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Feminny


Carta do Editor Á revista FEMINNY é uma publicação da designer Daniella da Silva Pontes Alves graduanda do 3º B de Tecnologia em Design Gráfico RA 917107567. A revista FEMINNY tem como objetivo abordar o Feminismo nos dias atuais, mostrar que as mulheres podem sim exercer atividades, esportes ou profições que antigamente eram voltadas apenas para o público masculino, tornando o assunto melhor e mais relevante, nossas reportagens tem como objetivo explicar e informar para você conhecer melhor o mundo do feminismo. Nos últimos anos, por exemplo, foi lançada uma enxurrada de reportagens sensacionalistas que tentaram explicar o que se passa no mundo sobre esse tema.

FICHA TÉCNICA Faculdade Uninove Campus Memorial. Direção/Diagramação: Daniella Pontes Conselho Editorial/Professor: Rafael Campoy Contato: danysilva23@gmail.com Impressão: Digipress Soluções Gráficas Av. Doutor Adolpho Pinto, 124 - Barra Funda - São Paulo/SP Distribuição Gratuita


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Índice Noivas de tenis Primeira mulher diretora dos Museus do Vaticano Empoderamento feminino por meio do Surf Mulheres contam como descobriram que sao feministas Mulher eletricista? Sim Fatos errados sobre o Feminismo Biografia do autor Releitura - Moça do brinco de pérola “Pérolas Urbanas”


por Marie Claire

Noivas deTênis

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SAPATOS CONFORTÁVEIS SÃO SENSAÇÃO EM CASAMENTOS Deixe o salto alto de lado (mesmo que só para a festa) e invista em tênis confortáveis e até personalizados para usar no casamento e aproveitar ao máximo sapato de salto sempre foi a norma para as noivas, certo? Pois bem, segundo o Pinterest, agora a história é outra: a busca por imagens de referência de noivas de tênis aumentou em mais de 200% nos últimos tempos, o que prova que o conforto está se tornando uma prioridade mesmo em um dia tão cheio de pompa. As mulheres que não curtem o salto alto, não têm o costume de usar estes modelos ou preferem aproveitar a festa sem acordar no dia seguinte com os pés inchados e doloridos têm muitos motivos para comemorar: usar tênis mais clássicos ou coloridos e personalizados está se tornando uma sensação entre as noivas. 04 FEMINNY 2018


Não existe regra. Algumas, seguindo a tradição de combinar o look com ‘algo azul’, optam por tênis nessa cor para seguir a cultura casamenteira. Outras, gostam de ir além e apostar em modelos com brilhos e pedrarias, versões personalizadas do clássico All-Star branco, para deixar o calçado mais com cara de casamento. Aliás, a hype por noivas de tênis é tanto que, no começo deste ano, a Keds anunciou uma coleção

especial de calçados para noivas em parceria com a renomada marca Kate Spade NY - ou seja, o conforto para as mulheres que vão casar já se tornou uma tendência firme na moda. O principal, claro, é escolher um modelo que você goste e que seja confortável para você. As cores e o modelo ficam a seu critério. Por todos os lugares no Pinterest, vemos imagens de mulheres com tênis de cano alto,

cano baixo, coloridos, todo em branco, com pedras e brilhos e até declarações de amor para o noivo. Você pode levar em consideração o comprimento do seu vestido para a escolha do modelo um mais simples se ficar escondido pela barra - e for apenas uma forma de colocar mais conforto para a hora da festa - ou um modelo que leve a sua cara caso o look deixe os pés à mostra.

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BARBARA JATTA

É A PRIMEIRA MULHER DIRETORA DOS MUSEUS DO VATICANO

Há dois anos no cargo, a italiana tem o desafio de ampliar o número de visitantes nos museus que já é bem alto! A historiadora italiana Barbara Jatta, 55 anos, completou dois anos na direção dos Museus do Vaticano, após ter sido nomeada pelo Papa Francisco como substituta de Antonio Paolucci. Ela foi a primeira mulher a assumir esse cargo, seus antecessores foram todos homens. Os Museus do Vaticano estão cada vez maiores e mais conceituados, se estendendo por quatro milhas e meia. Barbara, que vem de uma família de artistas, trabalhou no Vaticano por duas décadas antes de se tornar diretora. Em entrevista a Vanity Fair, Barbara disse que um de seus desafios no cargo é aumentar o número de visitantes. Atualmente são 6 milhões de pessoas por ano, mas a italiana que ver mais gente circulando pelos museus. Outro objetivo de Barbara é manter o tradicionalismo e o simbolismo, ao mesmo tempo em que se adequa às tecnologias. Um exemplo: os Museus do Vaticano estão lançawndo um novo site com tela interativa. “Eu não estou em um mosteiro”, disse à revista. “Sou uma mulher trabalhadora do terceiro milênio.”

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LONGARINA: EMPODERAMENTO FEMININO POR ME DO SURF por Maíra Pabst

Não é fácil começar a surfar. Desde a iniciativa, até comprar uma prancha, encarar o mar, as vezes o frio, a força das ondas, as remadas intermitentes até finalmente estar apt@ a subir na prancha e flutuar sobre as ondas. Arriscaríamos dizer que é um dos esportes mais difíceis de se aprender. Não depende só de você e da sua dedicação, depende “VAI TER da natureza e de sua adaptação MULHER a ela. Uma onda é diferente da NA ÁGUA outra, em cada instante tudo se SIM!” modifica. E até você atingir o momento de puro prazer, que é surfar a onda em si, terá que derramar 08 FEMINY 2018


O IO muito suor. Talvez não seja à toa que o mais surf tenha sido um esporte dominado serem por homens por muitas gerações. vistas como Sem generalização, e tentando fazer a as namoradas leitura menos preconceituosa possível dos surfistas e de uma realidade, talvez a anatomia sim como parte do corpo masculino seja mais propícia da mesma tribo. pa ra quebrar todas essas barreiras, e Elas estão no outside, por isso eles estejam mais presentes no vão disputar ondas outside. Mas esse fato não é limitante. na remada e querem Portanto, vai ter muita mulher na água ser respeitadas por isso. sim! Com o pensamento assim Chegamos a um momento de quebra alinhado, Criss Brosso de paradigmas, de empoderamento e Van Bartelli fundaram a feminino dentro d’água. Momento Longarina, uma rede focada no no qual as mulhers nao querem empoderamento feminino por 2018 FEMINNY 09


meio do surf e seu estilo de vida. Basicamente, elas reúnem mulheres que tem o desejo de aprenderem a surfar ou que simplesmente querem companhia (feminina!) para cair na água. É um grupo que estimula mais e mais mulheres a praticarem o esporte. Existem os famosos “Bate e Volta Longarina”, onde as meninas se reúnem para um dia na praia, produzem conteúdo e promovem o

debate em torno do assunto. Trocamos uma ideia com as meninas para entender melhor o projeto e de que maneira você pode se encaixar e curtir com a galera. Como vocês tiveram a ideia do Longarina e por que vocês sentiram a necessidade de criar algo como o Longarina? A Longarina surgiu da insatisfação. Nunca nos identificamos como a forma que o surf era exposto para as mulheres ou como elas eram apresentadas no surf (objetificadas na maioria das vezes), daí começamos com a produção de conteúdo, escrevendo da forma que gostaríamos de ler por aí nas grandes mídias e compartilhando com as meninas o que vivíamos no surf.

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Além de questões pessoais nossas, sonhávamos com o dia em que tivéssemos o grupo de amigas em uma sessão de surf só nossa, assim como observávamos que acontecia entre nossos amigos e namorados. Já fomos chamadas de “As feminazis do surf ” que contaminam o esporte com essa idéia ou que esse assunto é “mimimi”, como comentário de uma matéria que fizemos sobre o feminismo. O mais surpreendente foi receber esses comentários de algumas mulheres da FanPage. Somos apaixonadas pela idéia romântica do surf “aloha spirit / soul surfer” sabe? Mas quando passamos por certas situações na água ou na areia, uma, duas, três vezes e vemos que nossos amigos homens não passam... paramos sim para questionar alguns comportamentos que não fazem o menor sentido. Falar sobre feminismo é polêmico. Infelizmente existe ainda a visão destorcida sobre o significado da palavra, enquanto vamos soltando o assunto em doses homeopáticas com a paciência de quem espera a série, passamos a focar mais numa das camadas do empoderamento, naquilo que nos transforme de dentro pra fora, que desperta a mulher para a segurança em sí, se posicionando. Isso consequentemente transforma o exterior e abre espaço pra falarmos com mais clareza sobre as demais questões.

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Declare seu amor de vรกrias maneiras


Glamour A primeira fragrância nude de O Boticårio

Presenteie a vida com mais beleza.


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Mulheres

CONTAM COMO DESCOBRIRAM QUE SÃO

Feministas

por Susana Cristalli

“Quando eu era criança, igualdade me parecia apenas bom senso. Já adulta, percebi que o nome disso é feminismo”. “O ponto de virada rolou quando eu passei pela transição capilar e deixei de alisar meu cabelo”.

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“Hoje eu avalio que sempre fui feminista, mas não sabia. Talvez por ser negra e ter uma mãe negra, fui educada para ser uma mulher forte e independente. Minha mãe sempre dizia que ‘ninguém nunca carregou as sacolas e seu peso por ela’ e eu cresci sabendo que seria assim comigo. Mas o ponto de virada rolou quando eu passei pela transição capilar e deixei de alisar meu cabelo. Primeiro me encontrei como uma mulher negra, já que a mudança do cabelo transformou tudo na minha vida, inclusive passei a viver situações mais diretas de racismo. E depois disso me entendi como feminista. Eu tinha passado por uma processo tão intenso de descoberta individual e liberdade que não tinha mais como voltar atrás. Antes de me entender como mulher (e feminista), me entendi como negra.” - Aline Ramos 2018 FEMINNY 15


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“Descobri que toda aquela revolta, a tristeza, o senso de injustiça eram o meu feminismo”. “Sou pobre, periférica, achava que desigualdade existia e a vida era assim, pronto. Até que, no trabalho, uma chefe mulher demitiu 80% das mulheres do departamento, e os moleques que sobraram foram promovidos e viraram nossos chefes. Questionei o fato e fui tomada como ‘muito emocional’. Desde então fui atrás do meu autoconhecimento e empoderamento e descobri que toda aquela revolta, a tristeza e o senso de injustiça eram o meu feminismo”. - Talita Rhein

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“Percebi que viver como eu quero já é em si uma atitude feminista”. “Eu achava feminismo exagerado, coisa de mulher mal-amada e sem louça pra lavar porque ORA ORA, tive vários privilégios que não me permitiam ver a sua importância no meu dia a dia (sou branca, cis, hétero, cresci num um lar super harmonioso e do bem). Só quando percebi que nem todas têm o mesmo poder de decisão sobre si mesmas é que entendi: viver como eu quero é uma atitude feminista. Hoje sinto a obrigação de lutar para que todas tenham a mesma liberdade que eu tive e tenho na vida”. - Luciele Almeida

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“Até bem tarde na vida eu achei que feminista não podia gostar de coisas ‘de menininha’”. “Desde pequena fui ensinada que lugar de mulher é onde ela quiser, meu modelo de comportamento desde os onze anos de idade era a Madonna, mas demorei para entender que o feminismo pode ser isso também. Até bem tarde na vida achei que feminista não podia gostar de coisas ‘de menininha’. Foi ali por 2010 que comecei a ler mais sobre o tema e entendi que ser feminista é lutar para que toda mulher possa ter a vida que ela quer para si”. - Susana Cristalli

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VIVARA

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MULHER ELETRICISTA? SIM


Ao contrário do que pode se pensar, muitas mulheres têm se interessado em seguir a profissão de eletricista. Fatores inerentes à função que poderiam ser considerados assustadores como o contato com fios de alta tensão, a utilização de ferramentas pesadas e a eletricidade não as intimidam, e, o que se vê é um número cada vez maior de representantes do sexo feminino a desempenhar a profissão. Os grandes responsáveis por incentivar a introdução das mulheres no mundo dos eletricistas são os treinamentos oferecidos pelas próprias companhias elétricas. O processo funciona da seguinte forma: após uma seleção, são disponibilizadas às interessadas aulas Nesse período, as participantes tomam teóricas e práticas contato com todos os desafios inerentes relacionadas ao ao dia a dia de um eletricista, até que se exercício das sintam confiantes para, em primeiro lugar, atividades realizar os serviços mais leves e simples e, comuns da posteriormente, dar conta das solicitações função de que exijam maior conhecimento técnico. eletricista. Os resultados têm sido positivos e a maioria das participantes desses treinamentos acaba trabalhando na área após o término dos cursos, o que reafirma o que todo mundo já sabe: independente do sexo, com capacitação e treinamento, somos todos aptos a desempenhar qualquer tipo de função! 2018 FEMINNY 19


Fatos errados sobre o Feminismo

por Miriam Gomes

á muito conceito errado sobre o feminismo. Um deles é que a feminista não gosta ou odeia os homens. A feminista não odeia ou quer ser superior ao homem, quer apenas igualdade dos direitos. Outro ponto é que muitas pessoas ainda acreditam que o uso de roupas sensuais ou maquiagem deixam a mulher “menos feminista”, que uma dona de casa não pode ser considerada uma feminista, ou que elas não querem se casar e ter filhos. Feminista não é só aquela mulher que não se casa, que não tem filhos ou que segue uma carreira profissional. Não tem nada a ver uma coisa com outra. Feministas são pessoas, homens e mulheres, que lutam pela igualdade de direitos. Dizer que não pode usar roupa sensual ou maquiagem, pois você vai ficar menos feminista, isso não tem nada a ver. O feminista luta pelo direito da mulher, inclusive de decisão. E se ela quiser ser dona de casa? Se ela quiser vestir uma roupa sensual? Se ela quiser passar maquiagem, mudar o cabelo, não casar, não ter filhos? E se quiser largar a carreira para ser dona de casa?, isso tudo são direitos conquistados, pois antes a mulher não tinha opção de escolha.

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Biografia Daniella da Silva Pontes Alves é formanda em Tecnologia em Design Gráfico pela Universidade Nove de Julho, formada em Administração de Empresas pela mesma instituição. Ao ingressar no curso de Design em 2017, Daniella diz ter se encontrado e descoberto sua vocação, aplicando cada ensinamento com muita dedicação e entusiasmo, visando alcançar o ponto máximo de seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Dany Pontes

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Moça com o Brinco de Pérola de Johannes Vermeer

Pérolas Urbanas

A História

Moça com o Brinco de Pérola

O visual cativante e ar misterioso da “Moça com o Brinco de Pérola” já desviou muitos olhares ao longo da história. A pintura é considerada uma das maiores obras prima da humanidade, tendo inclusive recebido o apelido de “Mona Lisa holandesa”, o que não muda o fato dela ser cercada de mistério. Ainda não se sabe ao certo quem foi a modelo do retrato, se ele foi uma encomenda ou até mesmo em que ano ele foi feito, já que a única assinatura na obra é “IVMeer”. Especula-se que a moça possa ter sido a filha do pintor, quando ela tinha apenas 13 anos, mas essa teoria não é um consenso. Outro grande mistério é a forma como a pintura foi feita: sem nenhum rascunho por baixo da pintura, e com vários retoques de luz e sombra aparentemente coordenados que produzem um efeito de grande realismo.

Pérolas Urbanas A história se baseia no quadro de Johannes Vermeer - Moça do brinco de pérola no qual foi retratado nos tempos atuais em um ambiente urbano quando uma moça desconhecida serve de inspiração para um pintor de rua.


K Calvin Klein C

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Á revista FEMINNY é uma publicação da designer Daniella da Silva Pontes Alves graduanda de Tecnologia em Design Gráfico.

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Á revista FEMINNY é uma publicação da designer Daniella da Silva Pontes Alves graduanda de Tecnologia em Design Gráfico.

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