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Ao final do século XIX,com a decadência do regime escravocrata a história do Quilombo Campinho da Independência foi escrita por três mulheres: VovóAntonica, Tia Marcelina e Tia luiza, que com base no regime matriarcal, conduziram o processo de desenvolvimento local. Nos anos 70 com a construção da rodovia Rio-Santos, a rápida valorização da região e consequentemente o surgimento da especulação imobiliária, a comunidade se reorganiza, tendo como foco a luta pela garantia de seu território, conquistado com a entrega do título de propriedade definitiva das terras pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro no dia 21 de março de 1999 (Dia Internacional de luta pela Eliminação da Discriminação Racial). Asustentabilidade da comunidade sempre foi baseada nos princípios da agroecologia trabalhada em regime de mutirões.Sementes, bambu, madeira, cipó, fibra de bananeira, taboa e palmeira logo se transformaram em matéria-prima para o desenvolvimento do artesanato, que representa atualmente uma importante fonte de renda na comunidade, onde vivem cerca de 150 famílias em 287 hectares de terras organizados em 13 núcleos familiares cercados pela beleza da Mata Atlântica. Atualmente o turismo de base comunitária que reúne as potencialidades turísticas da comunidade é uma importante estratégia para a promoção do desenvolvimento local sustentável. O Restaurante do Quilombo, o viveiro de mudas, a casa de farinha, os núcleos familiares, a casa de artesanato, os sistemas agroflorestais, a contação de histórias com griots, as roda de jongo e de samba compõem o roteiro etno-ecológico que articula direta ou indiretamente os quilombolas em torno da produção econômica solidária, onde a renda gerada é distribuída para o crescente número de pessoas envolvidas.


At the end of the nineteenth century with the decline of the slave regime the history of Quilombo Campinho da IndependĂŞncia (that means Fieldof Independence) was written by three women Antonica Grandma, Aunt Luiza and Aunt Marcelina, that based on the matriarchal regime, led the local development processo In 70's with the construction of the Rio-Santos highway, the rapid appredation of the region and consequently the emergence of speaĂźation, the community is reorganized focusing on the struggle on the guarantee its territory conquered by the delivery of the final ownership land by the State Government of Rio de Janeiro on March 2 7,7999 (Jnternational Day for the Elimination of Racial Di5Cfimination).

Thesustainability of the community has always based on the principIes of agroecology, working onjoint efforts. Seeds, bamboo, wood, banana fibers, vines, cattails and palms son became raw matedal for the development of "afts, which currently represents an important source of income in the community, where around 150 families on 287 hectares of land organized in 73 households surrounded by the beauty of the Rain Forest. Currently the community-based tourism that brings together tourism potential is an important strategy for promoting sustainable local development. TheRestaurant of the Quilombo, the Seedling Nursery, the flourmill, the nuclear family, the House of Crafts, the agroforestry systems, the storytelling with the griots and Jongo make up the fthno-fcological handguide that articulates directly and indirectly the Maroons around the joint economic prodution, where the income generated is distributed to the growing number of people involved.

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~OTEr~O ETNO-ECOLOr,:rCO TURISMO CULTURAL DE BASE COMUNITÁRIA ETHNO-ECOLOGICAL HANDGUIDE COMMUNITY-BASED CULTURAL TOURISM

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L'G'NDA~'F'R'N('S 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

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Casa de Artesanato e Galpão/House of Crafts Sede da Associação dos Moradores Escola Municipal/School Campo de futebol/Soecer Field Pousada/lnn Área de manejo agro-f1orestal/ Agro-Ecological Area Restaurante/Restaurant

8. Casa de farinha/FIour Mil! 9. Cachoeira do Tombo/Waterfall 10. Cachoeira da Toca do Boi/Waterfall

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Restaurante do Quilombo/Quilombo's Restaurant

Culinária típica,onde parte do alimento vem da produção agroecológica local, incentivando a agricultura sustentável, bem como a pesca ertesenal, uma vez que parte do pescado vem das comunidades caiçaras do entorno. Typical tulslne where part of the food u5ed comes from local agro-ecological produáion, encouraging sustainable agricultura and artisanal fishing of the surrounding communities. Casa de Artesanato/House of Crafts

Principal símbolo do desenvolvimento cultural e econômico de uma comunidade artesã, a casa reune cerca de 25 artesãos produzindo a partir de diversas matérias-primas manejadas de forma sustentável dentro do território quilombola. TheHouse ofCrafts comprises around 25 craftsmen that produce handcrafts of various raw materiaIs sustainably maneged within the territory of Ouilombo. Griôs/Griots

Pessoas mais velhas, contadoras de história, guardiãs da memória da comunidade, principal momento do roteiro etno-ecológico. Older people, storytellers, keepers of community memory, highlight of this handguide.


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Rio de Janeiro

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São Paulo

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Rodovia BR-101 (Rio-Santos) Km 584 Campinho da Independência CEP:23970-000 Paraty RJ Brasil Tel/fax: +55 (24) 3371-4823 Cel: (24) 9988-8943

www.quilombocampinho.org.br

REALIZAÇÃO:

(24) 9931-6875

(24) 9844-1385

turismoquilombocampinho@.gmail.com

APOIO:

Paraty Tours turismo ecológico receptivo

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Quilombo do Campinho da Independência - Paraty/RJ  

Roteiro etno-ecológico - Turismo cultural de base comunitária.

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