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Direção De Arte


Direção De Arte David Carlos Rodrigues Júlia Ferrarini Heitor Soares Lé�cia Morelo


Sumario

Introdução .........................................................Pagina 3 1 - Design .........................................................Pagina 4 2 - Criatividade .........................................................Pagina 10 3 - Semiotica .........................................................Pagina 19 4 - Cor .........................................................Pagina 26 5 - Gestalt .........................................................Pagina 31 6 - Tipografia .........................................................Pagina 40 Considerações .........................................................Pagina 46 Bibliografia .........................................................Pagina 47


Introdução

Diretor de Arte QUEM É ESSE TAL DE DIRETOR DE ARTE, E O QUE ELE FAZ? O trabalho de Diretor de Arte em agências de publicidade consiste em desenvolver trabalhos de gerenciamento de a�vidades de Design, concepção ar�s�ca e produção de peças audiovisuais, que podem abranger diversas áreas e nichos de mercado como, produções publicitárias para mídia impressa, e digital, televisão, internet, games e muitas outras. O conhecimento em Princípios de Design, técnicas ninjas de tratamento e manipulação de imagem, audiovisual e mul�mídia, torna o profissional mais valorizado no mercado, e estes conhecimentos são imprescindíveis para quem deseja se tornar reconhecido no mercado. As novas mídias trouxeram grande necessidade de constante atualização profissional, e estudar ainda é a melhor forma de a�ngir o obje�vo esperado. Enquanto em agências de pequeno e Médio porte, o Diretor de Arte é encarregado de grande parte das tarefas como, criar Layouts, sugerir animações, acompanhar trabalho e direção de fotografia, de ilustração, dirigir produções comerciais audiovisuais, orientar equipe de arte, alterar e corrigir layout, dele e de outros, quase 80% do dia J. Algo muito semelhante ocorre em outros países e em grandes agências, a diferença é que possuem premiações específicas para profissão, um �po de OSCAR. O diretor de arte não respira sem um redator ao seu lado, eles precisam estar em total sintonia e ter a mesma visão sobre os obje�vos de uma determinada campanha, e qual meta traçar para cada projeto. Esta dupla de criação é responsável pelo sucesso ou ruína de uma campanha inteira.

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1 Design


Design

Entenda! “Design” é a palavra em inglês para desenho. A função do bacharel em Design é criar e desenvolver projetos gráficos ou de comunicação visual, ou de concepção de objetos ou peças dos mais diversos �pos, a serem produzidos em grande escala. Na área gráfica, cria logo�pos, define a formatação das páginas de uma publicação, como jornais e revistas, definindo o �po e o tamanho das letras e a disposição das imagens. Pode trabalhar em meio digital, desenvolvendo interfaces para sites, games e disposi�vos móveis, como celulares, smartphones e tablets. Neste caso, atua em editoras, agências de publicidade, birôs de computação gráfica e produtoras de mídia digital. Em desenho industrial, o campo é muito amplo. O profissional trabalha com produtos de consumo, como eletrodomés�cos, mobiliário, lustres, vestuário e joias. Ou na fabricação de instrumentos e equipamentos médico-odontológicos, como camas para hospitais e instrumentos para den�stas. Pode desenhar, ainda, peças da construção civil, como azulejos e cerâmicas. Por fim, o designer trabalha no setor de máquinas e equipamentos, desenhando peças a serem usadas pelas fábricas em seus processos de produção. Dependendo da área de atuação, o designer convive no dia a dia com arquitetos, profissionais de marke�ng, jornalistas, editores, engenheiros e especialistas em informá�ca. Você pode ingressar na carreira como tecnólogo.

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Design

O que você pode fazer! Animação

Animação Elaborar projetos de animação para publicidade e games, entre outros, desenvolvendo argumentos e roteiros.

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Desenho Industrial

Desenhar automóveis, máquinas e equipamentos industriais.

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Design

Design Digital

Projetar e desenvolver interface para mĂ­dias digitais, como pĂĄginas para a internet.

Design de Embalagens

Projetar embalagens adequadas aos produtos, considerando o apelo visual.

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Design

O que você pode fazer! Design Gráfico

Criar e reformular o aspecto visual e gráfico de publicações impressas, como jornais, revistas, livros e folhetos.

Design de Joias

Desenvolver coleções de joias e acessórios para empresas de grande porte ou confeccioná-las de forma artesanal.

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Design

O que você pode fazer! Gestão de Produto

Gerenciar linhas de produtos em grandes fabricantes.

Programação Visual

Criar logo�pos e marcas para produtos e serviços. Produzir vinhetas para a TV e peças de publicidade

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Design

O que você pode fazer! Projeto de Produto

Desenhar objetos, móveis e utensílios para produção em escala industrial, definindo aspectos esté�cos e funcionais. Pesquisar e desenvolver materiais e tecnologias de fabricação

Mercado de Trabalho O design é fator essencial para a indústria, principalmente para aquelas que exportam seus produtos. Tanto é que o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços lançaram há vinte anos o Programa Brasileiro do Design, com o obje�vo de promover o desenvolvimento dessa área. Essa realidade dá ao mercado grande potencial de crescimento. A recente crise econômica enfrentada pelo país reduziu a procura pelo profissional, mas é possível encontrar oportunidades pontuais na indústria, especialmente as exportadoras, que sempre carecem de inovação. A área digital vem crescendo e incorporando profissionais. Eles são contratados para criar páginas de sites, blogs e portais de internet, assim como a interface de aplica�vos de celular. O graduado é procurado por escritórios de design, desenvolvedores de sites e profissionais liberais e empresas que querem melhorar o visual de suas páginas. Já as agências de publicidade procuram o designer gráfico e o especialista em programação visual para atuar na criação de campanhas publicitárias. As principais oportunidades estão nas regiões mais industrializadas do país, cada uma delas com sua especificidade: no Sudeste, indústrias em geral e, principalmente, os parques gráficos. No Sul, a indústria moveleira reúne os maiores empregadores, e, no Norte, a Zona Franca de Manaus.

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2 Creatividade


Creatividade

Conceito de Criatividade A cria�vidade é um processo cogni�vo que pode receber várias definições de acordo com o ponto de vista em que é ques�onada. Os conceitos mais generalistas afirmam que se trata do desenvolvimento de uma ideia, concepção ou descoberta. O ponto de vista humano afirma que a cria�vidade é uma qualidade inata da infância, fase em que a criança inconscientemente realiza processos cria�vos na busca de ideias que possibilitem a transformação do ambiente conforme suas necessidades. Nesta fase, é essencial a a�vação do potencial cria�vo, que se dá através de a�tudes posi�vas perante o processo, como es�mulos e elogios. A cria�vidade é estudada por psicólogos desde o início do século XX. O inglês Graham Wallas, um dos pioneiros, estabeleceu um modelo baseado em 3 dimensões. As dimensões são: 1- Habilidades referentes ao domínio: As habilidades de domínio são aquelas associadas aos conhecimentos básicos e especializados da nossa base, e caso ausentes, deve direcionar ações à obter todas informações necessárias a respeito do problema. 2- Habilidades Criativas: As habilidades cria�vas são aquelas que permitem aos indivíduos associar conceitos adquiridos na dimensão do domínio e aplicá-los de forma a conceber novas maneiras de pensar. Existe uma vasta gama de técnicas, englobando desde o uso de analogias, imagens mentais até a incubação, que é o momento em que se pra�ca o “descanso mental” para posterior iluminação. 3- Motivação de tarefas: Esta dimensão refere-se a existência de um ambiente propício à iluminação, que é o momento do surgimento da solução cria�va. Para criação do ambiente adequado, parte-se do pressuposto de que todo indivíduo tem o potencial de ser cria�vo, e dessa forma, deve-se agir de modo a es�mular esse potencial, seja através de elogios ou oportunidades por exemplo

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Creatividade

Processo Creativo Habilidades de pensamento > Buscar mais de uma resposta certa; > Ques�onar pressupostos:

Checar suposições, inverter verdades, buscar descon�nuidades e observar sem preconceitos; > Adotar diferentes perspec�vas: Diferentes caracterís�cas, experiências, crenças e valores abrem ou fecham horizontes de percepções, direcionando a atenção do indivíduo em determinadas direções; > Realizar novas conexões: As ideias cria�vas muitas vezes nascem da combinção de elemntos, de conhecimentos até entao vistos como estanques ( Vedado, enxuto ).

Fases do Processo Creativo > Preparação

Divide-se em dois momentos: 16 Coleta de Informações: recolher todas as informações possíveis para o momento, sendo específicas para o objeto ou assunto que se deseja ser cria�vo ou de forma geral, quando aparentemente não tem nenhuma relação com o assunto em foco. Manipulação: Analisar os dados coletados e inves�gar o problema em todas as direções, brincando com elementos e conceitos, mesmo que com ideias insensatas.

> Incubação:

Há um momento em que a necessidade do indivíduo desligar-se do problema é latente. Nesse momento ocorre o descanso mental, com a interrupção do trabalho consciente, mas existe ainda uma energia inconsciente que pode gerar soluções em momentos inesperados. Cabe ao indivíduo também explorar essas energias. 12


Creatividade

Processo Creativo Fases do Processo Creativo > Iluminação:

Esta é a fase em que a ideia aparece. É o EURECA. Deve-se anotar a descoberta no instante em que surge. > Verificação: O pensamento convergente, analí�co, entra em ação e o potencial de nova ideia é avaliado. Decide-se ir ou não em frente. Ques�ona-se a qualidade da ideia, a viabilidade, o retorno e seus pontos fortes e fracos > Execução A ideia é posta em prá�ca com dedicação e força de vontade para vencer os obstáculos que se apresentam. Deve seguir um plano de ação, com metas e prazos

Fatores Motivacionais > Progresso:

Estar mais próximo ao sucesso anima quem está na jornada. Se houver recompensas para o resultado posi�vo, o ânimo será maior. Outro fator que auxilia, no âmago mo�vacional, é o “status” conferido com o reconhecimento. > Frustração: O indivíduo frustrado não consegue ir adiante, graças a um sen�mento de estagnação e insucesso.

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Creatividade

Processo Creativo Traços da Personalidade

A cria�vidade é uma capacidade que pode ser usada por todos. Porém alguns conseguem se sobressair por apresentarem a�tudes que potencializam a cria�vidade. Portanto, se desejarmos usar nosso potencial para criar, é necessário que cul�vemos uma a�tude cria�va. > Capacidade de Assumir Riscos A resistência a mudanças faz parte da nossa vida em sociedade e precisa ser enfrentada.

> Flexibilidade e mente aberta a novas ideias:

Criar é buscar respostas em diferentes lugares e situações, é olhar para o mundo sem preconceitos. Além disso, é preciso saber ouvir, aceitar as ideias de outras pessoas antes de rejeitá-las.

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Creatividade

Processo Creativo Traços da Personalidade > Comprome�mento e Persistência:

É preciso persis�r e atravessar os obstáculos, já que a cria�vidade é mais “transpiração” do que inspiração. O sucesso é, normalmente, precedido de um demorado e árduo trabalho de pesquisas, tenta�vas, fracassos e acertos.

> Autoconfiança:

Confiança no próprio talento é uma caracterís�ca importante da personalidade cria�va. Mesmo enfrentando períodos de desânimo ou de descrença, um inovador sempre acredita que tem capacidade para seguir em frente e a�ngir seus obje�vos. > Curiosidade e estranhamento do “normal”: Uma pessoa cria�va é curiosa, está sempre fazendo perguntas sobre os mais diversos assuntos, lendo livros diferentes e frequentando ambientes diversos. É preciso não perder a capacidade de encantar-se com novidades e de estranhar coisas aparentemente normais.

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Creatividade

Processo Creativo Traços da Personalidade > Mãos na Massa:

Envolver-se com o trabalho e enfrentar as dificuldades é caracterís�ca do agente cria�vo. Aquele que adota uma postura de espectador, assis�ndo sem se envolver, cri�cando, ridicularizando e reclamando será incapaz de desenvolver algo inovador.

Ambiente > Lugar livre de crí�cas e restrições à imaginação

Com maior liberdade de expressão e mais autonomia, a pessoa consegue expor mais ideias, mesmo que aparentem ser absurdas, podendo ser aproveitadas de diferentes formas. > Livre de ruídos Ruídos excessivos �ram a concentração, fazendo as ideias se embaralharem e �rando o foco do obje�vo. > Recursos materiais e equipamentos disponíveis A possibilidade de �rar dúvidas de imediato, testar opiniões, verificar informações, entre outros aspectos relacionados podem ser cruciais para bons resultados.

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Creatividade

Processo Creativo Ambiente > Relações interpessoais benéficas

Pessoas que trabalham bem em grupo amplificam o resultado. Um conhecimento complementa o outro, suprindo faltas de entendimentos, e alavancando o progresso da elaboração das ideias.

Tecnicas

Há diversas maneiras e ferramentas que fomentam a cria�vidade: > Leitura: Além de es�mular a inspiração, é possível, por meio da leitura, compreender diversos métodos usados pelos escritores em seus processos de desenvolvimento de ideias, e assim es�mular a inspiração pessoal. Como ressaltou Bel Pesce (2015), existe ainda um �po literário específico, a poesia, que sendo um acelerador da reflexão através da delicadeza do lirismo, proporciona momentos de inspiração cria�va.

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Creatividade

Semelhança Tecnicas >Brainstorm:

Ferramenta para geração de novas ideias, conceitos ou soluções relacionadas a um tema específico num ambiente livre de crí�cas e de restrições à imaginação. Tem a finalidade de reunir uma série de ideias que possam servir de orientação para a solução de um problema ou desenvolvimento de uma oportunidade.

> Mapa Mental:

Diagrama usado para representar palavras, idéias, tarefas ou outros itens ligados a um conceito central e dispostos radialmente em volta deste conceito. É um diagrama que representa conexões entre porções de informação sobre um tema ou tarefa. > Listagem de Atributos: Ferramenta para iden�ficar e caracterizar os diversos atributos de uma en�dade. Iden�ficando os variados valores que estres atributos podem assumir e combinando os atributos para encontrar novas formas do objeto, sistema ou projeto. > Posi�vo, Nega�vo e Interessante: Posi�vo: as boas coisas, o que você gosta na ideia. Nega�vo: as coisas ruins, o que você não gosta. Interessante: o que você acha interessante e que merece uma reflexão.

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3 Semiรณtica


Semiótica

O que é Semiótica? Semió�ca ciência dos signos e de todas as linguagem. Ela vem do grego semeion, que quer dizer signo, e ela estuda o sen�do das diversas linguagens. O conceito de Semió�ca é o estudo dos signos, e suas ações. Já o signo é entendido como aquilo que representa algo para alguém. Os signos, que podem ser objetos, símbolos, palavras, desenhos, e eles representam e transmitem alguma informação, ou várias informações, para nós. Ferdinand de Sausurre �nha um conceito que o signo entrava no conceito escrita e verbal. Já o conceito de signo para Charles Sanders Peirce, era que o signo entrava no conceito geral, ou seja tudo aquilo pode pode transmi�r a comunicação

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Semiótica

Entenda! Signo, Significante e Significado

No estudo de signos, temos também o estudo da Semiose, entendida como a ação dos signos. e temos também os conceitos da semiologia, que tem relação com 3 elementos: Signo, Significante e Significado. O Signo , como disse representa alguma coisa para algo. O Significante é a parte material do signo, e o significado refere-se a parte do conceito que as pessoas tem sobre alguma coisa. Por exemplo a palavra “cadeira”, o significante dela seria a palavra escrita no papel, ou o som de alguém falando a palavra, já o significado seria a imagem mental do que cada um tem de uma cadeira.

Signo A Semiótica é o estudo do signo, mas então oque é signo?

Representação de algo que atribuímos valor, significado ou sen�do. Quando observarmos os signos, automa�camente atribuímos sen�do para eles, esse processo é a compreensão de algo, formada através de um es�mulo �sico que gera entendimento. Acontece através da relação “EU” e “OUTRO/ALGO”. Signo seria qualquer coisa que tem a capacidade de significar algo para alguém. Para Peirce o signo pode se apresentar de três maneiras por similaridade (Ícone), por aproximação (Índice) e e por convenção (Símbolo).

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Semiótica

Signo Ícone

É o �po de signo que pode ser uma gimagem, um cheiro, som ou qualqer outra coisa que se tem relação de semelhança qualita�va com o que se refere. Ex: uma placa de banheiro, indicando masculino e feminino, apenas pelo formato já podemos perceber que indica para qual o sexo é des�nado o banheiro.

Índice

Índice é uma caracteris�ca do signo, que basea-se em uma relação de proximidade com o objeto, e que da um indício da existência do signo.

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Semiótica

Signo Simbolo

Os signos se comportam como símbolos quando eles passam a representar algo que foi decidido por um combinado ou lei, algo que faça representar outra coisa na qual algumas das vezes não se parece com oque se representa.

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Semiótica

Teoria de Peirce Para Pierce o signo é formado em um processo de “triângulo”: Representamen: O corpo do signo, que é a parte que o signo se apresenta, podendo ser em palavra, ou sinal. Objeto: objeto seria aquilo o que o representamen se refere Interpretante: seria já o que esta na mente da pessoa, ou seja é a leitura que a pessoa fez sobre o signo, e o interpretante pode variar de pessoa para pessoa.

REPRESENTAMEN

Para Peirce a leitura semió�ca depende de três categorias.

OBJETO

Primeiridade (sen�do) Secundidade (existência) Terceiridade (lei)

INTERPRETANTE

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Semiótica

Processo Creativo Primeridade

Primeiridade seria os aspectos mais sensíveis da leitura, e são pra�camente desprovidos de conhecimento e cultura, e se baseia nas qualidades dos signos, no caso as primeiras impressões que você tem com o signo, e são chamados de qualisignos.

Segundidade

Diz respeito às somas das qualidades, que formam singularidades para a leitura dos signos. as somas dessas qualidades vão te ajudando a formar o objeto.

Terceiridade

Terceiridade é quando o signo tem representa algo diferente que é determinado de maneira simbólica, ou por lei, pacto e até de maneira inventada e aceito quando linguagem. Eles são conhecidos como legi signos, por terem um carater de lei.

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4 Cor


Cor

O que é Cor? A cor não tem existência material. Ela é, tão-somente, uma sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão.Para os neurologistas até o final do século XIX, "a cor era parte integral da imagem com correspondência ponto a ponto da imagem na área visual primária do cérebro". Edwin Land, realizando experiências com filtros, em 1957, comprovou que, "se uma super�cie fazia parte de uma complexa e mul�colorida cena, não havia relação simples entre o comprimento de onda e a cor percebida". "Quando a zona é vista como parte de uma cena completa, a luz que reflete localmente não é suficiente para predeterminar a cor percebida."

Segundo Varela, a cor não é percebida de forma independente dos outros atributos da imagem, mas "sempre se percebe a cor dentro de um contexto mais abarcador, Todas as sub redes operam coopera�vamente. Apesar da comunicação intensa sobre eles cada hemisfério do cérebro tem uma rela�va autonomia e caracterís�cas diferentes de processamento das informações. Segundo Ivanov, a conexão entre os dois hemisférios permite a construção do conceito integral da cor, reunindo os dados da experiência exterior do hemisfério direito ao espaço da cor que é dado pelo hemisfério esquerdo. Entre as várias contribuições de Hermann Von Helmholtz está à aparência da cor tomando por base três caracterís�cas principais, posteriormente u�lizadas no sistema de cores de Albert Munsell: o ma�z, o valor, do croma.

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Cor Cor

O que é Cor? Segundo Varela, a cor não é percebida de forma independente dos outros atributos da imagem, mas "sempre se percebe a cor dentro de um contexto mais abarcador, Todas as sub redes operam coopera�vamente. Apesar da comunicação intensa sobre eles cada hemisfério do cérebro tem uma rela�va autonomia e caracterís�cas diferentes de processamento das informações. Segundo Ivanov, a conexão entre os dois hemisférios permite a construção do conceito integral da cor, reunindo os dados da experiência exterior do hemisfério direito ao espaço da cor que é dado pelo hemisfério esquerdo. Entre as várias contribuições de Hermann Von Helmholtz está à aparência da cor tomando por base três caracterís�cas principais, posteriormente u�lizadas no sistema de cores de Albert Munsell: o ma�z, o valor, do croma.

Por ma�z, entendemos a própria coloração definido pelo comprimento de onda; é o que determina o que conhecemos por azul, vermelho, amarelo, verde, etc. Por valor, entendemos a luminosidade da cor, ou o quanto a cor se aproxima do branco ou do preto. Por croma, entendemos a saturação e o grau de pureza da cor.

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Cor Cor

Algumas Cores

O que é Cor? O gravador alemão Jackob Christof Le Blon, em seu tratado "Collori�o", publicado em 1725, define que podemos representar todos os objetos visíveis com três cores (vermelho amarelo e azul). Outra caracterís�ca importante para o estudo das relações entre cores pela síntese é a noção de complementaridade das cores. As três cores-luz primárias projetadas em igual intensidade produzem a luz branca, assim como a soma das três cores-pigmento primárias, em iguais porções, produzem o preto.

Vermelho: O vermelho é uma das sete cores do espectro solar, sendo por isso denomi-

nado cor fundamental ou primi�va. É cor primária (indecomponível), tanto em cor-luz como em cor-pigmento. Possui elevado grau de croma�cidade e é a mais saturada das cores, decorrendo daí sua maior visibilidade em comparação com as demais. A complementar do vermelho, em cor-luz, é o ciano e, em cor-pigmento, o verde. Está situado na extremidade oposta do espectro em relação ao violeta e seu ma�z é de 700 mu de comprimento de onda, aproximadamente. Sobre os estados anímicos provocados pelo vermelho, escreve ainda Kandisnky: “o vermelho claro quente (Saturno) tem certa analogia com o amarelo médio. Força, ímpeto, energia, decisão, alegria, triunfo, é tudo isto que ele evoca. Ele soa como uma fanfarra onde domina o som forte, obs�nado, importuno da trombeta.” "Sinônimo de juventude, de saúde, de riqueza e de amor."

Verde: O verde é uma das três cores primárias em cor-luz. Sua complementar é o magen-

ta. Misturado ao azul, produz o ciano, e no vermelho, o amarelo. No espectro solar, encontra-se entre os ma�zes amarelos e azuis. Tem o comprimento de onda de 560 mm, aproximadamente, e sua composição tricromá�ca indica 594.500 unidades de vermelho, para 995.000 de verde e 003.900 de azul. Situa-se no ponto mais alto da curva de visibilidade. Para Kandinsky, “o verde absoluto é a cor mais calma que existe. Na cultura chinesa, é a cor da esperança, da força, da longevidade, assim como da imortalidade.

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Cor Cor

Algumas Cores Amarelo: Uma das faixas coloridas o espectro solar, o amarelo é também cor funda-

mental ou primi�va. Em cor-pigmento, é uma das três cores primárias (indecomponíveis), tendo por complementar o violeta. Em cor-luz, é cor secundária, formada pela mistura do vermelho com o verde, sendo a complementar do azul. É a mais clara da cores e a que mais se aproxima do branco numa escala de tons. Está situado entre as faixas laranja e verde do espectro e tem um comprimento de onda de 580 mm, aproximadamente. No gráfico das cores-padrão organizado pela CIE, a composição �pica do amarelo é representada por 916.300 unidades de vermelho, 870.000 de verde e 001.650 de azul. Segundo Kandinsky, o amarelo, representando o calor, a energia e a claridade, assume a primazia do lado adi�vo das cores, em oposição à passividade, frigidez e obscuridade representadas pelo azul.

Azul: O azul é a mais profunda das cores – o olhar o penetra sem encontrar obstáculo e se

perde no infinito. É a própria cor do infinito e dos mistérios da alma. Diante do azul a lógica do pensamento consciente cede lugar à fantasia e aos sonhos que emergem dos abismos mais profundos de nosso mundo interior, abrindo as portas do inconsciente e pré-consciente. Por sua indiferença, impotência e passividade aguda que fere, ele a�nge o clima do inumano e do supra-real. Segundo Kandinsky, seu movimento é, ao mesmo tempo, “um movimento de afastamento do homem e um movimento dirigido unicamente para seu próprio centro, que, no entanto, a�ra o homem para o infinito e despertou nele o desejo de pureza e de sede do sobrenatural.” A passividade, frigidez e obscuridade, também representam esta cor.

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5 Gestalt

Cor


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O que é a Gestalt? No resumo mais brusco é: a Gestalt é uma área da psicologia que vem para estudar a teoria da forma. Na Gestalt o todo é mais importante de que a soma das partes, como assim? Por exemplo você vê um carro, mas ele é composto da suas parte ( banco, roda, motor e etc…)só que você compreende primeiramente o objeto por completo. Isso dá pelo fato que o cérebro ele entende primeiramente o seu todo, pois o que acontece na re�na é diferente do que acontece no cérebro. O uso das leis da Gestalt está sempre presente nos projetos de design, mesmo que de forma inconsciente. O Design Gráfico estuda sobre o Gestalt pois espera-se que ele desenvolva objetos que sa�sfaçam o ser humano na compreensão da obra. “De acordo com a Gestalt, a arte inicia-se no princípio da pregnância da forma.Ou seja, na formação de imagens, os fatores de equilíbrio, clareza e harmonia visual cons�tuem para o ser humano uma necessidade e, por isso, são considerados indispensáveis - seja em obra de arte, produto industrial, peça gráfica, edi�cio, escultura, ou quem qualquer outro �po de manifestação visual.” ( Livro: Gestalt do Objeto, página 14 ) É a Gestalt que auxilia o entendimento das mensagens e a assimilação das informações. Com todo esse estudo pode-se determinar algumas leis da Gestalt. São essas regras que vem para facilitar a leitura possibilitando interpreta a forma do objeto.

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Gestalt Cor

Unidade Elemento que se encerra nele mesmo, onde dá para perceber que os elementos que fazem parte da mesma composição. Podemos definir uma unidade através das cores, sombras, texturas, pontos, linhas, pontos, etc; isolados ou relacionados entre si. “Uma unidade formal pode ser iden�ficada em um único elemento, que se encerra em si mesmo, ou como parte de um todo. Em uma conceituação mais ampla, pode ser compreendida como conjunto de mais de um elemento, que configura o “todo” propriamente dito, ou seja o próprio objeto.” ( Livro: Gestalt do Objeto, página 24 )

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Gestalt Cor

Segregação A segregação acontece quando há uma diferentes es�mulos na mesma obra onde forma uma hierarquia. Esta lei vai falar sobre a capacidade do cérebro de perceber, iden�ficar, separar e destacar informações dentro de uma composição. “Naturalmente, pode-se segregar uma ou mais unidades, dependendo da desigualdade dos es�mulos produzidos pelo campo visual - em função das forças de um ou mais �pos de contrastes. A segregação de elementos visuais pode se feita por diversos meios: pontos, linhas, planos, volumes, cores, sombras, brilhos, texturas, relevos e outros. Para efeito de leitura visual, pode-se também estabelecer níveis de segregação.Por exemplo, iden�ficando-se apenas as unidades principais de um todo mais complexo, desde que seja suficiente para o obje�vo de análise e interpretação visual da forma do objeto.” (Livro Gestalt do Objeto, página 25)

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Gestalt Cor

Unificação A unificação é quando você tem uma igualdade de es�mulos, tendo uma harmonia nos elementos iguais ou semelhantes na composição. “A unificação da forma consiste na igualdade ou semelhança dos es�mulos produzidos pelo campo visual. A unificação se verifica quando os princípios de harmonia e equilíbrio visual e, sobretudo, a coerência do es�lo formal das partes ou do todo estão presentes num objeto ou numa composição. Dois princípios básicos concorrem fortemente para a unificação da organização formal: São as leis de proximidade e de semelhança quando presentes em partes ou no objeto como um todo.” (Livro Gestalt do Objeto, página 26)

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Gestalt Cor

Fechamento Fechamento acontece quando há elementos visuais na imagem que fazem nosso cérebro entender algo que não explícito . Essa lei faz com que o cérebro produza e/ou faça fechamentos que não existem. “Obtém-se a sensação de fechamento visual da forma pela con�nuidade em uma ordem estrutural definida, ou seja, por meio de agrupamento de elementos de maneira a construir um figura total mais fechada ou mais completa.” Mas deve-se tomar cuidado com o fator cultura, pelo fato que alguns não entenderam a imagem como desejada, às vezes se tornará algo nega�vo.

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Gestalt Cor

Continuidade Con�nuidade acontece quando os elementos visuais tem uma harmonia do inicio ao fim, podemos dizer que ele possui uma boa con�nuidade. “Significa também a tendência dos elementos de acompanharem uns aos outros, de maneira tal que permitam a con�nuidade de um movimento para uma direção já estabelecida por meio de unidades formais como pontos, linhas, planos volumes, cores, texturas, brilhos, degradês, e outros.” (Livro Gestalt do Objeto, página 28)

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Gestalt Cor

Proximidade Nosso cérebro tem a tendência de agrupar formas que estão próximas e são percebidos como um todo ou unidades dentro de um todo. “Em condições iguais os es�mulos mais próximos entre si, seja por forma, cor, tamanho, textura, brilho, peso, direção, e localização, terão maior tendência a ser agrupados e a cons�tuir unidades.” (Livro Gestalt do Objeto, página 29)

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Gestalt Cor

Semelhança Como na Lei anterior, a semelhança acontece quando temos elementos semelhantes,dessa forma nosso cérebro tende a deixá-los juntos. “Semelhança e proximidade são dois fatores que, além de concorrerem para a formação de unidades, concorrem também para promover a unificação do todo, daquilo que é visto, no sen�do da harmonia e equilíbrio visual” (Livro Gestalt do Objeto, página 30)

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Gestalt Cor

Pregnância da Forma Quando temos uma peça que seu entendimento rápido, ou seja quando o trabalho gráfico é fácil o entendimento da mesma, ao seja, quanto mais fácil é sua leitura, maior é sua pregnância. “Quanto melhor ou mais clara for a organização visual da forma do objeto, em termos de facilidade de compreensão e rapidez de leitura ou interpretação, maior será o seu grau de pregnância.” (Livro Gestalt do Objeto, página 32)

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6 Tipografia

Cor


Tipografia Cor

Entenda! Definição: "conjunto de procedimentos ar�s�cos e técnicos que abrangem as diversas etapas da produção gráfica (desde a criação dos caracteres até a impressão e acabamento), espelhados no sistema de impressão direta com o uso de matriz em relevo; imprensa ". Tipográficas têm como obje�vo a boa legibilidade e a construção de um visual envolvente, que atraia o leitor e contextualize com o conteúdo e o intuito da publicação. O desenvolvimento da parte visual é realizado através da escolha ou criação de fontes �pográficas, layout dos textos e tonalidades. Porém, estas opções precisam harmonizar com todos os elementos presentes na página.

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Tipografia Cor

Como ou Sem Serifa Existem �pos com e sem serifa e a classificação dos �pos , em serifados e sem serifa, serifas são os pequenos traços, e prolongamentos, que existem no final das hastes dos glifos. Mas de antemão saiba que os �pos serifados são os mais adequados para as caixas de textos “corrido” em trabalhos gráficos, pois a serifa tem a função de auxiliar a leitura, proporcionando con�nuidade para o texto e tornando-o menos cansa�vo para os olhos. Mas nao sao indicadas para Títulos

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Tipografia Cor

Cursiva São Fontes que tem como fundamento ser parecida com a escrita manual. Costumeiramente, possuem uma legibilidade complicada e sua u�lização deve ser feita com cautela.

Dingbats Onde um símbolo tem como função transmi�r a ideia de uma Palavra na escrita tradicional.

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Tipografia Cor

Alinhamento Nada mais é que o posicionamento do texto em relação ao espaço e aos elementos con�dos nele (no espaço). Os �pos de alinhamentos básicos você já deve estar cansado de saber… Mas vamos recapitular: à esquerda, à direita, centralizado e jus�ficado.

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Tipografia Cor

Alinhamento

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Cor

O trabalho foi muito gra�ficante, pois aprendemos a se relacionar com os mesbros do grupo e colocar em pra�ca o que aprendenmos no curso.

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BibliograďŹ a Sites: Chocoladesign.com.br Designculta.com.br Arquivos Livro Gestalt do Objeto Arquivo do Professor Eduardo Arquivos do Professor Elton

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Davida carlos júlia ferrarini letícia morelo heitor soares