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Folclore Introdução

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Folclore é tudo aquilo que o homem cria, divul~a, e que desperta interesse .das pessoas. E todo um conhecimento popular que se manifesta em um remédio caseiro, uma receita, cantigas, jogos, brincadeiras, adivinhas, lendas, parlendas, festas _ populares, danças, etc. A riqueza do folclore brasileiro é imensa e abriga várias manifestações. Vamos agora conhecer algumas delas.

Digitaçao

e Arte Final: Centro de Processamento de DadoslSOGE


POBRE DE MARRÉ

Cantigas São exemplos de cantigas populares. folclóricas: TEREZINHA DE JESUS Terezeinha de Jesus Deu uma queda e foi ao chão Acudiram três cavalheiros Todos os três de chapéu na mão. O primeiro foi seu pai, O segundo seu irmão, O terceiro foi aquele A quem Teresa deu a mão.

o CRAVO O cravo Debaixo O cravo E a rosa

BRIGOU COM A ROSA

brigou com a rosa de uma sacada, saiu ferido, despedaçada.

CIRANDA,

Eu De Eu De Eu " De Eu De

sou pobre, pobre, pobre rnarré.marré, marré. sou pobre, pobre, pobre, marré de si. sou rica, rica, rica marré, marré, marré. sou rica, rica, rica, marré de si.

"Senhora dona Sancha coberta de ouro e prata descubra seu rosto, queremos ver sua cara".

CIRANDlNHA

"Que anjos são estes que andam rodeando, de noite e de dia, padre-nosso, ave-maria?

Ciranda, cirandinha, Vamos todos cirandar Vamos dar a meia-volta Volta e meia vamos dar. O anel que tu me destes Era de vidro e se quebrou O amor que tu me tinhas Era pouco e se acabou. Por isso, dona ... (cantar o nome de alguém) Faça o favor de entrar na roda Diga um verso bem bonito Diga adeus e vá-se embora!

BITU Vem cá Bitu, vem cá Bitu, Vem cá. Não vou lá Não vou lá, não vou lá Tenho medo de apanhar.

DONASANCHA

"Somos filhos do conde, bisnetos do visconde Seu rei mandou dizer para todos se esconderem ". NESTA RUA

Nesta rua, nesta rua existe um bosque Que se chama, que se chama solidão; Dentro dele, dentro dele mora um anjo Que roubou meu coração. Se roubei, se roubei teu coração Tu roubaste, tu roubaste o meu também. Se roubei se roubei teu coração É porque, é porque te quero bem.

(nesta brincadeira, as crianças fazem roda em tomo de uma delas, escolhida para fazer o papel da dona Sancha, que cobre o rosto. Quando cantam "0 seu rei mandou dizer ... " todos se escondem e dona Sancha com os olhos vendados deve tentar pegar uma delas. A que foi apanhada será a dona Sancha na outra brincadeira).


Para/endas

LENDAS.

Paralenda é um palavreado. São rimas infantis em versos, para divertir, ajudar a memorizar ou escolher. São exemplos de paralendas:

Hoje é Domingo, Pé de cachimbo, Cachimbo é de barro, Bate no jarro, O jarro é de ouro, Bate no touro, O Touro é valente, Bate na gente, A gente é fraco, Cai no buraco, O buraco é fundo, Acabou-se mundo.

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Não se pode negar que o lado mais conhecido do nosso folclore são as lendas, ou seja, as histórias que o povo conta, e que têm origem em várias regiões do país e do mundo.

São repletas de fantasia, beleza e medo. Uni duni tê Salamê ningüê, O sorvete colorê, O escolhido foi voce."

Conheça agora algumas histórias e personagens maravilhosos conhecidos no folclore brasileiro.


o mistério

do Boi/atá

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Boitatá ou cobra de fogo é o gênio protetor dos campos. Os que destroem ou incendeiam as campinas verdejantes são castigados por ele. r

Geralmente, o boitatá aparece sob a forma de uma enorme serpente, com os olhos cintilantes, como dois grandes faróis acesos. Em certas regiões, porém, o monstro toma a forma de um touro gigantesco com um só olho cintilante na testa. Quem o encontra, pode ficar louco, cego ou morrer de medo. Para a gente se livrar do monstro, quando ele surge à nossa frente, basta ficar quieto, de olhos fechados e com a respiração presa. Ela acaba indo embora, Atirar nele um objeto de ferro também dá resultado.

lara é uma mulher muito linda, de pele clara, olhos verdes e cabelos cor de ouro. Vive no fundo das águas dos lagos e rios. O pôr-do-sol é a hora da lara, pois é o momento que ela vem à tona. Quem a vê fica logo atraído pelo seu canto e beleza, e acaba sendo arrastado por ela para o fundo das águas. Por isso, os índios, ao cair da tarde, afastam-se dos lagos e rios. Eles têm medo de encontrar lara e de ficarem dominados pelos seu encanto e nunca mais voltar.


o negrinho do pastoreio

Curupira

Negrinho era escravo de um homem rico e mau. Não tinha ninguém na vida, mas dizia ser afilhado de Nossa Senhora. Sua vida era trabalhar todos os dias e sofrer os maus tratos do dono. Um dia, fugiu um cavalo baio que estava a seu cuidado. Negrinho não conseguiu encontrar. Caiu a noite, então, ele acendeu uma vela e continuou a procurar, pedindo ajuda de sua madrinha Nossa Senhora. Neste momento, os pingos da vela transformaram-se em um rastro de luz, e ele encontrou o cavalo. No dia seguinte, o filho do patrão espantou o cavalo novamente. Negrinho foi chicoteado pelo dono até morrer, e seu corpo foi atirado em um formigueiro. Ao clarear o outro dia, sen dono espantou-se ao ver •Negrinho em pé, à beira da cova. Negrinho, de um pulo, montou em seu cavalo e desapareceu a galope. Começou a correr pelo povo a história do milagre, e até hoje, quando alguém procura uma coisa perdida, é costume dizer esta oração: "Negrinho, leva esta luz à Nossa Senhora, e acha para mim o que perdi". E o Negrinho dopastoreio continua a passar a galope pela lembrança do povo, dando coragem aos que perderam, deixando pelo seu caminho um rastro de perseverança.

Curupira é O deus protetor das matas. Ele tem cabelos vermelhos, corpo coberto de pêlos e pés voltados para trás. .

o caçador

deve ter a prudência de matar penas o indispensável às suas necessidades. Ai de quem mata por gosto, fazendo estragos inúteis; de quem atira em animais que estão para ter crias; de quem despedaça cruelmente os filhotes! Para todos eles, o curupira é um inimigo terrível. '


A lenda da Vitória-Régia

Naiá era uma indiazinha.que apaixonouse pela lua, e todas as noites tentava pegá-Ia, mas não conseguia.

o saci é um negrinho

com uma perna só e que usa um gorrinho vermelho na cabeça e traz um cachimbo na boca.

Vive fazendo travessuras e maldades com as pessoas e com os animais. Às vezes, ele é camarada. Ele corre como um raio, aparece e . desaparece, cresce e diminui. Possui três dedos e, quando vê gente, dá um assobio de furar os ouvidos, põe a língua comprida para fora e solta fumaça pelos olhos.

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Uma noite, Naiá chegou à beira de um' lago e viu nele refletida a imagem da lua e, tentando alcançá-Ia, atirou-se na água e morreu afogada. Então, o corpo da índia transformou-se numa vitória-régia, uma flor imensa e bela , que todas as noites abre suas pétalas, para que a lua a ilumine.

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A mula~sem-cabeça Dizia-se que muitas mulheres más transformavam-se em mulas-sem-cabeça, nas noites de Quinta para Sexta-feira. Corriam velozes e furiosas, pelas estradas, até cair a madrugada, perseguindo os viajantes descuidados. Os cascos afiados da mula-sem-cabeça davam coices como navalhadas. Os homens e os animais que encontravam-na pela frente eram mortos a patadas. De manhã, voltavam à forma humana. Se o homem conseguisse feri-Ia, de modo que seu sangue corresse, quebrava o seu encantamento

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A, lenda do hoto

Para os índios da Amazônia, o Uaviara é deus dos rios e protetor dos peixes. Ele se apresenta sob a forma de um boto. Quando descobre uma índia jovem e bonita, transforma-se logo em um belo rapaz e procura dela se aproximar. . As índias não resistem ao seu canto maravilhoso e acompanham o boto, que as arrasta para o fundo dos rios. Nas noites de luar, os botos se reúnem, à margem dos igarapés, para cantarem e dançarem.


o poder

da caipora

Caipora ou caapora é o gênio protetor dos animais da floresta. Trata-se de um anão peludo que aparece cavalgando em porco-do-mato, mas ele pode tomar várias outras formas. Sua missão é proteger os animais que vivem nas florestas e perseguir quem vai caçar nas matas. Nas sextas-feiras, mesmo com luar, é proibida a caça. Nos dias santos e domingos, também não se pode caçar. Os caçadores não devem desrespeitar as lei do caapora. Quem não entrar em combinação com ele,

-nada consegue caçar. Para alguns sertanejos, a caipora é alma de um índio bravo que morreu pagão. Os caboclos dizem que quem vê o caipora, fica com azar por muito tempo.

Lobisomem Esse personagem é metade m e aparece sempre à meia- noite xta- feira de lua cheia. As pessoas que moram nas zonas is dizem que para afugentar um I i ornem são necessários dois i ngulos formados com ramos de da.

Bumba-roeu-boi Essa história é do folclore do norte. Trata-se de uma figura de .boi que, armada sobre uma pessoa, deve ser toureada pelos outros participantes da brincadeira .. O boi usa uma roupa bem colorida e investe contra os outros personagens enquanto os músicos tocam batucadas usando maracas, atabaques e matracas.


A lenda dos diamantes Em uma tribo, nasceu a filha de um índio. Seu nome era Mani. Ela era diferente, pois tinha a pele branca como o leite.

Há muito tempo, vivia à beira de um rio uma tribo de índios. Dela fazia parte um casal muito feliz: Itagibá e Potira.

Pouco antes de completar um ano de idade, Mani morreu sem ter adoecido.

Certa vez, Itagibá saiu para lutar contra uma tribo vizinha. Sua esposa, Potira, não derramou uma só lágrima, apesar de estar muito triste. .

Os índios, como de costume, regaram a sua cova, e dali nasceu uma raiz branca como a pele de Mani - a mandioca, ou manioca, que quer dizer corpo de Mani.

Todas as tardes, Potira esperava, às margens do rio, o regresso do esposo amado. Finalmente, a índia foi informada de que seu esposo jamais regressaria. Ele havia morrido como herói, lutando contra o inimigo.

Daí por diante, os índios cultivaram essa planta maravilhosa. .

Vencida pelo sofrimento, Potira passou o resto de sua vida, à beira do rio, chorando sem cessar. Suas lágrimas puras e brilhantes misturaram-se com as areias do rio. A dor imensa da índia impres~ionou Tupã, o rei dos deuses. E este, para perpetuar a lembrança do grande amor de Potira, transformou suas lágrimas em diamantes. Daí a razão pelo qual os diamantes são encontrados entre os cascalhos dos rios.

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