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14 I .EDU I Terça-feira, 25 de Junho de 2013

“Estudo muito fora da aula e me envolvo com os projetos. Tenho incentivo para ir atrás do que gosto” JOSÉ PRADO, 27 ANOS

modernismonodesign enaarquitetura. O curso da Eise não é um MBA – é considerado uma especialização. Possui duas etapas, chamadas de jornadas, com duração de seis meses cada. A primeira tem o objetivo de formar service designers, profissionais que saibam inoNas aulas, o aluno desenEscola ensina alunos a inovar na prestação de var. volve o embrião de um negóserviços; projetos desenvolvidos ao longo do cio rentável. A segunda etapa forma procurso são apresentados a investidores fissionais capazes de transformar pessoas e organizações, os chamados service thinkers. O projeto édesenvolvido, testado e depois levado a uma banca Bárbara Ferreira Santos de investiINOVAÇÃO umabancadeinvestidores. Enquanto os MBAs brasileiros dores. A A jornada é procuformamprofissionais paratra- própria esrada geralmente como balhar em grandes empresas, cola pode uma alternativa aos uma nova escola em São Paulo bancar o negóMBAs tradicionais. Foi o transforma alunos em em- cio se consideráque fez o analista de markepreendedores. Ensinar a mon- lo interessante. A instituição foi inspirada ting José Prado, de 27 anos. tarstartupsé comum eminstituições de negócios dos EUA e em exemplos internacionais, “Em um MBA, eu estudaria da Europa, mas não no Brasil. como a escola de negócios compessoascomamesmaforNo curso da Escola de Ino- KaosPilot, da Dinamarca, e a mação que eu. Na minha turvação em Serviços (Eise), um Bauhaus, uma escola de van- ma, cada um tem a sua jornamodelo de negócios é desen- guarda que funcionou de 1919 da, para aprimorar não só o volvido em sala de aula duran- a 1933 na Alemanha e é uma profissional como o pessoal e te um ano e apresentado a das principais expressões do hápessoas detodas as áreas do

Fábrica de empreender

mercado”, afirma. Ele está desenvolvendo um negócioparaincentivaraspessoas a tirar projetos pessoais dagaveta.“Estánaprimeirafaseainda, masháinspiração naquelesquedão suporteaosoutros para colocar um sonho em prática ”, diz. Empenho. Segundo um dos fundadores da Eise, Tennyson Pinheiro,aescola é voltadaparaquemquer criaroutransformar um modelo de negócios em algo que as pessoas amem fazer. “Entre as pessoas que nos procuram estão aquelas que querem empreender, seja em organizações ou no próprionegócio,umperfildiferentedaquelasquedesejamumdiploma de MBA para subir um degrau no emprego.” Para aprender a inovar, os alunos cursam disciplinas recomendadas e optativas. São oferecidas aulas de teatro, storytelling e design emocional, entre outras. Além das jornadas, a escola oferece encontros gratuitos e abertos ao público, chamados de campfires (fogueiras, em inglês), que abordam questões

atuais e princípios da inovação em serviços. As reuniões têm um caráter intimista, como se os grupos estivessem em volta de uma fogueira. A própria sala de aula tem almofadas, espaço para fazer café e paredes que servem para serem riscadas. Alguns alunoschegamausar oespaçocomo home office. A primeira lição aprendida no local é que todo produto é um serviço e os atuais modelos de gestão não suportam economia criativa. “Quando as empresas pedem colaboradores empreendedores, querem aqueles que tenham vontade de transformar as coisas”, explica Pinheiro. Formatura. As primeiras turmasda escola vão se formar no dia 13 de julho, data em que devem encontrar os possíveis investidores. O publicitário Reinaldo Parreiras Júnior, de 33 anos, já está na fase final do projeto e pretende tocar o negócio depois da conclusão do curso. “Meu grupo já começou a discutir quem vai tocar, qual porcentual ficará com cada um e se é rentável”, conta.

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