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CIRCO DOS

NINA NOVAES


Naquela manhã, Gabriel acordou atrasado. Pulou da cama quando percebeu que os cinco minutos de soneca tinham virado quase meia hora. Ele precisava correr, pois o professor do primeiro tempo era muito rígido com o horário e não estava nem ai se o Gabriel morava na área rural. E viver na fazenda significava uma boa caminhada até a escola, exigindo que ele acordasse quase uma hora mais cedo que colegas de sala. Gabriel era um menino magricelo e bem menor em relação à média dos meninos da turma. Porém, a personalidade não era nem um pouco frágil. Ele adorava uma aventura, planejava sair daquela cidadezinha e conhecer o mundo. Vestido com o uniforme, camisa branca de manga curta surrada e uma bermuda azul marinho de algodão, se pôs a correr pelo campo em direção à cidade. As sandálias desgastadas batiam no chão de terra levantando poeira.


Já na estrada principal, ele percebeu que tinha esquecido o caderno. Totalmente frustrado, começou a bater o pé no chão e xingar com palavrões que sua mãe não sonhava que ele conhecia. Lançou um olhar desanimado para o caminho que teria que percorrer novamente. Deixar a aula pra lá estava se tornando uma opção cada vez mais forte. E foi quando viu uma bandeira preta além da plantação de café do Senhor Geremias. Pelo que ele conseguia enxergar, a bandeira estava cravada no pico de uma tenda preta e branca. Empoleirou-se para ver se conseguia ver melhor, olhando por cima do cafezal, mas não melhorou muita coisa. Na escola ele tinha aprendido que era baixinho por causa de uma tal de genética. Maldita seja ela, praguejava o menino. O pouco que conseguia ver podia apostar que se tratava de um circo. Fazia tanto tempo que Gabriel não ia a um. As poucas vezes que teve a oportunidade de ir, ele ficou encantado com toda aquela atmosfera de


artistas voando no céu, pombas saindo de cartolas e os palhaços eram tão engraçados. Passando as imagens do circo na cabeça, os pensamentos de Gabriel acabaram em Giane, sua melhor amiga. Ela que tinha arrumado para ele ingressos para o circo nas outras vezes, porque mãe dela trabalhava na prefeitura e conseguia alguns ingressos de graça. Se havia um circo na cidade, era bem provável que Giane tivesse convite sobrando e sem contar que ela era uma ótima companhia. Gabriel rumou para escola sem muita pressa dessa vez, pois precisava pensar em como iria falar com a Giane que deveria estar em sala. O ideal seria esperar a aula acabar, mas o garoto estava muito ansioso para simplesmente ficar em algum canto da cidade esperando a hora passar.


A cidadezinha estava calma como sempre. As maiorias dos adultos trabalhavam na lavoura ou em cidades vizinhas, então, a essa hora da manhã tinha apenas alguns velhinhos no bar ou na praça. A pequena escola envolta por um pequeno muro amarelo estava totalmente silenciosa, o que significava que estavam todos em aula. Isso ajudou Gabriel a pular os fundos sorrateiramente. Aproveitou o pátio vazio e foi dando a volta, engatinhando toda vez que tinha que passar por uma janela. Quando chegou à janela da sua sala, ele espiou para ver que era o professor. Ainda era o professor carrancudo de matemática. Mas a aula ia acabar a qualquer instante. Não demorou nem cinco minutos e o sino da igreja tocou, além de indicar as horas ele funcionava como sinal da escola. Gabriel espiou novamente e não viu mais o professor. Usou de toda sua agilidade adquirida da vida de menino da fazenda e pulou a janela. Todo


mundo ainda estava sentado e ele correu para uma carteira vazia no final da sala. De repente o professor carrancudo voltou à sala, aparentemente ele havia esquecido o apagador. Mas a primeira coisa que notou foi o menino que não estava ali um minuto atrás. Um sorriso malicioso surgiu no rosto do professor que disse em alto e bom som: - Não pense que isso ficará assim, senhor Gabriel – pegou o apagador e saiu da sala. Cinco minutos de atrasado do próximo professor foram os suficientes para fazer toda a turma se levantar e ficar brincando pela sala. Gabriel viu nessa hora oportunidade para falar com Giane que estava sentada em sua carteira fazendo um desenho. Ele sentou no lugar vazio a frente dela. Sem levantar a cabeça do desenho, ela disse:


- Poxa Gabriel, resolveu chegar atrasado logo na aula desse cara chato?! Era melhor ter ficado em casa... – ela estava pintando o céu do seu desenho. - Deixa ele pra lá. Preciso falar uma coisa com você? – Gabriel ficou frustrado em ver que a amiga não largava aquele desenho. – Você pode prestar atenção? Eu vim hoje só para falar com você! – a voz dele subiu alguns tons, mas nada que chamasse atenção em meio à bagunça que estava na sala. Ela colocou o lápis azul na mesa e encarou o amigo esperando ele falar. - Chegou um circo na cidade! – ele não conseguia esconder a animação. - Não. Se tivesse para chegar algum circo minha mãe teria me dito. Giane já estava levando sua mão ao lápis de cor, mas Gabriel foi mais rápido e pegou o lápis.


- Isso não foi uma pergunta, Giane. Eu vi! Estava vindo pra cá e vi o circo. Pelo que parece, ele deve estar naquela planície depois da fazenda do Senhor Geremias. E você não pode dizer que eu não vi. – ele apontava o lápis para o rosto dela. - Olha. – ela arrancou o lápis da mão dele – Não pode ser. Os circos montam as tendas do campo de eventos atrás da prefeitura. Nunca teve um circo que ficou na área rural. - Então, venha comigo. Depois da aula. Vou te mostrar! Giane apenas deu um aceno de cabeça descrente, quando a professora entrou em sala pedindo para que todos se sentassem.

Ele passou o recreio inteiro tentando convencer a amiga de que realmente havia um circo. Para sua sorte ela aceitou ir com ele até lá depois da aula.


Quando bateu o último sinal tocou, Gabriel saiu puxando Giane pelo braço até do lado de fora da escola. Insistiu para ela deixar que ele os levasse na bicicleta, pois seria bem mais rápido. Ele pedalou o mais rápido que pode. Estava tão determinado que apesar do peso extra na bicicleta, isso não atrapalhou as suas pernas magrinhas de impulsionarem os pedais. E de fato a bicicleta teve um papel importante para que eles irem mais rápido. Quando chegaram à planície, o menino pulou da bicicleta e quase derrubou a Giane, que por sorte estava atenta e foi mais ágil. Os dois estavam parados atônitos olhando o local completamente vazio. A menina olhava para o amigo que parecia muito alarmado andando de um lado para outro. Não acreditava que o amigo pudesse fazer uma brincadeira tão sem graça. Agora ela teria que voltar sozinha até a cidade, porque ele achou que viu um circo.


Giane cruzou os braços e ficou encarando o garoto que começou a andar pela planície procurando alguma coisa. - Espero que o que você tenha visto não seja um circo de pulgas, porque não tem nada aqui, Gabriel – ela precisou gritar um pouco, já que o garoto tinha andado alguns metros para dentro da planície. Gabriel não acredita no que estava acontecendo. Ele viu o circo. Ou melhor, ele viu o pico e a bandeira. Mesmo que fosse outra coisa, era muito grande para simplesmente sair sem deixar vestígios. - Giane, ele estava aqui. Eu vi! – ele gritava de frustração. - Você deve ter sonhado com isso. Como já disse, não tem nenhum circo para chegar à cidade – ela começou a pegar a bicicleta que ainda estava jogada no chão – Olha Gabriel, vou indo. Até amanhã. Giane deu meia volta com a bicicleta e sumiu pela estrada.


O menino sentou no meio da planície e começou a arrancar tufos de grama do chão. Olhou para céu em busca de alguma explicação. Pois sua única certeza era que tinha visto esse maldito circo. - Por que demorou tanto, moleque? O pai já estava se arrumando para voltar ao trabalho depois do almoço, enquanto a mãe estava lavando a louça. - Come logo essa comida. Se tiver alguma tarefa da escola, faz logo. Preciso da sua ajuda lá no estábulo. – o pai colocou o chapéu e saiu. Gabriel olhou para o prato coberto por outro que sua mãe tinha separado para ele. Em outros dias, ele não esperaria dois segundos para descobrir o que havia ali embaixo, mas hoje, com aquela história do circo, estava difícil pensar em outra coisa. - Vamos, menino, coma. – a mãe tirou o prato de cima do outro e puxou a cadeira – Onde você se meteu?


Ele pensou se deveria contar para mãe sobre o circo. Sua mãe era uma pessoa muito simples e doce, mas odiava mentira. Seria horrível se ela também achasse que ele estivesse mentindo. Tratou de comer logo a comida. E disse que o professor não tinha passado dever. Ele tinha cabeça para isso hoje. Estava tão atordoado que no estabulo começou a ver listras pretas e brancas nos cavalos. Antes de ir dormir, Gabriel ficou olhando o horizonte da janela do seu quarto que dava para infinito coberto por plantações. A sua casa ficava numa pequena colina da fazenda onde o pai trabalhava e eles tinham uma visão privilegiada. Às vezes ele ficava ali olhando aquela imensidão pensando em como esse mundo é grande. Hoje aquelas malditas listras e a bandeira preta não saiam da sua cabeça. Fechou a janela e resolveu deitar. E para sua surpresa, ele estava tão cansado física e mentalmente que acabou desmaiando de sono.


Quando abriu os olhos, o teto do seu quarto tinha se transformado em uma tenda com listras pretas e brancas. Assustado ele sentou na cama. Não só o teto tinha mudado, mas o quarto inteiro. Ele estava no meio de um circo. A única coisa que ainda continuava era sua cama. As arquibancadas de metal estavam completamente vazias e a única luz estava voltada para ele como se fizesse parte de algum espetáculo. Gabriel jogou a coberta longe e colocou os pés para fora da cama para levantar. Mas começou a ouvir risadinhas espalhadas pela tenda. Mas local continuava vazio. Quando se levantou totalmente, colocando seus pés no chão, começou a aparecer vultos para todos os lados. O menino não conseguia identificar o que eram. As risadas começaram a aumentar e ficar cada vez mais esganiçada. Em alguns pontos das arquibancadas era possível ver algumas pessoas sendo materializadas. Pessoas com roupas coloridas, algumas com


perucas e com uma maquiagem espalhafatosa. Eram palhaços de todos os tipos e tamanhos, espalhados por toda arquibancada. Eles estavam rindo loucamente e apontando para o menino. Gabriel deu dois passos para trás e caiu sentado na cama. As risadas dos palhaços começaram a ficar com um tom mais grave e assustador. As roupas pareciam se deteriorar rapidamente, como se traças invisíveis às tivessem devorando. As feições ficaram sombrias dando lugar para uma maquiagem borrada e dentes estragados. O menino cobriu a cabeça com o cobertor, fechou os olhos e desejou de todo o coração que aqui fosse apenas um sono. Contou até dez e tirou o cobertor da cabeça. Tinha voltado para o seu quarto. Ele estava suando. Ainda bem que era só um sonho, pensava o garoto.


Levantou e abriu a janela sentiu um vento fresco da madrugada bater em seu rosto. Admirou a sua vista agora completamente encoberta pela escuridão, a não se por um ponto que emitia uma claridade anormal. Gabriel esfregou os olhos e forçou a vista. Não podia ser. Ele estava vendo novamente aquele pico listrado com a bandeira preta. Afastou-se da janela na tentativa pensar o que iria fazer. Aquela era a chance dele mostrar que não era um mentiroso. Ele iria provar para a Giane que tinha visto a droga do circo e que ele existia. Só precisava ir lá e pegar alguma prova. Trocou de roupa o mais rápido que conseguiu e da maneira mais silenciosa possível para não acordar os seus pais. Pulou a janela do quarto e olhou para direção que estava o ponto luminoso. Ele podia apostar que era na planície que tinha levado a Giane mais cedo.


Gabriel decidiu cortar caminho pelo cafezal, mas estava andando tão devagar com medo de fazer barulho que por um momento achou que teria sido melhor seguir pela estrada. Apesar de a fazenda ser enorme e muito improvável que alguém achasse ele ali, havia rumores de que o Senhor Geremias deixava alguns cães soltos durante a noite. Ele ficou mais animado quando estava se aproximando da cerca que dava para a planície. Era possível ver a luz se intensificando entre os galhos de café. Não demorou muito e começou a ver as listras brancas e pretas. Nessa hora ele esqueceu completamente do barulho e começou a correr e pulou a cerca com toda a habilidade de quem faz isso há anos. O circo era maior do que ele podia imaginar. Seria impossível o circo ter sumido em poucas horas sem deixar rastro nenhum. Ele via pedaços de madeira encravados na terra segurando as cortadas que estivavam a


tenda. E por um momento questionou se não deveria ir embora, mas o seu espírito aventureiro o fez prosseguir. O menino se sentia ainda menor perto daquela estrutura. Deu a volta até a entrada. Ela estava toda iluminada com um letreiro enorme que tinha escrito: Circo dos Palhaços. Um pouco a frente havia uma pequena cabine de madeira combinando com a tenda preta e branca. Havia uma placa indicando que ali era a bilheteria, mas não tinha ninguém. Estava tudo quieto demais. Não havia movimento apesar das luzes e da música que vinha lá de dentro. E já que não tinha nada que pudesse impedi-lo, resolveu entrar. Gabriel se deparou com uma sala fantástica. Ele se sentiu entrando em um daqueles filmes antigos em preto e branco. Nessa espécie de antessala, tinha uma barraca com todos os doces do mundo, alguns que o menino nem poderia sonhar um dia que existiam.


O engraçado era que tudo, absolutamente tudo era em preto e branco. Até a pipoca parecia brincar com essas cores tendo algumas um tom acinzentado enquanto outras eram tão brancas como a neve. Ele se interessou pelos cartazes pendurados que apresentavam algumas atrações. Não foi surpresa nenhuma quando percebeu que todas eram de palhaços, o que justificava o nome do circo. Mas apesar de todos serem palhaços tinha uma característica. Tinha até uma família de palhaços. O menino caminhou em direção à fenda oposta que tinha entrado. Imaginou que ela pudesse dar para as arquibancadas e aquilo aguçou completamente a sua curiosidade. Antes de entrar, ele resolveu aproveitar que não tinha ninguém ali e arrancou um dos cartazes dobrando rápido e enfiando no bolso. Com suas miúdas mãos afastou um dos lados da fenda e entrou.


A música de circo que ele ouvia ao longe vinha dali. No local havia apenas uma luz forte direcionada bem para o centro. Para a surpresa do garoto, o picadeiro não era tão grande como imaginou ao ver a estrutura do lado de fora. E arquibancada não o surpreendeu tinha a mesma quantidade de lugares, ou até menos, em relação aos outros circos que foi. Resolveu sentar pouco e descansar. Talvez alguém do circo aparecesse por ali. Enquanto tirava o cartaz do bolso para dar uma olhada. A música começou a ser rebobinada fazendo que Gabriel levasse as mãos ao ouvido com o incomodo do barulho. A luz apagou. Com forme a música voltava aos poucos, um jogo de luzes parecia anunciar o inicio de alguma apresentação. O holofote principal focou nas cortinas fechadas. A música começou abaixar até que o silêncio dominasse o ambiente. Apesar de ser um


circo de palhaços, Gabriel estava começando a sentir o medo crescer. Para piorar começou a lembrar do sonho que tinha acabado de ter. As cortinas começaram a abrir. O holofote desceu o jato de luz até formar uma bola branca no chão. Onde as cortinas foram abertas, agora tinha uma entrada escura demais para saber o que poderia sair dali. Mas forçando um pouco a vista Gabriel viu algo se mexer. Uma sombra disforme em meio aquela escuridão. Parecia que ela estava indo em direção à luz. Era possível ouvir o barulho de engrenagens chiando conforme a sombra se movia. Quando chegou à luz, Gabriel viu um palhaço grande e mal empoleirado em uma bicicleta minúscula. Ele não conseguia enxergar o seu rosto. - Olá? – a voz do garoto saiu quase como um sussurro.


O palhaço levantou a cabeça como se tivesse ouvido, mas as luzes apagaram antes que o menino pudesse ver o seu rosto. Mas Gabriel não sabia se estava tudo escuro porque as luzes foram apagadas ou porque ele fechou os olhos. Ele só sabia que estava com muito medo de abrir. Começou a falar para si mesmo que aquilo era um sonho. Ali no escuro com os olhos fechados, ele só ouvia a própria respiração. Talvez o palhaço tivesse ido embora, ele pensava. Antes de abrir os olhos ele traçou um plano em sua cabeça, que era bem simples na realidade: iria correr o mais rápido que pudesse. Começou a contar mentalmente: “1... 2... 3...”

Ela não acreditava que estava de volta aquela cidade. Tinham se passado o que... 10 anos?


Dirigindo o seu próprio carro, lembrou-se da época que passava por aquelas estradas de bicicleta. Apesar de nostálgico, era meio difícil para voltar, mesmo que fosse só de passagem. Há dez anos, Giane perdeu um grande amigo de uma maneira muito misteriosa. O caso nunca foi propriamente investigado. Houve algumas visitas a delegacia dos pais do garoto, alguns interrogatórios com os colegas e conhecidos. No final das contas, cada um contava uma história e o garoto que era seu amigo virou várias lendas. A mais conhecida provinha do depoimento dela falando que Gabriel tinha visto um circo no dia anterior. A partir dai surgiram histórias para assustar crianças tendo como moral: “crianças não podem ir sozinhas ao circo à noite”. Para ela tudo aquilo era uma grande bobagem, já que não existia circo nenhum. Na época em que foi espalhado esse depoimento sobre o circo, Giane quase ficou louca falando para as pessoas pararem com aquilo, porque


não havia circo nenhum. Seus pais a mandaram para casa de uma tia no Rio de Janeiro e desde então ela nunca mais tinha voltado. Mas agora estava ali, indo visitar o pai de Gabriel que estava de cama. E em consideração ao amigo, achou que era seu dever dar um apoio a sua família, seja lá porque e como ele sumiu. A música que estava ouvindo no carro começou a falhar, sofrendo interferência de alguma rádio pirata. O que começou a gerar uma mistura estranha de Marisa Monte com o que parecia ser... Música de circo? Giane irritada desligou o aparelho. Quando voltou a vista para estrada um cartaz voou para o seu para-brisa. Fazendo-a pisar no freio assustada. No cartaz havia um menininho magricelo vestindo uma roupa de palhaço.


A respiração da Giane estava ofegante devido ao susto, mas havia algo naquele cartaz. Algo no olhar daquele palhacinho. Ela ligou o limpador de para-brisa para espantar aquele cartaz e os seus pensamentos. Quando ela olha além da plantação de café vê um pico de uma tenda preta e branca com uma bandeira preta em cima. Exatamente como Gabriel tinha descrito. O seu coração começou a disparar e o olhar daquele palhacinho significava o que ela mais temia.

FIM


AGRADECIMENTOS Aos amigos, família e namorado quero agradecer a paciência enquanto eu não conseguia pensar em outra coisa além desse conto. Em especial, a Camila que leu com tanto carinho e deu ótimos pitacos que serão super bem-vindos nos próximos contos. Por fim, a você que chegou até o final desse conto que foi feito com muito carinho.


Conto: Circo dos Palhaços  

Um circo com tendas listradas em preto e branco chega na pequena cidade, mas aparentemente só Gabriel tinha o conhecimento da sua existência...

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