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o Brasil

antes do Brasil Quando os europeus nem pensavam em aportar por aqui, nosso território já era ocupado por diversas sociedades organizadas que pouco a pouco se tornam mais conhecidas DÉBORA DIDONÊ

novaescola@atleitor.com.br

Colaborou DECA PINTO MAIS NO SITE

Infografia ALESSANDRO MEIGUINS, SATTU E LUIZ IRIA

A

velha história dos índios não civilizados que habitavam nosso território quando os portugueses aqui chegaram está dando lugar a outra sobre importantes civilizações. Pesquisas recentes mostram que o país tem um passado bem mais rico do que se pensava. Em vários sítios arqueológicos são estudados vestígios de antigos povos que remontam um cenário incrível.(veja o mapa ao lado). De norte a sul, nossas terras abrigavam grupos organizados em classes e que ocupavam espaços planejados. Pesquisas arqueológicas feitas na Amazônia descrevem o auge de sociedades formadas por indígenas de diversas etnias que se tomaram auto-suficientes e criaram pólos de agricultura e cerârriica entre 1000 e 2000 A.P. - antes do presente, datação usada por arqueólogos para se referir à pré-história que, nas Américas, segue divisão diferente do restante do mundo (leia mais na linha do tempo abaixo). "O homem se adaptava de modo sofis-

ticado ao ambiente: usava a terra sem destrui-Ia e aumentava a biodiversidade"; afirma o estudioso do alto Xingu Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida. Segundo ele, essas civilizações eram diferentes das de outras partes do mundo, mas nem por isso mais simples. Hoje também se sabe mais sobre os sambaquis, comuns no litoral. Muito além de amontoados de conchas e restos mortais - como são descritos -, esses monumentos eram edificados para servir de moradia. Cai por terra, assim, a idéia de quenossos ancestrais faziam parte de tribos distribuídas a esmo pela floresta. "Entender como eram as sociedades antigas dá ao aluno a noção de identidade e cultura e faz com que ele reconheça que nossa história é bem anterior à ocupação européia", diz Ana Bergarnin, professora e autora de livros didáticos, de São Paulo (leia a seqüência didática no quadro da página 41). Nesse mesmo sentido, estudos na área de Paleontologia revelam que há 10 mil

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anos habitavam áreas de todo o país animais de grande porte, como a preguiça-gigante. Com eles conviviam antepassados humanos, como Luzia. A mulher, cuja face com traços africanos foi reconstituída há dez anos, por meio do crânio, passou a ocupar as páginas dos livros de História, mostrando que não somos descendentes apenas de asiáticos. A humanidade evoluiu e sobreviveu a mudanças geológicas, criou seu espaço e gerou riquezas culturais e ecológicas, como a biodiversidade de hoje. Assim como a pluralidade de plantas e a fértil terra preta da Amazônia não são obras divinas, o modo de vida dos ribeirinhos amazonenses não é uma invenção atual. Ambos são herança de uma ocupação humana milenar. Acreditase que diferentes partes da região, de Rondônia ao Pará, incluindo o baixo~

A pré-história do Brasil e do mundo

ANCESTRAIS Vive o homem de Toumai, a mais antiga espécie anterior à humana, encontrada no deserto do Chade, na Africa Central

DUAS PERNAS A espécie humana está desenvolvida. O Homo sapiens arcaico adquire posição ereta e usa as mãos para produzir ferramentas

Europa, Ásia e África

• Datação em A. P.(antes do presente)

FOGO Vive onde hoje é o Piaur, e lá acende fogueiras, o "homem de Pedra Furada'; o mais antigo das Américas

Brasil e América

CAÇA E FOGO Adaptado à natureza, o homem usa o fogo para espantar animais. Ê coletor e caçador e fabrica objetos de pedra lascada

ANIMAIS Nômades-dividem espaço com grandes animais. Onde hoje é Minas Gerais viveu a mulher chamada por estudiosos de Luzia

ARTE O homem domestica animais e desenvolve a agricultura. Também produz peças com preocupação estética, como a cerâmica


ERA GLACIAL·

O frio em áreas de glaciações leva o homem a se refugiar em cavernas e a usar o fogo para obter aquecimento e luz

METAIS A técnica da metalurgia com ferro e bronze é usada, por exemplo, para conter enchentes entre o povo mesopotâmico

ESCRITA A escrita surge na China, com símbolos pictóricos; no Egito, com os hieróglifos; e, na Mesopotâmia, em forma cuneiforme

SEDENTARISMO A agricultura se desenvolve, e os territórios são ocupados com obras como estradas e barragens

TECNOLOGIA Sociedades seminômades aprimoram técnicas de caça, pesca e moradia} como os

povos dos sambaquis

GLOBALlZAÇÃO Os europeus buscam novas terras. A esquadra de Colombo chega à América em 1492 e a de Cabral, ao Brasil em 1500

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• rio Negro, próximo a Manaus,já eram ocupadas 9 mil anos atrás. Esses povos sobreviviam da pesca, da coleta e da caça, provavelmente num contexto climático semelhante ao atual - uma vez que um reaquecimento global fez aumentar as chuvas e o nível dos rios, causando cheias há 18 mil anos. É possível que o processo de domesticação de inúmeras plantas hoje consumidas, como mandioca e pupunha, tenha sido iniciado pelos primeiros índios da região. Para chegar a essa conclusão sobre as formas antigas de cultivo, os estudiosos se baseiam também nas práticas atuais. As hortas presentes nos quintais das casas, por exemplo, já existiam ao redor das aldeias há cerca de mil anos. Para formá-Ias, os homens derrubavam somente matas secundárias, com árvores menores, já que dispunham apenas de machados de pedra,

e não de metal, para abrir clareiras. Outra importante contribuição do homem préhistórico é a terra preta, que não existia originalmente na Amazônia. Ela surgiu graças ao acúmulo contínuo de restos orgânicos há 4 mil anos.

Organização

social

Os rastros de aldeias sedentárias, formadas por centenas de pessoas, datam de 3 mil anos atrás. O tamanho e a duração dos sítios arqueológicos refletem mudanças nos padrões de ocupação do território, principalmente no que se refere à organização social. "É preciso desmitificar a idéia de que a Amazônia era uma coisa só",diz o arqueólogo Eduardo Góes Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP). Entre os anos 400 e 1300, 40 mil habitantes ocuparam quase toda a ilha de

A força feminina Vestígios de 2 mil anos atrás encontrados na Ilha de Marajó revelam sociedade de linhagem materna RITO DE PASSAGEM ....................................................................................................•

Jovens de famílias abastadas passavam por um ritual no início da adolescência. Para a cerimônia, tinham os corpos pintados e usavam uma tanga de cerâmica decorada com traços referentes aos genitais. Mulheres idosas ou casadas usavam tangas lisas

Marajó, morando em casas de chão batido construídas sobre palafitas de terra, que costumavam ser maiores nas famílias mais aba tadas. A constatação de que a figura da mulher era freqüentemente representada em divindades e peças como urnas funerárias leva os pesquisadores a crer que a sociedade tenha sido matrilinear, ou seja, de descendência materna. "Isso não impede que homens tenham sido chefes", diz Denise Pahl Schaan, presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira. Enquanto o homem pescava, a mulher cuidava da aldeia, da roça e da produção de cerâmica (veja o injográfico abaixo). Estudos demonstram que as peças mais adornadas, como tangas destinadas a adolescentes, foram produzidas por pessoas com maior poder 'econômico. "Elas foram encontradas somente em locais de cerimônias e moradias da elite",conta Denise,


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referência em pesquisa sobre Marajó. Nos séculos 16 e 17, europeus navegaram pelo rio Amazonas e descreveram aldeias com milhares de pessoas. Em várias delas, na Amazônia central, construíam-se montículos (espécie de palafita feita de terra preta e cacos de cerâmica), reproduzidos no infográfico abaixo. As depressões de relevo ali encontradas são indícios de que eles serviam tanto para proteger casas contra alagamentos como para demonstrar poder, já que ti-

nham tamanhos variados. "Acredita-seque havia mão-de-obra específica, com divisão de tarefas, a serviço de alguém", diz o arqueólogo Eduardo Neves, quepesquisa a região. Embora os sepultamentos não sejam comuns nos montículos, restos funerários de um deles remetem à existência de uma elite. "Havia chefes supremos, mas não reis nem Estados." A terra preta hoje se mistura a centenas de cacos de cerâmica cujas variadas técnicas de produção revelam a presença si-

multânea de diferentes culturas. "Isso pode comprovar também a ocorrência de conflitos entre aldeias, causados pela chegada de outros povos", diz Neves. Esta informação se relaciona à anterior: áreas ocupadas no século 9 guardam sinais de valas artificiais com estacas, aparentemente usadas para defesa. Embora instabilidades políticas tenham gerado episódios de ocupação e o abandono de assentamentos, foram os europeus que exterminaram os Índios em ataques e por.

Moradias nas alturas

EM MUTIRÃO

Elevações construfdas há 9 mil anos sinalizam como civilizações da Amazônia se adaptavam à natureza

.~.~~~~g!-!.~~ ..• ?~~~.~.~!?.~ formação das aldeias e a quantidade de pessoas envolvidas nas construções indicam que havia uma divisão de tarefas nítida nessa sociedade. Pessoas com maior poder assumiam posição de comando no trabalho, e a elas eram reservados os maiores montículos A

construções eram finalizadas em curto espaço de tempo. Umgrande número de homens se mobilizava na comunidade para levantar cada montículo. A terra utilizada na obra era retirada de uma área próxima e transportada em cestos de palha As

. l

~ ~ ~ ~

Montículos eram parte importante de celebrações na aldeia. Num deles foi encontrado um sepultamento coletivo com corpos cobertos pela estrutura de terra e cerâmica


Noções cartográficas ALDEIA MULTICÊNTRICA

Marcas de estradas de 1,l'mil anos atrás remetem a uma civilização bem organizada na região do Xingu

~~ºQI}.~.I.9 ..P..Q-º.~~º~º

Havia de oito a 12 aldeias em um conjunto de quase 30 mil quilômetros quadrados: uma ou duas principais, várias secundárias e de cinco a dez menores. Como numa confederação, cada grupo e cada aldeia tinham um líder com o mesmo poder dos demais

.

Chamadas de paliçadas, estas barreiras eram utilizadas para demarcar território e como defesa contra inimigos

~~!9..'.~!-:'.~!.~~!~X~~~ .... ; Em áreas ao lado das aldeias havia mosaicos de roças de mandioca, árvores frutíferas e vegetação secundária. As matas altas ficavam mais distantes, Como acreditavam ter parentesco com a floresta, os xinguanos desmatavam apenas o necessário para os assentamentos

.,

meio da escravidão

As estradas serviam de comunicação entre aldeias e conjuntos. Com até 50 metros de largura e, em média, 5 quilômetros de extensão, seguiam a direção dos pontos cardeais, sempre mantendo distâncias similares

e da transmissão

de doenças. Com isso, os sobreviventes foram para o interior. Em áreas próximas a rios densamente ocupadas na época hoje vivem caboclos que cultivam a terra dos sítios arqueológicos e pisam, diariamente, sobre as cerâmicas feitas pelos antepassados.

Sábias ocupações No alto Xingu, arqueólogos

e antropólo-

racterizava cartografia

pelo vasto conhecimento de e astronomia. "Assim como os

europeus desenvolveram tecnologías inovadoras utilizando o ferro e o bronze, os nativos americanos incorporaram a cosmologia, o estudo da origem e evolução do universo. Exatamente como no império inca de Cuzco, o maior das Américas",

seus ancestrais. Aldeias circulares, cercadas por valas artificiais e conectadas por estradas, formam uma estrutura que remete a uma civilização de 1,1 mil anos atrás.

afirma o pesquisador. Os índios do Xingu, porém, constituíram uma paisagem lateral+ contrária aos monumentos verticais

A aldeia atual, em forma de anel, foi um dia um conjunto de oito a 12 aldeias cerca de dez vezes maior, como mostra o infográfico acima. "Esse povo, formado

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uma nação, como os do atual Xingu, tinha noções sofisticadas de Matemática e Engenharia", explica o arqueólogo americano Michael Heckenberger, Essa antiga sociedade xinguana se ca-

gos contam com a ajuda dos índios kuikurus para mapear o espaço ocupado por

por grupos independentes MAI02008

A localização das aldeias era determinada pelo sol e também seguia os pontos cardeais. As entradas formais ficavam a leste e a oeste. As casas dos caciques, ao norte e ao sul. De pontos intermediários partiam estradas secundárias

integrados

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em

típicos das civilizações

clássicas - cercada

de muito verde. "Eles não desmatavam grandes áreas contíguas porque acreditavam ter parentesco com a floresta", conta Heckenberger. "Até hoje os kuikurus se dizem descendentes de árvores!' As áreas

abertas, enfim, eram exclusivas para os assentamentos e O cultivo de roças de mandioca e árvores frutíferas. Bem longe dali, entre 10 mil e mil anos (do tupi-guarani tameram erguidos por comunidades litorâneas também para demarcar território (confira o infográfico ao fado). Mas havia outras funções atrás, os sambaquis

pa, marisco, e ki, amontoado)

para essas pirâmides de areia e conchas. "Construídos em tempos diferentes por comunidades diversas, elas podiam servir de base para moradias ou cemitério", conta Flávio Calippo, arqueólogo subaquático do MAE-USP. No sambagui Jabuticabeira 2, de Jaguaruna, a 157 quilômetros de Florianópolis, há 40 mil corpos. "Pela localização e pela altura, os espaços também eram construídos para facilitar o controle do território e a obtenção de alimentos por meio da observação a distância",

explica Judith

Steinbach,"


Engenharia praieira Há 10 mil anos, nômades se fixaram à beira-mar, marcando sua cultura com edifícios de conchas

DIFERENTES

UTILIDADES

Cada comunidade construía seus sambaquis para atender a demandas específicas. Um monumento podia dobrar de tamanho rapidamente com o objetivo de demarcar o território. Cumprida essa função, continuava a subir até que servisse, por exemplo, de mirante à beira-mar


Quando os bichos dominavam Mamíferos gigantes ocuparam todo o país há 30 milhões de anos e foram extintos pelo calor

•................. '-"~~~.l:!-'9~:~-'.~.~~.!.~. Um dos maiores inamíferos americanos, a espécie Eremotherium rusconii chegava a pesar mais de 5 toneladas e a medir 6 metros de comprimento. Com garras potentes e sem inimigos naturais, só foi extinta após 300 mil anos

~º~~.~.?~..~.I.ç.~g?..~ Os habitantes mais antigos do Brasil, como Luzia, de 11,5 mil anos, conviveram por pelo menos 2 mil anos com animais de grande porte, em uma paisagem de cerrados, bem diferente da existente hoje

.,. do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville, também em Santa Catarina. Já foram encontrados aproximadamente mil no país, incluindo os fluviais, constituídos por acúmulos de moluscos terrestres, como no Vale do Ribeira, em São Paulo. "Outros podem estar encobertos por restingas ou submersos por causa de variações climáticas", afirma Calippo. Segundo o estudioso, oito sambaquis nessas condições estão sendo pesquisados na ilha do Cardoso, no litoral paulista. Espalhados sobre os monumentos, restos de animais marinhos indicam que os sambaquieiros dispunham de embarcações e variados artefatos de pesca. E ossos de tó-

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rax avantajados comprovam a existência de ótimos nadadores nesse povo. Com a escassezde comida, erguiam-se novos sambaquis em outras áreas (ou ocupava-se um abandonado). Provavelmente a cultura dos tampakis foi suplantada pelos próprios tupis-guaranis, que introduziram a horticultura na região. Terra de gigantes • Há 11 mil anos, em áreas formadas por vastos cerrados e sob um clima frio e seco, os Primeiros grupos de homens do país tiveram o privilégio (ou não) de conviver com animais de grande porte hoje extintos, como a preguiça-gigante. Surgido na

América do Sul há 30 milhões de anos e pertencente à família dos tatus e dos tamanduás, o animal evoluiu em mais de 500 tipos e ocupou todo o continente americano (saiba mais no infográfico acima). Em 1996, depois de 160 anos de estudos, pôde-se enfim montar um esqueleto completo da preguiça-gigante graças à ossada encontrada na Chapada Diamantina, na Bahia. No local havia também ossos de tigres-dentes-de-sabre e mastodontes. O achado possibilitou conhecer a anatomia do maior exemplar de nossa megafauna, reconstituir seus músculos e, assim, obter informações sobre sua forma de locomoção. Diferentemente das preguiças


-------------r-----------------------------.

atuais, comuns na Amazônia, as gigantes dificilmente subiam em árvores, já que tinham de 3 a 6 metros de comprimento e chegavam a pesar 5 toneladas. O aquecimento geológico ocorrido há 10 mil anos foi fatal para o mamífero (e todos os gigantes) e fez com que apenas as preguiças arborícolas se salvassem, refugiando-se nas florestas tropicais. Por' isso, está descartada a hipótese de que a megafauna tenha sido extinta por grupos humanos, que não dispunham de tecnologia para isso. "Eles foram os únicos a testemunhar a realidade do que hoje se apresenta em osMAIS NO SITE sos disperses'; diz Trecho do filme O Brasil da Pré-história - O o palentólogo Mistério do Poço Azul Cástor Cartelle no com a reconstituição da preguiça-gigante. filme O Brasil da www.novaescola.org.br Pre-histôria - O Mistério do Poço Azul, já exibido na Europa. Isso não quer dizer, porém, que eles não caçassem animais grandes - farta fonte de alimento. Essasmudanças no cenário e nas formas de ocupação das terras do pais evidenciam uma pré-história diferente do que apontam os europeus - para quem as civilizações surgiram apenas depois da escrita. Resultado de anos de estudo, elas merecem ser levadas à sala de.aula e compartilhadas com seus alunos. . G1 QUER SABER MAIS? BIBLIOGRAFIA Arqueologia da Amazônia, Eduardo G6es Neves, 88 páqs., Ed. Jorge Zahar, . tel. (21) 2108-0808,22 reais Arte Rupestre na Amazônia, Edithe Pereira, 245 págs., Ed. Unesp, tel. (11) 3242-7171, 170 reais Brasil Rupestre, Marcos Jorge, André Prous e Loredana Ribeiro, 272 págs., Ed. Zencrane Filmes, tel. (41) 3023-3289, 150 reais O Povo de Luzia, Walter Alves Neves e Luís Beethoven Pilo, 336 págs., Ed. Globo, te!. (11) 6725-8867, 32 reais

INTERNET Conheça a cultura marajoara em www.marajoara.com No site Arqueologia Brasileira, www.itaucultural.org.br/arqueologia/ há informações sobre alguns dos principais sítios do país.

r-----------------------------------------------------, I

Seqüência didática

O começo de tudo

I I I

I I

: OBJETIVOS

: : : : : : : : :

• Conhecer sociedades que viviam aqui antes de 1500. • Entender as re!ações sociais e políticas de comunidades que habitavam a Amazônia central, a ilha de Marajó, o alto Xingu e os sambaquis litorâneos. • Valorizar as tecnologias e os modos de vida desses povos.

I I

extinguiu devem ser mencionados. Monte um quadro com os seguintes itens: região geográfica, alimentação, moradia, objetos, rituais, hierarquia. Os grupos devem preencher os tópicos com informações da sociedade estudada e comparar o levantamento feito na aula anterior com a pesquisa. Orierite os grupos e peça que preparem uma apresentação com cartazes.

: CONTEÚDOS

: • Sociedades pré-históricas do Brasil. : • Relações sociais e políticas. : • Tecnologias e modos de vida. I I

: ANOS 5° e 6°. I I

: TEMPO ESTIMADO

Três aulas.

I I

: MATERIAL NECESSÁRIO

: Mapa do Brasil, sites (Arqueologia : Brasileira) e livros (Arqueologia da : Amazônia e Brasil Rupestre) com texto : e imagens sobre sociedades antigas. I I

: DESENVOLVIMENTO : .1a ETAPA

: : : : : I

I I I I

Leia com a classe textos sobre Arqueologia e sociedades préhistóricas do Brasil. Mostre imagens de objetos de pedra, ossos e cerâmica utilizados por elas e pergunte como eram feitos e usados. Diga que o arqueólogo encontra peças como essas e define seu tempo de existência. Pergunte sobre a provável idade do material mostrado e peça um relato sobre o que foi aprendido. .2a

ETAPA

Divida a turma em grupos de seis e t peça que cada um pesquise sobre I I um dos povos propostos e os I I artefatos que produzia. A idade da I I sociedade, onde ficava e como se

.3a

ETAPA

Na hora do seminário, pendure um mapa do Brasil no quadro para os grupos localizarem a região habitada pela civilização a ser descrita. Cada aluno do grupo deve abordar um item do relatório feito. Durante as falas, pergunte se terrenos, matas, rios e praias eram como agora, o que pode ter mudado e por quê. Fale sobre a diversidade das populações atuais e que influências receberam das antigas. Proponha que todos anotem as informações sobre os povos apresentados pelos colegas num quadro igual ao já trabalhado. Elas facilitam examinar a diversidade dos povos. Peça que cada aluno escreva por que registrou as informações, como imaginava os antigos povos e o que descobriu. Como lição de casa, eles devem comparar sua pesquisa com a de outra sociedade e fazer um relatório. AVALIAÇÃO

Avalie 05 textos dos grupos e observe que categorias de comparação foram utilizadas, assim como semelhanças e diferenças elencadas. CONSULTORIA Lorenzetto,

Adriana

professora

Fiorito de H istória da

Escola da Vila, em São Paulo.

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O Brasil antes do Brasil - Nova Escola  

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