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SEMANA DE EDUCAÇÃO

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ROTEIRO

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OFICINA li

HISTÓRIA E MEMÓRIA

PROFO ZIZINHO VIGNERON (~

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RESUMO

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NESTA OFICINA, PROCURAREMOS ELABORAR UM RECORTE DO TEMA: HISTÓRIA E MEMÓRIA, PRIVILEGIANDO ASPECTOS DE . CONCElTUAÇÃO, COMPREENSÃO DO SENTIDO DA HISTÓRIA, TRAÇAR ill.1 PANORAMA DA HISTÓRIA DE UBATUBA, APONTAR TEMAS QUE POSSAM SER DESENVOLVIDOS AO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM, BEM COMO APRESENTAR UMA PEQUENA BIBLIOGRAFIA

2007


2 SEMANA DE EDUCAÇÃO

Palavras chave a- História: ciência que estuda eventos passados com referência a um povo, país, período ou individuo especifico. b- Memória: faculdade de conservar e lembrar estados de consciências passados e tudo quanto se ache associados aos mesmos. c- Patrimônio: conjunto de bens naturais ou culturais de importância reconhecida num determinado lugar, região, país.

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2007

Reflexão: a- Para você qual o sentido da palavra comemorar? Pense e reflita sobre ela.

b~ Reflita sobre a diferença entre o patrimônio histórico de Paraty e Ubatuba.

Dícionario Houaiss de Língua Portuguesa

o Sentido

da Histôria

a- A história procura especificamente ver as transformações pelas quais passaram as sociedades humanas. A transformação é a essência da história; quem olha para trás, na história de sua própria vida compreenderá isso facilmente. Nós mudamos constantemente: isso é válido para o individuo e também para a sociedade. Nada permanece igual e é através do tempo que se percebem as mudanças. (...) Desde que existem sobre a terra, os homens estão em relação com a natureza (para produzirem sua vida) e com os outros homens. Dessa interação é que resultam os fatos, os acontecimentos, os fenômenos que constituem o processo histórico. Borges, Vavi Pacheco, O que história, São Paulo, Ed. Braziliense, 1981

b- Cabe ao historiador transformar a história ( ...)de fardo ( ...) numa história que faça do conhecimento do passado um instrumento de libertação. Le Goff , Jacques, História e Memória, Campinas, Unicamp, 2006

Reflexão

o

conhecimento do passado interpretação do presente.

e

a


'. 3 -,

SEMANA DE-EDUCAÇÃO

o Olhar

sobre a História

o historiador

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busca conhecer o passado e interpretá-Ia de várias formas. Por isso ele não é "dono da verdade". Afinal, o que é a verdade? Conto: Texto I: Face - de - espelho Texto lI: A história do passado e do presente Texto Ill: O que restou do passado

2007

Reflexão A história e - o olhar sobre a mesma, Existe uma verdade histórica?

r-

Um Olhar sobre nossa histôria: Ubatuba Texto IV: Memória: Ubatuba Texto V: Sugestões: Visitações a Museus e Memoriais e Estratégias. Texto VI: Referências bibliográficas.

Reflexão: Relacione uma pauta de assuntos que possam _ser utilizados no processo ensino aprendizagem, levando em conta a realidade de sua escola.


.Semana de Educação 2007 =Oãcína lI,=-Texto l-

Há muitos a..'10Svivia na Índia umrei sábío e muito culto. Já havia tido-todos os livros do seu reino, Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do rio G~H1g~~. Mu1t9l3$'.dhm eministro$~ pr.nlªgmdar.(}'rei~ctªmbém .1JeªpHeªrnmªo1Jestudos e às leituras dos velhos livros. Mas viviam disputando entre si quem era o mais "".

çonh~ç~t;for-;tt1t~figetlteesábio, menosprezava às demais.

,Cn@ 'um se<lrvQr~waetn.

$ef O dOtlo da 'V1;lf4ªde e

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Orei~e én:tri_~t'eCta.eornes~a-rivaHda4.eint-dectua'LR~$Qlvet.~>emãQ> d8;r.,,}he$~lmª lição. Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da

grande sala do trono estavamalguns-be-Io8 elet1rn:es.O rei ordenou que QSSoJdadQ8 deixassem entrar em grupo de cegos de nascença. ObedecendoiJsordens reais. -~ $oIdª4t)~w!1dnliirom :Q!ll cegos lmrnQselefnntese, guiando-lhes as mãos, mostraram-Ihes os animais. Uni dos cegos agarrou a perna de um elefante; ontmseguroua çavda;ovt;!'otoÇQu 'a,,bwrig.(l:; oUb'Q <t$costus; Ol;líroapa!po'u«s orelhas; outro, a presa; outro, a trombe. Oreh)Çcl.hl qH~ -ca.d~llm~~a~'!}h'!&~~e ~n, Ç9!1'} ~$ m~-oo;1\-Pfirteq~le iheçabin, Enl seguida. mandou-os vir à siía presença e perguntou-lhes: - C01110 separec.e '1.:1!n.elefante1 Começou ·uma discussão acalorada entre os cegos. AÇi';l~J~q'w;e aga!"r-O\l~pern~-re15po!1dete

- O elefante é como urna coluna roliça e pesada. ~ Errado! :- interferi-u o cego que segurou a cauda. " -O ele-fanteé tal qua1Wlla vassoura de cabo tnaleável. .•. . .' - Absurdo! ~ g-nf(}\Jaquele q-tle:tocou 'aba-rnga.

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:E'\:H!1apare' de curva e 'tem 'are 1e

semelhante a um tambor. ~ VO'cêsJ1~o pen;:t:!beffllf!n~da- desdenno-uocegoque:to(u)u«$costas. - ,O elefante parece-se com uma mesa abaulada e muito alta, ,~Nooªd.j~f}ol -Te~:mungl)\l1) que :tinha apalpnd9 'n,sofeJhmiô,,, É'como -mna bandeira arredondada e muito grossa que não pára de tremular. . ,..Pois eunãowncordo ç-çHn nenhu111de~v()çê,~--fafQ-l;l.aJtO(lcegoque ex~t~lin.«raa presa. - Ele é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rigldd eHino os chifres . .,.Lm-nento di7.erque tf:X:!0% voçê~ ~tão~rrudQf) - dissecom .prepotêncía ('I q'ue tinha segurado a tromba. - O elefante é como a serpente, mas flutua no ar. O rei~e divertiu comasrespostaae, -,vit'and(l~$e 'p~l~'seus $úditOf. !Ç mini$trQs, disse-lhes: .

~ Viram? Cada 11m deles disse a suaverdade, E nenhuma delas-responde corretamente a minha pergunta. Mas se juntarmos todas as respostas poderemos conhecer H grande verdade, Assim são 'vQcê8:C<1:da'uw ~tem asuaparcela de :verdnde.'SeSt)uberenl

ouvir e compreender o outro e se observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e li sabedoria. In. HOLANDA, A. B. de e RÓNAI, P. Mar de Histórias. Riu d~Janeiro: NQ"!!!Fronteira, 1980., v.rl ,


Semana de Educação 2007 -~Oficina 11-=- Texto 11 A História do passado e do presente No ano de 2000 comemorou-se em todo o Brasil os quinhentos anos da descoberta do pá{s. b-x-pos-ições,HvfQS, -filmes, -Cn·,RQms,endereçosnn Internet {oram especialmente dedicados àquela data. A atenção dos brasileiros voltou-se para o passado de quinhentos anos; atrás, quando .o p~lí~.em~rto deflofes-t,.'lS onde viviam p~ssaros, animais nações indígenas. Mas, se já estava habitado, então. o. Brasil havia sido descoberto antes! . Os historiadores confirmam: o Brasil está habitado há milhares de anos. Então, por que tanta festa em 22 deahrH de 2:0007 Porque, para111uitos, a História do Brasil começou com a chegada dos portugueses, com seus conhecimentos, língua e religião . .F,'5savisão deSCQHSideraa -Hjstó-l·ia·dop()voindig~w.ante.s daç-nega4a. dos 'e\lropel~& e o papel desses povos na formação do povo. brasileiro. Essas pessoas agem exatamente h 'd I)fe!)" 'eluope\!l&;q'l,H~ ·d ... i . .l' . . ,çQmoo& I.(.d '·.e;,çO,rj, ·.espre~.<\ramaC\Ltllm lI1\llgena emaS$acnm~m tribos inteiras para tomar suas terras. Desconsiderar ds indígenas como integrantes da . d,.~\,e··; .-t h '{'.'. . d socie r~§Le1fa e çomportm:n~nt0t;:p,Je-ten1 S\m8Qngemilno.passa .0, Em tantos anos de vida; muita coisa mudou ná sociedade brasileira. E continua llnldandQ, M.1rldam os -v<\lQres.a -meds, a -tee-nologia,aorganização -potitica, a ciência. Algumas mudanças são tã~ rápidas que a geração dos pills rlão consegue compreender a dos filho~. Outras mU(ilm1:Ç~s :são -tãQ ,Iem~ t;tuenQs dãQa -impressãtil de ql4e.tlUJ1Ca ocorrerâm. Os historiadores estudam as transformações que bcorreram nas sociedades e

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brnncoflAn1f~~~d!e=~~~~~tc~à$S~ddb o. presente,

buscanclcl compreender o papel que homens em:ulheres tiv~m e têm f\~ $ocied~de,('-Omoi-tt)dn:çi~nt;ia) ela pode ~!wo:ntrnf várias respostas Cdda uma delas e t.tlrlainterpretação do ~~~ádo. O passado nos ajuda a compreender o presente e a entender D qae IT\udou e {l q~Je ,se mm~tevenn -vid.~da sociedade. A lembrança do "pa~1J~(.locOm\lmHne.a$ :pe$~om;no pr~entee cria laços afetivos. Nós nos reconhecemos cdill M fuesrtÜi identidade, isto. é, somos brasileiros porque ternos urna histÓr1« em comum, fatamosa rn,e.~n1n HtlglHl e partjdp~Hl10~4arnesumçultura. JoeI?~ Ester Rodrigue


Semana de Educação 2D07 . Oficina II ~ Texto lU

Para conhecer a sua história, você pode perguntar aos seus pais ou recolher informações em documentos :pessoais (como :acertidãoderrasc!mentQ);m18 fotQgrafias de quando era criança ou nos objetos que você usava. Assim também os historiadores, para reconstilufrem o.passado, usam de todosQSov~fgios dosque-vieraraantes de nós. Nem tudo o que pertence a épocas passadas desapareceu: ainda restam as ruínas de cidades ' ,.. ' ,. • . ,...L. OItl.!VfO$ t' , ao tuqw.ss imas, os monumentos, ~Plntuw, «$m~;çnÇ()e~,a,~.~.ljm.s, e,s<:!i:to$ ou ilustrados. Tudo o que restou nós chamamos de "documentos;': examinando-os, os '} . h' . d·· . . '" ' e·m 't t' ',t..' ,,' , d arqueoogos· e·{)... ·...lstorm. oresreconstroem,compaclenc!<l .e!lgencm,nn111l10na .;e A

nosso passado. . I, Oshistoriadores 'peSquiS«ffi Q :pª~soooemdiferente8d.oeumento8·:em.'ta8, {eis, lêtras de música, notícias de jornais, r~latórios econômicos, registros de cartórios -todos el do' .. A' .1.....mh' el hi;~ric::~~;:::~~:!~:s:~~;:~~:v:~:~:~d:~i~~s:~d~~:;~=~~s C{ d ' ,.. -1 .•. t ''lr rna;o~;;·rqu~lçª$,l'rQgrªl1\ª~)\.Qe"e,evl~aQ,.

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Os objetos fabricados pelos homens e mulheres também são documentos para o I.• ...;.

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utensílios e tantos outros. Uma flecha partida ou o fundo de uma v&sl1llaquebrada podem d _A.·ma•.. -1' ·t' ~.A 4:1 1. • •• r • -1 nos ••. .contar' "h·80; re o passa·.o, ,elt.'alftL!Z«\:laua l!ecna :u"".{çaQ :t;tlJQ .ae arvore existente há época e sua ponta de pedra lascada mostrá técnicas e habilidades r:

desenvQivlcl.(ls:sea flecha em 4esthl«d~là caça de <H'limai$ de igrnnde porte ou depequenc porte, por exemplo. O pedaço de vasilha informa sobre o córlHeciniento da cerâmica, se .C'.

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1011eitaà mR~ ou.se em TQ"a •.teQ+elr{)~~e~~ervHl'pªnl:tl~\fV!1::\.tk~ÇÇ\QU re1lg1ows, ou,

ainda, para transportar grande ~hantidade de algum ptbàútd, Ohi~l)riiJorseinteres~mpt;)r{f)d{);., QS(lSpectQSdRcvidn h\~marm: nsobrns artísticas ~ utilitárias, a maneira de viver e de se relacitibar com d~ butros, o governo, . t " , t" -, pensameotcs e -VaQre1il9 9rg~nn?:,ªçat;l~n()m!çª.a:r~J!glao.. '. MJitosÜHs objetos do passado estão guardados fíostHuseJs e nos arquivos

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--Semana de Educação 2007

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Oficina 11~ Texto IV

Ubatuba: memória o passado

não é o antecedente do presente, é a sua fonte. :Ec-lêa ·B.os:i

Após cem anos da implantação da colônia portuguesa no Brasil, a metrópole RinCifa não hnvjn 1;()ffiaQO liieflnitivmlleme«'Posse :dªssu«s:ter-r~s. Isto ;Qcas!muwacdivt}fsas tentativas de penetração no território brasileiro por parte de estrangeiros, também int?rt?s,<;a~o$ naoeupaçãc d~ án~'!n8·q'le-fQrl)eçe8Sema8riqv~j1:a$necessárias @ emergente capitalismo comercial, O sul do Brasil, secundário até então nbs interesses econômicos e poHticos :portug\1~1'e~}c(:me~rod(\811Qn(\rd~ste aç,~care,jl'9,torn9lh~e alvo dessas incursões estrangeiras, em especial as francesas. O monopólio comercial portugês passou ~ .. entao t ri .. .~' f·t.·' .. fiemç, q\le~sw:repre8enta.va; • . .. • . ,,:\ser ameaça"loeam'i?\,l't)p<f.e~avJ~muJ{Q;, pt)t~JR N

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-,rjvenç,iara'tal

r)1~OOfemaçomNlaçf(Q ~stl1.dias.

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Vma solução encontrada foi conceder sesmarias a cidadãos portugueses, o que, alén'l ~Jeecotlot11ic~met:ltem~li$;viável, gar~1tia a po~se4~;terr&. f\;.-:;sim;t1&SCe -nttura viM .Nova da Exdltação da Snnta Cruz do Salvadotdt Ubafuba, já nos inícios do

ª

século XViI, Desde ePtãl)a,sfamfUasoomeçarama.~effldicar e a ocupar aárengeográ{'iça dt1 Rio de janeiro até Santos. Tal política foi inêehtfvada pelo governador do Rio de Janeiro, Salvador C(}rrêa de Si e f\:(mev-i:des e justamente noseugovemQ que ~~edáa que vai

é

Ubatuba à categoria de vila, a 28 de outubro de 1637. Essa é considerada a s\'ladma d~-ftmdaçã.o. Q ierrtlórlOÓf,) município ;pertencia à capitania de S~O Viçef}t~, sendo doada pela condessa de Vimieiro a dona Maria Al{rbs, sogra de Jordão Homem Alb~ma7. J.n,çosta, ql;l.e~rá ofuu.da.dordaddmk. .. A .vila, desde o seu surgimento até meados dd $&ihlo XVIII. conhecera pouco crescimento e sua economia era 'baseada na subsistência. De acordo com BeatrizW estin de Cerqueira, errl seu estudo sobre a escravidão em ubâtdba~ a população do município elevaçãdde

~:~1~:s d: 1~:~i:~~::: ~l-f:v~::t(:~:~~~::~ e

~a~=]~a~~::~~~ih!e~e~~~:~),l;~ à pesea.« 2'5famHiascviviarnde~uasagênçias (peql:lenaS

;t:'lmHias sede4icavnrn manufaturas, comércio de varejo e outras atividades exeidd~s por homens livres).

G~:;;~~;

produçã~o~e~~~an~'t~:: ~~:~:o~:r~:CI~~th~V~!\o~:a(B~:~~;)l~~: nova dimensfio. #.or e8~~ época, Uhªttlb~1·m.1jcJ:tla~$eC9mMina.~ ·no comérçjo di) açúcar, aguardente, .farilfua de mandioca, anil, fThho e pescado sài~ado aqui produzidos. Essas ftt.iyirlades,princjpahne~te aaç\lcal'einl, ~'vira!1} para· ait~·ª,rafoH11.aQe·vlda da entã.o vila. Por e~sa .época; l'OOe.-~ mir!1}ar ql;le n l\eqw~!l!l agriC\ll-{ura de ctmho c0mercial suplanta o predomínio das culturas de subistências. A Câmara local passa a fazer reivindicações, a eidade cresce e "w:npeq\iet1o "cot:w~rçiQt~ntre tIbattJb~ eo Rio de Janei.ro começa a se desenvolver. Tal comércio, embora a princípio reduzido, assume aos poucos um papei de ·importância dentro dosqmldros econômiGosdn região) prindpahnente quando os interesses da capitania de São Paulo estão em jogo. O 'relacionamento prõximoa vilapallH~taqeUt;at\tl;;a e o Rio de Jan.eh~o e.~tav.a. em desacordocom a poH-tica aescnvoJ.vida pelo entãogovernador da ç~.pitaniade8ão


Paulo. Tais diferenças afloram com a decisão doeapitão-mor representante de São Paulo, Bernardo José de Lorena, 'proibindo o romércio entre as vilas dacapitani:a com qualquer outro porto exceto o de Santos. Essa medida representou Um choque para a produção açucar.eira·lücah já que ·f)()preç()1')mçreçid-()spelosg~nti$la$>ernm-muit()cinferioresaosd.9s cariocas, gerando' um desinteresse por parte dos produtores o que acarretará no declínio d~",:,::;aprodução. O referido decreto foi revogado nove anos depois pelo então capitão-mor Antônio

M(1)Oet d~ Me.Ho ç~~tf<) e. 'Menoonça e.m ~79ge.; .~ 19(13,n()vame.l1te.·re.tQmado .pelo capitão-mor Antônio José de Franca e Horta. Esse monopólio comercial do porto de Santos só seriaJteradt;l eOtt;l.R chegada ·da.{am.1lia~ea.lqo '~fa.,;H;e.t:tl I tt-o~7ewm Hm política de abertura dos portos. Tal fato, aliado ao início do cultivo do café em Ubatuba, -vairepl'e~ertt~fgSegunda-maiQr arrancada ecooôm!t;~(,l·da;vH~,JáemJ g22; époç~ da Independência, o café passa a ser produzido em escala comercial em Ubatuba, o que vai c. C. .,t~. . •.r., A.'.,t A ".,t.,t L:" f_evara ·ran~'l0t111açOespr(trunl;f4~t1a t Vl~weC9!l~nllç~vOHIU!HC!ptO. ·...aftvtvft\-~eçag~e!ra se constituirá na principal riqueza da vila, permitindo q-ue parte dos seus habitantes, pela primeira vez.conheça a farmrae a riq\lez«., As seguintes estatísticas para a produção do café atestam tal fato. Em 1798, +

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Ubatubapro-cl:uziJ{I 1'00 aITQhasde café, Se!lQO ç'H~metadedessa,pJ'oduç~Q··se(';O-l-wentrava na propriedadede apenas um fazendeiro, Domingos Correia Brandão. Verifica-se que a prf;l(h-wão ~m H~?9~d~23.200arrobf.lse,em 1$~6,já.~~·ªlçança 3J ,HOOarrobasnototaL O que podemos constatar nesse período não é apenas o aumento de produção mas 1:arnbétn, o munentQ. signifiçativQ dos agriçnH:Q.res e.twQlv'dQS -com aC\;lf.h:l-Ta cafeeira, na mesrría forma, a vila passa a receber populações advinlliis de outros locais, estrangeiros {)1J

n~Q>livresou escravos, Vejamos a HÁtrativa (adaptada) de Beatriz WdHH d~ Cerqueira sobre o assunto:

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~:!~ ~: ~11l~~e::~!1~~;a~:~ i:~

8;:ít~:q~~~~~~oF~::~~n:~~:,4:~::n1J!s:::~~~1~~~~i~~:l ~~~~ fazenda em mato ,hruto, MaStl~:t) são ap~1:1aS h~so.•b.ra~Heil'osqueªíc})egam, Nesgaépoc;a vieram estrangeiros ão município, principalmente franceses: Jean Francois Lecoq, natural de Na:nt~1'>~,féan A..ntoine ·:ÇharIe.aux e. ·ChftT.Jes. J9sépn {.,epe\ltr~ RobiHaro Marigny, de t

j;~:!~7~d;~~led~,:~~:~~~~~::~;fe~r~::::, ~;~~~~~a:~o~:~~e~:~ll~~: Bel1'!11gere !linda'.) inglês Çh~(e.s-9r3Çe" (-an~$lmf.dn~dlJªi {amm~lGmça.emUbªt1Jbª), A população escrava que, em 1813, era de 556 elementos, hillh total de 2166 livres, passa {\.ctesceranoaano, re.pre~ntaxld(\, 'no aUI) de 1'836, 4<)oÁ, d~\,p(\pulaç&:Q do Hluniçfpio, As terras, agora valorizadas e ocupadas, o aumento da população, a especialização na ll1onoctJltUl'tl

4t;\café,ª

ampliação dªimpOr.t~u;ã;O tjtçpr<>Uff.t)$ t;,ben:;;de

COl!Sl;l!ll,Oeoinfçio

de uma rápida urbanização. são alguns elementos que evidenciam um impacto relevante da cultura do café em Ubatuba. A expansão desta economia no município dura aproximadamente

cinqüenta anos,

século XIX. Apartirdes~aépoca. enq\H'H1to o cultivo do café em algumas regiões do Vale do Paraíba es.tá em franca ascensão. em por.tmito

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=tGdaa ,prime1r~metadedo

Ubatuba o mesmo tende ao declínio. . " 'h'1' 1"" • ..l' Tal econommd1sponJ. Ht7.ato das as -tert~8C\l!twªvelSepQSS1:VelS -\lGrm,itl1ClpIO. r

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Entretanto, embora o mesmo possua mais de 700 km2 de extensão, a serra do Mar (área

" A ~_A t não dispontvel) ceupaaproximadaraente W9/Q QQseuterntooQs 1Qrl'!!"".Q~~.g.~s as terras 0,0

disponíveis. Além disso, a técnica e o sistema de cultivo, rudimentares. ao esgotarem. a ' • f ..1 'O$uçeli>li>Omlçlª.'i!e$~ econorma.

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Enquanto isso, como já foi afirmado acima, a cultura do café se amplia em outras áreas

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A'" .Ot 1.. do Vale do P'araWaCOrnl\}\l\{O,mals{erra,g ';ll~wn!-V~18,~mw.t!\p&:raçao·ç():m(l',t(lra Assim, ao longo desssa época, a produção cafeeira aos poucos dá espaço ao seto! comerç1~1 I)t)'mH~ri93 que reaH~~ v oomérçio do ,çafél"J'9d\tzi4opo Vale do ,Par'3Jba. E ,

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o

importante notar que foram os capitais advindos da produção local de café que viabmz.~Tft1:11 ~S&~sctot"Bgga ,~la$Sage1Jl p\'Is-s-ib-Hi-malteraçQes i~igHifiçativa$!1a Vila Nova da Bxaltação da Santa' Cruz do Salvador de Ubatuba. A urbanização acima referida, ~Çf;!J~r~,;,~por esse -periodoe 4) ,povo -SQPro wonômi~o :imput-sj9nn,osl1t)m~ns de tJbatlJba a se engajatemem novas atividades bastante diversificadas que vão desde a aquisição de embíU"çaÇQes-parao transporte ,çf)n)erci(\{ etm'ea vHa eQ Rk,' de Janeiro. <lmssando~Jo tráfico de escravos, até a aquisição de grandes tropas de mula para o comércio com o Vale-do ePar-a:fba, É importante T~ferirain.da .-aintmdl.wão.emalguma~ {'azendasde café, de mão ..de-obra livre. em colônias de parceria compostas por imigrantes suíços e

alemães. Assim, de região produtora, Ubatuba passou a intermediar o comércio entre o ·Pwafba e .(\ Rio de Janeim .. Essaintermediuçª9 glilf:.ll1te'.'ffheuma.certa .estabilidade econômicaenquanto as áreas do Vale do Paraíb~ circunvízinhas do Litoral Norte mantém ~uapr:Qdu.çã,Qcafeeiraem ~pansã.(), PQrtanto~t)s~,ll(õS {iQ çon$tituem~se numa épbca de confortável situação econômica, até então não alcançada pelo município. Sw'\~aITeçaJjaçÕ~sat1uai-8eramasnm.i-s -signjfJç~tivagdaf}ntã(lprovfncia de S~O Panío, superando inclusive a capital. O processo de urbanização do início do século XIX,agora ' 1 d' V' . -i!~ • 'A, A, o. • 1 aleança seu e~fJ,etl(>r. . arlQS ~~mw\{\~ sso c~m$'t~H"fQ$~m tomo va Jgrejarm~tn{:.> também em obras, B ~fundªda.em 1:8$4, pefa lrmandade 40 SennordQs Passos, a 'Santa Casa de Miscricôrdía. Em 1855, em função de seu intJ.Hso desenvolvimento. o município ganh<1 ostatns 4~çida\fe, A:rn!.~l.éns decomissão, ;negoçjamesde çafé. divers-ificadQ comércio. hotéis, modistas, sapateiros, pintores, vidraçeíros, alfaiates, barbeiros,

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.c.' . A' lari c1oguet.en'os, -mm'ÇenelfQS;pa\larla..~>o .anas, pedreiros e professores indicam um processo de iÜílplia~ão das atividades urbanas

• t ' i..' c ' .I!., 't· 'çarpm ,elrQ8jçn,~l'f\h~lr9$.l ,1.et1'il!'las, '<\Jftl1eU13S,

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2~~;~v:~~:~~n:=:o em 1'83-6, a produção alca..fl:'tl)u!l Çifnl \f~ 3,{;QOOªrr(\basJenq~nlm{ia exportação para 229.273 arrobas. '

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.' ,. Todavin; t~ ~s~n t;~pa.Hsã()!lão se demQnwa,dl.lradourn.O-fimd dJ)s an.Qs6'O e' lmcl~ d?s anos 70 já indicam que a economia portuária fora efêmera e que nova crise er.~;1:H},H~0:.~~ ~~)at~S\.'lhr~tJ{?m\~{jª. A i1iH~t:ân.Qiªd~t~Ç~!)fH}li~ c:~fe~!-(~a. f~lt:ªde -uma política mstitucional que assegurasse boas condições para as estradas, a mentalidade çOl1~erva;it)m dos ~g~ntes püHt,içt)~ 't;! econõrnícos a:Hadt)s à ampla expansãodo café no Oeste paulista e à construção de uma estrada de ferro ligando essa região ao porto de Santo,,; desícesramo e-i-xf;lprodutiv(l do Vale dQPara.wa.paraesta"}Qvareglão,Bm.bora Rfgum-as;micro"regiões do Vaie, ajndanos~mQs 7-<Je ;ge,l~f1:nªneç~m <ttivas ql;lanto à


r, __ -----------------------------------------

produção do café, o porto de Ubatuba perde a sua função comercial de mediador da economia 'V~J~pamihana C:.QffiO RiQ e Ja.néirQ, Alguma~ientativas de Teabili-tara economia local foram levadas a cabo rio final do século XIX, inclusive com a tent~a de COt\SfflcJ-Çã'.1) d.e.cumaest.ra~~e-.-ferro fig9.n({t;\ UbmlJha -a ra1;1-hat~;-t.~ativa. .esta ~rnrla . tanto pela falência do banco financiado r, o Banco Popular de Tauba~.quanf(t:peIa falta de capitais, decorrente da decadência (10 café ·no VatedQ .Par.a~., As ondas de desenvolvimento chegam ao fim e a ec~;c()mercial-portuária de -Ub~nlba será 11QVmnente s1:lbstituída lJeI~eco~.omia de,S1:~6sistêllçia. baseada na produção de mandioca, pescado e banana. Esta situação, iniciada nos finais 4 .iJlo XIX, perdura até os anos JO do século XX, ql:m!1doar~~raçã9 dae~a.da Taubaté" Ubatuba (relacionada à industrialização do Vale do Paraíba) possi~~ a retirada. de Uhatuba de ~~«e~agnação, f.\judada'Pelajndustriali2':~ão dQ Vllle do ~araft)a e·tendo o

:~i~~~1.~:

v::~~~teC;~~~:~ea:;~:~~:::~~~~~~;l~ag~'~::::ª=~~~~a::a até então de subsistência, como a pesca e a cultura de banana e mesmo o ~esanato, ganham dim~n~l) wmerçiaL Â. e~pIQr~ãQdo 'g!l1n1toverde" ·bem çomot) c\1ftivode hortaliças, são novas atividades até então desconhecidas e que agora passam a fazer parte da ~çonomin Iocsl. Nonnàl dos anos-5{l einício dQS anQs6(J do século XX, '3constnlçãQ daestrada de São José dos Campos a Caraguatatuba (rodovia dos Tamoios), bem como a C01JstI'lJção d~ efrtmda :('~rag\-l$t1itt\1ba.·Jlbl.ltublil~t;eJeramoprQÇesso deesptÇÇlJh~çã.o, A construção civil ganha então status de atividade econômica significativa no município e a

populaçãode Ubatuba-volta a creseer,em -n:mçãQ desgas atividade.-t, Pa megma -f.')rmaa construção. da represa de Paraibuna,

que ocupa grandes áreas rurais em municípios ·cirCl;lnyjzinhª,,,,, Somando-se a essas problemáticas verifica-se também a deteriorização da atividade rural de áreas dQ VaJeprÓX'hn(;k<;; a(>'nt)$somllniçfpit)~prin:çipalme:nte -de ~ãQ {;tli~.dc;,PªIªitinga e Natividade da Serra, propiciando o crescimento da migração para Ubatuba. A ditoo\lffi mHitªf -do~(}'~9S 7Q -do .$~1Io XX, épocado·çhamado"mUagre brasileiro", traz consigo a falsa idéia de um "progresso" que reivindica para si o direito de "safvar"a.$ 'populaçõ~s e?l'.ct\líQfi,S QoprtJcesw4e deserl'vQh::jment('l,Pm~a{ªnt9 ·ifl{çiª",~ea construção da BR-IOl (Rio-Santos), empreitada que acelerará a desestruturação das -f9rma~d~ Gi;lHt:l~~,\jçan\ l.oça.i~.bernçOlTIO{l deslQçame!l:tQdeS~~lXlpufações don.orte do município para as áreas periféricas do centro urbano (Estufa, Ipiranguinha, Ilha dos Pescadores), fato esse jáoccrrido, na década de I-96Q.{\aregi:ã(l 's-uldo<tm:miç{pjo, A construção dessa rodovia, aliada ao pleno desenvolvimento da construção civil,

viút~hosa Ubatub~;~sion~1JDJ

deseflnauma

êxoéodessaspopuíaçõesparaéreas

nova re.:1lidade ·ecuroOOY-o mapa -dat:lcupaç.ãodo .n11.micij)io,.ReaHdwje essa

também influenciada pela chegada de migrantes oriundos de cidades do norte de Minas ~~~~~:~~::t;u~Nr~;ãoC~z~~=~~::~~;~=~:;

gr~de:r!;:~r~ir:~~d::i:~

eocontnwam qmmdo d~lJ."ec~lpern.çãodª~f)trndaRi.tpo-BªhiMreS}")Qnsá~~iacQ1j~f\iÇã() da estrada Rio-Santos.

Essas Tlovas atfvida~el5 'p9ssihHitaram -um çfe~çiment:(\ -rápido e dewrde~1.adQ~ calcado

numa

economia

·m~CroeÇQnÕwica. d()pa.i$~

de turismo Q

de veraneio?

sazonal

e sujeita

à situação

que impos.<;;ihiirt~'lmª· est&bHid~e e -u!!lagarnntia

de.

qualidade de vida ao município. Esses são alguns dos elementos que conduziram à atual realidade de Ubatuba e cabe à comtmidade, a partirdaoofl$ÇiêHda 4euma ,memória

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Semana de Educação 20D7 -~Oficina 11-. Texto V

foi:. Ao longo do século XX ocorrem mudanças significativai' tlQooncei-tQ e 'nos objetivos dos museus, dando origem a novas formas de comunicação entre eles e a sociedade, Trad1cionalmente :voitadof> para ascoleções,})assaram a- dialogar comum públicorriais amplo e diversificado, ao mesmo tempo em que buscaram estabelecer relação mais estreita com as C{mw~iclarlestocais, Vale r9.~~(l-ttarque.Ja·partir da década de 60, a concepção educativa das exposições em museus, principalmente os de ciência, foi rr-m1tB irrfh}ene:lOOa pela1?o ·t.ç~la~~dt.lÇacj9naj1\'emvj~wr;eme$peci~f·pei<\s teor:i_fu~ construtivistas, que enfatizam o papel ativo do indivíduo na construção do seu próprio apnH\dizaQo, vist(l corno '\lmproct;'$$odit1<imiCQ que req\le.ruma ;í;uteraçãQconst:antee~ltre ele e o ambiente. J\.~ idéia)'; d()edw~3dor ,fem1Pi~get {t~9~l-:9~~ .;9b~o desenvolvimento cognitivo, de Howard Gardner (1943- ) sobre múltiplas inteligências, e de Paulo Freire (192 f ~f 997) sobre R1t1lPQrtãt'lch.l.do diá:IQgQnoprQçeSSQed\I('.:mivoinfll;:~~nçjarª-m>e continuam influenciando, as abordagens educativas em museus. O pensamento de Freire - autor de Pedagogia dtJoprimidoe mui-t9$ :(U;tlrDS !ivr.os =éespecieíraente importante para nós, brasileiros, devido à ênfase no papel da educação para a cidadania. As correntes mais recentes da museologia crrfatÍ7,am justamente o papetsocial do -nl\:~~l oom9 instrumento para' a inclusão social e cultural, capaz de formar indivíduos criativos que po~~~n1-ao arnpH~rsua vj:;;ão de mlll}do :peJvoontat:t)çQm.os reC\1fSOSquea j'n~tiú;lição

oferece - exercer sua consciência crítica em relação a si mesmos e à sociedade em que se inserem. Alguns valores essenciais que dizem respeito aos museus estão na base do ensinamento freiriane. Aidéi&-de #nmseu",f-6nml". localaberto, livre de discriminações, atento às necessidades do seu público usuário, está em consonância com o pensamento do eduçadoT$obrea 'importância do diáfogoe dQrespetto :no 'fl.rQÇe!i:soedtlçativ(\, Fstes preceitos pretendem transformar educadores e educandos, garantindo-lhes direito à 9utonomiapessoalna construÇ<1o-de 'uma sociedade democrática., que a todos-respeita e dignifica. _Entre os princípios básicos apregoados por Freire estão a ética, o respeito pelos saberes do educando e (I recimhedinerrt:o de sua jdenti4adec=ult:tJfal.a rejeição -de-toda e qualquer forma de discriminação, a reflexão crítica da prática pedagógica, o saber dialog3re escutar~o ser ,cvrioso e aJ.egre no atodeeducar. Freire se reporta constantemente à importância da cultura como invenção do homem, fi autonomia depO<ieresçrever ~maprópria·hi$tóriG.Pe{o dom deCQnh.ecer, o ~ humano constrói sentidos, significações e símbolos. O modo como o indivíduo capta e .lnte:rpret~-~l1'e&H~deva.:i~et.efminn:rsu~ reillção oomomundo n~S\l~ -plurnHdade de signi:t'icado8. f', na cnI:tHl1\ ql;U;: o s~ljeitQ 'vai enÇQntrarQgprirn,~ir('ls-element(l8:para -aconsolidação de discernimentos e, neste sentido, os museus podem exercer um papel irnportante &0 ofef~cer <\osseus ·vigtt~ntes/t.suáriogaiX)S$ibilidªde de .cQnstruir 'novos empreendimentos sobre a sua própria cultura e também sobre-a de outros povos . .Um dos exemplos atuais da aplic3.ção d:asidéias deF·re.ireno~n:mJSeH$~'lJO caso aos museus de hi..<>tória,é a -metodologia do ~Qbjetogernd()r" - {rnn~figuroçfit) do conceito de


"palavra

r

geradora"

de que falava o educador

-, definida e levada" à i prática pelo

historiador Francisco Régis t,opes RmnQt;; {HretQfdQ 'Mlt~~tldo -Ceará, -o'tra\l~lhQeomQ "objeto gerador" e~YolYe exer~ícios qu~ enfocam a exp~~ência ~otidi~*:visit~ll~

do ~

fiHmeu,n~ perop.ectrvadetlffia. ~'pedag-Og!~d~·pr9VQç~çfi.9 <;a':pmi<!nio 'vwe.nçH\dQ,.~era,.;se um "debate de situações-problema".

objetos dQPª~sndo

Ramos relata que, quando há comparaçõea.entre

·ptesente,ntJc"'çi\o del}i$toricidade - q\latidªdeou oondição d'o

t;\'lo

que é histórico - começa a sertrabalhadade modo mais direto. O ,de~fiQ dessa metodoJ(\gi~ de ~pr~di?:~m n(\m\:~5;euéç-()n~eg1.!irusar a sensibilidade e a provocação como matérias-primas para novas percepções. Para tanto, as - ~ aevem-set' d . l' ·Q{uteregsee(l çunQ$!.a~lefJ(i • °d'.:I ,.:I Yí$!t.antepor •• expostçoes cap~~es d'e estmltl:l~H' meio da emoção. Na metodologia da "palavra geradora", Freire parte de uma situação familiar reIaejon~da à 'realidade :do educando par~ :(l ·entffidim.entQ dOllumdo, Na abordagem do "objeto gerador" - utilizado para o ensino de História -, também é " ... diál d 'V!srt~rrt:e .. '. .t h" .:I necessano rmciar o contato e o.la~og(i·o 'por 'melQ~leQ "1etÇ.S ee seu ,uso cotidiano, para então discutir objetos de outras culturas e épocas. :Paraproblemati7.~,r "uma questão nocontex:-t.o do nws~u, é "Ílm!"bment~! q'lf.~3 exposição - e também os profissionais encarregados da mediação, como guias e professores, entre Qutros - seja capaz. de rela.cionar o~ -temas e objetos netacontid-osa situações, experiências e objetos :familiares aos visitantes. Aprender em museus deve ser . 11'· õ J'

um.~ ~~penençm,e1?pornm'}ene,'PQrt.antQ,prnz~rosª.''1}Sltm:!!ltrtttUlÇ. • 1\.

,

1\

t

es 'lTIUseo,oglcas e t

,

.um hábito a ser cultivado, se possível cedo, pois estes locais estimulam a curiosidade e o desejo de oonhecimento. Nã()exjste ·\lmamanejtapr~<:41.eehi4ade ~-vi.~it:arm:n'mtJseu; cada pessoa deve-usar a criatividade e criar sua própria relação com estes espaços plenos de Hi~ttSriae hi~t6rjas, .ÂoampHarmO$HOl}Sa:vjsãodo!11Hndo,apr-tendéj:nosaapr.eciar e respeitar Qutros:P0í(QSe cultl<lras.

H. Lembr~.,se deq~ieotml1?Ç1:i é\lHl f?f>}')ftÇO'~edl,iç.·wi\o:não",fQrmaL e-nesses locajs diferentemente dos ambientes de educação formal, como a escola -, os alunos devem se sentirá 'Yl)nt.ftQeparfiii1Yestigat:on:Hlt~riaie~lÇlstodeacord(iç()m :sç~~,s'ÍnJel't;;,,;;sese afinidades. Ao visitar um museu, procure estimular nos alunos a criatividade, a oh&ervação; a~paçjd~d~ de investigaçãoeosensocrftico. Quando Visitar um museu, aproveite para fazer coisas diferentes do que é feito em safa de aula: peça para os alunos desenharem, com a aj\idadeumapranclwt.a, $et~ohjeto preferido e/ou coletarem informações sobre o que mais gostaram. Ao voltar para a escola, estimule odcbm-e sobre a vísita,

espontânea, sem que isso possa interferir negativamente

notas-poisistopodeprejudicar

expressem de maneira

deixe queosahmosse

na avaliação deles. Evite dar

a espoptaneldadeda experiência,

Oriente seus alunos antes da visita ao museu. Informe-os sobre o queirão ver (se possível, 'use fotos e mapalj),que lugareg/e~pí)sições h'ão -YiSjt~T. aspectos-práticos (.UQf exemplo, quando farão uma pausa para o lanche). como devem se comportar etc. Se puder, entre em contato .com o setor educackJfla{ do tnuselJantes d~ 'v\sita (a maioria dos museus oferece algum tipo de apoio aos professores), procure conhecer o museu e navegar na~págitla dainl"titlJiçãonaJnternet. Participe e. acompanhe seus alunos durante a visita. Procure despertar a

curlosida.denosahn10$

'potmeiQ de associações erelaçõesçQm. (i 'Ç('tHdiano 4ele$, pois a de ~prendi'7;:,adÇl, -uma Ve:f, que ~tit11\da o

ç,!r1osid~d~ él:nn -podemsoil1strume.nto

envolvimento com o conteúdo e a experiência, aumentando assim o desejo de conhecer o . '. t' d . t • d C'.-.J, que está sendo expostQ. E, nnport-ante tr-alem ::a ;Sf·m:pIes C0'!'r!1tt11C(lçaQ ae T<l;IQS; e r

nece1'8áriOSf(.l1Sibi.l~arl~rn{)cionarf\s

-pessoas. Denise. c. "Studart


-

.Semana de Educação 2007 ~ Oficina 11=Texto VI Referên-cias bibliográficas Beatriz Westin de. "Um estudtl da e.~raYidã()em lJbatuba (I)". lu.

CERQUEfRA,

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e Língum;Orjentais

da

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Universidade de-São

Paulo; Bdo Horizonte: Rditota lta~j~iâ>~;974. Terceiro Centenário de Ubatuba. Memorial descritivo das Festas comemmorativas realizadasnos

r

dias 2'8, 29 e 3'0 d(trn~ês de Outt.Jbro de lQ37. ·S~{J'Paulo, 193'8.


História e Memória - Oficina II