telefone do bolso. — Nós já iremos. Lake já... Vincent assistiu um flash de terror cruzar os olhos de Nero. Sabia que algo tinha ido terrivelmente errado em seu intestino, ele correu em direção ao elevador, empurrando todo mundo para fora de seu caminho. Vendo dois homens no elevador, ele empurrou as pernas mais duro para parar as portas de fechar. — Vá se foder! — Ele rosnou para os dois homens, já se movendo para perfurar o código para enviá-los para o topo. Nero e Amo estavam bem atrás dele, jogando os homens atordoados ao lado do elevador e deixando-os cair no chão. As portas se fecharam, enquanto a respiração pesada encheu o ar. Deus, não ouse tirá-la de mim.

***

372


Olhando ao redor do quarto, o alívio inundou que o atirador não tivesse subido os degraus para vê-la sair e que já era tarde demais para Adalyn sair, o risco de ter Elle e Chloe machucadas era muito grande. A porta do banheiro podia ser facilmente quebrada com um tiro da arma, mas elas teriam a chance de serem salvas. Se ela pudesse distrair o atirador até que a ajuda chegasse, ela poderia salvar suas vidas. Isto só viria com um preço. Pense, pense, pense! Esgueirando-se pelo chão, ela foi direto para o enorme closet de Nero e Elle, agarrando uma lanterna que estava em cima de uma caixa ao longo do caminho. Ela, então, escondeu-se atrás da porta do armário, deixando-a aberta. O ranger das escadas soaram em seus ouvidos. Lake segurou a lanterna, transformando os nós dos dedos e pontas dos dedos um branco fantasmagórico, enquanto olhava para a porta aberta à sua frente. O ranger cessou. Seja forte. Pegadas soaram fracas no chão acolchoado do quarto. Ela respirou calmamente e então, seu pé bateu a porta do armário, fechando-a. Em seguida, passos pesados vieram perto da porta. Você é forte. A porta se abriu. Lake encontrou a paz com qualquer destino que ela estava indo se encontrar. Sacrificar-se por sua melhor amiga, uma protetora que merecia proteção e uma menina quebrada que não 373


deveria ter uma mão colocada sobre ela era uma boa maneira de sair. Ela abriu a porta direita para trás, balançando a lanterna com toda a sua força para a figura escura que tinha entrado no quarto. Pop. Pop.

***

O elevador se moveu, subindo para o topo. Eles estavam trancados até que veio a uma parada. — O que diabos aconteceu? — Vincent rosnou para Nero. Nero apertou o telefone quando deu um soco nos números. — Ela disse que alguém atirou antes que ela desligasse o telefone. Vincent olhou para a fenda entre as portas, as abrindo. — Lucca, onde está você? — Nero perguntou com esperança em sua voz. Sua voz, em seguida, encheu o pequeno espaço novamente quando essa esperança se foi. — As garotas. Alguém entrou. Estamos no elevador... — Ele puxou o telefone longe de seu rosto. Vincent apertou sua mandíbula fechada, ao ponto que sentiu dor. Amo apertou as mãos, querendo saber o que Vincent preferia não ouvir. — Onde ele está? — Primeiro andar — Nero esmagou o telefone em suas mãos. 374


Lucca tinha sido sua última esperança. Não havia nenhum ponto de chamar mais ninguém naquele momento. Dante ou qualquer um que pudesse estar em seu escritório ou na sala de segurança chegaria ao mesmo tempo. Ele andou até a porta, com o rosto a uma polegada de distância, a cada segundo sentindo como uma eternidade. Abra! Abra! Abra! Abra! Porra! O elevador parou. A fenda começou a abrir assim como ele tinha imaginado. Vincent girou o corpo, saindo no segundo o mais rápido possível. Um segundo podia significar a diferença entre a vida e a morte. Tudo lentamente começou a borrar, enquanto corria pelo corredor, vendo um corpo sem vida de um sujeito no chão. Ele passou pela porta quebrada e subiu as escadas. No momento em que seus olhos pousaram em Lake, a raiva tomou conta de seu corpo. A mente de Vincent perdeu todo o controle e ele aceitou, saudando seu velho amigo novamente.

***

Lake tinha batido com sucesso no intruso com a lanterna, suficiente para que a arma caísse no chão, mas não sem dispará-la um par de vezes. 375


Corra! Ela aproveitou a oportunidade para abrir a porta enquanto ele olhava para a arma deslizando pelo chão. Se ela pudesse atraí-lo para fora e, possivelmente, para o andar de baixo, então a vida no banheiro seria salva. Ela só tinha feito meio caminho antes que ela viesse a cair no chão, um corpo caindo em cima dela. Tentou bater a lanterna na cabeça de novo, seu corpo foi pego rapidamente e virou-se. De frente para o intruso com ele a olhando, ela poderia dizer que ele tinha era um homem feito. Aquele olhar em seus olhos parecia insano. — Onde diabos ela está? — Perguntou, o que parecia ser um homem enlouquecido. Foda-se! Ela lutou com unhas e dentes, chutando, arranhando e conseguindo até mordê-lo quando seu braço ficou muito perto. — Você vadia! — Ele gritou, fechando as mãos sobre sua garganta. Nenhuma quantidade de chutes e arranhões puderam erguer as mãos longe dela. Ela começou a sentir a vida escorrer para fora de dela... Lentamente ... Lentamente ...

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Capítulo cinquenta e três O som de ossos quebrando em milhares de pedaços

Tudo estava embaçado por sua força de vida quase ter ido. Ela não podia vê-lo, mas pôde sentir algo mudar. A pressão do homem em seu estômago tinha ido embora, a tensão em torno de sua garganta parado e a dormência em seu corpo começou a se desgastar. — Lake — Amo balançou suavemente o queixo. Lake piscou para ele antes que rapidamente se sentasse, agarrando a garganta. — Você está bem? Onde estão as meninas? — Perguntou Amo, ajudando-a a sentar-se. — Sim, eu estou bem. Eu estou bem! Elas estão no banheiro — Ela falou com a voz rouca. Tudo o que ela queria era que ele fosse se certificar de que elas estavam bem. Quando ele se afastou de sua visão, ela foi finalmente capaz de observar seu redor. Nero já estava na porta do banheiro, chutandoa. Amo estava bem atrás dele. Seus olhos se moviam com terror assistindo, Vincent violentamente socava o homem até virar uma polpa, uma pequena poça de sangue já se formando em torno de sua cabeça. Seu olhar correu para ver Lucca subindo as escadas. 377


— Não se atreva a matar esse filho da puta — Lucca puxou Vincent para fora. Seus olhos selvagens finalmente encontraram os dela, enviando um arrepio na espinha. Enquanto caminhava para mais perto dela, a aparência de Vincent lentamente se suavizou. Ele caiu de joelhos na frente dela. — Baby, por favor, não tenha medo de mim. Lágrimas correram de seus olhos, o horror do que ela havia passado finalmente cobrando seu preço. Seu abraço quente a circulou e ela se derreteu contra sua pele. Lake estava finalmente segura. Ao ouvir passos de novo, um homem vestido em um terno que não tinha visto antes, subiu as escadas segurando um bastão. — Porra, cara. Ele pegou Al. Eles devem ser da limpeza... — Sua voz sumiu quando viu a cena com todas as meninas. Lucca tomou o bastão de suas mãos. — Obrigado, Sal — Em seguida, ele bateu-o sobre a perna do homem deitado no chão. O som de osso quebrando em milhares de pedaços foi o pior som que se podia imaginar. Ela segurou as mãos sobre os ouvidos, tentando abafar o barulho quando enfiou a cara mais duramente no peito de Vincent. — Basta! — Vincent gritou. Lucca quebrou o bastão sobre a outra perna. — Porra! Isso é o suficiente! — Amo foi o único a gritar nesse momento. 378


Lucca levantou o bastão de volta mais uma vez, mas parou pleno ar, a sua atenção foi para a cena no banheiro. Lake espreitou a cabeça para fora, para ver Elle na mesma posição que ela, embora nos braços de Nero. Adalyn estava de pé, secando as lágrimas em seu rosto e seu queixo quase até o chão. Chloe ainda estava na banheira com um olhar vazio em seu rosto enquanto ela observava Lucca com o bastão em suas mãos. Lucca apertou o pescoço do homem. Ela mal conseguiu virar a cabeça para trás, para longe, antes que o som de esmagar ossos cumprimentou seus ouvidos uma última vez. Não até que o som do homem batendo no chão a fez olhar para cima novamente. Lucca respirou profundamente, usando as duas mãos para alisar para trás os fios soltos de seu cabelo longo, preto, que havia caído em torno de seu rosto. — Agora, isso é o suficiente. Ela engoliu o nó na garganta, querendo saber quantos pesadelos ela ia ter com ele. O homem de gelo. Lake tinha ouvido Elle se referir a ele como o homem de gelo, tendo o apelido como uma brincadeira no começo, mas logo em seguida, ela totalmente compreendeu que, na verdade, não era a porra de uma piada. Adalyn foi a primeira a se mover. Ela levou as pequenas e muito lentas etapas até que ela finalmente passou por Lucca e depois correu para Lake tão rápido quanto pôde. Ela se sentou ao lado deles, tendo Lake em um de seu aperto de morte de um abraço. Vincent abraçou-as juntas, colocando um beijo em cada uma das suas cabeças. Adalyn começou a chorar novamente, quebrando o abraço a agitando suavemente Lake. — Eu deveria matá-la pelo o que você fez! 379


Todo mundo ficou em silêncio, olhando para ela. — O que ela fez? — Vincent perguntou o que estava na mente de todos. Não diga a ele! Ela implorou com os olhos. — Ela nos levou para o banheiro, mas decidiu nos deixar trancadas lá dentro — Adalyn a abraçou com força novamente. Droga, Adalyn. Lake abraçou a amiga de volta. Ela estava feliz que a última lembrança dela chorando, tentando escapar da banheira, não ia ser a última. Elle, que estava tentando trazer Chloe à vida, levantou-se e foi para o quarto parou para olhar para Lucca que fumava um cigarro. — Não pense em me dizer para jogá-lo fora. Você não tem nenhuma porra de ideia de quantos lances de escadas eu corri para cima — A voz de Lucca estava fria. — Eu não iria — Elle rapidamente passou por ele, exatamente como Adalyn fez, então repetiu a mesma coisa, estatelando-se para dar um abraço em Lake. — Obrigada — ela sussurrou. Lake a abraçou de volta, sabendo que ela estava agradecendoa mais por salvar a vida de Chloe que a sua própria. — De nada. Após Elle levantar-se para voltar para o banheiro. Lake olhou para Vincent. Estava escrito por todo o rosto que ele não gostava de como ela tinha arriscado sua vida. Finalmente, Amo e Elle conseguiram tirar Chloe da banheira. — Vamos levá-la para casa — Amo tirava o paletó, revestindoo sobre os ombros, cuidando para não tocá-la. 380


Chloe apertou o casaco quando ela começou a andar com Amo. Ela viu o silêncio 'obrigado' que Amo lhe dera. Ela viu o olhar aterrorizado nos olhos de Chloe quando ela passou por Lucca. Ela viu a fúria de Lucca olhando para trás. Amo e Lucca eram duas pessoas diferentes que lutavam por uma menina quebrada. Amo mudou-se em volta de Chloe, tornando-se um homem melhor. Lucca, no entanto, não ia mudar, mostrando-lhe exatamente o homem que ele era. — Sal, você vai levar Adalyn para casa? — Perguntou Vincent, tentando quebrar a tensão no ar. — Claro — respondeu ele. Adalyn deu a Lake e Vincent um último abraço antes de se levantar. — Um, ele está morto? — Ela perguntou, apontando para o elefante na sala. Lucca jogou a bituca de cigarro em cima dele. — Não, eu preciso dele vivo. Isso não era assustador em tudo... Adalyn fez uma careta. — Hum, ’não’ teria sido bom. — Em seguida, ela rapidamente fugiu. Sal riu, seguindo atrás dela. Vincent, em seguida, levantou-se do chão, levantando Lake com ele. — Ele disse alguma coisa? — Perguntou Lucca, sacudindo o seu Zippo para acender o fim de mais um cigarro entre os dentes. 381


Lake levou um momento, pensando. — Ele apenas perguntou onde ela estava. — Mary ia vir, mas ficou doente — Nero revelou a Lucca, informação que ele tinha pegado com Elle apenas um pouco antes. Isso era exatamente o que Lake tinha pensado que o intruso estava falando. Ela e Elle eram novas namoradas para os soldados. Ninguém se atreveria a mijar nas portas dianteiras da máfia por eles. Lucca levou um bom tempo. — Eu vou interrogar este filho da puta lá em cima. — Oh, há uma arma no armário — Ela ressaltou. Vincent resmungou, pegando sua mão. — Deixe-me saber se o filho da puta falou. Fumaça encheu o ar exalado por Lucca. — Ele o fará. Lake tentou não pensar sobre se o homem merecia o que estava vindo para ele quando todos eles desceram os degraus. Ninguém merecia a brutalidade de Lucca. Saindo pela porta da frente quebrada com Vincent do lado dela, ela começou a ir para dentro quando Nero a parou, puxando-a para um abraço apertado. — Obrigado por mantê-la segura. — De nada, Nero — Ela o abraçou de volta uma vez que o choque passou. — Vejo você amanhã, Elle? — Ela sorriu para ela. 382


Elle sorriu de volta. — Sim — Não insista — Nero disse a ela, tomando a mão de Elle e voltando pelo corredor com pressa. — Ela vai estar ocupada.

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Capítulo Cinquenta e Quatro Eu posso ver que ele não quebrou você ainda

Mas o que...? A mão de Lake foi arrancada enquanto ela assistia Nero e Elle irem para o corredor e ela foi puxada para perto de Vincent, a porta fechou, batendo bem atrás dela. Seu corpo foi então empurrado contra a parede e mãos trêmulas correram para cima e para baixo de seu corpo. — Por que diabos você faria isso? — Os lábios de Vincent caíram sobre os dela, beijando-a avidamente, como se ele estivesse morto de fome. Eu apenas fiz. — E-Eu... — Lake tentou falar através de seu beijo, mas não pôde, sem saber o que dizer e ele não estava tornando mais fácil para ela, mal dando-lhe tempo suficiente para respirar. Ele começou a beijar seu rosto, em seguida, para baixo em seu pescoço, tomando cuidado para não machucar a contusão da lanterna, que já tinha começado a se formar. — Por quê? Ela tentou não saltar de quão dura a sua voz soou em seu ouvido. — Eu não podia deixá-las se machucar. 384


O rosnado baixo de Vincent deu calafrios na espinha quando as mãos dele mudaram-se para o seu jeans, rapidamente desabotoando-os e puxando-os para baixo junto com a calcinha. Olhando para seus olhos, ficou claro que ele ficou tão assustado quanto ela. Tinha certeza de que ver alguém sufocar a pessoa que você ama tinha que ser duro e ela estava feliz por não ter acontecido o pior. No entanto, ela tinha medo dele, sabendo que ele estava tão perto de seu lado perigoso. — V-Vincent... Ele a beijou novamente, com mais ternura. Ainda era difícil, mas ele a beijou nesse momento para ela, não para ele, dando a Lake o que ela precisava no momento. A maioria de seus temores diminuíram quando o beijo se aprofundou e sua língua começou a fazer todas as coisas que faziam seu corpo esquentar-se a um milhão de graus. Ela o ajudou chutando os sapatos e as calças, querendo-o, também. Desabotoou as próprias calças, seu pau duro foi deixado livre e ele não esperou um segundo mais para buscá-la, em seguida, deslizando-a para baixo em seu comprimento. Lake agarrou a parte de trás de seus ombros e envolveu suas pernas em volta dele, gritando em seu ombro, chocada com a força com que ele tinha conseguido pegá-la e deslizar para dentro dela. Ele só esperou um momento antes de inclinar as costas contra a parede e começou a bombear dentro e fora de sua quente boceta molhada com movimentos curtos e rápidos, segurando-a pela sua bunda. Houve uma ligeira dor no início, não ruim, mas seu corpo reagiu a isso. Seus mamilos cresceram tenso e sua boceta arrepiou toda vez que seu zíper aberto deu um tapa nela. Ela apertou suas paredes internas em torno de seu pau e empurrou seus saltos em sua 385


bunda mais profundamente quando ele descontroladamente contraiu dentro e fora dela. A voz áspera de Vincent voltou ao seu ouvido, soando em algum lugar entre o prazer e a dor. — Baby, não faça isso de novo. Lake gemeu alto, deixando cair a cabeça para trás quando sentiu os primeiros sinais de seu orgasmo. Não havia como segurar ou ser duradouro. Ela nem sabia se ia sobreviver a isso. Indo de quase ser morta a isto intensificou ainda mais a porra que já era intensa. Ele dirigia seu pênis em sua vagina com espasmos mais rápidos. — Você me entende? — Ele grunhiu. — Sim! — Seus gemidos se transformaram em gemidos, querendo-o abrandar. No entanto, quando ele veio dentro dela, ele manteve seu ritmo áspero. Ele começou a assustá-la de novo, estar mais perto do que nunca desse lado muito escuro de si mesmo. Sentia-se como se o seu corpo a traísse, apreciando a aspereza dele segurando seu clímax até que finalmente o seu chegasse ao fim. Sua respiração era pesada e ela pensou que seu coração ia saltar para fora do seu peito enquanto ele a manteve ali, tentando acalmar o seu. Ela estava com medo de se mover ou até pensar, sem saber se o lado bom ou a versão ruim de Vincent estava segurando ela. Vincent deixou a parede ter a maioria de seu peso. Dessa forma, ele poderia chegar e puxar os cabelos para que ela pudesse olhar para ele. Ela engoliu o nó na garganta, com medo de encará-lo novamente.

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Lake não esperava quando viu os olhos lacrimejantes azuisbebê olhando para ela. Ela instantaneamente suavizou, incapaz de vê-lo ferido. — Eu sei que eu estou doente e fodido, mas estou tentando muito duro manter essa parte de mim longe de você — ele sussurrou para ela com a voz rouca, segurando-a mais apertado nele. — Lake, eu te amo. Você nunca vai entender o quanto eu te amo, porra. O beijo em seus lábios, combinados com suas palavras, fizeram seu coração doer ao ponto que trouxe dor. Acho que estou começando a entender.

***

Dante rodou o líquido escuro em seu copo, enquanto olhava para seu filho Lucca sacudindo seu isqueiro aberto depois fechado. — Por favor, me explique por que diabos eu tive um dos meus homens no chão e como esse filho da puta conseguiu chegar perto o suficiente para, eventualmente, matar minha filha. O elevador foi programado com dois códigos secretos: um para levá-lo para o cassino na cave e outro para levá-lo ao topo, que ficava seu gabinete e os quartos de seus homens. Os botões reais de pisos não existiam, então ninguém poderia pressionar um botão do caralho e 'puf' você está lá. Lucca continuou a apertar o isqueiro enquanto falava. — Eu assumo que Al pensou que poderia lidar com isso sozinho, pois ele não fez alarme a qualquer outra pessoa na sala de segurança. Até o momento, ninguém percebeu o que estava 387


acontecendo com a sua parte das fitas, eu já tinha feito isso para Nero. Dante tomou um gole. Fodido estúpido. Al tinha sido sempre um idiota arrogante, mas ele tinha sido um dos seus melhores homens na sala de segurança, foi por isso que ele especificamente vigiava o elevador e os corredores no topo. — Como é que o filho da puta colocou-o no elevador? — Ele tinha a chave do quarto, assim que Joe deixou-o passar. Ele sabia a resposta de Lucca antes ele tivesse dito, mas teve que perguntar, de qualquer maneira. Inclinando-se para trás na cadeira, ele olhou para seu confidente Vinny que não tinha falado uma palavra ainda, sabendo o que estava em sua mente. Estava em todas as suas mentes. — Ele é um homem feito, não é? Lucca começou a rolar mais leve entre os dedos. — Pela aparência dele, sim. Porra. O filho da puta não era um Caruso, de modo que significava que ele pertencia a uma família diferente. — Isso seria a segunda vez que uma porra de Luciano tenta me bater aqui. Vinny finalmente quebrou seu silêncio. — Tenha cuidado, Dante. Nós temos mais a perder neste momento, se a guerra está para acontecer. Dante bateu as mãos em cima da mesa. — Ele foi atrás de minha filha, porra!

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Ele respirou fundo, acalmando-se ao pensar sobre isso logicamente. Tinha sido um longo tempo desde que sua família de sangue tinha sido atacada e ele estava muito próximo a esta situação para ver isso claramente. Independentemente disso, seu conselheiro estava certo. Uma vez que Dante tinha se tornado o chefe, a família tornou-se mais rica e bem-sucedida. Ele precisava de um meio de provar as alegações contra a família Luciano. Se ele fosse mesmo mencioná-los por tentar tomar uma batida em cima dele, isto poderia ser motivo para uma guerra por manchar o seu nome, uma guerra que poderia matar toda a sua família se provocada. Eles tinham estado em paz há anos, mas era óbvio que os Lucianos estavam ficando com raiva de não ter mais. A última guerra entre as famílias havia sido brutal antes dos Lucianos, em última análise foram levados a um acordo para viver em paz com uma pequena porção de Kansas City como sua própria. Quando Dante tinha assumido sua parte da cidade, eles prosperaram muito, enquanto os Lucianos tinham lentamente destruído a deles. Dante tomou outro gole. — Como diabos eu deveria provar algo quando estão mortos? — Ele não podia provar a merda quando o filho da puta Luciano que entrou em seu hotel-cassino apareceu morto. Lucca bateu o isqueiro fechado. — Ele não está morto. — Você não fez a merda de matá-lo dessa vez? — Não, ainda não — Lucca se levantou, indo até a porta. Isso certamente mudava as coisas. Ele seguraria Lucca pessoalmente esta noite. — Bom, limpe essa bagunça do caralho. 389


Lucca balançou a cabeça quando saiu pela porta, Dante podia ver que ele já tinha planejado fazer exatamente isso. Fosse o que fosse, isso não era um negócio para Lucca. Isso era pessoal. Isso não deveria tê-lo chocado, considerando que Mary era sua irmã, mas Lucca não se importava com nada depois de saber exatamente como o amor só poderia feri-lo. Ele tinha visto aquele olhar em seu próprio rosto antes. Tipos de vingança pareciam diferentes em pessoas diferentes, mas sempre havia uma que parecia o mesmo.

***

Oww... Ao acordar no dia seguinte, sua garganta estava inflamada e Vincent não estava ao seu lado, fazendo com que a sensação piorasse. Quando a sonolência passou, ela se lembrou de lhe beijar acordada em algum momento para dizer-lhe que ele tinha que cuidar de algumas coisas. Lake compreendeu. Ela tinha certeza que ele tinha de lidar com o que tinha acontecido no dia anterior. Quanto mais pensava sobre isso, mais feliz estava por estar sozinha. O pensamento de Vincent transando com ela assim, apenas a um passo da porta, ainda tinha arrepios subindo em seus braços. Enquanto algumas eram contusões aterrorizantes, as demais eram fodidas contusões. Ela estava certa; cada vez que fodiam, tornava-se mais intenso e menos Vincent tinha o controle de seu lado escuro. Que diabos aconteceu? Era como... Lake sinceramente não tinha ideia do que tinha sido, mas certamente não tinha sido como ela tinha pensado que sexo ia ser. 390


Saiu da cama, levou o seu tempo no banheiro, preguiçosamente imersa na banheira para tirar a dor de seu corpo. No momento em que ela saiu, se sentia cem por cento melhor. Bem, quase. Seus pensamentos sobre como ele a tinha comido ainda pesavam em sua mente. Lake só estava com medo, puro e simples. Ela estava com medo de amá-lo. Ela estava certamente com medo dele. Acima de tudo, ela estava com medo de transar com ele novamente. Ela rapidamente vestiu um roupão que estava pendurado na parte de trás da porta, amarrando-o em torno de sua cintura. Abrindo a porta do banheiro, ela não o viu no início, mas quando o fez, Lake agarrou o peito, morrendo de medo. Olhando para o homem sentado na cama, apertou o roupão fechado com as mãos trêmulas, enquanto ele olhou para cima e para baixo. — O-que... — Sente-se, querida — Lucca ordenou. Lambendo os lábios muito secos, ela encontrou seus pés se movendo lentamente, sua voz tornando a ordenar. Depois do dia anterior, ela realmente não queria empurrar seus botões. Como sempre, se ele ainda me deixar viver. Ela sentou-se suavemente na cama, mantendo o rosto para a frente. Ela tinha visto o suficiente de sua aparência irregular para conhecer que ele teve uma longa noite. Toda palavra que saísse de sua boca ia ter que ser a mais precisa. — Por mais que eu goste que você finalmente está com medo de mim, você pode relaxar. Eu não estou sempre indo para prejudicá-la.

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Sua voz ainda soava fria, então ela teve que olhar para ele para ver se estava dizendo a verdade. Ele estava... Ela balançou a cabeça. — Você não vai? Algo lhe dizia que Lucca Caruso não cruzaria com qualquer um em sua lista "poderia matar se isso me agradar". Estava certa de que mesmo o nome de seu irmão Nero não estava descartado. Ele agarrou o queixo com o polegar e o dedo indicador, parando seu movimento. — Não, eu não vou. Eu dou-lhe a minha palavra. Foi forçada a olhar em seus olhos enlouquecidos, ela podia ver o sol a partir das janelas trazendo o verde mais do que o azul. — É por causa de Chloe, não é? Lucca olhou para ela um momento, ignorando completamente a sua pergunta. — Por que você fez isso? Arriscou sua vida, pela delas? Lake podia vê-lo tentando descobrir por que ela iria, eventualmente, fazer algo parecido. Os sentimentos e emoções que possuía eram muito diferentes dos seus, mas ela podia ver o passado de sua máscara de emoção o suficiente para reconhecer que compartilhavam os mesmos sentimentos sobre Chloe. — Eu acho que nós dois sabemos por que não podia deixá-la se machucar. Ele olhou para ela por mais um segundo antes que a pressão aumentasse ligeiramente no queixo. Em seguida, ele o soltou. — O que você fez foi estúpido — Seu comportamento frio voltou. 392


Graças A Deus. Estava agradecida que ela poderia, finalmente, desviar o olhar. — Eu sei. Eu já ouvi esse discurso de Vincent, então guarde-o. — Se pudesse voltar atrás, ela estava certa de que iria fazê-lo novamente. Lucca rapidamente estava em cima dela, agarrando-lhe o queixo mais asperamente desta vez e rodou ligeiramente a cabeça de um lado para o outro. — Ele tem sorte, mas eu posso ver que ele não te quebrou ainda. Lake estava com muito medo até mesmo por suas palavras. — Se você sentir a porra da necessidade de ver Dante de novo, não vá nele. Você vem para mim. Ela assentiu com a cabeça, sabendo que era o que ele queria. Ele deixou seu queixo ir um tempo depois. — Eu vou dar-lhe um favor de sua escolha. Seja o que for ou quando for, você me pede e eu vou fazer o que posso para executalo. Ela mordeu o lábio inferior. — Qualquer coisa? — Qualquer coisa, querida. A partir de matar uma pessoa até fazê-la desaparecer... — Sua voz arrepiante afunilou quando ele deslizou para baixo das escadas e saiu pela porta. Piscando, Lake se perguntou se o encontro foi mesmo real. Apenas os calafrios ainda formigavam no queixo de onde ele havia tocado provavam sua existência. Seu ligeiro passeio no lado escuro com Vincent fez com que a sensação fosse um pouco diferente sobre Lucca. 393


‘

Merda Santa.

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Capítulo Cinquenta e Cinco Me salve

Ainda me quebrar? Lake foi finalmente capaz de sacudir o encontro quando suas palavras, na verdade, começaram a ressoar na mente dela. Ainda me quebrar! Essas palavras só começaram a assustá-la sobre Vincent mais e mais, sabendo que estava lentamente ganhando poder sobre seu corpo e mente. Ela tentou se concentrar nas outras partes de seu encontro. Sim, como ele me dando um favor! Pensando que Lucca jamais se importaria o suficiente para dar-lhe um favor, literalmente, explodiu sua mente, juntamente com o fato de que ele tinha dito a ela para vê-lo em vez de ir para Dante. Lucca estava dizendo a ela que sua porta estava sempre aberta se ela precisasse dele, mas ela não sabia se ia ter a coragem de fazer isso após seu encontro. “A partir de matar uma pessoa a fazê-la desaparecer”... Aquelas palavras sussurradas estavam sobre ela novamente. Ele estava dando a ela uma saída e ela sabia disso. Lake poderia deixar a multidão para trás e nem sequer pensar duas vezes sobre isso. “Eu posso ver que ele não te quebrou ainda”... Lake gritou quando seu celular tocou, seus pensamentos assustando-a plenamente nesse ponto.

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Ela pegou o telefone rapidamente, sem olhar para o identificador de chamadas e falou um trêmulo. — Olá? — Lake! Meu bebê... meu bebê... — sua mãe gritou ao telefone. Ela segurou o telefone mais apertado, com medo por sua mãe. — Mãe, o que está errado? Você está bem? — Não, é John. Ele só... — Ela parou por um momento. — Pode vir me pegar? Ele saiu e levou as chaves. Eu preciso sair e entrar em um quarto de hotel antes de ele... antes que ele me mate — Sua mãe ficou histérica. Lake correu para o armário, apressando-se para se vestir. — Estou indo, mãe. Eu estarei aí. — Obrigada, querida. Não diga ao seu pai, Vincent ou qualquer um. Eles vão matá-lo. Eu não quero que o matem. Ela mordeu o lábio, contemplando. — Ok, eu estarei aí. A chamada terminou e seu ouvido conheceu o silêncio. Lake se vestiu tão rápido quanto pôde em sua última roupa limpa da pequena quantidade de roupas que ela tinha trazido de Kentucky. Se ela ia ficar com Vincent, ela realmente precisa ir para seu pai para pegar algumas roupas. No entanto, isso imediatamente foi empurrado para o fundo de sua mente, ela sempre tinha algo importante quando isso vinha à tona. Estas últimas semanas tinham sido realmente ridículas.

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Correndo para baixo, ela olhou para as chaves do carro de Vincent colocadas na mesa. Sua adrenalina estava bombando. O que devo fazer? Primeiro, ela teve sorte que elas estivessem mesmo lá. Ele estava claramente ainda no hotel, ou ele estava fora e pegou carona com quem quer que fosse com ele. Ela entendeu que a mãe não queria que ela dissesse, com medo de que iriam matá-lo. Foi por isso que ela nunca tinha contado a ninguém sobre John, com medo de que iriam matar sua mãe, também. Olhando para as chaves do carro, ela sabia que Vincent ia ficar chateado pra caralho que ela tinha saído. Ele tinha avisado para nunca mais fazer isso de novo, mas ela estava pensando em fazer exatamente isso. “Eu posso ver que ele não te quebrou ainda“... Lake pegou as chaves do carro, determinada a provar que ela não seria quebrada.

***

Vincent não foi capaz de passar o dia como ele queria, em sua cama com Lake. Ele especialmente queria, considerando que quase a tinha perdido o no dia anterior. Ele não se lembrava de nada depois que ele subiu as escadas e viu um filho da puta sufocando Lake. Tudo tinha ficado preto até que ele tinha visto seu rosto assustado. Quando ele havia lentamente se aproximado dela, o bom nele havia lutado contra o mau. Quando ele finalmente foi capaz de ficar sozinho com ela, ele tinha que senti-la. Ele tinha a necessidade de tê-la em volta dele e tinha sido quando a guerra nele havia começado. Ele nunca tinha 397


fodido assim em toda a sua existência, precisando de alguém tanto naquele instante ao ponto de ambas as versões dele queria ela igualmente. A boa nele tinha fodido ela, enquanto a má tinha finalmente começado sua chance de transar com ela, também. Uma vez que a sua libertação tinha chegado, ele finalmente havia mantido o controle suficiente para afastar sua escuridão novamente. A escuridão tinha finalmente tido seu gostinho e queria mais, a porra de um lote inteiro mais. Eu não deveria ter feito isso, porra. Ele estava com raiva de si mesmo por tê-la tratado dessa forma, sabendo que ela tinha se assustado, mas ele não tinha sido capaz de parar. Não houve nenhuma parada. Ele simplesmente deveria ter se acalmado e obtido algum controle sobre si mesmo antes que ele a houvesse tocado. É onde eu estava fodido. Lake merecia mais, depois do que ela tinha feito. Ela não merecia ter mais medo em sua vida. Vincent nem sequer merecia. Ele sabia que deveria fazê-la ir e não dar-lhe a opção de sair no final do verão. No entanto, como ele tinha dito a ela na noite anterior, ele estava fodido. Vincent respirou fundo, alisando o cabelo para baixo. Realmente não era dia para ser um soldado. Tanta coisa estava acontecendo, questionando sobre como a porra da noite tinha acontecido. Ele não sabia nada mais do que o óbvio desde que Lucca estava lidando com a situação. Quando, ou mesmo se eles descobrissem todos os detalhes, ele não saberia. Vincent ainda era apenas um soldado, independentemente de quem seu pai era e era por isso que tinha que passar o dia trabalhando em novos detalhes de segurança. Os códigos foram todos mudados e só dado a certos homens da família. Houve também uma nova guarda no último andar que estava ao lado do elevador. Eles nunca tinham exigido um guarda lá, uma vez que era assistido por vigilância. Além disso, a fim de chegar ao escritório de Dante, você teria que caminhar pelo longo 398


corredor, em seguida, ser deixado na sala de segurança com as TVs e os guardas e então, você poderia finalmente chegar em seu escritório. Para não mencionar, que você estaria mudo até querer ficar em seu elevador e socar no código em primeiro lugar. No entanto, alguém ainda tinha feito isso e conseguiu pegar Al. Vincent deslizou seu cartão através da porta, ansioso para ver Lake novamente. Ele odiava deixá-la, não esperando algo como na noite anterior, com ela novamente. Se não fosse pelo trabalho e a nova guarda, ele não teria. Indo rapidamente para as escadas, quando ele não tinha visto ela no andar de baixo, ele sentiu um déjà vu quando ela não estava lá. Foda-se, não, não, não! Era como se ele soubesse que ela não ia estar no banheiro. Vincent pegou seu telefone, chamando-a rapidamente. Como da última vez, foi direto para a caixa postal. Correndo lá para baixo, percebeu que as chaves tinham sumido. Ela havia, descaradamente, o deixado. Indo para fora da porta e no corredor, ele parou na frente do guarda. — Garota, cabelo castanho-claro. O guarda o interrompeu. — Alta e quente? Sim, ela saiu hoje mais cedo. Vincent flexionou sua mandíbula. — Quando? Ela disse alguma coisa? Você notou alguma coisa? — Eu acho que um par de horas atrás. Ela apenas parecia que estava com pressa. Vincent já estava correndo pelo corredor em direção ao escritório de Dante, rezando para que Sal estivesse na sala de segurança para ajudá-lo a descobrir onde ela tinha ido. 399


Maldição, Lake! Ele sabia que algo estava terrivelmente errado. Ele só sabia, como sempre acontecia com ela. Vincent não podia mais aguentar isso. Ela estava literalmente matando-o cada vez que ela fazia algo parecido com isto. Por que ela faria isso comigo? Era tal ponto que ele acreditava que ela gostava disso.

***

Os nós dos dedos de Lake bateram na porta da casa de sua mãe. Algo parecia errado para ela, mas não tinha exatamente tempo para se preocupar com isso, com medo de que John pudesse estar de volta a qualquer momento. Quando a mãe dela abriu a porta, Lake cobriu a boca quando viu sua aparência enlouquecida. Puta merda. — Mãe, você está... — Sim, sim, se apresse. Entre — A mãe dela rapidamente a agarrou pelo braço, arrastando-a para dentro e, em seguida, fechando a porta atrás dela. — Minhas sacolas estão lá em cima. Ela continuou andando com sua mãe e subiu as escadas, enquanto segurava seu braço, firmemente. A mãe dela parecia um pouco selvagem e seu intestino gritou para ela que tudo isso estava indo errado. Quando sua mãe a levou para o corredor onde ficava seu antigo quarto e não para o dela, ela estava confusa com sua mãe. — Seu quarto é do outro lado. 400


— Eu tenho dormido na sala de treino — Sua mãe colocou a mão na maçaneta da porta. Lake foi empurrada para dentro por sua mãe quando ela abriu a porta e um tapa em seu rosto a teve caindo no chão. — Você, putinha lixo de trailer — John cuspiu em seu corpo. Lake, ficou com uma sensação de desorientação pelo golpe, olhando para a mãe, que tinha lágrimas nos olhos. — Mãe, vai! — Então ela começou a chutar John quando ele tentou agarrá-la. Ele conseguiu dar um tapa com força na mesma bochecha novamente. — Pedaço estúpido do caralho de merda, sua mãe não te ama — Ele agarrou-a pelos cabelos, arrastando-a pelo chão. — Não fique aí parada; abra o sótão, cadela! — Ele parecia sem fôlego. Pam começou a chorar quando puxou para baixo a corda e começou a abrir as escadas. Lake tentou lutar com ele, enquanto as lágrimas começaram a raiar pelo seu rosto. Ela lutou cansativamente sem sucesso, mas Pam havia se juntado a ele, ajudando-o a puxá-la pelas escadas desdobradas. — Mãe, por que você está fazendo isso? — Lake chorou, esperando que sua mãe viesse a seus sentidos. Os dois tinham claramente ido ao fundo do poço desde que ela os tinha visto. — Sinto muito, querida. Ele me fez chegar a isso. Eu não posso limpar e cozinhar para ele direito. — Saia aí de cima! — John gritou, sem fôlego. Lake começou a rastrear rapidamente as escadas quando ele bateu a cabeça dela em um dos degraus. Ele iria matá-la se ela não 401


fugisse. John não estava apto o suficiente para subir os degraus e se ela pudesse fugir, ela poderia usar o tempo que ele precisava para ter sua energia de volta. John gritou para ela enquanto ela subia as escadas. — Porra eu possuo você, lixo de trailer! Você é minha, puta! Seu pé quase foi pego quando dobrou nas escadas atrás dela. Ela ficou ali no chão, chorando enquanto ela ouviu algo contra o chão, trancando-a. Mamãe, por que você faria isso comigo? Ela virou-se em uma bola. Eu sou sua filha. Eu sou sua carne e sangue! Ela chorou tão duro que uma poça de água começou a mergulhar no chão. Lake desejou que tudo isso fosse um sonho, desesperadamente desejando que ela estivesse em casa. A casa que veio à mente não foi o lugar que ela sentiu mais em casa durante anos, no entanto. Em vez disso, a casa de seu pai tinha sido substituída pela de Vicente. Ela chorou ainda mais, seus verdadeiros sentimentos finalmente vindos à luz. Eu prometo, eu não vou mais correr de você novamente. Por favor, me salve. O fato dela ter orado por Vincent para salvá-la, em vez de Deus, provou que seus sentimentos eram verdadeiros. Ela fechou os olhos, trazendo um outro fluxo de lágrimas em seu rosto. Eu te amo, Vincent.

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Capítulo Cinquenta e Seis Verdadeira Família é ganhada, não nascida.

O passeio de carro foi longo e ele estava morrendo de vontade de sair quando Amo desceu pela garagem privada comprida. Sal tinha rastreado rapidamente através de seus registros telefônicos e viu que sua mãe havia chamado. Não levou muito tempo pensado para descobrir onde ela tinha ido. Quando o sol começou a se pôr, Vincent esperava que não fosse tarde demais. Eu não estou. Vincent estava se recusando a acreditar em qualquer coisa que não fosse encontrar Lake segura e respirando. Em seguida, ele a levaria para casa e faria questão de ter certeza que suas pequenas malditas acrobacias em fugir acabariam. Ele tinha chegado ao fim de sua corda muito longa com ela e Lake iria finalmente aprender o que levava um homem feito a amar. Amo estacionou o carro no meio da unidade e Vincent saltou para fora, indo para o tronco. Ele viu os faróis vindo atrás dele, o estacionamento à direita, atrás de Amo. Depois que ele e Amo tomaram algumas coisas do portamalas, ele o fechou, em seguida, virou-se para ver Nero e Mary de pé, juntos. Ele falou rapidamente, querendo se apressar e entrar em casa. 403


— Eu não dou a mínima para o que eles fazem, você não tem permissão para matar aqueles dois filhos da puta. Eu vou. Mary, eu preciso de você para cuidar da cadela da Ashley se ela estiver aqui — Ashley tinha apenas dezessete anos. Portanto, a regra de não matar crianças ainda estava de pé. Mary é a nossa brecha. Quando todos eles concordaram com a cabeça, dirigiram-se para a casa. Apontando, ele agachou-se pelos arbustos com seu olhar sobre a porta da frente. Seus olhos, em seguida, seguiram os stilettos de Mary com eles clicando da calçada até chegar à porta da frente. Mary mexeu em suas perfeitas ondas loiras um pouco antes de bater. Ele reconheceu alguém sorrateiramente tentando olhar para fora do canto de uma janela antes das cortinas recuarem com pressa e, em seguida, ele ouviu o sussurro na porta. Idiota. A porta se abriu apenas ligeiramente, a corrente que ainda mantinha a porta trancada visível. — Posso ajudá-la? — Uma voz viscosa falou através da porta. — Olá. Sinto muito incomodá-lo, senhor, mas eu usei a sua entrada para voltar, e meu carro quebrou. Eu só queria que você soubesse que eu estou bloqueando seu caminho e isto vai levar um par de horas até que o caminhão de reboque chegue aqui. Eu só queria que você ficasse ciente e peço desculpas se isso incomoda você — Mary girou sobre os calcanhares para ir embora. — Espere — a voz do outro lado da porta, chamou. Mary parou e virou-se para encará-lo, sorrindo. — Você tem uma carona de volta para casa? Uma menina bonita como você não deve ficar esperando — A voz soou viscosa por segundos. Mary corou, virando a cabeça um pouco para fora. 404


— Meu namorado não sai do trabalho por mais uma hora. Ele só deve levar 30 minutos depois para me pegar. — Gostaria de esperar lá dentro? — Ele sorriu pela fresta da porta. — Oh, eu odeio que... A porta fechou rapidamente e, em seguida, o som da tranca pôde ser ouvido antes da porta reabrir, desta vez totalmente, revelando o homem que Vincent estava mais do que pronto para matar. — Não, entre e esperar lá dentro — John disse a ela, lambendo os lábios. Mary riu. — Bem, se você insiste. Vincent, Nero e Amo se preparavam. Dando um passo, Mary sorriu para John antes que sua mão voasse para cima em seu rosto, quebrando o nariz em uma rápida batida. Vincent rapidamente correu no momento em que ele ouviu o som de trituração dos ossos. Nero e Amo seguiram-no logo atrás, fechando a porta. — Onde diabos está ela! — Seu pé saiu, chutando o filho da puta no estômago, enquanto ele estava de pé, segurando o nariz quando o sangue começou a jorrar. Ele caiu em linha reta para trás como um dominó, com um baque duro, batendo no chão. Em seguida, começou a rir loucamente. — Aquele pedaço lixo de trailer de merda está morto! 405


Algo dentro de Vincent quebrou. — Filho da puta, onde ela está? — Ele começou a chutá-lo mais e mais tão duro quanto podia. Nero trouxe uma Pam histérica que tinha se escondido na cozinha. Amo empurrou Vincent de volta, tentando acalmá-lo. — Vá procurá-la, certifique-se de que ela esteja bem e então, você mata esse filho da puta. Ele acenou com a cabeça um par de vezes, mantendo-se sob controle. — Você está certo — Ele dirigiu-se para as escadas, tentando manter seus demônios presos por um pouco mais. — Mary, vamos lá. Ele e Mary subiram as escadas para ver um poste no final do corredor segurando o teto. Porra! Ele correu pelo corredor, gritando por Mary para verificar se Ashley estava lá. Vincent moveu rapidamente o poste fora do caminho, o seu coração bombeando para fora do peito. Puxando para baixo a corda, ele abriu as escadas e rapidamente se arrastou o mais rápido que pôde. A cada passo que dava, ele repetia em sua mente, por favor, esteja bem. Por favor, esteja bem. Por favor, esteja bem... O mundo parou quando viu Lake no chão frio, dura em uma bola. Seu coração se contraiu em um nó apertado quando ele estendeu a mão para ela, as pontas dos dedos levemente suavizando sobre a contusão em sua bochecha. — Lake... baby...

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Os olhos de Lake se abriram, apenas para fechá-los como se fosse apenas um sonho. O sonho começou a se fazer mais real quando ela sentiu seu corpo lentamente resvalar em algo macio. Abrindo os olhos novamente, ela identificou o rosto, mais uma vez, de Vincent; no entanto, ela estava em seu velho colchão, macio, em vez do chão frio. Por fim, ocorreu-lhe que isto poderia não ser um sonho. — Vincent...? Vincent varreu a franja do rosto. — Estou aqui, baby. Tudo vai ficar bem. Lágrimas correram de seus olhos novamente, quando ela percebeu que ele era real. Inclinando-se, ela colocou os braços em volta do pescoço, segurando-o com toda a força que podia. — Você veio por mim — ela sussurrou em seu pescoço. — Claro que eu fiz. Eu sempre virei para você, baby — Ele puxou seu cabelo para que ela pudesse olhar para ele e, em seguida, enxugou uma lágrima que caiu pelo seu rosto. — Por que eu não viria para você? Eu já não vim para você todas as vezes? — Sim, eu... — Lake olhou para baixo e longe de seus olhos intensos. — Eu apenas pensei que você poderia ter ficado cansado de vir atrás de mim agora — Instinto e sentimento disseram-lhe que desta vez era diferente. Ela havia fugido dele muitas vezes, empurrou-o muitas vezes. Eu pensei que ele poderia não me querer mais. O polegar de Vincent pegou outra lágrima. — Eu nunca vou ficar cansado de você, Lake. Eu te amo — Sua voz ligeiramente alterada para um tom mais escuro. — Mas vamos falar sobre você fugir de mim quando chegarmos em casa. 407


Balançando a cabeça, ela entendeu que seus sentimentos tinham razão. Essa era a última gota. Quando os lábios desabaram sobre os dela, não era como qualquer outro beijo que ele lhe tinha dado antes. Esse beijo tinha uma promessa diferente, um de posse. Sua boca se apropriou da dela em uma longa carícia quente. Seu corpo tremia quando ele se afastou e ela ficou cara-a-cara com a escuridão dentro dele. Lake lambeu o ressecamento dos lábios enquanto olhava para ele. Este outro Vincent não estava tentando esconder, mostrandolhe que ele estava lá para ficar. Mary silenciosamente subiu as escadas enquanto seus olhos continuaram impedidos de se desgrudar de seus azuis-bebê enlouquecidos. — Eu quero que você fique aqui com Mary — Sua voz era tão fria quanto os olhos. Oh, Deus. Ela agarrou a mão, impedindo-o de se levantar. — Por quê? Ele apenas olhou para ela, seus olhos dizendo tudo. Lake piscou para conter as lágrimas, segurando sua mão com mais força. — Vincent, por favor. Eu... Seu polegar cobriu seus lábios, silenciando-a antes que a ponta de seu polegar começasse a esfregar seu lábio inferior inchado pelo beijo. — Você não vai me dizer isso agora. Se você ainda se sentir da mesma forma amanhã, então você pode me dizer. 408


Ela olhou em choque enquanto ele levantou-se e sussurrou para Mary. Seus olhos se fecharam quando as novas lágrimas corriam pelo seu rosto, incapaz de vê-lo sair. Não havia contestação ou luta com alguém que era escuro. Isto só faria o pior resultado, com os olhos prometendo-lhe tanto. Mary sentou-se na cama, tomando-lhe a mão quando Vincent fechou a porta do sótão mais uma vez. — Mary, por favor, vá falar com ele sobre isso. Ele pode ouvir você. — As lágrimas de Lake só se multiplicaram. — Eu não posso. — Mary sussurrou para ela quando colocou a cabeça de Lake no colo, gentilmente alisando o cabelo dela. — P-por que não? Ela continuou o ritmo de acariciar seus cabelos. — Será que eles não merecem isso depois de tudo o que fizeram com você? Eu só vi eles, Lake. Eles enlouqueceram e perderam todo o senso de realidade. Quando você nasce insano, você tem que manter algum tipo de âncora para mantê-lo ligado à terra, para mantê-lo em contato com a realidade. O momento em que você perde isso, você perde a sua humanidade. Eles precisam ser tratados, para o bem de outras pessoas e para si mesmos. Saber que você perdeu-o assim, a ponto de não ter retorno, pode ser o sofrimento final. Lake podia ver que sua mãe e John tinham enlouquecido e tudo o que merecia por magoá-la era algo que ela nunca iria tomar em suas próprias mãos; por isso, a escolha não era dela. Ainda... Ela tentou manter-se junto, derramou lágrima após lágrima. — Ela é minha mãe, minha família, meu sangue — Lake não sabia se ela estava tentando convencer Mary ou ela mesma. — Família não pode ser determinada por sangue. Família é determinada por ações. A família é uma questão de confiança. 409


Família é sobre aceitação. Família é sobre o amor. A verdadeira família é ganhada, não nascida — A voz de Mary era clara e forte, dando força a cada palavra que ela falou. As lágrimas lentamente começaram a parar quando ela se apegou nas palavras de Mary... A família é uma questão de confiança... Sinto muito, querida. Ele me fez chegar aqui. Família é sobre aceitação... Você putinha lixo de trailer. Família é sobre o amor... Lake, eu te amo. Você nunca vai entender o quanto eu te amo porra. As lágrimas nos olhos finalmente pararam. Tudo estava finalmente claro.

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Capítulo Cinquenta e Sete Você vai queimar, Filho da puta

Vincent fechou a porta do sótão sem se sentir mal sobre o que ele estava prestes a fazer. Ao vê-la lá em cima daquele jeito, sem saber se ele estava vindo para salvá-la, o tinha matado quase tanto quanto pensar que ela poderia não estar viva. Ele estava indo para não ter arrependimentos com o que ele estava prestes a fazer e ele, com certeza, não sentiria pena por isso. Descendo o outro corredor, ele foi para dentro do quarto com a porta aberta. Mary lhe tinha dito que Ashley não estava lá, mas ela também tinha lhe dito que ele deveria dar uma olhada no quarto dela. Entrando e olhando em volta, viu sacos e sacos de coisas, tudo isso não usado ou usado, as etiquetas ainda em tudo. Ele soube imediatamente que eram todas as coisas que sua mãe provavelmente tinha comprado para Lake, apenas para Ashley ter tomado. Mesmo que Ashley não pudesse usar a maioria dos itens, ela claramente não dava a mínima, querendo simplesmente tomar qualquer coisa que ela pudesse tirar de Lake. Era realmente incrível a quantidade de coisas pelas quais ela poderia ter voltado, mas ainda não o fez. Ashley também poderia ter jogado fora, mas ela não tinha. Em vez disso, tinha as escondido para constantemente olhar para o domínio que tinha sobre Lake. Era óbvio que os sentimentos de John tinham entortado mente de 411


Ashley para Lake, também. Ambos queriam o controle sobre ela, mas a merda tinha finalmente chegado ao fim. Descendo, Vincent viu que Nero e Amo tinham tomado o prazer de amarrá-los nas cadeiras da cozinha. — Foda-se, graças a Deus. Eu não posso aguentar esses estúpidos mais um segundo — Amo disse, amarrando os pulsos de John por trás das costas mais apertado. — Não há nenhuma maneira desta cadela ser mãe de Lake — Nero colocou as chaves dos carros em cima da mesa. John começou a rir. — Eu disse que ela é louca. O punho de Vincent atingiu seu rosto para a direita sobre seu nariz já quebrado, causando um som terrível. — Filho da puta, não diga isso sobre ela novamente. Ela não está morta e você sabe. John não se intimidou. — Ela está! Ela não é nada sem mim, assim como o seu pedaço de merda de mãe não era nada antes de mim! Você sabe por que eu a chamo de lixo de trailer? Pegando uma pesada meia da mesa, Vincent começou balançando-o ao redor, ouvindo toda a mudança dentro de chocalho. — Por causa do caralho de seu pai que nasceu e cresceu em um parque de trailers. Seus pais foram provavelmente retardados puros, transando. E sua mãe é uma puta que o deixou para foder alguém por dinheiro. Você sabe o que mais, lixo igual a lixo? Fodido lixo! — Ele começou a rir de novo. — Eles ainda nomearam ela de Lake porque foderam em um lago e foi aí que ela foi 412


concebida. Entendeu? Ela é uma merda retardada como seu pai e uma puta igual... Vincent balançou a meia pesada em seu rosto e então ele começou a espancá-lo com ele. O som de minúsculos pedaços de metal batendo na carne dura trouxe-lhe satisfação quando ele ouviu o grito de mãe Lake. Pam forçou o rosto na direção oposta, incapaz de olhar para a brutalidade do que ele estava fazendo. — Por favor, ele me fez fazê-lo! Eu nunca faria mal ao meu bebê! Parando o espancamento, Vincent deixou John quando ele começou a tossir sangue para se concentrar em sua mãe, pegando seu rosto e apertando sua mandíbula. — Será que ele te bateu para atraí-la aqui? Eu não vejo nenhuma contusão do caralho. Cada porra de vez que ela veio para cá, você fingiu que não sabia o que ele e Ashley estavam fazendo com ela, mas você sabia, porra. Você a colocou em um show do caralho o tempo todo, chamando-a de "mel" e "bebê", comprando sua merda. Foi tudo apenas para manter a boca fechada e levá-la a continuar vindo todo fim de semana, porque se não o fizesse, então eu aposto que ele não a deixaria gastar todo o seu dinheiro. Pam balançou a cabeça. — Não, isso não é... Sua mão se fechou sobre sua garganta. — Diga-me a verdade, puta. — Ok! — Ela engasgou. — Ele gostava de vê-la limpar e chorar! Ele é meu marido; eu tinha que mantê-lo feliz. Se eu o mantivesse feliz, ele retornava o favor. É assim que funcionava!

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Ele olhou para ela, ouvindo a coisa mais doente que já tinha ouvido na vida. Elevando a meia de volta, ele bateu forte e rápido no lado de sua cabeça várias vezes, dando-lhe uma morte semirrápida. A cadela tinha lhe dado Lake, mas ele precisava desesperadamente matar um dos dois, se ele quisesse fazer o outro sofrer mais. Ele estava perto de terminar com ambos, mas ele precisava chamar a morte do outro de fora. Virando-se para John e dando-lhe mais alguns socos nas costelas, ele então empurrou a meia cheia de moedas em sua boca. — Filho da puta, enquanto você se senta aqui e morre, eu quero que você pense sobre como nunca será mais capaz de chamar Lake de outro nome, como você nunca será capaz de lhe dizer o que fazer, como você nunca vai ver outra lágrima descer de seu rosto. Matou-o pensar sobre como você nunca chegou a quebra-la depois de todos esses anos, não é? Você sabia que nunca a possuiu e então, quando ela saiu e não voltou, percebeu que nunca iria ser capaz de terminar o que tinha tentado tão duro fazer essa merda, por anos. Vincent pegou um dos tanques de gasolina fora da mesa e começou a jogá-lo. — Lake é minha, filho da puta. Ela nunca foi sua e ela nunca será sua. Terminando o tanque, ele olhou para Nero e Amo. – Joguem no resto da casa, enquanto eu fico com Lake e Mary. Nero e Amo assentiram antes de pegaram os tanques e começarem o trabalho. Vincent subiu as escadas, ainda sem sentir nenhum remorso. Os dois tinham se perdido completamente desde a última vez que ele tinha estado lá. Essas "pessoas" já não eram pessoas. Foi por isso que ele não iria lidar com eles como pessoas. 414


“Ela é uma merda retardada como seu pai e uma puta. ” Ele passou a mão calmante pelos cabelos, dizendo a si mesmo que não seria muito mais tempo. É por isso que você vai queimar, filho da puta.

***

Lake deixou Vincent levá-la para baixo e para fora da casa depois que ela havia prometido manter os olhos fechados. Você poderia pensar que seria difícil não olhar, mas foi bastante fácil, a partir do silêncio ensurdecedor e o cheiro de gasolina. Uma vez que o ar frio da noite de verão atingiu seu rosto, ela sentiu como se pudesse respirar novamente. Nenhum deles disse nada, nem olhou para o outro até que ele a colocou no banco de trás do carro, dizendo que estaria de volta. No momento em que ela começou a sentir o cheiro, as portas do carro foram abertas com Amo e Vincent pulando dentro, o cheiro de queimado entrando com eles. Quando o carro começou a descer o longo caminho, ela olhou para o espelho retrovisor, para a fumaça e as chamas que cresciam com cada centímetro abaixo da rua. Vendo a casa de torturas queimada no chão, era algo difícil de não olhar. Ela imaginou o que aconteceu naquela noite, com a casa queimando foi para o melhor. Pelo menos, quando ela visse no noticiário, lesse o jornal, ou fofocas ouvidas na cidade, ela nunca saberia como eles tinham feito isso. Foi por isso que foi fácil para ela não olhar. Eu não quero nunca saber como eles morreram.

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Capítulo Cinquenta e Oito Toque-me e não haverá saída até que eu esteja feito com você

Lake caminhou pelo corredor atrás de Vincent. O caminho todo de volta para casa, eles não tinham dito uma palavra um ao outro. Vincent não veio uma vez perto de tocá-la ou até mesmo olhar para ela. Ela encontrou-se louca para ser tocada, doendo para ser olhada cada vez que ela olhou para ele, mas ela sabia que não deveria. Não depois do que ele fez. Quando ele abriu a porta, ela seguiu logo atrás dele, em seguida, fechou-a atrás dela. Vincent caminhou até o sofá, sentando-se e colocando as mãos sobre as coxas, em silêncio, sentado e olhando para o nada. Ela ainda estava perto da porta, olhando para ele tomar o seu lugar. O Vincent escuro sentado ali parecia assustador, mas ela não estava com medo dele como normalmente estava. Não havia mais medo quando se tratava de Vincent. Não havia nenhuma razão de estar. Ele mudou toda a sua vida em torno dela, cuidando interminavelmente dela, a salvando mais e mais e, por último, lhe tinha dado chance uma atrás da outra. Lake sabia que não deveria ter saído por aquela porta sem dizer-lhe. Se eu tivesse, hoje teria sido muito diferente. Lake caminhou até ele pelas escadas, sem mover os olhos dele. Quando ele ainda não se moveu, ela continuou a caminhar para a 416


sala de estar. Ela ficou na frente dele, em seguida, ficou de joelhos para que ela pudesse enfrentá-lo ao nível dos olhos. Olhando em seus olhos, era como se ele olhasse diretamente por ela, como se ela nem estivesse lá. Mordendo o lábio, ela estendeu a mão para fora, indo para o primeiro botão da camisa dele. Vincent retirou a mão, segurando-o apertado. — Você não quer fazer isso agora — avisou ela em um rosnado baixo. Ela moveu a outra mão para a camisa, apenas para que pudesse ser agarrada, também. — Eu estou tentando ser agradável com você agora — ele moeu fora, colocando as mãos para trás para os lados. — Vá. Para. Cama. Olhando em seus olhos, ela viu que eles estavam brilhando um azul feroz. Ela nunca tinha visto eles brilharem como isso antes e isso só acrescentou à sua aparência assustadora. Você não me assusta mais. Seus olhos se arrastaram até o peito. Ele nunca a deixaria tocálo, explorar o seu corpo, ou mesmo foder com ele de volta. Ela sabia que era porque ele não podia levá-la, com muito medo que a escuridão saísse. Ela tinha desistido de tocá-lo, com muito medo de enfrentá-lo, bem, não importava o quanto ela quisesse isso. Mas nesse ponto, ela se sentou de joelhos na frente da escuridão enquanto ele lhe deu a chance de correr por causa do que ele tinha feito. Mesmo a parte mais doente dele não queria tocá-la com o sangue que ele tinha em suas mãos. Ela podia ver o tormento escrito sobre ele, e ela queria que isto se fosse, para sempre.

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Ela chegou mais perto dele, indo entre as pernas, cuidando para não tocá-lo, embora suas mãos estivessem ansiosas para fazêlo. — Por favor, Vincent. Deixe-me tocar em você. Vincent deu-lhe uma advertência final, frio. — Toque-me e não haverá saída até que eu esteja feito com você. Lake lambeu seu lábio inferior, em antecipação, as mãos chegando novamente. Naquela época, ela seria capaz de tocar o seu botão de cima, selando o seu destino. Não havia como voltar atrás. Ela desfez primeiro um e depois o outro, cada botão revelando mais e mais dele. Querendo uma visão melhor, ela espalhou, abrindo sua camisa e seu olhar percorria seu corpo duro, tonificado. Sua boca começou a se encher de água quando suas mãos foram capazes de tocar, finalmente, seu peito. Ele é tão perfeito que dói. Inclinando-se, os lábios levemente beijaram sobre sua pele e então ela se aproximou de um de seus mamilos. Olhando para cima através de seus cílios para ele, sua língua sacudiu para fora. Quando ele não se mexeu e apenas o menor indício de desejo se mostrou em seus olhos, ela mudou-se para baixo, beijando e lambendo o seu tórax. Suas mãos se moviam para baixo de seu corpo para os topos de suas calças, desfazendo o botão. Vincent manteve as mãos sobre as coxas, não movendo os olhos do dela enquanto ela lentamente abriu o zíper de suas calças. Quando seu pênis duro saltou livre, ela foi finalmente capaz de ver os sentimentos que ele estava escondendo. Levemente agarrando seu pau, ela quase esperava que ele finalmente se movesse. Quando ele não o fez, uma onda de querer 418


agradá-lo apressou sobre seu corpo, fazendo-a acariciá-lo para cima e para baixo. Inclinando-se, sua língua lambeu a ponta antes dela rodá-la ao redor da cabeça do seu pau. Tomando-o lentamente em sua boca, ela começou a chupar suavemente. Foi quando ela pôde ouvir seu grunhido em resposta. Ela começou a tomar mais e mais dele, os sons vindos dele fazia ela só querer agradá-lo ainda mais. Olhando para ele de novo, ela podia ver claramente o desejo em seus olhos, mas ele ainda não tinha movido um músculo. Ela deixou escapar para fora até que apenas a ponta estivesse entre os lábios, esperando um momento antes que ela enchesse a boca completamente. Finalmente, as mãos de Vincent foram para o seu cabelo, fazendo-a sorrir e ela começou um movimento de subir e descer no seu pau. Quando suas mãos começaram a apertar no cabelo dela, ela gemeu em seu pênis, encontrando prazer em dar prazer a ele. Segurando seu cabelo ainda mais apertado, ele começou a mover os quadris, fodendo sua boca. Lake estava atordoada ainda no início, então achou que era erótico enquanto ele entrava e saía de sua boca. Ela relaxou sua garganta, deixando-o deslizar mais profundamente, que só o fez fode-la mais rápido. Quando ele deixou de respirar, chamas espalharam por seu corpo. Olhando para ele, ela lentamente começou a perder o controle. Isso foi só o começo, uma amostra do que estava por vir e seu corpo queimou em antecipação. Ela ansiosamente levou-o de volta em sua boca quando ele começou a fode-la novamente. Ela sentiu seu pênis pulsando pela liberação e ela não esperava quando ele saiu de sua boca. — Tire a roupa, em seguida, fique no chão sobre suas mãos e joelhos — ele disse a ela duramente, agarrando seu cabelo mais apertado antes de deixá-la ir. 419


Sua respiração era pesada quando o peito caiu para cima e para baixo enquanto ela tirava a roupa o mais rápido que pôde. O calor e a necessidade entre as pernas dela eram quase dolorosos pelo tempo que ela foi para o chão. Lake ficou longe dele, fazendo o que ele pediu, indo para suas mãos e joelhos. Por favor, se apresse. Ela se sentia como se fosse explodir esperando que ele finalmente a tocasse. Podia senti-lo mover-se atrás dela e quando ele caiu de joelhos, ele fez tudo mais torturante. Vincent agarrou a bunda dela. — Esperei muito tempo pra caralho para te foder como está — Sua mão correu até suas costas e empurrou a cabeça para descansar no chão. Com o rabo esticado para cima, ela mexeu os quadris enquanto ele só continuou a apertar sua bunda. Curvando-se, ele deu uma mordida em uma de suas bochechas perfeitas, fazendo-a levantar a cabeça em resposta. — Mantenha sua cabeça para baixo — ele ordenou. Lake colocou a cabeça para baixo, choramingando. Ela precisava dele dentro dela. Sentindo a ponta do seu pau esfregando sua boceta molhada fez com que ela mordesse de volta o grito, certo de que ela poderia quase chegar ao orgasmo se ele fizesse isso de novo. Ele deixou de esfregar o seu pau, completamente removendo-o da sua abertura. — Não reprima seus gritos ou gemidos mais. Eu quero fazer sexo e ouvi-la gritar para mim — Ele apertou seu pau contra sua abertura. — Você entendeu?

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— Sim! — Lake gritou quando seu toque voltou para ela. Ela não havia recebido nenhum estímulo físico, mas sentia como se ela pudesse gozar a qualquer segundo. — Boa menina — Sua mão bateu na bunda dela antes de pegála asperamente. — Me come, por favor — ela gemeu, as palavras inconscientemente saindo quando ela mexeu os quadris para trás, esperando que seu pênis fosse escorregar dentro. Dizendo-lhe "boa menina" a deixava louca. Ele não a tinha chamado disso em um longo tempo e isso só acrescentou mais desejo para a sua parte interior que, desesperadamente, queria agradá-lo. Ele agarrou seus quadris, acalmando-a. — Se você correr de mim, arriscar sua vida, ou fazer qualquer coisa estúpida novamente, este forte sentimento que você tem agora de me querer transando com você será o seu castigo. Lake quase levantou a cabeça enquanto ela gritava de prazer quando ele deslizou seu pau rápido e forte, completamente enchendo-a. Só o temor dele retirando a manteve para baixo. — Faça novamente e da próxima vez, meu pau não vai deslizar em sua apertada, pequena boceta. Você entendeu? — Vincent se manteve parado e não se moveu o mínimo dentro dela. — Sim! Sim! Sim! — Ela estava praticamente chorando, querendo transar com ele de forma incontrolável e obter a liberação que ela estava morrendo de vontade de ter. Sua mensagem foi alta e clara. Isto foi torturante o suficiente. De jeito nenhum ela poderia sobreviver a ele não transando com ela. — Boa menina — ele sussurrou em seguida, tirando o pau de dentro dela e batendo nela novamente e novamente. 421


Foi indescritível o prazer que sentia com cada impulso duro dentro e fora de sua boceta. Ela combinava com seu ritmo, empurrando para trás seus quadris e trepava com ele, pela primeira vez, o que tornou tudo mais agradável. Ele agarrou seus quadris ainda mais apertado, transando com ela mais rápido e não segurando nada de volta como ele normalmente fazia. Uma nova onda de prazer rolou sobre seu corpo em maior velocidade, levando-a mais perto de seu clímax, mas ele continuou a transar com ela, não dando-lhe nenhuma liberação. Toda vez que ela estava prestes a alcançar seu limite, ele saía e a enchia duramente algumas vezes, começando tudo de novo. — Porra! Por favor, deixe-me gozar! — Ela gritou, empurrando de volta mais duro. Vincent levou as mãos à sua frente, agarrando seus seios pequenos, alegres e puxando-a mais até que suas costas estavam em seu peito. Uma de suas mãos foi até o queixo, virando o rosto para o lado para que ela pudesse encontrar seus olhos. Um rosnado baixo escapou de sua garganta. — Você é minha, Lake. Olhando em seus olhos, ela sabia exatamente o que ele queria, mas ela mexeu os quadris, movendo-se o pau dele dentro dela, em vez. — Diga. — ele rosnou, mais alto, mantendo-a imóvel e não dando a sua libertação. Assim, muitas pessoas tinham possuído Lake e finalmente, quando ninguém tinha mais porra nenhuma dela, ele estava pedindo a ela se submeter a ele. Era a única coisa que ela tinha lutado tanto contra. 422


— Eu sou sua — ela sussurrou para ele e ela. Ela deixou à mostra através de seus olhos para que ele acreditasse e não pensasse que ela estava dizendo isso apenas para que ele terminasse transando com ela. — Eu sou sua — ela sussurrou-lhe novamente com necessidade evidente em sua voz. Sua boca alagou a dela em um beijo possessivo antes que ele inclinasse sobre a parte traseira. — Você é minha — ele disse a ela, agarrando o topo de seus ombros a bateu nela com mais força. Com apenas alguns golpes, ela gemeu sua libertação com abandono, o corpo dela subindo e descendo com as ondas que lavaram através dela, apenas para continuar com a sua libertação. Sua cabeça caiu para trás no chão, seu corpo finalmente iria se livrar de tudo o que ela tinha passado por aquele dia. Vincent prendeu a respiração antes que ele a pegasse, embalando-a em seus braços, enquanto ele subia as escadas. No momento em que a cabeça pousou no travesseiro, ela estava tão exausta que não percebeu que ele não tinha ficado ao lado dela até que ouviu o chuveiro ligado. Ela cochilou por algum tempo ainda ligeiramente acordada quando a cama afundou-se ao lado dela. Ela esperou por ele para segurá-la e, em seguida sentiu-se magoada quando ele não a tocou, como ele fez anteriormente. Virando-se, ela o encarou, vendo que a escuridão ainda reinava. — Eu não gosto quando você não me toca — ela confessou a ele. — Você ainda quer que eu te toque? — Perguntou ele, parecendo surpreso. O coração de Lake puxou com a percepção de que o pior lado dele estava um pouco inseguro de si mesmo. 423


Ela chegou um pouco mais perto dele para que ele pudesse agarrá-la facilmente. — Sim. Quando ele ainda não a tocou, ela sussurrou outra confissão: — Eu te amo, Vincent. Ele quebrou, tocando seu rosto antes de trazê-la perto de seu corpo nu. — Maldição, baby, você não deve. — Eu amo. Eu amo todo você — Ela derreteu debaixo dele, dando para ele, corpo e mente. “Eu te amo pra caralho que você nunca vai entender. ”

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Capítulo Cinquenta e Nove Eu realmente gosto quando eles gritam

— Onde você está indo? — Lake colocou os braços em volta do pescoço de Vincent, impedindo-o de amarrar sua gravata. Ele agarrou a bunda dela, pegando-a do chão e fazendo-a dobrar as pernas ao redor de sua cintura. — Eu tenho que ir trabalhar. Você não está cansada de me foder ainda? Lake tinha sido comida por Vincent impiedosamente por dois dias seguidos. E foda-se não, eu não estou cansada disso ainda. Embora, ela não achava que ele precisasse saber disso. Ela mordeu o lábio inferior, dizendo entre os dentes. — Um pouco. Seus olhos brilharam para ela, mas o som de bater o fez rosnar. — Você tem sorte que ele está aqui; caso contrário, eu iria te dobrar mais e espancá-la por isso. Uh, por favor?

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Depois que ele a colocou de volta no chão, ele agarrou a mão dela e começou a andar com ela descendo as escadas quando empurrou a imagem sexy de sua mente. — Quem está aqui? Ele deu-lhe um dos seus beijos quentes que sempre a faziam esquecer tudo o que ela estava pensando. — Eu vou estar de volta hoje à noite e não acho que não vou lhe dar as palmadas que você quer, quando eu voltar — Ele deixou uma bagunça confusa na sala de estar quando ele foi abrir a porta. — Espere, você não... — Lake virou a cabeça para ver o pai em pé na porta. As lágrimas começaram a encher os olhos. Ela não o tinha visto em muito tempo. Correndo em sua direção, ela começou a chorar quando finalmente foi capaz de abraçá-lo novamente. — Eu senti tanto sua falta. — Eu senti sua falta, também, garota.

***

Vincent se aproximou da porta, pensando na porra dos dois maiores dias de sua vida. Ele nunca teria sonhado em um milhão de anos que uma garota poderia ter tudo o que tinha. E, em seguida, adicionar uma outra foda em cima. No entanto, Lake estava certamente fazendo-o sentir-se mimado quando ele avidamente pegava ela toda vez com o desejo. Deixá-la pela primeira vez em dois dias foi difícil, mas ele a tinha deixado nas mãos de seu pai. Lake o tinha feito prometer que não diria nada do que aconteceu a seu pai, não querendo que ele se 426


culpasse e fosse em espiral em outra inclinação descendente. Vincent tinha apenas concordado que ele não iria dizer a ele até que achasse que seu pai pudesse lidar com isso. Vincent teve que lidar com deixá-la naquele dia na casa de sua mãe para o resto de sua vida. Portanto, mais cedo ou mais tarde, o homem precisava saber no que sua filha havia sido colocada. Só havia uma coisa que estava em seu caminho de estar para sempre com Lake, o filho da puta do Lucca. Ele tinha dado a ela um favor, para ganhar dinheiro com ela sempre que quisessem, o que era literalmente 'sair livre da cadeia’ na vida real. Lucca era um homem com tanto poder e determinação que ele poderia fazer o impossível acontecer. Sim, como deixar Lake desaparecer para sempre. Vincent apressadamente bateu na porta, sabendo que ele tentaria o seu melhor para manter que isso acontecesse. Quando a porta foi aberta, ele rapidamente correu para dentro. — Meus avós estão fazendo arranjos para a porra de um falso funeral com nenhum corpo. Eles devem estar de volta em uma hora. Ele ergueu a sobrancelha. — Uma hora? — Sim — ela zombou, com a mão pegando a gravata. — O que você vai fazer comigo por uma hora inteira? Olhando fixamente para Ashley antes dele absolutamente revoltar-se com isso. Ela era uma puta idiota que não via nada na frente de sua cara. Ela não tinha a menor ideia de que ele havia matado seu pai, não que ele pensasse que ela teria se importado. Ashley tinha se mudado para a casa de seus avós quando o pai e a mãe de Lake tinham ido à loucura e ela não dava a mínima para o seu pai, só para garantir que o dinheiro que ele deixou para trás 427


ficasse em seu nome. Não só isso, mas mesmo que ele lhe dissesse que tinha matado seu pai em sua casa, ele ainda teria que deixá-la em sua casa. Ela queria transar com ele por uma razão: Lake. Ashley queria tudo o Lake tinha, portanto, a oportunidade de foder o namorado a tinha praticamente salivando na boca. Vincent agarrou-lhe os pulsos, apertando-os com força, antes que ele a empurrasse para o chão. — Nada. A porta da frente se abriu e depois o som de saltos clicando encheu a sala. — Mas ela o fará. Ashley começou a chorar. — O-o que está acontecendo? O que essa cadela está fazendo aqui? — Estou tão feliz que você lembra de mim — Um sorriso doce atravessou seu rosto. — Mas você deve me chamar de Mary. Vincent riu enquanto tomava um assento. O ciúme era claro no rosto de Ashley quando seus olhos caíram sobre a loira em um vestido que ela morreria para ter. Em seguida, seus olhos foram para seus sapatos nude caríssimos, que estavam cobertos de manchas vermelhas. Ela imediatamente começou a sair do chão. — Puta! Saia da minha cas... Golpeando-a no rosto com o calcanhar, Mary observou-a cair de volta para o chão, gemendo. — Eu realmente insisto para que você me chame de Mary. 428


— Não a mate. Basta ensinar-lhe uma lição de como manter a porra da boca fechada — Vincent não queria ter suas esperanças se ela fosse mais longe. — Não que eu realmente me importo de qualquer maneira. Ashley estava ensanguentado.

gritando

enquanto

segurava

o

rosto

Mary riu sobre seus gritos. — Eu realmente gosto quando elas gritam. O próximo grande grito que irrompeu da garganta de Ashley, Vincent estava quase em êxtase. Eu também.

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Capítulo Sessenta Eu sou dele. Para sempre.

Fazia uma semana que nada do que o normal acontecia. Graças A Deus. Foi bom não quase ser morta por uma semana inteira; no entanto, ela estava começando a sentir a necessidade de ser um pouco malvada. Ela tinha aprendido que ser um pouco malvada era bom. Ela gostava de ser espancada tanto pelo lado bom quanto pelo ruim de Vincent. Ok, talvez mais pelo mal. Lake puxou as meias um pouco mais e, em seguida, puxou seu vestido novo para baixo, pensando em toda a diversão que ela e Sadie tiveram nas compras com o cartão de crédito de Vincent. Sadie, é claro, tinha se divertido mais em gastar seu dinheiro e fez ela comprar um armário cheio de lingerie de vários sex shops. Mesmo quando ele tinha olhado para a conta do cartão de crédito, tinha dito que tinha completamente valido a pena. Ele também passou a semana dizendo-lhe que o negócio estava fora e ela ficaria bem passando o verão. Vincent tinha sequer preenchido um pedido para ela frequentar a universidade em Kansas City. Lake não tinha dito uma palavra a ele em troca, embora, pudesse ver que estava deixando-o um pouco chateado que ela nunca tivesse concordado plenamente. Mas isso tudo ia mudar hoje à noite. — Nós estamos indo a sério fazer isso de novo? — Disse Elle nervosamente enquanto elas saíram para o corredor e pararam na frente da porta. 430


Lake olhou para ela, com a mão que pairava sobre a porta. — Um, como foi o sexo quando você chegou em casa? Elle rapidamente bateu na porta ela mesma. Rindo de sua amiga, ela ficou em silêncio quando a porta se abriu. — Uh ... uh... Nós estávamos pensando se... Ambas as meninas engoliram em suas gargantas muito secas quando os seus olhos foram sobre um corpo muito suado e muito musculoso, vestindo apenas calças jeans penduradas baixo sobre seus quadris. — Sim, querida? — Lucca sorriu para ela, cruzando os braços enquanto ele encostou-se no batente da porta, seu corpo bloqueando completamente a sua visão. Lake estava perdida por um momento antes de seus olhos voltassem para o seu rosto. — Quero saber se você poderia nos levar para Poison de novo — ela deixou escapar. Pegando-os de volta, seus olhos percorriam seus corpos. — Eu tenho uma maneira melhor de fazê-los ficar com ciúmes, querida. Será que vocês duas gostariam de entrar e descobrir? Sim. Elle limpou a garganta. — Não, obrigada. Vamos dançar, mas Vincent e Nero pagaram ao guarda para se certificar de que nós não saíssemos.

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Lake mordeu os lábios, balançando a cabeça, quando ele olhou para ela por uma resposta, incapaz de falar. Ela estava com medo que sua voz pudesse traí-la. Seus olhos rolaram uma última vez. — Isso é uma vergonha. Dê-me dez minutos. As cabeças de Elle e Lake mudaram-se para o lado, quando ele fechou a porta, na esperança de dar uma olhada dentro. Quando a porta se fechou, ambas soltaram um suspiro. — Porra, era ruim que eu quisesse entrar? — Lake começou a andar em círculos, abanando-se. — Claro que não. Eu queria ver o que estava lá dentro, também e eu odeio ele — Elle inclinou as costas contra a parede, apoiando a parte de trás de sua cabeça. Lake olhou para Elle. — Team Lucca? Elle olhou para ela. — Talvez por uma hora... ou um dia... Sim... um dia, no máximo. Ambas praticamente saltaram quando a porta foi aberta, um recém banhado e vestido Lucca apareceu. — Tem certeza de que não estamos tentando fazê-los com ciúmes? — Perguntou Lucca, andando pelo corredor. Elle tentou explicar — Não, a questão não é deixá-los com ciúmes. Nós nem sequer dançaremos com alguém.

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— Sim, é apenas para nos divertir e fazer-lhes um pouco loucos quando chegarmos em casa — acrescentou Lake. — Eu vejo — Lucca passou a guarda. Em seguida, o guarda parou Lake e Elle atrás dele. — Vocês duas sabem muito bem que eu não posso deixar vocês irem para baixo do elevador, especialmente quando você está assim. Nero e Vincent vão demitir a porra da minha bunda. Lucca apertou o botão e tirou um par de notas de seu bolso. — Você é um homem melhor do que eu. Eu teria, pelo menos, pedido para come-las para deixá-las passar — Ele colocou o dinheiro no bolso do sobretudo do guarda, em seguida, passou os braços em volta dos ombros de Lake e de Elle. — Faça isso, embora e eu vou cortar sua garganta. — Não, senhor, eu não faria isso — O guarda ficou para trás, deixando-os passar. — Eu vou fazer se disser a eles que você colocou-as em uma boa luta e você merecerá mais dinheiro para o que você fez — Ele levou as meninas para o elevador. O guarda acenou para ele. — Obrigado, senhor. As bocas de Lake e Elle estavam no chão quando a porta se fechou. Santo Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso, eu me sinto arrependida por... — Então, você não quer que eu diga a Nero e Vincent que você está na Poison? — Lucca rompeu o silêncio quando o elevador desceu alguns andares.

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Lake revelou-lhe a outra razão que elas queriam que eles viessem. — Não, nós queremos você diga a eles totalmente.

***

— Lá estão eles! Rápido, aja sexy como fizemos da última vez — Lake apressadamente se moveu atrás Elle e colocou as mãos nos quadris, movendo-se atrás dela. — Oh, merda, eles parecem chateados! — Elle gritou, olhando com o canto do olho com cuidado. — Só porque eles viram o que estamos vestindo. Eles vão superar isso — Lake mudou o cabelo loiro-morango de Elle fora de um ombro sensualmente, o que também exibiu seus peitos impressionantes. Ela observou Nero passar em frente a Elle quando sentiu mãos circulando sua cintura e girando em torno dela. Ela estava ansiosa para descobrir com qual Vincent estava indo se encontrar. A melhor parte estava sendo capaz de foder dois rapazes, sem que fosse traição. Lake alegrou-se plenamente como a garota mais sortuda do mundo. Seu cabelo foi agarrado e ela foi forçada a olhar para os olhos brilhantes. Mmm ... Vincent mal. Praticamente lendo sua mente, ele agarrou seu cabelo em suas mãos mais apertados, puxando para baixo para que a boca se abrisse para sua língua deslizar e possuí-la. — Você sabe que você não está autorizada a usar a porra do meu traje para sair sem mim e você sabe a punição por fugir de mim — ele rosnou para ela. 434


Ela já estava fora do ar no momento em que ele a beijou. — Eu-eu não fugi de você. Eu fiz Lucca me trazer até aqui com segurança e disse-lhe para lhe dizer onde eu estava indo. Achei que você gostaria de me encontrar com isto para você — Ela ligeiramente puxou para cima a frente de seu vestido, revelando suas meias de rendas altas nas coxas. Girando em torno de suas costas, suas mãos foram até o topo de suas coxas, em seguida, agarraram seus quadris, puxando-a de volta para seu pau duro. — Eu gosto e isso é o quanto eu aprecio, baby. Lake moveu seus quadris na maneira que sempre o matou, rolando a bunda para trás sobre ele até que seu pênis estivesse perfeitamente entre suas nádegas. — Boa menina — ele avaliou antes que ele mordesse o pescoço. Porra eu adoro quando ele diz isso. Ela continuou o movimento, sentindo-o crescer mais duro com cada rolar de seus quadris. Lake tinha-o totalmente ereto e gemendo em questão de minutos. Mais um par de rolar e ele estaria pronto. Vincent saiu de seu céu quando Lake foi arrancada de suas mãos. Olhando para cima, Elle a tinha levado para dançar na frente dela enquanto Nero dançava presunçosamente atrás de Elle. Eles estavam todos dançando em um sexy trem, que Vincent não era parte. Lake riu dele quando ele tentou agarrá-la de volta, mas Elle e Nero seguraram seus quadris, mantendo-a de sair. — Eu disse a você, filho da puta, que eu iria levá-la de volta para todo seu mau momento — Nero assobiou e riram dele, todos ao mesmo tempo. 435


— Filho da puta, eu não o interrompi quando Elle estava chupando o seu pau no armário — Ele pegou Lake de volta quando Elle deixou cair as mãos em estado de choque. — Esperei até depois. Lake riu histericamente enquanto Vincent rapidamente moveu-se através da multidão longe de Nero. Vincent lutou tão sujo quando falou e ela não pensou que Nero iria fazer isso de novo tão cedo. Levando-a para um local mais tranquilo na parte de trás, ele a empurrou contra uma parede, descansando a mão sobre a garganta e esfregando o polegar sobre seu pulso. — Eu te amo. — Eu também te amo — ela disse a ele, deixando-o sentir que era a verdade. Ela não esperava essas palavras dele depois que ele a empurrou contra a parede. Mmm ... Eu amo o Vincent bom. — Você ama? — Ele continuou esfregando sobre seu pulso. Ela olhou para seus-azuis-bebê. — Eu pedi para Lucca o meu favor hoje. Seu polegar parou de se mover. — O que você pediu? Vendo o nervosismo nos olhos dele fez seu coração doer para se livrar disso. — Pedi-lhe para transformar o meu pai em um homem feito. Movendo a mão de seu pescoço, ele colocou ao lado de seu rosto. — Você pediu? — Ele sussurrou asperamente, pressionando seu corpo no dela. 436


— Sim — ela sussurrou de volta, dizendo-lhe que ela era sua para sempre em uma palavra. Apenas o favor de Lucca era a única coisa que poderia tê-la levado longe de Kansas City e Vincent para sempre. Lake tinha seguido o conselho de Lucca e se informado das regras da máfia e descobriu que poucas vezes na história uma famosa família fez um homem feito sem raízes italianas. Quando ela lhe perguntou se isso poderia ser uma das exceções, Lucca tinha dito a ela que iria fazê-lo. Ela tinha selado o seu destino para sempre no momento em que ela tinha pedido para seu pai ser feito. Não haveria fuga da máfia quando seu pai fosse feito. Não importava, no entanto. Ela planejava ficar com Vincent até o fim dos tempos. Ele sempre vai me encontrar. Ele sempre vai me salvar. Ele é a minha família agora. Eu sou dele. Para sempre. Quando ele a beijou e ela viu a paixão em seus olhos, uma onda de prazer percorreu porque tinha agradado. A mão de Vincent foi sob a parte de trás do vestido dela, descobrindo que ela não estava usando calcinha. Ele apertou a bunda dela nua. — Boa menina.

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O Sol nascerá amanhã Todo mundo sofre de um dia ruim. Outros sofrem por meses a fio. Só sei que o sol nascerá amanhã, E, em seguida, o vento pode soprar em seu cabelo novamente. Desistir é fácil, Mas viver a vida vale a recompensa. Então acorde amanhã. É um dia mais perto, mais um passo para a frente para sentir o vento. Vale a pena acordar amanhã para ver o seu fim sofrimento.

-Sarah Brianne

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