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MAR BOREALIS - A NOVA VIAGEM DE DAVID MELGUEIRO

Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. O Portugal, hoje és nevoeiro … é a Hora ! Fernando Pessoa

A dimensão atlântica e global é uma marca distintiva de Portugal e dos portugueses e o mar é uma dimensão necessária do nosso futuro coletivo. É por isso que chamamos a comunidade científica e as empresas nacionais a juntarem-se num projeto ambicioso, que combina exploração com ciência, contexto nacional e afirmação global, responsabilidade ambiental e inovação tecnológica. A mudança climática que tem sido observada no Ártico aponta para que “Passagem do Nordeste” esteja aberta em 2020, e a “Passagem do Noroeste” em 2050. Esta mudança trará oportunidades e modificações profundas nas rotas comerciais, na economia do mar a uma escala global e colocará grandes pressões ambientais numa região crítica do sistema terrestre. Será seguramente uma das marcas de uma nova Terra que a mudança climática vai criar no século XXI. Propomos-nos executar um programa científico multidisciplinar arrojado, centrado no oceano, na ciência polar e na mudança climática, reunindo à volta de um mesmo projeto equipas de excelência das ciências e da engenharia. O projeto inicia-se com a construção de uma nova embarcação à vela de investigação com capacidade de navegação nas regiões polares e lança-se para a projeção mundial refazendo a viagem atribuída a David Melgueiro em 1660 pela “Passagem do Nordeste”. Finalmente propomos-nos utilizar esta oportunidade e todas as outras que se seguirão para promover a ciência e a economia portuguesa no mundo, combinando inovação e sustentabilidade. 1. A VIAGEM DE DAVID MELGUEIRO Willem Barents tentou realizar a passagem do Nordeste no sentido oeste-leste acabando por morrer em 1596 no mar que ficou com o seu nome. Vitus Bering dirige com o mesmo objetivo a Grande Expedição Setentrional e morre em 1596 no que é hoje o Estreito de Bering. Um relato de um diplomata francês, Seigneur de la Madelene, atribui a David Melgueiro, ao comando do navio holandês Padre Eterno, a realização de uma viagem que terá começado em 14 de Março de 1660 em Tanegashima no Japão, passando pelo estreito de Bering, avistando Svalbard, passando ao largo da Escócia e da Irlanda e terminando na Holanda, onde terá mudado de navio para chegar ao Porto em 1662 (Maia, 1941). Contudo, só em 1878 o finlandês/sueco Nils Nordenskjöld atravessa a passagem do nordeste, sendo este considerado ainda por muitos o primeiro explorador polar a fazê-lo de forma inquestionável.

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A veracidade da descrição da viagem de David Melgueiro foi questionada por muitos historiadores, em particular porque as condições meteorológicas a teriam impossibilitado. Em 1943 Damião Peres assume a possibilidade do relato ser verídico na “eventualidade de terem existido condições meteorológicas excecionais”. 2. A MUDANÇA CLIMÁTICA NO ÁRTICO De acordo com o quinto relatório do IPCC recentemente publicado, a mudança climática está a expressar-se no Ártico pela diminuição rápida da quantidade de gelo marinho. Esse decréscimo tem acelerado desde 1978, tendo o verão de 2012 correspondido ao nível mais baixo desde que há registos. A área de gelo marinho permanente tem-se reduzido e a sua espessura tem também diminuído. O Ártico tem aquecido duas vezes mais depressa do que a média global e, tendo uma sensibilidade acrescida ao forçamento climático, é um precursor do aquecimento global. Uma diminuição das áreas de superfície gelada, que refletem até 70% da radiação solar, levará a um aumento de temperatura que reforçará a diminuição dessas áreas, criando um feedback positivo na temperatura do Ártico. A diminuição da extensão do gelo marinho tem modificado a circulação atmosférica no Atlântico, e as projeções sugerem que esse impacto continuará durante o século XXI. Assim, todas as previsões apontam fortemente para a possibilidade do desenvolvimento de transporte marítimo com impacto potencial no ambiente polar. 3. O MAIOR GALEÃO DO SEC XVII A designação Padre Eterno que integra a lenda de David Melgueiro foi também o nome dado ao galeão construído em 1659 sob direção de Sebastião Lambert, no local atualmente designado “Ponta do Galeão”, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Foi lançado ao mar no Natal de 1663, tendo feito a primeira travessia do Atlântico rumo a Lisboa em 1665, sendo considerado um dos três maiores galeões construídos nesse século. Teria aproximados 53 metros de comprimento, capacidade para o transporte de duas mil toneladas de carga e era dotado de 144 peças de artilharia. Segundo Mallet, em 1683, o Padre Eterno terminou a sua vida útil num pequeno porto do Rio Tejo, perto de Aldeia Galega, a três léguas de Lisboa. 4. A EXPEDIÇÃO MAR BOREALIS A expedição “Marborealis” irá refazer a viagem do navegador português David Melgueiro, navegando à vela de Portugal até à cidade de Kagoshima no Japão, e efetuando uma viagem de circum-navegação polar através da Passagem do Nordeste e do Noroeste. Esta expedição, é uma iniciativa arrojada, que inclui a circum-navegação Ártica através das Passagens do Nordeste e do Noroeste, uma visita aos portos do Japão e da China, numa tentativa de refazer a viagem de 1660-62). Prevê-se que a expedição seja dividida em três etapas de 4, 7 e 6 meses cada: A primeira etapa vai do Porto até Anadyr na Rússia. Nesta etapa é efetuada a “Passagem do Nordeste”, atravessando o Oceano Ártico de oeste para leste, e navegando ao longo das costas da Sibéria até passar o Estreito de Bering e entrar no Oceano Pacifico. Na sua viagem para norte antes de chegar às regiões onde se desenvolverão os estudos, o veleiro escalará várias cidades Europeias sendo o estandarte de Portugal e embaixador cultural e comercial. A segunda etapa consiste na descida do Oceano Pacifico até chegar ao porto de Kagoshima no Japão. Outros portos japoneses e chineses serão também visitados. Durante este período a expedição transformar-se-á em porta-estandarte da cultura portuguesa e numa plataforma para apoiar iniciativas empresariais que desejem fomentar oportunidades de negócios com os países visitados.

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A terceira etapa partirá de Kagoshima e terminará na cidade de Lisboa. Nesta etapa entra-se de novo no Oceano Ártico pelo estreito de Bering, mas de seguida navega-se ao longo das costas do Alasca (E.U.A.), norte do Canadá e Gronelândia, efetuando-se assim a “Passagem do Noroeste” e saindo do Oceano Ártico para iniciar a viagem de regresso a Portugal com a travessia do Oceano Atlântico de Oeste para Leste. Quinze Países, vinte e oito portos de escala, vinte cinco a trinta cientistas, dez tripulantes, três operadores de câmara e dezassete meses de missão é o resumo desta odisseia náutica e científica.

5. O VELEIRO DAVID MELGUEIRO Um dos elementos fundamentais do projeto é a construção de um veleiro, de conceção portuguesa, utilizando matérias-primas tanto quanto possível de origem nacional. O veleiro será preparado para efetuar estudos oceanográficos, ambientais e outros nas áreas das ciências do mar e da atmosfera. Será projetado para servir igualmente como banco de ensaios para ações de inovação, divulgação e demonstração. David Melgueiro será um veleiro de 24 metros armado em Ketch (ou seja com dois mastros em que o da vante é maior que o de ré) feito com casco em aço e convés em aço inox. O veleiro será dotado de um pórtico basculante para ajudar ao lançamento à água de vários equipamentos científicos. Na sua construção serão utilizados preferencialmente materiais naturais, recicláveis e inovadores. O projeto de construção naval é um desafio de engenharia. Pretendendo-se conceber um veleiro capaz de suportar as tempestades das altas latitudes, as baixas temperaturas das regiões polares, a pressão de gelos, a navegação em zonas mal cartografadas, as dificuldades de comunicação, as dificuldades na obtenção das informações de satélites de ajuda à navegação e outras. Há a necessidade de boa capacidade de manobra em todas as situações, da produção autónoma de energia utilizando energias alternativas, de uma motorização otimizada em consumo e de ruído, a necessidade de conservação das recolhas bacterianas e virais com conservação a temperaturas de -80 °C, de soluções robóticas, a necessidade de conservação de alimentos frescos por longos períodos, a necessidade de espaços de carga e de laboratórios, a necessidade de condições de estabilidade, habitabilidade e de climatização que permitam o trabalho de laboratório mesmo com condições climatéricas muito adversas. Estes são alguns dos desafios que se apresentarão aos engenheiros, projetistas, universidades e empresas nacionais. 6. O PROGRAMA CIENTÍFICO Programa oceanográfico O plâncton está presente em todos os Oceanos do planeta e é um importante contribuinte da biodiversidade marinha sendo a base da teia alimentar em todos os Oceanos e ambientes aquáticos. O fitoplâncton é a maior fonte de energia do Ártico. O fitoplâncton desempenha um papel fundamental na regulação do clima, pelo facto de ser uma importante fonte de captura de carbono e por ser responsável por uma importante produção de oxigénio. O zooplâncton constitui o recurso alimentar de base de muitos altos níveis trópicos mas, o degelo provoca cortes nos ciclos sazonais de produção e nos florescimentos de fitoplâncton. A contínua redução da calote polar tem efeitos importantes de impacto nos ecossistemas e fluxos bioquímicos especialmente na plataforma continental. A circulação das massas de água provoca uma forte variação regional na distribuição da biomassa. Este projeto visa um inventário coerente de alta resolução sobre o impacto da mudança global nos ecossistemas oceânicos e também formar uma nova geração de jovens cientistas com uma

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perspectiva global para os ecossistemas oceânicos. As principais atividades são o estudo da estrutura, biomassa e biodiversidade de zooplâncton, para estabelecer um conjunto de dados e amostras que servirão como uma coleção de referência para avaliar o impacto da mudança global no futuro. Medições dos perfis de temperatura e salinidade, fluorescência, luz incidente, turbidez, oxigénio dissolvido, nutrientes, matéria dissolvida e particulada e feopigmentos de maneira a caracterizar as águas. O desenvolvimento de parcerias (por exemplo: NASA) com outros países permitirá aos cientistas aumentar as bases de dados e desenvolver novos algoritmos que possam correlacionar a cor dos oceanos com os tipos de fitoplâncton e a bioquímica oceânica. O movimento das águas dos rios na plataforma continental Siberiana têm um impacto no fluxo das massas profundas de água quente do Atlântico e aquelas de superfície em contacto com o gelo. O conhecimento da estratificação destas águas facilitará a interpretação da transferência vertical dos nutrientes e níveis de oxigénio. Adicionalmente, medir-se-á a presença de mercúrio na água do mar, no ar e nas amostras de plâncton. Programa de estudo da mudança climática Aquisição de dados de observação do sistema atmosfera-oceano-gelopara a validação dos modelos de previsão numérica e de modelos de clima. Estudo de processos de interfase oceano-gelo-atmosfera: estudo dos fluxos turbulentos (evaporação e calor sensível), radiação (SW e LW ascendente e descendente, albedo) e temperatura do ar e temperatura da superfície (oceano ou gelo oceânico). Programa de monitorização do permafrost Os solos permanentemente gelados polares são importantes reservatórios de carbono e o seu comportamento futuro permanece uma incógnita e uma peça chave para o desenvolvimento dos modelos climáticos globais. O acesso ao litoral das regiões polares permitirá desenvolver tarefas de amostragem, mapeamento e monitorização e contribuirão para o envolvimento nacional na Global Terrestrial Network for Permafrost. A necessidade de melhor conhecer e avaliar o impacto ambiental nos ecossistemas regionais e atlânticos implica melhor analisar e compreender parâmetros tais como: •

A diminuição das superfícies geladas durante o Verão.

O aumento do período de abertura de canais navegáveis e tempestades mais frequentes.

O degelo de glaciares e das calotes e o aumento das emissões de dióxido de carbono e de metano.

A variação climática que afetará todo o processo ecológico.

A acidificação do mar. A degradação do permafrost terrestre e marinho.

As fuligens do carvão negro.

Desenvolver um estudo multidisciplinar dos ecossistemas do Ártico para melhor compreender as mudanças que estão ocorrendo e que ocorrerão num futuro próximo.

7. O PROGRAMA DE INOVAÇÃO EM ENGENHARIA E TECNOLOGIA Pretende-se aproveitar a oportunidade da construção do veleiro “David Melgueiro” e da sua operação em missões científicas nas regiões polares (ou outras) para criar um banco de ensaios e demonstração de tecnologias já desenvolvidas e a desenvolver no futuro por universidades e empresas portuguesas.

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A comunidade científica na área da engenharia e tecnologia tem expressado inequivocamente o seu interesse neste projeto havendo desde já interesse em colaborações concretas visando soluções inovadoras para o “David Melgueiro”. O debate de ideias com os utilizadores finais - designadamente a equipa científica interessada nas questões polares - no decurso do projeto será fundamental para aprofundar e alargar os aspectos de interesse mútuo e cimentar relações de trabalho fortes em áreas que exigem uma simbiose estreita entre as ciências e tecnologias do mar. Certamente muitos desenvolvimentos poderão ser feitos durante a construção da embarcação e a sua vida útil; no entanto, alguns terão impacte nas fases de projeto e construção, razão pela qual são considerados prioritários. Destacam-se aqui alguns desses desenvolvimentos: •

Utilização a bordo de motores híbridos silenciosos ou motores mistos(gaz /diesel) em substituição de motores diesel convencionais (redução de consumo e de ruído);

Experimentação de novos materiais na construção do veleiro (ex: cortiças para isolamento)

Dotar a embarcação de um ROV (Remotely Operated Vehicle) especialmente integrado por forma a aumentar a sua eficácia e a facilitar a sua operação mesmo em condições climatéricas adversas (por exemplo, evitando ou reduzindo a exposição prolongada ao frio de pessoas durante as operações). Este ROV poderá ser complementado com outras soluções do âmbito da Robótica Marinha para aumentar a capacidade operacional, designadamente pequenos ASVs (“Autonomous Surface Vehicles) e AUVs (“Autonomous Underwater Vehicles) que possam operar como um “braço estendido” da embarcação para a exploração do ambiente marinho em redor.

Desenvolvimento e instalação de um Sistema de Posicionamento Dinâmico (SPD) permitindo assim operações do ROV, operações de amostragem do fundo marinho e outras que sem um SPD são muito mais difíceis ou mesmo impossíveis de executar. Um SPD dispensa fundear a embarcação para essas operações, vantagem diferenciadora numa embarcação que se destina a estudar ecossistemas e ambientes simultaneamente delicados e extremos. Este sistema, sendo desenvolvido por medida, será uma versão simplificada quando comparado com os sistemas comerciais existentes, sendo especialmente adaptado à dimensão da embarcação, tipo de operações pretendidas e terá um custo bastante mais reduzido do que os sistemas comerciais.

Desenvolver um programa nutricional equilibrado para armazenamento em espaço reduzido e a ser consumido em regiões frias onde pode haver impossibilidade de abastecimento de produtos frescos durante varias semanas, sem que hajam desequilíbrios vitamínicos e energéticos.

8. A PROMOÇÃO DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL A expedição “Marborealis” irá estabelecer relações com as populações costeiras dos diferentes Estados e desenvolver ações de sensibilização, junto da comunidade política e económica, para os impactos e consequências da mudança climática. A expedição irá contribuir para o desenvolvimento das relações culturais e comerciais entre Portugal o Japão, a Rússia, a China, os E.U.A., o Canadá e os diferentes Estados Europeus onde se situam os portos de escala durante a expedição. A expedição “Marborealis” irá desenvolver com o mundo científico internacional laços de cooperação e parcerias que irão promover a capacidade científica e tecnológica das Universidades, Laboratórios de Estado e Associados e das Unidades de Investigação nacionais.

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9. O PROGRAMA DE DISSEMINAÇÃO Considerando que o “David Melgueiro” será o quarto veleiro no Mundo a efetuar a circumnavegação polar (caso não haja mais nenhum até à data da viagem), e Portugal o terceiro país a fazê-lo, é quase certo que com a mediatização do evento, a curiosidade no seio da população será estimulada e o desejo de visitar o veleiro no porto surgirá. Aproveitando a curiosidade popular e do sector náutico, assim como as possibilidades de polivalência do veleiro, este pode transformarse em galeria de exposição dos produtos portugueses exportáveis e câmara de comércio móvel, oferecendo às empresas uma plataforma de excelência que é sem dúvida uma mais-valia considerável do projeto. Relativamente aos aspetos culturais, é inegável, que a passagem por vários portos japoneses e chineses é uma ocasião única para fazer ressuscitar os valores culturais que ligam Portugal a esses países, sendo o veleiro uma mais-valia como símbolo nacional e representante de uma Nação de navegadores que já nos ligaram no passado e que nos mantém ligados no presente. A expedição será também uma campanha de sensibilização junto das populações e Governos, alertando para os riscos de um desenvolvimento não sustentável e para a necessidade de uma política mundial integrada e eficaz de proteção do planeta.

Dar a conhecer a expedição e as missões científicas realizadas a bordo, tendo sempre como princípio que a imagem pública é hoje fundamental para o sucesso em qualquer área de atividade.

Contribuir indiretamente, através da exposição pública, para a sensibilização das populações relativamente aos problemas ligados ao aquecimento global e da poluição terrestre.

Ser um instrumento de formação e sensibilização dos jovens quer do nível primário como secundário

10. APÓS A EXPEDIÇÃO O veleiro “David Melgueiro” será propriedade de uma entidade civil sem fins lucrativos, a Associação David Melgueiro. A tripulação fixa é de apenas 4 tripulantes, com custos de operação muito baixos (os motores são auxiliares na sua locomoção e manobras do porto). O veleiro poderá alojar equipas de 6 a 8 cientistas. Apesar dos seus baixos custos operacionais a nova embarcação terá uma autonomia muito grande, oferecendo alguns dos serviços que oferece um navio de grande porte, podendo operar em fundos baixos e espaços apertados inacessíveis aos navios de grande porte. Após a expedição, o veleiro estará disponível para a comunidade científica podendo ser utilizado como plataforma de apoio a Universidades, na formação de jovens técnicos e cientistas, e de apoio a cientistas nacionais e estrangeiros. Pretende-se efetuar estudos oceanográficos, ambientais e outros nas áreas das ciências do mar e da atmosfera, na Z.E.E., na plataforma continental portuguesa e nos Oceanos em geral. Prevê-se em particular que o veleiro constitua uma base logística e operacional de apoio às expedições Árticas e Antárticas, no quadro do Programa Polar Português (http://www.propolar.org). No âmbito do PROPOLAR, prevê-se que o “David Melgueiro” participe anualmente, entre Dezembro e final de Fevereiro em campanhas de investigação na região da Península Antártica, desenvolvendo missões de investigação científica e de apoio logístico. Atualmente, o PROPOLAR colabora já com cerca de uma dezena de programas antárticos nacionais, vários dos quais manifestaram já o seu interesse nesta plataforma de investigação. O “David Melgueiro” ampliará ainda mais o contributo nacional para o esforço logístico e científico cooperativo internacional para o estudo das alterações climáticas e do mar profundo, na região antártica.

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Os equipamentos científicos e outros, que serão instalados a bordo, em permanência, darão a possibilidade de poder oferecer à comunidade científica um grande laboratório móvel real e um instrumento de formação sem precedentes.

11. EQUIPAMENTO A BORDO PARA A EXPEDIÇÃO MAR BOREALIS Os equipamentos científicos montados a bordo serão os seguintes: LABORATÓRIO HÚMIDO •

Redes de plâncton para arrastos oblíquos com 25, 47, 142 e 200 micron com a possibilidade de imergirem até 1000 metros.

Bomba peristáltica que pode descer até uma profundidade de 10 a 120 metros e que filtra e separa os diferentes organismos segundo o tamanho.

Rosette CTD se possível com 10 garrafas de NISKIN que poderá caracterizar as massas de água (pressão, temperatura, condutividade, azoto, oxigénio, fluorescência).

Sensor acústico “AQUASCAT” e um sensor de luminosidade serão instalados e adaptados à Rosette.

C-OPS (Compact-Optico Sistema de perfis) podendo tirar os perfis da coluna de água até 100150m.

Todos os recipientes para amostras calculados para as estações a efetuar em cada etapa da expedição (Murmansk – Bering); Bering – St John’s Newfoundland.

SENSORES DE CASCO FUNCIONANDO 24 HORAS CDOM (Colored Dissolved Organic Material) e um na Rosette (ULTRAPATH). ALFA (Aquatic Laser Fluorescent Analyser) no casco.

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FLOWCYTOBOT (sensor de imagem para identificação de microrganismos). SEAFET sensor de PH. LABORATÓRIO SECO Os sensores têm as unidades receptoras no laboratório seco em sala climatizada e desumidificada dentro das possibilidades de bordo. No laboratório ficarão ainda instalados equipamentos que permitem as análises de fluxos, a microscópica e a macrofotografia dos organismos do plâncton. Os equipamentos utilizados são: •

FLOWCAM, aparelho que associa cytometro com microscópio

SEAFLOW, aparelho que é um cytometro de fluxo contínuo

• FRRF, aparelho que mede a eficácia da fotossíntese IMAGEM A BORDO, Utilização de um pequeno estúdio •

UVP (Underwater Vision Profiler) imagem submarina

ROV (Remotely Operated Vehicle) e / ou AUV (Autonomous Underwater Vehicle) e/ ou ASV (Autonomous Surface Vehicle) e/ ou AVP (Autonomous Vertical Profiler) consoante as necessidades.

Estereomicroscópio

Estéreomicroscópio fluorescente

Macrofotografia O navio terá ainda um amplo paiol com capacidade de transportar equipamento para investigação em terra, o que permitirá lançar acampamentos científicos em regiões remotas.

12. COORDENAÇÃO DO PROJETO José Boavida de Carvalho Mesquita: Capitão da Marinha Mercante e de Pesca. Especialista em Gestão de pescarias, Monitorização e controlo das pescas. Funcionário da Comissão Europeia na Direção Geral das Pescas de 1988 a 2012, responsável pelo plano de controlo de pescas na zona da NAFO e NEAFC, do plano de recuperação do atum azul BFT no Mediterrâneo, do plano de controlo das pescarias do Báltico e do Mar do Norte e Assistente Técnico do Diretor Geral da DG FISH da Comissão Europeia. Construção de um veleiro de aço com 36 pés em regime de auto construção. Foi o Imediato e o Comandante dos navios de Estudos “NORUEGA” e “Mestre Costeiro” de 1978 a 1980. Participou em 4 campanhas da pesca do Bacalhau nas águas da Terra Nova e Gronelândia. 13. COMISSÃO DE APOIO António Servinho Cavaco : Engenheiro Eletrotécnico pelo Instituto Superior Técnico. Eng. Nuclear em Saclay em França. Diretor da Informática da Comissão Europeia em 1992. Diretor Geral da Direção Geral das Pescas da Comissão Europeia. Chefe de Gabinete do Comissário Europeu António Vitorino. Diretor Geral da Ajuda Humanitária da Comissão Europeia. Álvaro Francisco Rodrigues Garrido: Licenciado em História; Mestre em História contemporânea de Portugal; Doutorado em História Económica com tese sobre a pesca do bacalhau durante o período do Estado Novo. Atualmente docente e coordenador do grupo de História da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), onde lecciona desde 1995. Diretor do Museu Marítimo da Ílhavo.

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António José Correia: Presidente da Câmara de Peniche. Diretor de OCEANOS XXI/ Cluster de economia e conhecimento do Mar. Ana Maria Jean-Baptiste Cruz Carneiro Pacheco: Licenciada em Gestão de Empresas pelo ISEG (Lisboa) Empresária desde 1987 (Industria e Serviços vários sectores); Consultora; Dirigente Associativa desde 2000 (AIRO -Associação Empresarial da Região Oeste) Jorge Miguel Alberto Miranda: Professor Catedrático da Universidade de Lisboa. Tem colaborado e coordenado projetos de investigação em Geociências, financiados nacional e internacionalmente. Integrou a coordenação da Rede Europeia de Excelência ESONET e do projeto de infraestruturas europeu EMSO. Integrou no período 2009-2013 o painel de avaliação em Earth System Science do European Research Council. Tem participado em painéis internacionais de avaliação em Geociências, no quadro do FP7 e da ANR (França). É membro da European Geosciences Union e da American Geophysical Union. É Presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Maria Lídia Ferreira Sequeira: Licenciada em Economia (ISCEF) Condecorada como Oficial da Ordem do Mérito, Grau concedido por Sua Excelência o Presidente da República em 1990 Galardão de Líder na Gestão de Empresa Pública (Best Leader Awards 2012) Presidente do Conselho de Administração da Administração do Porto de Sines, SA;Vogal do Conselho de Administração da AICEP Global Parques; Gestora de Eixo Prioritário do Programa Operacional Ciência e Inovação 2010; Gestora da IntervençãoOperacional de Acessibilidades e Transportes (QCA III)/Gestora Sectorial dos Transportes para o Fundo de Coesão; Gestora da Intervenção Operacional dos Transportes (QCA II)/Coordenadora Sectorial dos Transportes para o Fundo de Coesão Subdirectora-Geral de Transportes Terrestres ;Directora do Gabinete de Estudos e Planeamento da D.G.T.T. ; Chefe de Divisão de Relações Internacionais; Coordenadora do Grupo de Trabalho para a Revisão do Sistema Fiscal no Sector dos Transportes; Coordenadora da Equipa para a Planificação e Implementação das Redes de Transporte Escolar ; Ingresso na Direcção-Geral de Transportes Terrestres como Técnica Superior de 2ªClasse Maria do Céu Patrão Neves: Professora Titular de Filosofia (Ética e Antropologia Filosófica) da Universidade dos Açores. É atualmente Membro do Parlamento Europeu (2009-2014), integrando a Delegação Portuguesa do Partido Popular Europeu (Democratas‐Cristãos)/PPE e desenvolvendo o seu trabalho como membro efetivo da Comissão das Pescas e membro suplente da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. É ainda membro efetivo da Delegação para as Relações com o Canadá e membro suplente da Delegação à Assembleia Parlamentar Paritária ACP-UE. Maria Margarida Mendes Pinto Farrajota: Presidente do Centro Português de Atividades Subaquáticas (CPAS), desde 1992. Curso de Organização e Gestão de Empresas – INP/Lisboa (1968/71) . Curso de Economia – ISE/UTL (1970/75). Diploma de Mérito pela Confraria Marítima de Portugal (2013). Atividade profissional nas áreas de arqueologia subaquática. Maria Perpétua Rocha: Licenciada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; Chefe de Serviço de Medicina Interna da Carreira Médica Hospitalar; Especialista em gastrenterologia pela Ordem dos Médicos; Competência em Medicina pelo “Royal College of Medical Physicians” e posteriormente pela Ordem dos Médicos em Portugal; Competência em Gestão de Serviços de Saúde pela Ordem dos Médicos. Gestora, atualmente Consultora, no Sector da Saúde ocupa vários cargos em Empresas Multinacionais de Indústria Farmacêutica, tendo desenvolvido projetos de âmbito nacional e

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internacional e integrado equipas que levaram a cabo processos de aquisição, “fusão” e estabelecimento de Empresas no mercado Português. Modera Grupo de Trabalho sobre o “Conceito Estratégico de Defesa Nacional” (2000-2001);Faz parte do grupo de análise do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (2002);Vice Presidente do EuroDefense Portugal (2002-2004); Durante a Vice Presidência do EuroDefense Portugal lidera grupo português sobre “Opiniões Públicas e Defesa” tendo Organizado em Portugal o II Encontro para “Jovens Europeus sobre Segurança e Defesa”; Representou Portugal no Grupo Internacional EuroDefense sobre a “UE e a Gestão de Crises Humanitárias”; Membro do Conselho Geral EuroDefense (2005 - ); Por nomeação do Ministro da Defesa frequenta o “ Curso de Alto Nível de Segurança e Defesa” da Academia Europeia de Segurança e Defesa (2007-2008). Curso de “Metodologia de Qualidade nas Unidades de Saúde” Ordem dos Médicos (2000) ; Presidente do Conselho de Administração da ONG “Fundação Portuguesa A Comunidade Contra a SIDA”- (2000-01); Vogal dos Órgãos Distritais da Ordem dos Médicos (1999-2004); Membro do Conselho de Coordenação da SEDES (2010 -), Coordenadora da Plataforma Activa de Associações da Sociedade Civil – PASC (2009) 14. EQUIPA CIENTÍFICA (Ciências naturais) Anabela Jorge de Carvalho: Licenciada em Ciências Geofísicas, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2001. Pós-graduação em Oceanografia Física, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa 2004. Meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. (IPMA). Especialista em Meteorologia Marítima, 2002/2013. Delegada Principal nos Programas VOS, MPERSS, GMDSS, VOS, SIUPM, Wave Modelling da WMO/IOC/Joint Technical Commission for Oceanography and Marine Meteorology Antonina dos Santos: Licenciada em Biologia Marinha e Pescas e doutorada em Biologia. Investigadora em Oceanografia biológica, ecologia e taxonomia de Crustáceos. Larga experiência em projetos científicos multidisciplinares e cientista chefe em mais de 10 campanhas oceanográficas. Consultora de projetos científicos espanhóis e avaliadora de projetos de investigação da Roménia. Cooperação com a China como oradora convidada. Integra a Crustacean Society e a Ordem dos Biólogos Portugueses. Adelino Vicente Mendonça Canário: Professor Catedrático da Universidade do Algarve. Diretor do Centro de Ciências Marinhas. Coordenador do grupo de investigação de Endocrinologia Molecular Comparada. Especialista em fisiologia piscícola. Elemento da Comissão de coordenação do programa PROPOLAR. António Pedro Viterbo de Sousa Azevedo: Licenciado em Física, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 1982. Doutorado em Física (Meteorologia), Universidade de Lisboa, 1996. Diretor do Departamento de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. (IPMA). Membro de ECEARTH. Investigador Coordenador - European Centre for Medium‐Range Weather Forecasts 2001/2005. Gonçalo Brito Guapo Teles Vieira: Doutorado em Geografia Física pela Universidade de Lisboa. Professor Associado no IGOT-Universidade de Lisboa. Coordenador do Grupo de Investigação em Ambiente Antárticos e Alterações Climáticas do Centro de Estudos Geográficos. Coordenador do Programa Polar Português – PROPOLAR e membro do Comité Executivo do European Polar Board. Representante Nacional na International Permafrost Association. Co-Chair do Grupos de Peritos em Permafrost e ambientes pré-glaciários da Antártida (Scientific Committee for Antarctic Research). Galardoado com os prémios Orlando Ribeiro em 2005 e Seeds of Science na áreas das ciências da Terra, do Mar e da Atmosfera em 2010.

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João Canário: Professor convidado no Instituto Superior Técnico. Especialista em biogeoquímica do mercúrio no meio ambiente. Química ambiental; Química Marinha e Ciências Polares. Membro da Comissão de Coordenação do programa PROPOLAR João Nuno de Sousa Lourenço: Doutorado em Ciências do Mar pela Universidade do Algarve. Foi Consultor em Geofísica na EXPRO Oil Exploration and Production SA. Participou em 22 cruzeiros científicos nacionais e internacionais, cinco dos quais como Chefe de Missão. É co-autor de 25 publicações científicas em jornais indexados. Foi coordenador da componente geo-científica do projeto de extensão da plataforma continental de Portugal. Foi Coordenador do Gabinete de Investigação Desenvolvimento e Inovação na Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental. Atualmente é Professor Auxiliar na Universidade do Algarve e nomeado Vogal do Conselho Diretivo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Doutorado em Geologia. José Carlos Caetano Xavier: Doutorado em Zoologia pela Universidade de Cambridge e investigador do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra e da British Antarctic Survey. Responsável por co-gerir a ciência Polar, educação e outras atividades de Portugal durante e depois do Ano Internacional Polar. Representante de Portugal das reuniões do Tratado da Antártida. Membro do comité executivo do programa AnT-ERA, do grupo consultivo de educação e do grupo de peritos de aves e mamíferos marinhos da Antártica da Scientific Committee on Antarctic Research. Foi o mais jovem cientista a ganhar o prémio internacional Marta T. Muse pela excelência na ciência e política na Antártica, além de ser galardoado com o prémio Seeds of Science na áreas das ciências da Terra, do Mar e da Atmosfera em 2012. Manuel José Conceição Biscoito: Licenciado em Biologia (Ramo Científico) pela Universidade do Porto. É Conservador de Vertebrados do Museu de História Natural do Funchal e Diretor do Departamento de Ciência da Câmara Municipal do Funchal. É especialista em taxonomia de peixes de águas profundas e ambientes hidrotermais. Participou em mais de uma dezena de missões científicas, tendo mergulhado nos submarinos de investigação “Johnson-Sea-Link 1” e “Nautile” na Madeira, Crista Médio-Atlântica e Crista Oriental do Pacífico, até 3000 m de profundidade. Participou também em missões com os ROVs “Victor 6000” e “Luso”. Foi responsável científico dos projetos europeus PESCPROF de estudo das faunas profundas da Madeira, Canárias e Açores. É membro entre outras, da American Society of Ichthyologists and Herpethologists, da Societé Française d’Ichtyologie e da Ichthyological Society of Japan. É autor ou co-autor de mais de 100 trabalhos científicos nas áreas da sua especialidade. Mário Neves: Doutorado em Geografia Física. Especialista em Geomorfologia Dinâmica das regiões costeiras. Colabora na instalação e manutenção do equipamento de monitorização do permafrost e tem instalado, nas ilhas Deception e Livingston, várias áreas de monitorização da evolução das plataformas rochosas de sopé pela ação do gelo flutuante. Pedro Miguel Guerreiro da Costa Guerreiro: Doutorado em Fisiologia Animal pela Universidade de Nijmegen, Holanda. Investigador no Centro de Ciências do Mar e Professor Auxiliar Convidado na Universidade do Algarve. Especialista em eco-fisiologia de peixes, resposta endocrinológica ao stress e regulação iónica e osmótica. Delegado nacional da ação COST-Conservation Physiology of Marine Fishes. Integra o grupo de cientistas do programa PROPOLAR, no âmbito das adaptações fisiológicas de peixes às alterações climáticas.

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Pedro Pina: Doutorado em Engenharia pelo Instituto Superior Técnico. Investigador Principal do IST. Coordenador do Grupo de Análise de Imagens de Detecção Remota no Centro de Recursos Minerais e Ambiente do IST. Tem como principais interesses científicos a identificação e caracterização de padrões em imagens remotas de superfícies planetárias recorrendo a análogos terrestres das regiões polares. Roberto Carlos Marçal Gamboa: Doutorado em Física, pela Faculdade de Ciências da Universidade, 2001; pós-graduado em Dirección Estratégica de Universidades pela Universitat Politécnica de Catalunya – Cátedra UNESCO, 2008. Professor Coordenador da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria, 2007, adjunto desde 2001; Presidente do Conselho Técnico Científico (2007-13), membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Leiria desde 2008. Investigador integrado no Centro de Investigação em Sistemas de Energia Sustentáveis da Universidade de Lisboa, SESUL (2007-13), antes CFMC (2003-7) e CCMM (2001-3); Integra o Grupo de Investigação em Recursos Marinhos, GIRM, desde Janeiro de 2014, onde colabora desde 2007. Ricardo Serrão Santos: Doutorado em Ecologia Animal e Biologia pela Universidade de Liverpool. Investigador Principal da Universidade dos Açores. Especialista em biodiversidade e conservação de ecossistemas oceânicos. Presidente do IMAR-Instituto do Mar e do EurOcean. Vice-Presidente do European Marine Board. Membro Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e Membro Efetivo da Academia de Marinha. (Co-)autor de mais de 200 publicações científicas. Sérgio Miguel Franco Martins Leandro: Professor Adjunto e Coordenador de curso de Biologia Marinha e Biotecnologia da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) do Instituto Politécnico de Leiria. Especialista em Zooplâncton Marinho. 15. EQUIPA CIENTIFICA (Engenharia & Tecnologia) António Pascoal: Doutorado em Ciências do Controlo pela Univ. Minnesota, Minneapolis, MN, EUA. Professor Associado do IST. Membro do grupo de Sistemas Dinâmicos e Robótica Marinha do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR). Experiência nas áreas do projeto, desenvolvimento, e operação de veículos robóticos marinhos com aplicações às ciências do mar e arqueologia. José Manuel Gordo: Especialista em Tecnologia naval e de Estaleiros; Projetos avançados de Estruturas Navais, participação em projetos europeus – Reliability Methods for Ship Structural Design; fatigue Based Design Tensile Steels in ships; Hight Tensile Steel 690 ; Crashworthy Side Structures for Improved Collision Survivability; Luís Sebastião: Licenciado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores. Investigador do Instituto de Sistemas e Robótica com 20 anos de experiência na área da Robótica Submarina. Coordenação e participação no projeto, desenvolvimento e operação de plataformas robóticas marinhas incluindo ROVs, AUVs e ASVs. Áreas de interesse: Teoria de sistemas Dinâmicos, Robótica, Navegação, Controlo, Integração e operação de sensores, Projeto Mecânico, Operações no mar, Mapeamento Sonar, Gradiometria e GIS. 16. EQUIPA TÉCNICA Maria Manuel Soares Guerra de Oliveira: Licenciado em Economia, com especialização em Gestão de Empresas. Formação PAD (Programa de Alta Direção). Diretora Executiva MBAAC -

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Associação Antigos Alunos MBA Universidade Católica. Diretora Geral APDC, Lisboa – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações. Diretora Financeira Estúdios Valentim de Carvalho, SA, Paço d’Arcos. Diretora Geral Valentim de Carvalho Televisão, LDA (VCT). Diretora Geral NBP – Produção em Vídeo, SA, Vialonga. Álvaro José Moita de Oliveira. Arquiteto Naval pela Universidade de Strathclyde, Glasgow, UK. Eng. Mecânico pelo Instituto Superior Técnico. Diretor Geral dos Estaleiros Navais de Peniche e responsável pela construção de mais de 70 embarcações em aço e em compósitos de 12 a 57 metros. Inspetor da DNV para o Gabão, Congo Brazzaville, Angola, Namíbia (sede em Luanda). Consultor do Ministério das Pescas de Angola; da Marinha de Guerra de Angola e da FAO-UN para projetos no Brasil, Uruguai, Argentina, México, Burundi, Tanzânia e Zâmbia. Responsável pelo projeto de Cooperação Itália-Guiné Bissau e consultor do Ministério das Pescas da Guiné Bissau. Prof Convidado do IST em Navios de Pesca e Materiais Compósitos. Eng. Naval no Arsenal do Alfeite. Frederico Cerveira: Mestrado em Engenharia naval Humberto Manuel Batista Jorge: Presidente da Direcção da ANOPCERCO – Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco; Presidente da Direcção da OPCENTRO – Cooperativa da Pesca Geral do Centro C.R.L; Presidente do Conselho Directivo da AMAP – Associação Mútua Financeira Livre dos Armadores da Pesca Geral-Centro; Membro da Direcção do Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca; Membro da Direcção da ADEPE. Membro do Comité Executivo do Conselho Consultivo Regional - CCR – Águas Ocidentais Sul da U.E; Pedro Henriques: Mergulhador profissional, Fotografo Profissional, Publicitário, Programador informático e perito em computação gráfica, Diretor técnico do pavilhão da Realidade virtual na EXPO 98, Desenhador naval e Construtor naval. João Paulo Teófilo: Licenciado em economia, Diretor Administrativo e Financeiro dos Estaleiros Navais de Peniche, Técnico Oficial de contas membro da OTOC e consultor de empresas. João Santos Silva: Licenciatura em Agronomia, Especialização economia agrária e recursos naturais. Consultor em Gestão de Conhecimento e Inovação. Coordenador Nacional do EUROAGRI – rede internacional EUREKA para a promoção de I&D e inovação nos sectores relacionados com a Bioeconomia e Eco-inovação. Pedro Pires de Lima: Proprietário e Diretor da empresa Velas Pires de Lima 17. EQUIPA DE COMUNICAÇÃO Ana Lima: Licenciada em Comunicação Empresarial, na Escola Superior de Comunicação Social (IPL). Experiência profissional: Técnica Superior de Comunicação no Gabinete de Comunicação do Município de Óbidos (dezembro 2013 até ao momento); Responsável de Comunicação e Marketing no Parque Tecnológico de Óbidos (janeiro 2009 - novembro 2013); Responsável de Comunicação da FIL - Feira Internacional de Lisboa (outubro 2007 - dezembro 2008). André Moraes Palmeiro: Licenciado em Marketing e Comunicação, IADE ; Consultor em comunicação digital ; Gestor de projetos de comunicação global. Pag 13


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João Manuel Martins dos Santos Barba: Presidente de Empresa DUVIDEO, Produtor e realizador de televisão, produziu entre outros os programas “Hora Viva” e “Iniciativa” Responsável técnico do programa “Não se esqueça da escova dos dentes ”Fundador da APIT –Associação dos Produtores Independentes de Televisão e da APMP – Associação de Promoção da Multimédia ,recebeu duas medalhas de prata no festival Agrofilme de Praga Prémio do melhor filme documental em 1987 “5 dias em Moscovo”, Responsável Técnico do CNL (canal noticias de Lisboa) João Palmeiro: Licenciado em Direito e Ciências da Comunicação Primeiro emprego: Direção Geral de Informação, Secretaria de Estado da Informação e Turismo, atualmente é Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa. Pedro Luiz de Castro: Professor do Curso de Ciências da Comunicação. Disciplinas: «Novas Tecnologias de Informação e Comunicação», «Televisão - News Room» e «Economia dos Media» Formador -Primeira Imagem - Consultores de Comunicação. Jornalista RTP (repórter, apresentador de programas de informação, entrevistador, etc), criador e coordenador do Teletexto, coordenador da Televisão Interativa.

18. CONSÓRCIO E INSTITUIÇÕES FINANCIADORAS PROTOCOLOS DE COOPERAÇÃO - foram celebrados no dia 18 de Março de 2014 com as entidades seguintes: CMP IPL IPMA ENIDH CPAS FEEM AIRO COMM ANC CNP

Câmara Municipal de Peniche Instituto Politécnico de Leiria – Escola Superior de Tecnologias do Mar Instituto Português do Mar e da Atmosfera Escola Superior Náutica Infante D. Henrique Centro Português de Atividades Subaquáticas Fórum Empresarial da Economia do Mar Associação Empresarial da Região Oeste Clube dos Oficias da Marinha Mercante Associação Nacional de Cruzeiros Clube Naval de Peniche

REFERÊNCIAS Maia, CRMF (1941) A primeira volta ao mundo pelos mares glaciais do norte foi dada por dois pilotos portugueses João Martins e David Melgueiro em 1585 e 1660. Gazeta dos Caminhos de Ferro, Ano 53, Vol 4, Nº 1276. Peres, D (1992) História dos Descobrimentos Portugueses, 4.ª ed., Porto, Vertente, 1992, p. 439. Manesson-Mallet, A (1683). Du Globe Terrestre, Tomo I, ilustração XCII, página 257, Paris, 1683.

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