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ARARA Vamos, vamos meu amor, vamos na praia brincar, vamos ver a lancha nova que do céu caiu no mar, ai ! Que~o ver o arara, quero ver o arara, passa pra outro que o ara~a vai ficar} REFRÃO Cade o arara, quero ver o arara, passa pra outro que o arara vai ficar Canta, canta companheiro se não cantar canto eu, eu não posso ta parado foi ordem que Deus me deu, ai! REFRÃO A ~ulga com o percevejo fizeram combinação, fizeram uma serenata debaixo do meu colchão, ai! REFRÃO Eu fui aquele que andei embarcado na aurora tava curtindo, curtindo nas ondas do mar lá fora, ai ! REFRÃO Me chamaram de sanhaço, sanhaçc papa mamão se eu fosse um passarinho papava seu coração, ai ! REFRÃO .. Eu vou dar a despedida como deu o bacurau, uma perna no caminho outra no galho do pau, ai! REFRÃO .

MARIA PÕE O BARCO III'AGUA Maria o barcon'agua., navegar Maria o para navegar Maria tem um remador para nos salvar Ai, ai, Maria eu faço tudo é para o seu carinho Aquele tempo que nós dois amava, Eu hoje vou viver sozinho "Companherada" "ta" na hora da partida é meia noite D qalo Ia centou, ValTIO,' dar a despedida Eu vou me embora que o dia ja clareou Adeus querida eu vou embora, querida não chora, querida não chora Adeus querida eu vou embora, querida não chora, querida não chora Vamos dar a despedida adeus, adeus querida E a lua quando nasce por de trás da montanha da mais solidão Até parece uma bola de prata o coração da mulata lá do meu sertão Vem cá mulata eu te darei suspiro O teu olhar será o meu martírio E a lua quando nasce por de trás da montanha da mais solidão Até parece uma bola de prata o coração da mulata lá do meu sertão Vem cá mulata eu te darei suspiro O teu olhar será o meu martírio


CANA·VERDE A minha verde caninha, a minha verde canela, aiaíai, a minha verde canela Tê brincando, a minha verde canela, ela chora não me abraça, eu choro no braço dela Canoa, minha canoa, canoinha da Helena, aiaiai, canoinha da Helena Tê brincando, canoinha da Helena pra te levar eu não posso, pra te deixar tenho pena Eu levei uma carreira que não foi pequenininha. aiaa, que não foi pequenininha Tê brincando, que não foi pequenininha, sai do meio da mata fui parar em Lagoinha Vocâ diz que planta e colhe eu plantei mas não cohi, aiaiai, eu plantei mas não colhi Caninha verde, eu plantei mas não colhi, plantei a luz dos teus olhos nada pude possuir Aluguei um Beija·Flor para escrever uma carta, aiaiai, para escrever uma carta Caninha verde, para escrever uma carta, aialal, para escrever uma carta Canta, canta companheiro, se não cantar canto eu, aiaiai, se não cantar canto eu Caninha verde, se não cantar canto eu, aiaiai, se não cantar canto eu Menina não vai Ia lora, que Ia fora ta ventando, aiaiai, que Ia fora ta ventando Tê brincando que Ia fora ta ventando, a folha do Pardiero lá toda se arrequebrando Eu vou dar a despedida, que a despedida eu vou dar, aiaiai, a depedida eu vou dar Caninha verde a despedida eu vou dar, na minha terra se usa na despedida "aparar"

CANOA CHOROSA Eu 'fico muito obrigado pa" bebida que nos deu Nossa Senhora lhe ajude, ai Ai morena quem agradece sou eu, ai "Vamô, varnõ" meu amor "vamô" na praia brincar, "vamô" ver a lancha nova, ai Ai morena que do céu caiu no mar, ai Menina suspenda a sala, não deixa a saia arrastar, a saia custa dinheiro, ai Ai morena dinheiro custa ganhar, ai Tanta laranja madura, tanto limão pala chão, tanto sangue derramado, ai Ai morena dentro do meu coração, ai Eu queria me casar papal 'cá" mamãe não quer eu acho tão bonitinho, ai Ai morena o marido e a mulher, ai Vou fazer minha canoa da figueira da amarela o meu sogro vai na proa. ai Ai morena o meu cunhado na vela, ai Minha gente venha ver coisa que nunca se viu no dia em que "rni" casei, ai Ai morena a minha mulher fugiu, ai Me chamaram de sanhaço, sanhaço papa mamão se eu fosse um passarinho, ai Ai morena papava teu coração, ai Eu sou da ilha do côco, eu não sou do côco não, eu não sou q'nem Cutia, ai Ai morena que cõco come com a mão, ai


CANOA MULTIPLICADA

Vou fazer o meu relógio do casco do caranguejo Para marcar o minuto e o dia em que não le vejo, olha só REFRÃO />Jugueium Beija-Flor para escrever urna carta participando meu bem A saudade é que me mata olha só REFRÃO Quando eu sai de casa minha mãe ficou na porta Minha mãe 'arrespondeu" meu filho quando é que volta olha só REFRÃO Minha mãe chorando disse quando eu tlve pra nascer Esse filho 'da benção' no mundo pra padecer, olha só REFRÃO Na ilha grande de fora ~a' morrendo de sede Uma moça me deu água 'n'uma' canequinha verde, olha só REFRÃO Eu vou da a despedida, a despedida eu vou dar Isso não é roda d'agua que roda sem "aparar', olha só REFRÃO

Quem quiser saber meu nome vai Ia em casa que eu dou O meu nome esta escrito, na porta do corredor Rêma, rêma na conoa, eu canto nesse distrito, Na porta do corredor o meu nome esta escrito Canoa, minha canoa, canoa do bom jardim O povo 'tão' se embarcando deixa um acento pra mim Rêma, rêma na canoa, agora 'tô" te contando Deixa um acento pra mim, o povo "tão" se embarcando Fiz a cama na varanda, esqueci do cobertô Deu um vento na roseira encheu cama de flor Rêma, rêma na canoa, sou um 'cabooo' ligeiro Encheu a cama de flor deu um vento na roseira Viola, minha viola, cavalete de marfim Quem toca nessa viola vai no céu e 'toma" "vim' Rêma, rêma na canoa, digo adeus e vou me embora vai no céu e "torna" e·vim",quem toca nessa viola Você diz que planla e calhe eu plantei mas não colhi Plantei a luz dos teus olhos, nada pude possuir Rêma, rema na canoa, pra quem é que você chora Nada pude possuir planlei a luz dos teus olhos E amanhã quem perguntar, quem foi que cantou aqui Viemos apresentar folclore de Paraty Rêma, rêma na canoa, agora vou te contar Folclore em Paraty, viemos apresentar Menina por caridade chega teu rosto no meu "Se" sabe que eu te adoro quem morre por te sou eu Rêma, rêma na canoa, estou cantando agora Quem morre por te sou eu aqui "ta" quem te adora Quem quiser saber meu nome, o meu nome é muito feio Me chamo botão de rosa que a moça leva no "seio" Rêma, rêma na canoa, eu não 'tô" contando prosa Que a moça leva no "seio" me chamo botão de rosa

CIRANDA Eu fui aqule canário, que cantei no "paierá" ~ Aquele canário que cantei no 'paierá' Cantava chupava uva pra poder me consolar "Nadeuva"cantava chupava uva Balanceia na drands eu quero balancear } Na ciranda eu quero balancear REFRÃO Vamos dar a meia volta, meia volta eu vou dar (Outra e meia adiante trocando o par) Fui descendo o rio abaixo comendo uma goiabinha O rio abaixo comendo uma goiabinha toda "rola" que "Avuava" pensava que o bicho vinha Não me "gabo' toda "rola" que "vuava" REFRÃO (Outra e meia continua o mesmo par)

CARANGUEJO Caranguejo não tem came, caranguejo não tem sangue Ja vi o caranguejo comendo folha de mangue, olha s6 Pé, pê, pé, outra vez a mão, a mão, abre a roda minha gente Caranguejo no salão "ta' "tão' bom Viola, minha viola, cavalete é de marfim, Quem toca nessa viola vai no céu e 'toma" "vim, olha só REFRÃO

}

REFRÃO


Viola, minha viola, viola meu violão Essa viola, viola meu violão Viola você conhece os dedos da minha mão Num progresso viola vocês conhece REFRÃO (Volta e meia cavaleiro troca o par) Canoa, minha canoa, canoinha da Helena Pra te levar eu não posso, pra te deixar tenho pena Vou me embora quando eu canto você chora REFRÃO (Volta e meia adiante trocando o par) Eu fui tirar um limão o pé de limão Um limão o pé de limão correu O limão saiu rolando, atrás do limão lui eu Tô te contando o limão saiu rolando REFRÃO (Volta e meia adiante trocando o pá) Me chamaram de sanhaço, sanhaça papa mamão De sannaço.samaço papa mamão Se eu fosse um passarinho papava seu coração "Tê" cantando sozinho se eu fosse um passarinho O na ciranda o meu dever é mandar Na ciranda o meu dever é mandar

Eu vou fazer minha canoa, ah Dalila, da figueim da amrela Mas o meu sogro vai proa, ah Da!ila, o meu cunhado vai na vela E menina vamos comigo, ah Dalila, que eu "ti" passo Ia no rio Mas do braço eu faço ponte, ah Dalíla, do meu coração navio Mas eu vou dar a despedida, ah Dalila, Ia por cima da avenida E a roda roda que nós não dança, ah Dalila, eu não posso fazer comprida

Vamos dar a meia volta meia volta eu vou dar

Volta e meia adiante trocando o par Meu "senhora " dançador que me queira descupar Dançador que me queira descupar Na rima desse meu verso a ciranda vai aparar Já morei no comércio na rima desse meu verso REFRÃO (Volta e meia ciranda vai acabar)

DAlIlA Mas quem quiser saber meu nome, ai Dalila, vai Ia em casa que eu dou Mas o meu nome está escrito, ai Dalila, na porta do corredor Mas eu não canto verso velho, ai Daiila, o meu verso ê moderno Mas eu tenho quinhentos versos, ai Dalila, marcado no meu cademo Tu me chamaste de sanhaço, ah Dallla, sanhaço papa mamão Mas se eu fosse um passarinho, ah Dalila, eu papava seu coração E no fundo mar tem peixe, ah Dalila, Ia no morro tem areia E na cachoeira tem pedra, ah Dalila, onde canta uma sereia E eu aluguei um Beija-Flor, ah Dalila, para escrever uma carta E participando o meu bem, ah Dalila, que a saudade que me mata

MARRAFA Minha mãe chorando disse quando eu "tive pra nascer" Ouebra na marrala, quando eu "tive pra nascer" Nasci filho da benção no mumndo pra padecer Tomei a bença a meu pai pensava que era um homem Quebra na rnarrafa, pensava que era um homem Sai no meio da mata quase que o bicho me come Na ilha grande de lora ia morrendo de sede Quebra na rnarrata ia morrendo de sede Uma moça me deu áqua "n'uma" canequínha verde Eu não gosto da cachaça nem o cheiro quero ver Quebra na marrafa, nemo cheiro quero ver

Quado laz a caipinnha vou correndo pra beber Encima daquele morro passa boi passa boiada Quebra na rnarrafa, passa boi passa boiada Tambem passa mulatinha do cabelo cacheado Eu não canto verso velho o meu verso é moderno Quebra na marrafa, o meu verso é moderno Eu tenho quinhentos versos marcado no meu caderno No fundo do mar tem peixe Ia no morro tem areia Quebra na marrafa, Ia no morro tem areia Na cachoeira tem pedra onde canta uma sereia Todo nome de Maria eu lhe estimo e quero bem

Quebra na marrala, eu lhe estimo e quero bem É nome de mãe, de minha mulher tambem Amanhã quem perguntar quem foi que cantou aqui Quebra na marrafa, quem foi que cantou aqui Diga que é os Sete Unidos morador de Paraty Eu não gosto da cachaça

porque não sou cachaceiro

Ouebra na marrafa porque não sou cachaceiro Quando vem ela no copo eu só tomo da coqueiro Eu vou dar a despedida a despedidada eu vou dar Quebra na marrafa, a despedida eu vou dar Isso não é roda d'agua que roda sem "aparar"


MENINA BONITA Vou me embora, eu vou embora o que me "dão" para levar Eu levo tua saldade no caminho eu vou chorar Menina bonita chega na janela ela me namora E eu namoro ela, ela chora no meu braço Eu choro no braço dela Eu fui tirar um limão, o de lim20 correu O limão caiu rolando, aíras dcdirr,àofui eu Menína me namora E eu namoro ela, braço Eu choro no braço dela Pssarinho Beija-Flor cadê a flor que eu te dei Uma flor tão bonitinha que no meu jardim tirei Menina bonita chega na janela ela me namora E eu namoro ela, ela chora no meu braço Eu choro no braço dela No fundo do mar tem no morro tem areja Na cachoeira ~~~~~;:ó~:~~;~~~c~~:~~~uma sereia Menina namora E eu namoro ela, braço Eu choro no Viola, minha viola meu violão No tampo dela escreve, suspiro que as moças dão Menina bonita chega na janela ela me namora E eu namoro ela, ela chora no meu braço Eu choro no braço dela Eu vou dar a despidida, a oespeddaeu vou dar Na minha terra se usa, do"00,1;,,, "0"'''''"

b~;'~~r~~~~: ,~~~~;:~ ~~:t:

Menina E eu namoro ela, Chorei nos braços dela

NAS ONDAS Vamos, vamos embora, eu não vou me embora não Eu ja sei que vamos embora, não vai o meu coração Ai, moreninha, moreninha meu amor } Ai moreninha, moreninha meu amor REFRÃO A~ ondas do teu cabelo corre água e nasce flor Aquele tempo que eu era hoje não sou mas ninguém Eu fui consolo dos tristes, hoje eu sou triste também REFRÃO Eu fui aquele que andei sessenta "léguas" no dia Pra ver se eu bercanhava triteza com alegria REFRÃO Maria minha Maria, meu Mariâo Tua boca cheira cravo que não tem comparação REFRÃO Minha conoa de pau, meu reminho de mamão Perdi a minha canoa fiquei com o remo na mão REFRÃO Viola, minha viola, cavalete de marfim Quem toca nessa viola vai no céu e torna "vim" REFRÃO Canoa, minha canoa, canoinha da titia Não posso chegar na praia com o tombo da maresia REFRÃO Fiz a cama na varanda esqueci do coberto Deu um vento na roseira encheu a cama de flor REFRÃO Eu vou dar a despedida, a despedida eu vou dar Isso não é roda d'água, que roda sem "aparar" REFRÃO


PAVÃO Eu vou embora, vou embora O que me "dão" para levar Eu levo tua saudade No caminho eu vou chorar Sai pavão, sai de cima do telhado } Não deixa a moreninha,dormi sono sossegado Sai pavão de cima do fogão Não deixa a moreninhamagoa meu coração Mas eu não gos'o da cachaça Nem o cheiro eu quero ver E quando laza caipirinhaeu correndo pra beber REFRÃO E minha mãechorando disse Que o meu filho vai ser "da praça" E porque minha mãe não chora A vida por soldado passa REFRÃO Eu vou fazer minha canoa E da figueira da amarela O meu sogro vai na proa E meu cunhadovai na vela REFRÃO Mas eu vou dar a despedida E Ia por "nba' da avenida E a roda que nós não dança Eu não posso fazer comprida Sai pavão, sai de cima do telhado...

FICHA TÉCNICA

REFRÃO

SEREIA me embora,vou me embora O que me "dão" para levar Eu levo a tua saudade no caminho vou chorar Aonde vai morena,aonde vai morar } Essa vida de sereia morar nas ondas do mar Da vento balanceiafazendo a vez da sereia M nha mãe chorandodisse, quando eu Uvepra nascer Nasce filho da benção, no mundo pra padecer REFRÃO Quem quisersabermeu nome Vai lá em casa que eu dou O meu nome esta escrito na porta do corredor REFRÃO Menina vamos comigo que eu ja falei com seu pai O seu pai é meu amigo logo diz menino': _ vai REFRÃO A minha verde caninha, a minha verde canela Ela chora no meu braço eu choro no braço dela REFRÃO Eu vou dar a despedida, a despedida eu vou dar Na minha terra se usa, na despedida "aparar" REFRÃO

VOU

°

Direção e Produção:Luís Perequê Técnico responsável: Cláudio David Paermentier Raed Assistente de estúdio: Juliano Sant'ana Produção Executiva:Vanda Mata Fotos: Pablo Sanchez Projeto Gráfico: Daniel Lara Gravado no estúdio do Silo Cultural José Kleber Tel: (24) 3371 8365 silocultural@hotmail.com Produtor Fonográfico:Instituto Silo Cultural


Grupo de Ciranda Os sete Unidos - Paraty/RJ  

Encarte do CD

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