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Título: Sophia de Mello

Sophia de Mello Breyner Andresen

Breyner Andresen Autores: Ana Marta Melo, Daniela Oliveira e Joana Leite Ilustração: Ana Marta Melo, Daniela Oliveira e Joana Leite


“Terror de te amar Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa.” Sophia de Mello Breyner Andresen


Biografia Sophia de Mello Breyner nasce a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passa a infância e vem a falecer a 2 de Julho de 2004. Durante a sua vida, estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Casou-se com Francisco Sousa Tavares, com quem tem 5 filhos. Participou ativamente na oposição ao Estado Novo onde foi eleita, depois do 25 de Abril, deputada à Assembleia Constituinte. Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreveu também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro.


Obras


Sinopse Um rapaz, que vivia numa casa na praia, adorava tomar banho no mar e brincar nas rochas. Um dia, após um grande temporal, ao passear pelas poças de água, descobre uma menina, com um palmo de altura, a brincar com um polvo, um caranguejo e um peixe. Era a menina do mar que lhe conta a sua história e alguns dos segredos do mar. Voltam a encontrar-se várias vezes para conversar e descobrir como as coisas da terra são diferentes das do mar; o rapaz explica-lhe o que é a saudade e a alegria e mostra-lhe o fogo, a flor e o vinho. Falhada a tentativa de a levar a descobrir como se vive na terra, aceita, bebendo uma poção mágica, descer ao fundo do mar para se encontrar com a menina. A sua terra passou a ser o mar.


Sinopse Era uma vez uma fada chamada Oriana. Era bonita e boa. Ela guardava uma floresta que lhe tinha sido entregue pela rainha das fadas. Ela cuidava dos animais, das plantas, dos homens. Mas ela tinha um carinho especial pela velha que vivia sozinha. Ajudava-a a limpar a casa, a fazer o café, a pôr o açúcar e também a ajudava a transportar os paus que ela ia vender á cidade. Ora, um dia Oriana abeirou-se do rio. Apareceu então um peixe que se mostrava muito aflito, fora de água e lhe pediu ajuda. Oriana quando viu a sua imagem refletida na água reparou na sua beleza. O peixe dia a pós dia, cultivou na Oriana a vaidade e ela, a pouco e pouco, foi abandonando a floresta. De vez em quando ia visitar a velha mas chegou um dia que também a esqueceu por completo. Quando apareceu a rainha das fadas e viu o abandono da floresta, ficou muito zanga da e teve que castigar Oriana. Tirou-lhe as asas e a varinha de condão. Oriana ficou muito triste, chorou mas a rainha não a desculpou. Só lhe disse que lhe daria as asas e a varinha quando ela fizesse algo para as merecer. Passados dias avistou ao longe a velha muito cansada e quase cega que se aproximava de um abismo. Oriana ficou muito aflita. Quando chegou à sua beira a velha estava a cair do abismo. Oriana mesmo sem asas, saltou do abismo e agarrou a velha pelos pés. Nessa altura apareceu a rainha das fadas e devolveu a Oriana as asas e a varinha de condão Então Oriana levantou a sua varinha de condão e tudo ficou encantado.


Sinopse É composto por cinco contos - "História da Gata Borralheira", "O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos" - que nos transportam para o universo da infância. Cada um deles tem uma harmonia própria que vive de alargadas descrições, de personagens encantadas e de metáforas expressivas.


Sinopse A obra conta a história de um homem (cavaleiro) que vivia com a sua família e com os seus criados numa floresta da Dinamarca, no Norte da Europa. Numa noite de Natal, durante a ceia, quando todos estavam reunidos à volta da mesa, a comer e a contar histórias o cavaleiro comunicoulhes que iria partir em peregrinação à Terra Santa, para orar na gruta onde Jesus de Nazaré tinha nascido e que, portanto, dessa noite a um ano não estaria com eles prometendo que, dessa noite a um ano, estariam juntos de novo a festejar o Natal.


Obras Poéticas • • • • • • • • • • • • • •

A Hora da Partida A paz sem vencedor e sem vencidos Aquele que partiu As imagens transbordam As pessoas sensíveis Assim o amor Bebido o luar Cada dia é mais evidente que partimos Casa branca Chamo-Te Cidade Como uma flor vermelha Descobrimento Estátua de Buda (…)


Curiosidades Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão.

http://www.youtube.com/watch?v=ciscM2n-97s Entrevista a Sophia de Mello Breyner


“As coisas que passam ficam para sempre numa historia exata. “

Sophia de Mello Breyner Andresen  

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