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Os Eg�pcios

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Tradu��o Clarisse Tavares Adapta��o Maria Luisa Garoi�a Editor Verity Weston Diagrama��o Sarah Tyzack Ilutradores Peter Connoly, Ron Hayward Associates, Angus McBride/Faulkner, Marks, Peter North, Tony Payne e Peter Thornley Consultores Harry Strongman, catedr�tico de Hist�ria do Berkshire College of Education, e Dr. I. E. S. Edwards, ex-diretor da se��o de Antiguidades Eg�pcias do Museu Brit�nico Fotografias Sarah Tyzack: 19 (embaixo), 28, 39, 41 (embaixo)

-

Holford: 26, 48 - Roger Wood: 8, 11, 31, 47 (em cima), 54, 55 Verity Weston: 37, 41 (em cima) 46

-

Michel

- F. L. Kenett/George Rainbird: 22 - William Macquitty: 47 (embaixo)

-

Lenhert 18

& Landrock: Museu

19 (em cima),

45

-

Museu Ashmoleano:

36 -

-

Spectrum:

Museu de Glasgow:

-

Brit�nico:

34

Esta edi��o brasileira n�o pode ser vendida em Portugal T�tulo do original em l�ngua inglesa: THE EGYPTIANS @ 1975 by Macdonald & Co. (Publishers) Ltd., Londres Todos os direitos reservados Comp. Melhoramentos de S�o Paulo, Ind�strias de Papel Caixa Postal 8120, S�o Paulo AIClldJllln11l1 ,H I \~II]'lIJllldll!

Tels.: 0800 - 115306 - DDG (Brasil) (011) 872-6670 - S�o Paulo EDI��O: 20 19 18 17 16 15 ANO: 2000 99 98 97 96 95 94 Nx-ll ISBN 85-06-00761-5 Impressu n.. Era<1I.

� = S ~, DO PINHEIRO AO LIVRO, UMA REAlIZA�AO

'tBfTm~ MElHORAMENTO~


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OS EGIPCIOS Anne Millard

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6~ MELHORAMEnTOS

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Os Eg�pcios o Egito n�o foi apenas a primeira das grandes civiliza��es do mundo. Sobreviveu, relativamente inalterada, durante mais

tempo do que quaisquer outras. . Os eg�pcios criaram um sistema de vida perfeitamente adaptado ao seu meio ambiente. Desenvolveram um conjunto de id�ias e de cren�as capazes de satisfaz�-Ios durante mais de 3.000 anos. Hoje em dia, nos museus de todo mundo, olhamos com um pouco de inveja as suas est�tuas que fitam a eternidade com t�o serena confian�a. Existem poucas cidades eg�pcias antigas ainda por escavar. Muitas delas encontram-se profundamente sepultadas sob as cidades modernas. As restantes entraram em decad�ncia e os tijolos de que foram constru�das misturaram-se h� muito com a lama do Nilo de que haviam sido fabricados. S� muito raramente, como em TeU el Amarna, se encontra um local pr�prio para escava��es. � lament�vel, efetivamente, mas h� muita coisa que compensa essa falta. Existem os enormes templos e pir�mides de pedra, t�o impressionantes no seu formato e grandeza que fot�grafo algum lhes poder� fazer justi�a. Existem os t�mulos, cujas paredes se encontram de,... coradas com cenas do dia-a-dia t�o expressivas que quase 1-'" esperamos v�-Ias entrar em movimento. Cada metro de terra do Egito era necess�rio �s culturas, por isso os funerais se realizavam no deserto ou nos rochedos. Os eg�pcios colocavam nos seus t�mulos tudo aquilo de que poderiam necessitar no outro mundo. Em virtude da secura do seu clima, esses objetos conservaram-se. Ainda hoje podemos apreciar os seus utens�lios pessoais. Al�m disso, decifrados os hier�glifos, podemos ouvir o eco das vozes dos eg�pcios que nos falam atrav�s dos seus livros, cartas e inscri��es. Vale a pena escut�-Ias. 6 - --...


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Indica 8 "O Egito � uma d�diva do Nilo" "Salve, � Nilo" 38 40 Os artes�os eg�pcios Constru��o de pir�mides e templos

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Embarca��es do Nilo

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O ano ---- do agricultor Cozinha, comida e bebida As casas dos camponeses e trabalhadores A casa de campo de um nobre

---

As casas dos deuses M�mias e ritos funer�rios

---

Os t�mulos escavados na rocha

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A vida depois da morte A Hist�ria do Egito (1)

O interior da casa

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Vestu�rio, cosm�ticos e j�ias

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-

---

Os jogos e divertimentos Descendentes dos deuses

A Hist�ria do Egito (2) Eg�pcios famosos O antigo Egito I 1

---

-- - -

A vida de um fara� Soldados, armas e guerra

- - - -Os comerciantes e os seus neg�cios --- - - Os escribas e os rolos de papiro -..... -, ar---~

58 A hist�ria do mundo de 3500 a. C. a 1 d. C. 60

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Gloss�rio e �ndice.

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Egito � uma d�diva do Nilo� L-Terra f4rtl(

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Sa!!llYe~desertoedregoso p r Vegeta��o ct'es�rtlca

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Floresta tropical �mida

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As palavras acima foram escritas h� cerca de 2.300 anos pelo grande historiador grego Her�doto, no seu famoso livro sobre o Egito. Continuam a ser t�o verdadeiras hoje como o eram naquela �poca. Para compreendermos a hist�ria do Egito, devemos compreender primeiro o seu rio. O rio Nilo era, outrora, muito mais largo do que � agora e corria atrav�s de uma vasta plan�cie. Ao longo dos s�culos, a largura do rio foi diminuindo, e o seu leito foi se tornando cada vez mais profundo. Em certos locais, escavou at� mesmo a rocha, deixando atr�s de si rochedos �ngremes onde nada poderia crescer. Noutros pontos, p�s a descoberto extens�es planas e f�rteis, prontas para a cultura. ..

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P�ntano

Lago Vit�ria

t~ ... O Nilo resulta da uni�o do Nilo Branco, que nasce nos lagos da �frica Central, com o Nllo Azul, que vem das montanhas da Eti�pia. Sem o Nilo, o Egito seria um deserto, tal como o resto do Saara. Cai muito pouca chuva 'e a pluviosidade verifica-se, na sua maioria, na zona norte do pa�s e apenas durante os meses de inverno.

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o vale que se formou nunca teve mais do que alguns quil�metros de largura, mesmo no seu ponto mais largo. Por isso, cada metro de terra era precioso e tinha que ser cuidaaosamente utilizado. O rio apenas se divide ao norte do Cairo, procurando sa�da para o mar atrav�s de in�meros canais. Forma, deste modo, uma �rea triangular de boa terra cultiv�vel, a que se denominou o Delta. Uma vez por ano, as neves em fus�o e as fortes chuvaradas das montanhas da Eti�pia provocam uma forte torrente de �gua e lama que se precipita pelo Nilo Azul at� o Nilo. Antes da constru��o das modernas barragens, toda essa �gua fazia com que o Nilo transbordasse. Toda a terra ficava inundada at� o mar Mediterr�neo. A isso se chamava a inunda��o. Quando esta baixava, deixava a terra coberta por uma nova camada de solo negro e rico que era �timo para as culturas.

A inunda��o Deserto \

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.. Todos os anos, a inunda��o cobria as terras de ambos os lados do rio. Mas a quantidade de �gua nunca era igual. Umas vezes inundava as casas, e os homens e os animais podiam morrer afogados. Noutras, as culturas poderiam morrer e haveria fome at� a inunda��o seguinte. "

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representa Hapi, o deus do Nilo. Fornecia �gua para beber e para as culturas; peixes e aves aqu�ticas para comer; e os canaviais que serviam para in�meros fins. 9


�Salve, � Nilo, que sais da terra

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Os nobres ca�avam aves aqu�ticas, por esporte, atirando-Ihes paus para as fazer cair e usavam um gato amestrado para ir busc�-Ias.

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As palavras acima constituem a primeira linha de um hino a Hapi, o deus do Nilo. Fala das in�meras d�divas feitas pelo deus � humanidade. Deve ter sido muito popular, pois existem diversos exemplares. Na sua maioria, foram escritos por criaQ.�as.Por vezes encontram-se erros de ortografia. Os peixes que viviam no Nilo e as aves que habitavam os canaviais ao longo das suas margens constitu�am alimentos preciosos. Os pescadores trabalhavam em grupos, com suas enormes redes, mas os nobres pescavam apenas por esporte, utilizando uma lan�a. Navegavam em pequenas e fr�geis embarca��es feitas de feixes de papiro atados. Cenas pintadas nos t�mulos mostram-nos como os passarinheiros escondiam as redes entre os canaviais, atraindo os p�ssaros imprudentes com iscas. Depois de terem atra�do um n�mero suficiente de p�ssaros, os homens puxavam as cordas e a rede encerrava as aves.

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.. Os caules de papiro eram utilizados para fazer esteiras, cestos, mobili�rio, sand�lias, papel, barcos e tetos de casas.

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A paleta do rei Narmer Os primeiros colonos necessitavam de grande coragem para penetrar no Vale do Nilo, com os seus p�ntanos e animais perigosos. Os seus descendentes foram descobrindo novos modos de vida. Para conseguirem viver, tiveram que aprender a irrigar as terras, armazenando as �guas do Nilo num sistema de canais. Para isso, tinham de trabalhar juntos e necessitavam de chefes fortes e inteligentes. Aos poucos, suas pequenas col�nias uniram-se atrav�s de alian�as ou conquistas. A paleta de cerimoniais que aqui se mostra, utilizada para misturar a tinta para pintar os olhos, pertencia a Narmer. Pensa-se que foi ele quem uniu o Egito. Ap�s a unifica��o, as cidades desenvolveram-se, mas os homens continuaram a ser agricultores na sua maioria. 11 -~c c'~;:.;::.:--

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Os pescadores trabalhavam em grupos. Lan�avam enormes redes � �gua, pescando a bordo dos seus pequenos barcos ou na margem do rio.

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Embarca��es do Nilo A �rea cultivada e habitada do Egito � longa e muito estreita, e o Nilo a percorre toda. Por isso, nos tempos em que n�o existiam estradas de ferro nem autom�veis, o meio mais f�cil e mais r�pido de viajar e transportar cargas pesadas era atrav�s de embarca��es de diversos tamanhos. Quando se tomava necess�rio efetuar uma viagem, os eg�pcios pensavam imediatamente em barcos. At� acreditavam que o deus do sol, Ra, navegava atrav�s do c��~-todos os dias, num barco do ~. Os arqueologistas encontraram uma embarca��o na sepultura de um rei, para que ele a pudesse usar no outro mundo.

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o Nilo corre de sul para norte. mas o vento sopra. geralmente, no Egito, de norte para sul. Portanto, um viajante que navegasse para norte, teria a corrente a seu favor. Isto facilitava o emprego dos remos, quase n�o precisaria servir-se das velas. Na viagem de regresso. o vento ajud�-Io-ia, de modo que podena utilIzar as velas. Mas, se o vento parasse, ver-se-ia em dIfIculdades para remar contra a corrente. Os barcos eram dirigidos por meio de remos especiais � proa. Os tamanhos das embarca��es iam desde os pequenos barcos de junco at� os grandes barcos mercantes e de guerra. As barca�as elegantes fabricadas para o rei, e para os nobres, ou para transportar est�tuas de deuses, eram pintadas com cores alegres e enfeitadas com ouro. Tinham confort�veis cabinas e velas de cores berrantes.

Transporte de um obelisco das pedreiras de granito do Sul do Egito, a bordo de um barco. A barca�a em segundo plano � t�o grande que tem de ser rebocada por in�meros barcos pequenos. Alguns dos barcos de pequeno porte destinavam-se apenas ao uso fluvial e eram feitos de papiro. Os outros especialmente barcos destinados ao mar, eram feitos de madeira. N�o cresciam �rvores grandes no Egito, e assim a madeira

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tinha de ser imDortada.

usualmente do L�bano. (ferJlC/lA

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... 1. Todos os anos, durante o m�s de julho, o n�vel das �guas do Nilo come�ava a subir. Era o prin.c�pio da inunda��o. . 2. Enquanto a terra estava inundada, os agricultores pouco tinham a fazer, por isso muitos trabalhavam para o fara�, em constru��es.

... 3. Em novembro, a �gua j� tinha baixado. Os camponeses atiravam.se ao trabalho. O solo compacto era cavado para a semeadura.

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6. Enquanto o trigo crescia, chegavam os cobradores de impostos. Usavam cordas de medi��o para determinar o imposto de cada campon�s.

... 7. Em fins de mar�o, fazia-se a colheita, ceifada com foices de l�minas de pedra. Os burros transportavam o cereal para o celeiro.

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... 4. Os campos eram ent�o arados, os sulcos abertos. As sementes lan�adas � terra onde os animais as enterravam, pisando, no solo rico e �mido.

. 5. A �gua penetrava, pouco a pouco, nos canais de irriga��o. Era sempre necess�rio arrancar as ervas daninhas, � medida que as culturas iam crescendo.

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gado passava sobre o trigo para libertar o gr�o da casca. As mulheres atiravam o gr�o ao ar para separar as cascas.

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armazenado. Nessa altura, come�ava a fazer muito calor e os camponeses recome�avam a esperar pela inunda��o. . 15


Cozinha, comida e bebida o p�o e a cerveia constitu�am elementos b�sicos da alimenta��o eg�pci~. Para fazer p�o, a dona-de-casa ia buscar trigo ao celeiro e mo�a-o entre duas pedras para o transformar em farinha. Era um trabalho muito duro. Depois, misturava a farinha com �gua e fazia p�es de muitos formatos e tamanhos. Algumas vezes, adicionava-Ihes um tempero, como o alho. Se a dona-de-casa desejava fazer cerveja, cozia os seus p�es muito levemente. Depois esmigalhava-os, misturava-os com I �gua e deixava fermentar a mistura que se transformava em - -r cerveja.A mistura tinha que ser coada, antes de poder ser bebida. Os eg�pcios criavam gado. carneiros e cabras, e gostavam de comer a sua carne~ Toda a gente comia muitos vegetais, .~ -'.~J especialmente alho-porro, feij�o, rabanetes, pepinos e alfaces. Os eg�pcios tamb�m faziam queijo. N�o existia a��car no As mulheres eg�pcias mundo antigo, de modo que utilizavam mel para ado�ar os cozinhavam ao ar livre. Os cientistas analisaram p�es alimentos. Cozinhava-se sobre fogueiras, assim a carne tinha antigos onde descobriram terra. que ser assada em espetos ou estufada em panelas. O p�o Deve ter sido atirada pelo era cozido em recipientes de cer�mica colocados em volta vento, enquanto os p�es estavam sendo amasados. do fogo. I

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Esta gravura mostra dois homens servindo-se de macacos amestrados para os ajudarem a apanhar figos. Al�m de figos, os eg�pcios apreciavam rom�s, t�maras e uvas.

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.. Esta gravura de um

t�mulo eg�pcio mostra.nos homens colhendo uvas para fazer vinho.

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Os eg�pcios acreditavam que os-mortos necessitavam tanto de alimentos como os vivos, de modo que os colocavam nos seus tumulos!.., jra�as ao clima, alguns l desses alimentos chegaram at� n�s't . Este modelo encontrado num t�mulo mostra.nos um a�ougueiro desempe~hando suas fun��es. A carne era um dos pratos favoritos. Criavam carneiros, patos, gansos e pombos, e apanhavam peixes, gazelas e aves.

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... Esta reconstitui��o de uma casa de tamanho m�dio, de um campon�s, � feita com base em modelos de cer�mica fam�lia passava grande parte do tempo no telhado para tomar ar fresco e escapar ao calor sufocante que fazia embaixo.

chamados li casas das almas". A

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. As casas tinham que ser constru�das num local elevado para n�o serem atingidas pelas inunda��es.

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Casas de juncos, barro e madeira As casas mais pequenas e mais pobres dos eg�pcios eram \.~I ~vavelmente feitas de juncos, madeira e barro. Possivelmente possu�am apenas uma divis�o e n�o eram muito confort�veis. Mas forneciam abrigo nas noites frias e protegiamnos das tempestades de areia. Todas as outras casas, at� mesmo os pal�cios, eram feitas de tijolos de barro. Os traba...A"cegonha" tamb�m era lhadores misturavam a lama rica e pegajosa do Nilo com conhecida no Egito antigo. Era I~ areia, ou cortavam palha em peda�os para obterem a consi�- utilizada para elevar a �gua de tencIa necess�r~. Geralmente colocavam os ingredientes um n�vel para outro. numa cova e misturavam-nos, pisando-os. O barro era ent�o colocado em moldes retangulares e secava sob o sol forte. As colunas e os telhados eram de madeira, mas as bases das ~ colunas, as soleiras e as ombreiras das portas poderiam ser de pedra. Nas casa maiores, as paredes eram estucadas e -' '.,., :;"..~ pintadas de cores vivas. As janelas eram pequenas e situadas perto do teto, mas a luz do sol era t�o forte, que entrava ]

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claridade suficiente.

As casas dos trabalhadores de TeU el Amama As casas dos trabalhadores de TeU el Amarna n�o tinham r jardins, mas possu�am as mesmas divis�es b�sicas das casas r grandes. A sala exterior abria para a rua. Era nela que entravam os visitantes e a� trabalhava o dono da casa, se fosse artes�o. A sala central era a zona de conv�vio principal, para onde se levavam e se recebiam os amigos. Na parte de tr�s havia um pequeno quarto de dormir, uma cozinha e uma escada para o telhado. As mulheres e as crian�as passavam a maior parte ...O antigo m�todo do tempo no telhado, onde era mais fresco. Um pequeno tijodos de barro era de fazer t�o quiosque ou uma cobertura protegiam-nas do sol. Cozinhava- satisfat�rio que continua a ser utilizado hoje em dia. ?S se fora de casa para reduzir o perigo de inc�ndio.

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A casa de campo de um nobre .. Reconstitui��o art�sticaTell el de uma casa de campo em Amarna 18 17

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Nas cidades, o espa�o era pequeno. Por isso, as casas eram 1. Casa do guarda. altas, estreitas e muito juntas. Algumas tinham tr�s ou quatro andares. Mas no campo, onde havia muito espa�o, os 2. Capela familiar. eg�pcios ricos constru�am casas de campo grandes e bonitas, com jardins frondosos. Erguiam altos muros em volta delas 3. Entrada principal. para que as pessoas n�o pudessem ver o interior. 4. Entrada da casa. 15

5. Sala de recep��o. As casas tinham tr�s divis�es principais. A. parte da frente continha as salas onde se realizavam os neg�cios e onde os visitantes eram recebidos. 6. A sala central. Aqui ficava o segundo grupo de salas, onde a fam�lia recebia os amigos. A sala central era mais alta do que todas as salas em volta e tinha janelas muito em cima. 7. Os silos dos cereais. Todas as casas armazenavam os cereais, dos quais faziam p�o e cerveja. 8. Um dos quartos. Encontra-se situado na terceira divis�o da casa, nos aposentos privados da fam�lia. 12 9. Balne�rios, com lajes de pedra forrando as paredes e o ch�o, e com um lavat�rio. 10. Casa dos carros. t 11. Est�bulos. 12. Cozinhas. 13. Quartos dos criados e despejo. 14. Currais. ~

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15. Sala particular da fam�lia. 16. Uma das muitas salas de armazenamento. 17. Uma das salas do andar superior. 18. Po�o. 19. Jardins. 10 ~

20. Lago do jardim. 21

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o interiorda casa Os interiores das casas dos camponeses eram simples, com pouqu�ssima mob�lia. Mas as casas das pessoas mais ricas eram com freq��ncia belamente decoradas e mobiliadas. As pessoas ricas possu�am camas, mesas, cadeiras, bancos e arm�rios de madeira, de todos os formatos e tamanhos. Os assentos das cadeiras e dos bancos eram freq�entemente feitos de couro ou de palhinha. A mob�lia de luxo era feita de madeiras, tais como �bano e cedro. As pessoas comiam com os dedos. A maior parte delas usava travessas, pratos e x�caras de cer�mica. Algumas possu�am recipientes feitos de um material azul-vidrado, chamado faian�a. Contudo, nos t�mulos de alguns membros da fam�lia real encontraram-se utens�lios de ouro e prata. '~,

Os eg�pcios gostavam de festas. Num banquete oferecido por um homem rico havia sempre muitas comidas e bebidas. A sala era decorada com flores e colocavam-se pequenos cones de perfume t

sobre as cabe�as'dos

convidados. Havia dan�arinos, acrobatas, cantores e m�sicos para divertir os convidados.

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.. O magnificente trono de Tutanc�mon. ~ revestido em ouro com incrusta��es em prata e pedras semipreciosas.

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Vestu�rio,cosm�ticos e j�ias :Utens�lios de beleza

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Todo o vestu�rio dos eg�pcios era feito de linho. As pe�as b�sicas eram constitu�das por um saiote para os homens e um vestido reto, com duas al�as largas, para as mulheres. As pessoas ricas usavam, naturalmente, trajes mais requintados. I U w No Imp�rio Antigo, por exemplo, um nobre usava um saiote �sp�tula para pregueado e . sua mulher ' um vestido bordado com contas. . . pintar os olhos M d d d 1 Colher aracosm�ticos p Ultas as pmturas os tumu os mostram as pessoas vesti as ,

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das perucas. Ambos os sexos aplicavam cosm�ticos. Os artigos mais importantes de um estojo de cosm�ticos eram os �leos utilizados para impedir que a pele secasse sob o sol ardente. O kohol e os perfumes tamb�m tinham grande import�ncia. 24


J�ias

A um ornamento trabalhado, preso por uma fileira de contas, chama-se peitoral.

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.. Estes belos peitorais pertenceram ao rei Tutanc�mon e foram encontrados no seu t�mulo.

Este bracelete de ouro de Tutanc�mon est� ornamentado com um escaravelho.

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No Imp�rio Novo, os trajes tornaram-se muito mais requintados. Tanto homens como mulheres usavam vestidos de linho drapeado e pregueado. O Egito possui um clima muito ameno, de modo que as capas quentes apenas eram necess�rias durante um curto per�odo, no inverno, e mesmo nessa altura, principalmente ao norte. No ver�o, a maioria das crian�as e dos adultos que se entregavam a trabalhos pesados n�o se preocupavam sequer em vestir quaisquer roupas. Toda a gente, fosse qual fosse a sua idade ou sexo, usava imensas j�ias. Traziam tiaras na cabe�a, brincos, colares de in�meros tipos, an�is, braceletes e pulseiras para os tornozelos. Os materiais dessas j�ias iam desde o ouro, prata e pedras semipreciosas, at� as contas de vidro, conchas. e seixos polidos de cores bonitas. 25

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Jogos e divertimentos

Os eg�pcios apreciavam os jogos de per�cia ou de sorte. As suas regras perderam-se, mas, provavelmente, eram semelhantes �s de jogos como o do xadrez, das damas e do ludo.

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Esta mesa de jogo pertenceu a Tutanc�mon. Foi colocada no seu t�mulo para que pudesse jogar no outro mundp. " 1i

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As pessoas t�m tend�ncia a pensar que os eg�pcios eram tristes e solenes por passarem tanto tempo preparando-se para a morte. Isso n�o � verdade. Tinham, � claro, o seu lado s�rio, mas amavam tanto a vida que desejavam que a do outro mundo fosse parecida com esta. Existiam muitos jogos de azar para divertir as pessoas. Mas os jovens nobres, cheios de energia, preferiam sair nos seus carros para as ca�adas ou ir ao rio pescar, apanhar aves ou ca�ar hipop�tamos e crocodilos. A luta e a nata��o eram esportes populares. Existia um outro esporte que se assemelhava � esgrima, embora os homens usassem varas. Os barqueiros costumavam formar equipes e fazer competi��es no rio. Iam armados com paus a fim de atirarem os seus advers�rios � �gua! Sobreviveram, nas areias secas do Egito, alguns brinquedos infantis. As bonecas e as bolas de couro parece terem sido os mais populares. As pinturas dos t�mulos tamb�m mostram as crian�as dan�ando, disputando jogos de equipes e saltando o eixo-badeixo. N�o existiam teatros, mas as prociss�es reli- ... Estes dois jovens foram gio~as e as paradas militares proporcionavam aos eg�pcios a pintados num t�mulo de Tebas. Regressam de um dia esportivo oportunidade de assistir a espet�culos grandiosos. no rio.

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'-~ ....... As crian�as eg�pcias gostavam de brinquedos que representassem animais. Este le�o fecha a boca, quando se puxa o cordel.

de madeira sobre rodas foi o brinquedo favorito de uma crian�a. 27

... Este cavalinho


Descendentes dos deuses o t�tulo de fara� resulta de duas antigas palavras eg�pcias: "per aa", que significam "a Casa Grande", ou seja, o pal�cio. Acreditava-se que os reis do Egito descendiam dos deuses, por isso era falta de respeito algu�m falar diretamente de algo feito pelo rei. Em vez disso, dizia-se "a Casa Grande fez isto".

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No passado distante, o Egito era formado por dois reinos. Estes foram unidos por um rei chamado Men�s, mas a recorda��o dos dois reinos subsistiu sempre no t�tulo "Rei do Alto e do Baixo Egito". Os reis eram coroados com as coroas do Alto e do Baixo Egito. Constitu�a dever do rei conservar os dois territ�rios unidos, servindo os deuses e governando segundo as suas leis. Para o auxiliar nesta imensa tarefa, o rei dispunha de um ex�rcito de ministros, funcion�rios e escribas. O chefe dos ministros era o Vizir.

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de Memnon na margem ocidental do NUo, em Tebas. Estas enormes est�tuas s�o tudo o que resta atualmente do maravilhoso templo erguido pelo rei Amenhotepe 111.

.. Os Colossos

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A vida de um fara�

... Naquele tempo muitas crian�as morriam. Tornava-se necess�rio, portanto, que todos os jovens pr�ncipes fossem cuidadosamente treinados para o caso de virem a ser reis, em lugar do herdeiro escolhido. ... Os fara�s tinham uma s� rainha, mas diversas esposas menos importantes. O filho da rainha era o herdeiro oficial. Casava-se com a irm�, porque era descendente dos deuses e ningu�m mais era digno para tornar-se sua rainha.

... Era dever do rei ocupar-se do bem-estar dos seus s�ditos, segundo a vontade dos deuses. Um dos seus importantes deveres era tratar do sistema de irriga��o. Vemo-Io vigiando a abertura de um novo canal.

... Al�m de ser legislador, administrador e sacerdote, o fara� devia ser tamb�m um h�bil guerreiro. Tinha o dever de proteger seu povo contra os inimigos e de defender as fronteiras do reino.

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. H�rus,o deus do c�u, gostava de se apresentar sob a forma de falc�o. Ei.lo,protegendo o jovem pr�ncipe que seria Rams�s 11.

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.. Quando o rei se sentava no trono, com os seus paramentos, dizia.se que o esp�rito de H�rus entrava nele. O rei tornava.se ent�o divino. Era o elo entre os homens e os deuses, e a sua palavra tinha de ser obedecida.

Ao mot:rer, o fara� era sepultado num t�mulo majestoso. As pinturas nele feitas mostravam o rei sendo recebido no reino de Os�ris, o deus da morte. Ent�o, o fara� tornava.se um deus e vivia para sempre. 31

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Soldados, armas e guerra

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'.~ Napata Os fara�s guerreiros do Imp�rio Novo alargaram o imp�rio e a influ�ncia do Egito. A hegemonia eg�pcia estendeu-se ent�o desde o rio Eufrates, ao norte, at� a Quarta Catarata do Nilo, ao sul.

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arcos e flechas, machados, lI!a~s, espadas, pun~ais e clmltarras curvas, alem de longas lan�as e escudos. 32

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A princ�pio, o ex�rcito eg�pcio era pequeno. A sua fun��o era manter afastados os bandos de n�mades e proteger as expedi��es mineiras e comerciais. Mais tarde, o ex�rcito aumen~ tou, porque os eg�pcios conquistaram a N�bia para conseguir \ um com�rcio mais vasto. Ent�o, o Egito foi invadido por um \.. Punhais povo conhecido por hicsos. Os eg�pcios ficaram t�o furiosos e humilhados com esta invas�o que os expulsaram. Depois, resolveram tamb�m conquistar terras al�m de sua fronteira Os soldadoseg�pciosusavam oriental para que esse povo nunca mais amea�asse a na��o.

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Muitos outros povos tamb�m estavam interessados em governar esses territ�rios ' de modo que os e g�pcios tiveram conseq�entemente que se retirar.


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Os egfpclos construfram fortalezas na N�bla t�o fortes como qualquer castelo da Europa medieval.

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L-~ A princ�pio, todos os soldadoseg�pcioscombatiam a p�. Mas os hicsos trouxeram consigo para o Egito uma nova arma revolucion�ria: o cavalo e o carro de combate. Por isso, os eg�pcios aprenderam a dominar os cavalos e a lutar dentro de carros. Alguns t�mulos cont�m pinturas de tropas eg�pcias atacando as pra�as fortes inimigas. Atrav�s delas verificamos que o ex�rcito utilizava escadas e ar�etes. No Imp�rio Novo, os oficiais do ex�rcito tomavam-se freq�entemente ricos e poderosos. Mas um escriba chamado Khety avisav~ os soldados de que poderiam ser mortos ou gravemente feridos. Se isso n�o sucedesse, as suas despesas com cavalos, carros e escravos seriam t�o grandes que acabariam seus dias pedindo esmola! Um nobre do Reino M�dio colocou estes modelos dos seus soldados dentro do t�mulo. Depois da conquista da N�bia, muitos soldados tinham que servir nesse territ�rio. Nos primeiros tempos, os soldados n�o usavam armadura. Mais tarde, come�aram a usar prote��es de couro cobertas com escamas met�licas.

33


Os comerciantes , . e os seus negoclos Os eg�pcios n�o tinham dinheiro como o conhecemos hoje. O com�rcio era feito � base de interc�mbio, ou seja, pela troca de mercadorias de igual valor. Era um sistema dif�cil. Por isso, tomou-se um h�bito decidir quanto valiam os artigos em termos de pesos de cobre chamados deben. Podiamse trocar artigos com o mesmo valor em cobre, ou entregar o pr�prio cobre, para pagamento. Havia mercadores individuais, que traziam mercadorias do estrangeiro, mas era o rei quem se encarregava de importantes miss�es comerciais, como as que se dirigiram ao Ponto. Era tamb�m o rei o organizador das expedi��es que iam ao Sinai buscar cobre, turquesas e tintas. As expedi��es comerciais por terra exigiam freq�entemente uma forte escolta de soldados. Todas as mercadorias e materiais necess�rios eram transportados no dorso de burros. Os eg�pcios constru�am grandes barcos graciosos para comerciar com os pa�ses atrav�s dos mares. Desde muito cedo, as frotas eg�pcias viajaram regularmente at� a regi�o conhecida por L�bano. A� compravam a madeira das grandes florestas e a prata das minas da �sia Ocidental. . Este belo modelo � uma reconstitui��o moderada de um dos grandes barcos mercantes que foram ao Ponto na �POca da rainha Hatshepsute.

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Este mapa mostra algumas das mercadorias que o Egito importava. Mostra igualmente aquilo que o Egito exportava em troca. Ao conquistar a N�bia, O Egito passou a controlar suas minas de ouro. Podia, de~ta maneira, ~agar em ouro aos palses estrangeiros. 1 Um rei estrangeiro pediu ao rei do Egito que lhe enviasse " "ouro, ouro e mais ouro", porque ; no Egito, "o ouro � t�o vulgar como a poeira".

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O incenso era extremamente valioso. A rainha Hatshepsute enviou uma expedi��o ao Ponto para lhe trazer �rvores de incenso. Queria plant�-Ias no Egito.

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.. No Imp�rio Novo, quando o Egito j� tinha conquistado um imp�rio, os povos submetidos tinham que pagar um tributo. Vemos aqui um grupo de s�rios ao chegar a Tebas com o seu tributo. milhas O kmO

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Os escribas e os rolos de papiro � Letras do alfabeto f hierogl�fico. Os sons que elas representam est�o indicados em cima. Mas os hier�glifos, ou seja, o sistema eg�pcio de escrita atrav�s de imagens, utilizavam centenas de sinais. V�bora de cornos Um desenho poderia representar uma, duas ou mais s letras, ou at� uma palavra. Na inscri��o abaixo, por exemplo, os sinais significam: 1 - 3 Tut (Imagem); 4 ankh (Vida); 5 - 7 = �mon (o deus). Temos assim Tutankhamon Pano dobrado (Tutanc�mon), o que significa dj "A imagem Viva de �mon". 8 = Governante, 9 = Meridional e 10 = on (o nome de Tebas). Por isso,8 - 10 significam "Governante de On Meridional". Os hier�glifos Cobra deixaram de ser usados por M�o volta de 400 d. C. Ningu�m conseguiu voltar a decifr�-Ios at� o s�culo XIX. Nessa altura, um franc�s, de nome A aprendizagem da escrita Champollion, traduziu-os "As orelhas de um rapaz utilizando a Pedra de Roseta. p b

banco ch (como no 'ich' alem�o)

perna ch (como em 'Ioch' escoc�s)

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Ventre de animal

Placenta

Corda de amarra��o

ficam no traseiro, pois s� ouve quando lhe batem!" Ao que parece, aprender a escrever era algo doloroso, no Egito, mas os resultados eram compensadores. "Escutai, nunca falta comida a um escriba!" Estas palavras foram retiradas de um texto que os professores obrigavam os alunos a copiar. O autor do texto afirmava que o trabalho de um escriba era "superior a qualquer outra tarefa". O eficiente governo do Egito contava com o trabalho de um ex�rcito de escribas.

.�. Uma c�rtula � uma moldura oval dentro da qual os eg�pcios escreviam os nomes dos reis.

Os rolos de papiro Os rolos de papiro podem parecer fr�geis; mas sobreviveu um n�mero espantoso deles na areia quente e seca do Egito. O seu conte�do � variado. Temos hist�rias populares, como aquela que nos conta as aventuras de um homem chamado Sinuhe. Podemos ler cartas, como as que foram escritas por um velho sacerdote muito meticuloso chamado Hekanakhte que viveu por volta do ano 2000 a.c. Os rolos registram o dom�nio eg�pcio na matem�tica, que permitiu a constru��o das pir�mides. Revelam igualmente a per�cia que tornou famosos os m�dicos eg�pcios. Neles encontramos informa��es sobre os deuses dos eg�pcios e os estudos das estrelas. Esses estudos permitiram-lhes elaborar o calend�rio de 365 dias no qual o nosso se baseia. Foram os seus s�bios que dividiram o dia em 24 horas. Assim, os rolos de papiro d�o-n uma id�ia da vida dos eg�pcios e dos seus conhecimentos.

36


� No Cairo de hoje, alguns eg�pcios produzem papel de papiro, tal como os antigos eg�pcios o produziram.

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�. Para fazer papiro, retira-se a camada verde do junco e corta-se o caule em tiras.

� Os escribas escreviam em rolos de papiro com tintas preta e vermelha. Para trabalhar, sentavam-se de pernas cruzadas, como esta est�tua.

�. Para se fazer a folha, disp�e-se a camada horizontal de tiras sobre a vertical.

�. Depois martela-se a folha, para fazer com que as tiras adiram .

�. A folha � ent�o laminada. Obt�m-se, assim, uma folha lisa e macia, pronta para ser usada.

37


Os artes�os eg�pcios

Artes�os especializados e seu treino A vasta maioria dos antigos eg�pcios era constitu�da por camponeses, mas existia uma importante minoria formada pelos artes�os. Os mais h�beis trabalhavam para o rei, para os templos ou para os nobres, que tinham oficinas nas suas propriedades. Contudo, deve ter havido outros que trabalhavam tranq�ilamente nas pequenas cidades e aldeias, produzindo objetos para os mercados locais. Os filhos dos artes�os deviam seguir a mesma profiss�o dos pais e ser treinados por eles. Os rapazes come�avam sua aprendizagem muito cedo. Tinham que adquirir pr�tica para trabalhar com suas ferramentas, que eram de cobre, bronze ou pedra, com cabos de marfim. Aprendiam tamb�m as in�meras regras da sua arte. Regras r�gidas dos pintores e escultores Os pintores e escultores, em particular, tinham que obedecer a regras muito r�gidas. Tinham que desenhar tudo nas propor��es certas e apenas apresentar as pessoas em determinadas poses. Isso porque uma pintura feita num t�mulo deveria "voltar � vida" no outro mundo, depois de os sacerdotes terem dito as ora��es e encantamentos necess�rios. Se o corpo de um morto se encontrasse destro�ado ou destru�do, o seu esp�rito talvez precisasse passar para dentro de uma est�tua do morto. Por isso, as est�tuas tinham que mostrar as pessoas como elas desejariam ser para sempre jovens, fortes e elegantes. Isto constitu�a uma grande responsabilidade para os artistas. Um erro que cometessem poderia prejudicar o seu cliente para todo o sempre no outro mundo. 38

Um dos mais belos objetos feitos pelos artes�os eg�pcios � a m�scara funer�ria de Tutanc�mon. � feita de ouro puro com incrusta��es de pedras semipreciosas e vidro colorido. Foi colocada sobre o rosto do rei morto.


r os t�mulos de alguns , v�em-se cenas que entam artes�os letamente desconhecidos Ihando, mas que uziram as obras-primas constituem agora o lho de muitos dos maiores

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Ferramentas de um carpinteiro Machado

Serra - � este o aspecto atual da aldeia conhecida pelo nome de Deir el Medina. Fica situada na margem ocidental do Nilo. em Tebas, e a� viveram os homens que faziam os t�mulos reais. Neste vale quente e seco viveram gera��es desses homens e suas fam�lias.

A arqueologia moderna revelou muitos pormenores acerca das vidas dos trabalhadores da aldeia de Deir el Medina. Estavam organizados em grupos. Cada grupo trabalhava dez dias e descansava um. Cada dia de trabalho durava oito horas, com uma pausa para descanso e uma refei��o. Mas, segundo os registros, havia homens que descansavam um tempo extra. Os trabalhadores eram pagos em alimentos, vinho, azeite e vestu�rio. �s vezes sucedia que essas mercadorias n�o chegavam a tempo. Ent�o os homens entravam em greve. Sentavam-se junto dos port�es de um templo e recusavam-se a trabalhar sem serem pagos!

39


Constru��o de pir�mides e templos

Os eg�pcios n�o tinham guindastes nem roldanas. Todos os seus monumentos foram erguidos com a ajuda de rampas.Ae cascalho e areia. Os grupos de homens arrastavam blocos de pedra pelas rampas acima. Por vezes, colocavam-se rolos por baixo dos blocos para que se movessem mais facilmente. Os blocos eram dispostos numa camada de cada vez. As Pir�mides de Giz� s�o as maiores e as mais bem constru�das de todas as pir�mides. Foram utilizados enormes blocos de pedra em toda a parte. O revestimento exterior era feito de blocos do mais fino calc�rio branco. Posteriormente, as pir�mides tornaram-se mais pequenas. Algumas delas tinham pequenos blocos de pedra e cascalho no interior, enquanto outras apenas tinham tijolos de barro. Para construir um templo, os eg�pcios marcavam a planta no ch�o. Depois, colocavam as bases das colunas e a primeira camada de blocos para as paredes. Os espa�os entre os blocos eram enchidos com areia, proporcionando uma superf�cie plana, sobre a qual se colocava a nova camada de pedras. Utilizavam uma rampa sempre crescente, ao longo da qual as pedras eram arrastadas. Depois de aplicada cada camada, acrescentavam mais areia para alisar de novo a superf�cie. Isto prosseguia at� se colocar a �ltima camada. A areia era ent�o retirada e, ao mesmo tempo, faziam-se as decora��es. Os desenhos da p�g. 41 mostram-nos este m�todo de constru��o. 40

.�. Existem diversas teorias sobre o modo como as rampas foram instaladas durante a constru��o de uma pir�mide. Esta reconstitui��o mostra uma sugest�o. Construir pir�mides requeria grande per�cia na engenharia e duro trabalho.

~~~~~~~~;~ .�. As pedras para a constru��o eram transportadas atrav�s do rio. A melhor pedra calc�ria vinha de Tura, pr�ximo do a Cairo. O granito vinha de A


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Egito tem cerca de 30 pir�mides. Esta � a de Ou�fren, junto da Esfinge, em Giz�.

.�. Interior da Grande Pir�mide de Ou�ops: 1. Entrada; 2. C�maras inacabadas; 3. Grande corredor; 4. C�mara funer�ria .

� Parte do Templo de Carnaque, dedicado a �mon. Muitos fara�s o ampliaram, destruindo, por vezes, o trabalho de reis anteriores. O acesso fazia-se por uma avenida ladeada de esfinges com cabe�a de carneiro. Continha vastos p�tios e imponentes salas com colunas.

�. Reconstitui��o art�stica de tr�s fases da constru��o de um templo.

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As casas dos deuses Os eg�pcios acreditavam na exist�ncia de in�meros deuses e deusas que se ocupavam de todas as suas necessidades. Mas, ao longo dos s�culos, sempre consideraram �mon o mais poderoso. Existiram v�rios sacerdotes, sacerdotisas, bailarinos e cantores que serviam essas muitas divindades. Os deuses possu�am vastas propriedades e grandes oficinas, tal como os nobres humanos. Os templos eg�pcios, as casas dos deuses, tinham o mesmo plano b�sico. Entrava-se por um port�o imponente e penetrava-se num ou mais largos p�tios abertos. Por tr�s destes, havia uma vasta sala .de altas colunas, toda pintada e decorada. O santu�rio ficava ao fundo. A� se conservava a est�tua divina num altar. Todos os dias, os sacerdotes faziam oferendas de comida, roupas e incenso ao deus. As pessoas comuns n�o podiam penetrar nos templos. Mas os sacerdotes podiam levar recados para o deus, pedindo-lhe ajuda e conselho. Em certos festivais, a est�tua do deus era colocada dentro de um pequeno barco dourado e transportada atrav�s das ruas pelos sacerdotes. Plano de um templo

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A seta em vermelho indica o caminho da prociss�o real.

.� Um plano do templo de Medinet Habu. Tinha um pequeno pal�cio, de um dos lados. Da� sa�a a prociss�o real, atravessando os p�tios e a sala hip�stila at� o santu�rio.

� Diariamente, ao nascer do Sol, os sacerdotes e as sacerdotisas aproximavam-se do santu�rio para acordar o deus para um novo dia. Em dias especiais, o pr�prio rei fazia as oferendas do culto.

42


�. Um dos rituais antes do funeral. Os sacerdotes seguram os sarc�fagos, onde � lan�ada �gua sagrada.

�. Os xawabti s�o est�tuas m�gicas dos criados que iriam fazer os trabalhos pesados no outro mundo.

Os eg�pcios contavam uma hist�ria acerca do deus Os�ris . Tinha outrora governado o Egito, como rei, e fora assassinado pelo seu invejoso irm�o Set. Ap�s muitas aventuras, bis, a esposa de Os�ris, conseguiu faz�-Ia voltar � vida. Os eg�pcios acreditavam que, em raz�o disso, tamb�m eles viveriam depois da morte numa terra governada por Os�ris. Os eg�pcios acreditavam ter de passar por certos testes para demonstrarem que tinham levado uma vida boa na terra. Nesse caso, os Campos dos Bem-Aventurados estariam abertos para eles. A� viveriam uma vida muito semelhante �quela que tinham conhecido no Egito, mas ainda mais confort�vel e livre de todos os problemas. Para gozarem devidamente a vida ap�s a morte, os eg�pcios necessitavam de comida, bebida e todas as posses que tinham tido na terra. Por isso, punham todas essas coisas nos seus t�mulos. Se se dissessem as ora��es e encantamento adequados, essas coisas durariam para sempre. Os eg�pcios tamb�m pintavam nos seus t�mulos as coisas boas deste mundo, para que continuassem a suceder no outro. O morto necessitaria do seu corpo, de modo que este era cuidadosamente conservado, por um sistema conhecido por mumifica��o. Gra�as a esse costume, � poss�vel vermos ainda hoje como eram os eg�pcios e at� descobrir suas doen�as.

44


.�. Em determinadas alturas da sua hist�ria, os eg�pcios tamb�m mumificaram muitas aves e animais e sepultaram-nos como seres humanos.

�. Com o aux�lio dos raios X, pode-se examinar uma m�mia sem lhe retirar as ligaduras. Os raios X revelam o estado do corpo e a exist�ncia de j�ias entre as ligaduras.

.�. A observa��o desta m�mia revelou que tinha uma est�tua entre as pernas. Os arqueologistas cortaram as ligaduras e encontraram um

xawabti.

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45


Os t�mulos escavados na rocha Os reis do Imp�rio Antigo e do Imp�rio M�dio tinham sido sepultados sob pir�mides, mas os ladr�es violaram todos os t�mulos. Por isso, o rei Tutm�s I decidiu esconder o seu t�mulo. Escolheu um vale remoto em Tebas, dominado por um pico rochoso, com uma forma semelhante � de uma pir�mide. Durante mais de quatrocentos anos, os fara�s foram sepultados nesse vale em t�mulos escavados na rocha por grupo de trabalhadores de confian�a. Quando finalmente o rei era deixado em repouso, cercado por todas as coisas de que viria a necessitar no outro mundo, fechava-se a porta. Ningu�m deveria entrar l� jamais. Mas sabia-se que ali havia tesouros sepultados, e os ladr�es mais espertos descobriram os t�mulos. Ao roub�-los, destru�am, por vezes, os corpos dos reis. Eventualmente, alguns sacerdotes reuniram os corpos que restavam e enterraram-nos secretamente noutros esconderijos. Essas m�mias foram descobertas de novo h� cerca de cem anos. Foram atualmente levadas pata o Museu do Cairo a fim de estarem mais seguras, e a� podemos v�-Ias hoje em dia. Apenas um t�mulo real escapou aos ladr�es. Foi o t�mulo de Tutanc�mon, descoberto por Howard Carter. Era um dos mais pequenos do Vale dos Reis. Tinha ficado escondido por aparas de rocha, quando da escava��o de outro t�mulo perto dele.

�. A cabe�a do rei Seti I da D�cima Nona Dinastia. � uma das m�mias reais mais bem conservadas.

8 8 46

� O t�mulo de Seti I, escavado na rocha, � um dos maiores e mais espl�ndidos do Vale. Como todos os t�mulos reais, foi decorado. Encontram-se pinturas das coisas de que o rei necessitaria no outro mundo e encantamentos para o ajudarem contra os perigos que pudesse encontrar.


�. o Vale dos T�mulos dos Reis. na margem ocidental, em Tebas, local de sepultura dos reis do Imp�rio Novo.

� A c�mara funer�ria de Seti I. As pinturas continuam a ostentar suas cores vivas, apesar de terem mais de 3.000 anos de idade.

47


�. o

Livro dos Mortos era colocado nos t�mulos para guiar os mortos atrav�s dos perigos e dificuldades que os esperavam no outro mundo. Esta gravura foi tirada do livro de Ani .

residiam ao julgamento da sua alma v�em-se na parte superior da p�gina.

�. An�bis, o deus com cabe�a d chacal, guardava os mortos. Aqui, prepara-se para pesar o cora��o do morto e compar�-Io com uma pena, que representa a Verdade.

48


Os eg�pcios acreditavam que, depois da morte, ingressavam .no reino do deus Os�ris. A� tinham �de enfrentar um julga. mento para deliberar se tinham ou n�o sido bons na terra. Os virtuosos eram recompensados com a felicidade eterna, mas um castigo terr�vel aguardava os maus .

Se o cora��o e a pena tivessem peso igual, o homem tinha sido virtuoso durante toda a sua vida. Se o cora��o fosse mais pesado do que a pena, tinha sido mau.

.�. Tote, que � �qui representado com cabe�a de �bis, era o de s da sabedoria. Era o escriba dos deuses e anotava o veredito do seu julgamento.

.� .Se se concIu�a:xpIe -o morto tinl1 levadQ: vma:vida m�, este monstro horriv -estav � sua espera para o comer! Os inocentes passavam a levar uma exist�ncia feliz.

49


A hist�ria do Egito (1) H� muito tempo, que nem podemos precisar quando, os homens da Idade da Pedra, cujo territ�rio de ca�a estava lentamente se transformando num deserto, transferiram-se para o Vale do Nilo. No decurso dos s�culos, aprenderam a tomar-se agricultores e a escavar canais de irriga��o para controlar as inunda��es. As datas indicadas s�o aproximadas.

2680-2180

a.C.

.�. Os ca�adores mudam-se para o vale do Nilo.

Imp�rio Antigo Ill a VI Dinastia O Egito alcan�ou uma nova grandeza, que se reflete nos momentos aos reis-deuses. O rei Djoser, por exemplo, construiu o primeiro grande monumento em pedra conhecido no mundo. Foi o seu t�mulo, a Pir�mide de Degraus de Sacar�. Os reis posteriores constru�ram verdadeiras pir�mides em outros locais. As maiores de todas foram as de Giz�. Os cortes�os eram sepultados em t�mulos de pedra retangulares chamados mastabas, que eram constru�dos em volta das pir�mides. Mas alguns nobres preferiam ser sepultados em t�mulos abertos na rocha, nos locais onde viviam e governavam. Florescia o com�rcio com Biblos, o Ponto e a N�bia, e os eg�pcios exploravam as minas do Sinai. O Egito era poderoso e pr�spero. Os artes�os e artistas produziam objetos magn�ficos.

?-3200

a.C.

Per�odo Pr�-din�stico Durante v�rias gera��es, os homens viveram em pequenas aldeias, cada uma delas com o seu chefe e os seus deuses. N�o sabiam escrever, mas sabemos algo das suas vidas atrav�s dos seus vest�gios. Gradualmente, as comunidades uniram-se e passou a haver apenas dois reinos: o Alto e o Baixo Egito.

3200-2680

a.C. .�. Djoser inspeciona a Pir�mide de Degraus.

Per�odo Arcaico I e II Dinastias Um dos reis do Alto Egito, chamado Men�s, conquistou o Baixo Egito. Governou seu novo pa�s unido a partir da nova capital, que construiu em M�nfis. A escrita acabava de ser inventada, de modo que h� poucas inscri��es, mas conhecemos os nomes dos reis. Foram sepultados sob t�mu10s retangulares feitos de tijolos em Abidos e Sacar�. Toma-se evidente, atrav�s dos restos encontrados nesses t�mulos, que os reis eram abastados. 50

2180-2130

a.C.

Primeiro per�odo intermedi�rio VII a X Dinastia No final da Sexta Dinastia, surgiram reis rivais e rebentou a guerra civil. O governo era fraco e pouco eficiente, e o povo sofreu terrivelmente.


2130-1630 a.C. Imp�rio M�dio XI a XIII Dinastias Durante as guerras civis, os pr�ncipes locais, conhecidos por nomarcas, tornaramse muito poderosos. Assim, Mentuhotepe, governador de Tebas, conseguiu controlar o pa�s. A sua fam�lia governou Tebas e a� foi sepultada. A fam�lia que se lhe seguiu no trono, apesar de tamb�m vir do Sul, preferiu governar M�nfis. As suas pir�mides, constru�das na sua maioria em redor de Faium, n�o eram t�o grandes como as do Imp�rio Antigo. As �ltimas eram apenas feitas de tijolos, com revestimento em pedra. Todos os reis desta D�cima Segunda Dinastia se chamavam Amenemes ou Senusrete. O seu deus favorito era �mon. Quando se tornaram dirigentes do Egito, encorajaram o seu culto. Todos os antigos elos comerciais com o Ponto e o L�bano foram restabelecidos, e foram enviadas expedi��es mineiras ao Sinai. A N�bia tornou-se t�o importante para o Egito que os eg�pcios decidiram transform�-Ia numa prov�ncia eg�pcia. Houve diversas campanhas militares bastante �rduas para coloc�-Ia sob o dom�nio eg�pcio. Ent�o constru�ram fortalezas no territ�rio para conservar os n�bios sob controle.

1630-1560 a.C. Segundo per�odo intermedi�rio XIV a XVII Dinastia Enquanto os reis do Imp�rio M�dio foram fortes e governaram bem, o Egito prosperou e a sua cultura floresceu. Gradualmente, por�m, no decurso da D�cima Terceira Dinastia, a autoridade dos reis enfraqueceu. Surgiram disputas e sobreveio a cat�strofe. Os povos do outro lado da fronteira oriental aproveitaram-se da fraqueza do Egito e invadiram-no. Esses povos invasores foram os hicsos.

- Os hicsos s�o derrotados.

�. Uma fortaleza

eg�pcia na N�bia.

Os hicsos dominaram a zona norte do Egito e fizeram uma alian�a com os n�bios, que tinham recuperado a independ�ncia. A zona sul do Egito conseguiu conservar a sua independ�ncia, mas teve que pagar tributo aos hicsos. Os hicsos adotaram os h�bitos e os deuses eg�pcios, e provavelmente governaram muito bem. Mas a vergonha pela invas�o dos hicsos era t�o grande que os eg�pcios nunca a esqueceram nem perdoaram. Foram os pr�ncipes de Tebas que conduziram a luta pela independ�ncia contra os hicsos. Essa luta durou diversos anos, mas finalmente os hicsos foram expulsos do territ�rio eg�pcio . 51


A hist�ria do Egito (2) Novo XVIII a XX Dinastia Um novo esp�rito se apoderou dos eg�pcios. N�o bastava expulsar os hicsos. Os eg�pcios queriam apagar da mem�ria suas desgra�as recentes, conquistando outros povos. O cavalo e o carro tinham sido recentemente introduzidos no Egito, mas os fara�s e os nobres treinavam-se no uso dessa nova arma. Uma s�rie de fara�s guerreiros conquistou um vasto imp�rio que se estendia desde o rio Eufrates ao norte, at� a Quarta Catarata do Nilo ao sul. O com�rcio, os tributos e os saques trouxeram grandes riquezas ao Egito. Algumas delas foram sepultadas com os reis nos seus t�mulos de Tebas. Foram constru�dos imponentes templos ao deus �mon, o Rei dos Deuses, que se acreditava dar aos eg�pcios as suas vit�rias. �mon e os seus sacerdotes tomaram-se muito poderosos. Mas um dos fara�s, Aquen�ton, foi inspirado pela id�ia de que existia apenas um deus, �ton, o disco solar. Aquen�ton construiu uma nova capital para o seu reinado, em TeU el Amarna. Mas Tutanc�mon transferiu-se novamente para Tebas e renovou o culto de �mon e dos outros deuses.

o Imp�rio

1560-1085 a.C.

Aquen�ton tinha andado t�o ocupado com as suas reformas religiosas que pouco tempo lhe restara para outras coisas. Os hititas conseguiram controlar diversas prov�ncias do imp�rio eg�pcio. Uma nova dinastia, a D�cima Nona, rep�s no trono a fam�lia de Aquen�ton. Dois reis, Seti I e Rams�s lI, fizeram muito para recuperar o prest�gio do Egito, mas nem eles conseguiram recuperar todas as prov�ncias que haviam sido perdidas.

�. O nome de Aquen�ton � retirado dos monumentos depois de sua morte.

�. Um fara� preparando-se

para a guerra.

Seti e Rams�s constru�ram muitos templos e cidades, e transferiram a capital para o Delta. Tebas, contudo, continuou a ser uma cidade poderosa, como centro do culto de �mon, e os fara�s continuaram a ser sepultados no Vale dos Reis. A D�cima Nona Dinastia caiu quando os pr�ncipes rivais come�aram a lutar pelo trono. Da fam�lia que tomou o governo em seguida apenas surgiu um grande fara� guerreiro, Rams�s llI. Ele derrotou n�o s� o ex�rcito como a armada dos filisteus e dos seus aliados, os Povos do Mar, quando atacaram o Egito. Salvou, assim, a cultura e o modo de vida do pa�s. Oito reis governaram depois dele e todos se chamaram Rams�s. Na sua maioria eram fracos govem antes e o dom�nio do reino passou para as m�os dos seus ministros e sacerdotes .

52


o Per�odo

332-30 a.C.

�. A frota eg�pcia derrota os Povos do Mar.

1085-716 a.C. Terceiro per�odo intennedi�rio XXI a XXIV Dinastia Os documentos que nos restam desta �poca descrevem uma triste hist�ria de pre�os elevados, greves e crises. Reis rivais governavam com bases em cidades diferentes. Durante muitos anos, os ladr�es roubaram os t�mulos reais e pouco se podia fazer para os impedir de agir. A situa��o era t�o desesperada que os sacerdotes reuniram as m�mias reais que tinham escapado e sepultaram-nas em conjunto em esconderijos secretos. N�o � de surpreender que, estando o Egito t�o fraco e dividido, o seu imp�rio se tivesse perdido para sempre. O profeta hebreu Isa�as avisou seu povo contra uma alian�a com o Egito, porque ele era um "junco quebrado".

Ptolomaico Os eg�pcios acolheram com alegria a chegada de Alexandre, o Grande, da Maced�nia, porque ele expulsou os persas. O Egito passou a fazer parte do seu imp�rio, mas esse imp�rio estava destinado a morrer com ele, anos mais tarde. Alexandre deixara um dos seus generais, Ptolomeu, no Egito. Ptolomeu tornou-se fara�, fundando uma linha de reis e rainhas que governaram o Egito durante trezentos anos. A famosa Cle�patra foi a �ltima dessa linha. Apoiou Marco Ant�nio nas guerras civis de Roma, ap�s o assassinato de J�lio C�sar. Ant�nio e Cle�patra foram derrotados por Ot�vio C�sar, que veio a ser o Imperador Augusto. O Egito transformou-se numa prov�ncia romana. Cle�patra, a �ltima govem ante de um Egito independente, preferiu suicidar-se a ser feita prisioneira.

o �ltimo

716-332 a.C.

�. Ap�s a derrota de Cle�patra. submete-se a Roma.

o Egito

per�odo XXV a XXXI Dinastia Durante a Vig�sima Quinta e Vig�sima Sexta Dinastias, o Egito teve uma nova era de paz e prosperidade. Mas a sua independ�ncia estava condenada. Primeiro foi conquistado pelos ass�rios e depois pelos persas, apesar de diversos reis eg�pcios terem feito valentes esfor�os para os expulsar.

Embora Cle�patra fosse maced�nia e n�o eg�pcia, era uma digna sucessora dos grandes fara�s do Egito. O seu nome foi sempre recordado. Tal como os pr�prios eg�pcios diziam: "Um homem morre, o seu corpo transforma-se em p�, todos os seus parentes desapareceram, mas a escrita faz com que seja lembrado." 53


Eg�pcios famosos Men�s foi, segundo a tradi��o, o rei que uniu o Egito e fundou a Primeira Dinastia, Infelizmente, n�o sabemos ao certo qual dos reis poder� ser identificado como Men�s, mas pode ter sido Narmer. Diz-se que Men�s fundou a cidade de M�nfis. M�neton (vide adiante) diz-nos que ele foi morto por um hipop�tamo. Imhotepe foi o primeiro-ministro do rei Djoser, da Terceira Dinastia. Era uma daquelas pessoas extremamente inteligentes, que s�o muito boas nas coisas mais diversas. Foi ele o arquiteto que desenhou a Pir�mide de Degraus e a tradi��o diz que era tamb�m um grande s�bio e m�dico. A sua reputa��o de sabedoria era t�o grande que no �ltimo Per�odo era adorado como um deus. Hetepeheres (Quarta Dinastia) foi a m�e de Qu�ops. Os arqueologistas encontraram seu t�mulo e seu mobili�rio onde o filho os havia escondido, mas n�o descobriram o seu corpo. Qu�ops, Qu�fren e Miquerinos foram reis da Quarta Dinastia. Constru�ram as maiores de todas as pir�mides, as de Giz�. Unas foi o �ltimo rei da Quinta Dinastia. A c�mara funer�ria da sua pir�mide foi a primeira onde se encontraram inscritas as famosas ora��es conhecidas por Textos das Pir�mides. Pepi 11 (Sexta Dinastia) teve o mais longo reinado que a hist�ria conhece. Subiu ao trono com seis anos e viveu at� os cem. A sua pir�mide chamava-se Men nefer Pepi e da� derivou o nome de M�nfis. Harkhuf foi o chefe arrojado de expedi��es mercantis � N�bia, durante o reinado de Pepi 11. Conta-se que certa vez voltou com um pigmeu bailarino que fez as del�cias do pequeno rei. 54

.�. Uma est�tua do rei Ou�fren.

Nebehepetre Mentuhotepe (D�cima Primeira Dinastia) foi um princ�pio de Tebas. Foi o respons�vel pela unifica��o do Egito ap�s o Primeiro Per�odo Intermedi�rio. Senusret m foi um grande fara� da D�cima Segunda Dinastia, que conseguiu reduzir o poder dos monarcas e reorganizar o governo. Foi um general brilhante e fortaleceu as defesas dos fortes da N�bia. Teti-xer� (D�cima S�tima Dinastia) era uma pleb�ia, mas contaram-se muitos dos grandes reis do Egito entre seus descendentes. O seu filho e o seu neto morreram na luta contra os hicsos. Contudo, ela viveu o suficiente para ver as grandes vit�rias do seu outro neto, Am�sis. Ineni foi o arquiteto do rei Tutm�s I da D�cima Oitava Dinastia. Escolheu o remo-


to vale de Tebas onde tantos t�mulos reais foram posteriormente escondidos. Hatshepsute (D�cima Oitava Dinastia) subiu ao trono ap�s a morte do seu meio-irm�o Tutm�s lI, que tamb�m era seu esposo. Teve um reinado longo e enviou ao Ponto uma expedi��o muito famosa, destinada a trazer �rvores de incenso. O seu arquiteto, Senemute, desenhou para ela um soberbo templo em Deir el-Bahri. Tutm�s 111, sobrinho de Hatshepsute, foi o maior de todos os reis guerreiros da D�cima Oitava Dinastia. Alargou o Imp�rio at� os seus mais vastos limites. Requimere foi o vizir de Tutm�s IIl. O seu t�mulo � um dos mais impressionantes t�mulos de nobres. Uma longa inscri��o nesse t�mulo relata os seus deveres e as suas pesadas responsabilidades. Nefertite (D�cima Oitava Dinastia) foi a esposa de Aquen�ton que muito a amou. O seu rosto, descoberto em TeU el Amama, revela-nos que era extremamente bela. Sobreviveram muitas pinturas que a mostram, com a sua fam�lia, em adora��o a �ton. Tutanc�mon (D�cima Oitava Dinastia) casou-se com uma das filhas de Aquen�ton e Nefertite. Tinha apenas nove anos quando subiu ao trono e reinou menos de dez. Mas � atualmente o mais famoso de todos os fara�s, porque o seu t�mulo � o �nico que n�o foi violado na antiguidade. Rams�s n (D�cima Nona Dinastia) entrou em muitas batalhas contra os hititas, mas a mais famosa foi a de Cadexe. Construiu o grande templo de Abu Simbel, e muitos outros templos e cidades. Calcula-se que foi durante o seu reinado que os israelitas fugiram do Egito. Teve muitas esposas, mas a sua favorita foi Nefertari. Construiu para ela um pequeno

templo em Abu Simbel e um t�mulo magnificamente decorado no Vale das Rainhas. Reinou durante 67 anos. Rams�s m (Vig�sima Dinastia) foi o fara� que salvou o Egito da invas�o dos Povos do Mar. Podemos ler a descri��o das suas vit�rias nas paredes do seu impressionante templo de Medinet Habu. O seu reinado terminou com uma trag�dia. Uma das suas mulheres conspirou para fazer rei o seu filho, em vez do herdeiro escolhido. Existem ainda alguns documentos que relatam o julgamento que se seguiu. M�neton foi um sacerdote eg�pcio que viveu no in�cio do Per�odo Ptolomaico. Escreveu uma grande hist�ria do Egito, baseado em registros h� muito desaparecidos. Nesse livro, dividiu os reis do Egito em grupos ou dinastias. At� agora, nunca se encontrou qualquer exemplar dessa obra. Tomamos conhecimento dela atrav�s das obras de outros autores que dela citavam passagens em seus livros.

.�.A

rainha Nefertite,

mulher de Aquen�ton.

55


o antigo o Egito ~

Egito MAR MEDITERR�NEO

� um pa�s muito estreito, na maior

extens�o. Apenas se alarga em Faium e no�ett . exce��o da costa do Mediterr�neo, o Egi ' . teiramente rodeado de desertos. Os eg�pcio m ao deserto de Terra Vermelha e � zona cultivada de Terra Negra. Em seis locais, o Nilo � interrompido por enormes rochedos que tomam dif�cil a passagem de barcos. S�o as cataratas. Para melhorar o abastecimento de �gua e tomar a agricultura mais eficiente, os modernos eg�pcios �constru�ram a grande barragem de Assu�. Isto provocou a forma��o de um enorme lago por tr�s dela, que submergiu a N�bia. Contudo, o governo eg�pcio e os arqueologistas de todo o mundo conseguiram salvar valiosos templos tais como os de Abu Simbel e File.

� Cairo Sacara.

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at� o sul da O�arta Catarata.


Nos tempos antigos o vale entre Assu� e o 10 I onde Cairo era hoje se encontr chamado o Alt Egito. O seu ~ i usava a __ .... � roa Branca. A ta triangular era o ona BaiXO gito e o seu rei usava a Coroa Vermelha. Ao sul de Assu� ficavam as terras da N�bia e de Cuxe.

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�. Posi��o do Egito no mundo.

�. Margem ocidental do Nilo em Tebas.

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Hist�ria do mundo de 3500 a. C. a 1d. C. Egito Europa �sia

3500 a.C.

2800 a.C.

No Egito Pr�-din�stico, os homens fabricavam pe�as de cer�mica e recipientes de pedra. Aprendiam a utilizar os metais e a tecer. Quando da unifica��o do Egito, em 3200, inventaram um sistema de escrita. Per�odo Arcaico. In�cio do Per�odo do Imp�rio Antigo. A Idade das Pir�mides, per�odo em que foram constru�das as grandes pir�mides. Com�rcio com Biblos, o Ponto, a N�bia e o Sinai. 2180-2130. Primeiro Per�odo. As guerras civis dividiram o Egito e os monarcas aumentaram o seu poder. Imp�rio M�dio. Floresceu a cultura eg�pcia. Conquista da N�bia. Alargamento do com�rcio. A esta grande era segue-se o Segundo Per�odo Intermedi�rio, quando os hicsos conquistaram grande parte do Egito. Por volta de 1560, o Egito reconquista a independ�ncia. Imp�rio Novo. O Egito conquistou um grande imp�rio e recuperou o dom�nio da N�bia. A . capital estava em Tebas e Amon era o deus oficial. Esta �poca durou cerca de 500 anos. Segue-se-Ihe o Terceiro Per�odo intermedi�rio, em que o Egito entrou em decl�nio. A uma curta recupera��o da unidade e prosperidade no �ltimo Per�odo seguiu-se a derrota e a ocupa��o pelos ass�rios e persas. Em 332, Alexandre conquistou o Egito. Cle�patra suicidou-se em 30 a. C. O Egito transformou-se em prov�ncia de Roma.

A Europa encontrava-se povoada por agricultores que utilizavam ferramentas de pedra e faziam pe�as de cer�mica. Muitas tribos emigraram atravessando a Europa, antes do estabelecimento do Imp�rio Romano. Levaram consigo as suas culturas caracter�sticas. Apari��o da civiliza��o Min�ica em Creta. Esta desenvolveu o seu pr�prio sistema de escrita. Constru�ram-se enormes pal�cios de pedra por toda a ilha de Creta. O mais famoso destes � Cnossos. Floresceu o com�rcio com a Gr�cia e a Asia Menor. O povo Beaker chegou � Bretanha. O emprego do metal em ferramentas e armas espalhou-se j� pela Europa. Nascimento da cidade de Micenas na Gr�cia. Stonehenge erguido na Inglaterra. Destrui��o de Cnossos e outros pal�cios de Creta. Os gregos atacaram Tr�ia. Invas�o da Gr�cia pelos d�rios e destrui��o da cidade de Micenas. Surgiu ao norte da It�lia a civiliza��o etrusca. Roma � fundada em 735 a. C.

Na bacia do rio Amarelo na China, encontravam-se comunidades que se dedicavam � agricultura. Utilizavam ferramentas de pedra e produziam artigos de cer�mica. Na fndia, no Vale do Indo, estabeleceu-se uma cultura que j� utilizava os metais. As popula��es do Vale do Indo constru�ram grandes cidades em Mohenjo-daro e Harapa. Inventaram o seu pr�prio sistema de escrita. Na bacia do rio Amarelo, produzia-se uma fina cer�mi pintada.

2100 a.C.

Afirma-se que reinou na China a lend�ria Dinastia Hsia. Os indo-americanos come�aram a chegar � fndia e a fixar-se no noroeste. Funda-se a Dinastia Shang China. Descobriu-se a fabrica��o do bronze.

1400 a.C.

Durante a Dinastia Shang, produziam-se bel�ssimos recipientes rituais em bronze. Os governantes eram sepultados em grandes t�mulos subterr�neos. 1027_ Dinastia Chou Ocidental. fndia, os arianos come�avam a conquistar territ�rios.

700 a.C.

1 d.C.

Roma tornou-se uma rep�blica. Os gregos detinham as invas�es persas. Atenas e Esparta entraram em disputa. Alexandre conquistou a P�rsia e o Egito. Roma lutou contra Cartago. 73. Revolta dos escravos chefiada por Esp�rtaco. C�sar invadiu a Bretanha.

771. Dinastia Chou Oriental na China. Nascimento de Buda na fnde de Conf�cio na China. Os chineses come�aram a construir a Grande Muralha. Alexandre invadiu Tsin na China. A China � unificada pela Dinastia Han em 206 a. C.


�frica

Oriente Pr�ximo

Am�rica

Os povos do Norte de Africa estavam em contato com o Egito e as culturas mediterr�neas. Ao sul Saara, por�m, a maior parte dos povos conservava os seus sistemas de vida tradicionais e mais simples. Mantiveram uma cultura da Idade da Pedra at� a Era Crist�. O Egito come�ava a negociar com o Ponto, que se sup�e ter-se situado na costa da Som�lia. Se o "plqrneu bailarino" que Harkhuf levou para o Egito era verdadeiro, devem ter existido rotas comerciais atrav�s da �frica, embora os eg�pcios nunca tenham ido t�o longe. O Egito conquistou a N�bia. O Reino de Cuxe, com base em Kerma, desenvolveu-se na �rea onde hoje se encontra o Sud�o. A N�bia conquistou a sua independ�ncia durante o 2.� Per�odo Intermedi�rio. No Imp�rio Novo, a N�bia e Cuxe faziam parte de novo do Imp�rio Eg�pcio. Por volta de 1080 a. C., a N�bia e o Cuxe separaram-se do Egito e transformaram-se num reino separado. Os colonos de Tiro fundaram a cidade de Cartago em 814 a. C. Durante alguns anos, o Egito foi governado por reis n�bios, cuja capital � Napata.

Tal como no Egito, as condi��es existentes em volta dos grandes rios da Mesopot�mia davam muito cedo origem a uma civiliza��o adiantada. A cer�mica, fia��o, uso dos metais e escrita j� eram conhecidos. As popula��es viviam em cidades-estados. Por todo o Pr�ximo Oriente floresciam e desenvolviam-se as cidades-estados. Existia um com�rcio regular entre Biblos e o Egito. Os amoritas fixavam-se gradualmente na Mesopot�mia. Reina Sarg�o de Agade (Akkad). Terceira Dinastia de Ur.

Na Am�rica do Sul existia a agricultura simples, aliada � obten��o de alimentos atrav�s da pesca e da ca�a. Os povos usavam ferramentas de pedra e conheciam um sistema de fia��o simples.

3500 a.C.

A agricultura foi aperfei�oada. Cultivava-se um maior n�mero de plantas. Surgiram na Col�mbia e no Equador primitivas pe�as de cer�mica.

2800 a.C.

Ur caiu em 2000 a. C. Mercadores ass�rios na Turquia. Primeira Dinastia da Babil�nla. O mais importante dos seus governadores foi Hamurabi. Aumenta o poderio dos povos hititas na Turquia. Surgiram os indo-europeus no Pr�ximo Oriente e os cassitas governaram a Babil�nia. O Imp�rio Eg�pcio dominava grande parte do Pr�ximo Oriente. Por volta de 1200, os Povos do Mar provocaram confus�o em toda a �rea. Uma das tribos, a de Pilesar (filisteus), fixou-se e deu o nome � Palestina. David e Salom�o reinaram por volta de 1013-933 a. C. Os babil�nios destru�ram Jerusal�m em 587 a. C. Imp�rio de Nabucodonosor. Os persas conquistaram o Oriente Pr�ximo. Daria I fundou Pers�polis. Conquistas de Alexandre. Ascens�o do Imp�rio Romano.

Faziam-se pe�as de cer�mica no Peru por volta de 2000 a. C. Come�ava a emergir nessa �rea uma cultura caracter�stica. Fixa��o dos povos maias no Vucat�.

2100 a.C.

Ascens�o da cultura Olmeca no M�xico a partir de 1200 a. C. Chav�n di Hu�ntar, col�nia e centro de culto no Peru, � fundada por volta de 900 a. C. Constru�am-se edif�cios de pedra, incluindo pir�mides. Apareciam no Peru os primeiros exemplares de ornamentos de ouro. Desenvolvimento da cultura maia. � fundada por volta de 600 a. C., a capital Zapoteca de Monte Alban no M�xico. Os toltecas fixaram-se no M�xico. A escrita surgiu pela primeira vez no M�xico. Cr�-se que na �poca j� era utilizado um calend�rio.

1400 a.C.

Pensa-se que os fen�cios, enviados pelo Fara� Neco, tenham circunavegado a Africa por volta de 600 a. C. Han�o, o Fen�cio, explorou a costa ocidental da �frica em 450 a. C. Ascens�o do Reino de Meroe no Sud�o. Roma anexou o Norte da �frica, tendo derrotado Cartago.

700 a.C.

1 d.C.


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Gloss�rio Alto Egito - Vale do Nilo entre Assu� e a �rea do moderno Cairo. Baixo Egito - regi�o triangular do Delta. Cataratas - locais onde o Nilo se encontra cheio de rochas. Dinastia M�neton - dividiu os reis do Egito em grupos ou dinastias. Cada dinastia representa geralmente uma fam�lia real completa. Escaravelho - inseto sagrado. (bis - ave pernalta com um �bico comprido e curvo. Inunda��o - o transbordamento do rio que cobria o Egito. Mastaba - edif�cio de forma retangular por cima de um t�mulo. A mastaba poder� ser uma estrutura s�lida ou conter divis�es. O t�mulo ficava no fundo de um corredor. Mumifica��o - processo utilizado para conservar os mortos. Os �rg�os internos eram extra�dos do corpo e ficavam cobertos por uma subst�ncia chamada natr�o. Isto ajudava a conserv�-Io. O corpo era enrolado, cada membro separadamente, com camadas de ligaduras. Nomarca - t�tulo dado aos nobres que, nos Imp�rios Antigo e Novo, governavam os distritos do Egito, a que se chamava nomos. Obelisco - uma lenga coluna de pedra com o cimo em forma de pir�mide. Paleta (Placa) - usada pelos eg�pcios para misturar as tintas e pintura para os olhos. Povos do Mar - povos que vinham das ilhas do mar Mediterr�neo. Quiosque - abrigo no telhado da casa. Reconstitui��o - tentativa de recriar algo tal como era no passado. Tebas - nome dado pelos antigos gregos � cidade de Ueset. Tebas ocupava ambas as margens do rio. A �rea que ficava na margem oriental encontra-se ocupada pela moderna L�xor. Xawabti (Ushabtiu ou Uxabti) estatueta m�gica sepultada com o morto para trabalhar para ele no outro mundo.

Indice Os n�meros em negrito referem-se a gravuras. Abidos, 50, 56 Abu Simbel, 55, 56, 56 A�ougueiro, modelo de, 17 Africa, Hist�ria da, 59 Agricultura, 14-15, 14-15 Alexandre, o Grande, 53, 58 Alto Egito, 29, 50, 57, 60 Amenemes, 51 Amenhotepe 111, ei, 29, 57 R Am�rica, Hist�ria da, 59 Amon, 42, 51, 52, 58 Am�sis,54 Ani, Livro de, 48 An�bis, 48, 49 Aquen�ton, Rei, 52, 52, 55 Arados, 15 Arcaico, Per�odo, 50, 58 Arco, 32 Armas, 32, 32 Artes�os, 38, 39, 50 Asia, Hist�ria da, 58 Ass�rios, 53, 58 Assu�, 40, 56, 56-57 60 Aton, 52 Aves, 10, 26, 27 Aves marinhas, 10 Baixo Egito, 29, 50, 57, 60 Banquete, 22, 23 Barcos, 10, 12 13, 13 Barro, na constru��o, 19 Brinquedos, 27, 27 Cairo, 9, 56, 60 Cairo, Museu do, 46 Calend�rio, 36 Campo dos Bem-Aventurados, 44 Campo, Casas de, 21 Carnaque, Templo de, 57 Carne, 17 Carter, Howard, 46 C�rtula, 36 Carro de Guerra, 33, 52 Casa de campo, plano de uma, 20-21 Casas, 18-19, 18-19, 20-21 Casas das Almas, 18 Cataratas do Nilo, 56, 56, 60 Cavalo de Guerra, 33, 52 Cegonha, 19 Cer�mica, 58 Cerveja, 16, 17 Champollion, 36 Cidade, casas da, 21 Cimitarra, 32 Cle�patra, Rainha, 53, 58 Cobrador de impostos, 14 Cobre, 34, 35, 38 Com�rcio, 34-35, 34-35 Comidas e bebidas, 16-17, 16-17 Constru��o, 40-41, 40-41 Contas, 24- 25 Cosm�ticos, 24 Cozinha, 16, 16 Cuxe, 51, 57, Creta, 34 Deben (pesos de cobre), 34 Deir el Bahari, 55, 57 Deir el Medina, 39, 39, 57 Delta do Nilo, 8, 52, 56, 60 Deuses, 28,29,30, 31, 36, 42,46, 48-49, 50-52 Dinheiro, 34 Djoser, Rei, 50, 50, 54 Embarca��es, 12, 13, 13 Escaravelho, 25, 60 Escravos, 35 Escribas, 29, 36, 37 Escrita, 36-37, 36-37 Escultores, 38 Esfinge, 41 Espada, 32 Esporte, 10, 10, 27-28, 27-28 Est�tuas dos mortos, 38 Eti�pia, 8 Eufrates, Rio, 32, 52 Europa, Hist�ria da, 58 Ex�rcito, 32 Expedi��es mineiras, 34, 51 Exporta��o, 34, 34 Faian�a,22 Faium, 56, 56 Fara�, 28, 30-31, 46, 52, 52 Ferramentas, 39, 39 Ferramentas de carpinteiro, Festas, 22-23 Filisteus, 52 Flechas, 32 Fortalezas, 33, 51, 51 Funerais, 44, 44 Gatos, ca�a, 10 Gatos, mumificados, 45 Giz�, 40, 41, 50, 54, 56 Governo, 30-31, 30-31, 36 Granito, 13, 40 Guerra, 32-33, 32-33, 51, 51 Guerra Civil, 50, 58 Hapi, deus do Nilo, 9, 10 Harkhuf, 54 Hatshepsute, Rainha, 33, 35 Hekanakhte, Sacerdote, 36 Her�doto, 8 Hetepeheres, Rainha, 54 Hicsos, 32, 33, 51, 52, 54, 58 Hier�glifos, 6, 36-37 Hititas, 52, 55 H�rus, 31, 31

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Idade da Pedra, 40 Imhotepe, 54 Imp�rio Eg�pcio, 32, 52, 53, 55, 58 Imp�rio M�dio, 33, 46, 51, 58, 60 Imp�rio Novo, 32, 33, 35, 47, 52, 58 Importa��es, 34, 34 Incenso, 34 Ineni, 55 Inunda��o, g, 9, 13, 60 Interc�mbio, 34 Irriga��o, 11, 15, 30 Isis, 44, 48 Jogos, 26, 26 J�ias, 25 Julgamento dos Mortos, Kadesh, Batalha de, 55 Khety, o escriba, 33 Kohl, 24 Ladr�o de t�mulos, 46, 53 Laz�li, l�pis, 35 L�bano, 13, 34, 35, 51 L�bia, 34 L�xor, 57, 60 Macacos, 16 Machados, 32 Madeira, 13, 19, 34 M�neton, 55, 60 Mar Mediterr�neo, 32, 35, 60 Mar Vermelho, 32, 35 Marfim, 22, 35 Mastabas, 50, 60 Matem�tica, 36 Medinet Habu, Templo de, 42, 55, 57 M�mnon, Colossos de, 29, 57 Men�s, Rei, 29, 50, 54 M�nfis, 32, 50, 51, 54, 56 Mentuhotepe, 51, 54 Miquerinos, Rei, 54 Mobili�rio, 22, 22 Morte, 44, 44, 48-49, 48-49 Mortos, Livro dos, 48, 48 Mumifica��o, 44, 45, 60 M�sicos, 22-23 Narmer, Rei, li, 54 Nefertari, Rainha, 55

Nefertite, Rainha, 55, 55 Nilo Azul, 8 Nilo, Rio, 8, 8, 10, 11, 12, 13, 14, 56, 57, 60 Nobres, 10, 24, 27, 38, 50, 52, 57 Nomarcas, 51, 58, 60 N�bia, 8, 32, 32, 33, 35, 50, 51, 54, 56, 57, 58 Obelisco, 13, 60 Oriente Pr�ximo, Hist�ria do, 59 Ornamentos peitorais, 25 Os�ris, 31, 44, 48, 49 Ouro, 22, 25, 35, 38 P�o, 16 Papiro, 10, 11, 13, 36, 37 Paradas Militares, 27 Pedra, na constru��o, 19, 40 Pedra de Roseta, 36 Pepi 11, Rei, 54 Perfumes, 22-23, 24 Persas, 53, 58 Perucas, 24 Pesca, 10, n, 26, 27, 27 Pin�a, 24 Pintores, 38 Pinturas nos t�mulos, 38 Pir�mide dos Degraus de Djoser, 50, 50, 54 Pir�mides, 6, 36, 40, 41, 46, 54, 58 Pir�mides, textos das, 54 Ponto, 34, 35, 50, 51, 55, 58 Povos do Mar, 52, 53, 55, 60 Prata, 22, 25, 34, 35 Prociss�es religiosas, 27 Ptolomeu, Dinastia de, 27 Punhais, 32 Ou�fren, Rei, 41, 54, 54 Oueijo, 16 Ou�ops, Grande Pir�mide de, 41 Ou�ops, Rei, 54 R�, 12 Rainhas, Vale das, 55, 57 Raios X, 45 Rampas para constru��o, 40, 40, 41 Rams�s 11, Rei, 31, 52, 55 Rams�s 11I, Rei, 52, 55

Reis, Vale dos, 47, 57 Requemire, 55 Romanos, 53, 53 Sacara, 50 Sacerdotes, 42, 42, 44, 53 Senemute, 55 Senusret 111, Rei, 54 Set, 44 Seti I, Rei, 46,47, 52, 57 Sinai, 32, 50, 51, 57 Sinuhe, 36 S�ria, 35 Soldados, 33, 33, 34 Tebas, 13, 27, 32, 35, 39, 46, 47, 51, 52, 54, 55, 57, 57, 58, 60 Tecelagem, 58 Tell el Amarna, 6, 19, 20-21, 52, 55,56 Telhado na �rea habitacional, 18, 19 Templo, plano dO,42 Templos, constru��o dos, 40-41, 40-41 Terra Negra, 56 Terra Vermelha, 56 Teti-Xeri, 54 Tijolos, 19, 19 T�mulo de Seti I, 46-47 T�mulos, 6, 27, 38, 39, 44, 46, 50 T�mulos, alimentos nos, 17 Turquesa, 34 Tutanc�mon, 22, 25, 26, 38, 46, 52, 55, 57 Tutm�s I, Rei, 46, 55 Tutm�s 11, Rei, 55 Tutm�s 111, Rei, 55 Tote, 49 Trabalhadores, 39 Utens�lios de beleza, 24, 24 Unas, Rei, 54 Unifica��o do Epito, 11, 29 Vestu�rio, 24-25, 24-25 Vinhas, 29 Vizir, 29 Xawabtis (usbabtis). 44, 45, 60

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ISBN 85-06-00761-5

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IIIPCIOS Esta obra apresenta ao leitor a maneira de viver do povo que criou a grande civiliza��o do Egito Antigo que durou mais de 3.000 anos - desde a fixa��o dos primeiros habitantes no Vale do Nilo. A obra descreve, com cores vivas, as exist�ncias dos agricultores, art�fices, escribas, nobres, soldados e fara�s; o leitor assiste ao nascimento das grandiosas pir�mides e dos templos, e v� os navios que transportaram as pedras maci�as necess�rias �s suas constru��es. Finalmente, o volume aborda os temas fascinantes da mumif�cac�o. os ritos funer�rios e a id�ia que os Eg�pcios faziam' do mundo que os rodeava.

Fazem parte da s�rie:

O O O O

Os Romanos Os Eg�pcios Os Incas Os Gregos Os Vikings Os Astecas Os Celtas Os Sax�es Os Chineses Os Normandos Cotidiano Europeu no S�culo XVI Cotidiano Europeu no S�culo XVII Cotidiano Europeu no S�culo XVIII Cotidiano Europeu no S�culo XIX

Povos do Passado Povos do Passado constitui uma excitante s�rie de livros de Hist�ria. cada um apresentando uma grande civiliza��o. Neles se enfoca a vida quotidiana do povo, sem se limitar a apenas contar como ele pensava e vivia, mas apresentando as provas nas quais se baseia o nosso conhecimento. O texto, vivo e fascinante. encontra-se estreitamente ligado �s numerosas ilustra��es. profusamente coloridas e com legendas explicativas, que se constituem em brilhantes e imaginativas reconstitui��es art�sticas baseadas em intensiva pesquisa, tais como gravuras de descobertas arqueol�gicas. moedas. armas e cer�mica; atraentes diagramas e mapas, formando um conjunto revelador do ambiente em que a civiliza��o floresceu e dos vest�gios que deixou. Em cada livro inclui-se, igualmente, uma curta hist�ria cronol�gica da civiliza��o respectiva e um gr�fico que a situa no contexto dos acontecimentos mundiais contempor�neos.



Os egípcios - Povos do passado