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Escola Básica e Secundária Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas


Projeto Educativo de Escola

2010 -2014

A cidadania é responsabilidade perante nós e perante os outros, consciência de deveres e de direitos, impulso para a solidariedade e para a

participação,

comunidade

e

é

sentido

de

partilha,

de é

insatisfação perante o que é injusto ou o que está mal, é vontade de aperfeiçoar, de servir, é espírito de inovação, de audácia, de risco, é pensamento que age e ação que pensa. Jorge Sampaio (1) 1 In Educar para a cidadania, de Paixão (2000)

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2010 -2014

Índice Índice .................................................................................................................................3 I - Introdução .....................................................................................................................4 II - Enquadramento Político do Projeto Educativo ............................................................5 III - O Projeto......................................................................................................................6 IV - Missão .........................................................................................................................9 1.O que somos ............................................................................................................ 10 1.1 Caracterização do Meio Envolvente

10

1.2 Caracterização da Escola

10

V. Visão ............................................................................................................................19 1. O Que Queremos Oferecer ..................................................................................... 19 1.1.

Uma Escola Para os Alunos

19

1.2.

Uma Escola para a Família

20

1.3.

Uma Comunidade direcionada para os valores

20

1.4.

Uma Escola Aprendente

20

VI. Análise Swot ...............................................................................................................22 VII. Avaliação do Projeto..................................................................................................23 VIII. Divulgação ................................................................................................................23 Mapa Estratégico .............................................................................................................25

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I - Introdução Este Projeto Educativo destina-se a orientar as atividades do próximo quadriénio, 2010/2014. Assume-se como um documento de planificação estratégica com uma dimensão predominantemente operacional que deve mobilizar a comunidade educativa. Contudo, não pretende ter um carácter estritamente operatório ou instrumental, uma vez que também pretende refletir sobre o valor dos fins defendendo princípios e valores, preceitos essenciais e permanentes de uma instituição, e capazes de orientar a ação; é sob este ponto de vista que o Projeto Educativo serve um projeto mais amplo que, afinal, é comum a todas as sociedades e culturas, a cidadania. Nesta dupla vertente, o Projeto Educativo corresponde àquilo a que, numa estratégia empresarial, se designam por missão e visão. Compreende-se a missão de uma organização respondendo às seguintes três questões: “Como surgiu esta organização? Qual a sua situação atual? O que gostaria que a organização fosse?” A v i s ã o d a organização c o r r e s p o n d e

aquilo

que

a

organização pretende

tornar-se

num

determinado prazo, indicando a razão de ser de uma instituição e devendo refletir as motivações das pessoas. A sua principal finalidade é orientar e motivar. Assim, é finalidade desta escola contribuir para o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos alunos, incentivando a formação de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários, formando cidadãos capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação progressiva. Pretende-se fazer da escola uma organização de referência eficiente, eficaz e de qualidade ao nível das aprendizagens e dos procedimentos. Para além disso, pretende-se que o Projeto Educativo possa, também, ser um instrumento onde se indicam os traços de identidade da escola, se estabelecem os objetivos que se pretendem alcançar. Nesta linha de pensamento, este documento é constituído por seis partes fundamentais: 1. Enquadramento do Projeto Educativo na Política Educativa em que se insere. 2. O projeto 3. Missão : O que somos? - Caracterização física, humana e cultural da escola. 4. Visão : O que queremos oferecer? – a escola que queremos. 5. Objetivos estratégicos e objetivos operacionais 6. Avaliação do projeto

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II - Enquadramento Político do Projeto Educativo Tal como foi referido no ponto anterior, o Projeto educativo é um documento que consagra a orientação educativa da escola, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de quatro anos. Desta forma, o projeto educativo assume-se como o primeiro grande instrumento de planeamento da ação educativa da escola, devendo servir de quadro permanente de referência, no qual se revejam todos os elementos da comunidade educativa em que a escola se insere. Este projeto não poderia ser elaborado sem respeitar todo o enquadramento político / legal em que o mesmo assenta. Assim, é de todo interesse enunciar o suporte legislativo que fundamenta o presente Projeto Educativo:

Decreto Legislativo Regional nº21/2006/M «Artigo 3.º» Autonomia 1 — A autonomia do estabelecimento, matriz fundamental do presente diploma, é o poder reconhecido à escola pela administração educativa de tomar decisões nos domínios estratégico, pedagógico, administrativo, financeiro e organizacional, no quadro do seu projeto educativo e em função das competências e dos meios que lhe são consignados, nos termos do Decreto-Lei nº 43/89, de 3 de fevereiro. 2 — O projeto educativo, o regulamento interno e o

plano

anual

de

escola

constituem instrumentos do processo de autonomia das escolas, sendo entendidos como: a) Projeto Educativo— o documento que consagra a orientação educativa da escola, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de quatro anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais a escola se propõe cumprir a sua função educativa;

b) Regulamento Interno—o documento que define o regime de funcionamento da escola, de cada um dos seus órgãos de administração e gestão, das estruturas de gestão intermédia e dos serviços, bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar;

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III - O Projeto O Projeto Educativo de Escola consagra a orientação educativa da escola para um horizonte de 4 anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo as quais a escola se propõe cumprir a sua função educativa. A sua execução deve ser avaliada anualmente e, em função dos seus resultados, deve ser ponderada a necessidade de efetuar uma revisão ou reformulação do projeto inicial, mantendo-se o Projeto Educativo de Escola, por norma, como instrumento de planeamento a médio prazo. Neste sentido, e considerando os constrangimentos de partida, foi decidido elaborar um Projeto Educativo c o n s e n s u a l e de continuidade em relação aos anteriores, orientado para resultados claros e facilmente apropriados por toda a comunidade educativa e estruturado de um modo objetivo e simples. Tomou-se em consideração o contexto social e económico, que exigem da escola uma postura educativa inovadora, capaz de formar e educar cidadãos de acordo com as novas exigências sendo, simultaneamente, o lugar primordial de socialização de todos os seus intervenientes. Por outro lado, a escola assume, cada vez mais, um papel fundamental na formação contínua, que se pretende ao longo da vida. Assim, deverá proporcionar a melhoria das competências dos membros da comunidade educativa, garantindo respostas adequadas às maiores e contínuas exigências de formação e qualificação profissional, de acordo com os recursos disponíveis e as necessidades e interesses de cada um. Tomando como exemplo, o projeto Eco-Escolas que é vocacionado para a educação ambiental e para a cidadania, e no qual a escola tem estado empenhada e envolvida, assume um carácter estruturante do desenvolvimento de uma consciência cívica e no qual a escola tem apostado ano após ano. O Programa Eco-Escolas pretende: 

encorajar ações, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade;

estimular o hábito de participação envolvendo ativamente as crianças e os jovens na tomada de decisões e implementação das ações;

motivar para a necessidade de mudança de atitudes e adoção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, ao nível pessoal, familiar e comunitário;

fornecer formação, enquadramento e apoio a muitas das atividades que a escola desenvolve;

divulgar boas práticas e fortalecer o trabalho em rede a nível nacional e internacional;

contribuir para a criação de parcerias e sinergias locais, em torno da escola.

Por outro lado, a Escola Básica e Secundária do Carmo está inserida num meio onde a prática artística ao nível da música está muito presente. Podemos verificar que no concelho de Câmara de Lobos existe um grande número de agrupamentos vocais, e instrumentais Escola Básica e Secundária do Carmo

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destacando-se as bandas filarmónicas, os coros, os grupos folclóricos e os grupos de cordofones que a par das vivências musicais formais e informais dos alunos exercem grande projeção na sua formação sociocultural. Assim sendo, a escola deverá ser um lugar privilegiado para a troca de conhecimentos entre professor/aluno, aluno/aluno de forma a potenciar a compreensão e as inter-relações entre a música na escola e as músicas presentes no quotidiano dos alunos. Nesta perspetiva, o desenvolvimento das modalidades artísticas de canto coral e instrumental em contexto escolar reveste-se de grande importância uma vez que permite um melhor reconhecimento e valorização, por parte da escola, acerca dos interesses dos alunos que se consubstanciam em experiências musicais significativas. Por outro lado, a prática coral e instrumental, como atividade extra curricular, possibilita a ocupação saudável e produtiva dos tempos livres, promove o sucesso educativo dos alunos, contribui para a sua formação integral, quer a nível individual, quer social e alarga a noção da escola como local de socialização e cultura. Ainda no âmbito da formação artística, o Clube de Teatro “Xavel’Arte” oferece a possibilidade de proporcionar aos mais jovens momentos de “pura” socialização, de experiências diversas, ajudando-os a descobrir e a partilhar talentos, propiciando situações que transformem o seu pensar e agir, sempre com o objetivo de criar cidadãos pró-ativos, críticos e responsáveis. Inserindo-se nas atividades culturais e artísticas, o Clube de Teatro funciona como uma atividade extracurricular e como um ambiente de representação teatral e trabalho corporal, que além de estimular o conhecimento de técnicas teatrais e de obras de arte dramática de autores clássicos e contemporâneos, nacionais ou estrangeiros, também desenvolve o gosto pela arte e pela literatura, e ainda promove a adaptação de textos. É nosso dever criar as condições para que este projeto possa servir de “laboratório” para a prática de interesses vocacionais, ou ainda, o local ideal para aplicar às situações reais da vida os conhecimentos adquiridos no decorrer das dramatizações. Em suma, o Clube de Teatro «Xavel’Arte» pretende facultar aos alunos uma atividade de ocupação dos tempos livres que, de forma lúdica, lhes proporcione novas aprendizagens e desenvolvimento de capacidade na área da expressão dramática, constituindo mais uma componente do seu desenvolvimento integral. Pretende-se, também, estimular o gosto pelas Artes Dramáticas na comunidade escolar e contribuir para a animação e o prestígio da escola, através da apresentação ao público de peças de teatro e outras formas de expressão dramática. Para além da formação artística que queremos proporcionar, não podemos deixar de ter em conta a importância que as novas tecnologias assumem na sociedade contemporânea. Desta forma o Plano de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é um instrumento que tem como objetivo planear um conjunto de atividades que de modo, mais ou menos, transversal permitam a concretização de objetivos que visem a integração das TIC nos contextos de aprendizagem e, nomeadamente, a integração curricular das TIC. O Plano TIC deve envolver por isso um conjunto o mais diversificado possível de atores da comunidade educativa. Escola Básica e Secundária do Carmo

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Tendo este plano uma dimensão associada à infraestrutura tecnológica da escola, a equipa TIC deve poder contar com elementos que estejam mais aptos para apoiar as escolas, os docentes e outros técnicos nos aspetos associados ao manuseamento técnico e ao funcionamento dos equipamentos. Porém, tendo em conta que a dimensão infraestrutural não é o aspeto central sobre o qual deve incidir o plano TIC, a equipa TIC deve ser constituída de forma a poder ter um contributo consistente dos docentes dos vários grupos disciplinares no sentido de poder conceber um Plano que envolva a utilização das TIC em sala de aula e noutros contextos educativos associada à lecionação, à aprendizagem e à aquisição de competências nas áreas curriculares disciplinares e não disciplinares. Em suma, pensamos que o projeto que aqui apresentamos vem de encontro às exigências da sociedade em que vivemos e que desta forma possa ser um instrumento de orientação e educação para os valores e cidadania e que contribua para uma educação de maior exigência e qualidade.

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IV - Missão "Uma empresa não se define pelo seu nome, estatuto ou produto que faz; ela se define pela sua missão. Somente uma definição clara da missão é razão de existir da organização e torna possíveis, claros e realistas os objetivos da empresa." Peter Drucker

É, então, prioritário destacar e realçar a missão da escola:

Criar condições de promoção do sucesso educativo a todos os alunos de forma livre e autónoma alicerçada em valores morais, éticos e culturais.

Os Recursos Humanos apoiam a missão da escola através de um conjunto de estratégias chave: 

Reforçar o apoio à liderança estratégica da escola;

Contribuir para o desenvolvimento organizacional;

Empreender o sistema de gestão da qualidade.

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1.O que somos 1.1 Caracterização do Meio Envolvente O concelho de Câmara de Lobos fica situado na zona oeste da Ilha da Madeira, limitado a Norte com os concelhos de Santana e São Vicente; a Oeste com o da Ribeira Brava; a Este com o do Funchal e a Sul confinado pelo Oceano Atlântico. Este concelho é constituído por 5 freguesias: Câmara de Lobos, Curral das

S. Vicente

Santana

Freiras, Estreito de Câmara de Lobos, Jardim da Serra e Quinta Grande. A sede do concelho, Câmara de Lobos, tem o estatuto de Cidade e o Estreito de R.Brava

Câmara de Lobos a categoria de Vila.

Funchal

A freguesia encontra-se limitada a Este pela Ribeira dos Socorridos, a Norte pela Freguesia do Estreito, a Oeste pela Quinta Grande e a Sul pelo mar. Câmara de Lobos, tem sido um dos centros

piscatórios

mais

importantes

do

arquipélago, tendo os seus pescadores como principal especialização a pesca do peixeespada preto.

1.2 Caracterização da Escola A Escola Básica e Secundária do Carmo, entrou em funcionamento no ano letivo de 2000/01 mantém um aspeto físico agradável e em bom estado de conservação. O dia da escola é comemorado a 11 de dezembro.

1.2.1 Recursos Humanos

1.2.1.1. Alunos 1.2.1.1.1. Por Ano de Escolaridade e Necessidades Educativas Especiais

A escola conta com 1111 alunos matriculados, dos quais 80 têm necessidades educativas especiais, distribuídos pelos seguintes anos de escolaridade:

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0,0%

12º Ano

7,3 % 0,0%

11º Ano

7,2 % 0,2%

10º Ano

NEE

7,2 %

1,3% 4,5 % 0,1%

CEF'S 9º Ano

Alunos

11,1 % 0,3%

8º Ano

10,5 % 1,7%

7º Ano

18,3 %

1,7%

6º Ano

2,0%

5º Ano 0

10

13,2 % 14,5 %

20

30

40

50

60

70

80

90

100

1.2.1.1.2. Com Ação Social Escolar

Presentemente solicitaram ação social escolar 1098 alunos, dos quais 488 foram-lhes atribuídos o 1º escalão, 355 o 2º e 255 sem qualquer escalão.

1ºEscalão

23,2%

Sem Escalão

2ºEscalão 32,3%

2ºEscalão

Sem Escalão

44,4%

1ºEscalão

0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

1.2.1.2. Encarregados de Educação

1.2.1.2.1. Relação Familiar

Relativamente à relação familiar dos encarregados de educação verifica-se que maioritariamente são as mães que assumem esse papel na escola. Escola Básica e Secundária do Carmo

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Pai

4,3%

Mãe

Outra

Tio

1,5%

Avó

Tia

0,5%

Avô

Avô Avó

1,3%

Tia

Outra

0,8%

Tio

84,4%

Mãe Pai

7,9% 0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

1.2.1.2.2 Situação Profissional

Apesar de na sua maioria os encarregados de educação terem emprego, verifica-se, no entanto, uma grande percentagem que está em outras situações (domésticas).

Empregado

23,6% Outra

Desempregado

2,1%

Reformado

Reformado

19,1%

Desempregado

Outra

55,2%

Empregado

0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

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1.2.1.2.3. Agregado Familiar

A maioria dos nossos alunos provêm de agregados familiares biparentais, havendo apesar de tudo, um certo número que apenas reside com um dos progenitores e/ou outros familiares. Monoparental 13% Outras

Biparental

1,2%

Mono+Irmãos

Bi+Irmão

45,8%

Bi+Irmãos

Bi+Irmãos

28,1%

Bi+Irmão 7%

Biparental Monoparental

Mono+Irmãos

4,8%

0

10

Outras

20

30

40

50

60

70

80

90

100

1.2.1.2.4. Habilitação Literária do Pai e da Mãe

Verifica-se a existência de uma reduzida qualificação escolar e profissional dos encarregados de educação, apesar destes se encontrarem numa faixa etária relativamente jovem. Este facto, entre outros, poderá incidir no rendimento e comportamento dos alunos, 0,0% originando por vezes, um aproveitamento escolar mais reduzido.

Outras

2,4% 2,8 %

Licenciatura

2,5% 0,9 %

Mãe

0,1% 0%

Bacharelato

Pai

7,2% 3,6 % 1,6%

12ºAno 11ºAno

10,1%

9ºAno

7% 23,2% 24,2 %

6º Ano

52,9% 4ª Classe

60,7 % 0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100 4,2 %

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1.2.1.3. Professores

A população docente é, neste momento constituída por 137 professores, caracterizandose por:

1.2.1.3.1. Nível Académico 94,9 %

100 90

Bacharelato

80 70

Licenciatura

60

Mestrado 50 40 30 20

4,4 %

0,7 %

10 0

Bacharelato

Licenciatura

Mestrado

1.2.1.3.2. Situação Profissional

100 90

PQND

80 70

PQZP

60 50

35,8

36,5

R Contrato

27,7

40 30 20 10 0 PQND

PQZP

R Contrato

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1.2.1.4. Funcionários A Escola atualmente conta com 57 funcionários distribuídos pelas seguintes categorias:

Tec Superior

1,6%

Coord Técnico

Ass Técnico Chefe S Adm

1,6%

Tec Informática

1,6%

Ass Operacional

Tec Informática

55,8%

Ass Operacional

Chefe S Adm

27,9%

Ass Técnico

Coord Técnico

3,3%

Tec Superior 0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

1.2.2. Recursos Materiais

1.2.2.1Espaços Físicos

Piso -1 Tipo de Instalações

Quantidade

Arquivo Morto Ginásio Arrecadação Material Desportivo Arrecadação Interna do Ginásio

1 1 1 1

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Piso 0 Tipo de Instalações

Quantidade

Arrecadação Material de Limpeza Sala de Ed. Física Sanitários Interior Balneários Internos (professores) Balneários Internos (alunos(as)) Sala de aula (Música) Sala de Convívio dos Funcionários Galeria do Ginásio Balneários Externos Polidesportivo Exterior Arrecadação Material Desportivo Exterior Arrecadação do Lixo Instalação do Gás Casa das Caldeiras Oficina de Manutenção

1 1 2 2 2 1 1 1 1+1=2 1 1 1 1 1 1

Piso 1 Tipo de Instalações

Quantidade

Arrecadação de Material Limpeza Vestiários dos Funcionários Sanitários Sanitário de Deficientes Sala de Aula Arrecadação Geral de Material de Limpeza Associação de Estudantes Sala de ET e EVT Arrecadação das Salas de ET e EVT Gabinetes (Psicóloga e EVT/EV) Sala de Atendimento aos Encarregados de Educação Sala de Estudo (POTE) Atelier Arrecadação de Material Didático Ação Social Escolar Papelaria Sala de Convívio dos Alunos Bar dos Alunos Cantina Cozinha Balneários da Cozinha com WC Elevador

1 1 4 1 3 1 1 1+1=2 1 1+1=2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

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Piso 2 Tipo de Instalações

Quantidade

Arrecadação de Material de Limpeza Secretaria + (Gabinetes e Arrecadação) Sanitários Bar dos Professores Sala de Trabalho dos Professores Conselho Executivo Reprografia Sala de Secções Sala de Informática Arrecadação de Material Didático Arquivo Arquivo + Sala de Trabalho Biblioteca Elevador PBX

Piso 3 Tipo de Instalações

2010 -2014

1 1 7 1 1 1 1 1 3 3 2 1 1 1

Quantidade

Sanitários Salas de Aula Sala de EV Gabinetes Arrecadação de Material Didático Elevador

Piso 4 Tipo de Instalações Arrecadação de Material de Limpeza Salas de Aula Laboratórios de Física e Química Arrecadação do Laboratório Arrecadação de Material de Laboratório Gabinetes Elevador

7 12 2 4 1

Quantidade 1 14 2 3 1 3

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2.2.2. Equipamentos Equipamentos Elétricos

Nome do Material

Quantidade

Televisor LCD Color Televisor Televisor Plasma Monitor + Leitor DVD Retroprojetor Projetor de Slides Rádio Portatil/Leitor CD/ Cassete/Rádio Computador Portátil Vídeo Projetor Expositor Móvel Pequenos Simples Câmara Fotográfica Digital Câmara de Filmar Digital Tripé para Câmara Gravador Micro Voz Video Gravador Leitor DVD Calculadora Gráfica Overhead Projection Calculadora Científica Coluna Conjunto de Colunas Mesa Misturadora de som Amplificador de som Leitor de CD e MP3 Reprodutor de CD Colunas para Computador Suporte para Coluna Micrófono Inalámbrico Microfone de Lapela Microfone Dinâmico Microfone The Hesdset Suporte para Microfone Compasso Régua de Metro Transferidor

5 5 1 1 11 2 10 6 6 17 3 1 1 1 4 10 15 1 75 5 2 2 1 1 1 1 2 1 5 1 1 2 6 5 5

Nome do Material

Quantidade

Ponteira Esquadro Nome do Material Tela Pinnacle Studio Plus Version Nero 8

1 10 Quantidade 7 1 1

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V. Visão Ser uma escola inovadora que prepara os seus alunos não apenas para receber a mudança, mas também para se adaptar à sociedade, administrá-la e influenciá-la.

1. O Que Queremos Oferecer Tendo como suporte a Lei n.º 85/2009 de 27 de agosto que determina que o aluno cumpra uma escolaridade obrigatória de 12 anos e a Lei de Bases do Sistema Educativo, onde se refere que se deve assegurar que todos os alunos usufruam do «direito a uma justa e efetiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolar», torna-se imperioso para a escola criar todas as condições que promovam a igualdade e a inclusão de todos, procurando, simultaneamente, assegurar o direito à diferença, e diversificar ações educativas que ajudem a formar os alunos, dotando-os de competências essenciais à ocupação de um justo lugar na vida ativa e na sociedade. Desta forma, pretende-se fazer desta instituição educativa:

1.1. Uma Escola Para os Alunos Ao estabelecer a escolaridade obrigatória de 12 anos, criou-se um novo desafio à escola: criar um espaço atrativo com o qual todos tenham uma relação de empatia e tenham gosto em frequentar, sendo uma referência futura nas suas relações interpessoais. A escola terá de ser mais do que um espaço de transmissão de conhecimentos, para ser, acima de tudo, um local de preparação para o futuro, para que, um dia mais tarde, todos sejam capazes de responder às necessidades da sociedade onde se inserem. Assim, neste momento, as escolas veem-se obrigadas a equacionar as necessidades da sociedade com os interesses, capacidades e vocações dos alunos para os munir de uma formação sólida e plena. Foi dando resposta a estas questões que esta escola abriu as portas a Cursos de Educação e Formação e a turmas de Percursos Curriculares Alternativos, para que, posteriormente, todos se sintam parte da sua comunidade e contribuam para o progresso da mesma. Nesta perspetiva, a escola promove uma dupla integração dos alunos: integra-os ao proporcionar-lhes currículos que a si mais se adequem e promove a sua posterior integração como membros de uma comunidade. Ainda nesta perspetiva de uma política inclusiva, a escola disponibiliza, ainda, apoio para os alunos com Necessidades Educativas Especiais, experiências pré profissionais e um serviço de Apoio Psicopedagógico. Em complemento do plano curricular, a escola oferece diversas atividades em diferentes áreas, apresentando todas como objetivos a aquisição de competências quer da formação pessoal quer da formação social dos alunos. Desta forma, pretende-se estimular e reforçar a sua relação com a comunidade ao mesmo tempo que se previnem comportamentos de risco e Escola Básica e Secundária do Carmo

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se promovem hábitos de vida saudável.

1.2. Uma Escola para a Família Espaço escolar onde se co-relaciona com o espaço familiar, estabelecendo-se, desta forma, uma parceria entre ambos. Visto desta forma, a família não se limita apenas a ser chamada a intervir quando convocada pela escola, ela é parte fundamental, envolvendo-se em projetos e na concretização dos mesmos, criando valor. E porque é no seio familiar que todo o indivíduo inicia a sua formação / educação, os valores, desejos e expectativas oriundos desse espaço deverão ser considerados e/ ou confrontados pela escola com os demais saberes sejam eles científicos, disciplinares ou até mesmo pedagógicos, pois é no espaço escolar que os alunos sistematizam e estruturam todos os outros conhecimentos criados noutros lugares.

"Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos." (Albert Einstein)

1.3. Uma Comunidade direcionada para os valores De acordo com Selznick, uma comunidade moral são «estruturas sociais que unem as pessoas num todo e que os liga a um conjunto de valores e ideias partilhados.» Desta forma cada indivíduo contribui para um sentido de conjunto. Assim, uma escola vista como uma “comunidade” está apoiada em normas, valores, socialização profissional, respeito pelo outro e interdependência. Os valores são um aspeto muito importante dado que todos os que a ela pertencem devem estar por si ligados e devem funcionar como um código de conduta orientador e apropriado a todos. Tendo tudo isto em conta, a esta escola alicerça-se em valores como a responsabilidade, a qualidade, a integridade, a excelência, a eficácia, a excelência, a inovação, o espírito de equipa e o respeito. Para que se possa fazer desta escola uma verdadeira comunidade, é necessário que haja uma forte relação entre todos os membros que a compõem e que todos se sintam parte dela. Por conseguinte, mais do que partilhar um lugar, é necessário partilhar sentimentos comuns, ideias e ideais.

1.4. Uma Escola Aprendente Escola Básica e Secundária do Carmo

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A escola é para se aprender a conhecer, a fazer, a ser, a viver com os outros, são os célebres quatro pilares da Comissão da UNESCO para a educação no século XXI. Atualmente, a escola é um espaço social e cultural em constante mudança e que cada vez exige mais de todos os que a ela estão ligados. Para que possa contribuir para o progresso da sociedade onde se insere, a escola não necessita apenas de ensinar: Necessita de aprender muitas coisas, nomeadamente aprender a conhecer-se. Uma escola que «se pensa a si própria» jamais ignora os seus problemas e todos são chamados e envolvidos nas tomadas de decisões. Então, toda a escola que promove a reflexão dos atos educativos, a escola reflexiva, é uma escola de pessoas, com pessoas e para pessoas.

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2010 -2014

VI. Análise Swot Pontos Fortes             

O bom ambiente; O atendimento na generalidade dos serviços; Bom desempenho da maioria dos funcionários; Serviços SPO; A acessibilidade aos documentos internos; A comunicação interna; O estado de conservação da escola; As condições de higiene; Espaços de lazer; Trabalho do órgão de gestão; A visão positiva que os EE têm da escola; Corpo docente estável; Elevada apetência dos alunos para a prática desportiva e artística;

Oportunidades  Oferta de uma grande diversidade de modalidades desportivas praticadas;  Parcerias com entidades concelhias;  Proximidade de um grande centro urbano;  Tecido empresarial do concelho;  Acessibilidades rodoviárias;  Instituições de ATL.

Pontos Fracos  Indisciplina / desrespeito dos alunos;  Desmotivação / insucesso dos alunos;  Dificuldade em trabalhar com os alunos;  Falta de aspirações profissionais dos alunos;  O ruído;  Reduzido número de funcionários;  Falta de formação dos funcionários;  Falta de privacidade no atendimento aos EE;  Falta de visibilidade e participação da Associação de Estudantes na vida da escola;  Falta de equipamento informático e respetiva manutenção;  Dificuldades na conexão à Internet;  Falta de condições na sala de sessões; O insuficiente número de material audiovisual e multimédia;  Material de laboratório em número insuficiente;  Falta de vigilância dentro e nos arredores da escola;  Falta de controlo na entrada e saída da escola.

Ameaças  Baixa escolaridade dos EE;  Reduzida participação dos EE na vida escolar;  Situação socioeconómica dos alunos / meio social envolvente;  Situação profissional dos EE;  Famílias desestruturadas;  Arredores da escola.

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Projeto Educativo de Escola

2010 -2014

VII. Avaliação do Projeto O projeto será monitorizado anualmente pela equipa de avaliação interna e pelo conselho da Comunidade Educativa conforme o estabelecido na alínea b) do ponto 1 do artº 8º do Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M de 21 de junho e tendo em conta os mapas estratégicos que se encontram em anexo a este projeto.

VIII. Divulgação O Projeto Curricular de escola é publicitado na escola, em local visível e adequado, e no sítio da escola.

Esta Alteração ao Projeto Educativo teve parecer favorável do Conselho Pedagógico no dia 14/02/2013 e foi aprovada no Conselho Da Comunidade Educativa no dia 21 de fevereiro de 2013.

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Projeto Educativo de Escola

Escola Básica e Secundária Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas Alteração do Projecto Educativo de Escola Mapa Estratégico (mapa estratégico)

2010 -2014

Aprovada em reunião do CCE de 21 de fevereiro de 2013 Objetivo 1

Metas anuais

Objetivo/indicador

12/13

13/14

Tolerância

Promover o

Objetivo 1.1 Aumentar a percentagem de sucesso

sucesso

Indicador 1.1.1

Aumentar a percentagem de sucesso por ciclo/nível de ensino.

0,5%

0,5%

0,4%

educativo e

Indicador 1.1.2

Diminuir a percentagem de retenção por ciclo/nível de ensino.

0,5%

0,5%

0,4%

os valores de

Indicador 1.1.3

Diminuir a percentagem de nº de alunos que transitou com 3 ou mais negativas por ciclo/nível de ensino.

1%

1%

0,3%

1%

1%

0,3%

3%

2%

1%

cidadania, num contexto

Indicador 1.1.4

Objetivo 1.2 Promover o sentido de responsabilidade Indicador 1.2.1

de serviço público educativo de qualidade e equidade.

Aumentar o n.º de objetivos definidos no plano de intervenção dos alunos do EE.

Percentagem de permutas, reposições e planos de aula em função do n.º de faltas que carecem autorização.

Indicador 1.2.2

Decréscimo de medidas de caráter disciplinar aplicadas pelo CE/CT.

1%

1%

0,4%

Indicador 1.2.3

Aumento de participação dos pais e encarregados de educação nas reuniões organizadas pelos DT.

1%

1%

0,4%

Objetivo 1.3 Estimular a qualidade das aprendizagens e dos valores dos alunos Indicador 1.3.1

Taxa de alunos avaliados apenas com níveis 4 e 5 no 2.º e 3.º ciclo

1%

1%

0,3%

Indicador 1.3.2

Taxa de alunos avaliados com média igual ou superior a 15 valores no ensino secundário.

1%

1%

0,4%

≤0,5

<0,5

0,1

≤3

≤3

1

80%

80%

5%

Diminuir a diferença entre avaliação interna e avaliação externa no 2.º e 3.º ciclos Indicador 1.3.3 Diminuir a diferença entre avaliação interna e avaliação externa no ensino secundário. Indicador 1.3.4

Percentagem de alunos dos cursos CEF que terminam com dupla certificação.

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2010 -2014

Projeto Educativo de Escola

Objetivo 2

Permitir

12/13

Tolerância

13/14

Objetivo 2.1 Garantir oferta curricular diversificada

escolhas curriculares

Metas anuais

Objetivo / indicador

Indicador 2.1.1

variadas e de

N.º de cursos do ensino secundário.

≥2

≥2

-------

N.º de cursos de educação e formação.

≥5

≥5

-------

N.º de turmas de percursos curriculares alternativos.

≥3

≥3

-------

enriquecimento

Indicador 2.1.2

N.º de clubes / projetos em funcionamento.

≥10

≥10

-------

curricular

Indicador 2.1.3

N.º de núcleos de Desporto escolar em funcionamento.

≥10

≥10

-------

variado,

Objetivo 2.2 Desenvolver um programa de orientação vocacional 100%

100%

-------

2

2

-------

Percentagem de alunos do ensino secundário que concorrem ao ensino superior e são admitidos.

80%

80%

10%

Percentagem de alunos dos CEF/cursos profissionais que se encontram a exercer atividade

60%

60%

10%

facilitando a satisfação da diversidade de necessidades e apetências da comunidade

Indicador 2.2.1

Percentagem de participação no processo vocacional dos alunos do 9.º ano.

Indicador 2.2.2

N.º de projetos na área vocacional.

Objetivo 2.3 promover o planeamento da carreira Indicador 2.3.1

Indicador 2.3.2

profissional ou prosseguem estudos.

educativa.

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2010 -2014

Projeto Educativo de Escola

Objetivo 3 Alargar a noção de escola

Objetivo 3.1 Promover ações de ligação ao meio envolvente

como local de socialização

Indicador 3.1.1

N.º de atividades/ações organizadas pela escola e planificadas no PAE.

e cultura valorizando a sua

Indicador 3.1.2

Projetos dinamizados com parceiros sociais.

imagem no seu contexto e promovendo estilos de

Tolerância

12/13

13/14

≥300

≥300

-------

≥5

≥5

-------

≥20

≥20

Objetivo 3.2 Melhorar o desempenho ambiental da escola Indicador 3.2.1

vida saudável.

Objetivo 4 Promover a valorização

Metas anuais

Objetivo / indicador

N.º de ações incluídas no eco-escolas.

Metas anuais

Objetivo / indicador

12/13

13/14

Tolerância

Objetivo 4.1 Promover a valorização de todos os agentes educativos

profissional de todos os agentes educativos,

Indicador 4.1.1

N.º de horas de ações de formação disponibilizadas pelo pessoal docente.

≥25 h

≥25 h

-------

Indicador 4.1.2

N.º de horas de ações de formação disponibilizadas pelo pessoal não docente.

≥12 h

≥ 12 h

-------

desenvolvendo o conceito de escola como local privilegiado de realização social e profissional

Texto convertido pelo conversor da Porto Editora, respeitando o Acordo Ortográfico de 1990. Escola Básica e Secundária do Carmo

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PEE_convertido